Relação dos livros da Bíblia: 01 Gênesis 02 Êxodo 03 Levíticos 04 Números 05 Deuteronômio 06 Josué 07 Juízes 08 Rute 09 I Samuel 10 II Samuel 11 I Reis 12 II Reis 13 I Crônicas 14 II Crônicas 15 Esdras 16 Neemias 17 Esther 18 Jó 19 Salmos 20 Provérbios 21 Eclesiastes 22 Cantares de Salomão 23 Isaías 24 Jeremias 25 Lamentações de Jeremias 26 Ezequiel 27 Daniel 28 Oséias 29 Joel 30 Amós 31 Obadias 32 Jonas 33 Miquéias 34 Naum 35 Habacuque 36 Sofonias 37 Ageu 38 Zacarias 39 Malaquias 40 Mateus 41 Marcos 42 Lucas 43 João 44 Atos 45 Romanos 46 I Coríntios 47 II Coríntios 48 Gálatas 49 Efésios 50 Filipenses 51 Colossenses 52 I Tessalonicenses 53 II Tessalonicenses 54 I Timóteo 55 II Timóteo 56 Tito 57 Filemon 58 Hebreus 59 Tiago 60 I Pedro 61 II Pedro 62 I João 63 II João 64 III João 65 Judas 66 Apocalipse .... livro capítulo versículo 1 1 1 1 No princípio criou Deus os céus e a terra.    2 1 1 2 A terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo, mas o Espírito de Deus pairava sobre a face das águas.    3 1 1 3 Disse Deus: haja luz. E houve luz.    4 1 1 4 Viu Deus que a luz era boa; e fez separação entre a luz e as trevas.    5 1 1 5 E Deus chamou à luz dia, e às trevas noite. E foi a tarde e a manhã, o dia primeiro.    6 1 1 6 E disse Deus: haja um firmamento no meio das águas, e haja separação entre águas e águas.    7 1 1 7 Fez, pois, Deus o firmamento, e separou as águas que estavam debaixo do firmamento das que estavam por cima do firmamento. E assim foi.    8 1 1 8 Chamou Deus ao firmamento céu. E foi a tarde e a manhã, o dia segundo.    9 1 1 9 E disse Deus: Ajuntem-se num só lugar as águas que estão debaixo do céu, e apareça o elemento seco. E assim foi.    10 1 1 10 Chamou Deus ao elemento seco terra, e ao ajuntamento das águas mares. E viu Deus que isso era bom.    11 1 1 11 E disse Deus: Produza a terra relva, ervas que dêem semente, e árvores frutíferas que, segundo as suas espécies, dêem fruto que tenha em si a sua semente, sobre a terra. E assim foi.    12 1 1 12 A terra, pois, produziu relva, ervas que davam semente segundo as suas espécies, e árvores que davam fruto que tinha em si a sua semente, segundo as suas espécies. E viu Deus que isso era bom.    13 1 1 13 E foi a tarde e a manhã, o dia terceiro.    14 1 1 14 E disse Deus: haja luminares no firmamento do céu, para fazerem separação entre o dia e a noite; sejam eles para sinais e para estações, e para dias e anos;    15 1 1 15 e sirvam de luminares no firmamento do céu, para alumiar a terra. E assim foi.    16 1 1 16 Deus, pois, fez os dois grandes luminares: o luminar maior para governar o dia, e o luminar menor para governar a noite; fez também as estrelas.    17 1 1 17 E Deus os pôs no firmamento do céu para alumiar a terra,    18 1 1 18 para governar o dia e a noite, e para fazer separação entre a luz e as trevas. E viu Deus que isso era bom.    19 1 1 19 E foi a tarde e a manhã, o dia quarto.    20 1 1 20 E disse Deus: Produzam as águas cardumes de seres viventes; e voem as aves acima da terra no firmamento do céu.    21 1 1 21 Criou, pois, Deus os monstros marinhos, e todos os seres viventes que se arrastavam, os quais as águas produziram abundantemente segundo as suas espécies; e toda ave que voa, segundo a sua espécie. E viu Deus que isso era bom.    22 1 1 22 Então Deus os abençoou, dizendo: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei as águas dos mares; e multipliquem-se as aves sobre a terra.    23 1 1 23 E foi a tarde e a manhã, o dia quinto.    24 1 1 24 E disse Deus: Produza a terra seres viventes segundo as suas espécies: animais domésticos, répteis, e animais selvagens segundo as suas espécies. E assim foi.    25 1 1 25 Deus, pois, fez os animais selvagens segundo as suas espécies, e os animais domésticos segundo as suas espécies, e todos os répteis da terra segundo as suas espécies. E viu Deus que isso era bom.    26 1 1 26 E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se arrasta sobre a terra.    27 1 1 27 Criou, pois, Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.    28 1 1 28 Então Deus os abençoou e lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos; enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra.    29 1 1 29 Disse-lhes mais: Eis que vos tenho dado todas as ervas que produzem semente, as quais se acham sobre a face de toda a terra, bem como todas as árvores em que há fruto que dê semente; ser-vos-ão para mantimento.    30 1 1 30 E a todos os animais da terra, a todas as aves do céu e a todo ser vivente que se arrasta sobre a terra, tenho dado todas as ervas verdes como mantimento. E assim foi.    31 1 1 31 E viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. E foi a tarde e a manhã, o dia sexto.    32 1 2 1 Assim foram acabados os céus e a terra, com todo o seu exército.    33 1 2 2 Ora, havendo Deus completado no dia sétimo a obra que tinha feito, descansou nesse dia de toda a obra que fizera.    34 1 2 3 Abençoou Deus o sétimo dia, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra que criara e fizera.    35 1 2 4 Eis as origens dos céus e da terra, quando foram criados. No dia em que o Senhor Deus fez a terra e os céus    36 1 2 5 não havia ainda nenhuma planta do campo na terra, pois nenhuma erva do campo tinha ainda brotado; porque o Senhor Deus não tinha feito chover sobre a terra, nem havia homem para lavrar a terra.    37 1 2 6 Um vapor, porém, subia da terra, e regava toda a face da terra.    38 1 2 7 E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou-lhe nas narinas o fôlego da vida; e o homem tornou-se alma vivente.    39 1 2 8 Então plantou o Senhor Deus um jardim, da banda do oriente, no Éden; e pôs ali o homem que tinha formado.    40 1 2 9 E o Senhor Deus fez brotar da terra toda qualidade de árvores agradáveis à vista e boas para comida, bem como a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore do conhecimento do bem e do mal.    41 1 2 10 E saía um rio do Éden para regar o jardim; e dali se dividia e se tornava em quatro braços.    42 1 2 11 O nome do primeiro é Pisom: este é o que rodeia toda a terra de Havilá, onde há ouro;    43 1 2 12 e o ouro dessa terra é bom: ali há o bdélio, e a pedra de berilo.    44 1 2 13 O nome do segundo rio é Giom: este é o que rodeia toda a terra de Cuche.    45 1 2 14 O nome do terceiro rio é Tigre: este é o que corre pelo oriente da Assíria. E o quarto rio é o Eufrates.    46 1 2 15 Tomou, pois, o Senhor Deus o homem, e o pôs no jardim do Édem para o lavrar e guardar.    47 1 2 16 Ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda árvore do jardim podes comer livremente;    48 1 2 17 mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dessa não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.    49 1 2 18 Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora que lhe seja idônea.    50 1 2 19 Da terra formou, pois, o Senhor Deus todos os animais o campo e todas as aves do céu, e os trouxe ao homem, para ver como lhes chamaria; e tudo o que o homem chamou a todo ser vivente, isso foi o seu nome.    51 1 2 20 Assim o homem deu nomes a todos os animais domésticos, às aves do céu e a todos os animais do campo; mas para o homem não se achava ajudadora idônea.    52 1 2 21 Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre o homem, e este adormeceu; tomou-lhe, então, uma das costelas, e fechou a carne em seu lugar;    53 1 2 22 e da costela que o senhor Deus lhe tomara, formou a mulher e a trouxe ao homem.    54 1 2 23 Então disse o homem: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; ela será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada.    55 1 2 24 Portanto deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão uma só carne.    56 1 2 25 E ambos estavam nus, o homem e sua mulher; e não se envergonhavam.    57 1 3 1 Ora, a serpente era o mais astuto de todos os animais do campo, que o Senhor Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?    58 1 3 2 Respondeu a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim podemos comer,    59 1 3 3 mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais.    60 1 3 4 Disse a serpente à mulher: Certamente não morrereis.    61 1 3 5 Porque Deus sabe que no dia em que comerdes desse fruto, vossos olhos se abrirão, e sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal.    62 1 3 6 Então, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, comeu, e deu a seu marido, e ele também comeu.    63 1 3 7 Então foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; pelo que coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais.    64 1 3 8 E, ouvindo a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim à tardinha, esconderam-se o homem e sua mulher da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim.    65 1 3 9 Mas chamou o Senhor Deus ao homem, e perguntou-lhe: Onde estás?    66 1 3 10 Respondeu-lhe o homem: Ouvi a tua voz no jardim e tive medo, porque estava nu; e escondi-me.    67 1 3 11 Deus perguntou-lhe mais: Quem te mostrou que estavas nu? Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses?    68 1 3 12 Ao que respondeu o homem: A mulher que me deste por companheira deu-me a árvore, e eu comi.    69 1 3 13 Perguntou o Senhor Deus à mulher: Que é isto que fizeste? Respondeu a mulher: A serpente enganou-me, e eu comi.    70 1 3 14 Então o Senhor Deus disse à serpente: Porquanto fizeste isso, maldita serás tu dentre todos os animais domésticos, e dentre todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás, e pó comerás todos os dias da tua vida.    71 1 3 15 Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e a sua descendência; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.    72 1 3 16 E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a dor da tua conceição; em dor darás à luz filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará.    73 1 3 17 E ao homem disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei dizendo: Não comerás dela; maldita é a terra por tua causa; em fadiga comerás dela todos os dias da tua vida.    74 1 3 18 Ela te produzirá espinhos e abrolhos; e comerás das ervas do campo.    75 1 3 19 Do suor do teu rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, porque dela foste tomado; porquanto és pó, e ao pó tornarás.    76 1 3 20 Chamou Adão à sua mulher Eva, porque era a mãe de todos os viventes.    77 1 3 21 E o Senhor Deus fez túnicas de peles para Adão e sua mulher, e os vestiu.    78 1 3 22 Então disse o Senhor Deus: Eis que o homem se tem tornado como um de nós, conhecendo o bem e o mal. Ora, não suceda que estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma e viva eternamente.    79 1 3 23 O Senhor Deus, pois, o lançou fora do jardim do Éden para lavrar a terra, de que fora tomado.    80 1 3 24 E havendo lançado fora o homem, pôs ao oriente do jardim do Éden os querubins, e uma espada flamejante que se volvia por todos os lados, para guardar o caminho da árvore da vida.    81 1 4 1 Conheceu Adão a Eva, sua mulher; ela concebeu e, tendo dado à luz a Caim, disse: Alcancei do Senhor um varão.    82 1 4 2 Tornou a dar à luz a um filho - a seu irmão Abel. Abel foi pastor de ovelhas, e Caim foi lavrador da terra.    83 1 4 3 Ao cabo de dias trouxe Caim do fruto da terra uma oferta ao Senhor.    84 1 4 4 Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas, e da sua gordura. Ora, atentou o Senhor para Abel e para a sua oferta,    85 1 4 5 mas para Caim e para a sua oferta não atentou. Pelo que irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o semblante.    86 1 4 6 Então o Senhor perguntou a Caim: Por que te iraste? e por que está descaído o teu semblante?    87 1 4 7 Porventura se procederes bem, não se há de levantar o teu semblante? e se não procederes bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo; mas sobre ele tu deves dominar.    88 1 4 8 Falou Caim com o seu irmão Abel. E, estando eles no campo, Caim se levantou contra o seu irmão Abel, e o matou.    89 1 4 9 Perguntou, pois, o Senhor a Caim: Onde está Abel, teu irmão? Respondeu ele: Não sei; sou eu o guarda do meu irmão?    90 1 4 10 E disse Deus: Que fizeste? A voz do sangue de teu irmão está clamando a mim desde a terra.    91 1 4 11 Agora maldito és tu desde a terra, que abriu a sua boca para da tua mão receber o sangue de teu irmão.    92 1 4 12 Quando lavrares a terra, não te dará mais a sua força; fugitivo e vagabundo serás na terra.    93 1 4 13 Então disse Caim ao Senhor: É maior a minha punição do que a que eu possa suportar.    94 1 4 14 Eis que hoje me lanças da face da terra; também da tua presença ficarei escondido; serei fugitivo e vagabundo na terra; e qualquer que me encontrar matar-me-á.    95 1 4 15 O Senhor, porém, lhe disse: Portanto quem matar a Caim, sete vezes sobre ele cairá a vingança. E pôs o Senhor um sinal em Caim, para que não o ferisse quem quer que o encontrasse.    96 1 4 16 Então saiu Caim da presença do Senhor, e habitou na terra de Node, ao oriente do Éden.    97 1 4 17 Conheceu Caim a sua mulher, a qual concebeu, e deu à luz a Enoque. Caim edificou uma cidade, e lhe deu o nome do filho, Enoque.    98 1 4 18 A Enoque nasceu Irade, e Irade gerou a Meüjael, e Meüjael gerou a Metusael, e Metusael gerou a Lameque.    99 1 4 19 Lameque tomou para si duas mulheres: o nome duma era Ada, e o nome da outra Zila.    100 1 4 20 E Ada deu à luz a Jabal; este foi o pai dos que habitam em tendas e possuem gado.    101 1 4 21 O nome do seu irmão era Jubal; este foi o pai de todos os que tocam harpa e flauta.    102 1 4 22 A Zila também nasceu um filho, Tubal-Caim, fabricante de todo instrumento cortante de cobre e de ferro; e a irmã de Tubal-Caim foi Naama.    103 1 4 23 Disse Lameque a suas mulheres: Ada e Zila, ouvi a minha voz; escutai, mulheres de Lameque, as minhas palavras; pois matei um homem por me ferir, e um mancebo por me pisar.    104 1 4 24 Se Caim há de ser vingado sete vezes, com certeza Lameque o será setenta e sete vezes.    105 1 4 25 Tornou Adão a conhecer sua mulher, e ela deu à luz um filho, a quem pôs o nome de Sete; porque, disse ela, Deus me deu outro filho em lugar de Abel; porquanto Caim o matou.    106 1 4 26 A Sete também nasceu um filho, a quem pôs o nome de Enos. Foi nesse tempo, que os homens começaram a invocar o nome do Senhor.    107 1 5 1 Este é o livro das gerações de Adão. No dia em que Deus criou o homem, à semelhança de Deus o fez.    108 1 5 2 Homem e mulher os criou; e os abençoou, e os chamou pelo nome de homem, no dia em que foram criados.    109 1 5 3 Adão viveu cento e trinta anos, e gerou um filho à sua semelhança, conforme a sua imagem, e pôs-lhe o nome de Sete.    110 1 5 4 E foram os dias de Adão, depois que gerou a Sete, oitocentos anos; e gerou filhos e filhas.    111 1 5 5 Todos os dias que Adão viveu foram novecentos e trinta anos; e morreu.    112 1 5 6 Sete viveu cento e cinco anos, e gerou a Enos.    113 1 5 7 Viveu Sete, depois que gerou a Enos, oitocentos e sete anos; e gerou filhos e filhas.    114 1 5 8 Todos os dias de Sete foram novecentos e doze anos; e morreu.    115 1 5 9 Enos viveu noventa anos, e gerou a Quenã.    116 1 5 10 viveu Enos, depois que gerou a Quenã, oitocentos e quinze anos; e gerou filhos e filhas.    117 1 5 11 Todos os dias de Enos foram novecentos e cinco anos; e morreu.    118 1 5 12 Quenã viveu setenta anos, e gerou a Maalalel.    119 1 5 13 Viveu Quenã, depois que gerou a Maalalel, oitocentos e quarenta anos, e gerou filhos e filhas.    120 1 5 14 Todos os dias de Quenã foram novecentos e dez anos; e morreu.    121 1 5 15 Maalalel viveu sessenta e cinco anos, e gerou a Jarede.    122 1 5 16 Viveu Maalalel, depois que gerou a Jarede, oitocentos e trinta anos; e gerou filhos e filhas.    123 1 5 17 Todos os dias de Maalalel foram oitocentos e noventa e cinco anos; e morreu.    124 1 5 18 Jarede viveu cento e sessenta e dois anos, e gerou a Enoque.    125 1 5 19 Viveu Jarede, depois que gerou a Enoque, oitocentos anos; e gerou filhos e filhas.    126 1 5 20 Todos os dias de Jarede foram novecentos e sessenta e dois anos; e morreu.    127 1 5 21 Enoque viveu sessenta e cinco anos, e gerou a Matusalém.    128 1 5 22 Andou Enoque com Deus, depois que gerou a Matusalém, trezentos anos; e gerou filhos e filhas.    129 1 5 23 Todos os dias de Enoque foram trezentos e sessenta e cinco anos;    130 1 5 24 Enoque andou com Deus; e não apareceu mais, porquanto Deus o tomou.    131 1 5 25 Matusalém viveu cento e oitenta e sete anos, e gerou a Lameque.    132 1 5 26 Viveu Matusalém, depois que gerou a Lameque, setecentos e oitenta e dois anos; e gerou filhos e filhas.    133 1 5 27 Todos os dias de Matusalém foram novecentos e sessenta e nove anos; e morreu.    134 1 5 28 Lameque viveu cento e oitenta e dois anos, e gerou um filho,    135 1 5 29 a quem chamou Noé, dizendo: Este nos consolará acerca de nossas obras e do trabalho de nossas mãos, os quais provêm da terra que o Senhor amaldiçoou.    136 1 5 30 Viveu Lameque, depois que gerou a Noé, quinhentos e noventa e cinco anos; e gerou filhos e filhas.    137 1 5 31 Todos os dias de Lameque foram setecentos e setenta e sete anos; e morreu.    138 1 5 32 E era Noé da idade de quinhentos anos; e gerou Noé a Sem, Cão e Jafé.    139 1 6 1 Sucedeu que, quando os homens começaram a multiplicar-se sobre a terra, e lhes nasceram filhas,    140 1 6 2 viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram.    141 1 6 3 Então disse o Senhor: O meu Espírito não permanecerá para sempre no homem, porquanto ele é carne, mas os seus dias serão cento e vinte anos.    142 1 6 4 Naqueles dias estavam os nefilins na terra, e também depois, quando os filhos de Deus conheceram as filhas dos homens, as quais lhes deram filhos. Esses nefilins eram os valentes, os homens de renome, que houve na antigüidade.    143 1 6 5 Viu o Senhor que era grande a maldade do homem na terra, e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era má continuamente.    144 1 6 6 Então arrependeu-se o Senhor de haver feito o homem na terra, e isso lhe pesou no coração    145 1 6 7 E disse o Senhor: Destruirei da face da terra o homem que criei, tanto o homem como o animal, os répteis e as aves do céu; porque me arrependo de os haver feito.    146 1 6 8 Noé, porém, achou graça aos olhos do Senhor.    147 1 6 9 Estas são as gerações de Noé. Era homem justo e perfeito em suas gerações, e andava com Deus.    148 1 6 10 Gerou Noé três filhos: Sem, Cão e Jafé.    149 1 6 11 A terra, porém, estava corrompida diante de Deus, e cheia de violência.    150 1 6 12 Viu Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque toda a carne havia corrompido o seu caminho sobre a terra.    151 1 6 13 Então disse Deus a Noé: O fim de toda carne é chegado perante mim; porque a terra está cheia da violência dos homens; eis que os destruirei juntamente com a terra.    152 1 6 14 Faze para ti uma arca de madeira de gôfer: farás compartimentos na arca, e a revestirás de betume por dentro e por fora.    153 1 6 15 Desta maneira a farás: o comprimento da arca será de trezentos côvados, a sua largura de cinqüenta e a sua altura de trinta.    154 1 6 16 Farás na arca uma janela e lhe darás um côvado de altura; e a porta da arca porás no seu lado; fá-la-ás com andares, baixo, segundo e terceiro.    155 1 6 17 Porque eis que eu trago o dilúvio sobre a terra, para destruir, de debaixo do céu, toda a carne em que há espírito de vida; tudo o que há na terra expirará.    156 1 6 18 Mas contigo estabelecerei o meu pacto; entrarás na arca, tu e contigo teus filhos, tua mulher e as mulheres de teus filhos.    157 1 6 19 De tudo o que vive, de toda a carne, dois de cada espécie, farás entrar na arca, para os conservares vivos contigo; macho e fêmea serão.    158 1 6 20 Das aves segundo as suas espécies, do gado segundo as suas espécies, de todo réptil da terra segundo as suas espécies, dois de cada espécie virão a ti, para os conservares em vida.    159 1 6 21 Leva contigo de tudo o que se come, e ajunta-o para ti; e te será para alimento, a ti e a eles.    160 1 6 22 Assim fez Noé; segundo tudo o que Deus lhe mandou, assim o fez.    161 1 7 1 Depois disse o Senhor a Noé: Entra na arca, tu e toda a tua casa, porque tenho visto que és justo diante de mim nesta geração.    162 1 7 2 De todos os animais limpos levarás contigo sete e sete, o macho e sua fêmea; mas dos animais que não são limpos, dois, o macho e sua fêmea;    163 1 7 3 também das aves do céu sete e sete, macho e fêmea, para se conservar em vida sua espécie sobre a face de toda a terra.    164 1 7 4 Porque, passados ainda sete dias, farei chover sobre a terra quarenta dias e quarenta noites, e exterminarei da face da terra todas as criaturas que fiz.    165 1 7 5 E Noé fez segundo tudo o que o Senhor lhe ordenara.    166 1 7 6 Tinha Noé seiscentos anos de idade, quando o dilúvio veio sobre a terra.    167 1 7 7 Noé entrou na arca com seus filhos, sua mulher e as mulheres de seus filhos, por causa das águas do dilúvio.    168 1 7 8 Dos animais limpos e dos que não são limpos, das aves, e de todo réptil sobre a terra,    169 1 7 9 entraram dois a dois para junto de Noé na arca, macho e fêmea, como Deus ordenara a Noé.    170 1 7 10 Passados os sete dias, vieram sobre a terra as águas do dilúvio.    171 1 7 11 No ano seiscentos da vida de Noé, no mês segundo, aos dezessete dias do mês, romperam-se todas as fontes do grande abismo, e as janelas do céu se abriram,    172 1 7 12 e caiu chuva sobre a terra quarenta dias e quarenta noites.    173 1 7 13 Nesse mesmo dia entrou Noé na arca, e juntamente com ele seus filhos Sem, Cão e Jafé, como também sua mulher e as três mulheres de seus filhos,    174 1 7 14 e com eles todo animal segundo a sua espécie, todo o gado segundo a sua espécie, todo réptil que se arrasta sobre a terra segundo a sua espécie e toda ave segundo a sua espécie, pássaros de toda qualidade.    175 1 7 15 Entraram para junto de Noé na arca, dois a dois de toda a carne em que havia espírito de vida.    176 1 7 16 E os que entraram eram macho e fêmea de toda a carne, como Deus lhe tinha ordenado; e o Senhor o fechou dentro.    177 1 7 17 Veio o dilúvio sobre a terra durante quarenta dias; e as águas cresceram e levantaram a arca, e ela se elevou por cima da terra.    178 1 7 18 Prevaleceram as águas e cresceram grandemente sobre a terra; e a arca vagava sobre as águas.    179 1 7 19 As águas prevaleceram excessivamente sobre a terra; e todos os altos montes que havia debaixo do céu foram cobertos.    180 1 7 20 Quinze côvados acima deles prevaleceram as águas; e assim foram cobertos.    181 1 7 21 Pereceu toda a carne que se movia sobre a terra, tanto ave como gado, animais selvagens, todo réptil que se arrasta sobre a terra, e todo homem.    182 1 7 22 Tudo o que tinha fôlego do espírito de vida em suas narinas, tudo o que havia na terra seca, morreu.    183 1 7 23 Assim foram exterminadas todas as criaturas que havia sobre a face da terra, tanto o homem como o gado, o réptil, e as aves do céu; todos foram exterminados da terra; ficou somente Noé, e os que com ele estavam na arca.    184 1 7 24 E prevaleceram as águas sobre a terra cento e cinqüenta dias.    185 1 8 1 Deus lembrou-se de Noé, de todos os animais e de todo o gado, que estavam com ele na arca; e Deus fez passar um vento sobre a terra, e as águas começaram a diminuir.    186 1 8 2 Cerraram-se as fontes do abismo e as janelas do céu, e a chuva do céu se deteve;    187 1 8 3 as águas se foram retirando de sobre a terra; no fim de cento e cinqüenta dias começaram a minguar.    188 1 8 4 No sétimo mês, no dia dezessete do mês, repousou a arca sobre os montes de Arará.    189 1 8 5 E as águas foram minguando até o décimo mês; no décimo mês, no primeiro dia do mês, apareceram os cumes dos montes.    190 1 8 6 Ao cabo de quarenta dias, abriu Noé a janela que havia feito na arca;    191 1 8 7 soltou um corvo que, saindo, ia e voltava até que as águas se secaram de sobre a terra.    192 1 8 8 Depois soltou uma pomba, para ver se as águas tinham minguado de sobre a face da terra;    193 1 8 9 mas a pomba não achou onde pousar a planta do pé, e voltou a ele para a arca; porque as águas ainda estavam sobre a face de toda a terra; e Noé, estendendo a mão, tomou-a e a recolheu consigo na arca.    194 1 8 10 Esperou ainda outros sete dias, e tornou a soltar a pomba fora da arca.    195 1 8 11 Â tardinha a pomba voltou para ele, e eis no seu bico uma folha verde de oliveira; assim soube Noé que as águas tinham minguado de sobre a terra.    196 1 8 12 Então esperou ainda outros sete dias, e soltou a pomba; e esta não tornou mais a ele.    197 1 8 13 No ano seiscentos e um, no mês primeiro, no primeiro dia do mês, secaram-se as águas de sobre a terra. Então Noé tirou a cobertura da arca: e olhou, e eis que a face a terra estava enxuta.    198 1 8 14 No segundo mês, aos vinte e sete dias do mês, a terra estava seca.    199 1 8 15 Então falou Deus a Noé, dizendo:    200 1 8 16 Sai da arca, tu, e juntamente contigo tua mulher, teus filhos e as mulheres de teus filhos.    201 1 8 17 Todos os animais que estão contigo, de toda a carne, tanto aves como gado e todo réptil que se arrasta sobre a terra, traze-os para fora contigo; para que se reproduzam abundantemente na terra, frutifiquem e se multipliquem sobre a terra.    202 1 8 18 Então saiu Noé, e com ele seus filhos, sua mulher e as mulheres de seus filhos;    203 1 8 19 todo animal, todo réptil e toda ave, tudo o que se move sobre a terra, segundo as suas famílias, saiu da arca.    204 1 8 20 Edificou Noé um altar ao Senhor; e tomou de todo animal limpo e de toda ave limpa, e ofereceu holocaustos sobre o altar.    205 1 8 21 Sentiu o Senhor o suave cheiro e disse em seu coração: Não tornarei mais a amaldiçoar a terra por causa do homem; porque a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice; nem tornarei mais a ferir todo vivente, como acabo de fazer.    206 1 8 22 Enquanto a terra durar, não deixará de haver sementeira e ceifa, frio e calor, verão e inverno, dia e noite.    207 1 9 1 Abençoou Deus a Noé e a seus filhos, e disse-lhes: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra.    208 1 9 2 Terão medo e pavor de vós todo animal da terra, toda ave do céu, tudo o que se move sobre a terra e todos os peixes do mar; nas vossas mãos são entregues.    209 1 9 3 Tudo quanto se move e vive vos servirá de mantimento, bem como a erva verde; tudo vos tenho dado.    210 1 9 4 A carne, porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não comereis.    211 1 9 5 Certamente requererei o vosso sangue, o sangue das vossas vidas; de todo animal o requererei; como também do homem, sim, da mão do irmão de cada um requererei a vida do homem.    212 1 9 6 Quem derramar sangue de homem, pelo homem terá o seu sangue derramado; porque Deus fez o homem à sua imagem.    213 1 9 7 Mas vós frutificai, e multiplicai-vos; povoai abundantemente a terra, e multiplicai-vos nela.    214 1 9 8 Disse também Deus a Noé, e a seus filhos com ele:    215 1 9 9 Eis que eu estabeleço o meu pacto convosco e com a vossa descendência depois de vós,    216 1 9 10 e com todo ser vivente que convosco está: com as aves, com o gado e com todo animal da terra; com todos os que saíram da arca, sim, com todo animal da terra.    217 1 9 11 Sim, estabeleço o meu pacto convosco; não será mais destruída toda a carne pelas águas do dilúvio; e não haverá mais dilúvio, para destruir a terra.    218 1 9 12 E disse Deus: Este é o sinal do pacto que firmo entre mim e vós e todo ser vivente que está convosco, por gerações perpétuas:    219 1 9 13 O meu arco tenho posto nas nuvens, e ele será por sinal de haver um pacto entre mim e a terra.    220 1 9 14 E acontecerá que, quando eu trouxer nuvens sobre a terra, e aparecer o arco nas nuvens,    221 1 9 15 então me lembrarei do meu pacto, que está entre mim e vós e todo ser vivente de toda a carne; e as águas não se tornarão mais em dilúvio para destruir toda a carne.    222 1 9 16 O arco estará nas nuvens, e olharei para ele a fim de me lembrar do pacto perpétuo entre Deus e todo ser vivente de toda a carne que está sobre a terra.    223 1 9 17 Disse Deus a Noé ainda: Esse é o sinal do pacto que tenho estabelecido entre mim e toda a carne que está sobre a terra.    224 1 9 18 Ora, os filhos de Noé, que saíram da arca, foram Sem, Cão e Jafé; e Cão é o pai de Canaã.    225 1 9 19 Estes três foram os filhos de Noé; e destes foi povoada toda a terra.    226 1 9 20 E começou Noé a cultivar a terra e plantou uma vinha.    227 1 9 21 Bebeu do vinho, e embriagou-se; e achava-se nu dentro da sua tenda.    228 1 9 22 E Cão, pai de Canaã, viu a nudez de seu pai, e o contou a seus dois irmãos que estavam fora.    229 1 9 23 Então tomaram Sem e Jafé uma capa, e puseram-na sobre os seus ombros, e andando virados para trás, cobriram a nudez de seu pai, tendo os rostos virados, de maneira que não viram a nudez de seu pai.    230 1 9 24 Despertado que foi Noé do seu vinho, soube o que seu filho mais moço lhe fizera;    231 1 9 25 e disse: Maldito seja Canaã; servo dos servos será de seus irmãos.    232 1 9 26 Disse mais: Bendito seja o Senhor, o Deus de Sem; e seja-lhe Canaã por servo.    233 1 9 27 Alargue Deus a Jafé, e habite Jafé nas tendas de Sem; e seja-lhe Canaã por servo.    234 1 9 28 Viveu Noé, depois do dilúvio, trezentos e cinqüenta anos.    235 1 9 29 E foram todos os dias de Noé novecentos e cinqüenta anos; e morreu.    236 1 10 1 Estas, pois, são as gerações dos filhos de Noé: Sem, Cão e Jafé, aos quais nasceram filhos depois do dilúvio.    237 1 10 2 Os filhos de Jafé: Gomer, Magogue, Madai, Javã, Tubal, Meseque e Tiras.    238 1 10 3 Os filhos de Gomer: Asquenaz, Rifate e Togarma.    239 1 10 4 Os filhos de Javã: Elisá, Társis, Quitim e Dodanim.    240 1 10 5 Por estes foram repartidas as ilhas das nações nas suas terras, cada qual segundo a sua língua, segundo as suas famílias, entre as suas nações.    241 1 10 6 Os filhos de Cão: Cuche, Mizraim, Pute e Canaã.    242 1 10 7 Os filhos de Cuche: Seba, Havilá, Sabtá, Raamá e Sabtecá; e os filhos de Raamá são Sebá e Dedã.    243 1 10 8 Cuche também gerou a Ninrode, o qual foi o primeiro a ser poderoso na terra.    244 1 10 9 Ele era poderoso caçador diante do Senhor; pelo que se diz: Como Ninrode, poderoso caçador diante do Senhor.    245 1 10 10 O princípio do seu reino foi Babel, Ereque, Acade e Calné, na terra de Sinar.    246 1 10 11 Desta mesma terra saiu ele para a Assíria e edificou Nínive, Reobote-Ir, Calá,    247 1 10 12 e Résem entre Nínive e Calá (esta é a grande cidade).    248 1 10 13 Mizraim gerou a Ludim, Anamim, Leabim, Naftuim,    249 1 10 14 Patrusim, Casluim (donde saíram os filisteus) e Caftorim.    250 1 10 15 Canaã gerou a Sidom, seu primogênito, e Hete,    251 1 10 16 e ao jebuseu, o amorreu, o girgaseu,    252 1 10 17 o heveu, o arqueu, o sineu,    253 1 10 18 o arvadeu, o zemareu e o hamateu. Depois se espalharam as famílias dos cananeus.    254 1 10 19 Foi o termo dos cananeus desde Sidom, em direção a Gerar, até Gaza; e daí em direção a Sodoma, Gomorra, Admá e Zeboim, até Lasa.    255 1 10 20 São esses os filhos de Cão segundo as suas famílias, segundo as suas línguas, em suas terras, em suas nações.    256 1 10 21 A Sem, que foi o pai de todos os filhos de Eber e irmão mais velho de Jafé, a ele também nasceram filhos.    257 1 10 22 Os filhos de Sem foram: Elão, Assur, Arfaxade, Lude e Arão.    258 1 10 23 Os filhos de Arão: Uz, Hul, Geter e Más.    259 1 10 24 Arfaxade gerou a Selá; e Selá gerou a Eber.    260 1 10 25 A Eber nasceram dois filhos: o nome de um foi Pelegue, porque nos seus dias foi dividida a terra; e o nome de seu irmão foi Joctã.    261 1 10 26 Joctã gerou a Almodá, Selefe, Hazarmavé, Jerá,    262 1 10 27 Hadorão, Usal, Dicla,    263 1 10 28 Obal, Abimael, Sebá,    264 1 10 29 Ofir, Havilá e Jobabe: todos esses foram filhos de Joctã.    265 1 10 30 E foi a sua habitação desde Messa até Sefar, montanha do oriente.    266 1 10 31 Esses são os filhos de Sem segundo as suas famílias, segundo as suas línguas, em suas terras, segundo as suas nações.    267 1 10 32 Essas são as famílias dos filhos de Noé segundo as suas gerações, em suas nações; e delas foram disseminadas as nações na terra depois do dilúvio.    268 1 11 1 Ora, toda a terra tinha uma só língua e um só idioma.    269 1 11 2 E deslocando-se os homens para o oriente, acharam um vale na terra de Sinar; e ali habitaram.    270 1 11 3 Disseram uns aos outros: Eia pois, façamos tijolos, e queimemo-los bem. Os tijolos lhes serviram de pedras e o betume de argamassa.    271 1 11 4 Disseram mais: Eia, edifiquemos para nós uma cidade e uma torre cujo cume toque no céu, e façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra.    272 1 11 5 Então desceu o Senhor para ver a cidade e a torre que os filhos dos homens edificavam;    273 1 11 6 e disse: Eis que o povo é um e todos têm uma só língua; e isto é o que começam a fazer; agora não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer.    274 1 11 7 Eia, desçamos, e confundamos ali a sua linguagem, para que não entenda um a língua do outro.    275 1 11 8 Assim o Senhor os espalhou dali sobre a face de toda a terra; e cessaram de edificar a cidade.    276 1 11 9 Por isso se chamou o seu nome Babel, porquanto ali confundiu o Senhor a linguagem de toda a terra, e dali o Senhor os espalhou sobre a face de toda a terra.    277 1 11 10 Estas são as gerações de Sem. Tinha ele cem anos, quando gerou a Arfaxade, dois anos depois do dilúvio.    278 1 11 11 E viveu Sem, depois que gerou a Arfaxade, quinhentos anos; e gerou filhos e filhas.    279 1 11 12 Arfaxade viveu trinta e cinco anos, e gerou a Selá.    280 1 11 13 Viveu Arfaxade, depois que gerou a Selá, quatrocentos e três anos; e gerou filhos e filhas.    281 1 11 14 Selá viveu trinta anos, e gerou a Eber.    282 1 11 15 Viveu Selá, depois que gerou a Eber, quatrocentos e três anos; e gerou filhos e filhas.    283 1 11 16 Eber viveu trinta e quatro anos, e gerou a Pelegue.    284 1 11 17 Viveu Eber, depois que gerou a Pelegue, quatrocentos e trinta anos; e gerou filhos e filhas.    285 1 11 18 Pelegue viveu trinta anos, e gerou a Reú.    286 1 11 19 Viveu Pelegue, depois que gerou a Reú, duzentos e nove anos; e gerou filhos e filhas.    287 1 11 20 Reú viveu trinta e dois anos, e gerou a Serugue.    288 1 11 21 Viveu Reú, depois que gerou a Serugue, duzentos e sete anos; e gerou filhos e filhas.    289 1 11 22 Serugue viveu trinta anos, e gerou a Naor.    290 1 11 23 Viveu Serugue, depois que gerou a Naor, duzentos anos; e gerou filhos e filhas.    291 1 11 24 Naor viveu vinte e nove anos, e gerou a Tera.    292 1 11 25 Viveu Naor, depois que gerou a Tera, cento e dezenove anos; e gerou filhos e filhas.    293 1 11 26 Tera viveu setenta anos, e gerou a Abrão, a Naor e a Harã.    294 1 11 27 Estas são as gerações de Tera: Tera gerou a Abrão, a Naor e a Harã; e Harã gerou a Ló.    295 1 11 28 Harã morreu antes de seu pai Tera, na terra do seu nascimento, em Ur dos Caldeus.    296 1 11 29 Abrão e Naor tomaram mulheres para si: o nome da mulher de Abrão era Sarai, e o nome da mulher do Naor era Milca, filha de Harã, que foi pai de Milca e de Iscá.    297 1 11 30 Sarai era estéril; não tinha filhos.    298 1 11 31 Tomou Tera a Abrão seu filho, e a Ló filho de Harã, filho de seu filho, e a Sarai sua nora, mulher de seu filho Abrão, e saiu com eles de Ur dos Caldeus, a fim de ir para a terra de Canaã; e vieram até Harã, e ali habitaram.    299 1 11 32 Foram os dias de Tera duzentos e cinco anos; e morreu Tera em Harã.    300 1 12 1 Ora, o Senhor disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei.    301 1 12 2 Eu farei de ti uma grande nação; abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome; e tu, sê uma bênção.    302 1 12 3 Abençoarei aos que te abençoarem, e amaldiçoarei àquele que te amaldiçoar; e em ti serão benditas todas as famílias da terra.    303 1 12 4 Partiu, pois Abrão, como o Senhor lhe ordenara, e Ló foi com ele. Tinha Abrão setenta e cinco anos quando saiu de Harã.    304 1 12 5 Abrão levou consigo a Sarai, sua mulher, e a Ló, filho de seu irmão, e todos os bens que haviam adquirido, e as almas que lhes acresceram em Harã; e saíram a fim de irem à terra de Canaã; e à terra de Canaã chegaram.    305 1 12 6 Passou Abrão pela terra até o lugar de Siquém, até o carvalho de Moré. Nesse tempo estavam os cananeus na terra.    306 1 12 7 Apareceu, porém, o Senhor a Abrão, e disse: ë tua semente darei esta terra. Abrão, pois, edificou ali um altar ao Senhor, que lhe aparecera.    307 1 12 8 Então passou dali para o monte ao oriente de Betel, e armou a sua tenda, ficando-lhe Betel ao ocidente, e Ai ao oriente; também ali edificou um altar ao Senhor, e invocou o nome do Senhor.    308 1 12 9 Depois continuou Abrão o seu caminho, seguindo ainda para o sul.    309 1 12 10 Ora, havia fome naquela terra; Abrão, pois, desceu ao Egito, para peregrinar ali, porquanto era grande a fome na terra.    310 1 12 11 Quando ele estava prestes a entrar no Egito, disse a Sarai, sua mulher: Ora, bem sei que és mulher formosa à vista;    311 1 12 12 e acontecerá que, quando os egípcios te virem, dirão: Esta é mulher dele. E me matarão a mim, mas a ti te guardarão em vida.    312 1 12 13 Dize, peço-te, que és minha irmã, para que me vá bem por tua causa, e que viva a minha alma em atenção a ti.    313 1 12 14 E aconteceu que, entrando Abrão no Egito, viram os egípcios que a mulher era mui formosa.    314 1 12 15 Até os príncipes de Faraó a viram e gabaram-na diante dele; e foi levada a mulher para a casa de Faraó.    315 1 12 16 E ele tratou bem a Abrão por causa dela; e este veio a ter ovelhas, bois e jumentos, servos e servas, jumentas e camelos.    316 1 12 17 Feriu, porém, o Senhor a Faraó e a sua casa com grandes pragas, por causa de Sarai, mulher de Abrão.    317 1 12 18 Então chamou Faraó a Abrão, e disse: Que é isto que me fizeste? por que não me disseste que ela era tua mulher?    318 1 12 19 Por que disseste: E minha irmã? de maneira que a tomei para ser minha mulher. Agora, pois, eis aqui tua mulher; toma-a e vai-te.    319 1 12 20 E Faraó deu ordens aos seus guardas a respeito dele, os quais o despediram a ele, e a sua mulher, e a tudo o que tinha.    320 1 13 1 Subiu, pois, Abrão do Egito para o Negebe, levando sua mulher e tudo o que tinha, e Ló o acompanhava.    321 1 13 2 Abrão era muito rico em gado, em prata e em ouro.    322 1 13 3 Nas suas jornadas subiu do Negebe para Betel, até o lugar onde outrora estivera a sua tenda, entre Betel e Ai,    323 1 13 4 até o lugar do altar, que dantes ali fizera; e ali invocou Abrão o nome do Senhor.    324 1 13 5 E também Ló, que ia com Abrão, tinha rebanhos, gado e tendas.    325 1 13 6 Ora, a terra não podia sustentá-los, para eles habitarem juntos; porque os seus bens eram muitos; de modo que não podiam habitar juntos.    326 1 13 7 Pelo que houve contenda entre os pastores do gado de Abrão, e os pastores do gado de Ló. E nesse tempo os cananeus e os perizeus habitavam na terra.    327 1 13 8 Disse, pois, Abrão a Ló: Ora, não haja contenda entre mim e ti, e entre os meus pastores e os teus pastores, porque somos irmãos.    328 1 13 9 Porventura não está toda a terra diante de ti? Rogo-te que te apartes de mim. Se tu escolheres a esquerda, irei para a direita; e se a direita escolheres, irei eu para a esquerda.    329 1 13 10 Então Ló levantou os olhos, e viu toda a planície do Jordão, que era toda bem regada (antes de haver o Senhor destruído Sodoma e Gomorra), e era como o jardim do Senhor, como a terra do Egito, até chegar a Zoar.    330 1 13 11 E Ló escolheu para si toda a planície do Jordão, e partiu para o oriente; assim se apartaram um do outro.    331 1 13 12 Habitou Abrão na terra de Canaã, e Ló habitou nas cidades da planície, e foi armando as suas tendas até chegar a Sodoma.    332 1 13 13 Ora, os homens de Sodoma eram maus e grandes pecadores contra o Senhor.    333 1 13 14 E disse o Senhor a Abrão, depois que Ló se apartou dele: Levanta agora os olhos, e olha desde o lugar onde estás, para o norte, para o sul, para o oriente e para o ocidente;    334 1 13 15 porque toda esta terra que vês, te hei de dar a ti, e à tua descendência, para sempre.    335 1 13 16 E farei a tua descendência como o pó da terra; de maneira que se puder ser contado o pó da terra, então também poderá ser contada a tua descendência.    336 1 13 17 Levanta-te, percorre esta terra, no seu comprimento e na sua largura; porque a darei a ti.    337 1 13 18 Então mudou Abrão as suas tendas, e foi habitar junto dos carvalhos de Manre, em Hebrom; e ali edificou um altar ao Senhor.    338 1 14 1 Aconteceu nos dias de Anrafel, rei de Sinar, Arioque, rei de Elasar, Quedorlaomer, rei de Elão, e Tidal, rei de Goiim,    339 1 14 2 que estes fizeram guerra a Bera, rei de Sodoma, a Birsa, rei de Gomorra, a Sinabe, rei de Admá, a Semeber, rei de Zeboim, e ao rei de Belá (esta é Zoar).    340 1 14 3 Todos estes se ajuntaram no vale de Sidim (que é o Mar Salgado).    341 1 14 4 Doze anos haviam servido a Quedorlaomer, mas ao décimo terceiro ano rebelaram-se.    342 1 14 5 Por isso, ao décimo quarto ano veio Quedorlaomer, e os reis que estavam com ele, e feriram aos refains em Asterote-Carnaim, aos zuzins em Hão, aos emins em Savé-Quiriataim,    343 1 14 6 e aos horeus no seu monte Seir, até El-Parã, que está junto ao deserto.    344 1 14 7 Depois voltaram e vieram a En-Mispate (que é Cades), e feriram toda a terra dos amalequitas, e também dos amorreus, que habitavam em Hazazom-Tamar.    345 1 14 8 Então saíram os reis de Sodoma, de Gomorra, de Admá, de Zeboim e de Belá (esta é Zoar), e ordenaram batalha contra eles no vale de Sidim,    346 1 14 9 contra Quedorlaomer, rei de Elão, Tidal, rei de Goiim, Anrafel, rei de Sinar, e Arioque, rei de Elasar; quatro reis contra cinco.    347 1 14 10 Ora, o vale de Sidim estava cheio de poços de betume; e fugiram os reis de Sodoma e de Gomorra, e caíram ali; e os restantes fugiram para o monte.    348 1 14 11 Tomaram, então, todos os bens de Sodoma e de Gomorra com todo o seu mantimento, e se foram.    349 1 14 12 Tomaram também a Ló, filho do irmão de Abrão, que habitava em Sodoma, e os bens dele, e partiram.    350 1 14 13 Então veio um que escapara, e o contou a Abrão, o hebreu. Ora, este habitava junto dos carvalhos de Manre, o amorreu, irmão de Escol e de Aner; estes eram aliados de Abrão.    351 1 14 14 Ouvindo, pois, Abrão que seu irmão estava preso, levou os seus homens treinados, nascidos em sua casa, em número de trezentos e dezoito, e perseguiu os reis até Dã.    352 1 14 15 Dividiu-se contra eles de noite, ele e os seus servos, e os feriu, perseguindo-os até Hobá, que fica à esquerda de Damasco.    353 1 14 16 Assim tornou a trazer todos os bens, e tornou a trazer também a Ló, seu irmão, e os bens dele, e também as mulheres e o povo.    354 1 14 17 Depois que Abrão voltou de ferir a Quedorlaomer e aos reis que estavam com ele, saiu-lhe ao encontro o rei de Sodoma, no vale de Savé (que é o vale do rei).    355 1 14 18 Ora, Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; pois era sacerdote do Deus Altíssimo;    356 1 14 19 e abençoou a Abrão, dizendo: bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, o Criador dos céus e da terra!    357 1 14 20 E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos! E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo.    358 1 14 21 Então o rei de Sodoma disse a Abrão: Dá-me a mim as pessoas; e os bens toma-os para ti.    359 1 14 22 Abrão, porém, respondeu ao rei de Sodoma: Levanto minha mão ao Senhor, o Deus Altíssimo, o Criador dos céus e da terra,    360 1 14 23 jurando que não tomarei coisa alguma de tudo o que é teu, nem um fio, nem uma correia de sapato, para que não digas: Eu enriqueci a Abrão;    361 1 14 24 salvo tão somente o que os mancebos comeram, e a parte que toca aos homens Aner, Escol e Manre, que foram comigo; que estes tomem a sua parte.    362 1 15 1 Depois destas coisas veio a palavra do Senhor a Abrão numa visão, dizendo: Não temas, Abrão; eu sou o teu escudo, o teu galardão será grandíssimo.    363 1 15 2 Então disse Abrão: Ó Senhor Deus, que me darás, visto que morro sem filhos, e o herdeiro de minha casa é o damasceno Eliézer?    364 1 15 3 Disse mais Abrão: A mim não me tens dado filhos; eis que um nascido na minha casa será o meu herdeiro.    365 1 15 4 Ao que lhe veio a palavra do Senhor, dizendo: Este não será o teu herdeiro; mas aquele que sair das tuas entranhas, esse será o teu herdeiro.    366 1 15 5 Então o levou para fora, e disse: Olha agora para o céu, e conta as estrelas, se as podes contar; e acrescentou-lhe: Assim será a tua descendência.    367 1 15 6 E creu Abrão no Senhor, e o Senhor imputou-lhe isto como justiça.    368 1 15 7 Disse-lhe mais: Eu sou o Senhor, que te tirei de Ur dos caldeus, para te dar esta terra em herança.    369 1 15 8 Ao que lhe perguntou Abrão: Ó Senhor Deus, como saberei que hei de herdá-la?    370 1 15 9 Respondeu-lhe: Toma-me uma novilha de três anos, uma cabra de três anos, um carneiro de três anos, uma rola e um pombinho.    371 1 15 10 Ele, pois, lhe trouxe todos estes animais, partiu-os pelo meio, e pôs cada parte deles em frente da outra; mas as aves não partiu.    372 1 15 11 E as aves de rapina desciam sobre os cadáveres; Abrão, porém, as enxotava.    373 1 15 12 Ora, ao pôr do sol, caiu um profundo sono sobre Abrão; e eis que lhe sobrevieram grande pavor e densas trevas.    374 1 15 13 Então disse o Senhor a Abrão: Sabe com certeza que a tua descendência será peregrina em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos;    375 1 15 14 sabe também que eu julgarei a nação a qual ela tem de servir; e depois sairá com muitos bens.    376 1 15 15 Tu, porém, irás em paz para teus pais; em boa velhice serás sepultado.    377 1 15 16 Na quarta geração, porém, voltarão para cá; porque a medida da iniqüidade dos amorreus não está ainda cheia.    378 1 15 17 Quando o sol já estava posto, e era escuro, eis um fogo fumegante e uma tocha de fogo, que passaram por entre aquelas metades.    379 1 15 18 Naquele mesmo dia fez o Senhor um pacto com Abrão, dizendo: Â tua descendência tenho dado esta terra, desde o rio do Egito até o grande rio Eufrates;    380 1 15 19 e o queneu, o quenizeu, o cadmoneu,    381 1 15 20 o heteu, o perizeu, os refains,    382 1 15 21 o amorreu, o cananeu, o girgaseu e o jebuseu.    383 1 16 1 Ora, Sarai, mulher de Abrão, não lhe dava filhos. Tinha ela uma serva egípcia, que se chamava Agar.    384 1 16 2 Disse Sarai a Abrão: Eis que o Senhor me tem impedido de ter filhos; toma, pois, a minha serva; porventura terei filhos por meio dela. E ouviu Abrão a voz de Sarai.    385 1 16 3 Assim Sarai, mulher de Abrão, tomou a Agar a egípcia, sua serva, e a deu por mulher a Abrão seu marido, depois de Abrão ter habitado dez anos na terra de Canaã.    386 1 16 4 E ele conheceu a Agar, e ela concebeu; e vendo ela que concebera, foi sua senhora desprezada aos seus olhos.    387 1 16 5 Então disse Sarai a Abrão: Sobre ti seja a afronta que me é dirigida a mim; pus a minha serva em teu regaço; vendo ela agora que concebeu, sou desprezada aos seus olhos; o Senhor julgue entre mim e ti.    388 1 16 6 Ao que disse Abrão a Sarai: Eis que tua serva está nas tuas mãos; faze-lhe como bem te parecer. E Sarai maltratou-a, e ela fugiu de sua face.    389 1 16 7 Então o anjo do Senhor, achando-a junto a uma fonte no deserto, a fonte que está no caminho de Sur,    390 1 16 8 perguntou-lhe: Agar, serva de Sarai, donde vieste, e para onde vais? Respondeu ela: Da presença de Sarai, minha senhora, vou fugindo.    391 1 16 9 Disse-lhe o anjo do Senhor: Torna-te para tua senhora, e humilha-te debaixo das suas mãos.    392 1 16 10 Disse-lhe mais o anjo do Senhor: Multiplicarei sobremaneira a tua descendência, de modo que não será contada, por numerosa que será.    393 1 16 11 Disse-lhe ainda o anjo do Senhor: Eis que concebeste, e terás um filho, a quem chamarás Ismael; porquanto o Senhor ouviu a tua aflição.    394 1 16 12 Ele será como um jumento selvagem entre os homens; a sua mão será contra todos, e a mão de todos contra ele; e habitará diante da face de todos os seus irmãos.    395 1 16 13 E ela chamou, o nome do Senhor, que com ela falava, El-Rói; pois disse: Não tenho eu também olhado neste lugar para aquele que me vê?    396 1 16 14 Pelo que se chamou aquele poço Beer-Laai-Rói; ele está entre Cades e Berede.    397 1 16 15 E Agar deu um filho a Abrão; e Abrão pôs o nome de Ismael no seu filho que tivera de Agar.    398 1 16 16 Ora, tinha Abrão oitenta e seis anos, quando Agar lhe deu Ismael.    399 1 17 1 Quando Abrão tinha noventa e nove anos, apareceu-lhe o Senhor e lhe disse: Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda em minha presença, e sê perfeito;    400 1 17 2 e firmarei o meu pacto contigo, e sobremaneira te multiplicarei.    401 1 17 3 Ao que Abrão se prostrou com o rosto em terra, e Deus falou-lhe, dizendo:    402 1 17 4 Quanto a mim, eis que o meu pacto é contigo, e serás pai de muitas nações;    403 1 17 5 não mais serás chamado Abrão, mas Abraão será o teu nome; pois por pai de muitas nações te hei posto;    404 1 17 6 far-te-ei frutificar sobremaneira, e de ti farei nações, e reis sairão de ti;    405 1 17 7 estabelecerei o meu pacto contigo e com a tua descendência depois de ti em suas gerações, como pacto perpétuo, para te ser por Deus a ti e à tua descendência depois de ti.    406 1 17 8 Dar-te-ei a ti e à tua descendência depois de ti a terra de tuas peregrinações, toda a terra de Canaã, em perpétua possessão; e serei o seu Deus.    407 1 17 9 Disse mais Deus a Abraão: Ora, quanto a ti, guardarás o meu pacto, tu e a tua descendência depois de ti, nas suas gerações.    408 1 17 10 Este é o meu pacto, que guardareis entre mim e vós, e a tua descendência depois de ti: todo varão dentre vugar para aquele que me    409 1 17 11 Circuncidar-vos-eis na carne do prepúcio; e isto será por sinal de pacto entre mim e vós.    410 1 17 12 Â idade de oito dias, todo varão dentre vós será circuncidado, por todas as vossas gerações, tanto o nascido em casa como o comprado por dinheiro a qualquer estrangeiro, que não for da tua linhagem.    411 1 17 13 Com efeito será circuncidado o nascido em tua casa, e o comprado por teu dinheiro; assim estará o meu pacto na vossa carne como pacto perpétuo.    412 1 17 14 Mas o incircunciso, que não se circuncidar na carne do prepúcio, essa alma será extirpada do seu povo; violou o meu pacto.    413 1 17 15 Disse Deus a Abraão: Quanto a Sarai, tua, mulher, não lhe chamarás mais Sarai, porem Sara será o seu nome.    414 1 17 16 Abençoá-la-ei, e também dela te darei um filho; sim, abençoá-la-ei, e ela será mãe de nações; reis de povos sairão dela.    415 1 17 17 Ao que se prostrou Abraão com o rosto em terra, e riu-se, e disse no seu coração: A um homem de cem anos há de nascer um filho? Dará à luz Sara, que tem noventa anos?    416 1 17 18 Depois disse Abraão a Deus: Oxalá que viva Ismael diante de ti!    417 1 17 19 E Deus lhe respondeu: Na verdade, Sara, tua mulher, te dará à luz um filho, e lhe chamarás Isaque; com ele estabelecerei o meu pacto como pacto perpétuo para a sua descendência depois dele.    418 1 17 20 E quanto a Ismael, também te tenho ouvido; eis que o tenho abençoado, e fá-lo-ei frutificar, e multiplicá-lo-ei grandissimamente; doze príncipes gerará, e dele farei uma grande nação.    419 1 17 21 O meu pacto, porém, estabelecerei com Isaque, que Sara te dará à luz neste tempo determinado, no ano vindouro.    420 1 17 22 Ao acabar de falar com Abraão, subiu Deus diante dele.    421 1 17 23 Logo tomou Abraão a seu filho Ismael, e a todos os nascidos na sua casa e a todos os comprados por seu dinheiro, todo varão entre os da casa de Abraão, e lhes circuncidou a carne do prepúcio, naquele mesmo dia, como Deus lhe ordenara.    422 1 17 24 Abraão tinha noventa e nove anos, quando lhe foi circuncidada a carne do prepúcio;    423 1 17 25 E Ismael, seu filho, tinha treze anos, quando lhe foi circuncidada a carne do prepúcio.    424 1 17 26 No mesmo dia foram circuncidados Abraão e seu filho Ismael.    425 1 17 27 E todos os homens da sua casa, assim os nascidos em casa, como os comprados por dinheiro ao estrangeiro, foram circuncidados com ele.    426 1 18 1 Depois apareceu o Senhor a Abraão junto aos carvalhos de Manre, estando ele sentado à porta da tenda, no maior calor do dia.    427 1 18 2 Levantando Abraão os olhos, olhou e eis três homens de pé em frente dele. Quando os viu, correu da porta da tenda ao seu encontro, e prostrou-se em terra,    428 1 18 3 e disse: Meu Senhor, se agora tenho achado graça aos teus olhos, rogo-te que não passes de teu servo.    429 1 18 4 Eia, traga-se um pouco d`água, e lavai os pés e recostai-vos debaixo da árvore;    430 1 18 5 e trarei um bocado de pão; refazei as vossas forças, e depois passareis adiante; porquanto por isso chegastes ate o vosso servo. Responderam-lhe: Faze assim como disseste.    431 1 18 6 Abraão, pois, apressou-se em ir ter com Sara na tenda, e disse-lhe: Amassa depressa três medidas de flor de farinha e faze bolos.    432 1 18 7 Em seguida correu ao gado, apanhou um bezerro tenro e bom e deu-o ao criado, que se apressou em prepará-lo.    433 1 18 8 Então tomou queijo fresco, e leite, e o bezerro que mandara preparar, e pôs tudo diante deles, ficando em pé ao lado deles debaixo da árvore, enquanto comiam.    434 1 18 9 Perguntaram-lhe eles: Onde está Sara, tua mulher? Ele respondeu: Está ali na tenda.    435 1 18 10 E um deles lhe disse: certamente tornarei a ti no ano vindouro; e eis que Sara tua mulher terá um filho. E Sara estava escutando à porta da tenda, que estava atrás dele.    436 1 18 11 Ora, Abraão e Sara eram já velhos, e avançados em idade; e a Sara havia cessado o incômodo das mulheres.    437 1 18 12 Sara então riu-se consigo, dizendo: Terei ainda deleite depois de haver envelhecido, sendo também o meu senhor ja velho?    438 1 18 13 Perguntou o Senhor a Abraão: Por que se riu Sara, dizendo: É verdade que eu, que sou velha, darei à luz um filho?    439 1 18 14 Há, porventura, alguma coisa difícil ao Senhor? Ao tempo determinado, no ano vindouro, tornarei a ti, e Sara terá um filho.    440 1 18 15 Então Sara negou, dizendo: Não me ri; porquanto ela teve medo. Ao que ele respondeu: Não é assim; porque te riste.    441 1 18 16 E levantaram-se aqueles homens dali e olharam para a banda de Sodoma; e Abraão ia com eles, para os encaminhar.    442 1 18 17 E disse o Senhor: Ocultarei eu a Abraão o que faço,    443 1 18 18 visto que Abraão certamente virá a ser uma grande e poderosa nação, e por meio dele serão benditas todas as nações da terra?    444 1 18 19 Porque eu o tenho escolhido, a fim de que ele ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, para que guardem o caminho do Senhor, para praticarem retidão e justiça; a fim de que o Senhor faça vir sobre Abraão o que a respeito dele tem falado.    445 1 18 20 Disse mais o Senhor: Porquanto o clamor de Sodoma e Gomorra se tem multiplicado, e porquanto o seu pecado se tem agravado muito,    446 1 18 21 descerei agora, e verei se em tudo têm praticado segundo o seu clamor, que a mim tem chegado; e se não, sabê-lo-ei.    447 1 18 22 Então os homens, virando os seus rostos dali, foram-se em direção a Sodoma; mas Abraão ficou ainda em pé diante do Senhor.    448 1 18 23 E chegando-se Abraão, disse: Destruirás também o justo com o ímpio?    449 1 18 24 Se porventura houver cinqüenta justos na cidade, destruirás e não pouparás o lugar por causa dos cinqüenta justos que ali estão?    450 1 18 25 Longe de ti que faças tal coisa, que mates o justo com o ímpio, de modo que o justo seja como o ímpio; esteja isto longe de ti. Não fará justiça o juiz de toda a terra?    451 1 18 26 Então disse o Senhor: Se eu achar em Sodoma cinqüenta justos dentro da cidade, pouparei o lugar todo por causa deles.    452 1 18 27 Tornou-lhe Abraão, dizendo: Eis que agora me atrevi a falar ao Senhor, ainda que sou pó e cinza.    453 1 18 28 Se porventura de cinqüenta justos faltarem cinco, destruirás toda a cidade por causa dos cinco? Respondeu ele: Não a destruirei, se eu achar ali quarenta e cinco.    454 1 18 29 Continuou Abraão ainda a falar-lhe, e disse: Se porventura se acharem ali quarenta? Mais uma vez assentiu: Por causa dos quarenta não o farei.    455 1 18 30 Disse Abraão: Ora, não se ire o Senhor, se eu ainda falar. Se porventura se acharem ali trinta? De novo assentiu: Não o farei, se achar ali trinta.    456 1 18 31 Tornou Abraão: Eis que outra vez me a atrevi a falar ao Senhor. Se porventura se acharem ali vinte? Respondeu-lhe: Por causa dos vinte não a destruirei.    457 1 18 32 Disse ainda Abraão: Ora, não se ire o Senhor, pois só mais esta vez falarei. Se porventura se acharem ali dez? Ainda assentiu o Senhor: Por causa dos dez não a destruirei.    458 1 18 33 E foi-se o Senhor, logo que acabou de falar com Abraão; e Abraão voltou para o seu lugar.    459 1 19 1 Â tarde chegaram os dois anjos a Sodoma. Ló estava sentado à porta de Sodoma e, vendo-os, levantou-se para os receber; prostrou-se com o rosto em terra,    460 1 19 2 e disse: Eis agora, meus senhores, entrai, peço-vos em casa de vosso servo, e passai nela a noite, e lavai os pés; de madrugada vos levantareis e ireis vosso caminho. Responderam eles: Não; antes na praça passaremos a noite.    461 1 19 3 Entretanto, Ló insistiu muito com eles, pelo que foram com ele e entraram em sua casa; e ele lhes deu um banquete, assando-lhes pães ázimos, e eles comeram.    462 1 19 4 Mas antes que se deitassem, cercaram a casa os homens da cidade, isto é, os homens de Sodoma, tanto os moços como os velhos, sim, todo o povo de todos os lados;    463 1 19 5 e, chamando a Ló, perguntaram-lhe: Onde estão os homens que entraram esta noite em tua casa? Traze-os cá fora a nós, para que os conheçamos.    464 1 19 6 Então Ló saiu-lhes à porta, fechando-a atrás de si,    465 1 19 7 e disse: Meus irmãos, rogo-vos que não procedais tão perversamente;    466 1 19 8 eis aqui, tenho duas filhas que ainda não conheceram varão; eu vo-las trarei para fora, e lhes fareis como bem vos parecer: somente nada façais a estes homens, porquanto entraram debaixo da sombra do meu telhado.    467 1 19 9 Eles, porém, disseram: Sai daí. Disseram mais: Esse indivíduo, como estrangeiro veio aqui habitar, e quer se arvorar em juiz! Agora te faremos mais mal a ti do que a eles. E arremessaram-se sobre o homem, isto é, sobre Ló, e aproximavam-se para arrombar a porta.    468 1 19 10 Aqueles homens, porém, estendendo as mãos, fizeram Ló entrar para dentro da casa, e fecharam a porta;    469 1 19 11 e feriram de cegueira os que estavam do lado de fora, tanto pequenos como grandes, de maneira que cansaram de procurar a porta.    470 1 19 12 Então disseram os homens a Ló: Tens mais alguém aqui? Teu genro, e teus filhos, e tuas filhas, e todos quantos tens na cidade, tira-os para fora deste lugar;    471 1 19 13 porque nós vamos destruir este lugar, porquanto o seu clamor se tem avolumado diante do Senhor, e o Senhor nos enviou a destruí-lo.    472 1 19 14 Tendo saído Ló, falou com seus genros, que haviam de casar com suas filhas, e disse-lhes: Levantai-vos, saí deste lugar, porque o Senhor há de destruir a cidade. Mas ele pareceu aos seus genros como quem estava zombando.    473 1 19 15 E ao amanhecer os anjos apertavam com Ló, dizendo: levanta-te, toma tua mulher e tuas duas filhas que aqui estão, para que não pereças no castigo da cidade.    474 1 19 16 Ele, porém, se demorava; pelo que os homens pegaram-lhe pela mão a ele, à sua mulher, e às suas filhas, sendo-lhe misericordioso o Senhor. Assim o tiraram e o puseram fora da cidade.    475 1 19 17 Quando os tinham tirado para fora, disse um deles: Escapa-te, salva tua vida; não olhes para trás de ti, nem te detenhas em toda esta planície; escapa-te lá para o monte, para que não pereças.    476 1 19 18 Respondeu-lhe Ló: Ah, assim não, meu Senhor!    477 1 19 19 Eis que agora o teu servo tem achado graça aos teus olhos, e tens engrandecido a tua misericórdia que a mim me fizeste, salvando-me a vida; mas eu não posso escapar-me para o monte; não seja caso me apanhe antes este mal, e eu morra.    478 1 19 20 Eis ali perto aquela cidade, para a qual eu posso fugir, e é pequena. Permite que eu me escape para lá (porventura não é pequena?), e viverá a minha alma.    479 1 19 21 Disse-lhe: Quanto a isso também te hei atendido, para não subverter a cidade de que acabas de falar.    480 1 19 22 Apressa-te, escapa-te para lá; porque nada poderei fazer enquanto não tiveres ali chegado. Por isso se chamou o nome da cidade Zoar.    481 1 19 23 Tinha saído o sol sobre a terra, quando Ló entrou em Zoar.    482 1 19 24 Então o Senhor, da sua parte, fez chover do céu enxofre e fogo sobre Sodoma e Gomorra.    483 1 19 25 E subverteu aquelas cidades e toda a planície, e todos os moradores das cidades, e o que nascia da terra.    484 1 19 26 Mas a mulher de Ló olhou para trás e ficou convertida em uma estátua de sal.    485 1 19 27 E Abraão levantou-se de madrugada, e foi ao lugar onde estivera em pé diante do Senhor;    486 1 19 28 e, contemplando Sodoma e Gomorra e toda a terra da planície, viu que subia da terra fumaça como a de uma fornalha.    487 1 19 29 Ora, aconteceu que, destruindo Deus as cidades da planície, lembrou-se de Abraão, e tirou Ló do meio da destruição, ao subverter aquelas cidades em que Ló habitara.    488 1 19 30 E subiu Ló de Zoar, e habitou no monte, e as suas duas filhas com ele; porque temia habitar em Zoar; e habitou numa caverna, ele e as suas duas filhas.    489 1 19 31 Então a primogênita disse à menor: Nosso pai é já velho, e não há varão na terra que entre a nós, segundo o costume de toda a terra;    490 1 19 32 vem, demos a nosso pai vinho a beber, e deitemo-nos com ele, para que conservemos a descendência de nosso pai.    491 1 19 33 Deram, pois, a seu pai vinho a beber naquela noite; e, entrando a primogênita, deitou-se com seu pai; e não percebeu ele quando ela se deitou, nem quando se levantou.    492 1 19 34 No dia seguinte disse a primogênita à menor: Eis que eu ontem à noite me deitei com meu pai; demos-lhe vinho a beber também esta noite; e então, entrando tu, deita-te com ele, para que conservemos a descendência de nosso pai.    493 1 19 35 Tornaram, pois, a dar a seu pai vinho a beber também naquela noite; e, levantando-se a menor, deitou-se com ele; e não percebeu ele quando ela se deitou, nem quando se levantou.    494 1 19 36 Assim as duas filhas de Ló conceberam de seu pai.    495 1 19 37 A primogênita deu a luz a um filho, e chamou-lhe Moabe; este é o pai dos moabitas de hoje.    496 1 19 38 A menor também deu à luz um filho, e chamou-lhe Ben-Ami; este é o pai dos amonitas de hoje.    497 1 20 1 Partiu Abraão dali para a terra do Negebe, e habitou entre Cades e Sur; e peregrinou em Gerar.    498 1 20 2 E havendo Abraão dito de Sara, sua mulher: É minha irmã; enviou Abimeleque, rei de Gerar, e tomou a Sara.    499 1 20 3 Deus, porém, veio a Abimeleque, em sonhos, de noite, e disse-lhe: Eis que estás para morrer por causa da mulher que tomaste; porque ela tem marido.    500 1 20 4 Ora, Abimeleque ainda não se havia chegado a ela: perguntou, pois: Senhor matarás porventura tambem uma nação justa?    501 1 20 5 Não me disse ele mesmo: É minha irmã? e ela mesma me disse: Ele é meu irmão; na sinceridade do meu coração e na inocência das minhas mãos fiz isto.    502 1 20 6 Ao que Deus lhe respondeu em sonhos: Bem sei eu que na sinceridade do teu coração fizeste isto; e também eu te tenho impedido de pecar contra mim; por isso não te permiti tocá-la;    503 1 20 7 agora, pois, restitui a mulher a seu marido, porque ele é profeta, e intercederá por ti, e viverás; se, porém, não lha restituíres, sabe que certamente morrerás, tu e tudo o que é teu.    504 1 20 8 Levantou-se Abimeleque de manhã cedo e, chamando a todos os seus servos, falou-lhes aos ouvidos todas estas palavras; e os homens temeram muito.    505 1 20 9 Então chamou Abimeleque a Abraão e lhe perguntou: Que é que nos fizeste? e em que pequei contra ti, para trazeres sobre mim o sobre o meu reino tamanho pecado? Tu me fizeste o que não se deve fazer.    506 1 20 10 Perguntou mais Abimeleque a Abraão: Com que intenção fizeste isto?    507 1 20 11 Respondeu Abraão: Porque pensei: Certamente não há temor de Deus neste lugar; matar-me-ão por causa da minha mulher.    508 1 20 12 Além disso ela é realmente minha irmã, filha de meu pai, ainda que não de minha mãe; e veio a ser minha mulher.    509 1 20 13 Quando Deus me fez sair errante da casa de meu pai, eu lhe disse a ela: Esta é a graça que me farás: em todo lugar aonde formos, dize de mim: Ele é meu irmão.    510 1 20 14 Então tomou Abimeleque ovelhas e bois, e servos e servas, e os deu a Abraão; e lhe restituiu Sara, sua mulher;    511 1 20 15 e disse-lhe Abimeleque: Eis que a minha terra está diante de ti; habita onde bem te parecer.    512 1 20 16 E a Sara disse: Eis que tenho dado a teu irmão mil moedas de prata; isso te seja por véu dos olhos a todos os que estão contigo; e perante todos estás reabilitada.    513 1 20 17 Orou Abraão a Deus, e Deus sarou Abimeleque, e a sua mulher e as suas servas; de maneira que tiveram filhos;    514 1 20 18 porque o Senhor havia fechado totalmente todas as madres da casa de Abimeleque, por causa de Sara, mulher de Abraão.    515 1 21 1 O Senhor visitou a Sara, como tinha dito, e lhe fez como havia prometido.    516 1 21 2 Sara concebeu, e deu a Abraão um filho na sua velhice, ao tempo determinado, de que Deus lhe falara;    517 1 21 3 e, Abraão pôs no filho que lhe nascera, que Sara lhe dera, o nome de Isaque.    518 1 21 4 E Abraão circuncidou a seu filho Isaque, quando tinha oito dias, conforme Deus lhe ordenara.    519 1 21 5 Ora, Abraão tinha cem anos, quando lhe nasceu Isaque, seu filho.    520 1 21 6 Pelo que disse Sara: Deus preparou riso para mim; todo aquele que o ouvir, se rirá comigo.    521 1 21 7 E acrescentou: Quem diria a Abraão que Sara havia de amamentar filhos? no entanto lhe dei um filho na sua velhice.    522 1 21 8 cresceu o menino, e foi desmamado; e Abraão fez um grande banquete no dia em que Isaque foi desmamado.    523 1 21 9 Ora, Sara viu brincando o filho de Agar a egípcia, que esta dera à luz a Abraão.    524 1 21 10 Pelo que disse a Abraão: Deita fora esta serva e o seu filho; porque o filho desta serva não será herdeiro com meu filho, com Isaque.    525 1 21 11 Pareceu isto bem duro aos olhos de Abraão, por causa de seu filho.    526 1 21 12 Deus, porém, disse a Abraão: Não pareça isso duro aos teus olhos por causa do moço e por causa da tua serva; em tudo o que Sara te diz, ouve a sua voz; porque em Isaque será chamada a tua descendência.    527 1 21 13 Mas também do filho desta serva farei uma nação, porquanto ele é da tua linhagem.    528 1 21 14 Então se levantou Abraão de manhã cedo e, tomando pão e um odre de àgua, os deu a Agar, pondo-os sobre o ombro dela; também lhe deu o menino e despediu-a; e ela partiu e foi andando errante pelo deserto de Beer-Seba.    529 1 21 15 E consumida a água do odre, Agar deitou o menino debaixo de um dos arbustos,    530 1 21 16 e foi assentar-se em frente dele, a boa distância, como a de um tiro de arco; porque dizia: Que não veja eu morrer o menino. Assim sentada em frente dele, levantou a sua voz e chorou.    531 1 21 17 Mas Deus ouviu a voz do menino; e o anjo de Deus, bradando a Agar desde o céu, disse-lhe: Que tens, Agar? não temas, porque Deus ouviu a voz do menino desde o lugar onde está.    532 1 21 18 Ergue-te, levanta o menino e toma-o pela mão, porque dele farei uma grande nação.    533 1 21 19 E abriu-lhe Deus os olhos, e ela viu um poço; e foi encher de água o odre e deu de beber ao menino.    534 1 21 20 Deus estava com o menino, que cresceu e, morando no deserto, tornou-se flecheiro.    535 1 21 21 Ele habitou no deserto de Parã; e sua mãe tomou-lhe uma mulher da terra do Egito.    536 1 21 22 Naquele mesmo tempo Abimeleque, com Ficol, o chefe do seu exército, falou a Abraão, dizendo: Deus é contigo em tudo o que fazes;    537 1 21 23 agora pois, jura-me aqui por Deus que não te haverás falsamente comigo, nem com meu filho, nem com o filho do meu filho; mas segundo a beneficência que te fiz, me farás a mim, e à terra onde peregrinaste.    538 1 21 24 Respondeu Abraão: Eu jurarei.    539 1 21 25 Abraão, porém, repreendeu a Abimeleque, por causa de um poço de água, que os servos de Abimeleque haviam tomado à força.    540 1 21 26 Respondeu-lhe Abimeleque: Não sei quem fez isso; nem tu mo fizeste saber, nem tampouco ouvi eu falar nisso, senão hoje.    541 1 21 27 Tomou, pois, Abraão ovelhas e bois, e os deu a Abimeleque; assim fizeram entre, si um pacto.    542 1 21 28 Pôs Abraão, porém, à parte sete cordeiras do rebanho.    543 1 21 29 E perguntou Abimeleque a Abraão: Que significam estas sete cordeiras que puseste à parte?    544 1 21 30 Respondeu Abraão: Estas sete cordeiras receberás da minha mão para que me sirvam de testemunho de que eu cavei este poço.    545 1 21 31 Pelo que chamou aquele lugar Beer-Seba, porque ali os dois juraram.    546 1 21 32 Assim fizeram uma pacto em Beer-Seba. Depois se levantaram Abimeleque e Ficol, o chefe do seu exército, e tornaram para a terra dos filisteus.    547 1 21 33 Abraão plantou uma tamargueira em Beer-Seba, e invocou ali o nome do Senhor, o Deus eterno.    548 1 21 34 E peregrinou Abraão na terra dos filisteus muitos dias.    549 1 22 1 Sucedeu, depois destas coisas, que Deus provou a Abraão, dizendo-lhe: Abraão! E este respondeu: Eis-me aqui.    550 1 22 2 Prosseguiu Deus: Toma agora teu filho; o teu único filho, Isaque, a quem amas; vai à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre um dos montes que te hei de mostrar.    551 1 22 3 Levantou-se, pois, Abraão de manhã cedo, albardou o seu jumento, e tomou consigo dois de seus moços e Isaque, seu filho; e, tendo cortado lenha para o holocausto, partiu para ir ao lugar que Deus lhe dissera.    552 1 22 4 Ao terceiro dia levantou Abraão os olhos, e viu o lugar de longe.    553 1 22 5 E disse Abraão a seus moços: Ficai-vos aqui com o jumento, e eu e o mancebo iremos até lá; depois de adorarmos, voltaremos a vós.    554 1 22 6 Tomou, pois, Abraão a lenha do holocausto e a pôs sobre Isaque, seu filho; tomou também na mão o fogo e o cutelo, e foram caminhando juntos.    555 1 22 7 Então disse Isaque a Abraão, seu pai: Meu pai! Respondeu Abraão: Eis-me aqui, meu filho! Perguntou-lhe Isaque: Eis o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto?    556 1 22 8 Respondeu Abraão: Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu filho. E os dois iam caminhando juntos.    557 1 22 9 Havendo eles chegado ao lugar que Deus lhe dissera, edificou Abraão ali o altar e pôs a lenha em ordem; o amarrou, a Isaque, seu filho, e o deitou sobre o altar em cima da lenha.    558 1 22 10 E, estendendo a mão, pegou no cutelo para imolar a seu filho.    559 1 22 11 Mas o anjo do Senhor lhe bradou desde o céu, e disse: Abraão, Abraão! Ele respondeu: Eis-me aqui.    560 1 22 12 Então disse o anjo: Não estendas a mão sobre o mancebo, e não lhe faças nada; porquanto agora sei que temes a Deus, visto que não me negaste teu filho, o teu único filho.    561 1 22 13 Nisso levantou Abraão os olhos e olhou, e eis atrás de si um carneiro embaraçado pelos chifres no mato; e foi Abraão, tomou o carneiro e o ofereceu em holocausto em lugar de seu filho.    562 1 22 14 Pelo que chamou Abraão àquele lugar Jeová-Jiré; donde se diz até o dia de hoje: No monte do Senhor se proverá.    563 1 22 15 Então o anjo do Senhor bradou a Abraão pela segunda vez desde o céu,    564 1 22 16 e disse: Por mim mesmo jurei, diz o Senhor, porquanto fizeste isto, e não me negaste teu filho, o teu único filho,    565 1 22 17 que deveras te abençoarei, e grandemente multiplicarei a tua descendência, como as estrelas do céu e como a areia que está na praia do mar; e a tua descendência possuirá a porta dos seus inimigos;    566 1 22 18 e em tua descendência serão benditas todas as nações da terra; porquanto obedeceste à minha voz.    567 1 22 19 Então voltou Abraão aos seus moços e, levantando-se, foram juntos a Beer-Seba; e Abraão habitou em Beer-Seba.    568 1 22 20 Depois destas coisas anunciaram a Abraão, dizendo: Eis que também Milca tem dado à luz filhos a Naor, teu irmão:    569 1 22 21 Uz o seu primogênito, e Buz seu irmão, e Quemuel, pai de Arão,    570 1 22 22 e Quesede, Hazo, Pildas, Jidlafe e Betuel.    571 1 22 23 E Betuel gerou a Rebeca. Esses oito deu à luz Milca a Naor, irmão de Abraão.    572 1 22 24 E a sua concubina, que se chamava Reumá, também deu à luz a Teba, Gaão, Taás e Maacá.    573 1 23 1 Ora, os anos da vida de Sara foram cento e vinte e sete.    574 1 23 2 E morreu Sara em Quiriate-Arba, que é Hebrom, na terra de Canaã; e veio Abraão lamentá-la e chorar por ela:    575 1 23 3 Depois se levantou Abraão de diante do seu morto, e falou aos filhos de Hete, dizendo:    576 1 23 4 Estrangeiro e peregrino sou eu entre vós; dai-me o direito de um lugar de sepultura entre vós, para que eu sepulte o meu morto, removendo-o de diante da minha face.    577 1 23 5 Responderam-lhe os filhos de Hete:    578 1 23 6 Ouve-nos, senhor; príncipe de Deus és tu entre nós; enterra o teu morto na mais escolhida de nossas sepulturas; nenhum de nós te vedará a sua sepultura, para enterrares o teu morto.    579 1 23 7 Então se levantou Abraão e, inclinando-se diante do povo da terra, diante dos filhos de Hete,    580 1 23 8 falou-lhes, dizendo: Se é de vossa vontade que eu sepulte o meu morto de diante de minha face, ouvi-me e intercedei por mim junto a Efrom, filho de Zoar,    581 1 23 9 para que ele me dê a cova de Macpela, que possui no fim do seu campo; que ma dê pelo devido preço em posse de sepulcro no meio de vós.    582 1 23 10 Ora, Efrom estava sentado no meio dos filhos de Hete; e respondeu Efrom, o heteu, a Abraão, aos ouvidos dos filhos de Hete, isto é, de todos os que entravam pela porta da sua cidade, dizendo:    583 1 23 11 Não, meu senhor; ouve-me. O campo te dou, também te dou a cova que nele está; na presença dos filhos do meu povo ta dou; sepulta o teu morto.    584 1 23 12 Então Abraão se inclinou diante do povo da terra,    585 1 23 13 e falou a Efrom, aos ouvidos do povo da terra, dizendo: Se te agrada, peço-te que me ouças. Darei o preço do campo; toma-o de mim, e sepultarei ali o meu morto.    586 1 23 14 Respondeu Efrom a Abraão:    587 1 23 15 Meu senhor, ouve-me. Um terreno do valor de quatrocentos siclos de prata! que é isto entre mim e ti? Sepulta, pois, o teu morto.    588 1 23 16 E Abraão ouviu a Efrom, e pesou-lhe a prata de que este tinha falado aos ouvidos dos filhos de Hete, quatrocentos siclos de prata, moeda corrente entre os mercadores.    589 1 23 17 Assim o campo de Efrom, que estava em Macpela, em frente de Manre, o campo e a cova que nele estava, e todo o arvoredo que havia nele, por todos os seus limites ao redor, se confirmaram    590 1 23 18 a Abraão em possessão na presença dos filhos de Hete, isto é, de todos os que entravam pela porta da sua cidade.    591 1 23 19 Depois sepultou Abraão a Sara sua mulher na cova do campo de Macpela, em frente de Manre, que é Hebrom, na terra de Canaã.    592 1 23 20 Assim o campo e a cova que nele estava foram confirmados a Abraão pelos filhos de Hete em possessão de sepultura.    593 1 24 1 Ora, Abraão era já velho e de idade avançada; e em tudo o Senhor o havia abençoado.    594 1 24 2 E disse Abraão ao seu servo, o mais antigo da casa, que tinha o governo sobre tudo o que possuía: Põe a tua mão debaixo da minha coxa,    595 1 24 3 para que eu te faça jurar pelo Senhor, Deus do céu e da terra, que não tomarás para meu filho mulher dentre as filhas dos cananeus, no meio dos quais eu habito;    596 1 24 4 mas que irás à minha terra e à minha parentela, e dali tomarás mulher para meu filho Isaque.    597 1 24 5 Perguntou-lhe o servo: Se porventura a mulher não quiser seguir-me a esta terra, farei, então, tornar teu filho à terra donde saíste?    598 1 24 6 Respondeu-lhe Abraão: Guarda-te de fazeres tornar para lá meu filho.    599 1 24 7 O Senhor, Deus do céu, que me tirou da casa de meu pai e da terra da minha parentela, e que me falou, e que me jurou, dizendo: Â tua o semente darei esta terra; ele enviará o seu anjo diante de si, para que tomes de lá mulher para meu filho.    600 1 24 8 Se a mulher, porém, não quiser seguir-te, serás livre deste meu juramento; somente não farás meu filho tornar para lá.    601 1 24 9 Então pôs o servo a sua mão debaixo da coxa de Abraão seu senhor, e jurou-lhe sobre este negócio.    602 1 24 10 Tomou, pois, o servo dez dos camelos do seu senhor, porquanto todos os bens de seu senhor estavam em sua mão; e, partindo, foi para a Mesopotâmia, à cidade de Naor.    603 1 24 11 Fez ajoelhar os camelos fora da cidade, junto ao poço de água, pela tarde, à hora em que as mulheres saíam a tirar água.    604 1 24 12 E disse: Ó Senhor, Deus de meu senhor Abraão, dá-me hoje, peço-te, bom êxito, e usa de benevolência para com o meu senhor Abraão.    605 1 24 13 Eis que eu estou em pé junto à fonte, e as filhas dos homens desta cidade vêm saindo para tirar água;    606 1 24 14 faze, pois, que a donzela a quem eu disser: Abaixa o teu cântaro, peço-te, para que eu beba; e ela responder: Bebe, e também darei de beber aos teus camelos; seja aquela que designaste para o teu servo Isaque. Assim conhecerei que usaste de benevolência para com o meu senhor.    607 1 24 15 Antes que ele acabasse de falar, eis que Rebeca, filha de Betuel, filho de Milca, mulher de Naor, irmão de Abraão, saía com o seu cântaro sobre o ombro.    608 1 24 16 A donzela era muito formosa à vista, virgem, a quem varão não havia conhecido; ela desceu à fonte, encheu o seu cântaro e subiu.    609 1 24 17 Então o servo correu-lhe ao encontro, e disse: Deixa-me beber, peço-te, um pouco de água do teu cântaro.    610 1 24 18 Respondeu ela: Bebe, meu senhor. Então com presteza abaixou o seu cântaro sobre a mão e deu-lhe de beber.    611 1 24 19 E quando acabou de lhe dar de beber, disse: Tirarei também água para os teus camelos, até que acabem de beber.    612 1 24 20 Também com presteza despejou o seu cântaro no bebedouro e, correndo outra vez ao poço, tirou água para todos os camelos dele.    613 1 24 21 E o homem a contemplava atentamente, em silêncio, para saber se o Senhor havia tornado próspera a sua jornada, ou não.    614 1 24 22 Depois que os camelos acabaram de beber, tomou o homem um pendente de ouro, de meio siclo de peso, e duas pulseiras para as mãos dela, do peso de dez siclos de ouro;    615 1 24 23 e perguntou: De quem és filha? dize-mo, peço-te. Há lugar em casa de teu pai para nós pousarmos?    616 1 24 24 Ela lhe respondeu: Eu sou filha de Betuel, filho de Milca, o qual ela deu a Naor.    617 1 24 25 Disse-lhe mais: Temos palha e forragem bastante, e lugar para pousar.    618 1 24 26 Então inclinou-se o homem e adorou ao Senhor;    619 1 24 27 e disse: Bendito seja o Senhor Deus de meu senhor Abraão, que não retirou do meu senhor a sua benevolência e a sua verdade; quanto a mim, o Senhor me guiou no caminho à casa dos irmãos de meu senhor.    620 1 24 28 A donzela correu, e relatou estas coisas aos da casa de sua mãe.    621 1 24 29 Ora, Rebeca tinha um irmão, cujo nome era Labão, o qual saiu correndo ao encontro daquele homem até a fonte;    622 1 24 30 porquanto tinha visto o pendente, e as pulseiras sobre as mãos de sua irmã, e ouvido as palavras de sua irmã Rebeca, que dizia: Assim me falou aquele homem; e foi ter com o homem, que estava em pé junto aos camelos ao lado da fonte.    623 1 24 31 E disse: Entra, bendito do Senhor; por que estás aqui fora? pois eu já preparei a casa, e lugar para os camelos.    624 1 24 32 Então veio o homem à casa, e desarreou os camelos; deram palha e forragem para os camelos e água para lavar os pés dele e dos homens que estavam com ele.    625 1 24 33 Depois puseram comida diante dele. Ele, porém, disse: Não comerei, até que tenha exposto a minha incumbência. Respondeu-lhe Labão: Fala.    626 1 24 34 Então disse: Eu sou o servo de Abraão.    627 1 24 35 O Senhor tem abençoado muito ao meu senhor, o qual se tem engrandecido; deu-lhe rebanhos e gado, prata e ouro, escravos e escravas, camelos e jumentos.    628 1 24 36 E Sara, a mulher do meu senhor, mesmo depois, de velha deu um filho a meu senhor; e o pai lhe deu todos os seus bens.    629 1 24 37 Ora, o meu senhor me fez jurar, dizendo: Não tomarás mulher para meu filho das filhas dos cananeus, em cuja terra habito;    630 1 24 38 irás, porém, à casa de meu pai, e à minha parentela, e tomarás mulher para meu filho.    631 1 24 39 Então respondi ao meu senhor: Porventura não me seguirá a mulher.    632 1 24 40 Ao que ele me disse: O Senhor, em cuja presença tenho andado, enviará o seu anjo contigo, e prosperará o teu caminho; e da minha parentela e da casa de meu pai tomarás mulher para meu filho;    633 1 24 41 então serás livre do meu juramento, quando chegares à minha parentela; e se não ta derem, livre serás do meu juramento.    634 1 24 42 E hoje cheguei à fonte, e disse: Senhor, Deus de meu senhor Abraão, se é que agora prosperas o meu caminho, o qual venho seguindo,    635 1 24 43 eis que estou junto à fonte; faze, pois, que a donzela que sair para tirar água, a quem eu disser: Dá-me, peço-te, de beber um pouco de água do teu cântaro,    636 1 24 44 e ela me responder: Bebe tu, e também tirarei água para os teus camelos; seja a mulher que o Senhor designou para o filho de meu senhor.    637 1 24 45 Ora, antes que eu acabasse de falar no meu coração, eis que Rebeca saía com o seu cântaro sobre o ombro, desceu à fonte e tirou água; e eu lhe disse: Dá-me de beber, peço-te.    638 1 24 46 E ela, com presteza, abaixou o seu cântaro do ombro, e disse: Bebe, e também darei de beber aos teus camelos; assim bebi, e ela deu também de beber aos camelos.    639 1 24 47 Então lhe perguntei: De quem és filha? E ela disse: Filha de Betuel, filho de Naor, que Milca lhe deu. Então eu lhe pus o pendente no nariz e as pulseiras sobre as mãos;    640 1 24 48 e, inclinando-me, adorei e bendisse ao Senhor, Deus do meu senhor Abraão, que me havia conduzido pelo caminho direito para tomar para seu filho a filha do irmão do meu senhor.    641 1 24 49 Agora, pois, se vós haveis de usar de benevolência e de verdade para com o meu senhor, declarai-mo; e se não, também mo declarai, para que eu vá ou para a direita ou para a esquerda.    642 1 24 50 Então responderam Labão e Betuel: Do Senhor procede este negócio; nós não podemos falar-te mal ou bem.    643 1 24 51 Eis que Rebeca está diante de ti, toma-a e vai-te; seja ela a mulher do filho de teu senhor, como tem dito o Senhor.    644 1 24 52 Quando o servo de Abraão ouviu as palavras deles, prostrou-se em terra diante do Senhor:    645 1 24 53 e tirou o servo jóias de prata, e jóias de ouro, e vestidos, e deu-os a Rebeca; também deu coisas preciosas a seu irmão e a sua mãe.    646 1 24 54 Então comeram e beberam, ele e os homens que com ele estavam, e passaram a noite. Quando se levantaram de manhã, disse o servo: Deixai-me ir a meu senhor.    647 1 24 55 Disseram o irmão e a mãe da donzela: Fique ela conosco alguns dias, pelo menos dez dias; e depois irá.    648 1 24 56 Ele, porém, lhes respondeu: Não me detenhas, visto que o Senhor me tem prosperado o caminho; deixai-me partir, para que eu volte a meu senhor.    649 1 24 57 Disseram-lhe: chamaremos a donzela, e perguntaremos a ela mesma.    650 1 24 58 Chamaram, pois, a Rebeca, e lhe perguntaram: Irás tu com este homem; Respondeu ela: Irei.    651 1 24 59 Então despediram a Rebeca, sua irmã, e à sua ama e ao servo de Abraão e a seus homens;    652 1 24 60 e abençoaram a Rebeca, e disseram-lhe: Irmã nossa, sê tu a mãe de milhares de miríades, e possua a tua descendência a porta de seus aborrecedores!    653 1 24 61 Assim Rebeca se levantou com as suas moças e, montando nos camelos, seguiram o homem; e o servo, tomando a Rebeca, partiu.    654 1 24 62 Ora, Isaque tinha vindo do caminho de Beer-Laai-Rói; pois habitava na terra do Negebe.    655 1 24 63 Saíra Isaque ao campo à tarde, para meditar; e levantando os olhos, viu, e eis que vinham camelos.    656 1 24 64 Rebeca também levantou os olhos e, vendo a Isaque, saltou do camelo    657 1 24 65 e perguntou ao servo: Quem é aquele homem que vem pelo campo ao nosso encontro? respondeu o servo: É meu senhor. Então ela tomou o véu e se cobriu.    658 1 24 66 Depois o servo contou a Isaque tudo o que fizera.    659 1 24 67 Isaque, pois, trouxe Rebeca para a tenda de Sara, sua mãe; tomou-a e ela lhe foi por mulher; e ele a amou. Assim Isaque foi consolado depois da morte de sua mãe.    660 1 25 1 Ora, Abraão tomou outra mulher, que se chamava Quetura.    661 1 25 2 Ela lhe deu à luz a Zinrã, Jocsã, Medã, Midiã, Isbaque e Suá.    662 1 25 3 Jocsã gerou a Seba e Dedã. Os filhos de Dedã foram Assurim, Letusim e Leumim.    663 1 25 4 Os filhos de Midiã foram Efá, Efer, Hanoque, Abidá e Eldá; todos estes foram filhos de Quetura.    664 1 25 5 Abraão, porém, deu tudo quanto possuía a Isaque;    665 1 25 6 no entanto aos filhos das concubinas que Abraão tinha, deu ele dádivas; e, ainda em vida, os separou de seu filho Isaque, enviando-os ao Oriente, para a terra oriental.    666 1 25 7 Estes, pois, são os dias dos anos da vida de Abraão, que ele viveu: cento e setenta e, cinco anos.    667 1 25 8 E Abraão expirou, morrendo em boa velhice, velho e cheio de dias; e foi congregado ao seu povo.    668 1 25 9 Então Isaque e Ismael, seus filhos, o sepultaram na cova de Macpela, no campo de Efrom, filho de Zoar, o heteu, que estava em frente de Manre,    669 1 25 10 o campo que Abraão comprara aos filhos de Hete. Ali foi sepultado Abraão, e Sara, sua mulher.    670 1 25 11 Depois da morte de Abraão, Deus abençoou a Isaque, seu filho; e habitava Isaque junto a Beer-Laai-Rói.    671 1 25 12 Estas são as gerações de Ismael, filho de Abraão, que Agar, a egípcia, serva de Sara, lhe deu;    672 1 25 13 e estes são os nomes dos filhos de Ismael pela sua ordem, segundo as suas gerações: o primogênito de Ismael era Nebaiote, depois Quedar, Abdeel, Mibsão,    673 1 25 14 Misma, Dumá, Massá,    674 1 25 15 Hadade, Tema, Jetur, Nafis e Quedemá.    675 1 25 16 Estes são os filhos de Ismael, e estes são os seus nomes pelas suas vilas e pelos seus acampamentos: doze príncipes segundo as suas tribos.    676 1 25 17 E estes são os anos da vida de Ismael, cento e trinta e sete anos; e ele expirou e, morrendo, foi cogregado ao seu povo.    677 1 25 18 Eles então habitaram desde Havilá até Sur, que está em frente do Egito, como quem vai em direção da Assíria; assim Ismael se estabeleceu diante da face de todos os seus irmãos.    678 1 25 19 E estas são as gerações de Isaque, filho de Abraão: Abraão gerou a Isaque;    679 1 25 20 e Isaque tinha quarenta anos quando tomou por mulher a Rebeca, filha de Betuel, arameu de Padã-Arã, e irmã de Labão, arameu.    680 1 25 21 Ora, Isaque orou insistentemente ao Senhor por sua mulher, porquanto ela era estéril; e o Senhor ouviu as suas orações, e Rebeca, sua mulher, concebeu.    681 1 25 22 E os filhos lutavam no ventre dela; então ela disse: Por que estou eu assim? E foi consultar ao Senhor.    682 1 25 23 Respondeu-lhe o Senhor: Duas nações há no teu ventre, e dois povos se dividirão das tuas estranhas, e um povo será mais forte do que o outro povo, e o mais velho servirá ao mais moço.    683 1 25 24 Cumpridos que foram os dias para ela dar à luz, eis que havia gêmeos no seu ventre.    684 1 25 25 Saiu o primeiro, ruivo, todo ele como um vestido de pelo; e chamaram-lhe Esaú.    685 1 25 26 Depois saiu o seu irmão, agarrada sua mão ao calcanhar de Esaú; pelo que foi chamado Jacó. E Isaque tinha sessenta anos quando Rebeca os deu à luz.    686 1 25 27 Cresceram os meninos; e Esaú tornou-se perito caçador, homem do campo; mas Jacó, homem sossegado, que habitava em tendas.    687 1 25 28 Isaque amava a Esaú, porque comia da sua caça; mas Rebeca amava a Jacó.    688 1 25 29 Jacó havia feito um guisado, quando Esaú chegou do campo, muito cansado;    689 1 25 30 e disse Esaú a Jacó: Deixa-me, peço-te, comer desse guisado vermelho, porque estou muito cansado. Por isso se chamou Edom.    690 1 25 31 Respondeu Jacó: Vende-me primeiro o teu direito de primogenitura.    691 1 25 32 Então replicou Esaú: Eis que estou a ponto e morrer; logo, para que me servirá o direito de primogenitura?    692 1 25 33 Ao que disse Jacó: Jura-me primeiro. Jurou-lhe, pois; e vendeu o seu direito de primogenitura a Jacó.    693 1 25 34 Jacó deu a Esaú pão e o guisado e lentilhas; e ele comeu e bebeu; e, levantando-se, seguiu seu caminho. Assim desprezou Esaú o seu direito de primogenitura.    694 1 26 1 Sobreveio à terra uma fome, além da primeira, que ocorreu nos dias de Abraão. Por isso foi Isaque a Abimeleque, rei dos filisteus, em Gerar.    695 1 26 2 E apareceu-lhe o Senhor e disse: Não desças ao Egito; habita na terra que eu te disser;    696 1 26 3 peregrina nesta terra, e serei contigo e te abençoarei; porque a ti, e aos que descenderem de ti, darei todas estas terras, e confirmarei o juramento que fiz a Abraão teu pai;    697 1 26 4 e multiplicarei a tua descendência como as estrelas do céu, e lhe darei todas estas terras; e por meio dela serão benditas todas as naçoes da terra;    698 1 26 5 porquanto Abraão obedeceu à minha voz, e guardou o meu mandado, os meus preceitos, os meus estatutos e as minhas leis.    699 1 26 6 Assim habitou Isaque em Gerar.    700 1 26 7 Então os homens do lugar perguntaram-lhe acerca de sua mulher, e ele respondeu: É minha irmã; porque temia dizer: É minha mulher; para que porventura, dizia ele, não me matassem os homens daquele lugar por amor de Rebeca; porque era ela formosa à vista.    701 1 26 8 Ora, depois que ele se demorara ali muito tempo, Abimeleque, rei dos filisteus, olhou por uma janela, e viu, e eis que Isaque estava brincando com Rebeca, sua mulher.    702 1 26 9 Então chamou Abimeleque a Isaque, e disse: Eis que na verdade é tua mulher; como pois disseste: E minha irmã? Respondeu-lhe Isaque: Porque eu dizia: Para que eu porventura não morra por sua causa.    703 1 26 10 Replicou Abimeleque: Que é isso que nos fizeste? Facilmente se teria deitado alguém deste povo com tua mulher, e tu terias trazido culpa sobre nós.    704 1 26 11 E Abimeleque ordenou a todo o povo, dizendo: Qualquer que tocar neste homem ou em sua mulher, certamente morrerá.    705 1 26 12 Isaque semeou naquela terra, e no mesmo ano colheu o cêntuplo; e o Senhor o abençoou.    706 1 26 13 E engrandeceu-se o homem; e foi-se enriquecendo até que se tornou mui poderoso;    707 1 26 14 e tinha possessões de rebanhos e de gado, e muita gente de serviço; de modo que os filisteus o invejavam.    708 1 26 15 Ora, todos os poços, que os servos de seu pai tinham cavado nos dias de seu pai Abraão, os filisteus entulharam e encheram de terra.    709 1 26 16 E Abimeleque disse a Isaque: Aparta-te de nós; porque muito mais poderoso te tens feito do que nós.    710 1 26 17 Então Isaque partiu dali e, acampando no vale de Gerar, lá habitou.    711 1 26 18 E Isaque tornou a cavar os poços que se haviam cavado nos dias de Abraão seu pai, pois os filisteus os haviam entulhado depois da morte de Abraão; e deu-lhes os nomes que seu pai lhes dera.    712 1 26 19 Cavaram, pois, os servos de Isaque naquele vale, e acharam ali um poço de águas vivas.    713 1 26 20 E os pastores de Gerar contenderam com os pastores de Isaque, dizendo: Esta água é nossa. E ele chamou ao poço Eseque, porque contenderam com ele.    714 1 26 21 Então cavaram outro poço, pelo qual também contenderam; por isso chamou-lhe Sitna.    715 1 26 22 E partiu dali, e cavou ainda outro poço; por este não contenderam; pelo que chamou-lhe Reobote, dizendo: Pois agora o Senhor nos deu largueza, e havemos de crescer na terra.    716 1 26 23 Depois subiu dali a Beer-Seba.    717 1 26 24 E apareceu-lhe o Senhor na mesma noite e disse: Eu sou o Deus de Abraão, teu pai; não temas, porque eu sou contigo, e te abençoarei e multiplicarei a tua descendência por amor do meu servo Abraão.    718 1 26 25 Isaque, pois, edificou ali um altar e invocou o nome do Senhor; então armou ali a sua tenda, e os seus servos cavaram um poço.    719 1 26 26 Então Abimeleque veio a ele de Gerar, com Aüzate, seu amigo, e Ficol, o chefe do seu exército.    720 1 26 27 E perguntou-lhes Isaque: Por que viestes ter comigo, visto que me odiais, e me repelistes de vós?    721 1 26 28 Responderam eles: Temos visto claramente que o Senhor é contigo, pelo que dissemos: Haja agora juramento entre nós, entre nós e ti; e façamos um pacto contigo,    722 1 26 29 que não nos farás mal, assim como nós não te havemos tocado, e te fizemos somente o bem, e te deixamos ir em paz. Agora tu és o bendito do Senhor.    723 1 26 30 Então Isaque lhes deu um banquete, e comeram e beberam.    724 1 26 31 E levantaram-se de manhã cedo e juraram de parte a parte; depois Isaque os despediu, e eles se despediram dele em paz.    725 1 26 32 Nesse mesmo dia vieram os servos de Isaque e deram-lhe notícias acerca do poço que haviam cavado, dizendo-lhe: Temos achado água.    726 1 26 33 E ele chamou o poço Seba; por isso é o nome da cidade Beer-Seba até o dia de hoje.    727 1 26 34 Ora, quando Esaú tinha quarenta anos, tomou por mulher a Judite, filha de Beeri, o heteu e a Basemate, filha de Elom, o heteu.    728 1 26 35 E estas foram para Isaque e Rebeca uma amargura de espírito.    729 1 27 1 Quando Isaque já estava velho, e se lhe enfraqueciam os olhos, de maneira que não podia ver, chamou a Esaú, seu filho mais velho, e disse-lhe: Meu filho! Ele lhe respondeu: Eis-me aqui!    730 1 27 2 Disse-lhe o pai: Eis que agora estou velho, e não sei o dia da minha morte;    731 1 27 3 toma, pois, as tuas armas, a tua aljava e o teu arco; e sai ao campo, e apanha para mim alguma caça;    732 1 27 4 e faze-me um guisado saboroso, como eu gosto, e traze-mo, para que eu coma; a fim de que a minha alma te abençoe, antes que morra.    733 1 27 5 Ora, Rebeca estava escutando quando Isaque falou a Esaú, seu filho. Saiu, pois, Esaú ao campo para apanhar caça e trazê-la.    734 1 27 6 Disse então Rebeca a Jacó, seu filho: Eis que ouvi teu pai falar com Esaú, teu irmão, dizendo:    735 1 27 7 Traze-me caça, e faze-me um guisado saboroso, para que eu coma, e te abençoe diante do Senhor, antes da minha morte.    736 1 27 8 Agora, pois, filho meu, ouve a minha voz naquilo que eu te ordeno:    737 1 27 9 Vai ao rebanho, e traze-me de lá das cabras dois bons cabritos; e eu farei um guisado saboroso para teu pai, como ele gosta;    738 1 27 10 e levá-lo-ás a teu pai, para que o coma, a fim de te abençoar antes da sua morte.    739 1 27 11 Respondeu, porém, Jacó a Rebeca, sua mãe: Eis que Esaú, meu irmão, é peludo, e eu sou liso.    740 1 27 12 Porventura meu pai me apalpará e serei a seus olhos como enganador; assim trarei sobre mim uma maldição, e não uma bênção.    741 1 27 13 Respondeu-lhe sua mãe: Meu filho, sobre mim caia essa maldição; somente obedece à minha voz, e vai trazer-mos.    742 1 27 14 Então ele foi, tomou-os e os trouxe a sua mãe, que fez um guisado saboroso como seu pai gostava.    743 1 27 15 Depois Rebeca tomou as melhores vestes de Esaú, seu filho mais velho, que tinha consigo em casa, e vestiu a Jacó, seu filho mais moço;    744 1 27 16 com as peles dos cabritos cobriu-lhe as mãos e a lisura do pescoço;    745 1 27 17 e pôs o guisado saboroso e o pão que tinha preparado, na mão de Jacó, seu filho.    746 1 27 18 E veio Jacó a seu pai, e chamou: Meu pai! E ele disse:  Eis-me aqui; quem és tu, meu filho?   747 1 27 19 Respondeu Jacó a seu pai: Eu sou Esaú, teu primogênito; tenho feito como me disseste; levanta-te, pois, senta-te e come da minha caça, para que a tua alma me abençoe.    748 1 27 20 Perguntou Isaque a seu filho: Como é que tão depressa a achaste, filho meu? Respondeu ele: Porque o Senhor, teu Deus, a mandou ao meu encontro.    749 1 27 21 Então disse Isaque a Jacó: Chega-te, pois, para que eu te apalpe e veja se és meu filho Esaú mesmo, ou não.    750 1 27 22 chegou-se Jacó a Isaque, seu pai, que o apalpou, e disse: A voz é a voz de Jacó, porém as mãos são as mãos de Esaú.    751 1 27 23 E não o reconheceu, porquanto as suas mãos estavam peludas, como as de Esaú seu irmão; e abençoou-o.    752 1 27 24 No entanto perguntou: Tu és mesmo meu filho Esaú? E ele declarou: Eu o sou.    753 1 27 25 Disse-lhe então seu pai: Traze-mo, e comerei da caça de meu filho, para que a minha alma te abençoe: E Jacó lho trouxe, e ele comeu; trouxe-lhe também vinho, e ele bebeu.    754 1 27 26 Disse-lhe mais Isaque, seu pai: Aproxima-te agora, e beija-me, meu filho.    755 1 27 27 E ele se aproximou e o beijou; e seu pai, sentindo-lhe o cheiro das vestes o abençoou, e disse: Eis que o cheiro de meu filho é como o cheiro de um campo que o Senhor abençoou.    756 1 27 28 Que Deus te dê do orvalho do céu, e dos lugares férteis da terra, e abundância de trigo e de mosto;    757 1 27 29 sirvam-te povos, e nações se encurvem a ti; sê senhor de teus irmãos, e os filhos da tua mãe se encurvem a ti; sejam malditos os que te amaldiçoarem, e benditos sejam os que te abençoarem.    758 1 27 30 Tão logo Isaque acabara de abençoar a Jacó, e este saíra da presença de seu pai, chegou da caça Esaú, seu irmão;    759 1 27 31 e fez também ele um guisado saboroso e, trazendo-o a seu pai, disse-lhe: Levantate, meu pai, e come da caça de teu filho, para que a tua alma me abençoe.    760 1 27 32 Perguntou-lhe Isaque, seu pai: Quem és tu? Respondeu ele: Eu sou teu filho, o teu primogênito, Esaú.    761 1 27 33 Então estremeceu Isaque de um estremecimento muito grande e disse: Quem, pois, é aquele que apanhou caça e ma trouxe? Eu comi de tudo, antes que tu viesses, e abençoei-o, e ele será bendito.    762 1 27 34 Esaú, ao ouvir as palavras de seu pai, bradou com grande e mui amargo brado, e disse a seu pai: Abençoa-me também a mim, meu pai!    763 1 27 35 Respondeu Isaque: Veio teu irmão e com sutileza tomou a tua bênção.    764 1 27 36 Disse Esaú: Não se chama ele com razão Jacó, visto que já por duas vezes me enganou? tirou-me o direito de primogenitura, e eis que agora me tirou a bênção. E perguntou: Não reservaste uma bênção para mim?    765 1 27 37 Respondeu Isaque a Esaú: Eis que o tenho posto por senhor sobre ti, e todos os seus irmãos lhe tenho dado por servos; e de trigo e de mosto o tenho fortalecido. Que, pois, poderei eu fazer por ti, meu filho?    766 1 27 38 Disse Esaú a seu pai: Porventura tens uma única bênção, meu pai? Abençoa-me também a mim, meu pai. E levantou Esaú a voz, e chorou.    767 1 27 39 Respondeu-lhe Isaque, seu pai: Longe dos lugares férteis da terra será a tua habitação, longe do orvalho do alto céu;    768 1 27 40 pela tua espada viverás, e a teu irmão, serviras; mas quando te tornares impaciente, então sacudirás o seu jugo do teu pescoço.    769 1 27 41 Esaú, pois, odiava a Jacó por causa da bênção com que seu pai o tinha abençoado, e disse consigo: Vêm chegando os dias de luto por meu pai; então hei de matar Jacó, meu irmão.    770 1 27 42 Ora, foram denunciadas a Rebeca estas palavras de Esaú, seu filho mais velho; pelo que ela mandou chamar Jacó, seu filho mais moço, e lhe disse: Eis que Esaú teu irmão se consola a teu respeito, propondo matar-te.    771 1 27 43 Agora, pois, meu filho, ouve a minha voz; levanta-te, refugia-te na casa de Labão, meu irmão, em Harã,    772 1 27 44 e demora-te com ele alguns dias, até que passe o furor de teu irmão;    773 1 27 45 até que se desvie de ti a ira de teu irmão, e ele se esqueça do que lhe fizeste; então mandarei trazer-te de lá; por que seria eu desfilhada de vós ambos num só dia?    774 1 27 46 E disse Rebeca a Isaque: Enfadada estou da minha vida, por causa das filhas de Hete; se Jacó tomar mulher dentre as filhas de Hete, tais como estas, dentre as filhas desta terra, para que viverei?    775 1 28 1 Isaque, pois, chamou Jacó, e o abençoou, e ordenou-lhe, dizendo: Não tomes mulher dentre as filhas de Canaã.    776 1 28 2 Levanta-te, vai a Padã-Arã, à casa de Betuel, pai de tua mãe, e toma de lá uma mulher dentre as filhas de Labão, irmão de tua mãe.    777 1 28 3 Deus Todo-Poderoso te abençoe, te faça frutificar e te multiplique, para que venhas a ser uma multidão de povos; seu    778 1 28 4 e te dê a bênção de Abraão, a ti e à tua descendência contigo, para que herdes a terra de tuas peregrinaçoes, que Deus deu a Abraão.    779 1 28 5 Assim despediu Isaque a Jacó, o qual foi a Padã-Arã, a Labão, filho de Betuel, arameu, irmão de Rebeca, mãe de Jacó e de Esaú.    780 1 28 6 Ora, viu Esaú que Isaque abençoara a Jacó, e o enviara a Padã-Arã, para tomar de lá mulher para si, e que, abençoando-o, lhe ordenara, dizendo: Não tomes mulher dentre as filhas de Canaã,    781 1 28 7 e que Jacó, obedecendo a seu pai e a sua mãe, fora a Padã- Arã;    782 1 28 8 vendo também Esaú que as filhas de Canaã eram más aos olhos de Isaque seu pai,    783 1 28 9 foi-se Esaú a Ismael e, além das mulheres que já tinha, tomou por mulher a Maalate, filha de Ismael, filho de Abraão, irmã de Nebaiote.    784 1 28 10 Partiu, pois, Jacó de Beer-Seba e se foi em direção a Harã;    785 1 28 11 e chegou a um lugar onde passou a noite, porque o sol já se havia posto; e, tomando uma das pedras do lugar e pondo-a debaixo da cabeça, deitou-se ali para dormir.    786 1 28 12 Então sonhou: estava posta sobre a terra uma escada, cujo topo chegava ao céu; e eis que os anjos de Deus subiam e desciam por ela;    787 1 28 13 por cima dela estava o Senhor, que disse: Eu sou o Senhor, o Deus de Abraão teu pai, e o Deus de Isaque; esta terra em que estás deitado, eu a darei a ti e à tua descendência;    788 1 28 14 e a tua descendência será como o pó da terra; dilatar-te-ás para o ocidente, para o oriente, para o norte e para o sul; por meio de ti e da tua descendência serão benditas todas as famílias da terra.    789 1 28 15 Eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei tornar a esta terra; pois não te deixarei até que haja cumprido aquilo de que te tenho falado.    790 1 28 16 Ao acordar Jacó do seu sono, disse: Realmente o Senhor está neste lugar; e eu não o sabia.    791 1 28 17 E temeu, e disse: Quão terrível é este lugar! Este não é outro lugar senão a casa de Deus; e esta é a porta dos céus.    792 1 28 18 Jacó levantou-se de manhã cedo, tomou a pedra que pusera debaixo da cabeça, e a pôs como coluna; e derramou-lhe azeite em cima.    793 1 28 19 E chamou aquele lugar Betel; porém o nome da cidade antes era Luz.    794 1 28 20 Fez também Jacó um voto, dizendo: Se Deus for comigo e me guardar neste caminho que vou seguindo, e me der pão para comer e vestes para vestir,    795 1 28 21 de modo que eu volte em paz à casa de meu pai, e se o Senhor for o meu Deus,    796 1 28 22 então esta pedra que tenho posto como coluna será casa de Deus; e de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo.    797 1 29 1 Então pôs-se Jacó a caminho e chegou à terra dos filhos do Oriente.    798 1 29 2 E olhando, viu ali um poço no campo, e três rebanhos de ovelhas deitadas junto dele; pois desse poço se dava de beber aos rebanhos; e havia uma grande pedra sobre a boca do poço.    799 1 29 3 Ajuntavam-se ali todos os rebanhos; os pastores removiam a pedra da boca do poço, davam de beber às ovelhas e tornavam a pôr a pedra no seu lugar sobre a boca do poço.    800 1 29 4 Perguntou-lhes Jacó: Meus irmãos, donde sois? Responderam eles: Somos de Harã.    801 1 29 5 Perguntou-lhes mais: Conheceis a Labão, filho de Naor; Responderam: Conhecemos.    802 1 29 6 Perguntou-lhes ainda: vai ele bem? Responderam: Vai bem; e eis ali Raquel, sua filha, que vem chegando com as ovelhas.    803 1 29 7 Disse ele: Eis que ainda vai alto o dia; não é hora de se ajuntar o gado; dai de beber às ovelhas, e ide apascentá-las.    804 1 29 8 Responderam: Não podemos, até que todos os rebanhos se ajuntem, e seja removida a pedra da boca do poço; assim é que damos de beber às ovelhas.    805 1 29 9 Enquanto Jacó ainda lhes falava, chegou Raquel com as ovelhas de seu pai; porquanto era ela quem as apascentava.    806 1 29 10 Quando Jacó viu a Raquel, filha de Labão, irmão de sua mãe, e as ovelhas de Labão, irmão de sua mãe, chegou-se, revolveu a pedra da boca do poço e deu de beber às ovelhas de Labão, irmão de sua mãe.    807 1 29 11 Então Jacó beijou a Raquel e, levantando a voz, chorou.    808 1 29 12 E Jacó anunciou a Raquel que ele era irmão de seu pai, e que era filho de Rebeca. Raquel, pois foi correndo para anunciá-lo a, seu pai.    809 1 29 13 Quando Labão ouviu essas novas de Jacó, filho de sua irmã, correu-lhe ao encontro, abraçou-o, beijou-o e o levou à sua casa. E Jacó relatou a Labão todas essas, coisas.    810 1 29 14 Disse-lhe Labão: Verdadeiramente tu és meu osso e minha carne. E Jacó ficou com ele um mês inteiro.    811 1 29 15 Depois perguntou Labão a Jacó: Por seres meu irmão hás de servir-me de graça? Declara-me, qual será o teu salário?    812 1 29 16 Ora, Labão tinha duas filhas; o nome da mais velha era Léia, e o da mais moça Raquel.    813 1 29 17 Léia tinha os olhos enfermos, enquanto que Raquel era formosa de porte e de semblante.    814 1 29 18 Jacó, porquanto amava a Raquel, disse: Sete anos te servirei para ter a Raquel, tua filha mais moça.    815 1 29 19 Respondeu Labão: Melhor é que eu a dê a ti do que a outro; fica comigo.    816 1 29 20 Assim serviu Jacó sete anos por causa de Raquel; e estes lhe pareciam como poucos dias, pelo muito que a amava.    817 1 29 21 Então Jacó disse a Labão: Dá-me minha mulher, porque o tempo já está cumprido; para que eu a tome por mulher.    818 1 29 22 Reuniu, pois, Labão todos os homens do lugar, e fez um banquete.    819 1 29 23 Â tarde tomou a Léia, sua filha e a trouxe a Jacó, que esteve com ela.    820 1 29 24 E Labão deu sua serva Zilpa por serva a Léia, sua filha.    821 1 29 25 Quando amanheceu, eis que era Léia; pelo que perguntou Jacó a Labão: Que é isto que me fizeste? Porventura não te servi em troca de Raquel? Por que, então, me enganaste?    822 1 29 26 Respondeu Labão: Não se faz assim em nossa terra; não se dá a menor antes da primogênita.    823 1 29 27 Cumpre a semana desta; então te daremos também a outra, pelo trabalho de outros sete anos que ainda me servirás.    824 1 29 28 Assim fez Jacó, e cumpriu a semana de Léia; depois Labão lhe deu por mulher sua filha Raquel.    825 1 29 29 E Labão deu sua serva Bila por serva a Raquel, sua filha.    826 1 29 30 Então Jacó esteve também com Raquel; e amou a Raquel muito mais do que a Léia; e serviu com Labão ainda outros sete anos.    827 1 29 31 Viu, pois, o Senhor que Léia era desprezada e tornou-lhe fecunda a madre; Raquel, porém, era estéril.    828 1 29 32 E Léia concebeu e deu à luz um filho, a quem chamou Rúben; pois disse: Porque o Senhor atendeu à minha aflição; agora me amará meu marido.    829 1 29 33 Concebeu outra vez, e deu à luz um filho; e disse: Porquanto o Senhor ouviu que eu era desprezada, deu-me também este. E lhe chamou Simeão.    830 1 29 34 Concebeu ainda outra vez e deu à luz um filho e disse: Agora esta vez se unirá meu marido a mim, porque três filhos lhe tenho dado. Portanto lhe chamou Levi.    831 1 29 35 De novo concebeu e deu à luz um filho; e disse: Esta vez louvarei ao Senhor. Por isso lhe chamou Judá. E cessou de ter filhos.    832 1 30 1 Vendo Raquel que não dava filhos a Jacó, teve inveja de sua irmã, e disse a Jacó: Dá-me filhos, senão eu morro.    833 1 30 2 Então se acendeu a ira de Jacó contra Raquel; e disse: Porventura estou eu no lugar de Deus que te impediu o fruto do ventre?    834 1 30 3 Respondeu ela: Eis aqui minha serva Bila; recebe-a por mulher, para que ela dê à luz sobre os meus joelhos, e eu deste modo tenha filhos por ela.    835 1 30 4 Assim lhe deu a Bila, sua serva, por mulher; e Jacó a conheceu.    836 1 30 5 Bila concebeu e deu à luz um filho a Jacó.    837 1 30 6 Então disse Raquel: Julgou-me Deus; ouviu a minha voz e me deu um filho; pelo que lhe chamou Dã.    838 1 30 7 E Bila, serva de Raquel, concebeu outra vez e deu à luz um segundo filho a Jacó.    839 1 30 8 Então disse Raquel: Com grandes lutas tenho lutado com minha irmã, e tenho vencido; e chamou-lhe Naftali.    840 1 30 9 Também Léia, vendo que cessara de ter filhos, tomou a Zilpa, sua serva, e a deu a Jacó por mulher.    841 1 30 10 E Zilpa, serva de Léia, deu à luz um filho a Jacó.    842 1 30 11 Então disse Léia: Afortunada! e chamou-lhe Gade.    843 1 30 12 Depois Zilpa, serva de Léia, deu à luz um segundo filho a Jacó.    844 1 30 13 Então disse Léia: Feliz sou eu! porque as filhas me chamarão feliz; e chamou-lhe Aser.    845 1 30 14 Ora, saiu Rúben nos dias da ceifa do trigo e achou mandrágoras no campo, e as trouxe a Léia, sua mãe. Então disse Raquel a Léia: Dá-me, peço, das mandrágoras de teu filho.    846 1 30 15 Ao que lhe respondeu Léia: É já pouco que me hajas tirado meu marido? queres tirar também as mandrágoras de meu filho? Prosseguiu Raquel: Por isso ele se deitará contigo esta noite pelas mandrágoras de teu filho.    847 1 30 16 Quando, pois, Jacó veio à tarde do campo, saiu-lhe Léia ao encontro e disse: Hás de estar comigo, porque certamente te aluguei pelas mandrágoras de meu filho. E com ela deitou-se Jacó aquela noite.    848 1 30 17 E ouviu Deus a Léia, e ela concebeu e deu a Jacó um quinto filho.    849 1 30 18 Então disse Léia: Deus me tem dado o meu galardão, porquanto dei minha serva a meu marido. E chamou ao filho Issacar.    850 1 30 19 Concebendo Léia outra vez, deu a Jacó um sexto filho;    851 1 30 20 e disse: Deus me deu um excelente dote; agora morará comigo meu marido, porque lhe tenho dado seis filhos. E chamou-lhe Zebulom.    852 1 30 21 Depois. disto deu à luz uma filha, e chamou-lhe Diná.    853 1 30 22 Também lembrou-se Deus de Raquel, ouviu-a e a tornou fecunda.    854 1 30 23 De modo que ela concebeu e deu à luz um filho, e disse: Tirou-me Deus o opróbrio.    855 1 30 24 E chamou-lhe José, dizendo: Acrescente-me o Senhor ainda outro filho.    856 1 30 25 Depois que Raquel deu à luz a José, disse Jacó a Labão: Despede-me a fim de que eu vá para meu lugar e para minha terra.    857 1 30 26 Dá-me as minhas mulheres, e os meus filhos, pelas quais te tenho servido, e deixame ir; pois tu sabes o serviço que te prestei.    858 1 30 27 Labão lhe respondeu: Se tenho achado graça aos teus olhos, fica comigo; pois tenho percebido que o Senhor me abençoou por amor de ti.    859 1 30 28 E disse mais: Determina-me o teu salário, que to darei.    860 1 30 29 Ao que lhe respondeu Jacó: Tu sabes como te hei servido, e como tem passado o teu gado comigo.    861 1 30 30 Porque o pouco que tinhas antes da minha vinda tem se multiplicado abundantemente; e o Senhor te tem abençoado por onde quer que eu fui. Agora, pois, quando hei de trabalhar também por minha casa?    862 1 30 31 Insistiu Labão: Que te darei? Então respondeu Jacó: Não me darás nada; tornarei a apascentar e a guardar o teu rebanho se me fizeres isto:    863 1 30 32 Passarei hoje por todo o teu rebanho, separando dele todos os salpicados e malhados, e todos os escuros entre as ovelhas, e os malhados e salpicados entre as cabras; e isto será o meu salário.    864 1 30 33 De modo que responderá por mim a minha justiça no dia de amanhã, quando vieres ver o meu salário assim exposto diante de ti: tudo o que não for salpicado e malhado entre as cabras e escuro entre as ovelhas, esse, se for achado comigo, será tido por furtado.    865 1 30 34 Concordou Labão, dizendo: Seja conforme a tua palavra.    866 1 30 35 E separou naquele mesmo dia os bodes listrados e malhados e todas as cabras salpicadas e malhadas, tudo em que havia algum branco, e todos os escuros entre os cordeiros e os deu nas mãos de seus filhos;    867 1 30 36 e pôs três dias de caminho entre si e Jacó; e Jacó apascentava o restante dos rebanhos de Labão.    868 1 30 37 Então tomou Jacó varas verdes de estoraque, de amendoeira e de plátano e, descascando nelas riscas brancas, descobriu o branco que nelas havia;    869 1 30 38 e as varas que descascara pôs em frente dos rebanhos, nos cochos, isto é, nos bebedouros, onde os rebanhos bebiam; e conceberam quando vinham beber.    870 1 30 39 Os rebanhos concebiam diante das varas, e as ovelhas davam crias listradas, salpicadas e malhadas.    871 1 30 40 Então separou Jacó os cordeiros, e fez os rebanhos olhar para os listrados e para todos os escuros no rebanho de Labão; e pôs seu rebanho à parte, e não pôs com o rebanho de Labão.    872 1 30 41 e todas as vezes que concebiam as ovelhas fortes, punha Jacó as varas nos bebedouros, diante dos olhos do rebanho, para que concebessem diante das varas;    873 1 30 42 mas quando era fraco o rebanho, ele não as punha. Assim as fracas eram de Labão, e as fortes de Jacó.    874 1 30 43 E o homem se enriqueceu sobremaneira, e teve grandes rebanhos, servas e servos, camelos e jumentos.    875 1 31 1 Jacó, entretanto, ouviu as palavras dos filhos de Labão, que diziam: Jacó tem levado tudo o que era de nosso pai, e do que era de nosso pai adquiriu ele todas estas, riquezas.    876 1 31 2 Viu também Jacó o rosto de Labão, e eis que não era para com ele como dantes.    877 1 31 3 Disse o Senhor, então, a Jacó: Volta para a terra de teus pais e para a tua parentela; e eu serei contigo.    878 1 31 4 Pelo que Jacó mandou chamar a Raquel e a Léia ao campo, onde estava o seu rebanho,    879 1 31 5 e lhes disse: vejo que o rosto de vosso pai para comigo não é como anteriormente; porém o Deus de meu pai tem estado comigo.    880 1 31 6 Ora, vós mesmas sabeis que com todas as minhas forças tenho servido a vosso pai.    881 1 31 7 Mas vosso pai me tem enganado, e dez vezes mudou o meu salário; Deus, porém, não lhe permitiu que me fizesse mal.    882 1 31 8 Quando ele dizia assim: Os salpicados serão o teu salário; então todo o rebanho dava salpicados. E quando ele dizia assim: Os listrados serão o teu salário, então todo o rebanho dava listrados.    883 1 31 9 De modo que Deus tem tirado o gado de vosso pai, e mo tem dado a mim.    884 1 31 10 Pois sucedeu que, ao tempo em que o rebanho concebia, levantei os olhos e num sonho vi que os bodes que cobriam o rebanho eram listrados, salpicados e malhados.    885 1 31 11 Disse-me o anjo de Deus no sonho: Jacó! Eu respondi: Eis-me aqui.    886 1 31 12 Prosseguiu o anjo: Levanta os teus olhos e vê que todos os bodes que cobrem o rebanho são listrados, salpicados e malhados; porque tenho visto tudo o que Labão te vem fazendo.    887 1 31 13 Eu sou o Deus de Betel, onde ungiste uma coluna, onde me fizeste um voto; levanta-te, pois, sai-te desta terra e volta para a terra da tua parentela.    888 1 31 14 Então lhe responderam Raquel e Léia: Temos nós ainda parte ou herança na casa de nosso pai?    889 1 31 15 Não somos tidas por ele como estrangeiras? pois nos vendeu, e consumiu todo o nosso preço.    890 1 31 16 Toda a riqueza que Deus tirou de nosso pai é nossa e de nossos filhos; portanto, faze tudo o que Deus te mandou.    891 1 31 17 Levantou-se, pois, Jacó e fez montar seus filhos e suas mulheres sobre os camelos;    892 1 31 18 e levou todo o seu gado, e toda a sua fazenda, que havia adquirido, o gado que possuía, que havia adquirido em Padã-Arã, a fim de ir ter com Isaque, seu pai, à terra de Canaã.    893 1 31 19 Ora, tendo Labão ido tosquiar as suas ovelhas, Raquel furtou os ídolos que pertenciam a seu pai.    894 1 31 20 Jacó iludiu a Labão, o arameu, não lhe fazendo saber que fugia;    895 1 31 21 e fugiu com tudo o que era seu; e, levantando-se, passou o Rio, e foi em direção à montanha de Gileade.    896 1 31 22 Ao terceiro dia foi Labão avisado de que Jacó havia fugido.    897 1 31 23 Então, tomando consigo seus irmãos, seguiu atrás de Jacó jornada de sete dias; e alcançou-o na montanha de Gileade.    898 1 31 24 Mas Deus apareceu de noite em sonho a Labão, o arameu, e disse-lhe: Guardate, que não fales a Jacó nem bem nem mal.    899 1 31 25 Alcançou, pois, Labão a Jacó. Ora, Jacó tinha armado a sua tenda na montanha; armou também Labão com os seus irmãos a sua tenda na montanha de Gileade.    900 1 31 26 Então disse Labão a Jacó: Que fizeste, que me iludiste e levaste minhas filhas como cativas da espada?    901 1 31 27 Por que fuizeste ocultamente, e me iludiste e não mo fizeste saber, para que eu te enviasse com alegria e com cânticos, ao som de tambores e de harpas;    902 1 31 28 Por que não me permitiste beijar meus filhos e minhas filhas? Ora, assim procedeste nesciamente.    903 1 31 29 Está no poder da minha mão fazer-vos o mal, mas o Deus de vosso pai falou-me ontem à noite, dizendo: Guarda-te, que não fales a Jacó nem bem nem mal.    904 1 31 30 Mas ainda que quiseste ir embora, porquanto tinhas saudades da casa de teu pai, por que furtaste os meus deuses?    905 1 31 31 Respondeu-lhe Jacó: Porque tive medo; pois dizia comigo que tu me arrebatarias as tuas filhas.    906 1 31 32 Com quem achares os teus deuses, porém, esse não viverá; diante de nossos irmãos descobre o que é teu do que está comigo, e leva-o contigo. Pois Jacó não sabia que Raquel os tinha furtado.    907 1 31 33 Entrou, pois, Labão na tenda de Jacó, na tenda de Léia e na tenda das duas servas, e não os achou; e, saindo da tenda de Léia, entrou na tenda de Raquel.    908 1 31 34 Ora, Raquel havia tomado os ídolos e os havia metido na albarda do camelo, e se assentara em cima deles. Labão apalpou toda a tenda, mas não os achou.    909 1 31 35 E ela disse a seu pai: Não se acenda a ira nos olhos de meu senhor, por eu não me poder levantar na tua presença, pois estou com o incômodo das mulheres. Assim ele procurou, mas não achou os ídolos.    910 1 31 36 Então irou-se Jacó e contendeu com Labão, dizendo: Qual é a minha transgressão? qual é o meu pecado, que tão furiosamente me tens perseguido?    911 1 31 37 Depois de teres apalpado todos os meus móveis, que achaste de todos os móveis da tua casar. Põe-no aqui diante de meus irmãos e de teus irmãos, para que eles julguem entre nós ambos.    912 1 31 38 Estes vinte anos estive eu contigo; as tuas ovelhas e as tuas cabras nunca abortaram, e não comi os carneiros do teu rebanho.    913 1 31 39 Não te trouxe eu o despedaçado; eu sofri o dano; da minha mão requerias tanto o furtado de dia como o furtado de noite.    914 1 31 40 Assim andava eu; de dia me consumia o calor, e de noite a geada; e o sono me fugia dos olhos.    915 1 31 41 Estive vinte anos em tua casa; catorze anos te servi por tuas duas filhas, e seis anos por teu rebanho; dez vezes mudaste o meu salário.    916 1 31 42 Se o Deus de meu pai, o Deus de Abraão e o Temor de Isaque não fora por mim, certamente hoje me mandarias embora vazio. Mas Deus tem visto a minha aflição e o trabalho das minhas mãos, e repreendeu-te ontem à noite.    917 1 31 43 Respondeu-lhe Labão: Estas filhas são minhas filhas, e estes filhos são meus filhos, e este rebanho é meu rebanho, e tudo o que vês é meu; e que farei hoje a estas minhas filhas, ou aos filhos que elas tiveram?    918 1 31 44 Agora pois vem, e façamos um pacto, eu e tu; e sirva ele de testemunha entre mim e ti.    919 1 31 45 Então tomou Jacó uma pedra, e a erigiu como coluna.    920 1 31 46 E disse a seus irmãos: Ajuntai pedras. Tomaram, pois, pedras e fizeram um montão, e ali junto ao montão comeram.    921 1 31 47 Labão lhe chamou Jegar-Saaduta, e Jacó chamou-lhe Galeede.    922 1 31 48 Disse, pois, Labão: Este montão é hoje testemunha entre mim e ti. Por isso foi chamado Galeede;    923 1 31 49 e também Mizpá, porquanto disse: Vigie o Senhor entre mim e ti, quando estivermos apartados um do outro.    924 1 31 50 Se afligires as minhas filhas, e se tomares outras mulheres além das minhas filhas, embora ninguém esteja conosco, lembra-te de que Deus é testemunha entre mim e ti.    925 1 31 51 Disse ainda Labão a Jacó: Eis aqui este montão, e eis aqui a coluna que levantei entre mim e ti.    926 1 31 52 Seja este montão testemunha, e seja esta coluna testemunha de que, para mal, nem passarei eu deste montão a ti, nem passarás tu deste montão e desta coluna a mim.    927 1 31 53 O Deus de Abraão e o Deus de Naor, o Deus do pai deles, julgue entre nós. E jurou Jacó pelo Temor de seu pai Isaque.    928 1 31 54 Então Jacó ofereceu um sacrifício na montanha, e convidou seus irmãos para comerem pão; e, tendo comido, passaram a noite na montanha.    929 1 31 55 Levantou-se Labão de manhã cedo, beijou seus filhos e suas filhas e os abençoou; e, partindo, voltou para o seu lugar.    930 1 32 1 Jacó também seguiu o seu caminho; e encontraram-no os anjos de Deus.    931 1 32 2 Quando Jacó os viu, disse: Este é o exército de Deus. E chamou àquele lugar Maanaim.    932 1 32 3 Então enviou Jacó mensageiros diante de si a Esaú, seu irmão, à terra de Seir, o território de Edom,    933 1 32 4 tendo-lhes ordenado: Deste modo falareis a meu senhor Esaú: Assim diz Jacó, teu servo: Como peregrino morei com Labão, e com ele fiquei até agora;    934 1 32 5 e tenho bois e jumentos, rebanhos, servos e servas; e mando comunicar isso a meu senhor, para achar graça aos teus olhos.    935 1 32 6 Depois os mensageiros voltaram a Jacó, dizendo: Fomos ter com teu irmão Esaú; e, em verdade, vem ele para encontrar-te, e quatrocentos homens com ele.    936 1 32 7 Jacó teve muito medo e ficou aflito; dividiu em dois bandos o povo que estava com ele, bem como os rebanhos, os bois e os camelos;    937 1 32 8 pois dizia: Se Esaú vier a um bando e o ferir, o outro bando escapará.    938 1 32 9 Disse mais Jacó: o Deus de meu pai Abraão, Deus de meu pai Isaque, ó Senhor, que me disseste: Volta para a tua terra, e para a tua parentela, e eu te farei bem!    939 1 32 10 Não sou digno da menor de todas as tuas beneficências e de toda a fidelidade que tens usado para com teu servo; porque com o meu cajado passei este Jordão, e agora volto em dois bandos.    940 1 32 11 Livra-me, peço-te, da mão de meu irmão, da mão de Esaú, porque eu o temo; acaso não venha ele matar-me, e a mãe com os filhos.    941 1 32 12 Pois tu mesmo disseste: Certamente te farei bem, e farei a tua descendência como a areia do mar, que pela multidão não se pode contar.    942 1 32 13 Passou ali aquela noite; e do que tinha tomou um presente para seu irmão Esaú:    943 1 32 14 duzentas cabras e vinte bodes, duzentas ovelhas e vinte carneiros,    944 1 32 15 trinta camelas de leite com suas crias, quarenta vacas e dez touros, vinte jumentas e dez jumentinhos.    945 1 32 16 Então os entregou nas mãos dos seus servos, cada manada em separado; e disse a seus servos: Passai adiante de mim e ponde espaço entre manada e manada.    946 1 32 17 E ordenou ao primeiro, dizendo: Quando Esaú, meu irmão, te encontrar e te perguntar: De quem és, e para onde vais, e de quem são estes diante de ti?    947 1 32 18 Então responderás: São de teu servo Jacó, presente que envia a meu senhor, a Esaú, e eis que ele vem também atrás dé nos.    948 1 32 19 Ordenou igualmente ao segundo, e ao terceiro, e a todos os que vinham atrás das manadas, dizendo: Desta maneira falareis a Esaú quando o achardes.    949 1 32 20 E direis também: Eis que o teu servo Jacó vem atrás de nós. Porque dizia: Aplacá-lo-ei com o presente, que vai adiante de mim, e depois verei a sua face; porventura ele me aceitará.    950 1 32 21 Foi, pois, o presente adiante dele; ele, porém, passou aquela noite no arraial.    951 1 32 22 Naquela mesma noite levantou-se e, tomando suas duas mulheres, suas duas servas e seus onze filhos, passou o vau de Jaboque.    952 1 32 23 Tomou-os, e fê-los passar o ribeiro, e fez passar tudo o que tinha.    953 1 32 24 Jacó, porém, ficou só; e lutava com ele um homem até o romper do dia.    954 1 32 25 Quando este viu que não prevalecia contra ele, tocou-lhe a juntura da coxa, e se deslocou a juntura da coxa de Jacó, enquanto lutava com ele.    955 1 32 26 Disse o homem: Deixa-me ir, porque já vem rompendo o dia. Jacó, porém, respondeu: Não te deixarei ir, se me não abençoares.    956 1 32 27 Perguntou-lhe, pois: Qual é o teu nome? E ele respondeu: Jacó.    957 1 32 28 Então disse: Não te chamarás mais Jacó, mas Israel; porque tens lutado com Deus e com os homens e tens prevalecido.    958 1 32 29 Perguntou-lhe Jacó: Dize-me, peço-te, o teu nome. Respondeu o homem: Por que perguntas pelo meu nome? E ali o abençoou.    959 1 32 30 Pelo que Jacó chamou ao lugar Peniel, dizendo: Porque tenho visto Deus face a face, e a minha vida foi preservada.    960 1 32 31 E nascia o sol, quando ele passou de Peniel; e coxeava de uma perna.    961 1 32 32 Por isso os filhos de Israel não comem até o dia de hoje o nervo do quadril, que está sobre a juntura da coxa, porquanto o homem tocou a juntura da coxa de Jacó no nervo do quadril.    962 1 33 1 Levantou Jacó os olhos, e olhou, e eis que vinha Esaú, e quatrocentos homens com ele. Então repartiu os filhos entre Léia, e Raquel, e as duas servas.    963 1 33 2 Pôs as servas e seus filhos na frente, Léia e seus filhos atrás destes, e Raquel e José por últimos.    964 1 33 3 Mas ele mesmo passou adiante deles, e inclinou-se em terra sete vezes, até chegar perto de seu irmão.    965 1 33 4 Então Esaú correu-lhe ao encontro, abraçou-o, lançou-se-lhe ao pescoço, e o beijou; e eles choraram.    966 1 33 5 E levantando Esaú os olhos, viu as mulheres e os meninos, e perguntou: Quem são estes contigo? Respondeu-lhe Jacó: Os filhos que Deus bondosamente tem dado a teu servo.    967 1 33 6 Então chegaram-se as servas, elas e seus filhos, e inclinaram-se.    968 1 33 7 Chegaram-se também Léia e seus filhos, e inclinaram-se; depois chegaram-se José e Raquel e se inclinaram.    969 1 33 8 Perguntou Esaú: Que queres dizer com todo este bando que tenho encontrado? Respondeu Jacó: Para achar graça aos olhos de meu senhor.    970 1 33 9 Mas Esaú disse: Tenho bastante, meu irmão; seja teu o que tens.    971 1 33 10 Replicou-lhe Jacó: Não, mas se agora tenho achado graça aos teus olhos, aceita o presente da minha mão; porquanto tenho visto o teu rosto, como se tivesse visto o rosto de Deus, e tu te agradaste de mim.    972 1 33 11 Aceita, peço-te, o meu presente, que eu te trouxe; porque Deus tem sido bondoso para comigo, e porque tenho de tudo. E insistiu com ele, e ele o aceitou.    973 1 33 12 Então Esaú disse: Ponhamo-nos a caminho e vamos; eu irei adiante de ti.    974 1 33 13 Respondeu-lhe Jacó: Meu senhor sabe que estes filhos são tenros, e que tenho comigo ovelhas e vacas de leite; se forem obrigadas a caminhar demais por um só dia, todo o rebanho morrerá.    975 1 33 14 Passe o meu senhor adiante de seu servo; e eu seguirei, conduzindo-os calmamente, conforme o passo do gado que está diante de mim, e conforme o passo dos meninos, até que chegue a meu senhor em Seir.    976 1 33 15 Ao que disse Esaú: Permite ao menos que eu deixe contigo alguns da minha gente. Replicou Jacó: Para que? Basta que eu ache graça aos olhos de meu senhor.    977 1 33 16 Assim tornou Esaú aquele dia pelo seu caminho em direção a Seir.    978 1 33 17 Jacó, porém, partiu para Sucote, e edificou para si uma casa, e fez barracas para o seu gado; por isso o lugar se chama Sucote.    979 1 33 18 Depois chegou Jacó em paz à cidade de Siquém, que está na terra de Canaã, quando veio de Padã-Arã; e armou a sua tenda diante da cidade.    980 1 33 19 E comprou a parte do campo, em que estendera a sua tenda, dos filhos de Hamor, pai de Siquém, por cem peças de dinheiro.    981 1 33 20 Então levantou ali um altar, e chamou-lhe o El-Eloé-Israel.    982 1 34 1 Diná, filha de Léia, que esta tivera de Jacó, saiu para ver as filhas da terra.    983 1 34 2 Viu-a Siquém, filho de Hamor o heveu, príncipe da terra; e, tomando-a, deitou-se com ela e humilhou-a.    984 1 34 3 Assim se apegou a sua alma a Diná, filha de Jacó, e, amando a donzela, falou-lhe afetuosamente.    985 1 34 4 Então disse Siquém a Hamor seu pai: Consegue-me esta donzela por mulher.    986 1 34 5 Ora, Jacó ouviu que Siquém havia contaminado a Diná sua filha. Entretanto, estando seus filhos no campo com o gado, calou-se Jacó até que viessem.    987 1 34 6 Hamor, pai de Siquém, saiu a fim de falar com Jacó.    988 1 34 7 Os filhos de Jacó, pois, vieram do campo logo que souberam do caso; e entristeceram-se e iraram-se muito, porque Siquém havia cometido uma insensatez em Israel, deitando-se com a filha de Jacó, coisa que não se devia fazer.    989 1 34 8 Então falou Hamor com eles, dizendo: A alma de meu filho Siquém afeiçoou-se fortemente a vossa filha; dai-lha, peço-vos, por mulher.    990 1 34 9 Também aparentai-vos conosco; dai-nos as vossas filhas e recebei as nossas.    991 1 34 10 Assim habitareis conosco; a terra estará diante de vós; habitai e negociai nela, e nela adquiri propriedades.    992 1 34 11 Depois disse Siquém ao pai e aos irmãos dela: Ache eu graça aos vossos olhos, e darei o que me disserdes;    993 1 34 12 exigi de mim o que quiserdes em dote e presentes, e darei o que me pedirdes; somente dai-me a donzela por mulher.    994 1 34 13 Então os filhos de Jacó, respondendo, falaram enganosamente a Siquém e a Hamor, seu pai, porque Siquém havia contaminado a Diná, sua irmã,    995 1 34 14 e lhes disseram: Não podemos fazer p isto, dar a nossa irmã a um homem incircunciso; porque isso seria uma vergonha para nós.    996 1 34 15 Sob esta única condição consentiremos; se vos tornardes como nós, circuncidando-se todo varão entre vós;    997 1 34 16 então vos daremos nossas filhas a vós, e receberemos vossas filhas para nós; assim habitaremos convosco e nos tornaremos um só povo.    998 1 34 17 Mas se não nos ouvirdes, e não vos circuncidardes, levaremos nossa filha e nos iremos embora.    999 1 34 18 E suas palavras agradaram a Hamor e a Siquém, seu filho.    1000 1 34 19 Não tardou, pois, o mancebo em fazer isso, porque se agradava da filha de Jacó. Era ele o mais honrado de toda a casa de seu pai.    1001 1 34 20 Vieram, pois, Hamor e Siquém, seu filho, à porta da sua cidade, e falaram aos homens da cidade, dizendo:    1002 1 34 21 Estes homens são pacíficos para conosco; portanto habitem na terra e negociem nela, pois é bastante espaçosa para eles. Recebamos por mulheres as suas filhas, e lhes demos as nossas.    1003 1 34 22 Mas sob uma única condição é que consentirão aqueles homens em habitar conosco para nos tornarmos um só povo: se todo varão entre nós se circuncidar, como eles são circuncidados.    1004 1 34 23 O seu gado, as suas aquisições, e todos os seus animais, não serão nossos? consintamos somente com eles, e habitarão conosco.    1005 1 34 24 E deram ouvidos a Hamor e a Siquém, seu filho, todos os que saíam da porta da cidade; e foi circuncidado todo varão, todos os que saíam pela porta da sua cidade.    1006 1 34 25 Ao terceiro dia, quando os homens estavam doridos, dois filhos de Jacó, Simeão e Levi, irmãos de Diná, tomaram cada um a sua espada, entraram na cidade com toda a segurança e mataram todo varão.    1007 1 34 26 Mataram também ao fio da espada a Hamor e a Siquém, seu filho; e, tirando Diná da casa de Siquém, saíram.    1008 1 34 27 Vieram os filhos de Jacó aos mortos e saquearam a cidade; porquanto haviam contaminado a sua irmã.    1009 1 34 28 Tomaram-lhes os rebanhos, os bois, os jumentos, e o que havia tanto na cidade como no campo;    1010 1 34 29 e todos os seus bens, e todos os seus pequeninos, e as suas mulheres, levaram por presa; e despojando as casas, levaram tudo o que havia nelas.    1011 1 34 30 Então disse Jacó a Simeão e a Levi: Tendes-me perturbado, fazendo-me odioso aos habitantes da terra, aos cananeus e perizeus. Tendo eu pouca gente, eles se ajuntarão e me ferirão; e serei destruído, eu com minha casa.    1012 1 34 31 Ao que responderam: Devia ele tratar a nossa irmã como a uma prostituta?    1013 1 35 1 Depois disse Deus a Jacó: Levanta-te, sobe a Betel e habita ali; e faze ali um altar ao Deus que te apareceu quando fugias da face de Esaú, teu irmão.    1014 1 35 2 Então disse Jacó à sua família, e a todos os que com ele estavam: Lançai fora os deuses estranhos que há no meio de vós, e purificai-vos e mudai as vossas vestes.    1015 1 35 3 Levantemo-nos, e subamos a Betel; ali farei um altar ao Deus que me respondeu no dia da minha angústia, e que foi comigo no caminho por onde andei.    1016 1 35 4 Entregaram, pois, a Jacó todos os deuses estranhos, que tinham nas mãos, e as arrecadas que pendiam das suas orelhas; e Jacó os escondeu debaixo do carvalho que está junto a Siquém.    1017 1 35 5 Então partiram; e o terror de Deus sobreveio às cidades que lhes estavam ao redor, de modo que não perseguiram os filhos de Jacó.    1018 1 35 6 Assim chegou Jacó à Luz, que está na terra de Canaã (esta é Betel), ele e todo o povo que estava com ele.    1019 1 35 7 Edificou ali um altar, e chamou ao lugar El-Betel; porque ali Deus se lhe tinha manifestado quando fugia da face de seu irmão.    1020 1 35 8 Morreu Débora, a ama de Rebeca, e foi sepultada ao pé de Betel, debaixo do carvalho, ao qual se chamou Alom-Bacute.    1021 1 35 9 Apareceu Deus outra vez a Jacó, quando ele voltou de Padã-Arã, e o abençoou.    1022 1 35 10 E disse-lhe Deus: O teu nome é Jacó; não te chamarás mais Jacó, mas Israel será o teu nome. Chamou-lhe Israel.    1023 1 35 11 Disse-lhe mais: Eu sou Deus Todo-Poderoso; frutifica e multiplica-te; uma nação, sim, uma multidão de nações sairá de ti, e reis procederão dos teus lombos;    1024 1 35 12 a terra que dei a Abraão e a Isaque, a ti a darei; também à tua descendência depois de ti a darei.    1025 1 35 13 E Deus subiu dele, do lugar onde lhe falara.    1026 1 35 14 Então Jacó erigiu uma coluna no lugar onde Deus lhe falara, uma coluna de pedra; e sobre ela derramou uma libação e deitou-lhe também azeite;    1027 1 35 15 e Jacó chamou Betel ao lugar onde Deus lhe falara.    1028 1 35 16 Depois partiram de Betel; e, faltando ainda um trecho pequeno para chegar a Efrata, Raquel começou a sentir dores de parto, e custou-lhe o dar à luz.    1029 1 35 17 Quando ela estava nas dores do parto, disse-lhe a parteira: Não temas, pois ainda terás este filho.    1030 1 35 18 Então Raquel, ao sair-lhe a alma (porque morreu), chamou ao filho Benôni; mas seu pai chamou-lhe Benjamim.    1031 1 35 19 Assim morreu Raquel, e foi sepultada no caminho de Efrata (esta é Bete-Leém).    1032 1 35 20 E Jacó erigiu uma coluna sobre a sua sepultura; esta é a coluna da sepultura de Raquel até o dia de hoje.    1033 1 35 21 Então partiu Israel, e armou a sua tenda além de Migdal-Eder.    1034 1 35 22 Quando Israel habitava naquela terra, foi Rúben e deitou-se com Bila, concubina de seu pai; e Israel o soube. Eram doze os filhos de Jacó:    1035 1 35 23 Os filhos de Léia: Rúben o primogênito de Jacó, depois Simeão, Levi, Judá, Issacar e Zebulom;    1036 1 35 24 os filhos de Raquel: José e Benjamim;    1037 1 35 25 os filhos de Bila, serva de Raquel: Dã e Naftali;    1038 1 35 26 os filhos de Zilpa, serva de Léia: Gade e Aser. Estes são os filhos de Jacó, que lhe nasceram em Padã-Arã.    1039 1 35 27 Jacó veio a seu pai Isaque, a Manre, a Quiriate-Arba (esta é Hebrom), onde peregrinaram Abraão e Isaque.    1040 1 35 28 Foram os dias de Isaque cento e oitenta anos;    1041 1 35 29 e, exalando o espírito, morreu e foi congregado ao seu povo, velho e cheio de dias; e Esaú e Jacó, seus filhos, o sepultaram.    1042 1 36 1 Estas são as gerações de Esaú (este é Edom):    1043 1 36 2 Esaú tomou dentre as filhas de Canaã suas mulheres: Ada, filha de Elom o heteu, e Aolíbama, filha de Ana, filha de Zibeão o heveu,    1044 1 36 3 e Basemate, filha de Ismael, irmã de Nebaiote.    1045 1 36 4 Ada teve de Esaú a Elifaz, e Basemate teve a Reuel; e Aolíbama teve a Jeús, Jalão e Corá; estes são os filhos de Esaú, que lhe nasceram na terra de Canaã.    1046 1 36 5 [] 1047 1 36 6 Depois Esaú tomou suas mulheres, seus filhos, suas filhas e todas as almas de sua casa, seu gado, todos os seus animais e todos os seus bens, que havia adquirido na terra de Canaã, e foi-se para outra terra, apartando-se de seu irmão Jacó.    1048 1 36 7 Porque os seus bens eram abundantes demais para habitarem juntos; e a terra de suas peregrinações não os podia sustentar por causa do seu gado.    1049 1 36 8 Portanto Esaú habitou no monte de Seir; Esaú é Edom.    1050 1 36 9 Estas, pois, são as gerações de Esaú, pai dos edomeus, no monte de Seir:    1051 1 36 10 Estes são os nomes dos filhos de Esaú: Elifaz, filho de Ada, mulher de Esaú; Reuel, filho de Basemate, mulher de Esaú.    1052 1 36 11 E os filhos de Elifaz foram: Temã, Omar, Zefô, Gatã e Quenaz.    1053 1 36 12 Timna era concubina de Elifaz, filho de Esaú, e teve de Elifaz a Amaleque. São esses os filhos de Ada, mulher de Esaú.    1054 1 36 13 Foram estes os filhos de Reuel: Naate e Zerá, Sama e Mizá. Foram esses os filhos de Basemate, mulher de Esaú.    1055 1 36 14 Estes foram os filhos de Aolíbama, filha de Ana, filha de Zibeão, mulher de Esaú: ela teve de Esaú Jeús, Jalão e Corá.    1056 1 36 15 São estes os chefes dos filhos de Esaú: dos filhos de Elifaz, o primogênito de Esaú, os chefes Temã, Omar, Zefô, Quenaz,    1057 1 36 16 Corá, Gatã e Amaleque. São esses os chefes que nasceram a Elifaz na terra de Edom; esses são os filhos de Ada.    1058 1 36 17 Estes são os filhos de Reuel, filho de Esaú: os chefes Naate, Zerá, Sama e Mizá; esses são os chefes que nasceram a Reuel na terra de Edom; esses são os filhos de Basemate, mulher de Esaú.    1059 1 36 18 Estes são os filhos de Aolíbama, mulher de Esaú: os chefes Jeús, Jalão e Corá; esses são os chefes que nasceram a líbama, filha de Ana, mulher de Esaú.    1060 1 36 19 Esses são os filhos de Esaú, e esses seus príncipes: ele é Edom.    1061 1 36 20 São estes os filhos de Seir, o horeu, moradores da terra: Lotã, Sobal, Zibeão, Anás,    1062 1 36 21 Disom, Eser e Disã; esses são os chefes dos horeus, filhos de Seir, na terra de Edom.    1063 1 36 22 Os filhos de Lotã foram: Hori e Hemã; e a irmã de Lotã era Timna.    1064 1 36 23 Estes são os filhos de Sobal: Alvã, Manaate, Ebal, Sefô e Onão.    1065 1 36 24 Estes são os filhos de Zibeão: Aías e Anás; este é o Anás que achou as fontes termais no deserto, quando apascentava os jumentos de Zibeão, seu pai.    1066 1 36 25 São estes os filhos de Ana: Disom e Aolíbama, filha de Ana.    1067 1 36 26 São estes os filhos de Disom: Hendã, Esbã, Itrã e Querã.    1068 1 36 27 Estes são os filhos de Eser: Bilã, Zaavã e Acã.    1069 1 36 28 Estes são os filhos de Disã: Uz e Arã.    1070 1 36 29 Estes são os chefes dos horeus: Lotã, Sobal, Zibeão, Anás,    1071 1 36 30 Disom, Eser e Disã; esses são os chefes dos horeus que governaram na terra de Seir.    1072 1 36 31 São estes os reis que reinaram na terra de Edom, antes que reinasse rei algum sobre os filhos de Israel.    1073 1 36 32 Reinou, pois, em Edom Belá, filho de Beor; e o nome da sua cidade era Dinabá.    1074 1 36 33 Morreu Belá; e Jobabe, filho de Zerá de Bozra, reinou em seu lugar.    1075 1 36 34 Morreu Jobabe; e Husão, da terra dos temanitas, reinou em seu lugar.    1076 1 36 35 Morreu Husão; e em seu lugar reinou Hadade, filho de Bedade, que feriu a Midiã no campo de Moabe; e o nome da sua cidade era Avite.    1077 1 36 36 Morreu Hadade; e Sâmela de Masreca reinou em seu lugar.    1078 1 36 37 Morreu Sâmela; e Saul de Reobote junto ao rio reinou em seu lugar.    1079 1 36 38 Morreu Saul; e Baal-Hanã, filho de Acbor, reinou em seu lugar.    1080 1 36 39 Morreu Baal-Hanã, filho de Acbor; e Hadar reinou em seu lugar; e o nome da sua cidade era Paú; e o nome de sua mulher era Meetabel, filha de Matrede, filha de Me-Zaabe.    1081 1 36 40 Estes são os nomes dos chefes dos filhos de Esaú, segundo as suas famílias, segundo os seus lugares, pelos seus nomes: os chefes Timna, Alva, Jetete,    1082 1 36 41 Aolíbama, Elá, Pinom,    1083 1 36 42 Quenaz, Temã, Mibzar,    1084 1 36 43 Magdiel e Irão; esses são os chefes de Edom, segundo as suas habitações, na terra ,da sua possessão. Este é Esaú, pai dos edomeus.    1085 1 37 1 Jacó habitava na terra das peregrinações de seu pai, na terra de Canaã.    1086 1 37 2 Estas são as gerações de Jacó. José, aos dezessete anos de idade, estava com seus irmãos apascentando os rebanhos; sendo ainda jovem, andava com os filhos de Bila, e com os filhos de Zilpa, mulheres de seu pai; e José trazia a seu pai más notícias a respeito deles.    1087 1 37 3 Israel amava mais a José do que a todos os seus filhos, porque era filho da sua velhice; e fez-lhe uma túnica de várias cores.    1088 1 37 4 Vendo, pois, seus irmãos que seu pai o amava mais do que a todos eles, odiavam-no, e não lhe podiam falar pacificamente.    1089 1 37 5 José teve um sonho, que contou a seus irmãos; por isso o odiaram ainda mais.    1090 1 37 6 Pois ele lhes disse: Ouvi, peço-vos, este sonho que tive:    1091 1 37 7 Estávamos nós atando molhos no campo, e eis que o meu molho, levantando-se, ficou em pé; e os vossos molhos o rodeavam, e se inclinavam ao meu molho.    1092 1 37 8 Responderam-lhe seus irmãos: Tu pois, deveras reinarás sobre nós? Tu deveras terás domínio sobre nós? Por isso ainda mais o odiavam por causa dos seus sonhos e das suas palavras.    1093 1 37 9 Teve José outro sonho, e o contou a seus irmãos, dizendo: Tive ainda outro sonho; e eis que o sol, e a lua, e onze estrelas se inclinavam perante mim.    1094 1 37 10 Quando o contou a seu pai e a seus irmãos, repreendeu-o seu pai, e disse-lhe: Que sonho é esse que tiveste? Porventura viremos, eu e tua mãe, e teus irmãos, a inclinar-nos com o rosto em terra diante de ti?    1095 1 37 11 Seus irmãos, pois, o invejavam; mas seu pai guardava o caso no seu coração.    1096 1 37 12 Ora, foram seus irmãos apascentar o rebanho de seu pai, em Siquém.    1097 1 37 13 Disse, pois, Israel a José: Não apascentam teus irmãos o rebanho em Siquém? Vem, e enviar-te-ei a eles. Respondeu-lhe José: Eis-me aqui.    1098 1 37 14 Disse-lhe Israel: Vai, vê se vão bem teus irmãos, e o rebanho; e traze-me resposta. Assim o enviou do vale de Hebrom; e José foi a Siquém.    1099 1 37 15 E um homem encontrou a José, que andava errante pelo campo, e perguntou-lhe: Que procuras?    1100 1 37 16 Respondeu ele: Estou procurando meus irmãos; dize-me, peço-te, onde apascentam eles o rebanho.    1101 1 37 17 Disse o homem: Foram-se daqui; pois ouvi-lhes dizer: Vamos a Dotã. José, pois, seguiu seus irmãos, e os achou em Dotã.    1102 1 37 18 Eles o viram de longe e, antes que chegasse aonde estavam, conspiraram contra ele, para o matarem,    1103 1 37 19 dizendo uns aos outros: Eis que lá vem o sonhador!    1104 1 37 20 Vinde pois agora, fmatemo-lo e lancemo-lo numa das covas; e diremos: uma besta-fera o devorou. Veremos, então, o que será dos seus sonhos.    1105 1 37 21 Mas Rúben, ouvindo isso, livrou-o das mãos deles, dizendo: Não lhe tiremos a vida.    1106 1 37 22 Também lhes disse Rúben: Não derrameis sangue; lançai-o nesta cova, que está no deserto, e não lanceis mão nele. Disse isto para livrá-lo das mãos deles, a fim de restituí-lo a seu pai.    1107 1 37 23 Logo que José chegou a seus irmãos, estes o despiram da sua túnica, a túnica de várias cores, que ele trazia;    1108 1 37 24 e tomando-o, lançaram-no na cova; mas a cova estava vazia, não havia água nela.    1109 1 37 25 Depois sentaram-se para comer; e, levantando os olhos, viram uma caravana de ismaelitas que vinha de Gileade; nos seus camelos traziam tragacanto, bálsamo e mirra, que iam levar ao Egito.    1110 1 37 26 Disse Judá a seus irmãos: De que nos aproveita matar nosso irmão e encobrir o seu sangue?    1111 1 37 27 Vinde, vendamo-lo a esses ismaelitas, e não seja nossa mão sobre ele; porque é nosso irmao, nossa carne. E escutaram-no seus irmãos.    1112 1 37 28 Ao passarem os negociantes midianitas, tiraram José, alçando-o da cova, e venderam-no por vinte siclos de prata aos ismaelitas, os quais o levaram para o Egito.    1113 1 37 29 Ora, Rúben voltou à cova, e eis que José não estava na cova; pelo que rasgou as suas vestes    1114 1 37 30 e, tornando a seus irmãos, disse: O menino não aparece; e eu, aonde irei?    1115 1 37 31 Tomaram, então, a túnica de José, mataram um cabrito, e tingiram a túnica no sangue.    1116 1 37 32 Enviaram a túnica de várias cores, mandando levá-la a seu pai e dizer-lhe: Achamos esta túnica; vê se é a túnica de teu filho, ou não.    1117 1 37 33 Ele a reconheceu e exclamou: A túnica de meu filho! uma besta-fera o devorou; certamente José foi despedaçado.    1118 1 37 34 Então Jacó rasgou as suas vestes, e pôs saco sobre os seus lombos e lamentou seu filho por muitos dias.    1119 1 37 35 E levantaram-se todos os seus filhos e todas as suas filhas, para o consolarem; ele, porém, recusou ser consolado, e disse: Na verdade, com choro hei de descer para meu filho até o Seol. Assim o chorou seu pai.    1120 1 37 36 Os midianitas venderam José no Egito a Potifar, oficial de Faraó, capitão da guarda.    1121 1 38 1 Nesse tempo Judá desceu de entre seus irmãos e entrou na casa dum adulamita, que se chamava Hira,    1122 1 38 2 e viu Judá ali a filha de um cananeu, que se chamava Suá; tomou-a por mulher, e esteve com ela.    1123 1 38 3 Ela concebeu e teve um filho, e o pai chamou-lhe Er.    1124 1 38 4 Tornou ela a conceber e teve um filho, a quem ela chamou Onã.    1125 1 38 5 Teve ainda mais um filho, e chamou-lhe Selá. Estava Judá em Quezibe, quando ela o teve.    1126 1 38 6 Depois Judá tomou para Er, o seu primogênito, uma mulher, por nome Tamar.    1127 1 38 7 Ora, Er, o primogênito de Judá, era mau aos olhos do Senhor, pelo que o Senhor o matou.    1128 1 38 8 Então disse Judá a Onã: Toma a mulher de teu irmão, e cumprindo-lhe o dever de cunhado, suscita descendência a teu irmão.    1129 1 38 9 Onã, porém, sabia que tal descendência não havia de ser para ele; de modo que, toda vez que se unia à mulher de seu irmão, derramava o sêmen no chão para não dar descendência a seu irmão.    1130 1 38 10 E o que ele fazia era mau aos olhos do Senhor, pelo que o matou também a ele.    1131 1 38 11 Então disse Judá a Tamar sua nora: Conserva-te viúva em casa de teu pai, até que Selá, meu filho, venha a ser homem; porquanto disse ele: Para que porventura não morra também este, como seus irmãos. Assim se foi Tamar e morou em casa de seu pai.    1132 1 38 12 Com o correr do tempo, morreu a filha de Suá, mulher de Judá. Depois de consolado, Judá subiu a Timnate para ir ter com os tosquiadores das suas ovelhas, ele e Hira seu amigo, o adulamita.    1133 1 38 13 E deram aviso a Tamar, dizendo: Eis que o teu sogro sobe a Timnate para tosquiar as suas ovelhas.    1134 1 38 14 Então ela se despiu dos vestidos da sua viuvez e se cobriu com o véu, e assim envolvida, assentou-se à porta de Enaim que está no caminho de Timnate; porque via que Selá já era homem, e ela lhe não fora dada por mulher.    1135 1 38 15 Ao vê-la, Judá julgou que era uma prostituta, porque ela havia coberto o rosto.    1136 1 38 16 E dirigiu-se para ela no caminho, e disse: Vem, deixa-me estar contigo; porquanto não sabia que era sua nora. Perguntou-lhe ela: Que me darás, para estares comigo?    1137 1 38 17 Respondeu ele: Eu te enviarei um cabrito do rebanho. Perguntou ela ainda: Dar-me-ás um penhor até que o envies?    1138 1 38 18 Então ele respondeu: Que penhor é o que te darei? Disse ela: O teu selo com a corda, e o cajado que está em tua mão. Ele, pois, lhos deu, e esteve com ela, e ela concebeu dele.    1139 1 38 19 E ela se levantou e se foi; tirou de si o véu e vestiu os vestidos da sua viuvez.    1140 1 38 20 Depois Judá enviou o cabrito por mão do seu amigo o adulamita, para receber o penhor da mão da mulher; porém ele não a encontrou.    1141 1 38 21 Pelo que perguntou aos homens daquele lugar: Onde está a prostituta que estava em Enaim junto ao caminho? E disseram: Aqui não esteve prostituta alguma.    1142 1 38 22 Voltou, pois, a Judá e disse: Não a achei; e também os homens daquele lugar disseram: Aqui não esteve prostituta alguma.    1143 1 38 23 Então disse Judá: Deixa-a ficar com o penhor, para que não caiamos em desprezo; eis que enviei este cabrito, mas tu não a achaste.    1144 1 38 24 Passados quase três meses, disseram a Judá: Tamar, tua nora, se prostituiu e eis que está grávida da sua prostituição. Então disse Judá: Tirai-a para fora, e seja ela queimada.    1145 1 38 25 Quando ela estava sendo tirada para fora, mandou dizer a seu sogro: Do homem a quem pertencem estas coisas eu concebi. Disse mais: Reconhece, peço-te, de quem são estes, o selo com o cordão, e o cajado.    1146 1 38 26 Reconheceu-os, pois, Judá, e disse: Ela é mais justa do que eu, porquanto não a dei a meu filho Selá. E nunca mais a conheceu.    1147 1 38 27 Sucedeu que, ao tempo de ela dar à luz, havia gêmeos em seu ventre;    1148 1 38 28 e dando ela à luz, um pôs fora a mão, e a parteira tomou um fio encarnado e o atou em sua mão, dizendo: Este saiu primeiro.    1149 1 38 29 Mas recolheu ele a mão, e eis que seu irmão saiu; pelo que ela disse: Como tens tu rompido! Portanto foi chamado Pérez.    1150 1 38 30 Depois saiu o seu irmão, em cuja mão estava o fio encamado; e foi chamado Zerá.    1151 1 39 1 José foi levado ao Egito; e Potifar, oficial de Faraó, capitão da guarda, egípcio, comprou-o da mão dos ismaelitas que o haviam levado para lá.    1152 1 39 2 Mas o Senhor era com José, e ele tornou-se próspero; e estava na casa do seu senhor, o egípcio.    1153 1 39 3 E viu o seu senhor que Deus era com ele, e que fazia prosperar em sua mão tudo quanto ele empreendia.    1154 1 39 4 Assim José achou graça aos olhos dele, e o servia; de modo que o fez mordomo da sua casa, e entregou na sua mão tudo o que tinha.    1155 1 39 5 Desde que o pôs como mordomo sobre a sua casa e sobre todos os seus bens, o Senhor abençoou a casa do egípcio por amor de José; e a bênção do Senhor estava sobre tudo o que tinha, tanto na casa como no campo.    1156 1 39 6 Potifar deixou tudo na mão de José, de maneira que nada sabia do que estava com ele, a não ser do pão que comia. Ora, José era formoso de porte e de semblante.    1157 1 39 7 E aconteceu depois destas coisas que a mulher do seu senhor pôs os olhos em José, e lhe disse: Deita-te comigo.    1158 1 39 8 Mas ele recusou, e disse à mulher do seu senhor: Eis que o meu senhor não sabe o que está comigo na sua casa, e entregou em minha mão tudo o que tem;    1159 1 39 9 ele não é maior do que eu nesta casa; e nenhuma coisa me vedou, senão a ti, porquanto és sua mulher. Como, pois, posso eu cometer este grande mal, e pecar contra Deus?    1160 1 39 10 Entretanto, ela instava com José dia após dia; ele, porém, não lhe dava ouvidos, para se deitar com ela, ou estar com ela.    1161 1 39 11 Mas sucedeu, certo dia, que entrou na casa para fazer o seu serviço; e nenhum dos homens da casa estava lá dentro.    1162 1 39 12 Então ela, pegando-o pela capa, lhe disse: Deita-te comigo! Mas ele, deixando a capa na mão dela, fugiu, escapando para fora.    1163 1 39 13 Quando ela viu que ele deixara a capa na mão dela e fugira para fora,    1164 1 39 14 chamou pelos homens de sua casa, e disse-lhes: Vede! meu marido trouxe-nos um hebreu para nos insultar; veio a mim para se deitar comigo, e eu gritei em alta voz;    1165 1 39 15 e ouvigiu-se para ela no caminho, e disse: Vem, deixa-me deixou, aqui a sua capa e fugiu, escapando para fora.    1166 1 39 16 Ela guardou a capa consigo, até que o senhor dele voltou a casa.    1167 1 39 17 Então falou-lhe conforme as mesmas palavras, dizendo: O servo hebreu, que nos trouxeste, veio a mim para me insultar;    1168 1 39 18 mas, levantando eu a voz e gritando, ele deixou comigo a capa e fugiu para fora.    1169 1 39 19 Tendo o seu senhor ouvido as palavras de sua mulher, que lhe falava, dizendo: Desta maneira me fez teu servo, a sua ira se acendeu.    1170 1 39 20 Então o senhor de José o tomou, e o lançou no cárcere, no lugar em que os presos do rei estavam encarcerados; e ele ficou ali no cárcere.    1171 1 39 21 O Senhor, porém, era com José, estendendo sobre ele a sua benignidade e dando-lhe graça aos olhos do carcereiro,    1172 1 39 22 o qual entregou na mão de José todos os presos que estavam no cárcere; e era José quem ordenava tudo o que se fazia ali.    1173 1 39 23 E o carcereiro não tinha cuidado de coisa alguma que estava na mão de José, porquanto o Senhor era com ele, fazendo prosperar tudo quanto ele empreendia.    1174 1 40 1 Depois destas coisas o copeiro do rei do Egito e o seu padeiro ofenderam o seu senhor, o rei do Egito.    1175 1 40 2 Pelo que se indignou Faraó contra os seus dois oficiais, contra o copeiro-mor e contra o padeiro-mor;    1176 1 40 3 e mandou detê-los na casa do capitão da guarda, no cárcere onde José estava preso;    1177 1 40 4 e o capitão da guarda pô-los a cargo de José, que os servia. Assim estiveram por algum tempo em detenção.    1178 1 40 5 Ora, tiveram ambos um sonho, cada um seu sonho na mesma noite, cada um conforme a interpretação do seu sonho, o copeiro e o padeiro do rei do Egito, que se achavam presos no cárcere:    1179 1 40 6 Quando José veio a eles pela manhã, viu que estavam perturbados:    1180 1 40 7 Perguntou, pois, a esses oficiais de Faraó, que com ele estavam no cárcere da casa de seu senhor, dizendo: Por que estão os vossos semblantes tão tristes hoje?    1181 1 40 8 Responderam-lhe: Tivemos um sonho e ninguém há que o interprete. Pelo que lhes disse José: Porventura não pertencem a Deus as interpretações? Contai-mo, peço-vos.    1182 1 40 9 Então contou o copeiro-mor o seu sonho a José, dizendo-lhe: Eis que em meu sonho havia uma vide diante de mim,    1183 1 40 10 e na vide três sarmentos; e, tendo a vide brotado, saíam as suas flores, e os seus cachos produziam uvas maduras.    1184 1 40 11 O copo de Faraó estava na minha mão; e, tomando as uvas, eu as espremia no copo de Faraó e entregava o copo na mão de Faraó.    1185 1 40 12 Então disse-lhe José: Esta é a sua interpretação: Os três sarmentos são três dias;    1186 1 40 13 dentro de três dias Faraó levantará a tua cabeça, e te restaurará ao teu cargo; e darás o copo de Faraó na sua mão, conforme o costume antigo, quando eras seu copeiro.    1187 1 40 14 Mas lembra-te de mim, quando te for bem; usa, peço-te, de compaixão para comigo e faze menção de mim a Faraó e tira-me desta casa;    1188 1 40 15 porque, na verdade, fui roubado da terra dos hebreus; e aqui também nada tenho feito para que me pusessem na masmorra.    1189 1 40 16 Quando o padeiro-mor viu que a interpretação era boa, disse a José: Eu também sonhei, e eis que três cestos de pão branco estavam sobre a minha cabeça.    1190 1 40 17 E no cesto mais alto havia para Faraó manjares de todas as qualidades que fazem os padeiros; e as aves os comiam do cesto que estava sobre a minha cabeça.    1191 1 40 18 Então respondeu José: Esta é a interpretação do sonho: Os três cestos são três dias;    1192 1 40 19 dentro de três dias tirará Faraó a tua cabeça, e te pendurará num madeiro, e as aves comerão a tua carne de sobre ti.    1193 1 40 20 E aconteceu ao terceiro dia, o dia natalício de Faraó, que este deu um banquete a todos os seus servos; e levantou a cabeça do copeiro-mor, e a cabeça do padeiro-mor no meio dos seus servos;    1194 1 40 21 e restaurou o copeiro-mor ao seu cargo de copeiro, e este deu o copo na mão de Faraó;    1195 1 40 22 mas ao padeiro-mor enforcou, como José lhes havia interpretado.    1196 1 40 23 O copeiro-mor, porém, não se lembrou de José, antes se esqueceu dele.    1197 1 41 1 Passados dois anos inteiros, Faraó sonhou que estava em pé junto ao rio Nilo;    1198 1 41 2 e eis que subiam do rio sete vacas, formosas à vista e gordas de carne, e pastavam no carriçal.    1199 1 41 3 Após elas subiam do rio outras sete vacas, feias à vista e magras de carne; e paravam junto às outras vacas à beira do Nilo.    1200 1 41 4 E as vacas feias à vista e magras de carne devoravam as sete formosas à vista e gordas. Então Faraó acordou.    1201 1 41 5 Depois dormiu e tornou a sonhar; e eis que brotavam dum mesmo pé sete espigas cheias e boas.    1202 1 41 6 Após elas brotavam sete espigas miúdas e queimadas do vento oriental;    1203 1 41 7 e as espigas miúdas devoravam as sete espigas grandes e cheias. Então Faraó acordou, e eis que era um sonho.    1204 1 41 8 Pela manhã o seu espírito estava perturbado; pelo que mandou chamar todos os adivinhadores do Egito, e todos os seus sábios; e Faraó contou-lhes os seus sonhos, mas não havia quem lhos interpretasse.    1205 1 41 9 Então falou o copeiro-mor a Faraó, dizendo: Dos meus pecados me lembro hoje:    1206 1 41 10 Estando faraó mui indignado contra os seus servos, e pondo-me sob prisão na casa do captão da guarda, a mim e ao padeiro-mor.    1207 1 41 11 Então sonhamos um sonho na mesma noite, eu e ele, cada um conforme a interpretação do seu sonho sonhamos.    1208 1 41 12 Ora, estava ali conosco um mancebo hbreu, servo do capitão da guarda, ao qual contamos os nossos sonhos, e ele no-los interpretou, a cada um conforme o seu sonho.    1209 1 41 13 E como ele nos interpretou, assim mesmo foi feito: a mim me fez tornar ao meu estado, e a ele fez enforcar.    1210 1 41 14 Então enviou Faraó, e chamou a José, e o fizeram sair logo da cova; e barbeou-se e mudou os seus vestidos, e veio a Faraó.    1211 1 41 15 E Faraó disse a José: Eu sonhei um sonho, e ninguém há que o interprete; mas de ri ouvi dizer que quando ouves um sonho o interpretas.    1212 1 41 16 E respondeu José a Faraó, dizendo: Isso não está em mim; Deus dará resposta de paz a Faraó.    1213 1 41 17 Então disse Faraó a José: Eis que em meu sonho estava em pé na praia do rio,    1214 1 41 18 E eis que subiam do rio sete vacas gordas de carne e formosas à vista, e pastavam no prado.    1215 1 41 19 E eis que outras sete vacas subiam após estas, muito feias à vista, e magras de carne; não tenho visto outras taus, quanto à fealdade, em toda a terra do Egito    1216 1 41 20 E as vacas magras e feias comiam as primeiras sete vacas gordas;    1217 1 41 21 E entravam em suas entranhas, mas não se conhecia que houvessem entrado em suas entranhas; porque o seu parecer era feio como no principio. Então acordei.    1218 1 41 22 Depois vi em meu sonho, e eis que dum mesmo pé subiam sete espigas cheias e boas;    1219 1 41 23 E eis que sete espigas secas, miúdas e queimadas do vento oriental brotavam após elas.    1220 1 41 24 E as sete espigas miudas devoravam as sete espigas boas. E eu disse-o aos magos, mas ninguém houve que mo interpretasse.    1221 1 41 25 Então disse José a Faraó: O sonho de Faraó é um só; o que Deus há de fazer, notificou-o a Faraó.    1222 1 41 26 As sete vacas formosas são sete anos; as sete espigas formosas também são sete anos; o sonho é um só.    1223 1 41 27 E as sete vacas magras e feias à vista, que subiam depois delas, são sete anos, como as sete espigas miúdas e queimadas do vento oriental; serão sete anos de fome.    1224 1 41 28 Esta é a palavra que tenho dito a Faraó; o que Deus há de fazer, mostrou-o a Faraó.    1225 1 41 29 E eis que vêm sete anos, e haverá grande fartura em toda a terra do Egito    1226 1 41 30 E depois deles levantar-se-ão sete anos de fome, e toda aquela fartura será esquecida na terra do Egito, e a fome consumirá a terra:    1227 1 41 31 e não será conhecida a abundância na terra, por causa daquela fome que seguirá; porquanto será gravíssima.    1228 1 41 32 Ora, se o sonho foi duplicado a Faraó, é porque esta coisa é determinada por Deus, e ele brevemente a fará.    1229 1 41 33 Portanto, proveja-se agora Faraó de um homem entendido e sábio, e o ponha sobre a terra do Egito.    1230 1 41 34 Faça isto Faraó: nomeie administradores sobre a terra, que tomem a quinta parte dos produtos da terra do Egito nos sete anos de fartura;    1231 1 41 35 e ajuntem eles todo o mantimento destes bons anos que vêm, e amontoem trigo debaixo da mão de Faraó, para mantimento nas cidades e o guardem;    1232 1 41 36 assim será o mantimento para provimento da terra, para os sete anos de fome, que haverá na terra do Egito; para que a terra não pereça de fome.    1233 1 41 37 Esse parecer foi bom aos olhos de Faraó, e aos olhos de todos os seus servos.    1234 1 41 38 Perguntou, pois, Faraó a seus servos: Poderíamos achar um homem como este, em quem haja o espírito de Deus?    1235 1 41 39 Depois disse Faraó a José: Porquanto Deus te fez saber tudo isto, ninguém há tão entendido e sábio como tu.    1236 1 41 40 Tu estarás sobre a minha casa, e por tua voz se governará todo o meu povo; somente no trono eu serei maior que tu.    1237 1 41 41 Disse mais Faraó a José: Vê, eu te hei posto sobre toda a terra do Egito.    1238 1 41 42 E Faraó tirou da mão o seu anel-sinete e pô-lo na mão de José, vestiu-o de traje de linho fino, e lhe pôs ao pescoço um colar de ouro.    1239 1 41 43 Ademais, fê-lo subir ao seu segundo carro, e clamavam diante dele: Ajoelhai-vos. Assim Faraó o constituiu sobre toda a terra do Egito.    1240 1 41 44 Ainda disse Faraó a José: Eu sou Faraó; sem ti, pois, ninguém levantará a mão ou o pé em toda a terra do Egito.    1241 1 41 45 Faraó chamou a José Zafnate-Paneã, e deu-lhe por mulher Asenate, filha de Potífera, sacerdote de Om. Depois saiu José por toda a terra do Egito.    1242 1 41 46 Ora, José era da idade de trinta anos, quando se apresentou a Faraó, rei do Egito. E saiu José da presença de Faraó e passou por toda a terra do Egito.    1243 1 41 47 Durante os sete anos de fartura a terra produziu a mancheias;    1244 1 41 48 e José ajuntou todo o mantimento dos sete anos, que houve na terra do Egito, e o guardou nas cidades; o mantimento do campo que estava ao redor de cada cidade, guardou-o dentro da mesma.    1245 1 41 49 Assim José ajuntou muitíssimo trigo, como a areia do mar, até que cessou de contar; porque não se podia mais contá-lo.    1246 1 41 50 Antes que viesse o ano da fome, nasceram a José dois filhos, que lhe deu Asenate, filha de Potífera, sacerdote de Om.    1247 1 41 51 E chamou José ao primogênito Manassés; porque disse: Deus me fez esquecer de todo o meu trabalho, e de toda a casa de meu pai.    1248 1 41 52 Ao segundo chamou Efraim; porque disse: Deus me fez crescer na terra da minha aflição.    1249 1 41 53 Acabaram-se, então, os sete anos de fartura que houve na terra do Egito;    1250 1 41 54 e começaram a vir os sete anos de fome, como José tinha dito; e havia fome em todas as terras; porém, em toda a terra do Egito havia pão.    1251 1 41 55 Depois toda a terra do Egito teve fome, e o povo clamou a Faraó por pão; e Faraó disse a todos os egípcios: Ide a José; o que ele vos disser, fazei.    1252 1 41 56 De modo que, havendo fome sobre toda a terra, abriu José todos os depósitos, e vendia aos egípcios; porque a fome prevaleceu na terra do Egito.    1253 1 41 57 Também de todas as terras vinham ao Egito, para comprarem de José; porquanto a fome prevaleceu em todas as terras.    1254 1 42 1 Ora, Jacó soube que havia trigo no Egito, e disse a seus filhos: Por que estais olhando uns para os outros?    1255 1 42 2 Disse mais: Tenho ouvido que há trigo no Egito; descei até lá, e de lá comprai-o para nós, a fim de que vivamos e não morramos.    1256 1 42 3 Então desceram os dez irmãos de José, para comprarem trigo no Egito.    1257 1 42 4 Mas a Benjamim, irmão de José, não enviou Jacó com os seus irmãos, pois disse: Para que, porventura, não lhe suceda algum desastre.    1258 1 42 5 Assim entre os que iam lá, foram os filhos de Israel para comprar, porque havia fome na terra de Canaã.    1259 1 42 6 José era o governador da terra; era ele quem vendia a todo o povo da terra; e vindo os irmãos de José, prostraram-se diante dele com o rosto em terra.    1260 1 42 7 José, vendo seus irmãos, reconheceu-os; mas portou-se como estranho para com eles, falou-lhes asperamente e perguntou-lhes: Donde vindes? Responderam eles: Da terra de Canaã, para comprarmos mantimento.    1261 1 42 8 José, pois, reconheceu seus irmãos, mas eles não o reconheceram.    1262 1 42 9 Lembrou-se então José dos sonhos que tivera a respeito deles, e disse-lhes: Vós sois espias, e viestes para ver a nudez da terra.    1263 1 42 10 Responderam-lhe eles: Não, senhor meu; mas teus servos vieram comprar mantimento.    1264 1 42 11 Nós somos todos filhos de um mesmo homem; somos homens de retidão; os teus servos não são espias.    1265 1 42 12 Replicou-lhes: Não; antes viestes para ver a nudez da terra.    1266 1 42 13 Mas eles disseram: Nós, teus servos, somos doze irmãos, filhos de um homem da terra de Canaã; o mais novo está hoje com nosso pai, e outro já não existe.    1267 1 42 14 Respondeu-lhe José: É assim como vos disse; sois espias.    1268 1 42 15 Nisto sereis provados: Pela vida de Faraó, não saireis daqui, a menos que venha para cá vosso irmão mais novo.    1269 1 42 16 Enviai um dentre vós, que traga vosso irmão, mas vós ficareis presos, a fim de serem provadas as vossas palavras, se há verdade convosco; e se não, pela vida de Faraó, vós sois espias.    1270 1 42 17 E meteu-os juntos na prisão por três dias.    1271 1 42 18 Ao terceiro dia disse-lhes José: Fazei isso, e vivereis; porque eu temo a Deus.    1272 1 42 19 Se sois homens de retidão, que fique um dos irmãos preso na casa da vossa prisão; mas ide vós, levai trigo para a fome de vossas casas,    1273 1 42 20 e trazei-me o vosso irmão mais novo; assim serão verificadas vossas palavras, e não morrereis. E eles assim fizeram.    1274 1 42 21 Então disseram uns aos outros: Nós, na verdade, somos culpados no tocante a nosso irmão, porquanto vimos a angústia da sua alma, quando nos rogava, e não o quisemos atender; é por isso que vem sobre nós esta angústia.    1275 1 42 22 Respondeu-lhes Rúben: Não vos dizia eu: Não pequeis contra o menino; Mas não quisestes ouvir; por isso agora é requerido de nós o seu sangue.    1276 1 42 23 E eles não sabiam que José os entendia, porque havia intérprete entre eles.    1277 1 42 24 Nisto José se retirou deles e chorou. Depois tornou a eles, falou-lhes, e tomou a Simeão dentre eles, e o amarrou perante os seus olhos.    1278 1 42 25 Então ordenou José que lhes enchessem de trigo os sacos, que lhes restituíssem o dinheiro a cada um no seu saco, e lhes dessem provisões para o caminho. E assim lhes foi feito.    1279 1 42 26 Eles, pois, carregaram o trigo sobre os seus jumentos, e partiram dali.    1280 1 42 27 Quando um deles abriu o saco, para dar forragem ao seu jumento na estalagem, viu o seu dinheiro, pois estava na boca do saco.    1281 1 42 28 E disse a seus irmãos: Meu dinheiro foi-me devolvido; ei-lo aqui no saco. Então lhes desfaleceu o coração e, tremendo, viravam-se uns para os outros, dizendo: Que é isto que Deus nos tem feito?    1282 1 42 29 Depois vieram para Jacó, seu pai, na terra de Canaã, e contaram-lhe tudo o que lhes acontecera, dizendo:    1283 1 42 30 O homem, o senhor da terra, falou-nos asperamente, e tratou-nos como espias da terra;    1284 1 42 31 mas dissemos-lhe: Somos homens de retidão; não somos espias;    1285 1 42 32 somos doze irmãos, filhos de nosso pai; um já não existe e o mais novo está hoje com nosso pai na terra de Canaã.    1286 1 42 33 Respondeu-nos o homem, o senhor da terra: Nisto conhecerei que vós sois homens de retidão: Deixai comigo um de vossos irmãos, levai trigo para a fome de vossas casas, e parti,    1287 1 42 34 e trazei-me vosso irmão mais novo; assim saberei que não sois espias, mas homens de retidão; então vos entregarei o vosso irmão e negociareis na terra.    1288 1 42 35 E aconteceu que, despejando eles os sacos, eis que o pacote de dinheiro de cada um estava no seu saco; quando eles e seu pai viram os seus pacotes de dinheiro, tiveram medo.    1289 1 42 36 Então Jacó, seu pai, disse-lhes: Tendes-me desfilhado; José já não existe, e não existe Simeão, e haveis de levar Benjamim! Todas estas coisas vieram sobre mim.    1290 1 42 37 Mas Rúben falou a seu pai, dizendo: Mata os meus dois filhos, se eu to não tornar a trazer; entrega-o em minha mão, e to tornarei a trazer.    1291 1 42 38 Ele porém disse: Não descerá meu filho convosco; porquanto o seu irmão é morto, e só ele ficou. Se lhe suceder algum desastre pelo caminho em que fordes, fareis descer minhas cãs com tristeza ao Seol.    1292 1 43 1 Ora, a fome era gravíssima na terra.    1293 1 43 2 Tendo eles acabado de comer o mantimento que trouxeram do Egito, disse-lhes seu pai: voltai, comprai-nos um pouco de alimento.    1294 1 43 3 Mas respondeu-lhe Judá: Expressamente nos advertiu o homem, dizendo: Não vereis a minha face, se vosso irmão não estiver convosco.    1295 1 43 4 Se queres enviar conosco o nosso irmão, desceremos e te compraremos alimento; mas se não queres enviá-lo, não desceremos, porquanto o homem nos disse: Não vereis a minha face, se vosso irmão não estiver convosco.    1296 1 43 5 [] 1297 1 43 6 Perguntou Israel: Por que me fizeste este mal, fazendo saber ao homem que tínheis ainda outro irmão?    1298 1 43 7 Responderam eles: O homem perguntou particularmente por nós, e pela nossa parentela, dizendo: vive ainda vosso pai? tendes mais um irmão? e respondemos-lhe segundo o teor destas palavras. Podíamos acaso saber que ele diria: Trazei vosso irmão?    1299 1 43 8 Então disse Judá a Israel, seu pai: Envia o mancebo comigo, e levantar-nos-emos e iremos, para que vivamos e não morramos, nem nós, nem tu, nem nossos filhinhos.    1300 1 43 9 Eu serei fiador por ele; da minha mão o requererás. Se eu to não trouxer, e o não puser diante de ti, serei réu de crime para contigo para sempre.    1301 1 43 10 E se não nos tivéssemos demorado, certamente já segunda vez estaríamos de volta.    1302 1 43 11 Então disse-lhes Israel seu pai: Se é sim, fazei isto: tomai os melhores produtos da terra nas vossas vasilhas, e levai ao homem um presente: um pouco de bálsamo e um pouco de mel, tragacanto e mirra, nozes de fístico e amêndoas;    1303 1 43 12 levai em vossas mãos dinheiro em dobro; e o dinheiro que foi devolvido na boca dos vossos sacos, tornai a levá-lo em vossas mãos; bem pode ser que fosse engano.    1304 1 43 13 Levai também vosso irmão; levantai-vos e voltai ao homem;    1305 1 43 14 e Deus Todo-Poderoso vos dê misericórdia diante do homem, para que ele deixe vir convosco vosso outro irmão, e Benjamim; e eu, se for desfilhado, desfilhado ficarei.    1306 1 43 15 Tomaram, pois, os homens aquele presente, e dinheiro em dobro nas mãos, e a Benjamim; e, levantando-se desceram ao Egito e apresentaram-se diante de José.    1307 1 43 16 Quando José viu Benjamim com eles, disse ao despenseiro de sua casa: Leva os homens à casa, mata reses, e apronta tudo; pois eles comerão comigo ao meio-dia.    1308 1 43 17 E o homem fez como José ordenara, e levou-os à casa de José.    1309 1 43 18 Então os homens tiveram medo, por terem sido levados à casa de José; e diziam: por causa do dinheiro que da outra vez foi devolvido nos nossos sacos que somos trazidos aqui, para nos criminar e cair sobre nós, para que nos tome por servos, tanto a nós como a nossos jumentos.    1310 1 43 19 Por isso eles se chegaram ao despenseiro da casa de José, e falaram com ele à porta da casa,    1311 1 43 20 e disseram: Ai! senhor meu, na verdade descemos dantes a comprar mantimento;    1312 1 43 21 e quando chegamos à estalagem, abrimos os nossos sacos, e eis que o dinheiro de cada um estava na boca do seu saco, nosso dinheiro por seu peso; e tornamos a trazê-lo em nossas mãos;    1313 1 43 22 também trouxemos outro dinheiro em nossas mãos, para comprar mantimento; não sabemos quem tenha posto o dinheiro em nossos sacos.    1314 1 43 23 Respondeu ele: Paz seja convosco, não temais; o vosso Deus, e o Deus de vosso pai, deu-vos um tesouro nos vossos sacos; o vosso dinheiro chegou-me às mãos. E trouxe-lhes fora Simeão.    1315 1 43 24 Depois levou os homens à casa de José, e deu-lhes ãgua, e eles lavaram os pés; também deu forragem aos seus jumentos.    1316 1 43 25 Então eles prepararam o presente para quando José viesse ao meio-dia; porque tinham ouvido que ali haviam de comer.    1317 1 43 26 Quando José chegou em casa, trouxeram-lhe ali o presente que guardavam junto de si; e inclinaram-se a ele até a terra.    1318 1 43 27 Então ele lhes perguntou como estavam; e prosseguiu: vosso pai, o ancião de quem falastes, está bem? ainda vive?    1319 1 43 28 Responderam eles: O teu servo, nosso pai, estã bem; ele ainda vive. E abaixaram a cabeça, e inclinaram-se.    1320 1 43 29 Levantando os olhos, José viu a Benjamim, seu irmão, filho de sua mãe, e perguntou: É este o vosso irmão mais novo de quem me falastes? E disse: Deus seja benévolo para contigo, meu filho.    1321 1 43 30 E José apressou-se, porque se lhe comoveram as entranhas por causa de seu irmão, e procurou onde chorar; e, entrando na sua câmara, chorou ali.    1322 1 43 31 Depois lavou o rosto, e saiu; e se conteve e disse: Servi a comida.    1323 1 43 32 Serviram-lhe, pois, a ele à parte, e a eles também à parte, e à parte aos egípcios que comiam com ele; porque os egípcios não podiam comer com os hebreus, porquanto é isso abominação aos egípcios.    1324 1 43 33 Sentaram-se diante dele, o primogênito segundo a sua primogenitura, e o menor segundo a sua menoridade; do que os homens se maravilhavam entre si.    1325 1 43 34 Então ele lhes apresentou as porções que estavam diante dele; mas a porção de Benjamim era cinco vezes maior do que a de qualquer deles. E eles beberam, e se regalaram com ele.    1326 1 44 1 Depois José deu ordem ao despenseiro de sua casa, dizendo: Enche de mantimento os sacos dos homens, quanto puderem levar, e põe o dinheiro de cada um na boca do seu saco.    1327 1 44 2 E a minha taça de prata porãs na boca do saco do mais novo, com o dinheiro do seu trigo. Assim fez ele conforme a palavra que José havia dito.    1328 1 44 3 Logo que veio a luz da manhã, foram despedidos os homens, eles com os seus jumentos.    1329 1 44 4 Havendo eles saído da cidade, mas não se tendo distanciado muito, disse José ao seu despenseiro: Levanta-te e segue os homens; e, alcançando-os, dize-lhes: Por que tornastes o mal pelo bem?    1330 1 44 5 Não é esta a taça por que bebe meu senhor, e de que se serve para adivinhar? Fizestes mal no que fizestes.    1331 1 44 6 Então ele, tendo-os alcançado, lhes falou essas mesmas palavras.    1332 1 44 7 Responderam-lhe eles: Por que falo meu senhor tais palavras? Longe estejam teus servos de fazerem semelhante coisa.    1333 1 44 8 Eis que o dinheiro, que achamos nas bocas dos nossos sacos, to tornamos a trazer desde a terra de Canaã; como, pois, furtaríamos da casa do teu senhor prata ou ouro?    1334 1 44 9 Aquele dos teus servos com quem a taça for encontrada, morra; e ainda nós seremos escravos do meu senhor.    1335 1 44 10 Ao que disse ele: Seja conforme as vossas palavras; aquele com quem a taça for encontrada será meu escravo; mas vós sereis inocentes.    1336 1 44 11 Então eles se apressaram cada um a pôr em terra o seu saco, e cada um a abri-lo.    1337 1 44 12 E o despenseiro buscou, começando pelo maior, e acabando pelo mais novo; e achou-se a taça no saco de Benjamim.    1338 1 44 13 Então rasgaram os seus vestidos e, tendo cada um carregado o seu jumento, voltaram à cidade.    1339 1 44 14 E veio Judá com seus irmãos à casa de José, pois ele ainda estava ali; e prostraram-se em terra diante dele.    1340 1 44 15 Logo lhes perguntou José: Que ação é esta que praticastes? não sabeis vós que um homem como eu pode, muito bem, adivinhar?    1341 1 44 16 Respondeu Judá: Que diremos a meu senhor? que falaremos? e como nos justificaremos? Descobriu Deus a iniqüidade de teus servos; eis que somos escravos de meu senhor, tanto nós como aquele em cuja mão foi achada a taça.    1342 1 44 17 Disse José: Longe esteja eu de fazer isto; o homem em cuja mão a taça foi achada, aquele será meu servo; porém, quanto a vós, subi em paz para vosso pai.    1343 1 44 18 Então Judà se chegou a ele, e disse: Ai! senhor meu, deixa, peço-te, o teu servo dizer uma palavra aos ouvidos de meu senhor; e não se acenda a tua ira contra o teu servo; porque tu és como Faraó.    1344 1 44 19 Meu senhor perguntou a seus servos, dizendo: Tendes vós pai, ou irmão?    1345 1 44 20 E respondemos a meu senhor: Temos pai, já velho, e há um filho da sua velhice, um menino pequeno; o irmão deste é morto, e ele ficou o único de sua mãe; e seu pai o ama.    1346 1 44 21 Então tu disseste a teus servos: Trazei-mo, para que eu ponha os olhos sobre ele.    1347 1 44 22 E quando respondemos a meu senhor: O menino não pode deixar o seu pai; pois se ele deixasse o seu pai, este morreria;    1348 1 44 23 replicaste a teus servos: A menos que desça convosco vosso irmão mais novo, nunca mais vereis a minha face.    1349 1 44 24 Então subimos a teu servo, meu pai, e lhe contamos as palavras de meu senhor.    1350 1 44 25 Depois disse nosso pai: Tornai, comprai-nos um pouco de mantimento;    1351 1 44 26 e lhe respondemos: Não podemos descer; mas, se nosso irmão menor for conosco, desceremos; pois não podemos ver a face do homem, se nosso irmão menor não estiver conosco.    1352 1 44 27 Então nos disse teu servo, meu pai: Vós sabeis que minha mulher me deu dois filhos;    1353 1 44 28 um saiu de minha casa e eu disse: certamente foi despedaçado, e não o tenho visto mais;    1354 1 44 29 se também me tirardes a este, e lhe acontecer algum desastre, fareis descer as minhas cãs com tristeza ao Seol.    1355 1 44 30 Agora, pois, se eu for ter com o teu servo, meu pai, e o menino não estiver conosco, como a sua alma está ligada com a alma dele,    1356 1 44 31 acontecerá que, vendo ele que o menino ali não está, morrerá; e teus servos farão descer as cãs de teu servo, nosso pai com tristeza ao Seol.    1357 1 44 32 Porque teu servo se deu como fiador pelo menino para com meu pai, dizendo: Se eu to não trouxer de volta, serei culpado, para com meu pai para sempre.    1358 1 44 33 Agora, pois, fique teu servo em lugar do menino como escravo de meu senhor, e que suba o menino com seus irmãos.    1359 1 44 34 Porque, como subirei eu a meu pai, se o menino não for comigo? para que não veja eu o mal que sobrevirá a meu pai.    1360 1 45 1 Então José não se podia conter diante de todos os que estavam com ele; e clamou: Fazei a todos sair da minha presença; e ninguém ficou com ele, quando se deu a conhecer a seus irmãos.    1361 1 45 2 E levantou a voz em choro, de maneira que os egípcios o ouviram, bem como a casa de Faraó.    1362 1 45 3 Disse, então, José a seus irmãos: Eu sou José; vive ainda meu pai? E seus irmãos não lhe puderam responder, pois estavam pasmados diante dele.    1363 1 45 4 José disse mais a seus irmãos: Chegai-vos a mim, peço-vos. E eles se chegaram. Então ele prosseguiu: Eu sou José, vosso irmão, a quem vendestes para o Egito.    1364 1 45 5 Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos aborreçais por me haverdes vendido para cá; porque para preservar vida é que Deus me enviou adiante de vós.    1365 1 45 6 Porque já houve dois anos de fome na terra, e ainda restam cinco anos em que não haverá lavoura nem sega.    1366 1 45 7 Deus enviou-me adiante de vós, para conservar-vos descendência na terra, e para guardar-vos em vida por um grande livramento.    1367 1 45 8 Assim não fostes vós que me enviastes para cá, senão Deus, que me tem posto por pai de Faraó, e por senhor de toda a sua casa, e como governador sobre toda a terra do Egito.    1368 1 45 9 Apressai-vos, subi a meu pai, e dizei-lhe: Assim disse teu filho José: Deus me tem posto por senhor de toda a terra do Egito; desce a mim, e não te demores;    1369 1 45 10 habitarás na terra de Gósem e estarás perto de mim, tu e os teus filhos e os filhos de teus filhos, e os teus rebanhos, o teu gado e tudo quanto tens;    1370 1 45 11 ali te sustentarei, porque ainda haverá cinco anos de fome, para que não sejas reduzido à pobreza, tu e tua casa, e tudo o que tens.    1371 1 45 12 Eis que os vossos olhos, e os de meu irmão Benjamim, vêem que é minha boca que vos fala.    1372 1 45 13 Fareis, pois, saber a meu pai toda a minha glória no Egito; e tudo o que tendes visto; e apressar-vos-eis a fazer descer meu pai para cá.    1373 1 45 14 Então se lançou ao pescoço de Benjamim seu irmão, e chorou; e Benjamim chorou também ao pescoço dele.    1374 1 45 15 E José beijou a todos os seus irmãos, chorando sobre eles; depois seus irmãos falaram com ele.    1375 1 45 16 Esta nova se fez ouvir na casa de Faraó: São vindos os irmãos de José; o que agradou a Faraó e a seus servos.    1376 1 45 17 Ordenou Faraó a José: Dize a teus irmãos: Fazei isto: carregai os vossos animais e parti, tornai à terra de Canaã;    1377 1 45 18 tomai o vosso pai e as vossas familias e vinde a mim; e eu vos darei o melhor da terra do Egito, e comereis da fartura da terra.    1378 1 45 19 A ti, pois, é ordenado dizer-lhes: Fazei isto: levai vós da terra do Egito carros para vossos meninos e para vossas mulheres; trazei vosso pai, e vinde.    1379 1 45 20 E não vos pese coisa alguma das vossas alfaias; porque o melhor de toda a terra do Egito será vosso.    1380 1 45 21 Assim fizeram os filhos de Israel. José lhes deu carros, conforme o mandado de Faraó, e deu-lhes também provisão para o caminho.    1381 1 45 22 A todos eles deu, a cada um, mudas de roupa; mas a Benjamim deu trezentas peças de prata, e cinco mudas de roupa.    1382 1 45 23 E a seu pai enviou o seguinte: dez jumentos carregados do melhor do Egito, e dez jumentas carregadas de trigo, pão e provisão para seu pai, para o caminho.    1383 1 45 24 Assim despediu seus irmãos e, ao partirem eles, disse-lhes: Não contendais pelo caminho.    1384 1 45 25 Então subiram do Egito, vieram à terra de Canaã, a Jacó seu pai,    1385 1 45 26 e lhe anunciaram, dizendo: José ainda vive, e é governador de toda a terra do Egito. E o seu coração desmaiou, porque não os acreditava.    1386 1 45 27 Quando, porém, eles lhe contaram todas as palavras que José lhes falara, e vendo Jacó, seu pai, os carros que José enviara para levá-lo, reanimou-se-lhe o espírito;    1387 1 45 28 e disse Israel: Basta; ainda vive meu filho José; eu irei e o verei antes que morra.    1388 1 46 1 Partiu, pois, Israel com tudo quanto tinha e veio a Beer-Seba, onde ofereceu sacrifícios ao Deus de seu pai Isaque.    1389 1 46 2 Falou Deus a Israel em visões de noite, e disse: Jacó, Jacó! Respondeu Jacó: Eis-me aqui.    1390 1 46 3 E Deus disse: Eu sou Deus, o Deus de teu pai; não temas descer para o Egito; porque eu te farei ali uma grande nação.    1391 1 46 4 Eu descerei contigo para o Egito, e certamente te farei tornar a subir; e José porá a sua mão sobre os teus olhos.    1392 1 46 5 Então Jacó se levantou de Beer-Seba; e os filhos de Israel levaram seu pai Jacó, e seus meninos, e as suas mulheres, nos carros que Faraó enviara para o levar.    1393 1 46 6 Também tomaram o seu gado e os seus bens que tinham adquirido na terra de Canaã, e vieram para o Egito, Jacó e toda a sua descendência com ele.    1394 1 46 7 Os seus filhos e os filhos de seus filhos com ele, as suas filhas e as filhas de seus filhos, e toda a sua descendência, levou-os consigo para o Egito.    1395 1 46 8 São estes os nomes dos filhos de Israel, que vieram para o Egito, Jacó e seus filhos: Rúben, o primogênito de Jacó.    1396 1 46 9 E os filhos de Rúben: Hanoque, Palu, Hezrom e Carmi.    1397 1 46 10 E os filhos de Simeão: Jemuel, Jamim, Oade, Jaquim, Zoar, e Saul, filho de uma mulher cananéia.    1398 1 46 11 E os filhos de Levi: Gérsom, Coate e Merári.    1399 1 46 12 E os filhos de Judá: Er, Onã, Selá, Pérez e Zerá. Er e Onã, porém, morreram na terra de Canaã. E os filhos de Pérez foram Hezrom e Hamul,    1400 1 46 13 E os filhos de Issacar: Tola, Puva, Iobe e Sinrom.    1401 1 46 14 E os filhos de Zebulom: Serede, Elom e Jaleel.    1402 1 46 15 Estes são os filhos de Léia, que ela deu a Jacó em Padã-Arã, além de Diná, sua filha; todas as almas de seus filhos e de suas filhas eram trinta e três.    1403 1 46 16 E os filhos de Gade: Zifiom, Hagui, Suni, Ezbom, Eri, Arodi e Areli.    1404 1 46 17 E os filhos de Aser: Imná, Isvá, Isvi e Beria, e Sera, a irmã deles; e os filhos de Beria: Heber e Malquiel.    1405 1 46 18 Estes são os filhos de Zilpa, a qual Labão deu à sua filha Léia; e estes ela deu a Jacó, ao todo dezesseis almas.    1406 1 46 19 Os filhos de Raquel, mulher de Jacó: José e Benjamim.    1407 1 46 20 E nasceram a José na terra do Egito Manassés e Efraim, que lhe deu Asenate, filha de Potífera, sacerdote de Om.    1408 1 46 21 E os filhos de Benjamim: Belá, Bequer, Asbel, Gêra, Naamã, Eí, Ros, Mupim, Hupim e Arde.    1409 1 46 22 Estes são os filhos de Raquel, que nasceram a Jacó, ao todo catorze almas.    1410 1 46 23 E os filhos de Dã: Husim.    1411 1 46 24 E os filhos de Naftali: Jazeel, Guni, Jezer e Silém.    1412 1 46 25 Estes são os filhos de Bila, a qual Labão deu à sua filha Raquel; e estes deu ela a Jacó, ao todo sete almas.    1413 1 46 26 Todas as almas que vieram com Jacó para o Egito e que saíram da sua coxa, fora as mulheres dos filhos de Jacó, eram todas sessenta e seis almas;    1414 1 46 27 e os filhos de José, que lhe nasceram no Egito, eram duas almas. Todas as almas da casa de Jacó, que vieram para o Egito eram setenta.    1415 1 46 28 Ora, Jacó enviou Judá adiante de si a José, para o encaminhar a Gósen; e chegaram à terra de Gósen.    1416 1 46 29 Então José aprontou o seu carro, e subiu ao encontro de Israel, seu pai, a Gósen; e tendo-se-lhe apresentado, lançou-se ao seu pescoço, e chorou sobre o seu pescoço longo tempo.    1417 1 46 30 E Israel disse a José: Morra eu agora, já que tenho visto o teu rosto, pois que ainda vives.    1418 1 46 31 Depois disse José a seus irmãos, e à casa de seu pai: Eu subirei e informarei a Faraó, e lhe direi: Meus irmãos e a casa de meu pai, que estavam na terra de Canaã, vieram para mim.    1419 1 46 32 Os homens são pastores, que se ocupam em apascentar gado; e trouxeram os seus rebanhos, o seu gado e tudo o que têm.    1420 1 46 33 Quando, pois, Faraó vos chamar e vos perguntar: Que ocupação é a vossa?    1421 1 46 34 respondereis: Nós, teus servos, temos sido pastores de gado desde a nossa mocidade até agora, tanto nós como nossos pais. Isso direis para que habiteis na terra de Gósen; porque todo pastor de ovelhas é abominação para os egípcios.    1422 1 47 1 Então veio José, e informou a Faraó, dizendo: Meu pai e meus irmãos, com seus rebanhos e seu gado, e tudo o que têm, chegaram da terra de Canaã e estão na terra de Gósen.    1423 1 47 2 E tomou dentre seus irmãos cinco homens e os apresentou a Faraó.    1424 1 47 3 Então perguntou Faraó a esses irmãos de José: Que ocupação é a vossa; Responderam-lhe: Nós, teus servos, somos pastores de ovelhas, tanto nós como nossos pais.    1425 1 47 4 Disseram mais a Faraó: Viemos para peregrinar nesta terra; porque não há pasto para os rebanhos de teus servos, porquanto a fome é grave na terra de Canaã; agora, pois, rogamos-te permitas que teus servos habitem na terra de Gósen.    1426 1 47 5 Então falou Faraó a José, dizendo: Teu pai e teus irmãos vieram a ti;    1427 1 47 6 a terra do Egito está diante de ti; no melhor da terra faze habitar teu pai e teus irmãos; habitem na terra de Gósen. E se sabes que entre eles hà homens capazes, põe-nos sobre os pastores do meu gado.    1428 1 47 7 Também José introduziu a Jacó, seu pai, e o apresentou a Faraó; e Jacó abençoou a Faraó.    1429 1 47 8 Então perguntou Faraó a Jacó: Quantos são os dias dos anos da tua vida?    1430 1 47 9 Respondeu-lhe Jacó: Os dias dos anos das minhas peregrinações são cento e trinta anos; poucos e maus têm sido os dias dos anos da minha vida, e não chegaram aos dias dos anos da vida de meus pais nos dias das suas peregrinações.    1431 1 47 10 E Jacó abençoou a Faraó, e saiu da sua presença.    1432 1 47 11 José, pois, estabeleceu a seu pai e seus irmãos, dando-lhes possessão na terra do Egito, no melhor da terra, na terra de Ramessés, como Faraó ordenara.    1433 1 47 12 E José sustentou de pão seu pai, seus irmãos e toda a casa de seu pai, segundo o número de seus filhos.    1434 1 47 13 Ora, não havia pão em toda a terra, porque a fome era mui grave; de modo que a terra do Egito e a terra de Canaã desfaleciam por causa da fome.    1435 1 47 14 Então José recolheu todo o dinheiro que se achou na terra do Egito, e na terra de Canaã, pelo trigo que compravam; e José trouxe o dinheiro à casa de Faraó.    1436 1 47 15 Quando se acabou o dinheiro na terra do Egito, e na terra de Canaã, vieram todos os egípcios a José, dizendo: Dà-nos pão; por que morreremos na tua presença? porquanto o dinheiro nos falta.    1437 1 47 16 Respondeu José: Trazei o vosso gado, e vo-lo darei por vosso gado, se falta o dinheiro.    1438 1 47 17 Então trouxeram o seu gado a José; e José deu-lhes pão em troca dos cavalos, e das ovelhas, e dos bois, e dos jumentos; e os sustentou de pão aquele ano em troca de todo o seu gado.    1439 1 47 18 Findo aquele ano, vieram a José no ano seguinte e disseram-lhe: Não ocultaremos ao meu senhor que o nosso dinheiro está todo gasto; as manadas de gado jà pertencem a meu senhor; e nada resta diante de meu senhor, senão o nosso corpo e a nossa terra;    1440 1 47 19 por que morreremos diante dos teus olhos, tanto nós como a nossa terra? Compra-nos a nós e a nossa terra em troca de pão, e nós e a nossa terra seremos servos de Faraó; dá-nos também semente, para que vivamos e não morramos, e para que a terra não fique desolada.    1441 1 47 20 Assim José comprou toda a terra do Egito para Faraó; porque os egípcios venderam cada um o seu campo, porquanto a fome lhes era grave em extremo; e a terra ficou sendo de Faraó.    1442 1 47 21 Quanto ao povo, José fê-lo passar às cidades, desde uma até a outra extremidade dos confins do Egito.    1443 1 47 22 Somente a terra dos sacerdotes não a comprou, porquanto os sacerdotes tinham rações de Faraó, e eles comiam as suas rações que Faraó lhes havia dado; por isso não venderam a sua terra.    1444 1 47 23 Então disse José ao povo: Hoje vos tenho comprado a vós e a vossa terra para Faraó; eis aí tendes semente para vós, para que semeeis a terra.    1445 1 47 24 Há de ser, porém, que no tempo as colheitas dareis a quinta parte a Faraó, e quatro partes serão vossas, para semente do campo, e para o vosso mantimento e dos que estão nas vossas casas, e para o mantimento de vossos filhinho.    1446 1 47 25 Responderam eles: Tu nos tens conservado a vida! achemos graça aos olhos de meu senhor, e seremos servos de Faraó.    1447 1 47 26 José, pois, estabeleceu isto por estatuto quanto ao solo do Egito, até o dia de hoje, que a Faraó coubesse o quinto a produção; somente a terra dos sacerdotes não ficou sendo de Faraó.    1448 1 47 27 Assim habitou Israel na terra do Egito, na terra de Gósen; e nela adquiriram propriedades, e frutificaram e multiplicaram-se muito.    1449 1 47 28 E Jacó viveu na terra do Egito dezessete anos; de modo que os dias de Jacó, os anos da sua vida, foram cento e quarenta e sete anos.    1450 1 47 29 Quando se aproximava o tempo da morte de Israel, chamou ele a José, seu filho, e disse-lhe: Se tenho achado graça aos teus olhos, põe a mão debaixo da minha coxa, e usa para comigo de benevolência e de verdade: rogo-te que não me enterres no Egito;    1451 1 47 30 mas quando eu dormir com os meus pais, levar-me-ás do Egito e enterrar-me-ás junto à sepultura deles. Respondeu José: Farei conforme a tua palavra.    1452 1 47 31 E Jacó disse: Jura-me; e ele lhe jurou. Então Israel inclinou-se sobre a cabeceira da cama.    1453 1 48 1 Depois destas coisas disseram a José: Eis que teu pai está enfermo. Então José tomou consigo os seus dois filhos, Manassés e Efraim.    1454 1 48 2 Disse alguém a Jacó: Eis que José, teu olho, vem ter contigo. E esforçando-se Israel, sentou-se sobre a cama.    1455 1 48 3 E disse Jacó a José: O Deus Todo-Poderoso me apareceu em Luz, na terra de Canaã, e me abençoou,    1456 1 48 4 e me disse: Eis que te farei frutificar e te multiplicarei; tornar-te-ei uma multidão de povos e darei esta terra à tua descendência depois de ti, em possessão perpétua.    1457 1 48 5 Agora, pois, os teus dois filhos, que nasceram na terra do Egito antes que eu viesse a ti no Egito, são meus: Efraim e Manassés serão meus, como Rúben e Simeão;    1458 1 48 6 mas a prole que tiveres depois deles será tua; segundo o nome de seus irmãos serão eles chamados na sua herança.    1459 1 48 7 Quando eu vinha de Padã, morreu-me Raquel no caminho, na terra de Canaã, quando ainda faltava alguma distância para chegar a Efrata; sepultei-a ali no caminho que vai dar a Efrata, isto é, Belém.    1460 1 48 8 Quando Israel viu os filhos de José, perguntou: Quem são estes?    1461 1 48 9 Respondeu José a seu pai: Eles são meus filhos, que Deus me tem dado aqui. Continuou Israel: Traze-mos aqui, e eu os abençoarei.    1462 1 48 10 Os olhos de Israel, porém, se tinham escurecido por causa da velhice, de modo que não podia ver. José, pois, fê-los chegar a ele; e ele os beijou e os abraçou.    1463 1 48 11 E Israel disse a José: Eu não cuidara ver o teu rosto; e eis que Deus me fez ver também a tua descendência.    1464 1 48 12 Então José os tirou dos joelhos de seu pai; e inclinou-se à terra diante da sua face.    1465 1 48 13 E José tomou os dois, a Efraim com a sua mão direita, à esquerda de Israel, e a Manassés com a sua mão esquerda, à direita de Israel, e assim os fez chegar a ele.    1466 1 48 14 Mas Israel, estendendo a mão direita, colocou-a sobre a cabeça de Efraim, que era o menor, e a esquerda sobre a cabeça de Manassés, dirigindo as mãos assim propositadamente, sendo embora este o primogênito.    1467 1 48 15 E abençoou a José, dizendo: O Deus em cuja presença andaram os meus pais Abraão e Isaque, o Deus que tem sido o meu pastor durante toda a minha vida até este dia,    1468 1 48 16 o anjo que me tem livrado de todo o mal, abençoe estes mancebos, e seja chamado neles o meu nome, e o nome de meus pois Abraão e Isaque; e multipliquem-se abundantemente no meio da terra.    1469 1 48 17 Vendo José que seu pai colocava a mão direita sobre a cabeça de Efraim, foi-lhe isso desagradável; levantou, pois, a mão de seu pai, para a transpor da cabeça de Efraim para a cabeça de Manassés.    1470 1 48 18 E José disse a seu pai: Nãa assim, meu pai, porque este é o primogênito; põe a mão direita sobre a sua cabeça.    1471 1 48 19 Mas seu pai, recusando, disse: Eu o sei, meu filho, eu o sei; ele também se tornará um povo, ele também será grande; contudo o seu irmão menor será maior do que ele, e a sua descendência se tornará uma multidão de nações.    1472 1 48 20 Assim os abençoou naquele dia, dizendo: Por ti Israel abençoará e dirá: Deus te faça como Efraim e como Manassés. E pôs a Efraim diante de Manassés.    1473 1 48 21 Depois disse Israel a José: Eis que eu morro; mas Deus será convosco, e vos fará tornar para a terra de vossos pais.    1474 1 48 22 E eu te dou um pedaço de terra a mais do que a teus irmãos, o qual tomei com a minha espada e com o meu arco da mão dos amorreus.    1475 1 49 1 Depois chamou Jacó a seus filhos, e disse: Ajuntai-vos para que eu vos anuncie o que vos há de acontecer nos dias vindouros.    1476 1 49 2 Ajuntai-vos, e ouvi, filhos de Jacó; ouvi a Israel vosso pai:    1477 1 49 3 Rúben, tu és meu primogênito, minha força e as primícias do meu vigor, preeminente em dignidade e preeminente em poder.    1478 1 49 4 Descomedido como a àgua, não reterás a preeminência; porquanto subiste ao leito de teu pai; então o contaminaste. Sim, ele subiu à minha cama.    1479 1 49 5 Simeão e Levi são irmãos; as suas espadas são instrumentos de violência.    1480 1 49 6 No seu concílio não entres, ó minha alma! com a sua assembléia não te ajuntes, ó minha glória! porque no seu furor mataram homens, e na sua teima jarretaram bois.    1481 1 49 7 Maldito o seu furor, porque era forte! maldita a sua ira, porque era cruel! Dividi-los-ei em Jacó, e os espalharei em Israel.    1482 1 49 8 Judá, a ti te louvarão teus irmãos; a tua mão será sobre o pescoço de teus inimigos: diante de ti se prostrarão os filhos de teu pai.    1483 1 49 9 Judá é um leãozinho. Subiste da presa, meu filho. Ele se encurva e se deita como um leão, e como uma leoa; quem o despertará?    1484 1 49 10 O cetro não se arredará de Judà, nem o bastão de autoridade dentre seus pés, até que venha aquele a quem pertence; e a ele obedecerão os povos.    1485 1 49 11 Atando ele o seu jumentinho à vide, e o filho da sua jumenta à videira seleta, lava as suas roupas em vinho e a sua vestidura em sangue de uvas.    1486 1 49 12 Os olhos serão escurecidos pelo vinho, e os dentes brancos de leite.    1487 1 49 13 Zebulom habitarà no litoral; será ele ancoradouro de navios; e o seu termo estender-se-á até Sidom.    1488 1 49 14 Issacar é jumento forte, deitado entre dois fardos.    1489 1 49 15 Viu ele que o descanso era bom, e que a terra era agradável. Sujeitou os seus ombros à carga e entregou-se ao serviço forçado de um escravo.    1490 1 49 16 Dã julgará o seu povo, como uma das tribos de Israel.    1491 1 49 17 Dã será serpente junto ao caminho, uma víbora junto à vereda, que morde os calcanhares do cavalo, de modo que caia o seu cavaleiro para trás.    1492 1 49 18 A tua salvação tenho esperado, ó Senhor!    1493 1 49 19 Quanto a Gade, guerrilheiros o acometerão; mas ele, por sua vez, os acometerá.    1494 1 49 20 De Aser, o seu pão será gordo; ele produzirá delícias reais.    1495 1 49 21 Naftali é uma gazela solta; ele profere palavras formosas.    1496 1 49 22 José é um ramo frutífero, ramo frutífero junto a uma fonte; seus raminhos se estendem sobre o muro.    1497 1 49 23 Os flecheiros lhe deram amargura, e o flecharam e perseguiram,    1498 1 49 24 mas o seu arco permaneceu firme, e os seus braços foram fortalecidos pelas mãos do Poderoso de Jacó, o Pastor, o Rochedo de Israel,    1499 1 49 25 pelo Deus de teu pai, o qual te ajudará, e pelo Todo-Poderoso, o qual te abençoara, com bênçãos dos céus em cima, com bênçãos do abismo que jaz embaixo, com bênçãos dos seios e da madre.    1500 1 49 26 As bênçãos de teu pai excedem as bênçãos dos montes eternos, as coisas desejadas dos eternos outeiros; sejam elas sobre a cabeça de José, e sobre o alto da cabeça daquele que foi separado de seus irmãos.    1501 1 49 27 Benjamim é lobo que despedaça; pela manhã devorará a presa, e à tarde repartirã o despojo.    1502 1 49 28 Todas estas são as doze tribos de Israel: e isto é o que lhes falou seu pai quando os abençoou; a cada um deles abençoou segundo a sua bênção.    1503 1 49 29 Depois lhes deu ordem, dizendo-lhes: Eu estou para ser congregado ao meu povo; sepultai-me com meus pais, na cova que está no campo de Efrom, o heteu,    1504 1 49 30 na cova que está no campo de Macpela, que está em frente de Manre, na terra de Canaã, cova esta que Abraão comprou de Efrom, o heteu, juntamente com o respectivo campo, como propriedade de sepultura.    1505 1 49 31 Ali sepultaram a Abraão e a Sara, sua mulher; ali sepultaram a Isaque e a Rebeca, sua mulher; e ali eu sepultei a Léia.    1506 1 49 32 O campo e a cova que está nele foram comprados aos filhos de Hete.    1507 1 49 33 Acabando Jacó de dar estas instruçães a seus filhos, encolheu os seus pés na cama, expirou e foi congregado ao seu povo.    1508 1 50 1 Então José se lançou sobre o rosto de seu pai, chorou sobre ele e o beijou.    1509 1 50 2 E José ordenou a seus servos, os médicos, que embalsamassem a seu pai; e os médicos embalsamaram a Israel.    1510 1 50 3 Cumpriram-se-lhe quarenta dias, porque assim se cumprem os dias de embalsamação; e os egípcios o choraram setenta dias.    1511 1 50 4 Passados, pois, os dias de seu choro, disse José à casa de Faraó: Se agora tenho achado graça aos vossos olhos, rogo-vos que faleis aos ouvidos de Faraó, dizendo:    1512 1 50 5 Meu pai me fez jurar, dizendo: Eis que eu morro; em meu sepulcro, que cavei para mim na terra de Canaã, ali me sepultarás. Agora, pois, deixa-me subir, peço-te, e sepultar meu pai; então voltarei.    1513 1 50 6 Respondeu Faraó: Sobe, e sepulta teu pai, como ele te fez jurar.    1514 1 50 7 Subiu, pois, José para sepultar a seu pai; e com ele subiram todos os servos de Faraó, os anciãos da sua casa, e todos os anciãos da terra do Egito,    1515 1 50 8 como também toda a casa de José, e seus irmãos, e a casa de seu pai; somente deixaram na terra de Gósen os seus pequeninos, os seus rebanhos e o seu gado.    1516 1 50 9 E subiram com ele tanto carros como gente a cavalo; de modo que o concurso foi mui grande.    1517 1 50 10 Chegando eles à eira de Atade, que está além do Jordão, fizeram ali um grande e forte pranto; assim fez José por seu pai um grande pranto por sete dias.    1518 1 50 11 Os moradores da terra, os cananeus, vendo o pranto na eira de Atade, disseram: Grande pranto é este dos egípcios; pelo que o lugar foi chamado Abel-Mizraim, o qual está além do Jordão.    1519 1 50 12 Assim os filhos de Jacó lhe fizeram como ele lhes ordenara;    1520 1 50 13 pois o levaram para a terra de Canaã, e o sepultaram na cova do campo de Macpela, que Abraão tinha comprado com o campo, como propriedade de sepultura, a Efrom, o heteu, em frente de Manre.    1521 1 50 14 Depois de haver sepultado seu pai, José voltou para o Egito, ele, seus irmãos, e todos os que com ele haviam subido para sepultar seu pai.    1522 1 50 15 Vendo os irmãos de José que seu pai estava morto, disseram: Porventura José nos odiará e nos retribuirá todo o mal que lhe fizemos.    1523 1 50 16 Então mandaram dizer a José: Teu pai, antes da sua morte, nos ordenou:    1524 1 50 17 Assim direis a José: Perdoa a transgressão de teus irmãos, e o seu pecado, porque te fizeram mal. Agora, pois, rogamos-te que perdoes a transgressão dos servos do Deus de teu pai. E José chorou quando eles lhe falavam.    1525 1 50 18 Depois vieram também seus irmãos, prostraram-se diante dele e disseram: Eis que nós somos teus servos.    1526 1 50 19 Respondeu-lhes José: Não temais; acaso estou eu em lugar de Deus?    1527 1 50 20 Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; Deus, porém, o intentou para o bem, para fazer o que se vê neste dia, isto é, conservar muita gente com vida.    1528 1 50 21 Agora, pois, não temais; eu vos sustentarei, a vós e a vossos filhinhos. Assim ele os consolou, e lhes falou ao coração.    1529 1 50 22 José, pois, habitou no Egito, ele e a casa de seu pai; e viveu cento e dez anos.    1530 1 50 23 E viu José os filhos de Efraim, da terceira geração; também os filhos de Maquir, filho de Manassés, nasceram sobre os joelhos de José.    1531 1 50 24 Depois disse José a seus irmãos: Eu morro; mas Deus certamente vos visitará, e vos fará subir desta terra para a terra que jurou a Abraão, a Isaque e a Jacó.    1532 1 50 25 E José fez jurar os filhos de Israel, dizendo: Certamente Deus vos visitará, e fareis transportar daqui os meus ossos.    1533 1 50 26 Assim morreu José, tendo cento e dez anos de idade; e o embalsamaram e o puseram num caixão no Egito.    1534 2 1 1 Ora, estes são os nomes dos filhos de Israel, que entraram no Egito; entraram com Jacó, cada um com a sua família:    1535 2 1 2 Rúben, Simeão, Levi, e Judá;    1536 2 1 3 Issacar, Zebulom e Benjamim;    1537 2 1 4 Dã e Naftali, Gade e Aser.    1538 2 1 5 Todas as almas, pois, que procederam da coxa de Jacó, foram setenta; José, porém, já estava no Egito.    1539 2 1 6 Morreu, pois, José, e todos os seus irmãos, e toda aquela geração.    1540 2 1 7 Depois os filhos de Israel frutificaram e aumentaram muito, multiplicaram-se e tornaram-se sobremaneira fortes, de modo que a terra se encheu deles.    1541 2 1 8 Entrementes se levantou sobre o Egito um novo rei, que não conhecera a José.    1542 2 1 9 Disse ele ao seu povo: Eis que o povo de Israel é mais numeroso e mais forte do que nos.    1543 2 1 10 Eia, usemos de astúcia para com ele, para que não se multiplique, e aconteça que, vindo guerra, ele também se ajunte com os nossos inimigos, e peleje contra nós e se retire da terra.    1544 2 1 11 Portanto puseram sobre eles feitores, para os afligirem com suas cargas. Assim os israelitas edificaram para Faraó cidades armazéns, Pitom e Ramessés.    1545 2 1 12 Mas quanto mais os egípcios afligiam o povo de Israel, tanto mais este se multiplicava e se espalhava; de maneira que os egípcios se enfadavam por causa dos filhos de Israel.    1546 2 1 13 Por isso os egípcios faziam os filhos de Israel servir com dureza;    1547 2 1 14 assim lhes amarguravam a vida com pesados serviços em barro e em tijolos, e com toda sorte de trabalho no campo, enfim com todo o seu serviço, em que os faziam servir com dureza.    1548 2 1 15 Falou o rei do Egito às parteiras das hebréias, das quais uma se chamava Sifrá e a outra Puá,    1549 2 1 16 dizendo: Quando ajudardes no parto as hebréias, e as virdes sobre os assentos, se for filho, matá-lo-eis; mas se for filha, viverá.    1550 2 1 17 As parteiras, porém, temeram a Deus e não fizeram como o rei do Egito lhes ordenara, antes conservavam os meninos com vida.    1551 2 1 18 Pelo que o rei do Egito mandou chamar as parteiras e as interrogou: Por que tendes feito isto e guardado os meninos com vida?    1552 2 1 19 Responderam as parteiras a Faraó: É que as mulheres hebréias não são como as egípcias; pois são vigorosas, e já têm dado à luz antes que a parteira chegue a elas.    1553 2 1 20 Portanto Deus fez bem às parteiras. E o povo se aumentou, e se fortaleceu muito.    1554 2 1 21 Também aconteceu que, como as parteiras temeram a Deus, ele lhes estabeleceu as casas.    1555 2 1 22 Então ordenou Faraó a todo o seu povo, dizendo: A todos os filhos que nascerem lançareis no rio, mas a todas as filhas guardareis com vida.    1556 2 2 1 Foi-se um homem da casa de Levi e casou com uma filha de Levi.    1557 2 2 2 A mulher concebeu e deu à luz um filho; e, vendo que ele era formoso, escondeu-o três meses.    1558 2 2 3 Não podendo, porém, escondê-lo por mais tempo, tomou para ele uma arca de juncos, e a revestiu de betume e pez; e, pondo nela o menino, colocou-a entre os juncos a margem do rio.    1559 2 2 4 E sua irmã postou-se de longe, para saber o que lhe aconteceria.    1560 2 2 5 A filha de Faraó desceu para banhar-se no rio, e as suas criadas passeavam à beira do rio. Vendo ela a arca no meio os juncos, mandou a sua criada buscá-la.    1561 2 2 6 E abrindo-a, viu a criança, e eis que o menino chorava; então ela teve compaixão dele, e disse: Este é um dos filhos dos hebreus.    1562 2 2 7 Então a irmã do menino perguntou à filha de Faraó: Queres que eu te vá chamar uma ama dentre as hebréias, para que crie este menino para ti?    1563 2 2 8 Respondeu-lhe a filha de Faraó: Vai. Foi, pois, a moça e chamou a mãe do menino.    1564 2 2 9 Disse-lhe a filha de Faraó: Leva este menino, e cria-mo; eu te darei o teu salário. E a mulher tomou o menino e o criou.    1565 2 2 10 Quando, pois, o menino era já grande, ela o trouxe à filha de Faraó, a qual o adotou; e lhe chamou Moisés, dizendo: Porque das águas o tirei.    1566 2 2 11 Ora, aconteceu naqueles dias que, sendo Moisés já homem, saiu a ter com seus irmãos e atentou para as suas cargas; e viu um egípcio que feria a um hebreu dentre, seus irmãos.    1567 2 2 12 Olhou para um lado e para outro, e vendo que não havia ninguém ali, matou o egipcio e escondeu-o na areia.    1568 2 2 13 Tornou a sair no dia seguinte, e eis que dois hebreus contendiam; e perguntou ao que fazia a injustiça: Por que feres a teu próximo?    1569 2 2 14 Respondeu ele: Quem te constituiu a ti príncipe e juiz sobre nós? Pensas tu matar-me, como mataste o egípcio? Temeu, pois, Moisés e disse: Certamente o negócio já foi descoberto.    1570 2 2 15 E quando Faraó soube disso, procurou matar a Moisés. Este, porém, fugiu da presença de Faraó, e foi habitar na terra de Midiã; e sentou-se junto a um poço.    1571 2 2 16 O sacerdote de Midiã tinha sete filhas, as quais vieram tirar água, e encheram os tanques para dar de beber ao rebanho de seu pai.    1572 2 2 17 Então vieram os pastores, e as expulsaram dali; Moisés, porém, levantou-se e as defendeu, e deu de beber ao rebanho delas.    1573 2 2 18 Quando elas voltaram a Reuel, seu pai, este lhes perguntou: como é que hoje voltastes tão cedo?    1574 2 2 19 Responderam elas: um egípcio nos livrou da mão dos pastores; e ainda tirou água para nós e deu de beber ao rebanho.    1575 2 2 20 E ele perguntou a suas filhas: Onde está ele; por que deixastes lá o homem? chamai-o para que coma pão.    1576 2 2 21 Então Moisés concordou em marar com aquele homem, o qual lhe deu sua filha Zípora.    1577 2 2 22 E ela deu à luz um filho, a quem ele chamou Gérson, porque disse: Peregrino sou em terra estrangeira.    1578 2 2 23 No decorrer de muitos dias, morreu o rei do Egito; e os filhos de Israel gemiam debaixo da servidão; pelo que clamaram, e subiu a Deus o seu clamor por causa dessa servidão.    1579 2 2 24 Então Deus, ouvindo-lhes os gemidos, lembrou-se do seu pacto com Abraão, com Isaque e com Jacó.    1580 2 2 25 E atentou Deus para os filhos de Israel; e Deus os conheceu.    1581 2 3 1 Ora, Moisés estava apascentando o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote de Midiã; e levou o rebanho para trás do deserto, e chegou a Horebe, o monte de Deus.    1582 2 3 2 E apareceu-lhe o anjo do Senhor em uma chama de fogo do meio duma sarça. Moisés olhou, e eis que a sarça ardia no fogo, e a sarça não se consumia;    1583 2 3 3 pelo que disse: Agora me virarei para lá e verei esta maravilha, e por que a sarça não se queima.    1584 2 3 4 E vendo o Senhor que ele se virara para ver, chamou-o do meio da sarça, e disse: Moisés, Moisés! Respondeu ele: Eis-me aqui.    1585 2 3 5 Prosseguiu Deus: Não te chegues para cá; tira os sapatos dos pés; porque o lugar em que tu estás é terra santa.    1586 2 3 6 Disse mais: Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó. E Moisés escondeu o rosto, porque temeu olhar para Deus.    1587 2 3 7 Então disse o Senhor: Com efeito tenho visto a aflição do meu povo, que está no Egito, e tenho ouvido o seu clamor por causa dos seus exatores, porque conheço os seus sofrimentos;    1588 2 3 8 e desci para o livrar da mão dos egípcios, e para o fazer subir daquela terra para uma terra boa e espaçosa, para uma terra que mana leite e mel; para o lugar do cananeu, do heteu, do amorreu, do perizeu, do heveu e do jebuseu.    1589 2 3 9 E agora, ei s que o clamor dos filhos de Israel é vindo a mim; e também tenho visto a opressão com que os egípcios os oprimem.    1590 2 3 10 Agora, pois, vem e eu te enviarei a Faraó, para que tireis do Egito o meu povo, os filhos de Israel.    1591 2 3 11 Então Moisés disse a Deus: Quem sou eu, para que vá a Faraó e tire do Egito os filhos de Israel?    1592 2 3 12 Respondeu-lhe Deus: Certamente eu serei contigo; e isto te será por sinal de que eu te enviei: Quando houveres tirado do Egito o meu povo, servireis a Deus neste monte.    1593 2 3 13 Então disse Moisés a Deus: Eis que quando eu for aos filhos de Israel, e lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vós; e eles me perguntarem: Qual é o seu nome? Que lhes direi?    1594 2 3 14 Respondeu Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos olhos de Israel: EU SOU me enviou a vós.    1595 2 3 15 E Deus disse mais a Moisés: Assim dirás aos filhos de Israel: O Senhor, o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó, me enviou a vós; este é o meu nome eternamente, e este é o meu memorial de geração em geração.    1596 2 3 16 Vai, ajunta os anciãos de Israel e dize-lhes: O Senhor, o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, apareceu-me, dizendo: certamente vos tenho visitado e visto o que vos tem sido feito no Egito;    1597 2 3 17 e tenho dito: Far-vos-ei subir da aflição do Egito para a terra do cananeu, do heteu, do amorreu, do perizeu, do heveu e do jebuseu, para uma terra que mana leite e mel.    1598 2 3 18 E ouvirão a tua voz; e ireis, tu e os anciãos de Israel, ao rei do Egito, e dir-lhe-eis: O Senhor, o Deus dos hebreus, encontrou-nos. Agora, pois, deixa-nos ir caminho de três dias para o deserto para que ofereçamos sacrifícios ao Senhor nosso Deus.    1599 2 3 19 Eu sei, porém, que o rei do Egito não vos deixará ir, a não ser por uma forte mão.    1600 2 3 20 Portanto estenderei a minha mão, e ferirei o Egito com todas as minhas maravilhas que farei no meio dele. Depois vos deixará ir.    1601 2 3 21 E eu darei graça a este povo aos olhos dos egípcios; e acontecerá que, quando sairdes, não saireis vazios.    1602 2 3 22 Porque cada mulher pedirá à sua vizinha e à sua hóspeda jóias de prata e jóias de ouro, bem como vestidos, os quais poreis sobre vossos filhos e sobre vossas filhas; assim despojareis os egípcios.    1603 2 4 1 Então respondeu Moisés: Mas eis que não me crerão, nem ouvirão a minha voz, pois dirão: O Senhor não te apareceu.    1604 2 4 2 Ao que lhe perguntou o Senhor: Que é isso na tua mão. Disse Moisés: uma vara.    1605 2 4 3 Ordenou-lhe o Senhor: Lança-a no chão. Ele a lançou no chão, e ela se tornou em cobra; e Moisés fugiu dela.    1606 2 4 4 Então disse o Senhor a Moisés: Estende a mão e pega-lhe pela cauda (estendeu ele a mão e lhe pegou, e ela se tornou em vara na sua mão);    1607 2 4 5 para que eles creiam que te apareceu o Senhor, o Deus de seus pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó.    1608 2 4 6 Disse-lhe mais o Senhor: Mete agora a mão no seio. E meteu a mão no seio. E quando a tirou, eis que a mão estava leprosa, branca como a neve.    1609 2 4 7 Disse-lhe ainda: Torna a meter a mão no seio. (E tornou a meter a mão no seio; depois tirou-a do seio, e eis que se tornara como o restante da sua carne.)    1610 2 4 8 E sucederá que, se eles não te crerem, nem atentarem para o primeiro sinal, crerão ao segundo sinal.    1611 2 4 9 E se ainda não crerem a estes dois sinais, nem ouvirem a tua voz, então tomarás da água do rio, e a derramarás sobre a terra seca; e a água que tomares do rio tornar-se-á em sangue sobre a terra seca.    1612 2 4 10 Então disse Moisés ao Senhor: Ah, Senhor! eu não sou eloqüente, nem o fui dantes, nem ainda depois que falaste ao teu servo; porque sou pesado de boca e pesado de língua.    1613 2 4 11 Ao que lhe replicou o Senhor: Quem faz a boca do homem? ou quem faz o mudo, ou o surdo, ou o que vê, ou o cego?. Não sou eu, o Senhor?    1614 2 4 12 Vai, pois, agora, e eu serei com a tua boca e te ensinarei o que hás de falar.    1615 2 4 13 Ele, porém, respondeu: Ah, Senhor! envia, peço-te, por mão daquele a quem tu hás de enviar.    1616 2 4 14 Então se acendeu contra Moisés a ira do Senhor, e disse ele: Não é Arão, o levita, teu irmão? eu sei que ele pode falar bem. Eis que ele também te sai ao encontro, e vendo-te, se alegrará em seu coração.    1617 2 4 15 Tu, pois, lhe falarás, e porás as palavras na sua boca; e eu serei com a tua boca e com a dele, e vos ensinarei o que haveis de fazer.    1618 2 4 16 E ele falará por ti ao povo; assim ele te será por boca, e tu lhe serás por Deus.    1619 2 4 17 Tomarás, pois, na tua mão esta vara, com que hás de fazer os sinais.    1620 2 4 18 Então partiu Moisés, e voltando para Jetro, seu sogro, disse-lhe: Deixa-me, peço-te, voltar a meus irmãos, que estão no Egito, para ver se ainda vivem. Disse, pois, Jetro a Moisés: Vai-te em paz.    1621 2 4 19 Disse também o Senhor a Moisés em Midiã: Vai, volta para o Egito; porque morreram todos os que procuravam tirar-te a vida.    1622 2 4 20 Tomou, pois, Moisés sua mulher e seus filhos, e os fez montar num jumento e tornou à terra do Egito; e Moisés levou a vara de Deus na sua mão.    1623 2 4 21 Disse ainda o Senhor a Moisés: Quando voltares ao Egito, vê que faças diante de Faraó todas as maravilhas que tenho posto na tua mão; mas eu endurecerei o seu coração, e ele não deixará ir o povo.    1624 2 4 22 Então dirás a Faraó: Assim diz o Senhor: Israel é meu filho, meu primogênito;    1625 2 4 23 e eu te tenho dito: Deixa ir: meu filho, para que me sirva. mas tu recusaste deixá-lo ir; eis que eu matarei o teu filho, o teu primogênito.    1626 2 4 24 Ora, sucedeu no caminho, numa estalagem, que o Senhor o encontrou, e quis matá-lo.    1627 2 4 25 Então Zípora tomou uma faca de pedra, circuncidou o prepúcio de seu filho e, lançando-o aos pés de Moisés, disse: Com efeito, és para mim um esposo sanguinário.    1628 2 4 26 O Senhor, pois, o deixou. Ela disse: Esposo sanguinário, por causa da circuncisão.    1629 2 4 27 Disse o Senhor a Arão: Vai ao deserto, ao encontro de Moisés. E ele foi e, encontrando-o no monte de Deus, o beijou:    1630 2 4 28 E relatou Moisés a Arão todas as palavras com que o Senhor o enviara e todos os sinais que lhe mandara.    1631 2 4 29 Então foram Moisés e Arão e ajuntaram todos os anciãos dos filhos de Israel;    1632 2 4 30 e Arão falou todas as palavras que o Senhor havia dito a Moisés e fez os sinais perante os olhos do povo.    1633 2 4 31 E o povo creu; e quando ouviram que o Senhor havia visitado os filhos de Israel e que tinha visto a sua aflição, inclinaram-se, e adoraram.    1634 2 5 1 Depois foram Moisés e Arão e disseram a Faraó: Assim diz o Senhor, o Deus de Israel: Deixa ir o meu povo, para que me celebre uma festa no deserto.    1635 2 5 2 Mas Faraó respondeu: Quem é o Senhor, para que eu ouça a sua voz para deixar ir Israel? Não conheço o Senhor, nem tampouco deixarei ir Israel.    1636 2 5 3 Então eles ainda falaram: O Deus dos hebreus nos encontrou; portanto deixa-nos, pedimos-te, ir caminho de três dias ao deserto, e oferecer sacrifícios ao Senhor nosso Deus, para que ele não venha sobre nós com pestilência ou com espada.    1637 2 5 4 Respondeu-lhes de novo o rei do Egito: Moisés e Arão, por que fazeis o povo cessar das suas obras? Ide às vossas cargas.    1638 2 5 5 Disse mais Faraó: Eis que o povo da terra já é muito, e vós os fazeis abandonar as suas cargas.    1639 2 5 6 Naquele mesmo dia Faraó deu ordem aos exatores do povo e aos seus oficiais, dizendo:    1640 2 5 7 Não tornareis a dar, como dantes, palha ao povo, para fazer tijolos; vão eles mesmos, e colham palha para si.    1641 2 5 8 Também lhes imporeis a conta dos tijolos que dantes faziam; nada diminuireis dela; porque eles estão ociosos; por isso clamam, dizendo: Vamos, sacrifiquemos ao nosso Deus.    1642 2 5 9 Agrave-se o serviço sobre esses homens, para que se ocupem nele e não dêem ouvidos a palavras mentirosas.    1643 2 5 10 Então saíram os exatores do povo e seus oficiais, e disseram ao povo: Assim diz Faraó: Eu não vos darei palha;    1644 2 5 11 ide vós mesmos, e tomai palha de onde puderdes achá-la; porque nada se diminuirá de vosso serviço.    1645 2 5 12 Então o povo se espalhou por toda parte do Egito a colher restolho em lugar de palha.    1646 2 5 13 E os exatores os apertavam, dizendo: Acabai a vossa obra, a tarefa do dia no seu dia, como quando havia palha.    1647 2 5 14 E foram açoitados os oficiais dos filhos de Israel, postos sobre eles pelos exatores de Faraó, que reclamavam: Por que não acabastes nem ontem nem hoje a vossa tarefa, fazendo tijolos como dantes?    1648 2 5 15 Pelo que os oficiais dos filhos de Israel foram e clamaram a Faraó, dizendo: Porque tratas assim a teus servos?    1649 2 5 16 Palha não se dá a teus servos, e nos dizem: Fazei tijolos; e eis que teus servos são açoitados; porém o teu povo é que tem a culpa.    1650 2 5 17 Mas ele respondeu: Estais ociosos, estais ociosos; por isso dizeis: vamos, sacrifiquemos ao Senhor.    1651 2 5 18 Portanto, ide, trabalhai; palha, porém, não se vos dará; todavia, dareis a conta dos tijolos.    1652 2 5 19 Então os oficiais dos filhos de Israel viram-se em aperto, porquanto se lhes dizia: Nada diminuireis dos vossos tijolos, da tarefa do dia no seu dia.    1653 2 5 20 Ao saírem da presença de Faraó depararam com Moisés e Arão que vinham ao encontro deles,    1654 2 5 21 e disseram-lhes: Olhe o Senhor para vós, e julgue isso, porquanto fizestes o nosso caso repelente diante de Faraó e diante de seus servos, metendo-lhes nas mãos uma espada para nos matar.    1655 2 5 22 Então, tornando-se Moisés ao Senhor, disse: Senhor! por que trataste mal a este povo? por que me enviaste?    1656 2 5 23 Pois desde que me apresentei a Faraó para falar em teu nome, ele tem maltratado a este povo; e de nenhum modo tens livrado o teu povo.    1657 2 6 1 Então disse o Senhor a Moisés: Agora verás o que hei de fazer a Faraó; pois por uma poderosa mão os deixará ir, sim, por uma poderosa mão os lançará de sua terra.    1658 2 6 2 Falou mais Deus a Moisés, e disse-lhe: Eu sou Jeová.    1659 2 6 3 Apareci a Abraão, a Isaque e a Jacó, como o Deus Todo-Poderoso; mas pelo meu nome Jeová, não lhes fui conhecido.    1660 2 6 4 Estabeleci o meu pacto com eles para lhes dar a terra de Canaã, a terra de suas peregrinações, na qual foram peregrinos.    1661 2 6 5 Ademais, tenho ouvido o gemer dos filhos de Israel, aos quais os egípcios vêm escravizando; e lembrei-me do meu pacto.    1662 2 6 6 Portanto dize aos filhos de Israel: Eu sou Jeová; eu vos tirarei de debaixo das cargas dos egípcios, livrar-vos-ei da sua servidão, e vos resgatarei com braço estendido e com grandes juízos.    1663 2 6 7 Eu vos tomarei por meu povo e serei vosso Deus; e vós sabereis que eu sou Jeová vosso Deus, que vos tiro de debaixo das cargas dos egípcios.    1664 2 6 8 Eu vos introduzirei na terra que jurei dar a Abraão, a Isaque e a Jacó; e vo-la darei por herança. Eu sou Jeová.    1665 2 6 9 Assim falou Moisés aos filhos de Israel, mas eles não lhe deram ouvidos, por causa da angústia de espírito e da dura servidão.    1666 2 6 10 Falou mais o Senhor a Moisés, dizendo:    1667 2 6 11 Vai, fala a Faraó, rei do Egito, que deixe sair os filhos de Israel da sua terra.    1668 2 6 12 Moisés, porém, respondeu perante o Senhor, dizendo: Eis que os filhos de Israel não me têm ouvido: como, pois, me ouvirá Faraó a mim, que sou incircunciso de lábios?    1669 2 6 13 Todavia o Senhor falou a Moisés e a Arão, e deu-lhes mandamento para os filhos de Israel, e para Faraó, rei do Egito, a fim de tirarem os filhos de Israel da terra do Egito..    1670 2 6 14 Estes são os cabeças das casas de seus pais: Os filhos de Rúben o primogênito de Israel: Hanoque e Palu, Hezrom e Carmi; estas são as famílias de Rúben.    1671 2 6 15 E os filhos de Simeão: Jemuel, Jamim, Oade, Jaquim, Zoar e Saul, filho de uma cananéia; estas são as famílias de Simeão.    1672 2 6 16 E estes são os nomes dos filhos de Levi, segundo as suas gerações: Gérson, Coate e Merári; e os anos da vida de Levi foram cento e trinta e sete anos.    1673 2 6 17 Os filhos de Gérson: Líbni e Simei, segundo as suas famílias.    1674 2 6 18 Os filhos de Coate: Anrão, Izar, Hebrom e Uziel; e os anos da vida de Coate foram cento e trinta e três anos.    1675 2 6 19 Os filhos de Merári: Mali e Musi; estas são as famílias de Levi, segundo as suas gerações.    1676 2 6 20 Ora, Anrão tomou por mulher a Joquebede, sua tia; e ela lhe deu Arão e Moisés; e os anos da vida de Anrão foram cento e trinta e sete anos.    1677 2 6 21 Os filhos de Izar: Corá, Nofegue e Zicri.    1678 2 6 22 Os filhos de Uziel: Misael, Elzafã e Sitri.    1679 2 6 23 Arão tomou por mulher a Eliseba, filha de Aminadabe, irmã de Nasom; e ela lhe deu Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar.    1680 2 6 24 Os filhos de Corá: Assir, Elcana e Abiasafe; estas são as famílias dos coraítas.    1681 2 6 25 Eleazar, filho de Arão, tomou por mulher uma das filhas de Putiel; e ela lhe deu Finéias; estes são os chefes das casa, paternas dos levitas, segundo as suas famílias.    1682 2 6 26 Estes são Arão e Moisés, aos quais o Senhor disse: Tirai os filhos de Israel da terra do Egito, segundo os seus exércitos.    1683 2 6 27 Foram eles os que falaram a Faraó, rei do Egito, a fim de tirarem do Egito os filhos de Israel; este Moisés e este Arão.    1684 2 6 28 No dia em que o Senhor falou a Moisés na terra do Egito,    1685 2 6 29 disse o Senhor a Moisés: Eu sou Jeová; dize a Faraó, rei do Egito, tudo quanto eu te digo.    1686 2 6 30 Respondeu Moisés perante o Senhor: Eis que eu sou incircunciso de lábios; como, pois, me ouvirá Faraó;    1687 2 7 1 Então disse o Senhor a Moisés: Eis que te tenho posto como Deus a Faraó, e Arão, teu irmão, será o teu profeta.    1688 2 7 2 Tu falarás tudo o que eu te mandar; e Arão, teu irmão, falará a Faraó, que deixe ir os filhos de Israel da sua terra.    1689 2 7 3 Eu, porém, endurecerei o coração de Faraó e multiplicarei na terra do Egito os meus sinais e as minhas maravilhas.    1690 2 7 4 Mas Faraó não vos ouvirá; e eu porei minha mão sobre o Egito, e tirarei os meus exércitos, o meu povo, os filhos de Israel, da terra do Egito, com grandes juízos.    1691 2 7 5 E os egípcios saberão que eu sou o Senhor, quando estender a minha mão sobre o Egito, e tirar os filhos de Israel do meio deles.    1692 2 7 6 Assim fizeram Moisés e Arão; como o Senhor lhes ordenara, assim fizeram.    1693 2 7 7 Tinha Moisés oitenta anos, e Arão oitenta e três, quando falaram a Faraó.    1694 2 7 8 Falou, pois, o Senhor a Moisés e Arão:    1695 2 7 9 Quando Faraó vos disser: Apresentai da vossa parte algum milagre; diras a Arão: Toma a tua vara, e lança-a diante de Faraó, para que se torne em serpente.    1696 2 7 10 Então Moisés e Arão foram ter com Faraó, e fizeram assim como o Senhor ordenara. Arão lançou a sua vara diante de Faraó e diante dos seus servos, e ela se tornou em serpente.    1697 2 7 11 Faraó também mandou vir os sábios e encantadores; e eles, os magos do Egito, também fizeram o mesmo com os seus encantamentos.    1698 2 7 12 Pois cada um deles lançou a sua vara, e elas se tornaram em serpentes; mas a vara de Arão tragou as varas deles.    1699 2 7 13 Endureceu-se, porém, o coração de Faraó, e ele não os ouviu, como o Senhor tinha dito.    1700 2 7 14 Então disse o Senhor a Moisés: Obstinou-se o coração de Faraó; ele recusa deixar ir o povo.    1701 2 7 15 Vai ter com Faraó pela manhã; eis que ele sairá às águas; pôr-te-ás à beira do rio para o encontrar, e tomarás na mão a vara que se tomou em serpente.    1702 2 7 16 E lhe dirás: O Senhor, o Deus dos hebreus, enviou-me a ti para dizer-te: Deixa ir o meu povo, para que me sirva no deserto; porém eis que até agora não o tens ouvido.    1703 2 7 17 Assim diz o Senhor: Nisto saberás que eu sou o Senhor: Eis que eu, com esta vara que tenho na mão, ferirei as águas que estão no rio, e elas se tornarão em sangue.    1704 2 7 18 E os peixes que estão no rio morrerão, e o rio cheirará mal; e os egípcios terão nojo de beber da água do rio.    1705 2 7 19 Disse mais o Senhor a Moisés: Dize a Arão: Toma a tua vara, e estende a mão sobre as águas do Egito, sobre as suas correntes, sobre os seus rios, e sobre as suas lagoas e sobre todas as suas águas empoçadas, para que se tornem em sangue; e haverá sangue por toda a terra do Egito, assim nos vasos de madeira como nos de pedra.    1706 2 7 20 Fizeram Moisés e Arão como lhes ordenara o Senhor; Arão, levantando a vara, feriu as águas que estavam no rio, diante dos olhos de Faraó, e diante dos olhos de seus servos; e todas as águas do rio se tornaram em sangue.    1707 2 7 21 De modo que os peixes que estavam no rio morreram, e o rio cheirou mal, e os egípcios não podiam beber da água do rio; e houve sangue por toda a terra do Egito.    1708 2 7 22 Mas o mesmo fizeram também os magos do Egito com os seus encantamentos; de maneira que o coração de Faraó se endureceu, e não os ouviu, como o Senhor tinha dito.    1709 2 7 23 Virou-se Faraó e entrou em sua casa, e nem ainda a isto tomou a sério.    1710 2 7 24 Todos os egípcios, pois, cavaram junto ao rio, para achar água que beber; porquanto não podiam beber da água do rio.    1711 2 7 25 Assim se passaram sete dias, depois que o Senhor ferira o rio.    1712 2 8 1 Então disse o Senhor a Moisés: Vai a Faraó, e dize-lhe: Assim diz o Senhor: Deixa ir o meu povo, para que me sirva.    1713 2 8 2 Mas se recusares deixá-lo ir, eis que ferirei com rãs todos os teus termos.    1714 2 8 3 O rio produzirá rãs em abundância, que subirão e virão à tua casa, e ao teu dormitório, e sobre a tua cama, e às casas dos teus servos, e sobre o teu povo, e aos teus fornos, e às tuas amassadeiras.    1715 2 8 4 Sim, as rãs subirão sobre ti, e sobre o teu povo, e sobre todos os teus servos.    1716 2 8 5 Disse mais o Senhor a Moisés: Dize a Arão: Estende a tua mão com a vara sobre as correntes, e sobre os rios, e sobre as lagoas, e faze subir rãs sobre a terra do Egito.    1717 2 8 6 Arão, pois, estendeu a mão sobre as águas do Egito, e subiram rãs, que cobriram a terra do Egito.    1718 2 8 7 Então os magos fizeram o mesmo com os seus encantamentos, e fizeram subir rãs sobre a terra do Egito.    1719 2 8 8 Chamou, pois, Faraó a Moisés e a Arão, e disse: Rogai ao Senhor que tire as rãs de mim e do meu povo; depois deixarei ir o povo, para que ofereça sacrifícios ao Senhor.    1720 2 8 9 Respondeu Moisés a Faraó: Digna-te dizer-me quando é que hei de rogar por ti, e pelos teus servos, e por teu povo, para tirar as rãs de ti, e das tuas casas, de sorte que fiquem somente no rio?.    1721 2 8 10 Disse Faraó: Amanhã. E Moisés disse: Seja conforme a tua palavra, para que saibas que ninguém há como o Senhor nosso Deus.    1722 2 8 11 As rãs, pois, se apartarão de ti, e das tuas casas, e dos teus servos, e do teu povo; ficarão somente no rio.    1723 2 8 12 Então saíram Moisés e Arão da presença de Faraó; e Moisés clamou ao Senhor por causa das rãs que tinha trazido sobre Faraó.    1724 2 8 13 O Senhor, pois, fez conforme a palavra de Moisés; e as rãs morreram nas casas, nos pátios, e nos campos.    1725 2 8 14 E ajuntaram-nas em montes, e a terra, cheirou mal.    1726 2 8 15 Mas vendo Faraó que havia descanso, endureceu o seu coração, e não os ouviu, como o Senhor tinha dito.    1727 2 8 16 Disse mais o Senhor a Moisés: Dize a Arão: Estende a tua vara, e fere o pó da terra, para que se torne em piolhos por toda a terra do Egito.    1728 2 8 17 E assim fizeram. Arão estendeu a sua mão com a vara, e feriu o pó da terra, e houve piolhos nos homens e nos animais; todo o pó da terra se tornou em piolhos em toda a terra do Egito.    1729 2 8 18 Também os magos fizeram assim com os seus encantamentos para produzirem piolhos, mas não puderam. E havia piolhos, nos homens e nos animais.    1730 2 8 19 Então disseram os magos a Faraó: Isto é o dedo de Deus. No entanto o coração de Faraó se endureceu, e não os ouvia, como o Senhor tinha dito:.    1731 2 8 20 Disse mais o Senhor a Moisés: levanta-te pela manhã cedo e põe-te diante de Faraó:; eis que ele sairá às águas; e dize-lhe: Assim diz o Senhor: Deixa ir o meu povo, para que me sirva.    1732 2 8 21 Porque se não deixares ir o meu povo., eis que enviarei enxames de moscas sobre ti, e sobre os teus servos, e sobre o teu povo, e nas tuas casas; e as casas dos egípcios se encherão destes enxames, bem como a terra em que eles estiverem.    1733 2 8 22 Mas naquele dia separarei a terra de Gósem em que o meu povo habita, a fim de que nela não haja enxames de moscas, para que saibas que eu sou o Senhor no meio desta terra.    1734 2 8 23 Assim farei distinção entre o meu povo e o teu povo; amanhã se fará este milagre.    1735 2 8 24 O Senhor, pois, assim fez. Entraram grandes enxames de moscas na casa de Faraó e nas casas dos seus servos; e em toda parte do Egito a terra foi assolada pelos enxames de moscas.    1736 2 8 25 Então chamou Faraó a Moisés e a Arão, e disse: Ide, e oferecei sacrifícios ao vosso Deus nesta terra.    1737 2 8 26 Respondeu Moisés: Não convém que assim se faça, porque é abominação aos egípcios o que havemos de oferecer ao Senhor nosso Deus. Sacrificando nós a abominação dos egípcios perante os seus olhos, não nos apedrejarão eles?    1738 2 8 27 Havemos de ir caminho de três dias ao deserto, para que ofereçamos sacrifícios ao Senhor nosso Deus, como ele nos ordenar.    1739 2 8 28 Então disse Faraó: Eu vos deixarei ir, para que ofereçais sacrifícios ao Senhor vosso Deus no deserto; somente não ireis muito longe; e orai por mim.    1740 2 8 29 Respondeu Moisés: Eis que saio da tua presença e orarei ao Senhor, que estes enxames de moscas se apartem amanhã de Faraó, dos seus servos, e do seu povo; somente não torne mais Faraó a proceder dolosamente, não deixando ir o povo para oferecer sacrifícios ao Senhor.    1741 2 8 30 Então saiu Moisés da presença de Faraó, e orou ao Senhor.    1742 2 8 31 E fez o Senhor conforme a palavra de Moisés, e apartou os enxames de moscas de Faraó, dos seus servos, e do seu povo; não ficou uma sequer.    1743 2 8 32 Mas endureceu Faraó ainda esta vez o seu coração, e não deixou ir o povo.    1744 2 9 1 Depois o Senhor disse a Moisés: Vai a Faraó e dize-lhe: Assim diz o Senhor, o Deus dos hebreus: Deixa ir o meu povo, para que me sirva.    1745 2 9 2 Porque, se recusares deixá-los ir, e ainda os retiveres,    1746 2 9 3 eis que a mão do Senhor será sobre teu gado, que está no campo: sobre os cavalos, sobre os jumentos, sobre os camelos, sobre os bois e sobre as ovelhas; haverá uma pestilência muito grave.    1747 2 9 4 Mas o Senhor fará distinção entre o gado de Israel e o gado do Egito; e não morrerá nada de tudo o que pertence aos filhos de Israel.    1748 2 9 5 E o Senhor assinalou certo tempo, dizendo: Amanhã fará o Senhor isto na terra.    1749 2 9 6 Fez, pois, o Senhor isso no dia seguinte; e todo gado dos egípcios morreu; porém do gado dos filhos de Israel não morreu nenhum.    1750 2 9 7 E Faraó mandou ver, e eis que do gado dos israelitas não morrera sequer um. Mas o coração de Faraó se obstinou, e não deixou ir o povo.    1751 2 9 8 Então disse o Senhor a Moisés e a Arão: Tomai mancheias de cinza do forno, e Moisés a espalhe para o céu diante dos olhos de Faraó;    1752 2 9 9 e ela se tornará em pó fino sobre toda a terra do Egito, e haverá tumores que arrebentarão em úlceras nos homens e no gado, por toda a terra do Egito.    1753 2 9 10 E eles tomaram cinza do forno, e apresentaram-se diante de Faraó; e Moisés a espalhou para o céu, e ela se tomou em tumores que arrebentavam em úlceras nos homens e no gado.    1754 2 9 11 Os magos não podiam manter-se diante de Moisés, por causa dos tumores; porque havia tumores nos magos, e em todos os egípcios.    1755 2 9 12 Mas o Senhor endureceu o coração de Faraó, e este não os ouviu, como o Senhor tinha dito a Moisés.    1756 2 9 13 Então disse o Senhor a Moisés: Levanta-te pela manhã cedo, põe-te diante de Faraó, e dize-lhe: Assim diz o Senhor, o Deus dos hebreus: Deixa ir o meu povo, para que me sirva;    1757 2 9 14 porque desta vez enviarei todas as a minhas pragas sobre o teu coração, e sobre os teus servos, e sobre o teu povo, para que saibas que não há outro como eu em toda a terra.    1758 2 9 15 Agora, por pouco, teria eu estendido a mão e ferido a ti e ao teu povo com pestilência, e tu terias sido destruído da terra;    1759 2 9 16 mas, na verdade, para isso te hei mantido com vida, para te mostrar o meu poder, e para que o meu nome seja anunciado em toda a terra.    1760 2 9 17 Tu ainda te exaltas contra o meu povo, não o deixando ir?    1761 2 9 18 Eis que amanhã, por este tempo, s farei chover saraiva tão grave qual nunca houve no Egito, desde o dia em que foi fundado até agora.    1762 2 9 19 Agora, pois, manda recolher o teu gado e tudo o que tens no campo; porque sobre todo homem e animal que se acharem no campo, e não se recolherem à casa, cairá a saraiva, e morrerão.    1763 2 9 20 Quem dos servos de Faraó temia a o palavra do Senhor, fez Fugir os seus servos e o seu gado para as casas;    1764 2 9 21 mas aquele que não se importava com a palavra do Senhor, deixou os seus servos e o seu gado no campo.    1765 2 9 22 Então disse o Senhor a Moisés: Estende a tua mão para o céu, para que caia saraiva em toda a terra do Egito, sobre os homens e sobre os animais, e sobre toda a erva do campo na terra do Egito.    1766 2 9 23 E Moisés estendeu a sua vara para o céu, e o Senhor enviou trovões e saraiva, e fogo desceu à terra; e o Senhor fez chover saraiva sobre a terra do Egito.    1767 2 9 24 Havia, pois, saraiva misturada com fogo, saraiva tão grave qual nunca houvera em toda a terra do Egito, desde que veio a ser uma nação.    1768 2 9 25 E a saraiva feriu, em toda a terra do Egito, tudo quanto havia no campo, tanto homens como animais; feriu também toda erva do campo, e quebrou todas as árvores do campo.    1769 2 9 26 Somente na terra de Gósem onde se achavam os filhos de Israel, não houve saraiva.    1770 2 9 27 Então Faraó mandou chamar Moisés e e Arão, e disse-lhes: Esta vez pequei; o Senhor é justo, mas eu e o meu povo somos a ímpios.    1771 2 9 28 Orai ao Senhor; pois já bastam estes trovões da parte de Deus e esta saraiva; eu vos deixarei ir, e não permanecereis mais, aqui.    1772 2 9 29 Respondeu-lhe Moisés: Logo que eu tiver saído da cidade estenderei minhas mãos ao Senhor; os trovões cessarão, e não haverá, mais saraiva, para que saibas que a terra é do Senhor.    1773 2 9 30 Todavia, quanto a ti e aos teus servos, eu sei que ainda não temereis diante do Senhor Deus.    1774 2 9 31 Ora, o linho e a cevada foram danificados, porque a cevada já estava na espiga, e o linho em flor;    1775 2 9 32 mas não foram danificados o trigo e a espelta, porque não estavam crescidos.    1776 2 9 33 Saiu, pois, Moisés da cidade, da presença de Faraó, e estendeu as mãos ao Senhor; e cessaram os trovões e a saraiva, e a chuva não caiu mais sobre a terra.    1777 2 9 34 Vendo Faraó que a chuva, a saraiva e os trovões tinham cessado, continuou a pecar, e endureceu o seu coração, ele e os seus servos.    1778 2 9 35 Assim, o coração de Faraó se endureceu, e não deixou ir os filhos de Israel, como o Senhor tinha dito por Moisés.    1779 2 10 1 Depois disse o Senhor a Moisés: vai a Faraó; porque tenho endurecido o seu coração, e o coração de seus servos, para manifestar estes meus sinais no meio deles,    1780 2 10 2 e para que contes aos teus filhos, e aos filhos de teus filhos, as coisas que fiz no Egito, e os meus sinais que operei entre eles; para que vós saibais que eu sou o Senhor.    1781 2 10 3 Foram, pois, Moisés e Arão a Faraó, e disseram-lhe: Assim diz o Senhor, o Deus dos hebreus: Até quando recusarás humilhar-te diante de mim? Deixa ir o meu povo, para que me sirva;    1782 2 10 4 mas se tu recusares deixar ir o meu povo, eis que amanhã trarei gafanhotos aos teus termos;    1783 2 10 5 e eles cobrirão a face da terra, de sorte que não se poderá ver a terra e comerão o resto do que escapou, o que vos ficou da saraiva; também comerão toda árvore que vos cresce no campo;    1784 2 10 6 e encherão as tuas casas, as casas de todos os teus servos e as casas de todos os egípcios, como nunca viram teus pais nem os pais de teus pais, desde o dia em que apareceram na terra até o dia de hoje. E virou-se, e saiu da presença de Faraó.    1785 2 10 7 Então os servos de Faraó lhe disseram: Até quando este homem nos há de ser por laço? deixa ir os homens, para que sirvam ao Senhor seu Deus; porventura não sabes ainda que o Egito está destruído?    1786 2 10 8 Pelo que Moisés e Arão foram levados outra vez a Faraó, e ele lhes disse: Ide, servi ao Senhor vosso Deus. Mas quais são os que hão de ir?    1787 2 10 9 Respondeu-lhe Moisés: Havemos de ir com os nossos jovens e com os nossos velhos; com os nossos filhos e com as nossas filhas, com os nossos rebanhos e com o nosso gado havemos de ir; porque temos de celebrar uma festa ao Senhor.    1788 2 10 10 Replicou-lhes Faraó: Seja o Senhor convosco, se eu vos deixar ir a vós e a vossos pequeninos! Olhai, porque há mal diante de vós.    1789 2 10 11 Não será assim; agora, ide vós, os homens, e servi ao Senhor, pois isso é o que pedistes: E foram expulsos da presença de Faraó.    1790 2 10 12 Então disse o Senhor a Moisés: Quanto aos gafanhotos, estende a tua mão sobre a terra do Egito, para que venham eles sobre a terra do Egito e comam toda erva da terra, tudo o que deixou a saraiva.    1791 2 10 13 Então estendeu Moisés sua vara sobre a terra do Egito, e o Senhor trouxe sobre a terra um vento oriental todo aquele dia e toda aquela noite; e, quando amanheceu, o vento oriental trouxe os gafanhotos.    1792 2 10 14 Subiram, pois, os gafanhotos sobre toda a terra do Egito e pousaram sobre todos os seus termos; tão numerosos foram, que antes destes nunca houve tantos, nem depois deles haverá.    1793 2 10 15 Pois cobriram a face de toda a terra, de modo que a terra se escureceu; e comeram toda a erva da terra e todo o fruto das árvores, que deixara a saraiva; nada verde ficou, nem de árvore nem de erva do campo, por toda a terra do Egito.    1794 2 10 16 Então Faraó mandou apressadamente chamar Moisés e Arão, e lhes disse: Pequei contra o Senhor vosso Deus, e contra vós.    1795 2 10 17 Agora: pois, perdoai-me peço-vos somente esta vez o meu pecado, e orai ao Senhor vosso Deus que tire de mim mais esta morte.    1796 2 10 18 Saiu, pois, Moisés da presença de Faraó, e orou ao Senhor.    1797 2 10 19 Então o Senhor trouxe um vento ocidental fortíssimo, o qual levantou os gafanhotos e os lançou no Mar Vermelho; não ficou um só gafanhoto em todos os termos do Egito.    1798 2 10 20 O Senhor, porém, endureceu o coração de Faraó, e este não deixou ir os filhos de Israel.    1799 2 10 21 Então disse o Senhor a Moisés: Estende a mão para o céu, para que haja trevas sobre a terra do Egito, trevas que se possam apalpar.    1800 2 10 22 Estendeu, pois, Moisés a mão para o céu, e houve trevas espessas em toda a terra do Egito por três dias.    1801 2 10 23 Não se viram uns aos outros, e ninguém se levantou do seu lugar por três dias; mas para todos os filhos de Israel havia luz nas suas habitações.    1802 2 10 24 Então mandou Faraó chamar Moisés, e disse: Ide, servi ao Senhor; somente fiquem os vossos rebanhos e o vosso gado; mas vão juntamente convosco os vossos pequeninos.    1803 2 10 25 Moisés, porém, disse: Tu também nos tens de dar nas mãos sacrifícios e holocaustos, para que possamos oferecer sacrifícios ao Senhor nosso Deus.    1804 2 10 26 E também o nosso gado há de ir conosco; nem uma unha ficará; porque dele havemos de tomar para servir ao Senhor nosso Deus; porque não sabemos com que havemos de servir ao Senhor, até que cheguemos lá.    1805 2 10 27 O Senhor, porém, endureceu o coração de Faraó, e este não os quis deixar ir:    1806 2 10 28 Disse, pois, Faraó a Moisés: Retira-te de mim, guarda-te que não mais vejas o meu rosto; porque no dia em que me vires o rosto morrerás.    1807 2 10 29 Respondeu Moisés: Disseste bem; eu nunca mais verei o teu rosto.    1808 2 11 1 Disse o Senhor a Moisés: Ainda mais uma praga trarei sobre Faraó, e sobre o Egito; depois ele vos deixará ir daqui; e, deixando vos ir a todos, com efeito vos expulsará daqui.    1809 2 11 2 Fala agora aos ouvidos do povo, que cada homem peça ao seu vizinho, e cada mulher à sua vizinha, jóias de prata e jóias de ouro.    1810 2 11 3 E o Senhor deu ao povo graça aos olhos dos egípcios. Além disso o varão Moisés era mui grande na terra do Egito, aos olhos dos servos de Faraó e aos olhos do povo.    1811 2 11 4 Depois disse Moisés a Faraó: Assim diz o Senhor: ë meia-noite eu sairei pelo meio do Egito;    1812 2 11 5 e todos os primogênitos na terra do Egito morrerão, desde o primogênito de Faraó, que se assenta sobre o seu trono, até o primogênito da serva que está detrás da mó, e todos os primogênitos dos animais.    1813 2 11 6 Pelo que haverá grande clamor em toda a terra do Egito, como nunca houve nem haverá jamais.    1814 2 11 7 Mas contra os filhos de Israel nem mesmo um cão moverá a sua língua, nem contra homem nem contra animal; para que saibais que o Senhor faz distinção entre os egípcios e os filhos de Israel.    1815 2 11 8 Então todos estes teus servos descerão a mim, e se inclinarão diante de mim, dizendo: Sai tu, e todo o povo que te segue as pisadas. Depois disso eu sairei. E Moisés saiu da presença de Faraó ardendo em ira.    1816 2 11 9 Pois o Senhor dissera a Moisés: Faraó não vos ouvirá, para que as minhas maravilhas se multipliquem na terra do Egito.    1817 2 11 10 E Moisés e Arão fizeram todas estas maravilhas diante de Faraó; mas o Senhor endureceu o coração de Faraó, que não deixou ir da sua terra os filhos de Israel.    1818 2 12 1 Ora, o Senhor falou a Moisés e a Arão na terra do Egito, dizendo:    1819 2 12 2 Este mês será para vós o princípio dos meses; este vos será o primeiro dos meses do ano.    1820 2 12 3 Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: Ao décimo dia deste mês tomará cada um para si um cordeiro, segundo as casas dos pais, um cordeiro para cada família.    1821 2 12 4 Mas se a família for pequena demais para um cordeiro, tomá-lo-á juntamente com o vizinho mais próximo de sua casa, conforme o número de almas; conforme ao comer de cada um, fareis a conta para o cordeiro.    1822 2 12 5 O cordeiro, ou cabrito, será sem defeito, macho de um ano, o qual tomareis das ovelhas ou das cabras,    1823 2 12 6 e o guardareis até o décimo quarto dia deste mês; e toda a assembléia da congregação de Israel o matará à tardinha:    1824 2 12 7 Tomarão do sangue, e pô-lo-ão em ambos os umbrais e na verga da porta, nas casas em que o comerem.    1825 2 12 8 E naquela noite comerão a carne assada ao fogo, com pães ázimos; com ervas amargosas a comerao.    1826 2 12 9 Não comereis dele cru, nem cozido em água, mas sim assado ao fogo; a sua cabeça com as suas pernas e com a sua fressura.    1827 2 12 10 Nada dele deixareis até pela manhã; mas o que dele ficar até pela manhã, queimá-lo-eis no fogo.    1828 2 12 11 Assim pois o comereis: Os vossos lombos cingidos, os vossos sapatos nos pés, e o vosso cajado na mão; e o comereis apressadamente; esta é a páscoa do Senhor.    1829 2 12 12 Porque naquela noite passarei pela terra do Egito, e ferirei todos os primogênitos na terra do Egito, tanto dos homens como dos animais; e sobre todos os deuses do Egito executarei juízos; eu sou o Senhor.    1830 2 12 13 Mas o sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; vendo eu o sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga para vos destruir, quando eu ferir a terra do Egito. :    1831 2 12 14 E este dia vos será por memorial, e celebrá-lo-eis por festa ao Senhor; através das vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo.    1832 2 12 15 Por sete dias comereis pães ázimos; logo ao primeiro dia tirareis o fermento das vossas casas, porque qualquer que comer pão levedado, entre o primeiro e o sétimo dia, esse será cortado de Israel.    1833 2 12 16 E ao primeiro dia haverá uma santa convocação; também ao sétimo dia tereis uma santa convocação; neles não se fará trabalho algum, senão o que diz respeito ao que cada um houver de comer; somente isso poderá ser feito por vós.    1834 2 12 17 Guardareis, pois, a festa dos pães ázimos, porque nesse mesmo dia tirei vossos exércitos da terra do Egito; pelo que guardareis este dia através das vossas gerações por estatuto perpétuo.    1835 2 12 18 No primeiro mês, aos catorze dias do mês, à tarde, comereis pães ázimos até vinte e um do mês à tarde.    1836 2 12 19 Por sete dias não se ache fermento algum nas vossas casas; porque qualquer que comer pão levedado, esse será cortado da congregação de Israel, tanto o peregrino como o natural da terra.    1837 2 12 20 Nenhuma coisa levedada comereis; em todas as vossas habitações comereis pães ázimos.    1838 2 12 21 Chamou, pois, Moisés todos os anciãos de Israel, e disse-lhes: Ide e tomai-vos cordeiros segundo as vossas famílias, e imolai a páscoa.    1839 2 12 22 Então tomareis um molho de hissopo, embebê-lo-eis no sangue que estiver na bacia e marcareis com ele a verga da porta e os dois umbrais; mas nenhum de vós sairá da porta da sua casa até pela manhã.    1840 2 12 23 Porque o Senhor passará para ferir aos egípcios; e, ao ver o sangue na verga da porta e em ambos os umbrais, o Senhor passará aquela porta, e não deixará o destruidor entrar em vossas casas para vos ferir.    1841 2 12 24 Portanto guardareis isto por estatuto para vós e para vossos filhos, para sempre.    1842 2 12 25 Quando, pois, tiverdes entrado na terra que o Senhor vos dará, como tem prometido, guardareis este culto.    1843 2 12 26 E quando vossos filhos vos perguntarem: Que quereis dizer com este culto?    1844 2 12 27 Respondereis: Este é o sacrifício da páscoa do Senhor, que passou as casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu os egípcios, e livrou as nossas casas. Então o povo inclinou-se e adorou.    1845 2 12 28 E foram os filhos de Israel, e fizeram isso; como o Senhor ordenara a Moisés e a Arão, assim fizeram.    1846 2 12 29 E aconteceu que à meia-noite o Senhor feriu todos os primogênitos na terra do Egito, desde o primogênito de Faraó, que se assentava em seu trono, até o primogênito do cativo que estava no cárcere, e todos os primogênitos dos animais.    1847 2 12 30 E Faraó levantou-se de noite, ele e todos os seus servos, e todos os egípcios; e fez-se grande clamor no Egito, porque não havia casa em que não houvesse um morto.    1848 2 12 31 Então Faraó chamou Moisés e Arão de noite, e disse: Levantai-vos, saí do meio do meu povo, tanto vós como os filhos de Israel; e ide servir ao Senhor, como tendes dito.    1849 2 12 32 Levai também convosco os vossos rebanhos e o vosso gado, como tendes dito; e ide, e abençoai-me também a mim.    1850 2 12 33 E os egípcios apertavam ao povo, e apressando-se por lançá-los da terra; porque diziam: Estamos todos mortos.    1851 2 12 34 Ao que o povo tomou a massa, antes que ela levedasse, e as amassadeiras atadas e em seus vestidos, sobre os ombros.    1852 2 12 35 Fizeram, pois, os filhos de Israel conforme a palavra de Moisés, e pediram aos egípcios jóias de prata, e jóias de ouro, e vestidos.    1853 2 12 36 E o Senhor deu ao povo graça aos olhos dos egípcios, de modo que estes lhe davam o que pedia; e despojaram aos egipcios.    1854 2 12 37 Assim viajaram os filhos de Israel de a Ramessés a Sucote, cerca de seiscentos mil homens de pé, sem contar as crianças.    1855 2 12 38 Também subiu com eles uma grande mistura de gente; e, em rebanhos e manadas, uma grande quantidade de gado.    1856 2 12 39 E cozeram bolos ázimos da massa que levaram do Egito, porque ela não se tinha levedado, porquanto foram lançados do Egito; e não puderam deter-se, nem haviam preparado comida.    1857 2 12 40 Ora, o tempo que os filhos de Israel moraram no Egito foi de quatrocentos e trinta anos.    1858 2 12 41 E aconteceu que, ao fim de quatrocentos e trinta anos, naquele mesmo dia, todos os exércitos do Senhor saíram da terra do Egito.    1859 2 12 42 Esta é uma noite que se deve guardar ao Senhor, porque os tirou da terra do Egito; esta é a noite do Senhor, que deve ser guardada por todos os filhos de Israel através das suas gerações.    1860 2 12 43 Disse mais o Senhor a Moisés e a Arão: Esta é a ordenança da páscoa; nenhum, estrangeiro comerá dela;    1861 2 12 44 mas todo escravo comprado por dinheiro, depois que o houveres circuncidado, comerá dela.    1862 2 12 45 O forasteiro e o assalariado não comerão dela.    1863 2 12 46 Numa só casa se comerá o cordeiro; não levareis daquela carne fora da casa nem lhe quebrareis osso algum.    1864 2 12 47 Toda a congregação de Israel a observará.    1865 2 12 48 Quando, porém, algum estrangeiro peregrinar entre vós e quiser celebrar a páscoa ao Senhor, circuncidem-se todos os seus varões; então se chegará e a celebrará, e será como o natural da terra; mas nenhum incircunciso comerá dela.    1866 2 12 49 Haverá uma mesma lei para o natural e para o estrangeiro que peregrinar entre vós.    1867 2 12 50 Assim, pois, fizeram todos os filhos de Israel; como o Senhor ordenara a Moisés e a Arão, assim fizeram.    1868 2 12 51 E naquele mesmo dia o Senhor tirou os filhos de Israel da terra do Egito, segundo os seus exércitos.    1869 2 13 1 Então falou o Senhor a Moisés, dizendo:    1870 2 13 2 Santifica-me todo primogênito, todo o que abrir a madre de sua mãe entre os filhos de Israel, assim de homens como de animais; porque meu é.    1871 2 13 3 E Moisés disse ao povo: Lembrai-vos deste dia, em que saístes do Egito, da casa da servidão; pois com mão forte o Senhor vos tirou daqui; portanto não se comerá pão levedado.    1872 2 13 4 Hoje, no mês de abibe, vós saís.    1873 2 13 5 Quando o Senhor te houver introduzido na terra dos cananeus, dos heteus, dos amorreus, dos heveus e dos jebuseus, que ele jurou a teus pais que te daria, terra que mana leite e mel, guardarás este culto nestê mes.    1874 2 13 6 Sete dias comerás pães ázimos, e ao sétimo dia haverá uma festa ao Senhor.    1875 2 13 7 Sete dias se comerão pães ázimos, e o levedado não se verá contigo, nem ainda fermento será visto em todos os teus termos.    1876 2 13 8 Naquele dia contarás a teu filho, dizendo: Isto é por causa do que o Senhor me fez, quando eu saí do Egito;    1877 2 13 9 e te será por sinal sobre tua mão e por memorial entre teus olhos, para que a lei do Senhor esteja em tua boca; porquanto com mão forte o Senhor te tirou do Egito.    1878 2 13 10 Portanto guardarás este estatuto a seu tempo, de ano em ano.    1879 2 13 11 Também quando o Senhor te houver introduzido na terra dos cananeus, como jurou a ti e a teus pais, quando ta houver dado,    1880 2 13 12 separarás para o Senhor tudo o que abrir a madre, até mesmo todo primogênito dos teus animais; os machos serão do Senhor.    1881 2 13 13 Mas todo primogênito de jumenta resgatarás com um cordeiro; e, se o não quiseres resgatar, quebrar-lhe-ás a cerviz:; e todo primogênito do homem entre teus filhos resgatarás.    1882 2 13 14 E quando teu filho te perguntar no futuro, dizendo: Que é isto? responder-lhe-ás: O Senhor, com mão forte, nos tirou do Egito, da casa da servidão.    1883 2 13 15 Porque sucedeu que, endurecendo-se Faraó, para não nos deixar ir, o Senhor matou todos os primogênitos na terra do Egito, tanto os primogênitos dos homens como os primogênitos dos animais; por isso eu sacrifico ao Senhor todos os primogênitos, sendo machos; mas a todo primogênito de meus filhos eu resgato.    1884 2 13 16 E isto será por sinal sobre tua mão, e por frontais entre os teus olhos, porque o Senhor, com mão forte, nos tirou do Egito.    1885 2 13 17 Ora, quando Faraó deixou ir o povo, Deus não o conduziu pelo caminho da terra dos filisteus, se bem que fosse mais perto; porque Deus disse: Para que porventura o povo não se arrependa, vendo a guerra, e volte para o Egito;    1886 2 13 18 mas Deus fez o povo rodear pelo caminho do deserto perto do Mar Vermelho; e os filhos de Israel subiram armados da terra do Egito.    1887 2 13 19 Moisés levou consigo os ossos de José, porquanto havia este solenemente ajuramentado os filhos de Israel, dizendo: Certamente Deus vos visitará; e vós haveis de levar daqui convosco os meus ossos.    1888 2 13 20 Assim partiram de Sucote, e acamparam-se em Etã, à entrada do deserto.    1889 2 13 21 E o Senhor ia adiante deles, de dia numa coluta e os dois para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo para os alumiar, a fim de que caminhassem de dia e de noite.    1890 2 13 22 Não desaparecia de diante do povo a coluna de nuvem de dia, nem a coluna de fogo de noite.    1891 2 14 1 Disse o Senhor a Moisés:    1892 2 14 2 Fala aos filhos de Israel que se voltem e se acampem diante de Pi-Hairote, entre Migdol e o mar, diante de Baal-Zefom; em frente dele assentareis o acampamento junto ao mar.    1893 2 14 3 Então Faraó dirá dos filhos de Israel: Eles estão embaraçados na terra, o deserto os encerrou.    1894 2 14 4 Eu endurecerei o coração de Faraó, e ele os perseguirá; glorificar-me-ei em Faraó, e em todo o seu exército; e saberão os egípcios que eu sou o Senhor. E eles fizeram assim.    1895 2 14 5 Quando, pois, foi anunciado ao rei do Egito que o povo havia fugido, mudou-se o coração de Faraó, e dos seus servos, contra o povo, e disseram: Que é isso que fizemos, permitindo que Israel saísse e deixasse de nos servir?    1896 2 14 6 E Faraó aprontou o seu carro, e tomou consigo o seu povo;    1897 2 14 7 tomou também seiscentos carros escolhidos e todos os carros do Egito, e capitães sobre todos eles.    1898 2 14 8 Porque o Senhor endureceu o coração de Faraó, rei do Egito, e este perseguiu os filhos de Israel; pois os filhos de Israel saíam afoitamente.    1899 2 14 9 Os egípcios, com todos os cavalos e carros de Faraó, e os seus cavaleiros e o seu exército, os perseguiram e os alcançaram acampados junto ao mar, perto de Pi-Hairote, diante de Baal-Zefom.    1900 2 14 10 Quando Faraó se aproximava, os filhos de Israel levantaram os olhos, e eis que os egípcios marchavam atrás deles; pelo que tiveram muito medo os filhos de Israel e clamaram ao Senhor:    1901 2 14 11 e disseram a Moisés: Foi porque não havia sepulcros no Egito que de lá nos tiraste para morrermos neste deserto? Por que nos fizeste isto, tirando-nos do Egito?    1902 2 14 12 Não é isto o que te dissemos no Egito: Deixa-nos, que sirvamos aos egípcios? Pois melhor nos fora servir aos egípcios, do que morrermos no deserto.    1903 2 14 13 Moisés, porém, disse ao povo: Não temais; estai quietos, e vede o livramento do Senhor, que ele hoje vos fará; porque aos egípcios que hoje vistes, nunca mais tornareis a ver;    1904 2 14 14 o Senhor pelejará por vós; e vós vos calareis.    1905 2 14 15 Então disse o Senhor a Moisés: Por que clamas a mim? dize aos filhos de Israel que marchem.    1906 2 14 16 E tu, levanta a tua vara, e estende a mão sobre o mar e fende-o, para que os filhos de Israel passem pelo meio do mar em seco.    1907 2 14 17 Eis que eu endurecerei o coração dos egípcios, e estes entrarão atrás deles; e glorificar-me-ei em Faraó e em todo o seu exército, nos seus carros e nos seus cavaleiros.    1908 2 14 18 E os egípcios saberão que eu sou o Senhor, quando me tiver glorificado em Faraó, nos seus carros e nos seus cavaleiros.    1909 2 14 19 Então o anjo de Deus, que ia adiante do exército de Israel, se retirou e se pos atrás deles; também a coluna de nuvem se retirou de diante deles e se pôs atrás,    1910 2 14 20 colocando-se entre o campo dos egípcios e o campo dos israelitas; assim havia nuvem e trevas; contudo aquela clareava a noite para Israel; de maneira que em toda a noite não se aproximou um do outro.    1911 2 14 21 Então Moisés estendeu a mão sobre o mar; e o Senhor fez retirar o mar por um forte vento oriental toda aquela noite, e fez do mar terra seca, e as águas foram divididas.    1912 2 14 22 E os filhos de Israel entraram pelo meio do mar em seco; e as águas foram-lhes qual muro à sua direita e à sua esquerda.    1913 2 14 23 E os egípcios os perseguiram, e entraram atrás deles até o meio do mar, com todos os cavalos de Faraó, os seus carros e os seus cavaleiros.    1914 2 14 24 Na vigília da manhã, o Senhor, na coluna do fogo e da nuvem, olhou para o campo dos egípcios, e alvoroçou o campo dos egípcios;    1915 2 14 25 embaraçou-lhes as rodas dos carros, e fê-los andar dificultosamente; de modo que os egípcios disseram: Fujamos de diante de Israel, porque o Senhor peleja por eles contra os egípcios.    1916 2 14 26 Nisso o Senhor disse a Moisés: Estende a mão sobre o mar, para que as águas se tornem sobre os egípcios, sobre os seus carros e sobre os seus cavaleiros.    1917 2 14 27 Então Moisés estendeu a mão sobre o mar, e o mar retomou a sua força ao amanhecer, e os egípcios fugiram de encontro a ele; assim o Senhor derribou os egípcios no meio do mar.    1918 2 14 28 As águas, tornando, cobriram os carros e os cavaleiros, todo o exército de Faraó, que atrás deles havia entrado no mar; não ficou nem sequer um deles.    1919 2 14 29 Mas os filhos de Israel caminharam a pé enxuto pelo meio do mar; as águas foram-lhes qual muro à sua direita e à sua esquerda.    1920 2 14 30 Assim o Senhor, naquele dia, salvou Israel da mão dos egípcios; e Israel viu os egípcios mortos na praia do mar.    1921 2 14 31 E viu Israel a grande obra que o Senhor operara contra os egípcios; pelo que o povo temeu ao Senhor, e creu no Senhor e em Moisés, seu servo.    1922 2 15 1 Então cantaram Moisés e os filhos de Israel este cântico ao Senhor, dizendo: Cantarei ao Senhor, porque gloriosamente triunfou; lançou no mar o cavalo e o seu cavaleiro.    1923 2 15 2 O Senhor é a minha força, e o meu cântico; ele se tem tornado a minha salvação; é ele o meu Deus, portanto o louvarei; é o Deus de meu pai, por isso o exaltarei.    1924 2 15 3 O Senhor é homem de guerra; Jeová é o seu nome.    1925 2 15 4 Lançou no mar os carros de Faraó e o seu exército; os seus escolhidos capitães foram submersos no Mar Vermelho.    1926 2 15 5 Os abismos os cobriram; desceram às profundezas como pedra.    1927 2 15 6 A tua destra, ó Senhor, é gloriosa em poder; a tua destra, ó Senhor, destroça o inimigo.    1928 2 15 7 Na grandeza da tua excelência derrubas os que se levantam contra ti; envias o teu furor, que os devora como restolho.    1929 2 15 8 Ao sopro dos teus narizes amontoaram-se as águas, as correntes pararam como montão; os abismos coalharam-se no coração do mar.    1930 2 15 9 O inimigo dizia: Perseguirei, alcançarei, repartirei os despojos; deles se satisfará o meu desejo; arrancarei a minha espada, a minha mão os destruirá.    1931 2 15 10 Sopraste com o teu vento, e o mar os cobriu; afundaram-se como chumbo em grandes aguas.    1932 2 15 11 Quem entre os deuses é como tu, ó Senhor? a quem é como tu poderoso em santidade, admirável em louvores, operando maravilhas?    1933 2 15 12 Estendeste a mão direita, e a terra os tragou.    1934 2 15 13 Na tua beneficência guiaste o povo que remiste; na tua força o conduziste à tua santa habitação.    1935 2 15 14 Os povos ouviram e estremeceram; dores apoderaram-se dos a habitantes da Filístia.    1936 2 15 15 Então os príncipes de Edom se pasmaram; dos poderosos de Moabe apoderou-se um tremor; derreteram-se todos os habitantes de Canaã.    1937 2 15 16 Sobre eles caiu medo, e pavor; pela grandeza do teu braço emudeceram como uma pedra, até que o teu povo passasse, ó Senhor, até que passasse este povo que adquiriste.    1938 2 15 17 Tu os introduzirás, e os plantarás no monte da tua herança, no lugar que tu, ó Senhor, aparelhaste para a tua habitação, no santuário, ó Senhor, que as tuas mãos estabeleceram.    1939 2 15 18 O Senhor reinará eterna e perpetuamente.    1940 2 15 19 Porque os cavalos de Faraó, com os seus carros e com os seus cavaleiros, entraram no mar, e o Senhor fez tornar as águas do mar sobre eles, mas os filhos de Israel passaram em seco pelo meio do mar.    1941 2 15 20 Então Miriã, a profetisa, irmã de Arão, tomou na mão um tamboril, e todas as mulheres saíram atrás dela com tamboris, e com danças.    1942 2 15 21 E Miriã lhes respondia: Cantai ao Senhor, porque gloriosamente triunfou; lançou no mar o cavalo com o seu cavaleiro.    1943 2 15 22 Depois Moisés fez partir a Israel do Mar Vermelho, e saíram para o deserto de Sur; caminharam três dias no deserto, e não acharam água.    1944 2 15 23 E chegaram a Mara, mas não podiam beber das suas águas, porque eram amargas; por isso chamou-se o lugar Mara.    1945 2 15 24 E o povo murmurou contra Moisés, dizendo: Que havemos de beber?    1946 2 15 25 Então clamou Moisés ao Senhor, e o Senhor mostrou-lhe uma árvore, e Moisés lançou-a nas águas, as quais se tornaram doces. Ali Deus lhes deu um estatuto e uma ordenança, e ali os provou,    1947 2 15 26 dizendo: Se ouvires atentamente a voz do Senhor teu Deus, e fizeres o que é reto diante de seus olhos, e inclinares os ouvidos aos seus mandamentos, e guardares todos os seus estatutos, sobre ti não enviarei nenhuma das enfermidades que enviei sobre os egípcios; porque eu sou o Senhor que te sara.    1948 2 15 27 Então vieram a Elim, onde havia doze fontes de água e setenta palmeiras; e ali, junto das águas, acamparam.    1949 2 16 1 Depois partiram de Elim; e veio toda a congregação dos filhos de Israel ao deserto de Sim, que está entre Elim e Sinai, aos quinze dias do segundo mês depois que saíram da terra do Egito.    1950 2 16 2 E toda a congregação dos filhos de Israel murmurou contra Moisés e contra Arão no deserto.    1951 2 16 3 Pois os filhos de Israel lhes disseram: Quem nos dera que tivéssemos morrido pela mão do Senhor na terra do Egito, quando estávamos sentados junto às panelas de carne, quando comíamos pão até fartar! porque nos tendes tirado para este deserto, para matardes de fome a toda esta multidão.    1952 2 16 4 Então disse o Senhor a Moisés: Eis que vos farei chover pão do céu; e sairá o povo e colherá diariamente a porção para cada dia, para que eu o prove se anda em minha lei ou não.    1953 2 16 5 Mas ao sexto dia prepararão o que colherem; e será o dobro do que colhem cada dia.    1954 2 16 6 Disseram, pois, Moisés e Arão a todos os filhos de Israel: tarde sabereis que o Senhor é quem vos tirou da terra do Egito,    1955 2 16 7 e amanhã vereis a glória do Senhor, porquanto ele ouviu as vossas murmurações contra o Senhor; e quem somos nós, para que murmureis contra nós?    1956 2 16 8 Disse mais Moisés: Isso será quando o Senhor à tarde vos der carne para comer, e pela manhã pão a fartar, porquanto o Senhor ouve as vossas murmurações, com que murmurais contra ele; e quem somos nós? As vossas murmurações não são contra nós, mas sim contra o Senhor.    1957 2 16 9 Depois disse Moisés a Arão: Dize a toda a congregação dos filhos de Israel: Chegai-vos à presença do Senhor, porque ele ouviu as vossas murmurações.    1958 2 16 10 E quando Arão falou a toda a congregação dos filhos de Israel, estes olharam para o deserto, e eis que a glória do Senhor, apareceu na nuvem.    1959 2 16 11 Então o Senhor falou a Moisés, dizendo:    1960 2 16 12 Tenho ouvido as murmurações dos filhos de Israel; dize-lhes: ë tardinha comereis carne, e pela manhã vos fartareis de pão; e sabereis que eu sou o Senhor vosso Deus.    1961 2 16 13 E aconteceu que à tarde subiram codornizes, e cobriram o arraial; e pela manhã havia uma camada de orvalho ao redor do arraial.    1962 2 16 14 Quando desapareceu a camada de orvalho, eis que sobre a superfície do deserto estava uma coisa miúda, semelhante a escamas, coisa miúda como a geada sobre a terra.    1963 2 16 15 E, vendo-a os filhos de Israel, disseram uns aos outros: Que é isto? porque não sabiam o que era. Então lhes disse Moisés: Este é o pão que o Senhor vos deu para comer.    1964 2 16 16 Isto é o que o Senhor ordenou: Colhei dele cada um conforme o que pode comer; um gômer para cada cabeça, segundo o número de pessoas; cada um tomará para os que se acharem na sua tenda.    1965 2 16 17 Assim o fizeram os filhos de Israel; e colheram uns mais e outros menos.    1966 2 16 18 Quando, porém, o mediam com o gômer, nada sobejava ao que colhera muito, nem faltava ao que colhera pouco; colhia cada um tanto quanto podia comer.    1967 2 16 19 Também disse-lhes Moisés: Ninguém deixe dele para amanhã.    1968 2 16 20 Eles, porém, não deram ouvidos a Moisés, antes alguns dentre eles deixaram dele para o dia seguinte; e criou bichos, e cheirava mal; por isso indignou-se Moisés contra eles.    1969 2 16 21 Colhiam-no, pois, pela manhã, cada um conforme o que podia comer; porque, vindo o calor do sol, se derretia.    1970 2 16 22 Mas ao sexto dia colheram pão em dobro, dois gômeres para cada um; pelo que todos os principais da congregação vieram, e contaram-no a Moisés.    1971 2 16 23 E ele lhes disse: Isto é o que o Senhor tem dito: Amanhã é repouso, sábado santo ao Senhor; o que quiserdes assar ao forno, assai-o, e o que quiserdes cozer em água, cozei-o em água; e tudo o que sobejar, ponde-o de lado para vós, guardando-o para amanhã.    1972 2 16 24 Guardaram-no, pois, até o dia seguinte, como Moisés tinha ordenado; e não cheirou mal, nem houve nele bicho algum.    1973 2 16 25 Então disse Moisés: Comei-o hoje, porquanto hoje é o sábado do Senhor; hoje não o achareis no campo.    1974 2 16 26 Seis dias o colhereis, mas o sétimo dia é o sábado; nele não haverá.    1975 2 16 27 Mas aconteceu ao sétimo dia que saíram alguns do povo para o colher, e não o acharam.    1976 2 16 28 Então disse o Senhor a Moisés: Até quando recusareis guardar os meus mandamentos e as minhas leis?    1977 2 16 29 Vede, visto que o Senhor vos deu o sábado, por isso ele no sexto dia vos dá pão para dois dias; fique cada um no seu lugar, não saia ninguém do seu lugar no sétimo dia.    1978 2 16 30 Assim repousou o povo no sétimo dia.    1979 2 16 31 A casa de Israel deu-lhe o nome de maná. Era como semente de coentro; era branco, e tinha o sabor de bolos de mel.    1980 2 16 32 E disse Moisés: Isto é o que o Senhor ordenou: Dele enchereis um gômer, o qual se guardará para as vossas gerações, para que elas vejam o pão que vos dei a comer no deserto, quando eu vos tirei da terra do Egito.    1981 2 16 33 Disse também Moisés a Arão: Toma um vaso, mete nele um gômer cheio de maná e põe-no diante do Senhor, a fim de que seja guardado para as vossas gerações.    1982 2 16 34 Como o Senhor tinha ordenado a Moisés, assim Arão o pôs diante do testemunho, para ser guardado.    1983 2 16 35 Ora, os filhos de Israel comeram o maná quarenta anos, até que chegaram a uma terra habitada; comeram o maná até que chegaram aos termos da terra de Canaã.    1984 2 16 36 Um gômer é a décima parte de uma efa.    1985 2 17 1 Partiu toda a congregação dos filhos de Israel do deserto de Sim, pelas suas jornadas, segundo o mandamento do Senhor, e acamparam em Refidim; e não havia ali água para o povo beber.    1986 2 17 2 Então o povo contendeu com Moisés, dizendo: Dá-nos água para beber. Respondeu-lhes Moisés: Por que contendeis comigo? por que tentais ao Senhor?    1987 2 17 3 Mas o povo, tendo sede ali, murmurou contra Moisés, dizendo: Por que nos fizeste subir do Egito, para nos matares de sede, a nós e aos nossos filhos, e ao nosso gado?    1988 2 17 4 Pelo que Moisés, clamando ao Senhor, disse: Que hei de fazer a este povo? daqui a pouco me apedrejará.    1989 2 17 5 Então disse o Senhor a Moisés: Passa adiante do povo, e leva contigo alguns dos anciãos de Israel; toma na mão a tua vara, com que feriste o rio, e vai-te.    1990 2 17 6 Eis que eu estarei ali diante de ti sobre a rocha, em Horebe; ferirás a rocha, e dela sairá agua para que o povo possa beber. Assim, pois fez Moisés à vista dos anciãos de Israel.    1991 2 17 7 E deu ao lugar o nome de Massá e Meribá, por causa da contenda dos filhos de Israel, e porque tentaram ao Senhor, dizendo: Está o Senhor no meio de nós, ou não?    1992 2 17 8 Então veio Amaleque, e pelejou contra e Israel em Refidim.    1993 2 17 9 Pelo que disse Moisés a Josué: Escolhe-nos homens, e sai, peleja contra Amaleque; e amanhã eu estarei sobre o cume do outeiro, tendo na mão a vara de Deus.    1994 2 17 10 Fez, pois, Josué como Moisés lhe dissera, e pelejou contra Amaleque; e Moisés, Arão, e Hur subiram ao cume do outeiro.    1995 2 17 11 E acontecia que quando Moisés levantava a mão, prevalecia Israel; mas quando ele abaixava a mão, prevalecia Amaleque.    1996 2 17 12 As mãos de Moisés, porém, ficaram cansadas; por isso tomaram uma pedra, e a puseram debaixo dele, e ele sentou-se nela; Arão e Hur sustentavam-lhe as mãos, um de um lado e o outro do outro; assim ficaram as suas mãos firmes até o pôr do sol.    1997 2 17 13 Assim Josué prostrou a Amaleque e a seu povo, ao fio da espada.    1998 2 17 14 Então disse o Senhor a Moisés: Escreve isto para memorial num livro, e relata-o aos ouvidos de Josué; que eu hei de riscar totalmente a memória de Amaleque de debaixo do céu.    1999 2 17 15 Pelo que Moisés edificou um altar, ao qual chamou Jeová-Níssi.    2000 2 17 16 E disse: Porquanto jurou o Senhor que ele fará guerra contra Amaleque de geração em geração.    2001 2 18 1 Ora Jetro, sacerdote de Midiã, sogro de Moisés, ouviu todas as coisas que Deus tinha feito a Moisés e a Israel, seu povo, como o Senhor tinha tirado a Israel do Egito.    2002 2 18 2 E Jetro, sogro de Moisés, tomou a Zípora, a mulher de Moisés, depois que este lha enviara,    2003 2 18 3 e aos seus dois filhos, dos quais um se chamava Gérson; porque disse Moisés: Fui peregrino em terra estrangeira;    2004 2 18 4 e o outro se chamava Eliézer; porque disse: O Deus de meu pai foi minha ajuda, e me livrou da espada de Faraó.    2005 2 18 5 Veio, pois, Jetro, o sogro de Moisés, com os filhos e a mulher deste, a Moisés, no deserto onde se tinha acampado, junto ao monte de Deus;    2006 2 18 6 e disse a Moisés: Eu, teu sogro Jetro, venho a ti, com tua mulher e seus dois filhos com ela.    2007 2 18 7 Então saiu Moisés ao encontro de seu sogro, inclinou-se diante dele e o beijou; perguntaram um ao outro como estavam, e entraram na tenda.    2008 2 18 8 Depois Moisés contou a seu sogro tudo o que o Senhor tinha feito a Faraó e aos egípcios por amor de Israel, todo o trabalho que lhes sobreviera no caminho, e como o Senhor os livrara.    2009 2 18 9 E alegrou-se Jetro por todo o bem que o Senhor tinha feito a Israel, livrando-o da mão dos egipcios,    2010 2 18 10 e disse: Bendito seja o Senhor, que vos livrou da mão dos egípcios e da mão de Faraó; que livrou o povo de debaixo da mão dos egípcios.    2011 2 18 11 Agora sei que o Senhor é maior que todos os deuses; até naquilo em que se houveram arrogantemente contra o povo.    2012 2 18 12 Então Jetro, o sogro de Moisés, tomou holocausto e sacrifícios para Deus; e veio Arão, e todos os anciãos de Israel, para comerem pão com o sogro de Moisés diante de Deus.    2013 2 18 13 No dia seguinte assentou-se Moisés para julgar o povo; e o povo estava em pé junto de Moisés desde a manhã até a tarde.    2014 2 18 14 Vendo, pois, o sogro de Moisés tudo o que ele fazia ao povo, perguntou: Que é isto que tu fazes ao povo? por que te assentas só, permanecendo todo o povo junto de ti desde a manhã até a tarde?    2015 2 18 15 Respondeu Moisés a seu sogro: É por que o povo vem a mim para consultar a Deus.    2016 2 18 16 Quando eles têm alguma questão, vêm a mim; e eu julgo entre um e outro e lhes declaro os estatutos de Deus e as suas leis.    2017 2 18 17 O sogro de Moisés, porém, lhe replicou: Não é bom o que fazes.    2018 2 18 18 certamente desfalecerás, assim tu, como este povo que está contigo; porque isto te é pesado demais; tu só não o podes fazer.    2019 2 18 19 Ouve agora a minha voz; eu te aconselharei, e seja Deus contigo: sê tu pelo povo diante de Deus, e leva tu as causas a Deus;    2020 2 18 20 ensinar-lhes-ás os estatutos e as leis, e lhes mostrarás o caminho em que devem andar, e a obra que devem fazer.    2021 2 18 21 Além disto procurarás dentre todo o povo homens de capacidade, tementes a Deus, homens verazes, que aborreçam a avareza, e os porás sobre eles por chefes de mil, chefes de cem, chefes de cinqüenta e chefes de dez;    2022 2 18 22 e julguem eles o povo em todo o tempo. Que a ti tragam toda causa grave, mas toda causa pequena eles mesmos a julguem; assim a ti mesmo te aliviarás da carga, e eles a levarão contigo.    2023 2 18 23 Se isto fizeres, e Deus to mandar, poderás então subsistir; assim também todo este povo irá em paz para o seu lugar.    2024 2 18 24 E Moisés deu ouvidos à voz de seu sogro, e fez tudo quanto este lhe dissera;    2025 2 18 25 e escolheu Moisés homens capazes dentre todo o Israel, e os pôs por cabeças sobre o povo: chefes de mil, chefes de cem, chefes de cinqüenta e chefes de dez.    2026 2 18 26 Estes, pois, julgaram o povo em todo o tempo; as causas graves eles as trouxeram a Moisés; mas toda causa pequena, julgaram-na eles mesmos.    2027 2 18 27 Então despediu Moisés a seu sogro, o qual se foi para a sua terra.    2028 2 19 1 No terceiro mês depois que os filhos de Israel haviam saído da terra do Egito, no mesmo dia chegaram ao deserto de Sinai.    2029 2 19 2 Tendo partido de Refidim, entraram no deserto de Sinai, onde se acamparam; Israel, pois, ali acampou-se em frente do monte.    2030 2 19 3 Então subiu Moisés a Deus, e do monte o Senhor o chamou, dizendo: Assim falarás à casa de Jacó, e anunciarás aos filhos de Israel:    2031 2 19 4 Vós tendes visto o que fiz: aos egípcios, como vos levei sobre asas de águias, e vos trouxe a mim.    2032 2 19 5 Agora, pois, se atentamente ouvirdes a minha voz e guardardes o meu pacto, então sereis a minha possessão peculiar dentre todos os povos, porque minha é toda a terra;    2033 2 19 6 e vós sereis para mim reino sacerdotal e nação santa. São estas as palavras que falarás aos filhos de Israel.    2034 2 19 7 Veio, pois, Moisés e, tendo convocado os anciãos do povo, expôs diante deles todas estas palavras, que o Senhor lhe tinha ordenado.    2035 2 19 8 Ao que todo o povo respondeu a uma voz: Tudo o que o Senhor tem falado, faremos. E relatou Moisés ao Senhor as palavras do povo.    2036 2 19 9 Então disse o Senhor a Moisés: Eis que eu virei a ti em uma nuvem espessa, para que o povo ouça, quando eu falar contigo, e também para que sempre te creia. Porque Moisés tinha anunciado as palavras do seu povo ao Senhor.    2037 2 19 10 Disse mais o Senhor a Moisés: Vai ao povo, e santifica-os hoje e amanhã; lavem eles os seus vestidos,    2038 2 19 11 e estejam prontos para o terceiro dia; porquanto no terceiro dia descerá o Senhor diante dos olhos de todo o povo sobre o monte Sinai.    2039 2 19 12 Também marcarás limites ao povo em redor, dizendo: Guardai-vos, não subais ao monte, nem toqueis o seu termo; todo aquele que tocar o monte será morto.    2040 2 19 13 Mão alguma tocará naquele que o fizer, mas ele será apedrejado ou asseteado; quer seja animal, quer seja homem, não viverá. Quando soar a buzina longamente, subirão eles até o pé do monte.    2041 2 19 14 Então Moisés desceu do monte ao povo, e santificou o povo; e lavaram os seus vestidos.    2042 2 19 15 E disse ele ao povo: Estai prontos para o terceiro dia; e não vos chegueis a mulher.    2043 2 19 16 Ao terceiro dia, ao amanhecer, houve trovões, relâmpagos, e uma nuvem espessa sobre o monte; e ouviu-se um sonido de buzina mui forte, de maneira que todo o povo que estava no arraial estremeceu.    2044 2 19 17 E Moisés levou o povo fora do arraial ao encontro de Deus; e puseram-se ao pé do monte.    2045 2 19 18 Nisso todo o monte Sinai fumegava, porque o Senhor descera sobre ele em fogo; e a fumaça subiu como a fumaça de uma fornalha, e todo o monte tremia fortemente.    2046 2 19 19 E, crescendo o sonido da buzina cada vez mais, Moisés falava, e Deus lhe respondia por uma voz.    2047 2 19 20 E, tendo o Senhor descido sobre o monte Sinai, sobre o cume do monte, chamou a Moisés ao cume do monte; e Moisés subiu.    2048 2 19 21 Então disse o Senhor a Moisés: Desce, adverte ao povo, para não suceder que traspasse os limites até o Senhor, a fim de ver, e muitos deles pereçam.    2049 2 19 22 Ora, santifiquem-se também os sacerdotes, que se chegam ao Senhor, para que o Senhor não se lance sobre eles.    2050 2 19 23 Respondeu Moisés ao Senhor: O povo não poderá subir ao monte Sinai, porque tu nos tens advertido, dizendo: Marca limites ao redor do monte, e santifica-o.    2051 2 19 24 Ao que lhe disse o Senhor: Vai, desce; depois subirás tu, e Arão contigo; os sacerdotes, porém, e o povo não traspassem os limites para subir ao Senhor, para que ele não se lance sobre eles.    2052 2 19 25 Então Moisés desceu ao povo, e disse-lhes isso.    2053 2 20 1 Então falou Deus todas estas palavras, dizendo:    2054 2 20 2 Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão.    2055 2 20 3 Não terás outros deuses diante de mim.    2056 2 20 4 Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.    2057 2 20 5 Não te encurvarás diante delas, nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam.    2058 2 20 6 e uso de misericórdia com milhares dos que me amam e guardam os meus mandamentos.    2059 2 20 7 Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente aquele que tomar o seu nome em vão.    2060 2 20 8 Lembra-te do dia do sábado, para o santificar.    2061 2 20 9 Seis dias trabalharás, e farás todo o teu trabalho;    2062 2 20 10 mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus. Nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o estrangeiro que está dentro das tuas portas.    2063 2 20 11 Porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou; por isso o Senhor abençoou o dia do sábado, e o santificou.    2064 2 20 12 Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá.    2065 2 20 13 Não matarás.    2066 2 20 14 Não adulterarás.    2067 2 20 15 Não furtarás.    2068 2 20 16 Não dirás falso testemunho contra o teu proximo.    2069 2 20 17 Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.    2070 2 20 18 Ora, todo o povo presenciava os trovões, e os relâmpagos, e o sonido da buzina, e o monte a fumegar; e o povo, vendo isso, estremeceu e pôs-se de longe.    2071 2 20 19 E disseram a Moisés: Fala-nos tu mesmo, e ouviremos; mas não fale Deus conosco, para que não morramos.    2072 2 20 20 Respondeu Moisés ao povo: Não temais, porque Deus veio para vos provar, e para que o seu temor esteja diante de vós, a fim de que não pequeis.    2073 2 20 21 Assim o povo estava em pé de longe; Moisés, porém, se chegou às trevas espessas onde Deus estava.    2074 2 20 22 Então disse o Senhor a Moisés: Assim dirás aos filhos de Israel: Vós tendes visto que do céu eu vos falei.    2075 2 20 23 Não fareis outros deuses comigo; deuses de prata, ou deuses de ouro, não os fareis para vós.    2076 2 20 24 um altar de terra me farás, e sobre ele sacrificarás os teus holocaustos, e as tuas ofertas pacíficas, as tuas ovelhas e os teus bois. Em todo lugar em que eu fizer recordar o meu nome, virei a ti e te abençoarei.    2077 2 20 25 E se me fizeres um altar de pedras, não o construirás de pedras lavradas; pois se sobre ele levantares o teu buril, profaná-lo-ás.    2078 2 20 26 Também não subirás ao meu altar por degraus, para que não seja ali exposta a tua nudez.    2079 2 21 1 Estes são os estatutos que lhes proporás:    2080 2 21 2 Se comprares um servo hebreu, seis anos servirá; mas ao sétimo sairá forro, de graça.    2081 2 21 3 Se entrar sozinho, sozinho sairá; se tiver mulher, então com ele sairá sua mulher.    2082 2 21 4 Se seu senhor lhe houver dado uma mulher e ela lhe houver dado filhos ou filhas, a mulher e os filhos dela serão de seu senhor e ele sairá sozinho.    2083 2 21 5 Mas se esse servo expressamente disser: Eu amo a meu senhor, a minha mulher e a meus filhos, não quero sair forro;    2084 2 21 6 então seu senhor o levará perante os juízes, e o fará chegar à porta, ou ao umbral da porta, e o seu senhor lhe furará a orelha com uma sovela; e ele o servirá para sempre.    2085 2 21 7 Se um homem vender sua filha para ser serva, ela não saira como saem os servos.    2086 2 21 8 Se ela não agradar ao seu senhor, de modo que não se despose com ela, então ele permitirá que seja resgatada; vendê-la a um povo estrangeiro, não o poderá fazer, visto ter usado de dolo para com ela.    2087 2 21 9 Mas se a desposar com seu filho, fará com ela conforme o direito de filhas.    2088 2 21 10 Se lhe tomar outra, não diminuirá e o mantimento daquela, nem o seu vestido, nem o seu direito conjugal.    2089 2 21 11 E se não lhe cumprir estas três obrigações, ela sairá de graça, sem dar dinheiro.    2090 2 21 12 Quem ferir a um homem, de modo que este morra, certamente será morto.    2091 2 21 13 Se, porém, lhe não armar ciladas, mas Deus lho entregar nas mãos, então te designarei um lugar, para onde ele fugirá.    2092 2 21 14 No entanto, se alguém se levantar deliberadamente contra seu próximo para o matar à traição, tirá-lo-ás do meu altar, para que morra.    2093 2 21 15 Quem ferir a seu pai, ou a sua mãe, certamente será morto.    2094 2 21 16 Quem furtar algum homem, e o vender, ou mesmo se este for achado na sua mão, certamente será morto.    2095 2 21 17 Quem amaldiçoar a seu pai ou a sua mãe, certamente será morto.    2096 2 21 18 Se dois homens brigarem e um ferir ao outro com pedra ou com o punho, e este não morrer, mas cair na cama,    2097 2 21 19 se ele tornar a levantar-se e andar fora sobre o seu bordão, então aquele que o feriu será absolvido; somente lhe pagará o tempo perdido e fará que ele seja completamente curado.    2098 2 21 20 Se alguém ferir a seu servo ou a sua serva com pau, e este morrer debaixo da sua mão, certamente será castigado;    2099 2 21 21 mas se sobreviver um ou dois dias, não será castigado; porque é dinheiro seu.    2100 2 21 22 Se alguns homens brigarem, e um ferir uma mulher grávida, e for causa de que aborte, não resultando, porém, outro dano, este certamente será multado, conforme o que lhe impuser o marido da mulher, e pagará segundo o arbítrio dos juízes;    2101 2 21 23 mas se resultar dano, então darás vida por vida,    2102 2 21 24 olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé,    2103 2 21 25 queimadura por queimadura, ferida por ferida, golpe por golpe.    2104 2 21 26 Se alguém ferir o olho do seu servo ou o olho da sua serva e o cegar, deixá-lo-á ir forro por causa do olho.    2105 2 21 27 Da mesma sorte se tirar o dente do seu servo ou o dente da sua serva, deixá-lo-á ir forro por causa do dente.    2106 2 21 28 Se um boi escornear um homem ou uma mulher e este morrer, certamente será apedrejado o boi e a sua carne não se comerá; mas o dono do boi será absolvido.    2107 2 21 29 Mas se o boi dantes era escorneador, e o seu dono, tendo sido disso advertido, não o guardou, o boi, matando homem ou mulher, será apedrejado, e também o seu dono será morto.    2108 2 21 30 Se lhe for imposto resgate, então dará como redenção da sua vida tudo quanto lhe for imposto;    2109 2 21 31 quer tenha o boi escorneado a um filho, quer a uma filha, segundo este julgamento lhe será feito.    2110 2 21 32 Se o boi escornear um servo, ou uma serva, dar-se-á trinta siclos de prata ao seu senhor, e o boi será apedrejado.    2111 2 21 33 Se alguém descobrir uma cova, ou se alguém cavar uma cova e não a cobrir, e nela cair um boi ou um jumento,    2112 2 21 34 o dono da cova dará indenização; pagá-la-á em dinheiro ao dono do animal morto, mas este será seu.    2113 2 21 35 Se o boi de alguém ferir de morte o boi do seu próximo, então eles venderão o boi vivo e repartirão entre si o dinheiro da venda, e o morto também dividirão entre si.    2114 2 21 36 Ou se for notório que aquele boi dantes era escorneador, e seu dono não o guardou, certamente pagará boi por boi, porém o morto será seu.    2115 2 22 1 Se alguém furtar um boi (ou uma ovelha), e o matar ou vender, por um boi pagará cinco bois, e por uma ovelha quatro ovelhas.    2116 2 22 2 Se o ladrão for achado a minar uma casa, e for ferido de modo que morra, o que o feriu não será réu de sangue;    2117 2 22 3 mas se o sol houver saído sobre o ladrão, o que o feriu será réu de sangue. O ladrão certamente dará indenização; se nada possuir, será então vendido por seu furto.    2118 2 22 4 Se o furto for achado vivo na sua mão, seja boi, ou jumento, ou ovelha, pagará ele o dobro.    2119 2 22 5 Se alguém fizer pastar o seu animal num campo ou numa vinha, e se soltar o seu animal e este pastar no campo de outrem, do melhor do seu próprio campo e do melhor da sua própria vinha fará restituição.    2120 2 22 6 Se alastrar um fogo e pegar nos espinhos, de modo que sejam destruídas as medas de trigo, ou a seara, ou o campo, aquele que acendeu o fogo certamente dará, indenização.    2121 2 22 7 Se alguém entregar ao seu próximo dinheiro, ou objetos, para guardar, e isso for furtado da casa desse homem, o ladrão, se for achado, pagará o dobro.    2122 2 22 8 Se o ladrão não for achado, então o dono da casa irá à presença dos juizes para se verificar se não meteu a mão nos bens do seu próximo.    2123 2 22 9 Em todo caso de transgressão, seja a respeito de boi, ou de jumento, ou de ovelhas, ou de vestidos, ou de qualquer coisa perdida de que alguém disser que é sua, a causa de ambas as partes será levada perante os juízes; aquele a quem os juízes condenarem pagará o dobro ao seu próximo.    2124 2 22 10 Se alguém entregar a seu próximo para guardar um jumento, ou boi, ou ovelha, ou outro qualquer animal, e este morrer, ou for aleijado, ou arrebatado, ninguém o vendo,    2125 2 22 11 então haverá o juramento do Senhor entre ambos, para ver se o guardador não meteu a mão nos bens do seu próximo; e o dono aceitará o juramento, e o outro não fará restituição.    2126 2 22 12 Se, porém, o animal lhe tiver sido furtado, fará restituirão ao seu dono.    2127 2 22 13 Se tiver sido dilacerado, trá-lo-á em testemunho disso; não dará indenização pelo dilacerado.    2128 2 22 14 Se alguém pedir emprestado a seu próximo algum animal, e este for danificado ou morrer, não estando presente o seu dono, certamente dará indenização;    2129 2 22 15 se o dono estiver presente, o outro não dará indenização; se tiver sido alugado, o aluguel responderá por qualquer dano.    2130 2 22 16 Se alguém seduzir uma virgem que não for desposada, e se deitar com ela, certamente pagará por ela o dote e a terá por mulher.    2131 2 22 17 Se o pai dela inteiramente recusar dar-lha, pagará ele em dinheiro o que for o dote das virgens.    2132 2 22 18 Não permitirás que viva uma feiticeira.    2133 2 22 19 Todo aquele que se deitar com animal, certamente será morto.    2134 2 22 20 Quem sacrificar a qualquer deus, a não ser tão-somente ao Senhor, será morto.    2135 2 22 21 Ao estrangeiro não maltratarás, nem o oprimirás; pois vós fostes estrangeiros na terra do Egito.    2136 2 22 22 A nenhuma viúva nem órfão afligireis.    2137 2 22 23 Se de algum modo os afligirdes, e eles clamarem a mim, eu certamente ouvirei o seu clamor;    2138 2 22 24 e a minha ira se acenderá, e vos matarei à espada; vossas mulheres ficarão viúvas, e vossos filhos órfãos.    2139 2 22 25 Se emprestares dinheiro ao meu povo, ao pobre que está contigo, não te haverás com ele como credor; não lhe imporás juros.    2140 2 22 26 Ainda que chegues a tomar em penhor o vestido do teu próximo, lho restituirás antes do pôr do sol;    2141 2 22 27 porque é a única cobertura que tem; é o vestido da sua pele; em que se deitaria ele? Quando pois clamar a mim, eu o ouvirei, porque sou misericordioso.    2142 2 22 28 Aos juízes não maldirás, nem amaldiçoarás ao governador do teu povo.    2143 2 22 29 Não tardarás em trazer ofertas da tua ceifa e dos teus lagares. O primogênito de teus filhos me darás.    2144 2 22 30 Assim farás com os teus bois e com as tuas ovelhas; sete dias ficará a cria com a mãe; ao oitavo dia ma darás.    2145 2 22 31 Ser-me-eis homens santos; portanto não comereis carne que por feras tenha sido despedaçada no campo; aos cães a lançareis.    2146 2 23 1 Não levantarás falso boato, e não pactuarás com o ímpio, para seres testemunha injusta.    2147 2 23 2 Nao seguirás a multidão para fazeres o mal; nem numa demanda darás testemunho, acompanhando a maioria, para perverteres a justiça;    2148 2 23 3 nem mesmo ao pobre favorecerás na sua demanda.    2149 2 23 4 Se encontrares desgarrado o boi do teu inimigo, ou o seu jumento, sem falta lho reconduzirás.    2150 2 23 5 Se vires deitado debaixo da sua carga o jumento daquele que te odeia, não passarás adiante; certamente o ajudarás a levantá-lo.    2151 2 23 6 Não perverterás o direito do teu pobre na sua demanda.    2152 2 23 7 Guarda-te de acusares falsamente, e não matarás o inocente e justo; porque não justificarei o ímpio.    2153 2 23 8 Também não aceitarás peita, porque a peita cega os que têm vista, e perverte as palavras dos justos.    2154 2 23 9 Outrossim, não oprimirás o estrangeiro; pois vós conheceis o coração do estrangeiro, porque fostes estrangeiros na terra do Egito.    2155 2 23 10 Seis anos semearás tua terra, e recolherás os seus frutos;    2156 2 23 11 mas no sétimo ano a deixarás descansar e ficar em pousio, para que os pobres do teu povo possam comer, e do que estes deixarem comam os animais do campo. Assim farás com a tua vinha e com o teu olival.    2157 2 23 12 Seis dias farás os teus trabalhos, mas ao sétimo dia descansarás; para que descanse o teu boi e o teu jumento, e para que tome alento o filho da tua escrava e o estrangeiro.    2158 2 23 13 Em tudo o que vos tenho dito, andai apercebidos. Do nome de outros deuses nem fareis menção; nunca se ouça da vossa boca o nome deles.    2159 2 23 14 Três vezes no ano me celebrarás festa:    2160 2 23 15 A festa dos pães ázimos guardarás: sete dias comerás pães ázimos como te ordenei, ao tempo apontado no mês de abibe, porque nele saíste do Egito; e ninguém apareça perante mim de mãos vazias;    2161 2 23 16 também guardarás a festa da sega, a das primícias do teu trabalho, que houveres semeado no campo; igualmente guardarás a festa da colheita à saída do ano, quando tiveres colhido do campo os frutos do teu trabalho.    2162 2 23 17 Três vezes no ano todos os teus homens aparecerão diante do Senhor Deus.    2163 2 23 18 Não oferecerás o sangue do meu sacrifício com pão levedado, nem ficará da noite para a manhã a gordura da minha festa.    2164 2 23 19 As primícias dos primeiros frutos da tua terra trarás à casa do Senhor teu Deus. Não cozerás o cabrito no leite de sua mãe.    2165 2 23 20 Eis que eu envio um anjo adiante de ti, para guardar-te pelo caminho, e conduzir-te ao lugar que te tenho preparado.    2166 2 23 21 Anda apercebido diante dele, e ouve a sua voz; não sejas rebelde contra ele, porque não perdoará a tua rebeldia; pois nele está o meu nome.    2167 2 23 22 Mas se, na verdade, ouvires a sua voz, e fizeres tudo o que eu disser, então serei inimigo dos teus inimigos, e adversário dos teus adversários.    2168 2 23 23 Porque o meu anjo irá adiante de ti, e te introduzirá na terra dos amorreus, dos heteus, dos perizeus, dos cananeus, dos heveus e dos jebuseus; e eu os aniquilarei.    2169 2 23 24 Não te inclinarás diante dos seus deuses, nem os servirás, nem farás conforme as suas obras; Antes os derrubarás totalmente, e quebrarás de todo as suas colunas.    2170 2 23 25 Servireis, pois, ao Senhor vosso Deus, e ele abençoará o vosso pão e a vossa água; e eu tirarei do meio de vós as enfermidades.    2171 2 23 26 Na tua terra não haverá mulher que aborte, nem estéril; o número dos teus dias completarei.    2172 2 23 27 Enviarei o meu terror adiante de ti, pondo em confusão todo povo em cujas terras entrares, e farei que todos os teus inimigos te voltem as costas.    2173 2 23 28 Também enviarei na tua frente vespas, que expulsarão de diante de ti os heveus, os cananeus e os heteus.    2174 2 23 29 Não os expulsarei num só ano, para que a terra não se torne em deserto, e as feras do campo não se multipliquem contra ti.    2175 2 23 30 Pouco a pouco os lançarei de diante de ti, até que te multipliques e possuas a terra por herança.    2176 2 23 31 E fixarei os teus limites desde o Mar Vermelho até o mar dos filisteus, e desde o deserto até o o rio; porque hei de entregar nas tuas mãos os moradores da terra, e tu os expulsarás de diante de ti.    2177 2 23 32 Não farás pacto algum com eles, nem com os seus deuses.    2178 2 23 33 Não habitarão na tua terra, para que não te façam pecar contra mim; pois se servires os seus deuses, certamente isso te será um laço.    2179 2 24 1 Depois disse Deus a Moisés: Subi ao Senhor, tu e Arão, Nadabe e Abiú, e setenta dos anciãos de Israel, e adorai de longe.    2180 2 24 2 Só Moisés se chegará ao Senhor; os, outros não se chegarão; nem o povo subirá com ele.    2181 2 24 3 Veio, pois, Moisés e relatou ao povo todas as palavras do Senhor e todos os estatutos; então todo o povo respondeu a uma voz: Tudo o que o Senhor tem falado faremos.    2182 2 24 4 Então Moisés escreveu todas as palavras do Senhor e, tendo-se levantado de manhã cedo, edificou um altar ao pé do monte, e doze colunas, segundo as doze tribos de Israel,    2183 2 24 5 e enviou certos mancebos dos filhos de Israel, os quais ofereceram holocaustos, e sacrificaram ao Senhor sacrifícios pacíficos, de bois.    2184 2 24 6 E Moisés tomou a metade do sangue, e a pôs em bacias; e a outra metade do sangue espargiu sobre o altar.    2185 2 24 7 Também tomou o livro do pacto e o leu perante o povo; e o povo disse: Tudo o que o Senhor tem falado faremos, e obedeceremos.    2186 2 24 8 Então tomou Moisés aquele sangue, e espargiu-o sobre o povo e disse: Eis aqui o sangue do pacto que o Senhor tem feito convosco no tocante a todas estas coisas.    2187 2 24 9 Então subiram Moisés e Arão, Nadabe e Abiú, e setenta dos anciãos de Israel,    2188 2 24 10 e viram o Deus de Israel, e debaixo de seus pés havia como que uma calçada de pedra de safira, que parecia com o próprio céu na sua pureza.    2189 2 24 11 Deus, porém, não estendeu a sua mão contra os nobres dos filhos de Israel; eles viram a Deus, e comeram e beberam.    2190 2 24 12 Depois disse o Senhor a Moisés: Sobe a mim ao monte, e espera ali; e dar-te-ei tábuas de pedra, e a lei, e os mandamentos que tenho escrito, para lhos ensinares.    2191 2 24 13 E levantando-se Moisés com Josué, seu servidor, subiu ao monte de Deus,    2192 2 24 14 tendo dito aos anciãos: Esperai-nos aqui, até que tornemos a vós; eis que Arão e Hur ficam convosco; quem tiver alguma questão, se chegará a eles.    2193 2 24 15 E tendo Moisés subido ao monte, a nuvem cobriu o monte.    2194 2 24 16 Também a glória do Senhor repousou sobre o monte Sinai, e a nuvem o cobriu por seis dias; e ao sétimo dia, do meio da nuvem, Deus chamou a Moisés.    2195 2 24 17 Ora, a aparência da glória do Senhor era como um fogo consumidor no cume do monte, aos olhos dos filhos de Israel.    2196 2 24 18 Moisés, porém, entrou no meio da nuvem, depois que subiu ao monte; e Moisés esteve no monte quarenta dias e quarenta noites.    2197 2 25 1 Então disse o Senhor a Moisés:    2198 2 25 2 Fala aos filhos de Israel que me tragam uma oferta alçada; de todo homem cujo coração se mover voluntariamente, dele tomareis a minha oferta alçada.    2199 2 25 3 E esta é a oferta alçada que tomareis deles: ouro, prata, bronze,    2200 2 25 4 estofo azul, púrpura, carmesim, linho fino, pêlos de cabras,    2201 2 25 5 peles de carneiros tintas de vermelho, peles de golfinhos, madeira de acácia,    2202 2 25 6 azeite para a luz, especiarias para o óleo da unção e para o incenso aromàtico,    2203 2 25 7 pedras de ônix, e pedras de engaste para o éfode e para o peitoral.    2204 2 25 8 E me farão um santuário, para que eu habite no meio deles.    2205 2 25 9 Conforme a tudo o que eu te mostrar para modelo do tabernáculo, e para modelo de todos os seus móveis, assim mesmo o fareis.    2206 2 25 10 Também farão uma arca de madeira ,de acácia; o seu comprimento será de dois côvados e meio, e a sua largura de um côvado e meio, e de um côvado e meio a sua altura.    2207 2 25 11 E cobri-la-ás de ouro puro, por dentro e por fora a cobrirás; e farás sobre ela uma moldura de ouro ao redor;    2208 2 25 12 e fundirás para ela quatro argolas de ouro, que porás nos quatro cantos dela; duas argolas de um lado e duas do outro.    2209 2 25 13 Também farás varais de madeira de acácia, que cobrirás de ouro.    2210 2 25 14 Meterás os varais nas argolas, aos lados da arca, para se levar por eles a arca.    2211 2 25 15 Os varais permanecerão nas argolas da arca; não serão tirados dela.    2212 2 25 16 E porás na arca o testemunho, que eu te darei.    2213 2 25 17 Igualmente farás um propiciatório, de ouro puro; o seu comprimento será de dois covados e meio, e a sua largura de um côvado e meio.    2214 2 25 18 Farás também dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório.    2215 2 25 19 Farás um querubim numa extremidade e o outro querubim na outra extremidade; de uma só peça com o propiciatório fareis os querubins nas duas extremidades dele.    2216 2 25 20 Os querubins estenderão as suas asas por cima do propiciatório, cobrindo-o com as asas, tendo as faces voltadas um para o outro; as faces dos querubins estarão voltadas para o propiciatório.    2217 2 25 21 E porás o propiciatório em cima da arca; e dentro da arca porás o testemunho que eu te darei.    2218 2 25 22 E ali virei a ti, e de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins que estão sobre a arca do testemunho, falarei contigo a respeito de tudo o que eu te ordenar no tocante aos filhos de Israel.    2219 2 25 23 Também farás uma mesa de madeira de acácia; o seu comprimento será de dois côvados, a sua largura de um côvado e a sua altura de um côvado e meio;    2220 2 25 24 cobri-la-ás de ouro puro, e lhe farás uma moldura de ouro ao redor.    2221 2 25 25 Também lhe farás ao redor uma guarnição de quatro dedos de largura, e ao redor na guarnição farás uma moldura de ouro.    2222 2 25 26 Também lhe farás quatro argolas de ouro, e porás as argolas nos quatro cantos, que estarão sobre os quatro pés.    2223 2 25 27 Junto da guarnição estarão as argolas, como lugares para os varais, para se levar a mesa.    2224 2 25 28 Farás, pois, estes varais de madeira de acácia, e os cobrirás de ouro; e levar-se-á por eles a mesa.    2225 2 25 29 Também farás os seus pratos, as suas colheres, os seus cântaros e as suas tigelas com que serão oferecidas as libações; de ouro puro os farás.    2226 2 25 30 E sobre a mesa porás os pães da o proposição perante mim para sempre.    2227 2 25 31 Também farás um candelabro de ouro puro; de ouro batido se fará o candelabro, tanto o seu pedestal como a sua haste; os seus copos, os seus cálices e as suas corolas formarão com ele uma só peça.    2228 2 25 32 E de seus lados sairão seis braços: três de um lado, e três do outro.    2229 2 25 33 Em um braço haverá três copos a modo de flores de amêndoa, com cálice e corola; também no outro braço três copos a modo de flores de amêndoa, com cálice e corola; assim se farão os seis braços que saem do candelabro.    2230 2 25 34 Mas na haste central haverá quatro copos a modo de flores de amêndoa, com os seus cálices e as suas corolas,    2231 2 25 35 e um cálice debaixo de dois braços, formando com a haste uma só peça; outro cálice debaixo de dois outros braços, de uma só peça com a haste; e ainda outro cálice debaixo de dois outros braços, de uma só peça com a haste; assim será para os seis braços que saem do candelabro.    2232 2 25 36 Os seus cálices e os seus braços formarão uma só peça com a haste; o todo será de obra batida de ouro puro.    2233 2 25 37 Também lhe farás sete lâmpadas, as quais se acenderão para alumiar defronte dele.    2234 2 25 38 Os seus espevitadores e os seus cinzeiros serão de ouro puro.    2235 2 25 39 De um talento de ouro puro se fará o candelabro, com todos estes utensílios.    2236 2 25 40 Atenta, pois, que os faças conforme o seu modelo, que te foi mostrado no monte.    2237 2 26 1 O tabernáculo farás de dez cortinas de linho fino torcido, e de estofo azul, púrpura, e carmesim; com querubins as farás, obra de artífice.    2238 2 26 2 O comprimento de cada cortina será de vinte e oito côvados, e a largura de quatro côvados; todas as cortinas serão da mesma medida.    2239 2 26 3 Cinco cortinas serão enlaçadas, cada uma à outra; e as outras cinco serão enlaçadas da mesma maneira.    2240 2 26 4 Farás laçadas de estofo azul na orla da última cortina do primeiro grupo; assim também farás na orla da primeira cortina do segundo grupo;    2241 2 26 5 a saber, cinqüenta laçadas na orla de uma cortina, e cinqüenta laçadas na orla da outra; as laçadas serão contrapostas uma à outra.    2242 2 26 6 Farás cinqüenta colchetes de ouro, e prenderás com eles as cortinas, uma à outra; assim o tabernáculo virá a ser um todo.    2243 2 26 7 Farás também cortinas de pêlos de cabras para servirem de tenda sobre o tabernáculo; onze destas cortinas farás.    2244 2 26 8 O comprimento de cada cortina será de trinta côvados, e a largura de cada cortina de quatro côvados; as onze cortinas serão da mesma medida.    2245 2 26 9 E ajuntarás cinco cortinas em um grupo, e as outras seis cortinas em outro grupo; e dobrarás a sexta cortina na frente da tenda.    2246 2 26 10 E farás cinqüenta laçadas na orla da última cortina do primeiro grupo, e outras cinqüenta laçadas na orla da primeira cortina do segundo grupo.    2247 2 26 11 Farás também cinqüenta colchetes de bronze, e meterás os colchetes nas laçadas, e assim ajuntarás a tenda, para que venha a ser um todo.    2248 2 26 12 E o resto que sobejar das cortinas da tenda, a saber, a meia cortina que sobejar, penderá aos fundos do tabernáculo.    2249 2 26 13 E o côvado que sobejar de um lado e de outro no comprimento das cortinas da tenda, penderá de um e de outro lado do tabernáculo, para cobri-lo.    2250 2 26 14 Farás também para a tenda uma coberta de peles de carneiros, tintas de vermelho, e por cima desta uma coberta de peles de golfinhos.    2251 2 26 15 Farás também as tábuas para o tabernáculo de madeira de acácia, as quais serão colocadas verticalmente.    2252 2 26 16 O comprimento de cada tábua será de dez côvados, e a sua largura de um côvado e meio.    2253 2 26 17 Duas couceiras terá cada tábua, unidas uma à outra por travessas; assim farás com todas as tábuas do tabernáculo.    2254 2 26 18 Ao fazeres as tábuas para o tabernáculo, farás vinte delas para o lado meridional.    2255 2 26 19 Farás também quarenta bases de prata debaixo das vinte tábuas; duas bases debaixo de uma tábua, para as suas duas couceiras, e duas bases debaixo de outra, para as duas couceiras dela.    2256 2 26 20 Também para o outro lado do tabernáculo, o que dá para o norte, farás vinte tábuas,    2257 2 26 21 com as suas quarenta bases de prata; duas bases debaixo de uma tábua e duas debaixo de outra.    2258 2 26 22 E para o lado posterior do tabernáculo, o que dá para o ocidente, farás seis tábuas.    2259 2 26 23 Farás também duas tábuas para os cantos do tabernáculo no lado posterior.    2260 2 26 24 Por baixo serão duplas, do mesmo modo se estendendo inteiras até a primeira argola em cima; assim se fará com as duas tábuas; elas serão para os dois cantos.    2261 2 26 25 Haverá oito tábuas com as suas dezesseis bases de prata: duas bases debaixo de uma tábua e duas debaixo de outra.    2262 2 26 26 Farás também travessões de madeira de acácia; cinco para as tábuas de um lado do tabernáculo,    2263 2 26 27 e cinco para as tábuas do outro lado do tabernáculo, bem como c6 azeite para a luz, especiarias para o óleo da unção e para o para o ocidente.    2264 2 26 28 O travessão central passará ao meio das tábuas, de uma extremidade à outra.    2265 2 26 29 E cobrirás de ouro as tábuas, e de ouro farás as suas argolas, como lugares para os travessões; também os travessões cobrirás de ouro.    2266 2 26 30 Então levantarás o tabernáculo conforme o modelo que te foi mostrado no monte.    2267 2 26 31 Farás também um véu de azul, púrpura, carmesim, e linho fino torcido; com querubins, obra de artífice, se fará;    2268 2 26 32 e o suspenderás sobre quatro colunas de madeira de acácia, cobertas de ouro; seus colchetes serão de ouro, sobre quatro bases de prata.    2269 2 26 33 Pendurarás o véu debaixo dos colchetes, e levarás para dentro do véu a arca do testemunho; este véu vos fará separação entre o lugar santo e o santo dos santos.    2270 2 26 34 Porás o propiciatório sobre a arca do testemunho no santo dos santos;    2271 2 26 35 colocarás a mesa fora do véu, e o candelabro defronte da mesa, para o lado sul do tabernáculo; e porás a mesa para o lado norte.    2272 2 26 36 Farás também para a porta da tenda um reposteiro de azul, púrpura, carmesim: e linho fino torcido, obra de bordador.    2273 2 26 37 E para o reposteiro farás cinco colunas de madeira de acácia, cobrindo-as de ouro (os seus colchetes também serão de ouro), e para elas fundirás cinco bases de bronze.    2274 2 27 1 Farás também o altar de madeira de acácia; de cinco côvados será o comprimento, de cinco côvados a largura (será quadrado o altar), e de três côvados a altura.    2275 2 27 2 E farás as suas pontas nos seus quatro cantos; as suas pontas formarão uma só peça com o altar; e o cobrirás de bronze.    2276 2 27 3 Far-lhe-ás também os cinzeiros, para recolher a sua cinza, e as pás, e as bacias, e os garfos e os braseiros; todos os seus utensílios farás de bronze.    2277 2 27 4 Far-lhe-ás também um crivo de bronze em forma de rede, e farás para esta rede quatro argolas de bronze nos seus quatro cantos,    2278 2 27 5 e a porás em baixo da borda em volta do altar, de maneira que a rede chegue até o meio do altar.    2279 2 27 6 Farás também varais para o altar, varais de madeira de acácia, e os cobrirás de bronze.    2280 2 27 7 Os varais serão metidos nas argolas, e estarão de um e de outro lado do altar, quando for levado.    2281 2 27 8 èco, de tábuas, o farás; como se te mostrou no monte, assim o farão.    2282 2 27 9 Farás também o átrio do tabernáculo. No lado que dá para o sul o átrio terá cortinas de linho fino torcido, de cem côvados de comprimento.    2283 2 27 10 As suas colunas serão vinte, e vinte as suas bases, todas de bronze; os colchetes das colunas e as suas faixas serão de prata.    2284 2 27 11 Assim também ao longo do lado do norte haverá cortinas de cem côvados de comprimento, e serão vinte as suas colunas e vinte as bases destas, todas de bronze; os colchetes das colunas e as suas faixas serão de prata.    2285 2 27 12 E na largura do átrio do lado do ocidente haverá cortinas de cinqüenta côvados; serão dez as suas colunas, e dez as bases destas.    2286 2 27 13 Semelhantemente a largura do átrio do lado que dá para o nascente será de cinqüenta côvados.    2287 2 27 14 As cortinas para um lado da porta serão de quinze côvados; três serão as suas colunas, e três as bases destas.    2288 2 27 15 E de quinze côvados serão as cortinas para o outro lado; as suas colunas serão três, e três as bases destas.    2289 2 27 16 Também à porta do átrio haverá um reposteiro de vinte côvados, de azul, púrpura, carmesim, e linho fino torcido, obra de bordador; as suas colunas serão quatro, e quatro as bases destas.    2290 2 27 17 Todas as colunas do átrio ao redor serão cingidas de faixas de prata; os seus colchetes serão de prata, porém as suas bases de bronze.    2291 2 27 18 O comprimento do átrio será de cem côvados, e a largura, por toda a extensão, de cinqüenta, e a altura de cinco côvados; as cortinas serão de linho fino torcido; e as bases das colunas de bronze.    2292 2 27 19 Todos os utensílios do tabernáculo em todo o seu serviço, e todas as suas estacas, e todas as estacas do átrio, serão de bronze.    2293 2 27 20 Ordenarás aos filhos de Israel que te tragam azeite puro de oliveiras, batido, para o candeeiro, para manter uma lâmpada acesa continuamente.    2294 2 27 21 Na tenda da revelação, fora do véu que está diante do testemunho, Arão e seus filhos a conservarão em ordem, desde a tarde até pela manhã, perante o Senhor; este será um estatuto perpétuo para os filhos de Israel pelas suas gerações.    2295 2 28 1 Depois farás chegar a ti teu irmão Arão, e seus filhos com ele, dentre os filhos de Israel, para me administrarem o ofício sacerdotal; a saber: Arão, Nadabe e Abiú, Eleazar e Itamar, os filhos de Arão.    2296 2 28 2 Farás vestes sagradas para Arão, teu irmão, para glória e ornamento.    2297 2 28 3 Falarás a todos os homens hábeis, a quem eu tenha enchido do espírito de sabedoria, que façam as vestes de Arão para santificá-lo, a fim de que me administre o ofício sacerdotal.    2298 2 28 4 Estas pois são as vestes que farão: um peitoral, um éfode, um manto, uma túnica bordada, uma mitra e um cinto; farão, pois, as vestes sagradas para Arão, teu irmão, e para seus filhos, a fim de me administrarem o ofício sacerdotal.    2299 2 28 5 E receberão o ouro, o azul, a púrpura, o carmesim e o linho fino,    2300 2 28 6 e farão o éfode de ouro, azul, púrpura, carmesim e linho fino torcido, obra de desenhista.    2301 2 28 7 Terá duas ombreiras, que se unam às suas duas pontas, para que seja unido.    2302 2 28 8 E o cinto de obra esmerada do éfode, que estará sobre ele, formando com ele uma só peça, será de obra semelhante de ouro, azul, púrpura, carmesim e linho fino torcido.    2303 2 28 9 E tomarás duas pedras de berilo, e gravarás nelas os nomes dos filhos de Israel.    2304 2 28 10 Seis dos seus nomes numa pedra, e os seis nomes restantes na outra pedra, segundo a ordem do seu nascimento.    2305 2 28 11 Conforme a obra de lapidário, como a gravura de um selo, gravarás as duas pedras, com os nomes dos filhos de Israel; guarnecidas de engastes de ouro as farás.    2306 2 28 12 E porás as duas pedras nas ombreiras do éfode, para servirem de pedras de memorial para os filhos de Israel; assim sobre um e outro ombro levará Arão diante do Senhor os seus nomes como memorial.    2307 2 28 13 Farás também engastes de ouro,    2308 2 28 14 e duas cadeiazinhas de ouro puro; como cordas as farás, de obra trançada; e aos engastes fixarás as cadeiazinhas de obra trançada.    2309 2 28 15 Farás também o peitoral do juízo, obra de artífice; conforme a obra do éfode o farás; de ouro, de azul, de púrpura, de carmesim, e de linho fino torcido o farás.    2310 2 28 16 Quadrado e duplo, será de um palmo o seu comprimento, e de um palmo a sua largura.    2311 2 28 17 E o encherás de pedras de engaste, em quatro fileiras: a primeira será de uma cornalina, um topázio e uma esmeralda;    2312 2 28 18 a segunda fileira será de uma granada, uma safira e um ônix;    2313 2 28 19 a terceira fileira será de um jacinto, uma ágata e uma ametista;    2314 2 28 20 e a quarta fileira será de uma crisólita, um berilo e um jaspe; elas serão guarnecidas de ouro nos seus engastes.    2315 2 28 21 Serão, pois, as pedras segundo os nomes dos filhos de Israel, doze segundo os seus nomes; serão como a gravura de um selo, cada uma com o seu nome, para as doze tribos.    2316 2 28 22 Também farás sobre o peitoral cadeiazinhas como cordas, obra de trança, de ouro puro.    2317 2 28 23 Igualmente sobre o peitoral farás duas argolas de ouro, e porás as duas argolas nas duas extremidades do peitoral.    2318 2 28 24 Então meterás as duas cadeiazinhas de ouro, de obra trançada, nas duas argolas nas extremidades do peitoral;    2319 2 28 25 e as outras duas pontas das duas cadeiazinhas de obra trançada meterás nos dois engastes, e as porás nas ombreiras do éfode, na parte dianteira dele.    2320 2 28 26 Farás outras duas argolas de ouro, e as porás nas duas extremidades do peitoral, na sua borda que estiver junto ao lado interior do éfode.    2321 2 28 27 Farás mais duas argolas de ouro, e as porás nas duas ombreiras do éfode, para baixo, na parte dianteira, junto à costura, e acima do cinto de obra esmerada do éfode.    2322 2 28 28 E ligarão o peitoral, pelas suas argolas, às argolas do éfode por meio de um cordão azul, de modo que fique sobre o cinto de obra esmerada do éfode e não se separe o peitoral do éfode.    2323 2 28 29 Assim Arão levará os nomes dos filhos de Israel no peitoral do juízo sobre o seu coração, quando entrar no lugar santo, para memorial diante do Senhor continuamente.    2324 2 28 30 Também porás no peitoral do juízo o Urim e o Tumim, para que estejam sobre o coração de Arão, quando entrar diante do Senhor; assim Arão levará o juízo dos filhos de Israel sobre o seu coração diante do Senhor continuamente.    2325 2 28 31 Também farás o manto do éfode todo de azul.    2326 2 28 32 No meio dele haverá uma abertura para a cabeça; esta abertura terá um debrum de obra tecida ao redor, como a abertura de cota de malha, para que não se rompa.    2327 2 28 33 E nas suas abas, em todo o seu redor, farás romãs de azul, púrpura e carmesim, e campainhas de ouro, entremeadas com elas ao redor.    2328 2 28 34 uma campainha de ouro, e uma romã, outra campainha de ouro, e outra romã, haverá nas abas do manto ao redor.    2329 2 28 35 E estará sobre Arão quando ministrar, para que se ouça o sonido ao entrar ele no lugar santo diante do Senhor e ao sair, para que ele não morra.    2330 2 28 36 Também farás uma lâmina de ouro puro, e nela gravarás como a gravura de um selo: SANTO AO SENHOR.    2331 2 28 37 Pô-la-ás em um cordão azul, de maneira que esteja na mitra; bem na frente da mitra estará.    2332 2 28 38 E estará sobre a testa de Arão, e Arão levará a iniqüidade das coisas santas, que os filhos de Israel consagrarem em todas as suas santas ofertas; e estará continuamente na sua testa, para que eles sejam aceitos diante do Senhor.    2333 2 28 39 Também tecerás a túnica enxadrezada de linho fino; bem como de linho fino farás a mitra; e farás o cinto, obra de bordador.    2334 2 28 40 Também para os filhos de Arão farás túnicas; e far-lhes-ás cintos; também lhes farás tiaras, para glória e ornamento.    2335 2 28 41 E vestirás com eles a Arão, teu irmão, e também a seus filhos, e os ungirás e consagrarás, e os santificarás, para que me administrem o sacerdócio.    2336 2 28 42 Faze-lhes também calções de linho, para cobrirem a carne nua; estender-se-ão desde os lombos até as coxas.    2337 2 28 43 E estarão sobre Arão e sobre seus filhos, quando entrarem na tenda da revelação, ou quando chegarem ao altar para ministrar no lugar santo, para que não levem iniqüidade e morram; isto será estatuto perpétuo para ele e para a sua descendência depois dele.    2338 2 29 1 Isto é o que lhes farás para os santificar, para que me administrem o sacerdócio: Toma um novilho e dois carneiros sem defeito,    2339 2 29 2 e pão ázimo, e bolos ázimos, amassados com azeite, e coscorões ázimos, untados com azeite; de flor de farinha de trigo os farás;    2340 2 29 3 e os porás num cesto, e os trarás no cesto, com o novilho e os dois carneiros.    2341 2 29 4 Então farás chegar Arão e seus filhos à porta da tenda da revelação e os lavarás, com água.    2342 2 29 5 Depois tomarás as vestes, e vestirás a Arão da túnica e do manto do éfode, e do éfode mesmo, e do peitoral, e lhe cingirás o éfode com o seu cinto de obra esmerada;    2343 2 29 6 e pôr-lhe-ás a mitra na cabeça; e sobre a mitra porás a coroa de santidade;    2344 2 29 7 então tomarás o óleo da unção e, derramando-lho sobre a cabeça, o ungirás.    2345 2 29 8 Depois farás chegar seus filhos, e lhes farás vestir túnicas,    2346 2 29 9 e os cingirás com cintos, a Arão e a seus filhos, e lhes atarás as tiaras. Por estatuto perpétuo eles terão o sacerdócio; consagrarás, pois, a Arão e a seus filhos.    2347 2 29 10 Farás chegar o novilho diante da tenda da revelação, e Arão e seus filhos porão as mãos sobre a cabeça do novilho;    2348 2 29 11 e imolarás o novilho perante o Senhor, à porta da tenda da revelação.    2349 2 29 12 Depois tomarás do sangue do novilho, e com o dedo o porás sobre as pontas do altar, e todo o sangue restante derramarás à base do altar.    2350 2 29 13 Também tomarás toda a gordura que cobre as entranhas, o redenho do fígado, os dois rins e a gordura que houver neles, e queimá-los-ás sobre o altar;    2351 2 29 14 mas a carne do novilho, o seu couro e o seu excremento queimarás fora do arraial; é sacrifício pelo pecado.    2352 2 29 15 Depois tomarás um carneiro, e Arão e seus filhos porão as mãos sobre a cabeça dele,    2353 2 29 16 e imolarás o carneiro e, tomando o seu sangue, o espargirás sobre o altar ao redor;    2354 2 29 17 e partirás o carneiro em suas partes, e lavarás as suas entranhas e as suas pernas, e as porás sobre as suas partes e sobre a sua cabeça.    2355 2 29 18 Assim queimarás todo o carneiro sobre o altar; é um holocausto para o Senhor; é cheiro suave, oferta queimada ao Senhor.    2356 2 29 19 Depois tomarás o outro carneiro, e Arão e seus filhos porão as mãos sobre a cabeça dele;    2357 2 29 20 e imolarás o carneiro, e tomarás do seu sangue, e o porás sobre a ponta da orelha direita de Arão e sobre a ponta da orelha direita de seus filhos, como também sobre o dedo polegar da sua mão direita e sobre o dedo polegar do seu pé direito; e espargirás o sangue sobre o altar ao redor.    2358 2 29 21 Então tomarás do sangue que estará sobre o altar, e do óleo da unção, e os espargirás sobre Arão e sobre as suas vestes, e sobre seus filhos, e sobre as vestes de seus filhos com ele; assim ele será santificado e as suas vestes, também seus filhos e as vestes de seus filhos com ele.    2359 2 29 22 Depois tomarás do carneiro a gordura e a cauda gorda, a gordura que cobre as entranhas e o redenho do fígado, os dois rins com a gordura que houver neles e a coxa direita (porque é carneiro de consagração),    2360 2 29 23 e uma fogaça de pão, um bolo de pão azeitado e um coscorão do cesto dos pães ázimos que estará diante do Senhor,    2361 2 29 24 e tudo porás nas mãos de Arão, e nas mãos de seus filhos; e por oferta de movimento o moverás perante o Senhor.    2362 2 29 25 Depois o tomarás das suas mãos e o queimarás no altar sobre o holocausto, por cheiro suave perante o Senhor; é oferta queimada ao Senhor.    2363 2 29 26 Também tomarás o peito do carneiro de consagração, que é de Arão, e por oferta de movimento o moverás perante o Senhor; e isto será a tua porção.    2364 2 29 27 E santificarás o peito da oferta de movimento e a coxa da oferta alçada, depois de movida e alçada, isto é, aquilo do carneiro de consagração que for de Arão e de seus filhos;    2365 2 29 28 e isto será para Arão e para seus fihos a porção de direito, para sempre, da parte dos filhos de Israel, porque é oferta alçada; e oferta alçada será dos filhos de Israel, dos sacrifícios das suas ofertas pacíficas, oferta alçada ao Senhor.    2366 2 29 29 As vestes sagradas de Arão ficarão para seus filhos depois dele, para nelas serem ungidos e sagrados.    2367 2 29 30 Sete dias os vestirá aquele que de seus filhos for sacerdote em seu lugar, quando entrar na tenda da revelação para ministrar no lugar santo.    2368 2 29 31 Também tomarás o carneiro de consagração e cozerás a sua carne em lugar santo.    2369 2 29 32 E Arão e seus filhos comerão a carne do carneiro, e o pão que está no cesto, à porta da tenda da revelação;    2370 2 29 33 e comerão as coisas com que for feita expiação, para consagrá-los, e para santificá-los; mas delas o estranho nào comerá, porque são santas.    2371 2 29 34 E se sobejar alguma coisa da carne da consagração, ou do pão, até pela manhã, o que sobejar queimarás no fogo; não se comerá, porque é santo.    2372 2 29 35 Assim, pois, farás a Arão e a seus filhos conforme tudo o que te hei ordenado; por sete dias os sagrarás.    2373 2 29 36 Também cada dia oferecerás para expiação o novilho de sacrifício pelo pecado; e purificarás o altar, fazendo expiação por ele; e o ungirás para santificá-lo.    2374 2 29 37 Sete dias farás expiação pelo altar, e o santificarás; e o altar será santíssimo; tudo o que tocar o altar será santo.    2375 2 29 38 Isto, pois, é o que oferecerás sobre o altar: dois cordeiros de um ano cada dia continuamente.    2376 2 29 39 Um cordeiro oferecerás pela manhã, e o outro cordeiro oferecerás à tardinha;    2377 2 29 40 com um cordeiro a décima parte de uma efa de flor de farinha, misturada com a quarta parte de um him de azeite batido, e para libação a quarta parte de um him de vinho.    2378 2 29 41 E o outro cordeiro oferecerás à tardinha, e com ele farás oferta de cereais como com a oferta da manhã, e conforme a sua oferta de libação, por cheiro suave; oferta queimada é ao Senhor.    2379 2 29 42 Este será o holocausto contínuo por vossas gerações, à porta da tenda da revelação, perante o Senhor, onde vos encontrarei, para falar contigo ali.    2380 2 29 43 E ali virei aos filhos de Israel; e a tenda será santificada pela minha glória;    2381 2 29 44 santificarei a tenda da revelação e o altar; também santificarei a Arão e seus filhos, para que me administrem o sacerdócio.    2382 2 29 45 Habitarei no meio dos filhos de Israel, e serei o seu Deus;    2383 2 29 46 e eles saberão que eu sou o Senhor seu Deus, que os tirei da terra do Egito, para habitar no meio deles; eu sou o Senhor seu Deus.    2384 2 30 1 Farás um altar para queimar o incenso; de madeira de acácia o farás.    2385 2 30 2 O seu comprimento será de um côvado, e a sua largura de um côvado; será quadrado; e de dois côvados será a sua altura; as suas pontas formarão uma só peça com ele.    2386 2 30 3 De ouro puro o cobrirás, tanto a face superior como as suas paredes ao redor, e as suas pontas; e lhe farás uma moldura de ouro ao redor.    2387 2 30 4 Também lhe farás duas argolas de ouro debaixo da sua moldura; nos dois cantos de ambos os lados as farás; e elas servirão de lugares para os varais com que o altar será levado.    2388 2 30 5 Farás também os varais de madeira de acácia e os cobrirás de ouro.    2389 2 30 6 E porás o altar diante do véu que está junto à arca do testemunho, diante do propiciatório, que se acha sobre o testemunho, onde eu virei a ti.    2390 2 30 7 E Arão queimará sobre ele o incenso das especiarias; cada manhã, quando puser em ordem as lâmpadas, o queimará.    2391 2 30 8 Também quando acender as lâmpadas à tardinha, o queimará; este será incenso perpétuo perante o Senhor pelas vossas gerações.    2392 2 30 9 Não oferecereis sobre ele incenso estranho, nem holocausto, nem oferta de cereais; nem tampouco derramareis sobre ele ofertas de libação.    2393 2 30 10 E uma vez no ano Arão fará expiação sobre as pontas do altar; com o sangue do sacrifício de expiação de pecado, fará expiação sobre ele uma vez no ano pelas vossas gerações; santíssimo é ao Senhor.    2394 2 30 11 Disse mais o Senhor a Moisés:    2395 2 30 12 Quando fizeres o alistamento dos filhos de Israel para sua enumeração, cada um deles dará ao Senhor o resgate da sua alma, quando os alistares; para que não haja entre eles praga alguma por ocasião do alistamento.    2396 2 30 13 Dará cada um, ao ser alistado, meio siclo, segundo o siclo do santuário (este siclo é de vinte jeiras); meio siclo é a oferta ao Senhor.    2397 2 30 14 Todo aquele que for alistado, de vinte anos para cima, dará a oferta do Senhor.    2398 2 30 15 O rico não dará mais, nem o pobre dará menos do que o meio siclo, quando derem a oferta do Senhor, para fazerdes expiação por vossas almas.    2399 2 30 16 E tomarás o dinheiro da expiação dos filhos de Israel, e o designarás para o serviço da tenda da revelação, para que sirva de memorial a favor dos filhos de Israel diante do Senhor, para fazerdes expiação por vossas almas.    2400 2 30 17 Disse mais o Senhor a Moisés:    2401 2 30 18 Farás também uma pia de bronze com a sua base de bronze, para lavatório; e a porás entre a tenda da revelação e o altar, e nela deitarás água,    2402 2 30 19 com a qual Arão e seus filhos lavarão as mãos e os pés;    2403 2 30 20 quando entrarem na tenda da revelação lavar-se-ão com água, para que não morram, ou quando se chegarem ao altar para ministrar, para fazer oferta queimada ao Senhor.    2404 2 30 21 Lavarão, pois, as mãos e os pés, para que não morram; e isto lhes será por estatuto perpétuo a ele e à sua descendência pelas suas gerações.    2405 2 30 22 Disse mais o Senhor a Moisés:    2406 2 30 23 Também toma das principais especiarias, da mais pura mirra quinhentos siclos, de canela aromática a metade, a saber, duzentos e cinqüenta siclos, de cálamo aromático duzentos e cinqüenta siclos,    2407 2 30 24 de cássia quinhentos siclos, segundo o siclo do santuário, e de azeite de oliveiras um him.    2408 2 30 25 Disto farás um óleo sagrado para as unções, um perfume composto segundo a arte do perfumista; este será o óleo sagrado para as unções.    2409 2 30 26 Com ele ungirás a tenda da revelação, a arca do testemunho,    2410 2 30 27 a mesa com todos os seus utensílios, o candelabro com os seus utensílios, o altar de incenso,    2411 2 30 28 a altar do holocausto com todos os seus utensílios, o altar de incenso,    2412 2 30 29 Assim santificarás estas coisas, para que sejam santíssimas; tudo o que as tocar será santo.    2413 2 30 30 Também ungirás a Arão e seus filhos, e os santificarás para me administrarem o sacerdócio.    2414 2 30 31 E falarás aos filhos de Israel, dizendo: Este me será o óleo sagrado para as unções por todas as vossas gerações.    2415 2 30 32 Não se ungirá com ele carne de homem; nem fareis outro de semelhante composição; sagrado é, e para vós será sagrado.    2416 2 30 33 O homem que compuser um perfume como este, ou que com ele ungir a um estranho, será extirpado do seu povo.    2417 2 30 34 Disse mais o Senhor a Moisés: Toma especiarias aromáticas: estoraque, e ônica, e gálbano, especiarias aromáticas com incenso puro; de cada uma delas tomarás peso igual;    2418 2 30 35 e disto farás incenso, um perfume segundo a arte do perfumista, temperado com sal, puro e santo;    2419 2 30 36 e uma parte dele reduzirás a pó e o porás diante do testemunho, na tenda da revelação onde eu virei a ti; coisa santíssimá vos será.    2420 2 30 37 Ora, o incenso que fareis conforme essa composição, não o fareis para vós mesmos; santo vos será para o Senhor.    2421 2 30 38 O homem que fizer tal como este para o cheirar, será extirpado do seu povo.    2422 2 31 1 Depois disse o Senhor a Moisés:    2423 2 31 2 Eis que eu tenho chamado por nome a Bezaleel, filho de îri, filho de Hur, da tribo de Judá,    2424 2 31 3 e o enchi do espírito de Deus, no tocante à sabedoria, ao entendimento, à ciência e a todo ofício,    2425 2 31 4 para inventar obras artísticas, e trabalhar em ouro, em prata e em bronze,    2426 2 31 5 e em lavramento de pedras para engastar, e em entalhadura de madeira, enfim para trabalhar em todo ofício.    2427 2 31 6 E eis que eu tenho designado com ele a Aoliabe, filho de Aisamaque, da tribo de Dã, e tenho dado sabedoria ao coração de todos os homens hábeis, para fazerem tudo o que te hei ordenado,    2428 2 31 7 a saber: a tenda da revelação, a arca do testemunho, o propiciatório que estará sobre ela, e todos os móveis da tenda;    2429 2 31 8 a mesa com os seus utensílios, o candelabro de ouro puro com todos os seus utensílios, o altar do incenso,    2430 2 31 9 o altar do holocausto com todos os seus utensílios, e a pia com a sua base;    2431 2 31 10 as vestes finamente tecidas, as vestes sagradas de Arão, o sacerdote, e as de seus filhos, para administrarem o sacerdócio;    2432 2 31 11 o óleo da unção, e o incenso aromático para o lugar santo; eles farão conforme tudo o que te hei mandado.    2433 2 31 12 Disse mais o Senhor a Moisés:    2434 2 31 13 Falarás também aos filhos de Israel, dizendo: Certamente guardareis os meus sábados; porquanto isso é um sinal entre mim e vós pelas vossas gerações; para que saibais que eu sou o Senhor, que vos santifica.    2435 2 31 14 Portanto guardareis o sábado, porque santo é para vós; aquele que o profanar certamente será morto; porque qualquer que nele fizer algum trabalho, aquela alma será exterminada do meio do seu povo.    2436 2 31 15 Seis dias se trabalhará, mas o sétimo dia será o sábado de descanso solene, santo ao Senhor; qualquer que no dia do sábado fizer algum trabalho, certamente será morto.    2437 2 31 16 Guardarão, pois, o sábado os filhos de Israel, celebrando-o nas suas gerações como pacto perpétuo. ,    2438 2 31 17 Entre mim e os filhos de Israel será ele um sinal para sempre; porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, e ao sétimo dia descansou, e achou refrigério.    2439 2 31 18 E deu a Moisés, quando acabou de falar com ele no monte Sinai, as duas tábuas do testemunho, tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus.    2440 2 32 1 Mas o povo, vendo que Moisés tardava em descer do monte, acercou-se de Arão, e lhe disse: Levanta-te, faze-nos um deus que vá adiante de nós; porque, quanto a esse Moisés, o homem que nos tirou da terra do Egito, não sabemos o que lhe aconteceu.    2441 2 32 2 E Arão lhes disse: Tirai os pendentes de ouro que estão nas orelhas de vossas mulheres, de vossos filhos e de vossas filhas, e trazei-mos.    2442 2 32 3 Então todo o povo, tirando os pendentes de ouro que estavam nas suas orelhas, os trouxe a Arão;    2443 2 32 4 ele os recebeu de suas mãos, e com um buril deu forma ao ouro, e dele fez um bezerro de fundição. Então eles exclamaram: Eis aqui, ó Israel, o teu deus, que te tirou da terra do Egito.    2444 2 32 5 E Arão, vendo isto, edificou um altar diante do bezerro e, fazendo uma proclamação, disse: Amanhã haverá festa ao Senhor.    2445 2 32 6 No dia seguinte levantaram-se cedo, ofereceram holocaustos, e trouxeram ofertas pacíficas; e o povo sentou-se a comer e a beber; depois levantou-se para folgar.    2446 2 32 7 Então disse o Senhor a Moisés: Vai, desce; porque o teu povo, que fizeste subir da terra do Egito, se corrompeu;    2447 2 32 8 depressa se desviou do caminho que eu lhe ordenei; eles fizeram para si um bezerro de fundição, e adoraram-no, e lhe ofereceram sacrifícios, e disseram: Eis aqui, ó Israel, o teu deus, que te tirou da terra do Egito.    2448 2 32 9 Disse mais o Senhor a Moisés: Tenho observado este povo, e eis que é povo de dura cerviz.    2449 2 32 10 Agora, pois, deixa-me, para que a minha ira se acenda contra eles, e eu os consuma; e eu farei de ti uma grande nação.    2450 2 32 11 Moisés, porém, suplicou ao Senhor seu Deus, e disse: ç Senhor, por que se acende a tua ira contra o teu povo, que tiraste da terra do Egito com grande força e com forte mão?    2451 2 32 12 Por que hão de falar os egípcios, dizendo: Para mal os tirou, para matá-los nos montes, e para destruí-los da face da terra?. Torna-te da tua ardente ira, e arrepende-te deste mal contra o teu povo.    2452 2 32 13 Lembra-te de Abraão, de Isaque, e de Israel, teus servos, aos quais por ti mesmo juraste, e lhes disseste: Multiplicarei os vossos descendentes como as estrelas do céu, e lhes darei toda esta terra de que tenho falado, e eles a possuirão por herança para sempre.    2453 2 32 14 Então o Senhor se arrependeu do mal que dissera que havia de fazer ao seu povo.    2454 2 32 15 E virou-se Moisés, e desceu do monte com as duas tábuas do testemunho na mão, tábuas escritas de ambos os lados; de um e de outro lado estavam escritas.    2455 2 32 16 E aquelas tábuas eram obra de Deus; também a escritura era a mesma escritura de Deus, esculpida nas tábuas.    2456 2 32 17 Ora, ouvindo Josué a voz do povo que jubilava, disse a Moisés: Alarido de guerra há no arraial.    2457 2 32 18 Respondeu-lhe Moisés: Não é alarido dos vitoriosos, nem alarido dos vencidos, mas é a voz dos que cantam que eu ouço.    2458 2 32 19 Chegando ele ao arraial e vendo o bezerro e as danças, acendeu-se-lhe a ira, e ele arremessou das mãos as tábuas, e as despedaçou ao pé do monte.    2459 2 32 20 Então tomou o bezerro que tinham feito, e queimou-o no fogo; e, moendo-o até que se tornou em pó, o espargiu sobre a água, e deu-o a beber aos filhos de Israel.    2460 2 32 21 E perguntou Moisés a Arão: Que te fez este povo, que sobre ele trouxeste tamanho pecado?.    2461 2 32 22 Ao que respondeu Arão: Não se acenda a ira do meu senhor; tu conheces o povo, como ele é inclinado ao mal.    2462 2 32 23 Pois eles me disseram: Faze-nos um deus que vá adiante de nós; porque, quanto a esse Moisés, o homem que nos tirou da terra do Egito, não sabemos o que lhe aconteceu.    2463 2 32 24 Então eu lhes disse: Quem tem ouro, arranque-o. Assim mo deram; e eu o lancei no fogo, e saiu este bezerro.    2464 2 32 25 Quando, pois, Moisés viu que o povo estava desenfreado (porque Arão o havia desenfreado, para escárnio entre os seus inimigos),    2465 2 32 26 pôs-se em pé à entrada do arraial, e disse: Quem está ao lado do Senhor, venha a mim. Ao que se ajuntaram a ele todos os filhos de Levi.    2466 2 32 27 Então ele lhes disse: Assim diz o Senhor, o Deus de Israel: Cada um ponha a sua espada sobre a coxa; e passai e tornai pelo arraial de porta em porta, e mate cada um a seu irmão, e cada um a seu amigo, e cada um a seu vizinho.    2467 2 32 28 E os filhos de Levi fizeram conforme a palavra de Moisés; e caíram do povo naquele dia cerca de três mil homens.    2468 2 32 29 Porquanto Moisés tinha dito: Consagrai-vos hoje ao Senhor; porque cada um será contra o seu filho, e contra o seu irmão; para que o Senhor vos conceda hoje uma bênção.    2469 2 32 30 No dia seguinte disse Moisés ao povo Vós tendes cometido grande pecado; agora porém subirei ao Senhor; porventura farei expiação por vosso pecado.    2470 2 32 31 Assim tornou Moisés ao Senhor, e disse: Oh! este povo cometeu um grande pecado, fazendo para si um deus de ouro.    2471 2 32 32 Agora, pois, perdoa o seu pecado; ou se não, risca-me do teu livro, que tens escrito.    2472 2 32 33 Então disse o Senhor a Moisés: Aquele que tiver pecado contra mim, a este riscarei do meu livro.    2473 2 32 34 Vai pois agora, conduze este povo para o lugar de que te hei dito; eis que o meu anjo irá adiante de ti; porém no dia da minha visitação, sobre eles visitarei o seu pecado.    2474 2 32 35 Feriu, pois, o Senhor ao povo, por ter feito o bezerro que Arão formara.    2475 2 33 1 Disse mais o Senhor a Moisés: Vai, sobe daqui, tu e o povo que fizeste subir da terra do Egito, para a terra a respeito da qual jurei a Abraão, a Isaque, e a Jacó, dizendo: ë tua descendência a darei.    2476 2 33 2 E enviarei um anjo adiante de ti (e lançarei fora os cananeus, e os amorreus, e os heteus, e os perizeus, e os heveus, e os jebuseus),    2477 2 33 3 para uma terra que mana leite e mel; porque eu não subirei no meio de ti, porquanto és povo de cerviz dura; para que não te consuma eu no caminho.    2478 2 33 4 E quando o povo ouviu esta má notícia, pôs-se a prantear, e nenhum deles vestiu os seus atavios.    2479 2 33 5 Pois o Senhor tinha dito a Moisés: Dize aos filhos de Israel: És um povo de dura cerviz; se por um só momento eu subir no meio de ti, te consumirei; portanto agora despe os teus atavios, para que eu saiba o que te hei de fazer.    2480 2 33 6 Então os filhos de Israel se despojaram dos seus atavios, desde o monte Horebe em diante.    2481 2 33 7 Ora, Moisés costumava tomar a tenda e armá-la fora do arraial, bem longe do arraial; e chamou-lhe a tenda da revelação. E todo aquele que buscava ao Senhor saía à tenda da revelação, que estava fora do arraial.    2482 2 33 8 Quando Moisés saía à tenda, levantava-se todo o povo e ficava em pé cada um à porta da sua tenda, e olhava a Moisés pelas costas, até entrar ele na tenda.    2483 2 33 9 E quando Moisés entrava na tenda, a coluna de nuvem descia e ficava à porta da tenda; e o Senhor falava com Moisés.    2484 2 33 10 Assim via todo o povo a coluna de nuvem que estava à porta da tenda, e todo o povo, levantando-se, adorava, cada um à porta da sua tenda.    2485 2 33 11 E falava o Senhor a Moisés face a face, como qualquer fala com o seu amigo. Depois tornava Moisés ao arraial; mas o seu servidor, o mancebo Josué, filho de Num, não se apartava da tenda.    2486 2 33 12 E Moisés disse ao Senhor: Eis que tu me dizes: Faze subir a este povo; porém não me fazes saber a quem hás de enviar comigo. Disseste também: Conheço-te por teu nome, e achaste graça aos meus olhos.    2487 2 33 13 Se eu, pois, tenho achado graça aos teus olhos, rogo-te que agora me mostres os teus caminhos, para que eu te conheça, a fim de que ache graça aos teus olhos; e considera que esta nação é teu povo.    2488 2 33 14 Respondeu-lhe o Senhor: Eu mesmo irei contigo, e eu te darei descanso.    2489 2 33 15 Então Moisés lhe disse: Se tu mesmo não fores conosco, não nos faças subir daqui.    2490 2 33 16 Como, pois, se saberá agora que tenho achado graça aos teus olhos, eu e o teu povo? acaso não é por andares tu conosco, de modo a sermos separados, eu e o teu povo, de todos os povos que há sobre a face da terra;    2491 2 33 17 Ao que disse o Senhor a Moisés: Farei também isto que tens dito; porquanto achaste graça aos meus olhos, e te conheço pelo teu nome.    2492 2 33 18 Moisés disse ainda: Rogo-te que me mostres a tua glória.    2493 2 33 19 Respondeu-lhe o Senhor: Eu farei passar toda a minha bondade diante de ti, e te proclamarei o meu nome Jeová; e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia, e me compadecerei de quem me compadecer.    2494 2 33 20 E disse mais: Não poderás ver a minha face, porquanto homem nenhum pode ver a minha face e viver.    2495 2 33 21 Disse mais o Senhor: Eis aqui um lugar junto a mim; aqui, sobre a penha, te poras.    2496 2 33 22 E quando a minha glória passar, eu te porei numa fenda da penha, e te cobrirei com a minha mão, até que eu haja passado.    2497 2 33 23 Depois, quando eu tirar a mão, me verás pelas costas; porém a minha face não se verá.    2498 2 34 1 Então disse o Senhor a Moisés: Lavra duas tábuas de pedra, como as primeiras; e eu escreverei nelas as palavras que estavam nas primeiras tábuas, que tu quebraste.    2499 2 34 2 Prepara-te para amanhã, e pela manhã sobe ao monte Sinai, e apresenta-te a mim ali no cume do monte.    2500 2 34 3 Mas ninguém suba contigo, nem apareça homem algum em todo o monte; nem mesmo se apascentem defronte dele ovelhas ou bois.    2501 2 34 4 Então Moisés lavrou duas tábuas de pedra, como as primeiras; e, levantando-se de madrugada, subiu ao monte Sinai, como o Senhor lhe tinha ordenado, levando na mão as duas tábuas de pedra.    2502 2 34 5 O Senhor desceu numa nuvem e, pondo-se ali junto a ele, proclamou o nome Jeová.    2503 2 34 6 Tendo o Senhor passado perante Moisés, proclamou: Jeovã, Jeová, Deus misericordioso e compassivo, tardio em irar-se e grande em beneficência e verdade;    2504 2 34 7 que usa de beneficência com milhares; que perdoa a iniqüidade, a transgressão e o pecado; que de maneira alguma terá por inocente o culpado; que visita a iniqüidade dos pais sobre os filhos e sobre os filhos dos filhos até a terceira e quarta geração.    2505 2 34 8 Então Moisés se apressou a inclinar-se à terra, e adorou,    2506 2 34 9 dizendo: Senhor, se agora tenho achado graça aos teus olhos, vá o Senhor no meio de nós; porque este é povo de dura cerviz:; e perdoa a nossa iniqüidade e o nosso pecado, e toma-nos por tua herança.    2507 2 34 10 Então disse o Senhor: Eis que eu faço um pacto; farei diante de todo o teu povo maravilhas quais nunca foram feitas em toda a terra, nem dentro de nação alguma; e todo este povo, no meio do qual estás, verá a obra do Senhor; porque coisa terrível é o que faço contigo.    2508 2 34 11 Guarda o que eu te ordeno hoje: eis que eu lançarei fora de diante de ti os amorreus, os cananeus, os heteus, os perizeus, os heveus e os jebuseus.    2509 2 34 12 Guarda-te de fazeres pacto com os habitantes da terra em que hás de entrar, para que isso não seja por laço no meio de ti.    2510 2 34 13 Mas os seus altares derrubareis, e as suas colunas quebrareis, e os seus aserins cortareis    2511 2 34 14 (porque não adorarãs a nenhum outro deus; pois o Senhor, cujo nome é Zeloso, é Deus zeloso),    2512 2 34 15 para que não faças pacto com os habitantes da terra, a fim de que quando se prostituirem após os seus deuses, e sacrificarem aos seus deuses, tu não sejas convidado por eles, e não comas do seu sacrifício;    2513 2 34 16 e não tomes mulheres das suas filhas para os teus filhos, para que quando suas filhas se prostituírem após os seus deuses, não façam que também teus filhos se prostituam após os seus deuses.    2514 2 34 17 Não farás para ti deuses de fundição.    2515 2 34 18 A festa dos pães ázimos guardarás; sete dias comerás pães ázimos, como te ordenei, ao tempo apontado no mês de abibe; porque foi no mês de abibe que saíste do Egito.    2516 2 34 19 Tudo o que abre a madre é meu; até todo o teu gado, que seja macho, que abre a madre de vacas ou de ovelhas;    2517 2 34 20 o jumento, porém, que abrir a madre, resgatarás com um cordeiro; mas se não quiseres resgatá-lo, quebrar-lhe-ás a cerviz. Resgatarás todos os primogênitos de teus filhos. E ninguém aparecerá diante de mim com as mãos vazias.    2518 2 34 21 Seis dias trabalharás, mas ao sétimo dia descansarás; na aradura e na sega descansarás.    2519 2 34 22 Também guardarás a festa das semanas, que é a festa das primícias da ceifa do trigo, e a festa da colheita no fim do ano.    2520 2 34 23 Três vezes no ano todos os teus varões aparecerão perante o Senhor Jeová, Deus do Israel;    2521 2 34 24 porque eu lançarei fora as nações de diante de ti, e alargarei as tuas fronteiras; ninguém cobiçará a tua terra, quando subires para aparecer três vezes no ano diante do Senhor teu Deus.    2522 2 34 25 Não sacrificarás o sangue do meu sacrifício com pão levedado, nem o sacrifício da festa da páscoa ficará da noite para a manhã.    2523 2 34 26 As primeiras das primícias da tua terra trarás à casa do Senhor teu Deus. Não cozerás o cabrito no leite de sua mãe.    2524 2 34 27 Disse mais o Senhor a Moisés: Escreve estas palavras; porque conforme o teor destas palavras tenho feito pacto contigo e com Israel.    2525 2 34 28 E Moisés esteve ali com o Senhor quarenta dias e quarenta noites; não comeu pão, nem bebeu água, e escreveu nas tábuas as palavras do pacto, os dez mandamentos.    2526 2 34 29 Quando Moisés desceu do monte Sinai, trazendo nas mãos as duas tsbuas do testemunho, sim, quando desceu do monte, Moisés não sabia que a pele do seu rosto resplandecia, por haver Deus falado com ele.    2527 2 34 30 Quando, pois, Arão e todos os filhos de Israel olharam para Moisés, eis que a pele do seu rosto resplandecia, pelo que tiveram medo de aproximar-se dele.    2528 2 34 31 Então Moisés os chamou, e Arão e todos os príncipes da congregação tornaram a ele; e Moisés lhes falou.    2529 2 34 32 Depois chegaram também todos os filhos de Israel, e ele lhes ordenou tudo o que o Senhor lhe falara no monte Sinai.    2530 2 34 33 Assim que Moisés acabou de falar com eles, pôs um véu sobre o rosto.    2531 2 34 34 Mas, entrando Moisés perante o Senhor, para falar com ele, tirava o véu até sair; e saindo, dizia aos filhos de Israel o que lhe era ordenado.    2532 2 34 35 Assim, pois, viam os filhos de Israel o rosto de Moisés, e que a pele do seu rosto resplandecia; e tornava Moisés a pôr o véu sobre o seu rosto, até entrar para falar com Deus.    2533 2 35 1 Então Moisés convocou toda a congregação dos filhos de Israel, e disse-lhes: Estas são as palavras que o Senhor ordenou que cumprísseis.    2534 2 35 2 Seis dias se trabalhará, mas o sétimo dia vos será santo, sábado de descanso solene ao Senhor; todo aquele que nele fizer qualquer trabalho será morto.    2535 2 35 3 Não acendereis fogo em nenhuma das vossas moradas no dia do sábado.    2536 2 35 4 Disse mais Moisés a toda a congregação dos filhos de Israel: Esta é a palavra que o Senhor ordenou dizendo:    2537 2 35 5 Tomai de entre vós uma oferta para o Senhor; cada um cujo coração é voluntariamente disposto a trará por oferta alçada ao Senhor: ouro, prata e bronze,    2538 2 35 6 como também azul, púrpura, carmesim, linho fino, pelos de cabras,    2539 2 35 7 peles de carneiros tintas de vermelho, peles de golfinhos, madeira de acácia,    2540 2 35 8 azeite para a luz, especiarias para o óleo da unção e para o incenso aromático,    2541 2 35 9 pedras de berilo e pedras de engaste para o éfode e para o peitoral.    2542 2 35 10 E venham todos os homens hábeis entre vós, e façam tudo o que o Senhor tem ordenado:    2543 2 35 11 o tabernáculo, a sua tenda e a sua coberta, os seus colchetes e as suas tábuas, os seus travessões, as suas colunas e as suas bases;    2544 2 35 12 a arca e os seus varais, o propiciatório, e o véu e reposteiro;    2545 2 35 13 a mesa e os seus varais, todos os seus utensílios, e os pães da proposição;    2546 2 35 14 o candelabro para a luz, os seus utensílios, as suas lâmpadas, e o azeite para a luz;    2547 2 35 15 o altar do incenso e os seus varais, o óleo da unção e o incenso aromático, e o reposteiro da porta para a entrada do tabernáculo;    2548 2 35 16 o altar do holocausto com o seu crivo de bronze, os seus varais, e todos os seus utensílios; a pia e a sua base;    2549 2 35 17 as cortinas do átrio, as suas colunas e as suas bases, o reposteiro para a porta do átrio;    2550 2 35 18 as estacas do tabernáculo, as estacas do atrio, e as suas cordas;    2551 2 35 19 as vestes finamente tecidas, para o uso no ministério no lugar santo, as vestes sagradas de Arão, o sacerdote, e as vestes de seus filhos, para administrarem o sacerdócio.    2552 2 35 20 Então toda a congregação dos filhos de Israel saiu da presença de Moisés.    2553 2 35 21 E veio todo homem cujo coração o moveu, e todo aquele cujo espírito o estimulava, e trouxeram a oferta alçada do Senhor para a obra da tenda da revelação, e para todo o serviço dela, e para as vestes sagradas.    2554 2 35 22 Vieram, tanto homens como mulheres, todos quantos eram bem dispostos de coração, trazendo broches, pendentes, anéis e braceletes, sendo todos estes jóias de ouro; assim veio todo aquele que queria fazer oferta de ouro ao Senhor.    2555 2 35 23 E todo homem que possuía azul, púrpura, carmesim, linho fino, pelos de cabras, peles de carneiros tintas de vermelho, ou peles de golfinhos, os trazia.    2556 2 35 24 Todo aquele que tinha prata ou metal para oferecer, o trazia por oferta alçada ao Senhor; e todo aquele que possuía madeira de acácia, a trazia para qualquer obra do serviço.    2557 2 35 25 E todas as mulheres hábeis fiavam com as mãos, e traziam o que tinham fiado, o azul e a púrpura, o carmesim e o linho fino.    2558 2 35 26 E todas as mulheres hàbeis que quisessem fiavam os pelos das cabras.    2559 2 35 27 Os príncipes traziam pedras de berilo e pedras de engaste para o éfode e para o peitoral,    2560 2 35 28 e as especiarias e o azeite para a luz, para o óleo da unção e para o incenso aromático.    2561 2 35 29 Trouxe uma oferta todo homem e mulher cujo coração voluntariamente se moveu a trazer alguma coisa para toda a obra que o senhor ordenara se fizesse por intermédio de Moisés; assim trouxeram os filhos de Israel uma oferta voluntária ao Senhor.    2562 2 35 30 Depois disse Moisés aos filhos de Israel: Eis que o Senhor chamou por nome a Bezaleel, filho de îri, filho de Hur, da tribo de Judá,    2563 2 35 31 e o encheu do espírito de Deus, no tocante à sabedoria, ao entendimento, à ciência e a todo ofício,    2564 2 35 32 para inventar obras artísticas, para trabalhar em ouro, em prata e em bronze,    2565 2 35 33 em lavramento de pedras para engastar, em entalhadura de madeira, enfim, para trabalhar em toda obra fina.    2566 2 35 34 Também lhe dispôs o coração para ensinar a outros; a ele e a Aoliabe, filho de Aisamaque, da tribo de Dã,    2567 2 35 35 a estes encheu de sabedoria do coração para exercerem todo ofício, seja de gravador, de desenhista, de bordador em azul, púrpura, carmesim e linho fino, de tecelão, enfim, dos que exercem qualquer ofício e dos que inventam obras artísticas.    2568 2 36 1 Assim trabalharão Bezaleel e Aoliabe, e todo homem hábil, a quem o Senhor deu sabedoria e entendimento, para saberem exercer todo ofício para o serviço do santuário, conforme tudo o que o Senhor tem ordenado.    2569 2 36 2 Então Moisés chamou a Bezaleel e a Aoliabe, e a todo homem hábil, em cujo coração Deus tinha posto sabedoria, isto é, a todo aquele cujo coração o moveu a se chegar à obra para fazê-la;    2570 2 36 3 e receberam de Moisés toda a oferta alçada, que os filhos de Israel tinham do para a obra do serviço do santuário, para fazê-la; e ainda eles lhe traziam cada manhã ofertas voluntárias.    2571 2 36 4 Então todos os sábios que faziam toda a obra do santuário vieram, cada um da obra que fazia,    2572 2 36 5 e disseram a Moisés: O povo traz muito mais do que é necessário para o serviço da obra que o Senhor ordenou se fizesse.    2573 2 36 6 Pelo que Moisés deu ordem, a qual fizeram proclamar por todo o arraial, dizendo: Nenhum homem, nem mulher, faça mais obra alguma para a oferta alçada do santuário. Assim o povo foi proibido de trazer mais.    2574 2 36 7 Porque o material que tinham era bastante para toda a obra, e ainda sobejava.    2575 2 36 8 Assim todos os homens hábeis, dentre os que trabalhavam na obra, fizeram o tabernáculo de dez cortinas de linho fino torcido, de azul, de púrpura e de carmesim, com querubins, obra de artífice.    2576 2 36 9 O comprimento de cada cortina era de vinte e oito côvados, e a largura de quatro côvados; todas as cortinas eram da mesma medida.    2577 2 36 10 Ligaram cinco cortinas uma com outra; e as outras cinco da mesma maneira.    2578 2 36 11 Fizeram laçadas de azul na orla da última cortina do primeiro grupo; assim, também fizeram na orla da primeira cortina do segundo grupo.    2579 2 36 12 Cinqüenta laçadas fizeram na orla de uma cortina, e cinquenta laçadas na orla da outra, do segundo grupo; as laçadas eram contrapostas uma à outra.    2580 2 36 13 Também fizeram cinqüenta colchetes de ouro, e com estes colchetes uniram as cortinas, uma com outra; e o tabernáculo veio a ser um todo.    2581 2 36 14 Fizeram também cortinas de pelos de cabras para servirem de tenda sobre o tabernáculo; onze cortinas fizeram.    2582 2 36 15 O comprimento de cada cortina era de trinta côvados, e a largura de quatro côvados; as onze cortinas eram da mesma medida.    2583 2 36 16 uniram cinco destas cortinas à parte, e as outras seis à parte.    2584 2 36 17 Fizeram cinqüenta laçadas na orla da última cortina do primeiro grupo, e cinqüenta laçadas na orla da primeira cortina do segundo grupo.    2585 2 36 18 Fizeram também cinqüenta colchetes de bronze, para ajuntar a tenda, para que viesse a ser um todo.    2586 2 36 19 Fizeram para a tenda uma cobertura de peles de carneiros tintas de vermelho, e por cima desta uma cobertura de peles de golfinhos.    2587 2 36 20 Também fizeram, de madeira de acácia, as tábuas para o tabernáculo, as quais foram colocadas verticalmente.    2588 2 36 21 O comprimento de cada tábua era de dez côvados, e a largura de um côvado e meio.    2589 2 36 22 Cada tábua tinha duas couceiras, unidas uma à outra; assim fizeram com todas as tábuas do tabernáculo.    2590 2 36 23 Assim, pois, fizeram as tábuas para o tabernáculo; vinte tábuas para o lado que dá para o sul;    2591 2 36 24 e fizeram quarenta bases de prata para se pôr debaixo das vinte tábuas: duas bases debaixo de uma tábua para as suas duas couceiras, e duas debaixo de outra, para as duas couceiras dela.    2592 2 36 25 Também para o segundo lado do tabernáculo, o que dá para o norte, fizeram vinte tábuas,    2593 2 36 26 com as suas quarenta bases de prata, duas bases debaixo de uma tábua, e duas bases debaixo de outra.    2594 2 36 27 Para o lado posterior do tabernáculo, o que dá para o ocidente, fizeram seis tábuas.    2595 2 36 28 E para os dois cantos do tabernáculo no lado posterior, fizeram mais duas tábuas.    2596 2 36 29 Por baixo eram duplas, do mesmo modo se estendendo até a primeira argola, em cima; assim fizeram com as duas tábuas nos dois cantos.    2597 2 36 30 Assim havia oito tábuas com as suas bases de prata, a saber, dezesseis bases, duas debaixo de cada tábua.    2598 2 36 31 Fizeram também travessões de madeira de acácia: cinco travessões para as tábuas de um lado do tabernáculo,    2599 2 36 32 e cinco para as tábuas do outro lado do tabernáculo, e outros cinco para as tábuas do tabernáculo no lado posterior, o que dá para o ocidente.    2600 2 36 33 Fizeram que o travessão do meio passasse ao meio das tábuas duma extremidade até a outra.    2601 2 36 34 E cobriram as tábuas de ouro, e de ouro fizeram as suas argolas como lugares para os travessoes; também os travessões cobriu de ouro.    2602 2 36 35 Fizeram então o véu de azul, púrpura, carmesim e linho fino torcido; com querubins, obra de artífice, o fizeram.    2603 2 36 36 E fizeram-lhe quatro colunas de madeira de acácia e as cobriram de ouro; e seus colchetes fizeram de ouro; e fundiram-lhes quatro bases de prata.    2604 2 36 37 Fizeram também para a porta da tenda um reposteiro de azul, púrpura, carmesim e linho fino torcido, obra de bordador,    2605 2 36 38 com as suas cinco colunas e os seus colchetes; e de ouro cobriu os seus capitéis e as suas faixas; e as suas cinco bases eram de bronze.    2606 2 37 1 Fez também Bezaleel a arca de madeira de acácia; o seu comprimento era de dois côvados e meio, a sua largura de um côvado e meio, e a sua altura de um côvado e meio.    2607 2 37 2 Cobriu-a de ouro puro por dentro e por fora, fez-lhe uma moldura de ouro ao redor,    2608 2 37 3 e fundiu-lhe quatro argolas de ouro nos seus quatro cantos, duas argolas num lado e duas no outro.    2609 2 37 4 Também fez varais de madeira de acácia, e os cobriu de ouro;    2610 2 37 5 e meteu os varais pelas argolas aos lados da arca, para se levar a arca.    2611 2 37 6 Fez também um propiciatório de ouro puro; o seu comprimento era de dois côvados e meio, e a sua largura de um côvado e meio.    2612 2 37 7 Fez também dois querubins de ouro; de ouro batido os fez nas duas extremidades do propiciatório,    2613 2 37 8 um querubim numa extremidade, e o outro querubim na outra; de uma só peça com o propiciatório fez os querubins nas duas extremidades dele.    2614 2 37 9 E os querubins estendiam as suas asas por cima do propiciatório, cobrindo-o com as asas, tendo as faces voltadas um para o outro; para o propiciatório estavam voltadas as faces dos querubins.    2615 2 37 10 Fez também a mesa de madeira de acácia; o seu comprimento era de dois côvados, a sua largura de um côvado, e a sua altura de um côvado e meio.    2616 2 37 11 cobriu-a de ouro puro, e fez-lhe uma moldura de ouro ao redor.    2617 2 37 12 Fez-lhe também ao redor uma guarnição de quatro dedos de largura, e ao redor na guarnição fez uma moldura de ouro.    2618 2 37 13 Fundiu-lhe também nos quatro cantos que estavam sobre os seus quatro pés.    2619 2 37 14 Junto da guarnição estavam as argolas para os lugares dos varais, para se levar a mesa.    2620 2 37 15 Fez também estes varais de madeira de acácia, e os cobriu de ouro, para se levar a mesa.    2621 2 37 16 E de ouro puro fez os utensílios que haviam de estar sobre a mesa, os seus pratos e as suas colheres, as suas tigelas e os seus cântaros, com que se haviam de oferecer as libações.    2622 2 37 17 Fez também o candelabro de ouro puro; de ouro batido fez o candelabro, tanto o seu pedestal como a sua haste; os seus copos, os seus cálices e as suas corolas formavam com ele uma só peça.    2623 2 37 18 Dos seus lados saíam seis braços: três de um lado do candelabro e três do outro lado.    2624 2 37 19 Em um braço havia três copos a modo de flores de amêndoa, com cálice e corola; igualmente no outro braço três copos a modo de flores de amêndoa, com cálice e corola; assim se fez com os seis braços que saíam do candelabro.    2625 2 37 20 Mas na haste central havia quatro copos a modo de flores de amêndoa, com os seus cálices e as suas corolas;    2626 2 37 21 também havia um cálice debaixo de dois braços, formando com a haste uma só peça, e outro cálice debaixo de dois outros braços, de uma só peça com a haste, e ainda outro cálice debaixo de dois outros braços, de uma só peça com a haste; e assim se fez para os seis braços que saíam da haste.    2627 2 37 22 Os seus cálices e os seus braços formavam uma só peça com a haste; o todo era uma obra batida de ouro puro.    2628 2 37 23 Também de ouro puro lhe fez as lâmpadas, em número de sete, com os seus espevitadores e os seus cinzeiros.    2629 2 37 24 De um talento de ouro puro fez o candelabro e todos os seus utensilios.    2630 2 37 25 De madeira de acácia fez o altar do incenso; de um côvado era o seu comprimento, e de um côvado a sua largura, quadrado, e de dois côvados a sua altura; as suas pontas formavam uma só peça com ele.    2631 2 37 26 Cobriu-o de ouro puro, tanto a face superior como as suas paredes ao redor, e as suas pontas, e fez-lhe uma moldura de ouro ao redor.    2632 2 37 27 Fez-lhe também duas argolas de ouro debaixo da sua moldura, nos dois cantos de ambos os lados, como lugares dos varais, para com eles se levar o altar.    2633 2 37 28 E os varais fez de madeira de acácia, e os cobriu de ouro.    2634 2 37 29 Também fez o óleo sagrado da unção, e o incenso aromático, puro, qual obra do perfumista.    2635 2 38 1 Fez também o altar do holocausto de madeira de acácia; de cinco côvados era o seu comprimento e de cinco côvados a sua largura, quadrado, e de três côvados a sua altura.    2636 2 38 2 E fez-lhe pontas nos seus quatro cantos; as suas pontas formavam uma só peça com ele; e cobriu-o de bronze.    2637 2 38 3 Fez também todos os utensílios do altar: os cinzeiros, as pás, as bacias, os garfos e os braseiros; todos os seus utensílios fez de bronze.    2638 2 38 4 Fez também para o altar um crivo de bronze em forma de rede, em baixo da borda ao redor, chegando ele até o meio do altar.    2639 2 38 5 E fundiu quatro argolas para as quatro extremidades do crivo de bronze, como lugares dos varais.    2640 2 38 6 E fez os varais de madeira de acácia, e os cobriu de bronze.    2641 2 38 7 E meteu os varais pelas argolas aos lados do altar, para com eles se levar o altar; fê-lo oco, de tábuas.    2642 2 38 8 Fez também a pia de bronze com a sua base de bronze, dos espelhos das mulheres que se reuniam e ministravam à porta da tenda da revelação.    2643 2 38 9 Fez também o átrio. Para o lado meridional as cortinas eram de linho fino torcido, de cem côvados de comprimento.    2644 2 38 10 As suas colunas eram vinte, e vinte as suas bases, todas de bronze; os colchetes das colunas e as suas faixas eram de prata.    2645 2 38 11 Para o lado setentrional as cortinas eram de cem côvados; as suas colunas eram vinte, e vinte as suas bases, todas de bronze; os colchetes das colunas e as suas faixas eram de prata.    2646 2 38 12 Para o lado ocidental as cortinas eram de cinquenta covados; as suas colunas eram dez, e as suas bases dez; os colchetes das colunas e as suas faixas eram de prata.    2647 2 38 13 E para o lado oriental eram as cortinas de cinqüenta côvados.    2648 2 38 14 As cortinas para um lado da porta eram de quinze côvados; as suas colunas eram três e as suas bases três.    2649 2 38 15 Do mesmo modo para o outro lado; de um e de outro lado da porta do átrio havia cortinas de quinze côvados; as suas colunas eram três e as suas bases três.    2650 2 38 16 Todas as cortinas do átrio ao redor eram de linho fino torcido.    2651 2 38 17 As bases das colunas eram de bronze; os colchetes das colunas e as suas faixas eram de prata; o revestimento dos seus capitéis era de prata; e todas as colunas do átrio eram cingidas de faixas de prata.    2652 2 38 18 O reposteiro da porta do átrio era de azul, púrpura, carmesim e linho fino torcido, obra de bordador; o comprimento era de vinte côvados, e a altura, na largura, de cinco côvados, conforme a altura das cortinas do átrio.    2653 2 38 19 As suas colunas eram quatro, e quatro as suas bases, todas de bronze; os seus colchetes eram de prata, como também o revestimento dos capitéis, e as suas faixas.    2654 2 38 20 E todas as estacas do tabernáculo e do átrio ao redor eram de bronze.    2655 2 38 21 Esta é a enumeração das coisas para o tabernáculo, a saber, o tabernáculo do testemunho, que por ordem de Moisés foram contadas para o ministério dos levitas, por intermédio de Itamar, filho de Arão, o sacerdote.    2656 2 38 22 Fez, pois, Bezaleel, filho de îri, filho de Hur, da tribo de Judá, tudo quanto o Senhor tinha ordenado a Moisés;    2657 2 38 23 e com ele Aoliabe, filho de Aisamaque, da tribo de Dã, gravador, desenhista, e bordador em azul, púrpura, carmesim e linho fino.    2658 2 38 24 Todo o ouro gasto na obra, em toda a obra do santuário, a saber, o ouro da oferta, foi vinte e nove talentos e setecentos e trinta siclos, conforme o siclo do santuário.    2659 2 38 25 A prata dos arrolados da congregação montou em cem talentos e mil setecentos setenta e cinco siclos, conforme o siclo do santuário;    2660 2 38 26 um beca para cada cabeça, isto é, meio siclo, conforme o siclo do santuário, de todo aquele que passava para os arrolados, da idade de vinte anos e acima, que foram seiscentos e três mil quinhentos e cinqüenta.    2661 2 38 27 E houve cem talentos de prata para fundir as bases do santuário e as bases do véu; para cem bases eram cem talentos, um talento para cada base.    2662 2 38 28 Mas dos mil setecentos e setenta e cinco siclos, fez colchetes para as colunas, e cobriu os seus capitéis e fez-lhes as faixas.    2663 2 38 29 E o bronze da oferta foi setenta talentos e dois mil e quatrocentos siclos.    2664 2 38 30 Dele fez as bases da porta da tenda da revelação, o altar de bronze, e o crivo de bronze para ele, todos os utensílios do altar,    2665 2 38 31 as bases do átrio ao redor e as bases da porta do átrio, todas as estacas do tabernáculo e todas as estacas do átrio ao redor.    2666 2 39 1 Fizeram também de azul, púrpura e carmesim as vestes, finamente tecidas, para ministrar no lugar santo, e fizeram as vestes sagradas para Arão, como o Senhor ordenara a Moisés.    2667 2 39 2 Assim se fez o éfode de ouro, azul, púrpura, carmesim e linho fino torcido;    2668 2 39 3 bateram o ouro em lâminas delgadas, as quais cortaram em fios, para entretecê-lo no azul, na púrpura, no carmesim e no linho fino, em obra de desenhista;    2669 2 39 4 fizeram-lhe ombreiras que se uniam; assim pelos seus dois cantos superiores foi ele unido.    2670 2 39 5 E o cinto da obra esmerada do éfode, que estava sobre ele, formava com ele uma só peça e era de obra semelhante, de ouro, azul, púrpura, carmesim e linho fino torcido, como o Senhor ordenara a Moisés.    2671 2 39 6 Também prepararam as pedras de berilo, engastadas em ouro, lavradas como a gravura de um selo, com os nomes dos filhos de Israel;    2672 2 39 7 as quais puseram sobre as ombreiras do éfode para servirem de pedras de memorial para os filhos de Israel, como o Senhor ordenara a Moisés.    2673 2 39 8 Fez-se também o peitoral de obra de desenhista, semelhante à obra do éfode, de ouro, azul, púrpura, carmesim e linho fino torcido.    2674 2 39 9 Quadrado e duplo fizeram o peitoral; o seu comprimento era de um palmo, e a sua largura de um palmo, sendo ele dobrado. f    2675 2 39 10 E engastaram nele quatro fileiras de pedras: a primeira delas era de um sárdio, um topázio e uma esmeralda;    2676 2 39 11 a segunda fileira era de uma granada, uma safira e um ônix;    2677 2 39 12 a terceira fileira era de um jacinto, uma ágata e uma ametista;    2678 2 39 13 e a quarta fileira era de uma crisólita, um berilo e um jaspe; eram elas engastadas nos seus engastes de ouro.    2679 2 39 14 Estas pedras, pois, eram doze, segundo os nomes dos filhos de Israel; eram semelhantes a gravuras de selo, cada uma com o nome de uma das doze tribos.    2680 2 39 15 Também fizeram sobre o peitoral cadeiazinhas, semelhantes a cordas, obra de trança, de ouro puro.    2681 2 39 16 Fizeram também dois engastes de ouro e duas argolas de ouro, e fixaram as duas argolas nas duas extremidades do peitoral.    2682 2 39 17 E meteram as duas cadeiazinhas de trança de ouro nas duas argolas, nas extremidades do peitoral.    2683 2 39 18 E as outras duas pontas das duas cadeiazinhas de trança meteram nos dois engastes, e as puseram sobre as ombreiras do éfode, na parte dianteira dele.    2684 2 39 19 Fizeram outras duas argolas de ouro, que puseram nas duas extremidades do peitoral, na sua borda que estava junto ao éfode por dentro.    2685 2 39 20 Fizeram mais duas argolas de ouro, que puseram nas duas ombreiras do éfode, debaixo, na parte dianteira dele, junto à sua costura, acima do cinto de obra esmerada do éfode.    2686 2 39 21 E ligaram o peitoral, pelas suas argolas, às argolas do éfode por meio de um cordão azul, para que estivesse sobre o cinto de obra esmerada do éfode, e o peitoral não se separasse do éfode, como o Senhor ordenara a Moisés.    2687 2 39 22 Fez-se também o manto do éfode de obra tecida, todo de azul,    2688 2 39 23 e a abertura do manto no meio dele, como a abertura de cota de malha; esta abertura tinha um debrum em volta, para que não se rompesse.    2689 2 39 24 Nas abas do manto fizeram romãs de azul, púrpura e carmesim, de fio torcido.    2690 2 39 25 Fizeram também campainhas de ouro puro, pondo as campainhas nas abas do manto ao redor, entremeadas com as romãs;    2691 2 39 26 uma campainha e uma romã, outra campainha e outra romã, nas abas do manto ao redor, para uso no ministério, como o Senhor ordenara a Moisés.    2692 2 39 27 Fizeram também as túnicas de linho fino, de obra tecida, para Arão e para seus filhos,    2693 2 39 28 e a mitra de linho fino, e o ornato das tiaras de linho fino, e os calções de linho fino torcido,    2694 2 39 29 e o cinto de linho fino torcido, e de azul, púrpura e carmesim, obra de bordador, como o Senhor ordenara a Moisés.    2695 2 39 30 Fizeram também, de ouro puro, a lâmina da coroa sagrada, e nela gravaram uma inscrição como a gravura de um selo: SANTO AO SENHOR.    2696 2 39 31 E a ela ataram um cordão azul, para prendê-la à parte superior da mitra, como o Senhor ordenara a Moisés.    2697 2 39 32 Assim se acabou toda a obra do tabernáculo da tenda da revelação; e os filhos de Israel fizeram conforme tudo o que o Senhor ordenara a Moisés; assim o fizeram.    2698 2 39 33 Depois trouxeram a Moisés o tabernáculo, a tenda e todos os seus utensílios, os seus colchetes, as suas tábuas, os seus travessões, as suas colunas e as suas bases;    2699 2 39 34 e a cobertura de peles de carneiros tintas de vermelho, e a cobertura de peles de golfinhos, e o véu do reposteiro;    2700 2 39 35 a arca do testemunho com os seus varais, e o propiciatório;    2701 2 39 36 a mesa com todos os seus utensílios, e os pães da proposição;    2702 2 39 37 o candelabro puro com suas lâmpadas todas em ordem, com todos os seus utensílios, e o azeite para a luz;    2703 2 39 38 também o altar de ouro, o óleo da unção e o incenso aromático, e o reposteiro para a porta da tenda;    2704 2 39 39 o altar de bronze e o seu crivo de bronze, os seus varais, e todos os seus utensílios; a pia e a sua base;    2705 2 39 40 as cortinas do átrio, as suas colunas e as suas bases, e o reposteiro para a porta do átrio, as suas cordas e as suas estacas, e todos os utensílios do serviço do tabernáculo, para a tenda da revelação;    2706 2 39 41 as vestes finamente tecidas para uso no ministério no lugar santo, e as vestes sagradas para Arão, o sacerdote, e as vestes para seus filhos, para administrarem o sacerdócio.    2707 2 39 42 Conforme tudo o que o Senhor ordenara a Moisés, assim fizeram os filhos de Israel toda a obra.    2708 2 39 43 Viu, pois, Moisés toda a obra, e eis que a tinham feito; como o Senhor ordenara, assim a fizeram; então Moisés os abençoou.    2709 2 40 1 Depois disse o Senhor a Moisés:    2710 2 40 2 No primeiro mês, no primeiro dia do mês, levantarás o tabernáculo da tenda da revelação,    2711 2 40 3 e porás nele a arca do testemunho, e resguardaras a arca com o véu.    2712 2 40 4 Depois colocarás nele a mesa, e porás em ordem o que se deve pôr em ordem nela; também colocarás nele o candelabro, e acenderás as suas lâmpadas.    2713 2 40 5 E porás o altar de ouro para o incenso diante da arca do testemunho; então pendurarás o reposteiro da porta do tabernáculo.    2714 2 40 6 E porás o altar do holocausto diante da porta do tabernáculo da tenda da revelação.    2715 2 40 7 E porás a pia entre a tenda da revelação e o altar, e nela deitarás água.    2716 2 40 8 Depois levantarás as cortinas do átrio ao redor, e pendurarás o reposteiro da porta do átrio.    2717 2 40 9 Então tomarás o óleo da unção e ungirás o tabernáculo, e tudo o que há nele; e o santificarás, a ele e a todos os seus móveis; e será santo.    2718 2 40 10 Ungirás também o altar do holocausto, e todos os seus utensílios, e santificarás o altar; e o altar será santíssimo.    2719 2 40 11 Então ungirás a pia e a sua base, e a santificarás.    2720 2 40 12 E farás chegar Arão e seus filhos à porta da tenda da revelação, e os lavarás com água.    2721 2 40 13 E vestirás Arão das vestes sagradas, e o ungirás, e o santificarás, para que me administre o sacerdócio.    2722 2 40 14 Também farás chegar seus filhos, e os vestirás de túnicas,    2723 2 40 15 e os ungirás como ungiste a seu pai, para que me administrem o sacerdócio, e a sua unção lhes será por sacerdócio perpétuo pelas suas gerações.    2724 2 40 16 E Moisés fez conforme tudo o que o Senhor lhe ordenou; assim o fez.    2725 2 40 17 E no primeiro mês do segundo ano, no primeiro dia do mês, o tabernáculo foi levantado.    2726 2 40 18 Levantou, pois, Moisés o tabernáculo: lançou as suas bases; armou as suas tábuas e nestas meteu os seus travessões; levantou as suas colunas;    2727 2 40 19 estendeu a tenda por cima do tabernáculo, e pôs a cobertura da tenda sobre ela, em cima, como o Senhor lhe ordenara.    2728 2 40 20 Então tomou o testemunho e pô-lo na arca, ajustou à arca os varais, e pôs-lhe o propiciatório em cima.    2729 2 40 21 Depois introduziu a arca no tabernáculo, e pendurou o véu do reposteiro, e assim resguardou a arca do testemunho, como o Senhor lhe ordenara.    2730 2 40 22 Pôs também a mesa na tenda da revelação, ao lado do tabernáculo para o norte, fora do véu,    2731 2 40 23 e sobre ela pôs em ordem o pão perante o Senhor, como o Senhor lhe ordenara.    2732 2 40 24 Pôs também na tenda da revelação o candelabro defronte da mesa, ao lado do tabernáculo para o sul,    2733 2 40 25 e acendeu as lâmpadas perante o Senhor, como o Senhor lhe ordenara.    2734 2 40 26 Pôs o altar de ouro na tenda da revelação diante do véu,    2735 2 40 27 e sobre ele queimou o incenso de especiarias aromáticas, como o Senhor lhe ordenara.    2736 2 40 28 Pendurou o reposteiro à: porta do tabernáculo,    2737 2 40 29 e pôs o altar do holocausto à porta do tabernáculo da tenda da revelação, e sobre ele ofereceu o holocausto e a oferta de cereais, como o Senhor lhe ordenara.    2738 2 40 30 Depois: colocou a pia entre a tenda da revelação e o altar, e nela deitou água para a as abluções.    2739 2 40 31 E junto dela Moisés, e Arão e seus filhos lavaram as mãos e os pés.    2740 2 40 32 Quando entravam na tenda da revelação, e quando chegavam ao altar, lavavam-se, como o Senhor ordenara a Moises.    2741 2 40 33 Levantou também as cortinas do átrio ao redor do tabernáculo e do altar e pendurou o reposteiro da porta do átrio. Assim Moisés acabou a obra.    2742 2 40 34 Então a nuvem cobriu a tenda da revelação, e a glória do Senhor encheu o tabernáculo;    2743 2 40 35 de maneira que Moisés não podia entrar na tenda da revelação, porquanto a nuvem repousava sobre ela, e a glória do Senhor enchia o tabernáculo.    2744 2 40 36 Quando, pois, a nuvem se levantava de sobre o tabernáculo, prosseguiam os filhos de Israel, em todas as suas jornadas;    2745 2 40 37 se a nuvem, porém, não se levantava, não caminhavam até o dia em que ela se levantasse.    2746 2 40 38 Porquanto a nuvem do Senhor estava de dia sobre o tabernáculo, e o fogo estava de noite sobre ele, perante os olhos de toda a casa de Israel, em todas as suas jornadas.    2747 3 1 1 Ora, chamou o Senhor a Moisés e, da tenda da revelação, lhe disse:    2748 3 1 2 Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando algum de vós oferecer oferta ao Senhor, oferecereis as vossas ofertas do gado, isto é, do gado vacum e das ovelhas.    2749 3 1 3 Se a sua oferta for holocausto de gado vacum, oferecerá ele um macho sem defeito; à porta da tenda da revelação o oferecerá, para que ache favor perante o Senhor.    2750 3 1 4 Porá a sua mão sobre a cabeça do holocausto, e este será aceito a favor dele, para a sua expiação.    2751 3 1 5 Depois imolará o novilho perante o Senhor; e os filhos de Arão, os sacerdotes, oferecerão o sangue, e espargirão o sangue em redor sobre o altar que está à porta da tenda da revelação.    2752 3 1 6 Então esfolará o holocausto, e o partirá nos seus pedaços.    2753 3 1 7 E os filhos de Arão, o sacerdote, porão fogo sobre o altar, pondo em ordem a lenha sobre o fogo;    2754 3 1 8 também os filhos de Arão, os sacerdotes, porão em ordem os pedaços, a cabeça e a gordura, sobre a lenha que está no fogo em cima do altar;    2755 3 1 9 a fressura, porém, e as pernas, ele as lavará com água; e o sacerdote queimará tudo isso sobre o altar como holocausto, oferta queimada, de cheiro suave ao Senhor.    2756 3 1 10 Se a sua oferta for holocausto de gado miúdo, seja das ovelhas seja das cabras, oferecerá ele um macho sem defeito,    2757 3 1 11 e o imolará ao lado do altar que dá para o norte, perante o Senhor; e os filhos de Arão, os sacerdotes, espargirão o sangue em redor sobre o altar.    2758 3 1 12 Então o partirá nos seus pedaços, juntamente com a cabeça e a gordura; e o sacerdote os porá em ordem sobre a lenha que está no fogo sobre o altar;    2759 3 1 13 a fressura, porém, e as pernas, ele as lavará com água; e o sacerdote oferecerá tudo isso, e o queimará sobre o altar; holocausto é, oferta queimada, de cheiro suave ao Senhor.    2760 3 1 14 Se a sua oferta ao Senhor for holocausto tirado de aves, então de rolas ou de pombinhos oferecerá a sua oferta.    2761 3 1 15 E o sacerdote a trará ao altar, tirar-lhe-á a cabeça e a queimará sobre o altar; e o seu sangue será espremido na parede do altar;    2762 3 1 16 e o seu papo com as suas penas tirará e o lançará junto ao altar, para o lado do oriente, no lugar da cinza;    2763 3 1 17 e fendê-la-á junto às suas asas, mas não a partirá; e o sacerdote a queimará em cima do altar sobre a lenha que está no fogo; holocausto é, oferta queimada, de cheiro suave ao Senhor.    2764 3 2 1 Quando alguém fizer ao Senhor uma oferta de cereais, a sua oferta será de flor de farinha; deitará nela azeite, e sobre ela porá incenso;    2765 3 2 2 e a trará aos filhos de Arão, os sacerdotes, um dos quais lhe tomará um punhado da flor de farinha e do azeite com todo o incenso, e o queimará sobre o altar por oferta memorial, oferta queimada, de cheiro suave ao Senhor.    2766 3 2 3 O que restar da oferta de cereais pertencerá a Arão e a seus filhos; é coisa santíssima entre as ofertas queimadas ao Senhor.    2767 3 2 4 Quando fizerdes oferta de cereais assada ao forno, será de bolos ázimos de flor de farinha, amassados com azeite, e coscorões ázimos untados com azeite.    2768 3 2 5 E se a tua oferta for oferta de cereais assada na assadeira, será de flor de farinha sem fermento, amassada com azeite.    2769 3 2 6 Em pedaços a partirás, e sobre ela deitarás azeite; é oferta de cereais.    2770 3 2 7 E se a tua oferta for oferta de cereais cozida na frigideira, far-se-á de flor de farinha com azeite.    2771 3 2 8 Então trarás ao Senhor a oferta de cereais que for feita destas coisas; e será apresentada ao sacerdote, o qual a levará ao altar.    2772 3 2 9 E o sacerdote tomará da oferta de cereais o memorial dela, e o queimará sobre o altar; é oferta queimada, de cheiro suave ao Senhor.    2773 3 2 10 E o que restar da oferta de cereais pertencerá a Arão e a seus filhos; é coisa santíssima entre as ofertas queimadas ao Senhor.    2774 3 2 11 Nenhuma oferta de cereais, que fizerdes ao Senhor, será preparada com fermento; porque não queimareis fermento algum nem mel algum como oferta queimada ao Senhor.    2775 3 2 12 Como oferta de primícias oferecê-los-eis ao Senhor; mas sobre o altar não subirão por cheiro suave.    2776 3 2 13 Todas as suas ofertas de cereais temperarás com sal; não deixarás faltar a elas o sal do pacto do teu Deus; em todas as tuas ofertas oferecerás sal.    2777 3 2 14 Se fizeres ao Senhor oferta de cereais de primícias, oferecerás, como oferta de cereais das tuas primícias, espigas tostadas ao fogo, isto é, o grão trilhado de espigas verdes.    2778 3 2 15 Sobre ela deitarás azeite, e lhe porás por cima incenso; é oferta de cereais.    2779 3 2 16 O sacerdote queimará o memorial dela, isto é, parte do grão trilhado e parte do azeite com todo o incenso; é oferta queimada ao Senhor.    2780 3 3 1 Se a oferta de alguém for sacrifício pacífico: se a fizer de gado vacum, seja macho ou fêmea, oferecê-la-á sem defeito diante do Senhor;    2781 3 3 2 porá a mão sobre a cabeça da sua oferta e a imolará à porta da tenda da revelação; e os filhos de Arão, os sacerdotes, espargirão o sangue sobre o altar em redor.    2782 3 3 3 Então, do sacrifício de oferta pacífica, fará uma oferta queimada ao Senhor; a gordura que cobre a fressura, sim, toda a gordura que está sobre ela,    2783 3 3 4 os dois rins e a gordura que está sobre eles, e a que está junto aos lombos, e o redenho que está sobre o fígado, juntamente com os rins, ele os tirará.    2784 3 3 5 E os filhos de Arão queimarão isso sobre o altar, em cima do holocausto que está sobre a lenha no fogo; é oferta queimada, de cheiro suave ao Senhor.    2785 3 3 6 E se a sua oferta por sacrifício pacífico ao Senhor for de gado miúdo, seja macho ou fêmea, sem defeito o oferecerá.    2786 3 3 7 Se oferecer um cordeiro por sua oferta, oferecê-lo-á perante o Senhor;    2787 3 3 8 e porá a mão sobre a cabeça da sua oferta, e a imolará diante da tenda da revelação; e os filhos de Arão espargirão o sangue sobre o altar em redor.    2788 3 3 9 Então, do sacrifício de oferta pacífica, fará uma oferta queimada ao Senhor; a gordura da oferta, a cauda gorda inteira, tirá-la-á junto ao espinhaço; e a gordura que cobre a fressura, sim, toda a gordura que está sobre ela,    2789 3 3 10 os dois rins e a gordura que está sobre eles, e a que está junto aos lombos, e o redenho que está sobre o fígado, juntamente com os rins, tirá-los-á.    2790 3 3 11 E o sacerdote queimará isso sobre o altar; é o alimento da oferta queimada ao Senhor.    2791 3 3 12 E se a sua oferta for uma cabra, perante o Senhor a oferecerá;    2792 3 3 13 e lhe porá a mão sobre a cabeça, e a imolará diante da tenda da revelação; e os filhos de Arão espargirão o sangue da cabra sobre o altar em redor.    2793 3 3 14 Depois oferecerá dela a sua oferta, isto é, uma oferta queimada ao Senhor; a gordura que cobre a fressura, sim, toda a gordura que está sobre ela,    2794 3 3 15 os dois rins e a gordura que está sobre eles, e a que está junto aos lombos, e o redenho que está sobre o fígado, juntamente com os rins, tirá-los-á.    2795 3 3 16 E o sacerdote queimará isso sobre o altar; é o alimento da oferta queimada, de cheiro suave. Toda a gordura pertencerá ao Senhor.    2796 3 3 17 Estatuto perpétuo, pelas vossas gerações, em todas as vossas habitações, será isto: nenhuma gordura nem sangue algum comereis.    2797 3 4 1 Disse mais o Senhor a Moisés:    2798 3 4 2 Fala aos filhos de Israel, dizendo: Se alguém pecar por ignorância no tocante a qualquer das coisas que o Senhor ordenou que não se fizessem, fazendo qualquer delas;    2799 3 4 3 se for o sacerdote ungido que pecar, assim tornando o povo culpado, oferecerá ao Senhor, pelo pecado que cometeu, um novilho sem defeito como oferta pelo pecado.    2800 3 4 4 Trará o novilho à porta da tenda da revelação, perante o Senhor; porá a mão sobre a cabeça do novilho e o imolará perante o Senhor.    2801 3 4 5 Então o sacerdote ungido tomará do sangue do novilho, e o trará à tenda da revelação;    2802 3 4 6 e, molhando o dedo no sangue, espargirá do sangue sete vezes perante o Senhor, diante do véu do santuário.    2803 3 4 7 Também o sacerdote porá daquele sangue perante o Senhor, sobre as pontas do altar do incenso aromático, que está na tenda da revelação; e todo o resto do sangue do novilho derramará à base do altar do holocausto, que está à porta da tenda da revelação.    2804 3 4 8 E tirará toda a gordura do novilho da oferta pelo pecado; a gordura que cobre a fressura, sim, toda a gordura que está sobre ela,    2805 3 4 9 os dois rins e a gordura que está sobre eles, e a que está junto aos lombos, e o redenho que está sobre o fígado, juntamente com os rins, tirá-los-á,    2806 3 4 10 assim como se tira do boi do sacrifício pacífico; e o sacerdote os queimará sobre o altar do holocausto.    2807 3 4 11 Mas o couro do novilho, e toda a sua carne, com a cabeça, as pernas, a fressura e o excremento,    2808 3 4 12 enfim, o novilho todo, levá-lo-á para fora do arraial a um lugar limpo, em que se lança a cinza, e o queimará sobre a lenha; onde se lança a cinza, aí se queimará.    2809 3 4 13 Se toda a congregação de Israel errar, sendo isso oculto aos olhos da assembléia, e eles tiverem feito qualquer de todas as coisas que o Senhor ordenou que não se fizessem, assim tornando-se culpados;    2810 3 4 14 quando o pecado que cometeram for conhecido, a assembléia oferecerá um novilho como oferta pelo pecado, e o trará diante da tenda da revelação.    2811 3 4 15 Os anciãos da congregação porão as mãos sobre a cabeça do novilho perante o Senhor; e imolar-se-á o novilho perante o Senhor.    2812 3 4 16 Então o sacerdote ungido trará do sangue do novilho à tenda da revelação;    2813 3 4 17 e o sacerdote molhará o dedo no sangue, e o espargirá sete vezes perante o Senhor, diante do véu.    2814 3 4 18 E do sangue porá sobre as pontas do altar, que está perante o Senhor, na tenda da revelação; e todo o resto do sangue derramará à base do altar do holocausto, que está diante da tenda da revelação.    2815 3 4 19 E tirará dele toda a sua gordura, e queimá-la-á sobre o altar.    2816 3 4 20 Assim fará com o novilho; como fez ao novilho da oferta pelo pecado, assim fará a este; e o sacerdote fará expiação por eles, e eles serão perdoados.    2817 3 4 21 Depois levará o novilho para fora do arraial, e o queimará como queimou o primeiro novilho; é oferta pelo pecado da assembléia.    2818 3 4 22 Quando um príncipe pecar, fazendo por ignorância qualquer das coisas que o Senhor seu Deus ordenou que não se fizessem, e assim se tornar culpado;    2819 3 4 23 se o pecado que cometeu lhe for notificado, então trará por sua oferta um bode, sem defeito;    2820 3 4 24 porá a mão sobre a cabeça do bode e o imolará no lugar em que se imola o holocausto, perante o Senhor; é oferta pelo pecado.    2821 3 4 25 Depois o sacerdote, com o dedo, tomará do sangue da oferta pelo pecado e pô-lo-á sobre as pontas do altar do holocausto; então o resto do sangue derramará à base do altar do holocausto.    2822 3 4 26 Também queimará sobre o altar toda a sua gordura como a gordura do sacrifício da oferta pacífica; assim o sacerdote fará por ele expiação do seu pecado, e ele será perdoado.    2823 3 4 27 E se alguém dentre a plebe pecar por ignorância, fazendo qualquer das coisas que o Senhor ordenou que não se fizessem, e assim se tornar culpado;    2824 3 4 28 se o pecado que cometeu lhe for notificado, então trará por sua oferta uma cabra, sem defeito, pelo pecado cometido;    2825 3 4 29 porá a mão sobre a cabeça da oferta pelo pecado, e a imolará no lugar do holocausto.    2826 3 4 30 Depois o sacerdote, com o dedo, tomará do sangue da oferta, e o porá sobre as pontas do altar do holocausto; e todo o resto do sangue derramará à base do altar.    2827 3 4 31 Tirará toda a gordura, como se tira a gordura do sacrifício pacífico, e a queimará sobre o altar, por cheiro suave ao Senhor; e o sacerdote fará expiação por ele, e ele será perdoado.    2828 3 4 32 Ou, se pela sua oferta trouxer uma cordeira como oferta pelo pecado, sem defeito a trará;    2829 3 4 33 porá a mão sobre a cabeça da oferta pelo pecado, e a imolará por oferta pelo pecado, no lugar em que se imola o holocausto.    2830 3 4 34 Depois o sacerdote, com o dedo, tomará do sangue da oferta pelo pecado, e o porá sobre as pontas do altar do holocausto; então todo o resto do sangue da oferta derramará à base do altar.    2831 3 4 35 Tirará toda a gordura, como se tira a gordura do cordeiro do sacrifício pacífico e a queimará sobre o altar, em cima das ofertas queimadas do Senhor; assim o sacerdote fará por ele expiação do pecado que cometeu, e ele será perdoado.    2832 3 5 1 Se alguém, tendo-se ajuramentado como testemunha, pecar por não denunciar o que viu, ou o que soube, levará a sua iniqüidade.    2833 3 5 2 Se alguém tocar alguma coisa imunda, seja cadáver de besta-fera imunda, seja cadáver de gado imundo, seja cadáver de réptil imundo, embora faça sem se aperceber, contudo será ele imundo e culpado.    2834 3 5 3 Se alguém, sem se aperceber tocar a imundícia de um homem, seja qual for a imundícia com que este se tornar imundo, quando o souber será culpado.    2835 3 5 4 Se alguém, sem se aperceber, jurar temerariamente com os seus lábios fazer mal ou fazer bem, em tudo o que o homem pronunciar temerariamente com juramento, quando o souber, culpado será numa destas coisas.    2836 3 5 5 Deverá, pois, quando for culpado numa destas coisas, confessar aquilo em que houver pecado.    2837 3 5 6 E como sua oferta pela culpa, ele trará ao Senhor, pelo pecado que cometeu, uma fêmea de gado miúdo; uma cordeira, ou uma cabrinha, trará como oferta pelo pecado; e o sacerdote fará por ele expiação do seu pecado.    2838 3 5 7 Mas, se as suas posses não bastarem para gado miúdo, então trará ao Senhor, como sua oferta pela culpa por aquilo em que houver pecado, duas rolas, ou dois pombinhos; um como oferta pelo pecado, e o outro como holocausto;    2839 3 5 8 e os trará ao sacerdote, o qual oferecerá primeiro aquele que é para a oferta pelo pecado, e com a unha lhe fenderá a cabeça junto ao pescoço, mas não o partirá;    2840 3 5 9 e do sangue da oferta pelo pecado espargirá sobre a parede do altar, porém o que restar, daquele sangue espremer-se-á à base do altar; é oferta pelo pecado.    2841 3 5 10 E do outro fará holocausto conforme a ordenança; assim o sacerdote fará expiação por ele do pecado que cometeu, e ele será perdoado.    2842 3 5 11 Se, porém, as suas posses não bastarem para duas rolas, ou dois pombinhos, então, como oferta por aquilo em que houver pecado, trará a décima parte duma efa de flor de farinha como oferta pelo pecado; não lhe deitará azeite nem lhe porá em cima incenso, porquanto é oferta pelo pecado;    2843 3 5 12 e o trará ao sacerdote, o qual lhe tomará um punhado como o memorial da oferta, e a queimará sobre o altar em cima das ofertas queimadas do Senhor; é oferta pelo pecado.    2844 3 5 13 Assim o sacerdote fará por ele expiação do seu pecado, que houver cometido em alguma destas coisas, e ele será perdoado; e o restante pertencerá ao sacerdote, como a oferta de cereais.    2845 3 5 14 Disse mais o Senhor a Moisés:    2846 3 5 15 Se alguém cometer uma transgressão, e pecar por ignorância nas coisas sagradas do Senhor, então trará ao Senhor, como a sua oferta pela culpa, um carneiro sem defeito, do rebanho, conforme a tua avaliação em siclos de prata, segundo o siclo do santuário, para oferta pela culpa.    2847 3 5 16 Assim fará restituição pelo pecado que houver cometido na coisa sagrada, e ainda lhe acrescentará a quinta parte, e a dará ao sacerdote; e com o carneiro da oferta pela culpa, o sacerdote fará expiação por ele, e ele será perdoado.    2848 3 5 17 Se alguém pecar, fazendo qualquer de todas as coisas que o Senhor ordenou que não se fizessem, ainda que não o soubesse, contudo será ele culpado, e levará a sua iniqüidade;    2849 3 5 18 e como oferta pela culpa trará ao sacerdote um carneiro sem defeito, do rebanho, conforme a tua avaliação; e o sacerdote fará por ele expiação do erro que involuntariamente houver cometido sem o saber; e ele será perdoado.    2850 3 5 19 É oferta pela culpa; certamente ele se tornou culpado diante do Senhor.    2851 3 6 1 Disse ainda o Senhor a Moisés:    2852 3 6 2 Se alguém pecar e cometer uma transgressão contra o Senhor, e se houver dolosamente para com o seu próximo no tocante a um depósito, ou penhor, ou roubo, ou tiver oprimido a seu próximo;    2853 3 6 3 se achar o perdido, e nisso se houver dolosamente e jurar falso; ou se fizer qualquer de todas as coisas em que o homem costuma pecar;    2854 3 6 4 se, pois, houver pecado e for culpado, restituirá o que roubou, ou o que obteve pela opressão, ou o depósito que lhe foi dado em guarda, ou o perdido que achou,    2855 3 6 5 ou qualquer coisa sobre que jurou falso; por inteiro o restituirá, e ainda a isso acrescentará a quinta parte; a quem pertence, lho dará no dia em que trouxer a sua oferta pela culpa.    2856 3 6 6 E como a sua oferta pela culpa, trará ao Senhor um carneiro sem defeito, do rebanho; conforme a tua avaliação para oferta pela culpa trá-lo-á ao sacerdote;    2857 3 6 7 e o sacerdote fará expiação por ele diante do Senhor, e ele será perdoado de todas as coisas que tiver feito, nas quais se tenha tornado culpado.    2858 3 6 8 Disse mais o Senhor a Moisés:    2859 3 6 9 Dá ordem a Arão e a seus filhos, dizendo: Esta é a lei do holocausto: o holocausto ficará a noite toda, até pela manhã, sobre a lareira do altar, e nela se conservará aceso o fogo do altar.    2860 3 6 10 E o sacerdote vestirá a sua veste de linho, e vestirá as calças de linho sobre a sua carne; e levantará a cinza, quando o fogo houver consumido o holocausto sobre o altar, e a porá junto ao altar.    2861 3 6 11 Depois despirá as suas vestes, e vestirá outras vestes; e levará a cinza para fora do arraial a um lugar limpo.    2862 3 6 12 O fogo sobre o altar se conservará aceso; não se apagará. O sacerdote acenderá lenha nele todos os dias pela manhã, e sobre ele porá em ordem o holocausto, e queimará a gordura das ofertas pacíficas.    2863 3 6 13 O fogo se conservará continuamente aceso sobre o altar; não se apagará.    2864 3 6 14 Esta é a lei da oferta de cereais: os filhos de Arão a oferecerão perante o Senhor diante do altar.    2865 3 6 15 O sacerdote tomará dela um punhado, isto é, da flor de farinha da oferta de cereais e do azeite da mesma, e todo o incenso que estiver sobre a oferta de cereais, e os queimará sobre o altar por cheiro suave ao Senhor, como o memorial da oferta.    2866 3 6 16 E Arão e seus filhos comerão o restante dela; comê-lo-ão sem fermento em lugar santo; no átrio da tenda da revelação o comerão.    2867 3 6 17 Levedado não se cozerá. Como a sua porção das minhas ofertas queimadas lho tenho dado; coisa santíssima é, como a oferta pelo pecado, e como a oferta pela culpa.    2868 3 6 18 Todo varão entre os filhos de Arão comerá dela, como a sua porção das ofertas queimadas do Senhor; estatuto perpétuo será para as vossas gerações; tudo o que as tocar será santo.    2869 3 6 19 Disse mais o Senhor a Moisés:    2870 3 6 20 Esta é a oferta de Arão e de seus filhos, a qual oferecerão ao Senhor no dia em que ele for ungido: a décima parte duma efa de flor de farinha, como oferta de cereais, perpetuamente, a metade dela pela amanhã, e a outra metade à tarde.    2871 3 6 21 Numa assadeira se fará com azeite; bem embebida a trarás; em pedaços cozidos oferecerás a oferta de cereais por cheiro suave ao Senhor.    2872 3 6 22 Também o sacerdote que, de entre seus filhos, for ungido em seu lugar, a oferecerá; por estatuto perpétuo será ela toda queimada ao Senhor.    2873 3 6 23 Assim toda oferta de cereais do sacerdote será totalmente queimada; não se comerá.    2874 3 6 24 Disse mais o Senhor a Moisés:    2875 3 6 25 Fala a Arão e a seus filhos, dizendo: Esta é a lei da oferta pelo pecado: no lugar em que se imola o holocausto se imolará a oferta pelo pecado perante o Senhor; coisa santíssima é.    2876 3 6 26 O sacerdote que a oferecer pelo pecado a comerá; comê-la-á em lugar santo, no átrio da tenda da revelação.    2877 3 6 27 Tudo o que tocar a carne da oferta será santo; e quando o sangue dela for espargido sobre qualquer roupa, lavarás em lugar santo a roupa sobre a qual ele tiver sido espargido.    2878 3 6 28 Mas o vaso de barro em que for cozida será quebrado; e se for cozida num vaso de bronze, este será esfregado, e lavado, na água.    2879 3 6 29 Todo varão entre os sacerdotes comerá dela; coisa santíssima é.    2880 3 6 30 Contudo não se comerá nenhuma oferta pelo pecado, da qual uma parte do sangue é trazida dentro da tenda da revelação, para fazer expiação no lugar santo; no fogo será queimada.    2881 3 7 1 Esta é a lei da oferta pela culpa: coisa santíssima é.    2882 3 7 2 No lugar em que imolam o holocausto, imolarão a oferta pela culpa, e o sangue dela se espargirá sobre o altar em redor.    2883 3 7 3 Dela se oferecerá toda a gordura: a cauda gorda, e a gordura que cobre a fressura,    2884 3 7 4 os dois rins e a gordura que está sobre eles, e a que está junto aos lombos, e o redenho sobre o fígado, juntamente com os rins, os tirará;    2885 3 7 5 e o sacerdote os queimará sobre o altar em oferta queimada ao Senhor; é uma oferta pela culpa.    2886 3 7 6 Todo varão entre os sacerdotes comerá dela; num lugar santo se comerá; coisa santíssima é.    2887 3 7 7 Como é a oferta pelo pecado, assim será a oferta pela culpa; há uma só lei para elas, a saber, pertencerá ao sacerdote que com ela houver feito expiação.    2888 3 7 8 Também o sacerdote que oferecer o holocausto de alguém terá para si o couro do animal que tiver oferecido.    2889 3 7 9 Igualmente toda oferta de cereais que se assar ao forno, como tudo o que se preparar na frigideira e na assadeira, pertencerá ao sacerdote que a oferecer.    2890 3 7 10 Também toda oferta de cereais, seja ela amassada com azeite, ou seja seca, pertencerá a todos os filhos de Arão, tanto a um como a outro.    2891 3 7 11 Esta é a lei do sacrifício das ofertas pacíficas que se oferecerá ao Senhor:    2892 3 7 12 Se alguém o oferecer por oferta de ação de graças, com o sacrifício de ação de graças oferecerá bolos ázimos amassados com azeite, e coscorões ázimos untados com azeite, e bolos amassados com azeite, de flor de farinha, bem embebidos.    2893 3 7 13 Com os bolos oferecerá pão levedado como sua oferta, com o sacrifício de ofertas pacíficas por ação de graças.    2894 3 7 14 E dele oferecerá um de cada oferta por oferta alçada ao Senhor, o qual pertencerá ao sacerdote que espargir o sangue da oferta pacífica.    2895 3 7 15 Ora, a carne do sacrifício de ofertas pacíficas por ação de graças se comerá no dia do seu oferecimento; nada se deixará dela até pela manhã.    2896 3 7 16 Se, porém, o sacrifício da sua oferta for voto, ou oferta voluntária, no dia em que for oferecido se comerá, e no dia seguinte se comerá o que dele ficar;    2897 3 7 17 mas o que ainda ficar da carne do sacrifício até o terceiro dia será queimado no fogo.    2898 3 7 18 Se alguma parte da carne do sacrifício da sua oferta pacífica se comer ao terceiro dia, aquele sacrifício não será aceito, nem será imputado àquele que o tiver oferecido; coisa abominável será, e quem dela comer levará a sua iniqüidade.    2899 3 7 19 A carne que tocar alguma coisa imunda não se comerá; será queimada no fogo; mas da outra carne, qualquer que estiver limpo comerá dela;    2900 3 7 20 todavia, se alguma pessoa, estando imunda, comer a carne do sacrifício da oferta pacífica, que pertence ao Senhor, essa pessoa será extirpada do seu povo.    2901 3 7 21 E, se alguma pessoa, tendo tocado alguma coisa imunda, como imundícia de homem, ou gado imundo, ou qualquer abominação imunda, comer da carne do sacrifício da oferta pacífica, que pertence ao Senhor, essa pessoa será extirpada do seu povo.    2902 3 7 22 Depois disse o Senhor a Moisés:    2903 3 7 23 Fala aos filhos de Israel, dizendo: Nenhuma gordura de boi, nem de carneiro, nem de cabra comereis.    2904 3 7 24 Todavia pode-se usar a gordura do animal que morre por si mesmo, e a gordura do que é dilacerado por feras, para qualquer outro fim; mas de maneira alguma comereis dela.    2905 3 7 25 Pois quem quer que comer da gordura do animal, do qual se oferecer oferta queimada ao Senhor, sim, a pessoa que dela comer será extirpada do seu povo.    2906 3 7 26 E nenhum sangue comereis, quer de aves, quer de gado, em qualquer das vossas habitações.    2907 3 7 27 Toda pessoa que comer algum sangue será extirpada do seu povo.    2908 3 7 28 Disse mais o Senhor a Moisés:    2909 3 7 29 Fala aos filhos de Israel, dizendo: Quem oferecer sacrifício de oferta pacífica ao Senhor trará ao Senhor a respectiva oblação da sua oferta pacífica.    2910 3 7 30 Com as próprias mãos trará as ofertas queimadas do Senhor; o peito com a gordura trará, para movê-lo por oferta de movimento perante o Senhor.    2911 3 7 31 E o sacerdote queimará a gordura sobre o altar, mas o peito pertencerá a Arão e a seus filhos.    2912 3 7 32 E dos sacrifícios das vossas ofertas pacíficas, dareis a coxa direita ao sacerdote por oferta alçada.    2913 3 7 33 Aquele dentre os filhos de Arão que oferecer o sangue da oferta pacífica, e a gordura, esse terá a coxa direita por sua porção;    2914 3 7 34 porque o peito movido e a coxa alçada tenho tomado dos filhos de Israel, dos sacrifícios das suas ofertas pacíficas, e os tenho dado a Arão, o sacerdote, e a seus filhos, como sua porção, para sempre, da parte dos filhos de Israel.    2915 3 7 35 Esta é a porção sagrada de Arão e a porção sagrada de seus filhos, das ofertas queimadas do Senhor, desde o dia em que ele os apresentou para administrar o sacerdócio ao Senhor;    2916 3 7 36 a qual o Senhor, no dia em que os ungiu, ordenou que se lhes desse da parte dos filhos de Israel; é a sua porção para sempre, pelas suas gerações.    2917 3 7 37 Esta é a lei do holocausto, da oferta de cereais, da oferta pelo pecado, da oferta pela culpa, da oferta das consagrações, e do sacrifício das ofertas pacíficas;    2918 3 7 38 a qual o Senhor entregou a Moisés no monte Sinai, no dia em que este estava ordenando aos filhos de Israel que oferecessem as suas ofertas ao Senhor, no deserto de Sinai.    2919 3 8 1 Disse mais o Senhor a Moisés:    2920 3 8 2 Toma a Arão e a seus filhos com ele, e os vestidos, e o óleo da unção, e o novilho da oferta pelo pecado, e os dois carneiros, e o cesto de pães ázimos,    2921 3 8 3 e reúne a congregação toda à porta da tenda da revelação.    2922 3 8 4 Fez, pois, Moisés como o Senhor lhe ordenara; e a congregação se reuniu à porta da tenda da revelação.    2923 3 8 5 E disse Moisés à congregação: Isto é o que o Senhor ordenou que se fizesse.    2924 3 8 6 Então Moisés fez chegar Arão e seus filhos, e os lavou com água,    2925 3 8 7 e vestiu Arão com a túnica, cingiu-o com o cinto, e vestiu-lhe o manto, e pôs sobre ele o éfode, e cingiu-o com o cinto de obra esmerada, e com ele lhe apertou o éfode.    2926 3 8 8 Colocou-lhe, então, o peitoral, no qual pôs o Urim e o Tumim;    2927 3 8 9 e pôs sobre a sua cabeça a mitra, e sobre esta, na parte dianteira, pôs a lâmina de ouro, a coroa sagrada; como o Senhor lhe ordenara.    2928 3 8 10 Então Moisés, tomando o óleo da unção, ungiu o tabernáculo e tudo o que nele havia, e os santificou;    2929 3 8 11 e dele espargiu sete vezes sobre o altar, e ungiu o altar e todos os seus utensílios, como também a pia e a sua base, para santificá-los.    2930 3 8 12 Em seguida derramou do óleo da unção sobre a cabeça de Arão, e ungiu-o, para santificá-lo.    2931 3 8 13 Depois Moisés fez chegar aos filhos de Arão, e os vestiu de túnicas, e os cingiu com cintos, e lhes atou tiaras; como o Senhor lhe ordenara.    2932 3 8 14 Então fez chegar o novilho da oferta pelo pecado; e Arão e seus filhos puseram as mãos sobre a cabeça do novilho da oferta pelo pecado;    2933 3 8 15 e, depois de imolar o novilho, Moisés tomou o sangue, e pôs dele com o dedo sobre as pontas do altar em redor, e purificou o altar; depois derramou o resto do sangue à base do altar, e o santificou, para fazer expiação por ele.    2934 3 8 16 Então tomou toda a gordura que estava na fressura, e o redenho do fígado, e os dois rins com a sua gordura, e os queimou sobre o altar.    2935 3 8 17 Mas o novilho com o seu couro, com a sua carne e com o seu excremento, queimou-o com fogo fora do arraial; como o Senhor lhe ordenara.    2936 3 8 18 Depois fez chegar o carneiro do holocausto; e Arão e seus filhos puseram as mãos sobre a cabeça do carneiro.    2937 3 8 19 Havendo imolado o carneiro, Moisés espargiu o sangue sobre o altar em redor.    2938 3 8 20 Partiu também o carneiro nos seus pedaços, e queimou dele a cabeça, os pedaços e a gordura.    2939 3 8 21 Mas a fressura e as pernas lavou com água; então Moisés queimou o carneiro todo sobre o altar; era holocausto de cheiro suave, uma oferta queimada ao Senhor; como o Senhor lhe ordenara.    2940 3 8 22 Depois fez chegar o outro carneiro, o carneiro da consagração; e Arão e seus filhos puseram as mãos sobre a cabeça do carneiro;    2941 3 8 23 e tendo Moisés imolado o carneiro, tomou do sangue deste e o pôs sobre a ponta da orelha direita de Arão, sobre o polegar da sua mão direita, e sobre o polegar do seu pé direito.    2942 3 8 24 Moisés fez chegar também os filhos de Arão, e pôs daquele sangue sobre a ponta da orelha direita deles, e sobre o polegar da sua mão direita, e sobre o polegar do seu pé direito; e espargiu o sangue sobre o altar em redor.    2943 3 8 25 E tomou a gordura, e a cauda gorda, e toda a gordura que estava na fressura, e o redenho do fígado, e os dois rins com a sua gordura, e a coxa direita;    2944 3 8 26 também do cesto dos pães ázimos, que estava diante do Senhor, tomou um bolo ázimo, e um bolo de pão azeitado, e um coscorão, e os pôs sobre a gordura e sobre a coxa direita;    2945 3 8 27 e pôs tudo nas mãos de Arão e de seus filhos, e o ofereceu por oferta movida perante o Senhor.    2946 3 8 28 Então Moisés os tomou das mãos deles, e os queimou sobre o altar em cima do holocausto; os quais eram uma consagração, por cheiro suave, oferta queimada ao Senhor.    2947 3 8 29 Em seguida tomou Moisés o peito, e o ofereceu por oferta movida perante o Senhor; era a parte do carneiro da consagração que tocava a Moisés, como o Senhor lhe ordenara.    2948 3 8 30 Tomou Moisés também do óleo da unção, e do sangue que estava sobre o altar, e o espargiu sobre Arão e suas vestes, e sobre seus filhos e as vestes de seus filhos com ele; e assim santificou tanto a Arão e suas vestes, como a seus filhos e as vestes de seus filhos com ele.    2949 3 8 31 E disse Moisés a Arão e seus filhos: Cozei a carne à porta da tenda da revelação; e ali a comereis com o pão que está no cesto da consagração, como ordenei, dizendo: Arão e seus filhos a comerão.    2950 3 8 32 Mas o que restar da carne e do pão, queimá-lo-eis ao fogo.    2951 3 8 33 Durante sete dias não saireis da porta da tenda da revelação, até que se cumpram os dias da vossa consagração; porquanto por sete dias ele vos consagrará.    2952 3 8 34 Como se fez neste dia, assim o senhor ordenou que se proceda, para fazer expiação por vós.    2953 3 8 35 Permanecereis, pois, à porta da tenda da revelação dia e noite por sete dias, e guardareis as ordenanças do Senhor, para que não morrais; porque assim me foi ordenado.    2954 3 8 36 E Arão e seus filhos fizeram todas as coisas que o Senhor ordenara por intermédio de Moisés.    2955 3 9 1 Ora, ao dia oitavo, Moisés chamou a Arão e seus filhos, e os anciãos de Israel,    2956 3 9 2 e disse a Arão: Toma um bezerro tenro para oferta pelo pecado, e um carneiro para holocausto, ambos sem defeito, e oferece-os perante o Senhor.    2957 3 9 3 E falarás aos filhos de Israel, dizendo: Tomai um bode para oferta pelo pecado; e um bezerro e um cordeiro, ambos de um ano, e sem defeito, como holocausto;    2958 3 9 4 também um boi e um carneiro para ofertas pacíficas, para sacrificar perante o Senhor e oferta de cereais, amassada com azeite; porquanto hoje o Senhor vos aparecerá.    2959 3 9 5 Então trouxeram até a entrada da tenda da revelação o que Moisés ordenara, e chegou-se toda a congregação, e ficou de pé diante do Senhor.    2960 3 9 6 E disse Moisés: Esta é a coisa que o Senhor ordenou que fizésseis; e a glória do Senhor vos aparecerá.    2961 3 9 7 Depois disse Moisés a Arão: Chega-te ao altar, e apresenta a tua oferta pelo pecado e o teu holocausto, e faze expiação por ti e pelo povo; também apresenta a oferta do povo, e faze expiação por ele, como ordenou o Senhor.    2962 3 9 8 Arão, pois, chegou-se ao altar, e imolou o bezerro que era a sua própria oferta pelo pecado.    2963 3 9 9 Os filhos de Arão trouxeram-lhe o sangue; e ele molhou o dedo no sangue, e o pôs sobre as pontas do altar, e derramou o sangue à base do altar;    2964 3 9 10 mas a gordura, e os rins, e o redenho do fígado, tirados da oferta pelo pecado, queimou-os sobre o altar, como o Senhor ordenara a Moisés.    2965 3 9 11 E queimou ao fogo fora do arraial a carne e o couro.    2966 3 9 12 Depois imolou o holocausto, e os filhos de Arão lhe entregaram o sangue, e ele o espargiu sobre o altar em redor.    2967 3 9 13 Também lhe entregaram o holocausto, pedaço por pedaço, e a cabeça; e ele os queimou sobre o altar.    2968 3 9 14 E lavou a fressura e as pernas, e as queimou sobre o holocausto no altar.    2969 3 9 15 Então apresentou a oferta do povo e, tomando o bode que era a oferta pelo pecado do povo, imolou-o e o ofereceu pelo pecado, como fizera com o primeiro.    2970 3 9 16 Apresentou também o holocausto, e o ofereceu segundo a ordenança. rifício até o terceiro    2971 3 9 17 E apresentou a oferta de cereais e, tomando dela um punhado, queimou-o sobre o altar, além do holocausto da manhã.    2972 3 9 18 Imolou também o boi e o carneiro em sacrifício de oferta pacífica pelo povo; e os filhos de Arão entregaram-lhe o sangue, que ele espargiu sobre o altar em redor,    2973 3 9 19 como também a gordura do boi e do carneiro, a cauda gorda, e o que cobre a fressura, e os rins, e o redenho do fígado;    2974 3 9 20 e puseram a gordura sobre os peitos, e ele queimou a gordura sobre o altar;    2975 3 9 21 mas os peitos e a coxa direita, ofereceu-os Arão por oferta movida perante o Senhor, como Moisés tinha ordenado.    2976 3 9 22 Depois Arão, levantando as mãos para o povo, o abençoou e desceu, tendo acabado de oferecer a oferta pelo pecado, o holocausto e as ofertas pacíficas.    2977 3 9 23 E Moisés e Arão entraram na tenda da revelação; depois saíram, e abençoaram o povo; e a glória do Senhor apareceu a todo o povo,    2978 3 9 24 pois saiu fogo de diante do Senhor, e consumiu o holocausto e a gordura sobre o altar; o que vendo todo o povo, jubilaram e prostraram-se sobre os seus rostos.    2979 3 10 1 Ora, Nadabe, e Abiú, filhos de Arão, tomaram cada um o seu incensário e, pondo neles fogo e sobre ele deitando incenso, ofereceram fogo estranho perante o Senhor, o que ele não lhes ordenara.    2980 3 10 2 Então saiu fogo de diante do Senhor, e os devorou; e morreram perante o Senhor.    2981 3 10 3 Disse Moisés a Arão: Isto é o que o Senhor falou, dizendo: Serei santificado naqueles que se chegarem a mim, e serei glorificado diante de todo o povo. Mas Arão guardou silêncio.    2982 3 10 4 E Moisés chamou a Misael e a Elzafã, filhos de Uziel, tio de Arão, e disse-lhes: Chegai-vos, levai vossos irmãos de diante do santuário, para fora do arraial.    2983 3 10 5 Chegaram-se, pois, e levaram-nos como estavam, nas próprias túnicas, para fora do arraial, como Moisés lhes dissera.    2984 3 10 6 Então disse Moisés a Arão, e a seus filhos Eleazar e Itamar: Não descubrais as vossas cabeças, nem rasgueis as vossas vestes, para que não morrais, nem venha a ira sobre toda a congregação; mas vossos irmãos, toda a casa de Israel, lamentem este incêndio que o Senhor acendeu.    2985 3 10 7 E não saireis da porta da tenda da revelação, para que não morrais; porque está sobre vós o óleo da unção do Senhor. E eles fizeram conforme a palavra de Moisés.    2986 3 10 8 Falou também o Senhor a Arão, dizendo:    2987 3 10 9 Não bebereis vinho nem bebida forte, nem tu nem teus filhos contigo, quando entrardes na tenda da revelação, para que não morrais; estatuto perpétuo será isso pelas vossas gerações,    2988 3 10 10 não somente para fazer separação entre o santo e o profano, e entre o imundo e o limpo,    2989 3 10 11 mas também para ensinar aos filhos de Israel todos os estatutos que o Senhor lhes tem dado por intermédio de Moisés.    2990 3 10 12 Também disse Moisés a Arão, e a Eleazar e Itamar, seus filhos que lhe ficaram: Tomai a oferta de cereais que resta das ofertas queimadas do Senhor, e comei-a sem levedura junto do altar, porquanto é coisa santíssima.    2991 3 10 13 Comê-la-eis em lugar santo, porque isto é a tua porção, e a porção de teus filhos, das ofertas queimadas do Senhor; porque assim me foi ordenado.    2992 3 10 14 Também o peito da oferta movida e a coxa da oferta alçada, comê-los-eis em lugar limpo, tu, e teus filhos e tuas filhas contigo; porquanto são eles dados como tua porção, e como porção de teus filhos, dos sacrifícios das ofertas pacíficas dos filhos de Israel.    2993 3 10 15 Trarão a coxa da oferta alçada e o peito da oferta movida juntamente com as ofertas queimadas da gordura, para movê-los como oferta movida perante o Senhor; isso te pertencerá como porção, a ti e a teus filhos contigo, para sempre, como o Senhor tem ordenado.    2994 3 10 16 E Moisés buscou diligentemente o bode da oferta pelo pecado, e eis que já tinha sido queimado; pelo que se indignou grandemente contra Eleazar e contra Itamar, os filhos que de Arão ficaram, e lhes disse:    2995 3 10 17 Por que não comestes a oferta pelo pecado em lugar santo, visto que é coisa santíssima, e o Senhor a deu a vós para levardes a iniqüidade da congregação, para fazerdes expiação por eles diante do Senhor?    2996 3 10 18 Eis que não se trouxe o seu sangue para dentro do santuário; certamente a devíeis ter comido em lugar santo, como eu havia ordenado.    2997 3 10 19 Então disse Arão a Moisés: Eis que hoje ofereceram a sua oferta pelo pecado e o seu holocausto perante o Senhor, e tais coisas como essas me têm acontecido; se eu tivesse comido hoje a oferta pelo pecado, porventura teria sido isso coisa agradavel aos olhos do Senhor?    2998 3 10 20 Ouvindo Moisés isto, pareceu-lhe razoável.    2999 3 11 1 Falou o Senhor a Moisés e a Arão, dizendo-lhes:    3000 3 11 2 Dizei aos filhos de Israel: Estes são os animais que podereis comer dentre todos os animais que há sobre a terra:    3001 3 11 3 dentre os animais, todo o que tem a unha fendida, de sorte que se divide em duas, o que rumina, esse podereis comer.    3002 3 11 4 Os seguintes, contudo, não comereis, dentre os que ruminam e dentre os que têm a unha fendida: o camelo, porque rumina mas não tem a unha fendida, esse vos será imundo;    3003 3 11 5 o querogrilo, porque rumina mas não tem a unha fendida, esse vos será imundo;    3004 3 11 6 a lebre, porque rumina mas não tem a unha fendida, essa vos será imunda;    3005 3 11 7 e o porco, porque tem a unha fendida, de sorte que se divide em duas, mas não rumina, esse vos será imundo.    3006 3 11 8 Da sua carne não comereis, nem tocareis nos seus cadáveres; esses vos serão imundos.    3007 3 11 9 Estes são os que podereis comer de todos os que há nas águas: todo o que tem barbatanas e escamas, nas águas, nos mares e nos rios, esse podereis comer.    3008 3 11 10 Mas todo o que não tem barbatanas, nem escamas, nos mares e nos rios, todo réptil das águas, e todos os animais que vivem nas águas, estes vos serão abomináveis,    3009 3 11 11 tê-los-eis em abominação; da sua carne não comereis, e abominareis os seus cadáveres.    3010 3 11 12 Tudo o que não tem barbatanas nem escamas, nas águas, será para vós abominável.    3011 3 11 13 Dentre as aves, a estas abominareis; não se comerão, serão abominãveis: a águia, o quebrantosso, o xofrango,    3012 3 11 14 o açor, o falcão segundo a sua espécie,    3013 3 11 15 todo corvo segundo a sua espécie,    3014 3 11 16 o avestruz, o mocho, a gaivota, o gavião segundo a sua espécie,    3015 3 11 17 o bufo, o corvo marinho, a coruja,    3016 3 11 18 o porfirião, o pelicano, o abutre,    3017 3 11 19 a cegonha, a garça segundo a sua, espécie, a poupa e o morcego.    3018 3 11 20 Todos os insetos alados que andam sobre quatro pés, serão para vós uma abominação.    3019 3 11 21 Contudo, estes há que podereis comer de todos os insetos alados que andam sobre quatro pés: os que têm pernas sobre os seus pés, para saltar com elas sobre a terra;    3020 3 11 22 isto é, deles podereis comer os seguintes: o gafanhoto segundo a sua espécie, o solham segundo a sua espécie, o hargol segundo a sua espécie e o hagabe segundo a sua especie.    3021 3 11 23 Mas todos os outros insetos alados que têm quatro pés, serão para vós uma abominação.    3022 3 11 24 Também por eles vos tornareis imundos; qualquer que tocar nos seus cadáveres, será imundo até a tarde,    3023 3 11 25 e quem levar qualquer parte dos seus cadáveres, lavará as suas vestes, e será imundo até a tarde.    3024 3 11 26 Todo animal que tem unhas fendidas, mas cuja fenda não as divide em duas, e que não rumina, será para vós imundo; qualquer que tocar neles será imundo.    3025 3 11 27 Todos os plantígrados dentre os quadrúpedes, esses vos serão imundos; qualquer que tocar nos seus cadáveres sera imundo até a tarde,    3026 3 11 28 e o que levar os seus cadáveres lavará as suas vestes, e será imundo até a tarde; eles serão para vós imundos.    3027 3 11 29 Estes também vos serão por imundos entre os animais que se arrastam sobre a terra: a doninha, o rato, o crocodilo da terra segundo a sua espécie,    3028 3 11 30 o musaranho, o crocodilo da água, a lagartixa, o lagarto e a toupeira.    3029 3 11 31 Esses vos serão imundos dentre todos os animais rasteiros; qualquer que os tocar, depois de mortos, será imundo até a tarde;    3030 3 11 32 e tudo aquilo sobre o que cair o cadáver de qualquer deles será imundo; seja vaso de madeira, ou vestidura, ou pele, ou saco, seja qualquer instrumento com que se faz alguma obra, será metido na água, e será imundo até a tarde; então será limpo.    3031 3 11 33 E quanto a todo vaso de barro dentro do qual cair algum deles, tudo o que houver nele será imundo, e o vaso quebrareis.    3032 3 11 34 Todo alimento depositado nele, que se pode comer, sobre o qual vier água, será imundo; e toda bebida que se pode beber, sendo depositada em qualquer destes vasos será imunda.    3033 3 11 35 E tudo aquilo sobre o que cair: alguma parte dos cadáveres deles será imundo; seja forno, seja fogão, será quebrado; imundos são, portanto para vós serão imundos.    3034 3 11 36 Contudo, uma fonte ou cisterna, em que há depósito de água, será limpa; mas quem tocar no cadáver será imundo.    3035 3 11 37 E, se dos seus cadáveres cair alguma coisa sobre alguma semente que se houver de semear, esta será limpa;    3036 3 11 38 mas se for deitada água sobre a semente, e se dos cadáveres cair alguma coisa sobre ela, então ela será para vós imunda.    3037 3 11 39 E se morrer algum dos animais de que vos é lícito comer, quem tocar no seu cadáver sera imundo até a tarde;    3038 3 11 40 e quem comer do cadáver dele lavará as suas vestes, e será imundo até a tarde; igualmente quem levar o cadáver dele lavará as suas vestes, e será imundo até a tarde.    3039 3 11 41 Também todo animal rasteiro que se move sobre a terra será abominação; não se comerá.    3040 3 11 42 Tudo o que anda sobre o ventre, tudo o que anda sobre quatro pés, e tudo o que tem muitos pés, enfim todos os animais rasteiros que se movem sobre a terra, desses não comereis, porquanto são abomináveis.    3041 3 11 43 Não vos tomareis abomináveis por nenhum animal rasteiro, nem neles vos contaminareis, para não vos tornardes imundos por eles.    3042 3 11 44 Porque eu sou o Senhor vosso Deus; portanto santificai-vos, e sede santos, porque eu sou santo; e não vos contaminareis com nenhum animal rasteiro que se move sobre a terra;    3043 3 11 45 porque eu sou o Senhor, que vos fiz subir da terra do Egito, para ser o vosso Deus, sereis pois santos, porque eu sou santo.    3044 3 11 46 Esta é a lei sobre os animais e as aves, e sobre toda criatura vivente que se move nas águas e toda criatura que se arrasta sobre a terra;    3045 3 11 47 para fazer separação entre o imundo e o limpo, e entre os animais que se podem comer e os animais que não se podem comer.    3046 3 12 1 Disse mais o Senhor a Moisés:    3047 3 12 2 Fala aos filhos de Israel, dizendo: Se uma mulher conceber e tiver um menino, será imunda sete dias; assim como nos dias da impureza da sua enfermidade, será imunda.    3048 3 12 3 E no dia oitavo se circuncidará ao menino a carne do seu prepúcio.    3049 3 12 4 Depois permanecerá ela trinta e três dias no sangue da sua purificação; em nenhuma coisa sagrada tocará, nem entrará no santuário até que se cumpram os dias da sua purificação.    3050 3 12 5 Mas, se tiver uma menina, então sera imunda duas semanas, como na sua impureza; depois permanecerá sessenta e seis dias no sangue da sua purificação.    3051 3 12 6 E, quando forem cumpridos os dias da sua purificação, seja por filho ou por filha, trará um cordeiro de um ano para holocausto, e um pombinho ou uma rola para oferta pelo pecado, à porta da tenda da revelação, o ao sacerdote,    3052 3 12 7 o qual o oferecerá perante o Senhor, e fará, expiação por ela; então ela será limpa do fluxo do seu sangue. Esta é a lei da que der à luz menino ou menina.    3053 3 12 8 Mas, se as suas posses não bastarem para um cordeiro, então tomará duas rolas, ou dois pombinhos: um para o holocausto e outro para a oferta pelo pecado; assim o sacerdote fará expiação por ela, e ela será limpa.    3054 3 13 1 Falou mais o Senhor a Moisés e a Arão, dizendo:    3055 3 13 2 Quando um homem tiver na pele da sua carne inchação, ou pústula, ou mancha lustrosa, e esta se tornar na sua pele como praga de lepra, então será levado a Arão o sacerdote, ou a um de seus filhos, os sacerdotes,    3056 3 13 3 e o sacerdote examinará a praga na pele da carne. Se o pêlo na praga se tiver tornado branco, e a praga parecer mais profunda que a pele, é praga de lepra; o sacerdote, verificando isto, o declarará imundo.    3057 3 13 4 Mas, se a mancha lustrosa na sua pele for branca, e não parecer mais profunda que a pele, e o pêlo não se tiver tornado branco, o sacerdote encerrará por sete dias aquele que tem a praga.    3058 3 13 5 Ao sétimo dia o sacerdote o examinará; se a praga, na sua opinião, tiver parado e não se tiver estendido na pele, o sacerdote o encerrará por outros sete dias.    3059 3 13 6 Ao sétimo dia o sacerdote o examinará outra vez; se a praga tiver escurecido, não se tendo estendido na pele, o sacerdote o declarará limpo; é uma pústula. O homem lavará as suas vestes, e será limpo.    3060 3 13 7 Mas se a pústula se estender muito na pele, depois de se ter mostrado ao sacerdote para a sua purificação, mostrar-se-á de novo ao sacerdote,    3061 3 13 8 o qual o examinará; se a pústula se tiver estendido na pele, o sacerdote o declarará imundo; é lepra.    3062 3 13 9 Quando num homem houver praga de lepra, será ele levado ao sacerdote,    3063 3 13 10 o qual o examinará; se houver na pele inchação branca que tenha tornado branco o pêlo, e houver carne viva na inchação,    3064 3 13 11 lepra inveterada é na sua pele. Portanto, o sacerdote o declarará imundo; não o encerrará, porque imundo é.    3065 3 13 12 Se a lepra se espalhar muito na pele, e cobrir toda a pele do que tem a praga, desde a cabeça até os pés, quanto podem ver os olhos do sacerdote,    3066 3 13 13 este o examinará; e, se a lepra tiver coberto a carne toda, declarará limpo o que tem a praga; ela toda se tornou branca; o homem é limpo.    3067 3 13 14 Mas no dia em que nele aparecer carne viva será imundo.    3068 3 13 15 Examinará, pois, o sacerdote a carne viva, e declarará o homem imundo; a carne viva é imunda; é lepra.    3069 3 13 16 Ou, se a carne viva mudar, e ficar de novo branca, ele virá ao sacerdote,    3070 3 13 17 e este o examinará; se a praga se tiver tornado branca, o sacerdote declarará limpo o que tem a praga; limpo está.    3071 3 13 18 Quando também a carne tiver na sua pele alguma úlcera, se esta sarar,    3072 3 13 19 e em seu lugar vier inchação branca ou mancha lustrosa, tirando a vermelho, mostrar-se-á ao sacerdote,    3073 3 13 20 e este a examinará; se ela parecer mais profunda que a pele, e o pêlo se tiver tornado branco, o sacerdote declarará imundo o homem; é praga de lepra, que brotou na úlcera.    3074 3 13 21 Se, porém, o sacerdote a examinar, e nela não houver pêlo branco e não estiver mais profunda que a pele, mas tiver escurecido, o sacerdote encerrará por sete dias o homem.    3075 3 13 22 Se ela se estender na pele, o sacerdote o declarará imundo; é praga.    3076 3 13 23 Mas se a mancha lustrosa parar no seu lugar, não se estendendo, é a cicatriz da úlcera; o sacerdote, pois, o declarará limpo.    3077 3 13 24 Ou, quando na pele da carne houver queimadura de fogo, e a carne viva da queimadura se tornar em mancha lustrosa, tirando a vermelho ou branco,    3078 3 13 25 o sacerdote a examinará, e se o pêlo na mancha lustrosa se tiver tornado branco, e ela parecer mais profunda que a pele, é lepra; brotou na queimadura; portanto o sacerdote o declarará imundo; é praga de lepra.    3079 3 13 26 Mas se o sacerdote a examinar, e na mancha lustrosa não houver pêlo branco, nem estiver mais profunda que a pele, mas tiver escurecido, o sacerdote o encerrará por sete dias.    3080 3 13 27 Ao sétimo dia o sacerdote o examiará. Se ela se houver estendido na pele, o sacerdote o declarará imundo; é praga de lepra.    3081 3 13 28 Mas se a mancha lustrosa tiver parado no seu lugar, não se estendendo na pele, e tiver escurecido, é a inchação da queimadura; portanto o sacerdote o declarará limpo; porque é a cicatriz da queimadura.    3082 3 13 29 E quando homem (ou mulher) tiver praga na cabeça ou na barba,    3083 3 13 30 o sacerdote examinará a praga, e se ela parecer mais profunda que a pele, e nela houver pêlo fino amarelo, o sacerdote o declarará imundo; é tinha, é lepra da cabeça ou da barba.    3084 3 13 31 Mas se o sacerdote examinar a praga da tinha, e ela não parecer mais profunda que a pele, e nela não houver pêlo preto, o sacerdote encerrará por sete dias o que tem a praga da tinha.    3085 3 13 32 Ao sétimo dia o sacerdote examinará a praga; se a tinha não se tiver estendido, e nela não houver pêlo amarelo, nem a tinha parecer mais profunda que a pele,    3086 3 13 33 o homem se rapará, mas não rapará a tinha; e o sacerdote encerrará por mais sete dias o que tem a tinha.    3087 3 13 34 Ao sétimo dia o sacerdote examinará a tinha; se ela não se houver estendido na pele, e não parecer mais profunda que a pele, o sacerdote declarará limpo o homem; o qual lavará as suas vestes, e será limpo.    3088 3 13 35 Mas se, depois da sua purificação, a tinha estender na pele,    3089 3 13 36 o sacerdote o examinará; se a tinha se tiver estendido na pele, o sacerdote não buscará pêlo amarelo; o homem está imundo.    3090 3 13 37 Mas se a tinha, a seu ver, tiver parado, e nela tiver crescido pêlo preto, a tinha terá sarado; limpo está o homem; portanto o sacerdote o declarará limpo.    3091 3 13 38 Quando homem (ou mulher) tiver na pele da sua carne manchas lustrosas, isto é, manchas lustrosas brancas,    3092 3 13 39 o sacerdote as examinará; se essas manchas lustrosas forem brancas tirando a escuro, é impigem que brotou na pele; o homem é limpo.    3093 3 13 40 Quando a cabeça do homem se pelar, ele é calvo; contudo é limpo.    3094 3 13 41 E, se a frente da sua cabeça se pelar, ele é meio calvo; contudo é limpo.    3095 3 13 42 Mas se na calva, ou na meia calva, houver praga branca tirando a vermelho, é lepra que lhe está brotando na calva ou na meia calva.    3096 3 13 43 Então o sacerdote o examinará, e se a inchação da praga na calva ou na meia calva for branca tirando a vermelho, como parece a lepra na pele da carne,    3097 3 13 44 leproso é aquele homem, é imundo; o sacerdote certamente o declarará imundo; na sua cabeça está a praga.    3098 3 13 45 Também as vestes do leproso, em quem está a praga, serão rasgadas; ele ficará com a cabeça descoberta e de cabelo solto, mas cobrirá o bigode, e clamará: Imundo, imundo.    3099 3 13 46 Por todos os dias em que a praga estiver nele, será imundo; imundo é; habitará só; a sua habitação será fora do arraial.    3100 3 13 47 Quando também houver praga de lepra em alguma vestidura, seja em vestidura de lã ou em vestidura de linho,    3101 3 13 48 quer na urdidura, quer na trama, seja de linho ou seja de lã; ou em pele, ou em qualquer obra de pele;    3102 3 13 49 se a praga na vestidura, quer na urdidura, quer na trama, ou na pele, ou em qualquer coisa de pele, for verde ou vermelha, é praga de lepra, pelo que se mostrará ao sacerdote;    3103 3 13 50 o sacerdote examinará a praga, e encerrará por sete dias aquilo que tem a praga.    3104 3 13 51 Ao sétimo dia examinará a praga; se ela se houver estendido na vestidura, quer na urdidura, quer na trama, ou na pele, seja qual for a obra em que se empregue, a praga é lepra roedora; é imunda.    3105 3 13 52 Pelo que se queimará aquela vestidura, seja a urdidura ou a trama, seja de lã ou de linho, ou qualquer obra de pele, em que houver a praga, porque é lepra roedora; queimar-se-á ao fogo.    3106 3 13 53 Mas se o sacerdote a examinar, e ela não se tiver estendido na vestidura, seja na urdidura, seja na trama, ou em qualquer obra de pele,    3107 3 13 54 o sacerdote ordenará que se lave aquilo, em que está a praga, e o encerrará por mais sete dias.    3108 3 13 55 O sacerdote examinará a praga, depois de lavada, e se ela não tiver mudado de cor, nem se tiver estendido, é imunda; no fogo a queimarás; é praga penetrante, seja por dentro, seja por fora.    3109 3 13 56 Mas se o sacerdote a examinar, e a praga tiver escurecido, depois de lavada, então a rasgará da vestidura, ou da pele, ou da urdidura, ou da trama;    3110 3 13 57 se ela ainda aparecer na vestidura, seja na urdidura, seja na trama, ou em qualquer coisa de pele, é lepra brotante; no fogo queimarás aquilo em que há a praga.    3111 3 13 58 Mas a vestidura, quer a urdidura, quer a trama, ou qualquer coisa de pele, que lavares, e de que a praga se retirar, se lavará segunda vez, e será limpa.    3112 3 13 59 Esta é a lei da praga da lepra na vestidura de lã, ou de linho, quer na urdidura, quer na rama, ou em qualquer coisa de pele, para declará-la limpa, ou para declará-la imunda.    3113 3 14 1 Depois disse o Senhor a Moisés:    3114 3 14 2 Esta será a lei do leproso no dia da sua purificação: será levado ao sacerdote,    3115 3 14 3 e este sairá para fora do arraial, e o examinará; se a praga do leproso tiver sarado,    3116 3 14 4 o sacerdote ordenará que, para aquele que se há de purificar, se tomem duas aves vivas e limpas, pau de cedro, carmesim e hissopo.    3117 3 14 5 Mandará também que se imole uma das aves num vaso de barro sobre águas vivas.    3118 3 14 6 Tomará a ave viva, e com ela o pau de cedro, o carmesim e o hissopo, os quais molhará, juntamente com a ave viva, no sangue da ave que foi imolada sobre as águas vivas;    3119 3 14 7 e o espargirá sete vezes sobre aquele que se há de purificar da lepra; então o declarará limpo, e soltará a ave viva sobre o campo aberto.    3120 3 14 8 Aquele que se há de purificar lavará as suas vestes, rapará todo o seu pêlo e se lavará em água; assim será limpo. Depois entrará no arraial, mas ficará fora da sua tenda por sete dias.    3121 3 14 9 Ao sétimo dia rapará todo o seu pêlo, tanto a cabeça como a barba e as sobrancelhas, sim, rapará todo o pêlo; também lavará as suas vestes, e banhará o seu corpo em água; assim será limpo.    3122 3 14 10 Ao oitavo dia tomará dois cordeiros sem defeito, e uma cordeira sem defeito, de um ano, e três décimos de efa de flor de farinha para oferta de cereais, amassada com azeite, e um logue de azeite;    3123 3 14 11 e o sacerdote que faz a purificação apresentará o homem que se há de purificar, bem como aquelas coisas, perante o Senhor, à porta da tenda da revelação.    3124 3 14 12 E o sacerdote tomará um dos cordeiros, o oferecerá como oferta pela culpa; e, tomando também o logue de azeite, os moverá por oferta de movimento perante o Senhor.    3125 3 14 13 E imolará o cordeiro no lugar em que se imola a oferta pelo pecado e o holocausto, no lugar santo; porque, como a oferta pelo pecado pertence ao sacerdote, assim também a oferta pela culpa; é coisa santíssima.    3126 3 14 14 Então o sacerdote tomará do sangue da oferta pela culpa e o porá sobre a ponta da orelha direita daquele que se há de purificar, e sobre o dedo polegar da sua mão direita, e sobre o dedo polegar do seu pé direito.    3127 3 14 15 Tomará também do logue de azeite, e o derramará na palma da sua própria mão esquerda;    3128 3 14 16 então molhará o dedo direito no azeite que está na mão esquerda, e daquele azeite espargirá com o dedo sete vezes perante o Senhor.    3129 3 14 17 Do restante do azeite que está na sua mão, o sacerdote porá sobre a ponta da orelha direita daquele que se há de purificar, e sobre o dedo polegar da sua mão direita, e sobre o dedo polegar do seu pé direito, por cima do sangue da oferta pela culpa;    3130 3 14 18 e o restante do azeite que está na sua mão, pô-lo-á sobre a cabeça daquele que se há de purificar; assim o sacerdote fará expiação por ele perante o Senhor.    3131 3 14 19 Também o sacerdote oferecerá a oferta pelo pecado, e fará expiação por aquele que se há de purificar por causa a sua imundícia; e depois imolará o holocausto,    3132 3 14 20 e oferecerá o holocausto e a oferta de cereais sobre o altar; assim o sacerdote fará expiação por ele, e ele será limpo.    3133 3 14 21 Mas se for pobre, e as suas posses não bastarem para tanto, tomará um cordeiro para oferta pela culpa como oferta de movimento, para fazer expiação por ele, um décimo de efa de flor de farinha amassada com azeite, para oferta de cereais, um logue de azeite,    3134 3 14 22 e duas rolas ou dois pombinhos, conforme suas posses permitirem; dos quais um será oferta pelo pecado, e o outro holocausto.    3135 3 14 23 Ao oitavo dia os trará, para a sua purificação, ao sacerdote, à porta da tenda da revelação, perante o Senhor;    3136 3 14 24 e o sacerdote tomará o cordeiro da oferta pela culpa, e o logue de azeite, e os moverá por oferta de movimento perante o Senhor.    3137 3 14 25 Então imolará o cordeiro da oferta pela culpa e, tomando do sangue da oferta pela culpa, pô-lo-á sobre a ponta da orelha direita daquele que se há de purificar, e sobre o dedo polegar da sua mão direita, e sobre o dedo polegar do seu pé direito.    3138 3 14 26 Também o sacerdote derramará do azeite na palma da sua própria mão esquerda;    3139 3 14 27 e com o dedo direito espargirá do azeite que está na mão esquerda, sete vezes perante o Senhor;    3140 3 14 28 igualmente, do azeite que está na mão, porá na ponta da orelha direita daquele que se há de purificar, e no dedo polegar da sua mão direita, e no dedo polegar do seu pé direito, em cima do lugar do sangue da oferta pela culpa;    3141 3 14 29 e o restante do azeite que está na mão porá sobre a cabeça daquele que se há de purificar, para fazer expiação por ele perante o Senhor.    3142 3 14 30 Então oferecerá uma das rolas ou um dos pombinhos, conforme as suas posses lhe permitirem,    3143 3 14 31 sim, conforme as suas posses, um para oferta pelo pecado, e o outro como holocausto, juntamente com a oferta de cereais; assim fará o sacerdote, perante o Senhor, expiação por aquele que se há de purificar.    3144 3 14 32 Esta é a lei daquele em quem estiver a praga da lepra, e cujas posses não lhe permitirem apresentar a oferta estipulada para a sua purificação.    3145 3 14 33 Disse mais o Senhor a Moisés e a Arão:    3146 3 14 34 Quando tiverdes entrado na terra de Canaã, que vos dou em possessão, e eu puser a praga da lepra em alguma casa da terra da vossa possessão,    3147 3 14 35 aquele a quem pertencer a casa virá e informará ao sacerdote, dizendo: Parece-me que há como que praga em minha casa.    3148 3 14 36 E o sacerdote ordenará que despejem a casa, antes que entre para examinar a praga, para que não se torne imundo tudo o que está na casa; depois entrará o sacerdote para examinar a casa;    3149 3 14 37 examinará a praga, e se ela estiver nas paredes da casa em covinhas verdes ou vermelhas, e estas parecerem mais profundas que a superfície,    3150 3 14 38 o sacerdote, saindo daquela casa, deixá-la-á fechada por sete dias.    3151 3 14 39 Ao sétimo dia voltará o sacerdote e a examinará; se a praga se tiver estendido nas paredes da casa,    3152 3 14 40 o sacerdote ordenará que arranquem as pedras em que estiver a praga, e que as lancem fora da cidade, num lugar imundo;    3153 3 14 41 e fará raspar a casa por dentro ao redor, e o pó que houverem raspado deitarão fora da cidade, num lugar imundo;    3154 3 14 42 depois tomarão outras pedras, e as porão no lugar das primeiras; e outra argamassa se tomará, e se rebocará a casa.    3155 3 14 43 Se, porém, a praga tornar a brotar na casa, depois de arrancadas as pedras, raspada a casa e de novo rebocada,    3156 3 14 44 o sacerdote entrará, e a examinará; se a praga se tiver estendido na casa, lepra roedora há na casa; é imunda.    3157 3 14 45 Portanto se derrubará a casa, as suas pedras, e a sua madeira, como também toda a argamassa da casa, e se levará tudo para fora da cidade, a um lugar imundo.    3158 3 14 46 Aquele que entrar na casa, enquanto estiver fechada, será imundo até a tarde.    3159 3 14 47 Aquele que se deitar na casa lavará, as suas vestes; e quem comer na casa lavara as suas vestes.    3160 3 14 48 Mas, tornando o sacerdote a entrar, e examinando a casa, se a praga não se tiver estendido nela, depois de ter sido rebocada, o sacerdote declarará limpa a casa, porque a praga está curada.    3161 3 14 49 E, para purificar a casa, tomará duas aves, pau de cedro, carmesim e hissopo;    3162 3 14 50 imolará uma das aves num vaso de barro sobre águas vivas;    3163 3 14 51 tomará o pau de cedro, o hissopo, o carmesim e a ave viva, e os molhará no sangue da ave imolada e nas águas vivas, e espargirá a casa sete vezes;    3164 3 14 52 assim purificará a casa com o sangue da ave, com as águas vivas, com a ave viva, com o pau de cedro, com o hissopo e com o carmesim;    3165 3 14 53 mas soltará a ave viva para fora da cidade para o campo aberto; assim fará expiação pela casa, e ela será limpa.    3166 3 14 54 Esta é a lei de toda sorte de praga de lepra e de tinha;    3167 3 14 55 da lepra das vestes e das casas;    3168 3 14 56 da inchação, das pústulas e das manchas lustrosas;    3169 3 14 57 para ensinar quando alguma coisa será imunda, e quando será limpa. Esta é a lei da lepra.    3170 3 15 1 Disse ainda o Senhor a Moisés e a Arão:    3171 3 15 2 Falai aos filhos de Israel, e dizei-lhes: Qualquer homem que tiver fluxo da sua carne, por causa do seu fluxo será imundo.    3172 3 15 3 Esta, pois, será a sua imundícia por causa do seu fluxo: se a sua carne vasa o seu fluxo, ou se a sua carne estanca o seu fluxo, esta é a sua imundícia.    3173 3 15 4 Toda cama em que se deitar aquele que tiver fluxo será imunda; e toda coisa sobre o que se sentar, sera imunda.    3174 3 15 5 E, qualquer que tocar na cama dele lavará as suas vestes, e se banhará em água, e será imundo até a tarde.    3175 3 15 6 E aquele que se sentar sobre aquilo em que se sentou o que tem o fluxo, lavará as suas vestes, e se banhará em água; e será imundo até a tarde,    3176 3 15 7 Também aquele que tocar na carne do que tem o fluxo, lavará as suas vestes, e se banhará em água, e será imundo até a tarde.    3177 3 15 8 Quando o que tem o fluxo cuspir sobre um limpo, então lavará este as suas vestes, e se banhará em água, e será imundo até a tarde.    3178 3 15 9 Também toda sela, em que cavalgar o que tem o fluxo, será imunda.    3179 3 15 10 E qualquer que tocar em alguma coisa que tiver estado debaixo dele será imundo até a tarde; e aquele que levar alguma dessas coisas, lavará as suas vestes, e se banhará em água, e será imundo até a tarde.    3180 3 15 11 Também todo aquele em quem tocar o que tiver o fluxo, sem haver antes lavado as mãos em água, lavará as suas vestes, e se banhará em água, e será imundo até a tarde.    3181 3 15 12 Todo vaso de barro em que tocar o que tiver o fluxo será quebrado; porém todo vaso de madeira será lavado em água.    3182 3 15 13 Quando, pois, o que tiver o fluxo e ficar limpo do seu fluxo, contará para si sete dias para a sua purificação, lavará as suas vestes, banhará o seu corpo em águas vivas, e será limpo.    3183 3 15 14 Ao oitavo dia tomará para si duas rolas, ou dois pombinhos, e virá perante o Senhor, à porta da tenda da revelação, e os dará ao sacerdote,    3184 3 15 15 o qual os oferecerá, um para oferta pelo pecado, e o outro para holocausto; e assim o sacerdote fará por ele expiação perante o Senhor, por causa do seu fluxo.    3185 3 15 16 Também se sair de um homem o seu sêmem banhará o seu corpo todo em água, e será imundo até a tarde.    3186 3 15 17 E toda vestidura, e toda pele sobre que houver sêmem serão lavadas em água, e serão imundas até a tarde.    3187 3 15 18 Igualmente quanto à mulher com quem o homem se deitar com sêmem ambos se banharão em água, e serão imundos até a tarde.    3188 3 15 19 Mas a mulher, quando tiver fluxo, e o fluxo na sua carne for sangue, ficará na sua impureza por sete dias, e qualquer que nela tocar será imundo até a tarde.    3189 3 15 20 E tudo aquilo sobre o que ela se deitar durante a sua impureza, será imundo; e tudo sobre o que se sentar, será imundo.    3190 3 15 21 Também qualquer que tocar na sua cama, lavará as suas vestes, e se banhará em água, e será imundo até a tarde.    3191 3 15 22 E quem tocar em alguma coisa, sobre o que ela se tiver sentado, lavará as suas vestes, e se banhará em água, e será imundo até a tarde.    3192 3 15 23 Se o sangue estiver sobre a cama, ou sobre alguma coisa em que ela se sentar, quando alguém tocar nele, será imundo até a tarde.    3193 3 15 24 E se, com efeito, qualquer homem se deitar com ela, e a sua imundícia ficar sobre ele, imundo será por sete dias; tambem toda cama, sobre que ele se deitar, será imunda.    3194 3 15 25 Se uma mulher tiver um fluxo de sangue por muitos dias fora do tempo da sua impureza, ou quando tiver fluxo de sangue por mais tempo do que a sua impureza, por todos os dias do fluxo da sua imundícia será como nos dias da sua impureza; imunda será.    3195 3 15 26 Toda cama sobre que ela se deitar durante todos os dias do seu fluxo ser-lhe-á como a cama da sua impureza; e toda coisa sobre que se sentar será imunda, conforme a imundícia da sua impureza.    3196 3 15 27 E qualquer que tocar nessas coisas será imundo; portanto lavará as suas vestes, e se banhará em água, e será imundo até a tarde.    3197 3 15 28 Quando ela ficar limpa do seu fluxo, contará para si sete dias, e depois será limpa.    3198 3 15 29 Ao oitavo dia tomará para si duas rolas, ou dois pombinhos, e os trará ao sacerdote, à porta da tenda da revelação.    3199 3 15 30 Então o sacerdote oferecerá um deles para oferta pelo pecado, e o outro para holocausto; e o sacerdote fará por ela expiação perante o Senhor, por causa do fluxo da sua imundícia.    3200 3 15 31 Assim separareis os filhos de Israel da sua imundícia, para que não morram na sua imundícia, contaminando o meu tabernáculo, que está no meio deles.    3201 3 15 32 Esta é a lei daquele que tem o fluxo e daquele de quem sai o sêmem de modo que por eles se torna imundo;    3202 3 15 33 como também da mulher enferma com a sua impureza e daquele que tem o fluxo, tanto do homem como da mulher, e do homem que se deita com mulher imunda.    3203 3 16 1 Falou o Senhor a Moisés, depois da morte dos dois filhos de Arão, que morreram quando se chegaram diante do Senhor.    3204 3 16 2 Disse, pois, o Senhor a Moisés: Dize a Arão, teu irmão, que não entre em todo tempo no lugar santo, para dentro do véu, diante do propiciatório que está sobre a arca, para que não morra; porque aparecerei na nuvem sobre o propiciatório.    3205 3 16 3 Com isto entrará Arão no lugar santo: com um novilho, para oferta pelo pecado, e um carneiro para holocausto.    3206 3 16 4 Vestirá ele a túnica sagrada de linho, e terá as calças de linho sobre a sua carne, e cingir-se-á com o cinto de linho, e porá na cabeça a mitra de linho; essas são as vestes sagradas; por isso banhará o seu corpo em água, e as vestirá.    3207 3 16 5 E da congregação dos filhos de Israel tomará dois bodes para oferta pelo pecado e um carneiro para holocausto.    3208 3 16 6 Depois Arão oferecerá o novilho da oferta pelo pecado, o qual será para ele, e fará expiação por si e pela sua casa.    3209 3 16 7 Também tomará os dois bodes, e os porá perante o Senhor, à porta da tenda da revelação.    3210 3 16 8 E Arão lançará sortes sobre os dois bodes: uma pelo Senhor, e a outra por Azazel.    3211 3 16 9 Então apresentará o bode sobre o qual cair a sorte pelo Senhor, e o oferecerá como oferta pelo pecado;    3212 3 16 10 mas o bode sobre que cair a sorte para Azazel será posto vivo perante o Senhor, para fazer expiação com ele a fim de enviá-lo ao deserto para Azazel.    3213 3 16 11 Arão, pois, apresentará o novilho da oferta pelo pecado, que é por ele, e fará expiação por si e pela sua casa; e imolará o novilho que é a sua oferta pelo pecado.    3214 3 16 12 Então tomará um incensário cheio de brasas de fogo de sobre o altar, diante do Senhor, e dois punhados de incenso aromático bem moído, e os trará para dentro do véu;    3215 3 16 13 e porá o incenso sobre o fogo perante o Senhor, a fim de que a nuvem o incenso cubra o propiciatório, que está sobre o testemunho, para que não morra.    3216 3 16 14 Tomará do sangue do novilho, e o espargirá com o dedo sobre o propiciatório ao lado oriental; e perante o propiciatório espargirá do sangue sete vezes com o dedo.    3217 3 16 15 Depois imolará o bode da oferta pelo pecado, que é pelo povo, e trará o sangue o bode para dentro do véu; e fará com ele como fez com o sangue do novilho, espargindo-o sobre o propiciatório, e perante o propiciatório;    3218 3 16 16 e fará expiação pelo santuário por causa das imundícias dos filhos de Israel e das suas transgressões, sim, de todos os seus pecados. Assim também fará pela tenda da revelação, que permanece com eles no meio das suas imundícias.    3219 3 16 17 Nenhum homem estará na tenda da revelação quando Arão entrar para fazer expiação no lugar santo, até que ele saia, depois de ter feito expiação por si mesmo, e pela sua casa, e por toda a congregação de Israel.    3220 3 16 18 Então sairá ao altar, que está perante o Senhor, e fará expiação pelo altar; tomará do sangue do novilho, e do sangue do bode, e o porá sobre as pontas do altar ao redor.    3221 3 16 19 E do sangue espargirá com o dedo sete vezes sobre o altar, purificando-o e santificando-o das imundícias dos filhos de Israel.    3222 3 16 20 Quando Arão houver acabado de fazer expiação pelo lugar santo, pela tenda da revelação, e pelo altar, apresentará o bode vivo;    3223 3 16 21 e, pondo as mãos sobre a cabeça do bode vivo, confessará sobre ele todas as iniqüidades dos filhos de Israel, e todas as suas transgressões, sim, todos os seus pecados; e os porá sobre a cabeça do bode, e enviá-lo-á para o deserto, pela mão de um homem designado para isso.    3224 3 16 22 Assim aquele bode levará sobre si todas as iniqüidades deles para uma região solitária; e esse homem soltará o bode no deserto.    3225 3 16 23 Depois Arão entrará na tenda da revelação, e despirá as vestes de linho, que havia vestido quando entrara no lugar santo, e ali as deixará.    3226 3 16 24 E banhará o seu corpo em água num lugar santo, e vestirá as suas próprias vestes; então sairá e oferecerá o seu holocausto, e o holocausto do povo, e fará expiação por si e pelo povo.    3227 3 16 25 Também queimará sobre o altar a gordura da oferta pelo pecado.    3228 3 16 26 E aquele que tiver soltado o bode para Azazel lavará as suas vestes, e banhará o seu corpo em água, e depois entrará no arraial.    3229 3 16 27 Mas o novilho da oferta pelo pecado e o bode da oferta pelo pecado, cujo sangue foi trazido para fazer expiação no lugar santo, serão levados para fora do arraial; e lhes queimarão no fogo as peles, a carne e o excremento.    3230 3 16 28 Aquele que os queimar lavará as suas vestes, banhara o seu corpo em água, e depois entrará no arraial.    3231 3 16 29 Também isto vos será por estatuto perpétuo: no sétimo mês, aos dez do mês, afligireis as vossas almas, e não fareis trabalho algum, nem o natural nem o estrangeiro que peregrina entre vos;    3232 3 16 30 porque nesse dia se fará expiação por vós, para purificar-vos; de todos os vossos pecados sereis purificados perante o Senhor.    3233 3 16 31 Será sábado de descanso solene para vós, e afligireis as vossas almas; é estatuto perpétuo.    3234 3 16 32 E o sacerdote que for ungido e que for sagrado para administrar o sacerdócio no lugar de seu pai, fará a expiação, havendo vestido as vestes de linho, isto é, as vestes sagradas;    3235 3 16 33 assim fará expiação pelo santuário; também fará expiação pela tenda da revelação e pelo altar; igualmente fará expiação e pelos sacerdotes e por todo o povo da congregação.    3236 3 16 34 Isto vos será por estatuto perpétuo, para fazer expiação uma vez no ano pelos filhos de Israel por causa de todos os seus pecados. E fez Arão como o Senhor ordenara a Moisés.    3237 3 17 1 Disse mais o Senhor a Moisés:    3238 3 17 2 Fala a Arão e aos seus filhos, e a s todos os filhos de Israel, e dize-lhes: Isto é o que o Senhor tem ordenado:    3239 3 17 3 Qualquer homem da casa de Israel que imolar boi, ou cordeiro, ou cabra, no arraial, ou fora do arraial,    3240 3 17 4 e não o trouxer à porta da tenda da revelação, para o oferecer como oferta ao Senhor diante do tabernáculo do Senhor, a esse homem será imputado o sangue; derramou sangue, pelo que será extirpado do seu povo;    3241 3 17 5 a fim de que os filhos de Israel tragam os seus sacrifícios, que oferecem no campo, isto é, a fim de que os tragam ao Senhor, à porta da tenda da revelação, ao sacerdote, e os ofereçam por sacrifícios de ofertas, pacíficas ao Senhor.    3242 3 17 6 E o sacerdote espargirá o sangue sobre o altar do Senhor, à porta da tenda da revelação, e queimará a gordura por cheiro suave ao Senhor.    3243 3 17 7 E nunca mais oferecerão os seus sacrifícios aos sátiros, após os quais eles se prostituem; isso lhes será por estatuto perpétuo pelas suas gerações.    3244 3 17 8 Dir-lhes-ás pois: Qualquer homem da casa de Israel, ou dos estrangeiros que entre vós peregrinam, que oferecer holocausto ou sacrifício,    3245 3 17 9 e não o trouxer à porta da tenda da revelação, para oferecê-lo ao Senhor, esse homem será extirpado do seu povo.    3246 3 17 10 Também, qualquer homem da casa de Israel, ou dos estrangeiros que peregrinam entre eles, que comer algum sangue, contra aquela alma porei o meu rosto, e a extirparei do seu povo.    3247 3 17 11 Porque a vida da carne está no sangue; pelo que vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pelas vossas almas; porquanto é o sangue que faz expiação, em virtude da vida.    3248 3 17 12 Portanto tenho dito aos filhos de Israel: Nenhum de vós comerá sangue; nem o estrangeiro que peregrina entre vós comerá sangue.    3249 3 17 13 Também, qualquer homem dos filhos de Israel, ou dos estrangeiros que peregrinam entre eles, que apanhar caça de fera ou de ave que se pode comer, derramará o sangue dela e o cobrirá com pó.    3250 3 17 14 Pois, quanto à vida de toda a carne, o seu sangue é uma e a mesma coisa com a sua vida; por isso eu disse aos filhos de Israel: Não comereis o sangue de nenhuma carne, porque a vida de toda a carne é o seu sangue; qualquer que o comer será extirpado.    3251 3 17 15 E todo homem, quer natural quer estrangeiro, que comer do que morre por si ou do que é dilacerado por feras, lavará as suas vestes, e se banhará em água, e será imundo até a tarde; depois será limpo.    3252 3 17 16 Mas, se não as lavar, nem banhar o seu corpo, levará sobre si a sua iniquidade    3253 3 18 1 Disse mais o Senhor a Moisés:    3254 3 18 2 Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Eu sou o Senhor vosso Deus.    3255 3 18 3 Não fareis segundo as obras da terra do Egito, em que habitastes; nem fareis segundo as obras da terra de Canaã, para a qual eu vos levo; nem andareis segundo os seus estatutos.    3256 3 18 4 Os meus preceitos observareis, e os meus estatutos guardareis, para andardes neles. Eu sou o Senhor vosso Deus.    3257 3 18 5 Guardareis, pois, os meus estatutos e as minhas ordenanças, pelas quais o homem, observando-as, viverá. Eu sou o Senhor.    3258 3 18 6 Nenhum de vós se chegará àquela que lhe é próxima por sangue, para descobrir a sua nudez. Eu sou o Senhor.    3259 3 18 7 Não descobrirás a nudez de teu pai, nem tampouco a de tua mãe; ela é tua mãe, não descobrirás a sua nudez.    3260 3 18 8 Não descobrirás a nudez da mulher de teu pai; é nudez de teu pai.    3261 3 18 9 A nudez de tua irmã por parte de pai ou por parte de mãe, quer nascida em casa ou fora de casa, não a descobrirás.    3262 3 18 10 Nem tampouco descobrirás a nudez da filha de teu filho, ou da filha de tua filha; porque é tua nudez.    3263 3 18 11 A nudez da filha da mulher de teu pai, gerada de teu pai, a qual é tua irmã, não a descobrirás.    3264 3 18 12 Não descobrirás a nudez da irmã de teu pai; ela é parenta chegada de teu pai.    3265 3 18 13 Não descobrirás a nudez da irmã de tua mãe, pois ela é parenta chegada de tua mãe.    3266 3 18 14 Não descobrirás a nudez do irmão de teu pai; não te chegarás à sua mulher; ela é tua tia.    3267 3 18 15 Não descobrirás a nudez de tua nora; ,ela é mulher de teu filho; não descobrirás a sua nudez.    3268 3 18 16 Não descobrirás a nudez da mulher de teu irmão; é a nudez de teu irmão.    3269 3 18 17 Não descobrirás a nudez duma mulher e de sua filha. Não tomarás a filha de seu filho, nem a filha de sua filha, para descobrir a sua nudez; são parentas chegadas; é maldade.    3270 3 18 18 E não tomarás uma mulher juntamente com sua irmã, durante a vida desta, para tornar-lha rival, descobrindo a sua nudez ao lado da outra.    3271 3 18 19 Também não te chegarás a mulher enquanto for impura em virtude da sua imundícia, para lhe descobrir a nudez.    3272 3 18 20 Nem te deitarás com a mulher de teu próximo, contaminando-te com ela.    3273 3 18 21 Não oferecerás a Moloque nenhum dos teus filhos, fazendo-o passar pelo fogo; nem profanarás o nome de teu Deus. Eu sou o Senhor.    3274 3 18 22 Não te deitarás com varão, como se fosse mulher; é abominação.    3275 3 18 23 Nem te deitarás com animal algum, contaminando-te com ele; nem a mulher se porá perante um animal, para ajuntar-se com ele; é confusão.    3276 3 18 24 Não vos contamineis com nenhuma dessas coisas, porque com todas elas se contaminaram as nações que eu expulso de diante de vós;    3277 3 18 25 e, porquanto a terra está contaminada, eu visito sobre ela a sua iniqüidade, e a terra vomita os seus habitantes.    3278 3 18 26 Vós, pois, guardareis os meus estatutos e os meus preceitos, e nenhuma dessas abominações fareis, nem o natural, nem o estrangeiro que peregrina entre vós    3279 3 18 27 (porque todas essas abominações cometeram os homens da terra, que nela estavam antes de vós, e a terra ficou contaminada);    3280 3 18 28 para que a terra não seja contaminada por vós e não vos vomite também a vós, como vomitou a nação que nela estava antes de vós.    3281 3 18 29 Pois qualquer que cometer alguma dessas abominações, sim, aqueles que as cometerem serão extirpados do seu povo.    3282 3 18 30 Portanto guardareis o meu mandamento, de modo que não caiais em nenhum desses abomináveis costumes que antes de vós foram seguidos, e para que não vos contamineis com eles. Eu sou o Senhor vosso Deus.    3283 3 19 1 Disse mais o Senhor a Moisés:    3284 3 19 2 Fala a toda a congregação dos filhos de Israel, e dize-lhes: Sereis santos, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo.    3285 3 19 3 Temerá cada um a sua mãe e a seu pai; e guardareis os meus sábados. Eu sou o Senhor vosso Deus.    3286 3 19 4 Não vos volteis para os ídolos, nem façais para vós deuses de fundição. Eu sou o Senhor vosso Deus.    3287 3 19 5 Quando oferecerdes ao Senhor sacrifício de oferta pacífica, oferecê-lo-eis de modo a serdes aceitos.    3288 3 19 6 No mesmo dia, pois, em que o oferecerdes, e no dia seguinte, se comerá; mas o que sobejar até o terceiro dia será queimado no fogo.    3289 3 19 7 E se, na verdade, alguma coisa dele for comida ao terceiro dia, é coisa abominável; não será aceito.    3290 3 19 8 E qualquer que o comer levará sobre si a sua iniqüidade, porquanto profanou a coisa santa do Senhor; por isso tal alma será extirpada do seu povo.    3291 3 19 9 Quando fizeres a colheita da tua terra, não segarás totalmente os cantos do teu campo, nem colherás as espigas caídas da tua sega.    3292 3 19 10 Semelhantemente não rabiscarás a tua vinha, nem colherás os bagos caídos da tua vinha; deixá-los-ás para o pobre e para o estrangeiro. Eu sou o senhor vosso Deus.    3293 3 19 11 Não furtareis; não enganareis, nem mentireis uns aos outros;    3294 3 19 12 não jurareis falso pelo meu nome, assim profanando o nome do vosso Deus. Eu sou o Senhor.    3295 3 19 13 Não oprimirás o teu próximo, nem o roubarás; a paga do jornaleiro não ficará contigo até pela manhã.    3296 3 19 14 Não amaldiçoarás ao surdo, nem porás tropeço diante do cego; mas temerás a teu Deus. Eu sou o Senhor.    3297 3 19 15 Não farás injustiça no juízo; não farás acepção da pessoa do pobre, nem honrarás o poderoso; mas com justiça julgarás o teu próximo.    3298 3 19 16 Não andarás como mexeriqueiro entre o teu povo; nem conspirarás contra o sangue do teu próximo. Eu sou o Senhor.    3299 3 19 17 Não odiarás a teu irmão no teu coração; não deixarás de repreender o teu próximo, e não levarás sobre ti pecado por causa dele.    3300 3 19 18 Não te vingarás nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor.    3301 3 19 19 Guardareis os meus estatutos. Não permitirás que se cruze o teu gado com o de espécie diversa; não semearás o teu campo com semente diversa; nem vestirás roupa tecida de materiais diversos.    3302 3 19 20 E, quando um homem se deitar com uma mulher que for escrava, desposada com um homem, e que não for resgatada, nem se lhe houver dado liberdade, então ambos serão açoitados; não morrerão, pois ela não era livre.    3303 3 19 21 E como a sua oferta pela culpa, trará o homem ao Senhor, à porta da tenda da revelação, um carneiro para expiação de culpa;    3304 3 19 22 e, com o carneiro da oferta pela culpa, o sacerdote fará expiação por ele perante o Senhor, pelo pecado que cometeu; e este lhe será perdoado.    3305 3 19 23 Quando tiverdes entrado na terra e tiverdes plantado toda qualidade de árvores para delas comerdes, tereis o seu fruto como incircunciso; por três anos ele vos será como incircunciso; dele não se comerá.    3306 3 19 24 No quarto ano, porém, todo o seu o fruto será santo, para oferta de louvor ao Senhor.    3307 3 19 25 E partindo do quinto ano comereis o seu fruto; para que elas vos aumentem a sua produção. Eu sou o Senhor vosso Deus.    3308 3 19 26 Não comereis coisa alguma com o sangue; não usareís de encantamentos, nem de agouros.    3309 3 19 27 Não cortareis o cabelo, arredondando os cantos da vossa cabeça, nem desfigurareis os cantos da vossa barba.    3310 3 19 28 Não fareis lacerações na vossa carne pelos mortos; nem no vosso corpo imprimireis qualquer marca. Eu sou o Senhor.    3311 3 19 29 Não profanarás a tua filha, fazendo-a prostituir-se; para que a terra não se prostitua e não se encha de maldade.    3312 3 19 30 Guardareis os meus sábados, e o meu santuário reverenciareis. Eu sou o Senhor.    3313 3 19 31 Não vos voltareis para os que consultam os mortos nem para os feiticeiros; não os busqueis para não ficardes contaminados por eles. Eu sou o Senhor vosso Deus.    3314 3 19 32 Diante das cãs te levantarás, e honrarás a face do ancião, e temerás o teu Deus. Eu sou o Senhor.    3315 3 19 33 Quando um estrangeiro peregrinar convosco na vossa terra, não o maltratareis.    3316 3 19 34 Como um natural entre vós será o estrangeiro que peregrinar convosco; amá-lo-eis como a vós mesmos; pois estrangeiros fostes na terra do Egito. Eu sou o Senhor vosso Deus.    3317 3 19 35 Não cometereis injustiça no juízo, nem na vara, nem no peso, nem na medida.    3318 3 19 36 Balanças justas, pesos justos, efa justa, e justo him tereis. Eu sou o Senhor vosso Deus, que vos tirei da terra do Egito.    3319 3 19 37 Pelo que guardareis todos os meus estatutos e todos os meus preceitos, e os cumprireis. Eu sou o Senhor.    3320 3 20 1 Disse mais o Senhor a Moisés:    3321 3 20 2 Também dirás aos filhos de Israel: Qualquer dos filhos de Israel, ou dos estrangeiros peregrinos em Israel, que der de seus filhos a Moloque, certamente será morto; o povo da terra o apedrejará.    3322 3 20 3 Eu porei o meu rosto contra esse homem, e o extirparei do meio do seu povo; porquanto eu de seus filhos a Moloque, assim contaminando o meu santuário e profanando o meu santo nome.    3323 3 20 4 E, se o povo da terra de alguma maneira esconder os olhos para não ver esse homem, quando der de seus filhos a Moloque, e não matar,    3324 3 20 5 eu porei o meu rosto contra esse homem, e contra a sua família, e o extirparei do meio do seu povo, bem como a todos os que forem após ele, prostituindo-se após Moloque.    3325 3 20 6 Quanto àquele que se voltar para os que consultam os mortos e para os feiticeiros, prostituindo-se após eles, porei o meu rosto contra aquele homem, e o extirparei do meio do seu povo.    3326 3 20 7 Portanto santificai-vos, e sede santos, pois eu sou o Senhor vosso Deus.    3327 3 20 8 Guardai os meus estatutos, e cumpri-os. Eu sou o Senhor, que vos santifico.    3328 3 20 9 Qualquer que amaldiçoar a seu pai ou a sua mãe, certamente será morto; amaldiçoou a seu pai ou a sua mãe; o seu sangue será sobre ele.    3329 3 20 10 O homem que adulterar com a mulher de outro, sim, aquele que adulterar com a mulher do seu próximo, certamente será morto, tanto o adúltero, como a adúltera.    3330 3 20 11 O homem que se deitar com a mulher de seu pai terá descoberto a nudez de seu pai; ambos os adúlteros certamente serão mortos; o seu sangue será sobre eles.    3331 3 20 12 Se um homem se deitar com a sua nora, ambos certamente serão mortos; cometeram uma confusão; o seu sangue será sobre eles.    3332 3 20 13 Se um homem se deitar com outro homem, como se fosse com mulher, ambos terão praticado abominação; certamente serão mortos; o seu sangue será sobre eles.    3333 3 20 14 Se um homem tomar uma mulher e a mãe dela, é maldade; serão queimados no fogo, tanto ele quanto elas, para que não haja maldade no meio de vós.    3334 3 20 15 Se um homem se ajuntar com um animal, certamente será morto; também matareis o animal.    3335 3 20 16 Se uma mulher se chegar a algum animal, para ajuntar-se com ele, matarás a mulher e bem assim o animal; certamente serão mortos; o seu sangue será sobre eles:    3336 3 20 17 Se um homem tomar a sua irmã, por parte de pai, ou por parte de mãe, e vir a nudez dela, e ela a dele, é torpeza; portanto serão extirpados aos olhos dos filhos do seu povo; terá descoberto a nudez de sua irmã; levará sobre si a sua iniqüidade.    3337 3 20 18 Se um homem se deitar com uma mulher no tempo da enfermidade dela, e lhe descobrir a nudez, descobrindo-lhe também a fonte, e ela descobrir a fonte do seu sangue, ambos serão extirpados do meio do seu povo.    3338 3 20 19 Não descobrirás a nudez da irmã de tua mãe, ou da irmã de teu pai, porquanto isso será descobrir a sua parenta chegada; levarão sobre si a sua iniqüidade.    3339 3 20 20 Se um homem se deitar com a sua tia, terá descoberto a nudez de seu tio; levarão sobre si o seu pecado; sem filhos morrerão.    3340 3 20 21 Se um homem tomar a mulher de seu irmão, é imundícia; terá descoberto a nudez de seu irmão; sem filhos ficarão.    3341 3 20 22 Guardareis, pois, todos os meus estatutos e todos os meus preceitos, e os cumprireis; a fim de que a terra, para a qual eu vos levo, para nela morardes, não vos vomite.    3342 3 20 23 E não andareis nos costumes dos povos que eu expulso de diante de vós; porque eles fizeram todas estas coisas, e eu os abominei.    3343 3 20 24 Mas a vós vos tenho dito: Herdareis a sua terra, e eu vo-la darei para a possuirdes, terra que mana leite e mel. Eu sou o Senhor vosso Deus, que vos separei dos povos.    3344 3 20 25 Fareis, pois, diferença entre os animais limpos e os imundos, e entre as aves imundas e as limpas; e não fareis abomináveis as vossas almas por causa de animais, ou de aves, ou de qualquer coisa de tudo de que está cheia a terra, as quais coisas apartei de vós como imundas.    3345 3 20 26 E sereis para mim santos; porque eu, o Senhor, sou santo, e vos separei dos povos, para serdes meus.    3346 3 20 27 O homem ou mulher que consultar os mortos ou for feiticeiro, certamente será morto. Serão apedrejados, e o seu sangue será sobre eles.    3347 3 21 1 Depois disse o senhor a Moisés: Fala aos sacerdotes, filhos de Arão, e dize-lhes: O sacerdote não se contaminará por causa dum morto entre o seu povo,    3348 3 21 2 salvo por um seu parente mais chegado: por sua mãe ou por seu pai, por seu filho ou por sua filha, por seu irmão,    3349 3 21 3 ou por sua irmã virgem, que lhe é chegada, que ainda não tem marido; por ela também pode contaminar-se.    3350 3 21 4 O sacerdote, sendo homem principal entre o seu povo, não se profanará, assim contaminando-se.    3351 3 21 5 Não farão os sacerdotes calva na cabeça, e não raparão os cantos da barba, nem farão lacerações na sua carne.    3352 3 21 6 santos serão para seu Deus, e não profanarão o nome do seu Deus; porque oferecem as ofertas queimadas do senhor, que são o pão do seu Deus; portanto serão santos.    3353 3 21 7 Não tomarão mulher prostituta ou desonrada, nem tomarão mulher repudiada de seu marido; pois o sacerdote é santo para seu Deus.    3354 3 21 8 Portanto o santificarás; porquanto oferece o pão do teu Deus, santo te será; pois eu, o Senhor, que vos santifico, sou santo.    3355 3 21 9 E se a filha dum sacerdote se profanar, tornando-se prostituta, profana a seu pai; no fogo será queimada.    3356 3 21 10 Aquele que é sumo sacerdote entre seus irmãos, sobre cuja cabeça foi derramado o óleo da unção, e que foi consagrado para vestir as vestes sagradas, não descobrirá a cabeça nem rasgará a sua vestidura;    3357 3 21 11 e não se chegará a cadáver algum; nem sequer por causa de seu pai ou de sua, mãe se contaminará;    3358 3 21 12 não sairá do santuário, nem profanará o santuário do seu Deus; pois a coroa do óleo da unção do seu Deus está sobre ele. Eu sou o Senhor.    3359 3 21 13 E ele tomará por esposa uma mulher na sua virgindade.    3360 3 21 14 Viúva, ou repudiada, ou desonrada, ou prostituta, destas não tomará; mas virgem do seu povo tomará por mulher.    3361 3 21 15 E não profanará a sua descendência entre o seu povo; porque eu sou o Senhor que o santifico.    3362 3 21 16 Disse mais o Senhor a Moisés:    3363 3 21 17 Fala a Arão, dizendo: Ninguém dentre os teus descendentes, por todas as suas gerações, que tiver defeito, se chegará para oferecer o pão do seu Deus.    3364 3 21 18 Pois nenhum homem que tiver algum defeito se chegará: como homem cego, ou coxo, ou de nariz chato, ou de membros demasiadamente compridos,    3365 3 21 19 ou homem que tiver o pé quebrado, ou a mão quebrada,    3366 3 21 20 ou for corcunda, ou anão, ou que tiver belida, ou sarna, ou impigens, ou que tiver testículo lesado;    3367 3 21 21 nenhum homem dentre os descendentes de Arão, o sacerdote, que tiver algum defeito, se chegará para oferecer as ofertas queimadas do Senhor; ele tem defeito; não se chegará para oferecer o pão do seu Deus.    3368 3 21 22 Comerá do pão do seu Deus, tanto do santíssimo como do santo;    3369 3 21 23 contudo, não entrará até o véu, nem se chegará ao altar, porquanto tem defeito; para que não profane os meus santuários; porque eu sou o Senhor que os santifico.    3370 3 21 24 Moisés, pois, assim falou a Arão e a seus filhos, e a todos os filhos de Israel.    3371 3 22 1 Depois disse o Senhor a Moisés:    3372 3 22 2 Dize a Arão e a seus filhos que se abstenham das coisas sagradas dos filhos de Israel, as quais eles a mim me santificam, e que não profanem o meu santo nome. Eu sou o Senhor.    3373 3 22 3 Dize-lhes: Todo homem dentre os vossos descendentes pelas vossas gerações que, tendo sobre si a sua imundícia, se chegar às coisas sagradas que os filhos de Israel santificam ao Senhor, aquela alma será extirpada da minha presença. Eu sou o Senhor.    3374 3 22 4 Ninguém dentre os descendentes de Arão que for leproso, ou tiver fluxo, comerá das coisas sagradas, até que seja limpo. Também o que tocar em alguma coisa tornada imunda por causa e um morto, ou aquele de quem sair o sêmem    3375 3 22 5 ou qualquer que tocar em algum animal que se arrasta, pelo qual se torne imundo, ou em algum homem, pelo qual se torne imundo, seja qual for a sua imundícia,    3376 3 22 6 o homem que tocar em tais coisas será imundo até a tarde, e não comerá das coisas sagradas, mas banhará o seu corpo em água    3377 3 22 7 e, posto o sol, então será limpo; depois comerá das coisas sagradas, porque isso é o seu pão.    3378 3 22 8 Do animal que morrer por si, ou do que for dilacerado por feras, não comerá o homem, para que não se contamine com ele. Eu sou o Senhor.    3379 3 22 9 Guardarão, pois, o meu mandamento, para que, havendo-o profanado, não levem pecado sobre si e morram nele. Eu sou o Senhor que os santifico.    3380 3 22 10 Também nenhum estranho comerá das coisas sagradas; nem o hóspede do sacerdote, nem o jornaleiro, comerá delas.    3381 3 22 11 Mas aquele que o sacerdote tiver comprado com o seu dinheiro, e o nascido na sua casa, esses comerão do seu pão.    3382 3 22 12 Se a filha de um sacerdote se casar com um estranho, ela não comerá da oferta alçada das coisas sagradas.    3383 3 22 13 Mas quando a filha do sacerdote for viúva ou repudiada, e não tiver filhos, e houver tornado para a casa de seu pai, como na sua mocidade, do pão de seu pai comerá; mas nenhum estranho comerá dele.    3384 3 22 14 Se alguém por engano comer a coisa sagrada, repô-la-á, acrescida da quinta parte, e a dará ao sacerdote como a coisa sagrada.    3385 3 22 15 Assim não profanarão as coisas sagradas dos filhos de Israel, que eles oferecem ao Senhor,    3386 3 22 16 nem os farão levar sobre si a iniqüidade que envolve culpa, comendo as suas coisas sagradas; pois eu sou o Senhor que as santifico.    3387 3 22 17 Disse mais o Senhor a Moisés:    3388 3 22 18 Fala a Arão, e a seus filhos, e a todos os filhos de Israel, e dize-lhes: Todo homem da casa de Israel, ou dos estrangeiros em Israel, que oferecer a sua oferta, seja dos seus votos, seja das suas ofertas voluntárias que oferecerem ao Senhor em holocausto,    3389 3 22 19 para que sejais aceitos, oferecereis macho sem defeito, ou dos novilhos, ou dos cordeiros, ou das cabras.    3390 3 22 20 Nenhuma coisa, porém, que tiver defeito oferecereis, porque não será aceita a vosso favor.    3391 3 22 21 E, quando alguém oferecer sacrifício de oferta pacífica ao Senhor para cumprir um voto, ou para oferta voluntária, seja do gado vacum, seja do gado miúdo, o animal será perfeito, para que seja aceito; nenhum defeito haverá nele.    3392 3 22 22 O cego, ou quebrado, ou aleijado, ou que tiver úlceras, ou sarna, ou impigens, estes não oferecereis ao Senhor, nem deles poreis oferta queimada ao Senhor sobre o altar.    3393 3 22 23 Todavia, um novilho, ou um cordeiro, que tenha algum membro comprido ou curto demais, poderás oferecer por oferta voluntária, mas para cumprir voto não será aceito.    3394 3 22 24 Não oferecereis ao Senhor um animal que tiver testículo machucado, ou moído, ou arrancado, ou lacerado; não fareis isso na vossa terra.    3395 3 22 25 Nem da mão do estrangeiro oferecereis de alguma dessas coisas o pão do vosso Deus; porque a sua corrupção nelas está; há defeito nelas; não serão aceitas a vosso favor.    3396 3 22 26 Disse mais o Senhor a Moisés:    3397 3 22 27 Quando nascer um novilho, ou uma ovelha, ou uma cabra, por sete dias ficará debaixo de sua mãe; depois, desde o dia oitavo em diante, será aceito por oferta queimada ao Senhor.    3398 3 22 28 Também, seja vaca ou seja ovelha, não a imolareis a ela e à sua cria, ambas no mesmo dia.    3399 3 22 29 E, quando oferecerdes ao Senhor sacrifício de ação de graças, oferecê-lo-eis de modo a serdes aceitos.    3400 3 22 30 No mesmo dia se comerá; nada deixareis ficar dele até pela manhã. Eu sou o Senhor.    3401 3 22 31 Guardareis os meus mandamentos, e os cumprireis. Eu sou o Senhor.    3402 3 22 32 Não profanareis o meu santo nome, e serei santificado no meio dos filhos de Israel. Eu sou o Senhor que vos santifico,    3403 3 22 33 que vos tirei da terra do Egito para ser o vosso Deus. Eu sou o Senhor.    3404 3 23 1 Depois disse o Senhor a Moisés:    3405 3 23 2 Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: As festas fixas do Senhor, que proclamareis como santas convocações, são estas:    3406 3 23 3 Seis dias se fará trabalho, mas o sétimo dia é o sábado do descanso solene, uma santa convocação; nenhum trabalho fareis; é sábado do Senhor em todas as vossas habitações.    3407 3 23 4 São estas as festas fixas do Senhor, santas convocações, que proclamareis no seu tempo determinado:    3408 3 23 5 No mês primeiro, aos catorze do mês, à tardinha, é a páscoa do Senhor.    3409 3 23 6 E aos quinze dias desse mês é a festa dos pães ázimos do Senhor; sete dias comereis pães ázimos.    3410 3 23 7 No primeiro dia tereis santa convocação; nenhum trabalho servil fareis.    3411 3 23 8 Mas por sete dias oferecereis oferta queimada ao Senhor; ao sétimo dia haverá santa convocação; nenhum trabalho servil fareis.    3412 3 23 9 Disse mais o Senhor a Moisés:    3413 3 23 10 Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando houverdes entrado na terra que eu vos dou, e segardes a sua sega, então trareis ao sacerdote um molho das primícias da vossa sega;    3414 3 23 11 e ele moverá o molho perante o Senhor, para que sejais aceitos. No dia seguinte ao sábado o sacerdote o moverá.    3415 3 23 12 E no dia em que moverdes o molho, oferecereis um cordeiro sem defeito, de um ano, em holocausto ao Senhor.    3416 3 23 13 Sua oferta de cereais será dois décimos de efa de flor de farinha, amassada com azeite, para oferta queimada em cheiro suave ao Senhor; e a sua oferta de libação será de vinho, um quarto de him.    3417 3 23 14 E não comereis pão, nem trigo torrado, nem espigas verdes, até aquele mesmo dia, em que trouxerdes a oferta do vosso Deus; é estatuto perpétuo pelas vossas gerações, em todas as vossas habitações.    3418 3 23 15 Contareis para vós, desde o dia depois do sábado, isto é, desde o dia em que houverdes trazido o molho da oferta de movimento, sete semanas inteiras;    3419 3 23 16 até o dia seguinte ao sétimo sábado, contareis cinqüenta dias; então oferecereis nova oferta de cereais ao Senhor.    3420 3 23 17 Das vossas habitações trareis, para oferta de movimento, dois pães de dois décimos de efa; serão de flor de farinha, e levedados se cozerão; são primícias ao Senhor.    3421 3 23 18 Com os pães oferecereis sete cordeiros sem defeito, de um ano, um novilho e dois carneiros; serão holocausto ao Senhor, com as respectivas ofertas de cereais e de libação, por oferta queimada de cheiro suave ao Senhor.    3422 3 23 19 Também oferecereis um bode para oferta pelo pecado, e dois cordeiros de um ano para sacrifício de ofertas pacíficas.    3423 3 23 20 Então o sacerdote os moverá, juntamente com os pães das primícias, por oferta de movimento perante o Senhor, com os dois cordeiros; santos serão ao Senhor para uso do sacerdote.    3424 3 23 21 E fareis proclamação nesse mesmo dia, pois tereis santa convocação; nenhum trabalho servil fareis; é estatuto perpétuo em todas as vossas habitações pelas vossas gerações.    3425 3 23 22 Quando fizeres a sega da tua terra, não segarás totalmente os cantos do teu campo, nem colherás as espigas caídas da tua sega; para o pobre e para o estrangeiro as deixarás. Eu sou o Senhor vosso Deus.    3426 3 23 23 Disse mais o Senhor a Moisés:    3427 3 23 24 Fala aos filhos de Israel: No sétimo mês, no primeiro dia do mês, haverá para vós descanso solene, em memorial, com sonido de trombetas, uma santa convocação.    3428 3 23 25 Nenhum trabalho servil fareis, e oferecereis oferta queimada ao Senhor.    3429 3 23 26 Disse mais o Senhor a Moisés:    3430 3 23 27 Ora, o décimo dia desse sétimo mês será o dia da expiação; tereis santa convocação, e afligireis as vossas almas; e oferecereis oferta queimada ao Senhor.    3431 3 23 28 Nesse dia não fareis trabalho algum; porque é o dia da expiação, para nele fazer-se expiação por vós perante o Senhor vosso Deus.    3432 3 23 29 Pois toda alma que não se afligir nesse dia, será extirpada do seu povo.    3433 3 23 30 Também toda alma que nesse dia fizer algum trabalho, eu a destruirei do meio do seu povo.    3434 3 23 31 Não fareis nele trabalho algum; isso será estatuto perpétuo pelas vossas gerações em todas as vossas habitações.    3435 3 23 32 Sábado de descanso vos será, e afligireis as vossas almas; desde a tardinha do dia nono do mês até a outra tarde, guardareis o vosso sábado.    3436 3 23 33 Disse mais o Senhor a Moisés:    3437 3 23 34 Fala aos filhos de Israel, dizendo: Desde o dia quinze desse sétimo mês haverá a festa dos tabernáculos ao Senhor por sete dias.    3438 3 23 35 No primeiro dia haverá santa convocação; nenhum trabalho servil fareis.    3439 3 23 36 Por sete dias oferecereis ofertas queimadas ao Senhor; ao oitavo dia tereis santa convocação, e oferecereis oferta queimada ao Senhor; será uma assembléia solene; nenhum trabalho servil fareis.    3440 3 23 37 Estas são as festas fixas do Senhor, que proclamareis como santas convocações, para oferecer-se ao Senhor oferta queimada, holocausto e oferta de cereais, sacrifícios e ofertas de libação, cada qual em seu dia próprio;    3441 3 23 38 além dos sábados do Senhor, e além dos vossos dons, e além de todos os vossos votos, e além de todas as vossas ofertas voluntárias que derdes ao Senhor.    3442 3 23 39 Desde o dia quinze do sétimo mês, quando tiverdes colhido os frutos da terra, celebrareis a festa do Senhor por sete dias; no primeiro dia haverá descanso solene, e no oitavo dia haverá descanso solene.    3443 3 23 40 No primeiro dia tomareis para vós o fruto de árvores formosas, folhas de palmeiras, ramos de árvores frondosas e salgueiros de ribeiras; e vos alegrareis perante o Senhor vosso Deus por sete dias.    3444 3 23 41 E celebrá-la-eis como festa ao Senhor por sete dias cada ano; estatuto perpétuo será pelas vossas gerações; no mês sétimo a celebrareis.    3445 3 23 42 Por sete dias habitareis em tendas de ramos; todos os naturais em Israel habitarão em tendas de ramos,    3446 3 23 43 para que as vossas gerações saibam que eu fiz habitar em tendas de ramos os filhos de Israel, quando os tirei da terra do Egito. Eu sou o Senhor vosso Deus.    3447 3 23 44 Assim declarou Moisés aos filhos de Israel as festas fixas do Senhor.    3448 3 24 1 Disse mais o Senhor a Moisés:    3449 3 24 2 Ordena aos filhos de Israel que te tragam, para o candeeiro, azeite de oliveira, puro, batido, a fim de manter uma lâmpada acesa continuamente.    3450 3 24 3 Arão a conservará em ordem perante o Senhor, continuamente, desde a tarde até a manhã, fora do véu do testemunho, na tenda da revelação; será estatuto perpétuo pelas vossas gerações.    3451 3 24 4 Sobre o candelabro de ouro puro conservará em ordem as lâmpadas perante o Senhor continuamente.    3452 3 24 5 Também tomarás flor de farinha, e dela cozerás doze pães; cada pão será de dois décimos de efa.    3453 3 24 6 E pô-los-ás perante o Senhor, em duas fileiras, seis em cada fileira, sobre a mesa de ouro puro.    3454 3 24 7 Sobre cada fileira porás incenso puro, para que seja sobre os pães como memorial, isto é, como oferta queimada ao Senhor;    3455 3 24 8 em cada dia de sábado, isso se porá em ordem perante o Senhor continuamente; e, a favor dos filhos de Israel, um pacto perpétuo.    3456 3 24 9 Pertencerão os pães a Arão e a seus filhos, que os comerão em lugar santo, por serem coisa santíssima para eles, das ofertas queimadas ao Senhor por estatuto perpétuo.    3457 3 24 10 Naquele tempo apareceu no meio dos filhos de Israel o filho duma mulher israelita, o qual era filho dum egípcio; e o filho da israelita e um homem israelita pelejaram no arraial;    3458 3 24 11 e o filho da mulher israelita blasfemou o Nome, e praguejou; pelo que o trouxeram a Moisés. Ora, o nome de sua mãe era Selomite, filha de Dibri, da tribo de Dã.    3459 3 24 12 Puseram-no, pois, em detenção, até que se lhes fizesse declaração pela boca do Senhor.    3460 3 24 13 Então disse o Senhor a Moisés:    3461 3 24 14 Tira para fora do arraial o que tem blasfemado; todos os que o ouviram porão as mãos sobre a cabeça dele, e toda a congregação o apedrejará.    3462 3 24 15 E dirás aos filhos de Israel: Todo homem que amaldiçoar o seu Deus, levará sobre si o seu pecado.    3463 3 24 16 E aquele que blasfemar o nome do Senhor, certamente será morto; toda a congregação certamente o apedrejará. Tanto o estrangeiro como o natural, que blasfemar o nome do Senhor, será morto.    3464 3 24 17 Quem matar a alguém, certamente será morto;    3465 3 24 18 e quem matar um animal, fará restituição por ele, vida por vida.    3466 3 24 19 Se alguém desfigurar o seu próximo, como ele fez, assim lhe será feito:    3467 3 24 20 quebradura por quebradura, olho por olho, dente por dente; como ele tiver desfigurado algum homem, assim lhe será feito.    3468 3 24 21 Quem, pois, matar um animal, fará restituição por ele; mas quem matar um homem, será morto.    3469 3 24 22 uma mesma lei tereis, tanto para o estrangeiro como para o natural; pois eu sou o Senhor vosso Deus.    3470 3 24 23 Então falou Moisés aos filhos de Israel. Depois eles levaram para fora do arraial aquele que tinha blasfemado e o apedrejaram. Fizeram, pois, os filhos de Israel como o Senhor ordenara a Moisés.    3471 3 25 1 Disse mais o Senhor a Moisés no monte Sinai:    3472 3 25 2 Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando tiverdes entrado na terra que eu vos dou, a terra guardará um sábado ao Senhor.    3473 3 25 3 Seis anos semearás a tua terra, e seis anos podarás a tua vinha, e colherás os seus frutos;    3474 3 25 4 mas no sétimo ano haverá sábado de descanso solene para a terra, um sábado ao Senhor; não semearás o teu campo, nem podarás a tua vinha.    3475 3 25 5 O que nascer de si mesmo da tua sega não segarás, e as uvas da tua vide não tratada não vindimarás; ano de descanso solene será para a terra.    3476 3 25 6 Mas os frutos do sábado da terra vos serão por alimento, a ti, e ao teu servo, e à tua serva, e ao teu jornaleiro, e ao estrangeiro que peregrina contigo,    3477 3 25 7 e ao teu gado, e aos animais que estão na tua terra; todo o seu produto será por mantimento.    3478 3 25 8 Também contarás sete sábados de anos, sete vezes sete anos; de maneira que os dias dos sete sábados de anos serão quarenta e nove anos.    3479 3 25 9 Então, no décimo dia do sétimo mês, farás soar fortemente a trombeta; no dia da expiação fareis soar a trombeta por toda a vossa terra.    3480 3 25 10 E santificareis o ano qüinquagésimo, e apregoareis liberdade na terra a todos os seus habitantes; ano de jubileu será para vós; pois tornareis, cada um à sua possessão, e cada um à sua família.    3481 3 25 11 Esse ano qüinquagésimo será para vós jubileu; não semeareis, nem segareis o que nele nascer de si mesmo, nem nele vindimareis as uvas das vides não tratadas.    3482 3 25 12 Porque é jubileu; santo será para vós; diretamente do campo comereis o seu produto.    3483 3 25 13 Nesse ano do jubileu tornareis, cada um à sua possessão.    3484 3 25 14 Se venderdes alguma coisa ao vosso próximo ou a comprardes da mão do vosso próximo, não vos defraudareis uns aos outros.    3485 3 25 15 Conforme o número de anos desde o jubileu é que comprarás ao teu próximo, e conforme o número de anos das colheitas é que ele te venderá.    3486 3 25 16 Quanto mais forem os anos, tanto mais aumentarás o preço, e quanto menos forem os anos, tanto mais abaixarás o preço; porque é o número das colheitas que ele te vende.    3487 3 25 17 Nenhum de vós oprimirá ao seu próximo; mas temerás o teu Deus; porque eu sou o Senhor vosso Deus.    3488 3 25 18 Pelo que observareis os meus estatutos, e guardareis os meus preceitos e os cumprireis; assim habitareis seguros na terra.    3489 3 25 19 Ela dará o seu fruto, e comereis a fartar; e nela habitareis seguros.    3490 3 25 20 Se disserdes: Que comeremos no sétimo ano, visto que não haveremos de semear, nem fazer a nossa colheita?    3491 3 25 21 então eu mandarei a minha bênção sobre vós no sexto ano, e a terra produzirá fruto bastante para os três anos.    3492 3 25 22 No oitavo ano semeareis, e comereis da colheita velha; até o ano nono, até que venha a colheita nova, comereis da velha.    3493 3 25 23 Também não se venderá a terra em perpetuidade, porque a terra é minha; pois vós estais comigo como estrangeiros e peregrinos:    3494 3 25 24 Portanto em toda a terra da vossã possessão concedereis que seja remida a terra.    3495 3 25 25 Se teu irmão empobrecer e vender uma parte da sua possessão, virá o seu parente mais chegado e remirá o que seu irmao vendeu.    3496 3 25 26 E se alguém não tiver remidor, mas ele mesmo tiver enriquecido e achado o que basta para o seu resgate,    3497 3 25 27 contará os anos desde a sua venda, e o que ficar do preço da venda restituirá ao homem a quem a vendeu, e tornará à sua possessao.    3498 3 25 28 Mas, se as suas posses não bastarem para reavê-la, aquilo que tiver vendido ficará na mão do comprador até o ano do jubileu; porém no ano do jubileu sairá da posse deste, e aquele que vendeu tornará à sua possessão.    3499 3 25 29 Se alguém vender uma casa de moradia em cidade murada, poderá remi-la dentro de um ano inteiro depois da sua venda; durante um ano inteiro terá o direito de a remir.    3500 3 25 30 Mas se, passado um ano inteiro, não tiver sido resgatada, essa casa que está na cidade murada ficará, em perpetuidade, pertencendo ao que a comprou, e à sua descendência; não sairá o seu poder no jubileu.    3501 3 25 31 Todavia as casas das aldeias que não têm muro ao redor serão consideradas como o campo da terra; poderão ser remidas, e sairão do poder do comprador no jubileu.    3502 3 25 32 Também, no tocante às cidades dos levitas, às casas das cidades da sua possessão, terão eles direito perpétuo de remi-las.    3503 3 25 33 E se alguém comprar dos levitas uma casa, a casa comprada e a cidade da sua possessão sairão do poder do comprador no jubileu; porque as casas das cidades dos levitas são a sua possessão no meio dos filhos de Israel.    3504 3 25 34 Mas o campo do arrabalde das suas cidades não se poderá vender, porque lhes é possessão perpétua.    3505 3 25 35 Também, se teu irmão empobrecer ao teu lado, e lhe enfraquecerem as mãos, sustentá-lo-ás; como estrangeiro e peregrino viverá contigo.    3506 3 25 36 Não tomarás dele juros nem ganho, mas temerás o teu Deus, para que teu irmao viva contigo.    3507 3 25 37 Não lhe darás teu dinheiro a juros, nem os teus víveres por lucro.    3508 3 25 38 Eu sou o Senhor vosso Deus, que vos tirei da terra do Egito, para vos dar a terra de Canaã, para ser o vosso Deus.    3509 3 25 39 Também, se teu irmão empobrecer ao teu lado e vender-se a ti, não o farás servir como escravo.    3510 3 25 40 Como jornaleiro, como peregrino estará ele contigo; até o ano do jubileu te servirá;    3511 3 25 41 então sairá do teu serviço, e com ele seus filhos, e tornará à sua família, à possessao de seus pais.    3512 3 25 42 Porque são meus servos, que tirei da terra do Egito; não serão vendidos como escravos.    3513 3 25 43 Não dominarás sobre ele com rigor, mas temerás o teu Deus.    3514 3 25 44 E quanto aos escravos ou às escravas que chegares a possuir, das nações que estiverem ao redor de vós, delas é que os comprareis.    3515 3 25 45 Também os comprareis dentre os filhos dos estrangeiros que peregrinarem entre vós, tanto dentre esses como dentre as suas famílias que estiverem convosco, que tiverem eles gerado na vossa terra; e vos serão por possessão.    3516 3 25 46 E deixá-los-eis por herança aos vossos filhos depois de vós, para os herdarem como possessão; desses tomareis os vossos escravos para sempre; mas sobre vossos irmãos, os filhos de Israel, não dominareis com rigor, uns sobre os outros.    3517 3 25 47 Se um estrangeiro ou peregrino que estiver contigo se tornar rico, e teu irmão, que está com ele, empobrecer e vender-se ao estrangeiro ou peregrino que está contigo, ou à linhagem da família do estrangeiro,    3518 3 25 48 depois que se houver vendido, poderá ser remido; um de seus irmãos o poderá remir;    3519 3 25 49 ou seu tio, ou o filho de seu tio, ou qualquer parente chegado da sua família poderá remi-lo; ou, se ele se tiver tornado rico, poderá remir-se a si mesmo.    3520 3 25 50 E com aquele que o comprou fará a conta desde o ano em que se vendeu a ele até o ano do jubileu; e o preço da sua venda será conforme o número dos anos; conforme os dias de um jornaleiro estará com ele.    3521 3 25 51 Se ainda faltarem muitos anos, conforme os mesmos restituirá, do dinheiro pelo qual foi comprado, o preço da sua redenção;    3522 3 25 52 e se faltarem poucos anos até o ano do jubileu, fará a conta com ele; segundo o número dos anos restituirá o preço da sua redenção.    3523 3 25 53 Como servo contratado de ano em ano, estará com o comprador; o qual não dominará sobre ele com rigor diante dos teus olhos.    3524 3 25 54 E, se não for remido por nenhum desses meios, sairá livre no ano do jubileu, e com ele seus filhos.    3525 3 25 55 Porque os filhos de Israel são meus servos; eles são os meus servos que tirei da terra do Egito. Eu sou o Senhor vosso Deus.    3526 3 26 1 Não fareis para vós ídolos, nem para vós levantareis imagem esculpida, nem coluna, nem poreis na vossa terra pedra com figuras, para vos inclinardes a ela; porque eu sou o Senhor vosso Deus.    3527 3 26 2 Guardareis os meus sábados, e reverenciareis o meu santuário. Eu sou o Senhor.    3528 3 26 3 Se andardes nos meus estatutos, e guardardes os meus mandamentos e os cumprires,    3529 3 26 4 eu vos darei as vossas chuvas a seu tempo, e a terra dará o seu produto, e as árvores do campo darão os seus frutos;    3530 3 26 5 a debulha vos continuará até a vindima, e a vindima até a semeadura; comereis o vosso pão a fartar, e habitareis seguros na vossa terra.    3531 3 26 6 Também darei paz na terra, e vos deitareis, e ninguém vos amedrontará. Farei desaparecer da terra os animais nocivos, e pela vossa terra não passará espada.    3532 3 26 7 Perseguireis os vossos inimigos, e eles cairão à espada diante de vós.    3533 3 26 8 Cinco de vós perseguirão a um cento deles, e cem de vós perseguirão a dez mil; e os vossos inimigos cairão à espada diante de vos.    3534 3 26 9 Outrossim, olharei para vós, e vos farei frutificar, e vos multiplicarei, e confirmarei o meu pacto convosco.    3535 3 26 10 E comereis da colheita velha por longo tempo guardada, até afinal a removerdes para dar lugar à nova.    3536 3 26 11 Também porei o meu tabernáculo no meio de vós, e a minha alma não vos abominará.    3537 3 26 12 Andarei no meio de vós, e serei o vosso Deus, e vós sereis o meu povo.    3538 3 26 13 Eu sou o Senhor vosso Deus, que vos tirei da terra dos egípcios, para que não fôsseis seus escravos; e quebrei os canzis do vosso jugo, e vos fiz andar erguidos.    3539 3 26 14 Mas, se não me ouvirdes, e não cumprirdes todos estes mandamentos,    3540 3 26 15 e se rejeitardes os meus estatutos, e a vossa alma desprezar os meus preceitos, de modo que não cumprais todos os meus mandamentos, mas violeis o meu pacto,    3541 3 26 16 então eu, com efeito, vos farei isto: porei sobre vós o terror, a tísica e a febre ardente, que consumirão os olhos e farão definhar a vida; em vão semeareis a vossa semente, pois os vossos inimigos a comerão.    3542 3 26 17 Porei o meu rosto contra vós, e sereis feridos diante de vossos inimigos; os que vos odiarem dominarão sobre vós, e fugireis sem que ninguém vos persiga.    3543 3 26 18 Se nem ainda com isto me ouvirdes, prosseguirei em castigar-vos sete vezes mais, por causa dos vossos pecados.    3544 3 26 19 Pois quebrarei a soberba do vosso poder, e vos farei o céu como ferro e a terra como bronze.    3545 3 26 20 Em vão se gastará a vossa força, porquanto a vossa terra não dará o seu produto, nem as árvores da terra darão os seus frutos.    3546 3 26 21 Ora, se andardes contrariamente para comigo, e não me quiseres ouvir, trarei sobre vos pragas sete vezes mais, conforme os vossos pecados.    3547 3 26 22 Enviarei para o meio de vós as feras do campo, as quais vos desfilharão, e destruirão o vosso gado, e vos reduzirão a pequeno número; e os vossos caminhos se tornarão desertos.    3548 3 26 23 Se nem ainda com isto quiserdes voltar a mim, mas continuardes a andar contrariamente para comigo,    3549 3 26 24 eu também andarei contrariamente para convosco; e eu, eu mesmo, vos ferirei sete vezes mais, por causa dos vossos pecados.    3550 3 26 25 Trarei sobre vós a espada, que executará a vingança do pacto, e vos aglomerareis nas vossas cidades; então enviarei a peste entre vós, e sereis entregues na mão do inimigo.    3551 3 26 26 Quando eu vos quebrar o sustento do pão, dez mulheres cozerão o vosso pão num só forno, e de novo vo-lo entregarão por peso; e comereis, mas não vos fartareis.    3552 3 26 27 Se nem ainda com isto me ouvirdes, mas continuardes a andar contrariamente para comigo,    3553 3 26 28 também eu andarei contrariamente para convosco com furor; e vos castigarei sete vezes mais, por causa dos vossos pecados.    3554 3 26 29 E comereis a carne de vossos filhos e a carne de vossas filhas.    3555 3 26 30 Destruirei os vossos altos, derrubarei as vossas imagens do sol, e lançarei os vossos cadáveres sobre os destroços dos vossos ídolos; e a minha alma vos abominará.    3556 3 26 31 Reduzirei as vossas cidades a deserto, e assolarei os vossos santuários, e não cheirarei o vosso cheiro suave.    3557 3 26 32 Assolarei a terra, e sobre ela pasmarão os vossos inimigos que nela habitam.    3558 3 26 33 Espalhar-vos-ei por entre as nações e, desembainhando a espada, vos perseguirei; a vossa terra será assolada, e as vossas cidades se tornarão em deserto.    3559 3 26 34 Então a terra folgará nos seus sábados, todos os dias da sua assolação, e vós estareis na terra dos vossos inimigos; nesse tempo a terra descansará, e folgará nos seus sábados.    3560 3 26 35 Por todos os dias da assolação descansará, pelos dias que não descansou nos vossos sábados, quando nela habitáveis.    3561 3 26 36 E, quanto aos que de vós ficarem, eu lhes meterei pavor no coração nas terras dos seus inimigos; e o ruído de uma folha agitada os porá em fuga; fugirão como quem foge da espada, e cairão sem que ninguém os persiga;    3562 3 26 37 sim, embora não haja quem os persiga, tropeçarão uns sobre os outros como diante da espada; e não podereis resistir aos vossos inimigos.    3563 3 26 38 Assim perecereis entre as nações, e a terra dos vossos inimigos vos devorará;    3564 3 26 39 e os que de vós ficarem definharão pela sua iniqüidade nas terras dos vossos inimigos, como também pela iniqüidade de seus pais.    3565 3 26 40 Então confessarão a sua iniqüidade, e a iniqüidade de seus pais, com as suas transgressões, com que transgrediram contra mim; igualmente confessarão que, por terem andado contrariamente para comigo,    3566 3 26 41 eu também andei contrariamente para com eles, e os trouxe para a terra dos seus inimigos. Se então o seu coração incircunciso se humilhar, e tomarem por bem o castigo da sua iniqüidade,    3567 3 26 42 eu me lembrarei do meu pacto com Jacó, do meu pacto com Isaque, e do meu pacto com Abraão; e bem assim da terra me lembrarei.    3568 3 26 43 A terra também será deixada por eles e folgará nos seus sábados, sendo assolada por causa deles; e eles tomarão por bem o castigo da sua iniqüidade, em razão mesmo de que rejeitaram os meus preceitos e a sua alma desprezou os meus estatutos.    3569 3 26 44 Todavia, ainda assim, quando eles estiverem na terra dos seus inimigos, não os rejeitarei nem os abominarei a ponto de consumi-los totalmente e quebrar o meu pacto com eles; porque eu sou o Senhor seu Deus.    3570 3 26 45 Antes por amor deles me lembrarei do pacto com os seus antepassados, que tirei da terra do Egito perante os olhos das nações, para ser o seu Deus. Eu sou o Senhor.    3571 3 26 46 São esses os estatutos, os preceitos e as leis que o Senhor firmou entre si e os filhos de Israel, no monte Sinai, por intermédio de Moisés.    3572 3 27 1 Disse mais o Senhor a Moisés:    3573 3 27 2 Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando alguém fizer ao Senhor um voto especial que envolve pessoas, o voto será cumprido segundo a tua avaliação das pessoas.    3574 3 27 3 Se for de um homem, desde a idade de vinte até sessenta anos, a tua avaliação será de cinqüenta siclos de prata, segundo o siclo do santuário.    3575 3 27 4 Se for mulher, a tua avaliação será de trinta siclos.    3576 3 27 5 Se for de cinco anos até vinte, a tua avaliação do homem será de vinte siclos, e da mulher dez siclos.    3577 3 27 6 Se for de um mês até cinco anos, a tua avaliação do homem será de cinco siclos de prata, e da mulher três siclos de prata.    3578 3 27 7 Se for de sessenta anos para cima, a tua avaliação do homem será de quinze siclos, e da mulher dez siclos.    3579 3 27 8 Mas, se for mais pobre do que a tua avaliação, será apresentado perante o sacerdote, que o avaliará conforme as posses daquele que tiver feito o voto.    3580 3 27 9 Se for animal dos que se oferecem em oferta ao Senhor, tudo quanto der dele ao Senhor será santo.    3581 3 27 10 Não o mudará, nem o trocará, bom por mau, ou mau por bom; mas se de qualquer maneira trocar animal por animal, tanto um como o outro será santo.    3582 3 27 11 Se for algum animal imundo, dos que não se oferecem em oferta ao Senhor, apresentará o animal diante do sacerdote;    3583 3 27 12 e o sacerdote o avaliará, seja bom ou seja mau; segundo tu, sacerdote, o avaliares, assim será.    3584 3 27 13 Mas, se o homem, com efeito, quiser remi-lo, acrescentará a quinta parte sobre a tua avaliação.    3585 3 27 14 Quando alguém santificar a sua casa para ser santa ao Senhor, o sacerdote a avaliará, seja boa ou seja má; como o sacerdote a avaliar, assim será.    3586 3 27 15 Mas, se aquele que a tiver santificado quiser remir a sua casa, então acrescentará a quinta parte do dinheiro sobre a tua avaliação, e terá a casa.    3587 3 27 16 Se alguém santificar ao Senhor uma parte do campo da sua possessão, então a tua avaliação será segundo a sua sementeira: um terreno que leva um hômer de semente de cevada será avaliado em cinqüenta siclos de prata.    3588 3 27 17 Se ele santificar o seu campo a partir do ano do jubileu, conforme a tua avaliação ficará.    3589 3 27 18 Mas se santificar o seu campo depois do ano do jubileu, o sacerdote lhe calculará o dinheiro conforme os anos que restam até o ano do jubileu, e assim será feita a tua avaliação.    3590 3 27 19 Se aquele que tiver santificado o campo, com efeito, quiser remi-lo, acrescentará a quinta parte do dinheiro da tua avaliação, e lhe ficará assegurado o campo.    3591 3 27 20 Se não o quiser remir, ou se houver vendido o campo a outrem, nunca mais poderá ser remido.    3592 3 27 21 Mas o campo, quando sair livre no ano do jubileu, será santo ao Senhor, como campo consagrado; a possessão dele será do sacerdote.    3593 3 27 22 Se alguém santificar ao Senhor um campo que tiver comprado, o qual não for parte do campo da sua possessão,    3594 3 27 23 o sacerdote lhe contará o valor da tua avaliação até o ano do jubileu; e no mesmo dia dará a tua avaliação, como coisa santa ao Senhor.    3595 3 27 24 No ano do jubileu o campo tornará àquele de quem tiver sido comprado, isto é, àquele a quem pertencer a possessão do campo.    3596 3 27 25 Ora, toda tua avaliação se fará conforme o siclo do santuário; o siclo será de vinte jeiras.    3597 3 27 26 Contudo o primogênito dum animal, que por ser primogênito já pertence ao senhor, ninguém o santificará; seja boi ou gado miúdo, pertence ao Senhor.    3598 3 27 27 Mas se o primogênito for dum animal imundo, remir-se-á segundo a tua avaliação, e a esta se acrescentará a quinta parte; e se não for remido, será vendido segundo a tua avaliação.    3599 3 27 28 Todavia, nenhuma coisa consagrada ao Senhor por alguém, daquilo que possui, seja homem, ou animal, ou campo da sua possessão, será vendida nem será remida; toda coisa consagrada será santíssima ao Senhor.    3600 3 27 29 Nenhuma pessoa que dentre os homens for devotada será resgatada; certamente será morta.    3601 3 27 30 Também todos os dízimos da terra, quer dos cereais, quer do fruto das árvores, pertencem ao senhor; santos são ao Senhor.    3602 3 27 31 Se alguém quiser remir uma parte dos seus dízimos, acrescentar-lhe-á a quinta parte.    3603 3 27 32 Quanto a todo dízimo do gado e do rebanho, de tudo o que passar debaixo da vara, esse dízimo será santo ao Senhor.    3604 3 27 33 Não se examinará se é bom ou mau, nem se trocará; mas se, com efeito, se trocar, tanto um como o outro será santo; não serão remidos.    3605 3 27 34 são esses os mandamentos que o Senhor ordenou a Moisés, para os filhos de Israel, no monte Sinai.    3606 4 1 1 Falou o Senhor a Moisés no deserto de Sinai, na tenda da revelação, no primeiro dia do segundo mês, no segundo ano depois da saída dos filhos de Israel da terra do Egito, dizendo:    3607 4 1 2 Tomai a soma de toda a congregação dos filhos de Israel, segundo as suas famílias, segundo as casas de seus pais, conforme o número dos nomes de todo homem, cabeça por cabeça;    3608 4 1 3 os da idade de vinte anos para cima, isto é, todos os que em Israel podem sair à guerra, a esses contareis segundo os seus exércitos, tu e Arão.    3609 4 1 4 Estará convosco de cada tribo um homem que seja cabeça da casa de seus pais.    3610 4 1 5 Estes, pois, são os nomes dos homens que vos assistirão: de Rúben Elizur, filho de Sedeur;    3611 4 1 6 de Simeão, Selumiel, filho de Zurisadai;    3612 4 1 7 de Judá, Nasom, filho de Aminadabe;    3613 4 1 8 de Issacar, Netanel, filho de Zuar;    3614 4 1 9 de Zebulom, Eliabe, filho de Helom;    3615 4 1 10 dos filhos de José: de Efraim, Elisama, filho de Amiúde; de Manassés, Gamaliel, filho de Pedazur;    3616 4 1 11 de Benjamim, Abidã, filho de Gideôni;    3617 4 1 12 de Dã, Aizer, filho de Amisadai;    3618 4 1 13 de Aser, Pagiel, filho de Ocrã;    3619 4 1 14 de Gade, Eliasafe, filho de o Deuel;    3620 4 1 15 de Naftali, Airá, Filho de Enã.    3621 4 1 16 São esses os que foram chamados da congregação, os príncipes das tribos de seus pais, os cabeças dos milhares de Israel.    3622 4 1 17 Então tomaram Moisés e Arão a esses homens que são designados por nome;    3623 4 1 18 e, tendo ajuntado toda a congregação no primeiro dia do segundo mês, declararam a linhagem deles segundo as suas familias, segundo as casas de seus pais, conforme o número dos nomes dos de vinte anos para cima, cabeça por cabeça;    3624 4 1 19 como o Senhor ordenara a Moisés, assim este os contou no deserto de Sinai.    3625 4 1 20 Os filhos de Rúben o primogênito de Israel, as suas gerações, pelas suas famílias, segundo as casas de seus pais, conforme o número dos nomes, cabeça por cabeça, todo homem de vinte anos para cima, todos os que podiam sair à guerra,    3626 4 1 21 os que foram contados deles, da tribo de Rúben eram quarenta e seis mil e quinhentos.    3627 4 1 22 Dos filhos de Simeão, as suas gerações, pelas suas famílias, segundo as casas de seus pais, conforme o número dos nomes, cabeça por cabeça, todo homem de vinte anos para cima, todos os que podiam sair à guerra,    3628 4 1 23 os que foram contados deles, da tribo de Simeão, eram cinqüenta e nove mil e trezentos.    3629 4 1 24 Dos filhos de Gade, as suas gerações, pelas suas famílias, segundo as casas de seus pais, conforme o número dos nomes dos de vinte anos para cima, todos os que podiam sair a guerra,    3630 4 1 25 os que foram contados deles, da tribo de Gade, eram quarenta e cinco mil seiscentos e cinqüenta.    3631 4 1 26 Dos filhos de Judá, as suas gerações, pelas suas famílias, segundo as casas de seus pais, conforme o número dos nomes dos de vinte anos para cima, todos os que podiam sair a guerra,    3632 4 1 27 os que foram contados deles, da tribo de Judá, eram setenta e quatro mil e seiscentos.    3633 4 1 28 Dos filhos de Issacar, as suas gerações, pelas suas famílias, segundo as casas de seus pais, conforme o número dos nomes dos de vinte anos para cima, todos os que podiam sair a guerra,    3634 4 1 29 os que foram contados deles, da tribo de Issacar, eram cinqüenta e quatro mil e quatrocentos.    3635 4 1 30 Dos filhos de Zebulom, as suas gerações, pelas suas famílias, segundo as casas de seus pais, conforme o número dos nomes dos de vinte anos para cima, todos os que podiam sair a guerra,    3636 4 1 31 os que foram contados deles, da tribo de Zebulom, eram cinqüenta e sete mil e quatrocentos.    3637 4 1 32 Dos filhos de José: dos filhos de Efraim, as suas gerações, pelas suas famílias, segundo as casas de seus pais, conforme o número dos nomes dos de vinte anos para cima, todos os que podiam sair à guerra,    3638 4 1 33 os que foram contados deles, da tribo de Efraim, eram quarenta mil e quinhentos;    3639 4 1 34 e dos filhos de Manassés, as suas gerações, pelas suas famílias, segundo as casas de seus pais, conforme o número dos nomes dos de vinte anos para cima, todos os que podiam sair à guerra,    3640 4 1 35 os que foram contados deles, da tribo de Manassés, eram trinta e dois mil e duzentos.    3641 4 1 36 Dos filhos de Benjamim, as suas gerações, pelas suas famílias, segundo as casas de seus pais, conforme o número dos nomes dos de vinte anos para cima, todos os que podiam sair à guerra,    3642 4 1 37 os que foram contados deles, da tribo de Benjamim, eram trinta e cinco mil e quatrocentos.    3643 4 1 38 Dos filhos de Dã, as suas gerações, pelas suas famílias, segundo as casas de seus pais, conforme o número dos nomes dos de vinte anos para cima, todos os que podiam sair à guerra,    3644 4 1 39 os que foram contados deles, da tribo de Dã, eram sessenta e dois mil e setecentos.    3645 4 1 40 Dos filhos de Aser, as suas gerações, pelas suas famílias, segundo as casas de seus pais, conforme o numero dos nomes dos de vinte anos para cima, todos os que podiam sair à guerra,    3646 4 1 41 os que foram contados deles, da tribo de Aser, eram quarenta e um mil e quinhentos.    3647 4 1 42 Dos filhos de Naftali, as suas gerações, pelas suas famílias, segundo as casas de seus pais, conforme o número dos nomes dos de vinte anos para cima, todos os que podiam sair a guerra,    3648 4 1 43 os que foram contados deles, da tribo de Naftali, eram cinqüenta e três mil e quatrocentos,    3649 4 1 44 São esses os que foram contados por Moisés e Arão, e pelos príncipes de Israel, sendo estes doze homens e representando cada um a casa de seus pais.    3650 4 1 45 Assim todos os que foram contados dos filhos de Israel, segundo as casas de seus pais, de vinte anos para cima, todos os de Israel que podiam sair à guerra,    3651 4 1 46 sim, todos os que foram contados eram : seiscentos e três mil quinhentos e cinqüenta.    3652 4 1 47 Mas os levitas, segundo a tribo de e seus pais, não foram contados entre eles;    3653 4 1 48 porquanto o Senhor dissera a Moisés:    3654 4 1 49 Somente não contarás a tribo de Levi, nem tomarás a soma deles entre os filhos de Israel;    3655 4 1 50 mas tu põe os levitas sobre o tabernáculo do testemunho, sobre todos os seus móveis, e sobre tudo o que lhe pertence. Eles levarão o tabernáculo e todos os seus móveis, e o administrarão; e acampar-se-ão ao redor do tabernáculo.    3656 4 1 51 Quando o tabernáculo houver de partir, os levitas o desarmarão; e quando o tabernáculo se houver de assentar, os levitas o armarão; e o estranho que se chegar será morto.    3657 4 1 52 Os filhos de Israel acampar-se-ão, cada um no seu arraial, e cada um junto ao seu estandarte, segundo os seus exércitos.    3658 4 1 53 Mas os levitas acampar-se-ão ao redor do tabernáculo do testemunho, para que não suceda acender-se ira contra a congregação dos filhos de Israel; pelo que os levitas terão o cuidado da guarda do tabernáculo do testemunho.    3659 4 1 54 Assim fizeram os filhos de Israel; conforme tudo o que o Senhor ordenara a Moisés, assim o fizeram.    3660 4 2 1 Disse o Senhor a Moisés e a Arão:    3661 4 2 2 Os filhos de Israel acampar-se-ão, cada um junto ao seu estandarte, com as insígnias das casas de seus pais; ao redor, de frente para a tenda da revelação, se acamparão.    3662 4 2 3 Ao lado oriental se acamparão os do estandarte do arraial de Judá, segundo os seus exércitos; e Nasom, filho de Aminadabe, será o príncipe dos filhos de Judá.    3663 4 2 4 E o seu exército, os que foram contados deles, era de setenta e quatro mil e seiscentos.    3664 4 2 5 Junto a eles se acamparão os da tribo de Issacar; e Netanel, filho de Zuar, será o príncipe dos filhos de Issacar.    3665 4 2 6 E o seu exército, os que foram contados deles, era de cinqüenta e quatro mil e quatrocentos.    3666 4 2 7 Depois a tribo de Zebulom; e Eliabe, filho de Helom, será o príncipe dos filhos de Zebulom.    3667 4 2 8 E o seu exército, os que foram contados deles, era de cinqüenta e sete mil e quatrocentos.    3668 4 2 9 Todos os que foram contados do arraial de Judá eram cento e oitenta e seis mil e quatrocentos, segundo os seus exércitos. Esses marcharão primeiro.    3669 4 2 10 O estandarte do arraial de Rúben segundo os seus exércitos, estará para a banda do sul; e Elizur, filho de Sedeur, será o príncipe dos filhos de Rúben.    3670 4 2 11 E o seu exército, os que foram contados deles, era de quarenta e seis mil e quinhentos.    3671 4 2 12 Junto a ele se acamparão os da tribo de Simeão; e Selumiel, filho de Zurisadai, será o príncipe dos filhos de Simeão.    3672 4 2 13 E o seu exército, os que foram contados deles, era de cinqüenta e nove mil e trezentos.    3673 4 2 14 Depois a tribo de Gade; e Eliasafe, filho de Reuel, será o príncipe dos filhos de Gade.    3674 4 2 15 E o seu exército, os que foram contados deles, era de quarenta e cinco mil seiscentos e cinqüenta.    3675 4 2 16 Todos os que foram contados do arraial de Rúben eram cento e cinqüenta e um mil quatrocentos e cinqüenta, segundo os seus exércitos. Esses marcharão em segundo lugar.    3676 4 2 17 Então partirá a tenda da revelação com o arraial dos levitas no meio dos arraiais; como se acamparem, assim marcharão, cada um no seu lugar, segundo os seus estandartes.    3677 4 2 18 Para a banda do ocidente estará o estandarte do arraial de Efraim, segundo os seus exércitos; e Elisama, filho de Amiúde, será o príncipe dos filhos de Efraim.    3678 4 2 19 E o seu exército, os que foram contados deles, era de quarenta mil e quinhentos.    3679 4 2 20 Junto a eles estará a tribo de Manassés; e Gamaliel, filho de Pedazur, será o príncipe dos filhos de Manassés.    3680 4 2 21 E o seu exército, os que foram contados deles, era de trinta e dois mil e duzentos.    3681 4 2 22 Depois a tribo de Benjamim; e Abidã, filho de Gideôni, será o príncipe dos filhos de Benjamim.    3682 4 2 23 E o seu exército, os que foram contados deles, era de trinta e cinco mil e quatrocentos.    3683 4 2 24 Todos os que foram contados o arraial de Efraim eram cento e oito mil e cem, segundo os seus exércitos. Esses marcharão em terceiro lugar.    3684 4 2 25 Para a banda do norte estará o estandarte do arraial de Dã, segundo os seus exércitos; e Aiezer, filho de Amisadai, será o príncipe dos filhos de Dã.    3685 4 2 26 E o seu exército, os que foram contados deles, era de sessenta e dois mil e setecentos.    3686 4 2 27 Junto a eles se acamparão os da tribo de Aser; e Pagiel, filho de Ocrã, será o príncipe dos filhos de Aser.    3687 4 2 28 E o seu exército, os que foram contados deles, era de quarenta e um mil e quinhentos.    3688 4 2 29 Depois a tribo de Naftali; e Airá, filho de Enã, será o príncipe dos filhos de Naftali.    3689 4 2 30 E o seu exército, os que foram contados deles, era de cinqüenta e três mil e quatrocentos.    3690 4 2 31 Todos os que foram contados do arraial de Dã eram cento e cinqüenta e sete mil e seiscentos. Esses marcharão em último lugar, segundo os seus estandartes.    3691 4 2 32 São esses os que foram contados dos filhos de Israel, segundo as casas de seus pais; todos os que foram contados dos arraiais segundo os seus exércitos, eram seiscentos e três mil quinhentos e cinquenta.    3692 4 2 33 Os levicampo consagrado; a possessão dele será do sacerdote. foram contados entre os filhos de Israel.    3693 4 2 34 Assim fizeram os filhos de Israel, conforme tudo o que o Senhor ordenara a Moisés; acamparam-se segundo os seus estandartes, e marcharam, cada qual segundo as suas familias, segundo as casas de seus pais.    3694 4 3 1 Estas, pois, eram as gerações de Arão e de Moisés, no dia em que o Senhor falou com Moisés no monte Sinai.    3695 4 3 2 Os nomes dos filhos de Arão são estes: o primogênito, Nadabe; depois Abiú, Eleazar e Itamar.    3696 4 3 3 São esses os nomes dos filhos de Arão, dos sacerdotes que foram ungidos, a quem ele consagrou para administrarem o sacerdocio.    3697 4 3 4 Mas Nadabe e Abiú morreram perante o Senhor, quando ofereceram fogo estranho perante o Senhor no deserto de Sinai, e não tiveram filhos; porém Eleazar e Itamar administraram o sacerdócio diante de Arão, seu pai.    3698 4 3 5 Então disse o Senhor a Moisés:    3699 4 3 6 Faze chegar a tribo de Levi, e põe-nos diante de Arão, o sacerdote, para que o sirvam;    3700 4 3 7 eles cumprirão o que é devido a ele e a toda a congregação, diante da tenda da revelação, fazendo o serviço do tabernáculo;    3701 4 3 8 cuidarão de todos os móveis da tenda da revelação, e zelarão pelo cumprimento dos deveres dos filhos de Israel, fazendo o serviço do tabernáculo.    3702 4 3 9 Darás, pois, os levitas a Arão e a seus filhos; de todo lhes são dados da parte dos filhos de Israel.    3703 4 3 10 Mas a Arão e a seus filhos ordenarás que desempenhem o seu sacerdócio; e o estranho que se chegar será morto.    3704 4 3 11 Disse mais o senhor a Moisés:    3705 4 3 12 Eu, eu mesmo tenho tomado os levitas do meio dos filhos de Israel, em lugar de todo primogênito, que abre a madre, entre os filhos de Israel; e os levitas serão meus,    3706 4 3 13 porque todos os primogênitos são meus. No dia em que feri a todos os primogênitos na terra do Egito, santifiquei para mim todos os primogênitos em Israel, tanto dos homens como dos animais; meus serão. Eu sou o Senhor.    3707 4 3 14 Disse mais o Senhor a Moisés no deserto de Sinai:    3708 4 3 15 Conta os filhos de Levi, segundo as casas de seus pais, pelas suas famílias; contarás todo homem da idade de um mês, para cima.    3709 4 3 16 E Moisés os contou conforme o mandado do Senhor, como lhe fora ordenado.    3710 4 3 17 Estes, pois, foram os filhos de Levi, pelos seus nomes: Gérson, Coate e Merári.    3711 4 3 18 E estes são os nomes dos filhos de Gérson pelas suas famílias: Líbni e Simei.    3712 4 3 19 E os filhos de Coate, pelas suas famílias: Anrão, Izar, Hebrom e Uziel.    3713 4 3 20 E os filhos de Merári, pelas suas familias: Mali e Musi. São essas as famílias dos levitas, segundo as casas de seus pais.    3714 4 3 21 De Gérson era a familia dos libnitas e a família dos simeítas. São estas as famílias dos gersonitas.    3715 4 3 22 Os que deles foram contados, segundo o número de todos os homens da idade de um mês para cima, sim, os que deles foram c contados eram sete mil e quinhentos.    3716 4 3 23 As famílias dos gersonitas acampar-se-ão atrás do tabernáculo, ao ocidente.    3717 4 3 24 E o prícipe da casa paterna dos gersonitas será Eliasafe, filho de Lael.    3718 4 3 25 E os filhos de Gérson terão a seu cargo na tenda da revelação o tabernáculo e a tenda, a sua coberta e o reposteiro da porta da tenda da revelação,    3719 4 3 26 e as cortinas do átrio, e o reposteiro da porta do átrio, que está junto ao tabernáculo e junto ao altar, em redor, como também as suas cordas para todo o seu serviço.    3720 4 3 27 De Coate era a familia dos anramitas, e a familia dos izaritas, e a familia dos hebronitas, e a família dos uzielitas; são estas as famílias dos coatitas.    3721 4 3 28 Segundo o número de todos os homens da idade de um mês para cima, eram oito mil e seiscentos os que tinham a seu cargo o santuário.    3722 4 3 29 As famílias dos filhos de Coate acampar-se-ão ao lado do tabernáculo para a banda do sul.    3723 4 3 30 E o príncipe da casa paterna das familias dos coatitas será Elizafã, filho de Uziel.    3724 4 3 31 Eles terão a seu cargo a arca e a mesa, o candelabro, os altares e os utensílios do santuário com que ministram, e o reposteiro com todo o seu serviço.    3725 4 3 32 E o príncipe dos príncipes de Levi será Eleazar, filho de Arão, o sacerdote; ele terá a superintendência dos que têm a seu cargo o santuário.    3726 4 3 33 De Merári era a família dos malitas e a família dos musitas; são estas as famílias de Merári.    3727 4 3 34 Os que deles foram contados, segundo o número de todos os homens de um mês para cima, eram seis mil e duzentos.    3728 4 3 35 E o príncipe da casa paterna das famílias de Merári será Zuriel, filho de Abiail; eles se acamparão ao lado do tabernáculo, para a banda do norte.    3729 4 3 36 Por designação os filhos de Merári terão a seu cargo as armações do tabernáculo e os seus travessões, as suas colunas e as suas bases, e todos os seus pertences, com todo o seu serviço,    3730 4 3 37 e as colunas do átrio em redor e as suas bases, as suas estacas e as suas cordas.    3731 4 3 38 Diante do tabernáculo, para a banda do oriente, diante da tenda da revelação, acampar-se-ão Moisés, e Arão com seus filhos, que terão a seu cargo o santuário, para zelarem pelo cumprimento dos deveres dos filhos de Israel; e o estranho que se chegar será morto.    3732 4 3 39 Todos os que foram contados dos levitas, que Moisés e Arão contaram por mandado do Senhor, segundo as suas famílias, todos os homens de um mês para cima, eram vinte e dois mil.    3733 4 3 40 Disse mais o Senhor a Moisés: Conta todos os primogênitos dos filhos de Israel, da idade de um mês para cima, e toma o número dos seus nomes.    3734 4 3 41 E para mim tomarás os levitas (eu sou o Senhor) em lugar de todos os primogênitos dos filhos de Israel, e o gado dos levitas em lugar de todos os primogênitos entre o gado de Israel.    3735 4 3 42 Moisés, pois, contou, como o Senhor lhe ordenara, todos os primogênitos entre os filhos de Israel.    3736 4 3 43 E todos os primogênitos, pelo número dos nomes, da idade de um mês para cima, segundo os que foram contados deles, eram vinte e dois mil duzentos e setenta e três.    3737 4 3 44 Disse ainda mais o Senhor a Moisés:    3738 4 3 45 Toma os levitas em lugar de todos os primogênitos entre os filhos de Israel, e o gado dos levitas em lugar do gado deles; porquanto os levitas serão meus. Eu sou o Senhor.    3739 4 3 46 Pela redenção dos duzentos e setenta e três primogênitos dos filhos de Israel, que excedem o número dos levitas,    3740 4 3 47 receberás por cabeça cinco siclos; conforme o siclo do santuário os receberás (o siclo tem vinte jeiras),    3741 4 3 48 e darás a Arão e a seus filhos o dinheiro da redenção dos que excedem o número entre eles.    3742 4 3 49 Então Moisés recebeu o dinheiro da redenção dos que excederam o número dos que foram remidos pelos levitas;    3743 4 3 50 dos primogênitos dos filhos de Israel recebeu o dinheiro, mil trezentos e sessenta e cinco siclos, segundo o siclo do santuário.    3744 4 3 51 E Moisés deu o dinheiro da redenção a Arão e a seus filhos, conforme o Senhor lhe ordenara.    3745 4 4 1 Disse mais o Senhor a Moisés e a Arão:    3746 4 4 2 Tomai a soma dos filhos de Coate, dentre os filhos de Levi, pelas suas famílias, segundo as casas de seus pais,    3747 4 4 3 da idade de trinta anos para cima até os cinqüenta anos, de todos os que entrarem no serviço para fazerem o trabalho na tenda da revelação.    3748 4 4 4 Este será o serviço dos filhos de Coate; na tenda da revelação, no tocante as coisas santíssimas:    3749 4 4 5 Quando partir o arraial, Arão e seus filhos entrarão e, abaixando o véu do reposteiro, com ele cobrirão a arca do testemunho;    3750 4 4 6 por-lhe-ão por cima uma coberta de peles de golfinhos, e sobre ela estenderão um pano todo de azul, e lhe meterão os varais.    3751 4 4 7 Sobre a mesa dos pães da proposição estenderão um pano de azul, e sobre ela colocarão os pratos, as colheres, as tigelas e os cântaros para as ofertas de libação; também o pão contínuo estará sobre ela.    3752 4 4 8 Depois estender-lhe-ão por cima um pano de carmesim, o qual cobrirão com uma coberta de peles de golfinhos, e meterão à mesa os varais.    3753 4 4 9 Então tomarão um pano de azul, e cobrirão o candelabro da luminária, as suas lâmpadas, os seus espevitadores, os seus cinzeiros, e todos os seus vasos do azeite, com que o preparam;    3754 4 4 10 e o envolverão, juntamente com todos os seus utensílios, em uma coberta de peles de golfinhos, e o colocarão sobre os varais.    3755 4 4 11 Sobre o altar de ouro estenderão um pano de azul, e com uma coberta de peles de golfinhos o cobrirão, e lhe meterão os varais.    3756 4 4 12 Também tomarão todos os utensilios do ministério, com que servem no santuário, envolvê-los-ão num pano de azul e, cobrindo-os com uma coberta de peles de golfinhos, os colocarão sobre os varais.    3757 4 4 13 E, tirando as cinzas do altar, estenderão sobre ele um pano de púrpura;    3758 4 4 14 colocarão nele todos os utensilios com que o servem: os seus braseiros, garfos, as pás e as bacias, todos os utensílios do altar; e sobre ele estenderão uma coberta de peles de golfinhos, e lhe meterão os varais.    3759 4 4 15 Quando Arão e seus filhos, ao partir o arraial, acabarem de cobrir o santuário e todos os seus móveis, os filhos de Coate virão para levá-lo; mas nas coisas sagradas não tocarão, para que não morram; esse é o cargo dos filhos de Coate na tenda da revelação.    3760 4 4 16 Eleazar, filho de Arão, o sacerdote, terá a seu cargo o azeite da luminária, o incenso aromático, a oferta contínua de cereais e o óleo da unção; isto é, terá a seu cargo todo o tabernáculo, e tudo o que nele há, o santuário e os seus móveis.    3761 4 4 17 Disse mais o Senhor a Moisés e a Arão:    3762 4 4 18 Não cortareis a tribo das famílias dos coatitas do meio dos levitas;    3763 4 4 19 mas isto lhes fareis, para que vivam e não morram, quando se aproximarem das coisas santíssimas: Arão e seus filhos entrarão e lhes designarão a cada um o seu serviço e o seu cargo;    3764 4 4 20 mas eles não entrarão a ver, nem por um momento, as coisas sagradas, para que não morram.    3765 4 4 21 Disse mais o Senhor a Moisés:    3766 4 4 22 Toma também a soma dos filhos de Gérsom segundo as casas de seus pais, segundo as suas famílias;    3767 4 4 23 da idade de trinta anos para cima até os cinqüenta os contarás, a todos os que entrarem no serviço para fazerem o trabalho na tenda da revelação.    3768 4 4 24 Este será o serviço das familias dos gersonitas, ao servirem e ao levarem as cargas:    3769 4 4 25 levarão as cortinas do tabernáculo, a tenda da revelação, a sua coberta, a coberta de peles de golfinhos, que está por cima, o reposteiro da porta da tenda da revelação,    3770 4 4 26 as cortinas do átrio, o reposteiro da porta do átrio, que está junto ao tabernáculo e junto ao altar em redor, as suas cordas, e todos os instrumentos do seu serviço; enfim tudo quanto se houver de fazer no tocante a essas coisas, nisso hão de servir.    3771 4 4 27 Todo o trabalho dos filhos dos gersonitas, em todo o seu cargo, e em todo o seu serviço, será segundo o mandado de Arão e de seus filhos; e lhes designareis os cargos em que deverão servir.    3772 4 4 28 Este é o serviço das famílias dos filhos dos gersonitas na tenda da revelação; e o seu trabalho estará sob a direção de Itamar, filho de Arão, o sacerdote.    3773 4 4 29 Quanto aos filhos de Merári, contá-los-ás segundo as suas famílias, segundo as casas e seus pais;    3774 4 4 30 da idade de trinta anos para cima até os cinqüenta os contarás, a todos os que entrarem no serviço para fazerem o trabalho da tenda da revelação,    3775 4 4 31 Este será o seu encargo, segundo todo o seu serviço na tenda da revelação: as armações do tabernáculo e os seus varais, as suas colunas e as suas bases,    3776 4 4 32 como também as colunas do átrio em redor e as suas bases, as suas estacas e as suas cordas, com todos os seus objetos, e com todo o seu serviço; e por nome lhes designareis os objetos que ficarão a seu cargo.    3777 4 4 33 Este é o serviço das famílias dos filhos de Merári, segundo todo o seu trabalho na tenda da revelação, sob a direção de Itamar, filho de Arão, o sacerdote.    3778 4 4 34 Moisés, pois, e Arão e os príncipes da congregação contaram os filhos dos coatitas, segundo as suas famílias, segundo as casas e seus pais,    3779 4 4 35 da idade de trinta anos para cima até os cinqüenta, todos os que entraram no serviço para o trabalho na tenda da revelação;    3780 4 4 36 os que deles foram contados, pois, segundo as suas famílias, eram dois mil setecentos e cinqüenta.    3781 4 4 37 Esses são os que foram contados das familias dos coatitas, isto é, todos os que haviam de servir na tenda da revelação, aos quais Moisés e Arão contaram, conforme o mandado do Senhor por intermédio de Moises.    3782 4 4 38 Semelhantemente os que foram contados dos filhos de Gérsom segundo as suas familias, segundo as casas de seus pais,    3783 4 4 39 da idade de trinta anos para cima até os cinqüenta, todos os que entraram no serviço, para o trabalho na tenda da revelação,    3784 4 4 40 os que deles foram contados, segundo as suas familias, segundo as casas de seus pais, eram dois mil seiscentos e trinta.    3785 4 4 41 Esses são os que foram contados das famílias dos filhos de Gérsom todos os que haviam de servir na tenda da revelação, aos quais Moisés e Arão contaram, conforme o mandado do Senhor.    3786 4 4 42 E os que foram contados das famílias dos filhos de Merári, segundo as suas famílias, segundo as casas de seus pais,    3787 4 4 43 da idade de trinta anos para cima até os cinqüenta, todos os que entraram no serviço, para o trabalho na tenda da revelação,    3788 4 4 44 os que deles foram contados, segundo as suas famílias, eram três mil e duzentos.    3789 4 4 45 Esses são os que foram contados das familias dos filhos de Merári, aos quais Moisés e Arão contaram, conforme o mandado do Senhor por intermédio de Moisés.    3790 4 4 46 Todos os que foram contados dos levitas, aos quais contaram Moisés e Arão e os príncipes de Israel, segundo as suas famílias, segundo as casas de seus pais,    3791 4 4 47 da idade de trinta anos para cima até os cinqüenta, todos os que entraram no serviço para trabalharem e para levarem cargas na tenda da revelação,    3792 4 4 48 os que deles foram contados eram oito mil quinhentos e oitenta.    3793 4 4 49 Conforme o mandado do Senhor foram contados por Moisés, cada qual segundo o seu serviço, e segundo o seu cargo; assim foram contados por ele, como o Senhor lhe ordenara.    3794 4 5 1 Disse mais o Senhor a Moisés:    3795 4 5 2 Ordena aos filhos de Israel que lancem para fora do arraial a todo leproso, e a todo o que padece fluxo, e a todo o que está oriundo por ter tocado num morto;    3796 4 5 3 tanto homem como mulher os lançareis para fora, sim, para fora do arraial os lançareis; para que não contaminem o seu arraial, no meio do qual eu habito.    3797 4 5 4 Assim fizeram os filhos de Israel, lançando-os para fora do arraial; como o Senhor falara a Moisés, assim fizeram os filhos de Israel.    3798 4 5 5 Disse mais o Senhor a Moisés: Dize aos filhos de Israel: Quando homem ou mulher pecar contra o seu próximo, transgredindo os mandamentos do Senhor, e tornando-se assim culpado,    3799 4 5 6 [] 3800 4 5 7 confessará o pecado que tiver cometido, e pela sua culpa fará plena restituição, e ainda lhe acrescentará a sua quinta parte; e a dará àquele contra quem se fez culpado.    3801 4 5 8 Mas, se esse homem não tiver parente chegado, a quem se possa fazer a restituição pela culpa, esta será feita ao Senhor, e será do sacerdote, além do carneiro da expiação com que se fizer expiação por ele.    3802 4 5 9 Semelhantemente toda oferta alçada de todas as coisas consagradas dos filhos de Israel, que estes trouxerem ao sacerdote, será dele.    3803 4 5 10 Enfim, as coisas consagradas de cada um serão do sacerdote; tudo o que alguém lhe der será dele.    3804 4 5 11 Disse mais o Senhor a Moisés:    3805 4 5 12 Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Se a mulher de alguém se desviar pecando contra ele,    3806 4 5 13 e algum homem se deitar com ela, sendo isso oculto aos olhos de seu marido e conservado encoberto, se ela se tiver contaminado, e contra ela não houver testemunha, por não ter sido apanhada em flagrante;    3807 4 5 14 se o espírito de ciúmes vier sobre ele, e de sua mulher tiver ciúmes, por ela se haver contaminado, ou se sobre ele vier o espírito de ciúmes, e de sua mulher tiver ciúmes, mesmo que ela não se tenha contaminado;    3808 4 5 15 o homem trará sua mulher perante o sacerdote, e juntamente trará a sua oferta por ela, a décima parte de uma efa de farinha de cevada, sobre a qual não deitará azeite nem porá incenso; porquanto é oferta de cereais por ciúmes, oferta memorativa, que traz a iniqüidade à memória.    3809 4 5 16 O sacerdote fará a mulher chegar, e a porá perante o Senhor.    3810 4 5 17 E o sacerdote tomará num vaso de barro água sagrada; também tomará do pó que houver no chão do tabernáculo, e o deitará na água.    3811 4 5 18 Então apresentará a mulher perante o Senhor, e descobrirá a cabeça da mulher, e lhe porá na mão a oferta de cereais memorativa, que é a oferta de cereais por ciúmes; e o sacerdote terá na mão a água de amargura, que traz consigo a maldição;    3812 4 5 19 e a fará jurar, e dir-lhe-á: Se nenhum homem se deitou contigo, e se não te desviaste para a imundícia, violando o voto conjugal, sejas tu livre desta água de amargura, que traz consigo a maldição;    3813 4 5 20 mas se te desviaste, violando o voto conjugal, e te contaminaste, e algum homem que não é teu marido se deitou contigo, -    3814 4 5 21 então o sacerdote, fazendo que a mulher tome o juramento de maldição, lhe dirá: - O Senhor te ponha por maldição e praga no meio do teu povo, fazendo-te o Senhor consumir-se a tua coxa e inchar o teu ventre;    3815 4 5 22 e esta água que traz consigo a maldição entrará nas tuas entranhas, para te fazer inchar o ventre, e te fazer consumir-se a coxa. Então a mulher dirá: Amém, amém.    3816 4 5 23 Então o sacerdote escreverá estas maldições num livro, e na água de amargura as apagará;    3817 4 5 24 e fará que a mulher beba a água de amargura, que traz consigo a maldição; e a água que traz consigo a maldição entrará nela para se tornar amarga.    3818 4 5 25 E o sacerdote tomará da mão da mulher a oferta de cereais por ciúmes, e moverá a oferta de cereais perante o Senhor, e a trará ao altar;    3819 4 5 26 também tomará um punhado da oferta de cereais como memorial da oferta, e o queimará sobre o altar, e depois fará que a mulher beba a água.    3820 4 5 27 Quando ele tiver feito que ela beba a água, sucederá que, se ela se tiver contaminado, e tiver pecado contra seu marido, a água, que traz consigo a maldição, entrará nela, tornando-se amarga; inchar-lhe-á o ventre e a coxa se lhe consumirá; e a mulher será por maldição no meio do seu povo.    3821 4 5 28 E, se a mulher não se tiver contaminado, mas for inocente, então será livre, e conceberá filhos.    3822 4 5 29 Esta é a lei dos ciúmes, no tocante à mulher que, violando o voto conjugal, se desviar e for contaminada;    3823 4 5 30 ou no tocante ao homem sobre quem vier o espírito de ciúmes, e se enciumar de sua mulher; ele apresentará a mulher perante o Senhor, e o sacerdote cumprirá para com ela toda esta lei.    3824 4 5 31 Esse homem será livre da iniqüidade; a mulher, porém, levará sobre si a sua iniqüidade.    3825 4 6 1 Disse mais o Senhor a Moisés:    3826 4 6 2 Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando alguém, seja homem, seja mulher, fizer voto especial de nazireu, a fim de se separar para o Senhor,    3827 4 6 3 abster-se-á de vinho e de bebida forte; não beberá, vinagre de vinho, nem vinagre de bebida forte, nem bebida alguma feita de uvas, nem comerá uvas frescas nem secas.    3828 4 6 4 Por todos os dias do seu nazireado não comerá de coisa alguma que se faz da uva, desde os caroços até as cascas.    3829 4 6 5 Por todos os dias do seu voto de nazireado, navalha não passará sobre a sua cabeça; até que se cumpram os dias pelos quais ele se tenha separado para o Senhor, será santo; deixará crescer as guedelhas do cabelo da sua cabeça.    3830 4 6 6 Por todos os dias da sua separação para o Senhor, não se aproximará de cadáver algum.    3831 4 6 7 Não se contaminará nem por seu pai, nem por sua mãe, nem por seu irmão, nem por sua irmã, quando estes morrerem; porquanto o nazireado do seu Deus está sobre a sua cabeça:    3832 4 6 8 Por todos os dias do seu nazireado será santo ao Senhor.    3833 4 6 9 Se alguém morrer subitamente junto dele, contaminando-se assim a cabeça do seu nazireado, rapará a sua cabera no dia da sua purificação, ao sétimo dia a rapará.    3834 4 6 10 Ao oitavo dia trará duas rolas ou dois pombinhos, ao sacerdote, à porta da tenda da revelação;    3835 4 6 11 e o sacerdote oferecerá um como oferta pelo pecado, e o outro como holocausto, e fará expiação por esse que pecou no tocante ao morto; assim naquele mesmo dia santificará a sua cabeça.    3836 4 6 12 Então separará ao Senhor os dias do seu nazireado, e para oferta pela culpa trará um cordeiro de um ano; mas os dias antecedentes serão perdidos, porquanto o seu nazireado foi contaminado.    3837 4 6 13 Esta, pois, é a lei do nazireu: no dia em que se cumprirem os dias do seu nazireado ele será trazido à porta da tenda da revelação,    3838 4 6 14 e oferecerá a sua oferta ao Senhor: um cordeiro de um ano, sem defeito, como holocausto, e uma cordeira de um ano, sem defeito, como oferta pelo pecado, e um carneiro sem defeito como oferta pacífica;    3839 4 6 15 e um cesto de pães ázimos, bolos de flor de farinha amassados com azeite como também as respectivas ofertas de cereais e de libação.    3840 4 6 16 E o sacerdote os apresentará perante o Senhor, e oferecerá a oferta pelo pecado, e o holocausto;    3841 4 6 17 também oferecerá o carneiro em sacrifício de oferta pacífica ao Senhor, com o cesto de pães ázimos e as respectivas ofertas de cereais e de libação.    3842 4 6 18 Então o nazireu, à porta da tenda da revelação, rapará o cabelo do seu nazireado, tomá-lo-á e o porá sobre o fogo que está debaixo do sacrifício das ofertas pacíficas.    3843 4 6 19 Depois o sacerdote tomará a espádua cozida do carneiro, e um pão ázimo do cesto, e um coscorão ázimo, e os porá nas mãos do nazireu, depois de haver este rapado o cabelo do seu nazireado;    3844 4 6 20 e o sacerdote os moverá como oferta de movimento perante o Senhor; isto é santo para o sacerdote, juntamente com o peito da oferta de movimento, e com a espádua da oferta alçada; e depois o nazireu poderá beber vinho.    3845 4 6 21 Esta é a lei do que fizer voto de nazireu, e da sua oferta ao Senhor pelo seu nazireado, afora qualquer outra coisa que as suas posses lhe permitirem oferecer; segundo o seu voto, que fizer, assim fará conforme a lei o seu nazireado.    3846 4 6 22 Disse mais o Senhor a Moisés:    3847 4 6 23 Fala a Arão, e a seus filhos, dizendo: Assim abençoareis os filhos de Israel; dir-lhes-eis:    3848 4 6 24 O Senhor te abençoe e te guarde;    3849 4 6 25 o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti;    3850 4 6 26 o Senhor levante sobre ti o seu rosto, e te dê a paz.    3851 4 6 27 Assim porão o meu nome sobre os filhos de Israel, e eu os abençoarei.    3852 4 7 1 No dia em que Moisés acabou de levantar o tabernáculo, tendo-o ungido e santificado juntamente com todos os seus móveis, bem como o altar e todos os seus utensílios, depois de ungi-los e santificá-los,    3853 4 7 2 os príncipes de Israel, cabeças das casas de seus pais, fizeram as suas ofertas. Estes eram os príncipes das tribos, os que estavam sobre os que foram contados.    3854 4 7 3 Trouxeram eles a sua oferta perante o Senhor: seis carros cobertos, e doze bois; por dois príncipes um carro, e por cada um, um boi; e os apresentaram diante do tabernáculo.    3855 4 7 4 Então disse o Senhor a Moisés:    3856 4 7 5 Recebe-os deles, para serem utilizados no serviço da tenda da revelação; e os darás aos levitas, a cada qual segundo o seu serviço:    3857 4 7 6 Assim Moisés recebeu os carros e os bois, e os deu aos levitas.    3858 4 7 7 Dois carros e quatro bois deu aos filhos de Gérson segundo o seu serviço;    3859 4 7 8 e quatro carros e oito bois deu aos filhos de Merári, segundo o seu serviço, sob as ordens de Itamar, filho de Arão, o sacerdote.    3860 4 7 9 Mas aos filhos de Coate não deu nenhum, porquanto lhes pertencia o serviço de levar o santuário, e o levavam aos ombros.    3861 4 7 10 Os príncipes fizeram também oferta para a dedicação do altar, no dia em que foi ungido; e os príncipes apresentaram as suas ofertas perante o altar.    3862 4 7 11 E disse o Senhor a Moisés: Cada príncipe oferecerá a sua oferta, cada qual no seu dia, para a dedicação do altar.    3863 4 7 12 O que ofereceu a sua oferta no primeiro dia foi Nasom, filho de Aminadabe, da tribo de Judá.    3864 4 7 13 A sua oferta foi uma salva de prata do peso de cento e trinta siclos, uma bacia de prata de setenta siclos, segundo o siclo do santuário; ambas cheias de flor de farinha amassada com azeite, para oferta de cereais;    3865 4 7 14 uma colher de ouro de dez siclos, cheia de incenso;    3866 4 7 15 um novilho, um carneiro, um cordeiro de um ano, para holocausto;    3867 4 7 16 um bode para oferta pelo pecado;    3868 4 7 17 e para sacrifício de ofertas pacíficas dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta foi a oferta de Nasom, filho de Aminadabe.    3869 4 7 18 No segundo dia fez a sua oferta Netanel, filho de Zuar, príncipe de Issacar.    3870 4 7 19 E como sua oferta ofereceu uma salva de prata do peso de cento e trinta siclos, uma bacia de prata de setenta siclos, segundo o siclo do santuário; ambos cheios de flor de farinha amassada com azeite, para oferta de cereais;    3871 4 7 20 uma colher de ouro de dez siclos, cheia de incenso;    3872 4 7 21 um novilho, um carneiro, um cordeiro de um ano, para holocausto;    3873 4 7 22 um bode para oferta pelo pecado;    3874 4 7 23 e para sacrifício de ofertas pacíficas dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta foi a oferta de Netanel, filho de Zuar.    3875 4 7 24 No terceiro dia fez a sua oferta Eliabe, filho de Helom, príncipe dos filhos de Zebulom.    3876 4 7 25 A sua oferta foi uma salva de prata do peso de cento e trinta siclos, uma bacia de prata de setenta siclos, segundo o siclo do santuário; ambos cheios de flor de farinha amassada com azeite, para oferta de cereais;    3877 4 7 26 uma colher de ouro de dez siclos, cheia de incenso;    3878 4 7 27 um novilho, um carneiro, um cordeiro de um ano, para holocausto;    3879 4 7 28 um bode para oferta pelo pecado;    3880 4 7 29 e para sacrifício de ofertas pacíficas dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta foi a oferta de Eliabe, filho de Helom.    3881 4 7 30 No quarto dia fez a sua oferta Elizur, filho de Sedeur, príncipe dos filhos de Rúben.    3882 4 7 31 A sua oferta foi uma salva de prata do peso de cento e trinta siclos, uma bacia de prata de setenta siclos, segundo o siclo do santuário; ambos cheios de flor de farinha amassada com azeite, para oferta de cereais;    3883 4 7 32 uma colher de ouro de dez siclos, cheio de incenso;    3884 4 7 33 um novilho, um carneiro, um cordeiro de um ano, para holocausto;    3885 4 7 34 um bode para oferta pelo pecado;    3886 4 7 35 e para sacrifício de ofertas pacíficas dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta foi a oferta de Elizur, filho de Sedeur.    3887 4 7 36 No quinto dia fez a sua oferta Selumiel, filho de Zurisadai, príncipe dos filhos de Simeão.    3888 4 7 37 A sua oferta foi uma salva de prata do peso de cento e trinta siclos, uma bacia de prata de setenta siclos, segundo o siclo do santuário; ambos cheios de flor de farinha amassada com azeite, para oferta de cereais;    3889 4 7 38 uma colher de ouro de dez siclos, cheia de incenso;    3890 4 7 39 um novilho, um carneiro, um cordeiro de um ano, para holocausto;    3891 4 7 40 um bode para oferta pelo pecado;    3892 4 7 41 e para sacrifício de ofertas pacíficas dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta foi a oferta de Selumiel, filho de Zurisadai.    3893 4 7 42 No sexto dia fez a sua oferta Eliasafe, filho de Deuel, príncipe dos filhos de Gade.    3894 4 7 43 A sua oferta foi uma salva de prata do peso de cento e trinta siclos, uma bacia de prata de setenta siclos, segundo o siclo do santuário; ambos cheios de flor de farinha amassada com azeite, para oferta de cereais;    3895 4 7 44 uma colher de ouro do dez siclos, cheia de incenso;    3896 4 7 45 um novilho, um carneiro, um cordeiro de um ano, para holocausto; ,    3897 4 7 46 um bode para oferta pelo pecado;    3898 4 7 47 e para sacrificio de ofertas pacíficas dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta foi a oferta de Eliasafe, filho de Deuel,    3899 4 7 48 No sétimo dia fez a sua oferta Elisama, filho de Amiúde, príncipe dos filhos de Efraim.    3900 4 7 49 A sua oferta foi uma salva de prata do peso de cento e trinta siclos, uma bacia de prata de setenta siclos, segundo o siclo do santuário; ambos cheios de flor de farinha amassado com azeite, para oferta de cereais;    3901 4 7 50 uma colher de ouro de dez siclos, cheia de incenso;    3902 4 7 51 um novilho, um carneiro, um cordeiro de um ano, para holocausto;    3903 4 7 52 um bode para oferta pelo pecado;    3904 4 7 53 e para sacrifício de ofertas pacíficas dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta foi a oferta de Elisama, filho de Amiúde.    3905 4 7 54 No oitavo dia fez a sua oferta Gamaliel, filho de Pedazur, principe dos filhos de Manassés.    3906 4 7 55 A sua oferta foi uma salva de prata do peso de cento e trinta siclos, uma bacia de prata de setenta siclos, segundo o siclo do santuário; ambos cheios de flor de farinha amassada com azeite, para oferta de cereais;    3907 4 7 56 uma colher de ouro de dez siclos, cheia de incenso;    3908 4 7 57 um novilho, um carneiro, um cordeiro de um ano, para holocausto;    3909 4 7 58 um bode para oferta pelo pecado;    3910 4 7 59 e para sacrifício de ofertas pacíficas dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta foi a oferta de Gamaliel, filho de Pedazur.    3911 4 7 60 No dia nono fez a sua oferta Abidã, filho de Gideôni, príncipe dos filhos de Benjamim.    3912 4 7 61 A sua oferta foi uma salva de prata do peso de cento e trinta siclos, uma bacia de prata de setenta siclos, segundo o siclo do santuário; ambos cheios de flor de farinha amassada com azeite, para oferta de cereais;    3913 4 7 62 uma colher de ouro de dez siclos, cheia de incenso;    3914 4 7 63 um novilho, um carneiro, um cordeiro de um ano, para holocausto;    3915 4 7 64 um bode para oferta pelo pecado;    3916 4 7 65 e para sacrifício de ofertas pacíficas dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta foi a oferta de Abidã, filho de Gideôni.    3917 4 7 66 No décimo dia fez a sua oferta Aiezer, filho de Amisadai, príncipe filhos filhos de Dã.    3918 4 7 67 A sua oferta foi uma salva de prata do peso de cento e trinta siclos, uma bacia de prata de setenta siclos, segundo o siclo do santuário; ambos cheios de flor de farinha amassada com azeite, para oferta de cereais;    3919 4 7 68 uma colher de ouro de dez siclos, cheia de incenso;    3920 4 7 69 um novilho, um carneiro, um cordeiro de um ano, para holocausto;    3921 4 7 70 um bode para oferta pelo pecado;    3922 4 7 71 e para sacrifício de ofertas pacíficas dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta foi a oferta de Aiezer, filho de Amisadai.    3923 4 7 72 No dia undécimo fez a sua oferta Pagiel, filho de Ocrã, príncipe dos filhos de Aser.    3924 4 7 73 A sua oferta foi uma salva de prata do peso de cento e trinta siclos, uma bacia de prata de setenta siclos, segundo o siclo do santuário; ambos cheios de flor de farinha amassada com azeite, para oferta de cereais;    3925 4 7 74 uma colher de ouro de dez siclos, cheia de incenso;    3926 4 7 75 um novilho, um carneiro, um cordeiro de um ano, para holocausto;    3927 4 7 76 um bode para oferta pelo pecado;    3928 4 7 77 e para sacrifício de ofertas pacíficas dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta foi a oferta do Pagiel, filho do Ocrã.    3929 4 7 78 No duodécimo dia fez a sua oferta Airá, filho de Enã, príncipe dos filhos de Naftali.    3930 4 7 79 A sua oferta foi uma salva de prata do peso de cento e trinta siclos, uma bacia de prata de setenta siclos, segundo o siclo do santuário; ambos cheios de flor de farinha amassada com azeite, para oferta de cereais;    3931 4 7 80 uma colher de ouro de dez siclos, cheia de incenso;    3932 4 7 81 um novilho, um carneiro, um cordeiro de um ano, para holocausto;    3933 4 7 82 um bode para oferta pelo pecado;    3934 4 7 83 e para sacrifício de ofertas pacíficas dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta foi a oferta de Airá, filho de Enã.    3935 4 7 84 Esta foi a oferta dedicatória do altar, feita pelos príncipes de Israel, no dia em que foi ungido: doze salvas de prata, doze bacias de prata, doze colheres de ouro,    3936 4 7 85 pesando cada salva de prata cento e trinta siclos, e cada bacia setenta; toda a prata dos vasos foi dois mil e quatrocentos siclos, segundo o siclo do santuário;    3937 4 7 86 doze colheres de ouro cheias de incenso, pesando cada colher dez siclos, segundo o siclo do santuário; todo o ouro das colheres foi cento e vinte siclos.    3938 4 7 87 Todos os animais para holocausto foram doze novilhos, doze carneiros, e doze cordeiros de um ano, com as respectivas ofertas de cereais; e para oferta pelo pecado, doze bodes;    3939 4 7 88 e todos os animais para sacrifício das ofertas pacíficas foram vinte e quatro novilhos, sessenta carneiros, sessenta bodes, e sessenta cordeiros de um ano. Esta foi a oferta dedicatória do altar depois que foi ungido.    3940 4 7 89 Quando Moisés entrava na tenda da revelação para falar com o Senhor, ouvia a voz que lhe falava de cima do propiciatório, que está sobre a arca do testemunho entre os dois querubins; assim ele lhe falava.    3941 4 8 1 Disse mais o Senhor a Moisés:    3942 4 8 2 Fala a Arão, e dize-lhe: Quando acenderes as lâmpadas, as sete lâmpadas alumiarão o espaço em frente do candelabro.    3943 4 8 3 Arão, pois, assim fez; acendeu as lâmpadas do candelabro de modo que alumiassem o espaço em frente do mesmo, como o Senhor ordenara a Moisés.    3944 4 8 4 Esta era a obra do candelabro, obra de ouro batido; desde o seu pedestal até as suas corolas, era ele de ouro batido; conforme o modelo que o Senhor mostrara a Moisés, assim ele tinha feito o candelabro.    3945 4 8 5 Disse mais o Senhor a Moisés:    3946 4 8 6 Toma os levitas do meio dos filhos de Israel, e purifica-os;    3947 4 8 7 e assim lhes farás, para os purificar: esparge sobre eles a água da purificação; e eles farão passar a navalha sobre todo o seu corpo, e lavarão os seus vestidos, e se purificarão.    3948 4 8 8 Depois tomarão um novilho, com a sua oferta de cereais de flor de farinha amassada com azeite; e tomarás tu outro novilho para oferta pelo pecado.    3949 4 8 9 Também farás chegar os levitas perante a tenda da revelação, e ajuntarás toda a congregação dos filhos de Israel.    3950 4 8 10 Apresentarás, pois, os levitas perante o Senhor, e os filhos do Israel porão as suas mãos sobre os levitas.    3951 4 8 11 E Arão oferecerá os levitas perante o Senhor como oferta de movimento, da parte dos filhos de Israel, para que sirvam no ministério do Senhor.    3952 4 8 12 Os levitas porão as suas mãos sobre a cabeça dos novilhos; então tu sacrificarás um como oferta pelo pecado, e o outro como holocausto ao Senhor, para fazeres expiação pelos levitas.    3953 4 8 13 E porás os levitas perante Arão, e perante os seus filhos, e os oferecerás como oferta de movimento ao Senhor.    3954 4 8 14 Assim separarás os levitas do meio dos filhos de Israel; e os levitas serão meus.    3955 4 8 15 Depois disso os levitas entrarão para fazerem o serviço da tenda da revelação, depois de os teres purificado e oferecido como oferta de movimento.    3956 4 8 16 Porquanto eles me são dados inteiramente dentre os filhos de Israel; em lugar de todo aquele que abre a madre, isto é, do primogênito de todos os filhos de Israel, para mim os tenho tomado.    3957 4 8 17 Porque meu é todo primogênito entre os filhos de Israel, tanto entre os homens como entre os animais; no dia em que, na terra do Egito, feri a todo primogênito, os santifiquei para mim.    3958 4 8 18 Mas tomei os levitas em lugar de todos os primogênitos entre os filhos de Israel.    3959 4 8 19 Dentre os filhos de Israel tenho dado os levitas a Arão e a seus filhos, para fazerem o serviço dos filhos de Israel na tenda da revelação, e para fazerem expiação por eles, a fim de que não haja praga entre eles, quando se aproximarem do santuário.    3960 4 8 20 Assim Moisés e Arão e toda a congregação dos filhos de Israel fizeram aos levitas; conforme tudo o que o Senhor ordenara a Moisés no tocante aos levitas, assim os filhos de Israel lhes fizeram.    3961 4 8 21 Os levitas, pois, purificaram-se, e lavaram os seus vestidos; e Arão os ofereceu como oferta de movimento perante o Senhor, e fez expiação por eles, para purificá-los.    3962 4 8 22 Depois disso entraram os levitas, para fazerem o seu serviço na tenda da revelação, perante Arão e seus filhos; como o Senhor ordenara a Moisés acerca dos levitas, assim lhes fizeram.    3963 4 8 23 Disse mais o Senhor a Moisés:    3964 4 8 24 Este será o encargo dos levitas: Da idade de vinte e cinco anos para cima entrarão para se ocuparem no serviço a tenda da revelação;    3965 4 8 25 e aos cinqüenta anos de idade sairão desse serviço e não servirão mais.    3966 4 8 26 Continuarão a servir, porém, com seus irmãos na tenda da revelação, orientando-os no cumprimento dos seus encargos; mas não farão trabalho. Assim farás para com os levitas no tocante aos seus cargos.    3967 4 9 1 Também falou o Senhor a Moisés no deserto de Sinai, no primeiro mês do segundo ano depois que saíram da terra do Egito, dizendo:    3968 4 9 2 Celebrem os filhos de Israel a páscoa a seu tempo determinado.    3969 4 9 3 No dia catorze deste mês, à tardinha, a seu tempo determinado, a celebrareis; segundo todos os seus estatutos, e segundo todas as suas ordenanças a celebrareis.    3970 4 9 4 Disse, pois, Moisés aos filhos de Israel que celebrassem a páscoa.    3971 4 9 5 Então celebraram a páscoa no dia catorze do primeiro mês, à tardinha, no deserto de Sinai; conforme tudo o que o Senhor ordenara a Moisés, assim fizeram os filhos de Israel.    3972 4 9 6 Ora, havia alguns que se achavam imundos por terem tocado o cadáver de um homem, de modo que não podiam celebrar a páscoa naquele dia; pelo que no mesmo dia se chegaram perante Moisés e Arão;    3973 4 9 7 e aqueles homens disseram-lhes: Estamos imundos por havermos tocado o cadáver de um homem; por que seríamos privados de oferecer a oferta do Senhor a seu tempo determinado no meio dos filhos de Israel?    3974 4 9 8 Respondeu-lhes Moisés: Esperai, para que eu ouça o que o Senhor há de ordenar acerca de vós.    3975 4 9 9 Então disse o Senhor a Moisés:    3976 4 9 10 Fala aos filhos de Israel, dizendo: Se alguém dentre vós, ou dentre os vossos descendentes estiver imundo por ter tocado um cadáver, ou achar-se longe, em viagem, contudo ainda celebrará a páscoa ao Senhor.    3977 4 9 11 No segundo mês, no dia: catorze, à tardinha, a celebrarão; comê-la-ão com pães ázimos e ervas amargas.    3978 4 9 12 Dela não deixarão nada até pela manhã, nem quebrarão dela osso algum; segundo todo o estatuto da páscoa a celebrarão.    3979 4 9 13 Mas o homem que, estando limpo e não se achando em viagem, deixar de celebrar a páscoa, essa alma será extirpada do seu povo; porquanto não ofereceu a oferta do Senhor a seu tempo determinado, tal homem levará o seu pecado.    3980 4 9 14 Também se um estrangeiro peregrinar entre vós e celebrar a páscoa ao Senhor, segundo o estatuto da páscoa e segundo a sua ordenança a celebrará; haverá um só estatuto, quer para o estrangeiro, quer para o natural da terra.    3981 4 9 15 No dia em que foi levantado o tabernáculo, a nuvem cobriu o tabernáculo, isto é, a própria tenda do testemunho; e desde a tarde até pela manhã havia sobre o tabernáculo uma aparência de fogo.    3982 4 9 16 Assim acontecia de contínuo: a nuvem o cobria, e de noite havia aparência de fogo.    3983 4 9 17 Mas sempre que a nuvem se alçava de sobre a tenda, os filhos de Israel partiam; e no lugar em que a nuvem parava, ali os filhos de Israel se acampavam.    3984 4 9 18 ë ordem do Senhor os filhos de Israel partiam, e à ordem do Senhor se acampavam; por todos os dias em que a nuvem parava sobre o tabernáculo eles ficavam acampados.    3985 4 9 19 E, quando a nuvem se detinha sobre o tabernáculo muitos dias, os filhos de Israel cumpriam o mandado do Senhor, e não partiam.    3986 4 9 20 ës vezes a nuvem ficava poucos dias sobre o tabernáculo; então à ordem do Senhor permaneciam acampados, e à ordem do Senhor partiam.    3987 4 9 21 Outras vezes ficava a nuvem desde a tarde até pela manhã; e quando pela manhã a nuvem se alçava, eles partiam; ou de dia ou de noite, alçando-se a nuvem, partiam.    3988 4 9 22 Quer fosse por dois dias, quer por um mês, quer por mais tempo, que a nuvem se detinha sobre o tabernáculo, enquanto ficava sobre ele os filhos de Israel permaneciam acampados, e não partiam; mas, alçando-se ela, eles partiam.    3989 4 9 23 Â ordem do Senhor se acampavam, e à ordem do Senhor partiam; cumpriam o mandado do Senhor, que ele lhes dera por intermédio de Moisés.    3990 4 10 1 Disse mais o Senhor a Moisés:    3991 4 10 2 Faze-te duas trombetas de prata; de obra batida as farás, e elas te servirão para convocares a congregação, e para ordenares a partida dos arraiais.    3992 4 10 3 Quando se tocarem as trombetas, toda a congregação se ajuntará a ti à porta da tenda da revelação.    3993 4 10 4 Mas quando se tocar uma só, a ti se congregarão os príncipes, os cabeças dos milhares de Israel.    3994 4 10 5 Quando se tocar retinindo, partirão os arraiais que estão acampados da banda do oriente.    3995 4 10 6 Mas quando se tocar retinindo, pela segunda, vez, partirão os arraiais que estão acampados da banda do sul; para as partidas dos arraiais se tocará retinindo.    3996 4 10 7 Mas quando se houver de reunir a congregação, tocar-se-á sem retinir:    3997 4 10 8 Os filhos de Arão, sacerdotes, tocarão as trombetas; e isto vos será por estatuto perpétuo nas vossas gerações.    3998 4 10 9 Ora, quando na vossa terra sairdes à guerra contra o inimigo que vos estiver oprimindo, fareis retinir as trombetas; e perante o Senhor vosso Deus sereis tidos em memória, e sereis salvos dos vossos inimigos.    3999 4 10 10 Semelhantemente, no dia da vossa alegria, nas vossas festas fixas, e nos princípios dos vossos meses, tocareis as trombetas sobre os vossos holocaustos, e sobre os sacrifícios de vossas ofertas pacíficas; e eles vos serão por memorial perante vosso Deus. Eu sou o Senhor vosso Deus.    4000 4 10 11 Ora, aconteceu, no segundo ano, no segundo mês, aos vinte do mês, que a nuvem se alçou de sobre o tabernáculo da congregação.    4001 4 10 12 Partiram, pois, os filhos de Israel do deserto de Sinai para as suas jornadas; e a nuvem parou ,no deserto de Parã.    4002 4 10 13 Assim iniciaram a primeira caminhada, à ordem do Senhor por intermédio de Moisés:    4003 4 10 14 partiu primeiramente o estandarte do arraial dos filhos de Judá segundo os seus exércitos; sobre o seu exército estava Nasom, filho de Aminadabe;    4004 4 10 15 sobre o exército da tribo dos filhos de Issacar, Netanel, filho de Zuar;    4005 4 10 16 e sobre o exército da tribo dos filhos de Zebulom, Eliabe, filho de Helom.    4006 4 10 17 Então o tabernáculo foi desarmado, e os filhos de Gérson e os filhos de Merári partiram, levando o tabernáculo.    4007 4 10 18 Depois partiu o estandarte do arraial de Rúben segundo os seus exércitos; sobre o seu exército estava Elizur, filho de Sedeur;    4008 4 10 19 sobre o exército da tribo dos filhos de Simeão, Selumiel, filho de Zurisadai;    4009 4 10 20 e sobre o exército da tribo dos filhos de Gade, Eliasafe, filho de Deuel.    4010 4 10 21 Então partiram os coatitas, levando o santuário; e os outros erigiam o tabernáculo, enquanto estes vinham.    4011 4 10 22 Depois partiu o estandarte do arraial dos filhos de Efraim segundo os seus exércitos; sobre o seu exército estava Elisama, filho de Amiúde;    4012 4 10 23 sobre o exército da tribo dos filhos de Manassés, Gamaliel, filho de Pedazur;    4013 4 10 24 e sobre o exército da tribo dos filhos de Benjamim, Abidã, filho de Gideôni.    4014 4 10 25 Então partiu o estandarte do arraial dos filhos de Dã, que era a retaguarda de todos os arraiais, segundo os seus exércitos; sobre o seu exército estava Aiezer, filho de Amisadai;    4015 4 10 26 sobre o exército da tribo dos filhos de Aser, Pagiel, filho de Ocrã;    4016 4 10 27 e sobre o exército da tribo dos filhos de Naftali, Airá, filho de Enã.    4017 4 10 28 Tal era a ordem de partida dos filhos de Israel segundo os seus exércitos, quando partiam.    4018 4 10 29 Disse então Moisés a Hobabe, filho de Reuel, o midianita, sogro de Moisés: Nós caminhamos para aquele lugar de que o Senhor disse: Vo-lo darei. Vai conosco, e te faremos bem; porque o Senhor falou bem acerca de Israel.    4019 4 10 30 Respondeu ele: Não irei; antes irei à minha terra e à minha parentela.    4020 4 10 31 Tornou-lhe Moisés: Ora, não nos deixes, porquanto sabes onde devamos acampar no deserto; de olhos nos serviras.    4021 4 10 32 Se, pois, vieres conosco, o bem que o Senhor nos fizer, também nós faremos a ti.    4022 4 10 33 Assim partiram do monte do Senhor caminho de três dias; e a arca do pacto do Senhor ia adiante deles, para lhes buscar lugar de descanso.    4023 4 10 34 E a nuvem do Senhor ia sobre eles de dia, quando partiam do arraial.    4024 4 10 35 Quando, pois, a arca partia, dizia Moisés: Levanta-te, Senhor, e dissipados sejam os teus inimigos, e fujam diante de ti os que te odeiam.    4025 4 10 36 E, quando ela pousava, dizia: Volta, ó Senhor, para os muitos milhares de Israel.    4026 4 11 1 Depois o povo tornou-se queixoso, falando o que era mau aos ouvidos do Senhor; e quando o Senhor o ouviu, acendeu-se a sua ira; o fogo do Senhor irrompeu entre eles, e devorou as extremidades do arraial.    4027 4 11 2 Então o povo clamou a Moisés, e Moisés orou ao Senhor, e o fogo se apagou.    4028 4 11 3 Pelo que se chamou aquele lugar Tabera, porquanto o fogo do Senhor se acendera entre eles.    4029 4 11 4 Ora, o vulgo que estava no meio deles veio a ter grande desejo; pelo que os filhos de Israel também tornaram a chorar, e disseram: Quem nos dará carne a comer?    4030 4 11 5 Lembramo-nos dos peixes que no Egito comíamos de graça, e dos pepinos, dos melões, dos porros, das cebolas e dos alhos.    4031 4 11 6 Mas agora a nossa alma se seca; coisa nenhuma há senão este maná diante dos nossos olhos.    4032 4 11 7 E era o maná como a semente do coentro, e a sua aparência como a aparência de bdélio.    4033 4 11 8 O povo espalhava-se e o colhia, e, triturando-o em moinhos ou pisando-o num gral, em panelas o cozia, e dele fazia bolos; e o seu sabor era como o sabor de azeite fresco.    4034 4 11 9 E, quando o orvalho descia de noite sobre o arraial, sobre ele descia também o maná.    4035 4 11 10 Então Moisés ouviu chorar o povo, todas as suas famílias, cada qual à porta da sua tenda; e a ira do Senhor grandemente se acendeu; e aquilo pareceu mal aos olhos de Moisés.    4036 4 11 11 Disse, pois, Moisés ao Senhor: Por que fizeste mal a teu servo, e por que não achei graça aos teus olhos, pois que puseste sobre mim o peso de todo este povo.    4037 4 11 12 Concebi eu porventura todo este povo? dei-o eu à luz, para que me dissesses: Leva-o ao teu colo, como a ama leva a criança de peito, para a terra que com juramento prometeste a seus pais?    4038 4 11 13 Donde teria eu carne para dar a todo este povo? porquanto choram diante de mim, dizendo: Dá-nos carne a comer.    4039 4 11 14 Eu só não posso: levar a todo este povo, porque me é pesado demais.    4040 4 11 15 Se tu me hás de tratar assim, mata-me, peço-te, se tenho achado graça aos teus olhos; e não me deixes ver a minha miséria.    4041 4 11 16 Disse então o Senhor a Moisés: Ajunta-me setenta homens dos anciãos de Israel, que sabes serem os anciãos do povo e seus oficiais; e os trarás perante a tenda da revelação, para que estejam ali contigo.    4042 4 11 17 Então descerei e ali falarei contigo, e tirarei do espírito que está sobre ti, e o porei sobre eles; e contigo levarão eles o peso do povo para que tu não o leves só.    4043 4 11 18 E dirás ao povo: Santificai-vos para amanhã, e comereis carne; porquanto chorastes aos ouvidos do Senhor, dizendo: Quem nos dará carne a comer? pois bem nos ia no Egito. Pelo que o Senhor vos dará carne, e comereis.    4044 4 11 19 Não comereis um dia, nem dois dias, nem cinco dias, nem dez dias, nem vinte dias;    4045 4 11 20 mas um mês inteiro, até vos sair pelas narinas, até que se vos torne coisa nojenta; porquanto rejeitastes ao Senhor, que está no meio de vós, e chorastes diante dele, dizendo: Por que saímos do Egito?    4046 4 11 21 Respondeu Moisés: Seiscentos mil homens de pé é este povo no meio do qual estou; todavia tu tens dito: Dar-lhes-ei carne, e comerão um mês inteiro.    4047 4 11 22 Matar-se-ão para eles rebanhos e gados, que lhes bastem? ou ajuntar-se-ão, para eles todos os peixes do mar, que lhes bastem?    4048 4 11 23 Pelo que replicou o Senhor a Moisés: Porventura tem-se encurtado a mão do Senhor? agora mesmo verás se a minha palavra se há de cumprir ou não.    4049 4 11 24 Saiu, pois, Moisés, e relatou ao povo as palavras do Senhor; e ajuntou setenta homens dentre os anciãos do povo e os colocou ao redor da tenda.    4050 4 11 25 Então o Senhor desceu: na nuvem, e lhe falou; e, tirando do espírito que estava sobre ele, pô-lo sobre aqueles setenta anciãos; e aconteceu que, quando o espírito repousou sobre eles profetizaram, mas depois nunca mais o fizeram.    4051 4 11 26 Mas no arraial ficaram dois homens; chamava-se um Eldade, e o outro Medade; e repousou sobre eles: o espírito, porquanto estavam entre os inscritos, ainda que não saíram para irem à tenda; e profetizavam no arraial.    4052 4 11 27 Correu, pois, um moço, etenho dado os levitas a Arão e a Eldade e Medade profetizaram no arraial.    4053 4 11 28 Então Josué, filho de Num, servidor de Moisés, um dos seus mancebos escolhidos, respondeu e disse: Meu Senhor Moisés, proíbe-lho.    4054 4 11 29 Moisés, porém, lhe disse: Tens tu ciúmes por mim? Oxalá que do povo do Senhor todos fossem profetas, que o Senhor pusesse o seu espírito sobre eles!    4055 4 11 30 Depois Moisés se recolheu ao arraial, ele e os anciãos de Israel.    4056 4 11 31 Soprou, então, um vento da parte do Senhor e, do lado do mar, trouxe codornizes que deixou cair junto ao arraial quase caminho de um dia de um e de outro lado, à roda do arraial, a cerca de dois côvados da terra.    4057 4 11 32 Então o povo, levantando-se, colheu as codornizes por todo aquele dia e toda aquela noite, e por todo o dia seguinte; o que colheu menos, colheu dez hômeres. E as estenderam para si ao redor do arraial.    4058 4 11 33 Quando a carne ainda estava entre os seus dentes, antes que fosse mastigada, acendeu-se a ira do Senhor contra o povo, e feriu o Senhor ao povo com uma praga, mui grande.    4059 4 11 34 Pelo que se chamou aquele lugar Quibrote-Hataavá, porquanto ali enterraram o povo que tivera o desejo.    4060 4 11 35 De Quibrote-Hataavá partiu o povo para Hazerote; e demorou-se em Hazerote.    4061 4 12 1 Ora, falaram Miriã e Arão contra Moisés ,por causa da mulher cuchita que este tomara; porquanto tinha tomado uma mulher cuchita.    4062 4 12 2 E disseram: Porventura falou o Senhor somente por Moisés? Não falou também por nós? E o Senhor o ouviu.    4063 4 12 3 Ora, Moisés era homem mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a terra.    4064 4 12 4 E logo o Senhor disse a Moisés, a Arão e a Miriã: Saí vos três à tenda da revelação. E saíram eles três.    4065 4 12 5 Então o Senhor desceu em uma coluna de nuvem, e se pôs à porta da tenda; depois chamou a Arão e a Miriã, e os dois acudiram.    4066 4 12 6 Então disse: Ouvi agora as minhas palavras: se entre vós houver profeta, eu, o Senhor, a ele me farei conhecer em visão, em sonhos falarei com ele.    4067 4 12 7 Mas não é assim com o meu servo Moisés, que é fiel em toda a minha casa;    4068 4 12 8 boca a boca falo com ele, claramente e não em enigmas; pois ele contempla a forma do Senhor. Por que, pois, não temestes falar contra o meu servo, contra Moisés?    4069 4 12 9 Assim se acendeu a ira do Senhor contra eles; e ele se retirou;    4070 4 12 10 também a nuvem se retirou de sobre a tenda; e eis que Miriã se tornara leprosa, branca como a neve; e olhou Arão para Miriã e eis que estava leprosa.    4071 4 12 11 Pelo que Arão disse a Moisés: Ah, meu senhor! rogo-te não ponhas sobre nós este pecado, porque procedemos loucamente, e pecamos.    4072 4 12 12 Não seja ela como um morto que, ao sair do ventre de sua mãe, tenha a sua carne já meio consumida.    4073 4 12 13 Clamou, pois, Moisés ao Senhor, dizendo: ç Deus, rogo-te que a cures.    4074 4 12 14 Respondeu o Senhor a Moisés: Se seu pai lhe tivesse cuspido na cara não seria envergonhada por sete dias? Esteja fechada por sete dias fora do arraial, e depois se recolherá outra vez.    4075 4 12 15 Assim Miriã esteve fechada fora do arraial por sete dias; e o povo não partiu, enquanto Miriã não se recolheu de novo.    4076 4 12 16 Mas depois o povo partiu de Hazerote, e acampou-se no deserto de Parã.    4077 4 13 1 Então disse o Senhor a Moisés:    4078 4 13 2 Envia homens que espiem a terra de Canaã, que eu hei de dar aos filhos de Israel. De cada tribo de seus pais enviarás um homem, sendo cada qual príncipe entre eles.    4079 4 13 3 Moisés, pois, enviou-os do deserto de Parã, segundo a ordem do Senhor; eram todos eles homens principais dentre os filhos de Israel.    4080 4 13 4 E estes são os seus nomes: da tribo de Rúben, Samua, filho de Zacur;    4081 4 13 5 da tribo de Simeão, Safate, filho de Hori;    4082 4 13 6 da tribo de Judá, Calebe, filho de Jefoné;    4083 4 13 7 da tribo de Issacar, Ioal, filho de José;    4084 4 13 8 da tribo de Efraim, Oséias, filho de Num;    4085 4 13 9 da tribo de Benjamim, Palti, filho de Rafu;    4086 4 13 10 da tribo de Zebulom, Gadiel, filho de Sódi;    4087 4 13 11 da tribo de José, pela tribo de Manassés, Gadi, filho de Susi;    4088 4 13 12 da tribo de Dã, Amiel, filho de Gemali;    4089 4 13 13 da tribo de Aser, Setur, filho de Micael;    4090 4 13 14 da tribo de Naftali, Nabi, filho de Vofsi;    4091 4 13 15 da tribo de Gade, Geuel, filho de Maqui.    4092 4 13 16 Estes são os nomes dos homens que Moisés enviou a espiar a terra. Ora, a Oséias, filho de Num, Moisés chamou Josué.    4093 4 13 17 Enviou-os, pois, Moisés a espiar: a terra de Canaã, e disse-lhes: Subi por aqui para o Negebe, e penetrai nas montanhas;    4094 4 13 18 e vede a terra, que tal é; e o povo que nela habita, se é forte ou fraco, se pouco ou muito;    4095 4 13 19 que tal é a terra em que habita, se boa ou má; que tais são as cidades em que habita, se arraiais ou fortalezas;    4096 4 13 20 e que tal é a terra, se gorda ou magra; se nela há árvores, ou não; e esforçai-vos, e tomai do fruto da terra. Ora, a estação era a das uvas temporãs.    4097 4 13 21 Assim subiram, e espiaram a terra desde o deserto de Zim, até Reobe, à entrada de Hamate.    4098 4 13 22 E subindo para o Negebe, vieram até Hebrom, onde estavam Aimã, Sesai e Talmai, filhos de Anaque. (Ora, Hebrom foi edificada sete anos antes de Zoã no Egito. )    4099 4 13 23 Depois vieram até e vale de Escol, e dali cortaram um ramo de vide com um só cacho, o qual dois homens trouxeram sobre uma verga; trouxeram também romãs e figos.    4100 4 13 24 Chamou-se aquele lugar o vale de Escol, por causa do cacho que dali cortaram os filhos de Israel.    4101 4 13 25 Ao fim de quarenta dias voltaram de espiar a terra.    4102 4 13 26 E, chegando, apresentaram-se a Moisés e a Arão, e a toda a congregação dos filhos de Israel, no deserto de Parã, em Cades; e deram-lhes notícias, a eles e a toda a congregação, e mostraram-lhes o fruto da terra.    4103 4 13 27 E, dando conta a Moisés, disseram: Fomos à terra a que nos enviaste. Ela, em verdade, mana leite e mel; e este é o seu fruto.    4104 4 13 28 Contudo o povo que habita nessa terra é poderoso, e as cidades são fortificadas e mui grandes. Vimos também ali os filhos de Anaque.    4105 4 13 29 Os amalequitas habitam na terra do Negebe; os heteus, os jebuseus e os amorreus habitam nas montanhas; e os cananeus habitam junto do mar, e ao longo do rio Jordão.    4106 4 13 30 Então Calebe, fazendo calar o povo perante Moisés, disse: Subamos animosamente, e apoderemo-nos dela; porque bem poderemos prevalecer contra ela.    4107 4 13 31 Disseram, porém, os homens que subiram com ele: Não poderemos subir contra aquele povo, porque é mais forte do que nos.    4108 4 13 32 Assim, perante os filhos de Israel infamaram a terra que haviam espiado, dizendo: A terra, pela qual passamos para espiá-la, é terra que devora os seus habitantes; e todo o povo que vimos nela são homens de grande estatura.    4109 4 13 33 Também vimos ali os nefilins, isto é, os filhos de Anaque, que são descendentes dos nefilins; éramos aos nossos olhos como gafanhotos; e assim também éramos aos seus olhos.    4110 4 14 1 Então toda a congregação levantou a voz e gritou; e o povo chorou naquela noite.    4111 4 14 2 E todos os filhos de Israel murmuraram contra Moisés e Arão; e toda a congregação lhes disse: Antes tivéssemos morrido na terra do Egito, ou tivéssemos morrido neste deserto!    4112 4 14 3 Por que nos traz o Senhor a esta terra para cairmos à espada? Nossas mulheres e nossos pequeninos serão por presa. Não nos seria melhor voltarmos para o Egito?    4113 4 14 4 E diziam uns aos outros: Constituamos um por chefe o voltemos para o Egito.    4114 4 14 5 Então Moisés e Arão caíram com os rostos por terra perante toda a assembléia da congregação dos filhos de Israel.    4115 4 14 6 E Josué, filho de Num, e Calebe, filho de Jefoné, que eram dos que espiaram a terra, rasgaram as suas vestes;    4116 4 14 7 e falaram a toda a congregação dos filhos de Israel, dizendo: A terra, pela qual passamos para a espiar, é terra muitíssimo boa.    4117 4 14 8 Se o Senhor se agradar de nós, então nos introduzirá nesta terra e no-la dará; terra que mana leite e mel.    4118 4 14 9 Tão somente não sejais rebeldes contra o Senhor, e não temais o povo desta terra, porquanto são eles nosso pão. Retirou-se deles a sua defesa, e o Senhor está conosco; não os temais.    4119 4 14 10 Mas toda a congregação disse que fossem apedrejados. Nisso a glória do Senhor apareceu na tenda da revelação a todos os filhos de Israel.    4120 4 14 11 Disse então o Senhor a Moisés: Até quando me desprezará este povo e até quando não crerá em mim, apesar de todos os sinais que tenho feito no meio dele?    4121 4 14 12 Com pestilência o ferirei, e o rejeitarei; e farei de ti uma nação maior e mais forte do que ele.    4122 4 14 13 Respondeu Moisés ao Senhor: Assim os egípcios o ouvirão, eles, do meio dos quais, com a tua força, fizeste subir este povo,    4123 4 14 14 e o dirão aos habitantes desta terra. Eles ouviram que tu, ó Senhor, estás no meio deste povo; pois tu, ó Senhor, és visto face a face, e a tua nuvem permanece sobre eles, e tu vais adiante deles numa coluna de nuvem de dia, e numa coluna de fogo de noite.    4124 4 14 15 E se matares este povo como a um só homem, então as nações que têm ouvido da tua fama, dirão:    4125 4 14 16 Porquanto o Senhor não podia introduzir este povo na terra que com juramento lhe prometera, por isso os matou no deserto.    4126 4 14 17 Agora, pois, rogo-te que o poder do meu Senhor se engrandeça, segundo tens dito:    4127 4 14 18 O Senhor é tardio em irar-se, e grande em misericórdia; perdoa a iniqüidade e a transgressão; ao culpado não tem por inocente, mas visita a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e a quarta geração.    4128 4 14 19 Perdoa, rogo-te, a iniqüidode deste povo, segundo a tua grande misericórdia, como o tens perdoado desde o Egito até, aqui.    4129 4 14 20 Disse-lhe o Senhor: Conforme a tua palavra lhe perdoei;    4130 4 14 21 tão certo, porém, como eu vivo, e como a glória do Senhor encherá toda a terra,    4131 4 14 22 nenhum de todos os homens que viram a minha glória e os sinais que fiz no Egito e no deserto, e todavia me tentaram estas dez vezes, não obedecendo à minha voz,    4132 4 14 23 nenhum deles verá a terra que com juramento prometi o seus pais; nenhum daqueles que me desprezaram a verá.    4133 4 14 24 Mas o meu servo Calebe, porque nele houve outro espírito, e porque perseverou em seguir-me, eu o introduzirei na terra em que entrou, e a sua posteridade a possuirá.    4134 4 14 25 Ora, os amalequitas e os cananeus habitam no vale; tornai-vos amanhã, e caminhai para o deserto em direção ao Mar Vermelho.    4135 4 14 26 Depois disse o Senhor a Moisés e Arão:    4136 4 14 27 Até quando sofrerei esta má congregação, que murmura contra mim? tenho ouvido as murmurações dos filhos de Israel, que eles fazem contra mim.    4137 4 14 28 Dize-lhes: Pela minha vida, diz o Senhor, certamente conforme o que vos ouvi falar, assim vos hei de fazer:    4138 4 14 29 neste deserto cairão os vossos cadáveres; nenhum de todos vós que fostes contados, segundo toda a vossa conta, de vinte anos para cima, que contra mim murmurastes,    4139 4 14 30 certamente nenhum de vós entrará na terra a respeito da qual jurei que vos faria habitar nela, salvo Calebe, filho de Jefoné, e Josué, filho de Num.    4140 4 14 31 Mas aos vossos pequeninos, dos quais dissestes que seriam por presa, a estes introduzirei na terra, e eles conhecerão a terra que vós rejeitastes.    4141 4 14 32 Quanto a vós, porém, os vossos cadáveres cairão neste deserto;    4142 4 14 33 e vossos filhos serão pastores no deserto quarenta anos, e levarão sobre si as vossas infidelidades, até que os vossos cadáveres se consumam neste deserto.    4143 4 14 34 Segundo o número dos dias em que espiastes a terra, a saber, quarenta dias, levareis sobre vós as vossas iniqüidades por quarenta anos, um ano por um dia, e conhecereis a minha oposição.    4144 4 14 35 Eu, o Senhor, tenho falado; certamente assim o farei a toda esta má congregação, aos que se sublevaram contra mim; neste deserto se consumirão, e aqui morrerão.    4145 4 14 36 Ora, quanto aos homens que Moisés mandara a espiar a terra e que, voltando, fizeram murmurar toda a congregação contra ele, infamando a terra,    4146 4 14 37 aqueles mesmos homens que infamaram a terra morreram de praga perante o Senhor.    4147 4 14 38 Mas Josué, filho de Num, e Calebe, filho de Jefoné, que eram dos homens que foram espiar a terra, ficaram com vida.    4148 4 14 39 Então Moisés falou estas palavras a todos os filhos de Israel, pelo que o povo se entristeceu muito.    4149 4 14 40 Eles, pois, levantando-se de manhã cedo, subiram ao cume do monte, e disseram: Eis-nos aqui; subiremos ao lugar que o Senhor tem dito; porquanto havemos pecado.    4150 4 14 41 Respondeu Moisés: Ora, por que transgredis o mandado do Senhor, visto que isso não prosperará?    4151 4 14 42 Não subais, pois o Senhor não está no meio de vós; para que não sejais feridos diante dos vossos inimigos.    4152 4 14 43 Porque os amalequitas e os cananeus estão ali diante da vossa face, e caireis à espada; pois, porquanto vos desviastes do Senhor, o Senhor não estará convosco.    4153 4 14 44 Contudo, temerariamente subiram eles ao cume do monte; mas a arca do pacto do Senhor, e Moisés, não se apartaram do arrraial.    4154 4 14 45 Então desceram os amalequitas e os cananeus, que habitavam na montanha, e os feriram, derrotando-os até Horma.    4155 4 15 1 Depois disse o Senhor a Moisés:    4156 4 15 2 Fala aos filhos de Israel e díze-lhes: Quando entrardes na terra da vossa habitação, que eu vos hei de dar,    4157 4 15 3 e ao Senhor fizerdes, do gado eu do rebanho, oferta queimada, holocausto ou sacrifício, para cumprir um voto, ou como oferta voluntária, para fazer nas vossos festas fixas um cheiro suave ao Senhor,    4158 4 15 4 Então aquele que fizer a sua oferta, fará ao Senhor uma oferta de cereais de um décimo de efa de flor de farinha, misturada com a quarta parte de um him de azeite;    4159 4 15 5 e de vinho para a oferta de libação prepararás a quarta parte de um him para o holocausto, ou para o sacrifício, para cada cordeiro;    4160 4 15 6 e para cada carneiro prepararás como oferta de cereais, dois décimos de efa de flor de farinha, misturada com a terça parte de um him de azeite;    4161 4 15 7 e de vinho para a oferta de libação oferecerás a terça parte de um him em cheiro suave ao Senhor.    4162 4 15 8 Também, quando preparares novilho para holocausto ou sacrifício, para cumprir um voto, ou um sacrifício de ofertas pacíficas ao Senhor,    4163 4 15 9 com o novilho oferecerás uma oferta de cereais de três décimos de efa, de flor de farinha, misturada com a metade de um him de azeite;    4164 4 15 10 e de vinho para a oferta de libação oferecerás a metade de um him como oferta queimada em cheiro suave ao Senhor.    4165 4 15 11 Assim se fará com cada novilho, ou carneiro, ou com cada um dos cordeiros ou dos cabritos.    4166 4 15 12 Segundo o número que oferecerdes, assim fareis com cada um deles.    4167 4 15 13 Todo natural assim fará estas coisas, ao oferecer oferta queimada em cheiro suave ao Senhor.    4168 4 15 14 Também se peregrinar convosco algum estrangeiro, ou quem quer que estiver entre vos nas vossas gerações, e ele oferecer uma oferta queimada de cheiro suave ao Senhor, como vós fizerdes, assim fará ele.    4169 4 15 15 Quanto à assembléia, haverá um mesmo estatuto para vós e para o estrangeiro que peregrinar convosco, estatuto perpétuo nas vossas gerações; como vós, assim será o peregrino perante o Senhor.    4170 4 15 16 Uma mesma lei e uma mesma ordenança haverá para vós e para o estrangeiro que peregrinar convosco.    4171 4 15 17 Disse mais o Senhor a Moisés:    4172 4 15 18 Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Depois de terdes entrado na terra em que vos hei de introduzir,    4173 4 15 19 será que, ao comerdes do pão da terra, oferecereis ao Senhor uma oferta alçada.    4174 4 15 20 Das primícias da vossa massa oferecereis um bolo em oferta alçada; como a oferta alçada da eira, assim o oferecereis.    4175 4 15 21 Das primícias das vossas massas dareis ao Senhor oferta alçada durante as vossas gerações.    4176 4 15 22 Igualmente, quando vierdes a errar, e não observardes todos esses mandamentos, que o Senhor tem falado a Moisés,    4177 4 15 23 sim, tudo quanto o Senhor vos tem ordenado por intermédio do Moisés, desde o dia em que o Senhor começou a dar os seus mandamentos, e daí em diante pelas vossas gerações,    4178 4 15 24 será que, quando se fizer alguma coisa sem querer, e isso for encoberto aos olhos da congregação, toda a congregação oferecerá um novilho para holocausto em cheiro suave ao Senhor, juntamente com a oferta de cereais do mesmo e a sua oferta de libação, segundo a ordenança, e um bode como sacrifício pelo pecado.    4179 4 15 25 E o sacerdote fará expiação por toda a congregação dos filhos de Israel, e eles serão perdoados; porquanto foi erro, e trouxeram a sua oferta, oferta queimada ao Senhor, e o seu sacrifício pelo pecado perante o Senhor, por causa do seu erro.    4180 4 15 26 Será, pois, perdoada toda a congregação dos filhos de Israel, bem como o estrangeiro que peregrinar entre eles; porquanto sem querer errou o povo todo.    4181 4 15 27 E, se uma só pessoa pecar sem querer, oferecerá uma cabra de um ano como sacrifício pelo pecado.    4182 4 15 28 E o sacerdote fará perante o Senhor expiação pela alma que peca, quando pecar sem querer; e, feita a expiação por ela, será perdoada.    4183 4 15 29 Haverá uma mesma lei para aquele que pecar sem querer, tanto para o natural entre os filhos de Israel, como para o estrangeiro que peregrinar entre eles.    4184 4 15 30 Mas a pessoa que fizer alguma coisa temerariamente, quer seja natural, quer estrangeira, blasfema ao Senhor; tal pessoa será extirpada do meio do seu povo,    4185 4 15 31 por haver desprezado a palavra do Senhor, e quebrado o seu mandamento; essa alma certamente será extirpada, e sobre ela recairá a sua iniqüidade.    4186 4 15 32 Estando, pois, os filhos de Israel no deserto, acharam um homem apanhando lenha no dia de sábado.    4187 4 15 33 E os que o acharam apanhando lenha trouxeram-no a Moisés e a Arão, e a toda a congregação.    4188 4 15 34 E o meteram em prisão, porquanto ainda não estava declarado o que se lhe devia fazer.    4189 4 15 35 Então disse o Senhor a Moisés: certamente será morto o homem; toda a congregação o apedrejará fora do arraial.    4190 4 15 36 Levaram-no, pois, para fora do arraial, e o apedrejaram, de modo que ele morreu; como o Senhor ordenara a Moisés.    4191 4 15 37 Disse mais o Senhor a Moisés:    4192 4 15 38 Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes que façam para si franjas nas bordas das suas vestes, pelas suas gerações; e que ponham nas franjas das bordas um cordão azul.    4193 4 15 39 Tê-lo-eis nas franjas, para que o vejais, e vos lembreis de todos os mandamentos do Senhor, e os observeis; e para que não vos deixeis arrastar à infidelidade pelo vosso coração ou pela vossa vista, como antes o fazíeis;    4194 4 15 40 para que vos lembreis de todos os meus mandamentos, e os observeis, e sejais santos para com o vosso Deus.    4195 4 15 41 Eu sou o senhor vosso Deus, que vos tirei da terra do Egito para ser o vosso Deus. Eu sou o Senhor vosso Deus.    4196 4 16 1 Ora, Corá, filho de Izar, filho de Coate, filho de Levi, juntamente com Datã e Abirão, filhos de Eliabe, e Om, filho de Pelete, filhos de Rúben, tomando certos homens,    4197 4 16 2 levantaram-se perante Moisés, juntamente com duzentos e cinqüenta homens dos filhos de Israel, príncipes da congregação, chamados à assembléia, varões de renome;    4198 4 16 3 e ajuntando-se contra Moisés e contra Arão, disseram-lhes: Demais é o que vos arrogais a vós, visto que toda a congregação e santa, todos eles são santos, e o Senhor está no meio deles; por que, pois, vos elevais sobre a assembléia do Senhor?    4199 4 16 4 Quando Moisés ouviu isso, caiu com o rosto em terra;    4200 4 16 5 depois falou a Corá e a toda a sua companhia, dizendo: Amanhã pela manhã o Senhor fará saber quem é seu, e quem é o santo, ao qual ele fará chegar a si; e aquele a quem escolher fará chegar a si.    4201 4 16 6 Fazei isto: Corá e toda a sua companhia, tomai para vós incensários;    4202 4 16 7 e amanhã, pondo fogo neles, sobre eles deitai incenso perante o Senhor; e será que o homem a quem o Senhor escolher, esse será o santo; demais é o que vos arrogais a vós, filhos de Levi.    4203 4 16 8 Disse mais Moisés a Corá: Ouvi agora, filhos de Levi!    4204 4 16 9 Acaso é pouco para vós que o Deus de Israel vos tenha separado da congregação de Israel, para vos fazer chegar a si, a fim de fazerdes o serviço do tabernáculo do Senhor e estardes perante a congregação para ministrar-lhe,    4205 4 16 10 e te fez chegar, e contigo todos os teus irmãos, os filhos de Levi? procurais também o sacerdócio?    4206 4 16 11 Pelo que tu e toda a tua companhia estais congregados contra o Senhor; e Arão, quem é ele, para que murmureis contra ele?    4207 4 16 12 Então Moisés mandou chamar a Datã e a Abirão, filhos de Eliabe; eles porém responderam: Não subiremos.    4208 4 16 13 É pouco, porventura, que nos tenhas feito subir de uma terra que mana leite e mel, para nos matares no deserto, para que queiras ainda fazer-te príncipe sobre nós?    4209 4 16 14 Ademais, não nos introduziste em uma terra que mana leite e mel, nem nos deste campos e vinhas em herança; porventura cegarás os olhos a estes homens? Não subiremos.    4210 4 16 15 Então Moisés irou-se grandemente, e disse ao Senhor: Não atentes para a sua oferta; nem um só jumento tenho tomado deles, nem a nenhum deles tenho feito mal.    4211 4 16 16 Disse mais Moisés a Corá: Comparecei amanhã tu e toda a tua companhia perante o Senhor; tu e eles, e Arão.    4212 4 16 17 Tome cada um o seu incensário, e ponha nele incenso; cada um traga perante o Senhor o seu incensário, duzentos e cinqüenta incensários; também tu e Arão, cada qual o seu incensário.    4213 4 16 18 Tomou, pois, cada qual o seu incensário, e nele pôs fogo, e nele deitou incenso; e se puseram à porta da tenda da revelação com Moisés e Arão.    4214 4 16 19 E Corá fez ajuntar contra eles toda o congregação à porta da tenda da revelação; então a glória do Senhor apareceu a toda a congregação.    4215 4 16 20 Então disse o senhor a Moisés e a Arão:    4216 4 16 21 Apartai-vos do meio desta congregação, para que eu, num momento, os possa consumir.    4217 4 16 22 Mas eles caíram com os rostos em terra, e disseram: ç Deus, Deus dos espíritos de toda a carne, pecará um só homem, e indignar-te-ás tu contra toda esta congregação?    4218 4 16 23 Respondeu o Senhor a Moisés:    4219 4 16 24 Fala a toda esta congregação, dizendo: Subi do derredor da habitação de Corá, Datã e Abirão.    4220 4 16 25 Então Moisés levantou-se, e foi ter com Datã e Abirão; e seguiram-nos os anciãos de Israel.    4221 4 16 26 E falou à congregação, dizendo: Retirai-vos, peço-vos, das tendas desses homens ímpios, e não toqueis nada do que é seu, para que não pereçais em todos os seus pecados.    4222 4 16 27 Subiram, pois, do derredor da habitação de Corá, Datã e Abirão. E Datã e Abirão saíram, e se puseram à porta das suas tendas, juntamente com suas mulheres, e seus filhos e seus pequeninos.    4223 4 16 28 Então disse Moisés: Nisto conhecereis que o Senhor me enviou a fazer todas estas obras; pois não as tenho feito de mim mesmo.    4224 4 16 29 Se estes morrerem como morrem todos os homens, e se forem visitados como são visitados todos os homens, o Senhor não me enviou.    4225 4 16 30 Mas, se o Senhor criar alguma coisa nova, e a terra abrir a boca e os tragar com tudo o que é deles, e vivos descerem ao Seol, então compreendereis que estes homens têm desprezado o Senhor.    4226 4 16 31 E aconteceu que, acabando ele de falar todas estas palavras, a terra que estava debaixo deles se fendeu;    4227 4 16 32 e a terra abriu a boca e os tragou com as suas famílias, como também a todos os homens que pertenciam a Corá, e a toda a sua fazenda.    4228 4 16 33 Assim eles e tudo o que era seu desceram vivos ao Seol; e a terra os cobriu, e pereceram do meio da congregação,    4229 4 16 34 E todo o Israel, que estava ao seu redor, fugiu ao clamor deles, dizendo: não suceda que a terra nos trague também a nós.    4230 4 16 35 Então saiu fogo do Senhor, e consumiu os duzentos e cinqüenta homens que ofereciam o incenso.    4231 4 16 36 Então disse o Senhor a Moisés:    4232 4 16 37 Dize a Eleazar, filho de Arão, o sacerdote, que tire os incensários do meio do incêndio; e espalha tu o fogo longe; porque se tornaram santos    4233 4 16 38 os incensários daqueles que pecaram contra as suas almas; deles se façam chapas, de obra batida, para cobertura do altar; porquanto os trouxeram perante o Senhor, por isso se tornaram santos; e serão por sinal aos filhos de Israel.    4234 4 16 39 Eleazar, pois, o sacerdote, tomou os incensários de bronze, os quais aqueles que foram queimados tinham oferecido; e os converteram em chapas para cobertura do altar,    4235 4 16 40 para servir de memória aos filhos de Israel, a fim de que nenhum estranho, ninguém que não seja da descendência de Arão, se chegue para queimar incenso perante o Senhor, para que não seja como Corá e a sua companhia; conforme o Senhor dissera a Eleazar por intermédio de Moisés.    4236 4 16 41 Mas no dia seguinte toda oa congregação dos filhos de Israel murmurou contra Moisés e Arão, dizendo: Vós matastes o povo do Senhor.    4237 4 16 42 E tendo-se sublevado a congregação contra Moisés e Arão, dirigiu-se para a tenda da revelação, e eis que a nuvem a cobriu, e a glória do Senhor apareceu.    4238 4 16 43 Vieram, pois, Moisés e Arão à frente da tenda da revelação.    4239 4 16 44 Então disse o Senhor a Moisés:    4240 4 16 45 Levantai-vos do meio desta congregação, para que eu, num momento, a possa consumir. Então caíram com o rosto em terra.    4241 4 16 46 Depois disse Moisés a Arão: Toma o teu incensário, põe nele fogo do altar, deita incenso sobre ele e leva-o depressa à congregação, e faze expiação por eles; porque grande indignação saiu do Senhor; já começou a praga.    4242 4 16 47 Tomou-o Arão, como Moisés tinha falado, e correu ao meio da congregação; e eis que já a praga havia começado entre o povo; e deitando o incenso no incensário, fez expiação pelo povo.    4243 4 16 48 E pôs-se em pé entre os mortos e os vivos, e a praga cessou.    4244 4 16 49 Ora, os que morreram da praga foram catorze mil e setecentos, além dos que morreram no caso de Corá.    4245 4 16 50 E voltou Arão a Moisés à porta da tenda da revelação, pois cessara a praga.    4246 4 17 1 Então disse o Senhor a Moisés:    4247 4 17 2 Fala aos filhos de Israel, e toma deles uma vara para cada casa paterna de todos os seus príncipes, segundo as casas de seus pais, doze varas; e escreve o nome de cada um sobre a sua vara.    4248 4 17 3 O nome de Arão escreverás sobre a vara de Levi; porque cada cabeça das casas de seus pais terá uma vara.    4249 4 17 4 E as porás na tenda da revelação, perante o testemunho, onde venho a vós.    4250 4 17 5 Então brotará a vara do homem que eu escolher; assim farei cessar as murmurações dos filhos de Israel contra mim, com que murmuram contra vós.    4251 4 17 6 Falou, pois, Moisés aos filhos de Israel, e todos os seus príncipes deram-lhe varas, cada príncipe uma, segundo as casas de seus pais, doze varas; e entre elas estava a vara de Arão.    4252 4 17 7 E Moisés depositou as varas perante o Senhor na tenda do testemunho.    4253 4 17 8 Sucedeu, pois, no dia seguinte, que Moisés entrou na tenda do testemunho, e eis que a vara de Arão, pela casa de Levi, brotara, produzira gomos, rebentara em flores e dera amêndoas maduras.    4254 4 17 9 Então Moisés trouxe todas as varas de diante do Senhor a todos os filhos de Israel; e eles olharam, e tomaram cada um a sua vara.    4255 4 17 10 Então o Senhor disse a Moisés: Torna a pôr a vara de Arão perante o testemunho, para se guardar por sinal contra os filhos rebeldes; para que possas fazer acabar as suas murmuraçoes contra mim, a fim de que não morram.    4256 4 17 11 Assim fez Moisés; como lhe ordenara o Senhor, assim fez.    4257 4 17 12 Então disseram os filhos de Israel a Moisés: Eis aqui, nós expiramos, perecemos, todos nós perecemos.    4258 4 17 13 Todo aquele que se aproximar, sim, todo o que se aproximar do tabernáculo do Senhor, morrerá; porventura pereceremos todos?    4259 4 18 1 Depois disse o Senhor a Arão: Tu e teus filhos, e a casa de teu pai contigo, levareis a iniqüidade do santuário; e tu e teus filhos contigo levareis a iniqüidade do vosso sacerdócio.    4260 4 18 2 Faze, pois, chegar contigo também teus irmãos, a tribo de Levi, a tribo de teu pai, para que se ajuntem a ti, e te sirvam; mas tu e teus filhos contigo estareis perante a tenda do testemunho.    4261 4 18 3 Eles cumprirão as tuas ordens, e assumirão o encargo de toda a tenda; mas não se chegarão aos utensílios do santuário, nem ao altar, para que não morram, assim eles, como vós.    4262 4 18 4 Mas se ajuntarão a ti, e assumirão o encargo da tenda da revelação, para todo o serviço da tenda; e o estranho não se chegará a vós.    4263 4 18 5 Vós, pois, assumireis o encargo do santuário e o encargo do altar, para que não haja outra vez furor sobre os filhos de Israel.    4264 4 18 6 Eis que eu tenho tomado vossos irmãos, os levitas, do meio dos filhos de Israel; eles vos são uma dádiva, feita ao Senhor, para fazerem o serviço da tenda da revelação.    4265 4 18 7 Mas tu e teus filhos contigo cumprireis o vosso sacerdócio no tocante a tudo o que é do altar, e a tudo o que está dentro do véu; nisso servireis. Eu vos dou o sacerdócio como dádiva ministerial, e o estranho que se chegar será morto.    4266 4 18 8 Disse mais o Senhor a Arão: Eis que eu te tenho dado as minhas ofertas alçadas, com todas as coisas santificadas dos filhos de Israel; a ti as tenho dado como porção, e a teus filhos como direito perpétuo.    4267 4 18 9 Das coisas santíssimas reservadas do fogo serão tuas todas as suas ofertas, a saber, todas as ofertas de cereais, todas as ofertas pelo pecado e todas as ofertas pela culpa, que me entregarem; estas coisas serão santíssimas para ti e para teus filhos.    4268 4 18 10 Num lugar santo as comerás; delas todo varão comerá; santas te serão.    4269 4 18 11 Também isto será teu: a oferta alçada das suas dádivas, com todas as ofertas de movimento dos filhos de Israel; a ti, a teus filhos, e a tuas filhas contigo, as tenho dado como porção, para sempre. Todo o que na tua casa estiver limpo, comerá delas.    4270 4 18 12 Tudo o que do azeite há de melhor, e tudo o que do mosto e do grão há de melhor, as primícias destes que eles derem ao Senhor, a ti as tenho dado.    4271 4 18 13 Os primeiros frutos de tudo o que houver na sua terra, que trouxerem ao Senhor, serão teus. Todo o que na tua casa estiver limpo comerá deles.    4272 4 18 14 Toda coisa consagrada em Israel será tua.    4273 4 18 15 Todo primogênito de toda a carne, que oferecerem ao Senhor, tanto de homens como de animais, será teu; contudo os primogênitos dos homens certamente remirás; também os primogênitos dos animais imundos remirás.    4274 4 18 16 Os que deles se houverem de remir, desde a idade de um mês os remirás, segundo a tua avaliação, por cinco siclos de dinheiro, segundo o siclo do santuário, que é de vinte jeiras.    4275 4 18 17 Mas o primogênito da vaca, o primogênito da ovelha, e o primogênito da cabra não remirás, porque eles são santos. Espargirás o seu sangue sobre o altar, e queimarás a sua gordura em oferta queimada, de cheiro suave ao Senhor.    4276 4 18 18 E a carne deles será tua, bem como serão teus o peito da oferta de movimento e a coxa direita.    4277 4 18 19 Todas as ofertas alçadas das coisas sagradas, que os filhos de Israel oferecerem ao Senhor, eu as tenho dado a ti, a teus filhos e a tuas filhas contigo, como porção, para sempre; é um pacto perpétuo de sal perante o Senhor, para ti e para a tua descendência contigo.    4278 4 18 20 Disse também o Senhor a Arão: Na sua terra herança nenhuma terás, e no meio deles nenhuma porção terás; eu sou a tua porção e a tua herança entre os filhos de Israel.    4279 4 18 21 Eis que aos filhos de Levi tenho dado todos os dízimos em Israel por herança, pelo serviço que prestam, o serviço da tenda da revelação.    4280 4 18 22 Ora, nunca mais os filhos de Israel se chegarão à tenda da revelação, para que não levem sobre si o pecado e morram.    4281 4 18 23 Mas os levitas farão o serviço da tenda da revelação, e eles levarão sobre si a sua iniqüidade; pelas vossas gerações estatuto perpétuo será; e no meio dos filhos de Israel nenhuma herança terão.    4282 4 18 24 Porque os dízimos que os filhos de Israel oferecerem ao Senhor em oferta alçada, eu os tenho dado por herança aos levitas; porquanto eu lhes disse que nenhuma herança teriam entre os filhos de Israel.    4283 4 18 25 Disse mais o Senhor a Moisés:    4284 4 18 26 Também falarás aos levitas, e lhes dirás: Quando dos filhos de Israel receberdes os dízimos, que deles vos tenho dado por herança, então desses dízimos fareis ao Senhor uma oferta alçada, o dízimo dos dízimos.    4285 4 18 27 E computar-se-á a vossa oferta alçada, como o grão da eira, e como a plenitude do lagar.    4286 4 18 28 Assim fareis ao Senhor uma oferta alçada de todos os vossos dízimos, que receberdes dos filhos de Israel; e desses dízimos dareis a oferta alçada do Senhor a Arão, o sacerdote.    4287 4 18 29 De todas as dádivas que vos forem feitas, oferecereis, do melhor delas, toda a oferta alçada do Senhor, a sua santa parte.    4288 4 18 30 Portanto lhes dirás: Quando fizerdes oferta alçada do melhor dos dízimos, será ela computada aos levitas, como a novidade da eira e como a novidade do lagar.    4289 4 18 31 E o comereis em qualquer lugar, vós e as vossas famílias; porque é a vossa recompensa pelo vosso serviço na tenda da revelação.    4290 4 18 32 Pelo que não levareis sobre vós pecado, se tiverdes alçado o que deles há de melhor; e não profanareis as coisas sagradas dos filhos de Israel, para que não morrais.    4291 4 19 1 Disse mais o Senhor a Moisés e a Arão:    4292 4 19 2 Este é o estatuto da lei que o Senhor ordenou, dizendo: Dize aos filhos de Israel que te tragam uma novilha vermelha sem defeito, que não tenha mancha, e sobre a qual não se tenha posto jugo:    4293 4 19 3 Entregá-la-eis a Eleazar, o sacerdote; ele a tirará para fora do arraial, e a imolarão diante dele.    4294 4 19 4 Eleazar, o sacerdote, tomará do sangue com o dedo, e dele espargirá para a frente da tenda da revelação sete vezes.    4295 4 19 5 Então à vista dele se queimará a novilha, tanto o couro e a carne, como o sangue e o excremento;    4296 4 19 6 e o sacerdote, tomando pau do cedro, hissopo e carmesim, os lançará no meio do fogo que queima a novilha.    4297 4 19 7 Então o sacerdote lavará as suas vestes e banhará o seu corpo em água; depois entrará no arraial; e o sacerdote será imundo até a tarde.    4298 4 19 8 Também o que a tiver queimado lavará as suas vestes e banhará o seu corpo em água, e sera imundo até a tarde.    4299 4 19 9 E um homem limpo recolherá a cinza da novilha, e a depositará fora do arraial, num lugar limpo, e ficará ela guardada para a congregação dos filhos de Israel, para a água de purificação; é oferta pelo pecado.    4300 4 19 10 E o que recolher a cinza da novilha lavará as suas vestes e será imundo até a tarde; isto será por estatuto perpétuo aos filhos de Israel e ao estrangeiro que peregrina entre eles.    4301 4 19 11 Aquele que tocar o cadáver de algum homem, será imundo sete dias.    4302 4 19 12 Ao terceiro dia o mesmo se purificará com aquela água, e ao sétimo dia se tornará limpo; mas, se ao terceiro dia não se purificar, não se tornará limpo ao sétimo dia.    4303 4 19 13 Todo aquele que tocar o cadáver de algum homem que tenha morrido, e não se purificar, contamina o tabernáculo do Senhor; e essa alma será extirpada de Israel; porque a água da purificação não foi espargida sobre ele, continua imundo; a sua imundícia está ainda sobre ele.    4304 4 19 14 Esta é a lei, quando um homem morrer numa tenda: todo aquele que entrar na tenda, e todo aquele que nela estiver, será imundo sete dias.    4305 4 19 15 Também, todo vaso aberto, sobre que não houver pano atado, será imundo.    4306 4 19 16 E todo aquele que no campo tocar alguém que tenha sido morto pela espada, ou outro cadáver, ou um osso de algum homem, ou uma sepultura, será imundo sete dias.    4307 4 19 17 Para o imundo, pois, tomarão da cinza da queima da oferta pelo pecado, e sobre ela deitarão água viva num vaso;    4308 4 19 18 e um homem limpo tomará hissopo, e o molhará na água, e a espargirá sobre a tenda, sobre todos os objetos e sobre as pessoas que ali estiverem, como também sobre aquele que tiver tocado o osso, ou o que foi morto, ou o que faleceu, ou a sepultura.    4309 4 19 19 Também o limpo, ao terceiro dia e ao sétimo dia, a espargirá sobre o imundo, e ao sétimo dia o purificará; e o que era imundo lavará as suas vestes, e se banhará em água, e à tarde será limpo.    4310 4 19 20 Mas o que estiver imundo e não se purificar, esse será extirpado do meio da assembléia, porquanto contaminou o santuário do Senhor; a água de purificação não foi espargida sobre ele; é imundo.    4311 4 19 21 Isto lhes será por estatuto perpétuo: o que espargir a água de purificação lavará as suas vestes; e o que tocar a água de purificação será imundo até a tarde.    4312 4 19 22 E tudo quanto o imundo tocar também será imundo; e a pessoa que tocar naquilo será imunda até a tarde.    4313 4 20 1 Os filhos de Israel, a congregação toda, chegaram ao deserto de Zim no primeiro mês, e o povo ficou em Cades. Ali morreu Miriã, e ali foi sepultada.    4314 4 20 2 Ora, não havia água para a congregação; pelo que se ajuntaram contra Moisés e Arão.    4315 4 20 3 E o povo contendeu com Moisés, dizendo: Oxalá tivéssemos perecido quando pereceram nossos irmãos perante o Senhor!    4316 4 20 4 Por que trouxestes a congregação do Senhor a este deserto, para que morramos aqui, nós e os nossos animais?    4317 4 20 5 E por que nos fizestes subir do Egito, para nos trazer a este mau lugar? lugar onde não há semente, nem figos, nem vides, nem romãs, nem mesmo água para beber.    4318 4 20 6 Então Moisés e Arão se foram da presença da assembléia até a porta da tenda da revelação, e se lançaram com o rosto em terra; e a glória do Senhor lhes apareceu.    4319 4 20 7 E o Senhor disse a Moisés:    4320 4 20 8 Toma a vara, e ajunta a congregação, tu e Arão, teu irmão, e falai à rocha perante os seus olhos, que ela dê as suas águas. Assim lhes tirarás água da rocha, e darás a beber à congregação e aos seus animais.    4321 4 20 9 Moisés, pois, tomou a vara de diante do senhor, como este lhe ordenou.    4322 4 20 10 Moisés e Arão reuniram a assembléia diante da rocha, e Moisés disse-lhes: Ouvi agora, rebeldes! Porventura tiraremos água desta rocha para vós?    4323 4 20 11 Então Moisés levantou a mão, e feriu a rocha duas vezes com a sua vara, e saiu água copiosamente, e a congregação bebeu, e os seus animais.    4324 4 20 12 Pelo que o Senhor disse a Moisés e a Arão: Porquanto não me crestes a mim, para me santificardes diante dos filhos de Israel, por isso não introduzireis esta congregação na terra que lhes dei.    4325 4 20 13 Estas são as águas de Meribá, porque ali os filhos de Israel contenderam com o Senhor, que neles se santificou.    4326 4 20 14 De Cades, Moisés enviou mensageiros ao rei de Edom, dizendo: Assim diz teu irmão Israel: Tu sabes todo o trabalho que nos tem sobrevindo;    4327 4 20 15 como nossos pais desceram ao Egito, e nós no Egito habitamos muito tempo; e como os egípcios nos maltrataram, a nós e a nossos pais;    4328 4 20 16 e quando clamamos ao Senhor, ele ouviu a nossa voz, e mandou um anjo, e nos tirou do Egito; e eis que estamos em Cades, cidade na extremidade dos teus termos.    4329 4 20 17 Deixa-nos, pois, passar pela tua terra; não passaremos pelos campos, nem pelas vinhas, nem beberemos a água dos poços; iremos pela estrada real, não nos desviando para a direita nem para a esquerda, até que tenhamos passado os teus termos.    4330 4 20 18 Respondeu-lhe Edom: Não passaras por mim, para que eu não saia com a espada ao teu encontro.    4331 4 20 19 Os filhos de Israel lhe replicaram: Subiremos pela estrada real; e se bebermos das tuas águas, eu e o meu gado, darei o preço delas; sob condição de eu nada mais fazer, deixa-me somente passar a pé.    4332 4 20 20 Edom, porém, respondeu: Não passarás. E saiu-lhe ao encontro com muita gente e com mão forte.    4333 4 20 21 Assim recusou Edom deixar Israel passar pelos seus termos; pelo que Israel se desviou dele.    4334 4 20 22 Então partiram de Cades; e os filhos de Israel, a congregação toda, chegaram ao monte Hor.    4335 4 20 23 E falou o Senhor a Moisés e a Arão no monte Hor, nos termos da terra de Edom, dizendo:    4336 4 20 24 Arão será recolhido a seu povo, porque não entrará na terra que dei aos filhos de Israel, porquanto fostes rebeldes contra a minha palavra no tocante às águas de Meribá.    4337 4 20 25 Toma a Arão e a Eleazar, seu filho, e faze-os subir ao monte Hor;    4338 4 20 26 e despe a Arão as suas vestes, e as veste a Eleazar, seu filho, porque Arão será recolhido, e morrerá ali.    4339 4 20 27 Fez, pois, Moisés como o Senhor lhe ordenara; e subiram ao monte Hor perante os olhos de toda a congregação.    4340 4 20 28 Moisés despiu a Arão as vestes, e as vestiu a Eleazar, seu filho; e morreu Arão ali sobre o cume do monte; e Moisés e Eleazar desceram do monte.    4341 4 20 29 Vendo, pois, toda a congregação que Arão era morto, chorou-o toda a casa de Israel por trinta dias.    4342 4 21 1 Ora, ouvindo o cananeu, rei de Arade, que habitava no Negebe, que Israel vinha pelo caminho de Atarim, pelejou contra Israel, e levou dele alguns prisioneiros.    4343 4 21 2 Então Israel fez um voto ao Senhor, dizendo: Se na verdade entregares este povo nas minhas mãos, destruirei totalmente as suas cidades.    4344 4 21 3 O Senhor, pois, ouviu a voz de Israel, e entregou-lhe os cananeus; e os israelitas os destruíram totalmente, a eles e às suas cidades; e chamou-se aquele lugar Horma.    4345 4 21 4 Então partiram do monte Hor, pelo caminho que vai ao Mar Vermelho, para rodearem a terra de Edom; e a alma do povo impacientou-se por causa do caminho.    4346 4 21 5 E o povo falou contra Deus e contra Moisés: Por que nos fizestes subir do Egito, para morrermos no deserto? pois aqui não há pão e não há água: e a nossa alma tem fastio deste miserável pão.    4347 4 21 6 Então o Senhor mandou entre o povo serpentes abrasadoras, que o mordiam; e morreu muita gente em Israel.    4348 4 21 7 Pelo que o povo veio a Moisés, e disse: Pecamos, porquanto temos falado contra o Senhor e contra ti; ora ao Senhor para que tire de nós estas serpentes. Moisés, pois, orou pelo povo.    4349 4 21 8 Então disse o Senhor a Moisés: Faze uma serpente de bronze, e põe-na sobre uma haste; e será que todo mordido que olhar para ela viverá.    4350 4 21 9 Fez, pois, Moisés uma serpente de bronze, e pô-la sobre uma haste; e sucedia que, tendo uma serpente mordido a alguém, quando esse olhava para a serpente de bronze, vivia.    4351 4 21 10 Partiram, então, os filhos de Israel, e acamparam-se em Obote.    4352 4 21 11 Depois partiram de Obote, e acamparam-se em Ije-Abarim, no deserto que está defronte de Moabe, para o nascente.    4353 4 21 12 Dali partiram, e acamparam-se no vale de Zerede.    4354 4 21 13 E, partindo dali, acamparam-se além do Arnom, que está no deserto e sai dos termos dos amorreus; porque o Arnom é o termo de Moabe, entre Moabe e os amorreus.    4355 4 21 14 Pelo que se diz no livro das guerras do Senhor: Vaebe em Sufa, e os vales do Arnom,    4356 4 21 15 e o declive dos vales, que se inclina para a situação Ar, e se encosta aos termos de Moabe    4357 4 21 16 Dali vieram a Beer; esse é o poço do qual o Senhor disse a Moisés: Ajunta o povo, e lhe darei água.    4358 4 21 17 Então Israel cantou este cântico: Brota, ó poço! E vós, entoai-lhe cânticos!    4359 4 21 18 Ao poço que os príncipes cavaram, que os nobres do povo escavaram com o bastão, e com os seus bordões. Do deserto vieram a Matana;    4360 4 21 19 de Matana a Naaliel; de Naaliel a Bamote;    4361 4 21 20 e de Bamote ao vale que está no campo de Moabe, ao cume de Pisga, que dá para o deserto.    4362 4 21 21 Então Israel mandou mensageiros a Siom, rei dos amorreus, a dizer-lhe:    4363 4 21 22 Deixa-me passar pela tua terra; não nos desviaremos para os campos nem para as vinhas; as águas dos poços não beberemos; iremos pela estrada real até que tenhamos passado os teus termos.    4364 4 21 23 Siom, porém, não deixou Israel passar pelos seus termos; pelo contrário, ajuntou todo o seu povo, saiu ao encontro de Israel no deserto e, vindo a Jaza, pelejou contra ele.    4365 4 21 24 Mas Israel o feriu ao fio da espada, e apoderou-se da sua terra, desde o Arnom até o Jaboque, até os amonitas; porquanto a fronteira dos amonitas era fortificada.    4366 4 21 25 Assim Israel tomou todas as cidades dos amorreus e habitou nelas, em Hesbom e em todas as suas aldeias.    4367 4 21 26 Porque Hesbom era a cidade de Siom, rei dos amorreus, que pelejara contra o precedente rei de Moabe, e tomara da mão dele toda a sua terra até o Arnom.    4368 4 21 27 Pelo que dizem os que falam por provérbios: Vinde a Hesbom! edifique-se e estabeleça-se a cidade de Siom!    4369 4 21 28 Porque fogo saiu de Hesbom, e uma chama da cidade de Siom; e devorou a Ar de Moabe, aos senhores dos altos do Arnom.    4370 4 21 29 Ai de ti, Moabe! perdido estás, povo de Quemós! Entregou seus filhos como fugitivos, e suas filhas como cativas, a Siom, rei dos amorreus.    4371 4 21 30 Nós os asseteamos; Hesbom está destruída até Dibom, e os assolamos até Nofá, que se estende até Medeba.    4372 4 21 31 Assim habitou Israel na terra dos amorreus.    4373 4 21 32 Depois Moisés mandou espiar a Jazer, e tomaram as suas aldeias e expulsaram os amorreus que ali estavam.    4374 4 21 33 Então viraram-se, e subiram pelo caminho de Basã. E Ogue, rei de Basã, saiu-lhes ao encontro, ele e todo o seu povo, para lhes dar batalha em Edrei.    4375 4 21 34 Disse, pois, o Senhor a Moisés: Não o temas, porque eu to entreguei na mão, a ele, a todo o seu povo, e à sua terra; e far-lhe-ás como fizeste a Siom, rei dos amorreus, que habitava em Hesbom.    4376 4 21 35 Assim o feriram, a ele e seus filhos, e a todo o seu povo, até que nenhum lhe ficou restando; também se apoderaram da terra dele.    4377 4 22 1 Depois os filhos de Israel partiram, e acamparam-se nas planícies de Moabe, além do Jordão, na altura de Jericó.    4378 4 22 2 Ora, Balaque, filho de Zipor, viu tudo o que Israel fizera aos amorreus.    4379 4 22 3 E Moabe tinha grande medo do povo, porque era muito; e Moabe andava angustiado por causa dos filhos de Israel.    4380 4 22 4 Por isso disse aos anciãos de Midiã: Agora esta multidão lamberá tudo quanto houver ao redor de nós, como o boi lambe a erva do campo. Nesse tempo Balaque, filho de Zipor, era rei de Moabe.    4381 4 22 5 Ele enviou mensageiros a Balaão, filho de Beor, a Petor, que está junto ao rio, à terra dos filhos do seu povo, a fim de chamá-lo, dizendo: Eis que saiu do Egito um povo, que cobre a face da terra e estaciona defronte de mim.    4382 4 22 6 Vem pois agora, rogo-te, amaldiçoar-me este povo, pois mais poderoso é do que eu; porventura prevalecerei, de modo que o possa ferir e expulsar da terra; porque eu sei que será abençoado aquele a quem tu abençoares, e amaldiçoado aquele a quem tu amaldiçoares.    4383 4 22 7 Foram-se, pois, os anciãos de Moabe e os anciãos de Midiã, com o preço dos encantamentos nas mãos e, chegando a Balaão, referiram-lhe as palavras de Balaque.    4384 4 22 8 Ele lhes respondeu: Passai aqui esta noite, e vos trarei a resposta, como o Senhor me falar. Então os príncipes de Moabe ficaram com Balaão.    4385 4 22 9 Então veio Deus a Balaão, e perguntou: Quem são estes homens que estão contigo?    4386 4 22 10 Respondeu Balaão a Deus: Balaque, filho de Zipor, rei de Moabe, mos enviou, dizendo:    4387 4 22 11 Eis que o povo que saiu do Egito cobre a face da terra; vem agora amaldiçoar-mo; porventura poderei pelejar contra ele e expulsá-lo.    4388 4 22 12 E Deus disse a Balaão: Não irás com eles; não amaldiçoarás a este povo, porquanto é bendito.    4389 4 22 13 Levantando-se Balaão pela manhã, disse aos príncipes de Balaque: Ide para a vossa terra, porque o Senhor recusa deixar-me ir convosco.    4390 4 22 14 Levantaram-se, pois, os príncipes de Moabe, vieram a Balaque e disseram: Balaão recusou vir conosco.    4391 4 22 15 Balaque, porém, tornou a enviar príncipes, em maior número e mais honrados do que aqueles.    4392 4 22 16 Estes vieram a Balaão e lhe disseram: Assim diz Balaque, filho de Zipor: Rogo-te que não te demores em vir a mim,    4393 4 22 17 porque grandemente te honrarei, e farei tudo o que me disseres; vem pois, rogo-te, amaldiçoar-me este povo.    4394 4 22 18 Respondeu Balaão aos servos de Balaque: Ainda que Balaque me quisesse dar a sua casa cheia de prata e de ouro, eu não poderia ir além da ordem do Senhor meu Deus, para fazer coisa alguma, nem pequena nem grande.    4395 4 22 19 Agora, pois, rogo-vos que fiqueis aqui ainda esta noite, para que eu saiba o que o Senhor me dirá mais.    4396 4 22 20 Veio, pois, Deus a Balaão, de noite, e disse-lhe: Já que esses homens te vieram chamar, levanta-te, vai com eles; todavia, farás somente aquilo que eu te disser.    4397 4 22 21 Então levantou-se Balaão pela manhã, albardou a sua jumenta, e partiu com os príncipes de Moabe.    4398 4 22 22 A ira de Deus se acendeu, porque ele ia, e o anjo do Senhor pôs-se-lhe no caminho por adversário. Ora, ele ia montado na sua jumenta, tendo consigo os seus dois servos.    4399 4 22 23 A jumenta viu o anjo do Senhor parado no caminho, com a sua espada desembainhada na mão e, desviando-se do caminho, meteu-se pelo campo; pelo que Balaão espancou a jumenta para fazê-la tornar ao caminho.    4400 4 22 24 Mas o anjo do Senhor pôs-se numa vereda entre as vinhas, havendo uma sebe de um e de outro lado.    4401 4 22 25 Vendo, pois, a jumenta o anjo do Senhor, coseu-se com a sebe, e apertou contra a sebe o pé de Balaão; pelo que ele tornou a espancá-la.    4402 4 22 26 Então o anjo do Senhor passou mais adiante, e pôs-se num lugar estreito, onde não havia caminho para se desviar nem para a direita nem para a esquerda.    4403 4 22 27 E, vendo a jumenta o anjo do Senhor, deitou-se debaixo de Balaão; e a ira de Balaão se acendeu, e ele espancou a jumenta com o bordão.    4404 4 22 28 Nisso abriu o Senhor a boca da jumenta, a qual perguntou a Balaão: Que te fiz eu, para que me espancasses estas três vezes?    4405 4 22 29 Respondeu Balaão à jumenta: Porque zombaste de mim; oxalá tivesse eu uma espada na mão, pois agora te mataria.    4406 4 22 30 Tornou a jumenta a Balaão: Porventura não sou a tua jumenta, em que cavalgaste toda a tua vida até hoje? Porventura tem sido o meu costume fazer assim para contigo? E ele respondeu: Não.    4407 4 22 31 Então o Senhor abriu os olhos a Balaão, e ele viu o anjo do Senhor parado no caminho, e a sua espada desembainhada na mão; pelo que inclinou a cabeça, e prostrou-se com o rosto em terra.    4408 4 22 32 Disse-lhe o anjo do senhor: Por que já três vezes espancaste a tua jumenta? Eis que eu te saí como adversário, porquanto o teu caminho é perverso diante de mim;    4409 4 22 33 a jumenta, porém, me viu, e já três vezes se desviou de diante de mim; se ela não se tivesse desviado de mim, na verdade que eu te haveria matado, deixando a ela com vida.    4410 4 22 34 Respondeu Balaão ao anjo do Senhor: pequei, porque não sabia que estavas parado no caminho para te opores a mim; e agora, se parece mal aos teus olhos, voltarei.    4411 4 22 35 Tornou o anjo do Senhor a Balaão: Vai com os mem, ou uma somente a palavra que eu te disser é que falarás. Assim Balaão seguiu com os príncipes de Balaque:    4412 4 22 36 Tendo, pois, Balaque ouvido que Balaão vinha chegando, saiu-lhe ao encontro até Ir-Moabe, cidade fronteira que está à margem do Arnom.    4413 4 22 37 Perguntou Balaque a Balaão: Porventura não te enviei diligentemente mensageiros a chamar-te? por que não vieste a mim? não posso eu, na verdade, honrar-te?    4414 4 22 38 Respondeu Balaão a Balaque: Eis que sou vindo a ti; porventura poderei eu agora, de mim mesmo, falar alguma coisa? A palavra que Deus puser na minha boca, essa falarei.    4415 4 22 39 E Balaão foi com Balaque, e chegaram a Quiriate-Huzote.    4416 4 22 40 Então Balaque ofereceu em sacrifício bois e ovelhas, e deles enviou a Balaão e aos príncipes que estavam com ele.    4417 4 22 41 E sucedeu que, pela manhã, Balaque tomou a Balaão, e o levou aos altos de Baal, e viu ele dali a parte extrema do povo.    4418 4 23 1 Disse Balaão a Balaque: Edifica-me aqui sete altares e prepara-me aqui sete novilhos e sete carneiros.    4419 4 23 2 Fez, pois, Balaque como Balaão dissera; e Balaque e Balaão ofereceram um novilho e um carneiro sobre cada altar.    4420 4 23 3 Então Balaão disse a Balaque: Fica aqui em pé junto ao teu holocausto, e eu irei; porventura o Senhor me sairá ao encontro, e o que ele me mostrar, eu to direi. E foi a um lugar alto.    4421 4 23 4 E quando Deus se encontrou com Balaão, este lhe disse: Preparei os sete altares, e ofereci um novilho e um carneiro sobre cada altar.    4422 4 23 5 Então o senhor pôs uma palavra na boca de Balaão, e disse: Volta para Balaque, e assim falarás.    4423 4 23 6 Voltou, pois, para ele, e eis que estava em pé junto ao seu holocausto, ele e todos os príncipes de Moabe.    4424 4 23 7 Então proferiu Balaão a sua parábola, dizendo: De Arã me mandou trazer Balaque, o rei de Moabe, desde as montanhas do Oriente, dizendo: Vem, amaldiçoa-me a Jacó; vem, denuncia a Israel.    4425 4 23 8 Como amaldiçoarei a quem Deus não amaldiçoou? e como denunciarei a quem o Senhor não denunciou?    4426 4 23 9 Pois do cume das penhas o vejo, e dos outeiros o contemplo; eis que é um povo que habita só, e entre as nações não será contado.    4427 4 23 10 Quem poderá contar o pó de Jacó e o número da quarta parte de Israel? Que eu morra a morte dos justos, e seja o meu fim como o deles.    4428 4 23 11 Então disse Balaque a Balaão: Que me fizeste? Chamei-te para amaldiçoares os meus inimigos, e eis que inteiramente os abençoaste.    4429 4 23 12 E ele respondeu: Porventura não terei cuidado de falar o que o Senhor me puser na boca?    4430 4 23 13 Então Balaque lhe disse: Rogo-te que venhas comigo a outro lugar, donde o poderás ver; verás somente a última parte dele, mas a todo ele não verás; e amaldiçoa-mo dali.    4431 4 23 14 Assim o levou ao campo de Zofim, ao cume de Pisga; e edificou sete altares, e ofereceu um novilho e um carneiro sobre cada altar.    4432 4 23 15 Disse Balaão a Balaque: Fica aqui em pé junto ao teu holocausto, enquanto eu vou ali ao encontro do Senhor.    4433 4 23 16 E, encontrando-se o Senhor com Balaão, pôs-lhe na boca uma palavra, e disse: Volta para Balaque, e assim falarás.    4434 4 23 17 Voltou, pois, para ele, e eis que estava em pé junto ao seu holocausto, e os príncipes de Moabe com ele. Perguntou-lhe, pois, Balaque: Que falou o Senhor?    4435 4 23 18 Então proferiu Balaão a sua parábola, dizendo: Levanta-te, Balaque, e ouve; escuta-me, filho de Zipor;    4436 4 23 19 Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa. Porventura, tendo ele dito, não o fará? ou, havendo falado, não o cumprirá?    4437 4 23 20 Eis que recebi mandado de abençoar; pois ele tem abençoado, e eu não o posso revogar.    4438 4 23 21 Não se observa iniqüidade em Jacó, nem se vê maldade em Israel; o senhor seu Deus é com ele, no meio dele se ouve a aclamação dum rei;    4439 4 23 22 É Deus que os vem tirando do Egito; as suas forças são como as do boi selvagem.    4440 4 23 23 Contra Jacó, pois, não há encantamento, nem adivinhação contra Israel. Agora se dirá de Jacó e de Israel: Que coisas Deus tem feito!    4441 4 23 24 Eis que o povo se levanta como leoa, e se ergue como leão; não se deitará até que devore a presa, e beba o sangue dos que foram mortos:    4442 4 23 25 Então Balaque disse a Balaão: Nem o amaldiçoes, nem tampouco o abençoes:    4443 4 23 26 Respondeu, porém, Balaão a Balaque: Não te falei eu, dizendo: Tudo o que o Senhor falar, isso tenho de fazer?    4444 4 23 27 Tornou Balaque a Balaão: Vem agora, e te levarei a outro lugar; porventura parecerá bem aos olhos de Deus que dali mo amaldiçoes.    4445 4 23 28 Então Balaque levou Balaão ao cume de Peor, que dá para o deserto.    4446 4 23 29 E Balaão disse a Balaque: Edifica-me aqui sete altares, e prepara-me aqui sete novilhos e sete carneiros.    4447 4 23 30 Balaque, pois, fez como dissera Balaão; e ofereceu um novilho e um carneiro sobre cada altar.    4448 4 24 1 Vendo Balaão que parecia bem aos olhos do Senhor que abençoasse a Israel, não foi, como era costume, ao encontro dos encantamentos, mas voltou o rosto para o deserto.    4449 4 24 2 E, levantando Balaão os olhos, viu a Israel que se achava acampado segundo as suas tribos; e veio sobre ele o Espírito de Deus.    4450 4 24 3 Então proferiu Balaão a sua parábola, dizendo: Fala Balaão, filho de Beor; fala o homem que tem os olhos abertos;    4451 4 24 4 fala aquele que ouve as palavras de Deus, o que vê a visão do Todo-Poderoso, que cai, e se lhe abrem os olhos:    4452 4 24 5 Quão formosas são as tuas tendas, ó Jacó! as tuas moradas, ó Israel!    4453 4 24 6 Como vales, elas se estendem; são como jardins à beira dos rios, como árvores de aloés que o Senhor plantou, como cedros junto às águas.    4454 4 24 7 De seus baldes manarão águas, e a sua semente estará em muitas águas; o seu rei se exalçará mais do que Agague, e o seu reino será exaltado.    4455 4 24 8 É Deus que os vem tirando do Egito; as suas forças são como as do boi selvagem; ele devorará as nações, seus adversários, lhes quebrará os ossos, e com as suas setas os atravessará.    4456 4 24 9 Agachou-se, deitou-se como leão, e como leoa; quem o despertará? Benditos os que te abençoarem, e malditos os que te amaldiçoarem.    4457 4 24 10 Pelo que a ira de Balaque se acendeu contra Balaão, e batendo ele as palmas, disse a Balaão: Para amaldiçoares os meus inimigos é que te chamei; e eis que já três vezes os abençoaste.    4458 4 24 11 Agora, pois, foge para o teu lugar; eu tinha dito que certamente te honraria, mas eis que o Senhor te privou dessa honra.    4459 4 24 12 Então respondeu Balaão a Balaque: Não falei eu também aos teus mensageiros, que me enviaste, dizendo:    4460 4 24 13 Ainda que Balaque me quisesse dar a sua casa cheia de prata e de ouro, eu não poderia ir além da ordem do Senhor, para fazer, de mim mesmo, o bem ou o mal; o que o Senhor falar, isso falarei eu?    4461 4 24 14 Agora, pois, eis que me vou ao meu povo; vem, avisar-te-ei do que este povo fará ao teu povo nos últimos dias.    4462 4 24 15 Então proferiu Balaão a sua parábola, dizendo: Fala Balaão, filho de Beor; fala o homem que tem os olhos abertos;    4463 4 24 16 fala aquele que ouve as palavras de Deus e conhece os desígnios do Altíssimo, que vê a visão do Todo-Poderoso, que cai, e se lhe abrem os olhos:    4464 4 24 17 Eu o vejo, mas não no presente; eu o contemplo, mas não de perto; de Jacó procederá uma estrela, de Israel se levantará um cetro que ferirá os termos de Moabe, e destruirá todos os filhos de orgulho.    4465 4 24 18 E Edom lhe será uma possessão, e assim também Seir, os quais eram os seus inimigos; pois Israel fará proezas.    4466 4 24 19 De Jacó um dominará e destruirá os sobreviventes da cidade.    4467 4 24 20 Também viu Balaão a Amaleque e proferiu a sua parábola, dizendo: Amaleque era a primeira das nações, mas o seu fim será a destruição.    4468 4 24 21 E, vendo os quenitas, proferiu a sua parábola, dizendo: Firme está a tua habitação; e posto na penha está o teu ninho;    4469 4 24 22 todavia será o quenita assolado, até que Assur te leve por prisioneiro.    4470 4 24 23 Proferiu ainda a sua parábola, dizendo: Ai, quem viverá, quando Deus fizer isto?    4471 4 24 24 Naus virão das costas de Quitim, e afligirão a Assur; igualmente afligirão a Eber, que também será para destruição.    4472 4 24 25 Então, tendo-se Balaão levantado, partiu e voltou para o seu lugar; e também Balaque se foi pelo seu caminho.    4473 4 25 1 Ora, Israel demorava-se em Sitim, e o povo começou a prostituir-se com as filhas de Moabe,    4474 4 25 2 pois elas convidaram o povo aos sacrifícios dos seus deuses; e o povo comeu, e inclinou-se aos seus deuses.    4475 4 25 3 Porquanto Israel se juntou a Baal-Peor, a ira do Senhor acendeu-se contra ele.    4476 4 25 4 Disse, pois, o Senhor a Moisés: Toma todos os cabeças do povo, e enforca-os ao senhor diante do sol, para que a grande ira do Senhor se retire de Israel.    4477 4 25 5 Então Moisés disse aos juízes de Israel: Mate cada um os seus homens que se juntaram a Baal-Peor.    4478 4 25 6 E eis que veio um homem dos filhos de Israel, e trouxe a seus irmãos uma midianita à vista de Moisés e à vista de toda a congregação dos filhos de Israel, enquanto estavam chorando à porta da tenda da revelação.    4479 4 25 7 Vendo isso Finéias, filho de Eleazar, filho do sacerdote Arão, levantou-se do meio da congregação, e tomou na mão uma lança; o foi após o israelita, e entrando na sua tenda, os atravessou a ambos, ao israelita e à mulher, pelo ventre. Então a praga cessou de sobre os filhos de Israel.    4480 4 25 8 [] 4481 4 25 9 Ora, os que morreram daquela praga foram vinte e quatro mil.    4482 4 25 10 Então disse o Senhor a Moisés:    4483 4 25 11 Finéias, filho de Eleazar, filho do sacerdote Arão, desviou a minha ira de sobre os filhos de Israel, pois foi zeloso com o meu zelo no meio deles, de modo que no meu zelo não consumi os filhos de Israel.    4484 4 25 12 Portanto dize: Eis que lhe dou o meu pacto de paz,    4485 4 25 13 e será para ele e para a sua descendência depois dele, o pacto de um sacerdócio perpétuo; porquanto foi zeloso pelo seu Deus, e fez expiação pelos filhos de Israel.    4486 4 25 14 O nome do israelita que foi morto com a midianita era Zinri, filho de Salu, príncipe duma casa paterna entre os simeonitas.    4487 4 25 15 E o nome da mulher midianita morta era Cozbi, filha de Zur; o qual era cabeça do povo duma casa paterna em Midiã.    4488 4 25 16 Disse mais o Senhor a Moisés:    4489 4 25 17 Afligi vós os midianitas e feri-os;    4490 4 25 18 porque eles vos afligiram a vós com as suas ciladas com que vos enganaram no caso de Peor, e no caso de Cozbi, sua irmã, filha do príncipe de Midiã, a qual foi morta no dia da praga no caso de Peor.    4491 4 26 1 Depois daquela praga disse o Senhor a Moisés e a Eleazar, filho do sacerdote Arão:    4492 4 26 2 Tomai a soma de toda a congregação dos filhos de Israel, da idade de vinte anos para cima, segundo as casas e seus pais, todos os que em Israel podem sair à guerra.    4493 4 26 3 Falaram-lhes, pois, Moisés e Eleazar o sacerdote, nas planícies de Moabe, junto ao Jordão, na altura de Jericó, dizendo:    4494 4 26 4 Contai o povo da idade de vinte anos para cima; como o Senhor ordenara a Moisés e aos filhos de Israel que saíram da terra do Egito.    4495 4 26 5 Rúben, o primogênito de Israel; os filhos de Rúben: de Hanoque, a família dos hanoquitas; de Palu, a família dos paluítas;    4496 4 26 6 de Hezrom, a família dos hezronitas; de Carmi, a família dos carmitas.    4497 4 26 7 Estas são as famílias dos rubenitas; os que foram deles contados eram quarenta e três mil setecentos e trinta.    4498 4 26 8 E o filho de Palu: Eliabe.    4499 4 26 9 Os filhos de Eliabe: Nemuel, Dato e Abirão. Estes são aqueles Datã e Abirão que foram chamados da congregação, os quais contenderam contra Moisés e contra Arão na companhia de Corá, quando contenderam contra o Senhor,    4500 4 26 10 e a terra abriu a boca, e os tragou juntamente com Corá, quando pereceu aquela companhia; quando o fogo devorou duzentos e cinqüenta homens, os quais serviram de advertência.    4501 4 26 11 Todavia os filhos de Corá não morreram.    4502 4 26 12 Os filhos de Simeão, segundo as suas famílias: de Nemuel, a família dos nemuelitas; de Jamim, a família dos jaminitas; de Jaquim, a família dos jaquinitas;    4503 4 26 13 de Zerá, a família dos zeraítas; de Saul, a família dos saulitas.    4504 4 26 14 Estas são as famílias dos simeonitas, vinte e dois mil e duzentos.    4505 4 26 15 Os filhos de Gade, segundo as suas famílias: de Zefom, a família dos zefonitas; de Hagui, a família dos haguitas; de Suni, a família dos sunitas;    4506 4 26 16 de Ozni, a família dos oznitas; de Eri, a família dos eritas;    4507 4 26 17 de Arode, a família dos aroditas; de Areli, a família dos arelitas.    4508 4 26 18 Estas são as famílias dos filhos de Gade, segundo os que foram deles contados, quarenta mil e quinhentos.    4509 4 26 19 Os filhos de Judá: Er e Onã; mas Er e Onã morreram na terra de Canaã.    4510 4 26 20 Assim os filhos de Judá, segundo as suas famílias, eram: de Selá, a família dos selanitas; de Pérez, a família dos perezitas; de Zerá, a família dos zeraítas.    4511 4 26 21 E os filhos de Pérez eram: de Hezrom, a família dos hezronitas; de Hamul, a família dos hamulitas.    4512 4 26 22 Estas são as famílias de Judá, segundo os que foram deles contados, setenta e seis mil e quinhentos.    4513 4 26 23 Os filhos de Issacar, segundo as suas famílias: de Tola, a família dos tolaítas; de Puva, a família dos puvitas;    4514 4 26 24 de Jasube, a família dos jasubitas; de Sinrom, a família dos sinronitas.    4515 4 26 25 Estas são as famílias de Issacar, segundo os que foram deles contados, sessenta e quatro mil e trezentos:    4516 4 26 26 Os filhos de Zebulom, segundo as suas famílias: de Serede, a família dos sereditas; de Elom, a família dos elonitas; de Jaleel, a família dos jaleelitas.    4517 4 26 27 Estas são as famílias dos zebulonitas, segundo os que foram deles contados, sessenta mil e quinhentos.    4518 4 26 28 Os filhos de José, segundo as suas familias: Manassés e Efraim.    4519 4 26 29 Os filhos de Manassés: de Maquir, a família dos maquiritas; e Maquir gerou a Gileade; de Gileade, a família dos gileaditas.    4520 4 26 30 Estes são os filhos de Gileade: de Iezer, a família dos iezritas; de Heleque, a família dos helequitas;    4521 4 26 31 de Asriel, a família dos asrielitas; de Siquém, a família dos siquemitas;    4522 4 26 32 e de Semida, a família dos semidaítas; e de Hefer, a família dos heferitas.    4523 4 26 33 Ora, Zelofeade, filho de Hefer, não tinha filhos, senão filhas; e as filhas de Zelofeade chamavam-se Macla, Noa, Hogla, Milca e Tirza.    4524 4 26 34 Estas são as famílias de Manassés; os que foram deles contados, eram cinqüenta e dois mil e setecentos.    4525 4 26 35 Estes são os filhos de Efraim, segundo as suas famílias: de Sutela, a família dos sutelaítas; de Bequer, a família dos bequeritas; de Taã, a família dos taanitas.    4526 4 26 36 E estes são os filhos de Sutela: de Erã, a família dos eranitas.    4527 4 26 37 Estas são as famílias dos filhos de Efraim, segundo os que foram deles contados, trinta e dois mil e quinhentos. Estes são os filhos de José, segundo as suas famílias.    4528 4 26 38 Os filhos de Benjamim, segundo as suas famílias: de Belá, a família dos belaítas; de Asbel, a família dos asbelitas; de Airão, a família dos airamitas;    4529 4 26 39 de Sefufã, a família dos sufamitas; de Hufão, a família dos hufamitas.    4530 4 26 40 E os filhos de Belá eram Arde e Naamã: de Arde a família dos arditas; de Naamã, a família dos naamitas.    4531 4 26 41 Estes são os filhos de Benjamim, segundo as suas famílias; os que foram deles contados, eram quarenta e cinco mil e seiscentos.    4532 4 26 42 Estes são os filhos de Dã, segundo as suas famílias: de Suão a família dos suamitas. Estas são as famílias de Dã, segundo as suas famílias.    4533 4 26 43 Todas as famílias dos suamitas, segundo os que foram deles contados, eram sessenta e quatro mil e quatrocentos.    4534 4 26 44 Os filhos de Aser, segundo as suas famílias: de Imná, a família dos imnitas; de Isvi, a família dos isvitas; de Berias, a família dos beritas.    4535 4 26 45 Dos filhos de Berias: de Heber, a família dos heberitas; de Malquiel, a família dos malquielitas.    4536 4 26 46 E a filha de Aser chamava-se Sera.    4537 4 26 47 Estas são as famílias dos filhos de Aser, segundo os que foram deles contados, cinqüenta e três mil e quatrocentos.    4538 4 26 48 Os filhos de Naftali, segundo as suas famílias: de Jazeel, a família dos jazeelitas; de Guni, a família dos gunitas;    4539 4 26 49 de Jezer, a família dos jezeritas; de Silém, a família dos silemitas.    4540 4 26 50 Estas são as famílias de Naftali, segundo as suas famílias; os que foram deles contados, eram quarenta e cinco mil e quatrocentos.    4541 4 26 51 Estes são os que foram contados dos filhos de Israel, seiscentos e um mil setecentos e trinta.    4542 4 26 52 Disse mais o senhor a Moisés:    4543 4 26 53 A estes se repartirá a terra em herança segundo o número dos nomes.    4544 4 26 54 Â tribo de muitos darás herança maior, e à de poucos darás herança menor; a cada qual se dará a sua herança segundo os que foram deles contados.    4545 4 26 55 Todavia a terra se repartirá por sortes; segundo os nomes das tribos de seus pais a herdarão.    4546 4 26 56 Segundo sair a sorte, se repartirá a herança deles entre as tribos de muitos e as de poucos.    4547 4 26 57 Também estes são os que foram contados dos levitas, segundo as suas famílias: de Gérson, a família dos gersonitas; de Coate, a família dos coatitas; de Merári, a família os meraritas.    4548 4 26 58 Estas são as famílias de Levi: a família dos libnitas, a família dos hebronitas, a família dos malitas, a família dos musitas, a família dos coraítas. Ora, Coate gerou a Anrão.    4549 4 26 59 E a mulher de Anrão chamava-se Joquebede, filha de Levi, a qual nasceu a Levi no Egito; e de Anrão ela teve Arão e Moisés, e Miriã, irmã deles.    4550 4 26 60 E a Arão nasceram Nadabe e Abiú, Eleazar e Itamar.    4551 4 26 61 Mas Nadabe e Abiú morreram quando ofereceram fogo estranho perante o Senhor.    4552 4 26 62 E os que foram deles contados eram vinte e três mil, todos os homens da idade de um mês para cima; porque não foram contados entre os filhos de Israel, porquanto não lhes foi dada herança entre os filhos de Israel.    4553 4 26 63 Esses são os que foram contados por Moisés e Eleazar, o sacerdote, que contaram os filhos de Israel nas planícies de Moabe, junto ao Jordão, na altura de Jericó.    4554 4 26 64 Entre esses, porém, não se achava nenhum daqueles que tinham sido contados por Moisés e Arão, o sacerdote, quando contaram os filhos de Israel no deserto de Sinai.    4555 4 26 65 Porque o senhor dissera deles: Certamente morrerão no deserto; pelo que nenhum deles ficou, senão Calebe, filho de Jefoné, e Josué, filho de Num.    4556 4 27 1 Então vieram as filhas de Zelofeade, filho de Hefer, filho de Gileade, filho de Maquir, filho de Manassés, das famílias de Manassés, filho de José; e os nomes delas são estes: Macla, Noa, Hogla, Milca e Tirza;    4557 4 27 2 apresentaram-se diante de Moisés, e de Eleazar, o sacerdote, e diante dos príncipes e de toda a congregação à porta da tenda da revelação, dizendo:    4558 4 27 3 Nosso pai morreu no deserto, e não se achou na companhia daqueles que se ajuntaram contra o Senhor, isto é, na companhia de Corá; porém morreu no seu próprio pecado, e não teve filhos.    4559 4 27 4 Por que se tiraria o nome de nosso pai dentre a sua família, por não ter tido um filho? Dai-nos possessão entre os irmãos de nosso pai.    4560 4 27 5 Moisés, pois, levou a causa delas perante o Senhor.    4561 4 27 6 Então disse o Senhor a Moisés:    4562 4 27 7 O que as filhas de Zelofeade falam é justo; certamente lhes darás possessão de herança entre os irmãos de seu pai; a herança de seu pai farás passar a elas.    4563 4 27 8 E dirás aos filhos de Israel: Se morrer um homem, e não tiver filho, fareis passar a sua herança à sua filha.    4564 4 27 9 E, se não tiver filha, dareis a sua herança a seus irmãos.    4565 4 27 10 Mas, se não tiver irmãos, dareis a sua herança aos irmãos de seu pai.    4566 4 27 11 Se também seu pai não tiver irmãos, então dareis a sua herança a seu parente mais chegado dentre a sua família, para que a possua; isto será para os filhos de Israel estatuto de direito, como o Senhor ordenou a Moisés.    4567 4 27 12 Depois disse o Senhor a Moisés: sobe a este monte de Abarim, e vê a terra que tenho dado aos filhos de Israel.    4568 4 27 13 E, tendo-a visto, serás tu também recolhido ao teu povo, assim como o foi teu irmão Arão;    4569 4 27 14 porquanto no deserto de Zim, na contenda da congregação, fostes rebeldes à minha palavra, não me santificando diante dos seus olhos, no tocante às águas (estas são as águas de Meribá de Cades, no deserto de Zim).    4570 4 27 15 Respondeu Moisés ao Senhor:    4571 4 27 16 Que o senhor, Deus dos espíritos de toda a carne, ponha um homem sobre a congregação,    4572 4 27 17 o qual saia diante deles e entre diante deles, e os faça sair e os faça entrar; para que a congregação do Senhor não seja como ovelhas que não têm pastor.    4573 4 27 18 Então disse o Senhor a Moisés: Toma a Josué, filho de Num, homem em quem há o Espírito, e impõe-lhe a mão;    4574 4 27 19 e apresenta-o perante Eleazar, o sacerdote, e perante toda a congregação, e dá-lhe a comissão à vista deles;    4575 4 27 20 e sobre ele porás da tua glória, para que lhe obedeça toda a congregação dos filhos de Israel.    4576 4 27 21 Ele, pois, se apresentará perante Eleazar, o sacerdote, o qual por ele inquirirá segundo o juízo do Urim, perante o Senhor; segundo a ordem de Eleazar sairão, e segundo a ordem de Eleazar entrarão, ele e todos os filhos de Israel, isto é, toda a congregação.    4577 4 27 22 Então Moisés fez como o Senhor lhe ordenara: tomou a Josué, apresentou-o perante Eleazar, o sacerdote, e perante toda a congregação,    4578 4 27 23 impôs-lhe as mãos, e lhe deu a comissão; como o Senhor falara por intermédio de Moisés.    4579 4 28 1 Disse mais o Senhor a Moisés:    4580 4 28 2 Ordena aos filhos de Israel, e dize-lhes: A minha oferta, o alimento para as minhas ofertas queimadas, de cheiro suave para mim, tereis cuidado para ma oferecer aos seus tempos determinados.    4581 4 28 3 Também lhes dirás: Esta é a oferta queimada que oferecereis ao Senhor: dois cordeiros de um ano, sem defeito, cada dia, em contínuo holocausto.    4582 4 28 4 Um cordeiro oferecerás pela manhã, e o outro à tardinha,    4583 4 28 5 juntamente com a décima parte de uma efa de flor de farinha em oferta de cereais, misturada com a quarta parte de um him de azeite batido.    4584 4 28 6 Este é o holocausto contínuo, instituído no monte Sinai, em cheiro suave, oferta queimada ao Senhor.    4585 4 28 7 A oferta de libação do mesmo será a quarta parte de um him para um cordeiro; no lugar santo oferecerás a libação de bebida forte ao Senhor.    4586 4 28 8 E o outro cordeiro, oferecê-lo-ás à tardinha; com as ofertas de cereais e de libação, como o da manhã, o oferecerás, oferta queimada de cheiro suave ao Senhor.    4587 4 28 9 No dia de sábado oferecerás dois cordeiros de um ano, sem defeito, e dois décimos de efa de flor de farinha, misturada com azeite, em oferta de cereais, com a sua oferta de libação;    4588 4 28 10 é o holocausto de todos os sábados, além do holocausto contínuo e a sua oferta de libação.    4589 4 28 11 Nos princípios dos vossos meses oferecereis em holocausto ao Senhor: dois novilhos, um carneiro e sete cordeiros de um ano, sem defeito;    4590 4 28 12 e três décimos de efa de flor de farinha, misturada com azeite, em oferta de cereais, para cada novilho; e dois décimos de efa de flor de farinha, misturada com azeite, em oferta de cereais, para o carneiro;    4591 4 28 13 e um décimo de efa de flor de farinha, misturada com azeite, em oferta de cereais, para cada cordeiro; é holocausto de cheiro suave, oferta queimada ao Senhor.    4592 4 28 14 As ofertas de libação do mesmo serão a metade de um him de vinho para um novilho, e a terça parte de um him para um carneiro, e a quarta parte de um him para um cordeiro; este é o holocausto de cada mês, por todos os meses do ano.    4593 4 28 15 Também oferecerás ao Senhor um bode como oferta pelo pecado; oferecer-se-á esse além do holocausto contínuo, com a sua oferta de libação.    4594 4 28 16 No primeiro mês, aos catorze dias do mês, é a páscoa do Senhor.    4595 4 28 17 E aos quinze dias do mesmo mês haverá festa; por sete dias se comerão pães ázimos.    4596 4 28 18 No primeiro dia haverá santa convocação; nenhum trabalho servil fareis;    4597 4 28 19 mas oferecereis oferta queimada em holocausto ao Senhor: dois novilhos, um carneiro e sete cordeiros de um ano, todos eles sem defeito;    4598 4 28 20 e a sua oferta de cereais, de flor de farinha misturada com azeite; oferecereis três décimos de efa para cada novilho, dois décimos para o carneiro,    4599 4 28 21 e um décimo para cada um dos sete cordeiros;    4600 4 28 22 e em oferta pelo pecado oferecereis um bode, para fazer expiação por vos.    4601 4 28 23 Essas coisas oferecereis, além do holocausto da manhã, o qual é o holocausto contínuo.    4602 4 28 24 Assim, cada dia oferecereis, por sete dias, o alimento da oferta queimada em cheiro suave ao Senhor; oferecer-se-á além do holocausto contínuo com a sua oferta de libação;    4603 4 28 25 e no sétimo dia tereis santa convocação; nenhum trabalho servil fareis.    4604 4 28 26 Semelhantemente tereis santa convocação no dia das primícias, quando fizerdes ao Senhor oferta nova de cereais na vossa festa de semanas; nenhum trabalho servil fareis.    4605 4 28 27 Então oferecereis um holocausto em cheiro suave ao Senhor: dois novilhos, um carneiro e sete cordeiros de um ano;    4606 4 28 28 e a sua oferta de cereais, de flor de farinha misturada com azeite, três décimos de efa para cada novilho, dois décimos para o carneiro,    4607 4 28 29 e um décimo para cada um dos sete cordeiros;    4608 4 28 30 e um bode para fazer expiação por vós.    4609 4 28 31 Além do holocausto contínuo e a sua oferta de cereais, os oferecereis, com as suas ofertas de libação; eles serão sem defeito.    4610 4 29 1 No sétimo mês, no primeiro dia do mês, tereis uma santa convocação; nenhum trabalho servil fareis; será para vós dia de sonido de trombetas.    4611 4 29 2 Oferecereis um holocausto em cheiro suave ao Senhor: um novilho, um carneiro e sete cordeiros de um ano, todos sem defeito;    4612 4 29 3 e a sua oferta de cereais, de flor de farinha misturada com azeite, três décimos de efa para o novilho, dois décimos para o carneiro,    4613 4 29 4 e um décimo para cada um dos sete cordeiros;    4614 4 29 5 e um bode para oferta pelo pecado, para fazer expiação por vós;    4615 4 29 6 além do holocausto do mês e a sua oferta de cereais, e do holocausto contínuo e a sua oferta de cereais, com as suas ofertas de libação, segundo a ordenança, em cheiro suave, oferta queimada ao Senhor.    4616 4 29 7 Também no dia dez deste sétimo mês tereis santa convocação, e afligireis as vossas almas; nenhum trabalho fareis;    4617 4 29 8 mas oferecereis um holocausto, em cheiro suave ao Senhor: um novilho, um carneiro e sete cordeiros de um ano, todos eles sem defeito;    4618 4 29 9 e a sua oferta de cereais, de flor de farinha misturada com azeite, três décimos de efa para o novilho, dois décimos para o carneiro,    4619 4 29 10 e um décimo para cada um dos sete cordeiros;    4620 4 29 11 e um bode para oferta pelo pecado, além da oferta pelo pecado, com a qual se faz expiação, e do holocausto contínuo com a sua oferta de cereais e as suas ofertas de libação.    4621 4 29 12 Semelhantemente, aos quinze dias deste sétimo mês tereis santa convocação; nenhum trabalho servil fareis; mas por sete dias celebrareis festa ao Senhor.    4622 4 29 13 Oferecereis um holocausto em oferta queimada, de cheiro suave ao Senhor: treze novilhos, dois carneiros e catorze cordeiros de um ano, todos eles sem defeito;    4623 4 29 14 e a sua oferta de cereais, de flor de farinha misturada com azeite, três décimos de efa para cada um dos treze novilhos, dois décimos para cada um dos dois carneiros,    4624 4 29 15 e um décimo para cada um dos catorze cordeiros;    4625 4 29 16 e um bode para oferta pelo pecado, além do holocausto contínuo com a sua oferta de cereais e a sua oferta de libação.    4626 4 29 17 No segundo dia, doze novilhos, dois carneiros, catorze cordeiros de um ano, sem defeito;    4627 4 29 18 e a sua oferta de cereais, e as suas ofertas de libação para os novilhos, para os carneiros e para os cordeiros, conforme o seu número, segundo a ordenança;    4628 4 29 19 e um bode para oferta pelo pecado, além do holocausto contínuo com a sua oferta de cereais e as suas ofertas de libação:    4629 4 29 20 No terceiro dia, onze novilhos, dois carneiros, catorze cordeiros de um ano, sem defeito;    4630 4 29 21 e a sua oferta de cereais, e as suas ofertas de libação para os novilhos, para os carneiros e para os cordeiros, conforme o seu número, segundo a ordenança;    4631 4 29 22 e um bode para oferta pelo pecado, além do holocausto contínuo com a sua oferta de cereais e a sua oferta de libação.    4632 4 29 23 No quarto dia, dez novilhos, dois carneiros, catorze cordeiros de um ano, sem defeito;    4633 4 29 24 e a sua oferta de cereais, e as suas ofertas de libação para os novilhos, para os carneiros e para os cordeiros, conforme o seu número, segundo a ordenança;    4634 4 29 25 e um bode para oferta pelo pecado, além do holocausto contínuo com a sua oferta de cereais e a sua oferta de libação.    4635 4 29 26 No quinto dia, nove novilhos, dois carneiros, catorze cordeiros de um ano, sem defeito;    4636 4 29 27 e a sua oferta de cereais, e as suas ofertas de libação para os novilhos, para os carneiros e para os cordeiros, conforme o seu número, segundo a ordenança;    4637 4 29 28 e um bode para oferta pelo pecado, além do holocausto contínuo com a sua oferta de cereais e a sua oferta de libação.    4638 4 29 29 No sexto dia, oito novilhos, dois carneiros, catorze cordeiros de um ano, sem defeito;    4639 4 29 30 e a sua oferta de cereais, e as suas ofertas de libação para os novilhos, para os carneiros e para os cordeiros, conforme o seu número, segundo a ordenança;    4640 4 29 31 e um bode para oferta pelo pecado, além do holocausto contínuo com a sua oferta de cereais e a sua oferta de libação.    4641 4 29 32 No sétimo dia, sete novilhos, dois carneiros, catorze cordeiros de um ano, sem defeito;    4642 4 29 33 e a sua oferta de cereais, e as suas ofertas de libação para os novilhos, para os carneiros e para os cordeiros, conforme o seu número, segundo a ordenança;    4643 4 29 34 e um bode para oferta pelo pecado, além do holocausto contínuo com a sua oferta de cereais e a sua oferta de libação.    4644 4 29 35 No oitavo dia tereis assembléia solene; nenhum trabalho servil fareis;    4645 4 29 36 mas oferecereis um holocausto em oferta queimada de cheiro suave ao Senhor: um novilho, um carneiro, sete cordeiros de um ano, sem defeito;    4646 4 29 37 e a sua oferta de cereais, e as suas ofertas de libação para o novilho, para o carneiro e para os cordeiros, conforme o seu número, segundo a ordenança;    4647 4 29 38 e um bode para oferta pelo pecado, além do holocausto contínuo com a sua oferta de cereais e a sua oferta de libação.    4648 4 29 39 Oferecereis essas coisas ao Senhor nas vossas festas fixas, além dos vossos votos, e das vossas ofertas voluntárias, tanto para os vossos holocaustos, como para as vossas ofertas de cereais, as vossas ofertas de libações e os vossos sacrifícios de ofertas pacíficas.    4649 4 29 40 Falou, pois, Moisés aos filhos de Israel, conforme tudo o que o Senhor lhe ordenara.    4650 4 30 1 Depois disse Moisés aos cabeças das tribos dos filhos de Israel: Isto é o que o Senhor ordenou:    4651 4 30 2 Quando um homem fizer voto ao Senhor, ou jurar, ligando-se com obrigação, não violará a sua palavra; segundo tudo o que sair da sua boca fará.    4652 4 30 3 Também quando uma mulher, na sua mocidade, estando ainda na casa de seu pai, fizer voto ao Senhor, e com obrigação se ligar,    4653 4 30 4 e seu pai souber do seu voto e da obrigação com que se ligou, e se calar para com ela, então todos os seus votos serão válidos, e toda a obrigação com que se ligou será válida.    4654 4 30 5 Mas se seu pai lho vedar no dia em que o souber, todos os seus votos e as suas obrigações, com que se tiver ligado, deixarão de ser válidos; e o Senhor lhe perdoará, porquanto seu pai lhos vedou.    4655 4 30 6 Se ela se casar enquanto ainda estiverem sobre ela os seus votos ou o dito irrefletido dos seus lábios, com que se tiver obrigado,    4656 4 30 7 e seu marido o souber e se calar para com ela no dia em que o souber, os votos dela serão válidos; e as obrigações com que se ligou serão válidas.    4657 4 30 8 Mas se seu marido lho vedar no dia em que o souber, anulará o voto que estiver sobre ela, como também o dito irrefletido dos seus lábios, com que se tiver obrigado; e o senhor lhe perdoará.    4658 4 30 9 No tocante ao voto de uma viúva ou de uma repudiada, tudo com que se obrigar ser-lhe-á válido.    4659 4 30 10 Se ela, porém, fez voto na casa de seu marido, ou se obrigou com juramento,    4660 4 30 11 e seu marido o soube e se calou para com ela, não lho vedando, todos os seus votos serão válidos; e toda a obrigação com que se ligou será válida.    4661 4 30 12 Se, porém, seu marido de todo lhos anulou no dia em que os soube, deixará de ser válido tudo quanto saiu dos lábios dela, quer no tocante aos seus votos, quer no tocante àquilo a que se obrigou; seu marido lhos anulou; e o senhor lhe perdoará.    4662 4 30 13 Todo voto, e todo juramento de obrigação, que ela tiver feito para afligir a alma, seu marido pode confirmá-lo, ou pode anulá-lo.    4663 4 30 14 Se, porém, seu marido, de dia em dia, se calar inteiramente para com ela, confirma todos os votos e todas as obrigações que estiverem sobre ela; ele lhos confirmou, porquanto se calou para com ela no dia em que os soube.    4664 4 30 15 Mas se de todo lhos anular depois de os ter sabido, ele levará sobre si a iniqüidade dela.    4665 4 30 16 Esses são os estatutos que o Senhor ordenou a Moisés, entre o marido e sua mulher, entre o pai e sua filha, na sua mocidade, em casa de seu pai.    4666 4 31 1 Disse mais o Senhor a Moisés:    4667 4 31 2 Vinga os filhos de Israel dos midianitas; depois serás recolhido ao teu povo.    4668 4 31 3 Falou, pois, Moisés ao povo, dizendo: Armai homens dentre vós para a guerra, a fim de que saiam contra Midiã, para executarem a vingança do Senhor sobre Midiã.    4669 4 31 4 Enviareis à guerra mil de cada tribo entre todas as tribos de Israel.    4670 4 31 5 Assim foram entregues dos milhares de Israel, mil de cada tribo, doze mil armados para a peleja.    4671 4 31 6 E Moisés mandou à guerra esses mil de cada tribo, e com eles Finéias, filho de Eleazar, o sacerdote, o qual levava na mão os vasos do santuário e as trombetas para tocarem o alarme.    4672 4 31 7 E pelejaram contra Midiã, como o senhor ordenara a Moisés; e mataram a todos os homens.    4673 4 31 8 Com eles mataram também os reis de Midiã, a saber, Evi, Requem, Zur, Hur e Reba, cinco reis de Midiã; igualmente mataram à espada a Balaão, filho de Beor.    4674 4 31 9 Também os filhos de Israel levaram presas as mulheres dos midianitas e os seus pequeninos; e despojaram-nos de todo o seu gado, e de todos os seus rebanhos, enfim, de todos os seus bens;    4675 4 31 10 queimaram a fogo todas as cidades em que eles habitavam e todos os seus acampamentos;    4676 4 31 11 tomaram todo o despojo e toda a presa, tanto de homens como de animais;    4677 4 31 12 e trouxeram os cativos e a presa e o despojo a Moisés, a Eleazar, o sacerdote, e à congregação dos filhos de Israel, ao arraial, nas planícies de Moabe, que estão junto do Jordão, na altura de Jericó.    4678 4 31 13 Saíram, pois, Moisés e Eleazar, o sacerdote, e todos os príncipes da congregação, ao encontro deles fora do arraial.    4679 4 31 14 E indignou-se Moisés contra os oficiais do exército, chefes dos milhares e chefes das centenas, que vinham do serviço da guerra,    4680 4 31 15 e lhes disse: Deixastes viver todas as mulheres?    4681 4 31 16 Eis que estas foram as que, por conselho de Balaão, fizeram que os filhos de Israel pecassem contra o Senhor no caso de Peor, pelo que houve a praga entre a congregação do Senhor.    4682 4 31 17 Agora, pois, matai todos os meninos entre as crianças, e todas as mulheres que conheceram homem, deitando-se com ele.    4683 4 31 18 Mas todas as meninas, que não conheceram homem, deitando-se com ele, deixai-as viver para vós.    4684 4 31 19 Acampai-vos por sete dias fora do arraial; todos vós, tanto o que tiver matado alguma pessoa, como o que tiver tocado algum morto, ao terceiro dia e ao sétimo dia purificai-vos, a vós e aos vossos cativos.    4685 4 31 20 Também purificai-vos no tocante a todo vestido, e todo artigo de peles, e toda obra de pelos de cabras, e todo utensílio de madeira.    4686 4 31 21 Então Eleazar, o sacerdote, disse aos homens de guerra que tinham saído à peleja: Este é o estatuto da lei que o Senhor ordenou a Moisés:    4687 4 31 22 o ouro, a prata, o bronze, o ferro, o estanho, o chumbo,    4688 4 31 23 tudo o que pode resistir ao fogo, fálo-eis passar pelo fogo, e ficará limpo; todavia será purificado com a água de purificação; e tudo o que não pode resistir ao fogo, fá-lo-eis passar pela água.    4689 4 31 24 Trambém lavareis as vossas vestes ao sétimo dia, e ficareis limpos, e depois entrareis no arraial.    4690 4 31 25 Disse mais o Senhor a Moisés:    4691 4 31 26 Faze a soma da presa que foi tomada, tanto de homens como de animais, tu e Eleazar, o sacerdote, e os cabeças das casas paternas da congregação;    4692 4 31 27 e divide-a em duas partes iguais, entre os que, hábeis na guerra, saíram à peleja, e toda a congregação.    4693 4 31 28 E tomarás para o Senhor um tributo dos homens de guerra, que saíram à peleja; um em quinhentos, assim dos homens, como dos bois, dos jumentos e dos rebanhos;    4694 4 31 29 da sua metade o tomareis, e o dareis a Eleazar, o sacerdote, para a oferta alçada do Senhor.    4695 4 31 30 Mas da metade que pertence aos filhos de Israel tomarás um de cada cinqüenta, tanto dos homens, como dos bois, dos jumentos, dos rebanhos, enfim, de todos os animais, e os darás aos levitas, que estão encarregados do serviço do tabernáculo do Senhor.    4696 4 31 31 Fizeram, pois, Moisés e Eleazar, o sacerdote, como o Senhor ordenara a Moisés.    4697 4 31 32 Ora, a presa, o restante do despojo que os homens de guerra tomaram, foi de seiscentas e setenta e cinco mil ovelhas,    4698 4 31 33 setenta e dois mil bois,    4699 4 31 34 e sessenta e um mil jumentos;    4700 4 31 35 e trinta e duas mil pessoas, ao todo, do sexo feminino, que ainda se conservavam virgens.    4701 4 31 36 Assim a metade, que era a porção dos que saíram à guerra, foi em número de trezentas e trinta e sete mil e quinhentas ovelhas;    4702 4 31 37 e das ovelhas foi o tributo para o Senhor seiscentas e setenta e cinco.    4703 4 31 38 E foram os bois trinta e seis mil, dos quais foi o tributo para o Senhor setenta e dois.    4704 4 31 39 E foram os jumentos trinta mil e quinhentos, dos quais foi o tributo para o Senhor sessenta e um.    4705 4 31 40 E houve de pessoas dezesseis mil, das quais foi o tributo para o Senhor trinta e duas pessoas.    4706 4 31 41 Moisés, pois, deu a Eleazar, o sacerdote, o tributo, que era a oferta alçada do Senhor, como o Senhor ordenara a Moises.    4707 4 31 42 E da metade que era dos filhos de Israel, que Moisés separara da que era dos homens que pelejaram    4708 4 31 43 (ora, a metade que coube à congregação foi, das ovelhas, trezentas e trinta e sete mil e quinhentas;    4709 4 31 44 dos bois trinta e seis mil;    4710 4 31 45 dos jumentos trinta mil e quinhentos;    4711 4 31 46 e das pessoas dezesseis mil),    4712 4 31 47 isto é, da metade que era dos filhos de Israel, Moisés tomou um de cada cinqüenta, tanto dos homens como dos animais, e os deu aos levitas, que estavam encarregados do serviço do tabernáculo do Senhor; como o Senhor ordenara a Moisés.    4713 4 31 48 Então chegaram-se a Moisés os oficiais que estavam sobre os milhares do exército, os chefes de mil e os chefes de cem,    4714 4 31 49 e disseram-lhe: Teus servos tomaram a soma dos homens de guerra que estiveram sob o nosso comando; e não falta nenhum de nós.    4715 4 31 50 Pelo que trouxemos a oferta do Senhor, cada um o que achou, artigos de ouro, cadeias, braceletes, anéis, arrecadas e colares, para fazer expiação pelas nossas almas perante o Senhor.    4716 4 31 51 Assim Moisés e Eleazar, o sacerdote, tomaram deles o ouro, todo feito em jóias.    4717 4 31 52 E todo o ouro da oferta alçada que os chefes de mil e os chefes de cem fizeram ao Senhor, foi dezesseis mil setecentos e cinqüenta siclos    4718 4 31 53 (pois os homens de guerra haviam tomado despojo, cada um para si).    4719 4 31 54 Assim receberam Moisés e Eleazar, o sacerdote, o ouro dos chefes de mil e dos chefes de cem, e o puseram na tenda da revelação por memorial para os filhos de Israel perante o Senhor.    4720 4 32 1 Ora, os filhos de Rúben e os filhos de Gade tinham gado em grande quantidade; e quando viram a terra de Jazer, e a terra de Gileade, e que a região era própria para o gado,    4721 4 32 2 vieram os filhos de Gade e os filhos de Rúben a Moisés e a Eleazar, o sacerdote, e aos príncipes da congregação e falaram-lhes, dizendo:    4722 4 32 3 Atarote, Dibom, Jazer, Ninra, Hesbom, Eleale, Sebã, Nebo e Beom,    4723 4 32 4 a terra que o Senhor feriu diante da congregação de Israel, é terra para gado, e os teus servos têm gado.    4724 4 32 5 Disseram mais: Se temos achado graça aos teus olhos, dê-se esta terra em possessão aos teus servos, e não nos faças passar o Jordão.    4725 4 32 6 Moisés, porém, respondeu aos filhos de Gade e aos filhos de Rúben: Irão vossos irmãos à peleja, e ficareis vós sentados aqui?    4726 4 32 7 Por que, pois, desanimais o coração dos filhos de Israel, para eles não passarem à terra que o Senhor lhes deu?    4727 4 32 8 Assim fizeram vossos pais, quando os mandei de Cades-Barnéia a ver a terra.    4728 4 32 9 Pois, tendo eles subido até o vale de Escol, e visto a terra, desanimaram o coração dos filhos de Israel, para que não entrassem na terra que o Senhor lhes dera.    4729 4 32 10 Então a ira do Senhor se acendeu naquele mesmo dia, e ele jurou, dizendo:    4730 4 32 11 De certo os homens que subiram do Egito, de vinte anos para cima, não verão a terra que prometi com juramento a Abraão, a Isaque, e a Jacó! porquanto não perseveraram em seguir-me;    4731 4 32 12 exceto Calebe, filho de Jefoné o quenezeu, e Josué, filho de Num, porquanto perseveraram em seguir ao Senhor.    4732 4 32 13 Assim se acendeu a ira do Senhor contra Israel, e ele os fez andar errantes no deserto quarenta anos, até que se consumiu toda aquela geração que fizera mal aos olhos do Senhor.    4733 4 32 14 E eis que vós, uma geração de homens pecadores, vos levantastes em lugar de vossos pais, para ainda mais aumentardes o furor da ira do Senhor contra Israel.    4734 4 32 15 se vós vos virardes de segui-lo, também ele tornará a deixá-los no deserto; assim destruireis a todo este povo:    4735 4 32 16 Então chegaram-se a ele, e disseram: Construiremos aqui currais para o nosso gado, e cidades para os nossos pequeninos;    4736 4 32 17 nós, porém, nos armaremos, apressando-nos adiante dos filhos de Israel, até os levarmos ao seu lugar; e ficarão os nossos pequeninos nas cidades fortificadas, por causa dos habitantes da terra.    4737 4 32 18 Não voltaremos para nossas casas até que os filhos de Israel estejam de posse, cada um, da sua herança.    4738 4 32 19 Porque não herdaremos com eles além do Jordão, nem mais adiante; visto que já possuímos a nossa herança aquém do Jordão, ao oriente.    4739 4 32 20 Então lhes respondeu Moisés: se isto fizerdes, se vos armardes para a guerra perante o Senhor,    4740 4 32 21 e cada um de vós, armado, passar o Jordão perante o Senhor, até que ele haja lançado fora os seus inimigos de diante dele,    4741 4 32 22 e a terra esteja subjugada perante o senhor, então, sim, voltareis e sereis inculpáveis perante o Senhor e perante Israel; e esta terra vos será por possessão perante o Senhor.    4742 4 32 23 Mas se não fizerdes assim, estareis pecando contra o Senhor; e estai certos de que o vosso pecado vos há de atingir.    4743 4 32 24 Edificai cidades para os vossos pequeninos, e currais para as vossas ovelhas; e cumpri o que saiu da vossa boca.    4744 4 32 25 Então os filhos de Gade e os filhos de Rúben disseram a Moisés: Como ordena meu senhor, assim farão teus servos.    4745 4 32 26 Os nossos pequeninos, as nossas mulheres, os nossos rebanhos e todo o nosso gado ficarão nas cidades de Gileade;    4746 4 32 27 mas os teus servos passarão, cada um que está armado para a guerra, a pelejar perante o Senhor, como diz o meu senhor.    4747 4 32 28 Então Moisés deu ordem acerca deles a Eleazar, o sacerdote, e a Josué, filho de Num, e aos cabeças das casas paternas nas tribos dos filhos de Israel;    4748 4 32 29 e disse-lhes Moisés: Se os filhos de Gade e os filhos de Rúben passarem convosco o Jordão, armado cada um para a guerra perante o Senhor, e a terra for subjugada diante de vós, então lhes dareis a terra de Gileade por possessão;    4749 4 32 30 se, porém, não passarem armados convosco, terão possessões entre vós na terra de Canaã.    4750 4 32 31 Ao que responderam os filhos de Gade e os filhos de Rúben: Como o senhor disse a teus servos, assim faremos.    4751 4 32 32 Nós passaremos armados perante o senhor para a terra de Canaã, e teremos a possessão de nossa herança aquém do Jordão.    4752 4 32 33 Assim deu Moisés aos filhos de Gade e aos filhos de Rúben, e à meia tribo de Manassés, filho de José, o reino de Siom, rei dos amorreus, e o reino de Ogue, rei de Basã, a terra com as suas cidades e os respectivos territórios ao redor.    4753 4 32 34 Os filhos de Gade, pois, edificaram a Dibom, Atarote, Aroer,    4754 4 32 35 Atarote-Sofã, Jazer, Jogbeá,    4755 4 32 36 Bete-Ninra e Bete-Harã, cidades fortificadas; e construíram currais de ovelhas.    4756 4 32 37 E os filhos de Rúben edificaram a Hesbom, Eleale e Quiriataim;    4757 4 32 38 e Nebo e Baal-Meom (mudando-lhes os nomes), e Sibma; e deram outros nomes às cidades que edificaram.    4758 4 32 39 E os filhos de Maquir, filho de Manassés, foram a Gileade e a tomaram, e desapossaram aos amorreus que aí estavam.    4759 4 32 40 Deu, pois, Moisés a terra de Gileade a Maquir, filho de Manassés, o qual habitou nela.    4760 4 32 41 E foi Jair, filho de Manassés, e tomou as aldeias dela, e chamou-lhes Havote-Jair.    4761 4 32 42 Também foi Nobá, e tomou a Quenate com as suas aldeias; e chamou-lhe Nobá, segundo o seu próprio nome.    4762 4 33 1 São estas as jornadas dos filhos de Israel, pelas quais saíram da terra do Egito, segundo os seus exércitos, sob o comando de Moisés e Arão.    4763 4 33 2 Moisés registrou os pontos de partida, segundo as suas jornadas, conforme o mandado do Senhor; e estas são as suas jornadas segundo os pontos de partida:    4764 4 33 3 Partiram de Ramessés no primeiro mês, no dia quinze do mês; no dia seguinte ao da páscoa saíram os filhos de Israel afoitamente à vista de todos os egípcios,    4765 4 33 4 enquanto estes enterravam a todos os seus primogênitos, a quem o Senhor havia ferido entre eles, havendo o senhor executado juízos também contra os seus deuses.    4766 4 33 5 Partiram, pois, os filhos de Israel de Ramessés, e acamparam-se em Sucote.    4767 4 33 6 Partiram de Sucote, e acamparam-se em Etã, que está na extremidade do deserto.    4768 4 33 7 Partiram de Etã, e voltando a Pi-Hairote, que está defronte de Baal-Zefom, acamparam-se diante de Migdol.    4769 4 33 8 Partiram de Pi-Hairote, e passaram pelo meio do mar ao deserto; e andaram caminho de três dias no deserto de Etã, e acamparam-se em Mara.    4770 4 33 9 Partiram de Mara, e vieram a Elim, onde havia doze fontes de água e setenta palmeiras, e acamparam-se ali.    4771 4 33 10 Partiram de Elim, e acamparam-se junto ao Mar Vermelho.    4772 4 33 11 Partiram do Mar Vermelho, e acamparam-se no deserto de Sim.    4773 4 33 12 Partiram do deserto de Sim, e acamparam-se em Dofca.    4774 4 33 13 Partiram de Dofca, e acamparam-se em Alus.    4775 4 33 14 Partiram de Alus, e acamparam-se em Refidim; porém não havia ali água para o povo beber.    4776 4 33 15 Partiram, pois, de Refidim, e acamparam-se no deserto de Sinai.    4777 4 33 16 Partiram do deserto de Sinai, e acamparam-se em Quibrote-Hataavá.    4778 4 33 17 Partiram de Quibrote-Hataavá, e acamparam-se em Hazerote.    4779 4 33 18 Partiram de Hazerote, e acamparam-se em Ritma.    4780 4 33 19 Partiram de Ritma, e acamparam-se em Rimom-Pérez.    4781 4 33 20 Partiram de Rimom-Pérez, e acamparam-se em Libna.    4782 4 33 21 Partiram de Libna, e acamparam-se em Rissa.    4783 4 33 22 Partiram de Rissa, e acamparam-se em Queelata.    4784 4 33 23 Partiram de Queelata, e acamparam-se no monte Sefer.    4785 4 33 24 Partiram do monte Sefer, e acamparam-se em Harada.    4786 4 33 25 Partiram de Harada, e acamparam-se em Maquelote.    4787 4 33 26 Partiram de Maquelote, e acamparam-se em Taate.    4788 4 33 27 Partiram de Taate, e acamparam-se em Tera.    4789 4 33 28 Partiram de Tera, e acamparam-se em Mitca.    4790 4 33 29 Partiram de Mitca, e acamparam-se em Hasmona.    4791 4 33 30 Partiram de Hasmona, e acamparam-se em Moserote.    4792 4 33 31 Partiram de Moserote, e acamparam-se em Bene-Jaacã.    4793 4 33 32 Partiram de Bene-Jaacã, e acamparam-se em Hor-Hagidgade.    4794 4 33 33 Partiram de Hor-Hagidgade, e acamparam-se em Jotbatá.    4795 4 33 34 Partiram de Jotbatá, e acamparam-se em Abrona.    4796 4 33 35 Partiram de Abrona, e acamparam-se em Eziom-Geber.    4797 4 33 36 Partiram de Eziom-Geber, e acamparam-se no deserto de Zim, que é Cades.    4798 4 33 37 Partiram de Cades, e acamparam-se no monte Hor, na fronteira da terra de Edom.    4799 4 33 38 Então Arão, o sacerdote, subiu ao monte Hor, conforme o mandado do Senhor, e ali morreu no quadragésimo ano depois da saída dos filhos de Israel da terra do Egito, no quinto mês, no primeiro dia do mês.    4800 4 33 39 E Arão tinha cento e vinte e três anos de idade, quando morreu no monte Hor.    4801 4 33 40 Ora, o cananeu, rei de Arade, que habitava o sul da terra de Canaã, ouviu que os filhos de Israel chegavam.    4802 4 33 41 Partiram do monte Hor, e acamparam-se em Zalmona.    4803 4 33 42 Partiram de Zalmona, e acamparam-se em Punom.    4804 4 33 43 Partiram de Punom, e acamparam-se em Obote.    4805 4 33 44 Partiram de Obote, e acamparam-se em Ije-Abarim, na fronteira de Moabe.    4806 4 33 45 Partiram de Ije-Abarim, e acamparam-se em Dibom-Gade.    4807 4 33 46 Partiram de Dibom-Fade, e acamparam-se em Almom-Diblataim.    4808 4 33 47 Partiram de Almom-Diblataim, e acamparam-se nos montes de Abarim, defronte de Nebo.    4809 4 33 48 seu pai. de Moabe, junto ao Jordão, na altura de Jericó;    4810 4 33 49 isto é, acamparam-se junto ao Jordão, desde Bete-Jesimote até Abel-Sitim, nas planícies de Moabe.    4811 4 33 50 Também disse o Senhor a Moisés, nas planícies de Moabe, junto ao Jordão, na altura de Jericó:    4812 4 33 51 Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando houverdes passado o Jordão para a terra de Canaã,    4813 4 33 52 lançareis fora todos os habitantes da terra de diante de vós, e destruireis todas as suas pedras em que há figuras; também destruireis todas as suas imagens de fundição, e desfareis todos os seus altos;    4814 4 33 53 e tomareis a terra em possessão, e nela habitareis; porquanto a vós vos tenho dado esta terra para a possuirdes.    4815 4 33 54 Herdareis a terra por meio de sortes, segundo as vossas famílias: à família que for grande, dareis uma herança maior, e à família que for pequena, dareis uma herança menor; o lugar que por sorte sair para alguém, esse lhe pertencerá; segundo as tribos de vossos pais recebereis as heranças.    4816 4 33 55 Mas se não lançardes fora os habitantes da terra de diante de vós, os que deixardes ficar vos serão como espinhos nos olhos, e como abrolhos nas ilhargas, e vos perturbarão na terra em que habitardes;    4817 4 33 56 e eu vos farei a vós como pensei em fazer-lhes a eles.    4818 4 34 1 Disse mais o Senhor a Moisés:    4819 4 34 2 Dá ordem aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando entrardes na terra de Canaã, terra esta que vos há de cair em herança, por toda a sua extensão,    4820 4 34 3 a banda do sul será desde o deserto de Zim, ao longo de Edom; e o limite do sul se estenderá da extremidade do Mar Salgado, para o oriente;    4821 4 34 4 e este limite irá rodeando para o sul da subida de Acrabim, e continuará até Zim; e, saindo ao sul de Cades-Barnéia, seguirá para Hazar-Hadar, e continuará até Azmom;    4822 4 34 5 e daí irá rodeando até o ribeiro do Egito, e terminará na praia do mar.    4823 4 34 6 Para o ocidente, o Mar Grande vos será por limite; o próprio mar será o vosso limite ocidental.    4824 4 34 7 Este será o vosso limite setentrional: desde o Mar Grande marcareis para vós até o Monte Hor;    4825 4 34 8 desde o monte Hor marcareis até a entrada de Hamate; daí ele se estenderá até Zedade;    4826 4 34 9 dali continuará até Zifrom, e irá terminar em Hazar-Enã. Este será o vosso limite setentrional.    4827 4 34 10 Marcareis o vosso limite oriental desde Hazar-Enã até Sefã;    4828 4 34 11 este limite descerá de Sefã até Ribla, ao oriente de Aim; depois irá descendo ao longo da borda do mar de Quinerete ao oriente;    4829 4 34 12 descerá ainda para o Jordão, e irá terminar no Mar Salgado. Esta será a vossa terra, segundo os seus limites em redor.    4830 4 34 13 Moisés, pois, deu ordem aos filhos de Israel, dizendo: Esta é a terra que herdareis por sortes, a qual o Senhor mandou que se desse às nove tribos e à meia tribo;    4831 4 34 14 porque a tribo dos filhos de Rúben, segundo as casas de seus pais, e a tribo dos filhos de Gade, segundo as casas de seus pais, como também a meia tribo de Manassés, já receberam a sua herança;    4832 4 34 15 isto é, duas tribos e meia já receberam a sua herança aquém do Jordão, na altura de Jericó, do lado oriental.    4833 4 34 16 Disse mais o Senhor a Moisés:    4834 4 34 17 Estes são os nomes dos homens que vos repartirão a terra por herança: Eleazar, o sacerdote, e Josué, filho de Num;    4835 4 34 18 também tomareis de cada tribo um príncipe, para repartir a terra em herança.    4836 4 34 19 E estes são os nomes dos homens: Da tribo de Judá, Calebe, filho de Jefoné:    4837 4 34 20 da tribo dos filhos de Simeão, Semuel, filho de Amiúde;    4838 4 34 21 da tribo de Benjamim, Elidá, filho de Quislom;    4839 4 34 22 da tribo dos filhos de Dã o príncipe Buqui, filho de Jógli;    4840 4 34 23 dos filhos de José: da tribo dos filhos de Manassés o príncipe Haniel, filho de Éfode;    4841 4 34 24 da tribo dos filhos de Efraim o príncipe Quemuel, filho de Siftã;    4842 4 34 25 da tribo dos filhos de Zebulom o príncipe Elizafã, filho de Parnaque;    4843 4 34 26 da tribo dos filhos de Issacar o príncipe Paltiel, filho de Azã;    4844 4 34 27 da tribo dos filhos de Aser o príncipe Aiúde, filho de Selômi;    4845 4 34 28 da tribo dos filhos de Naftali o príncipe Pedael, filho de Amiúde.    4846 4 34 29 Estes são aqueles a quem o Senhor ordenou que repartissem a herança pelos filhos de Israel na terra de Canaã.    4847 4 35 1 Disse mais o Senhor a Moisés nas planícies de Moabe, junto ao Jordão, na altura de Jericó:    4848 4 35 2 Dá ordem aos filhos de Israel que da herança da sua possessão dêem aos levitas cidades em que habitem; também dareis aos levitas arrabaldes ao redor delas.    4849 4 35 3 Terão eles estas cidades para habitarem; e os arrabaldes delas serão para os seus gados, e para a sua fazenda, e para todos os seus animais.    4850 4 35 4 Os arrabaldes que dareis aos levitas se estenderão, do muro da cidade para fora, mil côvados em redor.    4851 4 35 5 E fora da cidade medireis para o lado oriental dois mil côvados, para o lado meridional dois mil côvados, para o lado ocidental dois mil côvados, e para o lado setentrional dois mil côvados; e a cidade estará no meio. Isso terão por arrabaldes das cidades.    4852 4 35 6 Entre as cidades que dareis aos levitas haverá seis cidades de refúgio, as quais dareis para que nelas se acolha o homicida; e além destas lhes dareis quarenta e duas cidades.    4853 4 35 7 Todas as cidades que dareis aos levitas serão quarenta e oito, juntamente com os seus arrabaldes.    4854 4 35 8 Ora, no tocante às cidades que dareis da possessão dos filhos de Israel, da tribo que for grande tomareis muitas, e da que for pequena tomareis poucas; cada uma segundo a herança que receber dará as suas cidades aos levitas.    4855 4 35 9 Disse mais o Senhor a Moisés:    4856 4 35 10 Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando passardes o Jordão para a terra de Canaã,    4857 4 35 11 escolhereis para vós cidades que vos sirvam de cidades de refúgio, para que se refugie ali o homicida que tiver matado alguém involuntariamente.    4858 4 35 12 E estas cidades vos serão por refúgio do vingador, para que não morra o homicida antes de ser apresentado perante a congregação para julgamento.    4859 4 35 13 Serão seis as cidades que haveis de dar por cidades de refúgio para vós.    4860 4 35 14 Dareis três cidades aquém do Jordão, e três na terra de Canaã; cidades de refúgio serão.    4861 4 35 15 Estas seis cidades serão por refúgio aos filhos de Israel, ao estrangeiro, e ao peregrino no meio deles, para que se refugie ali todo aquele que tiver matado alguém involuntariamente.    4862 4 35 16 Mas se alguém ferir a outrem com instrumento de ferro de modo que venha a morrer, homicida é; e o homicida será morto.    4863 4 35 17 Ou se o ferir com uma pedra na mão, que possa causar a morte, e ele morrer, homicida é; e o homicida será morto.    4864 4 35 18 Ou se o ferir com instrumento de pau na mão, que possa causar a morte, e ele morrer, homicida é; será morto o homicida.    4865 4 35 19 O vingador do sangue matará ao homicida; ao encontrá-lo, o matará.    4866 4 35 20 Ou se alguém empurrar a outrem por ódio ou de emboscada lançar contra ele alguma coisa de modo que venha a morrer,    4867 4 35 21 ou por inimizade o ferir com a mão de modo que venha a morrer, será morto aquele que o feriu; homicida é. O vingador do sangue, ao encontrá-lo, o matará.    4868 4 35 22 Mas se o empurrar acidentalmente, sem inimizade, ou contra ele lançar algum instrumento, sem ser de emboscada,    4869 4 35 23 ou sobre ele atirar alguma pedra, não o vendo, e o ferir de modo que venha a morrer, sem que fosse seu inimigo nem procurasse o seu mal,    4870 4 35 24 então a congregação julgará entre aquele que feriu e o vingador do sangue, segundo estas leis,    4871 4 35 25 e a congregação livrará o homicida da mão do vingador do sangue, fazendo-o voltar à sua cidade de refúgio a que se acolhera; ali ficará ele morando até a morte do sumo sacerdote, que foi ungido com o óleo sagrado.    4872 4 35 26 Mas, se de algum modo o homicida sair dos limites da sua cidade de refúgio, onde se acolhera,    4873 4 35 27 e o vingador do sangue o achar fora dos limites da sua cidade de refúgio, e o matar, não será culpado de sangue;    4874 4 35 28 pois o homicida deverá ficar na sua cidade de refúgio até a morte do sumo sacerdote; mas depois da morte do sumo sacerdote o homicida voltará para a terra da sua possessão.    4875 4 35 29 Estas coisas vos serão por estatuto de direito pelas vossas gerações, em todos os lugares da vossa habitação.    4876 4 35 30 Todo aquele que matar alguém, será morto conforme o depoimento de testemunhas; mas uma só testemunha não deporá contra alguém, para condená-lo à morte.    4877 4 35 31 Não aceitareis resgate pela vida de um homicida que é réu de morte; porém ele certamente será morto.    4878 4 35 32 Também não aceitareis resgate por aquele que se tiver acolhido à sua cidade de refúgio, a fim de que ele possa tornar a habitar na terra antes da morte do sumo sacerdote.    4879 4 35 33 Assim não profanareis a terra da vossa habitação, porque o sangue profana a terra; e nenhuma expiação se poderá fazer pela terra por causa do sangue que nela for derramado, senão com o sangue daquele que o derramou.    4880 4 35 34 Não contaminareis, pois, a terra em que haveis de habitar, no meio da qual eu também habitarei; pois eu, o Senhor, habito no meio dos filhos de Israel.    4881 4 36 1 Chegaram-se então os cabeças das casas paternas da família dos filhos de Gileade, filho de Maquir, filho de Manassés, das famílias dos filhos de José, e falaram diante de Moisés, e diante dos príncipes, cabeças das casas paternas dos filhos de Israel,    4882 4 36 2 e disseram: O Senhor mandou a meu senhor que por sortes repartisse a terra em herança aos filhos de Israel; e meu senhor recebeu ordem do senhor de dar a herança do nosso irmão Zelofeade às filhas deste.    4883 4 36 3 E, se elas se casarem com os filhos das outras tribos de Israel, então a sua herança será diminuída da herança de nossos pais, e acrescentada à herança da tribo a que vierem a pertencer; assim será tirada da sorte da nossa herança.    4884 4 36 4 Vindo também o ano do jubileu dos filhos de Israel, a herança delas será acrescentada à herança da tribo a que pertencerem; assim a sua herança será tirada da herança da tribo de nossos pais.    4885 4 36 5 Então Moisés falou aos filhos de Israel, segundo a palavra do senhor, dizendo: A tribo dos filhos de José fala o que é justo.    4886 4 36 6 Isto é o que o senhor ordenou acerca das filhas de Zelofeade, dizendo: Casem com quem bem parecer aos seus olhos, contanto que se casem na família da tribo de seu pai.    4887 4 36 7 Assim a herança dos filhos de Israel não passará de tribo em tribo, pois os filhos de Israel se apegarão cada um a herança da tribo de seus pais.    4888 4 36 8 E toda filha que possuir herança em qualquer tribo dos filhos de Israel se casará com alguém da família da tribo de seu pai, para que os filhos de Israel possuam cada um a herança de seus pais.    4889 4 36 9 Assim nenhuma herança passará de uma tribo a outra, pois as tribos dos filhos de Israel se apegarão cada uma à sua herança.    4890 4 36 10 Como o Senhor ordenara a Moisés, assim fizeram as filhas de Zelofeade;    4891 4 36 11 pois Macla, Tirza, Hogla, Milca e Noa, filhas de Zelofeade, se casaram com os filhos de seus tios paternos.    4892 4 36 12 Casaram-se nas famílias dos filhos de Manassés, filho de José; assim a sua herança permaneceu na tribo da família de seu pai.    4893 4 36 13 São esses os mandamentos e os preceitos que o Senhor ordenou aos filhos de Israel por intermédio de Moisés nas planícies de Moabe, junto ao Jordão, na altura de Jericó.    4894 5 1 1 Estas são as palavras que Moisés falou a todo Israel além do Jordão, no deserto, na Arabá defronte de Sufe, entre Parã, Tofel, Labã, Hazerote e Di-Zaabe.    4895 5 1 2 São onze dias de viagem desde Horebe, pelo caminho da montanha de Seir, até Cades-Barnéia.    4896 5 1 3 No ano quadragésimo, no mês undécimo, no primeiro dia do mês, Moisés falou aos filhos de Israel, conforme tudo o que o senhor lhes mandara por seu intermédio,    4897 5 1 4 depois que derrotou a Siom, rei dos amorreus, que habitava em Hesbom, e a Ogue, rei de Basã, que habitava em Astarote, em Edrei.    4898 5 1 5 Além do Jordão, na terra de Moabe, Moisés se pôs a explicar esta lei, e disse:    4899 5 1 6 O Senhor nosso Deus nos falou em Horebe, dizendo: Assaz vos haveis demorado neste monte.    4900 5 1 7 Voltai-vos, ponde-vos a caminho, e ide à região montanhosa dos amorreus, e a todos os lugares vizinhos, na Arabá, na região montanhosa, no vale e no sul; à beira do mar, à terra dos cananeus, e ao Líbano, até o grande rio, o rio Eufrates.    4901 5 1 8 Eis que tenho posto esta terra diante de vós; entrai e possuí a terra que o Senhor prometeu com juramento dar a vossos pais, Abraão, Isaque, e Jacó, a eles e à sua descendência depois deles.    4902 5 1 9 Nesse mesmo tempo eu vos disse: Eu sozinho não posso levar-vos,    4903 5 1 10 o Senhor vosso Deus já vos tem multiplicado, e eis que hoje sois tão numerosos como as estrelas do céu.    4904 5 1 11 O Senhor Deus de vossos pais vos faça mil vezes mais numerosos do que sois; e vos abençoe, como vos prometeu.    4905 5 1 12 Como posso eu sozinho suportar o vosso peso, as vossas cargas e as vossas contendas?    4906 5 1 13 Tomai-vos homens sábios, entendidos e experimentados, segundo as vossas tribos, e eu os porei como cabeças sobre vós.    4907 5 1 14 Então me respondestes: bom fazermos o que disseste.    4908 5 1 15 Tomei, pois, os cabeças de vossas tribos, homens sábios e experimentados, e os constituí por cabeças sobre vós, chefes de mil, chefes de cem, chefes de cinqüenta e chefes de dez, por oficiais, segundo as vossas tribos.    4909 5 1 16 E no mesmo tempo ordenei a vossos juízes, dizendo: Ouvi as causas entre vossos irmãos, e julgai com justiça entre o homem e seu irmão, ou o estrangeiro que está com ele.    4910 5 1 17 Não fareis acepção de pessoas em juízo; de um mesmo modo ouvireis o pequeno e o grande; não temereis a face de ninguém, porque o juízo é de Deus; e a causa que vos for difícil demais, a trareis a mim, e eu a ouvirei.    4911 5 1 18 Assim naquele tempo vos ordenei todas as coisas que devíeis fazer.    4912 5 1 19 Então partimos de Horebe, e caminhamos por todo aquele grande e terrível deserto que vistes, pelo caminho das montanhas dos amorreus, como o Senhor nosso Deus nos ordenara; e chegamos a Cades-Barnéia.    4913 5 1 20 Então eu vos disse: Chegados sois às montanhas dos amorreus, que o Senhor nosso Deus nos dá.    4914 5 1 21 Eis aqui o Senhor teu Deus tem posto esta terra diante de ti; sobe, apodera-te dela, como te falou o Senhor Deus de teus pais; não temas, e não te assustes.    4915 5 1 22 Então todos vós vos chegastes a mim, e dissestes: Mandemos homens adiante de nós, para que nos espiem a terra e, de volta, nos ensinem o caminho pelo qual devemos subir, e as cidades a que devemos ir.    4916 5 1 23 Isto me pareceu bem; de modo que dentre vós tomei doze homens, de cada tribo um homem;    4917 5 1 24 foram-se eles e, subindo as montanhas, chegaram até o vale de Escol e espiaram a terra.    4918 5 1 25 Tomaram do fruto da terra nas mãos, e no-lo trouxeram; e nos informaram, dizendo: Boa é a terra que nos dá o Senhor nosso Deus.    4919 5 1 26 Todavia, vós não quisestes subir, mas fostes rebeldes ao mandado do Senhor nosso Deus;    4920 5 1 27 e murmurastes nas vossas tendas, e dissestes: Porquanto o Senhor nos odeia, tirou-nos da terra do Egito para nos entregar nas mãos dos amorreus, a fim de nos destruir.    4921 5 1 28 Para onde estamos nós subindo? nossos irmãos fizeram com que se derretesse o nosso coração, dizendo: Maior e mais alto é o povo do que nós; as cidades são grandes e fortificadas até o céu; e também vimos ali os filhos dos anaquins.    4922 5 1 29 Então eu vos disse: Não vos atemorizeis, e não tenhais medo deles.    4923 5 1 30 O Senhor vosso Deus, que vai adiante de vós, ele pelejará por vós, conforme tudo o que tem feito por vós diante dos vossos olhos, no Egito,    4924 5 1 31 como também no deserto, onde vistes como o Senhor vosso Deus vos levou, como um homem leva seu filho, por todo o caminho que andastes, até chegardes a este lugar.    4925 5 1 32 Mas nem ainda assim confiastes no Senhor vosso Deus,    4926 5 1 33 que ia adiante de vós no caminho, de noite no fogo e de dia na nuvem, para vos achar o lugar onde devíeis acampar, e para vos mostrar o caminho por onde havíeis de andar.    4927 5 1 34 Ouvindo, pois, o Senhor a voz das vossas palavras, indignou-se e jurou, dizendo:    4928 5 1 35 Nenhum dos homens desta geração perversa verá a boa terra que prometi com juramento dar a vossos pais,    4929 5 1 36 salvo Calebe, filho de Jefoné; ele a verá, e a terra que pisou darei a ele e a seus filhos, porquanto perseverou em seguir ao Senhor.    4930 5 1 37 Também contra mim o Senhor se indignou por vossa causa, dizendo: Igualmente tu lá não entrarás.    4931 5 1 38 Josué, filho de Num, que te serve, ele ali entrará; anima-o, porque ele fará que Israel a receba por herança.    4932 5 1 39 E vossos pequeninos, dos quais dissestes que seriam por presa, e vossos filhos que hoje não conhecem nem o bem nem o mal, esses lá entrarão, a eles a darei e eles a possuirão.    4933 5 1 40 Quanto a vós, porém, virai-vos, e parti para o deserto, pelo caminho do Mar Vermelho.    4934 5 1 41 Então respondestes, e me dissestes: Pecamos contra o Senhor; nós subiremos e pelejaremos, conforme tudo o que nos ordenou o Senhor nosso Deus. Vós, pois, vos armastes, cada um, dos vossos instrumentos de guerra, e temerariamente propusestes subir a montanha.    4935 5 1 42 E disse-me o Senhor: Dize-lhes: Não subais nem pelejeis, pois não estou no meio de vós; para que não sejais feridos diante de vossos inimigos.    4936 5 1 43 Assim vos falei, mas não ouvistes; antes fostes rebeldes à ordem do Senhor e, agindo presunçosamente, subistes à montanha.    4937 5 1 44 E os amorreus, que habitavam naquela montanha, vos saíram ao encontro e, perseguindo-vos como fazem as abelhas, vos destroçaram desde Seir até Horma.    4938 5 1 45 Voltastes, pois, e chorastes perante o Senhor; mas o Senhor não ouviu a vossa voz, nem para vós inclinou os ouvidos.    4939 5 1 46 Assim foi grande a vossa demora em Cades, pois ali vos demorastes muitos dias.    4940 5 2 1 Depois viramo-nos, e caminhamos para o deserto, pelo caminho do Mar Vermelho, como o Senhor me tinha dito, e por muitos dias rodeamos o monte Seir.    4941 5 2 2 Então o Senhor me disse:    4942 5 2 3 Basta de rodeardes este monte; virai-vos para o norte.    4943 5 2 4 Dá ordem ao povo, dizendo: Haveis de passar pelo território de vossos irmãos, os filhos de Esaú, que habitam em Seir; e eles terão medo de vós. Portanto guardai-vos bem;    4944 5 2 5 não contendais com eles, porque não vos darei da sua terra nem sequer o que pisar a planta de um pé; porquanto a Esaú dei o monte Seir por herança.    4945 5 2 6 Comprareis deles por dinheiro mantimento para comerdes, como também comprareis deles água para beberdes.    4946 5 2 7 Pois o Senhor teu Deus te há abençoado em toda obra das tuas mãos; ele tem conhecido o teu caminho por este grande deserto; estes quarenta anos o Senhor teu Deus tem estado contigo; nada te há faltado.    4947 5 2 8 Assim, pois, passamos por nossos irmãos, os filhos de Esaú, que habitam em Seir, desde o caminho da Arabá de Elate e de Eziom-Geber: Depois nos viramos e passamos pelo caminho do deserto de Moabe.    4948 5 2 9 Então o Senhor me disse: Não molestes aos de Moabe, e não contendas com eles em peleja, porque nada te darei da sua terra por herança; porquanto dei Ar por herança aos filhos de Ló.    4949 5 2 10 (Antes haviam habitado nela os emins, povo grande e numeroso, e alto como os anaquins;    4950 5 2 11 eles também são considerados refains como os anaquins; mas os moabitas lhes chamam emins.    4951 5 2 12 Outrora os horeus também habitaram em Seir; porém os filhos de Esaú os desapossaram, e os destruíram de diante de si, e habitaram no lugar deles, assim come Israel fez à terra da sua herança, que o Senhor lhe deu.)    4952 5 2 13 Levantai-vos agora, e passai o ribeiro de Zerede. Passamos, pois, o ribeiro de Zerede.    4953 5 2 14 E os dias que caminhamos, desde Cades-Barnéia até passarmos o ribeiro de Zerede, foram trinta e oito anos, até que toda aquela geração dos homens de guerra se consumiu do meio do arraial, como o Senhor lhes jurara.    4954 5 2 15 Também foi contra eles a mão do Senhor, para os destruir do meio do arraial, até os haver consumido.    4955 5 2 16 Ora, sucedeu que, sendo já consumidos pela morte todos os homens de guerra dentre o povo,    4956 5 2 17 o Senhor me disse:    4957 5 2 18 Hoje passarás por Ar, o limite de Moabe;    4958 5 2 19 e quando chegares defronte dos amonitas, não os molestes, e com eles não contendas, porque nada te darei da terra dos amonitas por herança; porquanto aos filhos de Ló a dei por herança.    4959 5 2 20 (Também essa é considerada terra de refains; outrora habitavam nela refains, mas os amonitas lhes chamam zanzumins,    4960 5 2 21 povo grande e numeroso, e alto como os anaquins; mas o Senhor os destruiu de diante dos amonitas; e estes, tendo-os desapossado, habitaram no lugar deles;    4961 5 2 22 assim como fez pelos filhos de Esaú, que habitam em Seir, quando de diante deles destruiu os horeus; e os filhos de Esaú, havendo-os desapossado, habitaram no lugar deles até hoje.    4962 5 2 23 Também os caftorins, que saíram de Caftor, destruíram os aveus, que habitavam em aldeias até Gaza, e habitaram no lugar deles.)    4963 5 2 24 Levantai-vos, parti e passai o ribeiro de Arnom; eis que entreguei nas tuas mãos a Siom, o amorreu, rei de Hesbom, e à sua terra; começa a te apoderares dela, contendendo com eles em peleja.    4964 5 2 25 Neste dia começarei a meter terror e medo de ti aos povos que estão debaixo de todo o céu; os quais, ao ouvirem a tua fama, tremerão e se angustiarão por causa de ti.    4965 5 2 26 Então, do deserto de Quedemote, mandei mensageiros a Siom, rei de Hesbom, com palavras de paz, dizendo:    4966 5 2 27 Deixa-me passar pela tua terra; somente pela estrada irei, não me desviando nem para a direita nem para a esquerda.    4967 5 2 28 Por dinheiro me venderás mantimento, para que eu coma; e por dinheiro me darás a água, para que eu beba. Tão-somente deixa-me passar a pé,    4968 5 2 29 assim como me fizeram os filhos de Esaú, que habitam em Seir, e os moabitas que habitam em Ar; até que eu passe o Jordão para a terra que o Senhor nosso Deus nos dá.    4969 5 2 30 Mas Siom, rei de Hesbom, não nos quis deixar passar por sua terra, porquanto o Senhor teu Deus lhe endurecera o espírito, e lhe fizera obstinado o coração, para to entregar nas mãos, como hoje se vê.    4970 5 2 31 Disse-me, pois, o Senhor: Eis aqui, comecei a entregar-te Siom e a sua terra; começa, pois, a te apoderares dela, para possuíres a sua terra por herança.    4971 5 2 32 Então Siom nos saiu ao encontro, ele e todo o seu povo, à peleja, em Jaza;    4972 5 2 33 e o Senhor nosso Deus no-lo entregou, e o ferimos a ele, e a seus filhos, e a todo o seu povo.    4973 5 2 34 Também naquele tempo lhe tomamos todas as cidades, e fizemos perecer a todos, homens, mulheres e pequeninos, não deixando sobrevivente algum;    4974 5 2 35 somente tomamos por presa o gado para nós, juntamente com o despojo das cidades que havíamos tomado.    4975 5 2 36 Desde Aroer, que está à borda do vale do Arnom, e desde a cidade que está no vale, até Gileade, nenhuma cidade houve tão alta que de nós escapasse; tudo o Senhor nosso Deus no-lo entregou.    4976 5 2 37 Somente à terra dos amonitas não chegastes, nem a parte alguma da borda do ribeiro de Jaboque, nem a cidade alguma da região montanhosa, nem a coisa alguma que o Senhor nosso Deus proibira.    4977 5 3 1 Depois nos viramos e subimos pelo caminho de Basã; e Ogue, rei de Basã, nos saiu ao encontro, ele e todo o seu povo, à peleja, em Edrei.    4978 5 3 2 Então o Senhor me disse: Não o temas, porque to entreguei nas mãos, a ele e a todo o seu povo, e a sua terra; e farás a ele como fizeste a Siom, rei dos amorreus, que habitava em Hesbom.    4979 5 3 3 Assim o Senhor nosso Deus nos entregou nas mãos também a Ogue, rei de Basã, e a todo o seu povo; de maneira que o ferimos, até que não lhe ficou sobrevivente algum.    4980 5 3 4 E naquele tempo tomamos todas as suas cidades; nenhuma cidade houve que não lhes tomássemos: sessenta cidades, toda a região de Argobe, o reino de Ogue em Basã,    4981 5 3 5 cidades estas todas fortificadas com altos muros, portas e ferrolhos, além de muitas cidades sem muros.    4982 5 3 6 E destruímo-las totalmente, como fizéramos a Siom, rei de Hesbom, fazendo perecer a todos, homens, mulheres e pequeninos.    4983 5 3 7 Mas todo o gado e o despojo das cidades, tomamo-los por presa para nós.    4984 5 3 8 Assim naquele tempo tomamos a terra da mão daqueles dois reis dos amorreus, que estavam além do Jordão, desde o rio Arnom até o monte Hermom    4985 5 3 9 (ao Hermom os sidônios chamam Siriom, e os amorreus chamam-lhe Senir) ,    4986 5 3 10 todas as cidades do planalto, e todo o Gileade, e todo o Basã, até Salca e Edrei, cidades do reino de Ogue em Basã.    4987 5 3 11 Porque só Ogue, rei de Basã, ficou de resto dos refains; eis que o seu leito, um leito de ferro, não está porventura em Rabá dos amonitas? o seu comprimento é de nove côvados, e de quatro côvados a sua largura, segundo o côvado em uso.    4988 5 3 12 Naquele tempo, pois, tomamos essa terra por possessão. Desde Aroer, que está junto do vale do Arnom, e a metade da região montanhosa de Gileade, com as suas cidades, dei aos nibenitas e gaditas;    4989 5 3 13 e dei à meia tribo de Manassés o resto de Gileade, como também todo o Basã, o reino de Ogue, isto é, toda a região de Argobe com todo o Basã. (O mesmo se chamava a terra dos refains.    4990 5 3 14 Jair, filho de Manassés, tomou toda a região de Argobe, até a fronteira dos resuritas e dos maacatitas, e lhes chamou, inclusive o Basã, pelo seu nome, Havote-Jair, até hoje).    4991 5 3 15 E a Maquir dei Gileade.    4992 5 3 16 Mas aos rubenitas e gaditas dei desde Gileade até o vale do Arnom, tanto o meio do vale como a sua borda, e até o ribeiro de Jaboque, o termo dos amonitas;    4993 5 3 17 como também a Arabá, com o Jordão por termo, desde Quinerete até o mar da Arabá, o Mar Salgado, pelas faldas de Pisga para o oriente.    4994 5 3 18 No mesmo tempo também vos ordenei, dizendo: O Senhor vosso Deus vos deu esta terra, para a possuirdes; vós, todos os homens valentes, passareis armados adiante de vossos irmãos, os filhos de Israel.    4995 5 3 19 Tão-somente vossas mulheres, e vossos pequeninos, e vosso gado (porque eu sei que tendes muito gado) ficarão nas cidades que já vos dei;    4996 5 3 20 até que o Senhor dê descanso a vossos irmãos como a vós, e eles também possuam a terra que o Senhor vosso Deus lhes dá além do Jordão: Então voltareis cada qual à sua herança que já vos tenho dado.    4997 5 3 21 Também dei ordem a Josué no mesmo tempo, dizendo: Os teus olhos viram tudo o que o Senhor vosso Deus tem feito a esses dois reis; assim fará o Senhor a todos os reinos a que tu estás passando.    4998 5 3 22 Não tenhais medo deles, porque o Senhor vosso Deus é o que peleja por nós.    4999 5 3 23 Também roguei ao Senhor nesse tempo, dizendo:    5000 5 3 24 ç Senhor Jeová, tu já começaste a mostrar ao teu servo a tua grandeza e a tua forte mão; pois, que Deus há no céu ou na terra, que possa fazer segundo as tuas obras, e segundo os teus grandes feitos?    5001 5 3 25 Rogo-te que me deixes passar, para que veja essa boa terra que está além do Jordão, essa boa região montanhosa, e o Líbano!    5002 5 3 26 Mas o Senhor indignou-se muito contra mim por causa de vós, e não me ouviu; antes me disse: Basta; não me fales mais nisto.    5003 5 3 27 sobe ao cume do Pisga, e levanta os olhos para o ocidente, para o norte, para o sul e para o oriente, e contempla com os teus olhos; porque não passarás este Jordão.    5004 5 3 28 Mas dá ordens a Josué, anima-o, e fortalece-o, porque ele passará adiante deste povo, e o levará a possuir a terra que tu verás.    5005 5 3 29 Assim ficamos no vale defronte de Bete-Peor.    5006 5 4 1 Agora, pois, ó Israel, ouve os estatutos e os preceitos que eu vos ensino, para os observardes, a fim de que vivais, e entreis e possuais a terra que o Senhor Deus de vossos pais vos dá.    5007 5 4 2 Não acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do Senhor vosso Deus, que eu vos mando.    5008 5 4 3 Os vossos olhos viram o que o Senhor fez por causa de Baal-Peor; pois a todo homem que seguiu a Baal-Peor, o Senhor vosso Deus o consumiu do meio de vós.    5009 5 4 4 Mas vós, que vos apegastes ao Senhor vosso Deus, todos estais hoje vivos.    5010 5 4 5 Eis que vos ensinei estatutos e preceitos, como o Senhor meu Deus me ordenou, para que os observeis no meio da terra na qual estais entrando para a possuirdes.    5011 5 4 6 Guardai-os e observai-os, porque isso é a vossa sabedoria e o vosso entendimento à vista dos povos, que ouvirão todos estes, estatutos, e dirão: Esta grande nação é deveras povo sábio e entendido.    5012 5 4 7 Pois que grande nação há que tenha deuses tão chegados a si como o é a nós o Senhor nosso Deus todas as vezes que o invocamos?    5013 5 4 8 E que grande nação há que tenha estatutos e preceitos tão justos como toda esta lei que hoje ponho perante vós?    5014 5 4 9 Tão-somente guarda-te a ti mesmo, e guarda bem a tua alma, para que não te esqueças das coisas que os teus olhos viram, e que elas não se apaguem do teu coração todos os dias da tua vida; porém as contarás a teus filhos, e aos filhos de teus filhos;    5015 5 4 10 o dia em que estiveste perante o Senhor teu Deus em Horebe, quando o Senhor me disse: Ajunta-me este povo, e os farei ouvir as minhas palavras, e aprendê-las-ão, para me temerem todos os dias que na terra viverem, e as ensinarão a seus filhos.    5016 5 4 11 Então vós vos chegastes, e vos pusestes ao pé do monte; e o monte ardia em fogo até o meio do céu, e havia trevas, e nuvens e escuridão.    5017 5 4 12 E o Senhor vos falou do meio do fogo; ouvistes o som de palavras, mas não vistes forma alguma; tão-somente ouvistes uma voz.    5018 5 4 13 Então ele vos anunciou o seu pacto, o qual vos ordenou que observásseis, isto é, os dez mandamentos; e os escreveu em duas tábuas de pedra.    5019 5 4 14 Também o Senhor me ordenou ao mesmo tempo que vos ensinasse estatutos e preceitos, para que os cumprísseis na terra a que estais passando para a possuirdes.    5020 5 4 15 Guardai, pois, com diligência as vossas almas, porque não vistes forma alguma no dia em que o Senhor vosso Deus, em Horebe, falou convosco do meio do fogo;    5021 5 4 16 para que não vos corrompais, fazendo para vós alguma imagem esculpida, na forma de qualquer figura, semelhança de homem ou de mulher;    5022 5 4 17 ou semelhança de qualquer animal que há na terra, ou de qualquer ave que voa pelo céu;    5023 5 4 18 ou semelhança de qualquer animal que se arrasta sobre a terra, ou de qualquer peixe que há nas águas debaixo da terra;    5024 5 4 19 e para que não suceda que, levantando os olhos para o céu, e vendo o sol, a lua e as estrelas, todo esse exército do céu, sejais levados a vos inclinardes perante eles, prestando culto a essas coisas que o Senhor vosso Deus repartiu a todos os povos debaixo de todo o céu.    5025 5 4 20 Mas o Senhor vos tomou, e vos tirou da fornalha de ferro do Egito, a fim de lhe serdes um povo hereditário, como hoje o sois.    5026 5 4 21 O Senhor se indignou contra mim por vossa causa, e jurou que eu não passaria o Jordão, e que não entraria na boa terra que o Senhor vosso Deus vos dá por herança;    5027 5 4 22 mas eu tenho de morrer nesta terra; não poderei passar o Jordão; porém vós o passareis, e possuireis essa boa terra.    5028 5 4 23 Guardai-vos de que vos esqueçais do pacto do Senhor vosso Deus, que ele fez convosco, e não façais para vós nenhuma imagem esculpida, semelhança de alguma coisa que o Senhor vosso Deus vos proibiu.    5029 5 4 24 Porque o Senhor vosso Deus é um fogo consumidor, um Deus zeloso.    5030 5 4 25 Quando, pois, tiverdes filhos, e filhos de filhos, e envelhecerdes na terra, e vos corromperdes, fazendo alguma imagem esculpida, semelhança de alguma coisa, e praticando o que é mau aos olhos do Senhor vosso Deus, para o provocar a ira, -    5031 5 4 26 hoje tomo por testemunhas contra vós o céu e a terra, - bem cedo perecereis da terra que, passado o Jordão, ides possuir. Não prolongareis os vossos dias nela, antes sereis de todo destruídos.    5032 5 4 27 E o Senhor vos espalhará entre os povos, e ficareis poucos em número entre as nações para as quais o Senhor vos conduzirá.    5033 5 4 28 Lá servireis a deuses que são obra de mãos de homens, madeira e pedra, que não vêem, nem ouvem, nem comem, nem cheiram.    5034 5 4 29 Mas de lá buscarás ao Senhor teu Deus, e o acharás, quando o buscares de todo o teu coração e de toda a tua alma.    5035 5 4 30 Quando estiveres em angústia, e todas estas coisas te alcançarem, então nos últimos dias voltarás para o Senhor teu Deus, e ouvirás a sua voz;    5036 5 4 31 porquanto o Senhor teu Deus é Deus misericordioso, e não te desamparará, nem te destruirá, nem se esquecerá do pacto que jurou a teus pais.    5037 5 4 32 Agora, pois, pergunta aos tempos passados que te precederam desde o dia em que Deus criou o homem sobre a terra, desde uma extremidade do céu até a outra, se aconteceu jamais coisa tão grande como esta, ou se jamais se ouviu coisa semelhante?    5038 5 4 33 Ou se algum povo ouviu a voz de Deus falar do meio do fogo, como tu a ouviste, e ainda ficou vivo?    5039 5 4 34 Ou se Deus intentou ir tomar para si uma nação do meio de outra nação, por meio de provas, de sinais, de maravilhas, de peleja, de mão poderosa, de braço estendido, bem como de grandes espantos, segundo tudo quanto fez a teu favor o Senhor teu Deus, no Egito, diante dos teus olhos?    5040 5 4 35 A ti te foi mostrado para que soubesses que o Senhor é Deus; nenhum outro há senão ele.    5041 5 4 36 Do céu te fez ouvir a sua voz, para te instruir, e sobre a terra te mostrou o seu grande fogo, do meio do qual ouviste as suas palavras.    5042 5 4 37 E, porquanto amou a teus pais, não somente escolheu a sua descendência depois deles, mas também te tirou do Egito com a sua presença e com a sua grande força;    5043 5 4 38 para desapossar de diante de ti nações maiores e mais poderosas do que tu, para te introduzir na sua terra e ta dar por herança, como neste dia se vê.    5044 5 4 39 Pelo que hoje deves saber e considerar no teu coração que só o Senhor é Deus, em cima no céu e embaixo na terra; não há nenhum outro.    5045 5 4 40 E guardarás os seus estatutos e os seus mandamentos, que eu te ordeno hoje, para que te vá bem a ti, e a teus filhos depois de ti, e para que prolongues os dias na terra que o Senhor teu Deus te dá, para todo o sempre.    5046 5 4 41 Então Moisés separou três cidades além do Jordão, para o nascente,    5047 5 4 42 para que se refugiasse ali o homicida que involuntariamente tivesse matado o seu próximo a quem dantes não tivesse ódio algum; para que, refugiando-se numa destas cidades, vivesse:    5048 5 4 43 a Bezer, no deserto, no planalto, para os rubenitas; a Ramote, em Gileade, para os paditas; e a Golã, em Basã, para os manassitas.    5049 5 4 44 Esta é a lei que Moisés propôs aos filhos de Israel;    5050 5 4 45 estes são os testemunhos, os estatutos e os preceitos que Moisés falou aos filhos de Israel, depois que saíram do Egito,    5051 5 4 46 além do Jordão, no vale defronte de Bete-Peor, na terra de Siom, rei dos amorreus, que habitava em Hesbom, a quem Moisés e os filhos de Israel derrotaram, depois que saíram do Egito;    5052 5 4 47 pois tomaram a terra deles em possessão, como também a terra de Ogue, rei de Basã, sendo esses os dois reis dos amorreus, que estavam além do Jordão, para o nascente;    5053 5 4 48 desde Aroer, que está à borda do ribeiro de Arnom, até o monte de Siom, que é Hermom,    5054 5 4 49 e toda a Arabá, além do Jordão, para o oriente, até o mar da Arabá, pelas faldas de Pisga.    5055 5 5 1 Chamou, pois, Moisés a todo o Israel, e disse-lhes: Ouve, ó Israel, os estatutos e preceitos que hoje vos falo aos ouvidos, para que os aprendais e cuideis em os cumprir.    5056 5 5 2 O Senhor nosso Deus fez um pacto conosco em Horebe.    5057 5 5 3 Não com nossos pais fez o Senhor esse pacto, mas conosco, sim, com todos nós que hoje estamos aqui vivos.    5058 5 5 4 Face a face falou o Senhor conosco no monte, do meio o fogo    5059 5 5 5 (estava eu nesse tempo entre o Senhor e vós, para vos anunciar a palavra do Senhor; porque tivestes medo por causa do fogo, e não subistes ao monte) , dizendo ele:    5060 5 5 6 Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão.    5061 5 5 7 Não terás outros deuses diante de mim.    5062 5 5 8 Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra;    5063 5 5 9 não te encurvarás diante delas, nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam,    5064 5 5 10 e uso de misericórdia com milhares dos que me amam e guardam os meus mandamentos.    5065 5 5 11 Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente aquele que tomar o seu nome em vão.    5066 5 5 12 Guarda o dia do sábado, para o santificar, como te ordenou o senhor teu Deus;    5067 5 5 13 seis dias trabalharás, e farás todo o teu trabalho;    5068 5 5 14 mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu boi, nem o teu jumento, nem animal algum teu, nem o estrangeiro que está dentro das tuas portas; para que o teu servo e a tua serva descansem assim como tu.    5069 5 5 15 Lembra-te de que foste servo na terra do Egito, e que o Senhor teu Deus te tirou dali com mão forte e braço estendido; pelo que o Senhor teu Deus te ordenou que guardasses o dia do sábado.    5070 5 5 16 Honra a teu pai e a tua mãe, como o senhor teu Deus te ordenou, para que se prolonguem os teus dias, e para que te vá bem na terra que o Senhor teu Deus te dá.    5071 5 5 17 Não matarás.    5072 5 5 18 Não adulterarás.    5073 5 5 19 Não furtarás.    5074 5 5 20 Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.    5075 5 5 21 Não cobiçarás a mulher do teu próximo; não desejarás a casa do teu próximo; nem o seu campo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.    5076 5 5 22 Essas palavras falou o senhor a toda a vossa assembléia no monte, do meio do fogo, da nuvem e da escuridão, com grande voz; e nada acrescentou. E escreveu-as em duas tábuas de pedra, que ele me deu.    5077 5 5 23 Mas quando ouvistes a voz do meio das trevas, enquanto ardia o monte em fogo, viestes ter comigo, mesmo todos os cabeças das vossas tribos, e vossos anciãos,    5078 5 5 24 e dissestes: Eis que o Senhor nosso Deus nos fez ver a sua glória e a sua grandeza, e ouvimos a sua voz do meio do fogo; hoje vimos que Deus fala com o homem, e este ainda continua vivo.    5079 5 5 25 Agora, pois, por que havemos de morrer? Este grande fogo nos consumirá; se ainda mais ouvirmos a voz do Senhor nosso Deus, morreremos.    5080 5 5 26 Porque, quem há de toda a carne, que tenha ouvido a voz do Deus vivente a falar do meio do fogo, como nós a ouvimos, e ainda continue vivo?    5081 5 5 27 Chega-te tu, e ouve tudo o que o Senhor nosso Deus falar; e tu nos dirás tudo o que ele te disser; assim o ouviremos e o cumpriremos.    5082 5 5 28 Ouvindo, pois, o Senhor as vossas palavras, quando me faláveis, disse-me: Eu ouvi as palavras deste povo, que eles te disseram; falaram bem em tudo quanto disseram.    5083 5 5 29 Quem dera que eles tivessem tal coração que me temessem, e guardassem em todo o tempo todos os meus mandamentos, para que bem lhes fosse a eles, e a seus filhos para sempre!    5084 5 5 30 Vai, dize-lhes: Voltai às vossas tendas.    5085 5 5 31 Tu, porém, deixa-te ficar aqui comigo, e eu te direi todos os mandamentos, estatutos e preceitos que tu lhes hás de ensinar, para que eles os cumpram na terra que eu lhes dou para a possuírem.    5086 5 5 32 Olhai, pois, que façais como vos ordenou o Senhor vosso Deus; não vos desviareis nem para a direita nem para a esquerda.    5087 5 5 33 Andareis em todo o caminho que vos ordenou a Senhor vosso Deus, para que vivais e bem vos suceda, e prolongueis os vossos dias na terra que haveis de possuir.    5088 5 6 1 Estes, pois, são os mandamentos, os estatutos e os preceitos que o Senhor teu Deus mandou ensinar-te, a fim de que os cumprisses na terra a que estás passando: para a possuíres;    5089 5 6 2 para que temas ao Senhor teu Deus, e guardes todos os seus estatutos e mandamentos, que eu te ordeno, tu, e teu filho, e o filho de teu filho, todos os dias da tua vida, e para que se prolonguem os teus dias.    5090 5 6 3 Ouve, pois, ó Israel, e atenta em que os guardes, para que te vá bem, e muito te multipliques na terra que mana leite e mel, como te prometeu o Senhor Deus de teus pais.    5091 5 6 4 Ouve, ó Israel; o Senhor nosso Deus é o único Senhor.    5092 5 6 5 Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todas as tuas forças.    5093 5 6 6 E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração;    5094 5 6 7 e as ensinarás a teus filhos, e delas falarás sentado em tua casa e andando pelo caminho, ao deitar-te e ao levantar-te.    5095 5 6 8 Também as atarás por sinal na tua mão e te serão por frontais entre os teus olhos;    5096 5 6 9 e as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas.    5097 5 6 10 Quando, pois, o Senhor teu Deus te introduzir na terra que com juramento prometeu a teus pais, Abraão, Isaque e Jacó, que te daria, com grandes e boas cidades, que tu não edificaste,    5098 5 6 11 e casas cheias de todo o bem, as quais tu não encheste, e poços cavados, que tu não cavaste, vinhas e olivais, que tu não plantaste, e quando comeres e te fartares;    5099 5 6 12 guarda-te, que não te esqueças do Senhor, que te tirou da terra do Egito, da casa da servidão.    5100 5 6 13 Temerás ao Senhor teu Deus e o servirás, e pelo seu nome jurarás.    5101 5 6 14 Não seguirás outros deuses, os deuses dos povos que houver à roda de ti;    5102 5 6 15 porque o Senhor teu Deus é um Deus zeloso no meio de ti; para que a ira do Senhor teu Deus não se acenda contra ti, e ele te destrua de sobre a face da terra.    5103 5 6 16 Não tentareis o Senhor vosso Deus, como o tentastes em Massá.    5104 5 6 17 Diligentemente guardarás os mandamentos do Senhor teu Deus, como também os seus testemunhos, e seus estatutos, que te ordenou.    5105 5 6 18 Também praticarás o que é reto e bom aos olhos do Senhor, para que te vá bem, e entres, e possuas a boa terra, a qual o Senhor prometeu com juramento a teus pais;    5106 5 6 19 para que lance fora de diante de ti todos os teus inimigos, como disse o Senhor.    5107 5 6 20 Quando teu filho te perguntar no futuro, dizendo: Que significam os testemunhos, estatutos e preceitos que o Senhor nosso Deus vos ordenou?    5108 5 6 21 responderás a teu filho: Éramos servos de Faraó no Egito, porém o Senhor, com mão forte, nos tirou de lá;    5109 5 6 22 e, aos nossos olhos, o Senhor fez sinais e maravilhas grandes e penosas contra o Egito, contra Faraó e contra toda a sua casa;    5110 5 6 23 mas nos tirou de lá, para nos introduzir e nos dar a terra que com juramento prometera a nossos pais.    5111 5 6 24 Pelo que o Senhor nos ordenou que observássemos todos estes estatutos, que temêssemos o Senhor nosso Deus, para o nosso bem em todo o tempo, a fim de que ele nos preservasse em vida, assim como hoje se vê.    5112 5 6 25 E será justiça para nós, se tivermos cuidado de cumprir todos estes mandamentos perante o Senhor nosso Deus, como ele nos ordenou.    5113 5 7 1 Quando o Senhor teu Deus te houver introduzido na terra a que vais a fim de possuí-la, e tiver lançado fora de diante de ti muitas nações, a saber, os heteus, os girgaseus, os amorreus, os cananeus, os perizeus, os heveus e os jebuseus, sete nações mais numerosas e mais poderosas do que tu;    5114 5 7 2 e quando o Senhor teu Deus tas tiver entregue, e as ferires, totalmente as destruirás; não farás com elas pacto algum, nem terás piedade delas;    5115 5 7 3 não contrairás com elas matrimônios; não darás tuas filhas a seus filhos, e não tomarás suas filhas para teus filhos;    5116 5 7 4 pois fariam teus filhos desviarem-se de mim, para servirem a outros deuses; e a ira do Senhor se acenderia contra vós, e depressa vos consumiria.    5117 5 7 5 Mas assim lhes fareis: Derrubareis os seus altares, quebrareis as suas colunas, cortareis os seus aserins, e queimareis a fogo as suas imagens esculpidas.    5118 5 7 6 Porque tu és povo santo ao Senhor teu Deus; o Senhor teu Deus te escolheu, a fim de lhe seres o seu próprio povo, acima de todos os povos que há sobre a terra.    5119 5 7 7 O Senhor não tomou prazer em vós nem vos escolheu porque fôsseis mais numerosos do que todos os outros povos, pois éreis menos em número do que qualquer povo;    5120 5 7 8 mas, porque o Senhor vos amou, e porque quis guardar o juramento que fizera a vossos pais, foi que vos tirou com mão forte e vos resgatou da casa da servidão, da mão de Faraó, rei do Egito.    5121 5 7 9 Saberás, pois, que o Senhor teu Deus é que é Deus, o Deus fiel, que guarda o pacto e a misericórdia, até mil gerações, aos que o amam e guardam os seus mandamentos;    5122 5 7 10 e que retribui diretamente aos que o odeiam, para os destruir; não será remisso para quem o odeia, diretamente lhe retribuirá.    5123 5 7 11 Guardarás, pois, os mandamentos, os estatutos e os preceitos que eu hoje te ordeno, para os cumprires.    5124 5 7 12 Sucederá, pois, que, por ouvirdes estes preceitos, e os guardardes e cumprirdes, o Senhor teu Deus te guardará o pacto e a misericórdia que com juramento prometeu a teus pais;    5125 5 7 13 ele te amará, te abençoará e te fará multiplicar; abençoará o fruto do teu ventre, e o fruto da tua terra, o teu grão, o teu mosto e o teu azeite, a criação das tuas vacas, e as crias dos teus rebanhos, na terra que com juramento prometeu a teus pais te daria.    5126 5 7 14 Bendito serás mais do que todos os povos; não haverá estéril no meio de ti, seja homem, seja mulher, nem entre os teus animais.    5127 5 7 15 E o Senhor desviará de ti toda enfermidade; não porá sobre ti nenhuma das más doenças dos egípcios, que bem conheces; no entanto as porás sobre todos os que te odiarem.    5128 5 7 16 Consumirás todos os povos que o Senhor teu Deus te entregar; os teus olhos não terão piedade deles; e não servirás a seus deuses, pois isso te seria por laço.    5129 5 7 17 Se disseres no teu coração: Estas nações são mais numerosas do que eu; como as poderei desapossar?    5130 5 7 18 delas não terás medo; antes lembrarte-ás do que o Senhor teu Deus fez a Faraó e a todos os egípcios;    5131 5 7 19 das grandes provas que os teus olhos viram, e dos sinais, e das maravilhas, e da mão forte, e do braço estendido, com que o Senhor teu Deus te tirou: Assim fará o Senhor teu Deus a todos os povos, diante dos quais tu temes.    5132 5 7 20 Além disso o Senhor teu Deus mandará entre eles vespões, até que pereçam os restantes que se tiverem escondido de ti.    5133 5 7 21 Não te espantes diante deles, porque o Senhor teu Deus está no meio de ti, Deus grande e terrível.    5134 5 7 22 E o Senhor teu Deus lançará fora de diante de ti, pouco a pouco, estas nações; não poderás destruí-las todas de pronto, para que as feras do campo não se multipliquem contra ti.    5135 5 7 23 E o Senhor tas entregará a ti, e lhes infligirá uma grande derrota, até que sejam destruídas.    5136 5 7 24 Também os seus reis te entregará nas tuas mãos, e farás desaparecer o nome deles de debaixo do céu; nenhum te poderá resistir, até que os tenhas destruído.    5137 5 7 25 As imagens esculpidas de seus deuses queimarás a fogo; não cobiçarás a prata nem o ouro que estão sobre elas, nem deles te apropriarás, para que não te enlaces neles; pois são abominação ao Senhor teu Deus.    5138 5 7 26 Não meterás, pois, uma abominação em tua casa, para que não sejas anátema, semelhante a ela; de todo a detestarás, e de todo a abominarás, pois é anátema.    5139 5 8 1 Todos os mandamentos que hoje eu vos ordeno cuidareis de observar, para que vivais, e vos multipliqueis, e entreis, e possuais a terra que o Senhor, com juramento, prometeu a vossos pais.    5140 5 8 2 E te lembrarás de todo o caminho pelo qual o Senhor teu Deus tem te conduzido durante estes quarenta anos no deserto, a fim de te humilhar e te provar, para saber o que estava no teu coração, se guardarias ou não os seus mandamentos.    5141 5 8 3 Sim, ele te humilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que nem tu nem teus pais conhecíeis; para te dar a entender que o homem não vive só de pão, mas de tudo o que sai da boca do Senhor, disso vive o homem.    5142 5 8 4 Não se envelheceram as tuas vestes sobre ti, nem se inchou o teu pé, nestes quarenta anos.    5143 5 8 5 Saberás, pois, no teu coração que, como um homem corrige a seu filho, assim te corrige o Senhor teu Deus.    5144 5 8 6 E guardarás os mandamentos de Senhor teu Deus, para andares nos seus caminhos, e para o temeres.    5145 5 8 7 Porque o Senhor teu Deus te está introduzindo numa boa terra, terra de ribeiros de águas, de fontes e de nascentes, que brotam nos vales e nos outeiros;    5146 5 8 8 terra de trigo e cevada; de vides, figueiras e romeiras; terra de oliveiras, de azeite e de mel;    5147 5 8 9 terra em que comerás o pão sem escassez, e onde não te faltará coisa alguma; terra cujas pedras são ferro, e de cujos montes poderás cavar o cobre.    5148 5 8 10 Comerás, pois, e te fartarás, e louvarás ao Senhor teu Deus pela boa terra que te deu.    5149 5 8 11 Guarda-te, que não te esqueças do Senhor teu Deus, deixando de observar os seus mandamentos, os seus preceitos e os seus estatutos, que eu hoje te ordeno;    5150 5 8 12 para não suceder que, depois de teres comido e estares farto, depois de teres edificado boas casas e estares morando nelas,    5151 5 8 13 depois de se multiplicarem as tuas manadas e es teus rebanhos, a tua prata e o teu ouro, sim, depois de se multiplicar tudo quanto tens,    5152 5 8 14 se exalte e teu coração e te esqueças do Senhor teu Deus, que te tirou da terra o Egito, da casa da servidão;    5153 5 8 15 que te conduziu por aquele grande e terrível deserto de serpentes abrasadoras e de escorpiões, e de terra árida em que não havia água, e onde te fez sair água da rocha pederneira;    5154 5 8 16 que no deserto te alimentou com o maná, que teus pais não conheciam; a fim de te humilhar e te provar, para nos teus últimos dias te fazer bem;    5155 5 8 17 e digas no teu coração: A minha força, e a fortaleza da minha mão me adquiriram estas riquezas.    5156 5 8 18 Antes te lembrarás do Senhor teu Deus, porque ele é o que te dá força para adquirires riquezas; a fim de confirmar o seu pacto, que jurou a teus pais, como hoje se vê.    5157 5 8 19 Sucederá, porém, que, se de qualquer maneira te esqueceres de Senhor teu Deus, e se seguires após outros deuses, e os servires, e te encurvares perante eles, testifico hoje contra ti que certamente perecerás.    5158 5 8 20 Como as nações que o Senhor vem destruindo diante de vós, assim vós perecereis, por não quererdes ouvir a voz do Senhor vosso Deus. rovas, de sinais, de maravilhas, de peleja,    5159 5 9 1 Ouve, ó Israel: hoje tu vais passar o Jordão para entrares para desapossares nações maiores e mais fortes do que tu, cidades grandes e muradas até o céu;    5160 5 9 2 um povo grande e alto, filhos dos anaquins, que tu conhecestes, e dos quais tens ouvido dizer: Quem poderá resistir aos filhos de Anaque?    5161 5 9 3 Sabe, pois, hoje que o Senhor teu Deus é o que passa adiante de ti como um fogo consumidor; ele os destruirá, e os subjugará diante de ti; e tu os lançarás fora, e cedo os desfarás, como o Senhor te prometeu.    5162 5 9 4 Depois que o Senhor teu Deus os tiver lançado fora de diante de ti, não digas no teu coração: por causa da minha justiça é que o Senhor me introduziu nesta terra para a possuir. Porque pela iniqüidade destas nações é que o Senhor as lança fora de diante de ti.    5163 5 9 5 Não é por causa da tua justiça, nem pela retidão do teu coração que entras a possuir a sua terra, mas pela iniqüidade destas nações o Senhor teu Deus as lança fora de diante de ti, e para confirmar a palavra que o Senhor teu Deus jurou a teus pais, Abraão, Isaque e Jacó.    5164 5 9 6 Sabe, pois, que não é por causa da tua justiça que o Senhor teu Deus te dá esta boa terra para a possuíres, pois tu és povo de dura cerviz.    5165 5 9 7 Lembra-te, e não te esqueças, de como provocaste à ira o Senhor teu Deus no deserto; desde o dia em que saíste da terra do Egito, até que chegaste a este lugar, foste rebelde contra o Senhor;    5166 5 9 8 também em Horebe provocastes à ira o Senhor, e o Senhor se irou contra vós para vos destruir.    5167 5 9 9 Quando subi ao monte a receber as tábuas de pedra, as tábuas do pacto que o Senhor fizera convosco, fiquei no monte quarenta dias e quarenta noites; não comi pão, nem bebi água.    5168 5 9 10 E o Senhor me deu as duas tábuas de pedra, escritas com o dedo de Deus; e nelas estavam escritas todas aquelas palavras que o Senhor tinha falado convosco no monte, do meio do fogo, no dia da assembléia.    5169 5 9 11 Sucedeu, pois, que ao fim dos quarenta dias e quarenta naites, o Senhor me deu as duas tábuas de pedra, as tábuas do pacto.    5170 5 9 12 E o Senhor me disse: Levanta-te, desce logo daqui, porque o teu povo, que tiraste do Egito, já se corrompeu; cedo se desviaram do caminho que eu lhes ordenei; fizeram para si uma imagem de fundição.    5171 5 9 13 Disse-me ainda o Senhor: Atentei para este povo, e eis que ele é povo de dura cerviz;    5172 5 9 14 deixa-me que o destrua, e apague o seu nome de debaixo do céu; e farei de ti nação mais poderosa e mais numerosa do que esta.    5173 5 9 15 Então me virei, e desci do monte, o qual ardia em fogo; e as duas tábuas do pacto estavam nas minhas duas mãos.    5174 5 9 16 Olhei, e eis que havíeis pecado contra o Senhor vosso Deus; tínheis feito para vós um bezerro de fundição; depressa vos tínheis desviado do caminho que o Senhor vos ordenara.    5175 5 9 17 Peguei então das duas tábuas e, arrojando-as das minhas mãos, quebrei-as diante dos vossos olhos.    5176 5 9 18 Prostrei-me perante o Senhor, como antes, quarenta dias e quarenta noites; não comi pão, nem bebi água, por causa de todo o vosso pecado que havíeis cometido, fazendo o que era mau aos olhos do Senhor, para o provocar a ira.    5177 5 9 19 Porque temi por causa da ira e do furor com que o Senhor estava irado contra vós para vos destruir; porém ainda essa vez o Senhor me ouviu.    5178 5 9 20 O Senhor se irou muito contra Arão para o destruir; mas também orei a favor de Arão ao mesmo tempo.    5179 5 9 21 Então eu tomei o vosso pecado, o bezerro que tínheis feito, e o queimei a fogo e o pisei, moendo-o bem, até que se desfez em pó; e o seu pó lancei no ribeiro que descia do monte.    5180 5 9 22 Igualmente em Tabera, e em Massá, e em Quibrote-Hataavá provocastes à ira o Senhor.    5181 5 9 23 Quando também o Senhor vos enviou de Cades-Barnéia, dizendo: Subi, e possuí a terra que vos dei; vós vos rebelastes contra o mandado do Senhor vosso Deus, e não o crestes, e não obedecestes à sua voz.    5182 5 9 24 Tendes sido rebeldes contra o Senhor desde o dia em que vos conheci.    5183 5 9 25 Assim me prostrei perante o Senhor; quarenta dias e quarenta noites estive prostrado, porquanto o Senhor ameaçara destruir-vos.    5184 5 9 26 Orei ao Senhor, dizendo: ç Senhor Jeová, não destruas o teu povo, a tua herança, que resgataste com a tua grandeza, que tiraste do Egito com mão forte.    5185 5 9 27 Lembra-te dos teus servos, Abraão, Isaque e Jacó; não atentes para a dureza deste povo, nem para a sua iniqüidade, nem para o seu pecado;    5186 5 9 28 para que o povo da terra de onde nos tiraste não diga: Porquanto o Senhor não pôde introduzi-los na terra que lhes prometera, passou a odiá-los, e os tirou para os matar no deserto.    5187 5 9 29 Todavia são eles o teu povo, a sua herança, que tiraste com a sua grande força e com o teu braço estendido.    5188 5 10 1 Naquele mesmo tempo me disse o Senhor: Alisa duas tábuas de pedra, como as primeiras, e sobe a mim ao monte, e faze uma arca de madeira.    5189 5 10 2 Nessas tábuas escreverei as palavras que estavam nas primeras tábuas, que quebras-te, e as porás na arca.    5190 5 10 3 Assim, fiz ume arca de madeira de acácia, alisei duas tábuas de pedra, como as primeiras, e subi ao monte com as duas tábuas nas mãos.    5191 5 10 4 Então o Senhor escreveu nas tábuas, conforme a primeira escritura, os dez mandamentos, que ele vos falara no monte, do meio do fogo, no dia da assembléia; e o Senhor mas deu a mim.    5192 5 10 5 Virei-me, pois, desci do monte e pus as tábuas na arca que fizera; e ali estão, como o Senhor me ordenou.    5193 5 10 6 (Ora, partiram os filhos de Israel de Beerote-Bene-Jaacã para Mosera. Ali faleceu Arão e foi sepultado; e Eleazar, seu filho, administrou o sacerdócio em seu lugar.    5194 5 10 7 Dali partiram para Gudgoda, e de Gudgoda para Jotbatá, terra de ribeiros de águas.    5195 5 10 8 Por esse tempo o Senhor separou a tribo de Levi, para levar a arca do pacto do Senhor, para estar diante do Senhor, servindo-o, e para abençoar em seu nome até o dia de hoje.    5196 5 10 9 Pelo que Levi não tem parte nem herança com seus irmãos; o Senhor é a sua herança, como o Senhor teu Deus lhe disse.)    5197 5 10 10 Também, como antes, eu estive no monte quarenta dias e quarenta noites; e o Senhor me ouviu ainda essa vez; o Senhor não te quis destruir;    5198 5 10 11 antes disse-me o Senhor: Levanta-te, põe-te a caminho diante do povo; eles entrarão e possuirão a terra que com juramento prometi a seus pais lhes daria.    5199 5 10 12 Agora, pois, ó Israel, que é que o Senhor teu Deus requer de ti, senão que temas o Senhor teu Deus, que andes em todos os seus caminhos, e o ames, e sirvas ao Senhor teu Deus de todo o teu coração e de toda a tua alma,    5200 5 10 13 que guardes os mandamentos do Senhor, e os seus estatutos, que eu hoje te ordeno para o teu bem?    5201 5 10 14 Eis que do Senhor teu Deus são o céu e o céu dos céus, a terra e tudo o que nela há.    5202 5 10 15 Entretanto o Senhor se afeiçoou a teus pais para os amar; e escolheu a sua descendência depois deles, isto é, a vós, dentre todos os povos, como hoje se vê.    5203 5 10 16 Circuncidai, pois, o prepúcio do vosso coração, e não mais endureçais a vossa cerviz.    5204 5 10 17 Pois o Senhor vosso Deus, é o Deus dos deuses, e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e terrível, que não faz acepção de pessoas, nem recebe peitas;    5205 5 10 18 que faz justiça ao órfão e à viúva, e ama o estrangeiro, dando-lhe pão e roupa.    5206 5 10 19 Pelo que amareis o estrangeiro, pois fostes estrangeiros na terra do Egito.    5207 5 10 20 Ao Senhor teu Deus temerás; a ele servirás, e a ele te apegarás, e pelo seu nome; jurarás.    5208 5 10 21 Ele é o teu louvor e o teu Deus, que te fez estas grandes e terríveis coisas que os teus olhos têm visto.    5209 5 10 22 Com setenta almas teus pais desceram ao Egito; e agora o Senhor teu Deus te fez, em número, como as estrelas do céu.    5210 5 11 1 Amarás, pois, ao Senhor teu Deus, e guardarás as suas ordenanças, os seus estatutos, os seus preceitos e os seus mandamentos, por todos os dias.    5211 5 11 2 Considerai hoje (pois não falo com vossos filhos, que não conheceram, nem viram) a instrução do Senhor vosso Deus, a sua grandeza, a sua mão forte, e o seu braço estendido;    5212 5 11 3 os seus sinais, as suas obras, que fez no meio do Egito a Faraó, rei do Egito, e a toda a sua terra;    5213 5 11 4 o que fez ao exército dos egípcios, aos seus cavalos e aos seus carros; como fez passar sobre eles as águas do Mar Vermelho, quando vos perseguiam, e como o Senhor os destruiu até o dia de hoje;    5214 5 11 5 o que vos fez no deserto, até chegardes a este lugar;    5215 5 11 6 e o que fez a Datã e a Abirão, filhos de Eliabe, filho de Rúben; como a terra abriu a sua boca e os tragou com as suas casas e as suas tendas, e bem assim todo ser vivente que lhes pertencia, no meia de todo o Israel;    5216 5 11 7 porquanto os vossos olhos são os que viram todas as grandes obras que fez o Senhor.    5217 5 11 8 Guardareis, pois, todos os mandamentos que eu vos ordeno hoje, para que sejais fortes, e entreis, e ocupeis a terra a que estais passando para a possuirdes;    5218 5 11 9 e para que prolongueis os dias nessa terra que o Senhor, com juramento, prometeu dar a vossos pais e à sua descendência, terra que mana leite e mel.    5219 5 11 10 Pois a terra na qual estais entrando para a possuirdes não é como a terra do Egito, de onde saístes, em que semeáveis a vossa semente, e a regáveis com o vosso pé, como a uma horta;    5220 5 11 11 mas a terra a que estais passando para a possuirdes é terra de montes e de vales; da chuva do céu bebe as águas;    5221 5 11 12 terra de que o Senhor teu Deus toma cuidado; os olhos do Senhor teu Deus estão sobre ela continuamente, desde o princípio até o fim do ano.    5222 5 11 13 E há de ser que, se diligentemente obedeceres a meus mandamentos que eu hoje te ordeno, de amar ao Senhor teu Deus, e de o servir de todo o teu coração e de toda a tua alma,    5223 5 11 14 darei a chuva da tua terra a seu tempo, a temporã e a serôdia, para que recolhas o teu grão, o teu mosto e o teu azeite;    5224 5 11 15 e darei erva no teu campo para o teu gado, e comerás e fartar-te-ás.    5225 5 11 16 Guardai-vos para que o vosso coração não se engane, e vos desvieis, e sirvais a outros deuses, e os adoreis;    5226 5 11 17 e a ira do Senhor se acenda contra vós, e feche ele o céu, e não caia chuva, e a terra não dê o seu fruto, e cedo pereçais da boa terra que o Senhor vos dá.    5227 5 11 18 Ponde, pois, estas minhas palavras no vosso coração e na vossa alma; atá-las-eis por sinal na vossa mão, e elas vos serão por frontais entre os vossos olhos;    5228 5 11 19 e ensiná-las-eis a vossos filhos, falando delas sentados em vossas casas e andando pelo caminho, ao deitar-vos e ao levantar-vos;    5229 5 11 20 e escrevê-las-eis nos umbrais de vossas casas, e nas vossas portas;    5230 5 11 21 para que se multipliquem os vossos dias e os dias de vossos filhos na terra que o Senhor, com juramento, prometeu dar a vossos pais, enquanto o céu cobrir a terra.    5231 5 11 22 Porque, se diligentemente guardardes todos estes mandamentos que eu vos ordeno, se amardes ao Senhor vosso Deus, e andardes em todos os seus caminhos, e a ele vos apegardes,    5232 5 11 23 também o Senhor lançará fora de diante de vós todas estas nações, e possuireis nações maiores e mais poderosas do que vós.    5233 5 11 24 Todo lugar que pisar a planta do vosso pé será vosso; o vosso termo se estenderá do deserto ao Líbano, e do rio, o rio Eufrates, até o mar ocidental.    5234 5 11 25 Ninguém vos poderá resistir; o Senhor vosso Deus porá o medo e o terror de vós sobre toda a terra que pisardes, assim como vos disse.    5235 5 11 26 Vede que hoje eu ponho diante de vós a bênção e a maldição:    5236 5 11 27 A bênção, se obedecerdes aos mandamentos do Senhor vosso Deus, que eu hoje vos ordeno;    5237 5 11 28 porém a maldição, se não obedecerdes aos mandamentos do Senhor vosso Deus, mas vos desviardes do caminho que eu hoje vos ordeno, para seguirdes outros deuses que nunca conhecestes.    5238 5 11 29 Ora, quando o Senhor teu Deus te introduzir na terra a que vais para possuí-la, pronunciarás a bênção sobre o monte Gerizim, e a maldição sobre o monte Ebal.    5239 5 11 30 Porventura não estão eles além do Jordão, atrás do caminho do pôr do sol, na terra dos cananeus, que habitam na Arabá defronte de Gilgal, junto aos carvalhos de Moré?    5240 5 11 31 Porque estais a passar o Jordão para entrardes a possuir a terra que o Senhor vosso Deus vos dá; e a possuireis, e nela habitareis.    5241 5 11 32 Tende, pois, cuidado em observar todos os estatutos e os preceitos que eu hoje vos proponho.    5242 5 12 1 São estes os estatutos e os preceitos que tereis cuidado em observar na terra que o Senhor Deus de vossos pais vos deu para a possuirdes por todos os dias que viverdes sobre a terra.    5243 5 12 2 Certamente destruireis todos os lugares em que as nações que haveis de subjugar serviram aos seus deuses, sobre as altas montanhas, sobre os outeiros, e debaixo de toda árvore frondosa;    5244 5 12 3 e derrubareis os seus altares, quebrareis as suas colunas, queimareis a fogo os seus aserins, abatereis as imagens esculpidas dos seus deuses e apagareis o seu nome daquele lugar.    5245 5 12 4 Não fareis assim para com o Senhor vosso Deus;    5246 5 12 5 mas recorrereis ao lugar que o Senhor vosso Deus escolher de todas as vossas tribos para ali pôr o seu nome, para sua habitação, e ali vireis.    5247 5 12 6 A esse lugar trareis os vossos holocaustos e sacrifícios, e os vossos dízimos e a oferta alçada da vossa mão, e os vossos votos e ofertas voluntárias, e os primogênitos das vossas vacas e ovelhas;    5248 5 12 7 e ali comereis perante o Senhor vosso Deus, e vos alegrareis, vós e as vossas casas, em tudo em que puserdes a vossa mão, no que o Senhor vosso Deus vos tiver abençoado.    5249 5 12 8 Não fareis conforme tudo o que hoje fazemos aqui, cada qual tudo o que bem lhe parece aos olhos.    5250 5 12 9 Porque até agora não entrastes no descanso e na herança que o Senhor vosso Deus vos dá;    5251 5 12 10 mas quando passardes o Jordão, e habitardes na terra que o senhor vosso Deus vos faz herdar, ele vos dará repouso de todos os vossos inimigos em redor, e morareis seguros.    5252 5 12 11 Então haverá um lugar que o Senhor vosso Deus escolherá para ali fazer habitar o seu nome; a esse lugar trareis tudo o que eu vos ordeno: os vossos holocaustos e sacrifícios, os vossos dízimos, a oferta alçada da vossa mão, e tudo o que de melhor oferecerdes ao Senhor em cumprimento dos votos que fizerdes.    5253 5 12 12 E vos alegrareis perante o Senhor vosso Deus, vós, vossos filhos e vossas filhas, vossos servos e vossas servas, bem como o levita que está dentro das vossas portas, pois convosco não tem parte nem herança.    5254 5 12 13 Guarda-te de ofereceres os teus holocaustos em qualquer lugar que vires;    5255 5 12 14 mas no lugar que o Senhor escolher numa das tuas tribos, ali oferecerás os teus holocaustos, e ali farás tudo o que eu te ordeno.    5256 5 12 15 Todavia, conforme todo o teu desejo, poderás degolar, e comer carne dentro das tuas portas, segundo a bênção do Senhor teu Deus que ele te houver dado; tanto o imundo como o limpo comerão dela, como da gazela e do veado;    5257 5 12 16 tão-somente não comerás do sangue; sobre a terra o derramarás como água.    5258 5 12 17 Dentro das tuas portas não poderás comer o dízimo do teu grão, do teu mosto e do teu azeite, nem os primogênitos das tuas vacas e das tuas ovelhas, nem qualquer das tuas ofertas votivas, nem as tuas ofertas voluntárias, nem a oferta alçada da tua mão;    5259 5 12 18 mas os comerás perante o Senhor teu Deus, no lugar que ele escolher, tu, teu filho, tua filha, o teu servo, a tua serva, e bem assim e levita que está dentre das tuas portas; e perante o Senhor teu Deus te alegrarás em tudo em que puseres a mão.    5260 5 12 19 Guarda-te, que não desampares o levita por todos os dias que viveres na tua terra.    5261 5 12 20 Quando o Senhor teu Deus dilatar os teus termos, como te prometeu, e tu disseres: Comerei carne (porquanto tens desejo de comer carne); conforme todo o teu desejo poderás comê-la.    5262 5 12 21 Se estiver longe de ti o lugar que o Senhor teu Deus escolher para ali pôr o seu nome, então degolarás do teu gado e do teu rebanho, que o Senhor te houver dado, como te ordenei; e poderás comer dentro das tuas portas, conforme todo o teu desejo.    5263 5 12 22 Como se come a gazela e o veado, assim comerás dessas carnes; o imundo e o limpo igualmente comerão delas.    5264 5 12 23 Tão-somente guarda-te de comeres o sangue; pois o sangue é a vida; pelo que não comerás a vida com a carne.    5265 5 12 24 Não o comerás; sobre a terra o derramarás como água.    5266 5 12 25 Não o comerás, para que te vá bem a ti, a teus filhos depois de ti, quando fizeres o que é reto aos olhos do Senhor.    5267 5 12 26 Somente tomarás as coisas santas que tiveres, e as tuas ofertas votivas, e irás ao lugar que o Senhor escolher;    5268 5 12 27 oferecerás os teus holocaustos, a carne e o sangue sobre o altar do Senhor teu Deus; e o sangue dos teus sacrifícios se derramará sobre o altar do Senhor teu Deus, porém a carne comerás.    5269 5 12 28 Ouve e guarda todas estas palavras que eu te ordeno, para que te vá bem a ti, e a teus filhos depois de ti, para sempre, se fizeres o que é bom e reto aos olhos do Senhor teu Deus.    5270 5 12 29 Quando o Senhor teu Deus exterminar de diante de ti as nações aonde estás entrando para as possuir, e as desapossares e habitares na sua terra,    5271 5 12 30 guarda-te para que não te enlaces para as seguires, depois que elas forem destruídas diante de ti; e que não perguntes acerca dos seus deuses, dizendo: De que modo serviam estas nações os seus deuses? pois do mesmo modo também farei eu.    5272 5 12 31 Não farás assim para com o Senhor teu Deus; porque tudo o que é abominável ao Senhor, e que ele detesta, fizeram elas para com os seus deuses; pois até seus filhos e suas filhas queimam no fogo aos seus deuses.    5273 5 12 32 Tudo o que eu te ordeno, observarás; nada lhe acrescentarás nem diminuirás.    5274 5 13 1 Se se levantar no meio de vós profeta, ou sonhador de sonhos, e vos anunciar um sinal ou prodígio,    5275 5 13 2 e suceder o sinal ou prodígio de que vos houver falado, e ele disser: Vamos após outros deuses - deuses que nunca conhecestes - e sirvamo-los!    5276 5 13 3 não ouvireis as palavras daquele profeta, ou daquele sonhador; porquanto o Senhor vosso Deus vos está provando, para saber se amais o Senhor vosso Deus de todo o vosso coração e de toda a vossa alma.    5277 5 13 4 Após o Senhor vosso Deus andareis, e a ele temereis; os seus mandamentos guardareis, e a sua voz ouvireis; a ele servireis, e a ele vos apegareis.    5278 5 13 5 E aquele profeta, ou aquele sonhador, morrerá, pois falou rebeldia contra o Senhor vosso Deus, que vos tirou da terra do Egito e vos resgatou da casa da servidão, para vos desviar do caminho em que o Senhor vosso Deus vos ordenou que andásseis; assim exterminareis o mal do meio vós.    5279 5 13 6 Quando teu irmão, filho da tua mãe, ou teu filho, ou tua filha, ou a mulher do teu seio, ou teu amigo que te é como a tua alma, te incitar em segredo, dizendo: Vamos e sirvamos a outros deuses! - deuses que nunca conheceste, nem tu nem teus pais,    5280 5 13 7 dentre os deuses dos povos que estão em redor de ti, perto ou longe de ti, desde uma extremidade da terra até a outra -    5281 5 13 8 não consentirás com ele, nem o ouvirás, nem o teu olho terá piedade dele, nem o pouparás, nem o esconderás,    5282 5 13 9 mas certamente o matarás; a tua mão será a primeira contra ele para o matar, e depois a mão de todo o povo;    5283 5 13 10 e o apedrejarás, até que morra, pois procurou apartar-te do Senhor teu Deus, que te tirou da terra do Egito, da casa da servidão.    5284 5 13 11 Todo o Israel o ouvirá, e temerá, e não se tornará a praticar semelhante iniqüidade no meio de ti.    5285 5 13 12 Se, a respeito de alguma das tuas cidades que o Senhor teu Deus te dá para ali habitares, ouvires dizer:    5286 5 13 13 Uns homens, filhos de Belial, saindo do meio de ti, incitaram os moradores da sua cidade, dizendo: Vamos, e sirvamos a outros deuses! - deuses que nunca conheceste -    5287 5 13 14 então inquirirás e investigarás, perguntando com diligência; e se for verdade, se for certo que se fez tal abominação no meio de ti,    5288 5 13 15 certamente ferirás ao fio da espada os moradores daquela cidade, destruindo a ela e a tudo o que nela houver, até os animais.    5289 5 13 16 E ajuntarás todo o seu despojo no meio da sua praça; e a cidade e todo o seu despojo queimarás totalmente para o Senhor teu Deus, e será montão perpétuo; nunca mais será edificada.    5290 5 13 17 Não se te pegará às mãos nada do anátema; para que o Senhor se aparte do ardor da sua ira, e te faça misericórdia, e tenha piedade de ti, e te multiplique; como jurou a teus pais,    5291 5 13 18 se ouvires a voz do Senhor teu Deus, para guardares todos os seus mandamentos, que eu hoje te ordeno, para fazeres o que é reto aos olhos do Senhor teu Deus.    5292 5 14 1 Filhos sois do Senhor vosso Deus; não vos cortareis a vós mesmos, nem abrireis calva entre vossos olhos por causa de algum morto.    5293 5 14 2 Porque és povo santo ao Senhor teu Deus, e o Senhor te escolheu para lhe seres o seu próprio povo, acima de todos os povos que há sobre a face da terra.    5294 5 14 3 Nenhuma coisa abominável comereis.    5295 5 14 4 Estes são os animais que comereis: o boi, a ovelha, a cabra,    5296 5 14 5 o veado, a gazela, o cabrito montês, a cabra montesa, o antílope, o órix e a ovelha montesa.    5297 5 14 6 Dentre os animais, todo o que tem a unha fendida, dividida em duas, e que rumina, esse podereis comer.    5298 5 14 7 Porém, dos que ruminam, ou que têm a unha fendida, não podereis comer os seguintes: o camelo, a lebre e o querogrilo, porque ruminam, mas não têm a unha fendida; imundos vos serão;    5299 5 14 8 nem o porco, porque tem unha fendida, mas não rumina; imundo vos será. Não comereis da carne destes, e não tocareis nos seus cadáveres.    5300 5 14 9 Isto podereis comer de tudo o que há nas águas: tudo o que tem barbatanas e escamas podereis comer;    5301 5 14 10 mas tudo o que não tem barbatanas nem escamas não comereis; imundo vos será.    5302 5 14 11 De todas as aves limpas podereis comer.    5303 5 14 12 Mas estas são as de que não comereis: a águia, o quebrantosso, o xofrango,    5304 5 14 13 o açor, o falcão, o milhafre segundo a sua espécie,    5305 5 14 14 todo corvo segundo a sua espécie,    5306 5 14 15 o avestruz, o mocho, a gaivota, o gavião segundo a sua espécie,    5307 5 14 16 o bufo, a coruja, o porfirião,    5308 5 14 17 o pelicano, o abutre, o corvo marinho,    5309 5 14 18 a cegonha, a garça segundo a sua espécie, a poupa e o morcego.    5310 5 14 19 Também todos os insetos alados vos serão imundos; não se comerão.    5311 5 14 20 De todas as aves limpas podereis comer.    5312 5 14 21 Não comerás nenhum animal que tenha morrido por si; ao peregrino que está dentro das tuas portas o darás a comer, ou o venderás ao estrangeiro; porquanto és povo santo ao Senhor teu Deus. Não cozerás o cabrito no leite de sua mãe.    5313 5 14 22 Certamente darás os dízimos de todo o produto da tua semente que cada ano se recolher do campo.    5314 5 14 23 E, perante o Senhor teu Deus, no lugar que escolher para ali fazer habitar o seu nome, comerás os dízimos do teu grão, do teu mosto e do teu azeite, e os primogênitos das tuas vacas e das tuas ovelhas; para que aprendas a temer ao Senhor teu Deus por todos os dias.    5315 5 14 24 Mas se o caminho te for tão comprido que não possas levar os dízimos, por estar longe de ti o lugar que Senhor teu Deus escolher para ali por o seu nome, quando o Senhor teu Deus te tiver abençoado;    5316 5 14 25 então vende-os, ata o dinheiro na tua mão e vai ao lugar que o Senhor teu Deus escolher.    5317 5 14 26 E aquele dinheiro darás por tudo o que desejares, por bois, por ovelhas, por vinho, por bebida forte, e por tudo o que te pedir a tua alma; comerás ali perante o Senhor teu Deus, e te regozijarás, tu e a tua casa.    5318 5 14 27 Mas não desampararás o levita que está dentro das tuas portas, pois não tem parte nem herança contigo.    5319 5 14 28 Ao fim de cada terceiro ano levarás todos os dízimos da tua colheita do mesmo ano, e os depositarás dentro das tuas portas.    5320 5 14 29 Então virá o levita (pois nem parte nem herança tem contigo), o peregrino, o órfão, e a viúva, que estão dentro das tuas portas, e comerão, e fartar-se-ão; para que o Senhor teu Deus te abençoe em toda obra que as tuas mãos fizerem.    5321 5 15 1 Ao fim de cada sete anos farás remissão.    5322 5 15 2 E este é o modo da remissão: todo credor remitirá o que tiver emprestado ao seu próximo; não o exigirá do seu próximo ou do seu irmão, pois a remissão do Senhor é apregoada.    5323 5 15 3 Do estrangeiro poderás exigi-lo; mas o que é teu e estiver em poder de teu irmão, a tua mão o remitirá.    5324 5 15 4 Contudo não haverá entre ti pobre algum (pois o Senhor certamente te abençoará na terra que o Senhor teu Deus te dá por herança, para a possuíres),    5325 5 15 5 contanto que ouças diligentemente a voz do Senhor teu Deus para cuidares em cumprir todo este mandamento que eu hoje te ordeno.    5326 5 15 6 Porque o Senhor teu Deus te abençoará, como te prometeu; assim, emprestarás a muitas nações, mas não tomarás empréstimos; e dominarás sobre muitas nações, porém elas não dominarão sobre ti.    5327 5 15 7 Quando no meio de ti houver algum pobre, dentre teus irmãos, em qualquer das tuas cidades na terra que o Senhor teu Deus te dá, não endurecerás o teu coração, nem fecharás a mão a teu irmão pobre;    5328 5 15 8 antes lhe abrirás a tua mão, e certamente lhe emprestarás o que lhe falta, quanto baste para a sua necessidade.    5329 5 15 9 Guarda-te, que não haja pensamento vil no teu coração e venhas a dizer: Vai-se aproximando o sétimo ano, o ano da remissão; e que o teu olho não seja maligno para com teu irmão pobre, e não lhe dês nada; e que ele clame contra ti ao Senhor, e haja em ti pecado.    5330 5 15 10 Livremente lhe darás, e não fique pesaroso o teu coração quando lhe deres; pois por esta causa te abençoará o Senhor teu Deus em toda a tua obra, e em tudo no que puseres a mão.    5331 5 15 11 Pois nunca deixará de haver pobres na terra; pelo que eu te ordeno, dizendo: Livremente abrirás a mão para o teu irmão, para o teu necessitado, e para o teu pobre na tua terra.    5332 5 15 12 Se te for vendido um teu irmão hebreu ou irmã hebréia, seis anos te servirá, mas na sétimo ano o libertarás.    5333 5 15 13 E, quando o libertares, não o deixarás ir de mãos vazias;    5334 5 15 14 liberalmente o fornecerás do teu rebanho, e da tua eira, e do teu lagar; conforme o Senhor teu Deus tiver abençoado te darás.    5335 5 15 15 Pois lembrar-te-ás de que foste servo na terra do Egito, e de que o Senhor teu Deus te resgatou; pelo que eu hoje te ordeno isso.    5336 5 15 16 Mas se ele te disser: Não sairei de junto de ti; porquanto te ama a ti e a tua casa, por estar bem contigo;    5337 5 15 17 então tomarás uma sovela, e lhe furarás a orelha contra a porta, e ele será teu servo para sempre; e também assim farás à tua serva.    5338 5 15 18 Não seja duro aos teus olhos de teres de libertá-lo, pois seis anos te prestou serviço equivalente ao dobro do salário dum mercenário; e o Senhor teu Deus te abençoará em tudo o que fizeres.    5339 5 15 19 Todo primogênito que nascer das tuas vacas e das tuas ovelhas santificarás ao Senhor teu Deus; com o primogênito do teu boi não trabalharás, nem tosquiarás o primogênito das tuas ovelhas.    5340 5 15 20 Perante o Senhor teu Deus os comerás, tu e a tua casa, de ano em ano, no lugar que o Senhor escolher.    5341 5 15 21 Mas se nele houver algum defeito, como se for coxo, ou cego, ou tiver qualquer outra deformidade, não o sacrificarás ao Senhor teu Deus.    5342 5 15 22 Nas tuas portas o comerás; o imundo e o limpo igualmente o comerão, como da gazela ou do veado.    5343 5 15 23 Somente do seu sangue não comerás; sobre a terra o derramarás como água.    5344 5 16 1 Guarda o mês de abibe, e celebra a páscoa ao Senhor teu Deus; porque no mes de abibe, de noite, o Senhor teu Deus tirou-te do Egito.    5345 5 16 2 Então, das ovelhas e das vacas, sacrificarás a páscoa ao Senhor teu Deus, no lugar que o Senhor escolher para ali fazer habitar o seu nome.    5346 5 16 3 Nela não comerás pão levedado; por sete dias comerás pães ázimos, pão de aflição (porquanto apressadamente saíste da terra do Egito), para que te lembres do dia da tua saída da terra do Egito, todos os dias da tua vida.    5347 5 16 4 O fermento não aparecerá contigo por sete dias em todos os teus termos; também da carne que sacrificares à tarde, no primeiro dia, nada ficará até pela manhã.    5348 5 16 5 Não poderás sacrificar a páscoa em qualquer uma das tuas cidades que o Senhor teu Deus te dá,    5349 5 16 6 mas no lugar que o Senhor teu Deus escolher para ali fazer habitar o seu nome; ali sacrificarás a páscoa à tarde, ao pôr do sol, ao tempo determinado da tua saída do Egito.    5350 5 16 7 Então a cozerás, e comerás no lugar que o Senhor teu Deus escolher; depois, pela manhã, voltarás e irás às tuas tendas.    5351 5 16 8 Seis dias comerás pães ázimos, e no sétimo dia haverá assembléia solene ao Senhor teu Deus; nele nenhum trabalho farás.    5352 5 16 9 Sete semanas contarás; desde o dia em que começares a meter a foice na seara, começarás a contar as sete semanas.    5353 5 16 10 Depois celebrarás a festa das semanas ao Senhor teu Deus segundo a medida da oferta voluntária da tua mão, que darás conforme o Senhor teu Deus te houver abençoado.    5354 5 16 11 E te regozijarás perante o Senhor teu Deus, tu, teu filho e tua filha, teu servo e tua serva, o levita que está dentro das tuas portas, o peregrino, o órfão e a viúva que estão no meio de ti, no lugar que o Senhor teu Deus escolher para ali fazer habitar o seu nome.    5355 5 16 12 Também te lembrarás de que foste servo no Egito, e guardarás estes estatutos, e os cumpriras.    5356 5 16 13 A festa dos tabernáculos celebrarás por sete dias, quando tiveres colhido da tua eira e do teu lagar.    5357 5 16 14 E na tua festa te regozijarás, tu, teu filho e tua filha, teu servo e tua serva, e o levita, o peregrino, o órfão e a viúva que estão dentro das tuas portas.    5358 5 16 15 sete dias celebrarás a festa ao Senhor teu Deus, no lugar que o senhor escolher; porque o Senhor teu Deus te há de abençoar em toda a tua colheita, e em todo trabalho das tuas mãos; pelo que estarás de todo alegre.    5359 5 16 16 Três vezes no ano todos os teus homens aparecerão perante o Senhor teu Deus, no lugar que ele escolher: na festa dos pães ázimos, na festa das semanas, e na festa dos tabernáculos. Não aparecerão vazios perante o Senhor;    5360 5 16 17 cada qual oferecerá conforme puder, conforme a bênção que o Senhor teu Deus lhe houver dado.    5361 5 16 18 Juízes e oficiais porás em todas as tuas cidades que o Senhor teu Deus te dá, segundo as tuas tribos, para que julguem o povo com justiça.    5362 5 16 19 Não torcerás o juízo; não farás acepção de pessoas, nem receberás peitas; porque a peita cega os olhos dos sábios, e perverte a causa dos justos.    5363 5 16 20 A justiça, somente a justiça seguirás, para que vivas, e possuas em herança a terra que o Senhor teu Deus te dá.    5364 5 16 21 Não plantarás nenhuma árvore como asera, ao pé do altar do Senhor teu Deus, que fizeres,    5365 5 16 22 nem levantarás para ti coluna, coisas que o Senhor teu Deus detesta.    5366 5 17 1 Ao Senhor teu Deus não sacrificarás boi ou ovelha em que haja defeito ou qualquer deformidade; pois isso é abominação ao senhor teu Deus.    5367 5 17 2 Se no meio de ti, em alguma das tuas cidades que te dá o Senhor teu Deus, for encontrado algum homem ou mulher que tenha feito o que é mau aos olhos do Senhor teu Deus, transgredindo o seu pacto,    5368 5 17 3 que tenha ido e servido a outros deuses, adorando-os, a eles, ou ao sol, ou à lua, ou a qualquer astro do exército do céu (o que não ordenei),    5369 5 17 4 e isso te for denunciado, e o ouvires, então o inquirirás bem; e eis que, sendo realmente verdade que se fez tal abominação em Israel,    5370 5 17 5 então levarás às tuas portas o homem, ou a mulher, que tiver cometido esta maldade, e apedrejarás o tal homem, ou mulher, até que morra.    5371 5 17 6 Pela boca de duas ou de três testemunhas, será morto o que houver de morrer; pela boca duma só testemunha não morrerá.    5372 5 17 7 A mão das testemunhas será a primeira contra ele, para matá-lo, e depois a mão de todo o povo; assim exterminarás o mal do meio de ti.    5373 5 17 8 Se alguma causa te for difícil demais em juizo, entre sangue e sangue, entre demanda e demanda, entre ferida e ferida, tornando-se motivo de controvérsia nas tuas portas, então te levantarás e subirás ao lugar que o Senhor teu Deus escolher;    5374 5 17 9 virás aos levitas sacerdotes, e ao juiz que houver nesses dias, e inquirirás; e eles te anunciarão a sentença da juízo.    5375 5 17 10 Depois cumprirás fielmente a sentença que te anunciarem no lugar que o Senhor escolher; e terás cuidado de fazer conforme tudo o que te ensinarem.    5376 5 17 11 Conforme o teor da lei que te ensinarem, e conforme o juízo que pronunciarem, farás da palavra que te disserem não te desviarás, nem para a direita nem para a esquerda.    5377 5 17 12 O homem que se houver soberbamente, não dando ouvidos ao sacerdote, que está ali para servir ao Senhor teu Deus, nem ao juiz, esse homem morrerá; assumirá de Israel o mal.    5378 5 17 13 E todo o povo, ouvindo isso, temerá e nunca mais se ensoberbecerá.    5379 5 17 14 Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus te dá, e a possuíres e, nela habitando, disseres: Porei sobre mim um rei, como o fazem todas as nações que estão em redor de mim;    5380 5 17 15 porás certamente sobre ti como rei aquele que o Senhor teu Deus escolher. Porás um dentre teus irmãos como rei sobre ti; não poderás pôr sobre ti um estrangeiro, homem que não seja de teus irmãos.    5381 5 17 16 Ele, porém, não multiplicará para si cavalos, nem fará voltar o povo ao Egito, para multiplicar cavalos; pois o Senhor vos tem dito: Nunca mais voltareis por este caminho.    5382 5 17 17 Tampouco multiplicará para si mulheres, para que o seu coração não se desvie; nem multiplicará muito para si a prata e o ouro.    5383 5 17 18 Será também que, quando se assentar sobre o trono do seu reino, escreverá para si, num livro, uma cópia desta lei, do exemplar que está diante dos levitas sacerdotes.    5384 5 17 19 E o terá consigo, e nele lerá todos os dias da sua vida, para que aprenda a temer ao Senhor seu Deus, e a guardar todas as palavras desta lei, e estes estatutos, a fim de os cumprir;    5385 5 17 20 para que seu coração não se exalte sobre seus irmãos, e não se aparte do mandamento, nem para a direita nem para a esquerda; a fim de que prolongue os seus dias no seu reino, ele e seus filhos, no meio de Israel.    5386 5 18 1 Os levitas sacerdetes, e toda a tribo de Levi, não terão parte nem herança com Israel. Comerão das ofertas queimadas do Senhor e da herança dele.    5387 5 18 2 Não terão herança no meio de seus irmãos; o Senhor é a sua herança, como lhes tem dito.    5388 5 18 3 Este, pois, será o direito dos sacerdotes, a receber do povo, dos que oferecerem sacrifícios de boi ou de ovelha: o ofertante dará ao sacerdote a espádua, as queixadas e o bucho.    5389 5 18 4 Ao sacerdote darás as primícias do teu grão, do teu mosto e do teu azeite, e as primícias da tosquia das tuas ovelhas.    5390 5 18 5 Porque o Senhor teu Deus o escolheu dentre todas as tribos, para assistir e ministrar em nome do Senhor, ele e seus filhos, para sempre.    5391 5 18 6 Se um levita, saindo de alguma das tuas cidades de todo o Israel em que ele estiver habitando, vier com todo o desejo da sua alma ao lugar que o Senhor escolher,    5392 5 18 7 e ministrar em nome do Senhor seu Deus, como o fazem todos os seus irmãos, os levitas, que assistem ali perante o Senhor,    5393 5 18 8 comerá porção igual à deles, fora a das vendas do seu patrimônio.    5394 5 18 9 Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus te dá, não aprenderás a fazer conforme as abominações daqueles povos.    5395 5 18 10 Não se achará no meio de ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro,    5396 5 18 11 nem encantador, nem quem consulte um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos;    5397 5 18 12 pois todo aquele que faz estas coisas é abominável ao Senhor, e é por causa destas abominações que o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti.    5398 5 18 13 Perfeito serás para com o Senhor teu Deus.    5399 5 18 14 Porque estas nações, que hás de possuir, ouvem os prognosticadores e os advinhadores; porém, quanto a ti, o Senhor teu Deus não te permitiu tal coisa.    5400 5 18 15 O Senhor teu Deus te suscitará do meio de ti, dentre teus irmãos, um profeta semelhante a mim; a ele ouvirás;    5401 5 18 16 conforme tudo o que pediste ao Senhor teu Deus em Horebe, no dia da assembléia, dizendo: Não ouvirei mais a voz do Senhor meu Deus, nem mais verei este grande fogo, para que não morra.    5402 5 18 17 Então o Senhor me disse: Falaram bem naquilo que disseram.    5403 5 18 18 Do meio de seus irmãos lhes suscitarei um profeta semelhante a ti; e porei as minhas palavras na sua boca, e ele lhes falará tudo o que eu lhe ordenar.    5404 5 18 19 E de qualquer que não ouvir as minhas palavras, que ele falar em meu nome, eu exigirei contas.    5405 5 18 20 Mas o profeta que tiver a presunção de falar em meu nome alguma palavra que eu não tenha mandado falar, ou o que falar em nome de outros deuses, esse profeta morrerá.    5406 5 18 21 E, se disseres no teu coração: Como conheceremos qual seja a palavra que o Senhor falou?    5407 5 18 22 Quando o profeta falar em nome do Senhor e tal palavra não se cumprir, nem suceder assim, esta é a palavra que o Senhor não falou; com presunção a falou o profeta; não o temerás.    5408 5 19 1 Quando o Senhor teu Deus desarraigar as nações cuja terra ele te dá, e tu as desapossares, e morares nas suas cidades e nas suas casas,    5409 5 19 2 designarás para ti no meio da terra que o Senhor teu Deus te dá para a possuíres, três cidades;    5410 5 19 3 preparar-lhe-ás caminhos, e partirás em três os termos da tua terra, que o Senhor teu Deus te dará em herança; isto será para que todo homicida se acolha nessas cidades.    5411 5 19 4 Este, pois é o caso no tocante ao homicida que se acolher ali para que viva: aquele que involuntariamente matar o seu próximo, a quem dantes não odiava;    5412 5 19 5 como, por exemplo, aquele que entrar com o seu próximo no bosque para cortar lenha e, pondo força na sua mão com o machado para cortar a árvore, o ferro saltar do cabo e ferir o seu próximo de sorte que venha a morrer; o tal se acolherá a uma dessas cidades, e viverá;    5413 5 19 6 para que o vingador do sangue não persiga o homicida, enquanto estiver abrasado o seu coração, e o alcance, por ser comprido o caminho, e lhe tire a vida, não havendo nele culpa de morte, pois que dantes não odiava o seu próximo.    5414 5 19 7 Pelo que eu te deu esta ordem: Três cidades designarás para ti.    5415 5 19 8 E, se o Senhor teu Deus dilatar os teus termos, como jurou a teus pais, e te der toda a terra que prometeu dar a teus pais    5416 5 19 9 (quando guardares, para o cumprires, todo este mandamento que eu hoje te ordeno, de amar o Senhor teu Deus e de andar sempre nos seus caminhos), então acrescentarás a estas três, mais três cidades;    5417 5 19 10 para que não se derrame sangue inocente no meio da tua terra, que o Senhor teu Deus te dá por herança, e não haja sangue sobre ti.    5418 5 19 11 Mas se alguém, odiando a seu próximo e lhe armando ciladas, se levantar contra ele e o ferir de modo que venha a morrer, e se acolher a alguma destas cidades,    5419 5 19 12 então os anciãos da sua cidade, mandando tirá-lo dali, o entregarão nas mãos do vingador do sangue, para que morra.    5420 5 19 13 O teu olho não terá piedade dele; antes tirarás de Israel o sangue inocente, para que te vá bem.    5421 5 19 14 Não removerás os marcos do teu próximo, colocados pelos teus antecessores na tua herança que receberás, na terra que o Senhor teu Deus te dá para a possuíres.    5422 5 19 15 uma só testemunha não se levantará contra alguém por qualquer iniqüidade, ou por qualquer pecado, seja qual for o pecado cometido; pela boca de duas ou de três testemunhas se estabelecerá o fato.    5423 5 19 16 Se uma testemunha iníqua se levantar contra alguém, para o acusar de transgressão,    5424 5 19 17 então aqueles dois homens que tiverem a demanda se apresentarão perante o Senhor, diante dos sacerdotes e dos juízes que houver nesses dias.    5425 5 19 18 E os juízes inquirirão cuidadosamente; e eis que, sendo a testemunha falsa, e falso o testemunho que deu contra seu irmão,    5426 5 19 19 far-lhe-ás como ele cuidava fazer a seu irmão; e assim exterminarás o mal do meio de ti.    5427 5 19 20 Os restantes, ouvindo isso, temerão e nunca mais cometerão semelhante mal no meio de ti.    5428 5 19 21 O teu olho não terá piedade dele; vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé.    5429 5 20 1 Quando saíres à peleja, contra teus inimigos, e vires cavalos, e carros, e povo mais numeroso do que tu, deles não terás temor, pois contigo está o Senhor teu Deus que te fez subir da terra do Egito.    5430 5 20 2 Quando estiveres para entrar na peleja, o sacerdote se chegará e falará ao povo,    5431 5 20 3 e lhe dirá: Ouvi, é Israel; vós estais hoje para entrar na peleja contra os vossos inimigos; não se amoleça o vosso coração; não temais nem tremais, nem vos aterrorizeis diante deles;    5432 5 20 4 pois e Senhor vosso Deus é o que vai convosco, a pelejar por vós contra os vossos inimigos, para vos salvar.    5433 5 20 5 Então os oficiais falarão ao povo, dizendo: Qual é o homem que edificou casa nova e ainda não a dedicou? vá, e torne para casa; não suceda que morra na peleja e outro a dedique.    5434 5 20 6 E qual é o homem que plantou uma vinha e ainda não a desfrutou, vá, e torne para casa; não suceda que morra na peleja e outro a desfrute.    5435 5 20 7 Também qual é e homem que está desposado com uma mulher e ainda não a recebeu? vá, e torne para casa; não suceda que morra na peleja e outro a receba.    5436 5 20 8 Assim continuarão os oficiais a falar ao povo, dizendo: Qual é o homem medroso e de coração tímido? vá, e torne para casa, a fim de que o coração de seus irmãos não se derreta como o seu coração.    5437 5 20 9 Então, tendo os oficiais, acabado de falar ao povo, designarão chefes das tropas para estarem à frente do povo.    5438 5 20 10 Quando te aproximares duma cidade para combatê-la, apregoar-lhe-ás paz.    5439 5 20 11 Se ela te responder em paz, e te abrir as portas, todo o povo que se achar nela será sujeito a trabalhos forçados e te servirá.    5440 5 20 12 Se ela, pelo contrário, não fizer paz contigo, mas guerra, então a sitiarás,    5441 5 20 13 e logo que o Senhor teu Deus a entregar nas tuas mãos, passarás ao fio da espada todos os homens que nela houver;    5442 5 20 14 porém as mulheres, os pequeninos, os animais e tudo o que houver na cidade, todo o seu despojo, tomarás por presa; e comerás o despojo dos teus inimigos, que o Senhor teu Deus te deu.    5443 5 20 15 Assim farás a todas as cidades que estiverem mais longe de ti, que não são das cidades destas nações.    5444 5 20 16 Mas, das cidades destes povos, que o Senhor teu Deus te dá em herança, nada que tem fôlego deixarás com vida;    5445 5 20 17 antes destruí-los-ás totalmente: aos heteus, aos amorreus, aos cananeus, aos perizeus, aos heveus, e aos jebuseus; como Senhor teu Deus te ordenou;    5446 5 20 18 para que não vos ensinem a fazer conforme todas as abominações que eles fazem a seus deuses, e assim pequeis contra o Senhor vosso Deus.    5447 5 20 19 Quando sitiares uma cidade por muitos dias, pelejando contra ela para a tomar, não destruirás o seu arvoredo, metendo nele o machado, porque dele poderás comer; pelo que não o cortarás; porventura a árvore do campo é homem, para que seja sitiada por ti?    5448 5 20 20 Somente as árvores que souberes não serem árvores cujo fruto se pode comer, é que destruirás e cortarás, e contra a cidade que guerrear contra ti edificarás baluartes, até que seja vencida.    5449 5 21 1 Se na terra que o Senhor teu Deus te dá para a possuíres, for encontrado algum morto caído no campo, sem que se saiba quem o matou,    5450 5 21 2 sairão os teus anciãos e os teus juízes, e medirão as distâncias dali até as cidades que estiverem em redor do morto;    5451 5 21 3 e será que, na cidade mais próxima do morto, os anciãos da mesma tomarão uma novilha da manada, que ainda não tenha trabalhado nem tenha puxado na canga,    5452 5 21 4 trarão a novilha a um vale de águas correntes, que nunca tenha sido lavrado nem semeado, e ali, naquele vale, quebrarão o pescoço à novilha.    5453 5 21 5 Então se achegarão os sacerdotes, filhos de Levi; pois o Senhor teu Deus os escolheu para o servirem, e para abençoarem em nome do Senhor; e segundo a sua sentença se determinará toda demanda e todo ferimento;    5454 5 21 6 e todos os anciãos da mesma cidade, a mais próxima do morto, lavarão as mãos sobre a novilha cujo pescoço foi quebrado no vale,    5455 5 21 7 e, protestando, dirão: As nossas mãos não derramaram este sangue, nem os nossos olhos o viram.    5456 5 21 8 Perdoa, ó Senhor, ao teu povo Israel, que tu resgataste, e não ponhas o sangue inocente no meio de teu povo Israel. E aquele sangue lhe será perdoado.    5457 5 21 9 Assim tirarás do meio de ti o sangue inocente, quando fizeres o que é reto aos olhos do Senhor.    5458 5 21 10 Quando saíres à peleja contra os teus inimigos, e o Senhor teu Deus os entregar nas tuas mãos, e os levares cativos,    5459 5 21 11 se vires entre os cativas uma mulher formosa à vista e, afeiçoando-te a ela, quiseres tomá-la por mulher,    5460 5 21 12 então a trarás para a tua casa; e ela, tendo rapado a cabeça, cortado as unhas,    5461 5 21 13 e despido as vestes do seu cativeiro, ficará na tua casa, e chorará a seu pai e a sua mãe um mes inteiro; depois disso estarás com ela, e serás seu marido e ela será tua mulher.    5462 5 21 14 E, se te enfadares dela, deixá-la-ás ir à sua vontade; mas de modo nenhum a venderás por dinheiro, nem a tratarás como escrava, porque a humilhaste.    5463 5 21 15 Se um homem tiver duas mulheres, uma a quem ama e outra a quem despreza, e ambas lhe tiverem dado filhos, e o filho primogênito for da desprezada,    5464 5 21 16 quando fizer herdar a seus filhos o que tiver, não poderá dar a primogenitura ao filho da amada, preferindo-o ao filha da desprezada, que é o primogênito;    5465 5 21 17 mas ao filho da aborrecida reconhecerá por primogênito, dando-lhe dobrada porção de tudo quanto tiver, porquanto ele é as primícias da sua força; o direito da primogenitura é dele.    5466 5 21 18 Se alguém tiver um filho contumaz e rebelde, que não obedeça à voz de seu pai e à voz de sua mãe, e que, embora o castiguem, não lhes dê ouvidos,    5467 5 21 19 seu pai e sua mãe, pegando nele, o levarão aos anciãos da sua cidade, e à porta do seu lugar;    5468 5 21 20 e dirão aos anciãos da cidade: Este nosso filho é contumaz e rebelde; não dá ouvidos à nossa voz; é comilão e beberrão.    5469 5 21 21 Então todos os homens da sua cidade o apedrejarão, até que morra; assim exterminarás o mal do meio de ti; e todo o Israel, ouvindo isso, temerá.    5470 5 21 22 Se um homem tiver cometido um pecado digno de morte, e for morto, e o tiveres pendurado num madeiro,    5471 5 21 23 o seu cadáver não permanecerá toda a noite no madeiro, mas certamente o enterrarás no mesmo dia; porquanto aquele que é pendurado é maldito de Deus. Assim não contaminarás a tua terra, que o Senhor teu Deus te dá em herança.    5472 5 22 1 Se vires extraviado o boi ou a ovelha de teu irmão, não te desviarás deles; sem falta os reconduzirás a teu irmão.    5473 5 22 2 E se teu irmão não estiver perto de ti ou não o conheceres, levá-los-ás para tua casa e ficarão contigo até que teu irmão os venha procurar; então lhes restiruirás.    5474 5 22 3 Assim farás também com o seu jumento, bem como com as suas vestes, e com toda coisa que teu irmão tiver perdido e tu achares; não te poderás desviar deles.    5475 5 22 4 Se vires o jumento ou o boi de teu irmão caídos no caminho, não te desviarás deles; sem falta o ajudarás a levantá-los.    5476 5 22 5 Não haverá traje de homem na mulher, e não vestirá o homem vestido de mulher, porque qualquer que faz isto é abominação ao Senhor teu Deus.    5477 5 22 6 Se encontrares pelo caminho, numa árvore ou no chão, um ninho de ave com passarinhos ou ovos, e a mãe posta sobre os passarinhos, ou sobre os ovos, não temarás a mãe com os filhotes;    5478 5 22 7 sem falta deixarás ir a mãe, porém os filhotes poderás tomar; para que te vá bem, e para que prolongues os teus dias.    5479 5 22 8 Quando edificares uma casa nova, farás no terraço um parapeito, para que não tragas sangue sobre a tua casa, se alguém dali cair.    5480 5 22 9 Não semearás a tua vinha de duas espécies de semente, para que não fique sagrado todo o produto, tanto da semente que semeares como do fruto da vinha.    5481 5 22 10 Não lavrarás com boi e jumento juntamente.    5482 5 22 11 Não te vestirás de estofo misturado, de lã e linho juntamente.    5483 5 22 12 Porás franjas nos quatro cantos da tua manta, com que te cobrires.    5484 5 22 13 Se um homem tomar uma mulher por esposa, e, tendo coabitado com ela, vier a desprezá-la,    5485 5 22 14 e lhe atribuir coisas escandalosas, e contra ela divulgar má fama, dizendo: Tomei esta mulher e, quando me cheguei a ela, não achei nela os sinais da virgindade;    5486 5 22 15 então o pai e a mãe da moça tomarão os sinais da virgindade da moça, e os levarão aos anciãos da cidade, à porta;    5487 5 22 16 e o pai da moça dirá aos anciãos: Eu dei minha filha por mulher a este homem, e agora ele a despreza,    5488 5 22 17 e eis que lhe atribuiu coisas escandalosas, dizendo: Não achei na tua filha os sinais da virgindade; porém eis aqui os sinais da virgindade de minha filha. E eles estenderão a roupa diante dos anciãos da cidade.    5489 5 22 18 Então os anciãos daquela cidade, tomando o homem, o castigarão,    5490 5 22 19 e, multando-o em cem siclos de prata, os darão ao pai da moça, porquanto divulgou má fama sobre uma virgem de Israel. Ela ficará sendo sua mulher, e ele por todos os seus dias não poderá repudiá-la.    5491 5 22 20 Se, porém, esta acusação for confirmada, não se achando na moça os sinais da virgindade,    5492 5 22 21 levarão a moça à porta da casa de seu pai, e os homens da sua cidade a apedrejarão até que morra; porque fez loucura em Israel, prostiruindo-se na casa de seu pai. Assim exterminarás o mal do meio de ti.    5493 5 22 22 Se um homem for encontrado deitado com mulher que tenha marido, morrerão ambos, o homem que se tiver deitado com a mulher, e a mulher. Assim exterminarás o mal de Israel.    5494 5 22 23 Se houver moça virgem desposada e um homem a achar na cidade, e se deitar com ela,    5495 5 22 24 trareis ambos à porta daquela cidade, e os apedrejareis até que morram: a moça, porquanto não gritou na cidade, e o homem, porquanto humilhou a mulher do seu próximo. Assim exterminarás o mal do meio de ti.    5496 5 22 25 Mas se for no campo que o homem achar a moça que é desposada, e o homem a forçar, e se deitar com ela, morrerá somente o homem que se deitou com ela;    5497 5 22 26 porém, à moça não farás nada. Não há na moça pecado digno de morte; porque, como no caso de um homem que se levanta contra o seu próximo e lhe tira a vida, assim é este caso;    5498 5 22 27 pois ele a achou no campo; a moça desposada gritou, mas não houve quem a livrasse. em juizo, entre sangue    5499 5 22 28 Se um homem achar uma moça virgem não desposada e, pegando nela, deitar-se com ela, e forem apanhados,    5500 5 22 29 o homem que se deitou com a moça dará ao pai dela cinqüenta siclos de prata, e porquanto a humilhou, ela ficará sendo sua mulher; não a poderá repudiar por todos os seus dias.    5501 5 22 30 Nenhum homem tomará a mulher de seu pai, e não levantará a cobertura de seu pai.    5502 5 23 1 Aquele a quem forem trilhados os testículos, ou for cortado o membro viril, não entrará na assembléia do Senhor.    5503 5 23 2 Nenhum bastardo entrará na assembléia do Senhor; nem ainda a sua décima geração entrará na assembléia do Senhor.    5504 5 23 3 Nenhum amonita nem moabita entrará na assembléia do Senhor; nem ainda a sua décima geração entrará jamais na assembléia do Senhor;    5505 5 23 4 porquanto não saíram com pão e água a receber-vos no caminho, quando saíeis do Egito; e, porquanto alugaram contra ti a Balaão, filho de Beor, de Petor, da Mesopotâmia, para te amaldiçoar.    5506 5 23 5 Contudo o Senhor teu Deus não quis ouvir a Balaão, antes trocou-te a maldição em bênção; porquanto o Senhor teu Deus te amava.    5507 5 23 6 Não lhes procurarás nem paz nem prosperidade por todos os teus dias para sempre.    5508 5 23 7 Não abominarás o edomeu, pois é teu irmão; nem abominarás o egípcio, pois peregrino foste na sua terra.    5509 5 23 8 Os filhos que lhes nascerem na terceira geração entrarão na assembléia do Senhor.    5510 5 23 9 Quando te acampares contra os teus inimigos, então te guardarás de toda coisa má.    5511 5 23 10 Se houver no meio de ti alguém que por algum acidente noturno não estiver limpo, sairá fora do arraial; não entrará no meio dele.    5512 5 23 11 Porém, ao cair da tarde, ele se lavará em água; e depois do sol posto, entrará no meio do arraial.    5513 5 23 12 Também terás um lugar fora do arraial, para onde sairás.    5514 5 23 13 Entre os teus utensílios terás uma pá; e quando te assentares lá fora, então com ela cavarás e, virando-te, cobrirás o teu excremento;    5515 5 23 14 porquanto o Senhor teu Deus anda no meio do teu arraial, para te livrar, e para te entregar a ti os teus inimigos; pelo que o teu arraial será santo, para que ele não veja coisa impura em ti, e de ti se aparte.    5516 5 23 15 Não entregarás a seu senhor o servo que, fugindo dele, se tiver acolhido a ti;    5517 5 23 16 contigo ficará, no meio de ti, no lugar que escolher em alguma das tuas cidades, onde lhe agradar; não o oprimirás.    5518 5 23 17 Não haverá dentre as filhas de Israel quem se prostitua no serviço do templo, nem dentre os filhos de Israel haverá quem o faça;    5519 5 23 18 não trarás o salário da prostituta nem o aluguel do sodomita para a casa do Senhor teu Deus por qualquer voto, porque uma e outra coisa são igualmente abomináveis ao Senhor teu Deus.    5520 5 23 19 Do teu irmão não exigirás juros; nem de dinheiro, nem de comida, nem de qualquer outra coisa que se empresta a juros.    5521 5 23 20 Do estrangeiro poderás exigir juros; porém do teu irmão não os exigirás, para que o Senhor teu Deus te abençoe em tudo a que puseres a mão, na terra à qual vais para a possuíres.    5522 5 23 21 Quando fizeres algum voto ao Senhor teu Deus, não tardarás em cumpri-lo; porque o Senhor teu Deus certamente o requererá de ti, e em ti haverá pecado.    5523 5 23 22 Se, porém, te abstiveres de fazer voto, não haverá pecado em ti.    5524 5 23 23 O que tiver saído dos teus lábios guardarás e cumprirás, tal como voluntariamente o votaste ao Senhor teu Deus, prometendo-o pela tua boca.    5525 5 23 24 Quando entrares na vinha do teu próximo, poderás comer uvas conforme o teu desejo, até te fartares, porém não as porás no teu alforje.    5526 5 23 25 Quando entrares na seara do teu próximo, poderás colher espigas com a mão, porém não meterás a foice na seara do teu próximo.    5527 5 24 1 Quando um homem tomar uma mulher e se casar com ela, se ela não achar graça aos seus olhos, por haver ele encontrado nela coisa vergonhosa, far-lhe-á uma carta de divórcio e lha dará na mão, e a despedirá de sua casa.    5528 5 24 2 Se ela, pois, saindo da casa dele, for e se casar com outro homem,    5529 5 24 3 e este também a desprezar e, fazendo-lhe carta de divórcio, lha der na mão, e a despedir de sua casa; ou se este último homem, que a tomou para si por mulher, vier a morrer;    5530 5 24 4 então seu primeiro marido que a despedira, não poderá tornar a tomá-la por mulher, depois que foi contaminada; pois isso é abominação perante o Senhor. Não farás pecar a terra que o Senhor teu Deus te dá por herança.    5531 5 24 5 Quando um homem for recém-casado não sairá à guerra, nem se lhe imporá cargo público; por um ano inteiro ficará livre na sua casa, para se regozijar com a sua mulher, que tomou.    5532 5 24 6 Ninguém tomará em penhor as duas mós, nem mesmo a mó de cima, pois se penhoraria assim a vida.    5533 5 24 7 Se for descoberto alguém que, havendo furtado um dentre os seus irmãos, dos filhos de Israel, e tenha escravizado, ou vendido, esse ladrão morrerá. Assim exterminarás o mal do meio de ti.    5534 5 24 8 No tocante à praga da lepra, toma cuidado de observar diligentemente tudo o que te ensinarem os levitas sacerdotes; segundo lhes tenho ordenado, assim cuidarás de fazer.    5535 5 24 9 Lembra-te do que o Senhor teu Deus fez a Miriã no caminho, quando saíste do Egito.    5536 5 24 10 Quando emprestares alguma coisa ao teu próximo, não entrarás em sua casa para lhe tirar o penhor;    5537 5 24 11 ficarás do lado de fora, e o homem, a quem fizeste o empréstimo, te trará para fora o penhor.    5538 5 24 12 E se ele for pobre, não te deitarás com o seu penhor;    5539 5 24 13 ao pôr do sol, sem falta lhe restiruirás o penhor, para que durma na sua roupa, e te abençoe; e isso te será justiça diante do Senhor teu Deus.    5540 5 24 14 Não oprimirás o trabalhador pobre e necessitado, seja ele de teus irmãos, ou seja dos estrangeiros que estão na tua terra e dentro das tuas portas.    5541 5 24 15 No mesmo dia lhe pagarás o seu salário, e isso antes que o sol se ponha; porquanto é pobre e está contando com isso; para que não clame contra ti ao Senhor, e haja em ti pecado.    5542 5 24 16 Não se farão morrer os pais pelos filhos, nem os filhos pelos pais; cada qual morrerá pelo seu próprio pecado.    5543 5 24 17 Não perverterás o direito do estrangeiro nem do órfão; nem tomarás em penhor o vestido da viúva.    5544 5 24 18 Lembrar-te-ás de que foste escravo no Egito, e de que o Senhor teu Deus te resgatou dali; por isso eu te dou este mandamento para o cumprires.    5545 5 24 19 Quando no teu campo fizeres a tua sega e esqueceres um molho no campo, não voltarás para tomá-lo; para o estrangeiro para o orfão, e para a viúva será, para que o Senhor teu Deus te abençoe em todas as obras das tuas mãos.    5546 5 24 20 Quando bateres a tua oliveira, não voltarás para colher o fruto dos ramos; para o estrangeiro, para o órfão, e para a viúva será.    5547 5 24 21 Quando vindimares a tua vinha, não voltarás para rebuscá-la; para o estrangeiro, para o órfão, e para a viúva será.    5548 5 24 22 E lembrar-te-ás de que foste escravo na terra do Egito; por isso eu te dou este mandamento para o cumprires.    5549 5 25 1 Se houver contenda entre alguns, e vierem a juízo para serem julgados, justificar-se-á ao inocente, e ao culpado condenar-se-á.    5550 5 25 2 E se o culpado merecer açoites, o juiz fará que ele se deite e seja açoitado na sua presença, de acordo com a gravidade da sua culpa.    5551 5 25 3 Até quarenta açoites lhe poderá dar, não mais; para que, porventura, se lhe der mais açoites do que estes, teu irmão não fique envilecido aos teus olhos.    5552 5 25 4 Não atarás a boca ao boi quando estiver debulhando.    5553 5 25 5 Se irmãos morarem juntos, e um deles morrer sem deixar filho, a mulher do falecido não se casará com homem estranho, de fora; seu cunhado estará com ela, e a tomará por mulher, fazendo a obrigação de cunhado para com ela.    5554 5 25 6 E o primogênito que ela lhe der sucederá ao nome do irmão falecido, para que o nome deste não se apague de Israel.    5555 5 25 7 Mas, se o homem não quiser tomar sua cunhada, esta subirá à porta, aos anciãos, e dirá: Meu cunhado recusa suscitar a seu irmão nome em Israel; não quer cumprir para comigo o dever de cunhado.    5556 5 25 8 Então os anciãos da sua cidade o chamarão, e falarão com ele. Se ele persistir, e disser: Não quero tomá-la;    5557 5 25 9 sua cunhada se chegará a ele, na presença dos anciãos, e lhe descalçará o sapato do pé, e lhe cuspirá ao rosto, e dirá: Assim se fará ao homem que não edificar a casa de seu irmão.    5558 5 25 10 E sua casa será chamada em Israel a casa do descalçado.    5559 5 25 11 Quando pelejarem dois homens, um contra o outro, e a mulher de um chegar para livrar a seu marido da mão daquele que o fere, e ela, estendendo a mão, lhe pegar pelas suas vergonhas,    5560 5 25 12 decepar-lhe-á a mão; o teu olho não terá piedade dela.    5561 5 25 13 Não terás na tua bolsa pesos diferentes, um grande e um pequeno.    5562 5 25 14 Não terás na tua casa duas efas, uma grande e uma pequena.    5563 5 25 15 Terás peso inteiro e justo; terás efa inteira e justa; para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá.    5564 5 25 16 Porque é abominável ao Senhor teu Deus todo aquele que faz tais coisas, todo aquele que pratica a injustiça.    5565 5 25 17 Lembra-te do que te fez Amaleque no caminho, quando saías do Egito;    5566 5 25 18 como te saiu ao encontro no caminho e feriu na tua retaguarda todos os fracos que iam após ti, estando tu cansado e afadigado; e não temeu a Deus.    5567 5 25 19 Quando, pois, o Senhor teu Deus te houver dado repouso de todos os teus inimigos em redor, na terra que o Senhor teu Deus te dá por herança para a possuíres, apagarás a memória de Amaleque de debaixo do céu; não te esquecerás.    5568 5 26 1 Também, quando tiveres entrado na terra que o Senhor teu Deus te dá por herança, e a possuíres, e nela habitares,    5569 5 26 2 tomarás das primícias de todos os frutos do solo que trouxeres da terra que o senhor teu Deus te dá, e as porás num cesto, e irás ao lugar que o Senhor teu Deus escolher para ali fazer habitar o seu nome.    5570 5 26 3 E irás ao sacerdote que naqueles dias estiver de serviço, e lhe dirás: Hoje declaro ao Senhor teu Deus que entrei na terra que o senhor com juramento prometeu a nossos pais que nos daria.    5571 5 26 4 O sacerdote, pois, tomará o cesto da tua mão, e o porá diante do altar do Senhor teu Deus.    5572 5 26 5 E perante o Senhor teu Deus dirás: Arameu prestes a perecer era meu pai; e desceu ao Egito com pouca gente, para ali morar; e veio a ser ali uma nação grande, forte e numerosa.    5573 5 26 6 Mas os egípcios nos maltrataram e nos afligiram, e nos impuseram uma dura servidão.    5574 5 26 7 Então clamamos ao Senhor Deus de nossos pais, e o Senhor ouviu a nossa voz, e atentou para a nossa aflição, o nosso trabalho, e a nossa opressão;    5575 5 26 8 e o Senhor nos tirou do Egito com mão forte e braço estendido, com grande espanto, e com sinais e maravilhas;    5576 5 26 9 e nos trouxe a este lugar, e nos deu esta terra, terra que mana leite e mel.    5577 5 26 10 E eis que agora te trago as primícias dos frutos da terra que tu, ó Senhor, me deste. Então as porás perante o Senhor teu Deus, e o adorarás;    5578 5 26 11 e te alegrarás por todo o bem que o Senhor teu Deus te tem dado a ti e à tua casa, tu e o levita, e o estrangeiro que está no meio de ti.    5579 5 26 12 Quando acabares de separar todos os dízimos da tua colheita do terceiro ano, que é o ano dos dízimos, dá-los-ás ao levita, ao estrangeiro, ao órfão e à viúva, para que comam dentro das tuas portas, e se fartem.    5580 5 26 13 E dirás perante o Senhor teu Deus: Tirei da minha casa as coisas consagradas, e as dei ao levita, ao estrangeiro, ao órfão e à viúva, conforme todos os teus mandamentos que me tens ordenado; não transgredi nenhum dos teus mandamentos, nem deles me esqueci.    5581 5 26 14 Delas não comi no meu luto, nem delas tirei coisa alguma estando eu imundo, nem delas dei para algum morto; ouvi a voz do senhor meu Deus; conforme tudo o que me ordenaste, tenho feito.    5582 5 26 15 Olha desde a tua santa habitação, desde o céu, e abençoa o teu povo de Israel, e a terra que nos deste, como juraste a nossos pais, terra que mana leite e mel.    5583 5 26 16 Neste dia o Senhor teu Deus te manda observar estes estatutos e preceitos; portanto os guardarás e os observarás com todo o teu coração e com toda a tua alma.    5584 5 26 17 Hoje declaraste ao Senhor que ele te será por Deus, e que andarás nos seus caminhos, e guardarás os seus estatutos, os seus mandamentos e os seus preceitos, e darás ouvidos à sua voz.    5585 5 26 18 Outrossim, o Senhor hoje te declarou que lhe serás por seu próprio povo, como te tem dito, e que deverás guardar todos os seus mandamentos;    5586 5 26 19 para assim te exaltar em honra, em fama e em glória sobre todas as nações que criou; e para que sejas um povo santo ao Senhor teu Deus, como ele disse.    5587 5 27 1 Moisés, com os anciãos de Israel, deu ordem ao povo, dizendo: Guardai todos estes mandamentos que eu hoje vos ordeno.    5588 5 27 2 E no dia em que passares o Jordão para a terra que o Senhor teu Deus te dá, levantarás umas pedras grandes e as caiarás.    5589 5 27 3 E escreverás nelas todas as palavras desta lei, quando tiveres passado para entrar na terra que o Senhor teu Deus te dá, terra que mana leite e mel, como o Senhor, o Deus de teus pais, te prometeu.    5590 5 27 4 Quando, pois, houverdes passado o Jordão, levantareis no monte Ebal estas pedras, como eu hoje vos ordeno, e as caiareis.    5591 5 27 5 Também ali edificarás um altar ao Senhor teu Deus, um altar de pedras; não alçarás ferramenta sobre elas.    5592 5 27 6 De pedras brutas edificarás o altar do Senhor teu Deus, e sobre ele oferecerás holocaustos ao Senhor teu Deus.    5593 5 27 7 Também sacrificarás ofertas pacíficas, e ali comerás, e te alegrarás perante o Senhor teu Deus.    5594 5 27 8 Naquelas pedras escreverás todas as palavras desta lei, gravando-as bem nitidamente.    5595 5 27 9 Falou mais Moisés, e os levitas sacerdotes, a todo o Israel, dizendo: Guarda silêncio, e ouve, ó Israel! hoje vieste a ser o povo do Senhor teu Deus.    5596 5 27 10 Portanto obedecerás à voz do Senhor teu Deus, e cumprirás os seus mandamentos e os seus estatutos, que eu hoje te ordeno.    5597 5 27 11 Nesse mesmo dia Moisés deu ordem ao povo, dizendo:    5598 5 27 12 Quando houverdes passado o Jordão, estes estarão sobre o monte Gerizim, para abençoarem o povo: Simeão, Levi, Judá, Issacar, José e Benjamim;    5599 5 27 13 e estes estarão sobre o monte Ebal para pronunciarem a maldição: Rúben, Gade, Aser, Zebulom, Dã e Naftali.    5600 5 27 14 E os levitas dirão em alta voz a todos os homens de Israel:    5601 5 27 15 Maldito o homem que fizer imagem esculpida, ou fundida, abominação ao Senhor, obra da mão do artífice, e a puser em um lugar escondido. E todo o povo, respondendo, dirá: Amém.    5602 5 27 16 Maldito aquele que desprezar a seu pai ou a sua mãe. E todo o povo dirá: Amém.    5603 5 27 17 Maldito aquele que remover os marcos do seu próximo. E todo o povo dirá: Amém.    5604 5 27 18 Maldito aquele que fizer que o cego erre do caminho. E todo o povo dirá: Amém.    5605 5 27 19 Maldito aquele que perverter o direito do estrangeiro, do órfão e da viúva. E todo o povo dirá: Amém,    5606 5 27 20 Maldito aquele que se deitar com a mulher de seu pai, porquanto levantou a cobertura de seu pai. E todo o povo dirá: Amém.    5607 5 27 21 Maldito aquele que se deitar com algum animal. E todo o povo dirá: Amem.    5608 5 27 22 Maldito aquele que se deitar com sua irmã, filha de seu pai, ou filha de sua mãe. E todo o povo dirá: Amém.    5609 5 27 23 Maldito aquele que se deitar com sua sogra. E todo o povo dirá: Amém.    5610 5 27 24 Maldito aquele que ferir ao seu próximo em oculto. E todo o povo dirá: Amém.    5611 5 27 25 Maldito aquele que receber peita para matar uma pessoa inocente. E todo o povo dirá: Amém.    5612 5 27 26 Maldito aquele que não confirmar as palavras desta lei, para as cumprir. E todo o povo dirá: Amém.    5613 5 28 1 Se ouvires atentamente a voz do Senhor teu Deus, tendo cuidado de guardar todos os seus mandamentos que eu hoje te ordeno, o Senhor teu Deus te exaltará sobre todas as nações da terra;    5614 5 28 2 e todas estas bênçãos virão sobre ti e te alcançarão, se ouvires a voz do Senhor teu Deus:    5615 5 28 3 Bendito serás na cidade, e bendito serás no campo.    5616 5 28 4 Bendito o fruto do teu ventre, e o fruto do teu solo, e o fruto dos teus animais, e as crias das tuas vacas e das tuas ovelhas.    5617 5 28 5 Bendito o teu cesto, e a tua amassadeira.    5618 5 28 6 Bendito serás quando entrares, e bendito serás quando saíres.    5619 5 28 7 O Senhor entregará, feridos diante de ti, os teus inimigos que se levantarem contra ti; por um caminho sairão contra ti, mas por sete caminhos fugirão da tua presença.    5620 5 28 8 O Senhor mandará que a bênção esteja contigo nos teus celeiros e em tudo a que puseres a tua mão; e te abençoará na terra que o Senhor teu Deus te dá.    5621 5 28 9 O Senhor te confirmará para si por povo santo, como te jurou, se guardares os mandamentos do Senhor teu Deus e andares nos seus caminhos.    5622 5 28 10 Assim todos os povos da terra verão que és chamado pelo nome do Senhor, e terão temor de ti.    5623 5 28 11 E o Senhor te fará prosperar grandemente no fruto do teu ventre, no fruto dos teus animais e no fruto do teu solo, na terra que o Senhor, com juramento, prometeu a teus pais te dar.    5624 5 28 12 O Senhor te abrirá o seu bom tesouro, o céu, para dar à tua terra a chuva no seu tempo, e para abençoar todas as obras das tuas mãos; e emprestarás a muitas nações, porém tu não tomarás emprestado.    5625 5 28 13 E o Senhor te porá por cabeça, e não por cauda; e só estarás por cima, e não por baixo; se obedeceres aos mandamentos do Senhor teu Deus, que eu hoje te ordeno, para os guardar e cumprir,    5626 5 28 14 não te desviando de nenhuma das palavras que eu hoje te ordeno, nem para a direita nem para a esquerda, e não andando após outros deuses, para os servires.    5627 5 28 15 Se, porém, não ouvires a voz do Senhor teu Deus, se não cuidares em cumprir todos os seus mandamentos e os seus estatutos, que eu hoje te ordeno, virão sobre ti todas estas maldições, e te alcançarão:    5628 5 28 16 Maldito serás na cidade, e maldito serás no campo.    5629 5 28 17 Maldito o teu cesto, e a tua amassadeira.    5630 5 28 18 Maldito o fruto do teu ventre, e o fruto do teu solo, e as crias das tuas vacas e das tuas ovelhas.    5631 5 28 19 Maldito serás ao entrares, e maldito serás ao saíres.    5632 5 28 20 O Senhor mandará sobre ti a maldição, a derrota e o desapontamento, em tudo a que puseres a mão para fazer, até que sejas destruído, e até que repentinamente pereças, por causa da maldade das tuas obras, pelas quais me deixaste.    5633 5 28 21 O Senhor fará pegar em ti a peste, até que te consuma da terra na qual estás entrando para a possuíres.    5634 5 28 22 O Senhor te ferirá com a tísica e com a febre, com a inflamação, com o calor forte, com a seca, com crestamento e com ferrugem, que te perseguirão até que pereças    5635 5 28 23 O céu que está sobre a tua cabeça será de bronze, e a terra que está debaixo de ti será de ferro.    5636 5 28 24 O Senhor dará por chuva à tua terra pó; do céu descerá sobre ti a poeira, ate que sejas destruído.    5637 5 28 25 O Senhor fará que sejas ferido diante dos teus inimigos; por um caminho sairás contra eles, e por sete caminhos fugirás deles; e serás espetáculo horrendo a todos os reinos da terra.    5638 5 28 26 Os teus cadáveres servirão de pasto a todas as aves do céu, e aos animais da terra, e não haverá quem os enxote.    5639 5 28 27 O Senhor te ferirá com as úlceras do Egito, com tumores, com sarna e com coceira, de que não possas curar-te;    5640 5 28 28 o Senhor te ferirá com loucura, com cegueira, e com pasmo de coração.    5641 5 28 29 Apalparás ao meio-dia como o cego apalpa nas trevas, e não prosperarás nos teus caminhos; serás oprimido e roubado todos os dias, e não haverá quem te salve.    5642 5 28 30 Desposar-te-ás com uma mulher, porém outro homem dormirá com ela; edificarás uma casa, porém não morarás nela; plantarás uma vinha, porém não a desfrutarás.    5643 5 28 31 O teu boi será morto na tua presença, porém dele não comerás; o teu jumento será roubado diante de ti, e não te será restituído a ti; as tuas ovelhas serão dadas aos teus inimigos, e não haverá quem te salve.    5644 5 28 32 Teus filhos e tuas filhas serão dados a outro povo, os teus olhos o verão, e desfalecerão de saudades deles todo o dia; porém não haverá poder na tua mão.    5645 5 28 33 O fruto da tua terra e todo o teu trabalho comê-los-á um povo que nunca conheceste; e serás oprimido e esmagado todos os dias.    5646 5 28 34 E enlouquecerás pelo que hás de ver com os teus olhos.    5647 5 28 35 Com úlceras malignas, de que não possas sarar, o Senhor te ferirá nos joelhos e nas pernas, sim, desde a planta do pé até o alto da cabeça.    5648 5 28 36 O Senhor te levará a ti e a teu rei, que tiveres posto sobre ti, a uma nação que não conheceste, nem tu nem teus pais; e ali servirás a outros deuses, ao pau e à pedra.    5649 5 28 37 E virás a ser por pasmo, provérbio e ludíbrio entre todos os povos a que o Senhor te levar.    5650 5 28 38 Levarás muita semente para o teu campo, porem colherás pouco; porque o gafanhoto a consumirá.    5651 5 28 39 Plantarás vinhas, e as cultivarás, porém não lhes beberás o vinho, nem colherás as uvas; porque o bicho as devorará.    5652 5 28 40 Terás oliveiras em todos os teus termos, porém não te ungirás com azeite; porque a azeitona te cairá da oliveira.    5653 5 28 41 Filhos e filhas gerarás, porém não te pertencerão; porque irão em cativeiro.    5654 5 28 42 Todo o teu arvoredo e o fruto do teu solo consumi-los-á o gafanhoto.    5655 5 28 43 O estrangeiro que está no meio de ti se elevará cada vez mais sobre ti, e tu cada vez mais descerás;    5656 5 28 44 ele emprestará a ti, porém tu não emprestarás a ele; ele será a cabeça, e tu serás a cauda.    5657 5 28 45 Todas estas maldições virão sobre ti, e te perseguirão, e te alcançarão, até que sejas destruído, por não haveres dado ouvidos à voz do Senhor teu Deus, para guardares os seus mandamentos, e os seus estatutos, que te ordenou.    5658 5 28 46 Estarão sobre ti por sinal e por maravilha, como também sobre a tua descendencia para sempre.    5659 5 28 47 Por não haveres servido ao Senhor teu Deus com gosto e alegria de coração, por causa da abundância de tudo,    5660 5 28 48 servirás aos teus inimigos, que o Senhor enviará contra ti, em fome e sede, e em nudez, e em falta de tudo; e ele porá sobre o teu pescoço um jugo de ferro, até que te haja destruído.    5661 5 28 49 O Senhor levantará contra ti de longe, da extremidade da terra, uma nação que voa como a águia, nação cuja língua não entenderás;    5662 5 28 50 nação de rosto feroz, que não respeitará ao velho, nem se compadecerá do moço;    5663 5 28 51 e comerá o fruto dos teus animais e o fruto do teu solo, até que sejas destruído; e não te deixará grão, nem mosto, nem azeite, nem as crias das tuas vacas e das tuas ovelhas, até que te faça perecer;    5664 5 28 52 e te sitiará em todas as tuas portas, até que em toda a tua terra venham a cair os teus altos e fortes muros, em que confiavas; sim, te sitiará em todas as tuas portas, em toda a tua terra que o Senhor teu Deus te deu.    5665 5 28 53 E, no cerco e no aperto com que os teus inimigos te apertarão, comerás o fruto do teu ventre, a carne de teus filhos e de tuas filhas, que o Senhor teu Deus te houver dado.    5666 5 28 54 Quanto ao homem mais mimoso e delicado no meio de ti, o seu olho será mesquinho para com o seu irmão, para com a mulher de seu regaço, e para com os filhos que ainda lhe ficarem de resto;    5667 5 28 55 de sorte que não dará a nenhum deles da carne de seus filhos que ele comer, porquanto nada lhe terá ficado de resto no cerco e no aperto com que o teu inimigo te apertará em todas as tuas portas.    5668 5 28 56 Igualmente, quanto à mulher mais mimosa e delicada no meio de ti, que de mimo e delicadeza nunca tentou pôr a planta de seu pé sobre a terra, será mesquinho o seu olho para com o homem de seu regaço, para com seu filho, e para com sua filha;    5669 5 28 57 também ela será mesquinha para com as suas páreas, que saírem dentre os seus pés, e para com os seus filhos que tiver; porque os comerá às escondidas pela falta de tudo, no cerco e no aperto com que o teu inimigo te apertará nas tuas portas.    5670 5 28 58 Se não tiveres cuidado de guardar todas as palavras desta lei, que estão escritas neste livro, para temeres este nome glorioso e temível, o Senhor teu Deus;    5671 5 28 59 então o Senhor fará espantosas as tuas pragas, e as pragas da tua descendência, grandes e duradouras pragas, e enfermidades malignas e duradouras;    5672 5 28 60 e fará tornar sobre ti todos os males do Egito, de que tiveste temor; e eles se apegarão a ti.    5673 5 28 61 Também o Senhor fará vir a ti toda enfermidade, e toda praga que não está escrita no livro desta lei, até que sejas destruído.    5674 5 28 62 Assim ficareis poucos em número, depois de haverdes sido em multidão como as estrelas do céu; porquanto não deste ouvidos à voz do Senhor teu Deus.    5675 5 28 63 E será que, assim como o Senhor se deleitava em vós, para fazer-vos o bem e multiplicar-vos, assim o Senhor se deleitará em destruir-vos e consumir-vos; e sereis desarraigados da terra na qual estais entrando para a possuirdes.    5676 5 28 64 E o Senhor vos espalhará entre todos os povos desde uma extremidade da terra até a outra; e ali servireis a outros deuses que não conhecestes, nem vós nem vossos pais, deuses de pau e de pedra.    5677 5 28 65 E nem ainda entre estas nações descansarás, nem a planta de teu pé terá repouso; mas o Senhor ali te dará coração tremente, e desfalecimento de olhos, e desmaio de alma.    5678 5 28 66 E a tua vida estará como em suspenso diante de ti; e estremecerás de noite e de dia, e não terás segurança da tua própria vida.    5679 5 28 67 Pela manhã dirás: Ah! quem me dera ver a tarde; E à tarde dirás: Ah! quem me dera ver a manhã! pelo pasmo que terás em teu coração, e pelo que verás com os teus olhos.    5680 5 28 68 E o Senhor te fará voltar ao Egito em navios, pelo caminho de que te disse: Nunca mais o verás. Ali vos poreis a venda como escravos e escravas aos vossos inimigos, mas não haverá quem vos compre.    5681 5 29 1 Estas são as palavras do pacto que o Senhor ordenou a Moisés que fizesse com os filhos de Israel na terra de Moabe, além do pacto que fizera com eles em Horebe.    5682 5 29 2 Chamou, pois, Moisés a todo o Israel, e disse-lhes: Vistes tudo quanto o Senhor fez perante vossos olhos, na terra do Egito, a Faraó, a todos os seus servos e a toda a sua terra;    5683 5 29 3 as grandes provas que os teus olhos viram, os sinais e aquelas grandes maravilhas.    5684 5 29 4 Mas até hoje o Senhor não vos tem dado um coração para entender, nem olhos para ver, nem ouvidos para ouvir.    5685 5 29 5 Quarenta anos vos fiz andar pelo deserto; não se envelheceu sobre vós a vossa roupa, nem o sapato no vosso pé.    5686 5 29 6 Pão não comestes, vinho e bebida forte não bebestes; para que soubésseis que eu sou o Senhor vosso Deus.    5687 5 29 7 Quando, pois, viemos a este lugar, Siom, rei de Hesbom, e Ogue, rei de Basã, nos saíram ao encontro, à peleja, e nós os ferimos;    5688 5 29 8 e lhes tomamos a terra, e a demos por herança aos rubenitas, aos gaditas e à meia tribo dos manassitas.    5689 5 29 9 Guardai, pois, as palavras deste pacto e cumpri-as, para que prospereis em tudo quanto fizerdes.    5690 5 29 10 Vós todos estais hoje perante o Senhor vosso Deus: os vossos cabeças, as vossas tribos, os vossos anciãos e os vossos oficiais, a saber, todos os homens de Israel,    5691 5 29 11 os vossos pequeninos, as vossas mulheres, e o estrangeiro que está no meio do vosso arraial, tanto o rachador da vossa lenha como o tirador da vossa água;    5692 5 29 12 para entrardes no pacto do Senhor vosso Deus, e no seu juramento que o Senhor vosso Deus hoje faz convosco;    5693 5 29 13 para que hoje vos estabeleça por seu povo, e ele vos seja por Deus, como vos disse e como prometeu com juramento a vossos pais, a Abraão, a Isaque e a Jacó.    5694 5 29 14 Ora, não é somente convosco que faço este pacto e este juramento,    5695 5 29 15 mas é com aquele que hoje está aqui conosco perante o Senhor nosso Deus, e também com aquele que hoje não está aqui conosco    5696 5 29 16 (porque vós sabeis como habitamos na terra do Egito, e como passamos pelo meio das nações, pelas quais passastes;    5697 5 29 17 e vistes as suas abominações, os seus ídolos de pau e de pedra, de prata e de ouro, que havia entre elas);    5698 5 29 18 para que entre vós não haja homem, nem mulher, nem família, nem tribo, cujo coração hoje se desvie do Senhor nosso Deus, e vá servir aos deuses dessas nações; para que entre vós não haja raiz que produza veneno e fel,    5699 5 29 19 e aconteça que alguém, ouvindo as palavras deste juramento, se abençoe no seu coração, dizendo: Terei paz, ainda que ande na teimosia do meu coração para acrescentar à sede a bebedeira.    5700 5 29 20 O Senhor não lhe quererá perdoar, pelo contrário fumegará contra esse homem a ira do Senhor, e o seu zelo, e toda maldição escrita neste livro pousará sobre ele, e o Senhor lhe apagará o nome de debaixo do céu.    5701 5 29 21 Assim o Senhor o separará para mal, dentre todas as tribos de Israel, conforme todas as maldições do pacto escrito no livro desta lei.    5702 5 29 22 Pelo que a geração vindoura - os vossos filhos que se levantarem depois de vós - e o estrangeiro que vier de terras remotas dirão, ao verem as pragas desta terra, e as suas doenças, com que o Senhor a terá afligido,    5703 5 29 23 e que toda a sua terra é enxofre e sal e abrasamento, de sorte que não será semeada, e nada produzirá, nem nela crescerá erva alguma, assim como foi a destruição de Sodoma e de Gomorra, de Admá e de Zeboim, que o Senhor destruiu na sua ira e no seu furor;    5704 5 29 24 sim, todas as nações dirão: Por que fez o Senhor assim com esta terra? Que significa o furor de tamanha ira?    5705 5 29 25 Então se dirá: Porquanto deixaram o pacto do Senhor, o Deus de seus pais, que tinha feito com eles, quando os tirou da terra do Egito;    5706 5 29 26 e se foram e serviram a outros deuses, e os adoraram; deuses que eles não tinham conhecido, e que lhes não foram dados;    5707 5 29 27 por isso é que a ira do Senhor se acendeu contra esta terra, para trazer sobre ela toda maldição que está escrita neste livro;    5708 5 29 28 e o Senhor os arrancou da sua terra com ira, com furor e com grande indignação, e os lançou em outra terra, como neste dia se vê.    5709 5 29 29 As coisas encobertas pertencem ao Senhor nosso Deus, mas as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre, para que observemos todas as palavras desta lei.    5710 5 30 1 Quando te sobrevierem todas estas coisas, a bênção ou a maldição, que pus diante de ti, e te recordares delas entre todas as nações para onde o Senhor teu Deus te houver lançado,    5711 5 30 2 e te converteres ao Senhor teu Deus, e obedeceres à sua voz conforme tudo o que eu te ordeno hoje, tu e teus filhos, de todo o teu coração e de toda a tua alma,    5712 5 30 3 o Senhor teu Deus te fará voltar do teu cativeiro, e se compadecerá de ti, e tornará a ajuntar-te dentre todos os povos entre os quais te houver espalhado o senhor teu Deus.    5713 5 30 4 Ainda que o teu desterro tenha sido para a extremidade do céu, desde ali te ajuntará o Senhor teu Deus, e dali te tomará;    5714 5 30 5 e o Senhor teu Deus te trará à terra que teus pais possuíram, e a possuirás; e te fará bem, e te multiplicará mais do que a teus pais.    5715 5 30 6 Também o Senhor teu Deus circuncidará o teu coração, e o coração de tua descendência, a fim de que ames ao Senhor teu Deus de todo o teu coração e de toda a tua alma, para que vivas.    5716 5 30 7 E o Senhor teu Deus porá todas estas maldições sobre os teus inimigos, sobre aqueles que te tiverem odiado e perseguido.    5717 5 30 8 Tu te tornarás, pois, e obedecerás à voz do Senhor, e observarás todos os seus mandamentos que eu hoje te ordeno.    5718 5 30 9 Então o Senhor teu Deus te fará prosperar grandemente em todas as obras das tuas mãos, no fruto do teu ventre, e no fruto dos teus animais, e no fruto do teu solo; porquanto o Senhor tornará a alegrar-se em ti para te fazer bem, como se alegrou em teus pais;    5719 5 30 10 quando obedeceres à voz do Senhor teu Deus, guardando os seus mandamentos e os seus estatutos, escritos neste livro da lei; quando te converteres ao Senhor teu Deus de todo o teu coração e de toda a tua alma.    5720 5 30 11 Porque este mandamento, que eu hoje te ordeno, não te é difícil demais, nem tampouco está longe de ti.    5721 5 30 12 Não está no céu para dizeres: Quem subirá por nós ao céu, e no-lo trará, e no-lo fará ouvir, para que o cumpramos?    5722 5 30 13 Nem está além do mar, para dizeres: Quem passará por nós além do mar, e no-lo trará, e no-lo fará ouvir, para que o cumpramos?    5723 5 30 14 Mas a palavra está mui perto de ti, na tua boca, e no teu coração, para a cumprires.    5724 5 30 15 Vê que hoje te pus diante de ti a vida e o bem, a morte e o mal.    5725 5 30 16 Se guardares o mandamento que eu hoje te ordeno de amar ao Senhor teu Deus, de andar nos seus caminhos, e de guardar os seus mandamentos, os seus estatutos e os seus preceitos, então viverás, e te multiplicarás, e o Senhor teu Deus te abençoará na terra em que estás entrando para a possuíres.    5726 5 30 17 Mas se o teu coração se desviar, e não quiseres ouvir, e fores seduzido para adorares outros deuses, e os servires,    5727 5 30 18 declaro-te hoje que certamente perecerás; não prolongarás os dias na terra para entrar na qual estás passando o Jordão, a fim de a possuíres.    5728 5 30 19 O céu e a terra tomo hoje por testemunhas contra ti de que te pus diante de ti a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência,    5729 5 30 20 amando ao Senhor teu Deus, obedecendo à sua voz, e te apegando a ele; pois ele é a tua vida, e o prolongamento dos teus dias; e para que habites na terra que o Senhor prometeu com juramento a teus pais, a Abraão, a Isaque e a Jacó, que lhes havia de dar.    5730 5 31 1 Prosseguindo Moisés, falou ainda estas palavras a todo o Israel,    5731 5 31 2 dizendo-lhes: Cento e vinte anos tenho eu hoje. Já não posso mais sair e entrar; e o Senhor me disse: Não passarás este Jordão.    5732 5 31 3 O Senhor teu Deus passará adiante de ti; ele destruirá estas nações de diante de ti, para que as possuas. Josué passará adiante de ti, como o Senhor disse.    5733 5 31 4 E o Senhor lhes fará como fez a Siom e a Ogue, reis dos amorreus, e à sua terra, aos quais destruiu.    5734 5 31 5 Quando, pois, o Senhor vo-los entregar, fareis com eles conforme todo o mandamento que vos tenho ordenado.    5735 5 31 6 Sede fortes e corajosos; não temais, nem vos atemorizeis diante deles; porque o Senhor vosso Deus é quem vai convosco. Não vos deixará, nem vos desamparará.    5736 5 31 7 Então chamou Moisés a Josué, e lhe disse à vista de todo o Israel: Sê forte e corajoso, porque tu entrarás com este povo na terra que o Senhor, com juramento, prometeu a teus pais lhes daria; e tu os farás herdá-la.    5737 5 31 8 O Senhor, pois, é aquele que vai adiante de ti; ele será contigo, não te deixará, nem te desamparará. Não temas, nem te espantes.    5738 5 31 9 Moisés escreveu esta lei, e a entregou aos sacerdotes, filhos de Levi, que levavam a arca do pacto do Senhor, e a todos os anciãos de Israel.    5739 5 31 10 Também Moisés lhes deu ordem, dizendo: Ao fim de cada sete anos, no tempo determinado do ano da remissão, na festa dos tabernáculos,    5740 5 31 11 quando todo o Israel vier a comparecer perante ao Senhor teu Deus, no lugar que ele escolher, lereis esta lei diante de todo o Israel, para todos ouvirem.    5741 5 31 12 Congregai o povo, homens, mulheres e pequeninos, e os estrangeiros que estão dentro das vossas portas, para que ouçam e aprendam, e temam ao Senhor vosso Deus, e tenham cuidado de cumprir todas as palavras desta lei;    5742 5 31 13 e que seus filhos que não a souberem ouçam, e aprendam a temer ao Senhor vosso Deus, todos os dias que viverdes sobre a terra a qual estais passando o Jordão para possuir.    5743 5 31 14 Também disse o Senhor a Moisés: Eis que vem chegando o dia em que hás de morrer. Chama a Josué, e apresentai-vos na tenda da revelação, para que eu lhe dê ordens. Assim foram Moisés e Josué, e se apresentaram na tenda da revelação.    5744 5 31 15 Então o Senhor apareceu na tenda, na coluna de nuvem; e a coluna de nuvem parou sobre a porta da tenda.    5745 5 31 16 E disse o Senhor a Moisés: Eis que dormirás com teus pais; e este povo se levantará, e se prostituirá indo após os deuses estranhos da terra na qual está entrando, e me deixará, e quebrará o meu pacto, que fiz com ele.    5746 5 31 17 Então se acenderá a minha ira naquele dia contra ele, e eu o deixarei, e dele esconderei o meu rosto, e ele será devorado. Tantos males e angústias o alcançarão, que dirá naquele dia: Não é, porventura, por não estar o meu Deus comigo, que me sobrevieram estes males?    5747 5 31 18 Esconderei pois, totalmente o meu rosto naquele dia, por causa de todos os males que ele tiver feito, por se haver tornado para outros deuses.    5748 5 31 19 Agora, pois, escrevei para vós este cântico, e ensinai-o aos filhos de Israel; ponde-o na sua boca, para que este cântico me sirva por testemunha contra o povo de Israel.    5749 5 31 20 Porque o introduzirei na terra que, com juramento, prometi a seus pais, terra que mana leite e mel; comerá, fartar-se-á, e engordará; então, tornando-se para outros deuses, os servirá, e me desprezará, violando o meu pacto.    5750 5 31 21 E será que, quando lhe sobrevierem muitos males e angústias, então este cântico responderá contra ele por testemunha, pois não será esquecido da boca de sua descendência; porquanto conheço a sua imaginação, o que ele maquina hoje, antes de eu o ter introduzido na terra que lhe prometi com juramento.    5751 5 31 22 Assim Moisés escreveu este cântico naquele dia, e o ensinou aos filhos de Israel.    5752 5 31 23 E ordenou o Senhor a Josué, filho de Num, dizendo: sê forte e corajoso, porque tu introduzirás os filhos de Israel na terra que, com juramento, lhes prometi; e eu serei contigo.    5753 5 31 24 Ora, tendo Moisés acabado de escrever num livro todas as palavras desta lei,    5754 5 31 25 deu ordem aos levitas que levavam a arca do pacto do Senhor, dizendo:    5755 5 31 26 Tomai este livro da lei, e ponde-o ao lado da arca do pacto do Senhor vosso Deus, para que ali esteja por testemunha contra vós.    5756 5 31 27 Porque conheço a vossa rebeldia e a vossa dura cerviz; eis que, vivendo eu ainda hoje convosco, rebeldes fostes contra o Senhor; e quanto mais depois da minha morte!    5757 5 31 28 Congregai perante mim todos os anciãos das vossas tribos, e vossos oficiais, para que eu fale estas palavras aos seus ouvidos, e tome por testemunhas contra eles o céu e a terra.    5758 5 31 29 Porque eu sei que depois da minha morte certamente vos corrompereis, e vos desviareis do caminho que vos ordenei; então este mal vos sobrevirá nos últimos dias, quando fizerdes o que é mau aos olhos do Senhor, para o provocar à ira com a obra das vossas mãos.    5759 5 31 30 Então Moisés proferiu todas as palavras deste cântico, ouvindo-o toda a assembléia de Israel:    5760 5 32 1 Inclinai os ouvidos, ó céus, e falarei; e ouça a terra as palavras da minha boca.    5761 5 32 2 Caia como a chuva a minha doutrina; destile a minha palavra como o orvalho, como chuvisco sobre a erva e como chuvas sobre a relva.    5762 5 32 3 Porque proclamarei o nome do Senhor; engrandecei o nosso Deus.    5763 5 32 4 Ele é a Rocha; suas obras são perfeitas, porque todos os seus caminhos são justos; Deus é fiel e sem iniqüidade; justo e reto é ele.    5764 5 32 5 Corromperam-se contra ele; não são seus filhos, e isso é a sua mancha; geração perversa e depravada é.    5765 5 32 6 É assim que recompensas ao Senhor, povo louco e insensato? não é ele teu pai, que te adquiriu, que te fez e te estabeleceu?    5766 5 32 7 Lembra-te dos dias da antigüidade, atenta para os anos, geração por geração; pergunta a teu pai, e ele te informará, aos teus anciãos, e eles to dirão.    5767 5 32 8 Quando o Altíssimo dava às nações a sua herança, quando separava os filhos dos homens, estabeleceu os termos dos povos conforme o número dos filhos de Israel.    5768 5 32 9 Porque a porção do Senhor é o seu povo; Jacó é a parte da sua herança.    5769 5 32 10 Achou-o numa terra deserta, e num erma de solidão e horrendos uivos; cercou-o de proteção; cuidou dele, guardando-o como a menina do seu olho.    5770 5 32 11 Como a águia desperta o seu ninho, adeja sobre os seus filhos e, estendendo as suas asas, toma-os, e os leva sobre as suas asas,    5771 5 32 12 assim só o Senhor o guiou, e não havia com ele deus estranho.    5772 5 32 13 Ele o fez cavalgar sobre as alturas da terra, e comer os frutos do campo; também o fez chupar mel da rocha e azeite da dura pederneira,    5773 5 32 14 coalhada das vacas e leite das ovelhas, com a gordura dos cordeiros, dos carneiros de Basã, e dos bodes, com o mais fino trigo; e por vinho bebeste o sangue das uvas.    5774 5 32 15 E Jesurum, engordando, recalcitrou (tu engordaste, tu te engrossaste e te cevaste); então abandonou a Deus, que o fez, e desprezou a Rocha da sua salvação.    5775 5 32 16 Com deuses estranhos o moveram a zelos; com abominações o provocaram à ira:    5776 5 32 17 Ofereceram sacrifícios aos demônios, não a Deus, a deuses que não haviam conhecido, deuses novos que apareceram há pouco, aos quais os vossos pais não temeram.    5777 5 32 18 Olvidaste a Rocha que te gerou, e te esqueceste do Deus que te formou.    5778 5 32 19 Vendo isto, o Senhor os desprezou, por causa da provocação que lhe fizeram seus filhos e suas filhas;    5779 5 32 20 e disse: Esconderei deles o meu rosto, verei qual será o seu fim, porque geração perversa são eles, filhos em quem não hà fidelidade.    5780 5 32 21 A zelos me provocaram cem aquilo que não é Deus, com as suas vaidades me provocaram à ira; portanto eu os provocarei a zelos com aquele que não é povo, com uma nação insensata os despertarei à ira.    5781 5 32 22 Porque um fogo se acendeu na minha ira, e arde até o mais profundo do Seol, e devora a terra com o seu fruto, e abrasa os fundamentos dos montes.    5782 5 32 23 Males amontoarei sobre eles, esgotarei contra eles as minhas setas.    5783 5 32 24 Consumidos serão de fome, devorados de raios e de amarga destruição; e contra eles enviarei dentes de feras, juntamente com o veneno dos que se arrastam no pó.    5784 5 32 25 Por fora devastará a espada, e por dentro o pavor, tanto ao mancebo como à virgem, assim à criança de peito como ao homem encanecido.    5785 5 32 26 Eu teria dito: Por todos os cantos os espalharei, farei cessar a sua memória dentre os homens,    5786 5 32 27 se eu não receasse a vexação da parte do inimigo, para que os seus adversários, iludindo-se, não dissessem: A nossa mão está exaltada; não foi o Senhor quem fez tudo isso.    5787 5 32 28 Porque são gente falta de conselhos, e neles não há entendimento.    5788 5 32 29 Se eles fossem sábios, entenderiam isso, e atentariam para o seu fim!    5789 5 32 30 Como poderia um só perseguir mil, e dois fazer rugir dez mil, se a sua Rocha não os vendera, e o Senhor não os entregara?    5790 5 32 31 Porque a sua rocha não é como a nossa Rocha, sendo até os nossos inimigos juízes disso.    5791 5 32 32 Porque a sua vinha é da vinha de Sodoma e dos campos de Gomorra; as suas uvas são uvas venenosas, seus cachos são amargos.    5792 5 32 33 O seu vinho é veneno de serpentes, e peçonha cruel de víboras.    5793 5 32 34 Não está isto encerrado comigo? selado nos meus tesouros?    5794 5 32 35 Minha é a vingança e a recompensa, ao tempo em que resvalar o seu pé; porque o dia da sua ruína está próximo, e as coisas que lhes hão de suceder se apressam a chegar.    5795 5 32 36 Porque o Senhor vindicará ao seu povo, e se arrependerá no tocante aos seus servos, quando vir que o poder deles já se foi, e que não resta nem escravo nem livre.    5796 5 32 37 Então dirá: Onde estão os seus deuses, a rocha em que se refugiavam,    5797 5 32 38 os que comiam a gordura dos sacrifícios deles e bebiam o vinho das suas ofertas de libação? Levantem-se eles, e vos ajudem, a fim de que haja agora refúgio para vós.    5798 5 32 39 Vede agora que eu, eu o sou, e não há outro deus além de mim; eu faço morrer e eu faço viver; eu firo e eu saro; e não há quem possa livrar da minha mão.    5799 5 32 40 Pois levanto a minha mão ao céu, e digo: Como eu vivo para sempre,    5800 5 32 41 se eu afiar a minha espada reluzente, e a minha mão travar do juízo, então retribuirei vingança aos meus adversários, e recompensarei aos que me odeiam.    5801 5 32 42 De sangue embriagarei as minhas setas, e a minha espada devorará carne; do sangue dos mortes e dos cativos, das cabeças cabeludas dos inimigos    5802 5 32 43 Aclamai, ó nações, com alegria, o povo dele, porque ele vingará o sangue dos seus servos; aos seus adversários retribuirá vingança, e fará expiação pela sua terra e pelo seu povo.    5803 5 32 44 Veio, pois, Moisés, e proferiu todas as palavras deste cântico na presença do povo, ele e Oséias, filho de Num.    5804 5 32 45 E, acabando Moisés de falar todas essas palavras a todo o Israel,    5805 5 32 46 disse-lhes: Aplicai o vosso coração a todas as palavras que eu hoje vos testifico, as quais haveis de recomendar a vossos filhos, para que tenham cuidado de cumprir todas as palavras desta lei.    5806 5 32 47 Porque esta palavra não vos é vã, mas é a vossa vida, e por esta mesma palavra prolongareis os dias na terra à qual ides, passando o Jordão, para a possuir.    5807 5 32 48 Naquele mesmo dia falou o Senhor a Moisés, dizendo:    5808 5 32 49 Sobe a este monte de Abarim, ao monte Nebo, que está na terra de Moabe, defronte de Jericó, e vê a terra de Canaã, que eu dou aos filhos de Israel por possessão;    5809 5 32 50 e morre no monte a que vais subir, e recolhe-te ao teu povo; assim como Arão, teu irmão, morreu no monte Hor, e se recolheu ao seu povo;    5810 5 32 51 porquanto pecastes contra mim no meio dos filhos de Israel, junto às águas de Meribá de Cades, no deserto de Zim, pois não me santificastes no meio dos filhos de Israel.    5811 5 32 52 Pelo que verás a terra diante de ti, porém lá não entrarás, na terra que eu dou aos filhos de Israel.    5812 5 33 1 Esta é a bênção com que Moisés, homem de Deus, abençoou os filhos de Israel antes da sua morte.    5813 5 33 2 Disse ele: O Senhor veio do Sinai, e de Seir raiou sobre nós; resplandeceu desde o monte Parã, e veio das miríades de santos; à sua direita havia para eles o fogo da lei.    5814 5 33 3 Na verdade ama o seu povo; todos os seus santos estão na sua mão; postos serão no meio, entre os teus pés, e cada um receberá das tuas palavras.    5815 5 33 4 Moisés nos prescreveu uma lei, uma herança para a assembléia de Jacó.    5816 5 33 5 E tornou-se rei em Jesurum, quando se congregaram os cabeças do povo juntamente com as tribos de Israel.    5817 5 33 6 Viva Rúben, e não morra; e não sejam poucos os seus homens.    5818 5 33 7 E isto é o que disse de Judá: Ouve, ó Senhor, a voz de Judá e introduze-o no meio do seu povo; com as suas mãos pelejou por si; sê tu o seu auxílio contra os seus inimigos.    5819 5 33 8 De Levi disse: Sejam teu Tumim e teu Urim para o teu homem santo, que provaste em Massá, com quem contendeste junto às águas de Meribá;    5820 5 33 9 aquele que disse de seu pai e de sua mãe: Nunca os vi, e não reconheceu a seus irmãos, e não conheceu a seus filhos; pois esses levitas guardaram a tua palavra e observaram o teu pacto.    5821 5 33 10 Ensinarão os teus preceitos a Jacó, e a tua lei a Israel; chegarão incenso ao seu nariz, e porão holocausto sobre o teu altar.    5822 5 33 11 Abençoa o seu poder, ó Senhor, e aceita a obra das suas mãos; fere os lombos dos que se levantam contra ele e o odeiam, para que nunca mais se levantem.    5823 5 33 12 De Benjamim disse: O amado do Senhor habitará seguro junto a ele; e o Senhor o cercará o dia todo, e ele habitará entre os seus ombros.    5824 5 33 13 De José disse: Abençoada pelo Senhor seja a sua terra, com os mais excelentes dons do céu, com o orvalho, e com as águas do abismo que jaz abaixo;    5825 5 33 14 com os excelentes frutos do sol, e com os excelentes produtos dos meses;    5826 5 33 15 com as coisas mais excelentes dos montes antigos, e com as coisas excelentes dos outeiros eternos;    5827 5 33 16 com as coisas excelentes da terra, e com a sua plenitude, e com a benevolência daquele que habitava na sarça; venha tudo isso sobre a cabeça de José, sobre o alto da cabeça daquele que é príncipe entre seus irmãos.    5828 5 33 17 Eis o seu novilho primogênito; ele tem majestade; e os seus chifres são chifres de boi selvagem; com eles rechaçará todos os povos, sim, todas as extremidades da terra. Tais são as miríades de Efraim, e tais são os milhares de Manassés.    5829 5 33 18 De Zebulom disse: Zebulom, alegra-te nas tuas saídas; e tu, Issacar, nas tuas tendas.    5830 5 33 19 Eles chamarão os povos ao monte; ali oferecerão sacrifícios de justiça, porque chuparão a abundância dos mares e os tesouros escondidos da areia.    5831 5 33 20 De Gade disse: Bendito aquele que faz dilatar a Gade; habita como a leoa, e despedaça o braço, e o alto da cabeça.    5832 5 33 21 Ele se proveu da primeira parte, porquanto ali estava reservada a porção do legislador; pelo que veio com os chefes do povo, executou a justiça do Senhor e os seus juízos para com Israel.    5833 5 33 22 De Dã disse: Dã é cachorro de leão, que salta de Basã.    5834 5 33 23 De Naftali disse: ç Naftali, saciado de favores, e farto da bênção do Senhor, possui o lago e o sul.    5835 5 33 24 De Aser disse: Bendito seja Aser dentre os filhos de Israel; seja o favorecido de seus irmãos; e mergulhe em azeite o seu pé;    5836 5 33 25 de ferro e de bronze sejam os teus ferrolhos; e como os teus dias, assim seja a tua força.    5837 5 33 26 Não há outro, ó Jesurum, semelhante a Deus, que cavalga sobre o céu para a tua ajuda, e na sua majestade sobre as mais altas nuvens.    5838 5 33 27 O Deus eterno é a tua habitação, e por baixo estão os braços eternos; ele lançou o inimigo de diante de ti e disse: Destrói-o.    5839 5 33 28 Israel pois habitará seguro, a fonte de Jacó a sós, na terra de grão e de mosto; e o seu céu gotejará o orvalho.    5840 5 33 29 Feliz és tu, ó Israel! quem é semelhante a ti? um povo salvo pelo Senhor, o escudo do teu socorro, e a espada da tua majestade; pelo que os teus inimigos te serão sujeitos, e tu pisarás sobre as suas alturas.    5841 5 34 1 Então subiu Moisés das planícies de Moabe ao monte Nebo, ao cume de Pisga, que está defronte de Jericó; e o Senhor mostrou-lhe toda a terra desde Gileade até Dã,    5842 5 34 2 todo o Naftali, a terra de Efraim e Manassés, toda a terra de Judá, até o mar ocidental,    5843 5 34 3 o Negebe, e a planície do vale de Jericó, a cidade das palmeiras, até Zoar.    5844 5 34 4 E disse-lhe o Senhor: Esta é a terra que prometi com juramento a Abraão, a Isaque e a Jacó, dizendo: ë tua descendência a darei. Eu te fiz vê-la com os teus olhos, porém para lá não passarás.    5845 5 34 5 Assim Moisés, servo do Senhor, morreu ali na terra de Moabe, conforme o dito do Senhor,    5846 5 34 6 que o sepultou no vale, na terra de Moabe, defronte de Bete-Peor; e ninguém soube até hoje o lugar da sua sepultura.    5847 5 34 7 Tinha Moisés cento e vinte anos quando morreu; não se lhe escurecera a vista, nem se lhe fugira o vigor.    5848 5 34 8 Os filhos de Israel prantearam a Moisés por trinta dias nas planícies de Moabe; e os dias do pranto no luto por Moisés se cumpriram.    5849 5 34 9 Ora, Josué, filho de Num, foi cheio do espírito de sabedoria, porquanto Moisés lhe tinha imposto as mãos; assim se filhos de Israel lhe obedeceram , e fizeram como o Senhor ordenara a Moisés.    5850 5 34 10 E nunca mais se levantou em Israel profeta como Moisés, a quem o Senhor conhecesse face a face,    5851 5 34 11 nem semelhante em todos os sinais e maravilhas que o Senhor o enviou para fazer na terra do Egito, a Faraó: e a todos os seus servos, e a toda a sua terra;    5852 5 34 12 e em tudo o que Moisés operou com mão forte, e com grande espanto, aos olhos de todo o Israel.    5853 6 1 1 Depois da morte de Moisés, servo do Senhor, falou o Senhor a Josué, filho de Num, servidor de Moisés, dizendo:    5854 6 1 2 Moisés, meu servo, é morto; levanta-te pois agora, passa este Jordão, tu e todo este povo, para a terra que eu dou aos filhos de Israel.    5855 6 1 3 Todo lugar que pisar a planta do vosso pé, vo-lo dei, como eu disse a Moisés.    5856 6 1 4 Desde o deserto e este Líbano, até o grande rio, o rio Eufrates, toda a terra dos heteus, e até o grande mar para o poente do sol, será o vosso termo.    5857 6 1 5 Ninguém te poderá resistir todos os dias da tua vida. Como fui com Moisés, assim serei contigo; não te deixarei, nem te desampararei.    5858 6 1 6 Esforça-te, e tem bom ânimo, porque tu farás a este povo herdar a terra que jurei a seus pais lhes daria.    5859 6 1 7 Tão-somente esforça-te e tem mui bom ânimo, cuidando de fazer conforme toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; não te desvies dela, nem para a direita nem para a esquerda, a fim de que sejas bem sucedido por onde quer que andares.    5860 6 1 8 Não se aparte da tua boca o livro desta lei, antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem sucedido.    5861 6 1 9 Não to mandei eu? Esforça-te, e tem bom ânimo; não te atemorizes, nem te espantes; porque o Senhor teu Deus está contigo, por onde quer que andares.    5862 6 1 10 Então Josué deu esta ordem aos oficiais do povo:    5863 6 1 11 Passai pelo meio do arraial, e ordenai ao povo, dizendo: Provede-vos de mantimentos, porque dentro de três dias haveis de atravessar este Jordão, a fim de que entreis para tomar posse da terra que o Senhor vosso Deus vos dá para a possuirdes.    5864 6 1 12 E disse Josué aos rubenitas, aos gaditas, e à meia tribo de Manassés:    5865 6 1 13 Lembrai-vos da palavra que vos mandou Moisés, servo do Senhor, dizendo: O Senhor vosso Deus vos dá descanso, e vos dá esta terra.    5866 6 1 14 Vossas mulheres, vossos pequeninos e vosso gado fiquem na terra que Moisés vos deu desta banda do Jordão; porém vós, todos os homens valorosos, passareis armados adiante de vossos irmãos e os ajudareis;    5867 6 1 15 até que o Senhor tenha dado descanso: a vossos irmãos, assim como vo-lo deu a vós, e eles também tenham possuído a terra que o Senhor vosso Deus lhes dá; então tornareis para a terra da vossa herança, e a possuireis, terra que Moisés, servo do Senhor, vos deu além do Jordão, para o nascente do sol.    5868 6 1 16 Então responderam a Josué, dizendo: Tudo quanto nos ordenaste faremos, e aonde quer que nos enviares iremos.    5869 6 1 17 Como em tudo ouvimos a Moisés, assim te ouviremos a ti; tão-somente seja o Senhor teu Deus contigo, como foi com Moisés.    5870 6 1 18 Quem quer que se rebelar contra as tuas ordens, e não ouvir as tuas palavras em tudo quanto lhe mandares, será morto. Tão-somente esforça-te, e tem bom ânimo.    5871 6 2 1 De Sitim Josué, filho de Num, enviou secretamente dois homens como espias, dizendo-lhes: Ide reconhecer a terra, particularmente a Jericó. Foram pois, e entraram na casa duma prostituta, que se chamava Raabe, e pousaram ali.    5872 6 2 2 Então deu-se notícia ao rei de Jericó, dizendo: Eis que esta noite vieram aqui uns homens dos filhos de Israel, para espiar a terra.    5873 6 2 3 Pelo que o rei de Jericó mandou dizer a Raabe: Faze sair os homens que vieram a ti e entraram na tua casa, porque vieram espiar toda a terra.    5874 6 2 4 Mas aquela mulher, tomando os dois homens, os escondeu, e disse: é verdade que os homens vieram a mim, porém eu não sabia donde eram;    5875 6 2 5 e aconteceu que, havendo-se de fechar a porta, sendo já escuro, aqueles homens saíram. Não sei para onde foram; ide após eles depressa, porque os alcançareis.    5876 6 2 6 Ela, porém, os tinha feito subir ao eirado, e os tinha escondido entre as canas do linho que pusera em ordem sobre o eirado.    5877 6 2 7 Assim foram esses homens após eles pelo caminho do Jordão, até os vaus; e, logo que saíram, fechou-se a porta.    5878 6 2 8 E, antes que os espias se deitassem, ela subiu ao eirado a ter com eles,    5879 6 2 9 e disse-lhes: Bem sei que o Senhor vos deu esta terra, e que o pavor de vós caiu sobre nós, e que todos os moradores da terra se derretem diante de vós.    5880 6 2 10 Porque temos ouvido que o Senhor secou as águas do Mar Vermelho diante de vós, quando saístes do Egito, e também o que fizestes aos dois reis dos amorreus, Siom e Ogue, que estavam além de Jordão, os quais destruístes totalmente.    5881 6 2 11 Quando ouvimos isso, derreteram-se os nossos corações, e em ninguém mais há ânimo algum, por causa da vossa presença; porque o Senhor vosso Deus é Deus em cima no céu e embaixo na terra.    5882 6 2 12 Agora pois, peço-vos, jurai-me pelo Senhor que, como usei de bondade para convosco, vós também usareis de bondade para com a casa e meu pai; e dai-me um sinal seguro    5883 6 2 13 de que conservareis em vida meu pai e minha mãe, como também meus irmãos e minhas irmãs, com todos os que lhes pertencem, e de que livrareis da morte as nossas vidas.    5884 6 2 14 Então eles lhe responderam: A nossa vida responderá pela vossa, se não denunciardes este nosso negócio; e, quando o Senhor nos entregar esta terra, usaremos para contigo de bondade e de fidelidade.    5885 6 2 15 Ela então os fez descer por uma corda pela janela, porquanto a sua casa estava sobre o muro da cidade, de sorte que morava sobre o muro;    5886 6 2 16 e disse-lhes: Ide-vos ao monte, para que não vos encontrem os perseguidores, e escondei-vos lá três dias, até que eles voltem; depois podereis tomar o vosso caminho.    5887 6 2 17 Disseram-lhe os homens: Nós seremos inocentes no tocante a este juramento que nos fizeste jurar.    5888 6 2 18 Eis que, quando nós entrarmos na terra, atarás este cordão de fio de escarlata à janela pela qual nos fizeste descer; e recolherás em casa contigo teu pai, tua mãe, teus irmãos e toda a família de teu pai.    5889 6 2 19 Qualquer que sair fora das portas da tua casa, o seu sangue cairá sobre a sua cabeça, e nós seremos inocentes; mas qualquer que estiver contigo em casa, o seu sangue cairá sobre a nossa cabeça se nele se puser mão.    5890 6 2 20 Se, porém, tu denunciares este nosso negócio, seremos desobrigados do juramento que nos fizeste jurar.    5891 6 2 21 Ao que ela disse: Conforme as vossas palavras, assim seja. Então os despediu, e eles se foram; e ela atou o cordão de escarlata à janela.    5892 6 2 22 Foram-se, pois, e chegaram ao monte, onde ficaram três dias, até que voltaram os perseguidores; pois estes os buscaram por todo o caminho, porém, não os acharam.    5893 6 2 23 Então os dois homens, tornando a descer do monte, passaram o rio, chegaram a Josué, filho de Num, e lhe contaram tudo quanto lhes acontecera.    5894 6 2 24 E disseram a Josué: Certamente o Senhor nos tem entregue nas mãos toda esta terra, pois todos os moradores se derretem diante de nós.    5895 6 3 1 Levantou-se, pois, Josué de madrugada e, partindo de Sitim ele e todos os filhos de Israel, vieram ao Jordão; e pousaram ali, antes de atravessá-lo.    5896 6 3 2 E sucedeu, ao fim de três dias, que os oficiais passaram pelo meio do arraial,    5897 6 3 3 e ordenaram ao povo, dizendo: Quando virdes a arca da pacto do Senhor vosso Deus sendo levada pelos levitas sacerdotes, partireis vós também do vosso lugar, e a seguireis    5898 6 3 4 (haja, contudo, entre vós e ela, uma distância de dois mil côvados, e não vos chegueis a ela), para que saibais o caminho pelo qual haveis de ir, porquanto por este caminho nunca dantes passastes.    5899 6 3 5 Disse Josué também ae povo: Santificai-vos, porque amanhã o Senhor fará maravilhas no meio de vós.    5900 6 3 6 E falou Josué aos sacerdotes, dizendo: Levantai a arca do pacto, e passai adiante do povo. Levantaram, pois, a arca do pacto, e foram andando adiante do povo.    5901 6 3 7 Então disse o Senhor a Josué: Hoje começarei a engrandecer- te perante os olhos de todo o Israel, para que saibam que, assim como fui com Moisés, serei contigo.    5902 6 3 8 Tu, pois, ordenarás aos sacerdotes que levam a arca do pacto, dizendo: Quando chegardes à beira das águas de Jordão, aí parareis.    5903 6 3 9 Disse então Josué aos filhos de Israel: Aproximai-vos, e ouvi as palavras do Senhor vosso Deus.    5904 6 3 10 E acrescentou: Nisto conhecereis que o Deus vivo está no meio de vós, e que certamente expulsará de diante de vós os cananeus, os heteus, os heveus, os perizeus, os girgaseus, os amorreus e os jebuseus.    5905 6 3 11 Eis que a arca do pacto do Senhrr de toda a terra passará adiante de vós para o meio do Jordão.    5906 6 3 12 Tomai, pois, agora doze homens das tribos de Israel, de cada tribo um homem;    5907 6 3 13 porque assim que as plantas dos pés dos sacerdotes que levam a arca do Senhor, o Senhor de toda a terra, pousarem nas águas do Jordão, estas serão cortadas, isto é, as águas que vêm de cima, e, amontoadas, pararão.    5908 6 3 14 Quando, pois, o povo partiu das suas tendas para atravessar o Jordão, levando os sacerdotes a arca do pacto adiante do povo,    5909 6 3 15 e quando os que levavam a arca chegaram ao Jordão, e os seus pés se mergulharam na beira das águas (porque o Jordão transbordava todas as suas ribanceiras durante todos os dias da sega),    5910 6 3 16 as águas que vinham de cima, parando, levantaram-se num montão, mui longe, à altura de Adã, cidade que está junto a Zaretã; e as que desciam ao mar da Arabá, que é o Mar Salgado, foram de todo cortadas. Então o povo passou bem em frente de Jericó.    5911 6 3 17 Os sacerdotes que levavam a arca do pacto do Senhor pararam firmes em seco no meio do Jordão, e todo o Israel foi passando a pé enxuto, até que todo o povo acabou de passar o Jordão.    5912 6 4 1 Quando todo o povo acabara de passar o Jordão, falou o Senhor a Josué, dizendo:    5913 6 4 2 Tomai dentre o povo doze homens, de cada tribo um homem;    5914 6 4 3 e mandai-lhes, dizendo: Tirai daqui, do meio do Jordão, do lugar em que estiveram parados os pés dos sacerdotes, doze pedras, levai-as convosco para a outra banda e depositai-as no lugar em que haveis de passar esta noite.    5915 6 4 4 Chamou, pois, Josué os doze homens que escolhera dos filhos de Israel, de cada tribo um homem;    5916 6 4 5 e disse-lhes: Passai adiante da arca do Senhor vosso Deus, ao meio do Jordão, e cada um levante uma pedra sobre o ombro, segundo o número das tribos dos filhos de Israel;    5917 6 4 6 para que isto seja por sinal entre vós; e quando vossos filhos no futuro perguntarem: Que significam estas pedras?    5918 6 4 7 direis a eles que as águas do Jordão foram cortadas diante da arca do pacto de Senhor; quando ela passou pelo Jordão, as águas foram cortadas; e estas pedras serão para sempre por memorial aos filhos de Israel.    5919 6 4 8 Fizeram, pois, os filhos de Israel assim como Josué tinha ordenado, e levantaram doze pedras do meio do Jordão como o Senhor dissera a Josué, segundo o número das tribos dos filhos de Israel; e levaram-nas consigo ao lugar em que pousaram, e as depositaram ali.    5920 6 4 9 Amontoou Josué também doze pedras no meio do Jordão, no lugar em que pararam os pés dos sacerdotes que levavam a arca do pacto; e ali estão até o dia de hoje.    5921 6 4 10 Pois os sacerdotes que levavam a arca pararam no meio do Jordão, até que se cumpriu tudo quanto o Senhor mandara Josué dizer ao povo, conforme tudo o que Moisés tinha ordenado a Josué. E o povo apressou-se, e passou.    5922 6 4 11 Assim que todo o povo acabara de passar, então passaram a arca do Senhor e os sacerdotes, à vista do povo.    5923 6 4 12 E passaram os filhos de Rúben e os filhos de Gade, e a meia tribo de Manassés, armados, adiante dos filhos de Israel, como Moisés lhes tinha dito;    5924 6 4 13 uns quarenta mil homens em pé de guerra passaram diante do Senhor para a batalha, às planícies de Jericó.    5925 6 4 14 Naquele dia e Senhor engrandeceu a Josué aos olhos de todo o Israel; e temiam-no, como haviam temido a Moisés, por todos os dias da sua vida.    5926 6 4 15 Depois falou o Senhor a Josué, dizendo:    5927 6 4 16 Dá ordem aos sacerdotes que levam a arca do testemunho, que subam do Jordão.    5928 6 4 17 Pelo que Josué deu ordem aos sacerdetes, dizendo: Subi do Jordão.    5929 6 4 18 E aconteceu que, quando os sacerdotes que levavam a arca do pacto do Senhor subiram do meio do Jordão, e as plantas dos seus pés se puseram em terra seca, as águas do Jordão voltaram ao seu lugar, e trasbordavam todas as suas ribanceiras, como dantes.    5930 6 4 19 O povo, pois, subiu do Jordão no dia dez do primeiro mês, e acampou-se em Gilgal, ao oriente de Jericó.    5931 6 4 20 E as doze pedras, que tinham tirado do Jordão, levantou-as Josué em Gilgal;    5932 6 4 21 e falou aos filhos de Israel, dizendo: Quando no futuro vossos filhos perguntarem a seus pais: Que significam estas pedras?    5933 6 4 22 fareis saber a vossos filhos, dizendo: Israel passou a pé enxuto este Jordão.    5934 6 4 23 Porque o Senhor vosso Deus fez secar as águas do Jordão diante de vós, até que passásseis, assim como fizera ao Mar Vermelho, ao qual fez secar perante nós, até que passássemos;    5935 6 4 24 para que todos os povos da terra conheçam que a mão do Senhor é forte; a fim de que vós também temais ao Senhor vosso Deus para sempre.    5936 6 5 1 Quando, pois, todos os reis dos amorreus que estavam ao oeste do Jordão, e todos os reis dos cananeus que estavam ao lado do mar, ouviram que o Senhor tinha secado as águas do Jordão de diante dos filhos de Israel, até que passassem, derreteu-se-lhes o coração, e não houve mais ânimo neles, por causa dos filhos de Israel.    5937 6 5 2 Naquele tempo disse o Senhor a Josué: Faze facas de pederneira, e circuncida segunda vez aos filhos de Israel.    5938 6 5 3 Então Josué fez facas de pederneira, e circuncidou aos filhos de Israel em Gibeate-Haaralote.    5939 6 5 4 Esta é a razão por que Josué os circuncidou: todo o povo que tinha saído do Egito, os homens, todos os homens de guerra, já haviam morrido no deserto, pelo caminho, depois que saíram do Egito.    5940 6 5 5 Todos estes que saíram estavam circuncidados, mas nenhum dos que nasceram no deserto, pelo caminho, depois de terem saído do Egito, havia sido circuncidado.    5941 6 5 6 Pois quarenta anos andaram os filhos de Israel pelo deserto, até se acabar toda a nação, isto é, todos os homens de guerra que saíram do Egito, e isso porque não obedeceram à voz do Senhor; aos quais o Senhor tinha jurado que não lhes havia de deixar ver a terra que, com juramento, prometera a seus pais nos daria, terra que mana leite e mel.    5942 6 5 7 Mas em lugar deles levantou seus filhos; a estes Josué circuncidou, porquanto estavam incircuncisos, porque não os haviam circuncidado pelo caminho.    5943 6 5 8 E depois que foram todos circuncidados, permaneceram no seu lugar no arraial, até que sararam.    5944 6 5 9 Disse então o Senhor a Josué: Hoje revolvi de sobre vós o opróbrio do Egito; pelo que se chama aquele lugar: Gilgal, até o dia de hoje.    5945 6 5 10 Estando, pois, os filhos de Israel acampados em Gilgal, celebraram a páscoa no dia catorze do mês, à tarde, nas planícies de Jericó.    5946 6 5 11 E, ao outro dia depois da páscoa, nesse mesmo dia, comeram, do produto da terra, pães ázimos e espigas tostadas.    5947 6 5 12 E no dia depois de terem comido do produto da terra, cessou o maná, e os filhos de Israel não o tiveram mais; porém nesse ano comeram dos produtos da terra de Canaã.    5948 6 5 13 Ora, estando Josué perto de Jericó, levantou os olhos, e olhou; e eis que estava em pé diante dele um homem que tinha na mão uma espada nua. Chegou-se Josué a ele, e perguntou-lhe: És tu por nós, ou pelos nossos adversários?    5949 6 5 14 Respondeu ele: Não; mas venho agora como príncipe do exército do Senhor. Então Josué, prostrando-se com o rosto em terra, o adorou e perguntou-lhe: Que diz meu Senhor ao seu servo?    5950 6 5 15 Então respondeu o príncipe do exército do Senhor a Josué: Tira os sapatos dos pés, porque o lugar em que estás é santo. E Josué assim fez:    5951 6 6 1 Ora, Jericó se conservava rigorosamente fechada por causa dos filhos de Israel; ninguém saía nem entrava.    5952 6 6 2 Então disse o Senhor a Josué: Olha, entrego na tua mão Jericó, o seu rei e os seus homens valorosos.    5953 6 6 3 Vós, pois, todos os homens de guerra, rodeareis a cidade, contornando-a uma vez por dia; assim fareis por seis dias.    5954 6 6 4 Sete sacerdotes levarão sete trombetas de chifres de carneiros adiante da arca; e no sétimo dia rodeareis a cidade sete vezes, e os sacerdotes tocarão as trombetas.    5955 6 6 5 E será que, fazendo-se sonido prolongado da trombeta, e ouvindo vós tal sonido, todo o povo dará um grande brado; então o muro da cidade cairá rente com o chão, e o povo subirá, cada qual para o lugar que lhe ficar defronte:    5956 6 6 6 Chamou, pois, Josué, filho de Num, aos sacerdotes, e disse-lhes: Levai a arca do pacto, e sete sacerdotes levem sete trombetas de chifres de carneiros, adiante da arca do Senhor.    5957 6 6 7 E disse ao povo: Passai e rodeai a cidade; e marchem os homens armados adiante da arca do Senhor.    5958 6 6 8 Assim, pois, se fez como Josué dissera ao povo: os sete sacerdotes, levando as sete trombetas adiante do Senhor, passaram, e tocaram-nas; e a arca do pacto do Senhor os seguia.    5959 6 6 9 E os homens armados iam adiante dos sacerdotes que tocavam as trombetas, e a retaguarda seguia após a arca, os sacerdotes sempre tocando as trombetas.    5960 6 6 10 Josué tinha dado ordem ao povo, dizendo: Não gritareis, nem fareis ouvir a vossa voz, nem sairá palavra alguma da vossa boca, até o dia em que eu vos disser: gritai! Então gritareis.    5961 6 6 11 Assim fizeram a arca do Senhor rodear a cidade, contornando-a uma vez; então entraram no arraial, e ali passaram a noite.    5962 6 6 12 Josué levantou-se de madrugada, e os sacerdotes tomaram a arca do Senhor.    5963 6 6 13 Os sete sacerdotes que levavam as sete trombetas de chifres de carneiros adiante da arca da Senhor iam andando, tocando as trombetas; os homens armados iam adiante deles, e a retaguarda seguia atrás da arca do Senhor, os sacerdotes sempre tocando as trombetas.    5964 6 6 14 E rodearam a cidade uma vez no segundo dia, e voltaram ao arraial. Assim fizeram por seis dias.    5965 6 6 15 No sétimo dia levantaram-se bem de madrugada, e da mesma maneira rodearam a cidade sete vezes; somente naquele dia rodearam-na sete vezes.    5966 6 6 16 E quando os sacerdotes pela sétima vez tocavam as trombetas, disse Josué ao povo: Gritai, porque o Senhor vos entregou a cidade.    5967 6 6 17 A cidade, porém, com tudo quanto nela houver, será danátema ao Senhor; somente a prostituta Raabe viverá, ela e todos os que com ela estiverem em casa, porquanto escondeu os mensageiros que enviamos.    5968 6 6 18 Mas quanto a vós, guardai-vos do anátema, para que, depois de o terdes feito tal, não tomeis dele coisa alguma, e não façais anátema o arraial de Israel, e o perturbeis.    5969 6 6 19 Contudo, toda a prata, e o ouro, e os vasos de bronze e de ferro, são consagrados ao Senhor; irão para o tesouro do Senhor.    5970 6 6 20 Gritou, pois, o povo, e os sacerdotes tocaram as trombetas; ouvindo o povo o sonido da trombeta, deu um grande brado, e o muro caiu rente com o chão, e o povo subiu à cidade, cada qual para o lugar que lhe ficava defronte, e tomaram a cidade:    5971 6 6 21 E destruíram totalmente, ao fio da espada, tudo quanto havia na cidade, homem e mulher, menino e velho, bois, ovelhas e jumentos.    5972 6 6 22 Então disse Josué aos dois homens que tinham espiado a terra: Entrai na casa da prostituta, e tirai-a dali com tudo quanto tiver, como lhe prometestes com juramento.    5973 6 6 23 Entraram, pois, os mancebos espias, e tiraram Raabe, seu pai, sua mãe, seus irmãos, e todos quantos lhe pertenciam; e, trazendo todos os seus parentes, os puseram fora do arraial de Israel.    5974 6 6 24 A cidade, porém, e tudo quanto havia nela queimaram a fogo; tão-somente a prata, e o ouro, e os vasos de bronze e de ferro, colocaram-nos no tesouro da casa do Senhor.    5975 6 6 25 Assim Josué poupou a vida à prostituta Raabe, à família de seu pai, e a todos quantos lhe pertenciam; e ela ficou habitando no meio de Israel até o dia de hoje, porquanto escondera os mensageiros que Josué tinha enviado a espiar a Jericó.    5976 6 6 26 Também nesse tempo Josué os esconjurou, dizendo: Maldito diante do Senhor seja o homem que se levantar e reedificar esta cidade de Jericó; com a perda do seu primogênito a fundará, e com a perda do seu filho mais novo lhe colocará as portas.    5977 6 6 27 Assim era o Senhor com Josué; e corria a sua fama por toda a terra.    5978 6 7 1 Mas os filhos de Israel cometeram uma transgressão no tocante ao anátema, pois Acã, filho de Carmi, filho de Zabdi, filho de Zerá, da tribo de Judá, tomou do anátema; e a ira do Senhor se acendeu contra os filhos de Israel.    5979 6 7 2 Josué enviou de Jericó alguns homens a Ai, que está junto a Bete-Áven ao Oriente de Betel, e disse-lhes: Subi, e espiai a terra. Subiram, pois, aqueles homens, e espiaram a Ai.    5980 6 7 3 Voltaram a Josué, e disseram-lhe: Não suba todo o povo; subam uns dois ou três mil homens, e destruam a Ai. Não fatigues ali a todo o povo, porque os habitantes são poucos.    5981 6 7 4 Assim, subiram lá do povo cerca de três mil homens, os quais fugiram diante dos homens de Ai.    5982 6 7 5 E os homens de Ai mataram deles cerca de trinta e seis e, havendo-os perseguido desde a porta até Sebarim, bateram-nos na descida; e o coração do povo se derreteu e se tornou como água.    5983 6 7 6 Então Josué rasgou as suas vestes, e se prostrou com o rosto em terra perante a arca do Senhor até a tarde, ele e os anciãos de Israel; e deitaram pó sobre as suas cabeças.    5984 6 7 7 E disse Josué: Ah, Senhor Deus! por que fizeste a este povo atravessar o Jordão, para nos entregares nas mãos dos amorreus, para nos fazeres perecer? Oxalá nos tivéssemos contentado em morarmos além do Jordão.    5985 6 7 8 Ah, Senhor! que direi, depois que Israel virou as costas diante dos seus inimigos?    5986 6 7 9 Pois os cananeus e todos os moradores da terra o ouvirão e, cercando-nos, exterminarão da terra o nosso nome; e então, que farás pelo teu grande nome?    5987 6 7 10 Respondeu o Senhor a Josué: Levanta-te! por que estás assim prostrado com o rosto em terra?    5988 6 7 11 Israel pecou; eles transgrediram o meu pacto que lhes tinha ordenado; tomaram do anátema, furtaram-no e, dissimulando, esconderam-no entre a sua bagagem.    5989 6 7 12 Por isso os filhos de Israel não puderam subsistir perante os seus inimigos, viraram as costas diante deles, porquanto se fizeram anátema. Não serei mais convosco, se não destruirdes o anátema do meio de vós.    5990 6 7 13 Levanta-te santifica o povo, e dize-lhe: Santificai-vos para amanhã, pois assim diz o Senhor, o Deus de Israel: Anátema há no meio de ti, Israel; não poderás suster-te diante dos teus inimigos, enquanto não tirares do meio de ti o anátema.    5991 6 7 14 Amanhã, pois, vos chegareis, segundo as vossas tribos; a tribo que o Senhor tomar se chegará por famílias; a família que o Senhor tomar se chegará por casas; e a casa que o Senhor tomar se chegará homem por homem.    5992 6 7 15 E aquele que for tomado com o anátema, será queimado no fogo, ele e tudo quanto tiver, porquanto transgrediu o pacto do Senhor, e fez uma loucura em Israel.    5993 6 7 16 Então Josué se levantou de madrugada, e fez chegar Israel segundo as suas tribos, e foi tomada por sorte a tribo de Judá;    5994 6 7 17 fez chegar a tribo de Judá, e foi tomada a família dos zeraítas; fez chegar a familia dos zeraítas, homem por homem, e foi tomado Zabdi;    5995 6 7 18 fez chegar a casa de Zabdi, homem por homem, e foi tomado Acã, filho de Carmi, filho de Zabdi, filho de Zerá, da tribo de Judá.    5996 6 7 19 Então disse Josué a Acã: Filho meu, dá, peço-te, glória ao Senhor Deus de Israel, e faze confissão perante ele. Declara-me agora o que fizeste; não mo ocultes.    5997 6 7 20 Respondeu Acã a Josué: Verdadeiramente pequei contra o Senhor Deus de Israel, e eis o que fiz:    5998 6 7 21 quando vi entre os despojos uma boa capa babilônica, e duzentos siclos de prata, e uma cunha de ouro do peso de cinqüenta siclos, cobicei-os e tomei-os; eis que estão escondidos na terra, no meio da minha tenda, e a prata debaixo da capa.    5999 6 7 22 Então Josué enviou mensageiros, que foram correndo à tenda; e eis que tudo estava escondido na sua tenda, estando a prata debaixo da capa.    6000 6 7 23 Tomaram, pois, aquelas coisas do meio da tenda, e as trouxeram a Josué e a todos os filhos de Israel; e as puseram perante o Senhor.    6001 6 7 24 Então Josué e todo o Israel com ele tomaram Acã, filho de Zerá, e a prata, a capa e a cunha de ouro, e seus filhos e suas filhas, e seus bois, jumentos e ovelhas, e a sua tenda, e tudo quanto tinha, e levaram-nos ao vale de Acor.    6002 6 7 25 E disse Josué: Por que nos perturbaste? hoje o Senhor te perturbará a ti: E todo o Israel o apedrejou; queimaram-nos no fogo, e os apedrejaram:    6003 6 7 26 E levantaram sobre ele um grande montão de pedras, que permanece até o dia de hoje. E o Senhor se apartou do ardor da sua ira. Por isso se chama aquele lugar até hoje o vale de Acor.    6004 6 8 1 Então disse o Senhor a Josué: Não temas, e não te espantes; toma contigo toda a gente de guerra, levanta-te, e sobe a Ai. Olha que te entreguei na tua mão o rei de Ai, o seu povo, a sua cidade e a sua terra.    6005 6 8 2 Farás pois a Ai e a seu rei, como fizeste a Jericó e a seu rei; salvo que para vós tomareis os seus despojos, e o seu gado. Põe emboscadas à cidade, por detrás dela.    6006 6 8 3 Então Josué levantou-se, com toda a gente de guerra, para subir contra Ai; e escolheu Josué trinta mil homens valorosos, e enviou-os de noite.    6007 6 8 4 E deu-lhes ordem, dizendo: Ponde-vos de emboscada contra a cidade, por detrás dela; não vos distancieis muito da cidade, mas estai todos vós apercebidos.    6008 6 8 5 Mas eu e todo o povo que está comigo nos aproximaremos da cidade; e quando eles nos saírem ao encontro, como dantes, fugiremos diante deles.    6009 6 8 6 E eles sairão atrás de nós, até que os tenhamos afastado da cidade, pois dirão: Fogem diante de nós como dantes. Assim fugiremos diante deles;    6010 6 8 7 e vós saireis da emboscada, e tomareis a cidade, porque o Senhor vosso Deus vo-la entregará nas maos.    6011 6 8 8 Logo que tiverdes tomado a cidade, pôr-lhe-eis fogo, fazendo conforme a palavra do Senhor; olhai que vo-lo tenho mandado.    6012 6 8 9 Assim Josué os enviou, e eles se foram à emboscada, colocando-se entre Betel e Ai, ao ocidente de Ai; porém Josué passou aquela noite no meio do povo.    6013 6 8 10 Levantando-se Josué de madrugada, passou o povo em revista; então subiu, com os anciãos de Israel, adiante do povo contra Ai.    6014 6 8 11 Todos os homens armados que estavam com ele subiram e, aproximando-se pela frente da cidade, acamparam-se ao norte de Ai, havendo um vale entre eles e Ai.    6015 6 8 12 Tomou também cerca de cinco mil homens, e pô-los de emboscada entre Betel e Ai, ao ocidente da cidade.    6016 6 8 13 Assim dispuseram o povo, todo o arraial ao norte da cidade, e a sua emboscada ao ocidente da cidade. Marchou Josué aquela noite até o meio do vale.    6017 6 8 14 Quando o rei de Ai viu isto, ele e todo o seu povo se apressaram, levantando-se de madrugada, e os homens da cidade saíram ao encontro de Israel ao combate, ao lugar determinado, defronte da planície; mas ele não sabia que se achava uma emboscada contra ele atrás da cidade.    6018 6 8 15 Josué, pois, e todo o Israel fingiram-se feridos diante deles, e furiram pelo caminho do deserto:    6019 6 8 16 Portanto, todo o povo que estava na cidade foi convocado para os perseguir; e seguindo eles após Josué, afastaram-se da cidade.    6020 6 8 17 Nem um só homem ficou em Ai, nem em Betel, que não saísse após Israel; assim deixaram a cidade aberta, e seguiram a Israel:    6021 6 8 18 Então o Senhor disse a Josué: Estende para Ai a lança que tens na mão; porque eu ta entregarei. E Josué estendeu para a cidade a lança que estava na sua mão.    6022 6 8 19 E, tendo ele estendido a mão, os que estavam de emboscada se levantaram apressadamente do seu lugar e, correndo, entraram na cidade, e a tomaram; e, apressando-se, puseram fogo à cidade.    6023 6 8 20 Nisso, olhando os homens de Ai para trás, viram a fumaça da cidade, que subia ao céu, e não puderam fugir nem para uma parte nem para outra, porque o povo que fugia para o deserto se tornou contra eles.    6024 6 8 21 E vendo Josué e todo o Israel que a emboscada tomara a cidade, e que a fumaça da cidade subia, voltaram e feriram os homens de Ai.    6025 6 8 22 Também aqueles que estavam na cidade lhes saíram ao encontro, e assim os de Ai ficaram no meio dos israelitas, estando estes de uma e de outra parte; e feriram-nos, de sorte que não deixaram ficar nem escapar nenhum deles.    6026 6 8 23 Mas ao rei de Ai tomaram vivo, e o trouxeram a Josué.    6027 6 8 24 Quando os israelitas acabaram de matar todos os moradores de Ai no campo, no deserto para onde os tinham seguido, e havendo todos caído ao fio da espada até serem consumidos, então todo o Israel voltou para Ai e a feriu a fio de espada.    6028 6 8 25 Ora, todos os que caíram naquele dia, assim homens como mulheres, foram doze mil, isto é, todos os de Ai.    6029 6 8 26 Pois Josué não retirou a mão, que estendera com a lança, até destruir totalmente a todos os moradores de Ai.    6030 6 8 27 Tão-somente os israelitas tomaram para si o gado e os despojos da cidade, conforme a palavra que o Senhor ordenara a Josue:    6031 6 8 28 Queimou pois Josué a Ai, e a tornou num perpétuo montão de ruínas, como o é até o dia de hoje.    6032 6 8 29 Ao rei de Ai enforcou num madeiro, deixando-o ali até a tarde. Ao pôr do sol, por ordem de Josué, tiraram do madeiro o cadáver, lançaram-no à porta da cidade e levantaram sobre ele um grande montão de pedras, que permanece até o dia de hoje.    6033 6 8 30 Então Josué edificou um altar ao Senhor Deus de Israel, no monte Ebal,    6034 6 8 31 como Moisés, servo do Senhor, ordenara aos filhos de Israel, conforme o que está escrito no livro da lei de Moisés, a saber: um altar de pedras brutas, sobre as quais não se levantara ferramenta; e ofereceram sobre ele holocaustos ao Senhor, e sacrificaram ofertas parcíficas.    6035 6 8 32 Também ali, na presença dos filhos de Israel, escreveu em pedras uma cópia da lei de Moisés, a qual este escrevera.    6036 6 8 33 E todo o Israel, tanto o estrangeiro como o natural, com os seus anciãos, oficiais e juízes, estava de um e de outro lado da arca, perante os levitas sacerdotes que levavam a arca do pacto do Senhor; metade deles em frente do monte Gerizim, e a outra metade em frente do monte Ebal, como Moisés, servo do Senhor, dantes ordenara, para que abençoassem o povo de Israel.    6037 6 8 34 Depois leu em alta voz todas as palavras da lei, a bênção e a maldição, conforme tudo o que está escrito no livro da lei.    6038 6 8 35 Palavra nenhuma houve, de tudo o que Moisés ordenara, que Josué não lesse perante toda a congregação de Israel, e as mulheres, e os pequeninos, e os estrangeiros que andavam no meio deles.    6039 6 9 1 Depois sucedeu que, ouvindo isto todos os reis que estavam além do Jordão, na região montanhosa, na baixada e em toda a costa do grande mar, defronte do Líbano, os heteus, os amorreus, os cananeus, os perizeus, os heveus, e os jebuseus    6040 6 9 2 se ajuntaram de comum acordo para pelejar contra Josué e contra Israel.    6041 6 9 3 Ora, os moradores de Gibeão, ouvindo o que Josué fizera a Jericó e a Ai.    6042 6 9 4 usaram de astúcia: foram e se fingiram embaixadores, tomando sacos velhos sobre os seus jumentos, e odres de vinho velhos, rotos e recosidos,    6043 6 9 5 tendo nos seus pés sapatos velhos e remendados, e trajando roupas velhas; e todo o pão que traziam para o caminho era seco e bolorento.    6044 6 9 6 E vieram a Josué, ao arraial em Gilgal, e disseram a ele e aos homens de Israel: Somos vindos duma terra longínqua; fazei, pois, agora pacto conosco.    6045 6 9 7 Responderam os homens de Israel a estes heveus: Bem pode ser que habiteis no meio de nós; como pois faremos pacto convosco?    6046 6 9 8 Então eles disseram a Josué: Nós somos teus servos. Ao que lhes perguntou Josué: Quem sois vós? e donde vindes?    6047 6 9 9 Responderam-lhe: Teus servos vieram duma terra mui distante, por causa do nome do Senhor teu Deus, porquanto ouvimos a sua fama, e tudo o que fez no Egito,    6048 6 9 10 e tudo o que fez aos dois reis dos amorreus, que estavam além do Jordão, a Siom, rei de Hesbom, e a Ogue, rei de Basã, que estava em Astarote.    6049 6 9 11 Pelo que nossos anciãos e todos os moradores da nossa terra nos falaram, dizendo: Tomai nas mãos provisão para o caminho, e ide-lhes ao encontro, e dizei-lhes: Nós somos vossos servos; fazei, pois, agora pacto conosco.    6050 6 9 12 Este nosso pão tomamo-lo quente das nossas casas para nossa provisão, no dia em que saímos para vir ter convosco, e ei-lo aqui agora seco e bolorento;    6051 6 9 13 estes odres, que enchemos de vinho, eram novos, e ei-los aqui já rotos; e esta nossa roupa e nossos sapatos já envelheceram em razão do mui longo caminho.    6052 6 9 14 Então os homens de Israel tomaram da provisão deles, e não pediram conselho ao Senhor.    6053 6 9 15 Assim Josué fez paz com eles; também fez um pacto com eles, prometendo poupar-lhes a vida; e os príncipes da congregação lhes prestaram juramento.    6054 6 9 16 Três dias depois de terem feito pacto com eles, ouviram que eram vizinhos e que moravam no meio deles.    6055 6 9 17 Tendo partido os filhos de Israel, chegaram ao terceiro dia às cidades deles, que eram Gibeão, Cefira, Beerote e Quiriate-Jearir.    6056 6 9 18 Mas os filhos de Israel não os mataram, porquanto os príncipes da congregação lhes haviam prestado juramento pelo Senhor, o Deus de Israel; pelo que toda a congregação murmurava contra os príncipes.    6057 6 9 19 Mas os príncipes disseram a toda a congregação: Nós lhes prestamos juramento pelo Senhor, o Deus de Israel, e agora não lhes podemos tocar.    6058 6 9 20 Isso cumpriremos para com eles, poupando-lhes a vida, para que não haja ira sobre nós, por causa do juramento que lhes fizemos.    6059 6 9 21 Disseram, pois, os príncipes: Vivam. Assim se tornaram rachadores de lenha e tiradores de água para toda a congregação, como os príncipes lhes disseram.    6060 6 9 22 Então Josué os chamou, e lhes disse: Por que nos enganastes, dizendo: Mui longe de vós habitamos, morando vós no meio de nós?    6061 6 9 23 Agora, pois, sois malditos, e dentre vós nunca deixará de haver servos, rachadores de lenha e tiradores de água para a casa do meu Deus.    6062 6 9 24 Respondendo a Josué, disseram: Porquanto foi anunciado aos teus servos que o Senhor teu Deus ordenou a Moisés, seu servo, que vos desse toda esta terra, e destruísse todos os seus moradores diante de vós, temíamos muito pelas nossas vidas por causa de vós, e fizemos isso.    6063 6 9 25 E eis que agora estamos na tua mão; faze aquilo que te pareça bom e reto que se nos faça.    6064 6 9 26 Assim pois ele lhes fez, e livrou-os das mãos dos filhos de Israel, de sorte que estes não os mataram.    6065 6 9 27 Mas, naquele dia, Josué os fez rachadores de lenha e tiradores de água para a congregação e para o altar do Senhor, no lugar que ele escolhesse, como ainda o são.    6066 6 10 1 Quando Adoni-Zedeque, rei de Jerusalém, ouviu que Josué tomara a Ai, e a destruíra totalmente (pois este fizera a Ai e ao seu rei como tinha feito a Jericó e ao seu rei), e que os moradores de Gibeão tinham feito paz com os israelitas, e estavam no meio deles,    6067 6 10 2 temeu muito, pois Gibeão era uma cidade grande como uma das cidades reais, e era ainda maior do que Ai, e todos os seus homens eram valorosos.    6068 6 10 3 Pelo que Adoni-Zedeque, rei de Jerusalém, enviou mensageiros a Hoão, rei de Hebrom, a Pirã, rei de Jarmute, a Jafia, rei de Laquis, e a Debir, rei de Eglom, para lhes dizer:    6069 6 10 4 Subi a mim, e ajudai-me; firamos a Gibeão, porquanto fez paz com Josué e com os filhos de Israel.    6070 6 10 5 Então se ajuntaram, e subiram cinco reis dos amorreus, o rei de Jerusalém, o rei de Hebrom, o rei de Jarmute, o rei de Laquis, o rei de Eglom, eles e todos os seus exércitos, e sitiaram a Gibeão e pelejaram contra ela.    6071 6 10 6 Enviaram, pois, os homens de Gibeão a Josué, ao arraial em Gilgal, a dizer-lhe: Não retires de teus servos a tua mão; sobe apressadamente a nós, e livra-nos, e ajuda-nos, porquanto se ajuntaram contra nós todos os reis dos amorreus, que habitam na região montanhosa.    6072 6 10 7 Josué, pois, subiu de Gilgal com toda a gente de guerra e todos os homens valorosos.    6073 6 10 8 E o Senhor disse a Josué: Não os temas, porque os entreguei na tua mão; nenhum deles te poderá resistir.    6074 6 10 9 E Josué deu de repente sobre eles, tendo marchado a noite toda, subindo de Gilgal;    6075 6 10 10 e o Senhor os pôs em desordem diante de Israel, que os desbaratou com grande matança em Gibeão, e os perseguiu pelo caminho que sobe a Bete-Horom, ferindo-os até Azeca e Maqueda.    6076 6 10 11 Pois, quando eles iam fugindo de diante de Israel, à descida de Bete-Horom, o Senhor lançou sobre eles, do céu, grandes pedras até Azeca, e eles morreram; e foram mais os que morreram das pedras da saraiva do que os que os filhos de Israel mataram à espada.    6077 6 10 12 Então Josué falou ao Senhor, no dia em que o Senhor entregou os amorreus na mão dos filhos de Israel, e disse na presença de Israel: Sol, detém-se sobre Gibeão, e tu, lua, sobre o vale de Aijalom.    6078 6 10 13 E o sol se deteve, e a lua parou, até que o povo se vingou de seus inimigos. Não está isto escrito no livro de Jasar? O sol, pois, se deteve no meio do céu, e não se apressou a pôr-se, quase um dia inteiro.    6079 6 10 14 E não houve dia semelhante a esse, nem antes nem depois dele, atendendo o Senhor assim à voz dum homem; pois o Senhor pelejava por Israel.    6080 6 10 15 Depois voltou Josué, e todo o Israel com ele, ao arraial em Gilgal.    6081 6 10 16 Aqueles cinco reis, porém, fugiram e se esconderam na caverna que há em Maqueda.    6082 6 10 17 E isto foi anunciado a Josué nestas palavras: Acharam-se os cinco reis escondidos na caverna em Maqueda.    6083 6 10 18 Disse, pois, Josué: Arrastai grandes pedras para a boca da caverna, e junto a ela ponde homens que os guardem.    6084 6 10 19 Vós, porém, não vos detenhais; persegui os vossos inimigos, matando os que vão ficando atrás; não os deixeis entrar nas suas cidades, porque o Senhor vosso Deus já vo-los entregou nas mãos.    6085 6 10 20 Quando Josué e os filhos de Israel acabaram de os ferir com mui grande matança, até serem eles exterminados, e os que ficaram deles se retiraram às cidades fortificadas,    6086 6 10 21 todo o povo voltou em paz a Josué, ao arraial em Maqueda. Não havia ninguém que movesse a sua língua contra os filhos de Israel.    6087 6 10 22 Depois disse Josué: Abri a boca da caverna, e trazei-me para fora aqueles cinco reis.    6088 6 10 23 Fizeram, pois, assim, e trouxeram-lhe aqueles cinco reis para fora da caverna: o rei de Jerusalém, o rei de Hebrom, o rei de Jarmute, o rei de Laquis, e o rei de Eglom.    6089 6 10 24 Quando os trouxeram a Josué, este chamou todos os homens de Israel, e disse aos comandantes dos homens de guerra que o haviam acompanhado: Chegai-vos, ponde os pés sobre os pescoços destes reis. E eles se chegaram e puseram os pés sobre os pescoços deles.    6090 6 10 25 Então Josué lhes disse: Não temais, nem vos atemorizeis; esforçai-vos e tende bom ânimo, porque assim fará o Senhor a todos os vossos inimigos, contra os quais haveis de pelejar.    6091 6 10 26 Depois disto Josué os feriu, e os matou, e os pendurou em cinco madeiros, onde ficaram pendurados até a tarde.    6092 6 10 27 Ao pôr do sol, por ordem de Josué, tiraram-nos dos madeiros, lançaram-nos na caverna em que se haviam escondido, e puseram à boca da mesma grandes pedras, que ainda ali estão até o dia de hoje.    6093 6 10 28 Naquele mesmo dia Josué tomou a Maqueda, e feriu-a a fio de espada, bem como a seu rei; totalmente os destruiu com todos os que nela havia, sem deixar ali nem sequer um. Fez, pois, ao rei de Maqueda como fizera ao rei de Jericó.    6094 6 10 29 De Maqueda, Josué, e todo o Israel com ele, passou a Libna, e pelejou contra ela.    6095 6 10 30 E a esta também, e a seu rei, o Senhor entregou na mão de Israel, que a feriu a fio de espada com todos os que nela havia, sem deixar ali nem sequer um. Fez, pois, ao seu rei como fizera ao rei de Jericó.    6096 6 10 31 De Libna, Josué, e todo o Israel com ele, passou a Laquis, e a sitiou, e pelejou contra ela.    6097 6 10 32 O Senhor entregou também a Laquis na mão de Israel, que a tomou no segundo dia, e a feriu a fio de espada com todos os que nela havia, conforme tudo o que fizera a Libna.    6098 6 10 33 Então Horão, rei de Gezer, subiu para ajudar a Laquis; porém Josué o feriu, a ele e ao seu povo, até não lhe deixar nem sequer um.    6099 6 10 34 De Laquis, Josué, e todo o Israel com ele, passou a Eglom, e a sitiaram, e pelejaram contra ela,    6100 6 10 35 e no mesmo dia a tomaram, ferindo-a a fio de espada; destruiu totalmente nesse mesmo dia todos os que nela estavam, conforme tudo o que fizera a Laquis.    6101 6 10 36 De Eglom, Josué, e todo o Israel com ele, subiu a Hebrom; pelejaram contra ela,    6102 6 10 37 tomaram-na, e a feriram ao fio da espada, bem como ao seu rei, e a todas as suas cidades, com todos os que nelas havia. A ninguém deixou com vida, mas, conforme tudo o que fizera a Eglom, a destruiu totalmente, com todos os que nela havia.    6103 6 10 38 Então Josué, e todo o Israel com ele, voltou a Debir, pelejou contra ela,    6104 6 10 39 e a tomou com o seu rei e com todas as suas cidades; feriu-as a fio de espada, e a todos os que nelas havia destruiu totalmente, não deixando nem sequer um. Como fizera a Hebrom, e como fizera também a Libna e ao seu rei, assim fez a Debir e ao seu rei.    6105 6 10 40 Assim feriu Josué toda aquela terra, a região montanhosa, o Negebe, a baixada, e as faldas das montanhas, e a todos os seus reis. Não deixou nem sequer um; mas a tudo o que tinha fôlego destruiu totalmente, como ordenara o Senhor, o Deus de Israel:    6106 6 10 41 Assim Josué os feriu desde Cades-Barnéia até Gaza, como também toda a terra de Gósem, até Gibeão.    6107 6 10 42 E de uma só vez tomou Josué todos esses reis e a sua terra, porquanto o Senhor, o Deus de Israel, pelejava por Israel.    6108 6 10 43 Então Josué, e todo o Israel com ele, voltou ao arraial em Gilgal.    6109 6 11 1 Quando Jabim, rei de Hazor, ouviu isso, enviou mensageiros a Jobabe, rei de Madom, e ao rei de Sinrom, e ao rei de Acsafe,    6110 6 11 2 e aos reis que estavam ao norte, na região montanhosa, na Arabá ao sul de Quinerote, na baixada, e nos planaltos de Dor ao ocidente;    6111 6 11 3 ao cananeu do oriente e do ocidente, ao amorreu, ao heteu, ao perizeu, ao jebuseu na região montanhosa, e ao heveu ao pé de Hermom na terra de Mizpá.    6112 6 11 4 Saíram pois eles, com todos os seus exércitos, muito povo, em multidão como a areia que está na praia do mar, e muitíssimos cavalos e carros.    6113 6 11 5 Todos esses reis, reunindo-se, vieram e juntos se acamparam às águas de Merom, para pelejarem contra Israel.    6114 6 11 6 Disse o Senhor a Josué: Não os temas, pois amanhã a esta hora eu os entregarei todos mortos diante de Israel. Os seus cavalos jarretarás, e os seus carros queimarás a fogo.    6115 6 11 7 Josué, pois, com toda a gente de guerra, sobreveio-lhes de repente às águas de Merom, e deu sobre eles.    6116 6 11 8 E o Senhor os entregou na mão dos israelitas, que os feriram e os perseguiram até a grande Sidom, e até Misrefote-Maim, e até o vale de Mizpe ao oriente; e feriram-nos até não lhes deixar nem sequer um.    6117 6 11 9 Fez-lhes Josué como o Senhor lhe dissera: os seus cavalos jarretou, e os seus carros queimou a fogo.    6118 6 11 10 Naquele tempo Josué voltou e tomou também a Hazor, e feriu à espada ao seu rei, porquanto Hazor dantes era a cabeça de todos estes reinos.    6119 6 11 11 E passaram ao fio da espada a todos os que nela havia, destruindo-os totalmente; nada restou do que tinha fôlego; e a Hazor ele queimou a fogo.    6120 6 11 12 Josué, pois, tomou todas as cidades desses reis, e a eles mesmos, e os passou ao fio da espada, destruindo-os totalmente, como ordenara Moisés, servo do Senhor.    6121 6 11 13 Contudo, quanto às cidades que se achavam sobre os seus altos, a nenhuma delas queimou Israel, salvo somente a Hazor; a essa Josué queimou.    6122 6 11 14 Mas todos os despojos dessas cidades, e o gado, tomaram-nos os filhos de Israel como presa para si; porém feriram ao fio da espada todos os homens, até os destruírem; nada deixaram do que tinha fôlego de vida.    6123 6 11 15 Como o Senhor ordenara a Moisés, seu servo, assim Moisés ordenou a Josué, e assim Josué o fez; não deixou de fazer coisa alguma de tudo o que o Senhor ordenara a Moisés.    6124 6 11 16 Assim Josué tomou toda aquela terra, a região montanhosa, todo o Negebe, e toda a terra de Gósem e a baixada, e a Arabá, e a região montanhosa de Israel com a sua baixada,    6125 6 11 17 desde o monte Halaque, que sobe a Seir, até Baal-Gade, no vale do Líbano, ao pé do monte Hermom; também tomou todos os seus reis, e os feriu e os matou.    6126 6 11 18 Por muito tempo Josué fez guerra contra todos esses reis.    6127 6 11 19 Não houve cidade que fizesse paz com os filhos de Israel, senão os heveus, moradores de Gibeão; a todas tomaram à força de armas.    6128 6 11 20 Porquanto do Senhor veio o endurecimento dos seus corações para saírem à guerra contra Israel, a fim de que fossem destruídos totalmente, e não achassem piedade alguma, mas fossem exterminados, como o Senhor tinha ordenado a Moisés.    6129 6 11 21 Naquele tempo veio Josué, e exterminou os anaquins da região montanhosa de Hebrom, de Debir, de Anabe, de toda a região montanhosa de Judá, e de toda a região montanhosa de Israel; Josué os destruiu totalmente com as suas cidades.    6130 6 11 22 Não foi deixado nem sequer um dos anaquins na terra dos filhos de Israel; somente ficaram alguns em Gaza, em Gate, e em Asdode.    6131 6 11 23 Assim Josué tomou toda esta terra conforme tudo o que o Senhor tinha dito a Moisés; e Josué a deu em herança a Israel, pelas suas divisões, segundo as suas tribos; e a terra repousou da guerra.    6132 6 12 1 Estes, pois, são os reis da terra, aos quais os filhos de Israel feriram e cujas terras possuíram, do Jordão para o nascente do sol, desde o vale do Arnom até o monte Hermom, e toda a Arabá para o oriente:    6133 6 12 2 Siom, rei dos amorreus, que habitava em Hesbom e que dominava desde Aroer, que está a borda do vale do Arnom, e desde o meio do vale, e a metade de Gileade, até o ribeiro Jaboque, termo dos amonitas;    6134 6 12 3 e a Arabá até o mar de Quinerote para o oriente, e até o mar da Arabá, o Mar Salgado, para o oriente, pelo caminho de Bete-Jesimote, e no sul abaixo das faldas de Pisga;    6135 6 12 4 como também o termo de Ogue, rei de Basã, que era do restante dos refains, o qual habitava em Astarote, e em Edrei,    6136 6 12 5 e dominava no monte Hermom, e em Salca, e em toda a Basã, até o termo dos gesureus e dos maacateus, e metade de Gileade, termo de siom, rei de Hesbom.    6137 6 12 6 Moisés, servo do Senhor, e os filhos de Israel os feriram; e Moisés, servo do Senhor, deu essa terra em possessão aos rubenitas, e aos gaditas, e à meia tribo de Manassés:    6138 6 12 7 E estes são os reis da terra, aos quais Josué e os filhos de Israel feriram, do Jordão para o ocidente, desde Baal-Gade, no vale do Líbano, até o monte Halaque, que sobe a Seir (e Josué deu as suas terras às tribos de Israel em possessão, segundo as suas divisoes,    6139 6 12 8 isto é, o que havia na região montanhosa, na baixada, na Arabá, nas faldas das montanhas, no deserto e no Negebe: o heteu, o amorreu, e o cananeu, o perizeu, o heveu, e o jebuseu);    6140 6 12 9 o rei de Jericó, o rei de Ai, que está ao lado de Betel,    6141 6 12 10 o rei de Jerusalém, o rei de Hebrom,    6142 6 12 11 o rei de Jarmute, o rei de Laquis,    6143 6 12 12 o rei de Eglom, o rei de Gezer,    6144 6 12 13 o rei de Debir, o rei de Geder,    6145 6 12 14 o rei de Horma, o rei de Arade,    6146 6 12 15 o rei de Libna, o rei de Adulão,    6147 6 12 16 o rei de Maqueda, o rei de Betel,    6148 6 12 17 o rei de Tapua, o rei de Hefer,    6149 6 12 18 o rei de Afeque, o rei de Lassarom,    6150 6 12 19 o rei de Madom, o rei de Hazor,    6151 6 12 20 o rei de Sinrom-Merom, o rei de Acsafe,    6152 6 12 21 o rei de Taanaque, o rei de Megido,    6153 6 12 22 o rei de Quedes, o rei de Jocneão do Carmelo,    6154 6 12 23 o rei de Dor no outeiro de Dor, o rei de Goiim em Gilgal,    6155 6 12 24 o rei de Tirza: trinta e um reis ao todo.    6156 6 13 1 Era Josué já velho e avançado em anos, quando lhe disse o Senhor: Já estás velho e avançado em anos, e ainda fica muitíssima terra para se possuir.    6157 6 13 2 A terra que ainda fica é esta: todas as regiões dos filisteus, bem como todas as dos gesureus,    6158 6 13 3 desde Sior, que está defronte do Egito, até o termo de Ecrom para o norte, que se tem como pertencente aos cananeus; os cinco chefes dos filisteus; o gazeu, o asdodeu, o asqueloneu, o giteu, e o ecroneu; também os aveus;    6159 6 13 4 no sul toda a terra, dos cananeus, e Meara, que pertence aos sidônios, até Afeca, até o termo dos amorreus;    6160 6 13 5 como também a terra dos Gebalitas, e todo o Líbano para o nascente do sol, desde Baal-Gade, ao pé do monte Hermom, até a entrada de Hamate;    6161 6 13 6 todos os habitantes da região montanhosa desde o Líbano até Misrefote-Maim, a saber, todos os sidônios. Eu os lançarei de diante dos filhos de Israel; tão-somente reparte a terra a Israel por herança, como já te mandei.    6162 6 13 7 Reparte, pois, agora esta terra por herança às nove tribos, e à meia tribo de Manassés.    6163 6 13 8 Com a outra meia tribo os rubenitas e os gaditas já haviam recebido a sua herança do Jordão para o oriente, a qual Moisés, servo do Senhor, lhes tinha dado:    6164 6 13 9 desde Aroer, que está à borda do vale do Arnom, e a cidade que está no meio do vale, e todo o planalto de Medeba até Dibom;    6165 6 13 10 e todas as cidades de Siom, rei dos amorreus, que reinou em Hesbom, até o termo dos amonitas;    6166 6 13 11 e Gileade, e o território dos gesureus e dos maacateus, e todo o monte Hermom, e toda a Basã até Salca;    6167 6 13 12 todo o reino de Ogue em Basã, que reinou em Astarote e em Edrei (ele era dos refains que ficaram); pois que Moisés os feriu e expulsou.    6168 6 13 13 Contudo os filhos de Israel não expulsaram os gesureus nem os maacateus, os quais ficaram habitando no meio de Israel até o dia de hoje.    6169 6 13 14 Tão-somente à tribo de Levi não deu herança; as ofertas queimadas ao Senhor, Deus de Israel, são a sua herança, como lhe tinha dito.    6170 6 13 15 Assim Moisés deu herança à tribo dos filhos de Rúben conforme as suas famílias.    6171 6 13 16 E foi o seu território desde Aroer, que está à borda do vale do Amom, e a cidade que está no meio do vale, e todo o planalto junto a Medeba;    6172 6 13 17 Hesbom, e todas as suas cidades que estão no planalto; Dibom, Bamote-Baal e Bete-Baal-Meom;    6173 6 13 18 Jaza, Qa espada até serem consumidos, então todo o Israel    6174 6 13 19 Quiriataim, Sibma e Zerete-Saar, no monte do vale;    6175 6 13 20 Bete-Peor, as faldas de Pisga e Bete-Jesimote;    6176 6 13 21 todas as cidades do planalto, e todo o reino de Siom, rei dos amorreus, que reinou em Hesbom, a quem Moisés feriu juntamente com os príncipes de Midiã: Evi, Requem, Zur, Hur e Reba, príncipes de Siom, que moravam naquela terra.    6177 6 13 22 Também ao adivinho Balaão, filho de Beor, os filhos de Israel mataram à espada, juntamente com os demais que por eles foram mortos.    6178 6 13 23 E ficou sendo o Jordão o termo dos filhos de Rúben. Essa região, com as suas cidades e aldeias, foi a herança dos filhos de Rúben, segundo as suas famílias.    6179 6 13 24 Também deu Moisés herança à tribo de Gade, aos filhos de Gade, segundo as suas famílias.    6180 6 13 25 E foi o seu território Jazer, e todas as cidades de Gileade, e metade da terra dos amonitas, até Aroer, que está defronte de Rabá;    6181 6 13 26 e desde Hesbom até Ramá-Mizpe, e Betonim, e desde Maanaim até o termo de Debir;    6182 6 13 27 e no vale, Bete-Arã, Bete-Ninra, Sucote e Zafom, resto do reino de Siom, rei de Hesbom, tendo o Jordão por termo, até a extremidade do mar de Quinerete, do Jordão para o oriente.    6183 6 13 28 Essa região, com as suas cidades e aldeias, foi a herança dos filhos da Gade, segundo as suas famílias.    6184 6 13 29 Também deu Moisés herança à meia tribo de Manassés; a qual foi repartida à meia tribo dos filhos de Manassés segundo as suas famílias.    6185 6 13 30 Foi o seu território desde Maanaim; toda a Basã, todo o reino de Ogue, rei de Basã, e todas as aldeias de Jair, que estão em Basã, sessenta ao todo;    6186 6 13 31 e metade de Gileade, e Astarote, e Edrei, cidades do reino de Ogue, em Basã, foram para os filhos de Maquir, filho de Manassés, isto é, para a metade dos filhos de Maquir, segundo as suas famílias.    6187 6 13 32 Isso é o que Moisés repartiu em herança nas planícies de Moabe, do Jordão para o oriente, na altura de Jericó.    6188 6 13 33 Contudo, à tribo de Levi Moisés não deu herança; o Senhor, Deus de Israel, é a sua herança, como lhe tinha dito.    6189 6 14 1 Estas, pois, são as heranças que os filhos de Israel receberam na terra de Canaã, as quais Eleazar, o sacerdote, e Josué, filho de Num, e os cabeças das casas paternas das tribos dos filhos de Israel lhes repartiram.    6190 6 14 2 Foi feita por sorte a partilha da herança entre as nove tribos e meia, como o Senhor ordenara por intermédio de Moisés.    6191 6 14 3 Porquanto às duas tribos e meia Moisés já dera herança além do Jordão; mas aos levitas não deu herança entre eles.    6192 6 14 4 Os filhos de José eram duas tribos, Manassés e Efraim; e aos levitas não se deu porção na terra, senão cidades em que habitassem e os arrabaldes delas para o seu gado e para os seus bens. :    6193 6 14 5 Como o Senhor ordenara a Moises, assim fizeram os filhos de Israel e repartiram a terra.    6194 6 14 6 Então os filhos de Judá chegaram a Josué em Gilgal; e Calebe, filho de Jefoné o quenezeu, lhe disse: Tu sabes o que o Senhor falou a Moisés, homem de Deus, em Cades-Barnéia, a respeito de mim e de ti.    6195 6 14 7 Quarenta anos tinha eu quando Moisés, servo do Senhor, me enviou de Cades-Barnéia para espiar a terra, e eu lhe trouxe resposta, como sentia no meu coração.    6196 6 14 8 Meus irmãos que subiram comigo fizeram derreter o coraçao o povo; mas eu perseverei em seguir ao Senhor meu Deus.    6197 6 14 9 Naquele dia Moisés jurou, dizendo: Certamente a terra em que pisou o teu pé te será por herança a ti e a teus filhos para sempre, porque perseveraste em seguir ao Senhor meu Deus.    6198 6 14 10 E agora eis que o Senhor, como falou, me conservou em vida estes quarentá e cinco anos, desde o tempo em que o Senhor falou esta palavra a Moisés, andando Israel ainda no deserto; e eis que hoje tenho já oitenta e cinco anos;    6199 6 14 11 ainda hoje me acho tão forte como no dia em que Moisés me enviou; qual era a minha força então, tal é agora a minha força, tanto para a guerra como para sair e entrar.    6200 6 14 12 Agora, pois, dá-me este monte de que o Senhor falou naquele dia; porque tu ouviste, naquele dia, que estavam ali os anaquins, bem como cidades grandes e fortificadas. Porventura o Senhor será comigo para os expulsar, como ele disse.    6201 6 14 13 Então Josué abençoou a Calebe, filho de Jefoné, e lhe deu Hebrom em herança.    6202 6 14 14 Portanto Hebrom ficou sendo herança de Calebe, filho de Jefoné o quenezeu, até o dia de hoje, porquanto perseverara em seguir ao Senhor Deus de Israel.    6203 6 14 15 Ora, o nome de Hebrom era outrora Quiriate-Arba, porque Arba era o maior homem entre os anaquins. E a terra repousou da guerra.    6204 6 15 1 A sorte que coube à tribo dos filhos de Judá, segundo as suas famílias, se estende até o termo de Edom, até o deserto de Zim para o sul, na extremidade do lado meridional    6205 6 15 2 O seu termo meridional, partindo da extremidade do Mar Salgado, da baía que dá para o sul,    6206 6 15 3 estende-se para o sul, até a subida de Acrabim, passa a Zim, sobe pelo sul de Cades-Barnéia, passa por Hezrom, sobe a Adar, e vira para Carca;    6207 6 15 4 daí passa a Azmom, chega até o ribeiro do Egito, e por ele vai até o mar. Este será o vosso termo meridional.    6208 6 15 5 O termo oriental é o Mar Salgado, até a foz do Jordão. O termo setentrional, partindo da baía do mar na foz do Jordão,    6209 6 15 6 sobe até Bete-Hogla, passa ao norte de Bete-Arabá, e sobe até a pedra de Boã, filho de Rúben;    6210 6 15 7 sobe mais este termo a Debir, desde o vale de Acor, indo para o norte em direção a Gilgal, a qual está defronte da subida de Adumim, que se acha ao lado meridional do ribeiro; então continua este termo até as águas de En-Semes, e os seus extremos chegam a En-Rogel;    6211 6 15 8 sobe ainda pelo vale de Ben-Hinom, até a saliência meridional do monte jebuseu (isto é, Jerusalém); sobe ao cume do monte que está fronteiro ao vale de Hinom para o ocidente, na extremidade do vale dos refains para o norte;    6212 6 15 9 do cume do monte se estende até a fonte das águas de Neftoa e, seguindo até as cidades do monte de Efrom, estende-se ainda até Baalá (esta é Quiriate-Jearim) ;    6213 6 15 10 de Baalá este termo volta para o ocidente, até o monte Seir, passa ao lado do monte Jearim da banda do norte (este é Quesalom) , desce a Bete-Semes e passa por Timna;    6214 6 15 11 segue mais este termo até o lado de Ecrom para o norte e, indo para Siquerom e passando o monte de Baalá, chega a Jabneel; e assim este termo finda no mar.    6215 6 15 12 O termo ocidental é o mar grande. São esses os termos dos filhos de Judá ao redor, segundo as suas famílias.    6216 6 15 13 Deu-se, porém, a Calebe, filho de Jefoné, uma porção no meio dos filhos de Judá, conforme a ordem do Senhor a Josué, a saber, Quiriate-Arba, que é Hebrom (Arba era o pai de Anaque).    6217 6 15 14 E Calebe expulsou dali os três filhos de Anaque: Sesai, Aimã e Talmai, descendentes de Anaque.    6218 6 15 15 Dali subiu contra os habitantes de Debir. Ora, o nome de Debir era dantes Quiriate-Sefer.    6219 6 15 16 Disse então Calebe: A quem atacar Quiriate-Sefer e a tomar, darei a minha filha Acsa por mulher.    6220 6 15 17 Tomou-a, pois, Otniel, filho de Quenaz, irmão de Calebe; e este lhe deu a sua filha Acsa por mulher.    6221 6 15 18 Estando ela em caminho para a casa de Otniel, persuadiu-o que pedisse um campo ao pai dela. E quando ela saltou do jumento, Calebe lhe perguntou: Que é que tens?    6222 6 15 19 Respondeu ela: Dá-me um presente; porquanto me deste terra no Negebe, dá-me também fontes d`água. Então lhe deu as fontes superiores e as fontes inferiores.    6223 6 15 20 Esta é a herança da tribo dos filhos de Judá, segundo as suas famílias.    6224 6 15 21 As cidades pertencentes à tribo dos filhos de Judá, no extremo sul, para o lado de Edom, são: Cabzeel, Eder, Jagur,    6225 6 15 22 Quiná, Dimona, Adada,    6226 6 15 23 Quedes, Hazor, Itnã,    6227 6 15 24 Zife, Telem, Bealote,    6228 6 15 25 Hazor-Hadada, Queriote-Hezrom (que é Hazor),    6229 6 15 26 Amã, Sema, Molada,    6230 6 15 27 Hazar-Gada, Hesmom, Bete-Pelete,    6231 6 15 28 Hazar-Sual, Berseba, Biziotiá,    6232 6 15 29 Baalá, Iim, Ezem,    6233 6 15 30 Eltolade, Quesil, Horma,    6234 6 15 31 Ziclague, Madmana, Sansana,    6235 6 15 32 Lebaote, Silim, Aim e Rimom; ao todo, vinte e nove cidades, e as suas aldeias.    6236 6 15 33 Na baixada: Estaol, Zorá, Asná,    6237 6 15 34 Zanoa, En-Ganim, Tapua, Enã,    6238 6 15 35 Jarmute, Adulão, Socó, Azeca,    6239 6 15 36 Saraim, Aditaim, Gedera e Gederotaim; catorze cidades e as suas aldeias.    6240 6 15 37 Zenã, Hadasa, Migdal-Gade,    6241 6 15 38 Dileã, Mizpe, Jocteel,    6242 6 15 39 Laquis, Bozcate, Erglom,    6243 6 15 40 Cabom, Laamás, Quitlis,    6244 6 15 41 Gederote, Bete-Dagom, Naama e Maqueda; dezesseis cidades e as suas aldeias.    6245 6 15 42 Libna, Eter, Asã,    6246 6 15 43 Iftá, Asná, Nezibe,    6247 6 15 44 Queila, Aczibe e Maressa; nove cidades e as suas aldeias.    6248 6 15 45 Ecrom, com as suas vilas e aldeias;    6249 6 15 46 desde Ecrom até o mar, todas as que estão nas adjacências de Asdode, e as suas aldeias;    6250 6 15 47 Asdode, com as suas vilas e aldeias; Gaza, com as suas vilas e aldeias, até o rio do Egito, e o mar grande, que serve de termo.    6251 6 15 48 E na região montanhosa: Samir, Jatir, Socó,    6252 6 15 49 Daná, Quiriate-Saná (que é Debir),    6253 6 15 50 Anabe, Estemó, Anim,    6254 6 15 51 Gósem Holom e Gilo; onze cidades e as suas aldeias.    6255 6 15 52 Arabe, Dumá, Esã,    6256 6 15 53 Janim, Bete-Tapua, Afeca,    6257 6 15 54 Hunta, Quiriate-Arba (que é Hebrom) e Zior; nove cidades e as suas aldeias.    6258 6 15 55 Maom, Carmelo, Zife, Jutá,    6259 6 15 56 Jizreel, Jocdeão, Zanoa,    6260 6 15 57 Caim, Gibeá e Timna; dez cidades e as suas aldeias.    6261 6 15 58 Halul, Bete-Zur, Gedor,    6262 6 15 59 Maarate, Bete-Anote e Eltecom; seis cidades e as suas aldeias.    6263 6 15 60 Quiriate-Baal (que é Quiriate-Jearim) e Rabá; duas cidades e as suas aldeias.    6264 6 15 61 No deserto: Bete-Arabá, Midim, Secaca,    6265 6 15 62 Nibsã, a cidade do Sal e En-Gedi; seis cidades e as suas aldeias.    6266 6 15 63 Não puderam, porém, os filhos de Judá expulsar os jebuseus que habitavam em Jerusalém; assim ficaram habitando os jebuseus com os filhos de Judá em Jerusalém, até o dia de hoje.    6267 6 16 1 Saiu depois a sorte dos filhos de José, a qual, partindo do Jordão, na altura de Jericó, junto às águas de Jericó ao oriente, se estende pelo deserto que sobe de Jericó através da região montanhosa até Betel;    6268 6 16 2 de Betel vai para Luz, e passa ao termo dos arquitas, até Atarote;    6269 6 16 3 desce para o ocidente até o termo dos jafletitas, até o termo de Bete-Horom de baixo, e daí até Gezer, indo terminar no mar.    6270 6 16 4 Assim receberam a sua herança os filhos de José, Manassés e Efraim.    6271 6 16 5 Ora, fica o termo dos filhos de Efraim, segundo as suas famílias, como se segue: para o oriente o termo da sua herança é Atarote-Adar até Bete-Horom de cima;    6272 6 16 6 sai este termo para o ocidente junto a Micmetá ao norte e vira para o oriente até Taanate-Siló, margeando-a a leste de Janoa;    6273 6 16 7 desce de Janoa a Atarote e a Naarate, toca em Jericó e termina no Jordão:    6274 6 16 8 De Tapua estende-se para o ocidente até o ribeiro de Caná, e vai terminar no mar. Esta é a herança da tribo dos filhos de Efraim, segundo as suas famílias,    6275 6 16 9 juntamente com as cidades que se separaram para os filhos de Efraim no meio da herança dos filhos de Manassés, todas as cidades e suas aldeias.    6276 6 16 10 E não expulsaram aos cananeus que habitavam em Gezer; mas os cananeus ficaram habitando no meio dos efraimitas até o dia de hoje, e tornaram-se servos, sujeitos ao trabalho forçado.    6277 6 17 1 Também coube sorte à tribo de Manassés, porquanto era o primogênito de José. Quanto a Maquir, o primogênito de Manassés, pai de Gileade, porquanto era homem de guerra, obtivera Gileade e Basã.    6278 6 17 2 Também os outros filhos de Manassés tiveram a sua parte, segundo as suas famílias, a saber: os filhos de Abiezer, os filhos de Heleque, os filhos de Asriel, os filhos de Siquém, os filhos de Hefer, e os filhos de semida. Esses são os filhos de Manassés, filho de José, segundo as suas famílias.    6279 6 17 3 Zelofeade, porém, filho de Hefer, filho de Gileade, filho de Maquir, filho de Manassés, não teve filhos, mas só filhas; e estes são os nomes de suas filhas: Macla, Noa, Hogla, Milca e Tirza.    6280 6 17 4 Estas, pois, se apresentaram diante de Eleazar, o sacerdote, e diante de Josué, filho de Num, e diante dos príncipes, dizendo: O Senhor ordenou a Moisés que se nos desse herança no meio de nossos irmãos. Pelo que se lhes deu herança no meio dos irmãos de seu pai, conforme a ordem do Senhor.    6281 6 17 5 E couberam a Manassés dez quinhões, afora a terra de Gileade e Basã, que está além do Jordão;    6282 6 17 6 porque as filhas de Manassés possuíram herança entre os filhos dele; e a terra de Gileade coube aos outros filhos de Manassés.    6283 6 17 7 Ora, o termo de Manassés vai desde Aser até Micmetá, que está defronte de Siquém; e estende-se pela direita até os moradores de En-Tapua.    6284 6 17 8 A terra de Tapua ficou pertencendo a Manassés; porém Tapua, junto ao termo de Manassés, pertencia aos filhos de Efraim .    6285 6 17 9 Então desce este termo ao ribeiro de Caná; a Efraim couberam as cidades ao sul do ribeiro no meio das cidades de Manassés; o termo de Manassés está ao norte do ribeiro, e vai até o mar.    6286 6 17 10 Ao sul a terra é de Efraim, e ao norte de Manassés, sendo o mar o seu termo. Estendem-se ao norte até Aser, e ao oriente até Issacar    6287 6 17 11 Porque em Issacar e em Aser couberam a Manassés Bete-Seã e suas vilas, Ibleão e suas vilas, os habitantes de Dor e suas vilas, os habitantes de En-Dor e suas vilas, os habitantes de Taanaque e suas vilas, e os habitantes de Megido e suas vilas, com os seus três outeiros.    6288 6 17 12 Contudo os filhos de Manassés não puderam expulsar os habitantes daquelas cidades, porquanto os cananeus persistiram em habitar naquela terra.    6289 6 17 13 Mas quando os filhos de Israel se tornaram fortes, sujeitaram os cananeus a trabalhos forçados, porém não os expulsaram de todo.    6290 6 17 14 Então os filhos de José falaram a Josué, dizendo: Por que me deste por herança apenas uma sorte e um quinhão, sendo eu um povo numeroso, porquanto o Senhor até aqui me tem abençoado?    6291 6 17 15 Respondeu-lhes Josué: Se és povo numeroso, sobe ao bosque, e corta para ti lugar ali na terra dos perizeus e dos refains, desde que a região montanhosa de Efraim te é estreita demais.    6292 6 17 16 Tornaram os filhos de José: A região montanhosa não nos bastaria; além disso todos os cananeus que habitam na terra do vale têm carros de ferro, tanto os de Bete-Seã e das suas vilas, como os que estão no vale de Jizreel.    6293 6 17 17 Então Josué falou a casa de José, isto é, a Efraim e a Manassés, dizendo: Povo numeroso és tu, e tens grande força; não terás uma sorte apenas;    6294 6 17 18 porém a região montanhosa será tua; ainda que é bosque, cortá-lo-ás, e as suas extremidades serão tuas; porque expulsarás os cananeus, não obstante terem eles carros de ferro e serem fortes:    6295 6 18 1 Ora, toda a congregação dos filhos de Israel, havendo conquistado a terra, se reuniu em Siló, e ali armou a tenda da revelação.    6296 6 18 2 E dentre os filhos de Israel restavam sete tribos que ainda não tinham repartido a sua herança.    6297 6 18 3 Disse, pois, Josué aos filhos de Israel: Até quando sereis remissos em entrardes para possuir a terra que o Senhor Deus de vossos pais vos deu?    6298 6 18 4 Designai vós a três homens de cada tribo, e eu os enviarei; e eles sairão a percorrer a terra, e a demarcarão segundo as suas heranças, e voltarão a ter comigo.    6299 6 18 5 Reparti-la-ão em sete partes; Judá ficará no seu termo da banda do sul; e a casa de José ficará no seu termo da banda do norte.    6300 6 18 6 Sim, vós demarcareis a terra em sete partes, e me trareis a mim a sua descrição; eu vos lançarei as sortes aqui perante o Senhor nosso Deus.    6301 6 18 7 Porquanto os levitas não têm parte no meio de vós, porque o sacerdócio do Senhor é a sua herança; e Gade, Rúben e a meia tribo de Manassés já receberam a sua herança além do Jordão para o oriente, a qual lhes deu Moisés, servo do Senhor.    6302 6 18 8 Então aqueles homens se aprontaram para saírem; e Josué deu ordem a esses que iam demarcar a terra, dizendo: Ide, percorrei a terra, e demarcai-a; então vinde ter comigo; e aqui em Siló vos lançarei as sortes perante o Senhor.    6303 6 18 9 Foram, pois, aqueles homens e, passando pela terra, a demarcaram em sete partes segundo as suas cidades, descrevendo-a num livro; e voltaram a Josué, ao arraial em Siló.    6304 6 18 10 Então Josué lhes lançou as sortes em Siló, perante o Senhor; e ali repartiu Josué a terra entre os filhos de Israel, conforme as suas divisões.    6305 6 18 11 E surgiu a sorte da tribo dos filhos de Benjamim, segundo as suas famílias, e coube-lhe o território da sua sorte entre os filhos de Judá e os filhos de José.    6306 6 18 12 O seu termo ao norte, partindo do Jordão, vai até a saliência ao norte de Jericó e, subindo pela região montanhosa para o ocidente, chega até o deserto de Bete-Áven;    6307 6 18 13 dali passa até Luz, ao lado de Luz (que é Betel) para o sul; e desce a Atarote-Adar, junto ao monte que está ao sul de Bete-Horom de baixo;    6308 6 18 14 e vai este termo virando, pelo lado ocidental, para o sul desde o monte que está defronte de Bete-Horom; e chega a Quiriate-Baal (que é Quiriate-Jearim), cidade dos filhos de Judá. Esta é a sua fronteira ocidental.    6309 6 18 15 A sua fronteira meridional começa desde a extremidade de Quiriate-Jearim, e dali se estende até Efrom, até a fonte das águas de Neftoa;    6310 6 18 16 desce à extremidade do monte que está fronteiro ao vale de Ben-Hinom, que está no vale dos refains, para o norte; também desce ao vale de Hinom da banda dos jebuseus para o sul; e desce ainda até En-Rogel;    6311 6 18 17 passando para o norte, chega a En-Semes, e dali sai a Gelilote, que está defronte da subida de Adumim; desce à pedra de Boã, filho de Rúben;    6312 6 18 18 segue para o norte, margeando a Arabá, e desce ainda até a Arabá;    6313 6 18 19 segue dali para o norte, ladeando Bete-Hogla; e os seus extremos chegam à baía setentrional do Mar Salgado, na extremidade meridional do Jordão. Esse é o termo do sul.    6314 6 18 20 E o Jordão é o seu termo oriental. Essa é a herança dos filhos de Benjamim, pelos seus termos ao redor, segundo as suas famílias.    6315 6 18 21 Ora, as cidades da tribo dos filhos de Benjamim, segundo as suas famílias, são: Jericó, Bete-Hogla, Emeque-Queziz,    6316 6 18 22 Bete-Arabá, Zemaraim, Betel,    6317 6 18 23 Avim, Pará, Ofra,    6318 6 18 24 Quefar-Ha-Amonai. Ofni e Gaba; doze cidades e as suas aldeias.    6319 6 18 25 Gibeão, Ramá, Beerote,    6320 6 18 26 Mizpe, Cefira, Moza,    6321 6 18 27 Requem, Irpeel, Tarala,    6322 6 18 28 Zela, Elefe e Jebus (esta é Jerusalém), Gibeá e Quiriate; catorze cidades e as suas aldeias. Essa é a herança dos filhos de Benjamim, segundo as suas familias.    6323 6 19 1 Saiu a segunda sorte a Simeão, isto é, à tribo dos filhos de Simeão, segundo as suas famílias; e foi a sua herança no meio da herança dos filhos de Judá.    6324 6 19 2 Tiveram, pois, na sua herança: Berseba, Seba, Molada,    6325 6 19 3 Hazar-Sual, Balá, Ezem,    6326 6 19 4 Eltolade, Betul, Horma,    6327 6 19 5 Ziclague, Bete-Marcabote, Hazar-Susa,    6328 6 19 6 Bete-Lebaote e Saruém; treze cidades e as suas aldeias.    6329 6 19 7 Aim, Rimom, Eter e Asã; quatro cidades e as suas aldeias;    6330 6 19 8 e todas as aldeias que havia em redor dessas cidades, até Baalate-Ber, que é Ramá do sul. Essa é a herança da tribo dos filhos de Simeão, segundo as suas famílias.    6331 6 19 9 Ora, do quinhão dos filhos de Judá tirou-se a herança dos filhos de Simeão, porquanto a porção dos filhos de Judá era demasiadamente grande para eles; pelo que os filhos de Simeão receberam herança no meio da herança deles.    6332 6 19 10 Surgiu a terceira sorte aos filhos de Zebulom, segundo as suas familias. Vai o termo da sua herança até Saride;    6333 6 19 11 sobe para o ocidente até Marala, estende-se até Dabesete, e chega até o ribeiro que está defronte de Jocneão;    6334 6 19 12 de Saride vira para o oriente, para o nascente do sol, até o termo de Quislote-Tabor, estende-se a Daberate, e vai subindo a Jafia;    6335 6 19 13 dali passa para o oriente a Gate-Hefer, a Ete-Cazim, chegando a Rimom-Metoar e virando-se para Neá;    6336 6 19 14 vira ao norte para Hanatom, e chega ao vale de Iftael;    6337 6 19 15 e Catate, Naalal, Sinrom, Idala e Belém; doze cidades e as suas aldeias.    6338 6 19 16 Essa é a herança dos filhos de Zebulom, segundo as suas famílias, essas cidades e as suas aldeias.    6339 6 19 17 A quarta sorte saiu aos filhos de Issacar, segundo as suas famílias.    6340 6 19 18 Vai o seu termo até Jizreel, Quesulote, Suném.    6341 6 19 19 Hafaraim, Siom, Anaarate,    6342 6 19 20 Rabite, Quisiom, Abes,    6343 6 19 21 Remete, En-Ganim, En-Hada e Bete-Pazez,    6344 6 19 22 estendendo-se este termo até Tabor, Saazima e Bete-Semes; e vai terminar no Jordão; dezesseis cidades e as suas aldeias.    6345 6 19 23 Essa é a herança da tribo dos filhos de Issacar, segundo as suas famílias, essas cidades e as suas aldeias.    6346 6 19 24 Saiu a quinta sorte à tribo dos filhos de Aser, segundo as suas famílias.    6347 6 19 25 O seu termo inclui Helcate, Hali, Bétem, Acsafe,    6348 6 19 26 Alameleque, Amade e Misal; estende-se para o ocidente até Carmelo e Sior-Libnate;    6349 6 19 27 vira para o nascente do sol a Bete-Dagom; chega a Zebulom e ao vale de Iftael para o norte, até Bete-Emeque e Neiel; estende-se pela esquerda até Cabul,    6350 6 19 28 Ebrom, Reobe, Hamom e Caná, até a grande Sidom;    6351 6 19 29 vira para Ramá, e para a cidade fortificada de Tiro, desviando-se então para Hosa, donde vai até o mar; Maalabe, Aczibe,    6352 6 19 30 Umá, Afeca e Reobe; ao todo, vinte e duas cidades e as suas aldeias.    6353 6 19 31 Essa é a herança da tribo dos filhos de Aser, segundo as suas famílias, essas cidades e as suas aldeias.    6354 6 19 32 Saiu a sexta sorte aos filhos de Naftali, segundo as suas famílias.    6355 6 19 33 Vai o seu termo desde Helefe e desde o carvalho em Zaananim, e Adâmi-Nequebe e Jabneel, até Lacum, terminando no Jordão;    6356 6 19 34 vira para o ocidente até Aznote-Tabor, e dali passa a Hucoque; chega a Zebulom, da banda do sul, e a Aser, da banda do ocidente, e a Judá, à margem do Jordão, para o oriente.    6357 6 19 35 E são as cidades fortificadas: Zidim, Zer, Hamate, Racate, Quinerete,    6358 6 19 36 Adama, Ramá, Hazor,    6359 6 19 37 Quedes, Edrei, En-Hazor,    6360 6 19 38 Irom, Migdal-El, Horem, Bete-Anate e Bete-Semes; dezenove cidades e as suas aldeias.    6361 6 19 39 Essa é a herança da tribo dos filhos de Naftali, segundo as suas famílias, essas cidades e as suas aldeias.    6362 6 19 40 A sétima sorte saiu à tribo dos filhos de Dã, segundo as suas famílias.    6363 6 19 41 O termo da sua herança inclui: Zorá, Estaol, Ir-Semes,    6364 6 19 42 Saalabim, Aijalom, Itla,    6365 6 19 43 Elom, Timnate, Ecrom,    6366 6 19 44 Elteque, Gibetom, Baalate,    6367 6 19 45 Jeúde, Bene-Beraque, Gate-Rimom,    6368 6 19 46 Me-Jarcom e Racom, com o território defronte de Jope.    6369 6 19 47 Saiu, porém, pequena o território dos filhos de Dã; pelo que os filhos de Dã subiram, pelejaram contra Lesem e a tomaram; feriram-na ao fio da espada, tomaram posse dela e habitaram-na; e a Lesem chamaram Dã, conforme o nome de Dã, seu pai.    6370 6 19 48 Essa é a herança da tribo dos filhos de Dã, segundo as suas famílias, essas cidades e as suas aldeias.    6371 6 19 49 Tendo os filhos de Israel acabado de repartir a terra em herança segundo os seus termos, deram a Josué, filho de Num, herança no meio deles.    6372 6 19 50 Segundo a ordem do Senhor lhe deram a cidade que pediu, Timnate-Sera, na região montanhosa de Efraim; e ele reedificou a cidade, e habitou nela.    6373 6 19 51 Essas são as heranças que Eleazar, o sacerdote, e Josué, filho de Num, e os cabeças das casas paternas nas tribos dos filhos de Israel repartiram em herança por sorte em Siló, perante o Senhor, à porta da tenda da revelação. E assim acabaram de repartir a terra.    6374 6 20 1 Falou mais o Senhor a Josué:    6375 6 20 2 Dize aos filhos de Israel: Designai para vós as cidades de refúgio, de que vos falei por intermédio de Moisés,    6376 6 20 3 a fim de que fuja para ali o homicida, que tiver matado alguma pessoa involuntariamente, e não com intento; e elas vos servirão de refúgio contra o vingador do sangue.    6377 6 20 4 Fugindo ele para uma dessas cidades, apresentar-se-á à porta da mesma, e exporá a sua causa aos anciãos da tal cidade; então eles o acolherão ali e lhe darão lugar, para que habite com eles.    6378 6 20 5 Se, pois, o vingador do sangue o perseguir, não lhe entregarão o homicida, porquanto feriu a seu próximo sem intenção e sem odiá-lo dantes.    6379 6 20 6 E habitará nessa cidade até que compareça em juizo perante a congregação, até que morra o sumo sacerdote que houver naqueles dias; então o homicida voltará, e virá à sua cidade e à sua casa, à cidade donde tiver fugido.    6380 6 20 7 Então designaram a Quedes na Galiléia, na região montanhosa de Naftali, a Siquém na região montanhosa de Efraim, e a Quiriate-Arba (esta é Hebrom) na região montanhosa de Judá.    6381 6 20 8 E, além do Jordão na altura de Jericó para o oriente, designaram a Bezer, no deserto, no planalto da tribo de Rúben a Ramote, em Gileade, da tribo de Gade, e a Golã, em Basã, da tribo de Manassés.    6382 6 20 9 Foram estas as cidades designadas para todos os filhos de Israel, e para o estrangeiro que peregrinasse entre eles, para que se acolhesse a elas todo aquele que matasse alguma pessoa involuntariamente, para que não morresse às mãos do vingador do sangue, até se apresentar perante a congregaçao.    6383 6 21 1 Então os cabeças das casas paternas dos levitas chegaram a Eleazar, o sacerdote, e a Josué, filho de Num, e aos cabeças das casas paternas nas tribos dos filhos de Israel,    6384 6 21 2 em Siló, na terra de Canaã, e lhes falaram, dizendo: O Senhor ordenou, por intermédio de Moisés, que se nos dessem cidades em que habitássemos, e os seus arrabaldes para os nossos animais.    6385 6 21 3 Pelo que os filhos de Israel deram aos levitas, da sua herança, conforme a ordem do Senhor, as seguintes cidades e seus arrabaldes.    6386 6 21 4 Saiu, pois, a sorte às famílias dos coatitas; e aos filhos de Arão, o sacerdote, que eram dos levitas, caíram por sorte, da tribo de Judá, da tribo de Simeão e da tribo de Benjamim, treze cidades;    6387 6 21 5 aos outros filhos de Coate caíram por sorte, das famílias da tribo de Efraim, da tribo de Dã e da meia tribo de Manassés, dez cidades;    6388 6 21 6 aos filhos de Gérson caíram por sorte, das famílias da tribo de Issacar, da tribo de Aser, da tribo de Naftali e da meia tribo de Manassés em Basã, treze cidades;    6389 6 21 7 e aos filhos de Merári, segundo as suas familias, da tribo de Rúben, da tribo de Gade e da tribo de Zebulom, doze cidades.    6390 6 21 8 Assim deram os filhos de Israel aos levitas estas cidades e seus arrabaldes por sorte, como o Senhor ordenara por intermédio de Moisés.    6391 6 21 9 Ora, deram, da tribo dos filhos de Judá e da tribo dos filhos de Simeão, estas cidades que por nome vão aqui mencionadas,    6392 6 21 10 as quais passaram a pertencer aos filhos de Arão, sendo estes das famílias dos coatitas e estes, por sua vez, dos filhos de Levi; porquanto lhes caiu a primeira sorte.    6393 6 21 11 Assim lhes deram Quiriate-Arba, que é Hebrom, na região montanhosa de Judá, e seus arrabaldes em redor (Arba era o pai de Anaque).    6394 6 21 12 Mas deram o campo da cidade e suas aldeias a Calebe, filho de Jefoné, por sua possessão.    6395 6 21 13 Aos filhos de Arão, o sacerdote, deram Hebrom, cidade de refúgio do homicida, e seus arrabaldes, Libna e seus arrabaldes,    6396 6 21 14 Jatir e seus arrabaldes, Estemoa e seus arrabaldes,    6397 6 21 15 Holom e seus arrabaldes, Debir e seus arrabaldes,    6398 6 21 16 Aim e seus arrabaldes, Jutá e seus arrabaldes, Bete-Semes e seus arrabaldes; nove cidades dessas duas tribos.    6399 6 21 17 E da tribo de Benjamim, Gibeão e seus arrabaldes, Geba e seus arrabaldes,    6400 6 21 18 Anatote e seus arrabaldes, Almom e seus arrabaldes; quatro cidades.    6401 6 21 19 Todas as cidades dos sacerdotes, filhos de Arão, foram treze cidades e seus arrabaldes.    6402 6 21 20 As famílias dos filhos de Coate, levitas, isto é, os demais filhos de Coate, receberam as cidades da sua sorte; da tribo de Efraim    6403 6 21 21 deram-lhes Siquém, cidade de refúgio do homicida, e seus arrabaldes, na região montanhosa de Efraim, Gezer e seus arrabaldes,    6404 6 21 22 Quibzaim e seus arrabaldes, Bete-Horom e seus arrabaldes; quatro cidades.    6405 6 21 23 E da tribo de Dã, Elteque e seus arrabaldes, Gibetom e seus arrabaldes,    6406 6 21 24 Aijalom e seus arrabaldes, Gate-Rimon e seus arrabaldes; quatro cidades.    6407 6 21 25 E da meia tribo de Manassés, Taanaque e seus arrabaldes, e Gate-Rimon e seus arrabaldes; duas cidades.    6408 6 21 26 As famílias dos demais filhos de Coate tiveram ao todo dez cidades e seus arrabaldes.    6409 6 21 27 Aos filhos de Gérsom das famílias dos levitas, deram, da meia tribo de Manassés, Golã, cidade de refúgio do homicida, em Basã, e seus arrabaldes, e Beesterá e seus arrabaldes; duas cidades.    6410 6 21 28 E da tribo de Issacar, Quisiom e seus arrabaldes, Daberate e seus arrabaldes,    6411 6 21 29 Jarmute e seus arrabaldes, En-Ganim e seus arrabaldes; quatro cidades.    6412 6 21 30 E da tribo de Aser, Misal e seus arrabaldes, Abdom e seus arrabaldes,    6413 6 21 31 Helcate e seus arrabaldes, Reobe e seus arrabaldes; quatro cidades.    6414 6 21 32 E da tribo de Naftali, Quedes, cidade de refúgio do homicida, na Galiléia, e seus arrabaldes, Hamote-Dor e seus arrabaldes, Cartã e seus arrabaldes; três cidades.    6415 6 21 33 Todas as cidades dos gersonitas, segundo as suas famílias, foram treze cidades e seus arrabaldes.    6416 6 21 34 Âs famílias dos filhos de Merári, aos demais levitas, deram da tribo de Zebulom, Jocneão e seus arrabaldes, Cartá e seus arrabaldes,    6417 6 21 35 Dimna e seus arrabaldes, Naalal e seus arrabaldes; quatro cidades.    6418 6 21 36 E da tribo de Rúben, Bezer e seus arrabaldes, Jaza e seus arrabaldes,    6419 6 21 37 Quedemote e seus arrabaldes, Mefaate e seus arrabaldes; quatro cidades.    6420 6 21 38 E da tribo de Gade, Ramote, cidade de refúgio do homicida, em Gileade, e seus arrabaldes, Maanaim e seus arrabaldes,    6421 6 21 39 Hesbom e seus arrabaldes, Jazer e seus arrabaldes; ao todo, quatro cidades.    6422 6 21 40 Todas essas cidades couberam por sorte aos filhos de Merári, segundo as suas famílias, o restante das familias dos levitas; foram, ao todo, doze cidades.    6423 6 21 41 Todas as cidades dos levitas, no meio da herança dos filhos de Israel, foram quarenta e oito cidades e seus arrabaldes.    6424 6 21 42 Cada uma dessas cidades tinha os seus arrabaldes em redor; assim foi com todas elas.    6425 6 21 43 Desta maneira deu o Senhor a Israel toda a terra que, com juramento, prometera dar a seus pais; e eles a possuíram e habitaram nela.    6426 6 21 44 E o Senhor lhes deu repouso de todos os lados, conforme tudo quanto jurara a seus pais; nenhum de todos os seus inimigos pôde ficar de pé diante deles, mas a todos o Senhor lhes entregou nas mãos.    6427 6 21 45 Palavra alguma falhou de todas as boas coisas que o Senhor prometera à casa de Israel; tudo se cumpriu.    6428 6 22 1 Então Josué chamou os rubenitas, os gaditas e a meia tribo de Manassés,    6429 6 22 2 e disse-lhes: Tudo quanto Moisés, servo do Senhor, vos ordenou, tendes observado, bem como tendes obedecido à minha voz em tudo quanto vos ordenei.    6430 6 22 3 A vossos irmãos nunca desamparastes, até o dia de hoje, mas tendes observado cuidadosamente o mandamento do Senhor vosso Deus.    6431 6 22 4 Agora o Senhor vosso Deus deu descanso a vossos irmãos, como lhes prometera; voltai, pois, agora, e ide para as vossas tendas, para a terra da vossa possessão, que Moisés, servo do Senhor, vos deu além do Jordão.    6432 6 22 5 Tão-somente tende cuidado de guardar com diligência o mandamento e a lei que Moisés, servo do Senhor, vos ordenou: que ameis ao Senhor vosso Deus, andeis em todos os seus caminhos, guardeis os seus mandamentos, e vos apegueis a ele e o sirvais com todo o vosso coração e com toda a vossa alma.    6433 6 22 6 Assim Josué os abençoou, e os despediu; e eles foram para as suas tendas.    6434 6 22 7 Ora, Moisés dera herança em Basã à meia tribo de Manassés, porém à outra metade Josué deu herança entre seus irmãos, a oeste do Jordão. E quando Josué os enviou para as suas tendas os abençoou    6435 6 22 8 e lhes disse: Voltai para as vossas tendas com grandes riquezas: com muitíssimo gado, com prata e ouro, com cobre e ferro, e com muitíssimos vestidos; e reparti com vossos irmãos o despojo dos vossos inimigos.    6436 6 22 9 Assim voltaram os filhos de Rúben os filhos de Gade e a meia tribo de Manassés, separando-se dos filhos de Israel em Siló, que está na terra de Canaã, para irem à terra de Gileade, à terra da sua possessão, de que foram feitos possuidores, segundo a ordem do Senhor por intermédio de Moisés.    6437 6 22 10 Tendo chegado à região junto ao Jordão, ainda na terra de Canaã, os filhos de Rúben os filhos de Gade e a meia tribo de Manassés edificaram ali, à beira do Jordão, um altar de grandes proporções.    6438 6 22 11 E os filhos de Israel ouviram dizer: Eis que os filhos de Rúben os filhos de Gade e a meia tribo de Manassés edificaram um altar na fronteira da terra de Canaã, na região junto ao Jordão, da banda que pertence aos filhos de Israel.    6439 6 22 12 Quando os filhos de Israel ouviram isto, congregaram-se todos em Siló, para subirem a guerrear contra eles.    6440 6 22 13 Então os filhos de Israel enviaram aos filhos de Rúben aos filhos de Gade e à meia tribo de Manassés, à terra de Gileade, Finéias, filho de Eleazar, o sacerdote,    6441 6 22 14 e com ele dez príncipes, um príncipe de cada casa paterna de todas as tribos de Israel; e eles eram os cabeças das suas casas paternas entre os milhares de Israel.    6442 6 22 15 Foram, pois, ter com os filhos de Rúben e os filhos de Gade e a meia tribo de Manassés, à terra de Gileade, e lhes disseram:    6443 6 22 16 Assim diz toda a congregação do Senhor: Que transgressão é esta que cometestes contra o Deus de Israel, deixando hoje de seguir ao Senhor, edificando-vos um altar para vos rebelardes hoje contra o Senhor?    6444 6 22 17 Acaso nos é pouca a iniqüidade de Peor, de que ainda até o dia de hoje não nos temos purificado, apesar de ter vindo uma praga sobre a congregaçao do Senhor,    6445 6 22 18 para que hoje queirais abandonar ao Senhor? Será que, rebelando-vos hoje contra o Senhor, amanhã ele se irará contra toda a congregação de Israel.    6446 6 22 19 Se é, porém, que a terra da vossa possessão é imunda, passai para a terra da possessão do Senhor, onde habita o tabernáculo do Senhor, e tomai possessão entre nós; mas não vos rebeleis contra o Senhor, nem tampouco vos rebeleis contra nós, edificando-vos um altar afora o altar do Senhor nosso Deus.    6447 6 22 20 Não cometeu Acã, filho de Zerá, transgressão no tocante ao anátema? e não veio ira sobre toda a congregação de Israel? de modo que não pereceu ele só na sua iniqüidade.    6448 6 22 21 Então responderam os filhos de Rúben os filhos de Gade e a meia tribo de Manassés, e disseram aos cabeças dos milhares de Israel:    6449 6 22 22 O Poderoso, Deus, o Senhor, o Poderoso, Deus, o Senhor, ele o sabe, e Israel mesmo o saberá! Se foi em rebeldia, ou por transgressão contra o Senhor não nos salves hoje;    6450 6 22 23 se nós edificamos um altar, para nos tornar de após o Senhor, ou para sobre ele oferecer holocausto e oferta de cereais, ou sobre ele oferecer sacrifícios de ofertas pacíficas, o Senhor mesmo de nós o requeira;    6451 6 22 24 e se antes o não fizemos com receio e de propósito, dizendo: Amanhã vossos filhos poderiam dizer a nossos filhos: Que tendes vós com o Senhor Deus de Israel?    6452 6 22 25 Pois o Senhor pôs o Jordão por termo entre nós e vós, ó filhos de Rúben e ó filhos de Gade; não tendes parte no Senhor. Assim bem poderiam vossos filhos fazer com que os nossos filhos deixassem de temer ao Senhor.    6453 6 22 26 Pelo que dissemos: Edifiquemos agora um altar, não para holocausto, nem para sacrifício,    6454 6 22 27 mas para que, entre nós e vós, e entre as nossas gerações depois de nós, nos sirva de testemunho para podermos fazer o serviço do Senhor diante dele com os nossos holocaustos, com os nossos sacrifícios e com as nossas ofertas pacíficas; para que vossos filhos não digam amanhã a nossos filhos: Não tendes parte no Senhor.    6455 6 22 28 Pelo que dissemos: Quando amanhã disserem assim a nós ou às nossas gerações, então diremos: Vede o modelo do altar do Senhor que os nossos pais fizeram, não para holocausto nem para sacrifício, porém para ser testemunho entre nós e vós,    6456 6 22 29 Longe esteja de nós que nos rebelemos contra o Senhor, ou que hoje o abandonemos, edificando altar para holocausto, oferta de cereais ou sacrifício, afora o altar do Senhor nosso Deus, que está perante o seu tabernáculo.    6457 6 22 30 Quando, pois, Finéias, o sacerdote, e os príncipes da congregação, os cabeças dos milhares de Israel que estavam com ele, ouviram as palavras que lhes disseram os filhos de Rúben os filhos de Gade e os filhos de Manassés, ficaram satisfeitos.    6458 6 22 31 Então disse Finéias, filho de Eleazar, o sacerdote, aos filhos de Rúben aos filhos de Gade e aos filhos de Manassés: Hoje sabemos que o Senhor está no meio de nós, porquanto não cometestes tal transgressão contra o Senhor; agora livrastes os filhos de Israel da mão do Senhor.    6459 6 22 32 E Finéias, filho de Eleazar, o sacerdote, e os príncipes, deixando os filhos de Rúben e os filhos de Gade, voltaram da terra de Gileade para a terra de Canaã, aos filhos de Israel, e trouxeram-lhes a resposta.    6460 6 22 33 E com isso os filhos de Israel ficaram satisfeitos; e louvaram a Deus, e não falaram mais de subir a guerrear contra eles, para destruírem a terra em que habitavam os filhos de Rúben e os filhos de Gade.    6461 6 22 34 E os filhos de Rúben e os filhos de Gade chamaram ao altar Testemunha; pois, disseram eles, é testemunho entre nós que o Senhor é Deus.    6462 6 23 1 Passados muitos dias, tendo o Senhor dado repouso a Israel de todos os seus inimigos em redor, e sendo Josué já velho, de idade muito avançada,    6463 6 23 2 chamou Josué a todo o Israel, aos seus anciãos, aos seus cabeças, aos seus juízes e aos seus oficiais, e disse-lhes: Eu já sou velho, de idade muito avançada;    6464 6 23 3 e vós tendes visto tudo quanto o Senhor vosso Deus fez a todas estas nações por causa e vós, porque é o Senhor vosso Deus que tem pelejado por vós.    6465 6 23 4 Vede que vos reparti por sorte estas nações que restam, para serem herança das vossas tribos, juntamente com todas as naçoes que tenho destruído, desde o Jordão até o grande mar para o pôr do sol.    6466 6 23 5 E o Senhor vosso Deus as impelirá, e as expulsará de diante de vós; e vós possuireis a sua terra, como vos disse o Senhor vosso Deus.    6467 6 23 6 Esforçai-vos, pois, para guardar e cumprir tudo quanto está escrito no livro da lei de Moisés, para que dela não vos desvieis nem para a direita nem para a esquerda;    6468 6 23 7 para que não vos mistureis com estas nações que ainda restam entre vós; e dos nomes de seus deuses não façais menção, nem por eles façais jurar, nem os sirvais, nem a eles vos inclineis.    6469 6 23 8 Mas ao Senhor vosso Deus vos apegareis, como fizeste até o dia de hoje;    6470 6 23 9 pois o Senhor expulsou de diante de vós grandes e fortes nações, e, até o dia de hoje, ninguém vos tem podido resistir.    6471 6 23 10 um só homem dentre vós persegue a mil, pois o Senhor vosso Deus é quem peleja por vós, como já vos disse.    6472 6 23 11 Portanto, cuidai diligentemente de amar ao Senhor vosso Deus.    6473 6 23 12 Porque se de algum modo vos desviardes, e vos apegardes ao resto destas nações que ainda ficam entre vós, e com elas contrairdes matrimônio, e entrardes a elas, e elas a vós,    6474 6 23 13 sabei com certeza que o Senhor vosso Deus não continuará a expulsar estas nações de diante de vós; porém elas vos serão por laço e rede, e açoite às vossas ilhargas, e espinhos aos vossos olhos, até que pereçais desta boa terra que o Senhor vosso Deus vos deu.    6475 6 23 14 Eis que vou hoje pelo caminho de toda a terra; e vós sabeis em vossos corações e em vossas almas que não tem falhado uma só palavra de todas as boas coisas que a vosso respeito falou o Senhor vosso Deus; nenhuma delas falhou, mas todas se cumpriram.    6476 6 23 15 E assim como vos sobrevieram todas estas boas coisas de que o Senhor vosso Deus vos falou, assim trará o Senhor sobre vós todas aquelas más coisas, até vos destruir de sobre esta boa terra que ele vos deu.    6477 6 23 16 Quando transgredirdes o pacto do Senhor vosso Deus, que ele vos ordenou, e fordes servir a outros deuses, inclinando-vos a eles, a ira do Senhor se acenderá contra vós, e depressa perecereis de sobre a boa terra que ele vos deu.    6478 6 24 1 Depois Josué reuniu todas as tribos de Israel em Siquém, e chamou os anciãos de Israel, os seus cabeças, os seus juízes e os seus oficiais; e eles se apresentaram diante de Deus.    6479 6 24 2 Disse então Josué a todo o povo: Assim diz o Senhor Deus de Israel: Além do Rio habitaram antigamente vossos pais, Tera, pai de Abraão e de Naor; e serviram a outros deuses.    6480 6 24 3 Eu, porém, tomei a vosso pai Abraão dalém do Rio, e o conduzi por toda a terra de Canaã; também multipliquei a sua descendência, e dei-lhe Isaque.    6481 6 24 4 A Isaque; dei Jacó e Esaú; a Esaú dei em possessão o monte Seir; mas Jacó e seus filhos desceram para o Egito.    6482 6 24 5 Então enviei Moisés e Arão, e feri o Egito com aquilo que fiz no meio dele; e depois vos tirei de lá.    6483 6 24 6 Depois que tirei a vossos pais do Egito viestes ao mar; e os egípcios perseguiram a vossos pais, com carros e com cavaleiros, até o Mar Vermelho.    6484 6 24 7 Quando clamaram ao Senhor, ele pôs uma escuridão entre vós e os egípcios, e trouxe o mar sobre eles e os cobriu; e os vossos olhos viram o que eu fiz no Egito. Depois habitastes no deserto muitos dias.    6485 6 24 8 Então eu vos trouxe à terra dos amorreus, que habitavam além do Jordão, os quais pelejaram contra vós; porém os entreguei na vossa mão, e possuístes a sua terra; assim os destruí de diante de vós.    6486 6 24 9 Levantou-se também Balaque, filho de Zipor, rei dos moabitas, e pelejou contra Israel; e mandou chamar a Balaão, filho de Beor, para que vos amaldiçoasse;    6487 6 24 10 porém eu não quis ouvir a Balaão; pelo que ele vos abençoou; e eu vos livrei da sua mao.    6488 6 24 11 E quando vós, passando o Jordão, viestes a Jericó, pelejaram contra vós os homens de Jericó, e os amorreus, os perizeus, os cananeus, os heteus, os girgaseus, os heveus e os jebuseus; porém os entreguei na vossa mao.    6489 6 24 12 Pois enviei vespões adiante de vós, que os expulsaram de diante de vós, como aos dois reis dos amorreus, não com a vossa espada, nem com o vosso arco.    6490 6 24 13 E eu vos dei uma terra em que não trabalhastes, e cidades que não edificastes, e habitais nelas; e comeis de vinhas e de olivais que não plantastes.    6491 6 24 14 Agora, pois, temei ao Senhor, e servi-o com sinceridade e com verdade; deitai fora os deuses a que serviram vossos pais dalém do Rio, e no Egito, e servi ao Senhor.    6492 6 24 15 Mas, se vos parece mal o servirdes ao Senhor, escolhei hoje a quem haveis de servir; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do Rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais. Porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor.    6493 6 24 16 Então respondeu o povo, e disse: Longe esteja de nós o abandonarmos ao Senhor para servirmos a outros deuses:    6494 6 24 17 porque o Senhor é o nosso Deus; ele é quem nos fez subir, a nós e a nossos pais, da terra do Egito, da casa da servidão, e quem fez estes grandes sinais aos nossos olhos, e nos preservou por todo o caminho em que andamos, e entre todos os povos pelo meio dos quais passamos.    6495 6 24 18 E o Senhor expulsou de diante de nós a todos esses povos, mesmo os amorreus, que moravam na terra. Nós também serviremos ao Senhor, porquanto ele é nosso Deus.    6496 6 24 19 Então Josué disse ao povo: Não podereis servir ao Senhor, porque é Deus santo, é Deus zeloso, que não perdoará a vossa transgressão nem os vossos pecados.    6497 6 24 20 Se abandonardes ao Senhor e servirdes a deuses estranhos, então ele se tornará, e vos fará o mal, e vos consumirá, depois de vos ter feito o bem.    6498 6 24 21 Disse então o povo a Josué: Não! antes serviremos ao Senhor.    6499 6 24 22 Josué, pois, disse ao povo: Sois testemunhas contra vós mesmos e que escolhestes ao Senhor para o servir. Responderam eles: Somos testemunhas.    6500 6 24 23 Agora, pois, - disse Josué - deitai fora os deuses estranhos que há no meio de vós, e inclinai o vosso coração ao Senhor Deus de Israel.    6501 6 24 24 Disse o povo a Josué: Serviremos ao Senhor nosso Deus, e obedeceremos à sua voz.    6502 6 24 25 Assim fez Josué naquele dia um pacto com o povo, e lhe deu leis e ordenanças em Siquem.    6503 6 24 26 E Josué escreveu estas palavras no livro da lei de Deus; e, tomando uma grande pedra, a pôs ali debaixo do carvalho que estava junto ao santuário do Senhor,    6504 6 24 27 e disse a todo o povo: Eis que esta pedra será por testemunho contra nós, pois ela ouviu todas as palavras que o Senhor nos falou; pelo que será por testemunho contra vós, para que não negueis o vosso Deus.    6505 6 24 28 Então Josué despediu o povo, cada um para a sua herança.    6506 6 24 29 Depois destas coisas Josué, filho de Num, servo do Senhor, morreu, tendo cento e dez anos de idade;    6507 6 24 30 e o sepultaram no território da sua herança, em Timnate-Sera, que está na região montanhosa de Efraim, para o norte do monte Gaás.    6508 6 24 31 Serviu, pois, Israel ao Senhor todos os dias de Josué, e todos os dias dos anciãos que sobreviveram a Josué e que sabiam toda a obra que o Senhor tinha feito a favor de Israel.    6509 6 24 32 Os ossos de José, que os filhos de Israel trouxeram do Egito, foram enterrados em Siquém, naquela parte do campo que Jacó comprara aos filhos de Hamor, pai de Siquém, por cem peças de prata, e que se tornara herança dos filhos de José.    6510 6 24 33 Morreu também Eleazar, filho de Arão, e o sepultaram no outeiro de Finéias, seu filho, que lhe fora dado na região montanhosa de Efraim.    6511 7 1 1 Depois da morte de Josué os filhos de Israel consultaram ao Senhor, dizendo: Quem dentre nós subirá primeiro aos cananeus, para pelejar contra eles?    6512 7 1 2 Respondeu o Senhor: Judá subirá; eis que entreguei a terra na sua mão.    6513 7 1 3 Então disse Judá a Simeão, seu irmão: sobe comigo à sorte que me coube, e pelejemos contra os cananeus, e eu também subirei contigo à tua sorte. E Simeão foi com ele.    6514 7 1 4 Subiu, pois, Judá; e o Senhor lhes entregou nas mãos os cananeus e os perizeus; e bateram deles em Bezeque dez mil homens.    6515 7 1 5 Acharam em Bezeque a Adoni-Bezeque, e pelejaram contra ele; e bateram os cananeus e os perizeus.    6516 7 1 6 Mas Adoni-Bezeque fugiu; porém eles o perseguiram e, prendendo-o, cortaram-lhe os dedos polegares das mãos e dos pés.    6517 7 1 7 Então disse Adoni-Bezeque: Setenta reis, com os dedos polegares das mãos e dos pés cortados, apanhavam as migalhas debaixo da minha mesa; assim como eu fiz, assim Deus me pagou. E o trouxeram a Jerusalém, e ali morreu.    6518 7 1 8 Ora, os filhos de Judá pelejaram contra Jerusalém e, tomando-a, passaram-na ao fio da espada e puseram fogo à cidade.    6519 7 1 9 Depois os filhos de Judá desceram a pelejar contra os cananeus que habitavam na região montanhosa, e no Negebe, e na baixada.    6520 7 1 10 Então partiu Judá contra os cananeus que habitavam em Hebrom, cujo nome era outrora Quiriate-Arba; e bateu Sesai, Aimã e Talmai.    6521 7 1 11 Dali partiu contra os moradores de Debir, que se chamava outrora Quiriate-Sefer.    6522 7 1 12 Disse então Calebe: A quem atacar Quiriate-Sefer e a tomar, darei a minha filha Acsa por mulher.    6523 7 1 13 E tomou-a Otniel, filho de Quenaz, o irmão mais moço de Calebe; e este lhe deu sua filha Acsa por mulher.    6524 7 1 14 Estando ela em caminho para a casa de Otniel, persuadiu-o que pedisse um campo ao pai dela. E quando ela saltou do jumento, Calebe lhe perguntou: Que é que tens?    6525 7 1 15 Ela lhe respondeu: Dá-me um presente; porquanto me deste uma terra no Negebe, dá-me também fontes d`água. Deu-lhe, pois, Calebe as fontes superiores e as fontes inferiores.    6526 7 1 16 Também os filhos do queneu, sogro de Moisés, subiram da cidade das palmeiras com os filhos de Judá ao deserto de Judá, que está ao sul de Arade; e foram habitar com o povo.    6527 7 1 17 E Judá foi com Simeão, seu irmão, e derrotaram os cananeus que habitavam em Zefate, e a destruíram totalmente. E chamou-se o nome desta cidade Horma.    6528 7 1 18 Judá tomou também a Gaza, a Asquelom e a Ecrom, com os seus respectivos territórios.    6529 7 1 19 Assim estava o Senhor com Judá, o qual se apoderou da região montanhosa; mas não pôde desapossar os habitantes do vale, porquanto tinham carros de ferro.    6530 7 1 20 E como Moisés dissera, deram Hebrom a Calebe, que dali expulsou os três filhos de Anaque.    6531 7 1 21 Mas os filhos de Benjamim não expulsaram aos jebuseus que habitavam em Jerusalém; pelo que estes ficaram habitando com os filhos de Benjamim em Jerusalém até o dia de hoje.    6532 7 1 22 Também os da casa de José subiram contra Betel; e o Senhor estava com eles.    6533 7 1 23 E a casa de José fez espiar a Betel (e fora outrora o nome desta cidade Luz);    6534 7 1 24 e, vendo os espias a um homem que saía da cidade, disseram-lhe: Mostra-nos a entrada da cidade, e usaremos de bondade para contigo.    6535 7 1 25 Mostrou-lhes, pois, a entrada da cidade, a qual eles feriram ao fio da espada; porém deixaram livre aquele homem e toda a sua família.    6536 7 1 26 Então o homem se foi para a terra dos heteus, edificou uma cidade, e pôs-lhe o nome de Luz; este é o seu nome até o dia de hoje.    6537 7 1 27 Manassés não expulsou os habitantes de Bete-Seã e suas vilas, nem os de Taanaque e suas virael aos levitas estas cidades e nem os de Ibleão e suas vilas, nem os de Megido e suas vilas; porém os cananeus persistiram em habitar naquela terra.    6538 7 1 28 Mas quando Israel se tornou forte, sujeitou os cananeus a trabalhos forçados, porém não os expulsou de todo.    6539 7 1 29 Também Efraim não expulsou os cananeus que habitavam em Gezer; mas os cananeus ficaram habitando no meio dele, em Gezer.    6540 7 1 30 Também Zebulom não expulsou os habitantes de Quitrom, nem os de Naalol; porém os cananeus ficaram habitando no meio dele, e foram sujeitos a trabalhos forçados.    6541 7 1 31 Também Aser não expulsou os habitantes de Aco, nem de Sidom, nem de Alabe, nem de Aczibe, nem de Helba, nem de Afeca, nem de Reobe;    6542 7 1 32 porém os aseritas ficaram habitando no meio dos cananeus, os habitantes da terra, porquanto não os expulsaram.    6543 7 1 33 Também Naftali não expulsou os habitantes de Bete-Semes, nem os de Bete-Anate; mas, habitou no meio dos cananeus, os habitantes da terra; todavia os habitantes de Bete-Semes e os de Bete-Anate foram sujeitos a trabalhos forçados.    6544 7 1 34 Os amorreus impeliram os filhos de Dã até a região montanhosa; pois não lhes permitiram descer ao vale.    6545 7 1 35 Os amorreus quiseram também habitar no monte Heres, em Aijalom e em Saalabim; contudo prevaleceu a mão da casa de José, de modo que eles ficaram sujeitos a trabalhos forçados.    6546 7 1 36 E foi o termo dos amorreus desde a subida de Acrabim, desde Sela, e dali para cima.    6547 7 2 1 O anjo do Senhor subiu de Gilgal a Boquim, e disse: Do Egito vos fiz subir, e vos trouxe para a terra que, com juramento, prometi a vossos pais, e vos disse: Nunca violarei e meu pacto convosco;    6548 7 2 2 e, quanto a vós, não fareis pacto com os habitantes desta terra, antes derrubareis os seus altares. Mas vós não obedecestes à minha voz. Por que fizestes isso?    6549 7 2 3 Pelo que também eu disse: Não os expulsarei de diante de vós; antes estarão quais espinhos nas vossas ilhargas, e os seus deuses vos serão por laço.    6550 7 2 4 Tendo o anjo do Senhor falado estas palavras a todos os filhos de Israel, o povo levantou a sua voz e chorou.    6551 7 2 5 Pelo que chamaram àquele lugar Boquim; e ali sacrificaram ao Senhor.    6552 7 2 6 Havendo Josué despedido o povo, foram-se os filhos de Israel, cada um para a sua herança, a fim de possuírem a terra.    6553 7 2 7 O povo serviu ao Senhor todos os dias de Josué, e todos os dias dos anciãos que sobreviveram a Josué e que tinham visto toda aquela grande obra do Senhor, a qual ele fizera a favor de Israel.    6554 7 2 8 Morreu, porém, Josué, filho de Num, servo do Senhor, com a idade de cento e dez anos;    6555 7 2 9 e o sepultaram no território da sua herança, em Timnate-Heres, na região montanhosa de Efraim, para o norte do monte Gaás.    6556 7 2 10 E foi também congregada toda aquela geração a seus pais, e após ela levantou-se outra geração que não conhecia ao Senhor, nem tampouco a obra que ele fizera a Israel.    6557 7 2 11 Então os filhos de Israel fizeram o que era mau aos olhos do Senhor, servindo aos baalins;    6558 7 2 12 abandonaram o Senhor Deus de seus pais, que os tirara da terra do Egito, e foram-se após outros deuses, dentre os deuses dos povos que havia ao redor deles, e os adoraram; e provocaram o Senhor à ira,    6559 7 2 13 abandonando-o, e servindo a baalins e astarotes.    6560 7 2 14 Pelo que a ira do Senhor se acendeu contra Israel, e ele os entregou na mão dos espoliadores, que os despojaram; e os vendeu na mão dos seus inimigos ao redor, de modo que não puderam mais resistir diante deles.    6561 7 2 15 Por onde quer que saíam, a mão do Senhor era contra eles para o mal, como o Senhor tinha dito, e como lho tinha jurado; e estavam em grande aflição.    6562 7 2 16 Mas o Senhor suscitou juízes, que os livraram da mão dos que os espojavam.    6563 7 2 17 Contudo, não deram ouvidos nem aos seus juízes, pois se prostituíram após outros deuses, e os adoraram; depressa se desviaram do caminho, por onde andaram seus pais em obediência aos mandamentos do Senhor; não fizeram como eles.    6564 7 2 18 Quando o Senhor lhes suscitava juízes, ele era com o juiz, e os livrava da mão dos seus inimigos todos os dias daquele juiz; porquanto o Senhor se compadecia deles em razão do seu gemido por causa dos que os oprimiam e afligiam.    6565 7 2 19 Mas depois da morte do juiz, reincidiam e se corrompiam mais do que seus pais, andando após outros deuses, servindo-os e adorando-os; não abandonavam nenhuma das suas práticas, nem a sua obstinação.    6566 7 2 20 Pelo que se acendeu contra Israel a ira do Senhor, e ele disse: Porquanto esta nação violou o meu pacto, que estabeleci com seus pais, não dando ouvidos à minha voz,    6567 7 2 21 eu não expulsarei mais de diante deles nenhuma das nações que Josué deixou quando morreu;    6568 7 2 22 a fim de que, por elas, ponha a prova Israel, se há de guardar, ou não, o caminho do Senhor, como seus pais o guardaram, para nele andar.    6569 7 2 23 Assim o Senhor deixou ficar aquelas nações, e não as desterrou logo, nem as entregou na mão de Josué.    6570 7 3 1 Estas são as nações que o Senhor deixou ficar para, por meio delas, provar a Israel, a todos os que não haviam experimentado nenhuma das guerras de Canaã;    6571 7 3 2 tão-somente para que as gerações dos filhos de Israel delas aprendessem a guerra, pelo menos os que dantes não tinham aprendido.    6572 7 3 3 Estas nações eram: cinco chefes dos filisteus, todos os cananeus, os sidônios, e os heveus que habitavam no monte Líbano, desde o monte Baal-Hermom até a entrada de Hamate.    6573 7 3 4 Estes, pois, deixou ficar, a fim de de por eles provar os filhos de Israel, para saber se dariam ouvidos aos mandamentos do Senhor, que ele tinha ordenado a seus pais por intermédio de Moisés.    6574 7 3 5 Habitando, pois, os filhos de Israel entre os cananeus, os heteus, os amorreus, os perizeus, os heveus e os jebuseus.    6575 7 3 6 tomaram por mulheres as filhas deles, e deram as suas filhas aos filhos dos mesmos, e serviram aos seus deuses.    6576 7 3 7 Assim os filhos de Israel fizeram o que era mau aos olhos do Senhor, esquecendo-se do Senhor seu Deus e servindo aos baalins e às aserotes.    6577 7 3 8 Pelo que a ira do Senhor se acendeu contra Israel, e ele os vendeu na mão de cusã-Risataim, rei da Mesopotâmia; e os filhos de Israel serviram a Cusã-Risataim oito anos.    6578 7 3 9 Mas quando os filhos de Israel clamaram ao Senhor, o Senhor suscitou-lhes um libertador, que os livrou: Otniel, filho de Quenaz, o irmão mais moço de Calebe.    6579 7 3 10 Veio sobre ele o Espírito do Senhor, e ele julgou a Israel; saiu à peleja, e o Senhor lhe entregou Cusã-Risataim, rei da Mesopotâmia, contra o qual prevaleceu a sua mao:    6580 7 3 11 Então a terra teve sossego por quarenta anos; e Otniel, filho de Quenaz, morreu.    6581 7 3 12 Os filhos de Israel tornaram a fazer o que era mau aos olhos do Senhor; então o Senhor fortaleceu a Eglom, rei de Moabe, contra Israel, por terem feito o que era mau aos seus olhos.    6582 7 3 13 Eglom, unindo a si os amonitas e os amalequitas, foi e feriu a Israel, tomando a cidade das palmeiras.    6583 7 3 14 E os filhos de Israel serviram a Eglom, rei de Moabe, dezoito anos.    6584 7 3 15 Mas quando os filhos de Israel clamaram ao Senhor, o Senhor suscitou-lhes um libertador, Eúde, filho de Gêra, benjamita, homem canhoto. E, por seu intermédio, os filhos de Israel enviaram tributo a Eglom, rei de Moabe.    6585 7 3 16 E Eúde fez para si uma espada de dois gumes, de um côvado de comprimento, e cingiu-a à coxa direita, por baixo das vestes.    6586 7 3 17 E levou aquele tributo a Eglom, rei de Moabe. Ora, Eglom era muito gordo:    6587 7 3 18 Quando Eúde acabou de entregar o tributo, despediu a gente que o trouxera.    6588 7 3 19 Ele mesmo, porém, voltou das imagens de escultura que estavam ao pé de Gilgal, e disse: Tenho uma palavra para dizer-te em segredo, ó rei. Disse o rei: Silêncio! E todos os que lhe assistiam saíram da sua presença.    6589 7 3 20 Eúde aproximou-se do rei, que estava sentado a sós no seu quarto de verão, e lhe disse: Tenho uma palavra da parte de Deus para dizer-te. Ao que o rei se levantou da sua cadeira.    6590 7 3 21 Então Eúde, estendendo a mão esquerda, tirou a espada de sobre a coxa direita, e lha cravou no ventre.    6591 7 3 22 O cabo também entrou após a lâmina, e a gordura encerrou a lâmina, pois ele não tirou a espada do ventre:    6592 7 3 23 Então Eúde, saindo ao pórtico, cerrou as portas do quarto e as trancou.    6593 7 3 24 Tendo ele saído vieram os servos do rei; e olharam, e eis que as portas do quarto estavam trancadas. Disseram: Sem dúvida ele está aliviando o ventre na privada do seu quarto.    6594 7 3 25 Assim esperaram até ficarem alarmados, mas ainda não abria as portas do quarto. Então, tomando a chave, abriram-nas, e eis seu senhor estendido morto por terra.    6595 7 3 26 Eúde escapou enquanto eles se demoravam e, tendo passado pelas imagens de escultura, chegou a Seirá.    6596 7 3 27 E assim que chegou, tocou a trombeta na região montanhosa de Efraim; e os filhos de Israel, com ele à frente, desceram das montanhas.    6597 7 3 28 E disse-lhes: Segui-me, porque o Senhor vos entregou nas mãos os vossos inimigos, os moabitas. E desceram após ele, tomaram os vaus do Jordão contra os moabitas, e não deixaram passar a nenhum deles.    6598 7 3 29 E naquela ocasião mataram dos moabitas cerca de dez mil homens, todos robustos e valentes; e não escapou nenhum.    6599 7 3 30 Assim foi subjugado Moabe naquele dia debaixo da mão de Israel; e a terra teve sossego por oitenta anos.    6600 7 3 31 Depois dele levantou-se Sangar, filho de Anate, que matou seiscentos homens dos filisteus com uma aguilhada de bois; ele também libertou a Israel.    6601 7 4 1 Mas os filhos de Israel tornaram a fazer o que era mau aos olhos do Senhor, depois da morte de Eúde.    6602 7 4 2 E o Senhor os vendeu na mão de Jabim, rei de Canaã, que reinava em Hazor; o chefe do seu exército era Sísera, o qual habitava em Harosete dos Gentios.    6603 7 4 3 Então os filhos de Israel clamaram ao Senhor, porquanto Jabim tinha novecentos carros de ferro, e por vinte anos oprimia cruelmente os filhos de Israel.    6604 7 4 4 Ora, Débora, profetisa, mulher de Lapidote, julgava a Israel naquele tempo.    6605 7 4 5 Ela se assentava debaixo da palmeira de Débora, entre Ramá e Betel, na região montanhosa de Efraim; e os filhos de Israel subiam a ter com ela para julgamento.    6606 7 4 6 Mandou ela chamar a Baraque, filho de Abinoão, de Quedes-Naftali, e disse-lhe: Porventura o Senhor Deus de Israel não te ordena, dizendo: Vai, e atrai gente ao monte Tabor, e toma contigo dez mil homens dos filhos de Naftali e dos filhos de Zebulom;    6607 7 4 7 e atrairei a ti, para o ribeiro de Quisom, Sísera, chefe do exército de Jabim; juntamente com os seus carros e com as suas tropas, e to entregarei na mão?    6608 7 4 8 Disse-lhe Baraque: Se fores comigo, irei; porém se não fores, não irei.    6609 7 4 9 Respondeu ela: Certamente irei contigo; porém não será tua a honra desta expedição, pois à mão de uma mulher o Senhor venderá a Sísera. Levantou-se, pois, Débora, e foi com Baraque a Quedes.    6610 7 4 10 Então Baraque convocou a Zebulom e a Naftali em Quedes, e subiram dez mil homens após ele; também Débora subiu com ele.    6611 7 4 11 Ora, Heber, um queneu, se tinha apartado dos queneus, dos filhos de Hobabe, sogro de Moisés, e tinha estendido as suas tendas até o carvalho de Zaananim, que está junto a Quedes.    6612 7 4 12 Anunciaram a Sísera que Baraque, filho de Abinoão, tinha subido ao monte Tabor.    6613 7 4 13 Sísera, pois, ajuntou todos os seus carros, novecentos carros de ferro, e todo o povo que estava com ele, desde Harosete dos Gentios até o ribeiro de Quisom.    6614 7 4 14 Então disse Débora a Baraque: Levanta-te, porque este é o dia em que o Senhor entregou Sísera na tua mão; porventura o Senhor não saiu adiante de ti? Baraque, pois, desceu do monte Tabor, e dez mil homens após ele.    6615 7 4 15 E o Senhor desbaratou a Sísera, com todos os seus carros e todo o seu exército, ao fio da espada, diante de Baraque; e Sísera, descendo do seu carro, fugiu a pé.    6616 7 4 16 Mas Baraque perseguiu os carros e o exército, até Harosete dos Gentios; e todo o exército de Sísera caiu ao fio da espada; não restou um só homem.    6617 7 4 17 Entretanto Sísera fugiu a pé para a tenda de Jael, mulher de Heber, o queneu, porquanto havia paz entre Jabim, rei de Hazor, e a casa de Heber, o queneu.    6618 7 4 18 Saindo Jael ao encontro de Sísera, disse-lhe: Entra, senhor meu, entra aqui; não temas. Ele entrou na sua tenda; e ela o cobriu com uma coberta.    6619 7 4 19 Então ele lhe disse: Peço-te que me dês a beber um pouco d`água, porque tenho sede. Então ela abriu um odre de leite, e deu-lhe de beber, e o cobriu.    6620 7 4 20 Disse-lhe ele mais: Põe-te à porta da tenda; e se alguém vier e te perguntar: Está aqui algum homem? responderás: Não.    6621 7 4 21 Então Jael, mulher de Heber, tomou uma estaca da tenda e, levando um martelo, chegou-se de mansinho a ele e lhe cravou a estaca na fonte, de sorte que penetrou na terra; pois ele estava num profundo sono e mui cansado. E assim morreu.    6622 7 4 22 E eis que, seguindo Baraque a Sísera, Jael lhe saiu ao encontro e disse-lhe: Vem, e mostrar-te-ei o homem a quem procuras. Entrou ele na tenda; e eis que Sísera jazia morto, com a estaca na fonte.    6623 7 4 23 Assim Deus naquele dia humilhou a Jabim, rei de Canaã, diante dos filhos de Israel.    6624 7 4 24 E a mão dos filhos de Israel prevalecia cada vez mais contra Jabim, rei de Canaã, até que o destruíram.    6625 7 5 1 Então cantaram Débora e Baraque, filho de Abinoão, naquele dia, dizendo:    6626 7 5 2 Porquanto os chefes se puseram à frente em Israel, porquanto o povo se ofereceu voluntariamente, louvai ao Senhor.    6627 7 5 3 Ouvi, ó reis; dai ouvidos, ó príncipes! eu cantarei ao Senhor, salmodiarei ao Senhor Deus de Israel.    6628 7 5 4 ç Senhor, quando saíste de Seir, quando caminhaste desde o campo de Edom, a terra estremeceu, os céus gotejaram, sim, as nuvens gotejaram águas.    6629 7 5 5 Os montes se abalaram diante do Senhor, e até Sinai, diante do Senhor Deus de Israel.    6630 7 5 6 Nos dias de Sangar, filho de Anate, nos dias de Jael, cessaram as caravanas; e os que viajavam iam por atalhos desviados.    6631 7 5 7 Cessaram as aldeias em Israel, cessaram; até que eu Débora, me levantei, até que eu me levantei por mãe em Israel.    6632 7 5 8 Escolheram deuses novos; logo a guerra estava às portas; via-se porventura escudo ou lança entre quarenta mil em Israel?    6633 7 5 9 Meu coração inclina-se para os guias de Israel, que voluntariamente se ofereceram entre o povo. Bendizei ao Senhor.    6634 7 5 10 Louvai-o vós, os que cavalgais sobre jumentas brancas, que vos assentais sobre ricos tapetes; e vós, que andais pelo caminho.    6635 7 5 11 Onde se ouve o estrondo dos flecheiros, entre os lugares onde se tiram águas, ali falarão das justiças do Senhor, das justiças que fez às suas aldeias em Israel; então o povo do Senhor descia às portas.    6636 7 5 12 Desperta, desperta, Débora; desperta, desperta, entoa um cântico; levanta-te, Baraque, e leva em cativeiro os teus prisioneiros, tu, filho de Abinoão.    6637 7 5 13 Então desceu o restante dos nobres e do povo; desceu o Senhor por mim contra os poderosos.    6638 7 5 14 De Efraim desceram os que tinham a sua raiz em Amaleque, após ti, Benjamim, entre os teus povos; de Maquir desceram os guias, e de Zebulom os que levam o báculo do inspetor de tropas.    6639 7 5 15 Também os príncipes de Issacar estavam com Débora; e como Issacar, assim também Baraque; ao vale precipitaram-se em suas pegadas. Junto aos ribeiros de Rúben grandes foram as resoluções do coração.    6640 7 5 16 Por que ficastes entre os currais a escutar os balidos dos rebanhos? Junto aos ribeiros de Rúben grandes foram as resoluções do coração.    6641 7 5 17 Gileade ficou da banda dalém do Jordão; e Dã, por que se deteve com seus navios? Aser se assentou na costa do mar e ficou junto aos seus portos.    6642 7 5 18 Zebulom é um povo que se expôs à morte, como também Naftali, nas alturas do campo.    6643 7 5 19 Vieram reis e pelejaram; pelejaram os reis de Canaã, em Taanaque junto às águas de Megido; não tomaram despojo de prata.    6644 7 5 20 Desde os céus pelejaram as estrelas; desde as suas órbitas pelejaram contra Sísera.    6645 7 5 21 O ribeiro de Quisom os arrastou, aquele antigo ribeiro, o ribeiro de Quisom. Ó minha alma, calcaste aos pés a força.    6646 7 5 22 Então os cascos dos cavalos feriram a terra na fuga precipitada dos seus valentes.    6647 7 5 23 Amaldiçoai a Meroz, diz o anjo do Senhor, amaldiçoai acremente aos seus habitantes; porquanto não vieram em socorro do Senhor, em socorro do Senhor, entre os valentes.    6648 7 5 24 Bendita entre todas as mulheres será Jael, mulher de Heber, o queneu; bendita será entre as mulheres nômades.    6649 7 5 25 Água pediu ele, leite lhe deu ela; em taça de príncipes lhe ofereceu coalhada.    6650 7 5 26 Â estaca estendeu a mão esquerda, e ao martelo dos trabalhadores a direita, e matou a Sísera, rachando-lhe a cabeça; furou e traspassou-lhe as fontes.    6651 7 5 27 Aos pés dela ele se encurvou, caiu, ficou estirado; aos pés dela se encurvou, caiu; onde se encurvou, ali caiu morto.    6652 7 5 28 A mãe de Sísera olhando pela janela, através da grade exclamava: Por que tarda em vir o seu carro? por que se demora o rumor das suas carruagens?    6653 7 5 29 As mais sábias das suas damas responderam, e ela respondia a si mesma:    6654 7 5 30 Não estão, porventura, achando e repartindo os despojos? uma ou duas donzelas a cada homem? para Sísera despojos de estofos tintos, despojos de estofos tintos bordados, bordados de várias cores, para o meu pescoço?    6655 7 5 31 Assim ó Senhor, pereçam todos os teus inimigos! Sejam, porém, os que te amam, como o sol quando se levanta na sua força.   [5:32] E a terra teve sossego por quarenta anos.    6656 7 6 1 Mas os filhos de Israel fizeram o que era mau aos olhos do Senhor, e o Senhor os entregou na mão de Midiã por sete anos.    6657 7 6 2 Prevalecia, pois, a mão de Midiã sobre Israel e, por causa de Midiã, fizeram os filhos de Israel para si as covas que estão nos montes, as cavernas e as fortalezas.    6658 7 6 3 Porque sucedia que, havendo Israel semeado, subiam contra ele os midianitas, os amalequitas e os filhos do oriente;    6659 7 6 4 e, acampando-se contra ele, destruíam o produto da terra até chegarem a Gaza, e não deixavam mantimento em Israel, nem ovelhas, nem bois, nem jumentos.    6660 7 6 5 Porque subiam com os seus rebanhos e tendas; vinham em multidão, como gafanhotos; tanto eles como os seus camelos eram inumeráveis; e entravam na terra, para a destruir.    6661 7 6 6 Assim Israel se enfraqueceu muito por causa dos midianitas; então os filhos de Israel clamaram ao Senhor.    6662 7 6 7 E sucedeu que, clamando eles ao Senhor por causa dos midianitas,    6663 7 6 8 enviou-lhes o Senhor um profeta, que lhes disse: Assim diz o Senhor, Deus de Israel: Do Egito eu vos fiz subir, e vos tirei da casa da servidão;    6664 7 6 9 livrei-vos da mão dos egípcios, e da mão de todos quantos vos oprimiam, e os expulsei de diante de vós, e a vós vos dei a sua terra.    6665 7 6 10 Também eu vos disse: Eu sou o Senhor vosso Deus; não temais aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais. Mas não destes ouvidos à minha voz.    6666 7 6 11 Então o anjo do Senhor veio, e sentou-se debaixo do carvalho que estava em Ofra e que pertencia a Joás, abiezrita, cujo filho Gideão estava malhando o trigo no lagar para o esconder dos midianitas.    6667 7 6 12 Apareceu-lhe então o anjo do Senhor e lhe disse: O Senhor é contigo, ó homem valoroso.    6668 7 6 13 Gideão lhe respondeu: Ai, senhor meu, se o Senhor é conosco, por que tudo nos sobreveio? e onde estão todas as suas maravilhas que nossos pais nos contaram, dizendo: Não nos fez o Senhor subir do Egito? Agora, porém, o Senhor nos desamparou, e nos entregou na mão de Midiã.    6669 7 6 14 Virou-se o Senhor para ele e lhe disse: Vai nesta tua força, e livra a Israel da mão de Midiã; porventura não te envio eu?    6670 7 6 15 Replicou-lhe Gideão: Ai, senhor meu, com que livrarei a Israel? eis que a minha família é a mais pobre em Manassés, e eu o menor na casa de meu pai.    6671 7 6 16 Tornou-lhe o Senhor: Porquanto eu hei de ser contigo, tu ferirás aos midianitas como a um só homem.    6672 7 6 17 Prosseguiu Gideão: Se agora tenho achado graça aos teus olhos, dá-me um sinal de que és tu que falas comigo.    6673 7 6 18 Rogo-te que não te apartes daqui até que eu volte trazendo do meu presente e o ponha diante de ti. Respondeu ele: Esperarei até que voltes.    6674 7 6 19 Entrou, pois, Gideão, preparou um cabrito e fez, com uma e efa de farinha, bolos ázimos; pôs a carne num cesto e o caldo numa panela e, trazendo para debaixo do carvalho, lho apresentou.    6675 7 6 20 Mas o anjo de Deus lhe disse: Toma a carne e os bolos ázimos, e põe-nos sobre esta rocha e derrama-lhes por cima o caldo. E ele assim fez.    6676 7 6 21 E o anjo do Senhor estendeu a ponta do cajado que tinha na mão, e tocou a carne e os bolos ázimos; então subiu fogo da rocha, e consumiu a carne e os bolos ázimos; e o anjo do Senhor desapareceu-lhe da vista.    6677 7 6 22 Vendo Gideão que era o anjo do Senhor, disse: Ai de mim, Senhor Deus! pois eu vi o anjo do Senhor face a face.    6678 7 6 23 Porém o Senhor lhe disse: Paz seja contigo, não temas; não morrerás.    6679 7 6 24 Então Gideão edificou ali um altar ao Senhor, e lhe chamou Jeová-Salom; e ainda até o dia de hoje está o altar em Ofra dos abiezritas.    6680 7 6 25 Naquela mesma noite, disse o Senhor a Gidão: Toma um dos bois de teu pai, a saber, o segundo boi de sete anos, e derriba o altar de Baal, que é de teu pai, e corta a asera que está ao pé dele.    6681 7 6 26 Edifica ao Senhor teu Deus um altar no cume deste lugar forte, na forma devida; toma o segundo boi, e o oferece em holocausto, com a lenha da asera que cortares    6682 7 6 27 Então Gideão tomou dez homens dentre os seus servos, e fez como o Senhor lhe dissera; porém, temendo ele a casa de seu pai e os homens daquela cidade, não o fez de dia, mas de noite.    6683 7 6 28 Levantando-se, pois, os homens daquela cidade, de madrugada, eis que estava o altar de Baal derribado, cortada a asera que estivera ao pé dele, e o segundo boi oferecido no altar que fora edificado.    6684 7 6 29 Pelo que disseram uns aos outros: Quem fez isto? E, depois de investigarem e inquirirem, disseram: Gideão, filho de Joás, é quem fez isto.    6685 7 6 30 Então os homens daquela cidade disseram a Joás: Tira para fora teu filho, para que morra, porque derribou o altar de Baal e cortou a asera que estava ao pé dele.    6686 7 6 31 Joás, porém, disse a todos os que se puseram contra ele: Contendereis vós por Baal? livrá-lo-eis vós? Qualquer que por ele contender, ainda esta manhã será morto; se ele é deus, por si mesmo contenda, pois foi derribado o seu altar.    6687 7 6 32 Pelo que naquele dia chamaram a Gidão Jerubaal, dizendo: Baal contenda contra ele, pois derribou o seu altar.    6688 7 6 33 Então todos os midianitas, os amalequitas e os filhos do oriente se ajuntaram e, passando o Jordão, acamparam no vale de Jizreel.    6689 7 6 34 Mas o Espírito do Senhor apoderou-se de Gideão; e tocando ele a trombeta, os abiezritas se ajuntaram após ele.    6690 7 6 35 E enviou mensageiros por toda a tribo de Manassés, que também se ajuntou após ele; e ainda enviou mensageiros a Aser, a Zebulom e a Naftali, que lhe saíram ao encontro.    6691 7 6 36 Disse Gideão a Deus: Se hás de livrar a Israel por minha mão, como disseste,    6692 7 6 37 eis que eu porei um velo de lã na eira; se o orvalho estiver somente no velo, e toda a terra ficar enxuta, então conhecerei que hás de livrar a Israel por minha mão, como disseste.    6693 7 6 38 E assim foi; pois, levantando-se de madrugada no dia seguinte, apertou o velo, e espremeu dele o orvalho, que encheu uma taça.    6694 7 6 39 Disse mais Gideão a Deus: Não se acenda contra mim a tua ira se ainda falar só esta vez. Permite que só mais esta vez eu faça prova com o velo; rogo-te que só o velo fique enxuto, e em toda a terra haja orvalho.    6695 7 6 40 E Deus assim fez naquela noite; pois só o velo estava enxuto, e sobre toda a terra havia orvalho.    6696 7 7 1 Então Jerubaal, que é Gideão, e todo o povo que estava com ele, levantando-se de madrugada acamparam junto à fonte de Harode; e o arraial de Midiã estava da banda do norte, perto do outeiro de Moré, no vale.    6697 7 7 2 Disse o Senhor a Gideão: O povo que está contigo é demais para eu entregar os midianitas em sua mão; não seja caso que Israel se glorie contra mim, dizendo: Foi a minha própria mão que me livrou.    6698 7 7 3 Agora, pois, apregoa aos ouvidos do povo, dizendo: Quem for medroso e tímido volte, e retire-se do monte Gileade. Então voltaram do povo vinte e dois mil, e dez mil ficaram.    6699 7 7 4 Disse mais o Senhor a Gideão: Ainda são muitos. Faze-os descer às águas, e ali os provarei; e será que, aquele de que eu te disser: Este irá contigo, esse contigo irá; porém todo aquele de que eu te disser: Este não irá contigo, esse não irá.    6700 7 7 5 E Gideão fez descer o povo às águas. Então o Senhor lhe disse: Qualquer que lamber as águas com a língua, como faz o cão, a esse porás de um lado; e a todo aquele que se ajoelhar para beber, porás do outro.    6701 7 7 6 E foi o número dos que lamberam a água, levando a mão à boca, trezentos homens; mas todo o resto do povo se ajoelhou para beber.    6702 7 7 7 Disse ainda o Senhor a Gideão: Com estes trezentos homens que lamberam a água vos livrarei, e entregarei os midianitas na tua mão; mas, quanto ao resto do povo, volte cada um ao seu lugar.    6703 7 7 8 E o povo tomou na sua mão as provisões e as suas trombetas, e Gideão enviou todos os outros homens de Israel cada um à sua tenda, porém reteve os trezentos. O arraial de Midiã estava embaixo no vale.    6704 7 7 9 Naquela mesma noite disse o Senhor a Gideão: Levanta-te, e desce contra o arraial, porque eu o entreguei na tua mão.    6705 7 7 10 Mas se tens medo de descer, vai com o teu moço, Purá, ao arraial;    6706 7 7 11 ouvirás o que dizem, e serão fortalecidas as tuas mãos para desceres contra o arraial. Então desceu ele com e seu moço, Purá, até o posto avançado das sentinelas do arraial.    6707 7 7 12 Os midianitas, os amalequitas, e todos os filhos do oriente jaziam no vale, como gafanhotos em multidão; e os seus camelos eram inumeráveis, como a areia na praia do mar.    6708 7 7 13 No momento em que Gideão chegou, um homem estava contando ao seu companheiro um sonho, e dizia: Eu tive um sonho; eis que um pão de cevada vinha rolando sobre o arraial dos midianitas e, chegando a uma tenda, bateu nela de sorte a fazê-la cair, e a virou de cima para baixo, e ela ficou estendida por terra.    6709 7 7 14 Ao que respondeu o seu companheiro, dizendo: Isso não é outra coisa senão a espada de Gideão, filho de Joás, varão israelita. Na sua mão Deus entregou Midiã e todo este arraial.    6710 7 7 15 Quando Gideão ouviu a narração do sonho e a sua interpretação, adorou a Deus; e voltando ao arraial de Israel, disse: Levantai-vos, porque o Senhor entregou nas vossas mãos o arraial de Midiã.    6711 7 7 16 Então dividiu os trezentos homens em três companhias, pôs nas mãos de cada um deles trombetas, e cântaros vazios contendo tochas acesas,    6712 7 7 17 e disse-lhes: Olhai para mim, e fazei como eu fizer; e eis que chegando eu à extremidade do arraial, como eu fizer, assim fareis vós.    6713 7 7 18 Quando eu tocar a trombeta, eu e todos os que comigo estiverem, tocai também vós as trombetas ao redor de todo o arraial, e dizei: Pelo Senhor e por Gideão!    6714 7 7 19 Gideão, pois, e os cem homens que estavam com ele chegaram à extremidade do arraial, ao princípio da vigília do meio, havendo sido de pouco colocadas as guardas; então tocaram as trombetas e despedaçaram os cântaros que tinham nas mãos.    6715 7 7 20 Assim tocaram as três companhias as trombetas, despedaçaram os cântaros, segurando com as mãos esquerdas as tochas e com as direitas as trombetas para as tocarem, e clamaram: A espada do Senhor e de Gideão!    6716 7 7 21 E conservou-se cada um no seu lugar ao redor do arraial; então todo o exército deitou a correr e, gritando, fugiu.    6717 7 7 22 Pois, ao tocarem os trezentos as trombetas, o Senhor tornou a espada de um contra o outro, e isto em todo o arraial, e fugiram até Bete-Sita, em direção de Zererá, até os limites de Abel-Meolá, junto a Tabate.    6718 7 7 23 Então os homens de Israel, das tribos de Naftali, de Aser e de todo o Manassés, foram convocados e perseguiram a Midiã.    6719 7 7 24 Também Gideão enviou mensageiros por toda a região montanhosa de Efraim, dizendo: Descei ao encontro de Midiã, e ocupai-lhe as águas até Bete-Bara, e também o Jordão. Convocados, pois todos os homens de Efraim, tomaram-lhe as águas até Bete-Bara, e também o Jordão;    6720 7 7 25 e prenderam dois príncipes de Midiã, Orebe e Zeebe; e mataram Orebe na penha de Orebe, e Zeebe mataram no lagar de Zeebe, e perseguiram a Midiã; e trouxeram as cabeças de Orebe e de Zeebe a Gideão, além do Jordão.    6721 7 8 1 Então os homens de Efraim lhe disseram: Que é isto que nos fizeste, não nos chamando quando foste pelejar contra Midiã? E repreenderam-no asperamente.    6722 7 8 2 Ele, porém, lhes respondeu: Que fiz eu agora em comparação ao que vós fizestes? Não são porventura os rabiscos de Efraim melhores do que a vindima de Abiezer?    6723 7 8 3 Deus entregou na vossa mão os príncipes de Midiã, Orebe e Zeebe; que, pois, pude eu fazer em comparação ao que vós fizestes? Então a sua ira se abrandou para com ele, quando falou esta palavra.    6724 7 8 4 E Gideão veio ao Jordão e o atravessou, ele e os trezentos homens que estavam com ele, fatigados, mas ainda perseguindo.    6725 7 8 5 Disse, pois, aos homens de Sucote: Dai, peço-vos, uns pães ao povo que me segue, porquanto está fatigado, e eu vou perseguindo a Zeba e Zalmuna, reis os midianitas.    6726 7 8 6 Mas os príncipes de Sucote responderam: Já estão em teu poder as mãos de Zebá e Zalmuna, para que demos pão ao teu exército?    6727 7 8 7 Replicou-lhes Gideão: Pois quando o Senhor entregar na minha mão a Zebá e a Zalmuna, trilharei a vossa carne com os espinhos do deserto e com os abrolhos.    6728 7 8 8 Dali subiu a Penuel, e falou da mesma maneira aos homens desse lugar, que lhe responderam como os homens de Sucote lhe haviam respondido.    6729 7 8 9 Por isso falou também aos homens de Penuel, dizendo: Quando eu voltar em paz, derribarei esta torre.    6730 7 8 10 Zebá e Zalmuna estavam em Carcor com o seu exército, cerca de quinze mil homens, os restantes de todo o exército dos filhos do oriente; pois haviam caído cento e vinte mil homens que puxavam da espada.    6731 7 8 11 subiu Gideão pelo caminho dos que habitavam em tendas, ao oriente de Nobá e Jogbeá, e feriu aquele exército, porquanto se dava por seguro.    6732 7 8 12 E, fugindo Zebá e Zalmuna, Gideão os perseguiu, tomou presos esses dois reis dos midianitas e desbaratou todo o exército.    6733 7 8 13 Voltando, pois, Gideão, filho de Joás, da peleja pela subida de Heres,    6734 7 8 14 tomou preso a um moço dos homens de Sucote, e o inquiriu; este lhe deu por escrito os nomes dos príncipes de Sucote, e dos seus anciãos, setenta e sete homens.    6735 7 8 15 Então veio aos homens de Sucote, e disse: Eis aqui Zebá e Zalmuna, a respeito dos quais me escarnecestes, dizendo: Porventura já estão em teu poder as mãos de Zebá e Zalmuna, para que demos pão aos teus homens fatigados?    6736 7 8 16 Nisso tomou os anciãos da cidade, e espinhos e abrolhos do deserto, e com eles ensinou aos homens de Sucote.    6737 7 8 17 Também derrubou a torre de Penuel, e matou os homens da cidade.    6738 7 8 18 Depois perguntou a Zebá e a Zalmuna: Como eram os homens que matastes em Tabor? E responderam eles: Qual és tu, tais eram eles; cada um parecia filho de rei.    6739 7 8 19 Então disse ele: Eram meus irmãos, filhos de minha mãe; vive o Senhor, que se lhes tivésseis poupado a vida, eu não vos mataria.    6740 7 8 20 E disse a Jeter, seu primogênito: Levanta-te, mata-os. O mancebo, porém, não puxou da espada, porque temia, porquanto ainda era muito moço.    6741 7 8 21 Então disseram Zebá e Zalmuna: Levanta-te tu mesmo, e acomete-nos; porque, qual o homem, tal a sua força. Levantando-se, pois, Gideão, matou Zebá e Zalmuna, e tomou os crescentes que estavam aos pescoços dos seus camelos.    6742 7 8 22 Então os homens de Israel disseram a Gideão: Domina sobre nós, assim tu, como teu filho, e o filho de teu filho; porquanto nos livraste da mão de Midiã.    6743 7 8 23 Gideão, porém, lhes respondeu: Nem eu dominarei sobre vós, nem meu filho, mas o Senhor sobre vós dominará.    6744 7 8 24 Disse-lhes mais Gideão: uma petição vos farei: dá-me, cada um de vós, as arrecadas do despojo. (Porque os inimigos tinham arrecadas de ouro, porquanto eram ismaelitas) .    6745 7 8 25 Ao que disseram eles: De boa vontade as daremos. E estenderam uma capa, na qual cada um deles deitou as arrecadas do seu despojo.    6746 7 8 26 E foi o peso das arrecadas de ouro que ele pediu, mil e setecentos siclos de ouro, afora os crescentes, as cadeias e as vestes de púrpura que os reis de Midiã trajavam, afora as correntes que os camelos traziam ao pescoço.    6747 7 8 27 Disso fez Gideão um éfode, e o pôs na sua cidade, em Ofra; e todo o Israel se prostituiu ali após ele; e foi um laço para Gideão e para sua casa.    6748 7 8 28 Assim foram abatidos os midianitas diante dos filhos de Israel, e nunca mais levantaram a cabeça. E a terra teve sossego, por quarenta anos nos dias de Gideão.    6749 7 8 29 Então foi Jerubaal, filho de Joás, e habitou em sua casa.    6750 7 8 30 Gideão teve setenta filhos, que procederam da sua coxa, porque tinha muitas mulheres.    6751 7 8 31 A sua concubina que estava em Siquém deu-lhe também um filho; e pôs-lhe por nome Abimeleque.    6752 7 8 32 Morreu Gideão, filho de Joás, numa boa velhice, e foi sepultado no sepulcro de seu pai Joás, em Ofra dos abiezritas.    6753 7 8 33 Depois da morte de Gideão os filhos de Israel tornaram a se prostituir após os baalins, e puseram a Baal-Berite por deus.    6754 7 8 34 Assim os filhos de Israel não se lembraram do Senhor seu Deus, que os livrara da mão de todos os seus inimigos ao redor;    6755 7 8 35 nem usaram de beneficência para com a casa de Jerubaal, a saber, de Gideão, segundo todo o bem que ele havia feito a Israel.    6756 7 9 1 Abimeleque, filho de Jerubaal, foi a Siquém, aos irmãos de sua mãe, e falou-lhes, e a toda a parentela da casa de pai de sua mãe, dizendo:    6757 7 9 2 Falai, peço-vos, aos ouvidos de todos os cidadãos de Siquém: Que é melhor para vós? que setenta homens, todos os filhos de Jerubaal, dominem sobre vós, ou que um só domine sobre vós? Lembrai-vos também de que sou vosso osso e vossa carne.    6758 7 9 3 Então os irmãos de sua mãe falaram todas essas palavras a respeito dele aos ouvidos de todos os cidadãos de Siquém; e o coração deles se inclinou a seguir Abimeleque; pois disseram: E nosso irmão.    6759 7 9 4 E deram-lhe setenta siclos de prata, da casa de Baal-Berite, com os quais alugou Abimeleque alguns homens ociosos e le9    6760 7 9 5 e foi à casa de seu pai, a Ofra, e matou a seus irmãos, os filhos de Jerubaal, setenta homens, sobre uma só pedra. Mas Jotão, filho menor de Jerubaal, ficou, porquanto se tinha escondido.    6761 7 9 6 Então se ajuntaram todos os cidadãos de Siquém e toda a Bete-Milo, e foram, e constituíram rei a Abimeleque, junto ao carvalho da coluna que havia em Siquém.    6762 7 9 7 Jotão, tendo sido avisado disso, foi e, pondo-se no cume do monte Gerizim, levantou a voz e clamou, dizendo: Ouvi-me a mim, cidadãos de Siquém, para que Deus: vos ouça a vos.    6763 7 9 8 Foram uma vez as árvores a ungir para si um rei; e disseram à oliveira: Reina tu sobre nós.    6764 7 9 9 Mas a oliveira lhes respondeu: Deixaria eu a minha gordura, que Deus e os homens em mim prezam, para ir balouçar sobre as árvores?    6765 7 9 10 Então disseram as árvores à figueira: Vem tu, e reina sobre nós.    6766 7 9 11 Mas a figueira lhes respondeu: Deixaria eu a minha doçura, o meu bom fruto, para ir balouçar sobre as árvores?    6767 7 9 12 Disseram então as árvores à videira: Vem tu, e reina sobre nós.    6768 7 9 13 Mas a videira lhes respondeu: Deixaria eu o meu mosto, que alegra a Deus e aos homens, para ir balouçar sobre as árvores?    6769 7 9 14 Então todas as árvores disseram ao espinheiro: Vem tu, e reina sobre nós.    6770 7 9 15 O espinheiro, porém, respondeu às árvores: Se de boa fé me ungis por vosso rei, vinde refugiar-vos debaixo da minha sombra; mas, se não, saia fogo do espinheiro, e devore os cedros do Líbano.    6771 7 9 16 Agora, pois, se de boa fé e com retidão procedestes, constituindo rei a Abimeleque, e se bem fizestes para com Jerubaal e para com a sua casa, e se com ele usastes conforme o merecimento das suas mãos    6772 7 9 17 (porque meu pai pelejou por vós, desprezando a própria vida, e vos livrou da mão de Midiã;    6773 7 9 18 porém vós hoje vos levantastes contra a casa de meu pai, e matastes a seus filhos, setenta homens, sobre uma só pedra; e a Abimeleque, filho da sua serva, fizestes reinar sobre os cidadãos de Siquém, porque é vosso irmão);    6774 7 9 19 se de boa fé e com retidão procedestes hoje para com Jerubaal e para com a sua casa, alegrai-vos em Abimeleque, e também ele se alegre em vós;    6775 7 9 20 mas se não, saia fogo de Abimeleque, e devore os cidadãos de Siquém, e a Bete-Milo; e saia fogo dos cidadãos de Siquém e de Bete-Milo, e devore Abimeleque.    6776 7 9 21 E partindo Jotão, fugiu e foi para Beer, e ali habitou, por medo de Abimeleque, seu irmão.    6777 7 9 22 Havendo Abimeleque reinado três anos sobre Israel,    6778 7 9 23 Deus suscitou um espírito mau entre Abimeleque e os cidadãos de Siquém; e estes procederam aleivosamente para com Abimeleque;    6779 7 9 24 para que a violência praticada contra os setenta filhos de Jerubaal, como também o sangue deles, recaíssem sobre Abimeleque, seu irmão, que os matara, e sobre os cidadãos de Siquém, que fortaleceram as mãos dele para matar a seus irmãos.    6780 7 9 25 E os cidadãos de Siquém puseram de emboscada contra ele, sobre os cumes dos montes, homens que roubavam a todo aquele que passava por eles no caminho. E contou-se isto a Abimeleque.    6781 7 9 26 Também veio Gaal, filho de Ebede, com seus irmãos, e estabeleceu-se em Siquém; e confiaram nele os cidadãos de Siquém.    6782 7 9 27 Saindo ao campo, vindimaram as suas vinhas, pisaram as uvas e fizeram uma festa; e, entrando na casa de seu deus, comeram e beberam, e amaldiçoaram a Abimeleque.    6783 7 9 28 E disse Gaal, filho de Ebede: Quem é Abimeleque, e quem é Siquém, para que sirvamos a Abimeleque? não é, porventura, filho de Jerubaal? e não é Zebul o seu mordomo? Servi antes aos homens de Hamor, pai de Siquém; pois, por que razão serviríamos nós a Abimeleque?    6784 7 9 29 Ah! se este povo estivesse sob a minha mão, eu transtornaria a Abimeleque. Eu lhe diria: Multiplica o teu exército, e vem.    6785 7 9 30 Quando Zebul, o governador da cidade, ouviu as palavras de Gaal, filho de Ebede, acendeu-se em ira.    6786 7 9 31 E enviou secretamente mensageiros a Abimeleque, para lhe dizerem: Eis que Gaal, filho de Ebede, e seus irmãos vieram a Siquém, e estão sublevando a cidade contra ti.    6787 7 9 32 Levanta-te, pois, de noite, tu e o povo que tiveres contigo, e põe-te de emboscada no campo.    6788 7 9 33 E pela manhã, ao nascer do sol, levanta-te, e dá de golpe sobre a cidade; e, saindo contra ti Gaal e o povo que tiver com ele, faze-lhe como te permitirem as circunstâncias.    6789 7 9 34 Levantou-se, pois, de noite Abimeleque, e todo o povo que com ele havia, e puseram emboscadas a Siquém, em quatro bandos.    6790 7 9 35 E Gaal, filho de Ebede, saiu e pôs-se à entrada da porta da cidade; e das emboscadas se levantou Abimeleque, e todo o povo que estava com ele.    6791 7 9 36 Quando Gaal viu aquele povo, disse a Zebul: Eis que desce gente dos cumes dos montes. Respondeu-lhe Zebul: Tu vês as sombras dos montes como se fossem homens.    6792 7 9 37 Gaal, porém, tornou a falar, e disse: Eis que desce gente do meio da terra; também vem uma tropa do caminho do carvalho de Meonenim.    6793 7 9 38 Então lhe disse Zebul: Onde está agora a tua boca, com a qual dizias: Quem é Abimeleque, para que o sirvamos? Não é esse, porventura, o povo que desprezaste. Sai agora e peleja contra ele!    6794 7 9 39 Assim saiu Gaal, à frente dos cidadãos de Siquém, e pelejou contra Abimeleque.    6795 7 9 40 Mas Abimeleque o perseguiu, pois Gaal fugiu diante dele, e muitos caíram feridos até a entrada da porta.    6796 7 9 41 Abimeleque ficou em Arumá. E Zebul expulsou Gaal e seus irmãos, para que não habitassem em Siquém.    6797 7 9 42 No dia seguinte sucedeu que o povo saiu ao campo; disto foi avisado Abimeleque,    6798 7 9 43 o qual, tomando o seu povo, dividiu-o em três bandos, que pôs de emboscada no campo. Quando viu que o povo saía da cidade, levantou-se contra ele e o feriu.    6799 7 9 44 Abimeleque e os que estavam com ele correram e se puseram à porta da cidade; e os outros dois bandos deram de improviso sobre todos quantos estavam no campo, e os feriram.    6800 7 9 45 Abimeleque pelejou contra a cidade todo aquele dia, tomou-a e matou o povo que nela se achava; e, assolando-a, a semeou de sal.    6801 7 9 46 Tendo ouvido isso todos os cidadãos de Migdol-Siquém, entraram na fortaleza, na casa de El-Berite.    6802 7 9 47 E contou-se a Abimeleque que todos os cidadãos de Migbol-Siquém se haviam congregado.    6803 7 9 48 Então Abimeleque subiu ao monte Zalmom, ele e todo o povo que com ele havia; e, tomando na mão um machado, cortou um ramo de árvore e, levantando-o, pô-lo ao seu ombro, e disse ao povo que estava com ele: O que me vistes fazer, apressai-vos a fazê-lo também.    6804 7 9 49 Tendo, pois, cada um cortado o seu ramo, seguiram a Abimeleque; e, pondo os ramos junto da fortaleza, queimaram-na a fogo com os que nela estavam; de modo que morreram também todos os de Migdol-Siquém, cerca de mil homens e mulheres.    6805 7 9 50 Então Abimeleque foi a Tebez, e a sitiou e tomou.    6806 7 9 51 Havia, porém, no meio da cidade uma torre forte, na qual se refugiaram todos os habitantes da cidade, homens e mulheres; e fechando após si as portas, subiram ao eirado da torre.    6807 7 9 52 E Abimeleque, tendo chegado até a torre, atacou-a, e chegou-se à porta da torre, para lhe meter fogo.    6808 7 9 53 Nisso uma mulher lançou a pedra superior de um moinho sobre a cabeça de Abimeleque, e quebrou-lhe o crânio.    6809 7 9 54 Então ele chamou depressa o moço, seu escudeiro, e disse-lhe: Desembainha a tua espada e mata-me, para que não se diga de mim: uma mulher o matou. E o moço o traspassou e ele morreu.    6810 7 9 55 Vendo, pois, os homens de Israel que Abimeleque já era morto, foram-se cada um para o seu lugar.    6811 7 9 56 Assim Deus fez tornar sobre Abimeleque o mal que tinha feito a seu pai, matando seus setenta irmãos;    6812 7 9 57 como também fez tornar sobre a cabeça dos homens de Siquém todo o mal que fizeram; e veio sobre eles a maldição de Jotão, filho de Jerubaal.    6813 7 10 1 Depois de Abimeleque levantou-se, para livrar a Israel, Tola, filho de Puva, filho de Dodó, homem de Issacar, que habitava em Samir, na região montanhosa de Efraim.    6814 7 10 2 Ele julgou a Israel vinte e três anos; e morreu, e foi sepultado em Samir.    6815 7 10 3 Depois dele levantou-se Jair, gileadita, que julgou a Israel vinte e dois anos.    6816 7 10 4 Ele tinha trinta filhos, que cavalgavam sobre trinta jumentos; e tinham estes trinta cidades, que se chamam Havote-Jair, até a dia de hoje, as quais estão na terra de Gileade.    6817 7 10 5 Morreu Jair, e foi sepultado em Camom.    6818 7 10 6 Então tornaram os filhos de Israel a fazer e que era mau aos olhos do Senhor, e serviram aos baalins, e às astarotes, e aos deuses da Síria, e aos de Sidom, e de Moabe, e dos amonitas, e dos filisteus; e abandonaram o Senhor, e não o serviram.    6819 7 10 7 Pelo que a ira do Senhor se acendeu contra Israel, e ele os vendeu na mão dos filisteus e na mão dos amonitas,    6820 7 10 8 os quais naquele mesmo ano começaram a vexá-los e oprimi-los. Por dezoito anos oprimiram a todos os filhos de Israel que estavam dalém do Jordão, na terra dos amorreus, que é em Gileade.    6821 7 10 9 E os amonitas passaram o Jordão, para pelejar também contra Judá e Benjamim, e contra a casa de Efraim, de maneira que Israel se viu muito angustiado.    6822 7 10 10 Então os filhos de Israel clamaram ao Senhor, dizendo: Pecamos contra ti, pois abandonamos o nosso Deus, e servimos aos baalins.    6823 7 10 11 O Senhor, porém, respondeu aos filhos de Israel: Porventura não vos livrei eu dos egipcios, dos amorreus, dos amonitas e dos filisteus?    6824 7 10 12 Também os sidônios, os amalequitas e os maonitas vos oprimiram; e, quando clamastes a mim, não vos livrei da sua mão?    6825 7 10 13 Contudo vós me deixastes a mim e servistes a outros deuses, pelo que não vos livrarei mais.    6826 7 10 14 Ide e clamai aos deuses que escolhestes; que eles vos livrem no tempo da vossa angústia.    6827 7 10 15 Mas os filhos de Israel disseram ao Senhor: Pecamos; fazes-nos conforme tudo quanto te parecer bem; tão-somente te rogamos que nos livres hoje.    6828 7 10 16 E tiraram os deuses alheios do meio de si, e serviram ao Senhor, que se moveu de compaixão por causa da desgraça de Israel.    6829 7 10 17 Depois os amonitas se reuniram e acamparam em Gileade; também os filhos de Israel, reunindo-se, acamparam em Mizpá.    6830 7 10 18 Então o povo, isto é, os príncipes de Gileade disseram uns aos outros: Quem será o varão que começará a peleja contra os amonitas? esse será o chefe de todos os habitantes de Gileade.    6831 7 11 1 Era então Jefté, o gileadita, homem valoroso, porém filho duma prostituta; Gileade era o pai dele.    6832 7 11 2 Também a mulher de Gileade lhe deu filhos; quando os filhos desta eram já grandes, expulsaram a Jefté, e lhe disseram: Não herdarás na casa de nosso pai, porque és filho de outra mulher.    6833 7 11 3 Então Jefté fugiu de diante de seus irmãos, e habitou na terra de Tobe; e homens levianos juntaram-se a Jefté, e saiam com ele.    6834 7 11 4 Passado algum tempo, os amonitas fizeram guerra a Israel.    6835 7 11 5 E, estando eles a guerrear contra Israel, foram os anciãos de Gileade para trazer Jefté da terra de Tobe,    6836 7 11 6 e lhe disseram: Vem, sê o nosso chefe, para que combatamos contra os amonitas.    6837 7 11 7 Jefté, porém, perguntou aos anciãos de Gileade: Porventura não me odiastes, e não me expulsastes da casa de meu pai? por que, pois, agora viestes a mim, quando estais em aperto?    6838 7 11 8 Responderam-lhe os anciãos de Gileade: É por isso que tornamos a ti agora, para que venhas conosco, e combatas contra os amonitas, e nos sejas por chefe sobre todos os habitantes de Gileade.    6839 7 11 9 Então Jefté disse aos anciãos de Gileade: Se me fizerdes voltar para combater contra os amonitas, e o Senhor mos entregar diante de mim, então serei eu o vosso chefe.    6840 7 11 10 Responderam os anciãos de Gileade a Jefté: O Senhor será testemunha entre nós de que faremos conforme a tua palavra.    6841 7 11 11 Assim Jefté foi com os anciãos de Gileade, e o povo o pôs por cabeça e chefe sobre si; e Jefté falou todas as suas palavras perante o Senhor em Mizpá.    6842 7 11 12 Depois Jefté enviou mensageiros ao rei dos amonitas, para lhe dizerem: Que há entre mim e ti, que vieste a mim para guerrear contra a minha terra?    6843 7 11 13 Respondeu o rei dos amonitas aos mensageiros de Jefté: É porque Israel, quando subiu do Egito, tomou a minha terra, desde o Arnom até o Jaboque e o Jordão; restitui-me, pois, agora essas terras em paz.    6844 7 11 14 Jefté, porém, tornou a enviar mensageiros ao rei dos amonitas,    6845 7 11 15 dizendo-lhe: Assim diz Jefté: Israel não tomou a terra de Moabe, nem a terra dos amonitas;    6846 7 11 16 mas quando Israel subiu do Egito, andou pelo deserto até o Mar Vermelho, e depois chegou a Cades;    6847 7 11 17 dali enviou mensageiros ao rei de Edom, a dizer-lhe: Rogo-te que me deixes passar pela tua terra. Mas o rei de Edom não lhe deu ouvidos. Então enviou ao rei de Moabe, o qual também não consentiu; e assim Israel ficou em Cades.    6848 7 11 18 Depois andou pelo deserto e rodeou a terra de Edom e a terra de Moabe, e veio pelo lado oriental da terra de Moabe, e acampou além do Arnom; porém não entrou no território de Moabe, pois o Arnom era o limite de Moabe.    6849 7 11 19 E Israel enviou mensageiros a Siom, rei dos amorreus, rei de Hesbom, e disse-lhe: Rogo-te que nos deixes passar pela tua terra até o meu lugar.    6850 7 11 20 Siom, porém, não se fiou de Israel para o deixar passar pelo seu território; pelo contrário, ajuntando todo o seu povo, acampou em Jaza e combateu contra Israel.    6851 7 11 21 E o Senhor Deus de Israel entregou Siom com todo o seu povo na mão de Israel, que os feriu e se apoderou de toda a terra dos amorreus que habitavam naquela região.    6852 7 11 22 Apoderou-se de todo o território dos amorreus, desde o Arnom até o Jaboque, e desde o deserto até o Jordão.    6853 7 11 23 Assim o Senhor Deus de Israel desapossou os amorreus de diante do seu povo de Israel; e possuirias tu esse território?    6854 7 11 24 Não possuirias tu o território daquele que Quemós, teu deus, desapossasse de diante de ti? assim possuiremos nós o território de todos quantos o Senhor nosso Deus desapossar de diante de nós.    6855 7 11 25 Agora, és tu melhor do que Balaque, filho de Zipor, rei de Moabe? ousou ele jamais contender com Israel, ou lhe mover guerra?    6856 7 11 26 Enquanto Israel habitou trezentos anos em Hesbom e nas suas vilas, em Aroer e nas suas vilas em todas as cidades que estão ao longo do Arnom, por que não as recuperaste naquele tempo?    6857 7 11 27 Não fui eu que pequei contra ti; és tu, porém, que usas de injustiça para comigo, fazendo-me guerra. O Senhor, que é juiz, julgue hoje entre os filhos de Israel e os amonitas.    6858 7 11 28 Contudo o rei dos amonitas não deu ouvidos à mensagem que Jefté lhe enviou.    6859 7 11 29 Então o Espírito do Senhor veio sobre Jefté, de modo que ele passou por Gileade e Manassés, e chegando a Mizpá de Gileade, dali foi ao encontro dos amonitas.    6860 7 11 30 E Jefté fez um voto ao Senhor, dizendo: Se tu me entregares na mão os amonitas,    6861 7 11 31 qualquer que, saindo da porta de minha casa, me vier ao encontro, quando eu, vitorioso, voltar dos amonitas, esse será do Senhor; eu o oferecerei em holocausto.    6862 7 11 32 Assim Jefté foi ao encontro dos amonitas, a combater contra eles; e o Senhor lhos entregou na mão.    6863 7 11 33 E Jefté os feriu com grande mortandade, desde Aroer até chegar a Minite, vinte cidades, e até Abel-Queramim. Assim foram subjugados os amonitas pelos filhos de Israel.    6864 7 11 34 Quando Jefté chegou a Mizpá, à sua casa, eis que a sua filha lhe saiu ao encontro com adufes e com danças; e era ela a filha única; além dela não tinha outro filho nem filha.    6865 7 11 35 Logo que ele a viu, rasgou as suas vestes, e disse: Ai de mim, filha minha! muito me abateste; és tu a causa da minha desgraça! pois eu fiz, um voto ao Senhor, e não posso voltar atrás.    6866 7 11 36 Ela lhe respondeu: Meu pai, se fizeste um voto ao Senhor, faze de mim conforme o teu voto, pois o Senhor te vingou dos teus inimigos, os filhos de Amom.    6867 7 11 37 Disse mais a seu pai: Concede-me somente isto: deixa-me por dois meses para que eu vá, e desça pelos montes, chorando a minha virgindade com as minhas companheiras.    6868 7 11 38 Disse ele: Vai. E deixou-a ir por dois meses; então ela se foi com as suas companheiras, e chorou a sua virgindade pelos montes.    6869 7 11 39 E sucedeu que, ao fim dos dois meses, tornou ela para seu pai, o qual cumpriu nela o voto que tinha feito; e ela não tinha conhecido varão. Daí veio o costume em Israel,    6870 7 11 40 de irem as filhas de Israel de ano em ano lamentar por quatro dias a filha de Jefté, o gileadita. Isso não é    6871 7 12 1 Então os homens de Efraim se congregaram, passaram para Zafom e disseram a Jefté: Por que passaste a combater contra os amonitas, e não nos chamaste para irmos contigo? Queimaremos a fogo a tua casa contigo.    6872 7 12 2 Disse-lhes Jefté: Eu e o meu povo tivemos grande contenda com os amonitas; e quando vos chamei, não me livrastes da sua mão.    6873 7 12 3 Vendo eu que não me livráveis, arrisquei a minha vida e fui de encontro aos amonitas, e o Senhor mos entregou nas mãos; por que, pois, subistes vós hoje para combater contra mim?    6874 7 12 4 Depois ajuntou Jefté todos os homens de Gileade, e combateu contra Efraim, e os homens de Gileade feriram a Efraim; porque este lhes dissera: Fugitivos sois de Efraim, vós gileaditas que habitais entre Efraim e Manassés.    6875 7 12 5 E tomaram os gileaditas aos efraimitas os vaus do Jordão; e quando algum dos fugitivos de Efraim diza: Deixai-me passar; então os homens de Gileade lhe perguntavam: És tu efraimita? E dizendo ele: Não;    6876 7 12 6 então lhe diziam: Dize, pois, Chibolete; porém ele dizia: Sibolete, porque não o podia pronunciar bem. Então pegavam dele, e o degolavam nos vaus do Jordão. Cairam de Efraim naquele tempo quarenta e dois mil.    6877 7 12 7 Jefté julgou a Israel seis anos; e morreu Jefté, o gileadita, e foi sepultado numa das cidades de Gileade.    6878 7 12 8 Depois dele julgou a Israel Ibzã de Belém.    6879 7 12 9 Tinha este trinta filhos, e trinta filhas que casou fora; e trinta filhas trouxe de fora para seus filhos. E julgou a Israel sete anos.    6880 7 12 10 Morreu Ibzã, e foi sepultado em Belém.    6881 7 12 11 Depois dele Elom, o zebulonita, julgou a Israel dez anos.    6882 7 12 12 Morreu Elom, o zebulonita, e foi sepultado em Aijalom, na terra de Zebulom.    6883 7 12 13 Depois dele julgou a Israel Abdom, filho de Hilel, o piratonita.    6884 7 12 14 Tinha este quarenta filhos e trinta netos, que cavalgavam sobre setenta jumentos. E julgou a Israel oito anos.    6885 7 12 15 Morreu Abdom, filho de Hilel, o piratonita, e foi sepultado em Piratom, na terra de Efraim, na região montanhosa dos amalequitas.    6886 7 13 1 Os filhos de Israel tornaram a fazer o que era mau aos olhos do Senhor, e ele os entregou na mão dos filisteus por quarenta anos.    6887 7 13 2 Havia um homem de Zorá, da tribo de Dã, cujo nome era Manoá; e sua mulher, sendo estéril, não lhe dera filhos.    6888 7 13 3 Mas o anjo do Senhor apareceu à mulher e lhe disse: Eis que és estéril, e nunca deste à luz; porém conceberás, e terás um filho.    6889 7 13 4 Agora pois, toma cuidado, e não bebas vinho nem bebida forte, e não comas coisa alguma impura;    6890 7 13 5 porque tu conceberás e terás um filho, sobre cuja cabeça não passará navalha, porquanto o menino será nazireu de Deus desde o ventre de sua mãe; e ele começara a livrar a Israel da mão dos filisteus.    6891 7 13 6 Então a mulher entrou, e falou a seu marido, dizendo: Veio a mim um homem de Deus, cujo semblante era como o de um anjo de Deus, em extremo terrível; e não lhe perguntei de onde era, nem ele me disse o seu nome;    6892 7 13 7 porém disse-me: Eis que tu conceberás e terás um filho. Agora pois, não bebas vinho nem bebida forte, e não comas coisa impura; porque o menino sera nazireu de Deus, desde o ventre de sua mãe até o dia da sua morte.    6893 7 13 8 Então Manoá suplicou ao Senhor, dizendo: Ah! Senhor meu, rogo-te que o homem de Deus, que enviaste, venha ter conosco outra vez e nos ensine o que devemos fazer ao menino que há de nascer.    6894 7 13 9 Deus ouviu a voz de Manoá; e o anjo de Deus veio outra vez ter com a mulher, estando ela sentada no campo, porém não estava com ela seu marido, Manoá.    6895 7 13 10 Apressou-se, pois, a mulher e correu para dar a notícia a seu marido, e disse-lhe: Eis que me apareceu aquele homem que veio ter comigo o outro dia.    6896 7 13 11 Então Manoá se levantou, seguiu a sua mulher e, chegando à presença do homem, perguntou-lhe: És tu o homem que falou a esta mulher? Ele respondeu: Sou eu.    6897 7 13 12 Então disse Manoá: Quando se cumprirem as tuas palavras, como se há de criar o menino e que fará ele?    6898 7 13 13 Respondeu o anjo do Senhor a Manoá: De tudo quanto eu disse à mulher se guardará ela;    6899 7 13 14 de nenhum produto da vinha comerá; não beberá vinho nem bebida forte, nem comerá coisa impura; tudo quanto lhe ordenei cumprirá.    6900 7 13 15 Então Manoá disse ao anjo do Senhor: Deixa que te detenhamos, para que te preparemos um cabrito.    6901 7 13 16 Disse, porém, o anjo do Senhor a Manoá: Ainda que me detenhas, não comerei de teu pão; e se fizeres holocausto, é ao Senhor que o oferecerás. (Pois Manoá não sabia que era o anjo do Senhor).    6902 7 13 17 Ainda perguntou Manoá ao anjo do Senhor: Qual é o teu nome? - para que, quando se cumprir a tua palavra, te honremos.    6903 7 13 18 Ao que o anjo do Senhor lhe respondeu: Por que perguntas pelo meu nome, visto que é maravilhoso?    6904 7 13 19 Então Manoá tomou um cabrito com a oferta de cereais, e o ofereceu sobre a pedra ao Senhor; e fez o anjo maravilhas, enquanto Manoá e sua mulher o observavam.    6905 7 13 20 Ao subir a chama do altar para o céu, subiu com ela o anjo do Senhor; o que vendo Manoá e sua mulher, caíram com o rosto em terra.    6906 7 13 21 E não mais apareceu o anjo do Senhor a Manoá, nem à sua mulher; então compreendeu Manoá que era o anjo do Senhor.    6907 7 13 22 Disse Manoá a sua mulher: Certamente morreremos, porquanto temos visto a Deus.    6908 7 13 23 Sua mulher, porém, lhe respondeu: Se o Senhor nos quisera matar, não teria recebido da nossa mão o holocausto e a oferta de cereais, nem nos teria mostrado todas estas coisas, nem agora nos teria dito semelhantes coisas.    6909 7 13 24 Depois teve esta mulher um filho, a quem pôs o nome de Sansão; e o menino cresceu, e o Senhor o abençoou.    6910 7 13 25 E o Espírito do Senhor começou a incitá-lo em Maané-Dã, entre Zorá e Estaol.    6911 7 14 1 Desceu Sansão a Timnate; e vendo em Timnate uma mulher das filhas dos filisteus,    6912 7 14 2 subiu, e declarou-o a seu pai e a sua mãe, dizendo: Vi uma mulher em Timnate, das filhas dos filisteus; agora pois, tomai-ma por mulher.    6913 7 14 3 Responderam-lhe, porém, seu pai e sua mãe: Não há, porventura, mulher entre as filhas de teus irmãos, nem entre todo o nosso povo, para que tu vás tomar mulher dos filisteus, daqueles incircuncisos? Disse, porém, Sansão a seu pai: Toma esta para mim, porque ela muito me agrada.    6914 7 14 4 Mas seu pai e sua mãe não sabiam que isto vinha do Senhor, que buscava ocasião contra os filisteus; porquanto naquele tempo os filisteus dominavam sobre Israel.    6915 7 14 5 Desceu, pois, Sansão com seu pai e com sua mãe a Timnate. E, chegando ele às vinhas de Timnate, um leão novo, rugindo, saiu-lhe ao encontro.    6916 7 14 6 Então o Espírito do Senhor se apossou dele, de modo que ele, sem ter coisa alguma na mão, despedaçou o leão como se fosse um cabrito. E não disse nem a seu pai nem a sua mãe o que tinha feito.    6917 7 14 7 Depois desceu e falou àquela mulher; e ela muito lhe agradou.    6918 7 14 8 Passado algum tempo, Sansão voltou para recebê-la; e apartando-se de caminho para ver o cadáver do leão, eis que nele havia um enxame de abelhas, e mel.    6919 7 14 9 E tirando-o nas mãos, foi andando e comendo dele; chegando aonde estavam seu pai e sua mãe, deu-lhes do mel, e eles comeram; porém não lhes disse que havia tirado o mel do corpo do leão.    6920 7 14 10 Desceu, pois, seu pai à casa da mulher; e Sansão fez ali um banquete, porque assim os mancebos costumavam fazer.    6921 7 14 11 E sucedeu que, quando os habitantes do lugar o viram, trouxeram trinta companheiros para estarem com ele.    6922 7 14 12 Disse-lhes, pois, Sansão: Permiti-me propor-vos um enigma; se nos sete dias das bodas o decifrardes e mo descobrirdes, eu vos darei trinta túnicas de linho e trinta mantos;    6923 7 14 13 mas se não puderdes decifrar, vós me dareis a mim as trinta túnicas de linho e os trinta mantos. Ao que lhe responderam eles: Propõe o teu enigma, para que o ouçamos.    6924 7 14 14 Então lhes disse: Do que come saiu comida, e do forte saiu doçura. E em três dias não puderam decifrar o enigma.    6925 7 14 15 Ao quarto dia, pois, disseram à mulher de Sansão: Persuade teu marido a que declare o enigma, para que não queimemos a fogo a ti e à casa de teu pai. Acaso nos convidastes para nos despojardes?    6926 7 14 16 E a mulher de Sansão chorou diante dele, e disse: Tão-somente me aborreces, e não me amas; pois propuseste aos filhos do meu povo um enigma, e não mo declaraste a mim. Respondeu-lhe ele: Eis que nem a meu pai nem a minha mãe o declarei, e to declararei a ti.    6927 7 14 17 Assim ela chorava diante dele os sete dias em que celebravam as bodas. Sucedeu, pois, que ao sétimo dia lho declarou, porquanto o importunava; então ela declarou o enigma aos filhos do seu povo.    6928 7 14 18 Os homens da cidade, pois, ainda no sétimo dia, antes de se pôr o sol, disseram a Sansão: Que coisa há mais doce do que o mel? e que coisa há mais forte do que o leão? Respondeu-lhes ele: Se vós não tivésseis lavrado com a minha novilha, não teríeis descoberto o meu enigma.    6929 7 14 19 Então o Espírito do Senhor se apossou dele, de modo que desceu a Asquelom, matou trinta dos seus homens e, tomando as suas vestes, deu-as aos que declararam o enigma; e, ardendo em ira, subiu à casa de seu pai.    6930 7 14 20 E a mulher de Sansão foi dada ao seu companheiro, que lhe servira de paraninfo.:    6931 7 15 1 Alguns dias depois disso, durante a ceifa do trigo, Sansão, levando um cabrito, foi visitar a sua mulher, e disse: Entrarei na câmara de minha mulher. Mas o pai dela não o deixou entrar,    6932 7 15 2 dizendo-lhe: Na verdade, pensava eu que de todo a aborrecias; por isso a dei ao teu companheiro. Não é, porém, mais formosa do que ela a sua irmã mais nova? Toma-a, pois, em seu lugar.    6933 7 15 3 Então Sansão lhes disse: De agora em diante estarei sem culpa para com os filisteus, quando lhes fizer algum mal.    6934 7 15 4 E Sansão foi, apanhou trezentas raposas, tomou fachos e, juntando as raposas cauda a cauda, pôs-lhes um facho entre cada par de caudas.    6935 7 15 5 E tendo chegado fogo aos fachos, largou as raposas nas searas dos filisteus:, e assim abrasou tanto as medas como o trigo ainda em pé as vinhas e os olivais.    6936 7 15 6 Perguntaram os filisteus: Quem fez isto? Respondeu-se-lhes: Sansão, o genro do timnita, porque este lhe tomou a sua mulher, e a deu ao seu companheiro. Subiram, pois, os filisteus, e queimaram a fogo a ela e a seu pai.    6937 7 15 7 Disse-lhes Sansão: É assim que fazeis? pois só cessarei quando me houver vingado de vós.    6938 7 15 8 E de todo os desbaratou, infligindo-lhes grande mortandade. Então desceu, e habitou na fenda do penhasco de Etã.    6939 7 15 9 Então os filisteus subiram, acamparam-se em Judá, e estenderam-se por Leí.    6940 7 15 10 Perguntaram-lhes os homens de Judá: Por que subistes contra nós. E eles responderam: Subimos para amarrar a Sansão, para lhe fazer como ele nos fez.    6941 7 15 11 Então três mil homens de Judá desceram até a fenda do penhasco de Etã, e disseram a Sansão: Não sabias tu que os filisteus dominam sobre nós? por que, pois, nos fizeste isto? E ele lhes disse: Assim como eles me fizeram a mim, eu lhes fiz a eles.    6942 7 15 12 Tornaram-lhe eles: Descemos para amarrar-te, a fim de te entregar nas mãos dos filisteus. Disse-lhes Sansão: Jurai-me que vós mesmos não me acometereis.    6943 7 15 13 Eles lhe responderam: Não, não te mataremos, mas apenas te amarraremos, e te entregaremos nas mãos deles. E amarrando-o com duas cordas novas, tiraram-no do penhasco.    6944 7 15 14 Quando ele chegou a Leí, os filisteus lhe saíram ao encontro, jubilando. Então o Espírito do Senhor se apossou dele, e as cordas que lhe ligavam os braços se tornaram como fios de linho que estão queimados do fogo, e as suas amarraduras se desfizeram das suas mãos.    6945 7 15 15 E achou uma queixada fresca de jumento e, estendendo a mão, tomou-a e com ela matou mil homens.    6946 7 15 16 Disse Sansão: Com a queixada de um jumento montões e mais montões! Sim, com a queixada de um jumento matei mil homens.    6947 7 15 17 E acabando ele de falar, lançou da sua mão a queixada; e chamou-se aquele lugar Ramá-Leí.    6948 7 15 18 Depois, como tivesse grande sede, clamou ao Senhor, e disse: Pela mão do teu servo tu deste este grande livramento; e agora morrerei eu de sede, e cairei nas mãos destes incircuncisos?    6949 7 15 19 Então o Senhor abriu a fonte que está em Leí, e dela saiu água; e Sansão, tendo bebido, recobrou alento, e reviveu; pelo que a fonte ficou sendo chamada En-Hacore, a qual está em Leí até o dia de hoje.    6950 7 15 20 E julgou a Israel, nos dias dos filisteus, vinte anos.    6951 7 16 1 Sansão foi a Gaza, e viu ali uma prostituta, e entrou a ela.    6952 7 16 2 E foi dito aos gazitas: Sansão entrou aqui. Cercaram-no, pois, e de emboscada à porta da cidade o esperaram toda a noite; assim ficaram quietos a noite toda, dizendo: Quando raiar o dia, matá-lo-emos.    6953 7 16 3 Mas Sansão deitou-se até a meia-noite; então, levantando-se, pegou nas portas da entrada da cidade, com ambos os umbrais, arrancou-as juntamente com a tranca e, pondo-as sobre os ombros, levou-as até o cume do monte que está defronte de Hebrom.    6954 7 16 4 Depois disto se afeiçoou a uma mulher do vale de Soreque, cujo nome era Dalila.    6955 7 16 5 Então os chefes dos filisteus subiram a ter com ela, e lhe disseram: Persuade-o, e vê em que consiste a sua grande força, e como poderemos prevalecer contra ele e amarrá-lo, para assim o afligirmos; e te daremos, cada um de nós, mil e cem moedas de prata.    6956 7 16 6 Disse, pois, Dalila a Sansão: Declara-me, peço-te, em que consiste a tua grande força, e com que poderias ser amarrado para te poderem afligir.    6957 7 16 7 Respondeu-lhe Sansão: Se me amarrassem com sete cordas de nervos, ainda não secados, então me tornaria fraco, e seria como qualquer outro homem.    6958 7 16 8 Então os chefes dos filisteus trouxeram a Dalila sete cordas de nervos, ainda não secados, com as quais ela o amarrou.    6959 7 16 9 Ora, tinha ela em casa uns espias sentados na câmara interior. Então ela disse: Os filisteus vêm sobre ti, Sansão! E ele quebrou as cordas de nervos, como se quebra o fio da estopa ao lhe chegar o fogo. Assim não se soube em que consistia a sua força.    6960 7 16 10 Disse, pois, Dalila a Sansão: Eis que zombaste de mim, e me disseste mentiras; declara-me agora com que poderia ser a amarrado.    6961 7 16 11 Respondeu-lhe ele: Se me amarrassem fortemente com cordas novas, que nunca tivessem sido usadas, então me tornaria fraco, e seria como qualquer outro homem.    6962 7 16 12 Então Dalila tomou cordas novas, e o amarrou com elas, e disse-lhe: Os filisteus vêm sobre ti, Sansão! E os espias estavam sentados na câmara interior. Porém ele as quebrou de seus braços como a um fio.    6963 7 16 13 Disse Dalila a Sansão: Até agora zombaste de mim, e me disseste mentiras; declara-me pois, agora, com que poderia ser amarrado. E ele lhe disse: Se teceres as sete tranças da minha cabeça com os liços da teia.    6964 7 16 14 Assim ela as fixou com o torno de tear, e disse-lhe: Os filisteus vêm sobre ti, Sansão! Então ele despertou do seu sono, e arrancou o torno do tear, juntamente com os liços da teia.    6965 7 16 15 Disse-lhe ela: como podes dizer: Eu te amo! não estando comigo o teu coração? Já três vezes zombaste de mim, e ainda não me declaraste em que consiste a tua força.    6966 7 16 16 E sucedeu que, importunando-o ela todos os dias com as suas palavras, e molestando-o, a alma dele se angustiou até a morte.    6967 7 16 17 E descobriu-lhe todo o seu coração, e disse-lhe: Nunca passou navalha pela ninha cabeça, porque sou nazireu de Deus desde o ventre de minha mãe; se viesse a ser rapado, ir-se-ia de mim a minha força, e me tornaria fraco, e seria como qualquer outro homem.    6968 7 16 18 Vendo Dalila que ele lhe descobrira todo o seu coração, mandou chamar os chefes dos filisteus, dizendo: Subi ainda esta vez, porque agora me descobriu ele todo o seu coração. E os chefes dos filisteus subiram a ter com ela, trazendo o dinheiro nas maos.    6969 7 16 19 Então ela o fez dormir sobre os seus joelhos, e mandou chamar um homem para lhe rapar as sete tranças de sua cabeça. Depois começou a afligi-lo, e a sua força se lhe foi.    6970 7 16 20 E disse ela: Os filisteus vêm sobre ti, Sansão! Despertando ele do seu sono, disse: Sairei, como das outras vezes, e me livrarei. Pois ele não sabia que o Senhor se tinha retirado dele.    6971 7 16 21 Então os filisteus pegaram nele, arrancaram-lhe os olhos e, tendo-o levado a Gaza, amarraram-no com duas cadeias de bronze; e girava moinho no cárcere.    6972 7 16 22 Todavia o cabelo da sua cabeça, logo que foi rapado, começou a crescer de novo:    6973 7 16 23 Então os chefes dos filisteus se ajuntaram para oferecer um grande sacrifício ao seu deus Dagom, e para se regozijar; pois diziam: Nosso deus nos entregou nas mãos a Sansão, nosso inimigo.    6974 7 16 24 semelhantemente o povo, vendo-o, louvava ao seu deus, dizendo: Nosso Deus nos entregou nas mãos o nosso inimigo, aquele que destruía a nossa terra, e multiplicava os nossos mortos.    6975 7 16 25 E sucedeu que, alegrando-se o seu coração, disseram: Mandai vir Sansão, para que brinque diante de nós. Mandaram, pois, vir do cárcere Sansão, que brincava diante deles; e fizeram-no estar em pé entre as colunas.    6976 7 16 26 Disse Sansão ao moço que lhe segurava a mão: Deixa-me apalpar as colunas em que se sustém a casa, para que me encoste a elas.    6977 7 16 27 Ora, a casa estava cheia de homens e mulheres; e também ali estavam todos os chefes dos filisteus, e sobre o telhado havia cerca de três mil homens e mulheres, que estavam vendo Sansão brincar.    6978 7 16 28 Então Sansão clamou ao Senhor, e disse: Ó Senhor Deus! lembra-te de mim, e fortalece-me agora só esta vez, ó Deus, para que duma só vez me vingue dos filisteus pelos meus dois olhos.    6979 7 16 29 Abraçou-se, pois, Sansão com as duas colunas do meio, em que se sustinha a casa, arrimando-se numa com a mão direita, e na outra com a esquerda.    6980 7 16 30 E bradando: Morra eu com os filisteus! inclinou-se com toda a sua força, e a casa caiu sobre os chefes e sobre todo o povo que nela havia. Assim foram mais os que matou ao morrer, do que os que matara em vida.    6981 7 16 31 Então desceram os seus irmãos e toda a casa de seu pai e, tomando-o, o levaram e o sepultaram, entre Zorá e Estaol, no sepulcro de Manoá, seu pai. Ele havia julgado a Israel vinte anos.    6982 7 17 1 Havia um homem da região montanhosa de Efraim, cujo nome era Mica.    6983 7 17 2 Disse este a sua mãe: As mil e cem moedas de prata que te foram tiradas, por cuja causa lançaste maldições, e acerca das quais também me falaste, eis que esse dinheiro está comigo, eu o tomei. Então disse sua mãe: Bendito do Senhor seja meu filho!    6984 7 17 3 E ele restituiu as mil e cem moedas de prata a sua mãe; porém ela disse: Da minha mão dedico solenemente este dinheiro ao Senhor a favor de meu filho, para fazer uma imagem esculpida e uma de fundição; de sorte que agora to tornarei a dar.    6985 7 17 4 Quando ele restituiu o dinheiro a sua mãe, ela tomou duzentas moedas de prata, e as deu ao ourives, o qual fez delas uma imagem esculpida e uma de fundição, as quais ficaram em casa de Mica.    6986 7 17 5 Ora, tinha este homem, Mica, uma casa de deuses; e fez um éfode e terafins, e consagrou um de seus filhos, que lhe serviu de sacerdote.    6987 7 17 6 Naquelas dias não havia rei em Israel; cada qual fazia o que parecia bem aos seus olhos.    6988 7 17 7 E havia um mancebo de Belém de Judá, da família de Judá, que era levita, e peregrinava ali.    6989 7 17 8 Este homem partiu da cidade de Belém de Judá para peregrinar onde quer que achasse conveniente. Seguindo ele o seu caminho, chegou à região montanhosa de Efraim, à casa de Mica,    6990 7 17 9 o qual lhe perguntou: Donde vens? E ele lhe respondeu: Sou levita de Belém de Judá, e vou peregrinar onde achar conveniente.    6991 7 17 10 Então lhe disse Mica: Fica comigo, e sê-me por pai e sacerdote; e cada ano te darei dez moedas de prata, o vestuário e o sustento. E o levita entrou.    6992 7 17 11 Consentiu, pois, o levita em ficar com aquele homem, e lhe foi como um de seus filhos.    6993 7 17 12 E Mica consagrou o levita, e o mancebo lhe serviu de sacerdote, e ficou em sua casa.    6994 7 17 13 Então disse Mica: Agora sei que o Senhor me fará bem, porquanto tenho um levita por sacerdote.    6995 7 18 1 Naqueles dias não havia rei em Israel; a tribo dos danitas buscava para si herança em que habitar; porque até então não lhe havia caído a sua herança entre as tribos de Israel.    6996 7 18 2 E de Zorá e Estaol os filhos de Dã enviaram cinco homens da sua tribo, escolhidos dentre todo o povo, homens valorosos, para espiar e reconhecer a terra; e lhes disseram: Ide, reconhecei a terra. E chegaram eles à região montanhosa de Efraim, à casa de Mica, e passaram ali a noite.    6997 7 18 3 Pois, estando eles perto da casa de Mica, reconheceram a voz do mancebo levita; e, dirigindo-se para lá, lhe perguntaram: Quem te trouxe para cá? que estás fazendo aqui? e que é isto que tens aqui?    6998 7 18 4 E ele lhes respondeu: Assim e assim me tem feito Mica; ele me assalariou, e eu lhe sirvo e sacerdote.    6999 7 18 5 Então lhe disseram: Consulta a Deus, para que saibamos se será próspero o caminho que seguimos.    7000 7 18 6 Ao que lhes disse o sacerdote: Ide em paz; perante o Senhor está o caminho que seguis.    7001 7 18 7 Então foram-se aqueles cinco homens, e chegando a Laís, viram o povo que havia nela, como vivia em segurança, conforme o costume dos sidônios, quieto e desprecavido; não havia naquela terra falta de coisa alguma; era um povo rico e, estando longe dos sidônios, não tinha relações com ninguém.    7002 7 18 8 Então voltaram a seus irmãos, em Zorá e Estaol, os quais lhes perguntaram: Que dizeis vós?    7003 7 18 9 Eles responderam: Levantai-vos, e subamos contra eles; porque examinamos a terra, e eis que é muito boa. E vós estareis aqui tranqüilos? Não sejais preguiçosos em entrardes para tomar posse desta terra.    7004 7 18 10 Quando lá chegardes, achareis um povo desprecavido, e a terra é muito espaçosa; pois Deus vos entregou na mão um lugar em que não há falta de coisa alguma que há na terra.    7005 7 18 11 Então seiscentos homens da tribo dos danitas partiram de Zorá e Estaol, munidos de armas de guerra.    7006 7 18 12 E, tendo subido, acamparam-se em Quiriate-Jearim, em Judá; pelo que esse lugar ficou sendo chamado Maané-Dã, até o dia de hoje; eis que está ao ocidente de Quiriate-Jearim.    7007 7 18 13 Dali passaram à região montanhosa de Efraim, e chegaram à casa de Mica.    7008 7 18 14 Então os cinco homens que tinham ido espiar a terra de Laís disseram a seus irmãos: Sabeis vós que naquelas casas há um éfode, e terafins, e uma imagem esculpida e uma de fundição? Considerai, pois, agora o que haveis de fazer.    7009 7 18 15 Então se dirigiram para lá, e chegaram à casa do mancebo, o levita, à casa de Mica, e o saudaram.    7010 7 18 16 E os seiscentos homens dos danitas, munidos de suas armas de guerra, ficaram à entrada da porta.    7011 7 18 17 Mas subindo os cinco homens que haviam espiado a terra, entraram ali e tomaram a imagem esculpida, e éfode, os terafins e a imagem de fundição, ficando o sacerdote em pé à entrada da porta, com os seiscentos homens armados.    7012 7 18 18 Quando eles entraram na casa de Mica, e tomaram a imagem esculpida, o éfode, os terafins e a imagem de fundição, perguntou-lhes o sacerdote: Que estais fazendo?    7013 7 18 19 E eles lhe responderam: Cala-te, põe a mão sobre a boca, e vem conosco, e sê-nos por pai e sacerdote. Que te é melhor? ser sacerdote da casa dum só homem, ou duma tribo e duma geração em Israel?    7014 7 18 20 Então alegrou-se o coração do sacerdote, o qual tomou o éfode, os terafins e a imagem esculpida, e entrou no meio do povo.    7015 7 18 21 E, virando-se, partiram, tendo posto diante de si os pequeninos, o gado e a bagagem.    7016 7 18 22 Estando eles já longe da casa de Mica, os homens que estavam nas casas vizinhas à dele se reuniram, e alcançaram os filhos de Dã.    7017 7 18 23 E clamaram após os filhos de Dã, os quais, virando-se, perguntaram a Mica: Que é que tens, visto que vens com tanta gente?    7018 7 18 24 Então ele respondeu: Os meus deuses que eu fiz, vós me tomastes, juntamente com o sarcerdote, e partistes; e agora, que mais me fica? Como, pois, me dizeis: Que é que tens ?    7019 7 18 25 Mas os filhos de Dã lhe disseram: Não faças ouvir a tua voz entre nós, para que porventura homens violentos não se lancem sobre vós, e tu percas a tua vida, e a vida dos da tua casa.    7020 7 18 26 Assim seguiram o seu caminho os filhos de Dã; e Mica, vendo que eram mais fortes do que ele, virou-se e voltou para sua casa.    7021 7 18 27 Eles, pois, levaram os objetos que Mica havia feito, e o sacerdote que estava com ele e, chegando a Laís, a um povo quieto e desprecavido, passaram-no ao fio da espada, e puseram fogo à cidade.    7022 7 18 28 E ninguém houve que o livrasse, porquanto estava longe de Sidom, e não tinha relações com ninguém; a cidade estava no vale que está junto a Bete-Reobe. Depois, reedificando-a, habitaram nela,    7023 7 18 29 e chamaram-lhe Dã, segundo o nome de Dã, seu pai, que nascera a Israel; era, porém, dantes o nome desta cidade Laís.    7024 7 18 30 Depois os filhos de Dã levantaram para si aquela imagem esculpida; e Jônatas, filho de Gérsom, o filho de Moisés, ele e seus filhos foram sacerdotes da tribo dos danitas, até o dia do cativeiro da terra.    7025 7 18 31 Assim, pois, estabeleceram para si a imagem esculpida que Mica fizera, por todo o tempo em que a casa de Deus esteve em Siló.    7026 7 19 1 Aconteceu também naqueles dias, quando não havia rei em Israel, que certo levita, habitante das partes remotas da região montanhosa de Efraim, tomou para si uma concubina, de Belém de Judá.    7027 7 19 2 Ora, a sua concubina adulterou contra ele e, deixando-o, foi para casa de seu pai em Belém de Judá, e ali ficou uns quatro meses.    7028 7 19 3 Seu marido, levantando-se, foi atrás dela para lhe falar bondosamente, a fim de tornar a trazê-la; e levava consigo o seu moço e um par de jumentos. Ela o levou à casa de seu pai, o qual, vendo-o, saiu alegremente a encontrar-se com ele.    7029 7 19 4 E seu sogro, o pai da moça, o deteve consigo três dias; assim comeram e beberam, e se alojaram ali.    7030 7 19 5 Ao quarto dia madrugaram, e ele se levantou para partir. Então o pai da moça disse a seu genro: Fortalece-te com um bocado de pão, e depois partireis:    7031 7 19 6 Sentando-se, pois, ambos juntos, comeram e beberam; e disse o pai da moça ao homem: Peço-te que fiques ainda esta noite aqui, e alegre-se o teu coração.    7032 7 19 7 O homem, porém, levantou-se para partir; mas, como seu sogro insistisse, tornou a passar a noite ali.    7033 7 19 8 Também ao quinto dia madrugaram para partir; e disse o pai da moça: Ora, conforta o teu coração, e detém-te até o declinar do dia. E ambos juntos comeram.    7034 7 19 9 Então o homem se levantou para partir, ele, a sua concubina, e o seu moço; e disse-lhe seu sogro, o pai da moça: Eis que já o dia declina para a tarde; peço-te que aqui passes a noite. O dia já vai acabando; passa aqui a noite, e alegre-se o teu coração: Amanhã de madrugada levanta-te para encetares viagem, e irás para a tua tenda.    7035 7 19 10 Entretanto, o homem não quis passar a noite ali, mas, levantando-se, partiu e chegou à altura de Jebus (que é Jerusalém), e com ele o par de jumentos albardados, como também a sua concubina.    7036 7 19 11 Quando estavam perto de Jebus, já o dia tinha declinado muito; e disse o moço a seu senhor: Vem, peço-te, retiremo-nos a esta cidade dos jebuseus, e passemos nela a noite.    7037 7 19 12 Respondeu-lhe, porém, o seu senhor: Não nos retiraremos a nenhuma cidade estrangeira, que não seja dos filhos de Israel, mas passaremos até Gibeá.    7038 7 19 13 Disse mais a seu moço: Vem, cheguemos a um destes lugares, Gibeá ou Ramá, e passemos ali a noite.    7039 7 19 14 Passaram, pois, continuando o seu caminho; e o sol se pôs quando estavam perto de Gibeá, que pertence a Benjamim.    7040 7 19 15 Pelo que se dirigiram para lá, a fim de passarem ali a noite; e o levita, entrando, sentou-se na praça da cidade, porque não houve quem os recolhesse em casa para ali passarem a noite.    7041 7 19 16 Eis que ao anoitecer vinha do seu trabalho no campo um ancião; era ele da região montanhosa de Efraim, mas habitava em Gibeá; os homens deste lugar, porém, eram benjamitas.    7042 7 19 17 Levantando ele os olhos, viu na praça da cidade o viajante, e perguntou-lhe: Para onde vais, e donde vens?    7043 7 19 18 Respondeu-lhe ele: Estamos de viagem de Belém de Judá para as partes remotas da região montanhosa de Efraim, donde sou. Fui a Belém de Judá, porém agora vou à casa do Senhor; e ninguem há que me recolha em casa.    7044 7 19 19 Todavia temos palha e forragem para os nossos jumentos; também há pão e vinho para mim, para a tua serva, e para o moço que vem com os teus servos; de coisa nenhuma há falta.    7045 7 19 20 Disse-lhe o ancião: Paz seja contigo; tudo quanto te faltar fique ao meu cargo; tão-somente não passes a noite na praça.    7046 7 19 21 Assim o fez entrar em sua casa, e deu ração aos jumentos; e, depois de lavarem os pés, comeram e beberam.    7047 7 19 22 Enquanto eles alegravam o seu coração, eis que os homens daquela cidade, filhos de Belial, cercaram a casa, bateram à porta, e disseram ao ancião, dono da casa: Traze cá para fora o homem que entrou em tua casa, para que o conheçamos.    7048 7 19 23 O dono da casa saiu a ter com eles, e disse-lhes: Não, irmãos meus, não façais semelhante mal; já que este homem entrou em minha casa, não façais essa loucura.    7049 7 19 24 Aqui estão a minha filha virgem e a concubina do homem; fá-las-ei sair; humilhai-as a elas, e fazei delas o que parecer bem aos vossos olhos; porém a este homem não façais tal loucura.    7050 7 19 25 Mas esses homens não o quiseram ouvir; então aquele homem pegou da sua concubina, e lha tirou para fora. Eles a conheceram e abusaram dela a noite toda até pela manhã; e ao subir da alva deixaram-na:    7051 7 19 26 Ao romper do dia veio a mulher e caiu à porta da casa do homem, onde estava seu senhor, e ficou ali até que se fez claro.    7052 7 19 27 Levantando-se pela manhã seu senhor, abriu as portas da casa, e ia sair para seguir o seu caminho; e eis que a mulher, sua concubina, jazia à porta da casa, com as mãos sobre o limiar.    7053 7 19 28 Ele lhe disse: Levanta-te, e vamo-nos; porém ela não respondeu. Então a pôs sobre o jumento e, partindo dali, foi para o seu lugar.    7054 7 19 29 Quando chegou em casa, tomou um cutelo e, pegando na sua concubina, a dividiu, membro por membro, em doze pedaços, que ele enviou por todo o território de Israel.    7055 7 19 30 E sucedeu que cada um que via aquilo dizia: Nunca tal coisa se fez, nem se viu, desde o dia em que os filhos de Israel subiram da terra do Egito até o dia de hoje; ponderai isto, consultai, e dai o vosso parecer.    7056 7 20 1 Então saíram todos os filhos de Israel, desde Dã até Berseba, e desde a terra de Gileade, e a congregação, como se fora um só homem, se ajuntou diante do senhor em Mizpá.    7057 7 20 2 Os homens principais de todo o povo, de todas as tribos de Israel, apresentaram-se na assembléia do povo de Deus; eram quatrocentos mil homens de infantaria que arrancavam da espada.    7058 7 20 3 (Ora, ouviram os filhos de Benjamim que os filhos de Israel haviam subido a Mizpá). E disseram os filhos de Israel: Dizei-nos, de que modo se cometeu essa maldade?    7059 7 20 4 Então respondeu o levita, marido da mulher que fora morta, e disse: Cheguei com a minha concubina a Gibeá, que pertence a Benjamim, para ali passar a noite;    7060 7 20 5 e os cidadãos de Gibeá se levantaram contra mim, e cercaram e noite a casa em que eu estava; a mim intentaram matar, e violaram a minha concubina, de maneira que morreu.    7061 7 20 6 Então peguei na minha concubina, dividi-a em pedaços e os enviei por todo o país da herança de Israel, porquanto cometeram tal abominação e loucura em Israel:    7062 7 20 7 Eis aqui estais todos vós, ó filhos de Israel; dai a vossa palavra e conselho neste caso.    7063 7 20 8 Então todo o povo se levantou como um só homem, dizendo: Nenhum de nós irá à sua tenda, e nenhum de nós voltará a sua casa.    7064 7 20 9 Mas isto é o que faremos a Gibeá: subiremos contra ela por sorte;    7065 7 20 10 tomaremos, de todas as tribos de Israel, dez homens de cada cem, cem de cada mil, e mil de cada dez mil, para trazerem mantimento para o povo, a fim de que, vindo ele a Gibeá de Benjamim, lhe faça conforme toda a loucura que ela fez em Israel.    7066 7 20 11 Assim se ajuntaram contra essa cidade todos os homens de Israel, unidos como um só homem.    7067 7 20 12 Então as tribos de Israel enviaram homens por toda a tribo de Benjamim, para lhe dizerem: Que maldade é essa que se fez entre vós?    7068 7 20 13 Entregai-nos, pois, agora aqueles homens, filhos de Belial, que estão em Gibeá, para que os matemos, e extirpemos de Israel este mal. Mas os filhos de Benjamim não quiseram dar ouvidos à voz de seus irmãos, os filhos de Israel;    7069 7 20 14 pelo contrário, das suas cidades se ajuntaram em Gibeá, para saírem a pelejar contra os filhos de Israel:    7070 7 20 15 Ora, contaram-se naquele dia dos filhos de Benjamim, vindos das suas cidades, vinte e seis mil homens que arrancavam da espada, afora os moradores de Gibeá, de que se sentaram setecentos homens escolhidos.    7071 7 20 16 Entre todo esse povo havia setecentos homens escolhidos, canhotos, cada um dos quais podia, com a funda, atirar uma pedra a um fio de cabelo, sem errar.    7072 7 20 17 Contaram-se também dos homens de Israel, afora os de Benjamim, quatrocentos mil homens que arrancavam da espada, e todos eles homens de guerra.    7073 7 20 18 Então, levantando-se os filhos de Israel, subiram a Betel, e consultaram a Deus, perguntando: Quem dentre nós subirá primeiro a pelejar contra Benjamim ? Respondeu o Senhor: Judá subirá primeiro.    7074 7 20 19 Levantaram-se, pois, os filhos de Israel pela manhã, e acamparam contra Gibeá.    7075 7 20 20 E os homens de Israel saíram a pelejar contra os benjamitas, e ordenaram a batalha contra eles ao pé de Gibeá.    7076 7 20 21 Então os filhos de Benjamim saíram de Gibeá, e derrubaram por terra naquele dia vinte e dois mil homens de Israel.    7077 7 20 22 Mas esforçou-se o povo, isto é, os homens de Israel, e tornaram a ordenar a batalha no lugar onde no primeiro dia a tinham ordenado.    7078 7 20 23 E subiram os filhos de Israel, e choraram perante o Senhor até a tarde, e perguntaram-lhe: Tornaremos a pelejar contra os filhos de Benjamim, nosso irmão? E disse o Senhor: Subi contra eles.    7079 7 20 24 Avançaram, pois, os filhos de Israel contra os filhos de Benjamim, no dia seguinte.    7080 7 20 25 Também os de Benjamim, nesse mesmo dia, saíram de Gibeá ao seu encontro e derrubaram por terra mais dezoito mil homens, sendo todos estes dos que arrancavam da espada.    7081 7 20 26 Então todos os filhos de Israel, o exército todo, subiram e, vindo a Betel, choraram; estiveram ali sentados perante o Senhor, e jejuaram aquele dia até a tarde; e ofereceram holocaustos e ofertas pacíficas perante ao Senhor.    7082 7 20 27 Consultaram, pois, os filhos de Israel ao Senhor (porquanto a arca do pacto de Deus estava ali naqueles dias;    7083 7 20 28 e Finéias, filho de Eleazar, filho de Arão, lhe assistia), e perguntaram: Tornaremos ainda a sair à pelejar contra os filhos de Benjamim, nosso irmão, eu desistiremos? Respondeu o Senhor: Subi, porque amanhã vo-los entregarei nas mãos.    7084 7 20 29 Então Israel pôs emboscadas ao redor de Gibeá.    7085 7 20 30 E ao terceiro dia subiram os filhos de Israel contra os filhos de Benjamim e, como das outras vezes, ordenaram a batalha junto a Gibeá.    7086 7 20 31 Então os filhos de Benjamim saíram ao encontro do povo, e foram atraídos da cidade. e começaram a ferir o povo como das outras vezes, matando uns trinta homens de Israel, pelos caminhos, um dos quais sobe para Betel, e o outro para Gibeá pelo campo.    7087 7 20 32 Pelo que disseram os filhos de Benjamim: Vão sendo derrotados diante de nós como dantes. Mas os filhos de Israel disseram: Fujamos, e atraiamo-los da cidade para os caminhos.    7088 7 20 33 Então todos os homens de Israel se levantaram do seu lugar, e ordenaram a batalha em Baal-Tamar; e a emboscada de Israel irrompeu do seu lugar, a oeste de Geba.    7089 7 20 34 Vieram contra Gibeá dez mil homens escolhidos de todo o Israel, e a batalha tornou-se rude; porém os de Gibeá não sabiam que o mal lhes sobrevinha.    7090 7 20 35 Então o Senhor derrotou a Benjamim diante dos filhos de Israel, que destruíram naquele dia vinte e cinco mil e cem homens de Benjamim, todos estes dos que arrancavam da espada.    7091 7 20 36 Assim os filhos de Benjamim viram que estavam derrotados; pois os homens de Israel haviam cedido terreno aos benjamitas, porquanto estavam confiados na emboscada que haviam posto contra Gibea;    7092 7 20 37 e a emboscada, apressando-se, acometeu a Gibeá, e prosseguiu contra ela, ferindo ao fio da espada toda a cidade:    7093 7 20 38 Ora, os homens de Israel tinham determinado com a emboscada um sinal, que era fazer levantar da cidade uma grande nuvem de fumaça.    7094 7 20 39 Viraram-se, pois, os homens de Israel na peleja; e já Benjamim cemeçara a atacar es homens de Israel, havendo morto uns trinta deles; pelo que diziam: Certamente vão sendo derrotados diante de nós, como na primeira batalha.    7095 7 20 40 Mas quando o sinal começou a levantar-se da cidade, numa coluna de fumaça, os benjamitas olharam para trás de si, e eis que toda a cidade subia em fumaça ao céu.    7096 7 20 41 Nisso os homens de Israel se viraram contra os de Benjamim, os quais pasmaram, pois viram que o mal lhes sobreviera.    7097 7 20 42 Portanto, virando as costas diante dos homens de Israel, fugiram para o caminho do deserto; porém a peleja os apertou; e os que saíam das cidades os destruíam no meio deles.    7098 7 20 43 Cercaram os benjamitas e os perseguiram, pisando-os desde Noá até a altura de Gibeá para o nascente do sol.    7099 7 20 44 Assim caíram de Benjamim dezoito mil homens, sendo todos estes homens valorosos.    7100 7 20 45 Então os restantes, virando as costas fugiram para deserto, até a penha de Rimom; mas os filhos de Israel colheram deles pelos caminhos ainda cinco mil homens; e, seguindo-os de perto até Gidom, mataram deles mais dois mil.    7101 7 20 46 E, todos, os de Benjamim que caíram naquele dia oram vinte e cinco mil homens que arrancavam da espada, todos eles homens valorosos.    7102 7 20 47 Mas seiscentos homens viraram as costas e, fugindo para o deserto, para a penha de Rimom, ficaram ali quatro meses.    7103 7 20 48 E os homens de Israel voltaram para os filhos de Benjamim, e os passaram ao fio da espada, tanto os homens da cidade como os animais, tudo quanto encontraram; e a todas as cidades que acharam puseram fogo.    7104 7 21 1 Ora, os homens de Israel tinham jurado em Mizpá dizendo: Nenhum de nós dará sua filha por mulher aos benjamitas.    7105 7 21 2 Veio, pois, o povo a Betel, e ali ficou sentado até a tarde, diante de Deus; e todos, levantando a voz, fizeram grande pranto,    7106 7 21 3 e disseram: Ah! Senhor Deus de Israel, por que sucedeu isto, que falte uma tribo em Israel?    7107 7 21 4 No dia seguinte o povo levantou-se de manhã cedo, edificou ali um altar e ofereceu holocaustos e ofertas pacíficas.    7108 7 21 5 E disseram os filhos de Israel: Quem dentre todas as tribos de Israel não subiu à assembléia diante do Senhor? Porque se tinha feito um juramento solene acerca daquele que não subisse ao Senhor em Mizpá, dizendo: Certamente será morto.    7109 7 21 6 E os filhos de Israel tiveram pena de Benjamim, seu irmão, e disseram: Hoje é cortada de Israel uma tribo.    7110 7 21 7 Como havemos de conseguir mulheres para os que restam deles, desde que juramos pelo Senhor que nenhuma de nossas filhas lhes daríamos por mulher?    7111 7 21 8 Então disseram: Quem é que dentre as tribos de Israel não subiu ao Senhor em Mizpá? E eis que ninguém de Jabes-Gileade viera ao arraial, à assembléia.    7112 7 21 9 Porquanto, ao contar-se o povo, nenhum dos habitantes de Jabes-Gileade estava ali.    7113 7 21 10 Pelo que a congregação enviou para lá doze mil homens dos mais valorosos e lhes ordenou, dizendo: Ide, e passai ao fio da espada os habitantes de Jabes-Gileade, juntamente com as mulheres e os pequeninos.    7114 7 21 11 Mas isto é o que haveis de fazer: A todo homem e a toda mulher que tiver conhecido homem, totalmente destruireis.    7115 7 21 12 E acharam entre os moradores de Jabes-Gileade quatrocentas moças virgens, que não tinham conhecido homem, e as trouxeram ao arraial em Siló, que está na terra de Canaã.    7116 7 21 13 Toda a congregação enviou mensageiros aos filhos de Benjamim, que estavam na penha de Rimom, e lhes proclamou a paz.    7117 7 21 14 Então voltaram os benjamitas, e os de Israel lhes deram as mulheres que haviam guardado com vida, das mulheres de Jabes-Gileade; porém estas ainda não lhes bastaram.    7118 7 21 15 E o povo teve pena de Benjamim, porquanto o Senhor tinha aberto uma brecha nas tribos de Israel.    7119 7 21 16 Disseram, pois os anciãos da congregação: Como havemos de conseguir mulheres para os que restam, pois que foram destruídas as mulheres de Benjamim?    7120 7 21 17 Disseram mais: Deve haver uma herança para os que restam de Benjamim, para que uma tribo não seja apagada de Israel.    7121 7 21 18 Contudo nós não lhes poderemos dar mulheres dentre nossas filhas. Pois os filhos de Israel tinham jurado, dizendo: Maldito aquele que der mulher aos benjamitas.    7122 7 21 19 Disseram então: Eis que de ano em ano se realiza a festa do Senhor em Siló que está ao norte de Betel, a leste do caminho que sobe de Betel a Siquém, e ao sul de Lebona.    7123 7 21 20 Ordenaram, pois, aos filhos de Benjamim, dizendo: Ide, ponde-vos de emboscada nas vinhas,    7124 7 21 21 e vigiai; ao saírem as filhas de Siló a dançar nos coros, saí vós das vinhas, arrebatai cada um sua mulher, das filhas de Siló, e ide-vos para a terra de Benjamim.    7125 7 21 22 Então quando seus pais e seus irmãos vierem queixar-se a nós, nós lhes diremos: Dignai-vos de no-las conceder; pois nesta guerra não tomamos mulheres para cada um deles, nem vós lhas destes; de outro modo seríeis agora culpados.    7126 7 21 23 Assim fizeram os filhos de Benjamim; e conforme o seu número tomaram para si mulheres, arrebatando-as dentre as que dançavam; e, retirando-se, voltaram à sua herança, reedificaram as cidades e habitaram nelas.    7127 7 21 24 Nesse mesmo tempo os filhos de Israel partiram dali, cada um para a sua tribo e para a sua família; assim voltaram cada um para a sua herança.    7128 7 21 25 Naqueles dias não havia rei em Israel; cada um fazia o que parecia bem aos seus olhos.    7129 8 1 1 Nos dias em que os juízes governavam, houve uma fome na terra; pelo que um homem de Belém de Judá saiu a peregrinar no país de Moabe, ele, sua mulher, e seus dois filhos.    7130 8 1 2 Chamava-se este homem Elimeleque, e sua mulher Noêmi, e seus dois filhos se chamavam Malom e Quiliom; eram efrateus, de Belém de Judá. Tendo entrado no país de Moabe, ficaram ali.    7131 8 1 3 E morreu Elimeleque, marido de Noêmi; e ficou ela com os seus dois filhos,    7132 8 1 4 os quais se casaram com mulheres moabitas; uma destas se chamava Orfa, e a outra Rute; e moraram ali quase dez anos.    7133 8 1 5 E morreram também os dois, Malom e Quiliom, ficando assim a mulher desamparada de seus dois filhos e de seu marido.    7134 8 1 6 Então se levantou ela com as suas noras, para voltar do país de Moabe, porquanto nessa terra tinha ouvido que e Senhor havia visitado o seu povo, dando-lhe pão.    7135 8 1 7 Pelo que saiu de lugar onde estava, e com ela as duas noras. Indo elas caminhando para voltarem para a terra de Judá,    7136 8 1 8 disse Noêmi às suas noras: Ide, voltai, cada uma para a casa de sua mãe; e o Senhor use convosco de benevolência, como vós o fizestes com os falecidos e comigo.    7137 8 1 9 O Senhor vos dê que acheis descanso cada uma em casa de seu marido. Quando as beijou, porém, levantaram a vóz e choraram.    7138 8 1 10 E disseram-lhe: Certamente voltaremos contigo para o teu povo.    7139 8 1 11 Noêmi, porém, respondeu: Voltai, minhas filhas; porque ireis comigo? Tenho eu ainda filhos no meu ventre, para que vos viessem a ser maridos?    7140 8 1 12 Voltai, filhas minhas; ide-vos, porque já sou velha demais para me casar. Ainda quando eu dissesse: Tenho esperança; ainda que esta noite tivesse marido e ainda viesse a ter filhos.    7141 8 1 13 esperá-los-íeis até que viessem a ser grandes? deter-vos-íeis por eles, sem tomardes marido? Não, filhas minhas, porque mais amargo me é a mim do que a vós mesmas; porquanto a mão do Senhor se descarregou contra mim.    7142 8 1 14 Então levantaram a voz, e tornaram a chorar; e Orfa beijou a sua sogra, porém Rute se apegou a ela.    7143 8 1 15 Pelo que disse Noêmi: Eis que tua concunhada voltou para o seu povo e para os seus deuses; volta também tu após a tua concunhada.    7144 8 1 16 Respondeu, porém, Rute: Não me instes a que te abandone e deixe de seguir-te. Porque aonde quer que tu fores, irei eu; e onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo será o meu povo, o teu Deus será o meu Deus.    7145 8 1 17 Onde quer que morreres, morrerei eu, e ali serei sepultada. Assim me faça o Senhor, e outro tanto, se outra coisa que não seja a morte me separar de ti.    7146 8 1 18 Vendo Noêmi que de todo estava resolvida a ir com ela, deixou de lhe falar nisso.    7147 8 1 19 Assim, pois, foram-se ambas, até que chegaram a Belém. E sucedeu que, ao entrarem em Belém, toda a cidade se comoveu por causa delas, e as mulheres perguntavam: É esta, porventura, Noêmi?    7148 8 1 20 Ela, porém, lhes respondeu: Não me chameis Noêmi; chamai-me Mara, porque o Todo-Poderoso me encheu de amargura.    7149 8 1 21 Cheia parti, porém vazia o Senhor me fez tornar. Por que, pois, me chamais Noêmi, visto que o Senhor testemunhou contra mim, e o Todo-Poderoso me afligiu?    7150 8 1 22 Assim Noêmi voltou, e com ela Rute, a moabita, sua nora, que veio do país de Moabe; e chegaram a Belém no principio da sega da cevada.    7151 8 2 1 Ora, tinha Noêmi um parente de seu marido, homem poderoso e rico, da família de Elimeleque; e ele se chamava Boaz.    7152 8 2 2 Rute, a moabita, disse a Noêmi: Deixa-me ir ao campo a apanhar espigas atrás daquele a cujos olhos eu achar graça. E ela lhe respondeu: Vai, minha filha.    7153 8 2 3 Foi, pois, e chegando ao campo respigava após os segadores; e caiu-lhe em sorte uma parte do campo de Boaz, que era da família de Elimeleque.    7154 8 2 4 E eis que Boaz veio de Belém, e disse aos segadores: O Senhor seja convosco. Responderam-lhe eles: O Senhor te abençoe.    7155 8 2 5 Depois perguntou Boaz ao moço que estava posto sobre os segadores: De quem é esta moça?    7156 8 2 6 Respondeu-lhe o moço: Esta é a moça moabita que voltou com Noêmi do país de Moabe.    7157 8 2 7 Disse-me ela: Deixa-me colher e ajuntar espigas por entre os molhos após os segadores: Assim ela veio, e está aqui desde pela manhã até agora, sem descansar nem sequer um pouco.    7158 8 2 8 Então disse Boaz a Rute: Escuta filha minha; não vás colher em outro campo, nem tampouco passes daqui, mas ajunta-te às minhas moças.    7159 8 2 9 Os teus olhos estarão atentos no campo que segarem, e irás após elas; não dei eu ordem aos moços, que não te molestem? Quando tiveres sede, vai aos vasos, e bebe do que os moços tiverem tirado.    7160 8 2 10 Então ela, inclinando-se e prostrando-se com o rosto em terra, perguntou-lhe: Por que achei eu graça aos teus olhos, para que faças caso de mim, sendo eu estrangeira?    7161 8 2 11 Ao que lhe respondeu Boaz: Bem se me contou tudo quanto tens feito para com tua sogra depois da morte de teu marido; como deixaste a teu pai e a tua mãe, e a terra onde nasceste, e vieste para um povo que dantes não conhecias.    7162 8 2 12 O Senhor recompense o que fizeste, e te seja concedido pleno galardão da parte do Senhor Deus de Israel, sob cujas asas te vieste abrigar.    7163 8 2 13 E disse ela: Ache eu graça aos teus olhos, senhor meu, pois me consolaste, e falaste bondosamente a tua serva, não sendo eu nem mesmo como uma das tuas criadas.    7164 8 2 14 Também à hora de comer, disse-lhe Boaz: Achega-te, come do pão e molha o teu bocado no vinagre. E, sentando-se ela ao lado dos segadores, ele lhe ofereceu grão tostado, e ela comeu e ficou satisfeita, e ainda lhe sobejou.    7165 8 2 15 Quando ela se levantou para respigar, Boaz deu ordem aos seus moços, dizendo: Até entre os molhos deixai-a respirar, e não a censureis.    7166 8 2 16 Também, tirai dos molhos algumas espigas e deixai-as ficar, para que as colha, e não a repreendais.    7167 8 2 17 Assim ela respigou naquele campo até a tarde; e debulhou o que havia apanhado e foi quase uma efa de cevada.    7168 8 2 18 Então, carregando com a cevada, veio à cidade; e viu sua sogra o que ela havia apanhado. Também Rute tirou e deu-lhe o que lhe sobejara depois de fartar-se.    7169 8 2 19 Ao que lhe perguntou sua sogra: Onde respigaste hoje, e onde trabalhaste? Bendito seja aquele que fez caso de ti. E ela relatou à sua sogra com quem tinha trabalhado, e disse: O nome do homem com quem hoje trabalhei é Boaz.    7170 8 2 20 Disse Noêmi a sua nora: Bendito seja ele do Senhor, que não tem deixado de misturar a sua beneficência nem para com os vivos nem para com os mortos. Disse-lhe mais Noêmi: Esse homem é parente nosso, um dos nossos remidores.    7171 8 2 21 Respondeu Rute, a moabita: Ele me disse ainda: Seguirás de perto os meus moços até que tenham acabado toda a minha sega.    7172 8 2 22 Então disse Noêmi a sua nora, Rute: Bom é, filha minha, que saias com as suas moças, e que não te encontrem noutro campo.    7173 8 2 23 Assim se ajuntou com as moças de Boaz, para respigar até e fim da sega da cevada e do trigo; e morava com a sua sogra.    7174 8 3 1 Depois lhe disse Noêmi, sua sogra: Minha filha, não te hei de buscar descanso, para que fiques bem?    7175 8 3 2 Ora pois, não é Boaz, com cujas moças estiveste, de nossa parentela. Eis que esta noite ele vai joeirar a cevada na eira.    7176 8 3 3 Lava-te pois, unge-te, veste os teus melhores vestidos, e desce à eira; porém não te dês a conhecer ao homem, até que tenha acabado de comer e beber.    7177 8 3 4 E quando ele se deitar, notarás o lugar em que se deita; então entrarás, descobrir-lhe-ás os pés e te deitarás, e ele te dirá o que deves fazer.    7178 8 3 5 Respondeu-lhe Rute: Tudo quanto me disseres, farei.    7179 8 3 6 Então desceu à eira, e fez conforme tudo o que sua sogra lhe tinha ordenado.    7180 8 3 7 Havendo, pois, Boaz comido e bebido, e estando já o seu coração alegre, veio deitar-se ao pé de uma meda; e vindo ela de mansinho, descobriu-lhe os pés, e se deitou.    7181 8 3 8 Ora, pela meia-noite, o homem estremeceu, voltou-se, e viu uma mulher deitada aos seus pes.    7182 8 3 9 E perguntou ele: Quem és tu? Ao que ela respondeu: Sou Rute, tua serva; estende a tua capa sobre a tua serva, porque tu és o remidor.    7183 8 3 10 Então disse ele: Bendita sejas tu do Senhor, minha filha; mostraste agora mais bondade do que dantes, visto que após nenhum mancebo foste, quer pobre quer rico.    7184 8 3 11 Agora, pois, minha filha, não temas; tudo quanto disseres te farei, pois toda a cidade do meu povo sabe que és mulher virtuosa.    7185 8 3 12 Ora, é bem verdade que eu sou remidor, porém há ainda outro mais chegado do que eu.    7186 8 3 13 Fica-te aqui esta noite, e será que pela manhã, se ele cumprir para contigo os deveres de remidor, que o faça; mas se não os quiser cumprir, então eu o farei tão certamente como vive o Senhor; deita-te até pela manhã.    7187 8 3 14 Ficou, pois, deitada a seus pés até pela manhã, e levantou-se antes que fosse possível a uma pessoa reconhecer outra; porquanto ele disse: Não se saiba que uma mulher veio à eira.    7188 8 3 15 Disse mais: Traze aqui a capa com que te cobres, e segura-a. Segurou-a, pois, e ele as mediu seis medidas de cevada, e lhas pôs no ombro. Então ela foi para a cidade.    7189 8 3 16 Quando chegou à sua sogra, esta lhe perguntou: Como te houveste, minha filha? E ela lhe contou tudo quanto aquele homem lhe fizera.    7190 8 3 17 Disse mais: Estas seis medidas de cevada ele mas deu, dizendo: Não voltarás vazia para tua sogra.    7191 8 3 18 Então disse Noêmi: Espera, minha filha, até que saibas como irá terminar o caso; porque aquele homem não descansará enquanto não tiver concluído hoje este negócio.    7192 8 4 1 Boaz subiu à porta, e sentou-se ali; e eis que o remidor de quem ar de jumentos. Ela o levou à casa de seu pai, o qual, vendo-o, ele, desviando-se para ali, sentou-se.    7193 8 4 2 Então Boaz tomou dez homens dentre os anciãos da cidade, e lhes disse: Sentai-vos aqui. E eles se sentaram.    7194 8 4 3 Disse Boaz ao remidor: Noêmi, que voltou da terra dos moabitas, vendeu a parte da terra que pertencia a Elimeleque; nosso irmão.    7195 8 4 4 Resolvi informar-te disto, e dizer-te: Compra-a na presença dos que estão sentados aqui, na presença dos anciãos do meu povo; se hás de redimi-la, redime-a, e se não, declara-mo, para que o saiba, pois outro não há, senão tu, que a redima, e eu depois de ti. Então disse ele: Eu a redimirei.    7196 8 4 5 Disse, porém, Boaz: No dia em que comprares o campo da mão de Noêmi, também tomarás a Rute, a moabita, que foi mulher do falecido, para suscitar o nome dele na sua herança.    7197 8 4 6 Então disse o remidor: Não poderei redimi-lo para mim, para que não prejudique a minha própria herança; toma para ti o meu direito de remissão, porque eu não o posso fazer.    7198 8 4 7 Outrora em Israel, para confirmar qualquer negócio relativo à remissão e à permuta, o homem descalçava o sapato e o dava ao seu próximo; e isto era por testemunho em Israel.    7199 8 4 8 Dizendo, pois, o remidor a Boaz: Compra-a para ti, descalçou o sapato.    7200 8 4 9 Então Boaz disse aos anciãos e a todo o povo: Sois hoje testemunhas de que comprei tudo quanto foi de Elimeleque, e de Quiliom, e de Malom, da mão de Noêmi,    7201 8 4 10 e de que também tomei por mulher a Rute, a moabita, que foi mulher de Malom, para suscitar o nome do falecido na sua herança, para que a nome dele não seja desarraigado dentre seus irmãos e da porta do seu lugar; disto sois hoje testemunhas.    7202 8 4 11 Ao que todo o povo que estava na porta e os anciãos responderam: Somos testemunhas. O Senhor faça a esta mulher, que entra na tua casa, como a Raquel e a Léia, que juntas edificaram a casa de Israel. Porta-te valorosamente em Efrata, e faze-te nome afamado em Belém.    7203 8 4 12 Também seja a tua casa como a casa de Pérez, que Tamar deu a Judá, pela posteridade que o Senhor te der desta moça.    7204 8 4 13 Assim tomou Boaz a Rute, e ela lhe foi por mulher; ele a conheceu, e o Senhor permitiu a Rute conceber, e ela teve um filho.    7205 8 4 14 Disseram então as mulheres a Noêmi: Bendito seja o Senhor, que não te deixou hoje sem remidor; e torne-se o seu nome afamado em Israel.    7206 8 4 15 Ele será restaurador da tua vida, e consolador da tua velhice, pois tua nora, que te ama, o deu à luz; ela te é melhor do que sete filhos.    7207 8 4 16 E Noêmi tomou o menino, pô-lo no seu regaço, e foi sua ama.    7208 8 4 17 E as vizinhas deram-lhe nome, dizendo: A Noêmi nasceu um filho, E chamaram ao menino Obede. Este é o pai de Jessé, pai de Davi.    7209 8 4 18 São estas as gerações de Pérez: Pérez gerou a Hezrom,    7210 8 4 19 Hezrom gerou a Rão, Rão gerou a Aminadabe,    7211 8 4 20 Aminadabe gereu a Nasom, Nasom gerou a Salmom,    7212 8 4 21 Salmom gerou a Boaz, Boaz gerou a Obede,    7213 8 4 22 Obede gerou a Jessé, e Jessé gerou a Davi.    7214 9 1 1 Houve um homem de Ramataim-Zofim, da região montanhosa de Efraim, cujo nome era Elcana, filho de Jeroão, filho de Eliú, filho de Toú, filho de Zufe, efraimita.    7215 9 1 2 Tinha ele duas mulheres: uma se chamava Ana, e a outra Penina. Penina tinha filhos, porém Ana não os tinha.    7216 9 1 3 De ano em ano este homem subia da sua cidade para adorar e sacrificar ae Senhor dos exércites em Siló. Assistiam ali os sacerdotes do Senhor, Hofni e Finéias, os dois filhos de Eli.    7217 9 1 4 No dia em que Elcana sacrificava, costumava dar quinhões a Penina, sua mulher, e a todos os seus filhos e filhas;    7218 9 1 5 porém a Ana, embora a amasse, dava um só quinhão, porquanto o Senhor lhe havia cerrado a madre.    7219 9 1 6 Ora, a sua rival muito a provocava para irritá-la, porque o Senhor lhe havia cerrado a madre.    7220 9 1 7 E assim sucedia de ano em ano que, ao subirem à casa do Senhor, Penina provocava a Ana; pelo que esta chorava e não comia.    7221 9 1 8 Então Elcana, seu marido, lhe perguntou: Ana, por que choras? e porque não comes? e por que está triste o teu coração? Não te sou eu melhor de que dez filhos?    7222 9 1 9 Então Ana se levantou, depois que comeram e beberam em Siló; e Eli, sacerdote, estava sentado, numa cadeira, junto a um pilar do templo do Senhor.    7223 9 1 10 Ela, pois, com amargura de alma, orou ao Senhor, e chorou muito,    7224 9 1 11 e fez um voto, dizendo: ç Senhor dos exércitos! se deveras atentares para a aflição da tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva não te esqueceres, mas lhe deres um filho varão, ao Senhor o darei por todos os dias da sua vida, e pela sua cabeça não passará navalha.    7225 9 1 12 Continuando ela a orar perante e Senhor, Eli observou a sua boca;    7226 9 1 13 porquanto Ana falava no seu coração; só se moviam os seus lábios, e não se ouvia a sua voz; pelo que Eli a teve por embriagada,    7227 9 1 14 e lhe disse: Até quando estarás tu embriagada? Aparta de ti o teu vinho.    7228 9 1 15 Mas Ana respondeu: Não, Senhor meu, eu sou uma mulher atribulada de espírito; não bebi vinho nem bebida forte, porém derramei a minha alma perante o Senhor.    7229 9 1 16 Não tenhas, pois, a tua serva por filha de Belial; porque da multidão dos meus cuidados e do meu desgosto tenho falado até agora.    7230 9 1 17 Então lhe respondeu Eli: Vai-te em paz; e o Deus de Israel te conceda a petição que lhe fizeste.    7231 9 1 18 Ao que disse ela: Ache a tua serva graça aos teus olhos. Assim a mulher se foi o seu caminho, e comeu, e já não era triste o seu semblante.    7232 9 1 19 Depois, levantando-se de madrugada, adoraram perante o Senhor e, voltando, foram a sua casa em Ramá. Elcana conheceu a Ana, sua mulher, e o Senhor se lembrou dela.    7233 9 1 20 De modo que Ana concebeu e, no tempo devido, teve um filho, ao qual chamou Samuel; porque, dizia ela, o tenho pedido ao Senhor.    7234 9 1 21 Subiu, pois aquele homem, Elcana, com toda a sua casa, para oferecer ao Senhor o sacrifício anual e cumprir o seu voto.    7235 9 1 22 Ana, porém, não subiu, pois disse a seu marido: Quando o menino for desmamado, então e levarei, para que apareça perante o Senhor, e lá fique para sempre.    7236 9 1 23 E Elcana, seu marido, lhe disse: faze o que bem te parecer; fica até que o desmames; tão-somente confirme o Senhor a sua palavra. Assim ficou a mulher, e amamentou seu filho, até que o desmamou.    7237 9 1 24 Depois de o ter desmamado, ela o tomou consigo, com um touro de três anos, uma efa de farinha e um odre de vinho, e o levou à casa do Senhor, em Siló; e era o menino ainda muito criança.    7238 9 1 25 Então degolaram o touro, e trouxeram o menino a Eli;    7239 9 1 26 e disse ela: Ah, meu Senhor! tão certamente como vive a tua alma, meu Senhor, eu sou aquela mulher que aqui esteve contigo, orando ao Senhor.    7240 9 1 27 Por este menino orava eu, e o Senhor atendeu a petição que eu lhe fiz.    7241 9 1 28 Por isso eu também o entreguei ao Senhor; por todos os dias que viver, ao Senhor está entregue. E adoraram ali ao Senhor.    7242 9 2 1 Então Ana orou, dizendo: O meu coração exulta no Senhor; o meu poder está exaltado no Senhor; a minha boca dilata-se contra os meus imimigos, porquanto me regozijo na tua salvação.    7243 9 2 2 Ninguém há santo como o Senhor; não há outro fora de ti; não há rocha como a nosso Deus.    7244 9 2 3 Não faleis mais palavras tão altivas, nem saia da vossa boca a arrogância; porque o Senhor é o Deus da sabedoria, e por ele são pesadas as ações.    7245 9 2 4 Os arcos dos fortes estão quebrados, e os fracos são cingidos de força.    7246 9 2 5 Os que eram fartos se alugam por pão, e deixam de ter fome os que eram famintos; até a estéril teve sete filhos, e a que tinha muitos filhos enfraquece.    7247 9 2 6 O Senhor é o que tira a vida e a dá; faz descer ao Seol e faz subir dali.    7248 9 2 7 O Senhor empobrece e enriquece; abate e também exalta.    7249 9 2 8 Levanta do pó o pobre, do monturo eleva o necessitado, para os fazer sentar entre os príncipes, para os fazer herdar um trono de glória; porque do Senhor são as colunas da terra, sobre elas pôs ele o mundo.    7250 9 2 9 Ele guardará os pés dos seus santos, porém os ímpios ficarão mudos nas trevas, porque o homem não prevalecerá pela força.    7251 9 2 10 Os que contendem com o Senhor serão quebrantados; desde os céus trovejará contra eles. O Senhor julgará as extremidades da terra; dará força ao seu rei, e exaltará o poder do seu ungido.    7252 9 2 11 Então Elcana se retirou a Ramá, à sua casa. O menino, porém, ficou servindo ao Senhor perante e sacerdote Eli.    7253 9 2 12 Ora, os filhos de Eli eram homens ímpios; não conheciam ao Senhor.    7254 9 2 13 Porquanto o costume desses sacerdotes para com o povo era que, oferecendo alguém um sacrifício, e estando-se a cozer a carne, vinha o servo do sacerdote, tendo na mão um garfo de três dentes,    7255 9 2 14 e o metia na panela, ou no tacho, ou no caldeirão, ou na marmita; e tudo quanto a garfo tirava, o sacerdote tomava para si. Assim faziam a todos os de Israel que chegavam ali em Siló.    7256 9 2 15 Também, antes de queimarem a gordura, vinha o servo do sacerdote e dizia ao homem que sacrificava: Dá carne de assar para o sacerdote; porque não receberá de ti carne cozida, mas crua.    7257 9 2 16 se lhe respondia o homem: Sem dúvida, logo há de ser queimada a gordura e depois toma quanto desejar a tua alma; então ele lhe dizia: Não hás de dá-la agora; se não, à força a tomarei.    7258 9 2 17 Era, pois, muito grande o pecado destes mancebos perante o Senhor, porquanto os homens vieram a desprezar a oferta do Senhor.    7259 9 2 18 Samuel, porém, ministrava perante o Senhor, sendo ainda menino, vestido de um éfode de linho.    7260 9 2 19 E sua mãe lhe fazia de ano em ano uma túnica pequena, e lha trazia quando com seu marido subia para oferecer o sacrifício anual.    7261 9 2 20 Então Eli abençoava a Elcana e a sua mulher, e dizia: O Senhor te dê desta mulher descendência, pelo empréstimo que fez ao Senhor. E voltavam para o seu lugar.    7262 9 2 21 Visitou, pois, o Senhor a Ana, que concebeu, e teve três filhos e duas filhas. Entrementes, o menino Samuel crescia diante do Senhor.    7263 9 2 22 Eli era já muito velho; e ouvia tudo quanto seus filhos faziam a todo o Israel, e como se deitavam com as mulheres que ministravam à porta da tenda da revelação.    7264 9 2 23 E disse-lhes: Por que fazeis tais coisas? pois ouço de todo este povo os vossos malefícios.    7265 9 2 24 Não, filhos meus, não é boa fama esta que ouço. Fazeis transgredir o povo do Senhor.    7266 9 2 25 Se um homem pecar contra outro, Deus o julgará; mas se um homem pecar contra o Senhor, quem intercederá por ele? Todavia eles não ouviram a voz de seu pai, porque o Senhor os queria destruir.    7267 9 2 26 E o menino Samuel ia crescendo em estatura e em graça diante do Senhor, como também diante dos homens.    7268 9 2 27 Veio um homem de Deus a Eli, e lhe disse: Assim diz o Senhor: Não me revelei, na verdade, à casa de teu pai, estando eles ainda no Egito, sujeitos à casa de Faraó?    7269 9 2 28 E eu o escolhi dentre todas as tribos de Israel para ser o meu sacerdote, para subir ao meu altar, para queimar o incenso, e para trazer o éfode perante mim; e dei à casa de teu pai todas as ofertas queimadas dos filhos de Israel.    7270 9 2 29 Por que desprezais o meu sacrifício e a minha oferta, que ordenei se fizessem na minha morada, e por que honras a teus filhos mais de que a mim, de modo a vos engordardes do principal de todas as ofertas do meu povo Israel?    7271 9 2 30 Portanto, diz o Senhor Deus de Israel: Na verdade eu tinha dito que a tua casa e a casa de teu pai andariam diante de mim perpetuamente. Mas agora o Senhor diz: Longe de mim tal coisa, porque honrarei aos que me honram, mas os que me desprezam serão desprezados.    7272 9 2 31 Eis que vêm dias em que cortarei o teu braço e o braço da casa de teu pai, para que não haja mais ancião algum em tua casa.    7273 9 2 32 E tu, na angústia, olharás com inveja toda a prosperidade que hei de trazer sobre Israel; e não haverá por todos os dias ancião algum em tua casa.    7274 9 2 33 O homem da tua linhagem a quem eu não desarraigar do meu altar será para consumir-te os olhos e para entristecer-te a alma; e todos es descendentes da tua casa morrerão pela espada dos homens.    7275 9 2 34 E te será por sinal o que sobrevirá a teus dois filhos, a Hofni e a Finéias; ambos morrerão no mesmo dia.    7276 9 2 35 E eu suscitarei para mim um sacerdote fiel, que fará segundo o que está no meu coração e na minha mente. Edificar-lhe-ei uma casa duradoura, e ele andará sempre diante de meu ungido.    7277 9 2 36 Também todo aquele que ficar de resto da tua casa virá a inclinar-se diante dele por uma moeda de prata e por um pedaço de pão, e dirá: Rogo-te que me admitas a algum cargo sacerdotal, para que possa comer um bocado de pão.    7278 9 3 1 Entretanto, o menino Samuel servia ao Senhor perante Eli. E a palavra de Senhor era muito rara naqueles dias; as visões não eram freqüentes.    7279 9 3 2 Sucedeu naquele tempo que, estando Eli deitado ne seu lugar (ora, os seus olhos começavam já a escurecer, de modo que não podia ver),    7280 9 3 3 e ainda não se havendo apagado a lâmpada de Deus, e estando Samuel também deitado no templo do Senhor, onde estava a arca de Deus,    7281 9 3 4 o Senhor chamou: Samuel! Samuel! Ele respondeu: Eis-me aqui.    7282 9 3 5 E correndo a Eli, disse-lhe: Eis-me aqui, porque tu me chamaste. Mas ele disse: Eu não te chamei; torna a deitar-te. E ele foi e se deitou.    7283 9 3 6 Tornou o Senhor a chamar: Samuel! E Samuel se levantou, foi a Eli e disse: Eis-me aqui, porque tu me chamaste. Mas ele disse: Eu não te chamei, filho meu; torna a deitar-te.    7284 9 3 7 Ora, Samuel ainda não conhecia ao Senhor, e a palavra de Senhor ainda não lhe tinha sido revelada.    7285 9 3 8 O Senhor, pois, tornou a chamar a Samuel pela terceira vez. E ele, levantando-se, foi a Eli e disse: Eis-me aqui, porque tu me chamaste. Então entendeu Eli que o Senhor chamava o menino.    7286 9 3 9 Pelo que Eli disse a Samuel: Vai deitar-te, e há de ser que, se te chamar, dirás: Fala, Senhor, porque o teu servo ouve. Foi, pois, Samuel e deitou-se no seu lugar.    7287 9 3 10 Depois veio o Senhor, parou e chamou como das outras vezes: Samuel! Samuel! Ao que respondeu Samuel: Fala, porque o teu servo ouve.    7288 9 3 11 Então disse o Senhor a Samuel: Eis que vou fazer uma coisa em Israel, a qual fará tinir ambos os ouvidos a todo o que a ouvir.    7289 9 3 12 Naquele mesmo dia cumprirei contra Eli, de princípio a fim, tudo quanto tenho falado a respeito da sua casa.    7290 9 3 13 Porque já lhe fiz: saber que hei de julgar a sua casa para sempre, por causa da iniqüidade de que ele bem sabia, pois os seus filhos blasfemavam a Deus, e ele não os repreendeu.    7291 9 3 14 Portanto, jurei à casa de Eli que nunca jamais será expiada a sua iniqüidade, nem com sacrifícios, nem com ofertas.    7292 9 3 15 Samuel ficou deitado até pela manhã, e então abriu as portas da casa do Senhor; Samuel, porém, temia relatar essa visão a Eli.    7293 9 3 16 Mas chamou Eli a Samuel, e disse: Samuel, meu filho! Ao que este respondeu: Eis-me aqui.    7294 9 3 17 Eli perguntou-lhe: Que te falou o Senhor? peço-te que não mo encubras; assim Deus te faça, e outro tanto, se me encobrires alguma coisa de tudo o que te falou.    7295 9 3 18 Samuel, pois, relatou-lhe tudo, e nada lhe encobriu. Então disse Eli: Ele é o Senhor, faça o que bem parecer aos seus olhos.    7296 9 3 19 Samuel crescia, e o Senhor era com ele e não deixou nenhuma de todas as suas palavras cair em terra.    7297 9 3 20 E todo o Israel, desde Dã até Berseba, conheceu que Samuel estava confirmado como profeta do Senhor.    7298 9 3 21 E voltou o Senhor a aparecer em Siló; porquanto o Senhor se manifestava a Samuel em Siló pela sua palavra. E chegava a palavra de Samuel a todo o Israel.    7299 9 4 1 Ora, saiu Israel à batalha contra os filisteus, e acampou-se perto de Ebenézer; e os filisteus se acamparam junto a Afeque.    7300 9 4 2 E os filisteus se dispuseram em ordem de batalha contra Israel; e, travada a peleja, Israel foi ferido diante dos filisteus, que mataram no campo cerca de quatro mil homens do exército.    7301 9 4 3 Quando o povo voltou ao arraial, disseram os anciãos de Israel: Por que nos feriu o Senhor hoje diante dos filisteus? Tragamos para nós de Siló a arca do pacto do Senhor, para que ela venha para o meio de nós, e nos livre da mão de nossos inimigos.    7302 9 4 4 Enviou, pois, o povo a Siló, e trouxeram de lá a arca do pacto do Senhor dos exércitos, que se assenta sobre os querubins; e os dois filhos de Eli, Hofni e Finéias, estavam ali com a arca do pacto de Deus.    7303 9 4 5 Quando a arca do pacto do Senhor chegou ao arraial, prorrompeu todo o Israel em grandes gritos, de modo que a terra vibrou.    7304 9 4 6 E os filisteus, ouvindo o som da gritaria, disseram: Que quer dizer esta grande vozearia no arraial dos hebreus? Quando souberam que a arca do Senhor havia chegado ao arraial,    7305 9 4 7 os filisteus se atemorizaram; e diziam: Os deuses vieram ao arraial. Diziam mais: Ai de nós! porque nunca antes sucedeu tal coisa.    7306 9 4 8 Ai de nós! quem nos livrará da mão destes deuses possantes? Estes são os deuses que feriram aos egípcios com toda sorte de pragas no deserto.    7307 9 4 9 Esforçai-vos, e portai-vos varonilmente, ó filisteus, para que porventura não venhais a ser escravos dos hebreus, como eles o foram vossos; portai-vos varonilmente e pelejai.    7308 9 4 10 Então pelejaram os filisteus, e Israel foi derrotado, fugindo cada um para a sua tenda; e houve mui grande matança, pois caíram de Israel trinta mil homens de infantaria.    7309 9 4 11 Também foi tomada a arca de Deus, e os dois filhos de Eli, Hofni e Finéias, foram mortos.    7310 9 4 12 Então um homem de Benjamim, correndo do campo de batalha chegou no mesmo dia a Siló, com as vestes rasgadas e terra sobre a cabeça.    7311 9 4 13 Ao chegar ele, estava Eli sentado numa cadeira ao pé do caminho vigiando, porquanto o seu coração estava tremendo pela arca de Deus. E quando aquele homem chegou e anunciou isto na cidade, a cidade toda prorrompeu em lamentações.    7312 9 4 14 E Eli, ouvindo a voz do lamento, perguntou: Que quer dizer este alvoroço? Então o homem, apressando-se, chegou e o anunciou a Eli.    7313 9 4 15 Ora, Eli tinha noventa e oito anos; e os seus olhos haviam cegado, de modo que já não podia ver.    7314 9 4 16 E disse aquele homem a Eli: Estou vindo do campo de batalha, donde fugi hoje mesmo. Perguntou Eli: Que foi que sucedeu, meu filho?    7315 9 4 17 Então respondeu o que trazia as novas, e disse: Israel fugiu de diante dos filisteus, e houve grande matança entre o povo; além disto, também teus dois filhos, Hofni e Finéias, são mortos, e a arca de Deus é tomada.    7316 9 4 18 Quando ele fez menção da arca de Deus, Eli caiu da cadeira para trás, junto à porta, e quebrou-se-lhe o pescoço, e morreu, porquanto era homem velho e pesado. Ele tinha julgado a Israel quarenta anos.    7317 9 4 19 E estando sua nora, a mulher de Finéias, grávida e próxima ao parto, e ouvindo estas novas, de que a arca de Deus era tomada, e de que seu sogro e seu marido eram mortos, encurvou-se e deu à luz, porquanto as dores lhe sobrevieram.    7318 9 4 20 E, na hora em que ia morrendo, disseram as mulheres que estavam com ela: Não temas, pois tiveste um filho. Ela, porém, não respondeu, nem deu atenção a isto.    7319 9 4 21 E chamou ao menino de Icabô, dizendo: De Israel se foi a glória! Porque fora tomada a arca de Deus, e por causa de seu sogro e de seu marido.    7320 9 4 22 E disse: De Israel se foi a glória, pois é tomada a arca de Deus.    7321 9 5 1 Os filisteus, pois, tomaram a arca de Deus, e a levaram de Ebenézer a Asdode.    7322 9 5 2 Então os filisteus tomaram a arca de Deus e a introduziram na casa de Dagom, e a puseram junto a Dagom.    7323 9 5 3 Levantando-se, porém, de madrugada no dia seginte os de Asdode, eis que Dagom estava caído com o rosto em terra diante da arca do Senhor; e tomaram a Dagom, e tornaram a pô-lo no seu lugar.    7324 9 5 4 E, levantando-se eles de madrugada no dia seguinte, eis que Dagom estava caído com o rosto em terra diante da arca do Senhor; e a cabeça de Dagom e ambas as suas mãos estavam cortadas sobre o limiar; somente o tronco ficou a Dagom.    7325 9 5 5 Pelo que nem os sacerdotes de Dagom, nem nenhum de todos os que entram na casa de Dagom, pisam o limiar de Dagom em Asdode, até o dia de hoje.    7326 9 5 6 Entretanto a mão do Senhor se agravou sobre os de Asdode, e os assolou, e os feriu com tumores, a Asdode e aos seus termos.    7327 9 5 7 O que tendo visto os homens de Asdode, disseram: Não fique conosco a arca do Deus de Israel, pois a sua mão é dura sobre nós, e sobre Dagom, nosso deus.    7328 9 5 8 Pelo que enviaram mensageiros e congregaram a si todos os chefes dos filisteus, e disseram: Que faremos nós da arca do Deus de Israel? Responderam: Seja levada para Gate. Assim levaram para lá a arca do Deus de Israel.    7329 9 5 9 E desde que a levaram para lá, a mão do Senhor veio contra aquela cidade, causando grande pânico; pois feriu aos homens daquela cidade, desde o pequeno até o grande, e nasceram-lhes tumores.    7330 9 5 10 Então enviaram a arca de Deus a Ecrom. Sucedeu porém que, vindo a arca de Deus a Ecrom, os de Ecrom exclamaram, dizendo: Transportaram para nós a arca de Deus de Israel, para nos matar a nós e ao nosso povo.    7331 9 5 11 Enviaram, pois, mensageiros, e congregaram a todos os chefes dos filisteus, e disseram: Enviai daqui a arca do Deus de Israel, e volte ela para o seu lugar, para que não nos mate a nós e ao nosso povo. Porque havia pânico mortal em toda a cidade, e a mão de Deus muito se agravara sobre ela.    7332 9 5 12 Pois os homens que não morriam eram feridos com tumores; de modo que o clamor da cidade subia até o céu.    7333 9 6 1 A arca do Senhor ficou na terra dos filisteus sete meses.    7334 9 6 2 Então os filisteus chamaram os sacerdotes e os adivinhadores para dizer-lhes: Que faremos nós da arca do Senhor? Fazei-nos saber como havemos de enviá-la para o seu lugar.    7335 9 6 3 Responderam eles: Se enviardes a arca do Deus de Israel, não a envieis vazia, porém sem falta enviareis a ele uma oferta pela culpa; então sereis curados, e se vos fará saber por que a sua mão não se retira de vós.    7336 9 6 4 Então perguntaram: Qual é a oferta pela culpa que lhe havemos de enviar? Eles responderam: Segundo o número dos chefes dos filisteus, cinco tumores de ouro e cinco ratos de ouro, porque a praga é uma e a mesma sobre todos os vossos príncipes.    7337 9 6 5 Fazei, pois, imagens, dos vossos tumores, e dos ratos que andam destruindo a terra, e dai glória ao Deus de Israel; porventura aliviará o peso da sua mão de sobre vós, e de sobre vosso deus, e de sobre vossa terra:    7338 9 6 6 Por que, pois, endureceríeis os vossos corações, como os egípcios e Faraó endureceram os seus corações? Porventura depois de os haver Deus castigado, não deixaram ir o povo, e este não se foi?    7339 9 6 7 Agora, pois, fazei um carro novo, tomai duas vacas que estejam criando, sobre as quais não tenha vindo o jugo, atai-as ao carro e levai os seus bezerros de após elas para casa.    7340 9 6 8 Tomai a arca de Senhor, e ponde-a sobre o carro; também metei num cofre, ao seu lado, as jóias de ouro que haveis de oferecer ao Senhor como ofertas pela culpa; e assim a enviareis, para que se vá.    7341 9 6 9 Reparai então: se ela subir pelo caminho do seu termo a Bete-Semes, foi ele quem nos fez este grande mal; mas, se não, saberemos que não foi a sua mão que nos feriu, e que isto nos sucedeu por acaso.    7342 9 6 10 Assim, pois, fizeram aqueles homens: tomaram duas vacas que criavam, ataram-nas ao carro, e encerraram os bezerros em casa;    7343 9 6 11 também puseram a arca do Senhor sobre o carro, bem como e cofre com os ratos de ouro e com as imagens dos seus tumores.    7344 9 6 12 Então as vacas foram caminhando diretamente pelo caminho de Bete-Semes, seguindo a estrada, andando e berrando, sem se desviarem nem para a direita nem para a esquerda; e os chefes dos filisteus foram seguindo-as até o termo de Bete-Semes.    7345 9 6 13 Ora, andavam os de Bete-Semes fazendo a sega do trigo no vale; e, levantando os olhos, viram a arca e, vendo-a, se alegraram.    7346 9 6 14 Tendo chegado o carro ao campo de Josué, o bete-semita, parou ali, onde havia uma grande pedra. Fenderam a madeira do carro, e ofereceram as vacas ao Senhor em holocausto.    7347 9 6 15 Nisso os levitas desceram a arca do Senhor, como também o cofre que estava junto a ela, em que se achavam as jóias de ouro, e puseram-nos sobre aquela grande pedra; e no mesmo dia os homens de Bete-Semes ofereceram holocaustos e sacrifícios ao Senhor.    7348 9 6 16 E os cinco chefes dos filisteus, tendo visto aquilo, voltaram para Ecrom no mesmo dia.    7349 9 6 17 Estes, pois, são os tumores de ouro que os filisteus enviaram ao Senhor como oferta pela culpa: por Asdode um, por Gaza outro, por Asquelom outro, por Gate outro, por Ecrom outro.    7350 9 6 18 Como também os ratos de ouro, segundo o número de todas as cidades dos filisteus, pertencentes aos cinco chefes, desde as cidades fortificadas até as aldeias campestres. Disso é testemunha a grande pedra sobre a qual puseram a arca do Senhor, pedra que ainda está até o dia de hoje no campo de Josué, o bete-semita.    7351 9 6 19 Ora, o Senhor feriu os homens de Bete-Semes, porquanto olharam para dentro da arca do Senhor; feriu do povo cinqüenta mil e setenta homens; então o povo se entristeceu, porque o Senhor o ferira com tão grande morticínio.    7352 9 6 20 Disseram os homens de Bete-Semes: Quem poderia subsistir perante o Senhor, este Deus santo? e para quem subirá de nós?    7353 9 6 21 Enviaram, pois, mensageiros aos habitantes de Quiriate-Jearim, para lhes dizerem: Os filisteus remeteram a arca do Senhor; descei, e fazei-a subir para vós.    7354 9 7 1 Vieram, pois, os homens de Quiriate-Jearim, tomaram a arca do Senhor e a levaram à casa de Abinadabe, no outeiro; e consagraram a Eleazar, filho dele, para que guardasse a arca da Senhor.    7355 9 7 2 E desde e dia em que a arca ficou em Queriate-Jearim passou-se muito tempo, chegando até vinte anos; então toda a casa de Israel suspirou pelo Senhor.    7356 9 7 3 Samuel, pois, falou a toda a casa de Israel, dizendo: Se de todo o vosso coração voltais para o Senhor, lançai do meio de vós os deuses estranhos e as astarotes, preparai o vosso coração para com o Senhor, e servi a ele só; e ele vos livrará da mão dos filisteus.    7357 9 7 4 Os filhos de Israel, pois, lançaram do meio deles os baalins e as astarotes, e serviram so ao Senhor.    7358 9 7 5 Disse mais Samuel: Congregai a todo o Israel em Mizpá, e orarei por vós ao Senhor.    7359 9 7 6 Congregaram-se, pois, em Mizpá, tiraram água e a derramaram perante o Senhor; jejuaram aquele dia, e ali disseram: Pecamos contra o Senhor. E Samuel julgava os filhos de Israel em Mizpá.    7360 9 7 7 Quando os filisteus ouviram que os filhos de Israel estavam congregados em Mizpá, subiram os chefes dos filisteus contra Israel. Ao saberem disto os filhos de Israel, temeram por causa dos filisteus.    7361 9 7 8 Pelo que disseram a Samuel: Não cesses de clamar ao Senhor nosso Deus por nós, para que nos livre da mão dos filisteus.    7362 9 7 9 Então tomou Samuel um cordeiro de mama, e o ofereceu inteiro em holocausto ao Senhor; e Samuel clamou ao Senhor por Israel, e o Senhor o atendeu.    7363 9 7 10 Enquanto Samuel oferecia o holocausto, os filisteus chegaram para pelejar contra Israel; mas o Senhor trovejou naquele dia com grande estrondo sobre os filisteus, e os aterrou; de modo que foram derrotados diante dos filhos de Israel.    7364 9 7 11 Os homens de Israel, saindo de Mizpá, perseguiram os filisteus e os feriram até abaixo de Bete-Car.    7365 9 7 12 Então Samuel tomou uma pedra, e a pôs entre Mizpá e Sem, e lhe chamou Ebenézer; e disse: Até aqui nos ajudou o Senhor.    7366 9 7 13 Assim os filisteus foram subjugados, e não mais vieram aos termos de Israel, porquanto a mão do Senhor foi contra os filisteus todos os dias de Samuel.    7367 9 7 14 E as cidades que os filisteus tinham tomado a Israel lhe foram restituídas, desde Ecrom até Gate, cujos termos também Israel arrebatou da mão dos filisteus. E havia paz entre Israel e os amorreus.    7368 9 7 15 Samuel julgou a Israel todos os dias da sua vida.    7369 9 7 16 De ano em ano rodeava por Betel, Gilgal e Mizpá, julgando a Israel em todos esses lugares.    7370 9 7 17 Depois voltava a Ramá, onde estava a sua casa, e ali julgava a Israel; e edificou ali um altar ao Senhor.    7371 9 8 1 Ora, havendo Samuel envelhecido, constituiu a seus filhos por juízes sobre Israel.    7372 9 8 2 O seu filho primogênito chamava-se Joel, e o segundo Abias; e julgavam em Berseba.    7373 9 8 3 Seus filhos, porém, não andaram nos caminhos dele, mas desviaram-se após o lucro e, recebendo peitas, perverteram a justiça.    7374 9 8 4 Então todos os anciãos de Israel se congregaram, e vieram ter com Samuel, a Ramá,    7375 9 8 5 e lhe disseram: Eis que já estás velho, e teus filhos não andam nos teus caminhos. Constitui-nos, pois, agora um rei para nos julgar, como o têm todas as nações.    7376 9 8 6 Mas pareceu mal aos olhos de Samuel, quando disseram: Dá-nos um rei para nos julgar. Então Samuel orou ao Senhor.    7377 9 8 7 Disse o Senhor a Samuel: Ouve a voz do povo em tudo quanto te dizem, pois não é a ti que têm rejeitado, porém a mim, para que eu não reine sobre eles.    7378 9 8 8 Conforme todas as obras que fizeram desde o dia em que os tirei do Egito até o dia de hoje, deixando-me a mim e servindo a outros deuses, assim também fazem a ti.    7379 9 8 9 Agora, pois, ouve a sua voz, contudo lhes protestarás solenemente, e lhes declararás qual será o modo de agir do rei que houver de reinar sobre eles.    7380 9 8 10 Referiu, pois, Samuel todas as palavras do Senhor ao povo, que lhe havia pedido um rei,    7381 9 8 11 e disse: Este será o modo de agir do rei que houver de reinar sobre vós: tomará os vossos filhos, e os porá sobre os seus carros, e para serem seus cavaleiros, e para correrem adiante dos seus carros;    7382 9 8 12 e os porá por chefes de mil e chefes de cinqüenta, para lavrarem os seus campos, fazerem as suas colheitas e fabricarem as suas armas de guerra e os petrechos de seus carros.    7383 9 8 13 Tomará as vossas filhas para perfumistas, cozinheiras e padeiras.    7384 9 8 14 Tomará o melhor das vossas terras, das vossas vinhas e dos vossos elivais, e o dará aos seus servos.    7385 9 8 15 Tomará e dízimo das vossas sementes e das vossas vinhas, para dar aos seus oficiais e aos seus servos.    7386 9 8 16 Também os vossos servos e as vossas servas, e os vossos melhores mancebos, e os vossos jumentos tomará, e os empregará no seu trabalho.    7387 9 8 17 Tomará o dízimo do vosso rebanho; e vós lhe servireis de escravos.    7388 9 8 18 Então naquele dia clamareis por causa de vosso rei, que vós mesmos houverdes escolhido; mas o Senhor não vos ouvira.    7389 9 8 19 O povo, porém, não quis ouvir a voz de Samuel; e disseram: Não, mas haverá sobre nós um rei,    7390 9 8 20 para que nós também sejamos como todas as outras nações, e para que o nosso rei nos julgue, e saia adiante de nós, e peleje as nossas batalhas.    7391 9 8 21 Ouviu, pois, Samuel todas as palavras do povo, e as repetiu aos ouvidos do Senhor.    7392 9 8 22 Disse o Senhor a Samuel: Dá ouvidos à sua voz, e constitui-lhes rei. Então Samuel disse aos homens de Israel: Volte cada um para a sua cidade.    7393 9 9 1 Ora, havia um homem de Benjamim, cujo nome era Quis, filho de Abiel, filho de Zeror, filho de Becorate, filho de Afias, filho dum benjamita; era varão forte e valoroso.    7394 9 9 2 Tinha este um filho, chamado Saul, jovem e tão belo que entre os filhos de Israel não havia outro homem mais belo de que ele; desde os ombros para cima sebressaía em altura a todo o povo.    7395 9 9 3 Tinham-se perdido as jumentas de Quis, pai de Saul; pelo que disse Quis a Saul, seu filho: Toma agora contigo um dos moços, levanta-te e vai procurar as jumentas.    7396 9 9 4 Passaram, pois, pela região montanhosa de Efraim, como também pela terra e Salisa, mas não as acharam; depois passaram pela terra de Saalim, porém tampouco estavam ali; passando ainda pela terra de Benjamim, não as acharam.    7397 9 9 5 Vindo eles, então, à terra de Zufe, Saul disse para o moço que ia com ele: Vem! Voltemos, para que não suceda que meu pai deixe de inquietar-se pelas jumentas e se aflija por causa de nós.    7398 9 9 6 Mas ele lhe disse: Eis que há nesta cidade um homem de Deus, e ele é muito considerado; tudo quanto diz, sucede infalivelmente. Vamos, pois, até lá; porventura nos mostrará o caminho que devemos seguir.    7399 9 9 7 Então Saul disse ao seu moço: Porém se lá formos, que levaremos ao homem? Pois o pão de nossos alforjes se acabou, e presente nenhum temos para levar ao homem de Deus; que temos?    7400 9 9 8 O moço tornou a responder a Saul, e disse: Eis que ainda tenho em mão um quarto dum siclo de prata, o qual darei ao homem de Deus, para que nos mostre o caminho.    7401 9 9 9 (Antigamente em Israel, indo alguém consultar a Deus, dizia assim: Vinde, vamos ao vidente; porque ao profeta de hoje, outrora se chamava vidente.)    7402 9 9 10 Então disse Saul ao moço: Dizes bem; vem, pois, vamos! E foram-se à cidade onde estava e homem de Deus.    7403 9 9 11 Quando eles iam subindo à cidade, encontraram umas moças que saíam para tirar água; e perguntaram-lhes: Está aqui o vidente?    7404 9 9 12 Ao que elas lhes responderam: Sim, eis aí o tens diante de ti; apressa-te, porque hoje veio à cidade, porquanto o povo tem hoje sacrifício no alto.    7405 9 9 13 Entrando vós na cidade, logo o achareis, antes que ele suba ao alto para comer; pois o povo não comerá até que ele venha, porque ele é o que abençoa a sacrifício, e depois os convidados comem. Subi agora, porque a esta hora o achareis.    7406 9 9 14 Subiram, pois, à cidade; e, ao entrarem, eis que Samuel os encontrou, quando saía para subir ao alto.    7407 9 9 15 Ora, o Senhor revelara isto aos ouvidos de Samuel, um dia antes de Saul chegar, dizendo:    7408 9 9 16 Amanhã a estas horas te enviarei um homem da terra de Benjamim, o qual ungirás por príncipe sobre o meu povo de Israel; e ele livrará o meu povo da mão dos filisteus; pois olhei para o meu povo, porque o seu clamor chegou a mim.    7409 9 9 17 E quando Samuel viu a Saul, o Senhor e disse: Eis aqui o homem de quem eu te falei. Este dominará sobre o meu povo.    7410 9 9 18 Então Saul se chegou a Samuel na porta, e disse: Mostra-me, peço-te, onde é a casa do vidente.    7411 9 9 19 Respondeu Samuel a Saul: Eu sou o vidente; sobe diante de mim ao alto, porque comereis hoje comigo; pela manhã te despedirei, e tudo quanto está no teu coração to declararei.    7412 9 9 20 Também quanto às jumentas que há três dias se te perderam, não te preocupes com elas, porque já foram achadas. Mas para quem é tudo o que é desejável em Israel? porventura não é para ti, e para toda a casa de teu pai?    7413 9 9 21 Então respondeu Saul: Acaso não sou eu benjamita, da menor das tribos de Israel? E não é a minha família a menor de todas as famílias da tribo de Benjamim? Por que, pois, me falas desta maneira?    7414 9 9 22 Samuel, porém, tomando a Saul e ao seu moço, levou-os à câmara, e deu-lhes o primeiro lugar entre os convidados, que eram cerca de trinta homens.    7415 9 9 23 Depois disse Samuel ao cozinheiro: Traze a porção que te dei, da qual te disse: põe-na à parte contigo.    7416 9 9 24 Levantou, pois, o cozinheiro a espádua, com o que havia nela, e pô-la diante de Saul. E disse Samuel: Eis que o que foi reservado está diante de ti. Come; porque te foi guardado para esta ocasião, para que o comesses com os convidados. Assim comeu Saul naquele dia com Samuel.    7417 9 9 25 Então desceram do alto para a cidade, e falou Samuel com Saul, no eirado.    7418 9 9 26 E se levantaram de madrugada, quase ao subir da alva, pois Samuel chamou a Saul, que estava no eirado, dizendo: Levanta-te para eu te despedir. Levantou-se, pois, Saul, e sairam ambos, ele e Samuel.    7419 9 9 27 Quando desciam para a extremidade da cidade, Samuel disse a Saul: Dize ao moço que passe adiante de nós (e ele passou); tu, porém, espera aqui, e te farei ouvir a palavra de Deus.    7420 9 10 1 Então Samuel tomou um vaso de azeite, e o derramou sobre a cabeça de Saul, e o beijou, e disse: Porventura não te ungiu o Senhor para ser príncipe sobre a sua herança?    7421 9 10 2 Quando te apartares hoje de mim, encontrarás dois homens junto ao sepulcro de Raquel, no termo de Benjamim, em Zelza, os quais te dirão: Acharam-se as jumentas que foste buscar, e eis que já o teu pai deixou de pensar nas jumentas, e anda aflito por causa de ti, dizendo: Que farei eu por meu filho?    7422 9 10 3 Então dali passarás mais adiante, e chegarás ao carvalho de Tabor; ali te encontrarão três homens, que vão subindo a Deus, a Betel, levando um três cabritos, outro três formas de pão, e o outro um odre de vinho.    7423 9 10 4 Eles te saudarão, e te darão dois pães, que receberás das mãos deles.    7424 9 10 5 Depois chegarás ao outeiro de Deus, onde está a guarnição dos filisteus; ao entrares ali na cidade, encontrarás um grupo de profetas descendo do alto, precedido de saltérios, tambores, flautas e harpas, e eles profetizando.    7425 9 10 6 E o Espírito do Senhor se apoderará de ti, e profetizarás com eles, e serás transformado em outro homem.    7426 9 10 7 Quando estes sinais te vierem, faze o que achar a tua mão para fazer, pois Deus é contigo.    7427 9 10 8 Tu, porém, descerás adiante de mim a Gilgal, e eis que eu descerei a ter contigo, para oferecer holocaustos e sacrifícios de ofertas pacíficas. Esperarás sete dias, até que eu vá ter contigo e te declare o que hás de fazer.    7428 9 10 9 Ao virar Saul as costas para se apartar de Samuel, Deus lhe mudou o coração em outro; e todos esses sinais aconteceram naquele mesmo dia.    7429 9 10 10 Quando eles iam chegando ao outeiro, eis que um grupo de profetas lhes saiu ao encontro; e o Espírito de Deus se apoderou de Saul, e ele profetizou no meio deles.    7430 9 10 11 Todos os que o tinham conhecido antes, ao verem que ele profetizava com os profetas, diziam uns aos outros: Que é que sucedeu ao filho de Quis? Está também Saul entre os profetas?    7431 9 10 12 Então um homem dali respondeu, e disse: Pois quem é o pai deles? Pelo que se tornou em provérbio: Está também Saul entre os profetas?    7432 9 10 13 Tendo ele acabado de profetizar, foi ao alto.    7433 9 10 14 Depois o tio de Saul perguntou-lhe, a ele e ao seu moço: Aonde fostes?: Respondeu ele: Procurar as jumentas; e, não as tendo encontrado, fomos ter com Samuel.    7434 9 10 15 Disse mais o tio de Saul: Declara-me, peço-te, o que vos disse Samuel.    7435 9 10 16 Ao que respondeu Saul a seu tio: Declarou-nos, seguramente, que as jumentas tinham sido encontradas. Mas quanto ao assunto do reino, de que Samuel falara, nada lhe declarou.    7436 9 10 17 Então Samuel convocou o povo ao Senhor em Mizpá;    7437 9 10 18 e disse aos filhos de Israel: Assim diz o Senhor Deus de Israel: Eu fiz subir a Israel do Egito, e vos livrei da mão dos egípcios e da mão de todos os reinos que vos oprimiam.    7438 9 10 19 Mas vós hoje rejeitastes a vosso Deus, àquele que vos livrou de todos os vossos males e angústias, e lhe dissestes: Põe um rei sobre nós. Agora, pois, ponde-vos perante o Senhor, segundo as vossas tribos e segundo os vossos milhares.    7439 9 10 20 Tendo, pois, Samuel feito chegar todas as tribos de Israel, foi tomada por sorte a tribo de Benjamim.    7440 9 10 21 E, quando fez chegar a tribo de Benjamim segundo as suas famílias, foi tomada a família de Matri, e dela foi tomado Saul, filho de Quis; e o procuraram, mas não foi encontrado.    7441 9 10 22 Pelo que tornaram a perguntar ao Senhor: Não veio o homem ainda para cá? E respondeu o Senhor: Eis que se escondeu por entre a bagagem:    7442 9 10 23 Correram, pois, e o trouxeram dali; e estando ele no meio do povo, sobressaía em altura a todo o povo desde os ombros para cima.    7443 9 10 24 Então disse Samuel a todo o povo: Vedes já a quem o Senhor escolheu: Não há entre o povo nenhum semelhante a ele. Então todo o povo o aclamou, dizendo: Viva o rei;    7444 9 10 25 Também declarou Samuel ao povo a lei do reino, e a escreveu num livro, e pô-lo perante o Senhor. Então Samuel despediu todo o povo, cada um para sua casa.    7445 9 10 26 E foi também Saul para sua casa em Gibeá; e foram com ele homens de valor, aqueles cujo coração Deus tocara.    7446 9 10 27 Mas alguns homens ímpios disseram: Como pode este homem nos livrar? E o desprezaram, e não lhe trouxeram presentes; porém ele se fez como surdo.    7447 9 11 1 Então subiu Naás, o amonita, e sitiou a Jabes-Gileade. E disseram todos os homens de Jabes a Naás: Faze aliança conosco, e te serviremos.    7448 9 11 2 Respondeu-lhes, porém, Naás, o amonita: Com esta condição farei aliança convosco: que a todos vos arranque o olho direito; assim porei opróbrio sobre todo o Israel.    7449 9 11 3 Ao que os anciãos de Jabes lhe disseram: Concede-nos sete dias, para que enviemos mensageiros por todo o território de Israel; e, não havendo ninguém que nos livre, entregar-nos-emos a ti.    7450 9 11 4 Então, vindo os mensageiros a Gibeá de Saul, falaram estas palavras aos ouvidos do povo. Pelo que todo o povo levantou a voz e chorou.    7451 9 11 5 E eis que Saul vinha do campo, atrás dos bois; e disse Saul: Que tem o povo, que chega? E contaram-lhe as palavras dos homens de Jabes.    7452 9 11 6 Então o Espírito de Deus se apoderou de Saul, ao ouvir ele estas palavras; e acendeu-se sobremaneira a sua ira.    7453 9 11 7 Tomou ele uma junta de bois, cortou-os em pedaços, e os enviou por todo o território de Israel por mãos de mensageiros, dizendo: Qualquer que não sair após Saul e após Samuel, assim se fará aos seus bois. Então caiu o temor do Senhor sobre o povo, e acudiram como um só homem.    7454 9 11 8 Saul passou-lhes revista em Bezeque; e havia dos homens de Israel trezentos mil, e dos homens de Judá trinta mil.    7455 9 11 9 Então disseram aos mensageiros que tinham vindo: Assim direis aos homens de Jabes-Gileade: Amanhã, em aquentando o sol, vos virá livramento. Vindo, pois, os mensageiros, anunciaram-no aos homens de Jabes, os quais se alegraram.    7456 9 11 10 E os homens de Jabes disseram aos amonitas: Amanhã nos entregaremos a vós; então nos fareis conforme tudo o que bem vos parecer.    7457 9 11 11 Ao outro dia Saul dividiu o povo em três companhias; e pela vigília da manhã vieram ao meio do arraial, e feriram aos amonitas até que o dia aquentou; e sucedeu que os restantes se espalharam de modo a não ficarem dois juntos.    7458 9 11 12 Então disse o povo a Samuel: Quais são os que diziam: Reinará porventura Saul sobre nós? Dai cá esses homens, para que os matemos.    7459 9 11 13 Saul, porém, disse: Hoje não se há de matar ninguém, porque neste dia o senhor operou um livramento em Israel:    7460 9 11 14 Depois disse Samuel ao povo: Vinde, vamos a Gilgal, e renovemos ali o reino.    7461 9 11 15 Foram, pois, para Gilgal, onde constituíram rei a Saul perante o Senhor, e imolaram sacrifícios de ofertas pacíficas perante o Senhor; e ali Saul se alegrou muito com todos os homens de Israel.    7462 9 12 1 Então disse Samuel a todo o Israel: Eis que vos dei ouvidos em tudo quanto me dissestes, e constituí sobre vós um rei.    7463 9 12 2 Agora, eis que o rei vai adiante de vós; quanto a mim, já sou velho e encanecido, e meus filhos estão convosco: eu tenho andado adiante de vós desde a minha mocidade até o dia de hoje.    7464 9 12 3 Eis-me aqui! testificai contra mim perante o Senhor, e perante o seu ungido. De quem tomei o boi? ou de quem tomei o jumento? ou a quem defraudei? ou a quem tenho oprimido? ou da mão de quem tenho recebido peita para encobrir com ela os meus olhos? E eu vo-lo restituirei.    7465 9 12 4 Responderam eles: Em nada nos defraudaste, nem nos oprimiste, nem tomaste coisa alguma da mão de ninguém.    7466 9 12 5 Ele lhes disse: O Senhor é testemunha contra vós, e o seu ungido é hoje testemunha de que nada tendes achado na minha mão. Ao que respondeu o povo: Ele é testemunha.    7467 9 12 6 Então disse Samuel ao povo: O Senhor é o que escolheu a Moisés e a Arão, e tirou a vossos pais da terra do Egito.    7468 9 12 7 Agora ponde-vos aqui, para que eu pleiteie convosco perante o Senhor, no tocante a todos os atos de justiça do Senhor, que ele fez a vós e a vossos pais.    7469 9 12 8 Quando Jacó entrou no Egito, e vossos pais clamaram ao Senhor, então o Senhor enviou Moisés e Arão, que tiraram vossos pais do Egito, e os fizeram habitar neste lugar.    7470 9 12 9 Esqueceram-se, porém, do Senhor seu Deus; e ele os entregou na mão de Sísera, chefe do exército de Hazor, e na mão dos filisteus, e na mão do rei de Moabe, os quais pelejaram contra eles.    7471 9 12 10 Clamaram, pois, ao Senhor, e disseram: Pecamos, porque deixamos ao Senhor, e servimos aos baalins e astarotes; agora, porém, livra-nos da mão de nossos inimigos, e te serviremos:    7472 9 12 11 Então o Senhor enviou Jerubaal, e Baraque, e Jefté, e Samuel; e vos livrou da mão de vossos inimigos em redor, e habitastes em segurança.    7473 9 12 12 Quando vistes que Naás, rei dos filhos de Amom, vinha contra vós, dissestes-me: Não, mas reinará sobre nós um rei; entretanto, o Senhor vosso Deus era o vosso Rei.    7474 9 12 13 Agora, eis o rei que escolhestes e que pedistes; eis que o Senhor tem posto sobre vós um rei.    7475 9 12 14 Se temerdes ao Senhor, e o servirdes, e derdes ouvidos à sua voz, e não fordes rebeldes às suas ordens, e se tanto vós como o rei que reina sobre vós seguirdes o Senhor vosso Deus, bem está;    7476 9 12 15 mas se não derdes ouvidos à voz do Senhor, e fordes rebeldes às suas ordens, a mão do Senhor será contra vós, como foi contra vossos pais:    7477 9 12 16 Portanto ficai agora aqui, e vede esta grande coisa que o Senhor vai fazer diante dos vossos olhos.    7478 9 12 17 Não é hoje a sega do trigo? clamarei, pois, ao Senhor, para que ele envie trovões e chuva; e sabereis e vereis que é grande a vossa maldade, que fizestes perante o Senhor, pedindo para vós um rei.    7479 9 12 18 Então invocou Samuel ao Senhor, e o Senhor enviou naquele dia trovões e chuva; pelo que todo o povo temeu sobremaneira ao Senhor e a Samuel.    7480 9 12 19 Disse todo o povo a Samuel: Roga pelos teus servos ao Senhor teu Deus, para que não morramos; porque a todos os nossos pecados temos acrescentado este mal, de pedirmos para nós um rei.    7481 9 12 20 Então disse Samuel ao povo: Não temais; vós fizestes todo este mal; porém não vos desvieis de seguir ao Senhor, mas servi-o de todo o vosso coração.    7482 9 12 21 Não vos desvieis; porquanto seguiríeis coisas vãs, que nada aproveitam, e tampouco vos livrarão, porque são vãs.    7483 9 12 22 Pois o Senhor, por causa do seu grande nome, não desamparará o seu povo; porque aprouve ao Senhor fazer de vós o seu povo.    7484 9 12 23 E quanto a mim, longe de mim esteja o pecar contra o Senhor, deixando de orar por vos; eu vos ensinarei o caminho bom e direito.    7485 9 12 24 Tão-somente temei ao Senhor, e servi-o fielmente de todo o vosso coração; pois vede quão grandiosas coisas vos fez.    7486 9 12 25 Se, porém, perseverardes em fazer o mal, perecereis, assim vós como o vosso rei.    7487 9 13 1 Saul tinha ...anos de idade quando começou a reinar; e tendo reinado dois anos sobre Israel,    7488 9 13 2 escolheu para si três mil homens de Israel; dois mil estavam com Saul em Micmás e no monte de Betel, e mil estavam com Jônatas em Gibeá de Benjamim. Quanto ao resto do povo, mandou-o cada um para sua tenda.    7489 9 13 3 Ora, Jônatas feriu a guarnição dos filisteus que estava em Geba, o que os filisteus ouviram; pelo que Saul tocou a trombeta por toda a terra, dizendo: Ouçam os hebreus.    7490 9 13 4 Então todo o Israel ouviu dizer que Saul ferira a guarnição dos filisteus, e que Israel se fizera abominável aos filisteus. E o povo foi convocado após Saul em Gilgal.    7491 9 13 5 E os filisteus se ajuntaram para pelejar contra Israel, com trinta mil carros, seis mil cavaleiros, e povo em multidão como a areia que está à beira do mar subiram e se acamparam em Micmás, ao oriente de Bete-Aven.    7492 9 13 6 Vendo, pois, os homens de Israel que estavam em aperto (porque o povo se achava angustiado), esconderam-se nas cavernas, nos espinhais, nos penhascos, nos esconderijos subterrâneos e nas cisternas.    7493 9 13 7 Ora, alguns dos hebreus passaram o Jordão para a terra de Gade e Gileade; mas Saul ficou ainda em Gilgal, e todo o povo o seguia tremendo.    7494 9 13 8 Esperou, pois, sete dias, até o tempo que Samuel determinara; não vindo, porém, Samuel a Gilgal, o povo, deixando a Saul, se dispersava.    7495 9 13 9 Então disse Saul: Trazei-me aqui um holocausto, e ofertas pacíficas. E ofereceu o holocausto.    7496 9 13 10 Mal tinha ele acabado de oferecer e holocausto, eis que Samuel chegou; e Saul lhe saiu ao encontro, para o saudar.    7497 9 13 11 Então perguntou Samuel: Que fizeste? Respondeu Saul: Porquanto via que o povo, deixando-me, se dispersava, e que tu nao vinhas no tempo determinado, e que os filisteus já se tinham ajuntado em Micmás,    7498 9 13 12 eu disse: Agora descerão os filisteus sobre mim a Gilgal, e ainda não aplaquei o Senhor. Assim me constrangi e ofereci o holocausto.    7499 9 13 13 Então disse Samuel a Saul: Procedeste nesciamente; não guardaste o mandamento que o Senhor teu Deus te ordenou. O Senhor teria confirmado o teu reino sobre Israel para sempre;    7500 9 13 14 agora, porém, não subsistirá o teu reino; já tem o Senhor buscado para si um homem segundo o seu coração, e já o tem destinado para ser príncipe sobre o seu povo, porquanto não guardaste o que o Senhor te ordenou.    7501 9 13 15 Então Samuel se levantou, e subiu de Gilgal a Gibeá de Benjamim. Saul contou o povo que se achava com ele, cerca de seiscentos homens.    7502 9 13 16 E Saul, seu filho Jônatas e o povo que se achava com eles, ficaram em Gibeá de Benjamim, mas os filisteus se tinham acampado em Micmás.    7503 9 13 17 Nisso os saqueadores saíram do arraial dos filisteus em três companhias: uma das companhias tomou o caminho de Ofra para a terra de Sual,    7504 9 13 18 outra tomou o caminho de Bete-Horom, e a outra tomou o caminho do termo que dá para o vale de Zebuim, na direção do deserto.    7505 9 13 19 Ora, em toda a terra de Israel não se achava um só ferreiro; porque os filisteus tinham dito: Não façam os hebreus para si nem espada nem lança.    7506 9 13 20 Pelo que todos os israelitas tinham que descer aos filisteus para afiar cada um a sua relha, a sua enxada, o seu machado e o seu sacho.    7507 9 13 21 Tinham porém limas para os sachos, para as enxadas, para as forquilhas e para os machados, e para consertar as aguilhadas.    7508 9 13 22 Assim, no dia da peleja, não se achou nem espada nem lança na mão de todo o povo que estava com Saul e com Jônatas; acharam-se, porém, com Saul e com Jônatas seu filho.    7509 9 13 23 E saiu a guarnição dos filisteus para o desfiladeiro de Micmás.    7510 9 14 1 Sucedeu, pois, um dia, que Jônatas, filho de Saul, disse ao seu escudeiro: Vem, passemos à guarnição dos filisteus, que está do outro lado. Mas não o fez saber a seu pai.    7511 9 14 2 Ora Saul estava na extremidade de Gibeá, debaixo da romeira que havia em Migrom; e o povo que estava com ele era cerca de seiscentos homens;    7512 9 14 3 e Aíja, filho de Aitube, irmão de Icabô, filho de Finéias, filho de Eli, sacerdote do Senhor em Siló, trazia o éfode. E o povo não sabia que Jônatas tinha ido.    7513 9 14 4 Ora, entre os desfiladeiros pelos quais Jônatas procurava chegar à guarnição dos filisteus, havia um penhasco de um e de outro lado; o nome de um era Bozez, e o nome do outro Sené.    7514 9 14 5 Um deles estava para o norte defronte de Micmás, e o outro para o sul defronte de Gibeá.    7515 9 14 6 Disse, pois, Jônatas ao seu escudeiro: Vem, passemos à guarnição destes incircuncisos; porventura operará o Senhor por nós, porque para o Senhor nenhum impedimento há de livrar com muitos ou com poucos.    7516 9 14 7 Ao que o seu escudeiro lhe respondeu: Faze tudo o que te aprouver; segue, eis-me aqcaustos e sacrifícios ao Senhor.    7517 9 14 8 Disse Jônatas: Eis que passaremos àqueles homens, e nos descobriremos a eles.    7518 9 14 9 Se nos disserem: Parai até que cheguemos a vós; então ficaremos no nosso lugar, e não subiremos a eles.    7519 9 14 10 Se, porém, disserem: Subi a nós; então subiremos, pois o Senhor os entregou em nossas mãos; isso nos será por sinal.    7520 9 14 11 Então ambos se descobriram à guarnição dos filisteus, e os filisteus disseram: Eis que já os hebreus estão saindo das cavernas em que se tinham escondido.    7521 9 14 12 E os homens da guarnição disseram a Jônatas e ao seu escudeiro: Subi a nós, e vos ensinaremos uma coisa. Disse, pois, Jônatas ao seu escudeiro: Sobe atrás de mim, porque o Senhor os entregou na mão de Israel.    7522 9 14 13 Então trepou Jônatas de gatinhas, e o seu escudeiro atrás dele; e os filisteus caíam diante de Jônatas, e o seu escudeiro os matava atrás dele.    7523 9 14 14 Esta primeira derrota, em que Jônatas e o seu escudeiro mataram uns vinte homens, deu-se dentro de meia jeira de terra.    7524 9 14 15 Pelo que houve tremor no arraial, no campo e em todo o povo; também a própria guarnição e os saqueadores tremeram; e até a terra estremeceu; de modo que houve grande pânico.    7525 9 14 16 Olharam, pois, as sentinelas de Saul e Gibeá de Benjamim, e eis que a multidão se derretia, fugindo para cá e para lá.    7526 9 14 17 Disse então Saul ao povo que estava com ele: Ora, contai e vede quem é que saiu dentre nós: E contaram, e eis que nem Jônatas nem o seu escudeiro estava ali.    7527 9 14 18 Então Saul disse a Aíja: Traze aqui a arca de Deus. Pois naquele dia estava a arca de Deus com os filhos de Israel.    7528 9 14 19 E sucedeu que, estando Saul ainda falando com o sacerdote, o alvoroço que havia no arraial dos filisteus ia crescendo muito; pelo que disse Saul ao sacerdote: Retira a tua mão.    7529 9 14 20 Então Saul e todo o povo que estava com ele se reuniram e foram à peleja; e eis que dentre os filisteus a espada de um era contra o outro, e houve mui grande derrota.    7530 9 14 21 Os hebreus que estavam dantes com os filisteus, e tinham subido com eles ao arraial, também se ajuntaram aos israelitas que estavam com Saul e Jônatas.    7531 9 14 22 E todos os homens de Israel que se haviam escondido na região montanhosa de Efraim, ouvindo que os filisteus fugiam, também os perseguiram de perto na peleja.    7532 9 14 23 Assim o Senhor livrou a Israel naquele dia, e a batalha passou além de Bete-Aven.    7533 9 14 24 Ora, os homens de Israel estavam já exaustos naquele dia, porquanto Saul conjurara o povo, dizendo: Maldito o homem que comer pão antes da tarde, antes que eu me vingue de meus inimigos. Pelo que todo o povo se absteve de comer.    7534 9 14 25 Mas todo o povo chegou a um bosque, onde havia mel à flor da terra.    7535 9 14 26 Chegando, pois, o povo ao bosque, viu correr o mel; todavia ninguém chegou a mão à boca, porque o povo temia a conjuração.    7536 9 14 27 Jônatas, porém, não tinha ouvido quando seu pai conjurara o povo; pelo que estendeu a ponta da vara que tinha na mão, e a molhou no favo de mel; e, ao chegar a mão à boca, aclararam-se-lhe os olhos.    7537 9 14 28 Então disse um do povo: Teu pai solenemente conjurou o povo, dizendo: Maldito o homem que comer pão hoje. E o povo ainda desfalecia.    7538 9 14 29 Pelo que disse Jônatas: Meu pai tem turbado a terra; ora vede como se me aclararam os olhos por ter provado um pouco deste mel.    7539 9 14 30 Quanto maior não teria sido a derrota dos filisteus se o povo hoje tivesse comido livremente do despojo, que achou de seus inimigos?    7540 9 14 31 Feriram, contudo, naquele dia aos filisteus, desde Micmás até Aijalom. E o povo desfaleceu em extremo;    7541 9 14 32 então o povo se lançou ao despojo, e tomou ovelhas, bois e bezerros e, degolando-os no chão, comeu-os com o sangue.    7542 9 14 33 E o anunciaram a Saul, dizendo: Eis que o povo está pecando contra o Senhor, comendo carne com o sangue. Respondeu Saul: Procedestes deslealmente. Trazei-me aqui já uma grande pedra.    7543 9 14 34 Disse mais Saul: Dispersai-vos entre e povo, e dizei-lhes: Trazei-me aqui cada um o seu boi, e cada um a sua ovelha e degolai-os aqui, e comei; e não pequeis contra e Senhor, comendo com sangue. Então todo o povo trouxe de noite, cada um o seu boi, e os degolaram ali.    7544 9 14 35 Então edificou Saul um altar ao Senhor; este foi o primeiro altar que ele edificou ao Senhor.    7545 9 14 36 Depois disse Saul: Desçamos de noite atrás dos filisteus, e despojemo-los, até e amanhecer, e não deixemos deles um só homem. E o povo disse: Faze tudo o que parecer bem aos teus olhos. Disse, porém, o sacerdote: Cheguemo-nos aqui a Deus.    7546 9 14 37 Então consultou Saul a Deus, dizendo: Descerei atrás dos filisteus? entregá-los-ás na mão de Israel? Deus, porém, não lhe respondeu naquele dia.    7547 9 14 38 Disse, pois, Saul: Chegai-vos para cá, todos os chefes do povo; informai-vos, e vede em que se cometeu hoje este pecado;    7548 9 14 39 porque, como vive o Senhor que salva a Israel, ainda que seja em meu filha Jônatas, ele será morto. Mas de todo o povo ninguém lhe respondeu.    7549 9 14 40 Disse mais a todo o Israel: Vós estareis dum lado, e eu e meu filho Jônatas estaremos do outro. Então disse o povo a Saul: Faze o que parecer bem aos teus olhos.    7550 9 14 41 Falou, pois, Saul ao Senhor Deus de Israel: Mostra o que é justo. E Jônatas e Saul foram tomados por sorte, e o povo saiu livre.    7551 9 14 42 Então disse Saul: Lançai a sorte entre mim e Jônatas, meu filho. E foi tomado Jônatas.    7552 9 14 43 Disse então Saul a Jônatas: Declara-me o que fizeste. E Jônatas lho declarou, dizendo: Provei, na verdade, um pouco de mel com a ponta da vara que tinha na mão; eis-me pronto a morrer.    7553 9 14 44 Ao que disse Saul: Assim me faça Deus, e outro tanto, se tu, certamente, não morreres, Jônatas.    7554 9 14 45 Mas o povo disse a Saul: Morrerá, porventura, Jônatas, que operou esta grande salvação em Israel? Tal não suceda! como vive o Senhor, não lhe há de cair no chão um só cabelo da sua cabeça! pois com Deus fez isso hoje. Assim o povo livrou Jônatas, para que não morresse.    7555 9 14 46 Então Saul deixou de perseguir os filisteus, e estes foram para o seu lugar.    7556 9 14 47 Tendo Saul tomado o reino sobre Israel, pelejou contra todos os seus inimigos em redor: contra Moabe, contra os filhos de Amom, contra Edom, contra os reis de Zobá e contra os filisteus; e, para onde quer que se voltava, saía vitorioso.    7557 9 14 48 Houve-se valorosamente, derrotando os amalequitas, e libertando Israel da mão dos que o saqueavam.    7558 9 14 49 Ora, os filhos de Saul eram Jônatas, Isvi e Malquisua; os nomes de suas duas filhas eram estes: o da mais velha Merabe, e o da mais nova Mical.    7559 9 14 50 O nome da mulher de Saul era Ainoã, filha de Aimaaz; e o nome do chefe do seu exército, Abner, filho de Ner, tio de Saul.    7560 9 14 51 Quis, pai de Saul, e Ner, pai de Abner, eram filhos de Abiel.    7561 9 14 52 E houve forte guerra contra os filisteus, por todos os dias de Saul; e sempre que Saul via algum homem poderoso e valente, o agregava a si.    7562 9 15 1 Disse Samuel a Saul: Enviou-me o Senhor a ungir-te rei sobre o seu povo, sobre Israel; ouve, pois, agora as palavras do Senhor.    7563 9 15 2 Assim diz o Senhor dos exércitos: Castigarei a Amaleque por aquilo que fez a Israel quando se lhe opôs no caminho, ae subir ele do Egito.    7564 9 15 3 Vai, pois, agora e fere a Amaleque, e o destrói totalmente com tudo o que tiver; não o poupes, porém matarás homens e mulheres, meninos e crianças de peito, bois e ovelhas, camelos e jumentos.    7565 9 15 4 Então Saul convocou o povo, e os contou em Telaim, duzentos mil homens de infantaria, e mais dez mil dos de Judá.    7566 9 15 5 Chegando, pois, Saul à cidade de Amaleque, pôs uma emboscada no vale.    7567 9 15 6 E disse Saul aos queneus: Ide, retirai-vos, saí do meio dos amalequitas, para que eu não vos destrua juntamente com eles; porque vós usastes de misericórdia com todos os filhos de Israel, quando subiram do Egito. Retiraram-se, pois, os queneus do meio dos amalequitas.    7568 9 15 7 Depois Saul feriu os amalequitas desde Havilá até chegar a Sur, que está defronte do Egito.    7569 9 15 8 E tomou vivo a Agague, rei dos amalequitas, porém a todo o povo destruiu ao fio da espada.    7570 9 15 9 Mas Saul e o povo pouparam a Agague, como também ao melhor das ovelhas, dos bois, e dos animais engordados, e aos cordeiros, e a tudo o que era bom, e não os quiseram destruir totalmente; porém a tudo o que era vil e desprezível destruíram totalmente.    7571 9 15 10 Então veio a palavra do Senhor a Samuel, dizendo:    7572 9 15 11 Arrependo-me de haver posto a Saul como rei; porquanto deixou de me seguir, e não cumpriu as minhas palavras. Então Samuel se contristou, e clamou ao Senhor a noite toda.    7573 9 15 12 E Samuel madrugou para encontrar-se com Saul pela manhã; e foi dito a Samuel: Já chegou Saul ao Carmelo, e eis que levantou para si numa coluna e, voltando, passou e desceu a Gilgal.    7574 9 15 13 Veio, pois, Samuel ter com Saul, e Saul lhe disse: Bendito sejas do Senhor; já cumpri a palavra do Senhor.    7575 9 15 14 Então perguntou Samuel: Que quer dizer, pois, este balido de ovelhas que chega aos meus ouvidos, e o mugido de bois que ouço?    7576 9 15 15 Ao que respondeu Saul: De Amaleque os trouxeram, porque o povo guardou o melhor das ovelhas e dos bois, para os oferecer ao Senhor teu Deus; o resto, porém, destruímo-lo totalmente.    7577 9 15 16 Então disse Samuel a Saul: Espera, e te declararei o que o Senhor me disse esta noite. Respondeu-lhe Saul: Fala.    7578 9 15 17 Prosseguiu, pois, Samuel: Embora pequeno aos teus próprios olhos, porventura não foste feito o cabeça das tribos de Israel? O Senhor te ungiu rei sobre Israel;    7579 9 15 18 e bem assim te enviou o Senhor a este caminho, e disse: Vai, e destrói totalmente a estes pecadores, os amalequitas, e peleja contra eles, até que sejam aniquilados.    7580 9 15 19 Por que, pois, não deste ouvidos à voz do Senhor, antes te lançaste ao despojo, e fizeste o que era mau aos olhos do Senhor?    7581 9 15 20 Então respondeu Saul a Samuel: Pelo contrário, dei ouvidos à voz do Senhor, e caminhei no caminho pelo qual o Senhor me enviou, e trouxe a Agague, rei de Amaleque, e aos amalequitas destruí totalmente;    7582 9 15 21 mas o povo tomou do despojo ovelhas e bois, o melhor do anátema, para o sacrificar ao Senhor teu Deus em Gilgal.    7583 9 15 22 Samuel, porém, disse: Tem, porventura, o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à voz do Senhor? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender, do que a gordura de carneiros    7584 9 15 23 Porque a rebelião é como o pecado de adivinhação, e a obstinação é como a iniqüidade de idolatria. Porquanto rejeitaste a palavra do Senhor, ele também te rejeitou, a ti, para que não sejas rei.    7585 9 15 24 Então disse Saul a Samuel: Pequei, porquanto transgredi a ordem do Senhor e as tuas palavras; porque temi ao povo, e dei ouvidos a sua voz.    7586 9 15 25 Agora, pois, perdoa o meu pecado, e volta comigo, para que eu adore ao Senhor.    7587 9 15 26 Samuel porém disse a Saul: Não voltarei contigo; porquanto rejeitaste a palavra do Senhor, e o Senhor te rejeitou a ti, para que não sejas rei sobre Israel:    7588 9 15 27 E, virando-se Samuel para se ir, Saul pegou-lhe pela orla da capa, a qual se rasgou.    7589 9 15 28 Então Samuel lhe disse: O Senhor rasgou de ti hoje o reino de Israel, e o deu a um teu próximo, que é melhor do que tu.    7590 9 15 29 Também aquele que é a Força de Israel não mente nem se arrepende, por quanto não é homem para que se arrependa.    7591 9 15 30 Ao que disse Saul: Pequei; honra-me, porém, agora diante dos anciãos do meu povo, e diante de Israel, e volta comigo, para que eu adore ao Senhor teu Deus.    7592 9 15 31 Então, voltando Samuel, seguiu a Saul, e Saul adorou ao Senhor.    7593 9 15 32 Então disse Samuel: Trazei-me aqui a Agague, rei dos amalequitas. E Agague veio a ele animosamente; e disse: Certamente já passou a amargura da morte.    7594 9 15 33 Disse, porém, Samuel: Assim como a tua espada desfilhou a mulheres, assim ficará desfilhada tua mãe entre as mulheres. E Samuel despedaçou a Agague perante o Senhor em Gilgal.    7595 9 15 34 Então Samuel se foi a Ramá; e Saul subiu a sua casa, a Gibeá de Saul.    7596 9 15 35 Ora, Samuel nunca mais viu a Saul até o dia da sua morte, mas Samuel teve dó de Saul. E o Senhor se arrependeu de haver posto a Saul rei sobre Israel.    7597 9 16 1 Então disse o Senhor a Samuel: Até quando terás dó de Saul, havendo-o eu rejeitado, para que não reine sobre Israel? Enche o teu vaso de azeite, e vem; enviar-te-ei a Jessé o belemita, porque dentre os seus filhos me tenho provido de um rei.    7598 9 16 2 Disse, porém, Samuel: Como irei eu? pois Saul o ouvirá e me matará. Então disse o Senhor: Leva contigo uma bezerra, e dize: Vim para oferecer sacrifício ao Senhor:    7599 9 16 3 E convidarás a Jessé para o sacrifício, e eu te farei saber o que hás de fazer; e ungir-me-ás a quem eu te designar.    7600 9 16 4 Fez, pois, Samuel o que dissera o Senhor, e veio a Belém; então os anciãos da cidade lhe saíram ao encontro, tremendo, e perguntaram: É de paz a tua vinda?    7601 9 16 5 Respondeu ele: É de paz; vim oferecer sacrifício ao Senhor. Santificai-vos, e vinde comigo ao sacrifício. E santificou ele a Jessé e a seus filhos, e os convidou para o sacrifício.    7602 9 16 6 E sucedeu que, entrando eles, viu a Eliabe, e disse: Certamente está perante o Senhor o seu ungido.    7603 9 16 7 Mas o Senhor disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a grandeza da sua estatura, porque eu o rejeitei; porque o Senhor não vê como vê o homem, pois o homem olha para o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coraçao.    7604 9 16 8 Depois chamou Jessé a Abinadabe, e o fez passar diante de Samuel, o qual disse: Nem a este escolheu o Senhor.    7605 9 16 9 Então Jessé fez passar a Samá; Samuel, porém, disse: Tampouco a este escolheu o Senhor.    7606 9 16 10 Assim fez passar Jessé a sete de seus filhos diante de Samuel; porém Samuel disse a Jessé: O Senhor não escolheu a nenhum destes.    7607 9 16 11 Disse mais Samuel a Jessé: São estes todos os teus filhos? Respondeu Jessé: Ainda falta o menor, que está apascentando as ovelhas. Disse, pois, Samuel a Jessé: Manda trazê-lo, porquanto não nos sentaremos até que ele venha aqui.    7608 9 16 12 Jessé mandou buscá-lo e o fez entrar. Ora, ele era ruivo, de belos olhos e de gentil aspecto. Então disse o Senhor: Levanta-te, e unge-o, porque é este mesmo.    7609 9 16 13 Então Samuel tomou o vaso de azeite, e o ungiu no meio de seus irmãos; e daquele dia em diante o Espírito do Senhor se apoderou de Davi. Depois Samuel se levantou, e foi para Ramá.    7610 9 16 14 Ora, o Espírito do Senhor retirou-se de Saul, e o atormentava um espírito maligno da parte do Senhor.    7611 9 16 15 Então os criados de Saul lhe disseram: Eis que agora um espírito maligno da parte de Deus te atormenta;    7612 9 16 16 dize, pois, Senhor nosso, a teus servos que estão na tua presença, que busquem um homem que saiba tocar harpa; e quando o espírito maligno da parte do Senhor vier sobre ti, ele tocara com a sua mão, e te sentirás melhor.    7613 9 16 17 Então disse Saul aos seus servos: Buscai-me, pois, um homem que toque bem, e trazei-mo.    7614 9 16 18 Respondeu um dos mancebos: Eis que tenho visto um filho de Jessé, o belemita, que sabe tocar bem, e é forte e destemido, homem de guerra, sisudo em palavras, e de gentil aspecto; e o Senhor é com ele.    7615 9 16 19 Pelo que Saul enviou mensageiros a Jessé, dizendo: Envia-me Davi, teu filho, o que está com as ovelhas.    7616 9 16 20 Jessé, pois, tomou um jumento carregado de pão, e um odre de vinho, e um cabrito, e os enviou a Saul pela mão de Davi, seu filho.    7617 9 16 21 Assim Davi veio e se apresentou a Saul, que se agradou muito dele e o fez seu escudeiro.    7618 9 16 22 Então Saul mandou dizer a Jessé: Deixa ficar Davi ao meu serviço, pois achou graça aos meus olhos.    7619 9 16 23 E quando o espírito maligno da parte de Deus vinha sobre Saul, Davi tomava a harpa, e a tocava com a sua mão; então Saul sentia alívio, e se achava melhor, e o espírito maligno se retirava dele.    7620 9 17 1 Ora, os filisteus ajuntaram as suas forças para a guerra e congregaram-se em Socó, que pertence a Judá, e acamparam entre Socó e Azeca, em Efes-Damim.    7621 9 17 2 Saul, porém, e os homens de Israel se ajuntaram e acamparam no vale de Elá, e ordenaram a batalha contra os filisteus.    7622 9 17 3 Os filisteus estavam num monte de um lado, e os israelitas estavam num monte do outro lado; e entre eles o vale.    7623 9 17 4 Então saiu do arraial dos filisteus um campeão, cujo nome era Golias, de Gate, que tinha de altura seis côvados e um palmo.    7624 9 17 5 Trazia na cabeça um capacete de bronze, e vestia uma couraça escameada, cujo peso era de cinco mil siclos de bronze.    7625 9 17 6 Também trazia grevas de bronze nas pernas, e um dardo de bronze entre os ombros.    7626 9 17 7 A haste da sua lança era como o órgão de um tear, e a ponta da sua lança pesava seiscentos siclos de ferro; adiante dele ia o seu escudeiro.    7627 9 17 8 Ele, pois, de pé, clamava às fileiras de Israel e dizia-lhes: Por que saístes a ordenar a batalha? Não sou eu filisteu, e vós servos de Saul? Escolhei dentre vós um homem que desça a mim.    7628 9 17 9 Se ele puder pelejar comigo e matar-me, seremos vossos servos; porem, se eu prevalecer contra ele e o matar, então sereis nossos servos, e nos servireis.    7629 9 17 10 Disse mais o filisteu: Desafio hoje as fileiras de Israel; dai-me um homem, para que nós dois pelejemos.    7630 9 17 11 Ouvindo, então, Saul e todo o Israel estas palavras do filisteu, desalentaram-se, e temeram muito.    7631 9 17 12 Ora, Davi era filho de um homem efrateu, de Belém de Judá, cujo nome era Jessé, que tinha oito filhos; e nos dias de Saul este homem era já velho e avançado em idade entre os homens.    7632 9 17 13 Os três filhos mais velhos de Jessé tinham seguido a Saul à guerra; eram os nomes de seus três filhos que foram à guerra: Eliabe, o primogênito, o segundo Abinadabe, e o terceiro Samá:    7633 9 17 14 Davi era o mais moço; os três maiores seguiram a Saul,    7634 9 17 15 mas Davi ia e voltava de Saul, para apascentar as ovelhas de seu pai em Belem.    7635 9 17 16 Chegava-se, pois, o filisteu pela manhã e à tarde; e apresentou-se por quarenta dias.    7636 9 17 17 Disse então Jessé a Davi, seu filho: Toma agora para teus irmãos uma refa deste grão tostado e estes dez pães, e corre a levá-los ao arraial, a teus irmãos.    7637 9 17 18 Leva, também, estes dez queijos ao seu comandante de mil; e verás como passam teus irmãos, e trarás notícias deles.    7638 9 17 19 Ora, estavam Saul, e eles, e todos os homens de Israel no vale de Elá, pelejando contra os filisteus.    7639 9 17 20 Davi então se levantou de madrugada e, deixando as ovelhas com um guarda, carregou-se e partiu, como Jessé lhe ordenara; e chegou ao arraial quando o exército estava saindo em ordem de batalha e dava gritos de guerra.    7640 9 17 21 Os israelitas e os filisteus se punham em ordem de batalha, fileira contra fileira.    7641 9 17 22 E Davi, deixando na mão do guarda da bagagem a carga que trouxera, correu às fileiras; e, chegando, perguntou a seus irmãos se estavam bem.    7642 9 17 23 Enquanto ainda falava com eles, eis que veio subindo do exército dos filisteus o campeão, cujo nome era Golias, o filisteu de Gate, e falou conforme aquelas palavras; e Davi as ouviu.    7643 9 17 24 E todos os homens de Israel, vendo aquele homem, fugiam, de diante dele, tomados de pavor.    7644 9 17 25 Diziam os homens de Israel: Vistes aquele homem que subiu? pois subiu para desafiar a Israel. Ao homem, pos, que o matar, o rei cumulará de grandes riquezas, e lhe dará a sua filha, e fará livre a casa de seu pai em Israel.    7645 9 17 26 Então falou Davi aos homens que se achavam perto dele, dizendo: Que se fará ao homem que matar a esse filisteu, e tirar a afronta de sobre Israel? pois quem é esse incircunciso filisteu, para afrontar os exércitos do Deus vivo?    7646 9 17 27 E o povo lhe repetiu aquela palavra, dizendo: Assim se fará ao homem que o matar.    7647 9 17 28 Eliabe, seu irmão mais velho, ouviu-o quando falava àqueles homens; pelo que se acendeu a sua ira contra Davi, e disse: Por que desceste aqui, e a quem deixaste aquelas poucas ovelhas no deserto? Eu conheço a tua presunção, e a maldade do teu coração; pois desceste para ver a peleja.    7648 9 17 29 Respondeu Davi: Que fiz eu agora? porventura não há razão para isso?    7649 9 17 30 E virou-se dele para outro, e repetiu as suas perguntas; e o povo lhe respondeu como da primeira vez.    7650 9 17 31 Então, ouvidas as palavras que Davi falara, foram elas referidas a Saul, que mandou chamá-lo.    7651 9 17 32 E Davi disse a Saul: Não desfaleça o coração de ninguém por causa dele; teu servo irá, e pelejará contra este filisteu.    7652 9 17 33 Saul, porém, disse a Davi: Não poderás ir contra esse filisteu para pelejar com ele, pois tu ainda és moço, e ele homem de guerra desde a sua mocidade.    7653 9 17 34 Então disse Davi a Saul: Teu servo apascentava as ovelhas de seu pai, e sempre que vinha um leão, ou um urso, e tomava um cordeiro do rebanho,    7654 9 17 35 eu saía após ele, e o matava, e lho arrancava da boca; levantando-se ele contra mim, segurava-o pela queixada, e o feria e matava.    7655 9 17 36 O teu servo matava tanto ao leão como ao urso; e este incircunciso filisteu será como um deles, porquanto afrontou os exércitos do Deus vivo.    7656 9 17 37 Disse mais Davi: O Senhor, que me livrou das garras do leão, e das garras do urso, me livrará da mão deste filisteu. Então disse Saul a Davi: Vai, e o Senhor seja contigo.    7657 9 17 38 E vestiu a Davi da sua própria armadura, pôs-lhe sobre a cabeça um capacete de bronze, e o vestiu de uma couraça.    7658 9 17 39 Davi cingiu a espada sobre a armadura e procurou em vão andar, pois não estava acostumado àquilo. Então disse Davi a Saul: Não posso andar com isto, pois não estou acostumado. E Davi tirou aquilo de sobre si.    7659 9 17 40 Então tomou na mão o seu cajado, escolheu do ribeiro cinco seixos lisos e pô-los no alforje de pastor que trazia, a saber, no surrão, e, tomando na mão a sua funda, foi-se chegando ao filisteu.    7660 9 17 41 O filisteu também vinha se aproximando de Davi, tendo a: sua frente o seu escudeiro.    7661 9 17 42 Quando o filisteu olhou e viu a Davi, desprezou-o, porquanto era mancebo, ruivo, e de gentil aspecto.    7662 9 17 43 Disse o filisteu a Davi: Sou eu algum cão, para tu vires a mim com paus? E o filisteu, pelos seus deuses, amaldiçoou a Davi.    7663 9 17 44 Disse mais o filisteu a Davi: Vem a mim, e eu darei a tua carne às aves do céu e às bestas do campo.    7664 9 17 45 Davi, porém, lhe respondeu: Tu vens a mim com espada, com lança e com escudo; mas eu venho a ti em nome do Senhor dos exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado.    7665 9 17 46 Hoje mesmo o Senhor te entregará na minha mão; ferir-te-ei, e tirar-te-ei a cabeça; os cadáveres do arraial dos filisteus darei hoje mesmo às aves do céu e às feras da terra; para que toda a terra saiba que há Deus em Israel;    7666 9 17 47 e para que toda esta assembléia saiba que o Senhor salva, não com espada, nem com lança; pois do Senhor é a batalha, e ele vos entregará em nossas mãos.    7667 9 17 48 Quando o filisteu se levantou e veio chegando para se defrontar com Davi, este se apressou e correu ao combate, a encontrar-se com o filisteu.    7668 9 17 49 E Davi, metendo a mão no alforje, tirou dali uma pedra e com a funda lha atirou, ferindo o filisteu na testa; a pedra se lhe cravou na testa, e ele caiu com o rosto em terra.    7669 9 17 50 Assim Davi prevaleceu contra o filisteu com uma funda e com uma pedra; feriu-o e o matou; e não havia espada na mão de Davi.    7670 9 17 51 Correu, pois, Davi, pôs-se em pé sobre o filisteu e, tomando a espada dele e tirando-a da bainha, o matou, decepando-lhe com ela a cabeça. Vendo então os filisteus que o seu campeão estava morto, fugiram.    7671 9 17 52 Então os homens de Israel e de Judá se levantaram gritando, e perseguiram os filisteus até a entrada de Gai e até as portas de Ecrom; e caíram os feridos dos filisteus pelo caminho de Saraim até Gate e até Ecrom.    7672 9 17 53 Depois voltaram os filhos de Israel de perseguirem os filisteus, e despojaram os seus arraiais.    7673 9 17 54 Davi tomou a cabeça do filisteu e a trouxe a Jerusalém; porém pôs as armas dele na sua tenda.    7674 9 17 55 Quando Saul viu Davi sair e encontrar-se com o filisteu, perguntou a Abner, o chefe do exército: De quem é filho esse jovem, Abner? Respondeu Abner: Vive a tua alma, ó rei, que não sei.    7675 9 17 56 Disse então o rei: Pergunta, pois, de quem ele é filho.    7676 9 17 57 Voltando, pois, Davi de ferir o filisteu, Abner o tomou consigo, e o trouxe à presença de Saul, trazendo Davi na mão a cabeça do filisteu.    7677 9 17 58 E perguntou-lhe Saul: De quem és filho, jovem? Respondeu Davi: Filho de teu servo Jessé, belemita.    7678 9 18 1 Ora, acabando Davi de falar com Saul, a alma de Jônatas ligou-se com a alma de Davi; e Jônatas o amou como à sua própria alma.    7679 9 18 2 E desde aquele dia Saul o reteve, não lhe permitindo voltar para a casa de seu pai.    7680 9 18 3 Então Jônatas fez um pacto com Davi, porque o amava como à sua própria vida.    7681 9 18 4 E Jônatas se despojou da capa que vestia, e a deu a Davi, como também a sua armadura, e até mesmo a sua espada, o seu arco e o seu cinto.    7682 9 18 5 E saía Davi aonde quer que Saul o enviasse, e era sempre bem sucedido; e Saul o pôs sobre a gente de guerra, e isso pareceu bem aos olhos de todo o povo, e até aos olhos dos servos de Saul.    7683 9 18 6 Sucedeu porém que, retornando eles, quando Davi voltava de ferir o filisteu, as mulheres de todas as cidades de Israel saíram ao encontro do rei Saul, cantando e dançando alegremente, com tamboris, e com instrumentos de música.    7684 9 18 7 E as mulheres, dançando, cantavam umas para as outras, dizendo: Saul feriu os seus milhares, porém Davi os seus dez milhares.    7685 9 18 8 Então Saul se indignou muito, pois aquela palavra pareceu mal aos seus olhos, e disse: Dez milhares atribuíram a Davi, e a mim somente milhares; que lhe falta, senão só o reino?    7686 9 18 9 Daquele dia em diante, Saul trazia Davi sob suspeita.    7687 9 18 10 No dia seguinte o espírito maligno da parte de Deus se apoderou de Saul, que começou a profetizar no meio da casa; e Davi tocava a harpa, como nos outros dias. Saul tinha na mão uma lança.    7688 9 18 11 E Saul arremessou a lança, dizendo consigo: Encravarei a Davi na parede. Davi, porém, desviou-se dele por duas vezes.    7689 9 18 12 Saul, pois, temia a Davi, porque o Senhor era com Davi e se tinha retirado dele.    7690 9 18 13 Pelo que Saul o afastou de si, e o fez comandante de mil; e ele saía e entrava diante do povo.    7691 9 18 14 E Davi era bem sucedido em todos os seus caminhos; e o Senhor era com ele.    7692 9 18 15 Vendo, então, Saul que ele era tão bem sucedido, tinha receio dele.    7693 9 18 16 Mas todo o Israel e Judá amavam a Davi, porquanto saía e entrava diante deles.    7694 9 18 17 Pelo que Saul disse a Davi: Eis que Merabe, minha filha mais velha, te darei por mulher, contanto que me sejas filho valoroso, e guerreies as guerras do Senhor. Pois Saul dizia consigo: Não seja contra ele a minha mão, mas sim a dos filisteus.    7695 9 18 18 Mas Davi disse a Saul: Quem sou eu, e qual é a minha vida e a família de meu pai em Israel, para eu vir a ser genro do rei?    7696 9 18 19 Sucedeu, porém, que ao tempo em que Merabe, filha de Saul, devia ser dada a Davi, foi dada por mulher a Adriel, meolatita.    7697 9 18 20 Mas Mical, a outra filha de Saul, amava a Davi; sendo isto anunciado a Saul, pareceu bem aos seus olhos.    7698 9 18 21 E Saul disse: Eu lha darei, para que ela lhe sirva de laço, e para que a mão dos filisteus venha a ser contra ele. Pelo que Saul disse a Davi: com a outra serás hoje meu genro.    7699 9 18 22 Saul, pois, deu ordem aos seus servos: Falai em segredo a Davi, dizendo: Eis que o rei se agrada de ti, e todos os seus servos te querem bem; agora, pois, consente em ser genro do rei.    7700 9 18 23 Assim os servos de Saul falaram todas estas palavras aos ouvidos de Davi. Então disse Davi: Parece-vos pouca coisa ser genro do rei, sendo eu homem pobre e de condição humilde?    7701 9 18 24 E os servos de Saul lhe anunciaram isto, dizendo: Assim e assim falou Davi.    7702 9 18 25 Então disse Saul: Assim direis a Davi: O rei não deseja dote, senão cem prepúcios de filisteus, para que seja vingado dos seus inimigos. Porquanto Saul tentava fazer Davi cair pela mão dos filisteus.    7703 9 18 26 Tendo os servos de Saul anunciado estas palavras a Davi, pareceu bem aos seus olhos tornar-se genro do rei. Ora, ainda os dias não se haviam cumprido,    7704 9 18 27 quando Davi se levantou, partiu com os seus homens, e matou dentre os filisteus duzentos homens; e Davi trouxe os prepúcios deles, e os entregou, bem contados, ao rei, para que fosse seu genro. Então Saul lhe deu por mulher sua filha Mical.    7705 9 18 28 Mas quando Saul viu e compreendeu que o Senhor era com Davi e que todo o Israel o amava,    7706 9 18 29 temeu muito mais a Davi; e Saul se tornava cada vez mais seu inimigo.    7707 9 18 30 Então saíram os chefes dos filisteus à campanha; e sempre que eles saíam, Davi era mais bem sucedido do que todos os servos de Saul, pelo que o seu nome era mui estimado.    7708 9 19 1 Falou, pois, Saul a Jônatas, seu filho, e a todos os seus servos, para que matassem a Davi. Porém Jônatas, filho de Saul, estava muito afeiçoado a Davi.    7709 9 19 2 Pelo que Jônatas o anunciou a Davi, dizendo: Saul, meu pai, procura matar-te; portanto, guarda-te amanhã pela manhã, fica num lugar oculto e esconde-te;    7710 9 19 3 eu sairei e me porei ao lado de meu pai no campo em que estiveres; falarei acerca de ti a meu pai, verei o que há, e to anunciarei.    7711 9 19 4 Então Jônatas falou bem de Davi a Saul, seu pai, e disse-lhe: Não peque o rei contra seu servo Davi, porque ele não pecou contra ti, e porque os seus feitos para contigo têm sido muito bons.    7712 9 19 5 Porque expôs a sua vida e matou o filisteu, e o Senhor fez um grande livramento para todo o Israel. Tu mesmo o viste, e te alegraste; por que, pois, pecarias contra o sangue inocente, matando sem causa a Davi?    7713 9 19 6 E Saul deu ouvidos à voz de Jônatas, e jurou: Como vive o Senhor, Davi não morrera.    7714 9 19 7 Jônatas, pois, chamou a Davi, contou-lhe todas estas palavras, e o levou a Saul; e Davi o assistia como dantes.    7715 9 19 8 Depois tornou a haver guerra; e saindo Davi, pelejou contra os filisteus, e os feriu com grande matança, e eles fugiram diante dele.    7716 9 19 9 Então o espírito maligno da parte do Senhor veio sobre Saul, estando ele sentado em sua casa, e tendo na mão a sua lança; e Davi estava tocando a harpa.    7717 9 19 10 E Saul procurou encravar a Davi na parede, porém ele se desviou de diante de Saul, que fincou a lança na parede. Então Davi fugiu, e escapou naquela mesma noite.    7718 9 19 11 Mas Saul mandou mensageiros à casa de Davi, para que o vigiassem, e o matassem pela manhã; porém Mical, mulher de Davi, o avisou, dizendo: Se não salvares a tua vida esta noite, amanhã te matarão.    7719 9 19 12 Então Mical desceu Davi por uma janela, e ele se foi e, fugindo, escapou.    7720 9 19 13 Mical tomou uma estátua, deitou-a na cama, pôs-lhe à cabeceira uma pele de cabra, e a cobriu com uma capa.    7721 9 19 14 Quando Saul enviou mensageiros para prenderem a Davi, ela disse: Está doente.    7722 9 19 15 Tornou Saul a enviá-los, para que vissem a Davi, dizendo-lhes: Trazei-mo na cama, para que eu o mate.    7723 9 19 16 Vindo, pois, os mensageiros, eis que estava a estátua na cama, e a pele de cabra à sua cabeceira.    7724 9 19 17 Então perguntou Saul a Mical: Por que assim me enganaste, e deixaste o meu inimigo ir e escapar? Respondeu Mical a Saul: Porque ele me disse: Deixa-me ir! Por que hei de matar-te?    7725 9 19 18 Assim Davi fugiu e escapou; e indo ter com Samuel, em Ramá, contou-lhe tudo quanto Saul lhe fizera; foram, pois, ele e Samuel, e ficaram em Naiote.    7726 9 19 19 E foi dito a Saul: Eis que Davi está em Naiote, em Ramá.    7727 9 19 20 Então enviou Saul mensageiros para prenderem a Davi; quando eles viram a congregação de profetas profetizando, e Samuel a presidi-los, o Espírito de Deus veio sobre os mensageiros de Saul, e também eles profetizaram.    7728 9 19 21 Avisado disso, Saul enviou outros mensageiros, e também estes profetizaram. Ainda terceira vez enviou Saul mensageiros, os quais também profetizaram.    7729 9 19 22 Então foi ele mesmo a Rama e, chegando ao poço grande que estava em Sécu, perguntou: Onde estão Samuel e Davi? Responderam-lhe: Eis que estão em Naiote, em Ramá.    7730 9 19 23 Foi, pois, para Naiote, em Ramá; e o Espírito de Deus veio também sobre ele, e ele ia caminhando e profetizando, até chegar a Naiote, em Ramá.    7731 9 19 24 E despindo as suas vestes, ele também profetizou diante de Samuel; e esteve nu por terra todo aquele dia e toda aquela noite. Pelo que se diz: Está também Saul entre os profetas?    7732 9 20 1 Então fugiu Davi de Naiote, em Ramá, veio ter com Jônatas e lhe disse: Que fiz eu? qual é a minha iniqüidade? e qual é o meu pecado diante de teu pai, para que procure tirar-me a vida?    7733 9 20 2 E ele lhe disse: Longe disso! não hás de morrer. Meu pai não faz coisa alguma, nem grande nem pequena, sem que primeiro ma participe; por que, pois, meu pai me encobriria este negócio? Não é verdade.    7734 9 20 3 Respondeu-lhe Davi, com juramento: Teu pai bem sabe que achei graça aos teus olhos; pelo que disse: Não saiba isto Jônatas, para que não se magoe. Mas, na verdade, como vive o Senhor, e como vive a tua alma, há apenas um passo entre mim e a morte.    7735 9 20 4 Disse Jônatas a Davi: O que desejas tu que eu te faça?    7736 9 20 5 Respondeu Davi a Jônatas: Eis que amanhã é a lua nova, e eu deveria sentar-me com o rei para comer; porém deixa-me ir, e esconder-me-ei no campo até a tarde do terceiro dia.    7737 9 20 6 Se teu pai notar a minha ausência, dirás: Davi me pediu muito que o deixasse ir correndo a Belém, sua cidade, porquanto se faz lá o sacrifício anual para toda a parentela.    7738 9 20 7 Se ele disser: Está bem; então teu servo tem paz; porém se ele muito se indignar, fica sabendo que ele já está resolvido a praticar o mal.    7739 9 20 8 Usa, pois, de misericórdia para com o teu servo, porque o fizeste entrar contigo em aliança do Senhor; se, porém, há culpa em mim, mata-me tu mesmo; por que me levarias a teu pai?    7740 9 20 9 Ao que respondeu Jônatas: Longe de ti tal coisa! Se eu soubesse que meu pai estava resolvido a trazer o mal sobre ti, não to descobriria eu?    7741 9 20 10 Perguntou, pois, Davi a Jônatas: Quem me fará saber, se por acaso teu pai te responder asperamente?    7742 9 20 11 Então disse Jônatas a Davi: Vem, e saiamos ao campo. E saíram ambos ao campo.    7743 9 20 12 E disse Jônatas a Davi: O Senhor, Deus de Israel, seja testemunha! Sondando eu a meu pai amanhã a estas horas, ou depois de amanhã, se houver coisa favorável para Davi, eu não enviarei a ti e não to farei saber?    7744 9 20 13 O Senhor faça assim a Jônatas, e outro tanto, se, querendo meu pai fazer-te mal, eu não te fizer saber, e não te deixar partir, para ires em paz; e o Senhor seja contigo, assim como foi com meu pai.    7745 9 20 14 E não somente usarás para comigo, enquanto viver, da benevolência do Senhor, para que não morra,    7746 9 20 15 como também não cortarás nunca da minha casa a tua benevolência, nem ainda quando o Senhor tiver desarraigado da terra a cada um dos inimigos de Davi.    7747 9 20 16 Assim fez Jônatas aliança com a casa de Davi, dizendo: O Senhor se vingue dos inimigos de Davi.    7748 9 20 17 Então Jônatas fez Davi jurar de novo, porquanto o amava; porque o amava com todo o amor da sua alma.    7749 9 20 18 Disse-lhe ainda Jônatas: Amanhã é a lua nova, e notar-se-á a tua ausência, pois o teu lugar estará vazio.    7750 9 20 19 Ao terceiro dia descerás apressadamente, e irás àquele lugar onde te escondeste no dia do negócio, e te sentarás junto à pedra de Ezel.    7751 9 20 20 E eu atirarei três flechas para aquela banda, como se atirasse ao alvo.    7752 9 20 21 Então mandarei o moço, dizendo: Anda, busca as flechas. Se eu expressamente disser ao moço: Olha que as flechas estão para cá de ti, apanha-as; então vem, porque, como vive o Senhor, há paz para ti, e não há nada a temer.    7753 9 20 22 Mas se eu disser ao moço assim: Olha que as flechas estão para lá de ti; vai-te embora, porque o Senhor te manda ir.    7754 9 20 23 E quanto ao negócio de que eu e tu falamos, o Senhor é testemunha entre mim e ti para sempre.    7755 9 20 24 Escondeu-se, pois, Davi no campo; e, sendo a lua nova, sentou-se o rei para comer.    7756 9 20 25 E, sentando-se o rei, como de costume, no seu assento junto à parede, Jônatas sentou-se defronte dele, e Abner sentou-se ao lado de Saul; e o lugar de Davi ficou vazio.    7757 9 20 26 Entretanto Saul não disse nada naquele dia, pois dizia consigo: Aconteceu-lhe alguma coisa pela qual não está limpo; certamente não está limpo.    7758 9 20 27 Sucedeu também no dia seguinte, o segundo da lua nova, que o lugar de Davi ficou vazio. Perguntou, pois, Saul a Jônatas, seu filho: Por que o filho de Jessé não veio comer nem ontem nem hoje?    7759 9 20 28 Respondeu Jônatas a Saul: Davi pediu-me encarecidamente licença para ir a Belém,    7760 9 20 29 dizendo: Peço-te que me deixes ir, porquanto a nossa parentela tem um sacrifício na cidade, e meu irmão ordenou que eu fosse; se, pois, agora tenho achado graça aos teus olhos, peço-te que me deixes ir, para ver a meus irmãos. Por isso não veio à mesa do rei.    7761 9 20 30 Então se acendeu a ira de Saul contra Jônatas, e ele lhe disse: Filho da perversa e rebelde! Não sei eu que tens escolhido a filho de Jessé para vergonha tua, e para vergonha de tua mãe?    7762 9 20 31 Pois por todo o tempo em que o filho de Jessé viver sobre a terra, nem tu estarás seguro, nem o teu reino; pelo que envia agora, e traze-mo, porque ele há de morrer.    7763 9 20 32 Ao que respondeu Jônatas a Saul, seu pai, e lhe disse: Por que há de morrer. que fez ele?    7764 9 20 33 Então Saul levantou a lança, para o ferir; assim entendeu Jônatas que seu pai tinha determinado matar a Davi.    7765 9 20 34 Pelo que Jônatas, todo encolerizado, se levantou da mesa, e no segundo dia do mês não comeu; pois se magoava por causa de Davi, porque seu pai o tinha ultrajado.    7766 9 20 35 Jônatas, pois, saiu ao campo, pela manhã, ao tempo que tinha ajustado com Davi, levando consigo um rapazinho.    7767 9 20 36 Então disse ao moço: Corre a buscar as flechas que eu atirar. Correu, pois, o moço; e Jônatas atirou uma flecha, que fez passar além dele.    7768 9 20 37 Quando o moço chegou ao lugar onde estava a flecha que Jônatas atirara, gritou-lhe este, dizendo: Não está porventura a flecha para lá de ti?    7769 9 20 38 E tornou a gritar ao moço: Apressa-te, anda, não te demores! E o servo de Jônatas apanhou as flechas, e as trouxe a seu senhor.    7770 9 20 39 O moço, porém, nada percebeu; só Jônatas e Davi sabiam do negócio.    7771 9 20 40 Então Jônatas deu as suas armas ao moço, e lhe disse: Vai, leva-as à cidade.    7772 9 20 41 Logo que o moço se foi, levantou-se Davi da banda do sul, e lançou-se sobre o seu rosto em terra, e inclinou-se três vezes; e beijaram-se um ao outro, e choraram ambos, mas Davi chorou muito mais.    7773 9 20 42 E disse Jônatas a Davi: Vai-te em paz, porquanto nós temos jurado ambos em nome do Senhor, dizendo: O Senhor seja entre mim e ti, e entre a minha descendência e a tua descendência perpetuamente.   [20:43] Então Davi se levantou e partiu; e Jônatas entrou na cidade.    7774 9 21 1 Então veio Davi a Nobe, ao sacerdote Aimeleque, o qual saiu, tremendo, ao seu encontro, e lhe perguntou: Por que vens só, e ninguém contigo?    7775 9 21 2 Respondeu Davi ao sacerdote Aimeleque: O rei me encomendou um negócio, e me disse: Ninguém saiba deste negócio pelo qual eu te enviei, e o qual te ordenei. Quanto aos mancebos, apontei-lhes tal e tal lugar.    7776 9 21 3 Agora, pois, que tens à mão? Dá-me cinco pães, ou o que se achar.    7777 9 21 4 Ao que, respondendo o sacerdote a Davi, disse: Não tenho pão comum à mão; há, porém, pão sagrado, se ao menos os mancebos se têm abstido das mulheres.    7778 9 21 5 E respondeu Davi ao sacerdote, e lhe disse: Sim, em boa fé, as mulheres se nos vedaram há três dias; quando eu saí, os vasos dos mancebos também eram santos, embora fosse para uma viagem comum; quanto mais ainda hoje não serão santos os seus vasos?    7779 9 21 6 Então o sacerdote lhe deu o pão sagrado; porquanto não havia ali outro pão senão os pães da proposição, que se haviam tirado de diante do Senhor no dia em que se tiravam para se pôr ali pão quente.    7780 9 21 7 Ora, achava-se ali naquele dia um dos servos de Saul, detido perante o Senhor; e era seu nome Doegue, edomeu, chefe dos pastores de Saul.    7781 9 21 8 E disse Davi a Aimeleque: Não tens aqui à mão uma lança ou uma espada? porque eu não trouxe comigo nem a minha espada nem as minhas armas, pois o negócio do rei era urgente.    7782 9 21 9 Respondeu o sacerdote: A espada de Golias, o filisteu, a quem tu feriste no vale de Elá, está aqui envolta num pano, detrás do éfode; se a queres tomar, toma-a, porque não há outra aqui senão ela. E disse Davi: Não há outra igual a essa; dá-ma.    7783 9 21 10 Levantou-se, pois, Davi e fugiu naquele dia de diante de Saul, e foi ter com Áquis, rei de Gate.    7784 9 21 11 Mas os servos de Áquis lhe perguntaram: Este não é Davi, o rei da terra? não foi deste que cantavam nas danças, dizendo: Saul matou os seus milhares, por Davi os seus dez milhares?    7785 9 21 12 E Davi considerou estas palavras no seu coração, e teve muito medo de Áquis, rei de Gate.    7786 9 21 13 Pelo que se contrafez diante dos olhos deles, e fingiu-se doido nas mãos deles, garatujando nas portas, e deixando correr a saliva pela barba.    7787 9 21 14 Então disse Áquis aos seus servos: Bem vedes que este homem está louco; por que mo trouxestes a mim?    7788 9 21 15 Faltam-me a mim doidos, para que trouxésseis a este para fazer doidices diante de mim? há de entrar este na minha casa?    7789 9 22 1 Depois Davi, retirando-se desse lugar, escapou para a caverna de Adulão. Quando os seus irmãos e toda a casa de seu pai souberam disso, desceram ali para ter com ele.    7790 9 22 2 Ajuntaram-se a ele todos os que se achavam em aperto, todos os endividados, e todos os amargurados de espírito; e ele se fez chefe deles; havia com ele cerca de quatrocentos homens.    7791 9 22 3 Dali passou Davi para Mizpe de Moabe; e disse ao rei de Moabe: Deixa, peço-te, que meu pai e minha mãe fiquem convosco, até que eu saiba o que Deus há de fazer de mim.    7792 9 22 4 E os deixou com o rei de Moabe; e ficaram com ele por todo o tempo que Davi esteve no lugar forte.    7793 9 22 5 Disse o profeta Gade a Davi: Não fiques no lugar forte; sai, e entra na terra de Judá. Então Davi saiu, e foi para o bosque de Herete.    7794 9 22 6 Ora, ouviu Saul que já havia notícias de Davi e dos homens que estavam com ele. Estava Saul em Gibeá, sentado debaixo da tamargueira, sobre o alto, e tinha na mão a sua lança, e todos os seus servos estavam com ele.    7795 9 22 7 Então disse Saul a seus servos que estavam com ele: Ouvi, agora, benjamitas! Acaso o filho de Jessé vos dará a todos vós terras e vinhas, e far-vos-á a todos chefes de milhares e chefes de centenas,    7796 9 22 8 para que todos vós tenhais conspirado contra mim, e não haja ninguém que me avise de ter meu filho, feito aliança com o filho de Jessé, e não haja ninguém dentre vós que se doa de mim, e me participe o ter meu filho sublevado meu servo contra mim, para me armar ciladas, como se vê neste dia?    7797 9 22 9 Então respondeu Doegue, o edomeu, que também estava com os servos de Saul, e disse: Vi o filho de Jessé chegar a Nobe, a Aimeleque, filho de Aitube;    7798 9 22 10 o qual consultou por ele ao Senhor, e lhe deu mantimento, e lhe deu também a espada de Golias, o filisteu.    7799 9 22 11 Então o rei mandou chamar a Aimeleque, o sacerdote, filho de Aitube, e a toda a casa de seu pai, isto é, aos sacerdotes que estavam em Nobe; e todos eles vierem ao rei.    7800 9 22 12 E disse Saul: Ouve, filho de Aitube! E ele lhe disse: Eis-me aqui, senhor meu.    7801 9 22 13 Então lhe perguntou Saul: Por que conspirastes contra mim, tu e o filho de Jessé, pois deste lhe pão e espada, e consultaste por ele a Deus, para que ele se levantasse contra mim a armar-me ciladas, como se vê neste dia?    7802 9 22 14 Ao que respondeu Aimeleque ao rei dizendo: Quem há, entre todos os teus servos, tão fiel como Davi, o genro do rei, chefe da tua guarda, e honrado na tua casa?    7803 9 22 15 Porventura é de hoje que comecei a consultar por ele a Deus? Longe de mim tal coisa! Não impute o rei coisa nenhuma a mim seu servo, nem a toda a casa de meu pai, pois o teu servo não soube nada de tudo isso, nem muito nem pouco.    7804 9 22 16 O rei, porém, disse: Hás de morrer, Aimeleque, tu e toda a casa de teu pai.    7805 9 22 17 E disse o rei aos da sua guarda que estavam com ele: Virai-vos, e matai os sacerdotes do Senhor, porque também a mão deles está com Davi, e porque sabiam que ele fugia e não mo fizeram saber. Mas os servos do rei não quiseram estender as suas mãos para arremeter contra os sacerdotes do Senhor.    7806 9 22 18 Então disse o rei a Doegue: Vira-te e arremete contra os sacerdotes. Virou-se, então, Doegue, o edomeu, e arremeteu contra os sacerdotes, e matou naquele dia oitenta e cinco homens que vestiam éfode de linho.    7807 9 22 19 Também a Nobe, cidade desses sacerdotes, passou a fio de espada; homens e mulheres, meninos e criancinhas de peito, e até os bois, jumentos e ovelhas passou a fio de espada.    7808 9 22 20 Todavia um dos filhos de Aimeleque, filho de Aitube, que se chamava Abiatar, escapou e fugiu para Davi.    7809 9 22 21 E Abiatar anunciou a Davi que Saul tinha matado os sacerdotes do Senhor.    7810 9 22 22 Então Davi disse a Abiatar: Bem sabia eu naquele dia que, estando ali Doegue, o edomeu, não deixaria de o denunciar a Saul. Eu sou a causa da morte de todos os da casa de teu pai.    7811 9 22 23 Fica comigo, não temas; porque quem procura a minha morte também procura a tua; comigo estarás em segurança.    7812 9 23 1 Ora, foi anunciado a Davi: Eis que os filisteus pelejam contra Queila e saqueiam as eiras.    7813 9 23 2 Pelo que consultou Davi ao Senhor, dizendo: Irei eu, e ferirei a esses filisteus? Respondeu o Senhor a Davi: Vai, fere aos filisteus e salva a Queila.    7814 9 23 3 Mas os homens de Davi lhe disseram: Eis que tememos aqui em Judá, quanta mais se formos a Queila, contra o exército dos filisteus!    7815 9 23 4 Davi, pois, tornou a consultar ao Senhor, e o Senhor lhe respondeu: Levanta-te, desce a Queila, porque eu hei de entregar os filisteus na tua mão.    7816 9 23 5 Então Davi partiu com os seus homens para Queila, pelejou contra os filisteus, levou-lhes o gado, e fez grande matança entre eles; assim Davi salvou os moradores de Queila.    7817 9 23 6 Ora, quando Abiatar, filho de Aimeleque, fugiu para Davi, a Queila, desceu com um éfode na mão.    7818 9 23 7 Então foi anunciado a Saul que Davi tinha ido a Queila; e disse Saul: Deus o entregou nas minhas mãos; pois está encerrado, porque entrou numa cidade que tem portas e ferrolhos.    7819 9 23 8 E convocou todo o povo à peleja, para descerem a Queila, e cercar a Davi e os seus homens.    7820 9 23 9 Sabendo, pois, Davi que Saul maquinava este mal contra ele, disse a Abiatar, sacerdote: Traze aqui o éfode.    7821 9 23 10 E disse Davi: ç Senhor, Deus de Israel, teu servo acaba de ouvir que Saul procura vir a Queila, para destruir a cidade por causa de mim.    7822 9 23 11 Entregar-me-ão os cidadãos de Queila na mão dele? descerá Saul, como o teu servo tem ouvido? Ah, Senhor Deus de Israel! faze-o saber ao teu servo. Respondeu o Senhor: Descerá.    7823 9 23 12 Disse mais Davi: Entregar-me-ão os cidadãos de Queila, a mim e aos meus homens, nas mãos de Saul? E respondeu o Senhor: Entregarão.    7824 9 23 13 Levantou-se, então, Davi com os seus homens, cerca de seiscentos, e saíram de Queila, e foram-se aonde puderam. Saul, quando lhe foi anunciado que Davi escapara de Queila, deixou de sair contra ele.    7825 9 23 14 E Davi ficou no deserto, em lugares fortes, permanecendo na região montanhosa no deserto de Zife. Saul o buscava todos os dias, porém Deus não o entregou na sua mao.    7826 9 23 15 Vendo, pois, Davi que Saul saíra à busca da sua vida, esteve no deserto de Zife, em Hores.    7827 9 23 16 Então se levantou Jônatas, filho de Saul, e foi ter com Davi em Hores, e o confortou em Deus;    7828 9 23 17 e disse-lhe: Não temas; porque não te achará a mão de Saul, meu pai; porém tu reinarás sobre Israel, e eu serei contigo o segundo; o que também Saul, meu pai, bem sabe.    7829 9 23 18 E ambos fizeram aliança perante o Senhor; Davi ficou em Hores, e Jônatas, voltou para sua casa.    7830 9 23 19 Então subiram os zifeus a Saul, a Gibea, dizendo: Não se escondeu Davi entre nós, nos lugares fortes em Hores, no outeiro de Haquila, que está à mão direita de Jesimom?    7831 9 23 20 Agora, pois, ó rei, desce apressadamente, conforme todo o desejo da tua alma; a nós nos cumpre entregá-lo nas mãos do rei.    7832 9 23 21 Então disse Saul: Benditos sejais vós do Senhor, porque vos compadecestes de mim:    7833 9 23 22 Ide, pois, informai-vos ainda melhor; sabei e notai o lugar que ele freqüenta, e quem o tenha visto ali; porque me foi dito que é muito astuto.    7834 9 23 23 Pelo que atentai bem, e informai-vos acerca de todos os esconderijos em que ele se oculta; e então voltai para mim com notícias exatas, e eu irei convosco. E há de ser que, se estiver naquela terra, eu o buscarei entre todos os milhares de Judá.    7835 9 23 24 Eles, pois, se levantaram e foram a Zife adiante de Saul; Davi, porém, e os seus homens estavam no deserto de Maom, na campina ao sul de Jesimom.    7836 9 23 25 E Saul e os seus homens foram em busca dele. Sendo isso anunciado a Davi, desceu ele à penha que está no deserto de Maom. Ouvindo-o Saul, foi ao deserto de Maom, a perseguir Davi.    7837 9 23 26 Saul ia de uma banda do monte, e Davi e os seus homens da outra banda. E Davi se apressava para escapar, por medo de Saul, porquanto Saul e os seus homens iam cercando a Davi e aos seus homens, para os prender.    7838 9 23 27 Nisso veio um mensageiro a Saul, dizendo: Apressa-te, e vem, porque os filisteus acabam de invadir a terra.    7839 9 23 28 Pelo que Saul voltou de perseguir a Davi, e se foi ao encontro dos filisteus. Por esta razão aquele lugar se chamou Selá-Hamalecote.    7840 9 23 29 Depois disto, Davi subiu e ficou nos lugares fortes de En-Gedi.    7841 9 24 1 Ora, quando Saul voltou de perseguir os filisteus, foi-lhe dito: Eis que Davi está no deserto de En-Gedi.    7842 9 24 2 Então tomou Saul três mil homens, escolhidos dentre todo o Israel, e foi em busca de Davi e dos seus homens, até sobre as penhas das cabras montesas.    7843 9 24 3 E chegou no caminho a uns currais de ovelhas, onde havia uma caverna; e Saul entrou nela para aliviar o ventre. Ora Davi e os seus homens estavam sentados na parte interior da caverna.    7844 9 24 4 Então os homens de Davi lhe disseram: Eis aqui o dia do qual o Senhor te disse: Eis que entrego o teu inimigo nas tuas mãos; far-lhe-ás como parecer bem aos teus olhos. Então Davi se levantou, e de mansinho cortou a orla do manto de Saul.    7845 9 24 5 Sucedeu, porém, que depois doeu o coração de Davi, por ter cortado a orla do manto de Saul.    7846 9 24 6 E disse aos seus homens: O Senhor me guarde de que eu faça tal coisa ao meu senhor, ao ungido do Senhor, que eu estenda a minha mão contra ele, pois é o ungido do Senhor.    7847 9 24 7 com essas palavras Davi conteve os seio chegando para se permitiu que se levantassem contra Saul. E Saul se levantou da caverna, e prosseguiu o seu caminho.    7848 9 24 8 Depois também Davi se levantou e, saindo da caverna, gritou por detrás de Saul, dizendo: ç rei, meu senhor! Quando Saul olhou para trás, Davi se inclinou com o rosto em terra e lhe fez reverência.    7849 9 24 9 Então disse Davi a Saul: por que dás ouvidos às palavras dos homens que dizem: Davi procura fazer-te mal?    7850 9 24 10 Eis que os teus olhos acabam de ver que o Senhor hoje te pôs em minhas mãos nesta caverna; e alguns disseram que eu te matasse, porém a minha mão te poupou; pois eu disse: Não estenderei a minha mão contra o meu senhor, porque é o ungido do Senhor.    7851 9 24 11 Olha, meu pai, vê aqui a orla do teu manto na minha mão, pois cortando-te eu a orla do manto, não te matei. Considera e vê que não há na minha mão nem mal nem transgressão alguma, e que não pequei contra ti, ainda que tu andes à caça da minha vida para ma tirares.    7852 9 24 12 Julgue o Senhor entre mim e ti, e vingue-me o Senhor de ti; a minha mão, porém, não será contra ti.    7853 9 24 13 Como diz o provérbio dos antigos: Dos ímpios procede a impiedade. A minha mão, porém, não será contra ti.    7854 9 24 14 Após quem saiu o rei de Israel? a quem persegues tu? A um cão morto, a uma pulga!    7855 9 24 15 Seja, pois, o Senhor juiz, e julgue entre mim e ti; e veja, e advogue a minha causa, e me livre da tua mão.    7856 9 24 16 Acabando Davi de falar a Saul todas estas palavras, perguntou Saul: E esta a tua voz, meu filho Davi? Então Saul levantou a voz e chorou.    7857 9 24 17 E disse a Davi: Tu és mais justo do que eu, pois me recompensaste com bem, e eu te recompensei com mal.    7858 9 24 18 E tu mostraste hoje que procedeste bem para comigo, por isso que, havendo-me o Senhor entregado na tua mão, não me mataste.    7859 9 24 19 Pois, quem há que, encontrando o seu inimigo, o deixará ir o seu caminho? O Senhor, pois, te pague com bem, pelo que hoje me fizeste.    7860 9 24 20 Agora, pois, sei que certamente hás de reinar, e que o reino de Israel há de se firmar na tua mão.    7861 9 24 21 Portanto jura-me pelo Senhor que não desarraigarás a minha descendência depois de mim, nem extinguirás o meu nome da casa de meu pai.    7862 9 24 22 Então jurou Davi a Saul. E foi Saul para sua casa, mas Davi e os seus homens subiram ao lugar forte.    7863 9 25 1 Ora, faleceu Samuel; e todo o Israel se ajuntou e o pranteou; e o sepultaram na sua casa, em Ramá. E Davi se levantou e desceu ao deserto de Parã.    7864 9 25 2 Havia um homem em Maom que tinha as suas possessões no Carmelo. Este homem era muito rico, pois tinha três mil ovelhas e mil Cabras e estava tosquiando as suas ovelhas no Carmelo.    7865 9 25 3 Chamava-se o homem Nabal, e sua mulher chamava-se Abigail; era a mulher sensata e formosa; o homem porém, era duro, e maligno nas suas ações; e era da casa de Calebe.    7866 9 25 4 Ouviu Davi no deserto que Nabal tosquiava as suas ovelhas,    7867 9 25 5 e enviou-lhe dez mancebos, dizendo-lhes: Subi ao Carmelo, ide a Nabal e perguntai-lhe, em meu nome, como está.    7868 9 25 6 Assim lhe direis: Paz seja contigo, e com a tua casa, e com tudo o que tens.    7869 9 25 7 Agora, pois, tenho ouvido que tens tosquiadores. Ora, os pastores que tens acabam de estar conosco; agravo nenhum lhes fizemos, nem lhes desapareceu coisa alguma por todo o tempo que estiveram no Carmelo.    7870 9 25 8 Pergunta-o aos teus mancebos, e eles to dirão. Que achem, portanto, os teus servos graça aos teus olhos, porque viemos em boa ocasião. Dá, pois, a teus servos e a Davi, teu filho, o que achares à mão.    7871 9 25 9 Chegando, pois, os mancebos de Davi, falaram a Nabal todas aquelas palavras em nome de Davi, e se calaram.    7872 9 25 10 Ao que Nabal respondeu aos servos de Davi, e disse: Quem é Davi, e quem o filho de Jessé? Muitos servos há que hoje fogem ao seu senhor.    7873 9 25 11 Tomaria eu, pois, o meu pão, e a minha água, e a carne das minhas reses que degolei para os meus tosquiadores, e os daria a homens que não sei donde vêm?    7874 9 25 12 Então os mancebos de Davi se puseram a caminho e, voltando, vieram anunciar-lhe todas estas palavras.    7875 9 25 13 Pelo que disse Davi aos seus homens: Cada um cinja a sua espada. E cada um cingiu a sua espada, e Davi também cingiu a sua, e subiram após Davi cerca de quatrocentos homens, e duzentos ficaram com a bagagem.    7876 9 25 14 um dentre os mancebos, porém, o anunciou a Abigail, mulher de Nabal, dizendo: Eis que Davi enviou mensageiros desde o deserto a saudar o nosso amo; e ele os destratou.    7877 9 25 15 Todavia, aqueles homens têm-nos sido muito bons, e nunca fomos agravados deles, e nada nos desapareceu por todo o tempo em que convivemos com eles quando estávamos no campo.    7878 9 25 16 De muro em redor nos serviram, assim de dia como de noite, todos os dias que andamos com eles apascentando as ovelhas.    7879 9 25 17 Considera, pois, agora e vê o que hás de fazer, porque o mal já está de todo determinado contra o nosso amo e contra toda a sua casa; e ele é tal filho de Belial, que não há quem lhe possa falar.    7880 9 25 18 Então Abigail se apressou, e tomou duzentos pães, dois odres de vinho, cinco ovelhas assadas, cinco medidas de trigo tostado, cem cachos de passas, e duzentas pastas de figos secos, e os pôs sobre jumentos.    7881 9 25 19 E disse aos seus mancebos: Ide adiante de mim; eis que vos seguirei de perto. Porém não o declarou a Nabal, seu marido.    7882 9 25 20 E quando ela, montada num jumento, ia descendo pelo encoberto do monte, eis que Davi e os seus homens lhe vinham ao encontro; e ela se encontrou com eles.    7883 9 25 21 Ora, Davi tinha dito: Na verdade que em vão tenho guardado tudo quanto este tem no deserto, de sorte que nada lhe faltou de tudo quanto lhe pertencia; e ele me pagou mal por bem.    7884 9 25 22 Assim faça Deus a Davi, e outro tanto, se eu deixar até o amanhecer, de tudo o que pertence a Nabal, um só varão.    7885 9 25 23 Vendo, pois, Abigail a Davi, apressou-se, desceu do jumento e prostrou-se sobre o seu rosto diante de Davi, inclinando-se à terra,    7886 9 25 24 e, prostrada a seus pés, lhe disse: Ah, senhor meu, minha seja a iniqüidade! Deixa a tua serva falar aos teus ouvidos, e ouve as palavras da tua serva.    7887 9 25 25 Rogo-te, meu senhor, que não faças caso deste homem de Belial, a saber, Nabal; porque tal é ele qual é o seu nome. Nabal é o seu nome, e a loucura está com ele; mas eu, tua serva, não vi os mancebos de meu senhor, que enviaste.    7888 9 25 26 Agora, pois, meu senhor, vive o Senhor, e vive a tua alma, porquanto o Senhor te impediu de derramares sangue, e de te vingares com a tua própria mão, sejam agora como Nabal os teus inimigos e os que procuram fazer o mal contra o meu senhor.    7889 9 25 27 Aceita agora este presente que a tua serva trouxe a meu senhor; seja ele dado aos mancebos que seguem ao meu senhor.    7890 9 25 28 Perdoa, pois, a transgressão da tua serva; porque certamente fará o Senhor casa firme a meu senhor, pois meu senhor guerreia as guerras do Senhor; e não se achará mal em ti por todos os teus dias.    7891 9 25 29 Se alguém se levantar para te perseguir, e para buscar a tua vida, então a vida de meu senhor será atada no feixe dos que vivem com o Senhor teu Deus; porém a vida de teus inimigos ele arrojará ao longe, como do côncavo de uma funda.    7892 9 25 30 Quando o Senhor tiver feito para com o meu senhor conforme todo o bem que já tem dito de ti, e te houver estabelecido por príncipe sobre Israel,    7893 9 25 31 então, meu senhor, não terás no coração esta tristeza nem este remorso de teres derramado sangue sem causa, ou de haver-se vingado o meu senhor a si mesmo. E quando o Senhor fizer bem a meu senhor, lembra-te então da tua serva.    7894 9 25 32 Ao que Davi disse a Abigail: Bendito seja o Senhor Deus de Israel, que hoje te enviou ao meu encontro!    7895 9 25 33 E bendito seja o teu conselho, e bendita sejas tu, que hoje me impediste de derramar sangue, e de vingar-me pela minha própria mão!    7896 9 25 34 Pois, na verdade, vive o Senhor Deus de Israel que me impediu de te fazer mal, que se tu não te apressaras e não me vieras ao encontro, não teria ficado a Nabal até a luz da manhã nem mesmo um menino.    7897 9 25 35 Então Davi aceitou da mão dela o que lhe tinha trazido, e lhe disse: Sobe em paz à tua casa; vê que dei ouvidos à tua voz, e aceitei a tua face.    7898 9 25 36 Ora, quando Abigail voltou para Nabal, eis que ele fazia em sua casa um banquete, como banquete de rei; e o coração de Nabal estava alegre, pois ele estava muito embriagado; pelo que ela não lhe deu a entender nada daquilo, nem pouco nem muito, até a luz da manhã.    7899 9 25 37 Sucedeu, pois, que, pela manhã, estando Nabal já livre do vinho, sua mulher lhe contou essas coisas; de modo que o seu coração desfaleceu, e ele ficou como uma pedra.    7900 9 25 38 Passados uns dez dias, o Senhor feriu a Nabal, e ele morreu.    7901 9 25 39 Quando Davi ouviu que Nabal morrera, disse: Bendito seja o Senhor, que me vingou da afronta que recebi de Nabal, e deteve do mal a seu servo, fazendo cair a maldade de Nabal sobre a sua cabeça. Depois mandou Davi falar a Abigail, para tomá-la por mulher.    7902 9 25 40 Vindo, pois, os servos de Davi a Abigail, no Carmelo, lhe falaram, dizendo: Davi nos mandou a ti, para te tomarmos por sua mulher.    7903 9 25 41 Ao que ela se levantou, e se inclinou com o rosto em terra, e disse: Eis que a tua serva servirá de criada para lavar os pés dos servos de meu senhor.    7904 9 25 42 Então Abigail se apressou e, levantando-se, montou num jumento, e levando as cinco moças que lhe assistiam, seguiu os mensageiros de Davi, que a recebeu por mulher.    7905 9 25 43 Davi tomou também a Ainoã de Jizreel; e ambas foram suas mulheres.    7906 9 25 44 Pois Saul tinha dado sua filha Mical, mulher de Davi, a Palti, filho de Laís, o qual era de Galim.    7907 9 26 1 Ora, vieram os zifeus a Saul, a Gibeá, dizendo: Não está Davi se escondendo no outeiro de Haquila, defronte de Jesimom?    7908 9 26 2 Então Saul se levantou, e desceu ao deserto de Zife, levando consigo três mil homens escolhidos de Israel, para buscar a Davi no deserto de Zife.    7909 9 26 3 E acampou-se Saul no outeiro de Haquila, defronte de Jesimom, junto ao caminho; porém Davi ficou no deserto, e percebendo que Saul vinha após ele ao deserto,    7910 9 26 4 enviou espias, e certificou-se de que Saul tinha chegado.    7911 9 26 5 Então Davi levantou-se e foi ao lugar onde Saul se tinha acampado; viu Davi o lugar onde se deitavam Saul e Abner, filho de Ner, chefe do seu exército. E Saul estava deitado dentro do acampamento, e o povo estava acampado ao redor dele.    7912 9 26 6 Então Davi, dirigindo-se a Aimeleque, o heteu, e a Abisai, filho de Zeruia, irmão de Joabe, perguntou: Quem descerá comigo a Saul, ao arraial? Respondeu Abisai: Eu descerei contigo.    7913 9 26 7 Foram, pois, Davi e Abisai de noite ao povo; e eis que Saul estava deitado, dormindo dentro do acampamento, e a sua lança estava pregada na terra à sua cabeceira; e Abner e o povo estavam deitados ao redor dele.    7914 9 26 8 Então disse Abisai a Davi: Deus te entregou hoje nas mãos o teu inimigo; deixa-me, pois, agora encravá-lo na terra, com a lança, de um só golpe; não o ferirei segunda vez.    7915 9 26 9 Mas Davi respondeu a Abisai: Não o mates; pois quem pode estender a mão contra o ungido do Senhor, e ficar inocente?    7916 9 26 10 Disse mais Davi: Como vive o Senhor, ou o Senhor o ferirá, ou chegará o seu dia e morrerá, ou descerá para a batalha e perecerá;    7917 9 26 11 o Senhor, porém, me guarde de que eu estenda a mão contra o ungido do Senhor. Agora, pois, toma a lança que está à sua cabeceira, e a bilha d`água, e vamo-nos.    7918 9 26 12 Tomou, pois, Davi a lança e a bilha d`água da cabeceira de Saul, e eles se foram. Ninguém houve que o visse, nem que o soubesse, nem que acordasse; porque todos estavam dormindo, pois da parte do Senhor havia caído sobre eles um profundo sono.    7919 9 26 13 Então Davi, passando à outra banda, pôs-se no cume do monte, ao longe, de maneira que havia grande distância entre eles.    7920 9 26 14 E Davi bradou ao povo, e a Abner, filho de Ner, dizendo: Não responderás, Abner? Então Abner respondeu e disse: Quem és tu, que bradas ao rei?    7921 9 26 15 Ao que disse Davi a Abner: Não és tu um homem? e quem há em Israel como tu? Por que, então, não guardaste o rei, teu senhor? porque um do povo veio para destruir o rei, teu senhor.    7922 9 26 16 Não é bom isso que fizeste. Vive o Senhor, que sois dignos de morte, porque não guardastes a vosso senhor, o ungido do Senhor. Vede, pois, agora onde está a lança do rei, e a bilha d`água que estava à sua cabeceira.    7923 9 26 17 Saul reconheceu a voz de Davi, e disse: Não é esta a tua voz, meu filho Davi? Respondeu Davi: E minha voz, ó rei, meu senhor.    7924 9 26 18 Disse mais: Por que o meu senhor persegue tanto o seu servo? que fiz eu? e que maldade se acha na minha mão?    7925 9 26 19 Ouve pois agora, ó rei, meu senhor, as palavras de teu servo: Se é o Senhor quem te incita contra mim, receba ele uma oferta; se, porém, são os filhos dos homens, malditos sejam perante o Senhor, pois eles me expulsaram hoje para que eu não tenha parte na herança do Senhor, dizendo: Vai, serve a outros deuses.    7926 9 26 20 Agora, pois, não caia o meu sangue em terra fora da presença do Senhor; pois saiu o rei de Israel em busca duma pulga, como quem persegue uma perdiz nos montes.    7927 9 26 21 Então disse Saul: Pequei; volta, meu filho Davi, pois não tornarei a fazer-te mal, porque a minha vida foi hoje preciosa aos teus olhos. Eis que procedi como um louco, e errei grandissimamente.    7928 9 26 22 Davi então respondeu, e disse: Eis aqui a lança, ó rei! venha cá um os mancebos, e leve-a.    7929 9 26 23 O Senhor, porém, pague a cada um a sua justiça e a sua lealdade; pois o Senhor te entregou hoje na minha mão, mas eu não quis estender a mão contra o ungido do Senhor.    7930 9 26 24 E assim como foi a tua vida hoje preciosa aos meus olhos, seja a minha vida preciosa aos olhos do Senhor, e livre-me ele de toda a tribulação.    7931 9 26 25 Então Saul disse a Davi: Bendito sejas tu, meu filho Davi, pois grandes coisas farás e também certamente prevalecerás. Então Davi se foi o seu caminho e Saul voltou para o seu lugar.    7932 9 27 1 Disse, porém, Davi no seu coração: Ora, perecerei ainda algum dia pela mão de Saul; não há coisa melhor para mim do que escapar para a terra dos filisteus, para que Saul perca a esperança de mim, e cesse de me buscar por todos os termos de Israel; assim escaparei da sua mão.    7933 9 27 2 Então Davi se levantou e passou, com os seiscentos homens que com ele estavam, para Áquis, filho de Maoque, rei de Gate.    7934 9 27 3 E Davi ficou com Áquis em Gate, ele e os seus homens, cada um com a sua família, e Davi com as suas duas mulheres, Ainoã, a jizreelita, e Abigail, que fora mulher de Nabal, o carmelita.    7935 9 27 4 Ora, sendo Saul avisado de que Davi tinha fugido para Gate, não cuidou mais de buscá-lo.    7936 9 27 5 Disse Davi a Áquis: Se eu tenho achado graça aos teus olhos, que se me dê lugar numa das cidades do país, para que eu ali habite; pois, por que haveria o teu servo de habitar contigo na cidade real?    7937 9 27 6 Então lhe deu Áquis naquele dia a cidade de Ziclague; pelo que Ziclague pertence aos reis de Judá, até o dia de hoje.    7938 9 27 7 E o número dos dias que Davi habitou na terra dos filisteus foi de um ano e quatro meses.    7939 9 27 8 Ora, Davi e os seus homens subiam e davam sobre os gesuritas, e os girzitas, e os amalequitas; pois, desde tempos remotos, eram estes os moradores da terra que se estende na direção de Sur até a terra do Egito.    7940 9 27 9 E Davi feria aquela terra, não deixando com vida nem homem nem mulher; e, tomando ovelhas, bois, jumentos, camelos e vestuários, voltava, e vinha a Áquis.    7941 9 27 10 E quando Áquis perguntava: Sobre que parte fizestes incursão hoje? Davi respondia: Sobre o Negebe de Judá; ou: Sobre o Negebe dos jerameelitas; ou: Sobre o Negebe dos queneus.    7942 9 27 11 E Davi não deixava com vida nem homem nem mulher para trazê-los a Gate, pois dizia: Para que porventura não nos denunciem, dizendo: Assim fez Davi. E este era o seu costume por todos os dias que habitou na terra dos filisteus.    7943 9 27 12 Áquis, pois, confiava em Davi, dizendo: Fez-se ele por certo aborrecível para com o seu povo em Israel; pelo que me será por servo para sempre.    7944 9 28 1 Naqueles dias ajuntaram os filisteus os seus exércitos para a guerra, para pelejarem contra Israel. Disse Áquis a Davi: Sabe de certo que sairás comigo ao arraial, tu e os teus homens.    7945 9 28 2 Respondeu Davi a Áquis: Assim saberás o que o teu servo há de fazer. E disse Áquis a Davi: Por isso te farei para sempre guarda da minha pessoa.    7946 9 28 3 Ora, Samuel já havia morrido, e todo o Israel o tinha chorado, e o tinha sepultado e em Ramá, que era a sua cidade. E Saul tinha desterrado es necromantes e os adivinhos.    7947 9 28 4 Ajuntando-se, pois, os filisteus, vieram acampar-se em Suném; Saul ajuntou também todo o Israel, e se acamparam em Gilboa.    7948 9 28 5 Vendo Saul o arraial dos filisteus, temeu e estremeceu muito o seu coração.    7949 9 28 6 Pelo que consultou Saul ao Senhor, porém o Senhor não lhe respondeu, nem por sonhos, nem por Urim, nem por profetas.    7950 9 28 7 Então disse Saul aos seus servos: Buscai-me uma necromante, para que eu vá a ela e a consulte. Disseram-lhe os seus servos: Eis que em En-Dor há uma mulher que é necromante.    7951 9 28 8 Então Saul se disfarçou, vestindo outros trajes; e foi ele com dois homens, e chegaram de noite à casa da mulher. Disse-lhe Saul: Peço-te que me adivinhes pela necromancia, e me faças subir aquele que eu te disser.    7952 9 28 9 A mulher lhe respondeu: Tu bem sabes o que Saul fez, como exterminou da terra os necromantes e os adivinhos; por que, então, me armas um laço à minha vida, para me fazeres morrer?    7953 9 28 10 Saul, porém, lhe jurou pelo Senhor, dizendo: Como vive o Senhor, nenhum castigo te sobrevirá por isso.    7954 9 28 11 A mulher então lhe perguntou: Quem te farei subir? Respondeu ele: Faze-me subir Samuel.    7955 9 28 12 Vendo, pois, a mulher a Samuel, gritou em alta voz, e falou a Saul, dizendo: Por que me enganaste? pois tu mesmo és Saul.    7956 9 28 13 Ao que o rei lhe disse: Não temas; que é que vês? Então a mulher respondeu a Saul: Vejo um deus que vem subindo de dentro da terra.    7957 9 28 14 Perguntou-lhe ele: Como é a sua figura? E disse ela: Vem subindo um ancião, e está envolto numa capa. Entendendo Saul que era Samuel, inclinou-se com o rosto em terra, e lhe fez reverência.    7958 9 28 15 Samuel disse a Saul: Por que me inquietaste, fazendo-me subir? Então disse Saul: Estou muito angustiado, porque os filisteus guerreiam contra mim, e Deus se tem desviado de mim, e já não me responde, nem por intermédio dos profetas nem por sonhos; por isso te chamei, para que me faças saber o que hei de fazer.    7959 9 28 16 Então disse Samuel: Por que, pois, me perguntas a mim, visto que o Senhor se tem desviado de ti, e se tem feito teu inimigo?    7960 9 28 17 O Senhor te fez como por meu intermédio te disse; pois o Senhor rasgou o reino da tua mão, e o deu ao teu próximo, a Davi.    7961 9 28 18 Porquanto não deste ouvidos à voz do Senhor, e não executaste e furor da sua ira contra Amaleque, por isso o Senhor te fez hoje isto.    7962 9 28 19 E o Senhor entregará também a Israel contigo na mão dos filisteus. Amanhã tu e teus filhos estareis comigo, e o Senhor entregará o arraial de Israel na mão dos filisteus.    7963 9 28 20 Imediatamente Saul caiu estendido por terra, tomado de grande medo por causa das palavras de Samuel; e não houve força nele, porque nada havia comido todo aquele dia e toda aquela noite.    7964 9 28 21 Então a mulher se aproximou de Saul e, vendo que estava tão perturbado, disse-lhe: Eis que a tua serva deu ouvidos à tua voz; pus a minha vida na minha mão, dando ouvidos às palavras que disseste.    7965 9 28 22 Agora, pois, ouve também tu as palavras da tua serva, e permite que eu ponha um bocado de pão diante de ti; come, para que tenhas forças quando te puseres a caminho.    7966 9 28 23 Ele, porém, recusou, dizendo: Não comerei. Mas os seus servos e a mulher o constrangeram, e ele deu ouvidos à sua voz; e levantando-se do chão, sentou-se na cama.    7967 9 28 24 Ora, a mulher tinha em casa um bezerro cevado; apressou-se, pois, e o degolou; tambem tomou farinha, e a amassou, e a cozeu em bolos ázimos.    7968 9 28 25 Então pôs tudo diante de Saul e de seus servos; e eles comeram. Depois levantaram-se e partiram naquela mesma noite.    7969 9 29 1 Os filisteus ajuntaram todos os seus exércitos em Afeque; e acamparam-se os israelitas junto à fonte que está em Jizreel.    7970 9 29 2 Então os chefes dos filisteus se adiantaram com centenas e com milhares; e Davi e os seus homens iam com Áquis na retaguarda.    7971 9 29 3 Perguntaram os chefes dos filisteus: que fazem aqui estes hebreus? Respondeu Áquis aos chefes dos filisteus: Não é este Davi, o servo de Saul, rei de Israel, que tem estado comigo alguns dias ou anos? e nenhuma culpa tenho achado nele desde o dia em que se revoltou, até o dia de hoje.    7972 9 29 4 Mas os chefes dos filisteus muito se indignaram contra ele, e disseram a Áquis: Faze voltar este homem para que torne ao lugar em que o puseste; não desça ele conosco à batalha, a fim de que não se torne nosso adversário no combate; pois, como se tornaria este agradável a seu senhor? porventura não seria com as cabeças destes homens?    7973 9 29 5 Este não é aquele Davi, a respeito de quem cantavam nas danças: Saul feriu os seus milhares, mas Davi os seus dez milhares?    7974 9 29 6 Então Áquis chamou a Davi e disse-lhe: Como vive o Senhor, tu és reto, e a sua entrada e saída comigo no arraial é boa aos meus olhos, pois nenhum mal tenho achado em ti, desde o dia em que vieste ter comigo, até o dia de hoje; porém aos chefes não agradas.    7975 9 29 7 Volta, pois, agora, e vai em paz, para não desagradares os chefes dos filisteus.    7976 9 29 8 Ao que Davi disse a Áquis: Por quê? que fiz eu? ou, que achaste no teu servo, desde o dia em que vim ter contigo, até o dia de hoje, para que eu não vá pelejar contra es inimigos do rei meu senhor?    7977 9 29 9 Respondeu, porém, Áquis e disse a Davi: Bem o sei; e, na verdade, aos meus olhos és bom como um anjo de Deus; contudo os chefes dos filisteus disseram: Este não há de subir conosco à batalha.    7978 9 29 10 Levanta-te, pois, amanhã de madrugada, tu e os servos de teu senhor que vieram contigo; e, tendo vos levantado de madrugada, parti logo que haja luz.    7979 9 29 11 Madrugaram, pois, Davi e os seus homens, a fim de partirem, pela manhã, e voltarem à terra dos filisteus; e os filisteus subiram a Jizreel.    7980 9 30 1 Sucedeu, pois, que, chegando Davi e os seus homens ao terceiro dia a Ziclague, os amalequitas tinham feito uma incursão sobre o Negebe, e sobre Ziclague, e tinham ferido a Ziclague e a tinham queimado a fogo;    7981 9 30 2 e tinham levado cativas as mulheres, e todos os que estavam nela, tanto pequenos como grandes; a ninguém, porém, mataram, tão-somente os levaram consigo, e foram o seu caminho.    7982 9 30 3 Quando Davi e os seus homens chegaram à cidade, eis que estava queimada a fogo, e suas mulheres, seus filhos e suas filhas tinham sido levados cativos.    7983 9 30 4 Então Davi e o povo que se achava com ele alçaram a sua voz, e choraram, até que não ouve neles mais forças para chorar.    7984 9 30 5 Também as duas mulheres de Davi foram levadas cativas: Ainoã, a jizreelita, e Abigail, que fora mulher de Nabal, o carmelita.    7985 9 30 6 Também Davi se angustiou; pois o povo falava em apedrejá-lo, porquanto a alma de todo o povo estava amargurada por causa de seus filhos e de suas filhas. Mas Davi se fortaleceu no Senhor seu Deus.    7986 9 30 7 Disse Davi a Abiatar, o sacerdote, filho de Aimeleque: Traze-me aqui o éfode. E Abiatar trouxe o éfode a Davi.    7987 9 30 8 Então consultou Davi ao Senhor, dizendo: Perseguirei eu a esta tropa? alcançá-la-ei? Respondeu-lhe o Senhor: Persegue-a; porque de certo a alcançarás e tudo recobrarás.    7988 9 30 9 Ao que partiu Davi, ele e os seiscentos homens que com ele se achavam, e chegaram ao ribeiro de Besor, onde pararam os que tinham ficado para trás.    7989 9 30 10 Mas Davi ainda os perseguia, com quatrocentos homens, enquanto que duzentos ficaram atrás, por não poderem, de cansados que estavam, passar o ribeiro de Besor.    7990 9 30 11 Ora, acharam no campo um egípcio, e o trouxeram a Davi; deram-lhe pão a comer, e água a beber;    7991 9 30 12 deram-lhe também um pedaço de massa de figos secos e dois cachos de passas. Tendo ele comido, voltou-lhe o ânimo; pois havia três dias e três noites que não tinha comido pão nem bebido água.    7992 9 30 13 Então Davi lhe perguntou: De quem és tu, e donde vens? Respondeu ele: Sou um moço egípcio, servo dum amalequita; e o meu senhor me abandonou, porque adoeci há três dias.    7993 9 30 14 Nós fizemos uma incursão sobre o Negebe dos queretitas, sobre o de Judá e sobre o de Calebe, e pusemos fogo a Ziclague.    7994 9 30 15 Perguntou-lhe Davi: Poderias descer e guiar-me a essa tropa? Respondeu ele: Jura-me tu por Deus que não me matarás, nem me entregarás na mão de meu senhor, e eu descerei e te guiarei a essa tropa.    7995 9 30 16 Desceu, pois, e o guiou; e eis que eles estavam espalhados sobre a face de toda a terra, comendo, bebendo e dançando, por causa de todo aquele grande despojo que haviam tomado da terra dos filisteus e a terra de Judá.    7996 9 30 17 Então Davi os feriu, desde o crepúsculo até a tarde do dia seguinte, e nenhum deles escapou, senão só quatrocentos mancebos que, montados sobre camelos, fugiram.    7997 9 30 18 Assim recobrou Davi tudo quanto os amalequitas haviam tomado; também libertou as suas duas mulheres.    7998 9 30 19 De modo que não lhes faltou coisa alguma, nem pequena nem grande, nem filhos nem filhas, nem qualquer coisa de tudo quanto os amalequitas lhes haviam tomado; tudo Davi tornou a trazer.    7999 9 30 20 Davi lhes tomou também todos os seus rebanhos e manadas; e o povo os levava adiante do outro gado, e dizia: Este é o despojo de Davi.    8000 9 30 21 Quando Davi chegou aos duzentos homens que, de cansados que estavam, não tinham podido segui-los, e que foram obrigados a ficar ao pé do ribeiro de Besor, estes saíram ao encontro de Davi e do povo que com ele vinha; e Davi, aproximando-se deles, os saudou em paz.    8001 9 30 22 Então todos os malvados e perversos, dentre os homens que tinham ido com Davi, disseram: Visto que não foram conosco, nada lhes daremos do despojo que recobramos, senão a cada um sua mulher e seus filhos, para que os levem e se retirem.    8002 9 30 23 Mas Davi disse: Não fareis assim, irmãos meus, com o que nos deu o Senhor, que nos guardou e entregou nas nossas mãos a tropa que vinha contra nós.    8003 9 30 24 E quem vos daria ouvidos nisso? pois qual é a parte dos que desceram à batalha, tal será também a parte dos que ficaram com a bagagem; receberão partes.    8004 9 30 25 E assim foi daquele dia em diante, ficando estabelecido por estatuto e direito em Israel até o dia de hoje.    8005 9 30 26 Quando Davi chegou a Ziclague, enviou do despojo presente aos anciãos de Judá, seus amigos, dizendo: Eis aí para vós um presente do despojo dos inimigos do Senhor;    8006 9 30 27 aos de Betel, aos de Ramote do Sul, e aos de Jatir;    8007 9 30 28 aos de Aroer, aos de Sifmote, e aos de Estemoa;    8008 9 30 29 aos de Racal, aos das cidades dos jerameelitas, e aos das cidades dos queneus;    8009 9 30 30 aos de Horma, aos de Corasã, e aos de Atace;    8010 9 30 31 e aos de Hebrom, e aos de todos os lugares que Davi e os seus homens costumavam freqüentar.    8011 9 31 1 Ora, os filisteus pelejaram contra Israel; e os homens de Israel fugiram de diante dos filisteus, e caíram mortos no monte Gilboa.    8012 9 31 2 E os filisteus apertaram com Saul e seus filhos, e mataram a Jônatas, a Abinadabe e e a Malquisua, filhos de Saul.    8013 9 31 3 A peleja se agravou contra Saul, e os flecheiros o alcançaram, e o feriram gravemente.    8014 9 31 4 Pelo que disse Saul ae seu escudeiro: Arranca a tua espada, e atravessa-me com ela, para que porventura não venham esses incircuncisos, e me atravessem e escarneçam de mim. Mas o seu escudeiro não quis, porque temia muito. Então Saul tomou a espada, e se lançou sobre ela.    8015 9 31 5 Vendo, pois, e seu escudeiro que Saul já era morto, também ele se lançou sobre a sua espada, e morreu com ele.    8016 9 31 6 Assim morreram juntamente naquele dia Saul, seus três filhos, e seu escudeiro, e todos os seus homens.    8017 9 31 7 Quando os israelitas que estavam no outro lado do vale e os que estavam além de Jordão viram que os homens de Israel tinham fugido, e que Saul e seus filhos estavam mortos, abandonaram as suas cidades e fugiram; e vieram os filisteus e habitaram nelas.    8018 9 31 8 No dia seguinte, quando os filisteus vieram para despojar os mortos, acharam Saul e seus três filhos estirados no monte Gilboa.    8019 9 31 9 Então cortaram a cabeça a Saul e o despejaram das suas armas; e enviaram pela terra dos filisteus, em redor, a anunciá-lo no templo dos seus ídolos e entre e povo,    8020 9 31 10 Puseram as armas de Saul no templo de Astarote; e penduraram o seu corpo no muro de Bete-Sã.    8021 9 31 11 Quando os moradores de Jabes-Gileade ouviram isso a respeito de Saul, isto é, o que os filisteus lhe tinham feito,    8022 9 31 12 todos os homens valorosos se levantaram e, caminhando a noite toda, tiraram e corpo de Saul e os corpos de seus filhos do muro de Bete-Sã; e voltando a Jabes, ali os queimaram.    8023 9 31 13 Depois tomaram os seus ossos, e os sepultaram debaixo da tamargueira, em Jabes, e jejuaram sete dias.    8024 10 1 1 Depois da morte de Saul, tendo Davi voltado da derrota dos amalequitas e estando há dois dias em Ziclague,    8025 10 1 2 ao terceiro dia veio um homem do arraial de Saul, com as vestes rasgadas e a cabeça coberta de terra; e, chegando ele a Davi, prostrou-se em terra e lhe fez reverência.    8026 10 1 3 Perguntou-lhe Davi: Donde vens? Ele lhe respondeu: Escapei do arraial de Israel.    8027 10 1 4 Davi ainda lhe indagou: Como foi lá isso? Dize-mo. Ao que ele lhe respondeu: O povo fugiu da batalha, e muitos do povo caíram, e morreram; também Saul e Jônatas, seu filho, foram mortos.    8028 10 1 5 Perguntou Davi ao mancebo que lhe trazia as novas: Como sabes que Saul e Jônatas, seu filho, são mortos?    8029 10 1 6 Então disse o mancebo que lhe dava a notícia: Achava-me por acaso no monte Gilbea, e eis que Saul se encostava sobre a sua lança; os carros e os cavaleiros apertavam com ele.    8030 10 1 7 Nisso, olhando ele para trás, viu-me e me chamou; e eu disse: Eis-me aqui.    8031 10 1 8 Ao que ele me perguntou: Quem és tu? E eu lhe respondi: Sou amalequita.    8032 10 1 9 Então ele me disse: Chega-te a mim, e mata-me, porque uma vertigem se apoderou de mim, e toda a minha vida está ainda em mim.    8033 10 1 10 Cheguei-me, pois, a ele, e o matei, porque bem sabia eu que ele não viveria depois de ter caído; e tomei a coroa que ele tinha na cabeça, e o bracelete que trazia no braço, e os trouxe aqui a meu senhor.    8034 10 1 11 Então pegou Davi nas suas vestes e as rasgou; e assim fizeram também todos os homens que estavam com ele;    8035 10 1 12 e prantearam, e choraram, e jejuaram até a tarde por Saul, e por Jônatas, seu filho, e pelo povo do Senhor, e pela casa de Israel, porque tinham caída à espada.    8036 10 1 13 Perguntou então Davi ao mancebo que lhe trouxera a nova: Donde és tu? Respondeu ele: Sou filho de um peregrino amalequita.    8037 10 1 14 Davi ainda lhe perguntou: Como não temeste estender a mão para matares o ungido do Senhor?    8038 10 1 15 Então Davi, chamando um dos mancebos, disse-lhe: chega-te, e lança-te sobre ele. E o mancebo o feriu, de sorte que morreu.    8039 10 1 16 Pois Davi lhe dissera: O teu sangue seja sobre a tua cabeça, porque a tua própria boca testificou contra ti, dizendo: Eu matei o ungido do Senhor.    8040 10 1 17 Lamentou Davi a Saul e a Jônatas, seu filho, com esta lamentação,    8041 10 1 18 mandando que fosse ensinada aos filhos de Judá; eis que está escrita no livro de Jasar:    8042 10 1 19 Tua glória, ó Israel, foi morta sobre os teus altos! Como caíram os valorosos!    8043 10 1 20 Não o noticieis em Gate, nem o publiqueis nas ruas de Asquelom; para que não se alegrem as filhas dos filisteus, para que não exultem as filhas dos incircuncisos.    8044 10 1 21 Vós, montes de Gilboa, nem orvalho, nem chuva caia sobre, vós, ó campos de morte; pois ali desprezivelmente foi arrojado o escudo dos valorosos, o escudo de Saul, ungido com óleo.    8045 10 1 22 Do sangue dos feridos, da gordura dos valorosos, nunca recuou o arco de Jônatas, nem voltou vazia a espada de Saul.    8046 10 1 23 Saul e Jônatas, tão queridos e amáveis na sua vida, também na sua morte não se separaram; eram mais ligeiros do que as águias, mais fortes do que os leões.    8047 10 1 24 Vós, filhas de Israel, chorai por Saul, que vos vestia deliciosamente de escarlata, que vos punha sobre os vestidos adornos de ouro.    8048 10 1 25 Como caíram os valorosos no meio da peleja!    8049 10 1 26 Angustiado estou por ti, meu irmão Jônatas; muito querido me eras! Maravilhoso me era o teu amor, ultrapassando o amor de mulheres.    8050 10 1 27 Como caíram os valorosos, e pereceram as armas de guerra!    8051 10 2 1 Sucedeu depois disto que Davi consultou ao Senhor, dizendo: Subirei a alguma das cidades de Judá? Respondeu-lhe o Senhor: Sobe. Ainda perguntou Davi: Para onde subirei? Respondeu o Senhor: Para Hebrom.    8052 10 2 2 Subiu, pois, Davi para lá, e também as suas duas mulheres, Ainoã, a jizreelita, e Abigail, que fora mulher de Nabal, e carmelita.    8053 10 2 3 Davi fez subir também os homens que estavam com ele, cada um com sua família; e habitaram nas cidades de Hebrom.    8054 10 2 4 Então vieram os homens de Judá, e ali ungiram Davi rei sobre a casa de Judá. Depois informaram a Davi, dizendo: Foram os homens de Jabes-Gileade que sepultaram a Saul.    8055 10 2 5 Pelo que Davi enviou mensageiros aos homens de Jabes-Gileade, a dizer-lhes: Benditos do Senhor sejais vós, que fizestes tal benevolência, sepultando a Saul, vosso senhor!    8056 10 2 6 Agora, pois, o Senhor use convosco de benevolência e fidelidade; e eu também vos retribuirei esse bem que fizestes.    8057 10 2 7 Esforcem-se, pois, agora as vossas mãos, e sede homens valorosos; porque Saul, vosso senhor, é morto, e a casa de Judá me ungiu por seu rei.    8058 10 2 8 Ora, Abner, filho de Ner, chefe do exército de Saul, tomou a Isbosete, filho de Saul, e o fez passar a Maanaim,    8059 10 2 9 e o constituiu rei sobre Gileade, sobre os asuritas, sobre Jizreel, sobre Efraim, sobre Benjamim e sobre todo o Israel.    8060 10 2 10 Quarenta anos tinha Isbosete, filho de Saul, quando começou a reinar sobre Israel, e reinou dois anos, A casa de Judá, porém, seguia a Davi.    8061 10 2 11 E foi o tempo que Davi reinou em Hebrom, sobre a casa de Judá, sete anos e seis meses.    8062 10 2 12 Depois Abner, filho de Ner, com os servos de Isbosete, filho de Saul, saiu de Maanaim para Gibeão.    8063 10 2 13 Saíram também Joabe, filho de Zeruia, e os servos de Davi, e se encontraram com eles perto do tanque de Gibeão; e pararam uns de um lado do tanque, e os outros do outro lado.    8064 10 2 14 Então disse Abner a Joabe: Levantem-se os mancebos, e se batam diante de nós. Respondeu Joabe: Levantem-se.    8065 10 2 15 Levantaram-se, pois, e passaram, em número de doze por Benjamim e por Isbosete, filho de Saul, e doze dos servos de Davi.    8066 10 2 16 E cada um lançou mão da cabeça de seu contendor, e meteu-lhe a espada pela ilharga; assim caíram juntos; pelo que se chamou àquele lugar, que está junto a Gibeão, Helcate-Hazurim.    8067 10 2 17 Seguiu-se naquele dia uma crua peleja; e Abner e os homens de Israel foram derrotados diante dos servos de Davi.    8068 10 2 18 Ora, estavam ali os três filhos de Zeruia: Joabe, Abisai, e Asael; e Asael era ligeiro de pés, como as gazelas do campo.    8069 10 2 19 Perseguiu, pois, Asael a Abner, seguindo-o sem se desviar nem para a direita nem para a esquerda.    8070 10 2 20 Nisso Abner, olhando para trás, perguntou: És tu Asael? Respondeu ele: Sou eu.    8071 10 2 21 Ao que lhe disse Abner: Desvia-te para a direita, ou para a esquerda, e lança mão de um dos mancebos, e toma os seus despojos. Asael, porém , não quis desviar-se de seguí-lo.    8072 10 2 22 Então Abner tornou a dizer a Asael: Desvia-te de detráz de mim; porque hei de ferir-te e dar contigo em terra? e como levantaria eu o meu rosto diante de Joabe, teu irmão?    8073 10 2 23 Todavia ele recusou desviar-se; pelo que Abner o feriu com o conto da lança pelo ventre, de modo que a lança lhe saiu por detrás; e ele caiu ali, e morreu naquele mesmo lugar. E sucedeu que, todos os que chegavam ao lugar onde Asael caíra morto, paravam.    8074 10 2 24 Mas Joabe e Abisai perseguiram a Abner; e pôs-se o sol ao chegarem eles ao outeiro de Amá, que está diante de Giá, junto ao caminho do deserto de Gibeão.    8075 10 2 25 E os filhos de Benjamim se ajuntaram atrás de Abner e, formando-se num batalhão, puseram-se no cume dum outeiro.    8076 10 2 26 Então Abner gritou a Joabe, e disse: Devorará a espada para sempre? não sabes que por fim haverá amargura? até quando te demorarás em ordenar ao povo que deixe de perseguir a seus irmãos?    8077 10 2 27 Respondeu Joabe: Vive Deus, que, se não tivesses falado, só amanhã cedo teria o povo cessado, cada um, de perseguir a seu irmao.    8078 10 2 28 Então Joabe tocou a buzina, e todo o povo parou; e não perseguiram mais a Israel, e tampouco pelejaram mais.    8079 10 2 29 E caminharam Abner e os seus homens toda aquela noite pela Arabá; e, passando o Jordão, caminharam por todo o Bitrom, e vieram a Maanaim.    8080 10 2 30 Voltou, pois, Joabe de seguir a Abner; e quando ajuntou todo o povo, faltavam dos servos de Davi dezenove homens, e Asael.    8081 10 2 31 Mas os servos de Davi tinham ferido dentre os de Benjamim, e dentre os homens de Abner, a trezentos e sessenta homens, de tal maneira que morreram.    8082 10 2 32 E levantaram a Asael, e o sepultaram no sepulcro de seu pai, que estava em Belém. E Joabe e seus homens caminharam toda aquela noite, e amanheceu-lhes o dia em Hebrom.    8083 10 3 1 Ora, houve uma longa guerra entre a casa de Saul e a casa de Davi; porém Davi se fortalecia cada vez mais, enquanto a casa de Saul cada vez mais se enfraquecia.    8084 10 3 2 Nasceram filhos a Davi em Hebrom. Seu primogênito foi Amnom, de Ainoã, a jizreelita;    8085 10 3 3 o segundo Quileabe, de Abigail, que fôra mulher de Nabal, o carmelita; o terceiro Absalão, filho de Maacá, filha de Talmai, rei de Gesur;    8086 10 3 4 o quarto Adonias, filho de Hagite, o quinto Sefatias, filho de Abital;    8087 10 3 5 e o sexto Itreão, de Eglá, também mulher de Davi; estes nasceram a Davi em Hebrom.    8088 10 3 6 Enquanto havia guerra entre a casa de Saul e a casa de Davi, Abner ia se tornando poderoso na casa de Saul:    8089 10 3 7 Ora, Saul tivera uma concubina, cujo nome era Rizpa, filha de Aías. Perguntou, pois, Isbosete a Abner: Por que entraste à concubina de meu pai?    8090 10 3 8 Então Abner, irando-se muito pelas palavras de Isbosete, disse: Sou eu cabeça de cão, que pertença a Judá? Ainda hoje uso de benevolência para com a casa de Saul, teu pai, e para com seus irmãos e seus amigos, e não te entreguei nas mãos de Davi; contudo tu hoje queres culpar-me no tocante a essa mulher.    8091 10 3 9 Assim faça Deus a Abner, e outro tanto, se, como o Senhor jurou a Davi, assim eu não lhe fizer,    8092 10 3 10 transferindo o reino da casa de Saul, e estabelecendo o trono de Davi sobre Israel, e sobre Judá, desde Dã até Berseba.    8093 10 3 11 E Isbosete não pôde responder a Abner mais uma palavra, porque o temia.    8094 10 3 12 Então enviou Abner da sua parte mensageiros a Davi, dizendo: De quem é a terra? Comigo faze a tua aliança, e eis que a minha mão será contigo, para fazer tornar a ti todo o Israel.    8095 10 3 13 Respondeu Davi: Está bem; farei aliança contigo; mas uma coisa te exijo; não verás a minha face, se primeiro não me trouxeres Mical, filha de Saul, quando vieres ver a minha face.    8096 10 3 14 Também enviou Davi mensageiros a Isbosete, filho de Saul, dizendo: Entrega-me minha mulher Mical, que eu desposei por cem prepúcios de filisteus.    8097 10 3 15 Enviou, pois, Isbosete, e a tirou a seu marido, a Paltiel, filho de Laís,    8098 10 3 16 que a seguia, chorando atrás dela até Baurim. Então lhe disse Abner: Vai-te; volta! E ele voltou.    8099 10 3 17 Falou Abner com os anciãos de Israel, dizendo: De há muito procurais fazer com que Davi reine sobre vós;    8100 10 3 18 fazei-o, pois, agora, porque o Senhor falou de Davi, dizendo: Pela mão do meu servo Davi livrarei o meu povo da mão dos filisteus e da mão de todos os seus inimigos.    8101 10 3 19 Do mesmo modo falou Abner a Benjamim, e foi também dizer a Davi, em Hebrom, tudo o que Israel e toda a casa de Benjamim tinham resolvido.    8102 10 3 20 Abner foi ter com Davi, em Hebrom, com vinte homens; e Davi fez um banquete a Abner e aos homens que com ele estavam.    8103 10 3 21 Então disse Abner a Davi: Eu me levantarei, e irei ajuntar ao rei meu senhor todo o Israel, para que faça aliança contigo; e tu reinarás sobre tudo o que desejar a sua alma: Assim despediu Davi a Abner, e ele se foi em paz.    8104 10 3 22 Eis que os servos de Davi e Joabe voltaram de uma sortida, e traziam consigo grande despojo; mas Abner já não estava com Davi em Hebrom, porque este o tinha despedido, e ele se fora em paz.    8105 10 3 23 Quando, pois, chegaram Joabe e todo o exército que vinha com ele, disseram-lhe: Abner, filho de Ner, veio ter com o rei; e o rei o despediu, e ele se foi em paz.    8106 10 3 24 Então Joabe foi ao rei, e disse: Que fizeste? Eis que Abner veio ter contigo; por que, pois, o despediste, de maneira que se fosse assim livremente?    8107 10 3 25 Bem conheces a Abner, filho de Ner; ele te veio enganar, e saber a tua saída e a tua entrada, e conhecer tudo quanto fazes.    8108 10 3 26 E Joabe, retirando-se de Davi, enviou mensageiros atrás de Abner, que o fizeram voltar do poço de Sira, sem que Davi o soubesse.    8109 10 3 27 Quando Abner voltou a Hebrom, Joabe o tomou à parte, à entrada da porta, para lhe falar em segredo; e ali, por causa do sangue de Asael, seu irmão, o feriu no ventre, de modo que ele morreu.    8110 10 3 28 Depois Davi, quando o soube, disse: Inocente para sempre sou eu, e o meu reino, para com o Senhor, no tocante ao sangue de Abner, filho de Ner.    8111 10 3 29 Caia ele sobre a cabeça de Joabe e sobre toda a casa de seu pai, e nunca falte na casa de Joabe quem tenha fluxo, ou quem seja leproso, ou quem se atenha a bordão, ou quem caia à espada, ou quem necessite de pão.    8112 10 3 30 Joabe, pois, e Abisai, seu irmão, mataram Abner, por ter ele morto a Asael, irmão deles, na peleja em Gibeão.    8113 10 3 31 Disse Davi a Joabe e a todo o povo que com ele estava: Rasgai as vossas vestes, cingi-vos de sacos e ide pranteando diante de Abner. E o rei Davi ia seguindo o féretro.    8114 10 3 32 Sepultaram Abner em Hebrom; e o rei, levantando a sua voz, chorou junto da sepultura de Abner; chorou também todo o povo.    8115 10 3 33 Pranteou o rei a Abner, dizendo: Devia Abner, porventura, morrer como morre o vilão?    8116 10 3 34 As tuas mãos não estavam atadas, nem os teus pés carregados de grilhões; mas caíste como quem cai diante dos filhos da iniqüidade. Então todo o povo tornou a chorar por ele.    8117 10 3 35 Depois todo o povo veio fazer com que Davi comesse pão, sendo ainda dia; porém Davi jurou, dizendo: Assim Deus me faça e outro tanto, se, antes que o sol se ponha, eu provar pão ou qualquer outra coisa.    8118 10 3 36 Todo o povo notou isso, e pareceu-lhe bem; assim como tudo quanto o rei fez pareceu bem a todo o povo.    8119 10 3 37 Assim todo o povo e todo o Israel entenderam naquele mesmo dia que não fora a vontade do rei que matassem a Abner, filho de Ner.    8120 10 3 38 Então disse o rei aos seus servos: Não sabeis que hoje caiu em Israel um príncipe, um grande homem?    8121 10 3 39 E quanto a mim, hoje estou fraco, embora ungido rei; estes homens, filhos de Zeruia, são duros demais para mim. Retribua o Senhor ao malfeitor conforme a sua maldade.    8122 10 4 1 Quando Isbosete, filho de Saul, soube que Abner morrera em Hebrom, esvaíram-se-lhe as forças, e todo o Israel ficou perturbado.    8123 10 4 2 Tinha Isbosete, filho de Saul, dois homens chefes de guerrilheiros; um deles se chamava Baaná, e o outro Recabe, filhos de Rimom, o beerotita, dos filhos de Benjamim (porque também Beerote era contado de Benjamim,    8124 10 4 3 tendo os beerotitas fugido para Jitaim, onde têm peregrinado até o dia de hoje).    8125 10 4 4 Ora, Jônatas, filho de Saul, tinha um filho aleijado dos pés. Este era da idade de cinco anos quando chegaram de Jizreel as novas a respeito de Saul e Jônatas; pelo que sua ama o tomou, e fugiu; e sucedeu que, apressando-se ela a fugir, ele caiu, e ficou coxo. O seu nome era Mefibosete.    8126 10 4 5 Foram os filhos de Rimom, o beerotita, Recabe e Baanã, no maior calor de dia, e entraram em casa de Isbosete, estando ele deitado a dormir a sesta.    8127 10 4 6 Entraram ali até o meio da casa, como que vindo apanhar trigo, e o feriram no ventre; e Recabe e Baaná, seu irmão, escaparam.    8128 10 4 7 Porque entraram na sua casa, estando ele deitado na cama, no seu quarto de dormir, e o feriram e mataram, e cortando-lhe a cabeça, tomaram-na e andaram a noite toda pelo caminho da Arabá.    8129 10 4 8 Assim trouxeram a cabeça de Isbosete a Davi em Hebrom, e disseram ao rei: Eis aqui a cabeça de Isbosete, filho de Saul, teu inimigo, que procurava a tua morte; assim o Senhor vingou hoje ao rei meu Senhor, de Saul e da sua descendência.    8130 10 4 9 Mas Davi, respondendo a Recabe e a Baaná, seu irmão, filhos de Rimom, e beerotita, disse-lhes: Vive o Senhor, que remiu a minha alma de toda a angústia!    8131 10 4 10 Se àquele que me trouxe novas, dizendo: Eis que Saul é morto, cuidando que trazia boas novas, eu logo lancei mão dele, e o matei em Ziclague, sendo essa a recompensa que lhe dei pelas novas,    8132 10 4 11 quanto mais quando homens cruéis mataram um homem justo em sua casa, sobre a sua cama, não requererei eu e seu sangue de vossas mãos, e não vos exterminarei da terra?    8133 10 4 12 E Davi deu ordem aos seus mancebos; e eles os mataram e, cortando-lhes as mãos e os pés, os penduraram junto ao tanque em Hebrom. Tomaram, porém, a cabeça de Isbosete, e a sepultaram na sepultura de Abner, em Hebrom.    8134 10 5 1 Então todas as tribos de Israel vieram a Davi em Hebrom e disseram: Eis-nos aqui, teus ossos e tua carne!    8135 10 5 2 Além disso, outrora, quando Saul ainda reinava sobre nós, eras tu o que saías e entravas com Israel; e também o Senhor te disse: Tu apascentarás o meu povo de Israel, e tu serás chefe sobre Israel.    8136 10 5 3 Assim, pois, todos os anciãos de Israel vieram ter com o rei em Hebrom; e o rei Davi fez aliança com eles em Hebrom, perante o Senhor; e ungiram a Davi rei sobre Israel.    8137 10 5 4 Trinta anos tinha Davi quando começou a reinar, e reinou quarenta anos.    8138 10 5 5 Em Hebrom reinou sete anos e seis meses sobre Judá, e em Jerusalém reinou trinta e três anos sobre todo o Israel e Judá.    8139 10 5 6 Depois partiu o rei com os seus homens para Jerusalém, contra os jebuseus, que habitavam naquela terra, os quais disseram a Davi: Não entrarás aqui; os cegos e es coxos te repelirão; querendo dizer: Davi de maneira alguma entrará aqui.    8140 10 5 7 Todavia Davi tomou a fortaleza de Sião; esta é a cidade de Davi.    8141 10 5 8 Ora, Davi disse naquele dia: Todo o que ferir os jebuseus, suba ao canal, e fira a esses coxos e cegos, a quem a alma de Davi aborrece. Por isso se diz: Nem cego nem, coxo entrara na casa.    8142 10 5 9 Assim habitou Davi na fortaleza, e chamou-a cidade de Davi; e foi levantando edifícios em redor, desde Milo para dentro.    8143 10 5 10 Davi ia-se engrandecendo cada vez mais, porque o Senhor Deus dos exércitos era com ele.    8144 10 5 11 Hirão, rei de Tiro, enviou mensageiros a Davi, e madeira de cedro, e carpinteiros e pedreiros, que edificaram para Davi uma casa.    8145 10 5 12 Entendeu, pois, Davi que o Senhor o confirmara rei sobre Israel, e que exaltara e reino dele por amar do seu povo Israel.    8146 10 5 13 Davi tomou ainda para si concubinas e mulheres de Jerusalém, depois que viera de Hebrom; e nasceram a Davi mais filhos e filhas.    8147 10 5 14 São estes os nomes dos que lhe nasceram em Jerusalém: Samua, Sobabe, Natã, Salomão,    8148 10 5 15 Ibar, Elisua, Nefegue, Jafia,    8149 10 5 16 Elisama, e Eliadá e Elifelete.    8150 10 5 17 Quando os filisteus ouviram que Davi fora ungido rei sobre Israel, subiram todos em busca dele. Ouvindo isto, Davi desceu à fortaleza.    8151 10 5 18 Os filisteus vieram, e se estenderam pelo vale de Refaim.    8152 10 5 19 Pelo que Davi consultou ao Senhor, dizendo: Subirei contra os filisteus? entregar-mos-ás nas mãos? Respondeu o Senhor a Davi: Sobe, pois eu entregarei os filisteus nas tuas mãos.    8153 10 5 20 Então foi Davi a Baal-Perazim, e ali os derrotou; e disse: O Senhor rompeu os meus inimigos diante de mim, como as águas rompem barreiras. Por isso chamou o nome daquele lugar Baal-Perazim.    8154 10 5 21 Os filisteus deixaram lá os seus ídolos, e Davi e os seus homens os levaram.    8155 10 5 22 Tornaram ainda os filisteus a subir, e se espalharam pelo vale de Refaim.    8156 10 5 23 E Davi consultou ao Senhor, que respondeu: Não subirás; mas rodeia-os por detrás, e virás sobre eles por defronte dos balsameiros.    8157 10 5 24 E há de ser que, ouvindo tu o ruído de marcha pelas copas dos balsameiros, então te apressarás, porque é o Senhor que sai diante de ti, a ferir o arraial dos filisteus.    8158 10 5 25 Fez, pois, Davi como o Senhor lhe havia ordenado; e feriu os filisteus desde Geba, até chegar a Gezer.    8159 10 6 1 Tornou Davi a ajuntar todos os escolhidos de Israel, em número de trinta mil.    8160 10 6 2 Depois levantou-se Davi, e partiu para Baal-Judá com todo o povo que tinha consigo, para trazerem dali para cima a arca de Deus, a qual é chamada pelo Nome, o nome do Senhor dos exércitos, que se assenta sobre os querubins.    8161 10 6 3 Puseram a arca de Deus em um carro novo, e a levaram da casa de Abinadabe, que estava sobre o outeiro; e Uzá e Aiô, filhos de Abinadabe, guiavam o carro novo.    8162 10 6 4 Foram, pois, levando-o da casa de Abinadabe, que estava sobre o outeiro, com a arca de Deus; e Aiô ia adiante da arca.    8163 10 6 5 E Davi, e toda a casa de Israel, tocavam perante o Senhor, com toda sorte de instrumentos de pau de faia, como também com harpas, saltérios, tamboris, pandeiros e címbalos.    8164 10 6 6 Quando chegaram à eira de Nacom, Uzá estendeu a mão à arca de Deus, e pegou nela, porque os bois tropeçaram.    8165 10 6 7 Então a ira do Senhor se acendeu contra Uzá, e Deus o feriu ali; e Uzá morreu ali junto à arca de Deus.    8166 10 6 8 E Davi se contristou, porque o Senhor abrira rotura em Uzá; e passou-se a chamar àquele lugar, Pérez-Uzá, até o dia de hoje.    8167 10 6 9 Davi, pois, teve medo do Senhor naquele dia, e disse: Como virá a mim a arca do Senhor?    8168 10 6 10 E não quis levar a arca do Senhor para a cidade de Davi; mas fê-la entrar na casa de Obede-Edom, o gitita.    8169 10 6 11 E ficou a arca do Senhor três meses na casa de Obede-Edom, o gitita, e o Senhor o abençoou e a toda a sua casa.    8170 10 6 12 Então informaram a Davi, dizendo: O Senhor abençoou a casa de Obede-Edom, e tudo quanto é dele, por causa da arca de Deus. Foi, pois, Davi, e com alegria fez subir a arca de Deus, da casa de Obede-Edom para a cidade de Davi.    8171 10 6 13 Quando os que levavam a arca do Senhor tinham dado seis passos, ele sacrificou um boi e um animal cevado.    8172 10 6 14 E Davi dançava com todas as suas forças diante do Senhor; e estava Davi cingido dum éfode de linho.    8173 10 6 15 Assim Davi e toda a casa de Israel subiam, trazendo a arca do Senhor com júbilo e ao som de trombetas.    8174 10 6 16 Quando entrava a arca do Senhor na cidade de Davi, Mical, filha de Saul, estava olhando pela janela; e, vendo ao rei Davi saltando e dançando diante do senhor, o desprezou no seu coraçao.    8175 10 6 17 Introduziram, pois, a arca do Senhor, e a puseram no seu lugar, no meio da tenda que Davi lhe armara; e Davi ofereceu holocaustos e ofertas pacíficas perante o Senhor.    8176 10 6 18 Quando Davi acabou de oferecer os holocaustos e ofertas pacíficas, abençoou o povo em nome do Senhor dos exércitos.    8177 10 6 19 Depois repartiu a todo o povo, a toda a multidão de Israel, tanto a homens como a mulheres, a cada um, um bolo de pão, um bom pedaço de carne e um bolo de passas. Em seguida todo o povo se retirou, cada um para sua casa.    8178 10 6 20 Então Davi voltou para abençoar a sua casa; e Mical, filha de Saul, saiu a encontrar-se com Davi, e disse: Quão honrado foi o rei de Israel, descobrindo-se hoje aos olhos das servas de seus servos, como sem pejo se descobre um indivíduo qualquer.    8179 10 6 21 Disse, porém, Davi a Mical: Perante o Senhor, que teu escolheu a mim de preferência a teu pai e a toda a sua casa, estabelecendo-me por chefe sobre o povo do Senhor, sobre Israel, sim, foi perante Senhor que dancei; e perante ele ainda hei de dançar    8180 10 6 22 Também ainda mais do que isso me envilecerei, e me humilharei aos meus olhos; mas das servas, de quem falaste, delas serei honrado.    8181 10 6 23 E Mical, filha de Saul não teve filhos, até o dia de sua morte.    8182 10 7 1 Ora, estando o rei Davi em sua casa e tendo-lhe dado o Senhor descanso de todos os seus inimigos em redor,    8183 10 7 2 disse ele ao profeta Natã: Eis que eu moro numa casa de cedro, enquanto que a arca de Deus dentro de uma tenda.    8184 10 7 3 Respondeu Natã ao rei: Vai e faze tudo quanto está no teu coração, porque o Senhor é contigo.    8185 10 7 4 Mas naquela mesma noite a palavra do Senhor veio a Natã, dizendo:    8186 10 7 5 Vai, e dize a meu servo Davi: Assim diz o Senhor: Edificar-me-ás tu uma casa para eu nela habitar?    8187 10 7 6 Porque em casa nenhuma habitei, desde o dia em que fiz subir do Egito os filhos de Israel até o dia de hoje, mas tenho andado em tenda e em tabernáculo.    8188 10 7 7 E em todo lugar em que tenho andado com todos os filhos de Israel, falei porventura, alguma palavra a qualquer das suas tribos a que mandei apascentar o meu povo de Israel, dizendo: por que não me edificais uma casa de cedro?    8189 10 7 8 Agora, pois, assim dirás ao meu servo Davi: Assim diz o Senhor dos exércitos: Eu te tomei da malhada, de detrás das ovelhas, para que fosses príncipe sobre o meu povo, sobre Israel;    8190 10 7 9 e fui contigo, por onde quer que foste, e destruí a todos os teus inimigos diante de ti; e te farei um grande nome, como o nome dos grandes que há na terra.    8191 10 7 10 Também designarei lugar para o meu povo, para Israel, e o plantarei ali, para que ele habite no seu lugar, e não mais seja perturbado, e nunca mais os filhos da iniqüidade o aflijam, como dantes,    8192 10 7 11 e como desde o dia em que ordenei que houvesse juízes sobre o meu povo Israel. A ti, porém, darei descanso de todos os teus inimigos. Também o Senhor te declara que ele te fará casa.    8193 10 7 12 Quando teus dias forem completos, e vieres a dormir com teus pais, então farei levantar depois de ti um dentre a tua descendência, que sair das tuas entranhas, e estabelecerei o seu reino.    8194 10 7 13 Este edificará uma casa ao meu nome, e eu estabelecerei para sempre o trono do seu reino.    8195 10 7 14 Eu lhe serei pai, e ele me será filho. E, se vier a transgredir, castigá-lo-ei com vara de homens, e com açoites de filhos de homens;    8196 10 7 15 mas não retirarei dele a minha benignidade como a retirei de Saul, a quem tirei de diante de ti.    8197 10 7 16 A tua casa, porém, e o teu reino serão firmados para sempre diante de ti; teu trono será estabelecido para sempre.    8198 10 7 17 Conforme todas estas palavras, e conforme toda esta visão, assim falou Natã a Davi.    8199 10 7 18 Então entrou o rei Davi, e sentou-se perante o Senhor, e disse: Quem sou eu, Senhor Jeová, e que é a minha casa, para me teres trazido até aqui?    8200 10 7 19 E isso ainda foi pouco aos teus olhos, Senhor Jeová, senão que também falaste da casa do teu servo para tempos distantes; e me tens mostrado gerações futuras, ó Senhor Jeová?    8201 10 7 20 Que mais te poderá dizer Davi. pois tu conheces bem o teu servo, ó Senhor Jeová.    8202 10 7 21 Por causa da tua palavra, e segundo o teu coração, fizeste toda esta grandeza, revelando-a ao teu servo.    8203 10 7 22 Portanto és grandioso, ó Senhor Jeová, porque ninguém há semelhante a ti, e não há Deus senão tu só, segundo tudo o que temos ouvido com os nossos ouvidos.    8204 10 7 23 Que outra nação na terra é semelhante a teu povo Israel, a quem tu, ó Deus, foste resgatar para te ser povo, para te fazeres um nome, e para fazeres a seu favor estas grandes e terríveis coisas para a tua terra, diante do teu povo, que tu resgataste para ti do Egito, desterrando nações e seus deuses?    8205 10 7 24 Assim estabeleceste o teu povo Israel por teu povo para sempre, e tu, Senhor, te fizeste o seu Deus.    8206 10 7 25 Agora, pois, o Senhor Jeová, confirma para sempre a palavra que falaste acerca do teu servo e acerca da sua casa, e faze como tens falado,    8207 10 7 26 para que seja engrandecido o teu nome para sempre, e se diga: O Senhor dos exércitos é Deus sobre Israel; e a casa do teu servo será estabelecida diante de ti.    8208 10 7 27 Pois tu, Senhor dos exércitos, Deus de Israel, fizeste uma revelação ao teu servo, dizendo: Edificar-te-ei uma casa. Por isso o teu servo se animou a fazer-te esta oração.    8209 10 7 28 Agora, pois, Senhor Jeová, tu és Deus, e as tuas palavras são verdade, e tens prometido a teu servo este bem.    8210 10 7 29 Sê, pois, agora servido de abençoar a casa do teu servo, para que subsista para sempre diante de ti; pois tu, ó Senhor Jeová, o disseste; e com a tua bênção a casa do teu servo será, abençoada para sempre.    8211 10 8 1 Sucedeu depois disso que Davi derrotou os filisteus, e os sujeitou; e Davi tomou a Metegue-Ama das mãos dos filisteus.    8212 10 8 2 Também derrotou os moabitas, e os mediu com cordel, fazendo-os deitar por terra; e mediu dois cordéis para os matar, e um cordel inteiro para os deixar com vida. Ficaram assim os moabitas por servos de Davi, pagando-lhe tributos.    8213 10 8 3 Davi também derrotou a Hadadézer, filho de Reobe, rei de Zobá, quando este ia estabelecer o seu domínio sobre o rio Eufrates.    8214 10 8 4 E tomou-lhe Davi mil e setecentos cavaleiros e vinte mil homens de infantaria; e Davi jarretou a todos os cavalos dos carros, reservando apenas cavalos para cem carros.    8215 10 8 5 Os sírios de Damasco vieram socorrer a Hadadézer, rei de Zobá, mas Davi matou deles vinte e dois mil homens.    8216 10 8 6 Então Davi pôs guarnições em Síria de Damasco, e os sírios ficaram por servos de Davi, pagando-lhe tributos. E o Senhor lhe dava a vitória por onde quer que ia.    8217 10 8 7 E Davi tomou os escudos de ouro que os servos de Hadadézer usavam, e os trouxe para Jerusalém.    8218 10 8 8 De Betá e de Berotai, cidades de Hadadézer, o rei Davi tomou grande quantidade de bronze.    8219 10 8 9 Quando Toí, rei de Hamate, ouviu que Davi ferira todo o exército de Hadadézer,    8220 10 8 10 mandou-lhe seu filho Jorão para saudá-lo, e para felicitá-lo por haver pelejado contra Hadadézer e o haver derrotado; pois Hadadézer de contínuo fazia guerra a Toí. E Jorão trouxe consigo vasos de prata de ouro e de bronze,    8221 10 8 11 os quais o rei Davi consagrou ao Senhor, como já havia consagrado a prata e o ouro de todas as nações que sujeitara.    8222 10 8 12 da Síria, de Moabe, dos amonitas, dos filisteus, de Amaleque e dos despojos de Hadadézer, filho de Reobe, rei de Zobá.    8223 10 8 13 Assim Davi ganhou nome para si. E quando voltou, matou no Vale do Sal a dezoito mil edomitas.    8224 10 8 14 E pôs guarnições em Edom; pô-las em todo o Edom, e todos os edomitas tornaram-se servos de Davi. E o Senhor lhe dava a vitória por onde quer que ia.    8225 10 8 15 Reinou, pois, Davi sobre todo o Israel, e administrava a justiça e a eqüidade a todo o seu povo.    8226 10 8 16 Joabe, filho de Zeruia, estava sobre o exército; Jeosafá, filho de Ailude, era cronista;    8227 10 8 17 Zadoque, filho de Aitube, e Aimeleque, filho de Abiatar, eram sacerdotes; Seraías era escrivão;    8228 10 8 18 Benaías, filho de Jeoiada, tinha o cargo dos quereteus e peleteus; e os filhos de Davi eram ministros de estado.    8229 10 9 1 Disse Davi: Resta ainda alguém da casa de Saul, para que eu use de benevolência para com ele por amor de Jônatas?    8230 10 9 2 E havia um servo da casa de Saul, cujo nome era Ziba; e o chamaram à presença de Davi. perguntou-lhe o rei: Tu és Ziba? Respondeu ele: Teu servo!    8231 10 9 3 Prosseguiu o rei: Não há ainda alguém da casa de Saul para que eu possa usar com ele da benevolência de Deus? Então disse Ziba ao rei: Ainda há um filho de Jônatas, aleijado dos pés.    8232 10 9 4 Perguntou-lhe o rei: Onde está. Respondeu Ziba ao rei: Está em casa de Maquir, filho de Amiel, em Lo-Debar.    8233 10 9 5 Então mandou o rei Davi, e o tomou da casa de Maquir, filho de Amiel, em Lo-Debar.    8234 10 9 6 E Mefibosete, filho de Jônatas, filho de Saul, veio a Davi e, prostrando-se com o rosto em terra, lhe fez reverência. E disse Davi: Mefibosete! Respondeu ele: Eis aqui teu servo.    8235 10 9 7 Então lhe disse Davi: Não temas, porque de certo usarei contigo de benevolência por amor de Jônatas, teu pai, e te restituirei todas as terras de Saul, teu pai; e tu sempre comerás à minha mesa.    8236 10 9 8 Então Mefibosete lhe fez reverência, e disse: Que é o teu servo, para teres olhado para um cão morto tal como eu?    8237 10 9 9 Então chamou Davi a Ziba, servo de Saul, e disse-lhe: Tudo o que pertencia a Saul, e a toda a sua casa, tenho dado ao filho de teu senhor.    8238 10 9 10 Cultivar-lhe-ás, pois, a terra, tu e teus filhos, e teus servos; e recolherás os frutos, para que o filho de teu senhor tenha pão para comer; mas Mefibosete, filho de teu senhor, comerá sempre à minha mesa. Ora, tinha Ziba quinze filhos e vinte servos.    8239 10 9 11 Respondeu Ziba ao rei: Conforme tudo quanto meu senhor, o rei, manda a seu servo, assim o fará ele. Disse o rei: Quanto a Mefibosete, ele comerá à minha mesa como um dos filhos do rei.    8240 10 9 12 E tinha Mefibosete um filho pequeno, cujo nome era Mica. E todos quantos moravam em casa de Ziba eram servos de Mefibosete.    8241 10 9 13 Morava, pois, Mefibosete em Jerusalém, porquanto sempre comia à mesa do rei. E era coxo de ambos os pés.    8242 10 10 1 Depois disto morreu o rei dos amonitas, e seu filho Hanum reinou em seu lugar.    8243 10 10 2 Então disse Davi: usarei de benevolência para com Hanum, filho de Naás, como seu pai usou de benevolência para comigo. Davi, pois, enviou os seus servos para o consolar acerca de seu pai; e foram os servos de Davi à terra dos amonitas.    8244 10 10 3 Então disseram os príncipes dos amonitas a seu senhor, Hanum: Pensas, porventura, que foi para honrar teu pai que Davi te enviou consoladores? Não te enviou antes os seus servos para reconhecerem esta cidade e para a espiarem, a fim de transtorná-la?    8245 10 10 4 Pelo que Hanum tomou os servos de Davi, rapou-lhes metade da barba, cortou-lhes metade dos vestidos, até as nádegas, e os despediu.    8246 10 10 5 Quando isso foi dito a Davi, enviou ele mensageiros a encontrá-los, porque aqueles homens estavam sobremaneira envergonhados; e mandou dizer-lhes: Deixai-vos estar em Jericó, até que vos torne a crescer a barba, e então voltai.    8247 10 10 6 Vendo, pois, os amonitas que se haviam feito abomináveis para com Davi, enviaram e alugaram dos sírios de Bete-Reobe e dos sírios de Bete-Reobe e dos sírios de Sobá vinte mil homens de infantaria, e do rei de Maacá mil homens, e dos homens de Tobe doze mil.    8248 10 10 7 O que ouvindo Davi, enviou contra eles a Joabe com todo o exército dos valentes.    8249 10 10 8 E saíram os amonitas, e ordenaram a batalha a entrada da porta; mas os sírios de Zobá e de Reobe, e os homens de Tobe e de Maacá estavam à parte no campo.    8250 10 10 9 Vendo, pois, Joabe que a batalha estava preparada contra ele pela frente e pela retaguarda, escolheu alguns homens dentre a flor do exército de Israel, e formou-os em linha contra os sírios;    8251 10 10 10 e entregou o resto do povo a seu irmão Abisai, para que o formasse em linha contra os amonitas.    8252 10 10 11 E disse-lhe: Se os sírios forem mais fortes do que eu, tu me virás em socorro; e se os amonitas forem mais fortes do que tu, eu irei em teu socorro.    8253 10 10 12 Tem bom ânimo, e sejamos corajosos pelo nosso povo, e pelas cidades de nosso Deus; e faça o Senhor o que bem lhe parecer.    8254 10 10 13 Então Joabe e o povo que estava com ele travaram a peleja contra os sírios; e estes fugiram diante dele.    8255 10 10 14 E, vendo os amonitas que os sírios fugiam, também eles fugiram de diante de Abisai, e entraram na cidade. Então Joabe voltou dos amonitas e veio para Jerusalém.    8256 10 10 15 Os sírios, vendo que tinham sido derrotados diante de Israel, trataram de refazer-se.    8257 10 10 16 E Hadadézer mandou que viessem os sírios que estavam da outra banda do rio; e eles vieram a Helã, tendo à sua frente Sobaque, chefe do exército de Hadadézer.    8258 10 10 17 Davi, informado disto, ajuntou todo o Israel e, passando o Jordão, foi a Helã; e os sírios se puseram em ordem contra Davi, e pelejaram contra ele.    8259 10 10 18 Os sírios, porém, fugiram de diante de Israel; e Davi matou deles os homens de setecentos carros, e quarenta mil homens de cavalaria; e feriu a Sobaque, general do exército, de sorte que ele morreu ali.    8260 10 10 19 Vendo, pois, todos os reis, servos de Hadadézer, que estavam derrotados diante de Israel, fizeram paz com Israel, e o serviram. E os sírios não ousaram mais socorrer aos amonitas.    8261 10 11 1 Tendo decorrido um ano, no tempo em que os reis saem à guerra, Davi enviou Joabe, e com ele os seus servos e todo o Israel; e eles destruíram os amonitas, e sitiaram a Rabá. Porém Davi ficou em Jerusalem.    8262 10 11 2 Ora, aconteceu que, numa tarde, Davi se levantou do seu leito e se pôs a passear no terraço da casa real; e do terraço viu uma mulher que se estava lavando; e era esta mulher mui formosa à vista.    8263 10 11 3 Tendo Davi enviado a indagar a respeito daquela mulher, disseram-lhe: Porventura não é Bate-Seba, filha de Eliã, mulher de Urias, o heteu?    8264 10 11 4 Então Davi mandou mensageiros para trazê-la; e ela veio a ele, e ele se deitou com ela (pois já estava purificada da sua imundícia); depois ela voltou para sua casa.    8265 10 11 5 A mulher concebeu; e mandou dizer a Davi: Estou grávida.    8266 10 11 6 Então Davi mandou dizer a Joabe: Envia-me Urias, o heteu. E Joabe o enviou a Davi.    8267 10 11 7 Vindo, pois, Urias a Davi, este lhe perguntou como passava Joabe, e como estava o povo, e como ia a guerra.    8268 10 11 8 Depois disse Davi a Urias: Desce a tua casa, e lava os teus pés. E, saindo Urias da casa real, logo foi mandado após ele um presente do rei.    8269 10 11 9 Mas Urias dormiu à porta da casa real, com todos os servos do seu senhor, e não desceu a sua casa.    8270 10 11 10 E o contaram a Davi, dizendo: Urias não desceu a sua casa. Então perguntou Davi a Urias: Não vens tu duma jornada? por que não desceste a tua casa?    8271 10 11 11 Respondeu Urias a Davi: A arca, e Israel, e Judá estão em tendas; e Joabe, meu senhor, e os servos de meu senhor estão acampados ao relento; e entrarei eu na minha casa, para comer e beber, e para me deitar com minha mulher? Como vives tu, e como vive a tua alma, não farei tal coisa.    8272 10 11 12 Então disse Davi a Urias: Fica ainda hoje aqui, e amanhã te despedirei. Urias, pois, ficou em Jerusalém aquele dia e o seguinte.    8273 10 11 13 E Davi o convidou a comer e a beber na sua presença, e o embebedou; e à tarde saiu Urias a deitar-se na sua cama com os servos de seu senhor, porém não desceu a sua casa.    8274 10 11 14 Pela manhã Davi escreveu uma carta a Joabe, e mandou-lha por mão de Urias.    8275 10 11 15 Escreveu na carta: Ponde Urias na frente onde for mais renhida a peleja, e retirai-vos dele, para que seja ferido e morra.    8276 10 11 16 Enquanto Joabe sitiava a cidade, pôs Urias no lugar onde sabia que havia homens valentes.    8277 10 11 17 Quando os homens da cidade saíram e pelejaram contra Joabe, caíram alguns do povo, isto é, dos servos de Davi; morreu também Urias, o heteu.    8278 10 11 18 Então Joabe mandou dizer a Davi tudo o que sucedera na peleja;    8279 10 11 19 e deu ordem ao mensageiro, dizendo: Quando tiveres acabado de contar ao rei tudo o que sucedeu nesta peleja,    8280 10 11 20 caso o rei se encolerize, e te diga: Por que vos chegastes tão perto da cidade a pelejar. Não sabíeis vós que haviam de atirar do muro?    8281 10 11 21 Quem matou a Abimeleque, filho de Jerubesete? Não foi uma mulher que lançou sobre ele, do alto do muro, a pedra superior dum moinho, de modo que morreu em Tebez? Por que chegastes tão perto do muro? Então dirás: Também morreu teu servo Urias, o heteu.    8282 10 11 22 Partiu, pois, o mensageiro e, tendo chegado, referiu a Davi tudo o que Joabe lhe ordenara.    8283 10 11 23 Disse o mensageiro a Davi: Os homens ganharam uma vantagem sobre nós, e sairam contra nos ao campo; porém nos os repelimos até a entrada da porta.    8284 10 11 24 Então os flecheiros atiraram contra os teus servos desde o alto do muro, e morreram alguns servos do rei; e também morreu o teu servo Urias, o heteu.    8285 10 11 25 Disse Davi ao mensageiro: Assim dirás a Joabe: Não te preocupes com isso, pois a espada tanto devora este como aquele; aperta a tua peleja contra a cidade, e a derrota. Encoraja-o tu assim.    8286 10 11 26 Ouvindo, pois, a mulher de Urias que seu marido era morto, o chorou.    8287 10 11 27 E, passado o tempo do luto, mandou Davi recolhê-la a sua casa: e ela lhe foi por mulher, e lhe deu um filho. Mas isto que Davi fez desagradou ao Senhor.    8288 10 12 1 O Senhor, pois, enviou Natã a Davi. E, entrando ele a ter com Davi, disse-lhe: Havia numa cidade dois homens, um rico e outro pobre.    8289 10 12 2 O rico tinha rebanhos e manadas em grande número;    8290 10 12 3 mas o pobre não tinha coisa alguma, senão uma pequena cordeira que comprara e criara; ela crescera em companhia dele e de seus filhos; do seu bocado comia, do seu copo bebia, e dormia em seu regaço; e ele a tinha como filha.    8291 10 12 4 Chegou um viajante à casa do rico; e este, não querendo tomar das suas ovelhas e do seu gado para guisar para o viajante que viera a ele, tomou a cordeira do pobre e a preparou para o seu hóspede.    8292 10 12 5 Então a ira de Davi se acendeu em grande maneira contra aquele homem; e disse a Natã: Vive o Senhor, que digno de morte é o homem que fez isso.    8293 10 12 6 Pela cordeira restituirá o quádruplo, porque fez tal coisa, e não teve compaixão.    8294 10 12 7 Então disse Natã a Davi: Esse homem és tu! Assim diz o Senhor Deus de Israel: Eu te ungi rei sobre Israel, livrei-te da mão de Saul,    8295 10 12 8 e te dei a casa de teu senhor, e as mulheres de teu senhor em teu seio; também te dei a casa de Israel e de Judá. E se isso fosse pouco, te acrescentaria outro tanto.    8296 10 12 9 Por que desprezaste a palavra do Senhor, fazendo o mal diante de seus olhos? A Urias, o heteu, mataste à espada, e a sua mulher tomaste para ser tua mulher; sim, a ele mataste com a espada dos amonitas.    8297 10 12 10 Agora, pois, a espada jamais se apartará da tua casa, porquanto me desprezaste, e tomaste a mulher de Urias, o heteu, para ser tua mulher.    8298 10 12 11 Assim diz o Senhor: Eis que suscitarei da tua própria casa o mal sobre ti, e tomarei tuas mulheres perante os teus olhos, e as darei a teu próximo, o qual se deitará com tuas mulheres à luz deste sol.    8299 10 12 12 Pois tu o fizeste em oculto; mas eu farei este negócio perante todo o Israel e à luz do sol.    8300 10 12 13 Então disse Davi a Natã: Pequei contra o Senhor. Tornou Natã a Davi: Também o Senhor perdoou o teu pecado; não morreras.    8301 10 12 14 Todavia, porquanto com este feito deste lugar a que os inimigos do Senhor blasfemem, o filho que te nasceu certamente morrerá.    8302 10 12 15 Então Natã foi para sua casa. Depois o Senhor feriu a criança que a mulher de Urias dera a Davi, de sorte que adoeceu gravemente.    8303 10 12 16 Davi, pois, buscou a Deus pela criança, e observou rigoroso jejum e, recolhendo-se, passava a noite toda prostrado sobre a terra.    8304 10 12 17 Então os anciãos da sua casa se puseram ao lado dele para o fazerem levantar-se da terra; porém ele não quis, nem comeu com eles.    8305 10 12 18 Ao sétimo dia a criança morreu; e temiam os servos de Davi dizer-lhe que a criança tinha morrido; pois diziam: Eis que, sendo a criança ainda viva, lhe falávamos, porém ele não dava ouvidos à nossa voz; como, pois, lhe diremos que a criança morreu? Poderá cometer um desatino.    8306 10 12 19 Davi, porém, percebeu que seus servos cochichavam entre si, e entendeu que a criança havia morrido; pelo que perguntou a seus servos: Morreu a criança? E eles responderam: Morreu.    8307 10 12 20 Então Davi se levantou da terra, lavou-se, ungiu-se, e mudou de vestes; e, entrando na casa do Senhor, adorou. Depois veio a sua casa, e pediu o que comer; e lho deram, e ele comeu.    8308 10 12 21 Então os seus servos lhe disseram: Que é isso que fizeste? pela criança viva jejuaste e choraste; porém depois que a criança morreu te levantaste e comeste.    8309 10 12 22 Respondeu ele: Quando a criança ainda vivia, jejuei e chorei, pois dizia: Quem sabe se o Senhor não se compadecerá de mim, de modo que viva a criança?    8310 10 12 23 Todavia, agora que é morta, por que ainda jejuaria eu? Poderei eu fazê-la voltar? Eu irei para ela, porém ela não voltará para mim.    8311 10 12 24 Então consolou Davi a Bate-Seba, sua mulher, e entrou, e se deitou com ela. E teve ela um filho, e Davi lhe deu o nome de Salomão. E o Senhor o amou;    8312 10 12 25 e mandou, por intermédio do profeta Natã, dar-lhe o nome de Jedidias, por amor do Senhor.    8313 10 12 26 Ora, pelejou Joabe contra Rabá, dos amonitas, e tomou a cidade real.    8314 10 12 27 Então mandou Joabe mensageiros a Davi, e disse: Pelejei contra Rabá, e já tomei a cidade das águas.    8315 10 12 28 Ajunta, pois, agora o resto do povo, acampa contra a cidade e toma-a, para que eu não a tome e seja o meu nome aclamado sobre ela.    8316 10 12 29 Então Davi ajuntou todo o povo, e marchou para Rabá; pelejou contra ela, e a tomou.    8317 10 12 30 Também tirou a coroa da cabeça do seu rei; e o peso dela era de um talento de ouro e havia nela uma pedra preciosa; e foi posta sobre a cabeça de Davi, que levou da cidade mui grande despojo.    8318 10 12 31 E, trazendo os seus habitantes, os pôs a trabalhar com serras, trilhos de ferro, machados de ferro, e em fornos de tijolos; e assim fez a todas as cidades dos amonitas. Depois voltou Davi e todo o povo para Jerusalém.    8319 10 13 1 Ora, Absalão, filho de Davi, tinha uma irmã formosa, cujo nome era Tamar; e sucedeu depois de algum tempo que Amnom, filho de Davi enamorou-se dela.    8320 10 13 2 E angustiou-se Amnom, até adoecer, por amar, sua irmã; pois era virgem, e parecia impossível a Amnom fazer coisa alguma com ela.    8321 10 13 3 Tinha, porém, Amnom um amigo, cujo nome era Jonadabe, filho de Siméia, irmão de Davi; e era Jonadabe homem mui sagaz.    8322 10 13 4 Este lhe perguntou: Por que tu de dia para dia tanto emagreces, ó filho do rei? não mo dirás a mim? Então lhe respondeu Amnom: Amo a Tamar, irmã de Absalão, meu irmao.    8323 10 13 5 Tornou-lhe Jonadabe: Deita-te na tua cama, e finge-te doente; e quando teu pai te vier visitar, dize-lhe: Peço-te que minha irmã Tamar venha dar-me de comer, preparando a comida diante dos meus olhos, para que eu veja e coma da sua mão.    8324 10 13 6 Deitou-se, pois, Amnom, e fingiu-se doente. Vindo o rei visitá-lo, disse-lhe Amnom: Peço-te que minha irmã Tamar venha e prepare dois bolos diante dos meus olhos, para que eu coma da sua mão.    8325 10 13 7 Mandou, então, Davi a casa, a dizer a Tamar: Vai a casa de Amnom, teu irmão, e faze-lhe alguma comida.    8326 10 13 8 Foi, pois, Tamar a casa de Amnom, seu irmão; e ele estava deitado. Ela tomou massa e, amassando-a, fez bolos e os cozeu diante dos seus olhos.    8327 10 13 9 E tomou a panela, e os tirou diante dele; porém ele recusou comer. E disse Amnom: Fazei retirar a todos da minha presença. E todos se retiraram dele.    8328 10 13 10 Então disse Amnom a Tamar: Traze a comida a câmara, para que eu coma da tua mão. E Tamar, tomando os bolos que fizera, levou-os à câmara, ao seu irmão Amnom.    8329 10 13 11 Quando lhos chegou, para que ele comesse, Amnom pegou dela, e disse-lhe: Vem, deita-te comigo, minha irmã.    8330 10 13 12 Ela, porém, lhe respondeu: Não, meu irmão, não me forces, porque não se faz assim em Israel; não faças tal loucura.    8331 10 13 13 Quanto a mim, para onde levaria o meu opróbrio? E tu passarias por um dos insensatos em Israel. Rogo-te, pois, que fales ao rei, porque ele não me negará a ti.    8332 10 13 14 Todavia ele não quis dar ouvidos à sua voz; antes, sendo mais forte do que ela, forçou-a e se deitou com ela.    8333 10 13 15 Depois sentiu Amnom grande aversão por ela, pois maior era a aversão que se sentiu por ela do que o amor que lhe tivera. E disse-lhe Amnom: Levanta-te, e vai-te.    8334 10 13 16 Então ela lhe respondeu: Não há razão de me despedires; maior seria este mal do que o outro já me tens feito. Porém ele não lhe quis dar ouvidos,    8335 10 13 17 mas, chamando o moço que o servia, disse-lhe: Deita fora a esta mulher, e fecha a porta após ela.    8336 10 13 18 Ora, trazia ela uma túnica talar; porque assim se vestiam as filhas virgens dos reis. Então o criado dele a deitou fora, e fechou a porta após ela.    8337 10 13 19 Pelo que Tamar, lançando cinza sobre a cabeça, e rasgando a túnica talar que trazia, pôs as mãos sobre a cabeça, e se foi andando e clamando.    8338 10 13 20 Mas Absalão, seu irmão, lhe perguntou: Esteve Amnom, teu irmão, contigo? Ora pois, minha irmã, cala-te; é teu irmão. Não se angustie o seu coração por isto. Assim ficou Tamar, desolada, em casa de Absalão, seu irmão.    8339 10 13 21 Quando o rei Davi ouviu todas estas coisas, muito se lhe acendeu a ira.    8340 10 13 22 Absalão, porém, não falou com Amnom, nem mal nem bem, porque odiava a Amnom por ter ele forçado a Tamar, sua irmã.    8341 10 13 23 Decorridos dois anos inteiros, tendo Absalão tosquiadores em Baal-Hazor, que está junto a Efraim, convidou todos os filhos do rei.    8342 10 13 24 Foi, pois, Absalão ter com o rei, e disse: Eis que agora o teu servo faz a tosquia. Peço que o rei e os seus servos venham com o teu servo.    8343 10 13 25 O rei, porém, respondeu a Absalão: Não, meu filho, não vamos todos, para não te sermos pesados. Absalão instou com ele; todavia ele não quis ir, mas deu-lhe a sua bençao.    8344 10 13 26 Disse-lhe Absalão: Ao menos, deixa ir conosco Amnom, meu irmão. O rei, porém, lhe perguntou: Para que iria ele contigo?    8345 10 13 27 Mas como Absalão instasse com o rei, este deixou ir com ele Amnom, e os demais filhos do rei.    8346 10 13 28 Ora, Absalão deu ordem aos seus servos, dizendo: Tomai sentido; quando o coração de Amnom estiver alegre do vinho, e eu vos disser: Feri a Amnom; então matai-o. Não tenhais medo; não sou eu quem vo-lo ordenou? Esforçai-vos, e sede valentes.    8347 10 13 29 E os servos de Absalão fizeram a Amnom como Absalão lhes havia ordenado. Então todos os filhos do rei se levantaram e, montando cada um no seu mulo, fugiram.    8348 10 13 30 Enquanto eles ainda estavam em caminho, chegou a Davi um rumor, segundo o qual se dizia: Absalão matou todos os filhos do rei; nenhum deles ficou.    8349 10 13 31 Então o rei se levantou e, rasgando as suas vestes, lançou-se por terra; da mesma maneira todos os seus servos que lhe assistiam rasgaram as suas vestes.    8350 10 13 32 Mas Jonadabe, filho de Siméia, irmão de Davi, disse-lhe: Não presuma o meu senhor que mataram todos os mancebos filhos do rei, porque só morreu Amnom; porque assim o tinha resolvido fazer Absalão, desde o dia em que ele forçou a Tamar, sua irmã.    8351 10 13 33 Não se lhe meta, pois, agora no coração ao rei meu senhor o pensar que morreram todos os filhos do rei; porque só morreu Amnom.    8352 10 13 34 Absalão, porém, fugiu. E o mancebo que estava de guarda, levantando os olhos, orou, e eis que vinha muito povo pelo caminho por detrás dele, ao lado do monte.    8353 10 13 35 Então disse Jonadabe ao rei: Eis aí vêm os filhos do rei; conforme a palavra de teu servo, assim sucedeu.    8354 10 13 36 Acabando ele de falar, chegaram os filhos do rei e, levantando a sua voz, choraram; e também o rei e todos os seus servos choraram amargamente.    8355 10 13 37 Absalão, porém, fugiu, e foi ter com Talmai, filho de Amiur, rei de Gesur. E Davi pranteava a seu filho todos os dias.    8356 10 13 38 Tendo Absalão fugido para Gesur, esteve ali três anos.    8357 10 13 39 Então o rei Davi sentiu saudades de Absalão, pois já se tinha consolado acerca da morte de Amnom.    8358 10 14 1 Percebendo Joabe, filho de Zeruia, que o coração do rei estava inclinado para Absalão,    8359 10 14 2 mandou a Tecoa trazer de lá uma mulher sagaz, e disse-lhe: Ora, finge que estás de nojo; põe vestidos de luto, não te unjas com óleo, e faze-te como uma mulher que há muitos dias chora algum morto;    8360 10 14 3 vai ter com o rei, e fala-lhe desta maneira. Então Joabe lhe pôs as palavras na boca.    8361 10 14 4 A mulher tecoíta, pois, indo ter com o rei e prostrando-se com o rosto em terra, fez-lhe uma reverência e disse: Salva-me, o rei.    8362 10 14 5 Ao que lhe perguntou o rei: Que tens? Respondeu ela: Na verdade eu sou viúva; morreu meu marido.    8363 10 14 6 Tinha a tua serva dois filhos, os quais tiveram uma briga no campo e, não havendo quem os apartasse, um feriu ao outro, e o matou.    8364 10 14 7 E eis que toda a parentela se levantou contra a tua serva, dizendo: Dá-nos aquele que matou a seu irmão, para que o matemos pela vida de seu irmão, a quem ele matou, de modo que exterminemos também o herdeiro. Assim apagarão a brasa que me ficou, de sorte a não deixarem a meu marido nem nome, nem remanescente sobre a terra.    8365 10 14 8 Então disse o rei à mulher: Vai para tua casa, e eu darei ordem a teu respeito.    8366 10 14 9 Respondeu a mulher tecoíta ao rei: A iniqüidade, ó rei meu senhor, venha sobre mim e sobre a casa de meu pai; e fique inculpável o rei e o seu trono.    8367 10 14 10 Tornou o rei: Quem falar contra ti, traze-mo a mim, e nunca mais te tocará.    8368 10 14 11 Disse ela: Ora, lembre-se o rei do Senhor seu Deus, para que o vingador do sangue não prossiga na destruição, e não extermine a meu filho. Então disse ele: Vive o Senhor, que não há de cair no chão nem um cabelo de teu filho.    8369 10 14 12 Então disse a mulher: Permite que a tua serva fale uma palavra ao rei meu senhor. Respondeu ele: Fala.    8370 10 14 13 Ao que disse a mulher: Por que, pois, pensas tu tal coisa contra o povo de Deus? Pois, falando o rei esta palavra, fica como culpado, visto que o rei não torna a trazer o seu desterrado.    8371 10 14 14 Porque certamente morreremos, e serereos como águas derramadas na terra, que não se podem ajuntar mais; Deus, todavia, não tira a vida, mas cogita meios para que não fique banido dele o seu desterrado.    8372 10 14 15 E se eu agora vim falar esta palavra ao rei meu senhor, e porque o povo me atemorizou; pelo que dizia a tua serva: Falarei, pois, ao rei; porventura fará o rei segundo a palavra da sua serva.    8373 10 14 16 Porque o rei ouvirá, para livrar a sua serva da mão do homem que intenta exterminar da herança de Deus tanto a mim como a meu filho.    8374 10 14 17 Dizia mais a tua serva: Que a palavra do rei meu senhor me dê um descanso; porque como o anjo de Deus é o rei, meu senhor, para discernir o bem e o mal; e o Senhor teu Deus seja contigo.    8375 10 14 18 Então respondeu o rei à mulher: Peço-te que não me encubras o que eu te perguntar. Tornou a mulher: Fale agora o rei meu senhor.    8376 10 14 19 Perguntou, pois, o rei: Não é verdade que a mão de Joabe está contigo em tudo isso? Respondeu a mulher: Vive a tua alma, ó rei meu senhor, que ninguém se poderá desviar, nem para a direita nem para a esquerda, de tudo quanto diz o rei meu senhor; porque Joabe, teu servo, é quem me deu ordem, e foi ele que pôs na boca da tua serva todas estas palavras;    8377 10 14 20 para mudar a feição do negócio é que Joabe, teu servo, fez isso. Sábio, porém, é meu senhor, conforme a sabedoria do anjo de Deus, para entender tudo o que há na terra.    8378 10 14 21 Então o rei disse a Joabe: Eis que faço o que pedes; vai, pois, e faze voltar o mancebo Absalão.    8379 10 14 22 Então Joabe se prostrou com o rosto em terra e, fazendo uma reverência, abençoou o rei; e disse Joabe: Hoje conhece o teu servo que achei graça aos teus olhos, ó rei meu senhor, porque o rei fez segundo a palavra do teu servo.    8380 10 14 23 Levantou-se, pois, Joabe, foi a Gesue e trouxe Absalão para Jerusalém.    8381 10 14 24 E disse o rei: Torne ele para sua casa, mas não venha à minha presença. Tornou, pois, Absalão para sua casa, e não foi à presença do rei.    8382 10 14 25 Não havia em todo o Israel homem tão admirável pela sua beleza como Absalão; desde a planta do pé até o alto da cabeça não havia nele defeito algum.    8383 10 14 26 E, quando ele cortava o cabelo, o que costumava fazer no fim de cada ano, porquanto lhe pesava muito, o peso do cabelo era de duzentos siclos, segundo o peso real.    8384 10 14 27 Nasceram a Absalão três filhos, e uma filha cujo nome era Tamar; e esta era mulher formosa à vista.    8385 10 14 28 Assim ficou Absalão dois anos inteiros em Jerusalém, sem ver a face do rei.    8386 10 14 29 Então Absalão mandou chamar Joabe, para o enviar ao rei; porém Joabe não quis vir a ele. Mandou chamá-lo segunda vez, mas ele não quis vir.    8387 10 14 30 Pelo que disse aos seus servos: Vede ali o campo de Joabe pegado ao meu, onde ele tem cevada; ide, e ponde-lhe fogo. E os servos de Absalão puseram fogo ao campo:    8388 10 14 31 Então Joabe se levantou, e veio ter com Absalão, em casa, e lhe perguntou: Por que os teus servos puseram fogo ao meu campo.    8389 10 14 32 Respondeu Absalão a Joabe: Eis que enviei a ti, dizendo: Vem cá, para que te envie ao rei, a dizer-lhe: Para que vim de Gesur? Melhor me fora estar ainda lá. Agora, pois, veja eu a face do rei; e, se há em mim alguma culpa, que me mate.    8390 10 14 33 Foi, pois, Joabe à presença do rei, e lho disse. Então o rei chamou Absalão, e ele entrou à presença do rei, e se prostrou com o rosto em terra diante do rei; e o rei beijou Absalão.    8391 10 15 1 Aconteceu depois disso que Absalão adquiriu para si um carro e cavalos, e cinqüenta homens que corressem adiante dele.    8392 10 15 2 E levantando-se Absalão cedo, parava ao lado do caminho da porta; e quando algum homem tinha uma demanda para, vir ao rei a juízo, Absalão o chamava a si e lhe dizia: De que cidade és tu? E, dizendo ele: De tal tribo de Israel é teu servo;    8393 10 15 3 Absalão lhe dizia: Olha, a tua causa é boa e reta, porém não há da parte do rei quem te ouça.    8394 10 15 4 Dizia mais Absalão: Ah, quem me dera ser constituído juiz na terra! para que viesse ter comigo todo homem que tivesse demanda ou questão, e eu lhe faria justiça.    8395 10 15 5 Sucedia também que, quando alguém se chegava a ele para lhe fazer reverência, ele estendia a mão e, pegando nele o beijava.    8396 10 15 6 Assim fazia Absalão a todo o Israel que vinha ao rei para juízo; desse modo Absalão furtava o coração dos homens de Israel.    8397 10 15 7 Aconteceu, ao cabo de quatro anos, que Absalão disse ao rei: Deixa-me ir pagar em Hebrom o voto que fiz ao Senhor.    8398 10 15 8 Porque, morando eu em Gesur, na Síria, fez o teu servo um voto, dizendo: Se o Senhor, na verdade, me fizer tornar a Jerusalém, servirei ao Senhor.    8399 10 15 9 Então lhe disse o rei: Vai em paz. Levantou-se, pois, e foi para Hebrom.    8400 10 15 10 Absalão, porém, enviou emissários por todas as tribos de Israel, dizendo: Quando ouvirdes o som da trombeta, direis: Absalão reina em Hebrom.    8401 10 15 11 E de Jerusalém foram com Absalão duzentos homens que tinham sido convidados; mas iam na sua simplicidade, pois nada sabiam daquele desígnio.    8402 10 15 12 Também Absalão, enquanto oferecia os seus sacrifícios, mandou vir da cidade de Siló, Aitofel, o gilonita, conselheiro de Davi. E a conspiração tornava-se poderosa, crescendo cada vez mais o número do povo que estava com Absalão.    8403 10 15 13 Então veio um mensageiro a Davi, dizendo: O coração de todo o Israel vai após Absalão.    8404 10 15 14 Disse, pois, Davi a todos os seus servos que estavam com ele em Jerusalém: Levantai-vos, e fujamos, porque doutra forma não poderemos escapar diante de Absalão. Apressai-vos a sair; não seja caso que ele nos apanhe de súbito, e lance sobre nós a ruína, e fira a cidade ao fio da espada.    8405 10 15 15 Então os servos do rei lhe disseram: Eis aqui os teus servos para tudo quanto determinar o rei, nosso senhor.    8406 10 15 16 Assim saiu o rei, com todos os de sua casa, deixando, porém, dez concubinas para guardarem a casa.    8407 10 15 17 Tendo, pois, saído o rei com todo o povo, pararam na última casa:    8408 10 15 18 E todos os seus servos iam ao seu lado; mas todos os quereteus, e todos os peleteus, e todos os giteus, seiscentos homens que o seguiram de Gate, caminhavam adiante do rei.    8409 10 15 19 Disse o rei a Itai, o giteu: Por que irias tu também conosco? Volta e fica-te com o rei, porque és estrangeiro e exilado; torna a teu lugar.    8410 10 15 20 Ontem vieste, e te levaria eu hoje conosco a vaguear? Pois eu vou para onde puder ir; volta, e lei, e contigo teus irmãos; a misericórdia e a fidelidade sejam contigo.    8411 10 15 21 Respondeu, porém, Itai ao rei, e disse: Vive o Senhor, e vive o rei meu senhor, que no lugar em que estiver o rei meu senhor, seja para morte, seja para vida, aí estará também o eu servo.    8412 10 15 22 Então disse Davi a Itai: Vai, pois, e passa adiante. Assim passou Itai, o giteu, e todos os seus homens, e todos os pequeninos que havia com ele.    8413 10 15 23 Toda a terra chorava em alta voz, enquanto todo o povo passava; e o rei atravessou o ribeiro de Cedrom, e todo o povo caminhava na direção do deserto.    8414 10 15 24 E chegou Abiatar; e veio também Zadoque, e com ele todos os levitas que levavam a arca do pacto de Deus; e puseram ali a arca de Deus, até que todo o povo acabou de sair da cidade.    8415 10 15 25 Então disse o rei a Zadoque: Torna a levar a arca de Deus à cidade; pois, se eu achar graça aos olhos do Senhor, ele me fará voltar para lá, e me deixará ver a arca e a sua habitação.    8416 10 15 26 Se ele, porém, disser: Não tenho prazer em ti; eis-me aqui, faça a mim o que bem lhe parecer.    8417 10 15 27 Disse mais o rei a Zadoque, o sacerdote: Não és tu porventura vidente? volta, pois, para a cidade em paz, e contigo também teus dois filhos, Aimaaz, teu filho, e Jônatas, filho de Abiatar.    8418 10 15 28 Vede eu me demorarei nos vaus do deserto até que tenha notícias da vossa parte.    8419 10 15 29 Zadoque, pois, e Abiatar tornaram a levar para Jerusalém a arca de Deus, e ficaram ali.    8420 10 15 30 Mas Davi, subindo pela encosta do monte das Oliveiras, ia chorando; tinha a cabeça coberta, e caminhava com os pés descalços. Também todo o povo que ia com ele tinha a cabeça coberta, e subia chorando sem cessar.    8421 10 15 31 Então disseram a Davi: Aitofel está entre os que conspiraram com Absalão. Pelo que disse Davi: ç Senhor, torna o conselho de Aitofel em loucura!    8422 10 15 32 Ora, aconteceu que, chegando Davi ao cume, onde se costumava adorar a Deus, Husai, o arquita, veio encontrar-se com ele, com a roupa rasgada e a cabeça coberta de terra.    8423 10 15 33 Disse-lhe Davi: Se fores comigo, ser-me-ás pesado;    8424 10 15 34 porém se voltares para a cidade, e disseres a Absalão: Eu serei, ó rei, teu servo; como fui dantes servo de teu pai, assim agora serei teu servo; dissipar-me-ás então a conselho de Aitofel.    8425 10 15 35 E não estão ali contigo Zadoque e Abiatar, sacerdotes? Portanto, tudo o que ouvires da casa do rei lhes dirás.    8426 10 15 36 Eis que estão também ali com eles seus dois filhos, Aimaaz, filho de Zadoque, e Jônatas, filho de Abiatar; por eles me avisareis de tudo o que ouvirdes.    8427 10 15 37 Husai, pois, amigo de Davi, voltou para a cidade. E Absalão entrou em Jerusalém.    8428 10 16 1 Tendo Davi passado um pouco além do cume, eis que Ziba, o moço de Mefibosete, veio encontrar-se com ele, com um par de jumentos albardados, e sobre eles duzentos pães, cem cachos de passas, e cem de frutas de verão e um odre de vinho.    8429 10 16 2 Perguntou, pois, o rei a Ziba: Que pretendes com isso? Respondeu Ziba: Os jumentos são para a casa do rei, para se montarem neles; e o pão e as frutas de verão para os moços comerem; e o vinho para os cansados no deserto beberem.    8430 10 16 3 Perguntou ainda o rei: E onde está o filho de teu senhor? Respondeu Ziba ao rei: Eis que permanece em Jerusalém, pois disse: Hoje a casa de Israel me restituirá o reino de meu pai.    8431 10 16 4 Então disse o rei a Ziba: Eis que tudo quanto pertencia a Mefibosete é teu. Ao que Ziba, inclinando-se, disse: Que eu ache graça aos teus olhos, ó rei meu senhor.    8432 10 16 5 Tendo o rei Davi chegado a Baurim, veio saindo dali um homem da linhagem da casa de Saul, cujo nome era Simei, filho de Gêra; e, adiantando-se, proferia maldições.    8433 10 16 6 Também atirava pedras contra Davi e todos os seus servos, ainda que todo o povo e todos os valorosos iam à direita e à esquerda do rei.    8434 10 16 7 E, amaldiçoando-o Simei, assim dizia: Sai, sai, homem sanguinário, homem de Belial!    8435 10 16 8 O Senhor te deu agora a paga de todo o sangue da casa de Saul, em cujo lugar tens reinado; já entregou o Senhor o reino na mão de Absalão, teu filho; e eis-te agora na desgraça, pois és um homem sanguinário.    8436 10 16 9 Então Abisai, filho de Zeruia, disse ao rei: Por que esse cão morto amaldiçoaria ao rei meu senhor? Deixa-me passar e tirar-lhe a cabeça.    8437 10 16 10 Disse, porém, o rei: Que tenho eu convosco, filhos de Zeruia? Por ele amaldiçoar e por lhe ter dito o Senhor: Amaldiçoa a Davi; quem dirá: Por que assim fizeste?    8438 10 16 11 Disse mais Davi a Abisai, e a todos os seus servos: Eis que meu filho, que saiu das minhas entranhas, procura tirar-me a vida; quanto mais ainda esse benjamita? Deixai-o; deixai que amaldiçõe, porque o Senhor lho ordenou.    8439 10 16 12 Porventura o Senhor olhará para a minha aflição, e me pagará com bem a maldição deste dia.    8440 10 16 13 Prosseguiam, pois, o seu caminho, Davi e os seus homens, enquanto Simei ia pela encosta do monte, defronte dele, caminhando e amaldiçoando, e atirava pedras contra ele, e levantava poeira.    8441 10 16 14 E o rei e todo o povo que ia com ele chegaram cansados ao Jordão; e ali descansaram.    8442 10 16 15 Absalão e todo o povo, os homens de Israel, vieram a Jerusalém; e Aitofel estava com ele.    8443 10 16 16 E chegando Husai, o arquita, amigo de Davi, a Absalão, disse-lhe: Viva o rei, viva o rei!    8444 10 16 17 Absalão, porém, perguntou a Husai: E esta a tua benevolência para com o teu amigo? Por que não foste com o teu amigo?    8445 10 16 18 Respondeu-lhe Husai: Não; pois aquele a quem o Senhor, e este povo, e todos os homens de Israel têm escolhido, dele serei e com ele ficarei.    8446 10 16 19 E, demais disto, a quem serviria eu? Porventura não seria a seu filho? como servi a teu pai, assim servirei a ti.    8447 10 16 20 Então disse Absalão a Aitofel: Dai o vosso conselho sobre o que devemos fazer.    8448 10 16 21 Respondeu Aitofel a Absalão: Entra às concubinas de teu pai, que ele deixou para guardarem a casa; e assim todo o Israel ouvirá que te fizeste aborrecível para com teu pai, e se fortalecerão as mãos de todos os que estão contigo.    8449 10 16 22 Estenderam, pois, para Absalão uma tenda no terraço; e entrou Absalão às concubinas de seu pai, à vista de todo o Israel.    8450 10 16 23 E o conselho que Aitofel dava naqueles dias era como se o oráculo de Deus se consultara; tal era todo o conselho de Aitofel, tanto para com Davi como para Absalão.    8451 10 17 1 Disse mais Aitofel a Absalão: Deixa-me escolher doze mil homens, e me levantarei, e perseguirei a Davi esta noite.    8452 10 17 2 Irei sobre ele, enquanto está cansado, e fraco de mãos, e o espantarei: então fugirá todo o povo que está com ele. Ferirei tão-somente o rei;    8453 10 17 3 e farei tornar a ti todo o povo, como uma noiva à casa do seu esposo; pois é a vida dum só homem que tu buscas; assim todo o povo estará em paz.    8454 10 17 4 E este conselho agradou a Absalão, e a todos os anciãos de Israel.    8455 10 17 5 Disse, porém, Absalão: Chamai agora a Husai, o arquita, e ouçamos também o que ele diz.    8456 10 17 6 Quando Husai chegou a Absalão, este lhe disse: Desta maneira falou Aitofel; faremos conforme a sua palavra? Se não, fala tu.    8457 10 17 7 Então disse Husai a Absalão: O conselho que Aitofel deu esta vez não é bom.    8458 10 17 8 Acrescentou Husai: Tu bem sabes que teu pai e os seus homens são valentes, e que estão com o espírito amargurado, como a ursa no campo, roubada dos seus cachorros; além disso teu pai é homem de guerra, e não passará a noite com o povo.    8459 10 17 9 Eis que agora está ele escondido nalguma cova, ou em qualquer outro lugar; e será que, caindo alguns no primeiro ataque, todo o que o ouvir dirá: Houve morticínio entre o povo que segue a Absalão.    8460 10 17 10 Então até o homem valente, cujo coração é como coração de leão, sem dúvida desmaiará; porque todo o Israel sabe que teu pai é valoroso, e que são valentes os que estão com ele.    8461 10 17 11 Eu, porém, aconselho que com toda a pressa se ajunte a ti todo o Israel, desde Dã até Berseba, em multidão como a areia do mar; e que tu em pessoa vás à peleja.    8462 10 17 12 Então iremos a ele, em qualquer lugar em que se achar, e desceremos sobre ele, como o orvalho cai sobre a terra; e nao ficará dele e de todos os homens que estão com ele nem sequer um só.    8463 10 17 13 se ele, porém, se retirar para alguma cidade, todo o Israel trará cordas àquela cidade, e arrastá-la-emos até o ribeiro, até que não se ache ali nem uma só pedrinha    8464 10 17 14 Então Absalão e todos os homens e Israel disseram: Melhor é o conselho de Husai, o arquita, do que o conselho de Aitofel: Porque assim o Senhor o ordenara, para aniquilar o bom conselho de Aitofel, a fim de trazer o mal sobre Absalão.    8465 10 17 15 Também disse Husai a Zadoque e a Abiatar, sacerdotes: Assim e assim aconselhou Aitofel a Absalão e aos anciãos de Israel; porém eu aconselhei assim e assim.    8466 10 17 16 Agora, pois, mandai apressadamente avisar a Davi, dizendo: Não passes esta noite nos vaus do deserto; mas passa sem falta à outra banda, para que não seja devorado o rei, e todo o povo que com ele está.    8467 10 17 17 Ora, Jônatas e Aimaaz estavam esperando junto a En-Rogel; e foi uma criada, e lhes avisou, para que eles fossem e o dissessem ao rei Davi; pois não deviam ser vistos entrando na cidade.    8468 10 17 18 Viu-os todavia um moço, e avisou a Absalão. Ambos, porém, partiram apressadamente, e entraram em casa de um homem, em Baurim, o qual tinha no pátio de sua casa um poço, para o qual eles desceram.    8469 10 17 19 E a mulher, tomando a tampa, colocou-a sobre a boca do poço, e espalhou grão triturado sobre ela; assim nada se soube.    8470 10 17 20 Chegando, pois, os servos de Absalão àquela casa, perguntaram à mulher: Onde estão Aimaaz e Jônatas? Respondeu-lhes a mulher: Já passaram a corrente das águas. E, havendo-os procurado sem os encontrarem, voltaram para Jerusalém.    8471 10 17 21 Depois que eles partiram, Aimaaz e Jônatas, saindo do poço, foram e avisaram a Davi; e disseram-lhe: Levantai-vos, e passai depressa as águas, porque assim e assim aconselhou contra vós Aitofel.    8472 10 17 22 Então se levantou Davi e todo o povo que com ele estava, e passaram o Jordão; e ao raiar da manhã não faltava nem um só que não o tivesse passado.    8473 10 17 23 Vendo, pois, Aitofel que não se havia seguido o seu conselho, albardou o jumento e, partindo, foi para casa, para a sua cidade; e, tendo posto em ordem a sua casa, se enforcou e morreu; e foi sepultado na sepultura de seu pai.    8474 10 17 24 Então Davi veio a Maanaim; e Absalão passou o Jordão, ele e todos os homens de Israel com ele.    8475 10 17 25 E Absalão colocou Amasa em lugar de Joabe sobre o exército. Ora, Amasa era filho de um homem que se chamava Itra, o jizreelita, o qual entrara a Abigail, filha de Naás e irmã de Zeruia, mãe de Joabe.    8476 10 17 26 Israel e Absalão se acamparam na terra de Gileade.    8477 10 17 27 Tendo Davi chegado a Maanaim, Sobi, filho de Naás, de Rabá dos filhos de Amom, e Maquir, filho de Amiel, de Lo-Debar, e Barzilai, o gileadita, de Rogelim,    8478 10 17 28 tomaram camas, bacias e vasilhas de barro; trigo, cevada, farinha, grão tostado, favas, lentilhas e torradas;    8479 10 17 29 mel, manteiga, ovelhas e queijos de vaca, e os trouxeram a Davi e ao povo que com ele estava, para comerem; pois diziam: O povo está faminto, cansado e sedento, no deserto.    8480 10 18 1 Então Davi contou o povo que tinha consigo, e pôs sobre ele chefes de mil e chefes de cem.    8481 10 18 2 E Davi enviou o exército, um terço sob o mando de Joabe, outro terço sob o mando de Abisai, filho de Zeruia, irmão de Joabe, e outro terço sob o mando de Itai, o giteu. E disse o rei ao povo: Eu também sairei convosco.    8482 10 18 3 Mas o povo respondeu: Não sairás; porque se fugirmos, eles não se importarão conosco; nem se importarão conosco ainda que morra metade de nós; porque tu vales por dez mil tais como nós. Melhor será que da cidade nos mandes socorro.    8483 10 18 4 Respondeu-lhes o rei: Farei o que vos parecer bem. E o rei se pôs ao lado da porta, e todo o povo saiu em centenas e em milhares.    8484 10 18 5 E o rei deu ordem a Joabe, a Abisai e a Itai, dizendo: Tratai brandamente, por amor de mim, o mancebo Absalão. E todo o povo ouviu quando o rei deu ordem a todos os chefes acerca de Absalão.    8485 10 18 6 Assim saiu o povo a campo contra Israel; e deu-se a batalha no bosque de Efraim.    8486 10 18 7 Ali o povo de Israel foi derrotado pelos servos de Davi; e naquele dia houve ali grande morticínio, de vinte mil homens.    8487 10 18 8 Pois a batalha se estendeu sobre a face de toda aquela terra, e o bosque consumiu mais gente naquele dia do que a espada.    8488 10 18 9 Por acaso Absalão se encontrou com os servos de Davi; e Absalão ia montado num mulo e, entrando o mulo debaixo dos espessos ramos de um grande carvalho, pegou-se a cabeça de Absalão no carvalho, e ele ficou pendurado entre o céu e a terra; e o mulo que estava debaixo dele passou adiante.    8489 10 18 10 um homem, vendo isso, contou-o a Joabe, dizendo: Eis que vi Absalão pendurado dum carvalho.    8490 10 18 11 Então disse Joabe ao homem que lho contara: Pois que o viste, por que não o derrubaste logo por terra? E eu te haveria dado dez siclos de prata e um cinto.    8491 10 18 12 Respondeu, porém, o homem a Joabe: Ainda que eu pudesse pesar nas minhas mãos mil siclos de prata, não estenderia a mão contra o filho do rei; pois bem ouvimos que o rei deu ordem a ti, e a Abisai, e a Itai, dizendo: Guardai-vos, cada um, de tocar no mancebo Absalão.    8492 10 18 13 E se eu tivesse procedido falsamente contra a sua vida, coisa nenhuma se esconderia ao rei, e tu mesmo te oporias a mim:    8493 10 18 14 Então disse Joabe: Não posso demorar-me assim contigo aqui. E tomou na mão três dardos, e traspassou com eles o coração de Absalão, estando ele ainda vivo no meio do carvalho.    8494 10 18 15 E o cercaram dez mancebos, que levavam as armas de Joabe; e feriram a Absalão, e o mataram.    8495 10 18 16 Então tocou Joabe a buzina, e o povo voltou de perseguir a Israel; porque Joabe deteve o povo.    8496 10 18 17 E tomaram a Absalão e, lançando-o numa grande cova no bosque, levantaram sobre ele mui grande montão de pedras. E todo o Israel fugiu, cada um para a sua tenda.    8497 10 18 18 Ora, Absalão, quando ainda vivia, tinha feito levantar para si a coluna que está no vale do rei; pois dizia: Nenhum filho tenho para conservar a memoria o meu nome. E deu o seu próprio nome àquela coluna, a qual até o dia de hoje se chama o Pilar de Absalão.    8498 10 18 19 Então disse Aimaaz, filho de Zadoque: Deixa-me correr, e anunciarei ao rei que o Senhor o vingou a mão e seus inimigos.    8499 10 18 20 Mas Joabe lhe disse: Tu não serás hoje o portador das novas; outro dia as levarás, mas hoje não darás a nova, porque é morto o filho do rei.    8500 10 18 21 Disse, porém, Joabe ao cuchita: Vai tu, e dize ao rei o que viste. O cuchita se inclinou diante de Joabe, e saiu correndo.    8501 10 18 22 Então prosseguiu Aimaaz, filho de Zadoque, e disse a Joabe: Seja o que for, deixa-me também correr após o cuchita. Respondeu Joabe: Para que agora correrias tu, meu filho, pois não receberias recompensa pelas novas?    8502 10 18 23 seja o que for, disse Aimaaz, correrei. Disse-lhe, pois, Joabe: Corre. Então Aimaaz correu pelo caminho da planície, e passou adiante do cuchita.    8503 10 18 24 Ora, Davi estava sentado entre as duas portas; e a sentinela subiu ao terraçorém, percebeu que seus servos cochichavam entre si, um homem que corria só.    8504 10 18 25 Gritou, pois, a sentinela, e o disse ao rei. Respondeu o rei: Se vem só, é portador de novas. Vinha, pois, o mensageiro aproximando-se cada vez mais.    8505 10 18 26 Então a sentinela viu outro homem que corria, e gritou ao porteiro, e disse: Eis que lá vem outro homem correndo só. Então disse o rei: Também esse traz novas.    8506 10 18 27 Disse mais a sentinela: O correr do primeiro parece ser o correr de Aimaaz, filho de Zadoque. Então disse o rei: Este é homem de bem, e virá com boas novas.    8507 10 18 28 Gritou, pois, Aimaaz, e disse ao rei: Paz! E inclinou-se ao rei com o rosto em terra, e disse: Bendito seja o Senhor teu Deus, que entregou os homens que levantaram a mão contra o rei meu senhor.    8508 10 18 29 Então perguntou o rei: Vai bem o mancebo Absalão? Respondeu Aimaaz: Quando Joabe me mandou a mim, o servo do rei, vi um grande alvoroço; porem nao sei o que era.    8509 10 18 30 Disse-lhe o rei: Põe-te aqui ao lado. E ele se pôs ao lado, e esperou de pé.    8510 10 18 31 Nisso chegou o cuchita, e disse: Novas para o rei meu senhor. Pois que hoje o Senhor te vingou da mão de todos os que se levantaram contra ti.    8511 10 18 32 Então perguntou o rei ao cuchita: Vai bem o mancebo Absalão? Respondeu o cuchita: Sejam como aquele mancebo os inimigos do rei meu senhor, e todos os que se levantam contra ti para te fazerem mal.    8512 10 18 33 Pelo que o rei ficou muito comovido e, subindo à sala que estava por cima da porta, pôs-se a chorar; e andando, dizia assim: Meu filho Absalão, meu filho, meu filho Absalão! quem me dera que eu morrera por ti, Absalão, meu filho, meu filho!    8513 10 19 1 Disseram a Joabe: Eis que o rei está chorando e se lamentando por Absalão.    8514 10 19 2 Então a vitória se tornou naquele dia em tristeza para todo o povo, porque nesse dia o povo ouviu dizer: O rei está muito triste por causa de seu filho.    8515 10 19 3 E nesse dia o povo entrou furtivamente na cidade, como o faz quando, envergonhado, foge da peleja.    8516 10 19 4 Estava, pois, o rei com o rosto coberto, e clamava em alta voz: Meu filho Absalão, Absalão meu filho, meu filho!    8517 10 19 5 Então entrou Joabe na casa onde estava o rei, e disse: Hoje envergonhaste todos os teus servos, que livraram neste dia a tua vida, a vida de teus filhos e filhas, e a vida de tuas mulheres e concubinas,    8518 10 19 6 amando aos que te odeiam, e odiando aos que te amam. Porque hoje dás a entender que nada valem para ti nem chefes nem servos; pois agora entendo que se Absalão vivesse, e todos nós hoje fôssemos mortos, ficarias bem contente.    8519 10 19 7 Levanta-te, pois, agora; sai e fala ao coração de teus servos. Porque pelo Senhor te juro que, se não saíres, nem um só homem ficará contigo esta noite; e isso te será pior do que todo o mal que tem vindo sobre ti desde a tua mocidade até agora.    8520 10 19 8 Pelo que o rei se levantou, e se sentou à porta; e avisaram a todo o povo, dizendo: Eis que o rei está sentado à porta. Então todo o povo veio apresentar-se diante do rei. Ora, Israel havia fugido, cada um para a sua tenda.    8521 10 19 9 Entrementes todo o povo, em todas as tribos de Israel, andava altercando entre si, dizendo: O rei nos tirou das mãos de nossos inimigos, e nos livrou das mãos dos filisteus; e agora fugiu da terra por causa de Absalão.    8522 10 19 10 Também Absalão, a quem ungimos sobre nós, morreu na peleja. Agora, pois, porque vos calais, e não fazeis voltar o rei?    8523 10 19 11 Então o rei Davi mandou dizer a Zadoque e a Abiatar, sacerdotes: Falai aos anciãos de Judá, dizendo: Por que seríeis vós os últimos em tornar a trazer o rei para sua casa? Porque a palavra de todo o Israel tem chegado ao rei, até a sua casa.    8524 10 19 12 Vós sois meus irmãos; meus ossos e minha carne sois vós; por que, pois, seríeis os últimos em tornar a trazer o rei?    8525 10 19 13 Dizei a Amasa: Porventura não és tu meu osso e minha carne? Assim me faça Deus e outro tanto, se não fores chefe do exercito diante e mim para sempre, em lugar de Joabe.    8526 10 19 14 Assim moveu ele o coração de todos os homens de Judá, como se fosse o de um só homem; e enviaram ao rei, dizendo: Volta, com todos os teus servos.    8527 10 19 15 Então o rei voltou, e chegou até o Jordão; e Judá veio a Gilgal, para encontrar-se com o rei, a fim de fazê-lo passar o Jordão.    8528 10 19 16 Ora, apressou-se Simei, filho de Gêra, benjamita, que era de Baurim, e desceu com os homens de Judá a encontrar-se com o rei Davi;    8529 10 19 17 e com ele mil homens de Benjamim, como também Ziba, servo da casa de Saul, e seus quinze filhos, e seus vinte servos com ele; desceram apressadamente ao Jordão adiante do rei,    8530 10 19 18 atravessando o vau para trazer a casa do rei e para fazer o que aprouvesse a ele. Quando o rei ia passar o Jordão, Simei, filho de Gêra, se prostrou diante dele,    8531 10 19 19 e lhe disse: Não me impute meu senhor à minha culpa, e não te lembres do que tão perversamente fez teu servo, no dia em que o rei meu senhor saiu de Jerusalém; não conserve o rei isso no coração.    8532 10 19 20 Porque eu, teu servo, deveras confesso que pequei; por isso eis que eu sou o primeiro, de toda a casa de José, a descer ao encontro do rei meu senhor.    8533 10 19 21 Respondeu Abisai, filho de Zeruia, dizendo: Não há de ser morto Simei por haver amaldiçoado ao ungido do Senhor?    8534 10 19 22 Mas Davi disse: Que tenho eu convosco, filhos de Zeruia, para que hoje me sejais adversários? Será morto alguém hoje em Israel? pois não sei eu que hoje sou rei sobre Israel?    8535 10 19 23 Então disse o rei a Simei: Não morrerás. E o rei lho jurou.    8536 10 19 24 Também Mefibosete, filho de Saul, desceu a encontrar-se com o rei, e não cuidara dos pés, nem fizera a barba, nem lavara as suas vestes desde o dia em que o rei saíra até o dia em que voltou em paz.    8537 10 19 25 E sucedeu que, vindo ele a Jerusalém a encontrar-se com o rei, este lhe perguntou: Por que não foste comigo, Mefibosete?    8538 10 19 26 Respondeu ele: O rei meu senhor, o meu servo me enganou. Porque o teu servo dizia: Albardarei um jumento, para nele montar e ir com o rei; pois o teu servo é coxo.    8539 10 19 27 E ele acusou falsamente o teu servo diante do rei meu senhor; porém o rei meu senhor é como um anjo de Deus; faze, pois, o que bem te parecer.    8540 10 19 28 Pois toda a casa de meu pai não era senão de homens dignos de morte diante do rei meu senhor; contudo, puseste teu servo entre os que comem à tua mesa. E que direito mais tenho eu de clamar ainda ao rei.    8541 10 19 29 Ao que lhe respondeu o rei: Por que falas ainda de teus negócios? Já decidi: Tu e Ziba reparti as terras.    8542 10 19 30 Então disse Mefibosete ao rei: Deixe que ele tome tudo, uma vez que o rei meu senhor já voltou em paz à sua casa.    8543 10 19 31 Também Barzilai, o gileadita, desceu de Rogelim, e passou com o rei o Jordão, para acompanhá-lo até a outra banda do rio.    8544 10 19 32 E era Barzilai mui velho, da idade de oitenta anos; e ele tinha provido o rei de víveres enquanto este se demorara em Maanaim, pois era homem muito rico.    8545 10 19 33 Disse, pois, o rei a Barzilai: Passa tu comigo e eu te sustentarei em Jerusalém, em minha companhia.    8546 10 19 34 Barzilai, porém, respondeu ao rei: Quantos anos viverei ainda, para que suba com o rei a Jerusalém.    8547 10 19 35 Oitenta anos tenho hoje; poderei eu discernir entre e bom e o mau? poderá o teu servo perceber sabor no que comer e beber? poderei eu mais ouvir a voz dos cantores e das cantoras? e por que será o teu servo ainda pesado ao rei meu senhor?    8548 10 19 36 O teu servo passará com o rei até um pouco além do Jordão. Por que me daria o rei tal recompensa?    8549 10 19 37 Deixa voltar o teu servo, para que eu morra na minha cidade, junto à sepultura de meu pai e de minha mãe. Mas eis aí o teu servo Quimã; passe ele com o rei meu senhor, e faze-lhe o que for do teu agrado.    8550 10 19 38 Ao que disse o rei: Quimã passará comigo, e eu lhe farei o que te parecer bem, e tudo quanto me pedires te farei.    8551 10 19 39 Havendo, pois, todo o povo passado o Jordão, e tendo passado também o rei, beijou o rei a Barzilai, e o abençoou; e este voltou para o seu lugar.    8552 10 19 40 Dali passou o rei a Gilgal, e Quimã com ele; e todo o povo de Judá, juntamente com a metade do povo de Israel, conduziu o rei.    8553 10 19 41 Então todos os homens de Israel vieram ter com o rei, e lhe disseram: Por que te furtaram nossos irmãos, os homens de Judá, e fizeram passar o Jordão o rei e a sua casa, e todos os seus homens com ele?    8554 10 19 42 Responderam todos os homens de Judá aos homens de Israel: Porquanto o rei é nosso parente: Por que vos irais por isso. Acaso temos comido à custa do rei, ou nos deu ele algum presente?    8555 10 19 43 Ao que os homens de Israel responderam aos homens de Judá: Dez partes temos no rei; mais temos nós em Davi do que vós. Por que, pois, fizestes pouca conta de nós. Não foi a nossa palavra a primeira, para tornar a trazer o nosso rei? Porém a palavra dos homens de Judá foi mais forte do que a palavra dos homens de Israel.    8556 10 20 1 Ora, sucedeu achar-se ali um homem de Belial, cujo nome era Sebá, filho de Bicri, homem de Benjamim, o qual tocou a buzina, e disse: Não temos parte em Davi, nem herança no filho de Jessé; cada um à sua tenda, ó Israel!    8557 10 20 2 Então todos os homens de Israel se separaram de Davi, e seguiram a Sebá, filho de Bicri; porém os homens de Judá seguiram ao seu rei desde o Jordão até Jerusalém.    8558 10 20 3 Quando Davi chegou à sua casa em Jerusalém, tomou as dez concubinas que deixara para guardarem a casa, e as pôs numa casa, sob guarda, e as sustentava; porém não entrou a elas. Assim estiveram encerradas até o dia da sua morte, vivendo como viúvas.    8559 10 20 4 Disse então o rei a Amasa: Convoca-me dentro de três dias os homens de Judá, e apresenta-te aqui.    8560 10 20 5 Foi, pois, Amasa para convocar a Judá, porém demorou-se além do tempo que o rei lhe designara.    8561 10 20 6 Então disse Davi a Abisai: Mais mal agora nos fará Sebá, filho de Bicri, do que Absalão; toma, pois, tu os servos de teu senhor, e persegue-o, para que ele porventura não ache para si cidades fortificadas, e nos escape à nossa vista.    8562 10 20 7 Então saíram atrás dele os homens de Joabe, e os quereteus, e os peleteus, e todos os valentes; saíram de Jerusalém para perseguirem a Sebá, filho de Bicri.    8563 10 20 8 Quando chegaram à pedra grande que está junto a Gibeão, Amasa lhes veio ao encontro. Estava Joabe cingido do seu traje de guerra que vestira, e sobre ele um cinto com a espada presa aos seus lombos, na sua bainha; e, adiantando-se ele, a espada caiu da bainha.    8564 10 20 9 E disse Joabe a Amasa: Vais bem, meu irmão? E Joabe, com a mão direita, pegou da barba de Amasa, para o beijar.    8565 10 20 10 Amasa, porém, não reparou na espada que está na mão de Joabe; de sorte que este o feriu com ela no ventre, derramando-lhe por terra as entranhas, sem feri-lo segunda vez; e ele morreu. Então Joabe e Abisai, seu irmão, perseguiram a Sebá, filho de Bicri.    8566 10 20 11 Mas um homem dentre os servos de Joabe ficou junto a Amasa, e dizia: Quem favorece a Joabe, e quem é por Davi, siga a Joabe.    8567 10 20 12 E Amasa se revolvia no seu sangue no meio do caminho. E aquele homem, vendo que todo o povo parava, removeu Amasa do caminho para o campo, e lançou sobre ele um manto, porque viu que todo aquele que chegava ao pé dele parava.    8568 10 20 13 Mas removido Amasa do caminho, todos os homens seguiram a Joabe, para perseguirem a Sebá, filho de Bicri.    8569 10 20 14 Então Sebá passou por todas as tribos de Israel até Abel e Bete-Maacá; e todos os beritas, ajuntando-se, também o seguiram.    8570 10 20 15 Vieram, pois, e cercaram a Sebá em Abel de Bete-Maacá; e levantaram contra a cidade um montão, que se elevou defronte do muro; e todo o povo que estava com Joabe batia o muro para derrubá-lo.    8571 10 20 16 Então uma mulher sábia gritou de dentro da cidade: Ouvi! ouvi! Dizei a Joabe: Chega-te cá, para que eu te fale.    8572 10 20 17 Ele, pois, se chegou perto dela; e a mulher perguntou: Tu és Joabe? Respondeu ele: Sou. Ela lhe disse: Ouve as palavras de tua serva. Disse ele: Estou ouvindo.    8573 10 20 18 Então falou ela, dizendo: Antigamente costumava-se dizer: Que se peça conselho em Abel; e era assim que se punha termo às questões.    8574 10 20 19 Eu sou uma das pacíficas e das fiéis em Israel; e tu procuras destruir uma cidade que é mãe em Israel; por que, pois, devorarias a herança do Senhor?    8575 10 20 20 Então respondeu Joabe, e disse: Longe, longe de mim que eu tal faça, que eu devore ou arruíne!    8576 10 20 21 A coisa não é assim; porém um só homem da região montanhosa de Efraim, cujo nome é Sebá, filho de Bicri, levantou a mão contra o rei, contra Davi; entregai-me só este, e retirar-me-ei da cidade. E disse a mulher a Joabe: Eis que te será lançada a sua cabeça pelo muro.    8577 10 20 22 A mulher, na sua sabedoria, foi ter com todo o povo; e cortaram a cabeça de Sebá, filho de Bicri, e a lançaram a Joabe. Este, pois, tocou a buzina, e eles se retiraram da cidade, cada um para sua tenda. E Joabe voltou a Jerusalém, ao rei.    8578 10 20 23 Ora, Joabe estava sobre todo o exército de Israel; e Benaías, filho de Jeoiada, sobre os quereteus e os peleteus;    8579 10 20 24 e Adorão sobre a gente de trabalhos forçados; Jeosafá, filho de Ailude, era cronista;    8580 10 20 25 Seva era escrivão; Zadoque e Abiatar, sacerdotes;    8581 10 20 26 e Ira, o jairita, era o oficial-mor de Davi.    8582 10 21 1 Nos dias de Davi houve uma fome de três anos consecutivos; pelo que Davi consultou ao Senhor; e o Senhor lhe disse: E por causa de Saul e da sua casa sanguinária, porque matou os gibeonitas.    8583 10 21 2 Então o rei chamou os gibeonitas e falou com eles (ora, os gibeonitas não eram dos filhos de Israel, mas do restante dos amorreus; e os filhos de Israel tinham feito pacto com eles; porém Saul, no seu zelo pelos filhos de Israel e de Judá, procurou feri-los);    8584 10 21 3 perguntou, pois, Davi aos gibeonitas: Que quereis que eu vos faça. e como hei de fazer expiação, para que abençoeis a herança do Senhor?    8585 10 21 4 Então os gibeonitas lhe disseram: Não é por prata nem ouro que temos questão com Saul e com a sua casa; nem tampouco cabe a nós matar pessoa alguma em Israel. Disse-lhes Davi: Que quereis que vos faça?    8586 10 21 5 Responderam ao rei: Quanto ao homem que nos consumia, e procurava destruir-nos, de modo que não pudéssemos subsistir em termo algum de Israel,    8587 10 21 6 de seus filhos se nos dêem sete homens, para que os enforquemos ao Senhor em Gibeá de Saul, o eleito do Senhor. E o rei disse: Eu os darei.    8588 10 21 7 O rei, porém, poupou a Mefibosete, filho de Jônatas, filho de Saul, por causa do juramento do Senhor que entre eles houvera, isto é, entre Davi e Jônatas, filho de Saul.    8589 10 21 8 Mas o rei tomou os dois filhos de Rizpa, filha de Aías, que ela tivera de Saul, a saber, a Armoni e a Mefibosete, como também os cinco filhos de Merabe, filha de Saul, que ela tivera de Adriel, filho de Barzilai, meolatita,    8590 10 21 9 e os entregou na mão dos gibeonitas, os quais os enforcaram no monte, perante o Senhor; e os sete caíram todos juntos. Foi nos primeiros dias da sega que foram mortos, no princípio a sega da cevada.    8591 10 21 10 Então Rizpa, filha de Aías, tomando um pano de cilício, estendeu-o para si sobre uma pedra e, desde o princípio da sega até que a água caiu do céu sobre os corpos, não deixou que se aproximassem deles as aves do céu de dia, nem os animais do campo de noite:    8592 10 21 11 Quando foi anunciado a Davi o que fizera Rizpa, filha de Aías, concubina de Saul,    8593 10 21 12 ele foi e tomou os ossos de Saul e os de Jônatas seu filho, aos homens de Jabes-Gileade, que os haviam furtado da praça de Bete-Sã, onde os filisteus os tinham pendurado quando mataram a Saul em Gilboa;    8594 10 21 13 e trouxe dali os ossos de Saul e os de Jônatas seu filho; e ajuntaram a eles também os ossos dos enforcados.    8595 10 21 14 Enterraram os ossos de Saul e de Jônatas seu filho, na terra de Benjamim, em Zela, na sepultura de Quis, seu pai; e fizeram tudo o que o rei ordenara. Depois disto Deus se aplacou para com a terra.    8596 10 21 15 De novo tiveram os filisteus uma guerra contra Israel. E desceu Davi, e com ele os seus servos; e tanto pelejara contra os filisteus, que Davi se cansou.    8597 10 21 16 E Isbi-Benobe, que era dos filhos do gigante, cuja lança tinha o peso de trezentos, siclos de bronze, e que cingia uma espada nova, intentou matar Davi.    8598 10 21 17 Porém, Abisai, filho de Zeruia, o socorreu; e, ferindo ao filisteu, o matou. Então os homens de Davi lhe juraram, dizendo: Nunca mais sairás conosco à batalha, para que não apagues a lâmpada de Israel.    8599 10 21 18 Aconteceu depois disto que houve em Gobe ainda outra peleja contra os filisteus; então Sibecai, o husatita, matou Safe, que era dos filhos do gigante.    8600 10 21 19 Houve mais outra peleja contra os filisteus em Gobe; e El-Hanã, filho de Jaaré-Oregim, o belemita, matou Golias, o giteu, de cuja lança a haste era como órgão de tecelão.    8601 10 21 20 Houve ainda também outra peleja em Gate, onde estava um homem de alta estatura, que tinha seis dedos em cada mão, e seis em cada pé, vinte e quatro por todos; também este era descendente do gigante.    8602 10 21 21 Tendo ele desafiado a Israel, Jônatas, filho de Simei, irmão de Davi, o matou.    8603 10 21 22 Estes quatro nasceram ao gigante em Gate; e caíram pela mão de Davi e pela mão de seus servos.    8604 10 22 1 Davi dirigiu ao Senhor as palavras deste cântico, no dia em que o Senhor o livrou das mãos de todos os seus inimigos e das mãos de Saul, dizendo:    8605 10 22 2 O Senhor é o meu rochedo, a minha fortaleza e o meu libertador.    8606 10 22 3 É meu Deus, a minha rocha, nele confiarei; é o meu escudo, e a força da minha salvação, o meu alto retiro, e o meu refúgio. O meu Salvador; da violência tu me livras.    8607 10 22 4 Ao Senhor invocarei, pois é digno de louvor; assim serei salvo dos meus inimigos.    8608 10 22 5 As ondas da morte me cercaram, as torrentes de Belial me atemorizaram.    8609 10 22 6 Cordas do Seol me cingiram, laços de morte me envolveram.    8610 10 22 7 Na minha angústia invoquei ao Senhor; sim, a meu Deus clamei; do seu templo ouviu ele a minha voz, e o meu clamor chegou aos seus ouvidos.    8611 10 22 8 Então se abalou e tremeu a terra, os fundamentos dos céus se moveram; abalaram-se porque ele se irou.    8612 10 22 9 Das suas narinas subiu fumaça, e da sua boca um fogo devorador, que pôs carvões em chamas.    8613 10 22 10 Ele abaixou os céus, e desceu; e havia escuridão debaixo dos seus pés.    8614 10 22 11 Montou num querubim, e voou; apareceu sobre as asas do vento.    8615 10 22 12 E por tendas pôs trevas ao redor de si, ajuntamento de águas, espessas nuvens do céu.    8616 10 22 13 Pelo resplendor da sua presença acenderam-se brasas de fogo.    8617 10 22 14 Do céu trovejou o Senhor, o Altíssimo fez soar a sua vóz.    8618 10 22 15 Disparou flechas, e os dissipou; raios, e os desbaratou.    8619 10 22 16 Então apareceram as profundezas do mar; os fundamentos do mundo se descobriram, pela repreensão do Senhor, pelo assopro do vento das suas narinas.    8620 10 22 17 Estendeu do alto a sua mão e tomou-me; tirou-me das muitas águas.    8621 10 22 18 Livrou-me do meu possante inimigo, e daqueles que me odiavam; porque eram fortes demais para mim.    8622 10 22 19 Encontraram-me no dia da minha calamidade, porém o Senhor se fez o meu esteio.    8623 10 22 20 Conduziu-me para um lugar espaçoso; livrou-me, porque tinha prazer em mim.    8624 10 22 21 Recompensou-me o Senhor conforme a minha justiça; conforme a pureza e minhas mãos me retribuiu.    8625 10 22 22 Porque guardei os caminhos do Senhor, e não me apartei impiamente do meu Deus.    8626 10 22 23 Pois todos os seus preceitos estavam diante de mim, e dos seus estatutos não me desviei.    8627 10 22 24 Fui perfeito para com ele, e guardei-me da minha iniqüidade.    8628 10 22 25 Por isso me retribuiu o Senhor conforme a minha justiça, conforme a minha pureza diante dos meus olhos.    8629 10 22 26 Para com o benigno te mostras benigno; para com o perfeito te mostras perfeito,    8630 10 22 27 para com o puro te mostras puro, mas para com o perverso te mostras avesso.    8631 10 22 28 Livrarás o povo que se humilha, mas teus olhos são contra os altivos, e tu os abaterás.    8632 10 22 29 Porque tu, Senhor, és a minha candeia; e o Senhor alumiará as minhas trevas.    8633 10 22 30 Pois contigo passarei pelo meio dum esquadrão; com o meu Deus transporei um muro.    8634 10 22 31 Quanto a Deus, o seu caminho é perfeito, e a palavra do Senhor é fiel; é ele o escudo de todos os que nele se refugiam.    8635 10 22 32 Pois quem é Deus, senão o Senhor? e quem é rocha, senão o nosso Deus?    8636 10 22 33 Deus é a minha grande fortaleza; e ele torna perfeito o meu caminho.    8637 10 22 34 Faz ele os meus pés como os das gazelas, e me põe sobre as minhas alturas.    8638 10 22 35 Ele instrui as minhas mãos para a peleja, de modo que os meus braços podem entesar um arco de bronze.    8639 10 22 36 Também me deste o escudo da tua salvação, e tua brandura me engrandece.    8640 10 22 37 Alargaste os meus passos debaixo de mim, e não vacilaram os meus artelhos.    8641 10 22 38 Persegui os meus inimigos e os destruí, e nunca voltei atrás sem que os consumisse.    8642 10 22 39 Eu os consumi, e os atravessei, de modo que nunca mais se levantaram; sim, cairam debaixo dos meus pés.    8643 10 22 40 Pois tu me cingiste de força para a peleja; prostraste debaixo de mim os que se levantaram contra mim.    8644 10 22 41 Fizeste que me voltassem as costas os meus inimigos, aqueles que me odiavam, para que eu os destruísse.    8645 10 22 42 Olharam ao redor, mas não houve quem os salvasse; clamaram ao Senhor, mas ele não lhes respondeu.    8646 10 22 43 Então os moí como o pó da terra; como a lama das ruas os trilhei e dissipei.    8647 10 22 44 Também me livraste das contendas do meu povo; guardaste-me para ser o cabeça das nações; um povo que eu não conhecia me serviu.    8648 10 22 45 Estrangeiros, com adulação, se submeteram a mim; ao ouvirem de mim, me obedeceram.    8649 10 22 46 Os estrangeiros desfaleceram e, tremendo, sairam os seus esconderijos.    8650 10 22 47 O Senhor vive; bendita seja a minha rocha, e exaltado seja Deus, a rocha da minha salvação,    8651 10 22 48 o Deus que me deu vingança, e sujeitou povos debaixo de mim,    8652 10 22 49 e me tirou dentre os meus inimigos; porque tu me exaltaste sobre os meus adversarios; tu me livraste do homem violento.    8653 10 22 50 Por isso, ó Senhor, louvar-te-ei entre as nações, e entoarei louvores ao teu nome.    8654 10 22 51 Ele dá grande livramento a seu rei, e usa de benignidade para com o seu ungido, para com Davi e a sua descendência para sempre.    8655 10 23 1 São estas as últimas palavras de Davi: Diz Davi, filho de Jessé, diz a homem que foi exaltado, o ungido do Deus de Jacó, o suave salmista de Israel.    8656 10 23 2 O Espírito do Senhor fala por mim, e a sua palavra está na minha língua.    8657 10 23 3 Falou o Deus de Israel, a Rocha de Israel me disse: Quando um justo governa sobre os homens, quando governa no temor de Deus,    8658 10 23 4 será como a luz da manhã ao sair do sol, da manhã sem nuvens, quando, depois da chuva, pelo resplendor do sol, a erva brota da terra.    8659 10 23 5 Pois não é assim a minha casa para com Deus? Porque estabeleceu comigo um pacto eterno, em tudo bem ordenado e seguro; pois não fará ele prosperar toda a minha salvação e todo o meu desejo?    8660 10 23 6 Porém os ímpios todos serão como os espinhos, que se lançam fora, porque não se pode tocar neles;    8661 10 23 7 mas qualquer que os tocar se armará de ferro e da haste de uma lança; e a fogo serão totalmente queimados no mesmo lugar.    8662 10 23 8 São estes os nomes dos valentes de Davi: Josebe-Bassebete, o taquemonita; era este principal dos três; foi ele que, com a lança, matou oitocentos de uma vez.    8663 10 23 9 Depois dele Eleazar, filho de Dodó, filho de Aoí, um dos três valentes que estavam com Davi, quando desafiaram os filisteus que se haviam reunido para a peleja, enquanto os homens de Israel se retiravam.    8664 10 23 10 Este se levantou, e feriu os filisteus, até lhe cansar a mão e ficar pegada à espada; e naquele dia o Senhor operou um grande livramento; e o povo voltou para junto de Eleazar, somente para tomar o despojo.    8665 10 23 11 Depois dele era Samá, filho de Agé, o hararita. Os filisteus se haviam ajuntado em Leí, onde havia um terreno cheio de lentilhas; e o povo fugiu de diante dos filisteus.    8666 10 23 12 Samá, porém, pondo-se no meio daquele terreno, defendeu-o e matou os filisteus, e o Senhor efetuou um grande livramento.    8667 10 23 13 Também três dos trinta cabeças desceram, no tempo da sega, e foram ter com Davi, à caverna de Adulão; e a tropa dos filisteus acampara no vale de Refaim.    8668 10 23 14 Davi estava então no lugar forte, e a guarnição dos filisteus estava em Belém.    8669 10 23 15 E Davi, com saudade, exclamou: Quem me dera beber da água da cisterna que está junto a porta de Belém!    8670 10 23 16 Então aqueles três valentes romperam pelo arraial dos filisteus, tiraram água da cisterna que está junto a porta de Belém, e a trouxeram a Davi; porém ele não quis bebê-la, mas derramou-a perante o Senhor;    8671 10 23 17 e disse: Longe de mim, ó Senhor, que eu tal faça! Beberia eu o sangue dos homens que foram com risco das suas vidas? De maneira que não a quis beber. Isto fizeram aqueles três valentes.    8672 10 23 18 Ora, Abisai, irmão de Joabe, filho de Zeruia, era chefe dos trinta; e este alçou a sua lança contra trezentos, e os matou, e tinha nome entre os três.    8673 10 23 19 Porventura não era este o mais nobre dentre os trinta? portanto se tornou o chefe deles; porém aos primeiros três não chegou.    8674 10 23 20 Também Benaías, filho de Jeoiada, filho dum homem de Cabzeel, valoroso e de grandes feitos, matou os dois filhos de Ariel de Moabe; depois desceu, e matou um leão dentro duma cova, no tempo da neve.    8675 10 23 21 Matou também um egípcio, homem de temível aspecto; tinha este uma lança na mão, mas Benaías desceu a ele com um cajado, arrancou-lhe da mão a lança, e com ela o matou.    8676 10 23 22 Estas coisas fez Benaías, filho de Jeoiada, pelo que teve nome entre os três valentes.    8677 10 23 23 Dentre os trinta ele era o mais afamado, porém aos três primeiros não chegou. Mas Davi o pôs sobre os seus guardas.    8678 10 23 24 Asael, irmão de Joabe, era um dos trinta; El-Hanã, filho de Dodó, de Belém;    8679 10 23 25 Samá, o harodita; Elica, o harodita;    8680 10 23 26 Jelez, o paltita; Ira, filho de Iques, o tecoíta;    8681 10 23 27 Abiezer, o anatotita; Mebunai, o husatita;    8682 10 23 28 Zalmom, o aoíta; Maarai, o netofatita;    8683 10 23 29 Helebe, filho de Baaná, o netofatita; Itai, filho de Ribai, de Gibeá dos filhos de Benjamim;    8684 10 23 30 Benaías, o piratonita; Hidai, das torrentes de Gaás;    8685 10 23 31 Abi-Albom, o arbatita; Azmavete, o barumita;    8686 10 23 32 Eliabá, o saalbonita; Bene-Jásen; e Jônatas;    8687 10 23 33 Samá, o hararita; Aião, filho de Sarar, o hararita;    8688 10 23 34 Elifelete, filho de Acasbai, filho do maacatita; Eliã, filho de Aitofel, o gilonita;    8689 10 23 35 Hezrai, o carmelita; Paarai, o arbita;    8690 10 23 36 Igal, filho de Natã, de Zobá; Bani, o gadita;    8691 10 23 37 Zeleque, o amonita; Naarai, o beerotita, o que trazia as armas de Joabe, filho de Zeruia;    8692 10 23 38 Ira, o itrita; Garebe, o itrita;    8693 10 23 39 Urias, o heteu; trinta e sete ao todo.    8694 10 24 1 A ira do Senhor tornou a acender-se contra Israel, e o Senhor incitou a Davi contra eles, dizendo: Vai, numera a Israel e a Judá.    8695 10 24 2 Disse, pois, o rei a Joabe, chefe do exército, que estava com ele: Percorre todas as tribos de Israel, desde Dã até Berseba, e numera o povo, para que eu saiba o seu número.    8696 10 24 3 Então disse Joabe ao rei: Ora, multiplique o Senhor teu Deus a este povo cem vezes tanto quanto agora é, e os olhos do rei meu senhor o vejam. Mas por que tem prazer nisto o rei meu senhor;    8697 10 24 4 Todavia a palavra do rei prevaleceu contra Joabe, e contra os chefes do exército; Joabe, pois, saiu com os chefes do exército da presença do rei para numerar o povo de Israel.    8698 10 24 5 Tendo eles passado o Jordão, acamparam-se em Aroer, à direita da cidade que está no meio do vale de Gade e na direção de Jazer;    8699 10 24 6 em seguida foram a Gileade, e a terra de Tatim-Hódsi; dali foram a Da-Jaã, e ao redor até Sidom;    8700 10 24 7 depois foram à fortaleza de Tiro, e a todas as cidades dos heveus e dos cananeus; e saíram para a banda do sul de Judá, em Berseba.    8701 10 24 8 Assim, tendo percorrido todo o país, voltaram a Jerusalém, ao cabo de nove meses e vinte dias.    8702 10 24 9 Joabe, pois, deu ao rei o resultado da numeração do povo. E havia em Israel oitocentos mil homens valorosos, que arrancavam da espada; e os homens de Judá eram quinhentos mil.    8703 10 24 10 Mas o coração de Davi o acusou depois de haver ele numerado o povo; e disse Davi ao Senhor: Muito pequei no que fiz; porém agora, ó Senhor, rogo-te que perdoes a iniqüidade do teu servo, porque tenho procedido mui nesciamente.    8704 10 24 11 Quando, pois, Davi se levantou pela manhã, veio a palavra do Senhor ao profeta Gade, vidente de Davi, dizendo:    8705 10 24 12 Vai, e dize a Davi: Assim diz o Senhor: Três coisas te ofereço; escolhe qual delas queres que eu te faça.    8706 10 24 13 Veio, pois, Gade a Davi, e fez-lho saber dizendo-lhe: Queres que te venham sete anos de fome na tua terra; ou que por três meses fujas diante de teus inimigos, enquanto estes te perseguirem; ou que por três dias haja peste na tua terra? Delibera agora, e vê que resposta hei de dar àquele que me enviou.    8707 10 24 14 Respondeu Davi a Gade: Estou em grande angústia; porém caiamos nas mãos do Senhor, porque muitas são as suas misericórdias; mas nas mãos dos homens não caia eu.    8708 10 24 15 Então enviou o Senhor a peste sobre Israel, desde a manhã até o tempo determinado; e morreram do povo, desde Dã até Berseba, setenta mil homens.    8709 10 24 16 Ora, quando o anjo estendeu a mão sobre Jerusalém, para a destruir, o Senhor se arrependeu daquele mal; e disse ao anjo que fazia a destruição entre o povo: Basta; retira agora a tua mão. E o anjo do Senhor estava junto à eira de Araúna, o jebuseu.    8710 10 24 17 E, vendo Davi ao anjo que feria o povo, falou ao Senhor, dizendo: Eis que eu pequei, e procedi iniquamente; porém estas ovelhas, que fizeram? Seja, pois, a tua mão contra mim, e contra a casa de meu pai.    8711 10 24 18 Naquele mesmo dia veio Gade a Davi, e lhe disse: Sobe, levanta ao Senhor um altar na eira de Araúna, o jebuseu:    8712 10 24 19 Subiu, pois, Davi, conforme a palavra de Gade, como o Senhor havia ordenado.    8713 10 24 20 E olhando Araúna, viu que vinham ter com ele o rei e os seus servos; saiu, pois, e inclinou-se diante do rei com o rosto em terra.    8714 10 24 21 Perguntou Araúna: Por que vem o rei meu senhor ao seu servo? Respondeu Davi: Para comprar de ti a eira, a fim de edificar nela um altar ao Senhor, para que a praga cesse de sobre o povo.    8715 10 24 22 Então disse Araúna a Davi: Tome e ofereça o rei meu senhor o que bem lhe parecer; eis aí os bois para o holocausto, e os trilhos e os aparelhos dos bois para lenha.    8716 10 24 23 Tudo isto, ó rei, Araúna te oferece. Disse mais Araúna ao rei: O Senhor teu Deus tome prazer em ti.    8717 10 24 24 Mas o rei disse a Araúna: Não! antes to comprarei pelo seu valor, porque não oferecerei ao Senhor meu Deus holocaustos que não me custem nada. Comprou, pois, Davi a eira e os bois por cinqüenta siclos de prata.    8718 10 24 25 E edificou ali um altar ao Senhor, e ofereceu holocaustos e ofertas pacíficas. Assim o Senhor se tornou propício para com a terra, e cessou aquela praga de sobre Israel.    8719 11 1 1 Ora, o rei Davi era já velho, de idade mui avançada; e por mais que o cobrissem de roupas não se aquecia.    8720 11 1 2 Disseram-lhe, pois, os seus servos: Busque-se para o rei meu senhor uma jovem donzela, que esteja perante o rei, e tenha cuidado dele; e durma no seu seio, para que o rei meu senhor se aqueça.    8721 11 1 3 Assim buscaram por todos os termos de Israel uma jovem formosa; e acharam Abisague, a sunamita, e a trouxeram ao rei.    8722 11 1 4 Era a jovem sobremaneira formosa; e cuidava do rei, e o servia; porém o rei não a conheceu.    8723 11 1 5 Então Adonias, filho de Hagite, se exaltou e disse: Eu reinarei. E preparou para si carros e cavaleiros, e cinqüenta homens que corressem adiante dele.    8724 11 1 6 Ora, nunca seu pai o tinha contrariado, dizendo: Por que fizeste assim? Além disso, era ele muito formoso de parecer; e era mais moço do que Absalão.    8725 11 1 7 E teve entendimento com Joabe, filho de Zeruia, e com o sacerdote Abiatar, os quais aderiram a ele e o ajudavam.    8726 11 1 8 Mas Zadoque, o sacerdote, e Benaías, filho de Jeoiada, e Natã, o profeta, e Simei, e Rei, e os valentes que Davi tinha, não eram por Adonias.    8727 11 1 9 Adonias matou ovelhas, bois e animais cevados, junto à pedra de Zoelete, que está perto de En-Rogel; e convidou a todos os seus irmãos, os filhos do rei, e a todos os homens de Judá, servos do rei;    8728 11 1 10 porém a Natã, o profeta, e a Benaías, e aos valentes, e a Salomão, seu irmão, não os convidou.    8729 11 1 11 Então falou Natã a Bate-Seba, mãe de Salomão, dizendo: Não ouviste que Adonias, filho de Hagite, reina? e que nosso senhor Davi não o sabe?    8730 11 1 12 Vem, pois, agora e deixa-me dar-te um conselho, para que salves a tua vida, e a de teu filho Salomão.    8731 11 1 13 Vai à presença do rei Davi, e dize-lhe: Não juraste, ó rei meu senhor, à tua serva, dizendo: Certamente teu filho Salomão reinará depois de mim, e se assentará no meu trono? Por que, pois, reina Adonias?    8732 11 1 14 Eis que, estando tu ainda a falar com o rei, eu também entrarei depois de ti, e confirmarei as tuas palavras.    8733 11 1 15 Foi, pois, Bate-Seba à presença do rei na sua câmara. Ele era mui velho; e Abisague, a sunamita, o servia.    8734 11 1 16 Bate-Seba inclinou a cabeça, e se prostrou perante o rei. Então o rei lhe perguntou: Que queres?    8735 11 1 17 Respondeu-lhe ela: Senhor meu, tu juraste à tua serva pelo Senhor teu Deus, dizendo: Salomão, teu filho, reinará depois de mim, e se assentará no meu trono.    8736 11 1 18 E agora eis que Adonias reina; e tu, ó rei meu senhor, não o sabes.    8737 11 1 19 Ele matou bois, animais cevados e ovelhas em abundância, e convidou a todos os filhos do rei, e a Abiatar, o sacerdote, e a Joabe, general do exército; mas a teu servo Salomão não o convidou.    8738 11 1 20 Mas, ó rei meu senhor, os olhos de todo o Israel estão sobre ti, para que lhes declares quem há de assentar-se no teu trono depois de ti.    8739 11 1 21 Doutro modo sucederá que, quando o rei meu senhor dormir com seus pais, eu e Salomão meu filho seremos tidos por ofensores.    8740 11 1 22 Enquanto ela ainda falava com o rei, eis que chegou o profeta Natã.    8741 11 1 23 E o fizeram saber ao rei, dizendo: Eis aí está o profeta Natã. Entrou Natã à presença do rei, inclinou-se perante ele com o rosto em terra,    8742 11 1 24 e disse: ç rei meu senhor, acaso disseste: Adonias reinará depois de mim, e se assentará no meu trono?    8743 11 1 25 Pois ele hoje desceu, e matou bois, animais cevados e ovelhas em abundância, e convidou a todos os filhos do rei, e aos chefes do exército, e ao sacerdote Abiatar; e eis que comem e bebem perante ele, e dizem: Viva o rei Adonias!    8744 11 1 26 Porém a mim teu servo, e ao sacerdote Zadoque, e a Benaías, filho de Jeoiada, e ao teu servo Salomão, não convidou.    8745 11 1 27 Foi feito isso da parte do rei meu senhor? e não fizeste saber a teu servo quem havia de assentar-se no teu trono depois de ti?    8746 11 1 28 Respondeu o rei Davi: Chamai-me a Bate-Seba. E ela entrou à presença do rei, e ficou de pé diante dele.    8747 11 1 29 Então o rei jurou, dizendo: Vive o Senhor, o qual remiu a minha alma de toda a angústia,    8748 11 1 30 que, assim como te jurei pelo Senhor Deus de Israel, dizendo: Teu filho Salomão há de reinar depois de mim, e ele se assentará no meu trono, em meu lugar; assim mesmo o cumprirei hoje.    8749 11 1 31 Então Bate-Seba, inclinando-se com o rosto em terra perante o rei, fez-lhe reverência e disse: Viva para sempre o rei Davi meu senhor!    8750 11 1 32 Depois disse o rei Davi: Chamai-me a Zadoque, o sacerdote, e a Natã, o profeta, e a Benaías, filho de Jeoiada. E estes entraram à presença do rei.    8751 11 1 33 E o rei lhes disse: Tomai convosco os servos de vosso senhor, fazei montar meu filho Salomão na minha mula, e levai-o a Giom.    8752 11 1 34 E Zadoque, o sacerdote, com Natã, o profeta, ali o ungirão rei sobre Israel. E tocareis a trombeta, e direis: Viva o rei Salomão!    8753 11 1 35 Então subireis após ele, e ele virá e se assentará no meu trono; pois reinará em meu lugar, porquanto o tenho designado para ser príncipe sobre Israel e sobre Judá.    8754 11 1 36 Ao que Benaías, filho de Jeoiada, respondeu ao rei, dizendo: Amém; assim o diga também o Senhor Deus do rei meu senhor.    8755 11 1 37 Como o Senhor foi com o rei meu senhor, assim seja ele com Salomão, e faça que o seu trono seja maior do que o trono do rei Davi meu senhor.    8756 11 1 38 Pelo que desceram Zadoque, o sacerdote, e Natã, o profeta, e Benaías, filho de Jeoiada, e os quereteus, e os peleteus, e fizeram montar Salomão na mula que era do rei Davi, e o levaram a Giom.    8757 11 1 39 Então Zadoque, o sacerdote, tomou do tabernáculo o vaso do azeite e ungiu a Salomão. Então tocaram a trombeta, e todo o povo disse: Viva o rei Salomão!    8758 11 1 40 E todo o povo subiu após ele, tocando flauta e alegrando-se sobremaneira, de modo que a terra retiniu com o seu clamor.    8759 11 1 41 Adonias e todos os convidados que estavam com ele o ouviram, ao acabarem de comer. E ouvindo Joabe o soar das trombetas, disse: Que quer dizer este alvoroço na cidade?    8760 11 1 42 Ele ainda estava falando, quando chegou Jônatas, filho de Abiatar, o sacerdote; e disse Adonias: Entra, porque és homem de bem, e trazes boas novas.    8761 11 1 43 Respondeu Jônatas a Adonias: Deveras! O rei Davi, nosso senhor, constituiu rei a Salomão.    8762 11 1 44 E o rei enviou com ele Zadoque, o sacerdote, e Natã, o profeta, e Benaías, filho de Jeoiada, os quereteus e os peleteus; e eles o fizeram montar na mula do rei.    8763 11 1 45 E Zadoque, o sacerdote, e Natã, o profeta, ungiram-no rei em Giom; e dali subiram cheios de alegria, e a cidade está alvoroçada. Este é o clamor que ouvistes.    8764 11 1 46 E Salomão já está assentado no trono do reino.    8765 11 1 47 Além disso os servos do rei vieram abençoar o nosso senhor, o rei Davi, dizendo: Faça teu Deus o nome de Salomão mais célebre do que o teu nome, e faça o seu trono maior do que o teu trono. E o rei se inclinou no leito.    8766 11 1 48 Também assim falou o rei: Bendito o Senhor Deus de Israel, que hoje tem dado quem se assente no meu trono, e que os meus olhos o vissem.    8767 11 1 49 Então, tomados de pavor, levantaram-se todos os convidados que estavam com Adonias, e cada qual se foi seu caminho.    8768 11 1 50 Adonias, porém, temeu a Salomão e, levantando-se, foi apegar-se às pontas do altar.    8769 11 1 51 E foi dito a Salomão: Eis que Adonias teme ao rei Salomão; pois que se apegou às pontas do altar, dizendo: Jure-me hoje o rei Salomão que não matará o seu servo à espada.    8770 11 1 52 Ao que disse Salomão: Se ele se houver como homem de bem, nem um só de seus cabelos cairá em terra; se, porém, se houver dolosamente, morrerá.    8771 11 1 53 Então o rei Salomão deu ordem, e tiraram Adonias do altar. E vindo ele, inclinou-se perante o rei Salomão, o qual lhe disse: Vai para tua casa.    8772 11 2 1 Ora, aproximando-se o dia da morte de Davi, deu ele ordem a Salomão, seu filho, dizendo:    8773 11 2 2 Eu vou pelo caminho de toda a terra; sê forte, pois, e porta-te como homem.    8774 11 2 3 Guarda as ordenanças do Senhor teu Deus, andando nos seus caminhos, e observando os seus estatutos, os seus mandamentos, os seus preceitos e os seus testemunhos, como está escrito na lei de Moisés, para que prosperes em tudo quanto fizeres e por onde quer que fores,    8775 11 2 4 e para que o Senhor confirme a palavra que falou acerca de mim, dizendo: Se teus filhos guardarem os seus caminhos, andando perante a minha face fielmente, com todo o seu coração e com toda a sua alma, nunca te faltará sucessor ao trono de Israel.    8776 11 2 5 Tu sabes também o que me fez Joabe, filho de Zeruia, a saber, o que fez aos dois chefes do exército de Israel, a Abner, filho de Ner, e a Amasa, filho de Jeter, os quais ele matou, e em tempo de paz derramou o sangue de guerra, manchando com ele o cinto que tinha nos lombos, e os sapatos que trazia nos pés.    8777 11 2 6 Faze, pois, segundo a tua sabedoria, e não permitas que suas cãs desçam à sepultura em paz.    8778 11 2 7 Mas para com os filhos de Barzilai, o gileadita, usa de benevolência, e estejam eles entre os que comem à tua mesa; porque assim se houveram comigo, quando eu fugia por causa de teu irmão Absalão.    8779 11 2 8 E eis que também contigo está Simei, filho de Gêra, benjamita, de Baurim, que me lançou atroz maldição, no dia em que eu ia a Maanaim; porém ele saiu a encontrar-se comigo junto ao Jordão, e eu lhe jurei pelo Senhor, dizendo: Não te matarei à espada.    8780 11 2 9 Agora, porém, não o tenhas por inocente; pois és homem sábio, e bem saberás o que lhe hás de fazer; farás com que as suas cãs desçam à sepultura com sangue.    8781 11 2 10 Depois Davi dormiu com seus pais, e foi sepultado na cidade de Davi.    8782 11 2 11 E foi o tempo que Davi reinou sobre Israel quarenta anos: sete anos reinou em Hebrom, e em Jerusalém reinou trinta e três anos.    8783 11 2 12 Salomão, pois, assentou-se no trono de Davi, seu pai; e o seu reino se fortificou sobremaneira.    8784 11 2 13 Então Adonias, filho de Hagite, veio a Bate-Seba, mãe de Salomão; e perguntou ela: De paz é a tua vinda? Respondeu ele: É de paz.    8785 11 2 14 E acrescentou: Uma palavra tenho que dizer-te. Respondeu ela: Fala.    8786 11 2 15 Disse, pois, ele: Bem sabes que o reino era meu, e que todo o Israel tinha posto a vista em mim para que eu viesse a reinar; contudo o reino se transferiu e veio a ser de meu irmão, porque foi feito seu pelo Senhor.    8787 11 2 16 Agora uma só coisa te peço; não ma recuses. Ela lhe disse: Fala.    8788 11 2 17 E ele disse: Peço-te que fales ao rei Salomão (porque ele não to recusará) , que me dê por mulher a Abisague, a sunamita.    8789 11 2 18 Respondeu Bate-Seba: Pois bem; eu falarei por ti ao rei.    8790 11 2 19 Foi, pois, Bate-Seba ter com o rei Salomão, para falar-lhe por Adonias. E o rei se levantou a encontrar-se com ela, e se inclinou diante dela; então, assentando-se no seu trono, mandou que pusessem um trono para a rainha-mãe; e ela se assentou à sua direita.    8791 11 2 20 Então disse ela: Só uma pequena coisa te peço; não ma recuses. Respondeu-lhe o rei: Pede, minha mãe, porque não ta recusarei.    8792 11 2 21 E ela disse: Dê-se Abisague, a sunamita, por mulher a teu irmão Adonias.    8793 11 2 22 Então respondeu o rei Salomão, e disse a sua mãe: E por que pedes Abisague, a sunamita, para Adonias? Pede também para ele o reino (porque é meu irmão mais velho); sim, para ele, e também para Abiatar, o sacerdote, e para Joabe, filho de Zeruia.    8794 11 2 23 E jurou o rei Salomão pelo Senhor, dizendo: Assim Deus me faça, e outro tanto, se não falou Adonias esta palavra contra a sua vida.    8795 11 2 24 Agora, pois, vive o Senhor, que me confirmou e me fez assentar no trono de Davi, meu pai, e que me estabeleceu casa, como tinha dito, que hoje será morto Adonias.    8796 11 2 25 E o rei Salomão deu ordem a Benaías, filho de Jeoiada, o qual feriu a Adonias, de modo que morreu.    8797 11 2 26 Também a Abiatar, o sacerdete, disse o rei: Vai para Anatote, para os teus campos, porque és homem digno de morte; porém hoje não te matarei, porquanto levaste a arca do Senhor Deus diante de Davi, meu pai, e porquanto participaste de todas as aflições de meu pai.    8798 11 2 27 Salomão, pois, expulsou Abiatar, para que não fosse sacerdote do Senhor, assim cumprindo a palavra que o Senhor tinha dito acerca da casa de Eli em Siló.    8799 11 2 28 Ora, veio esta notícia a Joabe (pois Joabe se desviara após Adonias, ainda que não se tinha desviado após Absalão) ; pelo que Joabe fugiu para o tabernáculo do Senhor, e apegou-se as pontas do altar.    8800 11 2 29 E disseram ao rei Salomão: Joabe fugiu para o tabernáculo do Senhor; e eis que está junto ao altar. Então Salomão enviou Benaías, filho de Jeoiada, dizendo: Vai, mata-o.    8801 11 2 30 Foi, pois, Benaías ao tabernáculo do Senhor, e disse a Joabe: Assim diz o rei: Sai daí. Respondeu Joabe: Não! porém aqui morrerei. E Benaías tornou com a resposta ao rei, dizendo: Assim falou Joabe, e assim me respondeu.    8802 11 2 31 Ao que lhe disse o rei: Faze como ele disse; mata-o, e sepulta-o, para que tires de sobre mim e de sobre a casa de meu pai o sangue que Joabe sem causa derramou.    8803 11 2 32 Assim o Senhor fará recair o sangue dele sobre a sua cabeça, porque deu sobre dois homens mais justos e melhores do que ele, e os matou à espada, sem que meu pai Davi o soubesse, a saber: a Abner, filho de Ner, chefe do exército de Israel, e a Amasa, filho de Jeter, chefe do exército de Judá.    8804 11 2 33 Assim recairá o sangue destes sobre a cabeça de Joabe e sobre a cabeça da sua descendência para sempre; mas a Davi, e à sua descendência, e à sua casa, e ao seu trono, o Senhor dará paz para sempre.    8805 11 2 34 Então Benaías, filho de Jeoiada, subiu e, arremetendo contra Joabe, o matou. E foi sepultado em sua casa, no deserto.    8806 11 2 35 Em lugar dele o rei pôs a Benaías, filho de Jeoiada, sobre o exército; e a Zadoque, o sacerdote, pôs em lugar de Abiatar.    8807 11 2 36 Depois o rei mandou chamar a Simei e lhe disse: Edifica para ti uma casa em Jerusalém, habita aí, e daí não saias, nem para uma nem para outra parte.    8808 11 2 37 E fica sabendo que, no dia em que saíres e passares o ribeiro de Cedrom, de certo hás de morrer. O teu sangue será sobre a tua cabeça.    8809 11 2 38 Respondeu Simei ao rei: Boa é essa palavra; como tem dito o rei meu senhor, assim fará o teu servo. E Simei habitou em Jerusalém muitos dias.    8810 11 2 39 Sucedeu porém que, ao cabo de três anos, dois servos de Simei fugiram para Aquis, filho de Maacá, rei de Gate. E deram parte a Simei, dizendo: Eis que teus servos estão em Gate.    8811 11 2 40 Então Simei se levantou, albardou o seu jumento e foi a Gate ter com Aquis, em busca dos seus servos; assim foi Simei, e os trouxe de Gate.    8812 11 2 41 Disseram a Salomão que Simei fora de Jerusalém a Gate, e já havia voltado.    8813 11 2 42 Então o rei mandou chamar a Simei e lhe disse: Não te conjurei pelo Senhor e não te protestei, dizendo: No dia em que saíres para qualquer parte, sabe de certo que hás de morrer? E tu me disseste: Boa é essa palavra que ouvi.    8814 11 2 43 Por que, então, não guardaste o juramento do Senhor, e a ordem que te dei?    8815 11 2 44 Disse-lhe mais: Bem sabes tu, e o teu coração reconhece toda a maldade que fizeste a Davi, meu pai; pelo que o Senhor fará recair a tua maldade sobre a tua cabeça.    8816 11 2 45 Mas o rei Salomão será abençoado, e o trono de Davi será confirmado perante o Senhor para sempre:    8817 11 2 46 E o rei deu ordem a Benaías, filho de Jeoiada, o qual saiu, e feriu a Simei, de modo que morreu. Assim foi confirmado o reino na mão de Salomão.    8818 11 3 1 Ora, Salomão aparentou-se com Faraó, rei do Egito, pois tomou por mulher a filha dele; e a trouxe à cidade de Davi, até que acabasse de edificar a sua casa, e a casa do Senhor, e a muralha de Jerusalém em redor.    8819 11 3 2 Entretanto o povo oferecia sacrifícios sobre os altos, porque até aqueles dias ainda não se havia edificado casa ao nome do Senhor.    8820 11 3 3 E Salomão amava ao Senhor, andando nos estatutos de Davi, seu pai; exceto que nos altos oferecia sacrifícios e queimava incenso.    8821 11 3 4 Foi, pois, o rei a Gibeão para oferecer sacrifícios ali, porque aquele era o principal dentre os altos; mil holocaustos sacrificou Salomão naquele altar.    8822 11 3 5 Em Gibeão apareceu o Senhor a Salomão de noite em sonhos, e disse-lhe: Pede o que queres que eu te dê.    8823 11 3 6 Respondeu Salomão: De grande benevolência usaste para com teu servo Dai, meu pai, porquanto ele andou diante de ti em verdade, em justiça, e em retidão de coração para contigo; e guardaste-lhe esta grande benevolência, e lhe deste um filho, que se assentasse no seu trono, como se vê neste dia.    8824 11 3 7 Agora, pois, ó Senhor meu Deus, tu fizeste reinar teu servo em lugar de Davi, meu pai. E eu sou apenas um menino pequeno; nao sei como sair, nem como entrar.    8825 11 3 8 Teu servo está no meio do teu povo que elegeste, povo grande, que nem se pode contar, nem numerar, pela sua multidão.    8826 11 3 9 Dá, pois, a teu servo um coração entendido para julgar o teu povo, para que prudentemente discirna entre o bem e o mal; porque, quem poderia julgar a este teu tão grande povo?    8827 11 3 10 E pareceu bem aos olhos do Senhor o ter Salomão pedido tal coisa.    8828 11 3 11 Pelo que Deus lhe disse: Porquanto pediste isso, e não pediste para ti muitos dias, nem riquezas, nem a vida de teus inimigos, mas pediste entendimento para discernires o que é justo,    8829 11 3 12 eis que faço segundo as tuas palavras. Eis que te dou um coração tão sábio e entendido, que antes de ti teu igual não houve, e depois de ti teu igual não se levantará.    8830 11 3 13 Também te dou o que não pediste, assim riquezas como glória; de modo que não haverá teu igual entre os reis, por todos os teus dias.    8831 11 3 14 E ainda, se andares nos meus caminhos, guardando os meus estatutos e os meus mandamentos, como andou Davi,    8832 11 3 15 Então Salomão acordou, e eis que era sonho. E, voltando ele a Jerusalém, pôs-se diante da arca do pacto do Senhor, sacrificou holocaustos e preparou sacrifícios pacíficos, e deu um banquete a todos os seus servos.    8833 11 3 16 Então vieram duas mulheres prostitutas ter com o rei, e se puseram diante dele.    8834 11 3 17 E disse-lhe uma das mulheres: Ah, meu senhor! eu e esta mulher moramos na mesma casa; e tive um filho, estando com ela naquela casa.    8835 11 3 18 E sucedeu que, no terceiro dia depois de meu parto, também esta mulher teve um filho. Estávamos juntas; nenhuma pessoa estranha estava conosco na casa; somente nós duas estávamos ali.    8836 11 3 19 Ora, durante a noite morreu o filho desta mulher, porquanto se deitara sobre ele.    8837 11 3 20 E ela se levantou no decorrer da noite, tirou do meu lado o meu filho, enquanto a tua serva dormia, e o deitou no seu seio, e a seu filho morto deitou-o no meu seio.    8838 11 3 21 Quando me levantei pela manhã, para dar de mamar a meu filho, eis que estava morto; mas, atentando eu para ele à luz do dia, eis que não era o filho que me nascera.    8839 11 3 22 Então disse a outra mulher: Não, mas o vivo é meu filho, e teu filho o morto. Replicou a primeira: Não; o morto é teu filho, e meu filho o vivo. Assim falaram perante o rei.    8840 11 3 23 Então disse o rei: Esta diz : Este que vive é meu filho, e teu filho o morto; e esta outra diz: Não; o morto é teu filho, e meu filho o vivo.    8841 11 3 24 Disse mais o rei: Trazei-me uma espada. E trouxeram uma espada diante dele.    8842 11 3 25 E disse o rei: Dividi em duas partes o menino vivo, e dai a metade a uma, e metade a outra.    8843 11 3 26 Mas a mulher cujo filho er suas entranhas se lhe enterneceram por seu filho), e disse: Ah, meu senhor! dai-lhe o menino vivo, e de modo nenhum o mateis. A outra, porém, disse: Não será meu, nem teu; dividi-o.    8844 11 3 27 Respondeu, então, o rei: Dai à primeira o menino vivo, e de modo nenhum o mateis; ela é sua mãe.    8845 11 3 28 E todo o Israel ouviu a sentença que o rei proferira, e temeu ao rei; porque viu que havia nele a sabedoria de Deus para fazer justiça.    8846 11 4 1 Assim foi Salomão rei sobre todo o Israel.    8847 11 4 2 E estes eram os príncipes que tinha: Azarias, filho de Zadoque, era sacerdote;    8848 11 4 3 Eliorefe e Aías, filhos de Sisa, secretários; Jeosafá, filho de Ailude, cronista;    8849 11 4 4 Benaías, filho de Jeoiada, estava sobre o exército; Zadoque e Abiatar eram sacerdotes;    8850 11 4 5 Azarias, filho de Natã, estava sobre os intendentes; Zabude, filho de Natã, era o oficial-mor, amigo do rei;    8851 11 4 6 Aisar, o mordomo; e Adonirão, filho de Abda, estava sobre a gente de trabalhos forçados.    8852 11 4 7 Salomão tinha doze intendentes sobre todo o Israel, que proviam de mantimentos ao rei e à sua casa; e cada um tinha que prover mantimentos para um mês no ano.    8853 11 4 8 São estes os seus nomes: Bene-Hur, na região montanhosa de Efraim.    8854 11 4 9 Bene-Dequer, em Macaz, Saalabim, Bete-Semes e Elom-Bete-Hanã;    8855 11 4 10 Bene-Hesede, em Arubote; também este tinha Socó e toda a terra de Jefer;    8856 11 4 11 Bene-Abinadabe, em toda a região alta de Dor; tinha este a Tafate, filha de Salomão, por mulher;    8857 11 4 12 Baaná, filho de Ailude, em Taanaque e Megido, e em toda a Bete-Seã, que está junto a Zaretã, abaixo de Jizreel, desde Bete-Seã até Abel-Meolá, para além de Jocmeão;    8858 11 4 13 o filho de Geber, em Ramote-Gileade; tinha este as aldeias de Jair, filho de Manassés, as quais estão em Gileade; também tinha a região de Argobe, o qual está em Basã, sessenta grandes cidades com muros e ferrolhos de bronze:    8859 11 4 14 Ainadabe, filho de Ido, em Maanaim;    8860 11 4 15 Aimaaz, em Naftali; também este tomou a Basemate, filha de Salomão, por mulher;    8861 11 4 16 Baaná, filho de Hasai, em Aser e em Alote;    8862 11 4 17 Jeosafá, filho de Paruá, em Issacar;    8863 11 4 18 Simei, filho de Elá, em Benjamim;    8864 11 4 19 Geber, filho de Uri, na terra de Gileade, a terra de Siom, rei dos amorreus, e de Ogue, rei de Basã; havia um só intendente naquela terra.    8865 11 4 20 Eram, pois, os de Judá e Israel numerosos, como a areia que está à beira do mar; e, comendo e bebendo, se alegravam.    8866 11 4 21 E dominava Salomão sobre todos os reinos, desde o rio até a terra dos filisteus e até o termo do Egito; eles pagavam tributo, e serviram a Salomão todos os dias da sua vida.    8867 11 4 22 O provimento diário de Salomão era de trinta coros de flor de farinha, e sessenta coros e farinha;    8868 11 4 23 dez bois cevados, vinte bois de pasto e cem ovelhas, afora os veados, gazelas, cabras montesas e aves cevadas.    8869 11 4 24 Pois dominava ele sobre toda a região e sobre todos os reis daquém do rio, desde Tifsa até Gaza; e tinha paz por todos os lados em redor.    8870 11 4 25 Judá e Israel habitavam seguros, desde Dã até Berseba, cada um debaixo da sua videira, e debaixo da sua figueira, por todos os dias de Salomão.    8871 11 4 26 Salomão tinha também quarenta mil manjedouras para os cavalos dos seus carros, e doze mil cavaleiros.    8872 11 4 27 Aqueles intendentes, pois, cada um no seu mês, proviam de mantimentos o rei Salomão e todos quantos se chegavam à sua mesa; coisa nenhuma deixavam faltar.    8873 11 4 28 Também traziam, cada um segundo seu cargo, a cevada e a palha para os cavalos e os ginetes, para o lugar em que estivessem.    8874 11 4 29 Ora, Deus deu a Salomão sabedoria, e muitíssimo entendimento, e conhecimentos multiplos, como a areia que está na praia do mar.    8875 11 4 30 A sabedoria de Salomão era maior do que a de todos os do Oriente e do que toda a sabedoria dos egípcios.    8876 11 4 31 Era ele ainda mais sábio do que todos os homens, mais sábio do que Etã, o ezraíta, e do que Hemã, Calcol e Darda, filhos de Maol; e a sua fama correu por todas as nações em redor.    8877 11 4 32 Proferiu ele três mil provérbios, e foram os seus cânticos mil e cinco.    8878 11 4 33 Dissertou a respeito das árvores, desde o cedro que está no Líbano até o hissopo que brota da parede; também dissertou sobre os animais, as aves, os répteis e os peixes.    8879 11 4 34 De todos os povos vinha gente para ouvir a sabedoria de Salomão, e da parte de todos os reis da terra que tinham ouvido da sua sabedoria.    8880 11 5 1 Hirão, rei de Tiro, enviou os seus servos a Salomão, quando ouviu que o haviam ungido rei em lugar de seu pai; porquanto Hirão fora sempre muito amigo de Davi.    8881 11 5 2 Salomão, pois, mandou dizer a Hirão.    8882 11 5 3 Bem sabes tu que Davi, meu pai, não pôde edificar uma casa ao nome do Senhor seu Deus, por causa das guerras com que o cercaram, até que o Senhor lhe pôs os inimigos debaixo dos seus pés.    8883 11 5 4 Agora, porém, o Senhor meu Deus me tem dado descanso de todos os lados: adversário não há, nem calamidade alguma.    8884 11 5 5 Pretendo, pois, edificar uma casa ao nome do Senhor meu Deus, como falou o senhor a Davi, meu pai, dizendo: Teu filho, que porei em teu lugar no teu trono, ele edificará uma casa ao meu nome.    8885 11 5 6 Portanto, dá ordem agora que do Líbano me cortem cedros; os meus servos estarão com os teus servos; eu te pagarei o salário dos teus servos, conforme tudo o que disseres; porque tu sabes que entre nós ninguém há que saiba cortar madeira como os sidônios.    8886 11 5 7 Quando Hirão ouviu as palavras de Salomão, muito se alegrou, e disse: Bendito seja hoje o Senhor, que deu a Davi um filho sábio sobre este tão grande povo.    8887 11 5 8 E Hirão mandou dizer a Salomão: Ouvi o que me mandaste dizer. Eu farei tudo quanto desejas acerca das madeiras de cedro e de cipreste.    8888 11 5 9 Os meus servos as levarão do Líbano até o mar, e farei conduzi-las em jangadas pelo mar até o lugar que me designares; ali as desamarrarei, e tu as receberás; também farás o meu desejo, dando sustento à minha casa.    8889 11 5 10 Assim dava Hirão a Salomão madeira de cedro e madeira de cipreste, conforme todo o seu desejo.    8890 11 5 11 E Salomão dava a Hirão vinte mil coros de trigo, para sustento da sua casa, e vinte , coros de azeite batido; isso fazia anualmente.    8891 11 5 12 Deu, pois, o Senhor a Salomão sabedoria, como lhe tinha prometido. E houve paz entre Hirão e Salomão; e fizeram aliança entre si.    8892 11 5 13 Também e rei Salomão fez, dentre todo o Israel, uma leva de gente para trabalho forçado; e a leva se compunha de trinta mil homens.    8893 11 5 14 E os enviava ao Líbano por turnos, cada mês dez mil; um mês estavam no Líbano, e dois meses cada um em sua casa; e Adonirão estava sobre a leva.    8894 11 5 15 Tinha também Salomão setenta mil que levavam as cargas, e oitenta mil que talhavam pedras nas montanhas,    8895 11 5 16 afora os mestres de obra que estavam sobre aquele serviço, três mil e trezentes, os quais davam as ordens aos trabalhadores.    8896 11 5 17 Por ordem do rei eles cortaram grandes pedras, de grande preço, para fundarem a casa em pedras lavradas.    8897 11 5 18 Lavraram-nas, pois, os edificadores de Salomão, e os de Hirão, e os gebalitas, e prepararam as madeiras e as pedras para edificar a casa.    8898 11 6 1 Sucedeu, pois, que no ano quatrocentos e oitenta depois de saírem os filhos de Israel da terra do Egito, no quarto ano do reinado de Salomão sobre Israel, no mês de zive, que é o segundo mês, começou-se a edificar a casa do Senhor.    8899 11 6 2 Ora, a casa que e rei Salomão edificou ao Senhor era de sessenta côvados de comprimento, vinte côvados de largura, e trinta côvados de altura.    8900 11 6 3 E o pórtico diante do templo da casa era de vinte côvados de comprimento, segundo a largura da casa, e de dez côvados de largura.    8901 11 6 4 E fez para a casa janelas de gelósias fixas.    8902 11 6 5 Edificou andares em torno da casa, contra a parede, tanto do templo como do oráculo, fazendo assim câmaras laterais ao seu redor.    8903 11 6 6 A câmara de baixo era de cinco côvados, a do meio de seis côvados, e a terceira de sete côvados de largura. E do lado de fora, ao redor da casa, fez pilastras de reforço, para que as vigas não se apoiassem nas paredes da casa.    8904 11 6 7 E edificava-se a casa com pedras lavradas na pedreira; de maneira que nem martelo, nem machado, nem qualquer outro instrumento de ferro se ouviu na casa enquanto estava sendo edificada.    8905 11 6 8 A porta para as câmaras laterais do meio estava à banda direita da casa; e por escadas espirais subia-se ao andar do meio, e deste ao terceiro.    8906 11 6 9 Assim, pois, edificou a casa, e a acabou, cobrindo-a com traves e pranchas de cedro.    8907 11 6 10 Também edificou os andares, contra toda a casa, de cinco côvados de altura, e os ligou à casa com madeira de cedro.    8908 11 6 11 Então veio a palavra do Senhor a Salomão, dizendo:    8909 11 6 12 Quanto a esta casa que tu estás edificando, se andares nos meus estatutos, e executares os meus preceitos, e guardares todos os meus mandamentos, andando neles, confirmarei para contigo a minha palavra, que falei a Davi, teu pai;    8910 11 6 13 e habitarei no meio dos filhos de Israel, e não desampararei o meu povo de Israel.    8911 11 6 14 Salomão, pois, edificou aquela casa, e a acabou.    8912 11 6 15 Também cobriu as paredes da casa por dentro com tábuas de cedro; desde o soalho da casa até e teto, tudo cobriu com madeira por dentro; e cobriu o soalho da casa com tábuas de cipreste.    8913 11 6 16 A vinte côvados do fundo da casa fez de tábuas de cedro uma divisão, de altura igual à do teto; e por dentro a preparou para o oráculo, isto é, para a lugar santíssimo.    8914 11 6 17 E era a casa, isto é, o templo fronteiro ao oráculo, de quarenta côvados de comprido.    8915 11 6 18 O cedro da casa por dentro era lavrado de botões e flores abertas; tudo era cedro; pedra nenhuma se via.    8916 11 6 19 No meio da casa, na parte mais interior, preparou o oráculo, para pôr ali a arca do pacto do Senhor.    8917 11 6 20 E o oráculo era, por dentro, de vinte côvados de comprimento, vinte de largura e vinte de altura; e o cobriu de ouro puro. Também cobriu de cedro o altar.    8918 11 6 21 Salomão, pois, cobriu a casa por dentro de ouro puro; e estendeu cadeias de ouro diante do oráculo, que cobriu também de ouro.    8919 11 6 22 Assim cobriu inteiramente de ouro a casa toda; também cobriu de ouro todo oe altar doe oráculo.    8920 11 6 23 No oráculo fez dois querubins de madeira de oliveira, cada um com dez côvados de altura.    8921 11 6 24 Uma asa de um querubim era de cinco côvados, e a outra de cinco côvados; dez côvados havia desde a extremidade de uma das suas asas até a extremidade da outra.    8922 11 6 25 Assim era também o outro querubim; ambos os querubins eram da mesma medida e do mesmo talho.    8923 11 6 26 Um querubim tinha dez côvados de altura, e assim também o outro.    8924 11 6 27 E pôs os querubins na parte mais interior da casa. As asas dos querubins se estendiam de maneira que a asa de um tocava numa parede, e a do outro na outra parede, e as suas asas no meio da casa tocavam uma na outra.    8925 11 6 28 Também cobriu de ouro os querubins.    8926 11 6 29 Quanto a todas as paredes da casa em redor, entalhou-as de querubins, de palmas e de palmas abertas, tanto na parte mais interior como na mais exterior.    8927 11 6 30 Também cobriu de ouro o soalho da casa, de uma e de outra parte.    8928 11 6 31 E para a entrada do oráculo fez portas de madeira de oliveira; a verga com os umbrais faziam a quinta parte da parede.    8929 11 6 32 Assim fez as duas portas de madeira de oliveira; e entalhou-as de querubins, de palmas e de flores abertas, que cobriu de ouro também estendeu ouro sobre os querubins e sobre as palmas.    8930 11 6 33 Assim também fez para a porta do templo umbrais de madeira de oliveira, que constituíam a quarta parte da parede;    8931 11 6 34 E eram as duas partes de madeira de cipreste; e as duas folhas duma porta eram dobradiças, como também as duas folhas da outra porta.    8932 11 6 35 E as lavrou de querubins, de palmas e de flores abertas; e as cobriu de ouro acomodado ao lavor.    8933 11 6 36 Também edificou o átrio interior de três ordens de pedras lavradas e de uma ordem de vigas de cedro.    8934 11 6 37 No quarto ano se pôs o fundamento da casa do Senhor, no mês de zive.    8935 11 6 38 E no undécimo ano, no mês de bul, que é o oitavo mês, se acabou esta casa com todas as suas dependências, e com tudo o que lhe convinha. Assim levou sete anos para edificá-la.    8936 11 7 1 Salomão edificou também a sua casa, levando treze anos para acabá-la.    8937 11 7 2 Edificou ainda a casa do bosque de Líbano, de cem côvados de comprimento, cinqüenta de largura e trinta de altura, sobre quatro ordens de colunas de cedros, e vigas de cedro sobre as colunas.    8938 11 7 3 E por cima estava coberta de cedro sobre as câmaras, que estavam sobre quarenta e cinco colunas, quinze em cada ordem.    8939 11 7 4 E havia três ordens de janelas, e uma janela estava defronte da outra janela, em três fileiras.    8940 11 7 5 Todas as portas e esquadrias eram quadradas; e uma janela estava defronte da outra, em três fileiras.    8941 11 7 6 Depois fez um pórtico de colunas, de cinqüenta côvados de comprimento e trinta de largura; e defronte dele outro pórtico, com suas respectivas colunas e degraus.    8942 11 7 7 Também fez o pórtico para o trono onde julgava, isto é, o pórtico do juízo, o qual era coberto de cedro desde o soalho até o teto.    8943 11 7 8 E em sua casa, em que morava, havia outro átrio por dentro do pórtico, de obra semelhante à deste; também para a filha de Faraó, que ele tomara por mulher, fez uma casa semelhante àquele pórtico.    8944 11 7 9 Todas estas casas eram de pedras de grande preço, cortadas sob medida, tendo as suas faces por dentro e por fora serradas à serra; e isto desde o fundamento até as beiras do teto, e por fora até o grande átrio.    8945 11 7 10 Os fundamentos eram de pedras de grande preço, pedras grandes, de dez e de oito côvados,    8946 11 7 11 e por cima delas havia pedras de grande preço, lavradas sob medida, e madeira de cedro.    8947 11 7 12 O átrio grande tinha em redor três ordens de pedras lavradas, com uma ordem de vigas de cedro; assim era também o átrio interior da casa do Senhor e o pórtico da casa.    8948 11 7 13 O rei Salomão mandou trazer de Tiro a Hirão.    8949 11 7 14 Era ele filho de uma viúva, da tribo de Naftali, e fora seu pai um homem de Tiro, que trabalhava em bronze; ele era cheio de sabedoria, de entendimento e de ciência para fazer toda sorte de obras de bronze. Este veio ter com o rei Salomão, e executou todas as suas obras.    8950 11 7 15 Formou as duas colunas de bronze; a altura de cada coluna era de dezoito côvados; e um fio de doze côvados era a medida da circunferência de cada uma das colunas;    8951 11 7 16 também fez dois capitéis de bronze fundido para pôr sobre o alto das colunas; de cinco côvados era a altura dum capitel, e de cinco côvados também a altura do outro.    8952 11 7 17 Havia redes de malha, e grinaldas entrelaçadas, para os capitéis que estavam sobre o alto das colunas: sete para um capitel e sete para o outro.    8953 11 7 18 Assim fez as colunas; e havia duas fileiras de romãs em redor sobre uma rede, para cobrir os capitéis que estavam sobre o alto das colunas; assim fez com um e outro capitel.    8954 11 7 19 Os capitéis que estavam sobre o alto das colunas, no pórtico, figuravam lírios, e eram de quatro covados.    8955 11 7 20 Os capitéis, pois, sobre as duas colunas estavam também justamente em cima do bojo que estava junto à rede; e havia duzentas romãs, em fileiras em redor, sobre um e outro capitel.    8956 11 7 21 Depois levantou as colunas no pórtico do templo; levantando a coluna direita, pôs-lhe o nome de Jaquim; e levantando a caluna esquerda, pôs-lhe o nome de Boaz.    8957 11 7 22 Sobre o alto das colunas estava a obra de lírios. E assim se acabou a obra das colunas.    8958 11 7 23 Fez também o mar de fundição; era redondo e media dez côvados duma borda à outra, cinco côvados de altura e trinta de circunferência.    8959 11 7 24 Por baixo da sua borda em redor havia betões que o cingiam, dez em cada côvado, cercando aquele mar em redor; duas eram as fileiras destes botões, fundidas juntamente com o mar.    8960 11 7 25 E firmava-se sobre doze bois, três dos quais olhavam para o norte, três para o ocidente, três para o sul e três para o oriente; e o mar descansava sobre eles, e as partes posteriores deles estavam para a banda de dentro.    8961 11 7 26 A sua grossura era de três polegadas, e a borda era como a de um copo, como flor de lírio; ele levava dois mil batos.    8962 11 7 27 Fez também as dez bases de bronze; cada uma tinha quatro côvados de comprimento, quatro de largura e três de altura.    8963 11 7 28 E a estrutura das bases era esta: tinham elas almofadas, as quais estavam entre as junturas;    8964 11 7 29 e sobre as almofadas que estavam entre as junturas havia leões, bois, e querubins, bem como os havia sobre as junturas em cima; e debaixo dos leões e dos bois havia grinaldas pendentes.    8965 11 7 30 Cada base tinha quatro rodas de bronze, e eixos de bronze; e os seus quatro cantos tinham suportes; debaixo da pia estavam estes suportes de fundição, tendo eles grinaldas de cada lado.    8966 11 7 31 A sua boca, dentro da coroa, e em cima, era de um côvado; e era redonda segundo a obra dum pedestal, de côvado e meio; e também sobre a sua boca havia entalhes, e as suas almofadas eram quadradas, não redondas.    8967 11 7 32 As quatro rodas estavam debaixo das almofadas, e os seus eixos estavam na base; e era a altura de cada roda de côvado e meio.    8968 11 7 33 O feitio das rodas era como o de uma roda de carro; seus eixos, suas cambas, seus raios e seus cubos, todos eram fundidos.    8969 11 7 34 Havia quatro suportes aos quatro cantos de cada base, os quais faziam parte da própria base.    8970 11 7 35 No alto de cada base havia um cinto redondo, de meio côvado de altura; também sobre o topo de cada base havia esteios e almofadas que faziam parte dela.    8971 11 7 36 E nas placas dos seus esteios e nas suas almofadas lavrou querubins, leões e palmas, segundo o espaço que havia em cada uma, com grinaldas em redor.    8972 11 7 37 Deste modo fez as dez bases: todas com a mesma fundição, a mesma medida e o mesmo entalhe.    8973 11 7 38 Também fez dez pias de bronze; em cada uma cabiam quarenta batos, e cada pia era de quatro côvados; e cada uma delas estava sobre uma das dez bases.    8974 11 7 39 E pôs cinco bases à direita da casa, e cinco à esquerda; porém o mar pôs ao lado direito da casa para a banda do oriente, na direção do sul.    8975 11 7 40 Hirão fez também as caldeiras, as pás e as bacias; assim acabou de fazer toda a obra que executou para o rei Salomão, para a casa do Senhor,    8976 11 7 41 a saber: as duas colunas, os globos dos capitéis que estavam sobre o alto das colunas, e as duas redes para cobrir os dois globos dos capitéis que estavam sobre o alto das colunas,    8977 11 7 42 e as quatrocentas romãs para as duas redes, a saber, duas carreiras de romãs para cada rede, para cobrirem os dois globos dos capitéis que estavam em cima das colunas;    8978 11 7 43 as dez bases, e as dez pias sobre as bases;    8979 11 7 44 o mar, e os doze bois debaixo do mesmo;    8980 11 7 45 as caldeiras, as pás e as bacias; todos estes objetos que Hirão fez para o rei Salomão, para a casa do Senhor, eram de bronze polido.    8981 11 7 46 O rei os fez fundir na planície do Jordão, num terreno argiloso que havia entre Sucote e Zaretã.    8982 11 7 47 E Salomão deixou de pesar esses objetos devido ao seu excessivo número; não se averiguou o peso do bronze.    8983 11 7 48 Também fez Salomão todos os utensílios para a casa do Senhor: o altar de ouro, e a mesa de ouro, sobre a qual estavam os pães da proposição;    8984 11 7 49 os castiçais, cinco à direita e cinco esquerda, diante do oráculo, de ouro puro; as flores, as lâmpadas e as tenazes, também de ouro;    8985 11 7 50 e as taças, as espevitadeiras, as bacias, as colheres e os braseiros, de ouro puro; e os gonzos para as portas da casa interior, para o lugar santíssimo, e os das portas da casa, isto é, do templo, também de ouro.    8986 11 7 51 Assim se acabou toda a obra que o rei Salomão fez para a casa do Senhor. Então trouxe Salomão as coisas que seu pai Davi tinha consagrado, a saber, a prata, o ouro e os vasos; e os depositou nos tesouros da casa do senhor.    8987 11 8 1 Então congregou Salomão diante de si em Jerusalém os anciãos de Israel, e todos os cabeças das tribos, os chefes das casas paternas, dentre os filhos de Israel, para fazerem subir da cidade de Davi, que é Sião, a arca do pacto do Senhor:    8988 11 8 2 De maneira que todos os homens de Israel se congregaram ao rei Salomão, na ocasião da festa, no mês de etanim, que é o sétimo mes.    8989 11 8 3 E tendo chegado todos os anciãos de Israel, os sacerdotes alçaram a arca;    8990 11 8 4 e trouxeram para cima a arca do Senhor, e a tenda da revelação, juntamente com todos os utensílios sagrados que havia na tenda; foram os sacerdotes e os levitas que os trouxeram para cima.    8991 11 8 5 E o rei Salomão, e toda a congregação de Israel, que se ajuntara diante dele, estavam diante da arca, imolando ovelhas e bois, os quais não se podiam contar nem numerar, pela sua multidão.    8992 11 8 6 E os sacerdotes introduziram a arca do pacto do Senhor no seu lugar, no oráculo da casa, no lugar santíssimo, debaixo das asas dos querubins.    8993 11 8 7 Pois os querubins estendiam ambas as asas sobre o lugar da arca, e cobriam por cima a arca e os seus varais.    8994 11 8 8 Os varais sobressaíam tanto que as suas pontas se viam desde o santuário diante do oráculo, porém de fora não se viam; e ali estão até o dia de hoje.    8995 11 8 9 Nada havia na arca, senão as duas tábuas de pedra, que Moisés ali pusera, junto a Horebe, quando o Senhor, fez u pacto com os filhos de Israel, ao sairem eles da terra do Egito.    8996 11 8 10 E sucedeu que, saindo os sacerdotes do santuário, uma nuvem encheu a casa do Senhor;    8997 11 8 11 de modo que os sacerdotes não podiam ter-se em pé para ministrarem, por causa da nuvem; porque a glória do Senhor enchera a casa do Senhor.    8998 11 8 12 Então falou Salomão: O Senhor disse que habitaria na escuridão.    8999 11 8 13 Certamente te edifiquei uma casa para morada, assento para a tua eterna habitação.    9000 11 8 14 Então o rei virou o rosto, e abençoou toda a congregação de Israel; e toda a congregação ficou em pe.    9001 11 8 15 E disse Salomão: Bendito seja e Senhor, Deus de Israel, que falou pela sua boca a Davi, meu pai, e pela sua mão cumpriu a palavra que disse:    9002 11 8 16 Desde o dia em que eu tirei do Egito o meu povo Israel, não escolhi cidade alguma de todas as tribos de Israel para se edificar ali uma casa em que estivesse o meu nome; porém escolhi a Davi, para que presidisse sobre o meu povo Israel.    9003 11 8 17 Ora, Davi, meu pai, propusera em seu coração edificar uma casa ao nome de Senhor, Deus de Israel.    9004 11 8 18 Mas o Senhor disse a Davi, meu pai: Quanto ao teres proposto no teu coração o edificar casa ao meu nome, bem fizeste em o propor no teu coração.    9005 11 8 19 Todavia, tu não edificarás a casa; porém teu filho, que sair de teus lombos, esse edificará a casa ao meu nome.    9006 11 8 20 E o Senhor cumpriu a palavra que falou; porque me levantei em lugar de Davi, meu pai, e me assentei no trono de Israel, como falou o Senhor, e edifiquei uma casa, ao nome do Senhor, Deus de Israel.    9007 11 8 21 E ali constituí lugar para a arca em que está o pacto do Senhor, que ele fez com nossos pais quando os tirou da terra de Egito.    9008 11 8 22 Depois Salomão se pôs diante do altar do Senhor, em frente de toda a congregação de Israel e, estendendo as mãos para os céus,    9009 11 8 23 disse: ç Senhor, Deus de Israel, não há Deus como tu, em cima no céu nem em baixo na terra, que guardas o pacto e a benevolência para com os teus servos que andam diante de ti com inteireza de coração;    9010 11 8 24 que cumpriste com teu servo Davi, meu pai, o que lhe prometeste; porque com a tua boca o disseste, e com a tua mão o cumpriste, como neste dia se vê.    9011 11 8 25 Agora, pois, ó Senhor, Deus de Israel, faz a teu servo Davi, meu pai, o que lhe prometeste ao dizeres: Não te faltará diante de mim sucessor, que se assente no trono de Israel; contanto que teus filhos guardem o seu caminho, para andarem diante e mim como tu andaste.    9012 11 8 26 Agora também, ó Deus de Israel, cumpra-se a tua palavra, que disseste a teu servo Davi, meu pai.    9013 11 8 27 Mas, na verdade, habitaria Deus na terra? Eis que o céu, e até o céu dos céus, não te podem conter; quanto menos esta casa que edifiquei!    9014 11 8 28 Contudo atende à oração de teu servo, e à sua súplica, ó Senhor meu Deus, para ouvires o clamor e a oração que o teu servo hoje faz diante de ti;    9015 11 8 29 para que os teus olhos estejam abertos noite e dia sobre esta casa, sobre este lugar, do qual disseste: O meu nome estará ali; para ouvires a oração que o teu servo fizer, voltado para este lugar.    9016 11 8 30 Ouve, pois, a súplica do teu servo, e do teu povo Israel, quando orarem voltados para este lugar. Sim, ouve tu do lugar da tua habitação no céu; ouve, e perdoa.    9017 11 8 31 Se alguém pecar contra o seu próximo e lhe for exigido que jure, e ele vier jurar diante do teu altar nesta casa,    9018 11 8 32 ouve então do céu, age, e julga os teus servos; condena ao culpado, fazendo recair sobre a sua cabeça e seu proceder, e justifica ao reto, retribuindo-lhe segundo a sua retidão.    9019 11 8 33 Quando o teu povo Israel for derrotado diante do inimigo, por ter pecado contra ti; se eles voltarem a ti, e confessarem o teu nome, e orarem e fizerem súplicas a ti nesta casa,    9020 11 8 34 ouve então do céu, e perdoa a pecado do teu povo Israel, e torna a levá-lo à terra que deste a seus pais.    9021 11 8 35 Quando o céu se fechar e não houver chuva, por terem pecado contra ti, e orarem, voltados para este lugar, e confessarem o teu nome, e se converterem dos seus pecados, quando tu os afligires,    9022 11 8 36 ouve então do céu, e perdoa o pecado dos teus servos e do teu povo Israel, ensinando-lhes o bom caminho em que devem andar; e envia chuva sobre a tua terra que deste ao teu povo em herança.    9023 11 8 37 Se houver na terra fome ou peste, se houver crestamento ou ferrugem, gafanhotos ou lagarta; se o seu inimigo os cercar na terra das suas cidades; seja qual for a praga ou doença que houver;    9024 11 8 38 toda oração, toda súplica que qualquer homem ou todo o teu povo Israel fizer, conhecendo cada um a chaga do seu coração, e estendendo as suas mãos para esta casa,    9025 11 8 39 ouve então do céu, lugar da tua habitação, perdoa, e age, retribuindo a cada um conforme todos os seus caminhos, segundo vires o seu coração (pois tu, só tu conheces o coração de todos os filhos dos homens);    9026 11 8 40 para que te temam todos os dias que viverem na terra que deste a nossos pais.    9027 11 8 41 Também quando o estrangeiro, que não é do teu povo Israel, vier de terras remotas por amor do teu nome    9028 11 8 42 (porque ouvirão do teu grande nome, e da tua forte mão, e do teu braço estendido), quando vier orar voltado para esta casa,    9029 11 8 43 ouve do céu, lugar da tua habitação, e faze conforme tudo o que o estrangeiro a ti clamar, a fim de que todos os povos da terra conheçam o teu nome, e te temam como o teu povo Israel, e saibam que pelo teu nome é chamada esta casa que edifiquei.    9030 11 8 44 Quando o teu povo sair à guerra contra os seus inimigos, seja qual for o caminho por que os enviares, e orarem ao Senhor, voltados para a cidade que escolheste, e para a casa que edifiquei ao teu nome,    9031 11 8 45 ouve então do céu a sua oração e a sua súplica, e defende a sua causa.    9032 11 8 46 Quando pecarem contra ti (pois não há homem que não peque), e tu te indignares contra eles, e os entregares ao inimigo, de modo que os levem em cativeiro para a terra inimiga, longínqua ou próxima;    9033 11 8 47 se na terra aonde forem levados em cativeiro caírem em si, e se converterem, e na terra do seu cativeiro te suplicarem, dizendo: Pecamos e procedemos perversamente, cometemos iniqüidade;    9034 11 8 48 se voltarem a ti de todo o seu coração e de toda a sua alma, na terra de seus inimigos que os tenham levado em cativeiro, e orarem a ti, voltados para a sua terra, que deste a seus pais, para a cidade que escolheste, e para a casa que edifiquei ao teu nome,    9035 11 8 49 ouve então do céu, lugar da tua habitação, a sua oração e a sua súplica, e defende a sua causa;    9036 11 8 50 perdoa ao teu povo que houver pecado contra ti, perdoa todas as transgressões que houverem cometido contra ti, e dá-lhes alcançar misericórdia da parte dos que os levarem cativos, para que se compadeçam deles;    9037 11 8 51 porque são o teu povo e a tua herança, que tiraste da terra do Egito, do meio da fornalha de ferro.    9038 11 8 52 Estejam abertos os teus olhos à súplica do teu servo e à súplica do teu povo Israel, a fim de os ouvires sempre que clamarem a ti.    9039 11 8 53 Pois tu, ó Senhor Jeová, os separaste dentre todos os povos da terra, para serem a tua herança como falaste por intermédio de Moisés, teu servo, quando tiraste do Egito nossos pais.    9040 11 8 54 Sucedeu pois que, acabando Salomão de fazer ao Senhor esta oração e esta súplica, estando de joelhos e com as mãos estendidas para o céu, se levantou de diante do altar do Senhor,    9041 11 8 55 pôs-se em pé, e abençoou em alta voz a toda a congregação de Israel, dizendo:    9042 11 8 56 Bendito seja o Senhor, que deu repouso ao seu povo Israel, segundo tudo o que disse; não falhou nem sequer uma de todas as boas palavras que falou por intermédio de Moisés, seu servo.    9043 11 8 57 O Senhor nosso Deus seja conosco, como foi com nossos pais; não nos deixe, nem nos abandone;    9044 11 8 58 mas incline a si os nossos corações, a fim de andarmos em todos os seus caminhos, e guardarmos os seus mandamentos, e os seus estatutos, e os seus preceitos, que ordenou a nossos pais.    9045 11 8 59 E que estas minhas palavras, com que supliquei perante o Senhor, estejam perto, diante do Senhor nosso Deus, de dia e de noite, para que defenda ele a causa do seu servo e a causa do seu povo Israel, como cada dia o exigir,    9046 11 8 60 para que todos os povos da terra, saibam que o Senhor é Deus, e que não há outro.    9047 11 8 61 E seja o vosso coração perfeito para com o Senhor nosso Deus, para andardes nos seus estatutos, e guardardes os seus mandamentos, como hoje o fazeis.    9048 11 8 62 Então o rei e todo o Israel com ele ofereceram sacrifícios perante o Senhor.    9049 11 8 63 Ora, Salomão deu, para o sacrifício pacífico que ofereceu ao Senhor, vinte e dois mil bois e cento e vinte mil ovelhas. Assim o rei e todos os filhos de Israel consagraram a casa do Senhor.    9050 11 8 64 No mesmo dia o rei santificou o meio do átrio que estava diante da casa do Senhor; porquanto ali ofereceu o holocausto, a oferta de cereais e a gordura das ofertas pacíficas, porque o altar de bronze que está diante do Senhor era muito pequeno para nele caberem o holocausto, a oferta de cereais, e a gordura das ofertas pacíficas.    9051 11 8 65 No mesmo tempo celebrou Salomão a festa, e todo o Israel com ele, uma grande congregação, vinda desde a entrada de Hamate e desde o rio do Egito, perante a face do Senhor nosso Deus, por sete dias, e mais sete dias (catorze dias ao todo).    9052 11 8 66 E no oitavo dia despediu o povo, e todos bendisseram ao rei; então se foram às suas tendas, alegres e de coração contente, por causa de todo o bem que o Senhor fizera a Davi seu servo, e a Israel seu povo.    9053 11 9 1 Sucedera pois que, tendo Salomão acabado de edificar a casa do Senhor, e a casa do rei, e tudo quanto lhe aprouve fazer,    9054 11 9 2 apareceu-lhe o Senhor segunda vez, como lhe tinha aparecido em Gibeão.    9055 11 9 3 E o Senhor lhe disse: Ouvi a tua oração e a tua súplica, que fizeste perante mim; santifiquei esta casa que edificaste, a fim de pôr ali o meu nome para sempre; e os meus olhos e o meu coração estarão ali todos os dias.    9056 11 9 4 Ora, se tu andares perante mim como andou Davi, teu pai, com inteireza de coração e com eqüidade, fazendo conforme tudo o que te ordenei, e guardando os meus estatutos e as minhas ordenanças,    9057 11 9 5 então confirmarei o trono de teu reino sobre Israel para sempre, como prometi a teu pai Davi, dizendo: Não te faltará varão sobre o trono de Israel.    9058 11 9 6 Se, porém, vós e vossos filhos de qualquer maneira vos desviardes e nao me seguirdes, nem guadardardes os meus mandamentos e os meus estatutos, que vos tenho proposto, mas fordes, e servirdes a outros deuses, curvando-vos perante eles,    9059 11 9 7 então exterminarei a Israel da terra que lhe dei; e a esta casa, que santifiquei a meu nome, lançarei longe da minha presença, e Israel será por provérbio e motejo entre todos os povos.    9060 11 9 8 E desta casa, que é tão exaltada, todo aquele que por ela passar pasmará e assobiará, e dirá: Por que fez o Senhor assim a esta terra e a esta casa?    9061 11 9 9 E lhe responderão: E porque deixaram ao Senhor seu Deus, que tirou da terra do Egito a seus pais, e se apegaram a deuses alheios, e perante eles se encurvaram, e os serviram; por isso o Senhor trouxe sobre eles todo este mal.    9062 11 9 10 Ao fim dos vinte anos em que Salomão edificara as duas casas, a casa do Senhor e a casa do rei,    9063 11 9 11 como Hirão, rei de Tiro, trouxera a Salomão madeira de cedro e de cipreste, e ouro segundo todo o seu desejo, deu o rei Salomão a Hirão vinte cidades na terra da Galiléia.    9064 11 9 12 Hirão, pois, saiu de Tiro para ver as cidades que Salomão lhe dera; porém não lhe agradaram.    9065 11 9 13 Pelo que disse: Que cidades são estas que me deste, irmão meu? De sorte que são chamadas até hoje terra de Cabul.    9066 11 9 14 Hirão enviara ao rei cento e vinte talentos de ouro.    9067 11 9 15 A razão da leva de gente para trabalho forçado que o rei Salomão fez é esta: edificar a casa do Senhor e a sua própria casa, e Milo, e o muro de Jerusalém, como também Hazor, e Megido, e Gezer.    9068 11 9 16 Pois Faraó, rei do Egito, tendo subido, tomara a Gezer e a queimara a fogo, e matando os cananeus que moravam na cidade, dera-a em dote a sua filha, mulher de Salomão.    9069 11 9 17 Salomão edificou Gezer, Bete-Horom a baixa,    9070 11 9 18 Baalate, Tamar no deserto daquela terra,    9071 11 9 19 como também todas as cidades-armazéns que Salomão tinha, as cidades dos carros as cidades dos cavaleiros, e tudo o que Salomão quis edificar em Jerusalém, no Líbano, e em toda a terra de seu domínio.    9072 11 9 20 Quanto a todo o povo que restou dos amorreus, dos heteus, dos perizeus, dos heveus e dos jebuseus, que não eram dos filhos de Israel,    9073 11 9 21 a seus filhos, que restaram depois deles na terra, os quais os filhos de Israel não puderam destruir totalmente, Salomão lhes impôs tributo de trabalho forçado, até hoje.    9074 11 9 22 Mas dos filhos de Israel não fez Salomão escravo algum; porém eram homens de guerra, e seus servos, e seus príncipes, e seus capitães, e chefes dos seus carros e dos seus cavaleiros.    9075 11 9 23 Estes eram os chefes dos oficiais que estavam sobre a obra de Salomão, quinhentos e cinqüenta, que davam ordens ao povo que trabalhava na obra.    9076 11 9 24 Subiu, porém, a filha de Faraó da cidade de Davi à sua casa, que Salomão lhe edificara; então ele edificou Milo.    9077 11 9 25 E Salomão oferecia três vezes por ano holocaustos e ofertas pacíficas sobre a altar que edificara ao Senhor, queimando com eles incenso sobre o altar que estava perante o Senhor, depois que acabou de edificar a casa.    9078 11 9 26 Também o rei Salomão fez uma frota em Eziom-Geber, que está junto a Elote, na praia do Mar Vermelho, na terra de Edom.    9079 11 9 27 Hirão mandou com aquela frota, em companhia dos servos de Salomão, os seus próprios servos, marinheiros que conheciam o mar;    9080 11 9 28 os quais foram a Ofir, e tomaram de lá quatrocentos e vinte talentos de ouro, que trouxeram ao rei Salomão.    9081 11 10 1 Tendo a rainha de Sabá ouvido da fama de Salomão, no que concerne ao nome do Senhor, veio prová-lo por enigmas.    9082 11 10 2 E chegou a Jerusalém com uma grande comitiva, com camelos carregados de especiarias, e muitíssimo ouro, e pedras preciosas; e, tendo-se apresentado a Salomão, conversou com ele acerca de tudo o que tinha ne coração.    9083 11 10 3 E Salomão lhe deu resposta a todas as suas perguntas; não houve nada que o rei não lhe soubesse explicar.    9084 11 10 4 Vendo, pois, a rainha de Sabá toda a sabedoria de Salomão, a casa que edificara,    9085 11 10 5 as iguarias da sua mesa, o assentar dos seus oficiais, as funções e os trajes dos seus servos, e os seus copeiros, e os holocaustos que ele oferecia na casa do Senhor, ficou estupefata,    9086 11 10 6 e disse ao rei: Era verdade o que ouvi na minha terra, acerca des teus feitos e da tua sabedoria.    9087 11 10 7 Contudo eu não o acreditava, até que vim e os meus olhos o viram. Eis que não me disseram metade; sobrepujaste em sabedoria e bens a fama que ouvi.    9088 11 10 8 Bem-aventurados os teus homens! Bem-aventuradas estes teus servos, que estão sempre diante de ti, que ouvem a tua sabedoria!    9089 11 10 9 Bendito seja o Senhor teu Deus, que se agradou de ti e te colocou no trono de Israel! Porquanto o Senhor amou Israel para sempre, por isso te estabeleceu rei, para executares juízo e justiça.    9090 11 10 10 E deu ela ao rei cento e vinte talentos de ouro, especiarias em grande quantidade e pedras preciosas; nunca mais apareceu tamanha abundância de especiarias como a que a rainha de Sabá deu ao rei Salomão.    9091 11 10 11 Também a frota de Hirão, que de Ofir trazia ouro, trouxe dali madeira de almugue em quantidade, e pedras preciosas.    9092 11 10 12 Desta madeira de almugue fez e rei balaústres para a casa do Senhor, e para a casa de rei, como também harpas e alaúdes para os cantores; não se trouxe nem se viu mais tal madeira de almugue, até o dia de hoje.    9093 11 10 13 E o rei salomão deu à rainha de Sabà tudo o que ela desejou, tudo quanto pediu, além de que lhe dera espontaneamente, da sua munificência real. Então voltou e foi para a sua terra, ela e os seus servos.    9094 11 10 14 Ora, o peso do ouro que se trazia a Salomão cada ano era de seiscentos e sessenta e seis talentos de ouro,    9095 11 10 15 além do que vinha dos vendedores ambulantes, e do tráfico dos negociantes, e de todos as reis da Arábia, e dos governadores do país.    9096 11 10 16 Também o rei Salomão fez duzentos paveses de ouro batido; de seiscentos siclos de ouro mandou fazer cada pavês;    9097 11 10 17 do mesmo modo fez também trezentos escudos de ouro batido; de três minas de auro mandou fazer cada escudo. Então e rei os pôs na casa do bosque de Líbano.    9098 11 10 18 Fez mais o rei um grande trono de marfim, e o revestiu de ouro puríssimo.    9099 11 10 19 Tinha o trono seis degraus, e o alto do trono era redondo pelo espaldar; de ambos os lados tinha braços junto ao assento, e dois leões em pé junto aos braços.    9100 11 10 20 E sobre os seis degraus havia doze leões de ambos os lados; outro tal não se fizera em reino algum.    9101 11 10 21 Também todos os vasos de beber de rei Salomão eram de ouro, e todos os vasos da casa do bosque do Líbano eram de ouro puro; não havia nenhum de prata, porque nos dias de Salomão a prata não tinha estimação alguma.    9102 11 10 22 Porque o rei tinha no mar uma frota de Társis, com a de Hirão; de três em três anos a frota de Társis voltava, trazendo ouro e prata, marfim, bugios e pavões.    9103 11 10 23 Assim o rei Salomão excedeu a todos os reis da terra, tanto em riquezas como em sabedoria.    9104 11 10 24 E toda a terra buscava a presença de Salomão para ouvir a sabedoria que Deus lhe tinha posto no coração.    9105 11 10 25 Cada um trazia seu presente, vasos de prata, vasos de ouro, vestidos, armaduras, especiarias, cavalos e mulas; isso faziam cada ano.    9106 11 10 26 Também ajuntou Salomão carros e cavaleiros, de sorte que tinha mil e quatrocentos carros e doze mil cavaleiros, e os distribuiu pelas cidades dos carros, e junto ao rei em Jerusalém.    9107 11 10 27 E o rei tornou a prata tão comum em Jerusalém como as pedras, e os cedros tantos em abundância como os sicômoros que há pelas campinas.    9108 11 10 28 Os cavalos que Salomão tinha eram trazidos do Egito e de Coa; os mercadores do rei os recebiam de Coa por preço determinado.    9109 11 10 29 E subia e saía um carro do Egito por seiscentos siclos de prata, e um cavalo por cento e cinqüenta; e assim, por intermédio desses mercadores, eram exportados para todos os reis dos heteus e para os reis da Síria.    9110 11 11 1 Ora, o rei Salomão amou muitas mulheres estrangeiras, além da filha de Faraó: moabitas, amonitas, edomitas, sidônias e heteias,    9111 11 11 2 das nações de que o Senhor dissera aos filhos de Israel: Não ireis para elas, nem elas virão para vós; doutra maneira perverterão o vosso coração para seguirdes os seus deuses. A estas se apegou Salomão, levado pelo amor.    9112 11 11 3 Tinha ele setecentas mulheres, princesas, e trezentas concubinas; e suas mulheres lhe perverteram o coração.    9113 11 11 4 Pois sucedeu que, no tempo da velhice de Salomão, suas mulheres lhe perverteram o coração para seguir outros deuses; e e seu coração já não era perfeito para com o Senhor seu Deus, como fora o de Davi, seu pai;    9114 11 11 5 Salomão seguiu a Astarete, deusa dos sidônios, e a Milcom, abominação dos amonitas.    9115 11 11 6 Assim fez Salomão o que era mau aos olhos do Senhor, e não perseverou em seguir, como fizera Davi, seu pai.    9116 11 11 7 Nesse tempo edificou Salomão um alto a Quemós, abominação dos moabitas, sobre e monte que está diante de Jerusalém, e a Moleque, abominação dos amonitas.    9117 11 11 8 E assim fez para todas as suas mulheres estrangeiras, as quais queimavam incenso e ofereciam sacrifícios a seus deuses.    9118 11 11 9 Pelo que o Senhor se indignou contra Salomão, porquanto e seu coração se desviara do Senhor Deus de Israel, o qual duas vezes lhe aparecera,    9119 11 11 10 e lhe ordenara expressamente que não seguisse a outros deuses. Ele, porém, não guardou o que o Senhor lhe ordenara.    9120 11 11 11 Disse, pois, o Senhor a Salomão: Porquanto houve isto em ti, que não guardaste a meu pacto e os meus estatutos que te ordenei, certamente rasgarei de ti este reino, e o darei a teu servo.    9121 11 11 12 Contudo não o farei nos teus dias, por amor de Davi, teu pai; da mão de teu filho o rasgarei.    9122 11 11 13 Todavia não rasgarei o reino todo; mas uma tribo darei a teu filho, por amor de meu servo Davi, e por amor de Jerusalém, que escolhi.    9123 11 11 14 O Senhor levantou contra Salomão um adversário, Hadade, o edomeu; o qual era da estirpe real de Edom.    9124 11 11 15 Porque sucedeu que, quando Davi esteve em guerra contra Edom, tendo Jeabe, o chefe do exército, subido a enterrar os mortos, e ferido a todo varão em Edom    9125 11 11 16 (porque Joabe ficou ali seis meses com todo o Israel, até que destruiu a todo varão em Edom),    9126 11 11 17 Hadade, que era ainda menino, fugiu para o Egito com alguns edemeus, servos de seu pai.    9127 11 11 18 Levantando-se, pois, de Midiã, foram a Parã; e tomando consigo homens de Parã, foram ao Egito ter com Faraó, rei do Egito, o qual deu casa a Hadade, proveu-lhe a subsistência, e lhe deu terras.    9128 11 11 19 E Hadade caiu tanto em graça a Faraó, que este lhe deu por mulher a irmã de sua mulher, a irmã da rainha Tafnes.    9129 11 11 20 Ora, desta irmã de Tafnes nasceu a Hadade seu filho Genubate, a qual Tafnes criou na casa de Faraó, onde Genubate esteve entre os filhos de rei.    9130 11 11 21 Ouvindo, pois, Hadade no Egito que Davi adormecera com seus pais, e que Jeabe, chefe do exército, era morto, disse o Faraó: Deixa-me ir, para que eu volte à minha terra.    9131 11 11 22 Perguntou-lhe Faraó: Que te falta em minha companhia, que procuras partir para a tua terra? Respondeu ele: Nada; todavia, peço que me deixes ir.    9132 11 11 23 Deus levantou contra Salomão ainda outro adversário, Rezom, filho de Eliadá, que tinha fugido de seu senhor Hadadézer, rei de Zobá.    9133 11 11 24 Pois ele ajuntara a si homens, e se fizera capitão de uma tropa, quando Davi matou os de Zebá; e, indo-se para Damasco, habitaram ali; e fizeram-no rei em Damasco.    9134 11 11 25 E foi adversário de Israel por todos os dias de Salomão, e isto além do mal que Hadade fazia; detestava a Israel, e reinava sobre a Síria.    9135 11 11 26 Também Jeroboão, filho de Nebate, efrateu de Zeredá, servo de Salomão, cuja mãe era viúva, por nome Zeruá, levantou a mão contra o rei.    9136 11 11 27 E esta foi a causa por que levantou a mão contra o rei: Salomão tinha edificado a Milo, e cerrado a brecha da cidade de Davi, seu pai.    9137 11 11 28 Ora, Jeroboão era homem forte e valente; e vendo Salomão que este mancebo era laborioso, colocou-o sobre toda a carga imposta à casa de José.    9138 11 11 29 E sucedeu naquele tempo que, saindo Jeroboão de Jerusalém, o profeta Aías, o silonita, o encontrou no caminho; este se tinha vestido duma capa nova; e os dois estavam sós no campo.    9139 11 11 30 Então Aías pegou na capa nova que tinha sobre si, e a rasgou em doze pedaços.    9140 11 11 31 E disse a Jeroboão: Toma estes dez pedaços para ti, porque assim diz e Senhor Deus de Israel: Eis que rasgarei o reino da mão de Salomão, e a ti darei dez tribos.    9141 11 11 32 Ele, porém, terá uma tribo, por amor de Davi, meu servo, e por amor de Jerusalém, a cidade que escolhi dentre todas as tribos de Israel.    9142 11 11 33 Porque me deixaram, e se encurvaram a Astarote, deusa dos sidônios, a Quemés, deus dos moabitas, e a Milcom, deus dos amonitas; e não andaram pelos meus caminhos, para fazerem o que parece reto aos meus olhos, e para guardarem os meus estatutos e os meus preceitos, como o fez Davi, seu pai.    9143 11 11 34 Todavia não tomarei da sua mão o reino todo; mas deixá-lo-ei governar por todos os dias da sua vida, por amor de Davi, meu servo, a quem escolhi, o qual guardou os meus mandamentos e os meus estatutos.    9144 11 11 35 Mas da mão de seu filho tomarei e reino e to darei a ti, isto é, as dez tribos.    9145 11 11 36 Todavia a seu filho darei uma tribo, para que Davi, meu servo, sempre tenha uma lâmpada diante de mim em Jerusalém, a cidade que escolhi para ali pôr o meu nome.    9146 11 11 37 Então te tomarei, e reinarás sobre tudo o que desejar a tua alma, e serás rei sobre Israel.    9147 11 11 38 E há de ser que, se ouvires tudo o que eu te ordenar, e andares polos meus caminhos, e fizeres o que é reto aos meus olhos, guardando os meus estatutos e os meus mandamentos, como o fez Davi, meu servo, eu serei contigo, e te edificarei uma casa firme, como o fiz para Davi, e te darei Israel.    9148 11 11 39 E por isso afligirei a descendência de Davi, todavia não para sempre.    9149 11 11 40 Pelo que Salomão procurou matar Jeroboão; porém este se levantou, e fugiu para o Egito, a ter com Sisaque, rei de Egito, onde esteve até a morte de Salomão.    9150 11 11 41 Quanto ao restante dos atos de Salomão, e a tudo o que ele fez, e à sua sabedoria, porventura não está escrito no livro dos atos de Salomão?    9151 11 11 42 O tempo que Salomão reinou em Jerusalém sobre todo o Israel foi quarenta anos.    9152 11 11 43 E Salomão dormiu com seus pais, e foi sepultado na cidade de Davi, seu pai; e Roboão, seu filho, reinou em seu lugar.    9153 11 12 1 Foi então Roboão para Siquém, porque todo o Israel se congregara ali para fazê-lo rei.    9154 11 12 2 E Jeroboão, filho de Nebate, que estava ainda no Egito, para onde fugira da presença do rei Salomão, ouvindo isto, voltou do Egito.    9155 11 12 3 E mandaram chamá-lo; Jeroboão e toda a congregação de Israel vieram, e falaram a Roboão, dizendo:    9156 11 12 4 Teu pai agravou o nosso jugo; agora, pois, alivia a dura servidão e o pesado juro que teu pai nos impôs, e nós te serviremos.    9157 11 12 5 Ele lhes respondeu: Ide-vos até o terceiro dia, e então voltai a mim. E o povo se foi.    9158 11 12 6 Teve o rei Roboão conselho com os anciãos que tinham assistido diante de Salomão, seu pai, quando este ainda vivia, e perguntou-lhes: como aconselhais vós que eu responda a este povo?    9159 11 12 7 Eles lhe disseram: Se hoje te tornares servo deste povo, e o servires, e, respondendo-lhe, lhe falares boas palavras, eles serão para sempre teus servos.    9160 11 12 8 Ele, porém, deixou o conselho que os anciãos lhe deram, e teve conselho com os mancebos que haviam crescido com ele, e que assistiam diante dele,    9161 11 12 9 perguntando-lhes: Que aconselhais vós que respondamos a este povo, que me disse: Alivia o jugo que teu pai nos impôs?    9162 11 12 10 E os mancebos que haviam crescido com ele responderam-lhe: A este povo que te falou, dizendo: Teu pai fez pesado o nosso jugo, mas tu o alivia de sobre nós; assim lhe falarás: Meu dedo mínimo é mais grosso do que os lombos de meu pai.    9163 11 12 11 Assim que, se meu pai vos carregou dum jugo pesado, eu ainda aumentarei o vosso jugo; meu pai vos castigou com açoites; eu, porém, vos castigarei com escorpiões.    9164 11 12 12 Veio, pois, Jeroboão com todo o povo a Roboão ao terceiro dia, como o rei havia ordenado, dizendo: Voltai a mim ao terceiro dia.    9165 11 12 13 E o rei respondeu ao povo asperamente e, deixando o conselho que os anciãos lhe haviam dado,    9166 11 12 14 falou-lhe conforme o conselho dos mancebos, dizendo: Meu pai agravou o vosso jugo, porém eu ainda o aumentarei; meu pai vos castigou com açoites, porém eu vos castigarei com escorpiões.    9167 11 12 15 O rei, pois, não deu ouvidos ao povo; porque esta mudança vinha do Senhor, para confirmar a palavra que o Senhor dissera por intermédio de Aías, o silonita, a Jeroboão, filho de Nebate.    9168 11 12 16 Vendo, pois, todo o Israel que o rei não lhe dava ouvidos, respondeu-lhe, dizendo: Que parte temos nós em Davi? Não temos herança no filho de Jessé. Âs tuas tendas, ó Israel! Agora olha por tua casa, ó Davi! Então Israel se foi para as suas tendas.    9169 11 12 17 (Mas quanto aos filhos de Israel que habitavam nas cidades de Judá, sobre eles reinou Roboão.)    9170 11 12 18 Então o rei Roboão enviou-lhes Adorão, que estava sobre a leva de tributários servis; e todo o Israel o apedrejou, e ele morreu. Pelo que o rei Roboão se apressou a subir ao seu carro e fugiu para Jerusalém.    9171 11 12 19 Assim Israel se rebelou contra a casa de Davi até o dia de hoje.    9172 11 12 20 Sucedeu então que, ouvindo todo o Israel que Jeroboão tinha voltado, mandaram chamá-lo para a congregação, e o fizeram rei sobre todo o Israel; e não houve ninguém que seguisse a casa de Davi, senão somente a tribo de Judá.    9173 11 12 21 Tendo Roboão chegado a Jerusalém, convocou toda a casa de Judá e a tribo de Benjamim, cento e oitenta mil homens escolhidos, destros para a guerra, para pelejarem contra a casa de Israel a fim de restituírem o reino a Roboãa, filho de Salomão.    9174 11 12 22 Veio, porém, a palavra de Deus a Semaías, homem de Deus, dizendo:    9175 11 12 23 Fala a Roboão, filho de Salomão, rei de Judá, e a toda a casa de Judá e de Benjamim, e ao resto do povo, dizendo:    9176 11 12 24 Assim diz o Senhor: Não subireis, nem pelejareis contra vossos irmãos, os filhos de Israel; volte cada um para a sua casa, porque de mim proveio isto. E ouviram a palavra do Senhor, e voltaram segundo o seu mandado.    9177 11 12 25 Jeroboão edificou Siquém, na região montanhosa de Efraim, e habitou ali; depois, saindo dali, edificou Penuel.    9178 11 12 26 Disse Jeroboão no seu coração: Agora tornará o reino para a casa de Davi.    9179 11 12 27 Se este povo subir para fazer sacrifícios na casa do Senhor, em Jerusalém, o seu coração se tornará para o seu senhor, Roboão, rei de Judá; e, matando-me, voltarão para Roboão, rei de Judá.    9180 11 12 28 Pelo que o rei, tendo tomado conselho, fez doisvado e meio. ouro; e disse ao povo: Basta de subires a Jerusalém; eis aqui teus deuses, ó Israel, que te fizeram subir da terra do Egito.    9181 11 12 29 E pôs um em Betel, e o outro em Dã.    9182 11 12 30 Ora, isto se tornou em pecado; pois que o povo ia até Dã para adorar o ídolo.    9183 11 12 31 Também fez casas nos altos, e constituiu sacerdotes dentre o povo, que não eram dos filhos de Levi.    9184 11 12 32 E Jeroboão ordenou uma festa no oitavo mês, no dia décimo quinto do mês, como a festa que se celebrava em Judá, e sacrificou no altar. Semelhantemente fez em Betel, sacrificando aos bezerros que tinha feito; também em Betel estabeleceu os sacerdotes dos altos que fizera.    9185 11 12 33 Sacrificou, pois, no altar, que fizera em Betel, no dia décimo quinto do oitavo mês, mês que ele tinha escolhido a seu bel prazer; assim ordenou uma festa para os filhos de Israel, e sacrificou no altar, queimando incenso.    9186 11 13 1 Eis que, por ordem do Senhor, veio de Judá a Betel um homem de Deus; e Jeroboão estava junto ao altar, para queimar incenso.    9187 11 13 2 E o homem clamou contra o altar, por ordem do Senhor, dizendo: Altar, altar! assim diz o Senhor: Eis que um filho nascerá à casa de Davi, cujo nome será Josias; e qual sacrificará sobre ti os sacerdotes dos altos que sobre ti queimam incenso, e ossos de homens se queimarão sobre ti.    9188 11 13 3 E deu naquele mesmo dia um sinal, dizendo: Este é o sinal de que o Senhor falou; Eis que o altar se fenderá, e a cinza que está sobre ele se derramará.    9189 11 13 4 Sucedeu pois que, ouvindo o rei Jeroboão a palavra que o homem de Deus clamara contra o altar de Betel, estendeu a mão de sobre o altar, dizendo: Pegai-o! E logo, a mão que estendera contra ele secou-se, de modo que não podia tornar a trazê-la a si.    9190 11 13 5 E o altar se fendeu, e a cinza se derramou do altar, conforme o sinal que o homem de Deus, por ordem do Senhor, havia dado.    9191 11 13 6 Então respondeu o rei, e disse ao homem de Deus: Suplica ao Senhor teu Deus, e roga por mim, para que se me restitua a minha mão. Pelo que o homem de Deus suplicou ao Senhor, e a mão do rei se lhe restituiu, e ficou como dantes.    9192 11 13 7 Disse então o rei ao homem de Deus: Vem comigo a minha casa, e conforta-te, e dar-te-ei uma recompensa.    9193 11 13 8 Mas o homem de Deus respondeu ao rei: Ainda que me desses metade da tua casa, não iria contigo, nem comeria pão, nem beberia água neste lugar.    9194 11 13 9 Porque assim me ordenou o Senhor pela sua palavra, dizendo: Não comas pão, nem bebas água, nem voltes pelo caminho por onde vieste.    9195 11 13 10 Ele, pois, se foi por outro caminho, e não voltou pelo caminho por onde viera a Betel.    9196 11 13 11 Ora, morava em Betel um velho profeta. Seus filhos vieram contar-lhe tudo o que o homem de Deus fizera aquele dia em Betel; e as palavras que ele dissera ao rei, contaram-nas também a seu pai.    9197 11 13 12 Perguntou-lhes seu pai: Por que caminho se foi? pois seus filhos tinham visto o caminho por onde fora o homem de Deus que viera de Judá.    9198 11 13 13 Então disse a seus filhos: Albardai-me o jumento. E albardaram-lhe o jumento, no qual ele montou.    9199 11 13 14 E tendo ido após o homem de Deus, achou-o sentado debaixo de um carvalho, e perguntou-lhe: És tu o homem de Deus que vieste de Judá? Respondeu ele: Sou.    9200 11 13 15 Então lhe disse: Vem comigo a casa, e come pão.    9201 11 13 16 Mas ele tornou: Não posso voltar contigo, nem entrar em tua casa; nem tampouco comerei pão, nem beberei água contigo neste lugar;    9202 11 13 17 porque me foi mandado pela palavra de Senhor: Ali não comas pão, nem bebas água, nem voltes pelo caminho por onde vieste.    9203 11 13 18 Respondeu-lhe o outro: Eu também sou profeta como tu, e um anjo me falou por ordem do Senhor, dizendo: Faze-o voltar contigo a tua casa, para que coma pão e beba água. Mas mentia-lhe.    9204 11 13 19 Assim o homem voltou com ele, comeu pão em sua casa, e bebeu água.    9205 11 13 20 Estando eles à mesa, a palavra do Senhor veio ao profeta que o tinha feito voltar;    9206 11 13 21 e ele clamou ao homem de Deus que viera de Judá, dizendo: Assim diz o Senhor: Porquanto foste rebelde à ordem do Senhor, e não guardaste o mandamento que o Senhor teu Deus te mandara,    9207 11 13 22 mas voltaste, e comeste pão e bebeste água no lugar de que te dissera: Não comas pão, nem bebas água; o teu cadáver não entrará no sepulcro de teus pais.    9208 11 13 23 E, havendo eles comido e bebido, albardou o jumento para o profeta que fizera voltar.    9209 11 13 24 Este, pois, se foi, e um leão o encontrou no caminho, e o matou; o seu cadáver ficou estendido no caminho, e o jumento estava parado junto a ele, e também o leão estava junto ao cadáver.    9210 11 13 25 E, passando por ali alguns homens, viram o cadáver estendido no caminho, e o leão ao lado dele. Foram, pois, e o disseram na cidade onde o velho profeta habitava.    9211 11 13 26 Quando o profeta que o fizera voltar do caminho ouviu isto, disse: É o homem de Deus, que foi rebelde à palavra do Senhor; por isso o Senhor o entregou ao leão, que o despedaçou e matou, segundo a palavra que o Senhor lhe dissera.    9212 11 13 27 E disse a seus filhos: Albardai-me e jumento. Eles lho albardaram.    9213 11 13 28 Então foi e achou o cadáver estendido no caminho, e o jumento e o leão, que estavam parados junto ao cadáver; o leão não o havia devorado, nem havia despedaçado o jumento.    9214 11 13 29 Então e profeta levantou o cadáver do homem de Deus e, pondo-o em cima do jumento, levou-o consigo; assim veio o velho profeta à cidade para o chorar e o sepultar.    9215 11 13 30 E colocou o cadáver no seu próprio sepulcro; e prantearam-no, dizendo: Ah, irmão meu!    9216 11 13 31 Depois de o haver sepultado, disse a seus filhos. Quando eu morrer, sepultai-me no sepulcro em que o homem de Deus está sepultado; ponde os meus ossos junto aos ossos dele.    9217 11 13 32 Porque certamente se cumprirá o que, pela palavra de Senhor, clamou, contra o altar que está em Betel, como tambem contra todas as casas dos altos que estão nas cidades de Samária.    9218 11 13 33 Nem depois destas coisas deixou Jeroboão e seu mau caminho, porém tornou a fazer dentre todo o povo sacerdotes dos lugares altos; e a qualquer que o queria consagrava sacerdote dos lugares altos.    9219 11 13 34 E isso foi causa de pecado à casa de Jeroboão, para destruí-la e extingui-la da face da terra.    9220 11 14 1 Naquele tempo adoeceu Abias, filho de Jeroboão.    9221 11 14 2 E disse Jeroboão a sua mulher: Levanta-te, e disfarça-te, para que não conheçam que és mulher de Jeroboão, e vai a Siló. Eis que lá está o profeta Aías, o qual falou acerca de mim que eu seria rei sobre este povo.    9222 11 14 3 Leva contigo dez pães, alguns bolos e uma botija de mel, e vai ter com ele; ele te declarará o que há de suceder a este menino.    9223 11 14 4 Assim, pois, fez a mulher de Jeroboão; e, levantando-se, foi a Siló, e entrou na casa de Aías. Este já não podia ver, pois seus olhos haviam cegado por causa da velhice.    9224 11 14 5 O Senhor, porém, dissera a Aías: Eis que a mulher de Jeroboão vem consultar-te sobre seu filho, que está doente. Assim e assim lhe falarás; porque há de ser que, entrando ela, fingirá ser outra.    9225 11 14 6 Sucedeu que, ouvindo Aías o ruído de seus pés, ao entrar ela pela porta, disse: Entra, mulher de Jeroboão; por que te disfarças assim? Pois eu sou enviado a ti com duras novas.    9226 11 14 7 Vai, dize a Jeroboão: Assim diz o Senhor Deus de Israel: Porquanto te exaltei do meio do povo, e te constituí príncipe sobre o meu povo de Israel,    9227 11 14 8 e rasguei o reino da casa de Davi, e o dei a ti; todavia não tens sido como o meu servo Davi, que guardou os meus mandamentos e que me seguiu de todo o coração para fazer somente o que era reto aos meus olhos;    9228 11 14 9 mas tens praticado o mal, pior do que todos os que foram antes de ti, e foste fizeste para ti outros deuses e imagens de fundição, para provocar-me à ira, e me lançaste para trás das tuas costas;    9229 11 14 10 portanto, eis que trarei o mal sobre a casa de Jeroboão, e exterminarei de Jeroboão todo homem, escravo ou livre, em Israel, e lançarei fora os remanescentes da casa de Jeroboão, como se lança fora o esterco, até que de todo se acabe.    9230 11 14 11 Quem morrer a Jeroboão na cidade, comê-lo-ão os cães; e o que lhe morrer no campo, comê-lo-ão as aves do céu; porque o Senhor o disse.    9231 11 14 12 Levanta-te, pois, e vai-te para tua casa; ao entrarem os teus pés na cidade, o menino morrerá.    9232 11 14 13 E todo o Israel o pranteará, e o sepultará; porque de Jeroboão só este entrará em sepultura, porquanto, dos da casa de Jeroboão, só nele se achou alguma coisa boa para com o Senhor Deus de Israel.    9233 11 14 14 O Senhor, porém, levantará para si um rei sobre Israel, que destruirá a casa de Jeroboão nesse dia. - E agora, que será?    9234 11 14 15 Ferirá o Senhor a Israel, como se agita a cana nas águas; e arrancará a Israel desta boa terra que tinha dado a seus pais, e o espalhará para além do rio, porquanto fizeram os seus aserins, provocando o Senhor à ira.    9235 11 14 16 E entregará Israel por causa dos pecados de Jeroboão, o qual pecou e fez pecar a Israel.    9236 11 14 17 Então a mulher de Jeroboão se levantou e partiu, e veio para Tirza; chegando ela ao limiar da casa, o menino morreu.    9237 11 14 18 E todo o Israel o sepultou e o pranteou, conforme a palavra do Senhor, que ele falara por intermédio de seu servo Aías, o profeta.    9238 11 14 19 Quanto ao restante dos atos de Jeroboão, como guerreou, e como reinou, eis que está escrito no livro das crônicas dos reis de Israel.    9239 11 14 20 E o tempo que Jeroboão reinou foi vinte e dois anos. E dormiu com seus pais; e Nadabe, seu filho, reinou em seu lugar.    9240 11 14 21 Reinou em Judá Roboão, filho de Salomão. Tinha quarenta e um anos quando começou a reinar, e reinou dezessete anos em Jerusalém, a cidade que o Senhor escolhera dentre todas as tribos de Israel para pôr ali o seu nome. E era o nome de sua mãe Naama, a amonita.    9241 11 14 22 E fez Judá o que era mau aos olhos do Senhor; e, com os seus pecados que cometeram, provocaram-no a zelos, mais do que o fizeram os seus pais.    9242 11 14 23 Porque também eles edificaram altos, e colunas, e aserins sobre todo alto outeiro e debaixo de toda árvore frondosa;    9243 11 14 24 e havia também sodomitas na terra: fizeram conforme todas as abominações dos povos que o Senhor tinha expulsado de diante dos filhos de Israel.    9244 11 14 25 Ora, sucedeu que, no quinto ano do rei Roboão, Sisaque, rei do Egito, subiu contra Jerusalém,    9245 11 14 26 e tomou os tesouros da casa de Senhor e os tesouros da casa do rei; levou tudo. Também tomou todos os escudos de ouro que Salomão tinha feito.    9246 11 14 27 Em lugar deles, fez o rei Roboão escudos de bronze, e os entregou nas mãos dos capitães da guarda, que guardavam a porta da casa do rei.    9247 11 14 28 E todas as vezes que o rei entrava na casa do Senhor os da guarda levavam os escudos, e depois tornavam a pô-los na câmara da guarda.    9248 11 14 29 Quanto ao restante dos atos de Reboão, e a tudo quanto fez, porventura não estão escritos no livro das crônicas dos reis de Judá?    9249 11 14 30 Houve guerra continuamente entre Roboão e Jeroboão.    9250 11 14 31 E Roboão dormiu com seus pais, e foi sepultado com eles na cidade de Davi. Era o nome de sua mãe Naama, a amonita. E Abião, seu filho, reinou em seu lugar.    9251 11 15 1 No décimo oitavo ano do rei Jeroboão, filho de Nebate, começou Abião a reinar sobre Judá.    9252 11 15 2 Reinou três anos em Jerusalém. Era o nome de sua mãe Maacá, filha de Absalão.    9253 11 15 3 Ele andou em todos os pecados que seu pai tinha cometido antes dele; o seu coração não foi perfeito para com o Senhor seu Deus como o coração de Davi, seu pai.    9254 11 15 4 Mas por amor de Davi o Senhor lhe deu uma lâmpada em Jerusalém, levantando a seu filho depois dele, e confirmando a Jerusalem;    9255 11 15 5 porque Davi fez o que era reto aos olhos do Senhor, e não se desviou de tudo o que lhe ordenou em todos os dias da sua vida, a não ser no caso de Urias, o heteu.    9256 11 15 6 Ora, houve guerra entre Roboão e Jeroboão todos os dias da vida de Roboão.    9257 11 15 7 Quanto ao restante dos atos de Abião, e a tudo quanto fez, porventura não estão escritos no livro das crônicas dos reis de Judá? Também houve guerra entre Abião e Jeroboão.    9258 11 15 8 Abião dormiu com seus pais, e o sepultaram na cidade de Davi. E Asa, seu filho, reinou em seu lugar.    9259 11 15 9 No vigésimo ano de Jeroboão, rei de Israel, começou Asa a reinar em Judá,    9260 11 15 10 e reinou quarenta e um anos em Jerusalém. Era o nome de sua mãe Maacá, filha de Absalão.    9261 11 15 11 Asa fez o que era reto aos olhos do Senhor, como Davi, seu pai.    9262 11 15 12 Porque tirou da terra os sodomitas, e removeu todos os ídolos que seus pais tinham feito.    9263 11 15 13 E até a Maacá, sua mãe, removeu para que não fosse rainha, porquanto tinha feito um abominável ídolo para servir de Asera; e Asa desfez esse ídolo, e o queimou junto ao ribeiro de Cedrom.    9264 11 15 14 Os altos, porém, não foram tirados; todavia o coração de Asa foi reto para com o Senhor todos os seus dias.    9265 11 15 15 E trouxe para a casa do Senhor as coisas que seu pai havia consagrado, e as coisas que ele mesmo consagrara: prata, ouro e vasos.    9266 11 15 16 Ora, houve guerra entre Asa e Baasa, rei de Israel, todos os seus dias.    9267 11 15 17 Pois Baasa, rei de Israel, subiu contra Judá, e edificou Ramá, para que a ninguém fosse permitido sair, nem entrar a ter com Asa, rei de Judá.    9268 11 15 18 Então Asa tomou toda a prata e ouro que ficaram nos tesouros da casa do Senhor, e os tesouros da casa do rei, e os entregou nas mãos de seus servos. E o rei Asa os enviou a Bene-Hadade, filho de Tabrimom, filho de Heziom, rei da Síria, que habitava em Damasco, dizendo:    9269 11 15 19 Haja aliança entre mim e ti, como houve entre meu pai e teu pai. Eis que aqui te mando um presente de prata e de ouro; vai, e anula a tua aliança com Baasa, rei de Israel, para que ele se retire de mim.    9270 11 15 20 Bene-Hadade, pois, deu ouvidos ao rei Asa, e enviou os capitães dos seus exércitos contra as cidades de Israel; e feriu a Ijom, a Dã, a Abel-Bete-Maacá, e a todo o distrito de Quinerote, com toda a terra de Naftali.    9271 11 15 21 E sucedeu que, ouvindo-o Baasa, deixou de edificar Ramá, e ficou em Tirza.    9272 11 15 22 Então o rei Asa fez apregoar por toda a Judá que todos, sem exceção, trouxessem as pedras de Ramá, e a madeira com que Baasa a edificava; e com elas o rei Asa edificou Geba de Benjamim e Mizpá.    9273 11 15 23 Quanto ao restante de todos os atos de Asa, e todo o seu poder, e tudo quanto fez, e as cidades que edificou, porventura não estão escritos no livro das crônicas dos reis de Judá? Porém, na velhice, ficou, enfermo dos pés.    9274 11 15 24 E Asa dormiu com seus pais, e foi sepultado com eles na cidade de Davi seu pai; e Jeosafá, seu filho reinou em seu lugar.    9275 11 15 25 Nadabe, filho de Jeroboão, começou a reinar sobre Israel no segundo ano de Asa, rei de Judá, e reinou sobre Israel dois anos.    9276 11 15 26 E fez o que era mau aos olhos de Senhor, andando nos caminhos de seu pai, e no seu pecado com que tinha feito Israel pecar.    9277 11 15 27 Conspirou contra ele Baasa, filho de Aías, da casa de Issacar, e o feriu em Gibetom, que pertencia aos filisteus; pois Nadabe e todo o Israel sitiavam a Gibetom.    9278 11 15 28 Matou-o, pois, Baasa no terceiro ano de Asa, rei de Judá, e reinou em seu lugar.    9279 11 15 29 E logo que começou a reinar, feriu toda a casa de Jeroboão; a ninguém de Jeroboão que tivesse fôlego deixou de destruir totalmente, conforme a palavra do Senhor que ele falara por intermédio de seu servo Aías, o silonita,    9280 11 15 30 por causa dos pecados que Jeroboão cometera, e com que fizera Israel pecar, e por causa da provocação com que provocara à ira o Senhor Deus de Israel.    9281 11 15 31 Quanto ao restante dos atos de Nadabe, e a tudo quanto fez, porventura não estão escritos no livro das crônicas dos reis de Israel?    9282 11 15 32 Houve guerra entre Asa e Baasa, rei de Israel, todos os seus dias.    9283 11 15 33 No terceiro ano de Asa, rei de Judá, Baasa, filho de Aías, começou a reinar sobre todo o Israel em Tirza, e reinou vinte e quatro anos.    9284 11 15 34 E fez o que era mau aos olhos do Senhor, andando no caminho de Jeroboão e no seu pecado com que tinha feito Israel pecar.    9285 11 16 1 Então veio a palavra do Senhor a Jeú, filho de Hanâni, contra Baasa, dizendo:    9286 11 16 2 Porquanto te exaltei do pó, e te constituí chefe sobre o meu povo Israel, e tu tens andado no caminho de Jeroboão, e tens feito o meu povo Israel pecar, provocando-me à ira com os seus pecados,    9287 11 16 3 eis que exterminarei os descendentes de Baasa, e os descendentes da casa dele; sim, tornarei a tua casa como a casa de Jeroboão, filho de Nebate.    9288 11 16 4 Quem morrer a Baasa na cidade, comê-lo-ão os cães; e o que lhe morrer no campo, comê-lo-ão as aves do céu.    9289 11 16 5 Quanto ao restante dos atos de Baasa, e ao que fez, e ao seu poder, porventura não estão escritos no livro das crônicas dos reis de Israel?    9290 11 16 6 E Baasa dormiu com seus pais, e foi sepultado em Tirza. Então Elá, seu filho, reinou em seu lugar.    9291 11 16 7 Assim veio também a palavra do Senhor, por intermédio do profeta Jeú, filho de Hanâni, contra Baasa e contra a casa dele, não somente por causa de todo o mal que fizera aos olhos do Senhor, de modo a provocá-lo à ira com a obra de suas mãos, tornando-se como a casa de Jeroboão, mas também porque exterminara a casa de Jeroboão.    9292 11 16 8 No ano vinte e seis de Asa, rei de Judá, Elá, filho de Baasa, começou a reinar em Tirza sobre Israel, e reinou dois anos.    9293 11 16 9 E Zinri, seu servo, chefe de metade dos carros, conspirou contra ele. Ora, Elá achava-se em Tirza bebendo e embriagando-se em casa de Arza, que era o seu mordomo em Tirza.    9294 11 16 10 Entrou, pois, Zinri e o feriu, e o matou, no ano vigésimo sétimo de Asa, rei de Judá, e reinou em seu lugar.    9295 11 16 11 Quando ele começou a reinar, logo que se assentou no seu trono, feriu toda a casa de Baasa; não lhe deixou homem algum, nem de seus parentes, nem de seus amigos.    9296 11 16 12 Assim destruiu Zinri toda a casa de Baasa, conforme a palavra do Senhor, que ele falara contra Baasa por intermédio do profeta Jeú,    9297 11 16 13 por causa de todos os pecados de Baasa, e dos pecados de Elá, seu filho, com que pecaram, e com que fizeram Israel pecar, provocando à ira, com as suas vaidades, o Senhor Deus de Israel.    9298 11 16 14 Quanto ao restante dos atos de Elá, e a tudo quanto fez, porventura não estão escritos no livro das crônicas dos reis de Israel?    9299 11 16 15 No ano vigésimo sétimo de Asa, rei de Judá, reinou Zinri sete dias em Tirza. Estava o povo acampado contra Gibetom, que pertencia aos filisteus.    9300 11 16 16 E o povo que estava acampado ouviu dizer: Zinri conspirou, e matou o rei; pelo que no mesmo dia, no arraial, todo o Israel constituiu rei sobre Israel a Onri, chefe do exercito.    9301 11 16 17 Então Onri subiu de Gibetom com todo o Israel, e cercaram Tirza.    9302 11 16 18 Vendo Zinri que a cidade era tomada, entrou no castelo da casa do rei, e queimou-a sobre si; e morreu,    9303 11 16 19 por causa dos pecados que cometera, fazendo o que era mau aos olhos do Senhor, andando no caminho de Jeroboão, e no pecado que este cometera, fazendo Israel pecar.    9304 11 16 20 Quanto ao restante dos atos de Zinri, e à conspiração que fez, porventura não estão escritos no livro das crônicas dos reis de Israel?    9305 11 16 21 Então o povo de Israel se dividiu em dois partidos: metade do povo seguia a Tíbni, filho de Ginate, para fazê-lo rei, e a outra metade seguia a Onri.    9306 11 16 22 Mas o povo que seguia a Onri prevaleceu contra o que seguia a Tíbni, filho de Ginate; de sorte que Tíbni morreu, e Onri reinou.    9307 11 16 23 No trigésimo primeiro ano de Asa, rei de Judá, Onri começou a reinar sobre Israel, e reinou doze anos. Reinou seis anos em Tirza.    9308 11 16 24 E de Semer comprou o outeiro de Samária por dois talentos de prata, e edificou nele; e chamou a cidade que edificou Samária, do nome de Semer, dono do outeiro.    9309 11 16 25 E fez Onri o que era mau aos olhos do Senhor; pior mesmo do que todos os que o antecederam.    9310 11 16 26 Pois ele andou em todos os caminhos de Jeroboão, filho de Nebate, como também nos pecados com que este fizera Israel pecar, provocando à ira, com as suas vaidades, o Senhor Deus de Israel.    9311 11 16 27 Quanto ao restante dos atos que Onri fez, e ao poder que manifestou, porventura não estão escritos no livro das crônicas dos reis de Israel?    9312 11 16 28 Onri dormiu com seus pais, e foi sepultado em Samária. E Acabe, seu filho, reinou em seu ugar.    9313 11 16 29 No trigésimo oitavo ano de Asa, rei de Judá, começou Acabe, filho de Onri, a reinar sobre Israel; e reinou sobre Israel em Samária vinte e dois anos.    9314 11 16 30 E fez Acabe, filho de Onri, o que era mau aos olhos do Senhor, mais do que todos os que o antecederam.    9315 11 16 31 E, como se fosse pouco andar nos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, ainda tomou por mulher a Jezabel, filha de Etbaal, rei dos sidônios, e foi e serviu a Baal, e o adorou;    9316 11 16 32 e levantou um altar a Baal na casa de Baal que ele edificara em Samária;    9317 11 16 33 também fez uma asera. De maneira que Acabe fez muito mais para provocar à ira o Senhor Deus de Israel do que todos os reis de Israel que o antecederam.    9318 11 16 34 Em seus dias Hiel, o betelita, edificou Jericó. Quando lançou os seus alicerces, morreu-lhe Abirão, seu primogênito; e quando colocou as suas portas, morreu-lhe Segube, seu filho mais moço; conforme a palavra do Senhor, que ele falara por intermédio de Josué, filho de Num.    9319 11 17 1 Então Elias, o tisbita, que habitava em Gileade, disse a Acabe: Vive o Senhor, Deus de Israel, em cuja presença estou, que nestes anos não haverá orvalho nem chuva, senão segundo a minha palavra.    9320 11 17 2 Depois veio a Elias a palavra do Senhor, dizendo:    9321 11 17 3 Retira-te daqui, vai para a banda de oriente, e esconde-te junto ao ribeiro de Querite, que está ao oriente do Jordão.    9322 11 17 4 Beberás do ribeiro; e eu tenho ordenado aos corvos que ali te sustentem.    9323 11 17 5 Partiu, pois, e fez conforme a palavra do Senhor; foi habitar junto ao ribeiro de Querite, que está ao oriente do Jordão.    9324 11 17 6 E os corvos lhe traziam pão e carne pela manhã, como também pão e carne à tarde; e ele bebia do ribeiro.    9325 11 17 7 Mas, decorridos alguns dias, o ribeiro secou, porque não tinha havido chuva na terra.    9326 11 17 8 Veio-lhe então a palavra do Senhor, dizendo:    9327 11 17 9 Levanta-te, vai para Sarepta, que pertence a Sidom, e habita ali; eis que eu ordenei a uma mulher viúva ali que te sustente.    9328 11 17 10 Levantou-se, pois, e foi para Sarepta. Chegando ele à porta da cidade, eis que estava ali uma mulher viúva apanhando lenha; ele a chamou e lhe disse: Traze-me, peço-te, num vaso um pouco d`água, para eu beber.    9329 11 17 11 Quando ela ia buscá-la, ele a chamou e lhe disse: Traze-me também um bocado de pão contigo.    9330 11 17 12 Ela, porém, respondeu: Vive o Senhor teu Deus, que não tenho nem um bolo, senão somente um punhado de farinha na vasilha, e um pouco de azeite na botija; e eis que estou apanhando uns dois gravetos, para ir prepará-lo para mim e para meu filho, a fim de que o comamos, e morramos.    9331 11 17 13 Ao que lhe disse Elias: Não temas; vai, faze como disseste; porém, faze disso primeiro para mim um bolo pequeno, e traze-mo aqui; depois o farás para ti e para teu filho.    9332 11 17 14 Pois assim diz o Senhor Deus de Israel: A farinha da vasilha não se acabará, e o azeite da botija não faltará, até o dia em que o Senhor dê chuva sobre a terra.    9333 11 17 15 Ela foi e fez conforme a palavra de Elias; e assim comeram, ele, e ela e a sua casa, durante muitos dias.    9334 11 17 16 Da vasilha a farinha não se acabou, e da botija o azeite não faltou, conforme a palavra do Senhor, que ele falara por intermédio de Elias.    9335 11 17 17 Depois destas coisas aconteceu adoecer o filho desta mulher, dona da casa; e a sua doença se agravou tanto, que nele não ficou mais fôlego.    9336 11 17 18 Então disse ela a Elias: Que tenho eu contigo, ó homem de Deus? Vieste tu a mim para trazeres à memória a minha iniqüidade, e matares meu filho?    9337 11 17 19 Respondeu-lhe ele: Dá-me o teu filho. E ele o tomou do seu regaço, e o levou para cima, ao quarto onde ele mesmo habitava, e o deitou em sua cama.    9338 11 17 20 E, clamando ao Senhor, disse: ç Senhor meu Deus, até sobre esta viúva, que me hospeda, trouxeste o mal, matando-lhe o filho?    9339 11 17 21 Então se estendeu sobre o menino três vezes, e clamou ao Senhor, dizendo: ç Senhor meu Deus, faze que a vida deste menino torne a entrar nele.    9340 11 17 22 O Senhor ouviu a voz de Elias, e a vida do menino tornou a entrar nele, e ele reviveu.    9341 11 17 23 E Elias tomou o menino, trouxe-o do quarto à casa, e o entregou a sua mãe; e disse Elias: Vês aí, teu filho vive:    9342 11 17 24 Então a mulher disse a Elias: Agora sei que tu és homem de Deus, e que a palavra do Senhor na tua boca é verdade.    9343 11 18 1 Depois de muitos dias veio a Elias a palavra do Senhor, no terceiro ano, dizendo: Vai, apresenta-te a Acabe; e eu mandarei chuva sobre a terra.    9344 11 18 2 Então Elias foi apresentar-se a Acabe. E a fome era extrema em Samária.    9345 11 18 3 Acabe chamou a Obadias, o mordomo (ora, Obadias temia muito ao Senhor;    9346 11 18 4 pois sucedeu que, destruindo Jezabel os profetas do Senhor, Obadias tomou cem profetas e os escondeu, cinqüenta numa cova e cinqüenta noutra, e os sustentou com pão e água);    9347 11 18 5 e disse Acabe a Obadias: Vai pela terra a todas as fontes de água, e a todos os rios. Pode ser ser que achemos erva para salvar a vida dos cavalos e mulas, de maneira que não percamos todos os os animais.    9348 11 18 6 E repartiram entre si a terra, para a percorrerem; e foram a sós, Acabe por um caminho, e Obadias por outro.    9349 11 18 7 Quando, pois, Obadias já estava em caminho, eis que Elias se encontrou com ele; e Obadias, reconhecendo-o, prostrou-se com o rosto em terra e disse: És tu, meu senhor Elias?    9350 11 18 8 Respondeu-lhe ele: Sou eu. Vai, dize a teu senhor: Eis que Elias está aqui.    9351 11 18 9 Ele, porém, disse: Em que pequei, para que entregues teu servo na mão de Acabe, para ele me matar?    9352 11 18 10 Vive o Senhor teu Deus, que não há nação nem reino aonde o meu senhor não tenha mandado em busca de ti; e dizendo eles: Aqui não está; então fazia-os jurar que não te haviam achado.    9353 11 18 11 Agora tu dizes: Vai, dize a teu senhor: Eis que Elias está aqui.    9354 11 18 12 E será que, apartando-me eu de ti, o Espírito do Senhor te levará não sei para onde; e, vindo eu dar as novas a Acabe, e não te achando ele, matar-me-á. Todavia eu, teu servo, temo ao Senhor desde a minha mocidade.    9355 11 18 13 Porventura não disseram a meu senhor o que fiz, quando Jezabel matava os profetas do Senhor, como escondi cem dos profetas do Senhor, cinqüenta numa cova e cinqüenta noutra, e os sustentei com pão e água:    9356 11 18 14 E agora tu dizes: Vai, dize a teu senhor: Eis que Elias está aqui! Ele me matará.    9357 11 18 15 E disse Elias: Vive o Senhor dos exércitos, em cuja presença estou, que dereras hoje hei de apresentar-me a ele.    9358 11 18 16 Então foi Obadias encontrar-se com Acabe, e lho anunciou; e Acabe foi encontrar-se com Elias.    9359 11 18 17 E sucedeu que, vendo Acabe a Elias, disse-lhe: És tu, perturbador de Israel?    9360 11 18 18 Respondeu Elias: Não sou eu que tenho perturbado a Israel, mas és tu e a casa de teu pai, por terdes deixado os mandamentos do Senhor, e por teres tu seguido os baalins.    9361 11 18 19 Agora pois manda reunir-se a mim todo o Israel no monte Carmelo, como também os quatrocentos e cinquenta profetas de Baal, e os quatrocentos profetas de Asera, que comem da mesa de Jezabel.    9362 11 18 20 Então Acabe convocou todos os filhos de Israel, e reuniu os profetas no monte Carmelo.    9363 11 18 21 E Elias se chegou a todo o povo, e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; mas se Baal, segui-o. O povo, porém, não lhe respondeu nada.    9364 11 18 22 Então disse Elias ao povo: Só eu fiquei dos profetas do Senhor; mas os profetas de Baal são quatrocentos e cinqüenta homens.    9365 11 18 23 Dêem-se-nos, pois, dois novilhos; e eles escolham para si um dos novilhos, e o dividam em pedaços, e o ponham sobre a lenha, porém não lhe metam fogo; e eu prepararei o outro novilho, e o porei sobre a lenha, e não lhe meterei fogo.    9366 11 18 24 Então invocai o nome do vosso deus, e eu invocarei o nome do Senhor; e há de ser que o deus que responder por meio de fogo, esse será Deus. E todo o povo respondeu, dizendo: É boa esta palavra.    9367 11 18 25 Disse, pois, Elias aos profetas de Baal: Escolhei para vós: um dos novilhos, e preparai-o primeiro, porque sois muitos, e invocai o nome do Senhor, vosso deus, mas não metais fogo ao sacrifício.    9368 11 18 26 E, tomando o novilho que se lhes dera, prepararam-no, e invocaram o nome de Baal, desde a manhã até o meio-dia, dizendo: Ah Baal, responde-nos! Porém não houve voz; ninguém respondeu. E saltavam em volta do altar que tinham feito.    9369 11 18 27 Sucedeu que, ao meio-dia, Elias zombava deles, dizendo: Clamai em altas vozes, porque ele é um deus; pode ser que esteja falando, ou que tenha alguma coisa que fazer, ou que intente alguma viagem; talvez esteja dormindo, e necessite de que o acordem.    9370 11 18 28 E eles clamavam em altas vozes e, conforme o seu costume, se retalhavam com facas e com lancetas, até correr o sangue sobre eles.    9371 11 18 29 Também sucedeu que, passado o meio dia, profetizaram eles até a hora de se oferecer o sacrifício da tarde. Porém não houve voz; ninguém respondeu, nem atendeu.    9372 11 18 30 Então Elias disse a todo o povo: chegai-vos a mim. E todo o povo se chegou a ele. E Elias reparou o altar do Senhor, que havia sido derrubado.    9373 11 18 31 Tomou doze pedras, conforme o número das tribos dos filhos de Jacó, ao qual viera a palavra do Senhor, dizendo: Israel será o teu nome;    9374 11 18 32 e com as pedras edificou o altar em nome do Senhor; depois fez em redor do altar um rego, em que podiam caber duas medidas de semente.    9375 11 18 33 Então armou a lenha, e dividiu o novilho em pedaços, e o pôs sobre a lenha, e disse: Enchei de água quatro cântaros, e derramai-a sobre o holocausto e sobre a lenha.    9376 11 18 34 Disse ainda: fazei-o segunda vez; e o fizeram segunda vez. De novo disse: Fazei-o terceira vez; e o fizeram terceira vez.    9377 11 18 35 De maneira que a água corria ao redor do altar; e ele encheu de água também o rego.    9378 11 18 36 Sucedeu pois que, sendo já hora de se oferecer o sacrifício da tarde, o profeta Elias se chegou, e disse: ç Senhor, Deus de Abraão, de Isaque, e de Israel, seja manifestado hoje que tu és Deus em Israel, e que eu sou teu servo, e que conforme a tua palavra tenho feito todas estas coisas.    9379 11 18 37 Responde-me, ó Senhor, responde-me para que este povo conheça que tu, ó Senhor, és Deus, e que tu fizeste voltar o seu coração.    9380 11 18 38 Então caiu fogo do Senhor, e consumiu o holocausto, a lenha, as pedras, e o pó, e ainda lambeu a água que estava no rego.    9381 11 18 39 Quando o povo viu isto, prostraram-se todos com o rosto em terra e disseram: O senhor é Deus! O Senhor é Deus!    9382 11 18 40 Disse-lhes Elias: Agarrai os profetas de Baal! que nenhum deles escape: Agarraram-nos; e Elias os fez descer ao ribeiro de Quisom, onde os matou.    9383 11 18 41 Então disse Elias a Acabe: Sobe, come e bebe, porque há ruído de abundante chuva.    9384 11 18 42 Acabe, pois, subiu para comer e beber; mas Elias subiu ao cume do Carmelo e, inclinando-se por terra, meteu o rosto entre os joelhos.    9385 11 18 43 E disse ao seu moço: Sobe agora, e olha para a banda do mar. E ele subiu, olhou, e disse: Não há nada. Então disse Elias: Volta lá sete vezes.    9386 11 18 44 Sucedeu que, à sétima vez, disse: Eis que se levanta do mar uma nuvem, do tamanho da mão dum homem: Então disse Elias: Sobe, e dize a Acabe: Aparelha o teu carro, e desce, para que a chuva não te impeça.    9387 11 18 45 E sucedeu que em pouco tempo o céu se enegreceu de nuvens e vento, e caiu uma grande chuva. Acabe, subindo ao carro, foi para Jizreel:    9388 11 18 46 E a mão do Senhor estava sobre Elias, o qual cingiu os lombos, e veio correndo perante Acabe, até a entrada de Jizreel.    9389 11 19 1 Ora, Acabe fez saber a Jezabel tudo quanto Elias havia feito, e como matara à espada todos os profetas.    9390 11 19 2 Então Jezabel mandou um mensageiro a Elias, a dizer-lhe: Assim me façam os deuses, e outro tanto, se até amanhã a estas horas eu não fizer a tua vida como a de um deles.    9391 11 19 3 Quando ele viu isto, levantou-se e, para escapar com vida, se foi. E chegando a Berseba, que pertence a Judá, deixou ali o seu moço.    9392 11 19 4 Ele, porém, entrou pelo deserto caminho de um dia, e foi sentar-se debaixo de um zimbro; e pediu para si a morte, dizendo: Já basta, ó Senhor; toma agora a minha vida, pois não sou melhor do que meus pais.    9393 11 19 5 E deitando-se debaixo do zimbro, dormiu; e eis que um anjo o tocou, e lhe disse: Levanta-te e come.    9394 11 19 6 Ele olhou, e eis que à sua cabeceira estava um pão cozido sobre as brasas, e uma botija de água. Tendo comido e bebido, tornou a deitar-se.    9395 11 19 7 O anjo do Senhor veio segunda vez, tocou-o, e lhe disse: Levanta-te e come, porque demasiado longa te será a viagem.    9396 11 19 8 Levantou-se, pois, e comeu e bebeu; e com a força desse alimento caminhou quarenta dias e quarenta noites até Horebe, o monte de Deus.    9397 11 19 9 Ali entrou numa caverna, onde passou a noite. E eis que lhe veio a palavra do Senhor, dizendo: Que fazes aqui, Elias?    9398 11 19 10 Respondeu ele: Tenho sido muito zeloso pelo Senhor Deus dos exércitos; porque os filhos de Israel deixaram o teu pacto, derrubaram os teus altares, e mataram os teus profetas à espada; e eu, somente eu, fiquei, e buscam a minha vida para ma tirarem.    9399 11 19 11 Ao que Deus lhe disse: Vem cá fora, e põe-te no monte perante o Senhor: E eis que o Senhor passou; e um grande e forte vento fendia os montes e despedaçava as penhas diante do Senhor, porém o Senhor não estava no vento; e depois do vento um terremoto, porém o Senhor não estava no terremoto;    9400 11 19 12 e depois do terremoto um fogo, porém o Senhor não estava no fogo; e ainda depois do fogo uma voz mansa e delicada.    9401 11 19 13 E ao ouvi-la, Elias cobriu o rosto com a capa e, saindo, pôs-se à entrada da caverna. E eis que lhe veio uma voz, que dizia: Que fazes aqui, Elias?    9402 11 19 14 Respondeu ele: Tenho sido muito zeloso pelo Senhor Deus dos exércitos; porque os filhos de Israel deixaram o teu pacto, derrubaram os teus altares, e mataram os teus profetas à espada; e eu, somente eu, fiquei, e buscam a minha vida para ma tirarem.    9403 11 19 15 Então o Senhor lhe disse: Vai, volta pelo teu caminho para o deserto de Damasco; quando lá chegares, ungirás a Hazael para ser rei sobre a Síria.    9404 11 19 16 E a Jeú, filho de Ninsi, ungirás para ser rei sobre Israel; bem como a Eliseu, filho de Safate de Abel-Meolá, ungirás para ser profeta em teu lugar.    9405 11 19 17 E há de ser que o que escapar da espada de Hazael, matá-lo-á Jeú; e o que escapar da espada de Jeú, matá-lo-á Eliseu.    9406 11 19 18 Todavia deixarei em Israel sete mil: todos os joelhos que não se dobraram a Baal, e toda boca que não o beijou.    9407 11 19 19 Partiu, pois, Elias dali e achou Eliseu, filho de Safate, que andava lavrando com doze juntas de bois adiante dele, estando ele com a duodécima; chegando-se Elias a Eliseu, lançou a sua capa sobre ele.    9408 11 19 20 Então, deixando este os bois, correu após Elias, e disse: Deixa-me beijar a meu pai e a minha mãe, e então te seguirei. Respondeu-lhe Elias: Vai, volta; pois, que te fiz eu?    9409 11 19 21 Voltou, pois, de o seguir, tomou a junta de bois, e os matou, e com os aparelhos dos bois cozeu a carne, e a deu ao povo, e comeram. Então se levantou e seguiu a Elias, e o servia.    9410 11 20 1 Ora, Bene-Hadade, rei da Síria, ajuntou todo o seu exército; e havia com ele trinta e dois reis, e cavalos e carros. Então subiu, cercou a Samária, e pelejou contra ela.    9411 11 20 2 E enviou à cidade mensageiros a Acabe, rei de Israel, a dizer-lhe: Assim diz: Bene-Hadade:    9412 11 20 3 A tua prata e o teu ouro são meus; e também, das tuas mulheres e dos teus filhos, os melhores são meus.    9413 11 20 4 Ao que respondeu o rei de Israel, dizendo: Conforme a tua palavra, ó rei meu senhor, sou teu, com tudo quanto tenho.    9414 11 20 5 Tornaram a vir os mensageiros, e disseram: Assim fala Bene-Hadade, dizendo: Enviei-te, na verdade, mensageiros que dissessem: Tu me hás de entregar a tua prata e o teu ouro, as tuas mulheres e os teus filhos;    9415 11 20 6 todavia amanhã a estas horas te enviarei os meus servos, os quais esquadrinharão a tua casa, e as casas dos teus servos; e há de ser que tudo o que de precioso tiveres, eles tomarão consigo e o levarão.    9416 11 20 7 Então o rei de Israel chamou todos os anciãos da terra, e disse: Notai agora, e vede como esse homem procura o mal; pois mandou pedir-me as minhas mulheres, os meus filhos, a minha prata e o meu ouro, e não os neguei.    9417 11 20 8 Responderam-lhe todos os anciãos e todo o povo: Não lhe dês ouvidos, nem consintas.    9418 11 20 9 Pelo que disse aos mensageiros de Bene-Hadade: Dizei ao rei, meu senhor: Tudo o que a princípio mandaste pedir a teu servo, farei; porém isto não posso fazer. Voltaram os mensageiros, e lhe levaram a resposta.    9419 11 20 10 Tornou Bene-Hadade a enviar-lhe mensageiros, e disse: Assim me façam os deuses, e outro tanto, se o pó de Samária bastar para encher as mãos de todo o povo que me segue.    9420 11 20 11 O rei de Israel, porém, respondeu: Dizei-lhe: Não se gabe quem se cinge das armas como aquele que as depõe.    9421 11 20 12 E sucedeu que, ouvindo ele esta palavra, estando a beber com os reis nas tendas, disse aos seus servos: Ponde-vos em ordem. E eles se puseram em ordem contra a cidade.    9422 11 20 13 E eis que um profeta, chegando-se a Acabe, rei de Israel, lhe disse: Assim diz o Senhor: Viste toda esta grande multidão eis que hoje ta entregarei nas mãos, e saberás que eu sou o Senhor.    9423 11 20 14 Perguntou Acabe: Por quem? Respondeu ele: Assim diz o Senhor: Pelos moços dos chefes das províncias. Ainda perguntou Acabe: Quem começará a peleja? Respondeu ele: Tu.    9424 11 20 15 Então contou os moços dos chefes das províncias, e eram duzentos e trinta e dois; e depois deles contou todo o povo, a saber, todos os filhos de Israel, e eram sete mil.    9425 11 20 16 Saíram, pois, ao meio-dia. Bene-Hadade, porém, estava bebendo e se embriagando nas tendas, com os reis, os trinta e dois reis que o ajudavam.    9426 11 20 17 E os moços dos chefes das províncias saíram primeiro; e Bene-Hadade enviou espias, que lhe deram aviso, dizendo: Saíram de Samária uns homens.    9427 11 20 18 Ao que ele disse: Quer venham eles tratar de paz, quer venham à peleja, to-mai-os vivos.    9428 11 20 19 Saíram, pois, da cidade os moços dos chefes das provincias, e o exército que os seguia.    9429 11 20 20 E eles mataram cada um o seu adversário. Então os sírios fugiram, e Israel os perseguiu; mas Bene-Hadade, rei da Síria, escapou a cavalo, com alguns cavaleiros.    9430 11 20 21 E saindo o rei de Israel, destruiu os cavalos e os carros, e infligiu aos sírios grande derrota.    9431 11 20 22 Então o profeta chegou-se ao rei de Israel e lhe disse: Vai, fortalece-te; atenta bem para o que hás de fazer; porque decorrido um ano, o rei da Síria subirá contra ti.    9432 11 20 23 Os servos do rei da Síria lhe disseram: Seus deuses são deuses dos montes, por isso eles foram mais fortes do que nós; mas pelejemos com eles na planície, e por certo prevaleceremos contra eles.    9433 11 20 24 Faze, pois, isto: tira os reis, cada um do seu lugar, e substitui-os por capitães;    9434 11 20 25 arregimenta outro exército, igual ao exército que perdeste, cavalo por cavalo, e carro por carro; pelejemos com eles na planicie, e por certo prevaleceremos contra eles. Ele deu ouvidos ao que disseram, e assim fez.    9435 11 20 26 Passado um ano, Bene-Hadade arregimentou os sírios, e subiu a Afeque, para pelejar contra Israel.    9436 11 20 27 Também os filhos de Israel foram arregimentados e, providos de víveres, marcharam contra eles. E os filhos de Israel acamparam-se defronte deles, como dois pequenos rebanhos de cabras; mas os sírios enchiam a terra.    9437 11 20 28 Nisso chegou o homem de Deus, e disse ao rei de Israel: Assim diz o Senhor: Porquanto os sírios disseram: O Senhor é Deus dos montes, e não Deus dos vales, entregarei nas tuas mãos toda esta grande multidão, e saberás que eu sou o Senhor.    9438 11 20 29 Assim, pois, estiveram acampados sete dias, uns defronte dos outros. Ao sétimo dia a peleja começou, e num só dia os filhos de Israel mataram dos sírios cem mil homens da infantaria.    9439 11 20 30 E os restantes fugiram para Afeque, e entraram na cidade; e caiu o muro sobre vinte e sete mil homens que restavam. Bene-Hadade, porém, fugiu, e veio à cidade, onde se meteu numa câmara interior.    9440 11 20 31 Disseram-lhe os seus servos: Eis que temos ouvido dizer que os reis da casa de Israel são reis clementes; ponhamos, pois, sacos aos lombos, e cordas aos pescoços, e saiamos ao rei de Israel; pode ser que ele te poupe a vida.    9441 11 20 32 Então cingiram sacos aos lombos e cordas aos pescoços e, indo ter com o rei de Israel, disseram-lhe: Diz o teu servo Bene-Hadade: Deixa-me viver, rogo-te. Ao que disse Acabe: Pois ainda vive? É meu irmão.    9442 11 20 33 Aqueles homens, tomando isto por bom presságio, apressaram- se em apanhar a sua palavra, e disseram: Bene-Hadade é teu irmão! Respondeu-lhes ele: Ide, trazei-me. Veio, pois, Bene-Hadade à presença de Acabe; e este o fez subir ao carro.    9443 11 20 34 Então lhe disse Bene-Hadade: Eu te restituirei as cidades que meu pai tomou a teu pai; e farás para ti praças em Damasco, como meu pai as fez em Samária. E eu, respondeu Acabe, com esta aliança te deixarei ir. E fez com ele aliança e o deixou ir.    9444 11 20 35 Ora, certo homem dentre os filhos dos profetas disse ao seu companheiro, pela palavra do Senhor: Fere-me, peço-te. Mas o homem recusou feri-lo.    9445 11 20 36 Pelo que ele lhe disse: Porquanto não obedeceste à voz do Senhor, eis que, em te apartando de mim, um leão te matará. E logo que se apartou dele um leão o encontrou e o matou.    9446 11 20 37 Depois o profeta encontrou outro homem, e disse-lhe: Fere-me, peço-te. E aquele homem deu nele e o feriu.    9447 11 20 38 Então foi o profeta, pôs-se a esperar e rei no caminho, e disfarçou-se, cobrindo os olhos com o seu turbante.    9448 11 20 39 E passando o rei, clamou ele ao rei, dizendo: Teu servo estava no meio da peleja; e eis que um homem, voltando-se, me trouxe um outro, e disse: Guarda-me este homem; se ele de qualquer maneira vier a faltar, a tua vida responderá pela vida dele, ou então pagarás um talento de prata.    9449 11 20 40 E estando o teu servo ocupado de uma e de outra parte, eis que o homem desapareceu. Ao que lhe respondeu o rei de Israel: Esta é a tua sentença; tu mesmo a pronunciaste.    9450 11 20 41 Então ele se apressou, e tirou o turbante de sobre os seus olhos; e o rei de Israel o reconheceu, que era um dos profetas.    9451 11 20 42 E disse ele ao rei: Assim diz o Senhor: Porquanto deixaste escapar da mão o homem que eu havia posto para destruição, a tua vida responderá pela sua vida, e o teu povo pelo seu povo.    9452 11 20 43 E o rei de Israel seguiu para sua casa, desgostoso e indignado, e veio a Samária.    9453 11 21 1 Sucedeu depois destas coisas que, tendo Nabote, o jizreelita, uma vinha em Jizrreel, junto ao palácio de Acabe, rei de Samária,    9454 11 21 2 falou este a Nabote, dizendo: Dá-me a tua vinha, para que me sirva de horta, porque está vizinha, ao pé da minha casa; e te darei por ela outra vinha melhor; ou, se desejares, dar-te-ei o seu valor em dinheiro.    9455 11 21 3 Respondeu, porém, Nabote a Acabe: Guarde-me o Senhor de que eu te dê a herança de meus pais.    9456 11 21 4 Então Acabe veio para sua casa, desgostoso e indignado, por causa da palavra que Nabote, o jizreelita, lhe falara; pois este lhe dissera: Não te darei a herança de meus pais. Tendo-se deitado na sua cama, virou a rosto, e não quis comer.    9457 11 21 5 Mas, vindo a ele Jezabel, sua mulher, lhe disse: Por que está o teu espírito tão desgostoso que não queres comer?    9458 11 21 6 Ele lhe respondeu: Porque falei a Nabote, o jizreelita, e lhe disse: Dá-me a tua vinha por dinheiro; ou, se te apraz, te darei outra vinha em seu lugar. Ele, porém, disse: Não te darei a minha vinha.    9459 11 21 7 Ao que Jezabel, sua mulher, lhe disse: Governas tu agora no reino de Israel? Levanta-te, come, e alegre-se o teu coração; eu te darei a vinha de Nabote, o jizreelita.    9460 11 21 8 Então escreveu cartas em nome de Acabe e, selando-as com o sinete dele, mandou-as aos anciãos e aos nobres que habitavam com Nabote na sua cidade.    9461 11 21 9 Assim escreveu nas cartas: Apregoai um jejum, e ponde Nabote diante do povo.    9462 11 21 10 E ponde defronte dele dois homens, filhos de Belial, que testemunhem contra ele, dizendo: Blasfemaste contra Deus e contra o rei. Depois conduzi-o para fora, e apedrejai-o até que morra.    9463 11 21 11 Pelo que os homens da cidade dele, isto é, os anciãos e os nobres que habitavam na sua cidade, fizeram como Jezabel lhes ordenara, conforme estava escrito nas cartas que ela lhes mandara.    9464 11 21 12 Apregoaram um jejum, e puseram Nabote diante do povo.    9465 11 21 13 Também vieram dois homens, filhos de Belial, e sentaram-se defronte dele; e estes filhos de Belial testemunharam contra Nabote perante o povo, dizendo: Nabote blasfemou contra Deus e contra o rei. Então o conduziram para fora da cidade e o apedrejaram, de sorte que morreu.    9466 11 21 14 Depois mandaram dizer a Jezabel : Nabote foi apedrejado e morreu.    9467 11 21 15 Ora, ouvindo Jezabel que Nabote fora apedrejado e morrera, disse a Acabe: Levanta-te e toma posse da vinha de Nabote, e jizreelita, a qual ele recusou dar-te por dinheiro; porque Nabote já não vive, mas é morto.    9468 11 21 16 Quando Acabe ouviu que Nabote já era morto, levantou-se para descer à vinha de Nabote, o jizreelita, a fim de tomar posse dela.    9469 11 21 17 Então veio a palavra do Senhor a Elias, o tisbita, dizendo:    9470 11 21 18 Levanta-te, desce para encontrar-te com Acabe, rei de Israel, que está em Samária. Eis que está na vinha de Nabote, aonde desceu a fim de tomar posse dela.    9471 11 21 19 E falar-lhe-ás, dizendo: Assim diz o Senhor: Porventura não mataste e tomaste a herança? Falar-lhe-ás mais, dizendo: Assim diz o Senhor: No lugar em que os cães lamberam o sangue de Nabote, lamberão também o teu próprio sangue.    9472 11 21 20 Ao que disse Acabe a Elias: Já me achaste, ó inimigo meu? Respondeu ele: Achei-te; porque te vendeste para fazeres o que é mau aos olhos do Senhor.    9473 11 21 21 Eis que trarei o mal sobre ti; lançarei fora a tua posteridade, e arrancarei de Acabe todo homem, escravo ou livre, em Israel;    9474 11 21 22 e farei a tua casa como a casa de Jeroboão, filho de Nebate, e como a casa de Baasa, filho de Aías, por causa da provocação com que me provocaste à ira, fazendo Israel pecar.    9475 11 21 23 Também acerca de Jezabel falou o Senhor, dizendo: Os cães comerão Jezabel junto ao antemuro de Jizreel.    9476 11 21 24 Quem morrer a Acabe na cidade, os cães o comerão; e o que lhe morrer no campo, as aves do céu o comerão.    9477 11 21 25 (Não houve, porém, ninguém como Acabe, que se vendeu para fazer o que era mau aos olhos do Senhor, sendo instigado por Jezabel, sua mulher.    9478 11 21 26 E fez grandes abominações, seguindo os ídolos, conforme tudo o que fizeram os amorreus, os quais o Senhor lançou fora da sua possessão, de diante dos filhos de Israel.)    9479 11 21 27 Sucedeu, pois, que Acabe, ouvindo estas palavras, rasgou as suas vestes, cobriu de saco a sua carne, e jejuou; e jazia em saco, e andava humildemente.    9480 11 21 28 Então veio a palavra do Senhor a Elias, o tisbita, dizendo:    9481 11 21 29 Não viste que Acabe se humilha perante mim? Por isso, porquanto se humilha perante mim, não trarei o mal enquanto ele viver, mas nos dias de seu filho trarei o mal sobre a sua casa.    9482 11 22 1 Passaram-se três anos sem haver guerra entre a Síria e Israel.    9483 11 22 2 No terceiro ano, porém, desceu Jeosafá, rei de Judá, a ter com o rei de Israel.    9484 11 22 3 E o rei de Israel disse aos seus servos: Não sabeis vós que Ramote-Gileade é nossa, e nós estamos quietos, sem a tomar da mão do rei da Síria?    9485 11 22 4 Então perguntou a Jeosafá: Irás tu comigo à peleja, a Ramote-Gileade? Respondeu Jeosafá ao rei de Israel: Como tu és sou eu, o meu povo como o teu povo, e os meus cavalos como os teus cavalos.    9486 11 22 5 Disse mais Jeosafá ao rei de Israel: Rogo-te, porém, que primeiro consultes a palavra do Senhor.    9487 11 22 6 Então o rei de Israel ajuntou os profetas, cerca de quatrocentos homens, e perguntou-lhes: Irei à peleja contra Ramote- Gileade, ou deixarei de ir? Responderam eles: Sobe, porque o Senhor a entregará nas mãos do rei.    9488 11 22 7 Disse, porém, Jeosafá: Não há aqui ainda algum profeta do Senhor, ao qual possamos consultar?    9489 11 22 8 Então disse o rei de Israel a Jeosafá: Ainda há um homem por quem podemos consultar ao Senhor - Micaías, filho de Inlá; porém eu o odeio, porque nunca profetiza o bem a meu respeito, mas somente o mal. Ao que disse Jeosafá: Não fale o rei assim.    9490 11 22 9 Então o rei de Israel chamou um eunuco, e disse: Traze-me depressa Micaías, filho de Inlá.    9491 11 22 10 Ora, o rei de Israel e Jeosafá, rei de Judá, vestidos de seus trajes reais, estavam assentados cada um no seu trono, na praça à entrada da porta de Samária; e todos os profetas profetizavam diante deles.    9492 11 22 11 E Zedequias, filho de Quenaaná, fez para si uns chifres de ferro, e disse: Assim diz o Senhor: Com estes ferirás os sírios, até que sejam consumidos.    9493 11 22 12 Do mesmo modo também profetizavam todos os profetas, dizendo: Sobe a Ramote-Gileade, e serás bem sucedido; porque o Senhor a entregará nas mãos do rei.    9494 11 22 13 O mensageiro que fora chamar Micaías falou-lhe, dizendo: Eis que as palavras dos profetas, a uma voz, são favoráveis ao rei; seja, pois, a tua palavra como a de um deles, e fala o que é bom.    9495 11 22 14 Micaías, porém, disse: Vive o Senhor, que o que o Senhor me disser, isso falarei.    9496 11 22 15 Quando ele chegou à presença do rei, este lhe disse: Micaías, iremos a Ramote-Gileade à peleja, ou deixaremos de ir? Respondeu-lhe ele: Sobe, e serás bem sucedido, porque o Senhor a entregará nas mãos do rei.    9497 11 22 16 E o rei lhe disse: Quantas vezes hei de conjurar-te que não me fales senão a verdade em nome do Senhor?    9498 11 22 17 Então disse ele: Vi todo o Israel disperso pelos montes, como ovelhas que não têm pastor; e disse o Senhor: Estes não têm senhor; torne cada um em paz para sua casa.    9499 11 22 18 Disse o rei de Israel a Jeosafá: Não te disse eu que ele não profetizaria o bem a meu respeito, mas somente o mal?    9500 11 22 19 Micaías prosseguiu: Ouve, pois, a palavra do Senhor! Vi o Senhor assentado no seu trono, e todo o exército celestial em pé junto a ele, à sua direita e à sua esquerda.    9501 11 22 20 E o Senhor perguntou: Quem induzirá Acabe a subir, para que caia em Ramote-Gileade? E um respondia de um modo, e outro de outro.    9502 11 22 21 Então saiu um espírito, apresentou-se diante do Senhor, e disse: Eu o induzirei. E o Senhor lhe perguntou: De que modo?    9503 11 22 22 Respondeu ele: Eu sairei, e serei um espírito mentiroso na boca de todos os seus profetas. Ao que disse o Senhor: Tu o induzirás, e prevalecerás; sai, e faze assim.    9504 11 22 23 Agora, pois, eis que o Senhor pôs um espírito mentiroso na boca dentes da casa dele; sim, tornarei a tua casa como a casa de respeito de ti.    9505 11 22 24 Então Zedequias, filho de Quenaaná, chegando-se, feriu a Micaías na face e disse: Por onde passou de mim o Espírito do Senhor para falar a ti?    9506 11 22 25 Respondeu Micaías: Eis que tu o verás naquele dia, quando entrares numa câmara interior, para te esconderes.    9507 11 22 26 Então disse o rei de Israel: Tomai Micaías, e tornai a levá-lo a Amom, o governador da cidade, e a Joás, filho do rei,    9508 11 22 27 dizendo-lhes: Assim diz o rei: Metei este homem no cárcere, e sustentai-o a pão e água, até que eu volte em paz.    9509 11 22 28 Replicou Micaías: Se tu voltares em paz, o senhor não tem falado por mim. Disse mais: Ouvi, povos todos!    9510 11 22 29 Assim o rei de Israel e Jeosafá, rei de Judá, subiram a Ramote-Gileade.    9511 11 22 30 E disse o rei de Israel a Jeosafá: Eu me disfarçarei, e entrarei na peleja; tu, porém, veste os teus trajes reais. Disfarçou-se, pois, o rei de Israel, e entrou na peleja.    9512 11 22 31 Ora, o rei da Síria tinha ordenado aos capitães dos carros, que eram trinta e dois, dizendo: Não pelejeis nem contra pequeno nem contra grande, senão só contra o rei de Israel.    9513 11 22 32 E sucedeu que, vendo os capitães dos carros a Jeosafá, disseram: Certamente este é o rei de Israel. Viraram-se, pois, para pelejar com ele, e Jeosafá gritou.    9514 11 22 33 Vendo os capitães dos carros que não era o rei de Israel, deixaram de segui-lo.    9515 11 22 34 Então um homem entesou o seu arco, e atirando a esmo, feriu o rei de Israel por entre a couraça e a armadura abdominal. Pelo que ele disse ao seu carreteiro: Dá volta, e tira-me do exército, porque estou gravemente ferido.    9516 11 22 35 E a peleja tornou-se renhida naquele dia; contudo o rei foi sustentado no carro contra os sírios; porém à tarde ele morreu; e o sangue da ferida corria para o fundo do carro.    9517 11 22 36 Ao pôr do sol passou pelo exército a palavra: Cada um para a sua cidade, e cada um para a sua terra!    9518 11 22 37 Morreu, pois, o rei, e o levaram para Samária, e ali o sepultaram.    9519 11 22 38 E lavaram o seu carro junto ao tanque de Samária, e os cães lamberam-lhe o sangue, conforme a palavra que o Senhor tinha dito; ora, as prostitutas se banhavam ali.    9520 11 22 39 Quanto ao restante dos atos de Acabe, e a tudo quanto fez, e à casa de marfim que construiu, e a todas as cidades que edificou, porventura não estão escritos no livro das crônicas dos reis de Israel?    9521 11 22 40 Assim dormiu Acabe com seus pais. E Acazias, seu filho, reinou em seu lugar.    9522 11 22 41 Ora, Jeosafá, filho de Asa, começou a reinar sobre Judá no quarto ano de Acabe, rei de Israel.    9523 11 22 42 Era Jeosafá da idade de trinta e cinco anos quando começou a reinar, e reinou vinte e cinco anos em Jerusalém. Era o nome de sua mãe Azuba, filha de Sili.    9524 11 22 43 E andou em todos os caminhos de seu pai Asa; não se desviou deles, mas fez o que era reto aos olhos do Senhor. Todavia os altos não foram tirados e o povo ainda sacrificava e queimava incenso nos altos.    9525 11 22 44 E Jeosafá teve paz com o rei de Israel.    9526 11 22 45 Quanto ao restante dos atos de Jeosafá, e ao poder que mostrou, e como guerreou, porventura não estão escritos no livro das crônicas dos reis de Judá?    9527 11 22 46 Também expulsou da terra o restante dos sodomitas, que ficaram nos dias de seu pai Asa    9528 11 22 47 Nesse tempo não havia rei em Edom; um vice-rei governava.    9529 11 22 48 E Jeosafá construiu navios de Társis para irem a Ofir em busca de ouro; porém não foram, porque os navios se quebraram em Eziom-Geber.    9530 11 22 49 Então Acazias, filho de Acabe, disse a Jeosafá: Vão os meus servos com os teus servos nos navios. Jeosafá, porém, não quis.    9531 11 22 50 Depois Jeosafá dormiu com seus pais, e foi sepultado junto a eles na cidade de Davi, seu pai. E em seu lugar reinou seu filho Jeorão.    9532 11 22 51 Ora, Acazias, filho de Acabe, começou a reinar em Samaria no ano dezessete de Jeosafá, rei de Judá, e reinou dois anos sobre Israel.    9533 11 22 52 E fez o que era mau aos olhos do Senhor; porque andou no caminho de seu pai, como também no caminho de sua mãe, e no caminho de Jeroboão, filho de Nebate, que fez Israel pecar.    9534 11 22 53 Serviu a Baal, e o adorou, provocando à ira o Senhor Deus de Israel, conforme tudo quanto seu pai fizera.    9535 12 1 1 Depois da morte de Acabe, Moabe se rebelou contra Israel.    9536 12 1 2 Ora, Acazias caiu pela grade do seu quarto alto em Samária, e adoeceu; e enviou mensageiros, dizendo-lhes: Ide, e perguntai a Baal-Zebube, deus de Ecrom, se sararei desta doença.    9537 12 1 3 O anjo do Senhor, porém, disse a Elias, o tisbita: Levanta- te, sobe para te encontrares com os mensageiros do rei de Samária, e dize-lhes: Porventura não há Deus em Israel, para irdes consultar a Baal-Zebube, deus de Ecrom?    9538 12 1 4 Agora, pois, assim diz o Senhor: Da cama a que subiste não descerás, mas certamnente morrerás. E Elias se foi.    9539 12 1 5 Os mensageiros voltaram para Acazias, que lhes perguntou: Que há, que voltastes?    9540 12 1 6 Responderam-lhe eles: Um homem subiu ao nosso encontro, e nos disse: Ide, voltai para o rei que vos mandou, e dizei-lhe: Assim diz o Senhor: Porventura não há Deus em Israel, para que mandes consultar a Baal-Zebube, deus de Ecrom? Portanto, da cama a que subiste não descerás, mas certamente morrerás.    9541 12 1 7 Pelo que ele lhes indagou: Qual era a aparência do homem que subiu ao vosso encontro e vos falou estas palavras?    9542 12 1 8 Responderam-lhe eles: Era um homem vestido de pelos, e com os lombos cingidos dum cinto de couro. Então disse ele: É Elias, o tisbita.    9543 12 1 9 Então o rei lhe enviou um chefe de cinqüenta, com os seus cinqüenta. Este subiu a ter com Elias que estava sentado no cume do monte, e disse-lhe: ç homem de Deus, o rei diz: Desce.    9544 12 1 10 Mas Elias respondeu ao chefe de cinqüenta, dizendo-lhe: Se eu, pois, sou homem de Deus, desça fogo do céu, e te consuma a ti e aos teus cinqüenta. Então desceu fogo do céu, e consumiu a ele e aos seus cinqüenta.    9545 12 1 11 Tornou o rei a enviar-lhe outro chefe de cinqüenta com os seus cinqüenta. Este lhe falou, dizendo: ç homem de Deus, assim diz o rei: Desce depressa.    9546 12 1 12 Também a este respondeu Elias: Se eu sou homem de Deus, desça fogo do céu, e te consuma a ti e aos teus cinqüenta. Então o fogo de Deus desceu do céu, e consumiu a ele e aos seus cinqüenta.    9547 12 1 13 Ainda tornou o rei a enviar terceira vez um chefe de cinqüenta com os seus cinqüenta. E o terceiro chefe de cinqüenta, subindo, veio e pôs-se de joelhos diante de Elias e suplicou-lhe, dizendo: ç homem de Deus, peço-te que seja preciosa aos teus olhos a minha vida, e a vida destes cinqüenta teus servos.    9548 12 1 14 Eis que desceu fogo do céu, e consumiu aqueles dois primeiros chefes de cinqüenta, com os seus cinqüenta; agora, porém, seja preciosa aos teus olhos a minha vida.    9549 12 1 15 Então o anjo do Senhor disse a Elias: Desce com este; não tenhas medo dele. Levantou-se, pois, e desceu com ele ao rei.    9550 12 1 16 E disse-lhe: Assim diz o Senhor: Por que enviaste mensageiros a consultar a Baal-Zebube, deus de Ecrom? Porventura é porque não há Deus em Israel, para consultares a sua palavra? Portanto, desta cama a que subiste não descerás, mas certamente morrerás.    9551 12 1 17 Assim, pois, morreu conforme a palavra do Senhor que Elias falara. E Jorão começou a reinar em seu lugar no ano segundo de Jeorão, filho de Jeosafá, rei de Judá; porquanto Acazias não tinha filho.    9552 12 1 18 Ora, o restante dos feitos de Acazias, porventura não está escrito no livro das crônicas dos reis de Israel?    9553 12 2 1 Quando o Senhor estava para tomar Elias ao céu num redemoinho, Elias partiu de Gilgal com Eliseu.    9554 12 2 2 Disse Elias a Eliseu: Fica-te aqui, porque o Senhor me envia a Betel. Eliseu, porém disse: Vive o Senhor, e vive a tua alma, que não te deixarei. E assim desceram a Betel.    9555 12 2 3 Então os filhos dos profetas que estavam em Betel saíram ao encontro de Eliseu, e lhe disseram: Sabes que o Senhor hoje tomará o teu senhor por sobre a tua cabeça? E ele disse: Sim, eu o sei; calai-vos.    9556 12 2 4 E Elias lhe disse: Eliseu, fica-te aqui, porque o Senhor me envia a Jericó. Ele, porém, disse: Vive o Senhor, e vive a tua alma, que não te deixarei. E assim vieram a Jericó.    9557 12 2 5 Então os filhos dos profetas que estavam em Jericó se chegaram a Eliseu, e lhe disseram: Sabes que o Senhor hoje tomará o teu senhor por sobre a tua cabeça? E ele disse: Sim, eu o sei; calai-vos.    9558 12 2 6 E Elias lhe disse: Fica-te aqui, porque o senhor me envia ao Jordão. Mas ele disse: Vive o Senhor, e vive a tua alma, que não te deixarei. E assim ambos foram juntos.    9559 12 2 7 E foram cinqüenta homens dentre os filhos dos profetas, e pararam defronte deles, de longe; e eles dois pararam junto ao Jordão.    9560 12 2 8 Então Elias tomou a sua capa e, dobrando-a, feriu as águas, as quais se dividiram de uma à outra banda; e passaram ambos a pé enxuto.    9561 12 2 9 Havendo eles passado, Elias disse a Eliseu: Pede-me o que queres que eu te faça, antes que seja tomado de ti. E disse Eliseu: Peço-te que haja sobre mim dobrada porção de teu espírito.    9562 12 2 10 Respondeu Elias: Coisa difícil pediste. Todavia, se me vires quando for tomado de ti, assim se te fará; porém, se não, não se fará.    9563 12 2 11 E, indo eles caminhando e conversando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho.    9564 12 2 12 O que vendo Eliseu, clamou: Meu pai, meu pai! o carro de Israel, e seus cavaleiros! E não o viu mais. Pegou então nas suas vestes e as rasgou em duas partes;    9565 12 2 13 tomou a capa de Elias, que dele caíra, voltou e parou à beira do Jordão.    9566 12 2 14 Então, pegando da capa de Elias, que dele caíra, feriu as águas e disse: Onde está o Senhor, o Deus de Elias? Quando feriu as águas, estas se dividiram de uma à outra banda, e Eliseu passou.    9567 12 2 15 Vendo-o, pois, os filhos dos profetas que estavam defronte dele em Jericó, disseram: O espírito de Elias repousa sobre Eliseu. E vindo ao seu encontro, inclinaram-se em terra diante dele.    9568 12 2 16 E disseram-lhe: Eis que entre os teus servos há cinqüenta homens valentes. Deixa-os ir, pedimos-te, em busca do teu senhor; pode ser que o Espírito do Senhor o tenha arrebatado e lançado nalgum monte, ou nalgum vale. Ele, porém, disse: Não os envieis.    9569 12 2 17 Mas insistiram com ele, até que se envergonhou; e disse-lhes: Enviai. E enviaram cinqüenta homens, que o buscaram três dias, porém não o acharam.    9570 12 2 18 Então voltaram para Eliseu, que ficara em Jericó; e ele lhes disse: Não vos disse eu que não fôsseis?    9571 12 2 19 Os homens da cidade disseram a Eliseu: Eis que a situação desta cidade é agradável, como vê o meu senhor; porém as águas são péssimas, e a terra é estéril.    9572 12 2 20 E ele disse: Trazei-me um jarro novo, e ponde nele sal. E lho trouxeram.    9573 12 2 21 Então saiu ele ao manancial das águas e, deitando sal nele, disse: Assim diz o Senhor: Sarei estas águas; não mais sairá delas morte nem esterilidade.    9574 12 2 22 E aquelas águas ficaram sãs, até o dia de hoje, conforme a palavra que Eliseu disse.    9575 12 2 23 Então subiu dali a Betel; e, subindo ele pelo caminho, uns meninos saíram da cidade, e zombavam dele, dizendo: Sobe, calvo; sobe, calvo!    9576 12 2 24 E, virando-se ele para trás, os viu, e os amaldiçoou em nome do Senhor. Então duas ursas saíram do bosque, e despedaçaram quarenta e dois daqueles meninos.    9577 12 2 25 E dali foi para o monte Carmelo, de onde voltou para Samária.    9578 12 3 1 Ora, Jorão, filho de Acabe, começou a reinar sobre Israel, em Samária, no décimo oitavo ano de Jeosafá, rei de Judá, e reinou doze anos.    9579 12 3 2 Fez o que era mau aos olhos do Senhor, porém não como seu pai, nem como sua mãe; pois tirou a coluna de Baal que seu pai fizera.    9580 12 3 3 Contudo aderiu aos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, com que este fizera Israel pecar, e deles não se apartou.    9581 12 3 4 Ora, Messa, rei dos moabitas, era criador de ovelhas, e pagava de tributo ao rei de Israel cem mil cordeiros, e cem mil carneiros com a sua lã.    9582 12 3 5 Sucedeu, porém, que, morrendo Acabe, o rei dos moabitas se rebelou contra o rei de Israel.    9583 12 3 6 Por isso, nesse mesmo tempo Jorão saiu de Samária e fez revista de todo o Israel.    9584 12 3 7 E, pondo-se em marcha, mandou dizer a Jeosafá, rei de Judá: O rei dos moabitas rebelou-se contra mim; irás tu comigo a guerra contra os moabitas? Respondeu ele: Irei; como tu és sou eu, o meu povo como o teu povo, e os meus cavalos como os teus cavalos.    9585 12 3 8 E perguntou: Por que caminho subiremos? Respondeu-lhe Jorão: Pelo caminho do deserto de Edom.    9586 12 3 9 Partiram, pois, o rei de Israel, o rei de Judá e o rei de Edom; e andaram rodeando durante sete dias; e não havia água para o exército nem para o gado que os seguia.    9587 12 3 10 Disse então o rei de Israel: Ah! o Senhor chamou estes três reis para entregá-los nas mãos dos moabitas.    9588 12 3 11 Perguntou, porém, Jeosafá: Não há aqui algum profeta do Senhor por quem consultemos ao Senhor? Então respondeu um dos servos do rei de Israel, e disse: Aqui está Eliseu, filho de Safate, que deitava água sobre as mãos de Elias.    9589 12 3 12 Disse Jeosafá: A palavra do Senhor está com ele. Então o rei de Israel, e Jeosafá, e o rei de Edom desceram a ter com ele.    9590 12 3 13 Eliseu disse ao rei de Israel: Que tenho eu contigo? Vai ter com os profetas de teu pai, e com os profetas de tua mãe. O rei de Israel, porém, lhe disse: Não; porque o Senhor chamou estes três reis para entregá-los nas mãos dos moabitas.    9591 12 3 14 Respondeu Eliseu: Vive o Senhor dos exércitos, em cuja presença estou, que se eu não respeitasse a presença de Jeosafá, rei de Judá, não te contemplaria, nem te veria.    9592 12 3 15 Agora, contudo, trazei-me um harpista. E sucedeu que, enquanto o harpista tocava, veio a mão do Senhor sobre Eliseu.    9593 12 3 16 E ele disse: Assim diz o Senhor: Fazei neste vale muitos poços.    9594 12 3 17 Porque assim diz o Senhor: Não vereis vento, nem vereis chuva; contudo este vale se encherá de água, e bebereis vós, os vossos servos e os vossos animais.    9595 12 3 18 E ainda isso é pouco aos olhos do Senhor; também entregará ele os moabitas nas vossas mãos,    9596 12 3 19 e ferireis todas as cidades fortes e todas as cidades escolhidas, cortareis todas as boas árvores, tapareis todas as fontes d`água, e cobrireis de pedras todos os bons campos.    9597 12 3 20 E sucedeu que, pela manhã, à hora de se oferecer o sacrifício, eis que vinham as águas pelo caminho de Edom, e a terra se encheu d`água:    9598 12 3 21 Ouvindo, pois, todos os moabitas que os reis tinham subido para pelejarem contra eles, convocaram-se todos os que estavam em idade de pegar armas, e daí para cima, e puseram-se às fronteiras.    9599 12 3 22 Levantaram-se os moabitas de madrugada e, resplandecendo o sol sobre as águas, viram diante de si as águas vermelhas como sangue;    9600 12 3 23 e disseram: Isto é sangue; certamente os reis pelejaram entre si e se mataram um ao outro! Agora, pois, à presa, moabitas!    9601 12 3 24 Quando, porém, chegaram ao arraial de Israel, os israelitas se levantaram, e bateram os moabitas, os quais fugiram diante deles; e ainda entraram na terra, ferindo ali também os moabitas.    9602 12 3 25 E arrasaram as cidades; e cada um deles lançou pedras em todos os bons campos, entulhando-os; taparam todas as fontes d`água, e cortaram todas as boas árvores; somente a Quir-Haresete deixaram ficar as pedras; contudo os fundeiros a cercaram e a feriram.    9603 12 3 26 Vendo o rei dos moabitas que a peleja prevalecia contra ele, tomou consigo setecentos homens que arrancavam da espada, para romperem contra o rei de Edom; porém não puderam.    9604 12 3 27 Então tomou a seu filho primogênito, que havia de reinar em seu lugar, e o ofereceu em holocausto sobre o muro, pelo que houve grande indignação em Israel; por isso retiraram-se dele, e voltaram para a sua terra.    9605 12 4 1 Ora uma dentre as mulheres dos filhos dos profetas clamou a Eliseu, dizendo: Meu marido, teu servo, morreu; e tu sabes que o teu servo temia ao Senhor. Agora acaba de chegar o credor para levar-me os meus dois filhos para serem escravos.    9606 12 4 2 Perguntou-lhe Eliseu: Que te hei de fazer? Dize-me o que tens em casa. E ela disse: Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite.    9607 12 4 3 Disse-lhe ele: Vai, pede emprestadas vasilhas a todos os teus vizinhos, vasilhas vazias, não poucas.    9608 12 4 4 Depois entra, e fecha a porta sobre ti e sobre teus filhos; deita azeite em todas essas vasilhas, e põe à parte a que estiver cheia.    9609 12 4 5 Então ela se apartou dele. Depois, fechada a porta sobre si e sobre seus filhos, estes lhe chegavam as vasilhas, e ela as enchia.    9610 12 4 6 Cheias que foram as vasilhas, disse a seu filho: Chega-me ainda uma vasilha. Mas ele respondeu: Não há mais vasilha nenhuma. Então o azeite parou.    9611 12 4 7 Veio ela, pois, e o fez saber ao homem de Deus. Disse-lhe ele: Vai, vende o azeite, e paga a tua dívida; e tu e teus filhos vivei do resto.    9612 12 4 8 Sucedeu também certo dia que Eliseu foi a Suném, onde havia uma mulher rica que o reteve para comer; e todas as vezes que ele passava por ali, lá se dirigia para comer.    9613 12 4 9 E ela disse a seu marido: Tenho observado que este que passa sempre por nós é um santo homem de Deus.    9614 12 4 10 Façamos-lhe, pois, um pequeno quarto sobre o muro; e ponhamos-lhe ali uma cama, uma mesa, uma cadeira e um candeeiro; e há de ser que, quando ele vier a nós se recolherá ali.    9615 12 4 11 Sucedeu que um dia ele chegou ali, recolheu-se àquele quarto e se deitou.    9616 12 4 12 Então disse ao seu moço Geazi: Chama esta sunamita. Ele a chamou, e ela se apresentou perante ele.    9617 12 4 13 Pois Eliseu havia dito a Geazi: Dize-lhe: Eis que tu nos tens tratado com todo o desvelo; que se há de fazer por ti? Haverá alguma coisa de que se fale por ti ao rei, ou ao chefe do exército? Ao que ela respondera: Eu habito no meio do meu povo.    9618 12 4 14 Então dissera ele: Que se há de fazer, pois por ela? E Geazi dissera: Ora, ela não tem filho, e seu marido é velho.    9619 12 4 15 Pelo que disse ele: Chama-a. E ele a chamou, e ela se pôs à porta.    9620 12 4 16 E Eliseu disse: Por este tempo, no ano próximo, abraçarás um filho. Respondeu ela: Não, meu senhor, homem de Deus, não mintas à tua serva.    9621 12 4 17 Mas a mulher concebeu, e deu à luz um filho, no tempo determinado, no ano seguinte como Eliseu lhe dissera.    9622 12 4 18 Tendo o menino crescido, saiu um dia a ter com seu pai, que estava com os segadores.    9623 12 4 19 Disse a seu pai: Minha cabeça! minha cabeça! Então ele disse a um moço: Leva-o a sua mae.    9624 12 4 20 Este o tomou, e o levou a sua mãe; e o menino esteve sobre os joelhos dela até o meio-dia, e então morreu.    9625 12 4 21 Ela subiu, deitou-o sobre a cama do homem de Deus e, fechando sobre ele a porta, saiu.    9626 12 4 22 Então chamou a seu marido, e disse: Manda-me, peço-te, um dos moços e uma das jumentas, para que eu corra ao homem de Deus e volte.    9627 12 4 23 Disse ele: Por que queres ir ter com ele hoje? Não é lua nova nem sábado. E ela disse: Tudo vai bem.    9628 12 4 24 Então ela fez albardar a jumenta, e disse ao seu moço: Guia e anda, e não me detenhas no caminhar, senão quando eu to disser.    9629 12 4 25 Partiu pois, e foi ter com o homem de Deus, ao monte Carmelo; e sucedeu que, vendo-a de longe o homem de Deus, disse a Geazi, seu moço: Eis aí a sunamita;    9630 12 4 26 corre-lhe ao encontro e pergunta-lhe: Vais bem? Vai bem teu marido? Vai bem teu filho? Ela respondeu: Vai bem.    9631 12 4 27 Chegando ela ao monte, à presença do homem de Deus, apegou- se-lhe aos pés. Chegou-se Geazi para a retirar, porém, o homem de Deus lhe disse: Deixa-a, porque a sua alma está em amargura, e o Senhor mo encobriu, e não mo manifestou.    9632 12 4 28 Então disse ela: Pedi eu a meu senhor algum filho? Não disse eu: Não me enganes?    9633 12 4 29 Ao que ele disse a Geazi: Cinge os teus lombos, toma o meu bordão na mão, e vai. Se encontrares alguém, não o saúdes; e se alguém te saudar, não lhe respondas; e põe o meu bordão sobre o rosto do menino.    9634 12 4 30 A mãe do menino, porém, disse: Vive o senhor, e vive a tua alma, que não te hei de deixar. Então ele se levantou, e a seguiu.    9635 12 4 31 Geazi foi adiante deles, e pôs o bordão sobre o rosto do menino; porém não havia nele voz nem sentidos. Pelo que voltou a encontrar-se com Eliseu, e o informou, dizendo: O menino não despertou.    9636 12 4 32 Quando Eliseu chegou à casa, eis que o menino jazia morto sobre a sua cama.    9637 12 4 33 Então ele entrou, fechou a porta sobre eles ambos, e orou ao Senhor.    9638 12 4 34 Em seguida subiu na cama e deitou-se sobre o menino, pondo a boca sobre a boca do menino, os olhos sobre os seus olhos, e as mãos sobre as suas mãos, e ficou encurvado sobre ele até que a carne do menino aqueceu.    9639 12 4 35 Depois desceu, andou pela casa duma parte para outra, tornou a subir, e se encurvou sobre ele; então o menino espirrou sete vezes, e abriu os olhos.    9640 12 4 36 Eliseu chamou a Geazi, e disse: Chama essa sunamita. E ele a chamou. Quando ela se lhe apresentou, disse ele :Toma o teu filho.    9641 12 4 37 Então ela entrou, e prostrou-se a seus pés, inclinando-se à terra; e tomando seu filho, saiu.    9642 12 4 38 Eliseu voltou a Gilgal. E havia fome na terra; e os filhos dos profetas estavam sentados na sua presença. E disse ao seu moço: Põe a panela grande ao lume, e faze um caldo de ervas para os filhos dos profetas.    9643 12 4 39 Então um deles saiu ao campo a fim de apanhar ervas, e achando uma parra brava, colheu dela a sua capa cheia de colocíntidas e, voltando, cortou-as na panela do caldo, não sabendo o que era.    9644 12 4 40 Assim tiraram de comer para os homens. E havendo eles provado o caldo, clamaram, dizendo: ç homem de Deus, há morte na panela! E não puderam comer.    9645 12 4 41 Ele, porém, disse: Trazei farinha. E deitou-a na panela, e disse: Tirai para os homens, a fim de que comam. E já não havia mal nenhum na panela.    9646 12 4 42 Um homem veio de Baal-Salisa, trazendo ao homem de Deus pães das primícias, vinte pães de cevada, e espigas verdes no seu alforje. Eliseu disse: Dá ao povo, para que coma.    9647 12 4 43 Disse, porém, seu servo: Como hei de pôr isto diante de cem homens? Ao que tornou Eliseu: Dá-o ao povo, para que coma; porque assim diz o Senhor: Comerão e sobejará.    9648 12 4 44 Então lhos pôs diante; e comeram, e ainda sobrou, conforme a palavra do Senhor.    9649 12 5 1 Ora, Naamã, chefe do exército do rei da Síria, era um grande homem diante do seu senhor, e de muito respeito, porque por ele o Senhor dera livramento aos sírios; era homem valente, porém leproso.    9650 12 5 2 Os sírios, numa das suas investidas, haviam levado presa, da terra de Israel, uma menina que ficou ao serviço da mulher de Naamã.    9651 12 5 3 Disse ela a sua senhora: Oxalá que o meu senhor estivesse diante do profeta que está em Samária! Pois este o curaria da sua lepra.    9652 12 5 4 Então Naamã foi notificar a seu senhor, dizendo: Assim e assim falou a menina que é da terra de Israel.    9653 12 5 5 Respondeu o rei da Síria: Vai, anda, e enviarei uma carta ao rei de Israel. Foi, pois, e levou consigo dez talentos de prata, e seis mil siclos de ouro e dez mudas de roupa.    9654 12 5 6 Também levou ao rei de Israel a carta, que dizia: Logo, em chegando a ti esta carta, saberás que eu te enviei Naamã, meu servo, para que o cures da sua lepra.    9655 12 5 7 Tendo o rei de Israel lido a carta, rasgou as suas vestes, e disse: Sou eu Deus, que possa matar e vivificar, para que este envie a mim um homem a fim de que eu o cure da sua lepra? Notai, peço-vos, e vede como ele anda buscando ocasião contra mim.    9656 12 5 8 Quando Eliseu, o homem de Deus, ouviu que o rei de Israel rasgara as suas vestes, mandou dizer ao rei: Por que rasgaste as tuas vestes? Deixa-o vir ter comigo, e saberá que há profeta em Israel.    9657 12 5 9 Veio, pois, Naamã com os seus cavalos, e com o seu carro, e parou à porta da casa de Eliseu.    9658 12 5 10 Então este lhe mandou um mensageiro, a dizer-lhe: Vai, lava-te sete vezes no Jordão, e a tua carne tornará a ti, e ficarás purificado.    9659 12 5 11 Naamã, porém, indignado, retirou-se, dizendo: Eis que pensava eu: Certamente ele sairá a ter comigo, pôr-se-á em pé, invocará o nome do Senhor seu Deus, passará a sua mão sobre o lugar, e curará o leproso.    9660 12 5 12 Não são, porventura, Abana e Farpar, rios de Damasco, melhores do que todas as águas de Israel? não poderia eu lavar-me neles, e ficar purificado? Assim se voltou e se retirou com indignação.    9661 12 5 13 Os seus servos, porém, chegaram-se a ele e lhe falaram, dizendo: Meu pai, se o profeta te houvesse indicado alguma coisa difícil, porventura não a terias cumprido? Quanto mais, dizendo-te ele: Lava-te, e ficarás purificado.    9662 12 5 14 Desceu ele, pois, e mergulhou-se no Jordão sete vezes, conforme a palavra do homem de Deus; e a sua carne tornou-se como a carne dum menino, e ficou purificado.    9663 12 5 15 Então voltou ao homem de Deus, ele e toda a sua comitiva; chegando, pôs-se diante dele, e disse: Eis que agora sei que em toda a terra não há Deus senão em Israel; agora, pois, peço-te que do teu servo recebas um presente.    9664 12 5 16 Ele, porém, respondeu: Vive o Senhor, em cuja presença estou, que não o receberei. Naamã instou com ele para que o tomasse; mas ele recusou.    9665 12 5 17 Ao que disse Naamã: Seja assim; contudo dê-se a este teu servo terra que baste para carregar duas mulas; porque nunca mais oferecerá este teu servo holocausto nem sacrifício a outros deuses, senão ao Senhor.    9666 12 5 18 Nisto perdoe o Senhor ao teu servo: Quando meu amo entrar na casa de Rimom para ali adorar, e ele se apoiar na minha mão, e eu também me tenha de encurvar na casa de Rimom; quando assim me encurvar na casa de Rimom, nisto perdoe o Senhor ao teu servo.    9667 12 5 19 Eliseu lhe disse: Vai em paz.    9668 12 5 20 Quando Naamã já ia a uma pequena distância, Geazi, moço de Eliseu, o homem de Deus, disse: Eis que meu senhor poupou a este sírio Naamã, não recebendo da mão dele coisa alguma do que trazia; vive o Senhor, que hei de correr atrás dele, e receber dele alguma coisa.    9669 12 5 21 Foi pois, Geazi em alcance de Naamã. Este, vendo que alguém corria atrás dele, saltou do carro a encontrá-lo, e perguntou: Vai tudo bem?    9670 12 5 22 Respondeu ele: Tudo vai bem. Meu senhor me enviou a dizer-te: Eis que agora mesmo vieram a mim dois mancebos dos filhos dos profetas da região montanhosa de Efraim; dá-lhes, pois, um talento de prata e duas mudas de roupa.    9671 12 5 23 Disse Naamã: Sê servido de tomar dois talentos. E instou com ele, e amarrou dois talentos de prata em dois sacos, com duas mudas de roupa, e pô-los sobre dois dos seus moços, os quais os levaram adiante de Geazi.    9672 12 5 24 Tendo ele chegado ao outeiro, tomou-os das mãos deles e os depositou na casa; e despediu aqueles homens, e eles se foram.    9673 12 5 25 Mas ele entrou e pôs-se diante de seu amo. Então lhe perguntou Eliseu: Donde vens, Geazi? Respondeu ele: Teu servo não foi a parte alguma.    9674 12 5 26 Eliseu porém, lhe disse: Porventura não foi contigo o meu coração, quando aquele homem voltou do seu carro ao teu encontro? Era isto ocasião para receberes prata e roupa, olivais e vinhas, ovelhas e bois, servos e servas?    9675 12 5 27 Portanto a lepra de Naamã se pegará a ti e à tua descendência para sempre. Então Geazi saiu da presença dele leproso, branco como a neve.    9676 12 6 1 Os filhos dos profetas disseram a Eliseu: Eis que o lugar em que habitamos diante da tua face é estreito demais para nós.    9677 12 6 2 Vamos, pois até o Jordão, tomemos de lá cada um de nós, uma viga, e ali edifiquemos para nós um lugar em que habitemos. Respondeu ele: Ide.    9678 12 6 3 Disse-lhe um deles: Digna-te de ir com os teus servos. E ele respondeu: Eu irei.    9679 12 6 4 Assim foi com eles; e, chegando eles ao Jordão, cortavam madeira.    9680 12 6 5 Mas sucedeu que, ao derrubar um deles uma viga, o ferro do machado caiu na água; e ele clamou, dizendo: Ai, meu senhor! ele era emprestado.    9681 12 6 6 Perguntou o homem de Deus: Onde caiu? E ele lhe mostrou o lugar. Então Eliseu cortou um pau, e o lançou ali, e fez flutuar o ferro.    9682 12 6 7 E disse: Tira-o. E ele estendeu a mão e o tomou.    9683 12 6 8 Ora, o rei da Síria fazia guerra a Israel; e teve conselho com os seus servos, dizendo: Em tal e tal lugar estará o meu acampamento.    9684 12 6 9 E o homem de Deus mandou dizer ao rei de Israel: Guarda-te de passares por tal lugar porque os sírios estão descendo ali.    9685 12 6 10 Pelo que o rei de Israel enviou àquele lugar, de que o homem de Deus lhe falara, e de que o tinha avisado, e assim se salvou. Isso aconteceu não uma só vez, nem duas.    9686 12 6 11 Turbou-se por causa disto o coração do rei da Síria que chamou os seus servos, e lhes disse: Não me fareis saber quem dos nossos é pelo rei de Israel?    9687 12 6 12 Respondeu um dos seus servos: Não é assim, ó rei meu senhor, mas o profeta Eliseu que está em Israel, faz saber ao rei de Israel as palavras que falas na tua câmara de dormir.    9688 12 6 13 E ele disse: Ide e vede onde ele está, para que eu envie e mande trazê-lo. E foi-lhe dito; Eis que está em Dotã.    9689 12 6 14 Então enviou para lá cavalos, e carros, e um grande exército, os quais vieram de noite e cercaram a cidade.    9690 12 6 15 Tendo o moço do homem de Deus se levantado muito cedo, saiu, e eis que um exército tinha cercado a cidade com cavalos e carros. Então o moço disse ao homem de Deus: Ai, meu senhor! que faremos?    9691 12 6 16 Respondeu ele: Não temas; porque os que estão conosco são mais do que os que estão com eles.    9692 12 6 17 E Eliseu orou, e disse: ç senhor, peço-te que lhe abras os olhos, para que veja. E o Senhor abriu os olhos do moço, e ele viu; e eis que o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo em redor de Eliseu.    9693 12 6 18 Quando os sírios desceram a ele, Eliseu orou ao Senhor, e disse: Fere de cegueira esta gente, peço-te. E o Senhor os feriu de cegueira, conforme o pedido de Eliseu.    9694 12 6 19 Então Eliseu lhes disse: Não é este o caminho, nem é esta a cidade; segui-me, e guiar-vos-ei ao homem que buscais. E os guiou a Samária.    9695 12 6 20 E sucedeu que, chegando eles a Samária, disse Eliseu: Ó Senhor, abre a estes os olhos para que vejam. O Senhor lhes abriu os olhos, e viram; e eis que estavam no meio de Samária.    9696 12 6 21 Quando o rei de Israel os viu, disse a Eliseu: Feri-los-ei, feri-los-ei, meu pai?    9697 12 6 22 Respondeu ele: Não os ferirás; feririas tu os que tomasses prisioneiros com a tua espada e com o teu arco? Põe-lhes diante pão e água, para que comam e bebam, e se vão para seu senhor.    9698 12 6 23 Preparou-lhes, pois, um grande banquete; e eles comeram e beberam; então ele os despediu, e foram para seu senhor. E as tropas dos sírios desistiram de invadir a terra de Israel.    9699 12 6 24 Sucedeu, depois disto, que Bene-Hadade, rei da Síria, ajuntando todo o seu exército, subiu e cercou Samária.    9700 12 6 25 E houve grande fome em Samária, porque mantiveram o cerco até que se vendeu uma cabeça de jumento por oitenta siclos de prata, e a quarta parte dum cabo de esterco de pombas por cinco siclos de prata.    9701 12 6 26 E sucedeu que, passando o rei de Israel pelo muro, uma mulher lhe gritou, dizendo: Acode-me, ó rei meu Senhor.    9702 12 6 27 Mas ele lhe disse: Se o Senhor não te acode, donde te acudirei eu? da eira ou do lagar?    9703 12 6 28 Contudo o rei lhe perguntou: Que tens? E disse ela: Esta mulher me disse: Dá cá o teu filho, para que hoje o comamos, e amanhã comeremos o meu filho.    9704 12 6 29 cozemos, pois, o meu filho e o comemos; e ao outro dia lhe disse eu: Dá cá o teu filho para que o comamos; e ela escondeu o seu filho.    9705 12 6 30 Ouvindo o rei as palavras desta mulher, rasgou as suas vestes (ora, ele ia passando pelo muro); e o povo olhou e viu que o rei trazia saco por dentro, sobre a sua carne.    9706 12 6 31 Então disse ele: Assim me faça Deus, e outro tanto, se a cabeça de Eliseu, filho de Safate, lhe ficar hoje sobre os ombros.    9707 12 6 32 Estava então Eliseu sentado em sua casa, e também os anciãos estavam sentados com ele, quando o rei enviou um homem adiante de si; mas, antes que o mensageiro chegasse a Eliseu, disse este aos anciãos: Vedes como esse filho de homicida mandou tirar-me a cabeça? Olhai quando vier o mensageiro, fechai a porta, e empurrai-o para fora com a porta. Porventura não vem após ele o ruído dos pés do seu senhor?    9708 12 6 33 Quando Eliseu ainda estava falando com eles, eis que o mensageiro desceu a ele; e disse: Eis que este mal vem do Senhor; por que, pois, esperaria eu mais pelo Senhor ?    9709 12 7 1 Então disse Eliseu: Ouvi a palavra do Senhor; assim diz o Senhor: Amanhã, por estas horas, haverá uma medida de farinha por um siclo, e duas medidas de cevada por um siclo, à porta de Samária.    9710 12 7 2 porém o capitão em cujo braço o rei se apoiava respondeu ao homem de Deus e disse: Ainda que o Senhor fizesse janelas no céu, poderia isso suceder? Disse Eliseu: Eis que o verás com os teus olhos, porém não comeras.    9711 12 7 3 Ora, quatro homens leprosos estavam à entrada da porta; e disseram uns aos outros: Para que ficamos nós sentados aqui até morrermos?    9712 12 7 4 Se dissermos: Entremos na cidade; há fome na cidade, e morreremos aí; e se ficarmos sentados aqui, também morreremos. Vamo-nos, pois, agora e passemos para o arraial dos sírios; se eles nos deixarem viver, viveremos; e se nos matarem, tão somente morreremos.    9713 12 7 5 Levantaram-se, pois, ao crepúsculo, para irem ao arraial dos sírios; e, chegando eles à entrada do arraial, eis que não havia ali ninguém.    9714 12 7 6 Porque o Senhor fizera ouvir no arraial dos sírios um ruído de carros e de cavalos, como de um grande exército; de maneira que disseram uns aos outros: Eis que o rei de Israel alugou contra nós os reis dos heteus e os reis dos egípcios, para virem sobre nós.    9715 12 7 7 Pelo que se levantaram e fugiram, ao crepúsculo; deixaram as suas tendas, os seus cavalos e os seus jumentos, isto é, o arraial tal como estava, e fugiram para salvarem as suas vidas.    9716 12 7 8 Chegando, pois, estes leprosos à entrada do arraial, entraram numa tenda, comeram e beberam; e tomando dali prata, ouro e vestidos, foram e os esconderam; depois voltaram, entraram em outra tenda, e dali também tomaram alguma coisa e a esconderam.    9717 12 7 9 Então disseram uns aos outros: Não fazemos bem; este dia é dia de boas novas, e nós nos calamos. Se esperarmos até a luz da manhã, algum castigo nos sobrevirá; vamos, pois, agora e o anunciemos à casa do rei.    9718 12 7 10 Vieram, pois, bradaram aos porteiros da cidade, e lhes anunciaram, dizendo: Fomos ao arraial dos sírios e eis que lá não havia ninguém, nem voz de homem, porém só os cavalos e os jumentos atados, e as tendas como estavam.    9719 12 7 11 Assim chamaram os porteiros, e estes o anunciaram dentro da casa do rei.    9720 12 7 12 E o rei se levantou de noite, e disse a seus servos: Eu vos direi o que é que os sírios nos fizeram. Bem sabem eles que estamos esfaimados; pelo que saíram do arraial para se esconderem no campo, dizendo: Quando saírem da cidade, então os tomaremos vivos, e entraremos na cidade.    9721 12 7 13 Então um dos seus servos respondeu, dizendo: Tomem-se, pois, cinco dos cavalos do resto que ficou aqui dentro (eis que eles estão como toda a multidão dos israelitas que ficaram aqui de resto, e que se vêm extenuando), e enviemo-los, e vejamos.    9722 12 7 14 Tomaram pois dois carros com cavalos; e o rei os enviou com mensageiros após o exército dos sírios, dizendo-lhe: Ide, e vede.    9723 12 7 15 E foram após ele até o Jordão; e eis que todo o caminho estava cheio de roupas e de objetos que os sírios, na sua precipitação, tinham lançado fora; e voltaram os mensageiros, e o anunciaram ao rei.    9724 12 7 16 Então saiu o povo, e saqueou o arraial dos sírios. Assim houve uma medida de farinha por um siclo e duas medidas de cevada por um siclo, conforme a palavra do Senhor.    9725 12 7 17 O rei pusera à porta o capitão em cujo braço ele se apoiava; e o povo o atropelou na porta, de sorte que morreu, como falara o homem de Deus quando o rei descera a ter com ele.    9726 12 7 18 Porque, quando o homem de Deus falara ao rei, dizendo: Amanhã, por estas horas, haverá duas medidas de cevada por um siclo, e uma medida de farinha por um siclo, à porta de Samária,    9727 12 7 19 aquele capitão respondera ao homem de Deus: Ainda que o Senhor fizesse janelas no céu poderia isso suceder? e ele dissera: Eis que o verás com os teus olhos, porém não comerás.    9728 12 7 20 E assim foi; pois o povo o atropelou à porta, e ele morreu.    9729 12 8 1 Ora Eliseu havia falado àquela mulher cujo filho ele ressuscitara, dizendo: Levanta-te e vai, tu e a tua família, e peregrina onde puderes peregrinar; porque o Senhor chamou a fome, e ela virá sobre a terra por sete anos.    9730 12 8 2 A mulher, pois, levantou-se e fez conforme a palavra do homem de Deus; foi com a sua família, e peregrinou na terra dos filisteus sete anos.    9731 12 8 3 Mas ao cabo dos sete anos, a mulher voltou da terra dos filisteus, e saiu a clamar ao rei pela sua casa e pelas suas terras.    9732 12 8 4 Ora, o rei falava a Geazi, o moço do homem de Deus, dizendo: Conta-me, peço-te, todas as grandes obras que Eliseu tem feito.    9733 12 8 5 E sucedeu que, contando ele ao rei como Eliseu ressuscitara aquele que estava morto, eis que a mulher cujo filho ressuscitara veio clamar ao rei pela sua casa e pelas suas terras. Então disse Geazi: ç rei meu senhor, esta é a mulher, e este o seu filho a quem Eliseu ressuscitou.    9734 12 8 6 O rei interrogou a mulher, e ela lhe contou o caso. Então o rei lhe designou um oficial, ao qual disse: Faze restituir-lhe tudo quanto era seu, e todas as rendas das terras desde o dia em que deixou o país até agora.    9735 12 8 7 Depois veio Eliseu a Damasco. E estando Bene-Hadade, rei da Síria, doente, lho anunciaram, dizendo: O homem de Deus chegou aqui.    9736 12 8 8 Então o rei disse a Hazael: Toma um presente na tua mão, vai encontrar-te com o homem de Deus e por meio dele consulta ao Senhor, dizendo: Sararei eu desta doença?    9737 12 8 9 Foi, pois, Hazael encontrar-se com ele, e levou consigo um presente, a saber, quarenta camelos carregados de tudo o que havia de bom em Damasco. Ao chegar, apresentou-se a ele e disse: Teu filho Bene-Hadade, rei da Síria, enviou-me a ti para perguntar: sararei eu desta doença?    9738 12 8 10 Respondeu-lhe Eliseu: Vai e dize-lhe: Hás de sarar. Contudo o Senhor me mostrou que ele morrerá.    9739 12 8 11 E olhou para Hazael, fitando nele os olhos até que este ficou confundido; e o homem de Deus chorou.    9740 12 8 12 Então disse Hazael: Por que meu senhor está chorando? E ele disse: Porque sei o mal que hás de fazer aos filhos de Israel: Porás fogo às suas fortalezas, matarás à espada os seus mancebos, despedaçarás os seus pequeninos e fenderás as suas mulheres grávidas.    9741 12 8 13 Ao que disse Hazael: Que é o teu servo, que não é mais do que um cão, para fazer tão grande coisa? Respondeu Eliseu: O Senhor mostrou-me que tu hás de ser rei da Síria.    9742 12 8 14 Então apartou-se de Eliseu, e voltou ao seu senhor, o qual lhe perguntou: Que te disse Eliseu? Respondeu ele: Disse-me que certamente sararás.    9743 12 8 15 Ao outro dia Hazael tomou um cobertor, molhou-o na água e o estendeu sobre o rosto do rei, de modo que este morreu. E Hazael reinou em seu lugar.    9744 12 8 16 Ora, no ano quinto de Jorão, filho de Acabe, rei de Israel, Jeorão, filho de Jeosafá, rei de Judá, começou a reinar.    9745 12 8 17 Tinha trinta e dois anos quando começou a reinar, e reinou oito anos em Jerusalém.    9746 12 8 18 E andou no caminho dos reis de Israel, como também fizeram os da casa de Acabe, porque tinha por mulher a filha de Acabe; e fez o que era mau aos olhos do Senhor.    9747 12 8 19 Todavia o Senhor não quis destruir a Judá, por causa de Davi, seu servo, porquanto lhe havia prometido que lhe daria uma lâmpada, a ele e a seus filhos, para sempre.    9748 12 8 20 Nos seus dias os edomitas se rebelaram contra o domínio de Judá, e constituiram um rei para si.    9749 12 8 21 Pelo que Jeorão passou a Zair, com todos os seus carros; e ele se levantou de noite, com os chefes dos carros, e feriu os edomitas que o haviam cercado; mas o povo fugiu para as suas tendas.    9750 12 8 22 Assim os edomitas ficaram rebelados contra o domínio de Judá até o dia de hoje. Também Libna se rebelou nesse mesmo tempo.    9751 12 8 23 O restante dos atos de Jeorão, e tudo quanto fez, porventura não estão escritos no livro das crônicas de Judá?    9752 12 8 24 Jeorão dormiu com seus pais, e foi sepultado junto a eles na cidade de Davi. E Acazias, seu filho, reinou em seu lugar.    9753 12 8 25 No ano doze de Jorão, filho de Acabe, rei de Israel, começou a reinar Acazias, filho de Jeorão, rei de Judá.    9754 12 8 26 Acazias tinha vinte e dois anos quando começou a reinar, e reinou um ano em Jerusalém. O nome de sua mãe era Atalia; era neta de Onri, rei de Israel.    9755 12 8 27 Ele andou no caminho da casa de Acabe, e fez o que era mau aos olhos do Senhor, como a casa de Acabe, porque era genro de Acabe.    9756 12 8 28 Ora, ele foi com Jorão, filho de Acabe, a Ramote-Gileade, a pelejar contra Hazael, rei da Síria; e os sírios feriram a Jorão.    9757 12 8 29 Então voltou o rei Jorão para se curar em Jizreel das feridas que os sírios lhe fizeram em Ramá, quando pelejou contra Hazael, rei da Síria; e desceu Acazias, filho de Jeorão, rei de Judá, para ver Jorão, filho de Acabe, em Jizreel, porquanto estava doente.    9758 12 9 1 Depois o profeta Eliseu chamou um dos filhos dos profetas, e lhe disse: Cinge os teus lombos, toma na mão este vaso de azeite e vai a Ramote-Gileade;    9759 12 9 2 quando lá chegares, procura a Jeú, filho de Jeosafá, filho de Ninsi; entra, faze que ele se levante do meio de seus irmãos, e leva-o para uma câmara interior.    9760 12 9 3 Toma, então, o vaso de azeite, derrama-o sobre a sua cabeça, e dize: Assim diz o Senhor: Ungi-te rei sobre Israel. Então abre a porta, foge e não te detenhas.    9761 12 9 4 Foi, pois, o jovem profeta, a Ramote-Gileade.    9762 12 9 5 E quando chegou, eis que os chefes do exército estavam sentados ali; e ele disse: Chefe, tenho uma palavra para te dizer. E Jeú perguntou: A qual de todos nós? Respondeu ele: A ti, chefe!    9763 12 9 6 Então Jeú se levantou, e entrou na casa; e o mancebo derramou-lhe o azeite sobre a cabeça, e lhe disse: Assim diz o Senhor Deus de Israel: Ungi-te rei sobre o povo do Senhor, sobre Israel.    9764 12 9 7 Ferirás a casa de Acabe, teu senhor, para que eu vingue da mão de Jezabel o sangue de meus servos, os profetas, e o sangue de todos os servos do Senhor.    9765 12 9 8 Pois toda a casa de Acabe perecerá; e destruirei de Acabe todo filho varão, tanto o escravo como o livre em Israel.    9766 12 9 9 Porque hei de fazer a casa de Acabe como a casa de Jeroboão, filho de Nebate, e como a casa de Baasa, filho de Aías.    9767 12 9 10 Os cães comerão a Jezabel no campo de Jizreel; não haverá quem a enterre. Então o mancebo abriu a porta e fugiu.    9768 12 9 11 Saiu então Jeú aos servos de seu senhor; e um lhe perguntou: Vai tudo bem? Por que veio a ti esse louco? E ele lhes respondeu: Bem conheceis o homem e o seu falar.    9769 12 9 12 Mas eles replicaram. É mentira; dize-no-lo, pedimos-te. Ao que disse Jeú: Assim e assim ele me falou, dizendo: Assim diz o Senhor: Ungi-te rei sobre Israel.    9770 12 9 13 Então se apressaram, e cada um tomou a sua capa e a pôs debaixo dele, no mais alto degrau; e tocaram a buzina, e disseram: Jeú reina!    9771 12 9 14 Assim Jeú, filho de Jeosafá, filho de Ninsi, conspirou contra Jorão. (Ora, tinha Jorão cercado a Ramote-Gileade, ele e todo o Israel, por causa de Hazael, rei da Síria;    9772 12 9 15 porém o rei Jorão tinha voltado para se curar em Jizreel das feridas que os sírios lhe fizeram, quando pelejou contra Hazael, rei da Síria.) E disse Jeú: Se isto é o vosso parecer, ninguém escape nem saia da cidade para ir dar a nova em Jizreel.    9773 12 9 16 Então Jeú subiu a um carro, e foi a Jizreel; porque Jorão estava acamado ali; e também Acazias, rei de Judá, descera para ver Jorão.    9774 12 9 17 O atalaia que estava na torre de Jizreel viu a tropa de Jeú, que vinha e disse: Vejo uma tropa. Disse Jorão: Toma um cavaleiro, e envia-o ao seu encontro a perguntar: Há paz?    9775 12 9 18 E o cavaleiro lhe foi ao encontro, e disse: Assim diz o rei: Há paz? Respondeu Jeú: Que tens tu que fazer com a paz? Passa para trás de mim. E o atalaia deu aviso, dizendo: Chegou a eles o mensageiro, porém não volta.    9776 12 9 19 Então Jorão enviou outro cavaleiro; e, chegando este a eles, disse Assim diz o rei: Há paz? Respondeu Jeú: Que tens tu que fazer com a paz? Passa para trás de mim.    9777 12 9 20 E o atalaia deu aviso, dizendo: Também este chegou a eles, porém não volta; e o andar se parece com o andar de Jeú, filho de Ninsi porque anda furiosamente.    9778 12 9 21 Disse Jorão: Aparelha-me o carro! E lho aparelharam. Saiu Jorão, rei de Israel, com Acazias, rei de Judá, cada um em seu carro para irem ao encontro de Jeú, e o encontraram no campo de Nabote, o jizreelita.    9779 12 9 22 E sucedeu que, vendo Jorão a Jeú, perguntou: Há paz, Jeú? Respondeu ele: Que paz, enquanto as prostituições da tua mãe Jezabel e as suas feitiçarias são tantas?    9780 12 9 23 Então Jorão deu volta, e fugiu, dizendo a Acazias: Há traição, Acazias!    9781 12 9 24 Mas Jeú, entesando o seu arco com toda a força, feriu Jorão entre as espáduas, e a flecha lhe saiu pelo coração; e ele caiu no seu carro.    9782 12 9 25 Disse então Jeú a Bidcar, seu ajudante: Levanta-o, e lança-o no campo da herança de Nabote, o jizreelita; pois lembra-te de indo eu e tu juntos a cavalo após seu pai Acabe, o Senhor pôs sobre ele esta sentença, dizendo:    9783 12 9 26 Certamente vi ontem o sangue de Nabote e o sangue de seus filhos, diz o Senhor; e neste mesmo campo te retribuirei, diz o Senhor. Agora, pois, levanta-o, e lança-o neste campo, conforme a palavra do Senhor.    9784 12 9 27 Quando Acazias, rei de Judá, viu isto, fugiu pelo caminho da casa do jardim. E Jeú o perseguiu, dizendo: A este também! Matai-o! Então o feriram no carro, à subida de Gur, que está junto a Ibleão; mas ele fugiu para Megido, e ali morreu.    9785 12 9 28 E seus servos o levaram num carro a Jerusalém, e o sepultaram na sua sepultura junto a seus pais, na cidade de Davi.    9786 12 9 29 Ora, Acazias começara a reinar sobre Judá no ano undécimo de Jorão, filho de Acabe.    9787 12 9 30 Depois Jeú veio a Jizreel; o que ouvindo Jezabel, pintou-se em volta dos olhos, e enfeitou a sua cabeça, e olhou pela janela.    9788 12 9 31 Quando Jeú entrava pela porta, disse ela: Teve paz Zinri, que matou a seu senhor ?    9789 12 9 32 Ao que ele levantou o rosto para a janela e disse: Quem é comigo? quem? E dois ou três eunucos olharam para ele.    9790 12 9 33 Então disse ele: Lançai-a daí abaixo. E lançaram-na abaixo; e foram salpicados com o sangue dela a parede e os cavalos; e ele a atropelou.    9791 12 9 34 E tendo ele entrado, comeu e bebeu; depois disse: Olhai por aquela maldita, e sepultai-a, porque é filha de rei.    9792 12 9 35 Foram, pois, para a sepultar; porém não acharam dela senão a caveira, os pés e as palmas das mãos.    9793 12 9 36 Então voltaram, e lho disseram. Pelo que ele disse: Esta é a palavra do Senhor, que ele falou por intermédio de Elias, o tisbita, seu servo, dizendo: No campo de Jizreel os cães comerão a carne de Jezabel,    9794 12 9 37 e o seu cadáver será como esterco sobre o campo, na herdade de Jizreel; de modo que não se poderá dizer: Esta é Jezabel.    9795 12 10 1 Ora, Acabe tinha setenta filhos em Samária. E Jeú escreveu cartas, e as enviou a Samária, aos chefes de Jizreel, aos anciãos, e aos aios dos filhos de Acabe, dizendo:    9796 12 10 2 Logo que vos chegar esta carta, visto que estão convosco os filhos de vosso senhor, como também carros, e cavalos, e uma cidade fortificada, e armas,    9797 12 10 3 escolhei o melhor e mais reto dos filhos de vosso senhor, ponde-o sobre o trono de seu pai, e pelejai pela casa de vosso senhor.    9798 12 10 4 Eles, porém, temeram muitíssimo, e disseram: Eis que dois reis não lhe puderam resistir; como, pois, poderemos nós resistir-lhe?    9799 12 10 5 Então o que tinha cargo da casa, o que tinha cargo da cidade, os anciãos e os aios mandaram dizer a Jeú: Nós somos teus servos, e tudo quanto nos ordenares faremos; a homem algum constituiremos rei. Faze o que parecer bem aos teus olhos.    9800 12 10 6 Depois lhes escreveu outra carta, dizendo: Se sois comigo, e se quereis ouvir a minha voz, tomai as cabeças dos homens, filhos de vosso senhor, e amanhã a estas horas vinde ter comigo a Jizreel: Ora, os filhos do rei, que eram setenta, estavam com os grandes da cidade, que os criavam.:    9801 12 10 7 Sucedeu pois, que, chegada a eles a carta, tomaram os setenta filhos do rei e os mataram; puseram as cabeças deles nuns cestos, e lhas mandaram a Jizreel.    9802 12 10 8 Veio um mensageiro e lhe anunciou, dizendo: Trouxeram as cabeças dos filhos do rei. E ele disse: Ponde-as em dois montões à entrada da porta, até pela manhã.    9803 12 10 9 Ao sair ele pela manhã, parou, e disse a todo o povo: Vós sois justos; eis que eu conspirei contra o meu senhor, e o matei; mas quem feriu a todos estes?    9804 12 10 10 Sabei, pois, agora que, da palavra do senhor, que o Senhor falou contra a casa de Acabe, nada cairá em terra; porque o Senhor tem feito o que falou por intermédio de seu servo Elias.    9805 12 10 11 E Jeú feriu todos os restantes da casa de Acabe em Jizreel, como também a todos os seus grandes, os seus amigos íntimos, e os seus sacerdotes, até não lhe deixar ficar nenhum de resto.    9806 12 10 12 Então Jeú se levantou e partiu para ir a Samária. E, estando no caminho, em Bete-Equede dos pastores,    9807 12 10 13 encontrou-se com os irmãos de Acazias, rei de Judá, e perguntou: Quem sois vós? Responderam eles: Somos os irmãos de Acazias; e descemos a saudar os filhos do rei e os filhos da rainha.    9808 12 10 14 Então disse ele: Apanhai-os vivos. E eles os apanharam vivos, quarenta e dois homens, e os mataram junto ao poço de Bete-Equede, e a nenhum deles deixou de resto.    9809 12 10 15 E, partindo dali, encontrou-se com Jonadabe, filho de Recabe, que lhe vinha ao encontro, ao qual saudou e lhe perguntou: O teu coração é sincero para comigo como o meu o é para contigo? Respondeu Jonadabe: É. Então, se é, disse Jeú, dá-me a tua mão. E ele lhe deu a mão; e Jeú fê-lo subir consigo ao carro,    9810 12 10 16 e disse: Vem comigo, e vê o meu zelo para com o Senhor. E fê-lo sentar consigo no carro.    9811 12 10 17 Quando Jeú chegou a Samária, feriu a todos os que restavam de Acabe em Samária, até os destruir, conforme a palavra que o Senhor dissera a Elias.    9812 12 10 18 Depois ajuntou Jeú todo o povo, e disse-lhe: Acabe serviu pouco a Baal; Jeú, porém, muito o servirá.    9813 12 10 19 Pelo que chamai agora à minha presença todos os profetas de Baal, todos os seus servos e todos os seus sacerdotes; não falte nenhum, porque tenho um grande sacrifício a fazer a Baal; aquele que faltar não viverá. Jeú, porém, fazia isto com astúcia, para destruir os adoradores de Baal.    9814 12 10 20 Disse mais Jeú: Consagrai a Baal uma assembléia solene. E eles a apregoaram.    9815 12 10 21 Também Jeú enviou mensageiros por todo o Israel; e vieram todos os adoradores de Baal, de modo que não ficou deles homem algum que não viesse. E entraram na casa de Baal, e encheu-se a casa de Baal, de um lado a outro.    9816 12 10 22 Então disse ao que tinha a seu cargo as vestimentas: Tira vestimentas para todos os adoradores de Baal. E eles lhes tirou para fora as vestimentas.    9817 12 10 23 E entrou Jeú com Jonadabe, filho de Recabe, na casa de Baal, e disse aos adoradores de Baal: Examinai, e vede bem, que porventura não haja entre vós algum servo do Senhor, mas somente os adoradores de Baal. dom; porém não puderam.    9818 12 10 24 Assim entraram para oferecer sacrifícios e holocaustos. Ora, Jeú tinha posto de prontidão do lado de fora oitenta homens, e lhes tinha dito: Aquele que deixar escapar algum dos homens que eu vos entregar nas mãos, pagará com a própria vida a vida dele.    9819 12 10 25 Sucedeu, pois, que, acabando de fazer o holocausto, disse Jeú aos da sua guarda, e aos oficiais: Entrai e matai-os! não escape nenhum! Então os feriram ao fio da espada; e os da guarda e os oficiais os lançaram fora e, entrando no santuário da casa de Baal,    9820 12 10 26 tiraram as colunas que nela estavam, e as queimaram.    9821 12 10 27 Também quebraram a coluna de Baal, e derrubaram a casa de Baal, fazendo dela uma latrina, como é até o dia de hoje.    9822 12 10 28 Assim Jeú exterminou de Israel a Baal.    9823 12 10 29 Todavia Jeú não se apartou dos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, com que fez Israel pecar, a saber, dos bezerros de ouro, que estavam em Betel e em Dã.    9824 12 10 30 Ora, disse o Senhor a Jeú: Porquanto executaste bem o que é reto aos meus olhos, e fizeste à casa de Acabe conforme tudo quanto eu tinha no meu coração, teus filhos até a quarta geração se assentarão no trono de Israel.    9825 12 10 31 Mas Jeú não teve o cuidado de andar de todo o seu coração na lei do Senhor Deus de Israel, nem se apartou dos pecados de Jeroboão, com os quais este fez Israel pecar.    9826 12 10 32 Naqueles dias começou o Senhor a diminuir os termos de Israel. Hazael feriu a Israel em todas as suas fronteiras,    9827 12 10 33 desde o Jordão para o nascente do sol, a toda a terra de Gileade, aos gaditas, aos rubenitas e aos manassitas, desde Aroer, que está junto ao ribeiro de Arnom, por toda a Gileade e Basã.    9828 12 10 34 Ora, o restante dos atos de Jeú, e tudo quanto fez, e todo o seu poder, porventura não estão escritos no livro das crônicas dos reis de Israel?    9829 12 10 35 Jeú dormiu com seus pais, e o sepultaram em Samária. Em seu lugar reinou seu filho Jeoacaz.    9830 12 10 36 Os dias que Jeú reinou sobre Israel em Samária foram vinte e oito anos.    9831 12 11 1 Vendo pois Atalia, mãe de Acazias, que seu filho era morto, levantou-se, e destruiu toda a descendência real.    9832 12 11 2 Mas Jeoseba, filha do rei Jorão, irmã de Acazias, tomou a Joás, filho de Acazias, furtando-o dentre os filhos do rei, aos quais matavam na recâmara, e o escondeu de Ataliá, a ele e à sua ama, de sorte que não o mataram.    9833 12 11 3 E esteve com ela escondido na casa do Senhor seis anos; e Atalia reinava sobre o país.    9834 12 11 4 No sétimo ano, porém, Jeoiada mandou chamar os centuriões dos caritas e os oficiais da guarda, e fê-los entrar consigo na casa do Senhor; e fez com eles um pacto e, ajuramentando-os na casa do Senhor, mostrou-lhes o filho do rei.    9835 12 11 5 Então lhes ordenou, dizendo: Eis aqui o que haveis de fazer: uma terça parte de vós, os que entrais no sábado, fará a guarda da casa do rei;    9836 12 11 6 outra terça parte estará à porta Sur; e a outra terça parte à porta detrás dos da guarda. Assim fareis a guarda desta casa, afastando a todos.    9837 12 11 7 As duas companhias, a saber, todos os que saem no sábado, farão a guarda da casa do Senhor junto ao rei;    9838 12 11 8 e rodeareis o rei, cada um com as suas armas na mão, e aquele que entrar dentro das fileiras, seja morto; e estai vós com o rei quando sair e quando entrar.    9839 12 11 9 Fizeram, pois, os centuriões conforme tudo quanto ordenara o sacerdote Jeoiada; e tomando cada um os seus homens, tanto os que entravam no sábado como os que saíam no sábado, vieram ter com o sacerdote Jeoiada.    9840 12 11 10 O sacerdote entregou aos centuriões as lanças e os escudos que haviam sido do rei Davi, e que estavam na casa do Senhor.    9841 12 11 11 E os da guarda, cada um com as armas na mão, se puseram em volta do rei, desde o lado direito da casa até o lado esquerdo, ao longo do altar e da casa.    9842 12 11 12 Então Jeoiada lhes apresentou o filho do rei, pôs-lhe a coroa, e lhe deu o testemunho; e o fizeram rei e o ungiram e, batendo palmas, clamaram: Viva o rei!    9843 12 11 13 Quando Atalia ouviu o vozerio da guarda e do povo, foi ter com o povo na casa do Senhor;    9844 12 11 14 e olhou, e eis que o rei estava junto à coluna, conforme o costume, e os capitães e os trombeteiros junto ao rei; e todo o povo da terra se alegrava e tocava trombetas. Então Atalia rasgou os seus vestidos, e clamou: Traição! Traição!    9845 12 11 15 Então Jeoiada, o sacerdote, deu ordem aos centuriões que comandavam as tropas, dizendo-lhes: Tirai-a para fora por entre as fileiras, e a quem a seguir matai-o à espada. Pois o sacerdote dissera: Não seja ela morta na casa do Senhor.    9846 12 11 16 E lançaram-lhe as mãos e ela foi pelo caminho da entrada dos cavalos à casa do rei, e ali a mataram.    9847 12 11 17 Ora, Jeoiada firmou um pacto entre o Senhor e o rei e o povo, pelo qual este seria o povo do Senhor; como também firmou pacto entre o rei e o povo.    9848 12 11 18 Então todo o povo da terra entrou na casa de Baal, e a derrubaram; como também os seus altares, e as suas imagens, totalmente quebraram; e a Matã, sacerdote de Baal, mataram diante dos altares. Também o sacerdote pôs vigias sobre a casa do Senhor.    9849 12 11 19 E tomou os centuriões, os caritas, a guarda, e todo o povo da terra; e conduziram da casa do Senhor o rei, e foram pelo caminho da porta da guarda, à casa do rei; e ele se assentou no trono dos reis.    9850 12 11 20 E todo o povo da terra se alegrou, e a cidade ficou em paz, depois que mataram Atalia à espada junto à casa do rei.    9851 12 11 21 Joás tinha sete anos quando começou a reinar.    9852 12 12 1 Foi no ano sétimo de Jeú que Joás começou a reinar, e reinou quarenta anos em Jerusalém. O nome de sua mãe era Zíbia, de Berseba.    9853 12 12 2 E Joás fez o que era reto aos olhos do Senhor todos os dias em que o sacerdote Jeoiada o instruiu.    9854 12 12 3 Contudo os altos não foram tirados; o povo ainda sacrificava e queimava incenso neles.    9855 12 12 4 Disse Joás aos sacerdotes: Todo o dinheiro das coisas consagradas que se trouxer à casa do Senhor, o dinheiro daquele que passa o arrolamento, o dinheiro de cada uma das pessoas, segundo a sua avaliação, e todo o dinheiro que cada um trouxer voluntariamente para a casa do Senhor,    9856 12 12 5 recebam-no os sacerdotes, cada um dos seus conhecidos, e reparem os estragos da casa, todo estrago que se achar nela.    9857 12 12 6 Sucedeu porém que, no vigésimo terceiro ano do rei Joás, os sacerdotes ainda não tinham reparado os estragos da casa.    9858 12 12 7 Então o rei Joás chamou o sacerdote Jeoiada e os demais sacerdotes, e lhes disse: Por que não reparais os estragos da casa? Agora, pois, não tomeis mais dinheiro de vossos conhecidos, mas entregai-o para o reparo dos estragos da casa.    9859 12 12 8 E consentiram os sacerdotes em não tomarem mais dinheiro do povo, e em não mais serem os encarregados de reparar os estragos da casa.    9860 12 12 9 Mas o sacerdote Jeoiada tomou uma arca , fez um buraco na tampa, e a pôs ao pé do altar, à mão direita de quem entrava na casa do Senhor. E os sacerdotes que guardavam a entrada metiam ali todo o dinheiro que se trazia à casa do Senhor.    9861 12 12 10 Sucedeu pois que, vendo eles que já havia muito dinheiro na arca, o escrivão do rei e o sumo sacerdote vinham, e ensacavam e contavam o dinheiro que se achava na casa do Senhor.    9862 12 12 11 E entregavam o dinheiro, depois de pesado, nas mãos dos que faziam a obra e que tinham a seu cargo a casa do Senhor; e eles o distribuíam aos carpinteiros, e aos edificadores que reparavam a casa do Senhor;    9863 12 12 12 como também aos pedreiros e aos cabouqueiros; e para se comprar madeira e pedras de cantaria a fim de repararem os estragos da casa do Senhor, e para tudo quanto exigia despesa para se reparar a casa.    9864 12 12 13 Todavia, do dinheiro que se trazia à casa do Senhor, não se faziam nem taças de prata, nem espevitadeiras, nem bacias, nem trombetas, nem vaso algum de ouro ou de prata para a casa do Senhor;    9865 12 12 14 porque o davam aos que faziam a obra, os quais reparavam com ele a casa do Senhor.    9866 12 12 15 E não se tomavam contas aos homens em cujas mãos entregavam aquele dinheiro para o dar aos que faziam a obra, porque eles se haviam com fidelidade.    9867 12 12 16 Mas o dinheiro das ofertas pela culpa, e o dinheiro das ofertas pelo pecado, não se trazia à casa do Senhor; era para os sacerdotes.    9868 12 12 17 Então subiu Hazael, rei da Síria, e pelejou contra Gate, e a tomou. Depois Hazael virou o rosto para marchar contra Jerusalém.    9869 12 12 18 Pelo que Joás, rei de Judá, tomou todas as coisas consagradas que Jeosafá, Jeorão e Acazias, seus pais, reis de Judá, tinham consagrado, e tudo o que ele mesmo tinha oferecido, como também todo o ouro que se achou nos tesouros da casa do Senhor e na casa do rei, e o mandou a Hazael, rei da Síria, o qual se desviou de Jerusalém.    9870 12 12 19 Ora, o restante dos atos de Joás, e tudo quanto fez, porventura não estão escritos no livro das crônicas dos reis de Judá?    9871 12 12 20 Levantaram-se os servos de Joás e, conspirando contra ele, o feriram na casa de Milo, junto ao caminho que desce para Sila.    9872 12 12 21 Foram Jozacar, filho de Simeate, e Jeozabade, filho de Somer, seus servos que o feriram, e ele morreu. Sepultaram-no com seus pais na cidade de Davi. E Amazias, seu filho, reinou em seu lugar.    9873 12 13 1 No vigésimo terceiro ano de Joás, filho de Acazias, rei de Judá, começou a reinar Jeoacaz, filho de Jeú, sobre Israel, em Samária, e reinou dezessete anos.    9874 12 13 2 E fez o que era mau aos olhos do Senhor, porque seguiu os pecados de Jeroboão, filho de Nebate, com os quais ele fizera Israel pecar; não se apartou deles.    9875 12 13 3 Pelo que a ira do Senhor se acendeu contra Israel; e o entregou continuadamente na mão de Hazael, rei da Síria, e na mão de Bene-Hadade, filho de Hazael.    9876 12 13 4 Jeoacaz, porém, suplicou diante da face do Senhor; e o senhor o ouviu, porque viu a opressão com que o rei da Síria oprimia a Israel,    9877 12 13 5 (pelo que o Senhor deu um libertador a Israel, de modo que saiu de sob a mão dos sírios; e os filhos de Israel habitaram nas suas tendas, como dantes.    9878 12 13 6 Contudo não se apartaram dos pecados da casa de Jeroboão, com os quais ele fizera Israel pecar, porém andaram neles; e também a Asera ficou em pé em Samária.)    9879 12 13 7 porque, de todo o povo, não deixara a Jeoacaz mais que cinqüenta cavaleiros, dez carros e dez mil homens de infantaria; porquanto o rei da Síria os tinha destruído e os tinha feito como o pó da eira.    9880 12 13 8 Ora, o restante dos atos de Jeoacaz, e tudo quanto fez, e o seu poder, porventura não estão escritos no livro das crônicas dos reis de Israel?    9881 12 13 9 E Jeoacaz dormiu com seus pais; e o sepultaram em Samária. E Jeoás, seu filho, reinou em seu lugar.    9882 12 13 10 No ano trinta e sete de Joás, rei de Judá, começou a reinar Jeoás, filho de Jeoacaz, sobre Israel, em Samária, e reinou dezesseis anos.    9883 12 13 11 E fez o que era mau aos olhos do Senhor; não se apartou de nenhum dos pecados de Jeroboão filho de Nebate, com os quais ele fizera Israel pecar, porém andou neles.    9884 12 13 12 Ora, o restante dos atos de Jeoás, e tudo quanto fez, e o seu poder, com que pelejou contra Amazias, rei de Judá, porventura não estão escritos no livro das crônicas dos reis de Israel?    9885 12 13 13 Jeoás dormiu com seus pais, e Jeroboão se assentou no seu trono. Jeoás foi sepultado em Samária, junto aos reis de Israel.    9886 12 13 14 Estando Eliseu doente da enfermidade de que morreu, Jeoás, rei de Israel, desceu a ele e, chorando sobre ele exclamou: Meu pai, meu pai! carro de Israel, e seus cavaleiros!    9887 12 13 15 E Eliseu lhe disse: Toma um arco e flechas. E ele tomou um arco e flechas.    9888 12 13 16 Então Eliseu disse ao rei de Israel: Põe a mão sobre o arco. E ele o fez. Eliseu pôs as suas mãos sobre as do rei,    9889 12 13 17 e disse: Abre a janela para o oriente. E ele a abriu. Então disse Eliseu: Atira. E ele atirou. Prosseguiu Eliseu: A flecha do livramento do Senhor é a flecha do livramento contra os sírios; porque ferirás os sírios em Afeque até os consumir.    9890 12 13 18 Disse mais: Toma as flechas. E ele as tomou. Então disse ao rei de Israel: Fere a terra. E ele a feriu três vezes, e cessou.    9891 12 13 19 Ao que o homem de Deus se indignou muito contra ele, e disse: Cinco ou seis vezes a deverias ter ferido; então feririas os sírios até os consumir; porém agora só três vezes ferirás os sirios.    9892 12 13 20 Depois morreu Eliseu, e o sepultaram. Ora, as tropas dos moabitas invadiam a terra à entrada do ano.    9893 12 13 21 E sucedeu que, estando alguns a enterrarem um homem, viram uma dessas tropas, e lançaram o homem na sepultura de Eliseu. Logo que ele tocou os ossos de Eliseu, reviveu e se levantou sobre os seus pés.    9894 12 13 22 Hazael, rei da Síria, oprimiu a Israel todos os dias de Jeoacaz.    9895 12 13 23 O Senhor, porém, teve misericórdia deles, e se compadeceu deles, e se tornou para eles, por amor do seu pacto com Abraão, Isaque e Jacó; e não os quis destruir nem lançá-los da sua presença    9896 12 13 24 Ao morrer Hazael, rei da Síria, Bene-Hadade, seu filho, reinou em seu lugar.    9897 12 13 25 E Jeoás, filho de Jeoacaz, retomou das mãos de Bene-Hadade, filho de Hazael, as cidades que este havia tomado das mãos de Jeoacaz, seu pai, na guerra; três vezes Jeoás o feriu, e recuperou as cidades de Israel.    9898 12 14 1 No segundo ano de Jeoás, filho de Jeoacaz, rei de Israel, começou a reinar Amazias, filho de Joás, rei de Judá.    9899 12 14 2 Tinha vinte e cinco anos quando começou a reinar, e reinou vinte e nove anos em Jerusalém. O nome de sua mãe era Jeoadim, de Jerusalém.    9900 12 14 3 E fez o que era reto aos olhos do Senhor, ainda que não como seu pai Davi; fez, porém, conforme tudo o que fizera Joás, seu pai.    9901 12 14 4 Contudo os altos não foram tirados; o povo ainda sacrificava e queimava incenso neles.    9902 12 14 5 Sucedeu que, logo que o reino foi confirmado na sua mão matou aqueles seus servos que haviam matado o rei, seu pai;    9903 12 14 6 porém os filhos dos assassinos não matou, segundo o que está escrito no livro da lei de Moisés, conforme o Senhor deu ordem, dizendo: Não serão mortos os pais por causa dos filhos, nem os filhos por causa dos pais; mas cada um será morto pelo seu próprio pecado.    9904 12 14 7 Também matou dez mil edomitas no Vale do Sal, e tomou em batalha a sela; e chamou o seu nome Jocteel, nome que conserva até hoje.    9905 12 14 8 Então Amazias enviou mensageiros a Jeoás, filho de Jeoacaz, filho de Jeú, rei de Israel, dizendo: Vem, vejamo-nos face a face.    9906 12 14 9 Mandou, porém, Jeoás, rei de Israel, dizer a Amazias, rei de Judá: O cardo que estava no Líbano mandou dizer ao cedro que estava no Líbano: Dá tua filha por mulher a meu filho. Mas uma fera que estava no Líbano passou e pisou o cardo.    9907 12 14 10 Na verdade feriste Edom, e o teu coração se ensoberbeceu; gloria-te disso, e fica em tua casa; pois, por que te entremeterias no mal, para caíres tu, e Judá contigo?    9908 12 14 11 Amazias, porém, não o quis ouvir. De modo que Jeoás, rei de Israel, subiu; e ele e Amazias, rei de Judá, viram-se face a face, em Bete-Semes, que está em Judá.    9909 12 14 12 Então Judá foi derrotado diante de Israel, e fugiu cada um para a sua tenda.    9910 12 14 13 E Jeoás, rei de Israel, aprisionou Amazias, rei de Judá, filho de Joás, filho de Acazias, em Bete-Semes e, vindo a Jerusalém, rompeu o seu muro desde a porta de Efraim até a porta da esquina, quatrocentos covados.    9911 12 14 14 E tomou todo o ouro e a prata e todos os vasos que se achavam na casa do Senhor e nos tesouros da casa do rei, como também reféns, e voltou para Samária.    9912 12 14 15 Ora, o restante dos atos de Jeoás, o que fez, e o seu poder, e como pelejou contra Amazias, rei de Judá, porventura não estão escritos no livro das crônicas dos reis de Israel?    9913 12 14 16 E dormiu Jeoás com seus pais, e foi sepultado em Samária, junto aos reis de Israel. Jeroboão, seu filho, reinou em seu lugar.    9914 12 14 17 Amazias, filho de Joás, rei de Judá, viveu quinze anos depois da morte de Jeoás, filho de Jeoacaz, rei de Israel.    9915 12 14 18 Ora, o restante dos atos de Amazias, porventura não está escrito no livro das crônicas dos reis de Judá?    9916 12 14 19 Conspiraram contra ele em Jerusalém, e ele fugiu para Laquis; porém enviaram após ele até Laquis, e ali o mataram.    9917 12 14 20 Então o trouxeram sobre cavalos; e ele foi sepultado em Jerusalém, junto a seus pais, na cidade de Davi.    9918 12 14 21 E todo o povo de Judá tomou a Azarias, que tinha dezesseis anos, e fê-lo rei em lugar de Amazias, seu pai.    9919 12 14 22 Ele edificou a Elate, e a restituiu a Judá, depois que o rei dormiu com seus pais.    9920 12 14 23 No décimo quinto ano de Amazias, filho de Joás, rei de Judá, começou a reinar em Samária, Jeroboão, filho de Jeoás, rei de Israel, e reinou quarenta e um anos.    9921 12 14 24 E fez o que era mau aos olhos do Senhor; não se apartou de nenhum dos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, com os quais ele fizera Israel pecar.    9922 12 14 25 Foi ele que restabeleceu os termos de Israel, desde a entrada de Hamate até o mar da Arabá, conforme a palavra que o Senhor, Deus de Israel, falara por intermédio de seu servo Jonas filho do profeta Amitai, de Gate-Hefer.    9923 12 14 26 Porque viu o Senhor que a aflição de Israel era muito amarga, e que não restava nem escravo, nem livre, nem quem socorresse a Israel.    9924 12 14 27 E ainda não falara o Senhor em apagar o nome de Israel de debaixo do céu; porém o livrou por meio de Jeroboão, filho de Jeoás.    9925 12 14 28 Ora, o restante dos atos de Jeroboão, e tudo quanto fez o seu poder, como pelejou e como reconquistou para Israel Damasco e Hamate, que tinham sido de Judá, porventura não estão escritos no livro das crônicas de Israel?    9926 12 14 29 E Jeroboão dormiu com seus pais, os reis de Israel. E Zacarias, seu filho, reinou em seu lugar.    9927 12 15 1 No ano vinte e sete de Jeroboão, rei de Israel, começou a reinar Azarias, filho de Amazias, rei de Judá.    9928 12 15 2 Tinha dezesseis anos quando começou a reinar, e reinou cinqüenta e dois anos, em Jerusalém. O nome de sua mãe era Jecolia, de Jerusalém.    9929 12 15 3 E fez o que era reto aos olhos do Senhor, conforme tudo o que fizera Amazias, seu pai.    9930 12 15 4 Contudo os altos não foram tirados; o povo ainda sacrificava e queimava incenso neles.    9931 12 15 5 E o Senhor feriu o rei, de modo que ficou leproso até o dia da sua morte; e habitou numa casa separada; e Jotão, filho do rei, tinha o cargo da casa, julgando o povo da terra.    9932 12 15 6 Ora, o restante dos atos de Azarias, e tudo quanto fez, porventura não estão escritos no livro das crônicas dos reis de Judá?    9933 12 15 7 E Azarias dormiu com seus pais, e com eles o sepultaram na cidade de Davi: E Jotão, seu filho, reinou em seu lugar.    9934 12 15 8 No ano trinta e oito de Azarias, rei de Judá, reinou Zacarias, filho de Jeroboão, sobre Israel, em Samária, seis meses.    9935 12 15 9 E fez o que era mau aos olhos do Senhor, como tinham feito seus pais; nunca se apartou dos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, com os quais ele fizera Israel pecar.    9936 12 15 10 Salum, filho de Jabes, conspirou contra ele; feriu-o diante do povo, matou-o e reinou em seu lugar.    9937 12 15 11 Ora o restante dos atos de Zacarias está escrito no livro das crônicas dos reis de Israel.    9938 12 15 12 Esta foi a palavra do Senhor, que ele falara a Jeú, dizendo: Teus filhos, até a quarta geração, se assentarão sobre o trono de Israel. E assim foi.    9939 12 15 13 Salum, filho de Jabes, começou a reinar no ano trinta e nove de Uzias, rei de Judá, e reinou um mês em Samária.    9940 12 15 14 E Menaém, filho de Gadi, subindo de Tirza, veio a Samária; feriu a Salum, filho de Jabes, em Samária, matou-o e reinou em seu lugar.    9941 12 15 15 Ora, o restante dos atos de Salum, e a conspiração que fez, estão escritos no livro das crônicas dos reis de Israel.    9942 12 15 16 Então Menaém feriu a Tifsa, e a todos os que nela havia, como tambem a seus termos desde Tirza; porque não lha tinham aberto, por isso a feriu; e fendeu a todas as mulheres grávidas que nela estavam.    9943 12 15 17 No ano trinta e nove de Azarias, rei de Judá, Menaém, filho de Gadi, começou a reinar sobre Israel, e reinou dez anos em Samária.    9944 12 15 18 E fez o que era mau aos olhos do Senhor; em todos os seus dias nunca se apartou dos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, com os quais ele fizera Israel pecar.    9945 12 15 19 Então veio Pul, rei da Assíria, contra a terra; e Menaém deu a Pul mil talentos de prata, para que este o ajudasse a firmar o reino na sua mão.    9946 12 15 20 Menaém exigiu este dinheiro de todos os poderosos e ricos em Israel, para o dar ao rei da Assíria, de cada homem cinqüenta siclos de prata; assim voltou o rei da Assíria, e não se demorou ali na terra.    9947 12 15 21 Ora, o restante dos atos de Menaém, e tudo quanto fez, porventura não estão escritos no livro das crônicas dos reis de Israel?    9948 12 15 22 Menaém dormiu com seus pais. E Pecaías, seu filho, reinou em seu lugar.    9949 12 15 23 No ano cinqüenta de Azarias, rei de Judá, Pecaías, filho de Menaém, começou a reinar sobre Israel em Samária, e reinou dois anos.    9950 12 15 24 E fez o que era mau aos olhos do Senhor; nunca se apartou dos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, com os quais ele fizera Israel pecar.    9951 12 15 25 E Peca, chefe das suas tropas, filho de Remalias, conspirou contra ele, e o feriu em Samária, no castelo da casa do rei, juntamente com Argobe e com Arié; e com Peca estavam cinqüenta homens dos filhos dos gileaditas; e o matou, e reinou em seu lugar.    9952 12 15 26 Ora, o restante dos atos de Pecaías, e tudo quanto fez, estão escritos no livro das crônicas dos reis de Israel.    9953 12 15 27 No ano cinqüenta e dois de Azarias, rei de Judá, Peca, filho de Remalias, começou a reinar sobre Israel, em Samária, e reinou vinte anos.    9954 12 15 28 E fez o que era mau aos olhos do Senhor; nunca se apartou dos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, com os quais ele fizera Israel pecar.    9955 12 15 29 Nos dias de Peca, rei de Israel, veio Tiglate-Pileser rei da Assíria e tomou Ijom, Abel-Bete-Maacá, Janoa, Quedes, Hazor, Gileade e Galiléia, toda a terra de Naftali; e levou cativos os habitantes para a Assiria.    9956 12 15 30 E Oséias, filho de Elá, conspirou contra Peca, filho de Remalias, o feriu e matou, e reinou em seu lugar, no vigésimo ano de Jotão, filho de Uzias.    9957 12 15 31 Ora, o restante dos atos de Peca, e tudo quanto fez, estão escritos no livro das crônicas dos reis de Israel.    9958 12 15 32 No segundo ano de Peca, filho de Remalias, rei de Israel, começou a reinar Jotão, filho de Uzias, rei de Judá.    9959 12 15 33 Tinha vinte e cinco anos quando começou a reinar, e reinou dezesseis anos em Jerusalém. O nome de sua mãe era Jenisa, filha de Zadoque.    9960 12 15 34 E fez o que era reto aos olhos do Senhor; fez conforme tudo quanto fizera seu pai Uzias.    9961 12 15 35 Contudo os altos não foram tirados; o povo ainda sacrificava e queimava incenso neles. Pois ele que edificou a porta alta da casa do Senhor.    9962 12 15 36 Ora, o restante dos atos de Jotão, e tudo quanto fez, porventura não estão escritos no livro das crônicas dos reis de Judá?    9963 12 15 37 Naqueles dias começou o Senhor a enviar contra Judá Rezim, rei da Síria, e Peca, filho de Remalias.    9964 12 15 38 E Jotão dormiu com seus pais, e com eles foi, sepultado na cidade de Davi, seu pai. E Acaz, seu filho, reinou em seu lugar.    9965 12 16 1 No ano dezessete de Peca, filho de Remalia começou a reinar Acaz, filho de Jotão, rei de Judá.    9966 12 16 2 Tinha Acaz vinte anos quando começou a reinar, e reinou dezesseis anos em Jerusalém; e não fez o que era reto aos olhos do Senhor seu Deus, como tinha feito Davi, seu pai,    9967 12 16 3 mas andou no caminho dos reis de Israel, e até fez passar pelo fogo o seu filho, segundo as abominações dos gentios que o Senhor lançara fora de diante dos filhos de Israel.    9968 12 16 4 Também oferecia sacrifícios e queimava incenso nos altos e nos outeiros, como também debaixo de toda árvore frondosa.    9969 12 16 5 Então subiu Rezim, rei da Síria, com Peca, filho de Remalias, rei de Israel, contra Jerusalém, para lhe fazer guerra; e cercaram a Acaz, porém não puderam vencê-lo.    9970 12 16 6 Nesse mesmo tempo Rezim, rei da Síria, restituiu Elate a Síria, lançando fora dela os judeus; e os sírios vieram a Elate, e ficaram habitando ali até o dia de hoje.    9971 12 16 7 Então Acaz enviou mensageiros a Tiglate-Pileser, rei da Assíria, dizendo: Eu sou teu servo e teu filho; sobe, e livra-me das mãos do rei da Síria, e das mãos do rei de Israel, os quais se levantaram contra mim.    9972 12 16 8 E tomou Acaz a prata e o ouro que se achou na casa do Senhor e nos tesouros da casa do rei, e mandou um presente ao rei da Assíria.    9973 12 16 9 E o rei da Assíria lhe deu ouvidos e, subindo contra Damasco, tomou-a, levou cativo o povo para Quir, e matou Rezim.    9974 12 16 10 Então o rei Acaz foi a Damasco para se encontrar com Tiglate-Pileser, rei da Assíria; e, vendo o altar que estava em Damasco, enviou ao sacerdote Urias a figura do altar, e o modelo exato de toda a sua obra.    9975 12 16 11 E Urias, o sacerdote, edificou o altar; conforme tudo o que o rei Acaz lhe tinha enviado de Damasco, assim o fez o sacerdote Urias, antes que o rei Acaz viesse de Damasco.    9976 12 16 12 Tendo o rei vindo de Damasco, viu o altar; e, acercando-se do altar, ofereceu sacrifício sobre ele;    9977 12 16 13 queimou o seu holocausto e a sua oferta de cereais, derramou a sua libação, e espargiu o sangue dos seus sacrifícios pacíficos sobre o altar.    9978 12 16 14 E o altar de bronze, que estava perante o Senhor, ele o tirou da parte fronteira da casa, de entre o seu altar e a casa do Senhor, e o colocou ao lado setentrional do seu altar.    9979 12 16 15 E o rei Acaz ordenou a Urias, o sacerdote, dizendo: No grande altar queima o holocausto da manhã, como também a oferta de cereais da noite, o holocausto do rei e a sua oferta de cereais, o holocausto de todo o povo da terra, a sua oferta de cereais e as suas libações; e todo o sangue dos holocaustos, e todo o sangue dos sacrifícios espargirás nele; porém o altar de bronze ficará ao meu dispor para nele inquirir.    9980 12 16 16 Assim fez Urias, o sacerdote, conforme tudo quanto o rei Acaz lhe ordenara.    9981 12 16 17 Também o rei Acaz cortou as almofadas das bases, e de cima delas removeu a pia; tirou o mar de sobre os bois de bronze, que estavam debaixo dele, e o colocou sobre um pavimento de pedra.    9982 12 16 18 Também o passadiço coberto para uso no sábado, que tinham construído na casa, e a entrada real externa, retirou da casa do Senhor, por causa do rei da Assíria.    9983 12 16 19 Ora, o restante dos atos de Acaz, e o que fez porventura não estão escritos no livro das crônicas dos reis de Judá?    9984 12 16 20 E dormiu Acaz com seus pais, e com eles foi sepultado na cidade de Davi. E Ezequias, seu filho, reinou em seu lugar.    9985 12 17 1 No ano duodécimo de Acaz, rei de Judá, começou a reinar Oséias, filho de Elá, e reinou sobre Israel, em Samária nove anos.    9986 12 17 2 E fez o que era mau aos olhos do Senhor, contudo não como os reis de Israel que foram antes dele.    9987 12 17 3 Contra ele subiu Salmanasar, rei da Assiria; e Oséias ficou sendo servo dele e lhe pagava tributos.    9988 12 17 4 O rei da Assíria , porém, achou em Oséias conspiração; porque ele enviara mensageiros a Sô, rei do Egito, e não pagava, como dantes, os tributos anuais ao rei da Assíria; então este o encerrou e o pôs em grilhões numa prisão.    9989 12 17 5 E o rei da Assíria subiu por toda a terra, e chegando a Samária sitiou-a por três anos.    9990 12 17 6 No ano nono de Oséias, o rei da Assíria tomou Samária, e levou Israel cativo para a Assíria; e fê-los habitar em Hala, e junto a Habor, o rio de Gozã, e nas cidades dos medos.    9991 12 17 7 Assim sucedeu, porque os filhos de Israel tinham pecado contra o Senhor seu Deus que os fizera subir da terra do Egito, de debaixo da mãe de Faraó, rei do Egito, e porque haviam temido a outros deuses,    9992 12 17 8 e andado segundo os costumes das nações que o Senhor lançara fora de diante dos filhos de Israel, e segundo os que os reis de Israel introduziram.    9993 12 17 9 Também os filhos de Israel fizeram secretamente contra o Senhor seu Deus coisas que não eram retas. Edificaram para si altos em todas as suas cidades, desde a torre das atalaias até a cidade fortificada;    9994 12 17 10 Levantaram para si colunas e aserins em todos os altos outeiros, e debaixo de todas as árvores frondosas;    9995 12 17 11 queimaram incenso em todos os altos, como as nações que o Senhor expulsara de diante deles; cometeram ações iníquas, provocando à ira o Senhor,    9996 12 17 12 e serviram os ídolos, dos quais o Senhor lhes dissera: Não fareis isso.    9997 12 17 13 Todavia o Senhor advertiu a Israel e a Judá pelo ministério de todos os profetas e de todos os videntes, dizendo: Voltai de vossos maus caminhos, e guardai os meus mandamentos e os meus estatutos, conforme toda a lei que ordenei a vossos pais e que vos enviei pelo ministério de meus servos, os profetas.    9998 12 17 14 Eles porém, não deram ouvidos; antes endureceram a sua cerviz, como fizeram seus pais, que não creram no Senhor seu Deus;    9999 12 17 15 rejeitaram os seus estatutos, e o seu pacto, que fizera com os pais deles, como também as advertências que lhes fizera; seguiram a vaidade e tornaram-se vãos, como também seguiram as nações que estavam ao redor deles, a respeito das quais o Senhor lhes tinha ordenado que não as imitassem.    10000 12 17 16 E, deixando todos os mandamentos do Senhor seu Deus, fizeram para si dois bezerros de fundição, e ainda uma Asera; adoraram todo o exército do céu, e serviram a Baal.    10001 12 17 17 Fizeram passar pelo fogo seus filhos, suas filhas, e deram- se a adivinhações e encantamentos; e venderam-se para fazer o que era mau aos olhos do Senhor, provocando-o à ira.    10002 12 17 18 Pelo que o Senhor muito se indignou contra Israel, e os tirou de diante da sua face; não ficou senão somente a tribo de Judá.    10003 12 17 19 Nem mesmo Judá havia guardado os mandamentos do Senhor seu Deus; antes andou nos costumes que Israel introduzira.    10004 12 17 20 Pelo que o Senhor rejeitou toda a linhagem de Israel, e os oprimiu, entregando-os nas mãos dos despojadores, até que os expulsou da sua presença.    10005 12 17 21 Pois rasgara Israel da casa de Davi; e eles fizeram rei a Jeroboão, filho de Nebate, o qual apartou Israel de seguir o Senhor, e os fez cometer um grande pecado.    10006 12 17 22 Assim andaram os filhos de Israel em todos os pecados que Jeroboão tinha cometido; nunca se apartaram deles;    10007 12 17 23 até que o Senhor tirou Israel da sua presença, como falara por intermédio de todos os seus servos os profetas. Assim foi Israel transportado da sua terra para a Assíria, onde está até o dia de hoje.    10008 12 17 24 Depois o rei da Assíria trouxe gente de Babilônia, de Cuta, de Ava, de Hamate e de Sefarvaim, e a fez habitar nas cidades de Samária em lugar dos filhos de Israel; e eles tomaram Samária em herança, e habitaram nas suas cidades.    10009 12 17 25 E sucedeu que, no princípio da sua habitação ali, não temeram ao Senhor; e o Senhor mandou entre eles leões, que mataram alguns deles.    10010 12 17 26 Pelo que foi dito ao rei da Assíria: A gente que transportaste, e fizeste habitar nas cidades de Samária, não conhece a lei do deus da terra; por isso ele tem enviado entre ela leões que a matam, porquanto não conhece a lei do deus da terra.    10011 12 17 27 Então o rei da Assíria mandou dizer: Levai ali um dos sacerdotes que transportastes de lá para que vá e habite ali, e lhes ensine a lei do deus da terra.    10012 12 17 28 Veio, pois, um dos sacerdotes que eles tinham transportado de Samária, e habitou em Betel, e lhes ensinou como deviam temer ao Senhor.    10013 12 17 29 Todavia as nações faziam cada uma o seu próprio deus, e os punham nas casas dos altos que os samaritanos tinham feito, cada nação nas cidades que habitava.    10014 12 17 30 Os de Babilônia fizeram e Sucote-Benote; os de Cuta fizeram Nergal; os de Hamate fizeram Asima;    10015 12 17 31 os aveus fizeram Nibaz e Tartaque: e os sefarvitas queimavam seus filhos no fogo e a adrameleque e a Anameleque, deuses de Sefarvaim.    10016 12 17 32 Temiam também ao Senhor, e dentre o povo fizeram para si sacerdotes dos lugares altos, os quais exerciam o ministério nas casas dos lugares altos.    10017 12 17 33 Assim temiam ao Senhor, mas também serviam a seus próprios deuses, segundo o costume das nações do meio das quais tinham sido transportados.    10018 12 17 34 Até o dia de hoje fazem segundo os antigos costumes: não temem ao Senhor; nem fazem segundo os seus estatutos, nem segundo as suas ordenanças; nem tampouco segundo a lei, nem segundo o mandamento que o Senhor ordenou aos filhos de Jacó, a quem deu o nome de Israel,    10019 12 17 35 com os quais o Senhor tinha feito um pacto, e lhes ordenara, dizendo: Não temereis outros deuses, nem vos inclinareis diante deles, nem os servireis, nem lhes oferecereis sacrificios;    10020 12 17 36 mas sim ao Senhor, que vos fez subir da terra do Egito com grande poder e com braço estendido, a ele temereis, a ele vos inclinareis, e a ele oferecereis sacrifícios.    10021 12 17 37 Quanto aos estatutos, às ordenanças, à lei, e ao mandamento, que para vós escreveu, a esses tereis cuidado de observar todos os dias; e não temereis outros deuses;    10022 12 17 38 e do pacto que fiz convosco não vos esquecereis. Não temereis outros deuses,    10023 12 17 39 mas ao Senhor vosso Deus temereis, e ele vos livrará das mãos de todos os vossos inimigos.    10024 12 17 40 Contudo eles não ouviram; antes fizeram segundo o seu antigo costume.    10025 12 17 41 Assim estas nações temiam ao Senhor, mas serviam também as suas imagens esculpidas; também seus filhos, e os filhos de seus filhos fazem até o dia de hoje como fizeram seus pais.    10026 12 18 1 Ora, sucedeu que, no terceiro ano de Oséias, filho de Elá, rei de Israel, começou a reinar Ezequias, filho de Acaz, rei de Judá.    10027 12 18 2 Tinha vinte e cinco anos quando começou a reinar, e reinou vinte e nove anos em Jerusalém. O nome de sua mãe era Abi, filha de Zacarias.    10028 12 18 3 Ele fez o que era reto aos olhos do Senhor, conforme tudo o que fizera Davi, seu pai.    10029 12 18 4 Tirou os altos, quebrou as colunas, e deitou abaixo a Asera; e despedaçou a serpente de bronze que Moisés fizera (porquanto até aquele dia os filhos de Israel lhe queimavam incenso), e chamou-lhe Neüstã.    10030 12 18 5 Confiou no Senhor Deus de Israel, de modo que depois dele não houve seu semelhante entre todos os reis de Judá, nem entre os que foram antes dele.    10031 12 18 6 Porque se apegou ao Senhor; não se apartou de o seguir, e guardou os mandamentos que o Senhor ordenara a Moisés.    10032 12 18 7 Assim o Senhor era com ele; para onde quer que saísse prosperava. Rebelou-se contra o rei da Assíria, e recusou servi-lo.    10033 12 18 8 Feriu os filisteus até Gaza e os seus termos, desde a torre dos atalaias até a cidade fortificada.    10034 12 18 9 No quarto ano do rei Ezequias que era o sétimo ano de Oséias, filho de Elá, rei de Israel, Salmanasar, rei da Assíria, subiu contra Samária, e a cercou    10035 12 18 10 e, ao fim de três anos, tomou-a. No ano sexto de Ezequias, que era o ano nono de Oséias, rei de Israel, Samária foi tomada.    10036 12 18 11 Depois o rei da Assíria levou Israel cativo para a Assíria, e os colocou em Hala, e junto ao Habor, rio de Gozã, e nas cidades dos medos;    10037 12 18 12 porquanto não obedeceram à voz do senhor seu Deus, mas violaram o seu pacto, nada ouvindo nem fazendo de tudo quanto Moisés, servo do Senhor, tinha ordenado.    10038 12 18 13 No ano décimo quarto do rei Ezequias, subiu Senaqueribe, rei da Assíria, contra todas as cidades fortificadas de Judá, e as tomou.    10039 12 18 14 Pelo que Ezequias, rei de Judá, enviou ao rei da Assíria, a Laquis, dizendo: Pequei; retira-te de mim; tudo o que me impuseres suportarei. Então o rei da Assíria impôs a Ezequias, rei de Judá, trezentos talentos de prata e trinta talentos de ouro.    10040 12 18 15 Assim deu Ezequias toda a prata que se achou na casa do Senhor e nos tesouros da casa do rei.    10041 12 18 16 Foi nesse tempo que Ezequias, rei de Judá, cortou das portas do templo do Senhor, e dos umbrais, o ouro de que ele mesmo os cobrira, e o deu ao rei da Assíria.    10042 12 18 17 Contudo este enviou de Laquis Tartã, Rabe-Sáris e Rabsaqué, com um grande exército, ao rei Ezequias, a Jerusalém; e subiram, e vieram a Jerusalém. E, tendo chegado, pararam ao pé do aqueduto da piscina superior, que está junto ao caminho do campo do lavandeiro.    10043 12 18 18 Havendo eles chamado o rei, saíram-lhes ao encontro Eliaquim, filho de Hilquias, o mordomo, e Sebna, o escrivão, e Joá, filho de Asafe, o cronista.    10044 12 18 19 E Rabsaqué lhes disse: Dizei a Ezequias: Assim diz o grande rei, o rei da Assíria: Que confiança é essa em que te estribas?    10045 12 18 20 Dizes (são, porém, palavras vãs): Há conselho e poder para a guerra. Em quem, pois, agora confias, que contra mim te revoltas?    10046 12 18 21 Estás confiando nesse bordão de cana quebrada, que é o Egito; o qual, se alguém nele se apoiar, entrar-lhe-á pela mão e a traspassará; assim é Faraó, rei do Egito para com todos os que nele confiam.    10047 12 18 22 Se, porém, me disserdes: No Senhor nosso Deus confiamos; porventura não é esse aquele cujos altos e altares Ezequias tirou dizendo a Judá e a Jerusalém: Perante, este altar adorareis em Jerusalém?    10048 12 18 23 Ora pois faze uma aposta com o meu senhor, o rei da Assíria: dar-te-ei dois mil cavalos, se tu puderes dar cavaleiros para eles.    10049 12 18 24 Como, então, poderias repelir um só príncipe dos menores servos de meu senhor, quando estás confiando no Egito para obteres carros e cavaleiros?    10050 12 18 25 Porventura teria eu subido sem o Senhor contra este lugar para o destruir? Foi o Senhor que me disse: sobe contra esta terra e a destrói.    10051 12 18 26 Então disseram Eliaquim, filho de Hilquias, e Sebna, e Joá, a Rabsaqué: Rogamos-te que fales aos teus servos em aramaico, porque bem o entendemos; e não nos fales na língua judaica, aos ouvidos do povo que está em cima do muro.    10052 12 18 27 Rabsaqué, porém, lhes disse: Porventura mandou-me meu senhor para falar estas palavras a teu senhor e a ti, e não aos homens que estão sentados em cima do muro que juntamente convosco hão de comer o seu excremento e beber a sua urina ?    10053 12 18 28 Então pondo-se em pé, Rabsaqué clamou em alta voz, na língua judaica, dizendo: Ouvi a palavra do grande rei, do rei da Assíria.    10054 12 18 29 Assim diz o rei: Não vos engane Ezequias; porque não vos poderá livrar da minha mão;    10055 12 18 30 nem tampouco vos faça Ezequias confiar no Senhor, dizendo: Certamente nos livrará o Senhor, e esta cidade não será entregue na mão do rei da Assíria.    10056 12 18 31 Não deis ouvidos a Ezequias; pois assim diz o rei da Assíria: Fazei paz comigo, e saí a mim; e coma cada um da sua vide e da sua figueira, e beba cada um a água da sua cisterna;    10057 12 18 32 até que eu venha, e vos leve para uma terra semelhante à vossa, terra de trigo e de mosto, terra de pão e de vinhas, terra de azeite de oliveiras e de mel; para que vivais e não morrais. Não deis ouvidos a Ezequias, quando vos envenena, dizendo: O Senhor nos livrará.    10058 12 18 33 Porventura os deuses das nações puderam livrar, cada um a sua terra, das mãos do rei da Assíria?    10059 12 18 34 Dentre todos os deuses das terras, quais são os que livraram a sua terra da minha mão, para que o Senhor livre Jerusalém da minha mão?    10060 12 18 35 Que é feito dos deuses de Hamate e de Arpade? Que é feito dos deuses de Sefarvaim, de Hena e de Iva? porventura livraram Samária da minha mão?    10061 12 18 36 O povo, porém, ficou calado, e não lhe respondeu uma só palavra, porque o rei ordenara, dizendo: Não lhe respondais.    10062 12 18 37 Então Eliaquim, filho de Hilquias, o mordomo, e Sebna, o escrivão, e Joá, filho de Asafe, o cronista, vieram a Ezequias com as vestes rasgadas, e lhe fizeram saber as palavras de Rabsaqué.    10063 12 19 1 Quando o rei Ezequias ouviu isto rasgou as suas vestes, cobriu-se de saco, e entrou na casa do Senhor.    10064 12 19 2 Então enviou Eliaquim, o mordomo, e Sebna, o escrivão, e os anciãos dos sacerdotes, cobertos de sacos, ao profeta Isaías, filho de Amoz.    10065 12 19 3 Eles lhe disseram: Assim diz Ezequias: Este dia é dia de angústia, de vituperação e de blasfêmia; porque os filhos chegaram ao parto, e não há força para os dar à luz.    10066 12 19 4 Bem pode ser que o Senhor teu Deus tenha ouvido todas as palavras de Rabsaque, a quem o seu senhor, o rei da Assiria, enviou para afrontar o Deus vivo, e repreenda as palavras que o senhor teu Deus ouviu. Faze, pois, oração pelo resto que ainda fica.    10067 12 19 5 Foram, pois, os servos do rei Ezequias ter com Isaias.    10068 12 19 6 E Isaías lhes disse: Assim direis a vosso senhor: Assim diz o Senhor: Não temas as palavras que ouviste, com as quais os servos do rei da Assíria me blasfemaram.    10069 12 19 7 Eis que meterei nele um espírito, e ele ouvirá uma nova, e voltará para a sua terra; e à espada o farei cair na sua terra.    10070 12 19 8 Voltou, pois, Rabsaqué e achou o rei da Assíria pelejando contra Libna, porque soubera que o rei havia partido de Laquis.    10071 12 19 9 E o rei, ouvindo dizer acerca de Tiraca, rei da Etiópia: Eis que saiu para te fazer guerra, tornou a enviar mensageiros a Ezequias, dizendo:    10072 12 19 10 Assim falareis a Ezequias, rei de Judá: Não te engane o teu Deus, em quem confias, dizendo: Jerusalém não será entregue na mão do rei da Assíria.    10073 12 19 11 Eis que já tens ouvido o que os reis da Assíria fizeram a todas as terras, destruindo-as totalmente; e tu serias poupado?    10074 12 19 12 Porventura os deuses das nações a quem meus pais destruíram, puderam livrá-las, a saber, Gozã, Harã, Rezefe, e os filhos de Eden que estavam em Telassar?    10075 12 19 13 Que é feito do rei de Hamate, do rei de Arpade, do rei da cidade de Sefarvaim, de Hena e de Iva?    10076 12 19 14 Ezequias, pois, tendo recebido a carta das mãos dos mensageiros, e tendo-a lido, subiu à casa do Senhor, e a estendeu perante o Senhor.    10077 12 19 15 E Ezequias orou perante o Senhor, dizendo: ó Senhor Deus de Israel, que estás assentado sobre os querubins, tu mesmo, só tu és Deus de todos os reinos da terra; tu fizeste o céu e a terra.    10078 12 19 16 Inclina, ó Senhor, o teu ouvido, e ouve; abre, ç Senhor, os teus olhos, e vê; e ouve as palavras de Senaqueribe, com as quais enviou seu mensageiro para afrontar o Deus vivo.    10079 12 19 17 Verdade é, ó Senhor, que os reis da Assíria têm assolado as nações e as suas terras,    10080 12 19 18 e lançado os seus deuses no fogo porquanto não eram deuses mas obra de mãos de homens, madeira e pedra; por isso os destruíram.    10081 12 19 19 Agora, pois, Senhor nosso Deus, livra-nos da sua mão, para que todos os reinos da terra saibam que só tu, Senhor, és Deus.    10082 12 19 20 Então Isaías, filho de Amoz, mandou dizer a Ezequias: Assim diz o Senhor Deus de Israel: Ouvi o que me pediste no tocante a Senaqueribe, rei da Assíria.    10083 12 19 21 Esta é a palavra que o Senhor falou a respeito dele: A virgem, a filha de Sião, te despreza e te escarnece; a filha de Jerusalém meneia a cabeça por detrás de ti.    10084 12 19 22 A quem afrontaste e blasfemaste? E contra quem alçaste a voz, e ergueste os olhos ao alto? Contra o Santo de Israel!    10085 12 19 23 Por meio de teus mensageiros afrontaste o Senhor, e disseste: Com a multidão de meus carros subi ao alto dos montes, aos lados do Líbano; cortei os seus altos cedros, e as suas mais formosas faias, e entrei na sua mais distante pousada, no bosque do seu campo fértil.    10086 12 19 24 Eu cavei, e bebi águas estrangeiras; e com as plantas de meus pés sequei todos os rios do Egito.    10087 12 19 25 Porventura não ouviste que já há muito tempo determinei isto, e já desde os dias antigos o planejei? Agora, porém, o executei, para que fosses tu que reduzisses as cidades fortificadas a montões desertos.    10088 12 19 26 Por isso os moradores delas tiveram pouca força, ficaram pasmados e confundidos; tornaram-se como a erva do campo, como a relva verde, e como o feno dos telhados, que se queimam antes de amadurecer.    10089 12 19 27 Eu, porém, conheço o teu assentar, o teu sair e o teu entrar, bem como o teu furor contra mim.    10090 12 19 28 Por causa do teu furor contra mim, e porque a tua arrogância subiu aos meus ouvidos, porei o meu anzol no teu nariz e o meu freio na tua boca, e te farei voltar pelo caminho por onde vieste.    10091 12 19 29 E isto te será por sinal: Este ano comereis o que nascer por si mesmo, e no ano seguinte que daí proceder; e no terceiro ano semeai e comei, e plantai vinhas, e comei os seus frutos.    10092 12 19 30 Pois o que escapou da casa de Judá, e ficou de resto, tornará a lançar raízes para baixo, e dará fruto para cima.    10093 12 19 31 Porque de Jerusalém sairá o restante, e do monte Sião os que escaparem; o zelo do Senhor fará isto.    10094 12 19 32 Portanto, assim diz o Senhor acerca do rei da Assíria: Não entrará nesta cidade, nem lançará nela flecha alguma; tampouco virá perante ela com escudo, nem contra ela levantará tranqueira.    10095 12 19 33 Pelo caminho por onde veio, por esse mesmo voltará, e nesta cidade não entrará, diz o Senhor.    10096 12 19 34 Porque eu defenderei esta cidade para livrá-la, por amor de mim e por amor do meu servo Davi.    10097 12 19 35 Sucedeu, pois, que naquela mesma noite saiu o anjo do Senhor, e feriu no arraial dos assírios a cento e oitenta e cinco mil deles: e, levantando-se os assírios pela manhã cedo, eis que aqueles eram todos cadáveres.    10098 12 19 36 Então Senaqueribe, rei da Assíria, se retirou e, voltando, habitou em Nínive.    10099 12 19 37 E quando ele estava adorando na casa de Nisroque, seu deus, Adrameleque e Sarezer, seus filhos, o mataram à espada e fugiram para a terra de Arará. E Esar-Hadom, seu filho, reinou em seu lugar.    10100 12 20 1 Por aquele tempo Ezequias ficou doente, à morte. O profeta Isaías, filho de Amoz, veio ter com ele, e lhe disse: Assim diz, o Senhor: Põe em ordem a tua casa porque morrerás, e não viverás.    10101 12 20 2 Então o rei virou o rosto para a parede, e orou ao Senhor, dizendo:    10102 12 20 3 Lembra-te agora, ó Senhor, te peço, de como tenho andado diante de ti com fidelidade e integridade de coração, e tenho feito o que era reto aos teus olhos. E Ezequias chorou muitíssimo.    10103 12 20 4 E sucedeu que, não havendo Isaías ainda saído do meio do pátio, veio a ele a palavra do Senhor, dizendo:    10104 12 20 5 Volta, e dize a Ezequias, príncipe do meu povo: Assim diz o Senhor Deus de teu pai Davi: Ouvi a tua oração, e vi as tuas lágrimas. Eis que eu te sararei; ao terceiro dia subirás à casa do Senhor.    10105 12 20 6 Acrescentarei aos teus dias quinze anos; e das mãos do rei da Assíria te livrarei, a ti e a esta cidade; e defenderei esta cidade por amor de mim, e por amor do meu servo Davi.    10106 12 20 7 Disse mais Isaías: Tomai uma pasta de figos e ponde-a sobre a úlcera; e ele sarará.    10107 12 20 8 Perguntou, pois, Ezequias a Isaías: Qual é o sinal de que o Senhor me sarará, e de que ao terceiro dia subirei à casa do Senhor?    10108 12 20 9 Respondeu Isaías: Isto te será sinal, da parte do Senhor, de que o Senhor cumprirá a palavra que disse: Adiantar-se-á a sombra dez graus, ou voltará dez graus atrás?    10109 12 20 10 Então disse Ezequias: É fácil que a sombra decline dez graus; não seja assim, antes volte a sombra dez graus atrás.    10110 12 20 11 Então o profeta Isaías clamou ao Senhor, que fez voltar a sombra dez graus atrás, pelos graus que já tinha declinado no relógio de sol de Acaz.    10111 12 20 12 Naquele tempo Berodaque-Baladã, filho de Baladã, rei de Babilônia, enviou cartas e um presente a Ezequias, porque ouvira que Ezequias tinha estado doente.    10112 12 20 13 E Ezequias deu audiência aos mensageiros, e lhes mostrou toda a casa de seu tesouro, a prata e o ouro, as especiarias e os melhores ungüentos, a sua casa de armas e tudo quanto havia nos seus tesouros; coisa nenhuma houve que lhes não mostrasse, nem em sua casa, nem em todo o seu domínio.    10113 12 20 14 Então o profeta Isaías veio ao rei Ezequias, e lhe perguntou: Que disseram aqueles homens, e donde vieram a ti? Respondeu Ezequias: Vieram de um país mui remoto, de Babilônia.    10114 12 20 15 E disse ele: Que viram em tua casa? E disse Ezequias: Viram tudo quanto há em minha casa; não há coisa nenhuma nos meus tesouros que eu não lhes mostrasse.    10115 12 20 16 Então disse Isaías a Ezequias: Ouve a palavra do Senhor:    10116 12 20 17 Eis que vêm dias em que será levado para a Babilônia tudo quanto houver em minha casa, bem como o que os teus pais entesouraram até o dia de hoje; não ficará coisa alguma, diz o Senhor.    10117 12 20 18 E até mesmo alguns de teus filhos, que procederem de ti, e que tu gerares, levarão; e eles serão eunucos no paço do rei de Babilônia.    10118 12 20 19 Então disse Ezequias a Isaías: Boa é a palavra do Senhor que disseste. Disse mais: Pois não é assim, se em meus dias vai haver paz e segurança?    10119 12 20 20 Ora, o restante dos atos de Ezequias, e todo o seu poder, e como fez a piscina e o aqueduto, e como fez vir a água para a cidade, porventura não estão escritos no livro das crônicas dos reis de Judá?    10120 12 20 21 E Ezequias dormiu com seus pais. E Manassés, seu filho, reinou em seu lugar.    10121 12 21 1 Manassés tinha doze anos quando começou a reinar, e reinou cinquenta e cinco anos em Jerusalém. O nome de sua mãe era Hefzibá.    10122 12 21 2 E fez o que era mau aos olhos do Senhor, conforme as abominações das nações que o Senhor desterrara de diante dos filhos de Israel.    10123 12 21 3 Porque tornou a edificar os altos que Ezequias, seu pai, tinha destruído, e levantou altares a Baal, e fez uma Asera como a que fizera Acabe, rei de Israel, e adorou a todo o exército do céu, e os serviu.    10124 12 21 4 E edificou altares na casa do Senhor, da qual o Senhor tinha dito: Em Jerusalém porei o meu nome.    10125 12 21 5 Também edificou altares a todo o exército do céu em ambos os átrios da casa do Senhor.    10126 12 21 6 E até fez passar seu filho pelo fogo, e usou de augúrios e de encantamentos, e instituiu adivinhos e feiticeiros; fez muito mal aos olhos do Senhor, provocando-o à ira.    10127 12 21 7 Também pôs a imagem esculpida de Asera, que tinha feito, na casa de que o Senhor dissera a Davi e a Salomão, seu filho: Nesta casa e em Jerusalém, que escolhi dentre todas as tribos de Israel, porei o meu nome para sempre;    10128 12 21 8 e não mais farei andar errante o pé de Israel desta terra que tenho dado a seus pais, contanto que somente tenham cuidado de fazer conforme tudo o que lhes tenho ordenado, e conforme toda a lei que Moisés, meu servo, lhes ordenou.    10129 12 21 9 Eles, porém, não ouviram; porque Manassés de tal modo os fez errar, que fizeram pior do que as nações que o Senhor tinha destruído de diante dos filhos de Israel.    10130 12 21 10 Então o Senhor falou por intermédio de seus servos os profetas, dizendo:    10131 12 21 11 Porquanto Manassés, rei de Judá, cometeu estas abominações, fazendo pior do que tudo quanto fizeram os amorreus, que foram antes dele, e com os seus ídolos fez Judá também pecar;    10132 12 21 12 por isso assim diz o Senhor Deus de Israel: Eis que trago tais males sobre Jerusalém e Judá, que a qualquer que deles ouvir lhe ficarão retinindo ambos os ouvidos.    10133 12 21 13 Estenderei sobre Jerusalém o cordel de Samária e o prumo da casa de Acabe; e limparei Jerusalém como quem limpa a escudela, limpando-a e virando-a sobre a sua face.    10134 12 21 14 Desampararei os restantes da minha herança, e os entregarei na mão de seus inimigos. tornar-se-ão presa e despojo para todos os seus inimigos;    10135 12 21 15 porquanto fizeram o que era mau aos meus olhos, e me provocaram à ira, desde o dia em que seus pais saíram do Egito até hoje.    10136 12 21 16 Além disso, Manassés derramou muitíssimo sangue inocente, até que encheu Jerusalém de um a outro extremo, afora o seu pecado com que fez Judá pecar fazendo o que era mau aos olhos do Senhor.    10137 12 21 17 Quanto ao restante dos atos de Manassés, e a tudo quanto fez, e ao pecado que cometeu, porventura não estão escritos no livro das crônicas dos reis de Judá?    10138 12 21 18 E Manassés dormiu com seus pais, e foi sepultado no jardim da sua casa, no jardim de Uzá. E Amom, seu filho, reinou em seu lugar.    10139 12 21 19 Amom tinha vinte e dois anos quando começou a reinar, e reinou dois anos em Jerusalém. O nome de sua mãe era Mesulemete, filha de Haniz, de Jotba.    10140 12 21 20 Ele fez o que era mau aos olhos do Senhor, como fizera Manassés, seu pai;    10141 12 21 21 e andou em todo o caminho em que seu pai andara, e serviu os ídolos que ele tinha servido, e os adorou.    10142 12 21 22 Assim deixou o Senhor, Deus de seus pais, e não andou no caminho do Senhor.    10143 12 21 23 E os servos de Amom conspiraram contra ele, e o mataram em sua casa.    10144 12 21 24 O povo da terra, porém, matou a todos os que conspiraram contra o rei Amom, e constituiu Josias, seu filho, rei em seu lugar.    10145 12 21 25 Quanto ao restante dos atos de Amom, porventura não está escrito no livro das crônicas dos reis de Judá?    10146 12 21 26 E o puseram na sua sepultura, no jardim de Uzá. E Josias, seu filho, reinou em seu lugar.    10147 12 22 1 Josias tinha oito anos quando começou a reinar, e reinou trinta e um anos em Jerusalém. O nome de sua mãe era Jedida, filha de Adaías, de Bozcate.    10148 12 22 2 Ele fez o que era reto aos olhos do Senhor; e andou em todo o camimho de Davi, seu pai, não se apartando dele nem para a direita nem para a esquerda.    10149 12 22 3 No ano décimo oitavo do rei Josias, o rei mandou o escrivão Safã, filho de Azalias, filho de Mesulão, à casa do Senhor, dizendo-lhe:    10150 12 22 4 Sobe a Hilquias, o sumo sacerdote, para que faça a soma do dinheiro que se tem trazido para a casa do Senhor, o qual os guardas da entrada têm recebido do povo;    10151 12 22 5 e que só entreguem na mão dos mestres de obra que estão encarregados da casa do Senhor; e que estes o dêem aos que fazem a obra, aos que estão na casa do Senhor para repararem os estragos da casa,    10152 12 22 6 aos carpinteiros, aos edificadores, e aos pedreiros. e que comprem madeira e pedras lavradas, a fim de repararem a casa.    10153 12 22 7 Contudo não se tomava conta a eles do dinheiro que se lhes entregava nas mãos, porquanto se haviam com fidelidade.    10154 12 22 8 Então disse o sumo sacerdote Hilquias ao escrivão Safã: Achei o livro da lei na casa do Senhor. E Hilquias entregou o livro a Safã, e ele o leu.    10155 12 22 9 Depois o escrivão Safã veio ter com o rei e, dando ao rei o relatório, disse: Teus servos despejaram o dinheiro que se achou na casa, e o entregaram na mão dos mestres de obra que estão encarregados da casa do Senhor.    10156 12 22 10 Safã, o escrivão, falou ainda ao rei, dizendo: O sacerdote Hilquias me entregou um livro. E Safã o leu diante do rei.    10157 12 22 11 E sucedeu que, tendo o rei ouvido as palavras do livro da lei, rasgou as suas vestes.    10158 12 22 12 Então o rei deu ordem a Hilquias, o sacerdote, a Aicão, filho de Safã, a Acbor, filho de Micaías, a Safã, o escrivão, e Asaías, servo do rei, dizendo:    10159 12 22 13 Ide, consultai ao Senhor por mim, e pelo povo, e por todo o Judá, acerca das palavras deste livro que se achou; porque grande é o furor do Senhor, que se acendeu contra nós, porquanto nossos pais não deram ouvidos às palavras deste livro, para fazerem conforme tudo quanto acerca de nós está escrito.    10160 12 22 14 Então o sacerdote Hilquias, e Aicão, e Acbor, e Safã, e Asaías foram ter com a profetisa Hulda, mulher de Salum, filho de Ticvá, filho de Harás, o guarda das vestiduras (ela habitava então em Jerusalém, na segunda parte), e lhe falaram.    10161 12 22 15 E ela lhes respondeu: Assim diz o Senhor, o Deus de Israel: Dizei ao homem que vos enviou a mim:    10162 12 22 16 Assim diz o Senhor: Eis que trarei males sobre este lugar e sobre os seus habitantes, conforme todas as palavras do livro que o rei de Judá leu.    10163 12 22 17 Porquanto me deixaram, e queimaram incenso a outros deuses, para me provocarem à ira por todas as obras das suas mãos, o meu furor se acendeu contra este lugar, e não se apagará.    10164 12 22 18 Todavia ao rei de Judá, que vos enviou para consultar ao Senhor, assim lhe direis: Assim diz o Senhor, o Deus de Israel: Quanto às palavras que ouviste,    10165 12 22 19 porquanto o teu coração se enterneceu, e te humilhaste perante o Senhor, quando ouviste o que falei contra este lugar, e contra os seus habitantes, isto é, que se haviam de tornar em assolação e em maldição, e rasgaste as tuas vestes, e choraste perante mim, também eu te ouvi, diz o Senhor.    10166 12 22 20 Pelo que eu te recolherei a teus pais, e tu serás recolhido em paz à tua sepultura, e os teus olhos não verão todo o mal que hei de trazer sobre este lugar. Então voltaram, levando a resposta ao rei.    10167 12 23 1 Então o rei deu ordem, e todos os anciãos de Judá e de Jerusalém se ajuntaram a ele.    10168 12 23 2 Subiu o rei à casa do Senhor, e com ele todos os homens de Judá, todos os habitantes de Jerusalém, os sacerdotes, os profetas, e todo o povo, desde o menor até o maior; e leu aos ouvidos deles todas as palavras do livro do pacto, que fora encontrado na casa do Senhor.    10169 12 23 3 Então o rei, pondo-se em pé junto à coluna, fez um pacto perante o Senhor, de andar com o Senhor, e guardar os seus mandamentos, os seus testemunhos e os seus estatutos, de todo o coração e de toda a alma, confirmando as palavras deste pacto, que estavam escritas naquele livro; e todo o povo esteve por este pacto.    10170 12 23 4 Também o rei mandou ao sumo sacerdote Hilquias, e aos sacerdotes da segunda ordem, e aos guardas da entrada, que tirassem do templo do Senhor todos os vasos que tinham sido feitos para Baal, e para a Asera, e para todo o exército do céu; e os queimou fora de Jerusalém, nos campos de Cedrom, e levou as cinzas deles para Betel.    10171 12 23 5 Destituiu os sacerdotes idólatras que os reis de Judá haviam constituído para queimarem incenso sobre os altos nas cidades de Judá, e ao redor de Jerusalém, como também os que queimavam incenso a Baal, ao sol, à lua, aos planetas, e a todo o exército do céu.    10172 12 23 6 Tirou da casa do Senhor a Asera e, levando-a para fora de Jerusalém até o ribeiro de Cedrom, ali a queimou e a reduziu a pó, e lançou o pó sobre as sepulturas dos filhos do povo.    10173 12 23 7 Derrubou as casas dos sodomitas que estavam na casa do Senhor, em que as mulheres teciam cortinas para a Asera.    10174 12 23 8 Tirou das cidades de Judá todos os sacerdotes, e profanou os altos em que os sacerdotes queimavam incenso desde Geba até Berseba; e derrubou os altos que estavam às portas junto à entrada da porta de Josué, o chefe da cidade, à esquerda daquele que entrava pela porta da cidade.    10175 12 23 9 Todavia os sacerdotes dos altos não sacrificavam sobre o altar do Senhor em Jerusalém, porém comiam pães ázimos no meio de seus irmãos.    10176 12 23 10 Profanou a Tofete, que está no vale dos filhos de Hinom, para que ninguém fosse passar seu filho ou sua filha pelo fogo a Moloque.    10177 12 23 11 Tirou os cavalos que os reis de Judá tinham consagrado ao sol, à entrada da casa do Senhor, perto da câmara do camareiro Natã-Meleque, a qual estava no recinto; e os carros do sol queimou a fogo.    10178 12 23 12 Também o rei derrubou os altares que estavam sobre o terraço do cenáculo de Acaz, os quais os reis de Judá tinham feito, como também os altares que Manassés fizera nos dois átrios da casa do Senhor; e, tendo-os esmigalhado, os tirou dali e lançou o pó deles no ribeiro de Cedrom.    10179 12 23 13 O rei profanou também os altos que estavam ao oriente de Jerusalém, à direita do Monte de Corrupção, os quais Salomão, rei de Israel, edificara a Astarote, abominação dos sidônios, a Quemós, abominação dos moabitas, e a Milcom, abominação dos filhos de Amom.    10180 12 23 14 Semelhantemente quebrou as colunas, e cortou os aserins, e encheu os seus lugares de ossos de homens.    10181 12 23 15 Igualmente o altar que estava em Betel, e o alto feito por Jeroboão, filho de Nebate, que fizera Israel pecar, esse altar e o alto ele os derrubou; queimando o alto, reduziu-o a pó, e queimou a Asera.    10182 12 23 16 E, virando-se Josias, viu as sepulturas que estavam ali no monte, e mandou tirar os ossos das sepulturas e os queimou sobre aquele altar, e assim o profanou, conforme a palavra do Senhor proclamada pelo homem de Deus que predissera estas coisas.    10183 12 23 17 Então perguntou: Que monumento é este que vejo? Responderam- lhe os homens da cidade: É a sepultura do homem de Deus que veio de Judá e predisse estas coisas que acabas de fazer contra este altar de Betel.    10184 12 23 18 Ao que disse Josias: Deixai-o estar; ninguém mexa nos seus ossos. Deixaram estar, pois, os seus ossos juntamente com os do profeta que viera de Samária.    10185 12 23 19 Josias tirou também todas as casas dos altos que havia nas cidades de Samária, e que os reis de Israel tinham feito para provocarem o Senhor à ira, e lhes fez conforme tudo o que havia feito em Betel.    10186 12 23 20 E a todos os sacerdotes dos altos que encontrou ali, ele os matou sobre os respectivos altares, onde também queimou ossos de homens; depois voltou a Jerusalém.    10187 12 23 21 Então o rei deu ordem a todo o povo dizendo: Celebrai a páscoa ao Senhor vosso Deus, como está escrito neste livro do pacto.    10188 12 23 22 Pois não se celebrara tal páscoa desde os dias dos juízes que julgaram a Israel, nem em todos os dias dos reis de Israel, nem tampouco nos dias dos reis de Judá.    10189 12 23 23 Foi no décimo oitavo ano do rei Josias que esta páscoa foi celebrada ao Senhor em Jerusalém.    10190 12 23 24 Além disso, os adivinhos, os feiticeiros, os terafins, os ídolos e todas abominações que se viam na terra de Judá e em Jerusalém, Josias os extirpou, para confirmar as palavras da lei, que estavam escritas no livro que o sacerdote Hilquias achara na casa do Senhor.    10191 12 23 25 Ora, antes dele não houve rei que lhe fosse semelhante, que se convertesse ao Senhor de todo o seu coração, e de toda a sua alma, e de todas as suas forças, conforme toda a lei de Moisés; e depois dele nunca se levantou outro semelhante.    10192 12 23 26 Todavia o Senhor não se demoveu do ardor da sua grande ira, com que ardia contra Judá por causa de todas as provocações com que Manassés o provocara.    10193 12 23 27 E disse o Senhor: Também a Judá hei de remover de diante da minha face, como removi a Israel, e rejeitarei esta cidade de Jerusalém que elegi, como também a casa da qual eu disse: Estará ali o meu nome.    10194 12 23 28 Ora, o restante dos atos de Josias, e tudo quanto fez, por ventura não estão escritos no livro das crônicas dos reis de Judá?    10195 12 23 29 Nos seus dias subiu Faraó-Neco, rei do Egito, contra o rei da Assíria, ao rio Eufrates. E o rei Josias lhe foi ao encontro; e Faraó-Neco o matou em Megido, logo que o viu.    10196 12 23 30 De Megido os seus servos o levaram morto num carro, e o trouxeram a Jerusalém, onde o sepultaram no seu sepulcro. E o povo da terra tomou a Jeoacaz, filho de Josias, ungiram-no, e o fizeram rei em lugar de seu pai.    10197 12 23 31 Jeoacaz tinha vinte e três anos quando começou a reinar, e reinou três meses em Jerusalém. O nome de sua mãe era Hamutal, filha de Jeremias, de Libna.    10198 12 23 32 Ele fez o que era mau aos olhos do Senhor, conforme tudo o que seus pais haviam feito.    10199 12 23 33 Ora, Faraó-Neco mandou prendê-lo em Ribla, na terra de Hamate, para que não reinasse em Jerusalém; e à terra impôs o tributo de cem talentos de prata e um talento de ouro.    10200 12 23 34 Também Faraó-Neco constituiu rei a Eliaquim, filho de Josias, em lugar de Josias, seu pai, e lhe mudou o nome em Jeoiaquim; porém levou consigo a Jeoacaz, que conduzido ao Egito, ali morreu.    10201 12 23 35 E Jeoiaquim deu a Faraó a prata e o ouro; porém impôs à terra uma taxa, para fornecer esse dinheiro conforme o mandado de Faraó. Exigiu do povo da terra, de cada um segundo a sua avaliação, prata e ouro, para o dar a Faraó-Neco.    10202 12 23 36 Jeoiaquim tinha vinte e cinco ano quando começou a reinar, e reinou onze anos em Jerusalém. O nome de sua mãe era Zebida, filha de Pedaías, de Ruma.    10203 12 23 37 Ele fez o que era mau aos olhos do Senhor, conforme tudo o que seus pais haviam feito.    10204 12 24 1 Nos seus dias subiu Nabucodonozor, rei de Babilônia, e Jeoiaquim ficou sendo seu servo por três anos; mas depois se rebelou contra ele.    10205 12 24 2 Então o Senhor enviou contra Jeoiaquim tropas dos caldeus, tropas dos sírios, tropas dos moabitas e tropas dos filhos de Amom; e as enviou contra Judá, para o destruírem, conforme a palavra que o Senhor falara por intermédio de seus servos os profetas.    10206 12 24 3 Foi, na verdade, por ordem do Senhor que isto veio sobre Judá para removê-lo de diante da sua face, por causa de todos os pecados cometidos por Manassés,    10207 12 24 4 bem como por causa do sangue inocente que ele derramou; pois encheu Jerusalém de sangue inocente; e por isso o Senhor não quis perdoar.    10208 12 24 5 Ora, o restante dos atos de Jeoiaquim, e tudo quanto fez, porventura não estão escritos no livro das crônicas dos reis de Judá?    10209 12 24 6 Jeoiaquim dormiu com seus pais. E Joaquim, seu filho, reinou em seu lugar.    10210 12 24 7 O rei do Egito nunca mais saiu da sua terra, porque o rei de Babilônia tinha tomado tudo quanto era do rei do Egito desde o rio do Egito até o rio Eufrates.    10211 12 24 8 Tinha Joaquim dezoito anos quando começou a reinar e reinou três meses em Jerusalém. O nome de sua mãe era Neústa, filha de Elnatã, de Jerusalém.    10212 12 24 9 Ele fez o que era mau aos olhos do Senhor, conforme tudo o que seu pai tinha feito.    10213 12 24 10 Naquele tempo os servos de Nabucodonozor, rei de Babilônia, subiram contra Jerusalém, e a cidade foi sitiada.    10214 12 24 11 E Nabucodonozor, rei de Babilônia, chegou diante da cidade quando já os seus servos a estavam sitiando.    10215 12 24 12 Então saiu Joaquim, rei de Judá, ao rei da Babilônia, ele, e sua mãe, e seus servos, e seus príncipes, e seus oficiais; e, no ano oitavo do seu reinado, o rei de Babilônia o levou preso.    10216 12 24 13 E tirou dali todos os tesouros da casa do Senhor, e os tesouros da casa do rei; e despedaçou todos os vasos de ouro que Salomão, rei de Israel, fizera no templo do Senhor, como o Senhor havia dito.    10217 12 24 14 E transportou toda a Jerusalém, como também todos os príncipes e todos os homens valentes, deu mil cativos, e todos os artífices e ferreiros; ninguém ficou senão o povo pobre da terra.    10218 12 24 15 Assim transportou Joaquim para Babilônia; como também a mãe do rei, as mulheres do rei, os seus oficiais, e os poderosos da terra, ele os levou cativos de Jerusalém para Babilônia.    10219 12 24 16 Todos os homens valentes, em número de sete mil, e artífices e ferreiros em número de mil, todos eles robustos e destros na guerra, a estes o rei de Babilônia levou cativos para Babilônia.    10220 12 24 17 E o rei de Babilônia constituiu rei em lugar de Joaquim a Matanias, seu tio paterno, e lhe mudou o nome em Zedequias.    10221 12 24 18 Zedequias tinha vinte e um anos quando começou a reinar, e reinou onze anos em Jerusalém. O nome de sua mãe era Hamutal, filha de Jeremias, de Libna.    10222 12 24 19 Ele fez o que era mau aos olhos do Senhor, conforme tudo quanto fizera Jeoiaquim.    10223 12 24 20 Por causa da ira do Senhor, assim sucedeu em Jerusalém, e em Judá, até que ele as lançou da sua presença. E Zedequias se rebelou contra o rei de Babilônia.    10224 12 25 1 E sucedeu que, ao nono ano do seu reinado, no décimo dia do décimo mês, Nabucodonozor, rei de Babilônia, veio contra Jerusalém com todo o seu exército, e se acampou contra ela; levantaram contra ela tranqueiras em redor.    10225 12 25 2 E a cidade ficou sitiada até o décimo primeiro ano do rei Zedequias    10226 12 25 3 Aos nove do quarto mês, a cidade se via tão apertada pela fome que não havia mais pão para o povo da terra.    10227 12 25 4 Então a cidade foi arrombada, e todos os homens de guerra fugiram de noite pelo caminho da porta entre os dois muros, a qual estava junto ao jardim do rei (porque os caldeus estavam contra a cidade em redor), e o rei se foi pelo caminho da Arabá.    10228 12 25 5 Mas o exército dos caldeus perseguiu o rei, e o alcançou nas campinas de Jericó; e todo o seu exército se dispersou.    10229 12 25 6 Então prenderam o rei, e o fizeram subir a Ribla ao rei de Babilônia, o qual pronunciou sentença contra ele.    10230 12 25 7 Degolaram os filhos de Zedequias à vista dele, vasaram-lhe os olhos, ataram-no com cadeias de bronze e o levaram para Babilônia.    10231 12 25 8 Ora, no quinto mês, no sétimo dia do mês, no ano décimo nono de Nabucodonozor, rei de Babilônia, veio a Jerusalém Nebuzaradão, capitão da guarda, servo do rei de Babilônia;    10232 12 25 9 e queimou a casa do Senhor e a casa do rei, como também todas as casas de Jerusalém; todas as casas de importância, ele as queimou.    10233 12 25 10 E todo o exército dos caldeus, que estava com o capitão da guarda, derrubou os muros em redor de Jerusalém.    10234 12 25 11 Então o resto do povo que havia ficado na cidade, e os que já se haviam rendido ao rei de babilônia, e o resto da multidão, Nebuzaradão, capitão da guarda, levou cativos.    10235 12 25 12 Mas dos mais pobres da terra deixou o capitão da guarda ficar alguns para vinheiros e para lavradores.    10236 12 25 13 Ademais os caldeus despedaçaram as colunas de bronze que estavam na casa do Senhor, como também as bases e o mar de bronze que estavam na casa do senhor e levaram esse bronze para Babilônia. ,    10237 12 25 14 Também tomaram as caldeiras, as pás, as espevitadeiras, as colheres, e todos os utensilios de bronze, com que se ministrava,    10238 12 25 15 como também os braseiros e as bacias; tudo o que era de ouro, o capitão da guarda levou em ouro, e tudo o que era de prata, em prata.    10239 12 25 16 As duas colunas, o mar, e as bases, que Salomão fizera para a casa do Senhor, o bronze de todos esses utensilios era de peso imensurável.    10240 12 25 17 A altura duma coluna era de dezoito côvados, e sobre ela havia um capitel de bronze, cuja altura era de três côvados; em redor do capitel havia uma rede e romãs, tudo de bronze; e semelhante a esta era a outra coluna com a rede.    10241 12 25 18 O capitão da guarda tomou também Seraías, primeiro sacerdote, Sofonias, segundo sacerdote, e os três guardas da entrada.    10242 12 25 19 Da cidade tomou um oficial, que tinha cargo da gente de guerra, e cinco homens dos que viam a face do rei e que se achavam na cidade, como também o escrivão-mor do exército, que registrava o povo da terra, e sessenta homens do povo da terra, que se achavam na cidade.    10243 12 25 20 Tomando-os Nebuzaradão, capitão da guarda, levou-os ao rei de Babilônia, a Ribla.    10244 12 25 21 Então o rei de Babilônia os feriu e matou em Ribla, na terra de Hamate. Assim Judá foi levado cativo para fora da sua terra.    10245 12 25 22 Quanto ao povo que tinha ficado, na terra de Judá, Nabucodonozor, rei de Babilônia, que o deixara ficar, pôs por governador sobre ele Gedalias, filho de Aicão, filho de Safã.    10246 12 25 23 Ouvindo, pois, os chefes das forças, eles e os seus homens, que o rei de Babilônia pusera Gedalias por governador, vieram ter com Gedalias, a Mizpá, a saber: Ismael, filho de Netanias, Joanã, filho de Careá, Seraías, filho de Tanumete netofatita, e Jaazanias, filho do maacatita, eles e os seus homens.    10247 12 25 24 E Gedalias lhe jurou, a eles e aos seus homens, e lhes disse: Não temais ser servos dos caldeus; ficai na terra, e servi ao rei de Babilônia, e bem vos irá.    10248 12 25 25 Mas no sétimo mês Ismael, filho de Netanias, filho de Elisama, da descendência real, veio com dez homens, e feriram e mataram Gedalias, como também os judeus e os caldeus que estavam com ele em Mizpá.    10249 12 25 26 Então todo o povo, tanto pequenos como grandes, e os chefes das forças, levantando-se, foram para o Egito, porque temiam os caldeus.    10250 12 25 27 Depois disso sucedeu que, no ano trinta e sete do cativeiro de Joaquim, rei de Judá, no dia vinte e sete do décimo segundo mês, Evil-Merodaque, rei de Babilônia, no ano em que começou a reinar, levantou a cabeça de Joaquim, rei de Judá, tirando-o da casa da prisão;    10251 12 25 28 e lhe falou benignamente, e pôs o seu trono acima do trono dos reis que estavam com ele em Babilônia.    10252 12 25 29 Também lhe fez mudar as vestes de prisão; e ele comeu da mesa real todos os dias da sua vida.    10253 12 25 30 E, quanto à sua subsistência, esta lhe foi dada de contínuo pelo rei, a porção de cada dia no seu dia, todos os dias da sua vida.    10254 13 1 1 Adão, Sete, Enos,    10255 13 1 2 Quenã, Maalalel, Jarede,    10256 13 1 3 Enoque, Matusalém, Lameque,    10257 13 1 4 Noé, Sem, Cão e Jafé.    10258 13 1 5 Os filhos de Jafé: Gomer, Magogue, Madai, Javã, Tubal, Meseque e Tiras.    10259 13 1 6 Os filhos de Gomer: Asquenaz, Rifate e Togarma.    10260 13 1 7 Os filhos de Javã: Elisá, Társis, Quitim e Dodanim.    10261 13 1 8 Os filhos de Cão: Cuche, Mizraim, Pute e Canaã.    10262 13 1 9 Os filhos de Cuche: Seba, Havilá, Sabtá, Raamá e Sabtecá; e os filhos de Raamá: Sebá e Dedã.    10263 13 1 10 Cuche foi pai de Ninrode, o qual foi o primeiro a ser poderoso na terra:    10264 13 1 11 De Mizraim descenderam os ludeus, os anameus, os leabeus, os naftueus,    10265 13 1 12 os patrusins, os casluins (dos quais procederam os filisteus) e os caftoreus.    10266 13 1 13 Canaã foi pai de Sidom, seu primogênito, e de Hete,    10267 13 1 14 e dos jebuseus, dos amorreus, dos girgaseus,    10268 13 1 15 dos heveus, dos arqueus, dos sineus,    10269 13 1 16 dos arvadeus, dos zemareus e dos hamateus.    10270 13 1 17 Os filhos de Sem: Elão, Assur, Arfaxade, Lude, Arã, Uz, Hul, Geter e Meseque.    10271 13 1 18 Arfaxade foi pai de Selá; e Selá foi pai de Eber.    10272 13 1 19 A Eber nasceram dois filhos: o nome dum foi Pelegue, pois nos seus dias se repartiu a terra; e o nome do seu irmão foi Joctã.    10273 13 1 20 Joctã foi pai de Almodá, Selefe, Hazarmavé, Jerá,    10274 13 1 21 Hadorão, Uzal, Diclá,    10275 13 1 22 Ebal, Abimael, Sebá,    10276 13 1 23 Ofir, Havilá e Jobabe; todos esses foram filhos de Joctã.    10277 13 1 24 Sem, Arfaxade, Selá;    10278 13 1 25 Eber, Pelegue, Reú;    10279 13 1 26 Serugue, Naor, Tera;    10280 13 1 27 Abrão, que é Abraão.    10281 13 1 28 Os filhos de Abraão: Isaque e Ismael.    10282 13 1 29 Estas são as suas gerações: o primogênito de Ismael, Nebaiote; depois Quedar, Adbeel, Mibsão,    10283 13 1 30 Misma, Dumá, Massá, Hadade, Tema,    10284 13 1 31 Jetur, Nafis e Quedemá; esses foram os filhos de Ismael.    10285 13 1 32 Quanto aos filhos de Quetura, concubina de Abraão, esta deu à luz Zinrã, Jocsã, Medã, Midiã, Isbaque e Suá. Os filhos de Jocsã foram Sebá e Dedã.    10286 13 1 33 Os filhos de Midiã: Efá, Efer, Hanoque, Abidá e Eldá; todos esses foram filhos de Quetura.    10287 13 1 34 Abraão foi pai de Isaque. Os filhos de Isaque: Esaú e Israel.    10288 13 1 35 Os filhos de Esaú: Elifaz, Reuel, Jeús, Jalão e Corá.    10289 13 1 36 Os filhos de Elifaz: Temã, Omar, Zefi, Gatã, Quenaz, Timna e Amaleque.    10290 13 1 37 Os filhos de Reuel: Naate, Zerá, Samá e Mizá.    10291 13 1 38 Os filhos de Seir: Lotã, Sobal, Zibeão, Anás, Disom, Eser e Disã.    10292 13 1 39 Os filhos de Lotã: Hori, e Homã; e a irmã de Lotã foi Timna.    10293 13 1 40 Os filhos de Sobal: Aliã, Manaate, Ebal, Sefi e Onã. Os filhos de Zibeão: Aías e Anás.    10294 13 1 41 Anás foi pai de Disom. Os filhos de Disom: Hanrão, Esbã, Itrã e Querã.    10295 13 1 42 Os filhos de Eser: Bilã, Zaavã e Jaacã. Os filhos de Disã: Uz e Arã.    10296 13 1 43 Estes foram os reis que reinaram na terra de Edom, antes que houvesse rei sobre os filhos de Israel: Belá, filho de Beor; e era o nome da sua cidade Dinabá.    10297 13 1 44 Morreu Belá, e reinou em seu lugar Jobabe, filho de Zerá, de Bozra.    10298 13 1 45 Morreu Jobabe, e reinou em seu lugar Husão, da terra dos temanitas.    10299 13 1 46 Morreu Husão, e reinou em seu lugar Hadade, filho de Bedade, que derrotou os midianitas no campo de Moabe; e era o nome da sua cidade Avite.    10300 13 1 47 Morreu Hadade, e reinou em seu lugar Sâmela, de Masreca.    10301 13 1 48 Morreu Sâmela, e reinou em seu lugar Saul, de Reobote junto ao rio.    10302 13 1 49 Morreu Saul, e reinou em seu lugar Baal-Ranã, filho de Acbor.    10303 13 1 50 Morreu Baal-Hanã, e Hadade reinou em seu lugar; e era o nome da sua cidade Paí. O nome de sua mulher era Meetabel, filha de Matrede, filha de Me-Zaabe.    10304 13 1 51 E morreu Hadade. Os príncipes de Edom foram: o príncipe Timna, o príncipe Aliá, o príncipe Jetete,    10305 13 1 52 o príncipe Aolíbama, o príncipe Elá, o príncipe Pinom,    10306 13 1 53 o príncipe Quenaz, o príncipe Temã, o príncipe Mibzar,    10307 13 1 54 o príncipe Magdiel, o príncipe lrã. Estes foram os príncipes de Edom.    10308 13 2 1 Foram estes os filhos de Israel: Rúben, Simeão, Levi, Judá, Issacar, Zebulom,    10309 13 2 2 Dã, José, Benjamim, Naftali, Gade e Aser.    10310 13 2 3 Os filhos de Judá: Er, Onã e Selá; estes três lhe nasceram da filha de Suá, a cananéia. E Er, o primogênito de Judá, foi mau aos olhos do Senhor, que o matou:    10311 13 2 4 Tamar, nora de Judá, lhe deu à luz Pérez e Zerá. Ao todo os filhos de Judá foram cinco.    10312 13 2 5 Os filhos de Perez: Hezrom e Hamul:    10313 13 2 6 Os filhos de Zerá: Zinri, Etã, Hemã, Calcol e Dara; cinco ao todo.    10314 13 2 7 Os filhos de Carmi: Acar, o perturbador de Israel, que pecou no anátema.    10315 13 2 8 De Etã foi filho Azarias.    10316 13 2 9 Os filhos que nasceram a Hezrom: Jerameel, Rão e Quelubai.    10317 13 2 10 Rão foi pai de Aminadabe, e Aminadabe de Nasom, príncipe dos filhos de Judá;    10318 13 2 11 Nason foi pai de Salmom, e Salmom de Boaz;    10319 13 2 12 Boaz foi pai de Obede, e Obede de Jessé;    10320 13 2 13 a Jessé nasceram Eliabe, seu primogênito, Abinadabe o segundo, Siméia o terceiro,    10321 13 2 14 Netanel o quarto, Radai o quinto,    10322 13 2 15 Ozen o sexto e Davi o sétimo;    10323 13 2 16 e foram suas irmãs Zeruia e Abigail. Os filhos de Zeruia foram: Abisai, Joabe e Asael, três.    10324 13 2 17 Abigail deu à luz Amasa; o pai de Amasa foi Jeter, o ismaelita.    10325 13 2 18 A Calebe, filho de Hezrom, nasceram filhos de Azuba, sua mulher, e de Jeriote; e os filhos dela foram estes: Jeser, Sobabe e Ardom.    10326 13 2 19 Morreu Azuba; e Calebe tomou para si Efrata, da qual lhe nasceu Hur.    10327 13 2 20 Hur foi pai de îri, e îri de Bezaleel.    10328 13 2 21 Então Hezrom, tendo já sessenta anos, tomou por mulher a filha de Maquir, pai de Gileade; e conheceu-a, e ela lhe deu à luz Segube.    10329 13 2 22 Segube foi pai de Jair, o qual veio a ter vinte e três cidades na terra de Gileade.    10330 13 2 23 Mas Gesur e Arã tomaram deles Havote-Jair, e Quenate e suas aldeias, sessenta cidades. Todos estes foram filhos de Maquir, pai de Gileade.    10331 13 2 24 Depois da morte de Hezrom, em Calebe de Efrata, Abia, mulher de Hezrom, lhe deu Asur, pai de Tecoa.    10332 13 2 25 Os filhos de Jerameel, primogênito de Jezrom, foram: Rão, o primogênito, Buna, Orem, Ozem e Aías.    10333 13 2 26 Jerameel teve outra mulher, cujo nome era Atara, a qual foi mãe de Onã.    10334 13 2 27 Os filhos de Rão, primogênito de Jerameel, foram: Maaz, Jamim e Equer.    10335 13 2 28 Os filhos de Onã, foram: Samai e Jada; e os filhos de Samai: Nadabe e Abisur.    10336 13 2 29 O nome da mulher de Abisur era Abiail, que lhe deu à luz Abã e Molide.    10337 13 2 30 Os filhos de Nadabe: Selede e Apaim; e Selede morreu sem filhos.    10338 13 2 31 O filho de Apaim: Isi; o filho de Isi: Sesã; o filho de Sesã: Alai.    10339 13 2 32 Os filhos de Jada, irmão de Samai: Jeter e Jônatas; e Jeter morreu sem filhos.    10340 13 2 33 Os filhos de Jônatas: Pelete e Zaza. Esses foram os filhos de Jerameel.    10341 13 2 34 Sesã não teve filhos, mas filhas. E tinha Sesã um servo egípcio, cujo nome era Jará:    10342 13 2 35 Deu, pois, Sesã sua filha por mulher a Jará, seu servo; e ela lhe deu à luz Atai.    10343 13 2 36 Atai foi pai de Natã, Natã de Zabade,    10344 13 2 37 Zabade de Eflal, Eflal de Obede,    10345 13 2 38 Obede de Jeú, Jeú de Azarias,    10346 13 2 39 Azarias de Helez, Helez de Eleasá,    10347 13 2 40 Eleasá de Sismai, Sismai de Salum,    10348 13 2 41 Salum de Jecamias, e Jecamias de Elisama.    10349 13 2 42 Os filhos de Calebe, irmão de Jerameel: Messa, seu primogênito, que foi o pai de Zife, e os filhos de Maressa, pai de Hebrom.    10350 13 2 43 Os filhos de Hebrom: Corá, Tapua, Requem e Sema.    10351 13 2 44 Sema foi pai de Raão, pai de Jorqueão; e Requem foi pai de Samai.    10352 13 2 45 O filho de Samai foi Maom; e Maom foi pai de Bete-Zur.    10353 13 2 46 Efá, a concubina de Calebe, teve Harã, Moza e Gazez; e Harã foi pai de Gazez.    10354 13 2 47 Os filhos de Jadai: Regem, Jotão, Gesã, Pelete, Efá e Saafe.    10355 13 2 48 Maacá, concubina de Calebe, deu à luz Seber e Tiraná.    10356 13 2 49 Deu à luz também Saafe, pai de Madmana, e Seva, pai de Macbena e de Gibeá; e a filha de Calebe foi Acsa.    10357 13 2 50 Estes foram os filhos de Calebe, filho de Hur, o primogênito de Efrata: Sobal, pai de Quiriate-Jearim,    10358 13 2 51 Salma, pai de Belém, e Harefe, pai de Bete-Gader.    10359 13 2 52 Os filhos de Sobal, pai de Quiriate-Jearim, foram: Haroé e metade dos menuotes.    10360 13 2 53 As famílias de Quiriate-Jearim: os itreus, os puteus, os sumateus e os misraeus; destes saíram os zorateus e os estaloeus.    10361 13 2 54 Os filhos de Salma: Belém, os netofatitas, Atarote-Bete-Joabe, metade dos manaatitas e os zoritas.    10362 13 2 55 As famílias dos escribas que habitavam em Jabes: os tiratitas, os simeatitas e os sucatitas; estes são os queneus que descenderam de Hamate, pai da casa de Recabe.    10363 13 3 1 Estes foram os filhos de Davi que lhe nasceram em Hebrom: o primogênito Amnom, de Ainoã, a jizreelita; o segundo Daniel, de Abigail, a carmelita;    10364 13 3 2 O terceiro Absalão, filho de Maacá, filha de Talmai, rei de Gesur; o quarto Adonias, filho de Hagite;    10365 13 3 3 O quinto Sefatias, de Abital; o sexto Itreão, de Eglá, sua mulher.    10366 13 3 4 Seis lhe nasceram em Hebrom, onde reinou sete anos e seis meses; e reinou trinta e três anos em Jerusalém.    10367 13 3 5 Estes lhe nasceram em Jerusalém: Siméia, Sobabe, Natã e Salomão; estes quatro lhe nasceram de Bate-Sua, filha de Amiel.    10368 13 3 6 Nasceram-lhe mais: Ibar, Elisama, Elifelete,    10369 13 3 7 Nogá, Nefegue, Jafia,    10370 13 3 8 Elisama, Eliadá e Elifelete, nove.    10371 13 3 9 Todos estes foram filhos de Davi, afora os filhos das concubinas; e Tamar foi irmã deles.    10372 13 3 10 Filho de Salomão foi Roboão, de quem foi filho Abias, de quem foi filho Asa, de quem foi filho Jeosafá,    10373 13 3 11 de quem foi filho Jorão, de quem foi filho Acazias, de quem foi filho Joás,    10374 13 3 12 de quem foi filho Amazias, de quem foi filho Jotão,    10375 13 3 13 de quem foi filho Acaz, de quem foi filho Ezequias, de quem foi filho Manassés,    10376 13 3 14 de quem foi filho Amom, e de quem foi filho Josias.    10377 13 3 15 Os filhos de Josias: o primogênito Joanã, o segundo Jeoiaquim, o terceiro Zedequias, o quarto Salum.    10378 13 3 16 Os filhos de Jeoiaquim: Jeconias, seu filho, e Zedequias, seu filho.    10379 13 3 17 Os filhos de Jeconias, o deportado: Sealtiel, seu filho,    10380 13 3 18 Malquirão, Pedaías, Senazar, Jecamias, Hosama e Nedabias.    10381 13 3 19 Os filhos de Pedaías: Zorobabel e Simei; e os filhos de Zorobabel: Mesulão e Hananias, e Selomite, irmã destes;    10382 13 3 20 e Hasubá, Oel, Berequias, Hasadias e Jusabe-Hesede, cinco.    10383 13 3 21 Hananias foi pai de Pelatias; Pelatias de Jesaías; Jesaías de Refaías; Refaías de Arnã; Arnã de Obadias; e Obadias de Secanias.    10384 13 3 22 Os filhos de Secanias: Semaías e os filhos deste: Hatus, Igal, Bariá, Nearias e Safate, seis.    10385 13 3 23 Os filhos de Nearias: Elioenai, Ezequias e Azricão, três.    10386 13 3 24 E os filhos de Elioenai: Hodavias, Eliasibe, Pelaías, Acube, Joanã, Delaías e Anani, sete.    10387 13 4 1 Os filhos de Judá: Pérez, Hezrom, Carmi, Hur e Sobal.    10388 13 4 2 Reaías, filho de Sobal, foi pai de Jaate, e Jaate de Aümai e Laade; estas são as famílias dos zoratitas.    10389 13 4 3 Estes foram os filhos de Etã: Jizreel, Ismá, e Idbás; e o nome da irmã deles era Hazelelponi;    10390 13 4 4 e mais Penuel, pai de Gedor, e Ézer, pai de Husá; estes foram os filhos de Hur, o primogênito de Efrata, pai de Belém.    10391 13 4 5 Asur, pai de Tecoa, tinha duas mulheres: Helá e Naará.    10392 13 4 6 Naará deu-lhe à luz Aüzão, Hefer, Temêni e Haastári; estes foram os filhos de Naará.    10393 13 4 7 E os filhos de Helá: Zerete, Izar e Etnã.    10394 13 4 8 Coz foi pai de Anube e Zobeba, e das famílias de Acarel, filho de Harum.    10395 13 4 9 Jabes foi mais ilustre do que seus irmãos (sua mãe lhe pusera o nome de Jabes, dizendo: Porquanto com dores o dei à luz)..    10396 13 4 10 Jabes invocou o Deus de Israel, dizendo: Oxalá que me abençoes, e estendas os meus termos; que a tua mão seja comigo e faças que do mal eu não seja afligido! E Deus lhe concedeu o que lhe pedira.    10397 13 4 11 Quelube, irmão de Suá, foi pai de Meir; e este foi pai de Estom.    10398 13 4 12 Estom foi pai de Bete-Rafa, Paséia e Teína, que foi pai de Ir-Naás; estes foram os homens, de Reca.    10399 13 4 13 Os filhos de Quenaz: Otniel e Seraías; e Otniel foi pai de Hatate    10400 13 4 14 e Meonotai, que foi pai de Ofra; Seraías foi pai de Joabe, fundador de Ge-Harasim, cujos habitantes foram artífices.    10401 13 4 15 Os filhos de Calebe, filho de Jefoné: æru, Elá e Naã; e Elá foi pai de Quenaz:    10402 13 4 16 Os filhos de Jealelel: Zife, Zifá, Tíria e Asareel.    10403 13 4 17 Os filhos de Ezra: Jeter, Merede, Efer e Jalom; e ela deu à luz Miriã, Samai, e Isbá, pai de Estemoa,    10404 13 4 18 cuja mulher judia deu à luz Jerede, pai de Gedor, Heber, pai de Socó, e Jecutiel, pai de Zanoa; e estes foram os filhos de Bitia, filha de Faraó, que Merede tomou.    10405 13 4 19 Os filhos da mulher de Hodias, irmã de Naã, foram os pais de Queila, o garmita, e Estemoa, o maacatita.    10406 13 4 20 Os filhos de Simão: Amnom, Rina, Bene-Hanã e Tilom; e os filhos de Isi: Zoete e Bene-Zoete.    10407 13 4 21 Os filhos de Selá, filho de Judá: Er, pai de Leca, Lada, pai de Maressa, e as famílias da casa dos que fabricavam linho, em Bete-Asbéia;    10408 13 4 22 como também Joquim, e os homens de Cozeba, e Joás e Sarafe, os quais dominavam sobre Moabe, e Jasúbi-Leém. (Estes registros são antigos.)    10409 13 4 23 Estes foram os oleiros, os habitantes de Netaim e de Gedera; e moravam ali com o rei para o seu serviço.    10410 13 4 24 Os filhos de Simeão: Nemuel, Jamim, Jaribe, Zerá e Saul,    10411 13 4 25 de quem foi filho Salum, de quem foi filho Mibsão, de quem foi filho Misma.    10412 13 4 26 Os filhos de Misma: Jamuel, seu filho, de quem foi filho Zacur, de quem foi filho Simei.    10413 13 4 27 Simei teve dezesseis filhos e seis filhas; porém seus irmãos não tiveram muitos filhos, nem se multiplicou toda a sua família tanto como as dos filhos de Judá.    10414 13 4 28 Eles habitaram em Berseba, Molada, Hazar-Sual,    10415 13 4 29 Bila, Ezem, Tolade,    10416 13 4 30 Betuel, Horma, Ziclague,    10417 13 4 31 Bete-Marcabote, Hazar-Susim, Bete-Biri e Saraim; essas foram as suas cidades até o reinado de Davi.    10418 13 4 32 As suas aldeias foram: Etã, Aim, Rimom, Toquem e Asã, cinco cidades,    10419 13 4 33 com todas as suas aldeias, que estavam em redor destas cidades, até Baal. Estas foram as suas habitações e as suas genealogias.    10420 13 4 34 Ora, Mesobabe, Jamleque, Josa, filho dc Amazias,    10421 13 4 35 Joel, Jeú, filho de Josibias, filho de Seraías, filho de Asiel,    10422 13 4 36 Elioenai, Jaacobá, Jesoaías, Asaías, Adiel, Jesimiel, Benaías,    10423 13 4 37 e Ziza, filho de Sifi, filho de Alom, filho de Jedaías, filho de Sínri, filho de Semaías    10424 13 4 38 estes, registrados por nome, foram príncipes nas suas famílias; e as famílias de seus pais se multiplicaram grandemente.    10425 13 4 39 Chegaram até a entrada de Gedor, ao lado oriental do vale, em busca de pasto para os seus rebanhos;    10426 13 4 40 e acharam pasto abundante e bom, e a terra era espaçosa, quieta e pacífica; pois os que antes habitavam ali eram descendentes de Cão.    10427 13 4 41 Estes que estão inscritos por nome, vieram nos dias de Ezequias, rei de Judá, e destruíram as tendas e os meunins que se acharam ali, e os exterminaram totalmente até o dia de hoje, e habitaram em lugar deles; porque ali havia pasto para os seus rebanhos.    10428 13 4 42 Também deles, isto é, dos filhos de Simeão, quinhentos homens foram ao monte Seir, tendo por capitães Pelatias, Nearias, Refaías e Uziel, filhos de Isi,    10429 13 4 43 e, matando o restante dos amalequitas, que havia escapado, ficaram habitando ali até o dia de hoje.    10430 13 5 1 Quanto aos filhos de Rúben, o primogênito de Israel (pois ele era o primogênito; mas, porquanto profanara a cama de seu pai, deu-se a sua primogenitura aos filhos de José, filho de Israel, de sorte que a sua genealogia não é contada segundo o direito da primogenitura;    10431 13 5 2 pois Judá prevaleceu sobre seus irmãos, e dele proveio o príncipe; porém a primogenitura foi de José);    10432 13 5 3 os filhos de Rúben o primogênito de Israel: Hanoque, Palu, Hezrom e Carmi.    10433 13 5 4 Os filhos de Joel: Semaías, de quem foi filho Gogue, de quem foi filho Simei,    10434 13 5 5 de quem foi filho Mica, de quem foi filho Reaías, de quem foi filho Baal,    10435 13 5 6 de quem foi filho Beera, a quem Tilgate-Pilneser levou cativo; ele foi príncipe dos rubenitas.    10436 13 5 7 E seus irmãos, pelas suas famílias, quando se fez a genealogia das suas gerações, foram: o chefe Jeiel, Zacarias,    10437 13 5 8 Belá, filho de Azaz, filho de Sema, filho de Joel, que habitou em Aroer até Nebo e Baal-Meom;    10438 13 5 9 ao oriente habitou até a entrada do deserto, desde o rio Eufrates; porque seu gado se tinha multiplicado na terra de Gileade.    10439 13 5 10 E nos dias de Saul fizeram guerra aos hagarenos, que caíram pela sua mão; e eles habitaram nas suas tendas em toda a região oriental de Gileade.    10440 13 5 11 E os filhos de Gade habitaram defronte deles na terra de Basã, até Salca:    10441 13 5 12 o chefe Joel, Safã o segundo, Janai e Safate em Basã,    10442 13 5 13 e seus irmãos, segundo as suas casas paternas: Micael, Mesulão, Sebá, Jorai, Jacã, Ziá e Eber, sete.    10443 13 5 14 Estes foram os filhos de Abiail, filho de Huri, filho de Jaroá, filho de Gileade, filho de Micael, filho de Jesisai, filho de Jado, filho de Buz;    10444 13 5 15 Aí, filho de Abdiel, filho de Guni, chefe das casas paternas.    10445 13 5 16 E habitaram em Gileade, em Basã, e nas suas aldeias, como também em todos os arrabaldes de Sarom até os seus termos.    10446 13 5 17 Todos estes foram registrados, segundo as suas genealogias, nos dias de Jotão, rei de Judá, e nos dias de Jeroboão, rei de Israel.    10447 13 5 18 Os rubenitas, os gaditas, e a meia tribo de Manassés tinham homens valentes, que traziam escudo e espada e entesavam o arco, e que eram destros na guerra, quarenta e quatro mil setecentos e sessenta, que saíam à peleja.    10448 13 5 19 Fizeram guerra aos hagarenos, bem como a Jetur, a Nafis e a Nodabe,    10449 13 5 20 e foram ajudados contra eles, de sorte que os hagarenos e todos quantos estavam com eles foram entregues em sua mão; porque clamaram a Deus na peleja, e ele lhes deu ouvidos, porquanto confiaram nele.    10450 13 5 21 E levaram o gado deles: cinqüenta mil camelos, duzentos e cinqüenta mil ovelhas e dois mil jumentos; e também cem mil homens,    10451 13 5 22 pois muitos caíram mortos, porque de Deus era a peleja; e ficaram habitando no lugar deles até o cativeiro.    10452 13 5 23 Os filhos da meia tribo de Manassés habitaram naquela terra; e multiplicaram-se desde Basã até Baal-Hermom, Senir, e o monte Hermom.    10453 13 5 24 E estes foram os cabeças de suas casas paternas, a saber: Efer, Isi, Eliel, Azriel, Jeremias, Hodavias e Jadiel, homens valentes, homens de nome, e chefes das suas casas paternas.    10454 13 5 25 Cometeram, porém, transgressões contra o Deus de seus pais, e se prostituíram, seguindo os deuses dos povos da terra, os quais Deus destruíra de diante deles.    10455 13 5 26 Pelo que o Deus de Israel excitou o espírito de Pul, rei da Assíria, e o espírito de Tilgate-Pilneser, rei da Assíria, que os levaram cativos, a saber: os rubenitas, os gaditas, e a meia tribo de Manassés; e os transportaram para Hala, Habor, Hara, e para o rio de Gozã, onde estão até o dia de hoje.    10456 13 6 1 Os filhos de Levi: Gérson, Coate e Merári.    10457 13 6 2 Os filhos de Coate: Anrão, Izar, Hebrom e Uziel.    10458 13 6 3 Os filhos de Anrão: Arão, Moisés e Miriã; e os filhos de Arão: Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar.    10459 13 6 4 Eleazar foi pai de Finéias, Finéias de Abisua,    10460 13 6 5 Abisua de Buqui, Buqui de Uzi,    10461 13 6 6 Uzi de Zeraías, Zeraías de Meraiote,    10462 13 6 7 Meraiote de Amarias, Amarias de Aitube,    10463 13 6 8 Aitube de Zadoque, Zadoque de Aimaaz,    10464 13 6 9 Aimaaz de Azarias, Azarias de Joanã,    10465 13 6 10 Joanã de Azarias, que exerceu o sacerdócio na casa que Salomão edificou em Jerusalém;    10466 13 6 11 Azarias foi pai de Amarias, Amarias de Aitube,    10467 13 6 12 Aitube de Zadoque, Zadoque de Salum,    10468 13 6 13 Salum de Hilquias, Hilquias de Azarias,    10469 13 6 14 Azarias de Seraías, Seraías de Jeozadaque;    10470 13 6 15 e Jeozadaque foi levado cativo quando o Senhor levou em cativeiro Judá e Jerusalém por intermédio de Nabucodonozor.    10471 13 6 16 Os filhos de Levi: Gérson, Coate e Merári.    10472 13 6 17 Estes são os nomes dos filhos de Gérson: Líbni e Simei.    10473 13 6 18 Os filhos de Coate: Anrão, Izar, Hebrom e Uziel.    10474 13 6 19 Os filhos de Merári: Mali e Musi. Estas são as famílias dos levitas, segundo as casas de seus pais.    10475 13 6 20 De Gérson: Líbni, de quem foi filho Jaate, de quem foi filho Zima,    10476 13 6 21 de quem foi filho Joá, de quem foi filho Ido, de quem foi filho Zerá, de quem foi filho Jeaterai:    10477 13 6 22 Os filhos de Coate: Aminadabe, de quem foi filho Corá, de quem foi filho Assir,    10478 13 6 23 de quem foi filho Elcana, de quem foi filho Ebiasafe, de quem foi filho Assir,    10479 13 6 24 de quem foi filho Taate, de quem foi filho Uriel, de quem foi filho Uzias, de quem foi filho Saul.    10480 13 6 25 Os filhos de Elcana: Amasai e Aimote,    10481 13 6 26 de quem foi filho Elcana, de quem foi filho Zofai, de quem foi filho Naate,    10482 13 6 27 de quem foi filho Eliabe, de quem foi filho Jeroão, de quem foi filho Elcana.    10483 13 6 28 E os filhos de Samuel: Joel, seu primogênito, e Abias, o segundo.    10484 13 6 29 Os filhos de Merári: Mali, de quem foi filho Líbni, de quem foi filho Simei, de quem foi filho Uzá,    10485 13 6 30 de quem foi filho Siméia, de quem foi filho Hagias, de quem foi filho Asaías.    10486 13 6 31 Estes são os que Davi constituiu sobre o serviço de canto da casa do Senhor, depois: que a arca teve repouso.    10487 13 6 32 Ministravam com cântico diante do tabernáculo da tenda da revelação, até que Salomão edificou a casa do Senhor em Jerusalém; e exerciam o seu ministério segundo a sua ordem.    10488 13 6 33 São estes: pois, os que ali estavam com seus filhos: dos filhos dos coatitas, Hemã, o cantor, filho de Joel, filho de Samuel,    10489 13 6 34 filho de Elcana, filho de Jeroão, filho de Eliel, filho de Toá,    10490 13 6 35 filho de Zufe, filho de Elcana:, filho de Maate, filho de Amasai,    10491 13 6 36 filho de Elcana, filho de Joel, filho de Azarias, filho de Sofonias,    10492 13 6 37 filho de Taate, filho de Assir, filho de Ebiasafe, filho de Corá,    10493 13 6 38 filho de Izar, filho de Coate, filho de Levi, filho de Israel.    10494 13 6 39 E seu irmão Asafe estava à sua direita; e era Asafe filho de Berequias, filho de Siméia,    10495 13 6 40 filho de Micael, filho de Baaséias, filho de Malquias,    10496 13 6 41 filho de Etni, filho de Zerá, filho de Adaías,    10497 13 6 42 filho de Etã, filho de Zima, filho de Simei,    10498 13 6 43 filho de Jaate, filho de Gérson, filho de Levi.    10499 13 6 44 E à esquerda estavam seus irmãos, os filhos de Merári: Etã, filho de Quísi, filho de Abdi, filho de Maluque,    10500 13 6 45 filho de Hasabias, filho de Amazias, filho de Hilquias,    10501 13 6 46 filho de Anzi, filho de Bani, filho de Semer,    10502 13 6 47 filho de Mali, filho de Musi, filho de Merári, filho de Levi.    10503 13 6 48 Mas Arão e seus irmãos, os levitas, foram designados para todo o serviço do tabernáculo da casa de Deus.    10504 13 6 49 Mas Arão e seus filhos ofereciam os sacrifícios sobre o altar do holocausto e o incenso sobre o altar do incenso, para todo o serviço do lugar santíssimo, e para fazer expiação a favor de Israel, conforme tudo quanto Moisés, servo de Deus, havia ordenado:    10505 13 6 50 Estes foram os filhos de Arão: Eleazar, de quem foi filho Finéias, de quem foi filho Abisua,    10506 13 6 51 de quem foi filho Buqui, de quem foi filho Uzi, de quem foi filho Zeraías,    10507 13 6 52 de quem foi filho Meraiote, de quem foi filho Amarias, de quem foi filho Aitube,    10508 13 6 53 de quem foi filho Zadoque, de quem foi filho Aimaaz.    10509 13 6 54 Ora, estas foram as suas habitações, segundo os seus acampamentos nos seus termos, a saber: aos filhos de Arão, das famílias dos coatitas (porque lhes caiu a primeira sorte),    10510 13 6 55 deram-lhes Hebrom, na terra de Judá, e os campos que a rodeiam;    10511 13 6 56 porém os campos da cidade e as suas aldeias, deram-nos a Calebe, filho de Jefone.    10512 13 6 57 E aos filhos de Arão deram as cidades de refúgio: Hebrom, Libna e seus campos, Jatir, Estemoa e seus campos,    10513 13 6 58 Hilem e seus campos, Debir e seus campos,    10514 13 6 59 Asã e seus campos, Bete-Senues e seus campos;    10515 13 6 60 e da tribo de Benjamim: Geba e seus campos, Alemete e seus campos, Anatote e seus campos; todas as suas cidades, pelas suas famílias, foram treze.    10516 13 6 61 Mas aos filhos de Coate, aos restantes da família da tribo, por sorte caíram dez cidades da meia tribo, da metade de Manassés;    10517 13 6 62 aos filhos de Gérsom segundo as suas famílias, cairam treze cidades das tribos de Issacar, Aser, Naftali e Manassés, em Basã;    10518 13 6 63 e aos filhos de Merári, segundo as suas famílias, por sorte caíram doze cidades das tribos de Rúben Gade e Zebulom.    10519 13 6 64 Assim os filhos de Israel deram aos levitas estas cidades e seus campos.    10520 13 6 65 Deram-lhes por sorte, da tribo dos filhos de Judá, da tribo dos filhos de Simeão, e da tribo dos filhos de Benjamim, estas cidades que são mencionadas nominalmente.    10521 13 6 66 Algumas das famílias dos filhos de Coate receberam da tribo de Efraim cidades de seus termos.    10522 13 6 67 Deram-lhes as cidades de refúgio: Siquém e seus campos, na região montanhosa de Efraim, como também Gezer e seus campos.    10523 13 6 68 Jocmeão e seus campos, Bete-Horom e seus campos,    10524 13 6 69 Aijalom e seus campos, e Gate-Rimom e seus campos;    10525 13 6 70 e da meia tribo de Manassés, Aner e seus campos, e Bileã e seus campos, deram-nos aos restantes da família dos filhos de Coate.    10526 13 6 71 Aos filhos de Gérson deram, da família da meia tribo de Manassés, Golã, em Basã, e seus campos, e Astarote e seus campos;    10527 13 6 72 e da tribo de Issacar: Quedes e seus campos, Daberate e seus campos,    10528 13 6 73 Ramote e seus campos, e Aném e seus campos;    10529 13 6 74 e da tribo de Aser: Masal e seus campos, Abdom e seus campos,    10530 13 6 75 Hucoque e seus campos, e Reobe e seus campos;    10531 13 6 76 e da tribo de Naftali: Quedes, em Galiléia, e seus campos, Hamom e seus campos, e Quiriataim e seus campos.    10532 13 6 77 Aos restantes dos filhos de Merári deram, da tribo de Zebulom, Rimono e seus campos, Tabor e seus campos;    10533 13 6 78 e dalém do Jordão, na altura de Jericó, ao oriente do Jordão, deram, da tribo de Rúben Bezer, no deserto, e seus campos, Jaza e seus campos,    10534 13 6 79 Quedemote e seus campos, e Mefaate e seus campos;    10535 13 6 80 e da tribo de Gade, Ramote, em Gileade, e seus campos, Maanaim e seus campos.    10536 13 6 81 Hesbom e seus campos, e Jazer e seus campos.    10537 13 7 1 Os filhos de Issacar foram: Tola, Pua, Jasube e Sinrom, quatro.    10538 13 7 2 Os filhos de Tola: Uzi, Refaias, Jeriel, Jamai, lbsão e Semuel, chefes das suas casas paternas, da linhagem de Tola, homens valentes nas suas gerações; o seu número nos dias de Davi foi de vinte e dois mil e seiscentos.    10539 13 7 3 Os filhos de Uzi: Izraías e mais os filhos de Izraías: Micael, Obadias, Joel e Issijá, cinco, todos eles chefes.    10540 13 7 4 E houve com eles, nas suas gerações, segundo as suas casas paternas, em tropas de gente de guerra, trinta e seis mil; pois tiveram muitas mulheres e filhos.    10541 13 7 5 E seus irmãos, em todas as famílias de Issacar, varões valentes, todos contados pelas suas genealogias, foram oitenta e sete mil.    10542 13 7 6 Os filhos de Benjamim: Beiá, Bequer e Jediael, três.    10543 13 7 7 Os filhos de Belá: Ezbom, Uzi, Uziel; Jerimote e Iri, cinco chefes de casas paternas, homens valentes, os quais foram contados pelas suas genealogias vinte e dois:    10544 13 7 8 Os filhos de Bequer: Zemira, Joás, Eliézer, Elioenai, Onri, Jerimote, Abias, Anatote e Alemete; todos estes foram filhos de Bequer.    10545 13 7 9 E foram contados pelas suas genealogias, segundo as suas gerações, chefes das suas casas paternas, homens valentes, vinte mil e duzentos.    10546 13 7 10 Os filhos de Jediael: Bilã, e mais os filhos de Bilã: Jeús, Benjamim, Eúde, Quenaaná, Zetã, Társis e Aisaar.    10547 13 7 11 Todos estes filhos de Jediael, segundo os chefes das casas paternas, homens valentes, foram dezessete mil e duzentos, que podiam sair no exército à peleja.    10548 13 7 12 E também Supim, e Hupim, os filhos de Ir, com Husim, o filho de Aer.    10549 13 7 13 Os filhos de Naftali: Jaziel, Guni, Jezer e salum, filho de Bila.    10550 13 7 14 Os filhos de Manassés: Asriel, que teve da sua mulher; a sua concubina, a sira, teve a Maquir, pai de Gileade;    10551 13 7 15 e Maquir tomou mulheres para Hupim e Supim; a irmã dele se chamava Maacar. Foi o nome do segundo Zelofeade; e Zelofeade teve filhas.    10552 13 7 16 Maacá, mulher de Maquir, teve um filho, e chamou o seu nome Peres, e o nome de seu irmão foi Seres; e foram seus filhos: Ulão e Raquém.    10553 13 7 17 De Ulão foi filho Beda. Esses foram os filhos de Gileade, filho de Maquir, filho de Manassés.    10554 13 7 18 Sua irmã Hamolequete teve Isode, Abiezer e Maclá.    10555 13 7 19 E foram os filhos de Semida: Aiã, Siquém, Líqui e Anião. que    10556 13 7 20 Os filhos de Efraim: Sutela, de quem foi filho Berede, de quem foi filho Taate, de quem foi filho Eleadá, de quem foi filho Taate,    10557 13 7 21 de quem foi filho Zabade, de quem foi filho Sutela; e Ezer e Eleade, aos quais os homens de Tate, naturais da terra, mataram, por terem descido para tomar o seu gado.    10558 13 7 22 E Efraim, seu pai, os pranteou por muitos dias, pelo que seus irmãos vieram para o consolar.    10559 13 7 23 Depois juntou-se com sua mulher, e concebendo ela, teve um filho, ao qual ele deu o nome de Berias, porque as coisas iam mal na sua casa.    10560 13 7 24 Sua filha foi Seerá, que edificou a Bete-Horom, a baixa e a alta, como também a Uzem-Seerá.    10561 13 7 25 Foi seu filho Refa, como também Resefe, de quem foi filho Tela, de quem foi filho Taã,    10562 13 7 26 de quem foi filho Ladã, de quem foi filho Amiúde, de quem foi filho Elisama,    10563 13 7 27 de quem foi filho Num, de quem foi filho Josué:    10564 13 7 28 Ora, as suas possessões e as suas habitações foram Betel e suas aldeias, e ao oriente Naarã, e ao ocidente Gezer e suas aldeias, e Siquém e suas aldeias, até Gaza e suas aldeias;    10565 13 7 29 e da banda dos filhos de Manassés, Bete-Seã e suas aldeias, Taanaque e suas aldeias, Megido e suas aldeias, e Dor e suas aldeias. Nesses lugares habitaram os filhos de José, filho de Israel.    10566 13 7 30 Os filhos de Aser: Imná, Isvá, Isvi, Berias e Sera, irmã deles:    10567 13 7 31 Os filhos de Berias: Heber e Malquiel; este foi o pai de Birzavite.    10568 13 7 32 Heber foi pai de Jaflete, Somer, Hotão e Suá, irmã deles.    10569 13 7 33 Os filhos de Jaflete: Pasaque, Bimal e Asvate; esses foram os filhos de Jaflete.    10570 13 7 34 Os filhos de Semer: Aí, Roga, Jeubá e Arã:    10571 13 7 35 Os filhos de seu irmão Helem: Zofa, Imna, Seles e Amal.    10572 13 7 36 Os filhos de Zofa: Suá, Harnefer, Sual, Beri, Inra,    10573 13 7 37 Bezer, Hode, Samá, Silsa, Itrã e Beera.    10574 13 7 38 Os filhos de Jeter: Jefoné, Pispa e Ara.    10575 13 7 39 Os filhos de Ula: Ará, Haniel e Rízia.    10576 13 7 40 Todos esses foram filhos de Aser, chefes das casas paternas, homens escolhidos e valentes, chefes dos príncipes; e o número deles, contados segundo as suas genealogias para o serviço de guerra, foi vinte e seis mil homens.    10577 13 8 1 Benjamim foi pai de Belá, seu primogênito, de Asbel o segundo, e de Aará o terceiro,    10578 13 8 2 de Noá o quarto, e de Rafa o quinto.    10579 13 8 3 Belá teve estes filhos: Adar, Gêra, Abiúde,    10580 13 8 4 Abisua, Naamã, Aoá,    10581 13 8 5 Gêra, Sefufã e Hurão.    10582 13 8 6 Estes foram os filhos de Eúde, que foram os chefes das casas paternas dos habitantes de Geba, e que foram levados cativos para Manaate;    10583 13 8 7 Naamã, Aías e Gêra; este os transportou; foi ele pai de Uzá e Aiúde.    10584 13 8 8 Saaraim teve filhos na terra de Moabe, depois que despedira Husim e Baara, suas mulheres.    10585 13 8 9 E de Hodes, sua mulher, teve Jobabe, Zíbia, Messa, Malcã,    10586 13 8 10 Jeuz, Saquias e Mirma; esses foram seus filhos:, chefes de casas paternas:    10587 13 8 11 De Husim teve Abitube e Elpaal.    10588 13 8 12 Os filhos de Elpaal: Eber, Misã, Semede (este edificou Ono e Lode e suas aldeias),    10589 13 8 13 Berias e Sema (estes foram chefes de casas paternas dos habitantes de Aijalom, os quais afugentaram os habitantes de Gatel ,    10590 13 8 14 Aiô, Sasaque e Jerimote.    10591 13 8 15 Zebadias, Arade, Eder,    10592 13 8 16 Micael, Ispá e Joá foram filhos de Berias;    10593 13 8 17 Zebadias, Mesulão, Hizqui, Heber,    10594 13 8 18 Ismerai, Izlias e Jobabe foram filhos de Elpaal;    10595 13 8 19 Jaquim, Zicri, Zabdi,    10596 13 8 20 Elienai, Ziletai, Eliel,    10597 13 8 21 Adaías, Beraías e Sinrate foram filhos de Simei;    10598 13 8 22 Ispã, Eber, Eliel,    10599 13 8 23 Abdom, Zicri, Hanã,    10600 13 8 24 Hananias, Elão, Antotias,    10601 13 8 25 Ifdéias e Penuel foram filhos de Sasaque;    10602 13 8 26 Sanserai, Searias, Atalias,    10603 13 8 27 Jaaresias, Elias e Zicri foram filhos de Jeroão.    10604 13 8 28 Estes foram chefes de casas paternas, segundo as suas gerações, homens principais; e habitaram em Jerusalém.    10605 13 8 29 E em Gibeão habitaram o pai de Gibeão, cuja mulher se chamava Maacá,    10606 13 8 30 e seu filho primogênito Abdom, depois Zur, Quiz, Baal, Nadabe,    10607 13 8 31 Gedor, Aiô, Zequer e Miclote.    10608 13 8 32 Miclote foi pai de Siméia; também estes habitaram em Jerusalém defronte de seus irmãos.    10609 13 8 33 Ner foi pai de Quis, e Quis de Saul; Saul foi pai de Jônatas, Malquisua, Abinadabe e Es-Baal.    10610 13 8 34 Filho de Jônatas foi Meribe-Baal; e Meribe-Baal foi pai de Mica.    10611 13 8 35 Os filhos de Mica foram: Pitom, Meleque, Tareá e Acaz.    10612 13 8 36 Acaz foi pai de Jeoada; Jeoada foi pai de Alemete, Azmavete e Zinri; Zinri foi pai de Moza;    10613 13 8 37 Moza foi pai de Bineá, de quem foi filho Rafa, de quem foi filho Eleasá, de quem foi filho Azel.    10614 13 8 38 Azel teve seis filhos, cujos nomes foram: Azricão, Bocru, Ismael, Searias, Obadias e Hanã; todos estes foram filhos de Azel.    10615 13 8 39 Os filhos de Eseque, seu irmão: Ulão, seu primogênito, Jeús o segundo, e Elifelete o terceiro.    10616 13 8 40 Os filhos de Ulão foram homens heróis, valentes, e flecheiros destros; e tiveram muitos filhos, e filhos de filhos, cento e cinqüenta. Todos estes foram dos filhos de Benjamim.    10617 13 9 1 Todo o Israel, pois, foi arrolado por genealogias, que estão inscritas no livro dos reis de Israel; e Judá foi transportado para Babilônia, por causa da sua infidelidade.    10618 13 9 2 Ora, os primeiros a se restabelecerem nas suas possessões e nas suas cidades foram de Israel, os sacerdotes, os levitas, e os netinins.    10619 13 9 3 E alguns dos filhos de Judá, de Benjamim, e de Efraim e Manassés, habitaram em Jerusalém:    10620 13 9 4 Utai, filho de Amiúde, filho de Onri, filho de Inri, filho de Bari, dos filhos de Pérez, filho de Judá;    10621 13 9 5 dos silonitas: Asaías o primogênito, e seus filhos;    10622 13 9 6 dos filhos de Zerá: Jeuel e seus irmãos, seiscentos e noventa;    10623 13 9 7 dos filhos de Benjamim: Salu, filho de Mesulão, filho de Hodavias, filho de Hassenua;    10624 13 9 8 Ibnéias, filho de Jeroão; Elá, filho de Uzi, filho de Mícri; Mesulão, filho de Sefatias, filho de Reuel, filho de Ibnijas;    10625 13 9 9 e seus irmãos, segundo as suas gerações, novecentos e cinqüenta e seis. Todos estes homens foram chefes de casas paternas, segundo as casas de seus pais.    10626 13 9 10 E dos sacerdotes: Jedaías, Jeoiaribe e Jaquim;    10627 13 9 11 Azarias, filho de Hilquias, filho de Mesulão, filho de Zadoque, filho de Meraiote. filho de Aitube, regente da casa de Deus;    10628 13 9 12 Adaías, filho de Jeroão, filho de Pasur, filho de Malquias; Maasai, filho de Adiel, filho de Jazera, filho de Mesulão, filho de Mesilemite, filho de Imer;    10629 13 9 13 como também seus irmãos, chefes de suas casas paternas, mil setecentos e sessenta, homens capacitados para o serviço a casa de Deus.    10630 13 9 14 E dos levitas: Semaías, filho de Hassube, filho de Azricão, filho de Hasabias, dos filhos de Merári:    10631 13 9 15 Baquebacar, Heres, Galal, e Matanias, filho de Mica, filho de Zicri, filho de Asafe;    10632 13 9 16 Obadias, filho de Semaías, filho de Galal, filho de Jedútun; e Berequias, filho de Asa, filho de Elcana, morador das aldeias dos netofatitas.    10633 13 9 17 Foram porteiros: Salum, Acube, Talmom, Aimã, e seus irmãos, sendo Salum o chefe;    10634 13 9 18 e até aquele tempo estavam de guarda à porta do rei, que ficava ao oriente. Estes foram os porteiros para os arraiais dos filhos de Levi.    10635 13 9 19 Salum, filho de Coré, filho de Ebiasafe, filho de Corá, e seus irmãos da casa de seu pai, os coraítas estavam encarregados do serviço como guardas das entradas do tabernáculo, como seus pais também tinham sido encarregados do arraial do Senhor, sendo guardas da entrada.    10636 13 9 20 Finéias, filho de Eleazar, dantes era guia entre eles; e o Senhor era com ele.    10637 13 9 21 Zacarias, filho de Meselemias, guardava a porta da tenda da revelação.    10638 13 9 22 Todos estes, escolhidos para serem guardas das entradas, foram duzentos e doze; e foram contados por suas genealogias, nas suas aldeias. Davi e Samuel, o vidente, os constituíram nos seus respectivos cargos.    10639 13 9 23 Tinham, pois, eles e seus filhos o cargo das portas da casa do Senhor, a saber, da casa da tenda, como guardas.    10640 13 9 24 Os porteiros estavam aos quatro lados, ao oriente, ao ocidente, ao norte e ao sul:    10641 13 9 25 Seus irmãos, que moravam nas suas aldeias, deviam de tempo em tempo vir por sete dias para servirem com eles.    10642 13 9 26 pois os quatro porteiros principais, que eram levitas, estavam encarregados das câmaras e dos tesouros da casa de Deus.    10643 13 9 27 E se alojavam à roda da casa de Deus. Porque a sua guarda lhes estava entregue, e tinham o encargo de abri-la cada manhã.    10644 13 9 28 Alguns deles estavam encarregados dos utensílios do serviço, pois estes por conta eram trazidos e por conta eram tirados.    10645 13 9 29 Outros estavam encarregados dos móveis e de todos os utensílios do santuário, como também da flor de farinha, do vinho, do azeite, do incenso e das especiarias.    10646 13 9 30 Os que confeccionavam as especiarias eram dos filhos dos sacerdotes.    10647 13 9 31 Matitias, um dos levitas, o primogênito de Salum, o coraíta, estava encarregado de tudo o que se cozia em sertãs.    10648 13 9 32 E seus irmãos, dentre os filhos dos coatitas, alguns tinham o cargo dos pães da proposição, para os prepararem de sábado em sábado.    10649 13 9 33 Estes são os cantores, chefes de casas paternas dos levitas, que moravam nas câmaras e estavam isentos de outros serviços, porque de dia e de noite se ocupavam naquele serviço.    10650 13 9 34 Estes foram chefes de casas paternas dos levitas, em suas gerações; e estes habitaram em Jerusalém.    10651 13 9 35 Em Gibeão habitou Jeiel, pai de Hibeão (e era o nome de sua mulher Maacá);    10652 13 9 36 seu filho primogênito foi Abdom; depois Zur, Quis, Baal, Ner, Nadabe,    10653 13 9 37 Gedor, Aiô, Zacarias e Miclote.    10654 13 9 38 Miclote foi pai de Simeão; também estes habitaram em Jerusalém defronte d‰ seus irmaos.    10655 13 9 39 Ner foi pai de Quis; Quis de Saul; e Saul de Jônatas, Malquisua, Abinadabe e Es-Baal.    10656 13 9 40 Filho de Jônatas foi Meribe-Baal; Meribe-Baal foi pai de Mica.    10657 13 9 41 Os filhos de Mica: Pitom, Meleque, Tareá, e Acaz.    10658 13 9 42 Acaz foi pai de Jará; Jará foi pai de Alemete, Azmavete e Zinri; Zinri foi pai de Moza;    10659 13 9 43 Moza foi pai de Bineá, de quem foi filho Refaías, de quem foi filho Eleasá, de quem foi filho Azel.    10660 13 9 44 Azel teve seis filhos, cujos nomes são: Azricão, Bocru, Ismael, Searias, Obadias e Hanã; estes foram os filhos de Azel.    10661 13 10 1 Ora, os filisteus pelejaram contra Israel; e os homens de Israel, fugindo de diante dos filisteus, caíram mortos no monte Gilboa.    10662 13 10 2 Os filisteus perseguiram a Saul e seus filhos, e mataram Jônatas, Abinadabe e Malquisua, filhos de Saul.    10663 13 10 3 A peleja se agravou contra Saul, e os flecheiros o alcançaram, e ele foi ferido pelos flecheiros.    10664 13 10 4 Então disse Saul: Arranca a tua espada, e atravessa-me com ela, para que que não venham estes incircuncisos e escarneçam de mim. Mas o seu escudeiro não quis, porque temia muito; então tomou Saul a sua espada, e se lançou sobre ela.    10665 13 10 5 Vendo, pois, o seu escudeiro que Saul estava morto, lançou-se também sobre sua espada, e morreu.    10666 13 10 6 Assim morreram Saul e seus três filhos; morreu toda a sua casa juntamente.    10667 13 10 7 Quando todos os homens de Israel que estavam no vale viram que Israel havia fugido, e que Saul eram mortos, abandonaram as suas cidades e fugiram, e vindo os filisteus, habitaram nelas.    10668 13 10 8 No dia seguinte, quando os filisteus vieram para despojar os mortos acharam Saul e seus filhos estirados no monte Gilboa.    10669 13 10 9 Então o despojaram, tomaram a sua cabeça e as suas armas, e enviaram mensageiros pela terra dos filisteus em redor, para levarem a boa nova a seus ídolos e ao povo.    10670 13 10 10 Puseram as armas dele na casa de seus deuses, e pregaram-lhe a cabeça na casa de Dagom.    10671 13 10 11 Quando, pois, toda a Jabes-Gileade ouviu tudo quanto os filisteus haviam feito a Saul,    10672 13 10 12 todos os homens valentes se levantaram e, tomando o corpo de Saul e os corpos de seus filhos, trouxeram-nos: a Jabes; e sepultaram os seus ossos debaixo o terebinto em Jabes, e jejuaram sete dias.    10673 13 10 13 Assim morreu Saul por causa da sua infidelidade para com o Senhor, porque não havia guardado a palavra do Senhor; e também porque buscou a adivinhadora para a consultar,    10674 13 10 14 e não buscou ao Senhor; pelo que ele o matou, e transferiu o reino a Davi, filho de Jessé.    10675 13 11 1 Então todo o Israel se ajuntou a Davi em Hebron, dizendo: Eis que somos teus ossos e tua carne.    10676 13 11 2 Já dantes, quando Saul ainda era rei, eras tu o que fazias Israel sair, e entrar; também o Senhor teu Deus te disse: Tu apascentaras o meu povo Israel; tu seras príncipe sobre o meu povo Israel.    10677 13 11 3 Assim vieram todos os anciãos de Israel ao rei, a Hebrom; e Davi fez com eles um pacto em Hebrom, perante o Senhor; e ungiram a Davi rei sobre Israel, conforme a palavra do Senhor por intermédio de Samuel.    10678 13 11 4 Então Davi, com todo o Israel, partiu para Jerusalém , que é Jebus; e estavam ali os jebuseus, habitantes da terra.    10679 13 11 5 E disseram os habitantes de Jebus a Davi: Tu não entrarás aqui. Não obstante isso, Davi tomou a fortaleza de Sião, que é a cidade de Davi.    10680 13 11 6 Davi disse: Qualquer que primeiro ferir os jebuseus será chefe e capitão. E Joabe, filho de Zeruia, subiu primeiro, pelo que foi feito chefe.    10681 13 11 7 Então Davi habitou na fortaleza, e por isso foi chamada cidade de Davi.    10682 13 11 8 E edificou a cidade ao redor, desde Milo em diante; e Joabe reparou o resto da cidade.    10683 13 11 9 Davi tornava-se cada vez mais forte; porque o Senhor dos exércitos era com ele.    10684 13 11 10 São estes os chefes dos valentes de Davi, que o apoiaram fortemente no seu reino, com todo o Israel, para o fazerem rei, conforme a palavra do Senhor, no tocante a Israel.    10685 13 11 11 Esta é a relação dos valentes de Davi: Jasobeão, filho dum hacmonita, o chefe dos trinta, o qual, brandindo a sua lança contra trezentos, duma só vez os matou.    10686 13 11 12 Depois dele, Eleazar, filho de Dodó, o aoíta; ele estava entre os três valentes.    10687 13 11 13 Este esteve com Davi em Pas-Damim, quando os filisteus ali se ajuntaram à peleja, onde havia um pedaço de campo cheio de cevada; e o povo fugia de diante dos filisteus.    10688 13 11 14 Mas eles se puseram no meio daquele campo, e o defenderam, e mataram os filisteus; e o Senhor os salvou com uma grande vitória.    10689 13 11 15 Três dos trinta chefes desceram à penha; a ter com Davi, na caverna de Adulão; e o exército dos filisteus estara acampado no vale de Refaim.    10690 13 11 16 Davi estava então no lugar forte, e a guarnição dos filisteus estava em Belém.    10691 13 11 17 E Davi, ofegante, exclamou: Quem me dera beber da água do poço de Belém, que está junto à porta!    10692 13 11 18 Então aqueles três romperam pelo arraial dos filisteus, tiraram água do poço de Belém, que estava junto à porta, e a trouxeram a Davi; porém Davi não a quis beber, mas a derramou perante o Senhor,    10693 13 11 19 dizendo: Não permita meu Deus que eu faça isso! Beberia eu o sangue da vida destes homens? Pois com perigo das suas vidas a trouxeram. Assim, não a quis beber. Isso fizeram aqueles três valentes.    10694 13 11 20 Abisai, irmão de Joabe, era o chefe dos três; o qual, brandindo a sua lança contra trezentos, os matou, e teve nome entre os três.    10695 13 11 21 Ele foi mais ilustre do que os outros dois, pelo que foi feito chefe deles; todavia não igualou aos primeiros três.    10696 13 11 22 Havia também Benaías, filho de Jeoiada, filho de um homem valente de Cabzeel, autor de grandes feitos; este matou dois filhos de Ariel de Moabe; depois desceu e matou um leão dentro duma cova, no tempo da neve.    10697 13 11 23 Matou também um egípcio, homem de grande altura, de cinco côvados. O egípcio tinha na mão uma lança como o órgão de tecelão; mas Benaías desceu contra ele com um cajado, arrancou-lhe da mão a lança e com ela o matou.    10698 13 11 24 Estas coisas fez Benaías, filho de Jeoiada, pelo que teve nome entre os três valentes.    10699 13 11 25 e o mais ilustre, contudo não igualou aos primeiros três; e Davi o pôs sobre os da sua guarda.    10700 13 11 26 Os valentes dos exércitos: Asael, irmão de Joabe; El-Hanã, filho de Dodó, de Belém;    10701 13 11 27 Samote, o harorita; Helez, o pelonita;    10702 13 11 28 Ira, filho de Iques, o tecoíta; Abiezer, o anatotita;    10703 13 11 29 Sibecai, o husatita; Ilai, o aoíta;    10704 13 11 30 Maarai, o netofatita; Helede, filho de Baaná, o netofatita;    10705 13 11 31 Itai, filho de Ribai, de Gibeá, dos filhos de Benjamim; Benaías, o piratonita;    10706 13 11 32 Hurai, dos ribeiros de Gaás; Abiel, o arbatita;    10707 13 11 33 Azmavete, o baarumita; Eliabá, o saalbonita;    10708 13 11 34 dos filhos de Hasem, o gizonita: Jônatas, filho de Sage, o hararita;    10709 13 11 35 Aião, filho de Sacar, o hararita; Elifal, filho de Ur.    10710 13 11 36 Hefer, o mequeratita; Aías, o pelonita;    10711 13 11 37 Hezro, o carmelita; , Naarai, filho de Ebzai;    10712 13 11 38 Joel, irmão de Natã; Mibar, filho de Harri;    10713 13 11 39 Zeleque, o amonita; Naarai, o berotita, escudeiro de Joabe, filho de Zeniia;    10714 13 11 40 Ira, o itrita; Garebe, o itrita;    10715 13 11 41 Urias, o heteu; Zabade, filho de Alai;    10716 13 11 42 Adina, filho de Siza, o rubenita, chefe dos rubenitas, e com ele trinta;    10717 13 11 43 Hanã, filho de Maacá; Jeosafá, o mitnita;    10718 13 11 44 Uzias, o asteratita; Sama e Jeiel, filhos de Hotão, o aroerita;    10719 13 11 45 Jediael, filho de Sínri, e Joá, seu irmão, o tizita;    10720 13 11 46 Eliel, o maavita; Jeribai e Josavias, filhos de Elnaão; Itma, o moabita;    10721 13 11 47 Eliel, Obede e Jaasiel, o mezobaíta    10722 13 12 1 Ora, estes são os que vieram a Davi a Ziclague, estando ele ainda tolhido nos seus movimentos por causa de Saul, filho de Quis; e eram dos valentes que o ajudaram na guerra.    10723 13 12 2 Eram archeiros, e usavam tanto da mão direita como da esquerda em atirar pedras com fundas e em disparar flechas com o arco; eram dos irmãos de Saul, benjamitas.    10724 13 12 3 Aizer, o chefe, e Joás, filhos de Semaá, o gibeatita; Jeziel e Pelete, filhos de Azmavete; Beraca e Jeú, o anatotita;    10725 13 12 4 Ismaías, o gibeonita, valente entre os trinta, e chefe deles; Jeremias, Jaaziel, Joanã e Jozabade, o gederatita;    10726 13 12 5 Eluzai, Jerimote, Bealias, Semarias e Sefatias, o harufita;    10727 13 12 6 Elcana, Issias, Azarel, Joezer e Jasobeão, os coraítas;    10728 13 12 7 e Joela e Zebadias, filhos de Jeroão de Ged or.    10729 13 12 8 Dos gaditas se passaram para Davi, ao lugar forte no deserto, homens valentes adestrados para a guerra, que sabiam manejar escudo e lança; seus rostos eram como rostos de leões, e eles eram tão ligeiros como corças sobre os montes.    10730 13 12 9 Ezer era o chefe, Obadias o segundo, Eliabe o terceiro,    10731 13 12 10 Mismana o quarto, Jeremias o quinto,    10732 13 12 11 Atai o sexto, Eliel o sétimo,    10733 13 12 12 Joanã o oitavo, Elzabade o nono,    10734 13 12 13 Jeremias o décimo, Macbanai o undécimo.    10735 13 12 14 Estes, dos filhos de Gade, foram os chefes do exército; o menor valia por cem, e o maior por mil.    10736 13 12 15 Estes são os que passaram o Jordão no mês primeiro, quando ele transbordava por todas as suas ribanceiras, e puseram em fuga todos os dois vales ao oriente e ao ocidente.    10737 13 12 16 Igualmente alguns dos filhos de Benjamim e de Judá vieram a Davi, ao lugar forte.    10738 13 12 17 Davi saiu-lhes ao encontro e lhes disse: Se viestes a mim pacificamente para me ajudar, o meu coração se unirá convosco; porém se é para me entregar aos meus inimigos, sem que haja mal nas minhas mãos, o Deus de nossos pais o veja e o repreenda.    10739 13 12 18 Então veio o espírito sobre Amasai, chefe dos trinta, que disse: Nós somos teus, ó Davi, e contigo estamos, ó filho de Jessé! Paz, paz contigo, e paz com quem te ajuda! pois que teu Deus te ajuda. E Davi os recebeu, e os fez chefes de tropas.    10740 13 12 19 Também de Manassés alguns se passaram para Davi; foi quando ele veio com os filisteus para a batalha contra Saul; todavia não os ajudou, pois os chefes dos filisteus tendo feito conselho, o despediram, dizendo: Com perigo de nossas cabeças ele se passará para Saul, seu senhor:    10741 13 12 20 Voltando ele, pois, a Ziclague, passaram-se para ele, de Manassés: Adná, Jozabade, Jediael, Micael, Jozabade, Eliú e Ziletai, chefes de milhares dos de Manassés.    10742 13 12 21 E estes ajudaram a Davi contra a tropa de saqueadores, pois todos eles eram heróis valentes, e foram chefes no exército.    10743 13 12 22 De dia em dia concorriam a Davi para o ajudar, até que se fez um grande exército, como o exército de Deus.    10744 13 12 23 Ora, estes são os números dos chefes armados para a peleja, que vieram a Davi em Hebrom, para transferir a ele o reino de Saul, conforme a palavra do Senhor:    10745 13 12 24 dos filhos de Judá, que traziam escudo e lança, seis mil e oitocentos, armados para a peleja;    10746 13 12 25 dos filhos de Simeão, homens valentes para pelejar, sete mil e cem;    10747 13 12 26 dos filhos de Levi quatro mil e seiscentos;    10748 13 12 27 Jeoiada, que era o chefe da casa de Arão, e com ele três mil e setecentos;    10749 13 12 28 e Zadoque, ainda jovem, homem valente, com vinte e dois príncipes da casa de seu pai;    10750 13 12 29 dos filhos de Benjamim, irmãos de Saul, três mil, porque até então a maior parte deles se tinha conservado fiel à casa de Saul;    10751 13 12 30 dos filhos de Efraim vinte mil e oitocentos homens valentes, homens de nome nas casas de seus pais;    10752 13 12 31 da meia tribo de Manassés dezoito mil, que foram designados por nome para virem fazer Davi rei;    10753 13 12 32 dos filhos de Issacar, duzentos de seus chefes, entendidos na ciência dos tempos para saberem o que Israel devia fazer, e todos os seus irmãos sob suas ordens;    10754 13 12 33 de Zebulom, dos que podiam sair no exército, cinqüenta mil, ordenados para a peleja com todas as armas de guerra, como também destros para ordenarem a batalha, e não eram de coração dobre;    10755 13 12 34 de Naftali, mil chefes, e com eles trinta e sete mil com escudo e lança;    10756 13 12 35 dos danitas vinte e oito mil e seiscentos, destros para ordenarem a batalha;    10757 13 12 36 de Aser, dos que podiam sair no exército e ordenar a batalha, quarenta mil;    10758 13 12 37 da outra banda do Jordão, dos rubenitas e gaditas, e da meia tribo de Manassés, com toda sorte de instrumentos de guerra para pelejar, cento e vinte mil.    10759 13 12 38 Todos estes, homens de guerra, que sabiam ordenar a batalha, vieram a Hebrom com inteireza de coração, para constituir Davi rei sobre todo o Israel; e também todo o resto de Israel estava de um só coração para constituir Davi rei.    10760 13 12 39 E estiveram ali com Davi três dias, comendo e bebendo, pois seus irmãos lhes tinham preparado as provisões.    10761 13 12 40 Também da vizinhança, e mesmo desde Issacar, Zebulom e Naftali, trouxeram sobre jumentos, e camelos, e mulos e bois, pão, provisões de farinha, pastas de figos e cachos de passas, vinho e azeite, bois e gado miúdo em abundância; porque havia alegria em Israel.    10762 13 13 1 Ora, Davi consultou os chefes dos milhares, e das centenas, a saber, todos os oficiais.    10763 13 13 2 E disse Davi a toda a congregação de Israel: Se bem vos parece, e se isto vem do Senhor nosso Deus, enviemos mensageiros por toda parte aos nossos outros irmãos que estão em todas as terras de Israel, e com eles aos sacerdotes e levitas nas suas cidades, e nos seus campos, para que se reunam conosco,    10764 13 13 3 e tornemos a trazer para nós a arca do nosso Deus; porque não a buscamos nos dias de Saul.    10765 13 13 4 E toda a congregação concordou em que assim se fizesse; porque isso pareceu reto aos olhos de todo o povo.    10766 13 13 5 Convocou, pois, Davi todo o Israel desde Sior, o ribeiro do Egito, até a entrada de Hamate, para trazer de Quiriate-Jearim a arca de Deus.    10767 13 13 6 E Davi, com todo o Israel, subiu a Baalá, isto é, a Quiriate-Jearim, que está em Judá, para fazer subir dali a arca de Deus, a qual se chama pelo nome do Senhor, que habita entre os querubins.    10768 13 13 7 Levaram a arca de Deus sobre um carro novo, tirando-a da casa de Abinadabe; e Uzá e Aiô guiavam o carro.    10769 13 13 8 Davi e todo o Israel alegravam-se perante Deus com todas as suas forças, cantando e tocando harpas, alaúdes, tamboris, címbalos e trombetas.    10770 13 13 9 Quando chegaram a eira de Quidom, Uzá estendeu a mão para segurar a arca, porque os bois tropeçavam.    10771 13 13 10 Então se acendeu a ira do Senhor contra Uzá, e o Senhor o feriu por ter estendido a mão à arca; e ele morreu ali perante Deus.    10772 13 13 11 E Davi se encheu de desgosto porque o Senhor havia irrompido contra Uzá; pelo que chamou aquele lugar Pérez-Uzá, como se chama até o dia de hoje.    10773 13 13 12 Temeu Davi a Deus naquele dia, e disse: Como trarei a mim a arca de Deus?    10774 13 13 13 Pelo que não trouxe a arca a si para a cidade de Davi, porém a fez retirar para a casa de Obede-Edom, o giteu.    10775 13 13 14 Assim ficou a arca de Deus com a família de Obede-Edom, três meses em sua casa; e o Senhor abençoou a casa de Obede-Edom, e tudo o que lhe pertencia.    10776 13 14 1 Hirão, rei de Tiro, mandou mensageiros a Davi, e madeira de cedro, pedreiros e carpinteiros para lhe edificarem uma casa.    10777 13 14 2 Então percebeu Davi que o Senhor o tinha confirmado rei sobre Israel; porque o seu reino tinha sido muito exaltado por amor do seu povo Israel.    10778 13 14 3 Davi tomou em Jerusalém ainda outras mulheres, e teve ainda filhos e filhas.    10779 13 14 4 Estes, pois, são os nomes dos filhos que lhe nasceram em Jerusalém: Samua, Sobabe, Natã, Salomão,    10780 13 14 5 Ibar, Elisua, Elpelete,    10781 13 14 6 Nogá, Nefegue, Jafia,    10782 13 14 7 Elisama, Beeliada e Elifelete.    10783 13 14 8 Quando os filisteus ouviram que Davi havia sido ungido rei sobre todo o Israel, subiram todos em busca dele; o que ouvindo Davi, logo saiu contra eles.    10784 13 14 9 Ora, os filisteus tinham vindo e feito uma arremetida pelo vale de Refaim.    10785 13 14 10 Então Davi consultou a Deus, dizendo: Subirei contra os filisteus, e nas minhas mãos os entregarás?: E o Senhor lhe disse: Sobe, porque os entregarei nas tuas mãos.    10786 13 14 11 E subiram os filisteus a Baal-Perazim, onde Davi os derrotou; e disse Davi: por minha mão Deus fez uma brecha nos meus inimigos, como uma brecha feita pelas águas. Pelo que chamaram aquele lugar Baal-Perazim:    10787 13 14 12 E deixaram ali os seus deuses, que, por ordem de Davi, foram queimados a fogo.    10788 13 14 13 Mas os filisteus tornaram a fazer uma arremetida pelo vale.    10789 13 14 14 Tornou Davi a consultar a Deus, que lhe respondeu: Não subirás atrás deles; mas rodeia-os por detrás e vem sobre eles por defronte dos balsameiros;    10790 13 14 15 e será que, ouvindo tu um ruído de marcha pelas copas dos balsameiros, sairás à peleja; porque Deus terá saído diante de ti para ferir o exército dos filisteus.    10791 13 14 16 E fez Davi como Deus lhe ordenara; e desbarataram o exército dos filisteus desde Gibeão até Gezer:    10792 13 14 17 Assim a fama de Davi se espalhou por todas aquelas terras, e o Senhor pôs o temor dele sobre todas aquelas gentes.    10793 13 15 1 Davi fez para si casas na cidade de Davi; também preparou um lugar para a arca de Deus, e armou-lhe uma tenda:    10794 13 15 2 Então disse Davi: Ninguém deve levar a arca de Deus, senão os levitas; porque o Senhor os elegeu para levarem a arca de Deus, e para o servirem para sempre.    10795 13 15 3 Convocou, pois, Davi todo o Israel a Jerusalém, para fazer subir a arca do Senhor ao seu lugar, que lhe tinha preparado.    10796 13 15 4 E reuniu os filhos de Arão e os levitas.    10797 13 15 5 dos filhos de Coate, Uriel, o chefe, e de seus irmãos cento e vinte;    10798 13 15 6 dos filhos de Merári, Asaías, o chefe, e de seus irmãos duzentos e vinte;    10799 13 15 7 dos filhos de Gérson Joel, o chefe, e de seus irmãos cento e trinta;    10800 13 15 8 dos filhos de Elizafã, Semaías, o chefe, e de seus irmãos duzentos;    10801 13 15 9 dos filhos de Hebrom, Eliel, o chefe, e de seus irmãos oitenta;    10802 13 15 10 dos filhos de Uziel, Aminadabe, o chefe, e de seus irmãos cento e doze.    10803 13 15 11 Então chamou Davi os sacerdotes Zadoque e Abiatar, e os levitas Uriel, Asaías, Joel, Semaías, Eliel e Aminadabe,    10804 13 15 12 e disse-lhes: Vós sois os chefes das casas paternas entre os levitas; santificai-vos, vós e vossos irmãos, para que façais subir a arca do Senhor Deus de Israel ao lugar que lhe preparei.    10805 13 15 13 Porquanto da primeira vez vós não a levastes, o Senhor fez uma brecha em nós, porque não o buscamos segundo a ordenança:    10806 13 15 14 Santificaram-se, pois, os sacerdotes e os levitas para fazerem subir a arca do Senhor Deus de Israel.    10807 13 15 15 E os levitas trouxeram a arca de Deus sobre os seus ombros, pelos varais que nela havia, como Moisés tinha ordenado, conforme a palavra do Senhor.    10808 13 15 16 E Davi ordenou aos chefes dos levitas que designassem alguns de seus irmãos como cantores, para tocarem com instrumentos musicais, com alaúdes, harpas e címbalos, e levantarem a voz com alegria.    10809 13 15 17 Designaram, pois, os levitas a Hemã, filho de Joel; e dos seus irmãos, a Asafe, filho de Berequias; e dos filhos de Merári, seus irmãos, a Etã, filho de Cusaías;    10810 13 15 18 e com eles a seus irmãos da segunda ordem: Zacarias, Bene, Jaaziel, Semiramote, Jeiel, Uni, Eliabe, Benaías, Maaséias, Matitias, Elifeleu e Micnéias, e Obede-Edom e Jeiel, os porteiros.    10811 13 15 19 Assim os cantores Hemã, Asafe e Etã se faziam ouvir com címbalos de bronze;    10812 13 15 20 e Zacarias, Aziel, Semiramote, Jeiel, Uni, Eliabe, Maaséias e Benaías, com alaúdes adaptados ao soprano;    10813 13 15 21 e Matitias, Elifeleu, Micnéias, Obede-Edom, Jeiel e Azazias, com harpas adaptadas ao baixo, para dirigirem;    10814 13 15 22 e Quenanias, chefe dos levitas, estava encarregado dos cânticos e os dirigia, porque era entendido;    10815 13 15 23 e Berequias e Elcana eram porteiros da arca;    10816 13 15 24 e Sebanias, Jeosafá, Netanel, Amasai, Zacarias, Benaías e Eliézer, os sacerdotes, tocavam as trombetas perante a arca de Deus; e Obede-Edom e Jeías eram porteiros da arca.    10817 13 15 25 Sucedeu pois que Davi, os anciãos de Israel, os capitães dos milhares foram, com alegria, para fazer subir a arca do pacto do Senhor, da casa de Obede-Edem.    10818 13 15 26 E sucedeu que, havendo Deus ajudado os levitas que levavam a arca do pacto dó Senhor, sacrificaram sete novilhos e sete carneiros.    10819 13 15 27 Davi ia vestido de um manto de linho fino, como também todos os levitas que levavam a arca, e os cantores, e juntamente com eles Quenanias, diretor do canto; Davi levava também sobre si um éfode de linho.    10820 13 15 28 Assim todo o Israel fez subir a arca do pacto do Senhor com vozes de júbilo, ao som de buzinas, trombetas e címbalos, juntamente com alaúdes e harpas.    10821 13 15 29 E sucedeu que, chegando a arca do pacto do Senhor à cidade de Davi, Mical, a filha de Saul, olhou duma janela e, vendo Davi dançar e saltar, desprezou-o no seu coração.    10822 13 16 1 Trouxeram, pois, a arca de Deus e a colocaram no meio da tenda que Davi lhe tinha armado; e ofereceram holocaustos e sacrifícios pacíficos perante Deus.    10823 13 16 2 Tendo Davi acabado de oferecer os holocaustos e sacrifícios pacíficos, abençoou o povo em nome do Senhor.    10824 13 16 3 Então repartiu a todos em Israel, tanto a homens como a mulheres, a cada um, um pão, um pedaço de carne e um bolo de passas.    10825 13 16 4 Também designou alguns dos levitas por ministros perante a arca do Senhor, para celebrarem, e para agradecerem e louvarem ao Senhor Deus de Israel, a saber:    10826 13 16 5 Asafe, o chefe, e Zacarias, o segundo depois dele; Jeiel, Semiramote, Jeiel, Matitias, Eliabe, Benaías, Obede-Edom e Jeiel, com alaúdes e com harpas; e Asafe se fazia ouvir com címbalos;    10827 13 16 6 e Benaías e Jaaziel, os sacerdotes, tocavam trombetas continuamente perante a arca do pacto de Deus.    10828 13 16 7 Foi nesse mesmo dia que Davi, pela primeira vez, ordenou que pelo ministério de Asafe e de seus irmãos se dessem ações de graças ao Senhor, nestes termos:    10829 13 16 8 Louvai ao Senhor, invocai o seu nome; fazei conhecidos entre os povos os seus feitos.    10830 13 16 9 Cantai-lhe, salmodiai-lhe, falai de todas as suas obras maravilhosas.    10831 13 16 10 Gloriai-vos no seu santo nome; alegre-se o coração dos que buscam ao Senhor.    10832 13 16 11 Buscai ao Senhor e a sua força; buscai a sua face continuamente.    10833 13 16 12 Lembrai-vos das obras maravilhosas que ele tem feito, dos seus prodígios, e dos juízos da sua boca,    10834 13 16 13 vós, descendência de Israel, seus servos, vós, filhos de Jacó, seus eleitos.    10835 13 16 14 Ele é o Senhor nosso Deus; em toda a terra estão os seus juízos.    10836 13 16 15 Lembrai-vos perpetuamente do seu pacto, da palavra que prescreveu para mil geraçoes;    10837 13 16 16 do pacto que fez com Abraão, do seu juramento a Isaque,    10838 13 16 17 o qual também a Jacó confirmou por estatuto, e a Israel por pacto eterno,    10839 13 16 18 dizendo: A ti te darei a terra de Canaã, quinhão da vossa herança.    10840 13 16 19 Quando eram poucos em número, sim, mui poucos, e estrangeiros na terra,    10841 13 16 20 andando de nação em nação, e dum reino para outro povo,    10842 13 16 21 a ninguém permitiu que os oprimisse, e por amor deles repreendeu reis,    10843 13 16 22 dizendo: Não toqueis os meus ungidos, e não façais mal aos meus profetas.    10844 13 16 23 Cantai ao Senhor em toda a terra; proclamai de dia em dia a sua salvação.    10845 13 16 24 Publicai entre as nações a sua gloria, entre todos os povos as suas maravilhas.    10846 13 16 25 Porque grande é o Senhor, e mui digno de louvor; também é mais temível do que todos os deuses.    10847 13 16 26 Pois todos os deuses dos povos são ídolos, porém o Senhor fez os céus.    10848 13 16 27 Diante dele há honra e majestade; há força e alegria no seu lugar.    10849 13 16 28 Tributai ao Senhor, ó famílias dos povos, tributai ao Senhor glória e força.    10850 13 16 29 Tributai ao Senhor a glória devida ao seu nome; trazei presentes, e vinde perante ele; adorai ao Senhor vestidos de trajes santos.    10851 13 16 30 Trema diante dele toda a terra; o mundo se acha firmado, de modo que se não pode abalar.    10852 13 16 31 Alegre-se o céu, e regozije-se a terra; e diga-se entre as nações: O Senhor reina.    10853 13 16 32 Brama o mar e a sua plenitude; exulte o campo e tudo o que nele há;    10854 13 16 33 então jubilarão as árvores dos bosques perante o Senhor, porquanto vem julgar a terra.    10855 13 16 34 Dai graças ao Senhor, porque ele é bom; porque a sua benignidade dura para sempre.    10856 13 16 35 E dizei: Salva-nos, ó Deus da nossa salvação, e ajunta-nos, e livra-nos das nações, para que demos graças ao teu santo nome, e exultemos no teu louvor.    10857 13 16 36 Bendito seja o Senhor Deus de Israel, de eternidade a eternidade. Então todo o povo disse: Amém! e louvou ao Senhor.    10858 13 16 37 Davi, pois, deixou ali, diante da arca do pacto do Senhor, Asafe e seus irmãos, para ministrarem continuamente perante a arca, segundo a exigência de cada dia.    10859 13 16 38 Também deixou Obeede-Edom , com seus irmãos, sessenta e oito; Obede-Edomsa filho de Jedútum e Hosa, para serem porteiros;    10860 13 16 39 e deixou Zadoque, o sacerdote, e seus irmãos, os sacerdotes, diante do tabernáculo do Senhor, no alto que havia em Gibeao,    10861 13 16 40 para oferecerem holocaustos ao Senhor continuamente, pela manhã e à tarde, sobre o altar dos holocaustos; e isto segundo tudo o que está escrito na lei que o Senhor tinha ordenado a Israel;    10862 13 16 41 e com eles Hemã, e Jedútum e os demais escolhidos, que tinham sido nominalmente designados, para darem graças ao Senhor, porque a sua benignidade dura para sempre.    10863 13 16 42 Estavam Hemã e Jedútun encarregados das trombetas e dos címbalos para os que os haviam de tocar, e dos outros instrumentos para os cânticos de Deus; e os filhos de Jedútun estavam à porta.    10864 13 16 43 Então todo o povo se retirou, cada um para a sua casa; e Davi voltou para abençoar a sua casa.    10865 13 17 1 Tendo Davi começado a morar em sua casa, disse ao profeta Natã: Eis que eu moro numa casa de cedro, mas a arca do pacto do Senhor está debaixo de cortinas.    10866 13 17 2 Então Natã disse a Davi: Tudo quanto tens no teu coração faze, porque Deus é contigo.    10867 13 17 3 Mas sucedeu, na mesma noite, que a palavra de Deus veio à Natã, dizendo:    10868 13 17 4 Vai e dize a Davi, meu servo: Assim diz o Senhor: Tu não me edificarás casa para eu habitar;    10869 13 17 5 porque em nenhuma casa morei, desde o dia em que fiz subir Israel até o dia e hoje, mas fui de tenda em tenda, e de tabernáculo em tabernáculo.    10870 13 17 6 Por todas as partes por onde tenho andado com todo o Israel, porventura falei eu jamais uma palavra a algum dos juízes de Israel, a quem ordenei que apascentasse o meu povo, dizendo: Por que não me tendes edificado uma casa de cedro?    10871 13 17 7 Agora, pois, assim dirás a meu servo Davi: Assim diz o Senhor dos exércitos: Eu te tirei do curral, de detrás das ovelhas, para que fosses chefe do meu povo Israel;    10872 13 17 8 e estive contigo por onde quer que andavas, e de diante de ti exterminei todos os teus inimigos; também te farei um nome como o nome dos grandes que estão na terra.    10873 13 17 9 Designarei um lugar para o meu povo Israel, e o plantarei, para que ele habite no seu lugar, e nunca mais seja perturbado; e nunca mais debilitarão os filhos da perversidade, como dantes,    10874 13 17 10 e como desde os dias em que ordenei juízes sobre o meu povo Israel; e subjugarei todos os teus inimigos. Também te declaro que o Senhor te edificará uma casa.    10875 13 17 11 Quando forem cumpridos os teus dias, para ires a teus pais, levantarei a tua descendência depois de ti, um dos teus filhos, e estabelecerei o seu reino.    10876 13 17 12 Esse me edificará casa, e eu firmarei o seu trono para sempre.    10877 13 17 13 Eu lhe serei por pai, e ele me será por filho; e a minha misericórdia não retirarei dele, como a retirei daquele que foi antes de ti;    10878 13 17 14 mas o confirmarei na minha casa e no meu reino para sempre, e para sempre o seu trono será firme.    10879 13 17 15 Conforme todas estas palavras, e conforme toda esta visão, assim falou Natã a Davi.    10880 13 17 16 Então entrou o rei Davi, sentou-se perante o Senhor, e disse: Quem sou eu, ó Senhor Deus, e que é a minha casa, para que me tenhas trazido até aqui?,    10881 13 17 17 E isto foi pouco aos teus olhos, O Deus; também falaste da casa do teu servo para tempos distantes, e me consideras como a um homem ilustre, ó Senhor Deus.    10882 13 17 18 Que mais te dirá Davi, acerca da honra feita ao teu servo? pois tu bem conheces o teu servo.    10883 13 17 19 O Senhor! por amor do teu servo, e segundo o teu coração, fizeste todas estas grandezas, tornando conhecidas todas estas grandes coisas.    10884 13 17 20 O Senhor, ninguém há semelhante a ti, e não há Deus fora de ti, segundo tudo quanto ouvimos com os nossos ouvidos.    10885 13 17 21 Também quem há como o teu povo Israel, única gente na terra a quem Deus foi remir para ser seu povo, fazendo-te nome por meio de feitos grandes e terríveis, expulsando as nações de diante do teu povo, que remiste do Egito?    10886 13 17 22 Pois fizeste o teu povo Israel povo teu para sempre; e tu, Senhor, te fizeste seu Deus.    10887 13 17 23 Agora, ó Senhor, seja confirmada para sempre a palavra que falaste acerca da teu servo, e acerca da sua casa, e faze como falaste.    10888 13 17 24 E seja o teu nome estabelecido e glorificado para sempre, e diga-se: O Senhor dos exércitos é o Deus de Israel, sim, é Deus para Israel; permaneça firme diante de ti a casa de Davi, teu servo.    10889 13 17 25 Porque tu, Deus meu, revelaste ao teu servo que lhe edificarias casa; pelo que o teu servo achou confiança para orar em tua presença.    10890 13 17 26 Agora, pois, ó Senhor, tu és Deus, e falaste este bem acerca do teu servo.    10891 13 17 27 E agora foste servido abençoar a casa do teu servo, para que permaneça para sempre diante de ti; porque tu, Senhor, a abençoaste, ficará abençoada para sempre.    10892 13 18 1 Depois disto Davi derrotou os filisteus, e os subjugou e tomou das mãos deles Gate e as suas aldeias.    10893 13 18 2 Também derrotou os moabitas, e estes lhe ficaram sujeitos, pagando-lhe tributos.    10894 13 18 3 Davi derrotou também Hadadézer, rei de Zobá, junto a Hamate, quando foi estabelecer o seu domínio junto ao rio Eufrates.    10895 13 18 4 E Davi lhe tomou mil carros, sete mil cavaleiros e vinte mil homens de infantaria; e jarretou todos os cavalos dos carros; porém reservou deles para cem carros.    10896 13 18 5 E quando os sírios de Damasco vieram para ajudar a Hadadézer, rei de Zobá, Davi matou deles vinte e dois mil homens.    10897 13 18 6 Então Davi pôs guarnições entre os sírios de Damasco, e os sirios lhe ficaram sujeitos, pagando-lhe tributos; e o Senhor dava vitória a Davi, por onde quer que ia.    10898 13 18 7 Davi tomou os escudos de ouro que tinham sido dos servos de Hadadézer, e os trouxe a Jerusalém.    10899 13 18 8 Também de Tibate, e de Cum, cidades de Hadadézer, Davi tomou muitíssimo bronze, de que Salomão fez o mar de bronze, as colunas, e os utensílios de bronze.    10900 13 18 9 Ora, quando Toú, rei de Hamate, ouviu que Davi destruíra todo o exército de Hadadézer, rei de Zobá,    10901 13 18 10 mandou seu filho Hadorão ao rei Davi, para o saudar, e para o felicitar por haver pelejado contra Hadadézer e por tê-lo destruído (porque Hadadézer fazia guerra a Toú). Enviou-lhe também toda sorte de utensílios de ouro, de prata e de bronze. l    10902 13 18 11 A estes também o rei Davi consagrou ao Senhor, juntamente com a prata e o ouro que trouxera de todas as nações dos edomeus, dos moabitas, dos amonitas, dos filisteus e dos amalequitas.    10903 13 18 12 Além disso Abisai, filho de Zeruia, matou dezoito mil edomeus no Vale do Sal.    10904 13 18 13 E pôs guarnições em Edom, e todos os edomeus ficaram sujeitos a Davi; e o Senhor dava vitória a Davi, por onde quer que ia.    10905 13 18 14 Dari, pois, reinou sobre todo o Israel; e julgava, e fazia justiça a todo o seu povo.    10906 13 18 15 Joabe, filho de Zeruia, tinha o cargo do exército; Jeosafá, filho de Ailude, era cronista;    10907 13 18 16 Zadoque, filho de Aiuube, e Abimeleque, filho de Abiatar, eram sacerdotes; Sarsa era escrivão;    10908 13 18 17 Benaías, filho de Jeoiada, tinha o cargo dos quereteus e peleteus; e os filhos de Davi eram os primeiros junto ao rei.    10909 13 19 1 Aconteceu, depois disto, que Naás, rei dos amonitas, morreu; e seu filho reinou em seu lugar.    10910 13 19 2 Então disse Davi: usarei de benevolência para com Hanum, filho de Naás, porque seu pai usou de benevolência para comigo. Pelo que Davi enviou mensageiros para o consolarem acerca de seu pai. Mas quando os servos de Davi chegaram à terra dos amonitas, a Hanum, para o consolarem,    10911 13 19 3 disseram os príncipes dos amonitas a Hanum: Pensas que Davi quer honrar a teu pai, porque te mandou consoladores? Não vieram ter contigo os seus servos a esquadrinhar, a transtornar e a espiar a terra?    10912 13 19 4 Pelo que Hanum tomou os servos de Davi, raspou-lhes a barba, e lhes cortou as vestes pelo meio até o alto das coxas, e os despediu.    10913 13 19 5 Então foram alguns e avisaram a Davi acerca desses homens; pelo que ele mandou mensageiros ao seu encontro, pois estavam sobremaneira envergonhados. Disse o rei: Ficai em Jericó até que vos torne a crescer a barba, e então voltai.    10914 13 19 6 Vendo os amonitas que se tinham feito odiosos para com Davi, Hanum e os amonitas enviaram mil talentos de prata, para alugarem para si carros e cavaleiros de Mesopotâmia, de Arã-Maacá e de Zobá.    10915 13 19 7 E alugaram para si trinta e dois mil carros e o rei de Maacá com a sua gente, os quais vieram e se acamparam diante de Medeba; também os amonitas se ajuntaram das suas cidades e vieram para a guerra.    10916 13 19 8 Davi, quando soube disto, enviou Joabe e todo o exército de homens valentes.    10917 13 19 9 Os amonitas saíram e ordenaram a batalha à porta da cidade; porém os reis que tinham vindo se puseram à parte no campo.    10918 13 19 10 Ora, quando Joabe viu que a batalha estava ordenada contra ele pela frente e pela retaguarda, escolheu os melhores dentre os homens de Israel, e os pôs em ordem contra os sirios;    10919 13 19 11 e o resto do povo entregou na mão de Abisai, seu irmão; e eles se puseram em ordem de batalha contra os amonitas.    10920 13 19 12 E disse Joabe: Se os sírios forem mais fortes do que eu, tu virás socorrer-me; e, se os amonitas forem mais fortes do que tu, então eu te socorrerei a ti.    10921 13 19 13 Esforça-te, e pelejemos varonilmente pelo nosso povo e pelas cidades do nosso Deus; e faça o Senhor o que bem lhe parecer.    10922 13 19 14 Então se chegou Joabe, e o povo que estava com ele, diante dos sírios, para a batalha; e estes fugiram de diante dele.    10923 13 19 15 Vendo, pois, os amonitas que os sírios tinham fugido, fugiram eles também de diante de Abisai, irmão de Joabe, e entraram na cidade. Então Joabe voltou para Jerusalém.    10924 13 19 16 Ora, vendo-se os sírios derrotados diante de Israel, enviaram mensageiros, e fizeram sair os sírios que habitavam além do rio; e tinham por comandante Sofaque, chefe do exército de Hadadézer.    10925 13 19 17 Avisado disto, Davi ajuntou todo o Israel, passou o Jordão e, indo ao encontro deles, ordenou contra eles a batalha. Tendo Davi ordenado a batalha contra os sírios, pelejaram estes contra ele.    10926 13 19 18 Mas os sírios fugiram de diante de Israel; e Davi matou deles os homens de sete mil carros, e quarenta mil homens da infantaria; matou também Sofaque, chefe do exército.    10927 13 19 19 Vendo, pois, os servos de Hadadézer que tinham sido derrotados diante de Israel, fizeram paz cem Davi, e e serviram; e os sírios nunca mais quiseram socorrer os amonitas.    10928 13 20 1 Aconteceu pois que, na primavera, no tempo em que os reis costumam sair para a guerra, Joabe levou a flor do exército, e devastou a terra dos amonitas, e foi, e pôs cerco a Rabá; porém Davi ficou em Jerusalém. E Joabe bateu Rabá, e a destruiu.    10929 13 20 2 Tirando Davi a coroa da cabeça do rei deles, achou nela o peso dum talento de ouro, e havia nela pedras preciosas; e foi posta sobre a cabeça de Davi. E ele levou da cidade mui grande despojo.    10930 13 20 3 Também fez sair o povo que estava nela e o fez trabalhar com serras, com trilhos de ferro e com machado, e assim fez Davi a todas as cidades dos amonitas. Então voltou Davi, com todo o povo, para Jerusalém.    10931 13 20 4 Depois disso levantou-se guerra em Gezer com os filisteus; então Sibecai, o husatita, matou Sipai, dos filhos do gigante; e eles ficaram subjugados.    10932 13 20 5 Tornou a haver guerra com os filisteus; e El-Hanã, filho de Jair, matou Lami, irmão de Golias, o giteu, cuja lança tinha a haste como órgão de tecelão,    10933 13 20 6 Houve ainda outra guerra em Gate, onde havia um homem de grande estatura, que tinha vinte e quatro dedos, seis em cada mão e seis em cada pé, e que também era filho do gigante.    10934 13 20 7 Tendo ele insultado a Israel, Jônatas, filho de Siméia, irmão de Davi, o matou.    10935 13 20 8 Esses nasceram ao gigante em Gate; e caíram pela mão de Davi e pela mão dos seus servos.    10936 13 21 1 Então Satanás se levantou contra Israel, e incitou Davi a numerar Israel.    10937 13 21 2 E disse Davi a Joabe e aos príncipes de povo: Ide, cantai a Israel desde Berseba até Dã; e trazei-me a conta, para que eu saiba o número deles.    10938 13 21 3 Então disse Joabe: O Senhor acrescente ao seu povo cem vezes tanto como ele é! Porventura, é rei meu senhor, não são teus os servos de meu senhor? Por que requer isto e meu senhor. Por que traria ele culpa sobre Israel?    10939 13 21 4 Todavia a palavra de rei prevaleceu contra Joabe. Pelo que saiu Joabe, e passou por todo o Israel; depois voltou para Jerusulém.    10940 13 21 5 E Joabe deu a Davi o resultado da numeração do povo. E era todo o Israel um milhão e cem mil homens que arrancavam da espada; e de Judá quatrocentos e setenta mil homens que arrancavam da espada.    10941 13 21 6 Mas entre eles Joabe não contou os de Levi e Benjamim, porque a palavra do rei lhe foi abominável.    10942 13 21 7 E este negócio desagradou a Deus, pelo que feriu Israel.    10943 13 21 8 Então disse Davi a Deus: Gravemente pequei em fazer tal coisa; agora porém, peço-te, tira a iniqüidade de teu servo, porque procedi mui loucamente.    10944 13 21 9 Falou o Senhor a Gade, o vidente de Davi, dizendo:    10945 13 21 10 Vai, e dize a Davi: Assim diz o Senhor: Três coisas te proponho; escolhe uma delas, para que eu ta faça.    10946 13 21 11 E Gade veio a Davi, e lhe disse: Assim diz o Senhor: Escolhe o que quiseres:    10947 13 21 12 ou três anos de fome; ou seres por três meses consumido diante de teus adversários, enquanto a espada de teus inimigos te alcance; ou que por três dias a espada do Senhor, isto é, a peste na terra, e o anjo do Senhor façam destruição por todos os termos de Israel. Vê, pois, agora que resposta hei de levar a quem me enviou.    10948 13 21 13 Então disse Davi a Gade: Estou em grande angústia; caia eu, pois, nas mãos do Senhor, porque mui grandes são as suas misericórdias; mas que eu não caia nas mãos dos homens.    10949 13 21 14 Mandou, pois, o Senhor a peste a Israel; e caíram de Israel setenta mil homens.    10950 13 21 15 E Deus mandou um anjo a Jerusalém para a destruir; e, estando ele prestes a destrui-la, o Senhor olhou e se arrependeu daquele mal, e disse ao anjo destruidor: Basta; agora retira a tua mão. E o anjo do Senhor estava junto à eira de Ornã, o jebuseu.    10951 13 21 16 E Davi, levantando os olhos, viu o anjo do Senhor, que estava entre a terra e o céu, tendo na mão uma espada desembainhada estendida sobre Jerusalém. Então Davi e os anciãos, cobertos de sacos, se prostraram sobre os seus rostos.    10952 13 21 17 E dissemorreram Saul e seus três filhos; morreu toda a sua o povo? E eu mesmo sou o que pequei, e procedi muito mal; mas estas ovelhas, que fizeram? Seja tua mão, Senhor Deus meu, contra mim e contra a casa de meu pai, porem não contra o teu povo para castigá-lo com peste.    10953 13 21 18 Então o anjo do Senhor ordenou a Gade que dissesse a Davi para subir e levantar um altar ao Senhor na eira de Ornã, o jebuseu.    10954 13 21 19 Subiu, pois, Davi, conforme a palavra que Gade falara em nome do Senhor.    10955 13 21 20 E, virando-se Ornã, viu o anjo; e seus quatro filhos, que estavam com ele, se esconderam. Ora, Ornã estava debulhando trigo.    10956 13 21 21 Quando Davi se vinha chegando a Ornã, este olhou e o viu e, saindo da terra, prostrou-se diante dele com o rosto em terra.    10957 13 21 22 Então disse Davi a Ornã: Dá-me o lugar da eira pelo seu valor, para eu edificar nele um altar ao Senhor, para que cesse esta praga de sobre o povo.    10958 13 21 23 Respondeu Ornã a Davi: Toma-o para ti, e faça o rei meu senhor o que lhe parecer bem. Eis que dou os bois para holocaustos, os trilhos para lenha, e o trigo para oferta de cereais; tudo dou.    10959 13 21 24 Mas o rei Davi disse a Ornã: Não, antes quero comprá-lo pelo seu valor; pois não tomarei para o Senhor o que é teu, nem oferecerei holocausto que não me custe nada.    10960 13 21 25 E Davi deu a Ornã por aquele lugar o peso de seiscentos siclos de ouro.    10961 13 21 26 Então Davi edificou ali um altar ao Senhor, e ofereceu holocaustos e ofertas pacíficas; e invocou o Senhor, o qual lhe respondeu do céu, com fogo sobre o altar de holocausto.    10962 13 21 27 E o Senhor deu ordem ao anjo, que tomou a meter a sua espada na bainha.    10963 13 21 28 Nesse mesmo tempo, vendo Davi que o Senhor lhe respondera na eira de Ornã, o jebuseu, ofereceu ali os seus sacrifícios.    10964 13 21 29 Pois o tabernáculo do Senhor que Moisés fizera no deserto, e o altar do holocausto, estavam naquele tempo no alto de Gibeão;    10965 13 21 30 mas Davi não podia ir perante ele para consultar a Deus, porque estava atemorizado por causa da espada do anjo do Senhor.    10966 13 22 1 Então disse Davi: Esta é a casa de Senhor Deus, e este é o altar de holocausto para Israel.    10967 13 22 2 Então Davi deu ordem que se ajuntassem os estrangeiros que estavam na terra de Israel, e encarregou pedreiros de lavrarem pedras de cantaria para edificar a casa de Deus,    10968 13 22 3 Também aparelhou ferro em abundância, para os pregos das portas das entradas e para as junturas; como também bronze em abundância, sem pesá-lo;    10969 13 22 4 e madeira de cedro sem conta, porque os sidonios e tírios traziam a Davi cedro em abundancia    10970 13 22 5 Porque dizia Davi: Salomão, meu filho, ainda é moço e tenro, e a casa que se há de edificar para o Senhor deve ser magnífica em excelência, de renome e glória em todas as terras; eu, pois, agora lhe farei os preparativos. Assim fez Davi grandes preparativos antes da sua morte.    10971 13 22 6 Então chamou a Salomão, seu filho, e lhe ordenou que edificasse uma casa ao Senhor Deus de Israel.    10972 13 22 7 Disse Davi a Salomão: Filho meu, quanto a mim, tive em meu coração a proposito de edificar uma casa ao nome do Senhor meu Deus.    10973 13 22 8 A palavra do Senhor, porém, veio a mim, dizendo: Tu tens derramado muito sangue, e tens feito grandes guerras; não edificarás casa ao meu nome, porquanto muito sangue tens derrumado na terra, perante mim.    10974 13 22 9 Eis que te nascerá um filho, que será homem de repouso; porque lhe darei repouso de todos os seus inimigos ao redor; portanto Salomão será o seu nome, e eu darei paz e descanso a Israel nos seus dias.    10975 13 22 10 Ele edificará uma casa ao meu nome. Ele me será por filho, e eu lhe serei por pai, e confirmarei o trono de seu reino sobre Israel para sempre.    10976 13 22 11 Agora, meu filho, o Senhor seja contigo; prospera, e edifica a casa de Senhor teu Deus, como ele falou a respeito de ti.    10977 13 22 12 Tão somente te dê o Senhor prudência e entendimento para governares sobre Israel, e para guardares a lei do Senhor teu Deus.    10978 13 22 13 Então prosperarás, se tiveres cuidado de guardar os estatutos e os juízos que o Senhor ordenou a Moisés acerca de Israel. Esforça-te, e tem bem ânimo; não temas, nem te espantes.    10979 13 22 14 Com trabalhos penosas preparei para a casa do Senhor cem mil talentos de ouro, e um milhão de talentos de prata, e bronze e ferro que por sua abundância, não se pesou; também madeira e pedras preparei; e tu os aumentarás ainda.    10980 13 22 15 Além disso tens trabalhadores em grande número, canteiros, pedreiros e carpinteiros, e toda sorte de peritos em toda espécie de obra.    10981 13 22 16 Do ouro, da prata, da bronze e do ferro não há conta. Levanta-te, pois; mãos à obra! E o Senhor seja contigo!    10982 13 22 17 Também Davi deu ordem a todos os chefes de Israel que ajudassem a Salomão, seu filho, dizendo:    10983 13 22 18 Porventura não está convosco o Senhor vosso Deus, e não vos deu repouso por todos os lados? Pois entregou na minha mão os habitantes da terra; e a terra foi subjugada diante do Senhor e diante do seu povo.    10984 13 22 19 Disponde, pois, agora o vosso coração e a vossa alma para buscardes ao Senhor vosso Deus; e levantai-vos, e edificai o santuário do Senhor Deus, para que a arca do pacto do Senhor e os vasos sagrados de Deus sejam trazidos, para a casa que se há de edificar ao nome do Senhor.    10985 13 23 1 Ora, sendo Davi já velho e cheio de dias, fez Salomão, seu filho, rei sobre Israel.    10986 13 23 2 E reuniu todos os chefes de Israel, como também os sacerdotes e levitas.    10987 13 23 3 Foram contados os levitas de trinta anos para cima; e foi o número deles, segundo o seu registo, trinta e oito mil homens.    10988 13 23 4 Deste número vinte e quatro mil promoverão a obra da casa do Senhor; seis mil servirão como oficiais e juízes;    10989 13 23 5 quatro mil como porteiros; e quatro mil para louvarem ao Senhor com os instrumentos, que eu fiz para o louvar, disse Davi.    10990 13 23 6 Davi os repartiu por turmas segundo os filhos de Levi: Gérsom, Coate e Merári.    10991 13 23 7 Dos gersonitas: Ladã e Simei.    10992 13 23 8 Os filhos de Ladã: Jeiel o chefe, Zetão e Joel, três.    10993 13 23 9 Os filhos de Simei: Selomite, Haziel e Arã, três; estes foram os chefes das casas paternas de Ladã.    10994 13 23 10 Os filhos de Simei: Jaate, Zina, Jeús e Berias; estes foram os filhos de Simei, quatro.    10995 13 23 11 Jaate era o chefe, e Ziza o segundo. Mas Jeús e Berias não tiveram muitos filhos; pelo que estes, contados juntos, se tornaram uma só casa paterna.    10996 13 23 12 Os filhos de Coate: Anrão, Izar, Hebrom e Uziel, quatro.    10997 13 23 13 Os filhos de Anrão: Arão e Moisés. Arão foi separado para consagrar as coisas santíssimas, ele e seus filhos, eternamente para queimarem incenso diante do Senhor, e o servirem, e pronunciarem bençãos em nome de Deus para sempre.    10998 13 23 14 Mas quanto a Moisés, homem de Deus, seus filhos foram contados entre os da tribo de Davi.    10999 13 23 15 Os filhos de Moisés: Gerson e Eliézer.    11000 13 23 16 De Gérson: Sebuel o chefe.    11001 13 23 17 De Eliézer: Reabias o chefe; e Eliézer não teve outros filhos; porém os filhos de Reabias foram muito numerosos.    11002 13 23 18 De Izar: Selomite o chefe.    11003 13 23 19 Os filhos: de Hebrom: Jerias o chefe, Amarias o segundo, Jaaziel o terceiro, e Jecameão o quarto.    11004 13 23 20 Os filhos de Uziel: Mica o chefe. Issias o segundo.    11005 13 23 21 Os filhos de Merári: Mali e Musi. Os filhos de Mali: Eleazar e Quis.    11006 13 23 22 Eleazar morreu, não tendo filhos, mas tão somente filhas; e os filhos de Quis, seus irmãos, tomaram-nas por mulheres.    11007 13 23 23 Os filhos de Musi: Mali, Eder e Jerimote, três.    11008 13 23 24 Esses são os filhos de Levi segundo as suas casas paternas, isto é, segundo os chefes das casas paternas, conforme o número dos que foram registrados pelos seus: nomes, individualmente, da idade de vinte anos para cima, os quais trabalhavam no serviço da casa do Senhor.    11009 13 23 25 Pois Davi disse: O Senhor Deus de Israel deu repouso ao seu povo; e ele habita em Jerusalém para sempre.    11010 13 23 26 Também os levitas não terão mais de levar o tabernáculo e todos os objetos pertencentes ao serviço do mesmo.    11011 13 23 27 Eis porque, segundo as ultimas palavras de Davi, foram contados os levitas da idade de vinte anos para cima.    11012 13 23 28 Porque o seu cargo seria o de assistirem aos filhos de Arão no serviço da casa do Senhor, nos átrios, e nas câmaras, e na purificação de todas as coisas sagradas, e em qualquer trabalho para o serviço da casa de Deus,    11013 13 23 29 cuidando dos pães da proposição, e da flor de farinha para a oferta de cereais, quer seja de bolos ázimos, quer seja do que se assa na panela, quer seja do que é misturado com azeite, e de toda sorte de medidas e pesos;    11014 13 23 30 e de estarem cada manhã em pé para render graças e louvor ao Senhor, e semelhantemente à tarde.    11015 13 23 31 e oferecerem continuamente perante o Senhor todos os holocaustos, nos sábados, nas luas novas e nas festas fixas, segundo o número ordenado.    11016 13 23 32 Também teriam a seu cargo a tenda da revelação, o lugar santo, e os filhos de Arão, seus irmãos, no serviço da casa do Senhor.    11017 13 24 1 As turmas dos filhos de Arão foram estas: os filhos de Arão: Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar.    11018 13 24 2 Mas Nadabe e Abiú morreram antes de seu pai, e não tiveram filhos; por isso Eleazar e Itamar exerciam o sacerdócio.    11019 13 24 3 E Davi, juntamente com Zadoque, dos filhos de Eleazar, e com Aimeleque, dos filhos de Itamar, os distribuiu segundo os deveres do seu serviço.    11020 13 24 4 E acharam-se mais chefes dentre os filhos de Eleazar do que dentre os filhos de Itamar; e assim foram distribuídos: dos filhos de Eleazar, chefes das casas paternas, dezesseis; e dos filhos de Itamar, segundo as suas casas paternas, oito.    11021 13 24 5 Assim foram distribuídos por sortes, tanto uns como os outros; porque havia príncipes do santuário e príncipes de Deus, tanto dentre os filhos de Eleazar, como dentre os filhos de Itamar.    11022 13 24 6 E os registrou Semaías, filho de Netanel, o escrivão dentre os levitas, diante do rei, dos príncipes, de Zadoque, o sacerdote, de Aimeleque, filho de Abiatar, e dos chefes das casas paternas entre os sacerdotes e entre os levitas, tomando-se uma casa paterna para Eleazar, e outra para Itamar.    11023 13 24 7 Assim a primeira sorte saiu a Jeoiaribe, a segunda a Jedaías,    11024 13 24 8 a terceira a Harim, a quarta a Seorim,    11025 13 24 9 a quinta a Malquias, a sexta a Miamim,    11026 13 24 10 a sétima a Hacoz, a oitava a Abias,    11027 13 24 11 a nona a Jesuá, a décima a Secanias,    11028 13 24 12 a undécima a Eliasibe, a duodécima a Jaquim,    11029 13 24 13 a décima terceira a Hupá, a décima quarta a Jesebeabe,    11030 13 24 14 a décima quinta a Bilga, a décima sexta a Imer,    11031 13 24 15 a décima sétima a Hezir, a décima oitava a Hapizes,    11032 13 24 16 a décima nona a Petaías, a vigésima a Jeezquel,    11033 13 24 17 a vigésima primeira a Jaquim, a vigésima segunda a Gamul,    11034 13 24 18 a vigésima terceira a Delaías, a vigésima quarta a Maazias.    11035 13 24 19 Esta foi a distribuição deles no seu serviço, para entrarem na casa do Senhor, segundo lhes fora ordenado por Arão, seu pai, como o Senhor Deus de Israel lhe tinha mandado.    11036 13 24 20 Do restante dos filhos de Levi: dos filhos de Anrão, Subael; dos filhos de Subael, Jedeías.    11037 13 24 21 Quanto a Reabias: dos filhos de Reabias, Issijá o chefe;    11038 13 24 22 dos izaritas, Selomote; dos filhos de Selomote, Jaate;    11039 13 24 23 dos filhos de Hebrom: Jerias o chefe, Amarias o segundo, Jaaziel o terceiro, Jecameão o quarto;    11040 13 24 24 dos filhos de Uziel, Mica; dos filhos de Mica, Samir;    11041 13 24 25 o irmão de Mica, Issijá; dos filhos de Issijá, Zacarias.    11042 13 24 26 Os filhos de Merári, Mali e Musi; dos filhos de Jaazias, Beno;    11043 13 24 27 os filhos de Merári: de Jaazias: Beno, Soão, Zacur e Ibri;    11044 13 24 28 de Mali, Eleazar; e este não teve filhos.    11045 13 24 29 Quanto a Quis: dos filhos de Quis, Jerameel;    11046 13 24 30 e os filhos de Musi: Mali, Eder e Jerimote. Esses foram os filhos dos levitas, segundo as suas casas paternas.    11047 13 24 31 Estes também, como seus irmãos, os filhos de Arão, lançaram sortes diante do rei Davi, de Zadoque, de Aimeleque, e dos chefes das casas paternas entre os sacerdotes e entre os levitas; assim fizeram, tanto para o chefe de casa paterna, como para o seu irmão menor.    11048 13 25 1 Também Davi juntamente com os capitães do exército, separou para o serviço alguns dos filhos de Asafe, e de Hemã, e de Jedútum para profetizarem com harpas, com alaúdes, e com címbalos. Este foi o número dos homens que fizeram a obra: segundo o seu serviço:    11049 13 25 2 dos filhos de Asafe: Zacur, José, Netanias e Asarela, filhos de Asafe, a cargo de Asafe, que profetizava sob as ordens do rei.    11050 13 25 3 De Jedútum os filhos de Jedútun: Gedalias, e Zeri, Jesaías, Hasabias e Matitias, seis, a cargo de seu pai, Jedútum que profetizava com a harpa, louvando ao Senhor e dando-lhe graças.    11051 13 25 4 De Hemã, os filhos de Hemã: Buquias, Matanias, Uziel, Sebuel, Jerimote, Hananias, Hanâni, Eliatá, Gidálti, e Românti-Ezer, Josbecasa, Malóti, Hotir e Maaziote.    11052 13 25 5 Todos estes foram filhos de Hemã, o vidente do rei, segundo a promessa de Deus de exaltá-lo. Deus dera a Hemã catorze filhos e três filhas.    11053 13 25 6 Todos estes estavam sob a direção de seu pai para a música na casa do Senhor, com címbalos, alaúdes e harpas para o serviço da casa de Deus. E Asafe, Jedútun e Hemã estavam sob as ordens do rei.    11054 13 25 7 Era o número deles, juntamente com seus irmãos instruídos em cantar ao Senhor, todos eles mestres, duzentos e oitenta e oito.    11055 13 25 8 E determinaram os seus cargos por sortes, todos igualmente, tanto o pequeno como o grande, assim o mestre como o discípulo.    11056 13 25 9 A primeira sorte, que era de Asafe, saiu a José; a segunda a Gedalias, que com seus irmãos e filhos eram doze;    11057 13 25 10 a terceira a Zacur, seus filhos e irmãos, doze;    11058 13 25 11 a quarta a Izri, seus filhos e irmãos, doze;    11059 13 25 12 a quinta a Netanias, seus filhos e irmaos, doze;    11060 13 25 13 a sexta a Buquias, seus filhos e irmãos, doze;    11061 13 25 14 a sétima a Jesarela, seus filhos e irmãos, doze;    11062 13 25 15 a oitava a Jesaías, seus filhos e irmãos, doze;    11063 13 25 16 a nona a Matanias, seus filhos e irmãos, doze;    11064 13 25 17 a décima a Simei, seus filhos e irmãos, doze;    11065 13 25 18 a undécima a Azarel, seus filhos e irmãos, doze;    11066 13 25 19 a duodécima a Hasabias, seus filhos e irmãos, doze;    11067 13 25 20 a décima terceira a Subael, seus filhos: e irmãos, doze;    11068 13 25 21 a décima quarta a Matitias, seus filhos e irmãos, doze;    11069 13 25 22 a décima quinta a Jerimote, seus filhos e irmãos, doze;    11070 13 25 23 a décima sexta a Hananias, seus filhos e irmãos, doze;    11071 13 25 24 a décima sétima a Josbecasa, seus filhos e irmãos, doze;    11072 13 25 25 a décima oitava a Hanâni, seus filhos e irmãos, doze;    11073 13 25 26 a décima nona a Malóti, seus filhos e irmãos, doze;    11074 13 25 27 a vigésima a Eliatá, seus filhos e irmãos, doze;    11075 13 25 28 a vigésima primeira a Hotir, seus filhos e irmãos, doze;    11076 13 25 29 a vigésima segunda a Gidálti, seus filhos e irmãos, doze;    11077 13 25 30 a vigésima terceira a Maaziote, seus filhos e irmãos, doze;    11078 13 25 31 a vigésima quarta a Românti-Ezer, seus filhos e irmãos, doze.    11079 13 26 1 Quanto às turmas dos porteiros: Meselemias, filho de Coré, dos filhos de Asafe.    11080 13 26 2 E foram os filhos de Meselemias: Zacarias o primogênito, Jediael o segundo, Zebadias o terceiro, Jatniel o quarto,    11081 13 26 3 Elão o quinto, Jeoanã o sexto, Elioenai, o sétimo.    11082 13 26 4 Os filhos de Obede-Edom foram: Semaías o primogênito, Jeozabade o segundo, Joá o terceiro, Sacar o quarto, Netanel o quinto,    11083 13 26 5 Amiel o sexto, Issacar o sétimo, Peuletai o oitavo; porque Deus o tinha abençoado.    11084 13 26 6 Também a seu filho Semaías nasceram filhos, que dominaram sobre a casa de seu pai porque foram varões valentes.    11085 13 26 7 Os filhos de Semaías: Otni, Rafael, Obede e Elzabade, com seus irmãos, homens valentes, Eliú e Semaquias.    11086 13 26 8 Todos estes foram dos filhos de Obede-Edom; eles e seus filhos e irmãos, homens capazes e de força para o serviço, eram sessenta e dois, de Obede-Edom.    11087 13 26 9 Os filhos e os irmãos de Meselemias, homens valentes, foram dezoito.    11088 13 26 10 De Hosa, dos filhos de Merári, foram filhos: Sínri o chefe (ainda que não era o primogênito, contudo seu pai o constituiu chefe),    11089 13 26 11 Hilquias o segundo, Tebalias o terceiro, e Zacarias o quarto; todos os filhos e irmãos de Hosa foram treze.    11090 13 26 12 Destes se fizeram as turmas dos porteiros, isto é, dos homens principais, tendo cargos como seus irmaos, para ministrarem na casa do Senhor.    11091 13 26 13 E lançaram sortes, assim os pequenos como os grandes, segundo as suas casas paternas, para cada porta.    11092 13 26 14 E caiu a sorte do oriente a Selemias. Depois se lançou a sorte por seu filho Zacarias, conselheiro entendido, e saiu-lhe a do norte.    11093 13 26 15 A Obede-Edom a do sul; e a seus filhos a casa dos depósitos.    11094 13 26 16 A Supim e Hosa a do ocidente; perto da porta Salequete, junto ao caminho da subida, uma guarda defronte de outra guarda.    11095 13 26 17 Ao oriente estavam seis levitas, ao norte quatro por dia, ao sul quatro por dia, porém para a casa dos depósitos de dois em dois.    11096 13 26 18 Para Parbar, ao ocidente, quatro junto ao caminho, e dois junto a Parbar.    11097 13 26 19 Essas foram as turmas dos porteiros dentre os filhos dos coraítas, e dentre os filhos de Merári.    11098 13 26 20 E dos levitas, Aías tinha cargo dos tesouros da casa de Deus e dos tesouros das ofertas dedicadas.    11099 13 26 21 Quanto aos filhos de Ladã, os filhos dos gersonitas que pertencem a Ladã, chefes das casas paternas de Ladã; Jeiéli.    11100 13 26 22 Os filhos de Jeiéli: Zetão e Joel, seu irmão; estes tinham cargo dos tesouros da casa do Senhor.    11101 13 26 23 Dos anramitas, dos izaritas:, dos hebronitas, dos uzielitas.    11102 13 26 24 Sebuel, filho de Gérsom o filho de Moisés, que era chefe dos tesouros.    11103 13 26 25 Seus irmãos: de Eliézer foi filho Reabias, de quem foi filho Jesaías, de quem foi filho Jorão, de quem foi filho Zicri, de quem foi filho Selomote.    11104 13 26 26 Este Selomote e seus irmãos tinham a seu cargo todos os tesouros das ofertas dedicadas, que o rei Davi e os chefes das casas paternas, chefes de milhares, e de centenas, e chefes do exército tinham dedicado.    11105 13 26 27 Dos despojos das guerras dedicaram ofertas para consertarem a casa do Senhor.    11106 13 26 28 Também tudo quanto fora dedicado por Samuel, o vidente, Saul, filho de Quis, Abner, filho de Ner, e Joabe, filho de Zeruia, isto é, tudo quanto qualquer havia dedicado estava sob a guarda de Selomote e seus irmãos.    11107 13 26 29 Dos izaritas, Quenanias e seus filhos foram postos sobre Israel para os negócios de fora, como oficiais e juízes.    11108 13 26 30 Dos hebronitas foram Hasabias e seus irmãos, homens valentes, mil e setecentos, que tinham a seu cargo Israel, ao ocidente do Jordão, em todos os negócios do Senhor e no serviço do rei.    11109 13 26 31 Jerias era o chefe dos hebronitas, segundo as suas gerações conforme as casas paternas. No ano quarenta do reino de Davi foram procurados, e acharam-se entre eles varões valentes em Jazer de Gileade.    11110 13 26 32 A ele e a seus irmãos, dois mil e setecentos homens valentes, chefes das casas paternas, o rei Davi constituiu sobre os rubenitas e os gaditas, e a meia tribo dos manassitas, para todos os serviços de Deus, e para todos os negócios do rei.    11111 13 27 1 Ora, os filhos de Israel segundo o seu número, os chefes das casas paternas, e os chefes dos milhares e das centenas, com os seus oficiais, que serviam ao rei em todos os negócios das turmas que entravam e saíam de mês em mês, em todos os meses do ano, eram em cada turma vinte e quatro mil.    11112 13 27 2 sobre a primeira turma, no primeiro mês, estava Jasobeão, filho de Zabdiel; e em sua turma havia vinte e quatro mil.    11113 13 27 3 Era ele descendente de Pérez, e chefe de todos os comandantes do exército para o primeiro mês.    11114 13 27 4 Sobre a turma do segundo mês estava Dodai, o aoíta, com a sua turma, cujo chefe era Miclote; e em sua turma havia vinte e quatro mil.    11115 13 27 5 O terceiro comandante do exército, para o terceiro mês, era o chefe Benaías, filho do sacerdote Jeoiada; e em sua turma havia vinte e quatro mil.    11116 13 27 6 Este é aquele Benaías que era o varão valente entre os trinta e comandava os trinta; e da sua turma era seu filho Amizabade.    11117 13 27 7 O quarto, do quarto mês, era Asael, irmão de Joabe, e depois dele Zebadia; seu filho; e em sua turma havia vinte e quatro mil.    11118 13 27 8 O quinto, do quinto mês:, Samute, o israíta; e em sua turma havia vinte e quatro mil.    11119 13 27 9 O sexto, do sexto mês: Ira, filho de Iques, o tecoíta; e em sua turma havia vinte e quatro mil.    11120 13 27 10 O sétimo, do sétimo mês:, Helez, o pelonita, descendente de Efraim; e em sua turma havia vinte e quatro mil.    11121 13 27 11 O oitavo, do oitavo mês, Sibecai, o husatita, dos zeraítas; e em sua turma havia vinte e quatro mil.    11122 13 27 12 O nono, do nono mês, Abiezer, o anatotita, dos benjamitas; e em sua turma havia vinte e quatro mil.    11123 13 27 13 O décimo, do décimo mês, Maarai, o netofatita, dos zeraítas; e em sua turma havia vinte e quatro mil.    11124 13 27 14 O undécimo, do undécimo mês, Benaías, o piratonita, dos filhos de Efraim; e em sua turma havia vinte e quatro mil.    11125 13 27 15 O duodécimo, do duodécimo mês, Heldai, o netofatita, de Otniel; e em sua turma havia vinte e quatro mil.    11126 13 27 16 Sobre as tribos de Israel estavam estes: sobre os rubenitas era chefe Eliézer, filho de Zicri; sobre os simeonitas, Sefatias, filho de Maacá;    11127 13 27 17 sobre os levitas, Hasabias, filho de Quemuel; sobre os aronitas, Zadoque;    11128 13 27 18 sobre Judá, , Eliu:, um dos irmãos de Davi; sobre Issacar, Onri, filho de Micael;    11129 13 27 19 sobre Zebulom, Ismaías, filho de Obadias; sobre Naftali, Jerimote, filho de Azrriel;    11130 13 27 20 sobre os filhos de Efraim, Oséias, filho de Azazias; sobre a meia tribo de Manassés, Joel, filho de Pedaías;    11131 13 27 21 sobre a meia tribo de Manassés em Gileade, Ido, filho de Zacarias; sobre Benjamim, Jaasiel, filho de Abner;    11132 13 27 22 sobre Dã, Azarel, filho de Jeroão. Esses eram os chefes das tribos de Israel.    11133 13 27 23 Não tomou, porém, Davi o número dos de vinte anos para baixo, porquanto o Senhor tinha dito que havia de multiplicar Israel como as estrelas do céu.    11134 13 27 24 Joabe, filho de Zeruia, tinha começado a numerá-los, porém não acabou, porquanto viera por isso ira sobre Israel; pelo que o número não foi posto no livro das crônicas do rei Davi.    11135 13 27 25 Sobre os tesouros do rei estava Azmavete, filho de Adiel; sobre os tesouros dos campos, das cidades, das aldeias e das torres, Jônatas, filho de Uzias;    11136 13 27 26 sobre os que faziam a obra do campo, na lavoura da terra, Ezri, filho de Quelube;    11137 13 27 27 sobre as vinhas, Simei, o ramatita; sobre o produto das vides nas adegas do vinho, Zabdi, o sifmita;    11138 13 27 28 sobre os olivais e sicômoros que havia nas campinas, Baal-Hanã, o gederita; sobre os armazéns do azeite, Joás;    11139 13 27 29 sobre o gado que pastava em Sarom, Sitrai, o saronita; sobre o gado dos vales, Safate, filho de Adlai;    11140 13 27 30 sobre os camelos, Obil, o ismaelita; sobre as jumentas, Jedeías, o meronotita;    11141 13 27 31 e sobre o gado miúdo, Jaziz, o hagrita. Todos esses eram os intendentes dos bens do rei Davi.    11142 13 27 32 Jônatas, tio de Davi, era conselheiro, homem entendido, e escriba; ele e Jeiel, filho de Hacmôni, assistiam os filhos do rei;    11143 13 27 33 Aitofel era conselheiro do rei; Husai, o arquita, era amigo o rei;    11144 13 27 34 depois de Aitotel, Jeoiada, filho de Benaías, e Abiatar foram conselheiros; e Joabe era chefe do exército do rei.    11145 13 28 1 Ora, Davi convocou a Jerusalém todos os chefes de Israel, os chefes das tribos, os chefes das turmas que serviam o rei, os chefes de mil, e os chefes de cem, e os intendentes de todos os bens e possessões do rei e de seus filhos, como também os oficiais e os homens mais valorosos e valentes.    11146 13 28 2 Então o rei Davi se pôs em pé, e disse: Ouvi-me, irmãos meus e povo meu. Em meu coração havia eu proposto edificar uma casa de repouso para a arca do pacto de Senhor, e para o escabelo dos pés do nossó Deus, e tinha feito os preparativos para a edificar.    11147 13 28 3 Mas Deus me disse: Tu não edificarás casa ao meu nome, porque és homem de guerra, e tens derramado muito sangue.    11148 13 28 4 Todavia o Senhor Deus de Israel escolheu-me de toda a casa de meu pai, para ser rei sobre Israel para sempre; porque a Judá escolheu por príncipe, e na casa de Judá a casa de meu pai, e entre os filhos de meu pai se agradou de mim para me fazer rei sobre todo o Israel.    11149 13 28 5 E, de todos os meus filhos (porque muitos filhos me deu o Senhor), escolheu ele o meu filho Salomão para se assentar no trono do reino do Senhor sobre Israel,    11150 13 28 6 e me disse: Teu filho Salomão edificará a minha casa e os meus átrios, porque o escolhi para me ser por filho, e eu lhe serei por pai.    11151 13 28 7 Estabelecerei o seu reino para sempre, se ele perseverar em cumprir os meus mandamentos e os meus juízos, como o faz no dia de hoje.    11152 13 28 8 Agora, pois, à vista de todo o Israel, a congregação do Senhor, e em presença de nosso Deus, que nos ouve, observai e buscai todos os mandamentos do Senhor vosso Deus, para que possuais esta boa terra, e a deixeis por herança a vossos filhos depois de, vos, para sempre.    11153 13 28 9 E tu, meu filho Salomão, conhece o Deus de teu pai, e serve-o com coração perfeito e espírito voluntário; porque o Senhor esquadrinha todos os corações, e penetra todos os desígnios e pensamentos. Se o buscares, será achado de ti; porém, se o deixares, rejeitar-te-á para sempre.    11154 13 28 10 Agora toma cuidado, porque o Senhor te escolheu para edificares uma casa para o santuário; esforça-te, e faze a obra.    11155 13 28 11 Então Davi deu a Salomão, seu filho, o modelo do alpendre com as suas casas, as suas tesourarias, os seus cenáculos e as suas recâmaras interiores, como também da casa do propiciatório;    11156 13 28 12 e também o modelo de tudo o que tinha em mente para os átrios da casa do Senhor, para todas as câmaras em redor, para os tesouros da casa de Deus e para os tesouros das coisas sagradas;    11157 13 28 13 também para as turmas dos sacerdotes e dos levitas, para toda a obra do serviço da casa do Senhor e para todos os vasos do serviço da casa do Senhor,    11158 13 28 14 especificando o peso do ouro para os vasos de ouro, para todos os vasos de cada espécie de serviço, o peso da prata para todos os vasos de prata, para todos os vasos de cada espécie de serviço;    11159 13 28 15 o peso para os castiçais de ouro e suas lâmpadas, o peso do ouro para cada castiçal e as suas lâmpadas, e o peso da prata para os castiçais de prata, para cada castiçal e as suas lâmpadas, segundo o uso de cada castiçal;    11160 13 28 16 o peso do ouro para as mesas dos pães da proposição, para cada mesa; como também da prata para as mesas de prata;    11161 13 28 17 e o ouro puro para os garfos, as bacias e os jarros; para as taças de ouro, o peso para cada taça; como também para as taças de prata, o peso para cada taça,    11162 13 28 18 e para o altar do incenso, o peso de ouro refinado; como também o ouro para o modelo do carro dos querubins que, de asas estendidas, cobririam a arca do pacto do Senhor.    11163 13 28 19 Tudo isso se me fez entender, disse Davi, por escrito da mão do Senhor, a saber, todas as obras deste modelo.    11164 13 28 20 Disse, pois, Davi a seu filho Salomão: Esforça-te e tem bom ânimo, e faze a obra; não temas, nem te desalentes, pois o Senhor Deus, meu Deus, é contigo; não te deixará, nem te desamparará, até que seja acabada toda a obra para o serviço da casa do Senhor.    11165 13 28 21 Eis aí as turmas dos sacerdotes e dos levitas para todo o serviço da casa de Deus; e estará contigo para toda a obra todo homem bem disposto e perito em qualquer espécie de serviço; também os chefes e todo o povo estarão inteiramente às tuas ordens.    11166 13 29 1 Disse mais o rei Davi a toda a congregação: Salomão, meu filho, o único a quem Deus escolheu, é ainda moço e tenro, e a obra é grande, porque o palácio não é para homem, mas para o Senhor Deus.    11167 13 29 2 Eu, pois, com todas as minhas forças tenho preparado para a casa de meu Deus o ouro para as obras de ouro, a prata para as de prata, o bronze para as de bronze, o ferro para as de ferro e a madeira para as de madeira; pedras de oberilo, pedras de engaste, pedras de ornato, pedras de várias cores, toda sorte de pedras preciosas, e mármore em abundância.    11168 13 29 3 Além disso, porque pus o meu afeto na casa de meu Deus, o ouro e prata particular que tenho, eu o dou para a casa do meu Deus, afora tudo quanto tenho preparado para a casa do santuário:    11169 13 29 4 três mil talentos de ouro, do ouro de Ofir, e sete mil talentos de prata refinada, para cobrir as paredes das casas;    11170 13 29 5 ouro para as obras e ouro, e prata para as de prata, para toda a obra a ser feita por mão de artífices. Quem, pois, está disposto a fazer oferta voluntária, consagrando-se hoje ao Senhor?    11171 13 29 6 Então os chefes das casas paternas, os chefes das tribos de Israel, e os chefes de mil e de cem, juntamente com os intendentes da obra do rei, fizeram ofertas voluntárias;    11172 13 29 7 e deram para o serviço da casa de Deus cinco mil talentos e dez mil , dracmas de ouro, e dez mil talentos de prata, dezoito mil talentos de bronze, e cem mil talentos de ferro.    11173 13 29 8 E os que tinham pedras preciosas deram-nas para o tesouro da casa do Senhor, que estava ao cargo de Jeiel, o gersonita.    11174 13 29 9 E o povo se alegrou das ofertas voluntárias que estes fizeram, pois de um coração perfeito as haviam oferecido ao Senhor; e também o rei Davi teve grande alegria.    11175 13 29 10 Pelo que Davi bendisse ao Senhor na presença de toda a congregação, dizendo: Bendito és tu, ó Senhor, Deus de nosso pai Israel, de eternidade em eternidade.    11176 13 29 11 Tua é, ó Senhor, a grandeza, e o poder, e a glória, e a vitória, e a majestade, porque teu é tudo quanto há no céu e na terra; teu é, ó Senhor, o reino, e tu te exaltaste como chefe sobre todos.    11177 13 29 12 Tanto riquezas como honra vêm de ti, tu dominas sobre tudo, e na tua mão há força e poder; na tua mão está o engrandecer e o dar força a tudo.    11178 13 29 13 Agora, pois, ó nosso Deus, graças te damos, e louvamos o teu glorioso nome.    11179 13 29 14 Mas quem sou eu, e quem é o meu povo, para que pudéssemos fazer ofertas tão voluntariamente? Porque tudo vem de ti, e do que é teu to damos.    11180 13 29 15 Porque somos estrangeiros diante de ti e peregrinos, como o foram todos os nossos pais; como a sombra são os nossos dias sobre a terra, e não há permanência:    11181 13 29 16 ç Senhor, Deus nosso, toda esta abundância, que preparamos para te edificar uma casa ao teu santo nome, vem da tua mão, e é toda tua.    11182 13 29 17 E bem sei, Deus meu, que tu sondas o coração, e que te agradas da retidão. Na sinceridade de meu coração voluntariamente ofereci todas estas coisas; e agora vi com alegria que o teu povo, que se acha aqui, ofereceu voluntariamente.    11183 13 29 18 O Senhor, Deus de nossos pais Abraão, Isaque e Israel, conserva para sempre no coração do teu povo estas disposições e estes pensamentos, e encaminha o seu coração para ti.    11184 13 29 19 E a Salomão, meu filho, dá um coração perfeito, para guardar os teus mandamentos, os teus testemunhes e os teus estatuto, e para fazer todas estas coisas, e para edificar o palácio para o qual tenha providenciado.    11185 13 29 20 Então disse Davi a toda a congregação: Bendizei ao Senhor vosso Deus! E toda a congregação bendisse ao Senhor Deus de seus pais, e inclinaram-se e prostraram-se perante a Senhor e perante o rei.    11186 13 29 21 E no dia seguinte imolaram sacrifícios ao Senhor e lhe ofereceram em holocausto mil novilhos, mil carneiros, mil cordeiros, com as suas libações, e sacrifícios em abundância a favor de todo o Israel.    11187 13 29 22 E comeram e beberam naquele dia perante o Senhor, com grande gozo. E pela segunda vez proclamaram rei a Salomão, filho de Davi, e o ungiram ao Senhor para ser príncipe, e a Zadoque para ser sacerdote.    11188 13 29 23 Assim Salomão se assentou no trono do Senhor, como rei em lugar de seu pai Davi, e prosperou; e todo o Israel lhe prestou obediência.    11189 13 29 24 E todos os chefes, e os homens poderosos, e também todos os filhos do rei Davi se submeteram ao rei Salomão.    11190 13 29 25 E o Senhor engrandeceu muito a Salomão à vista de todo o Israel, e deu-lhe tal majestade real qual antes dele não teve nenhum rei em Israel.    11191 13 29 26 Assim Davi, filho de Jessé, reinou sobre todo o Israel.    11192 13 29 27 O tempo que reinou sobre Israel foi quarenta anos; em Hebrom reinou sete anos, e em Jerusalém trinta e três.    11193 13 29 28 E morreu numa boa velhice, cheio de dias, riquezas e honra; e Salomão, seu filho, reinou em seu lugar.    11194 13 29 29 Ora, os atos do rei Davi, desde os primeiros até os últimos, estão escritos nas crônicas de Samuel, o vidente, e nas crônicas do profeta Natã, e nas crônicas de Gade, o vidente,    11195 13 29 30 com todo o seu reinado e o seu poder e os acontecimentos que sobrevieram a ele, a Israel, e a todos os reinos daquelas terras.    11196 14 1 1 Ora, Salomão, filho de Davi, fortaleceu-se no seu reino, e o Senhor seu Deus era com ele, e muito o engrandeceu.    11197 14 1 2 E falou Salomão a todo o Israel, aos chefes de mil e de cem, e aos juízes, e a todos os principes em todo o Israel, chefes das casas paternas.    11198 14 1 3 E foi Salomão, e toda a congregação com ele, ao alto que estava em Gibeão porque ali estava a tenda da revelação de Deus, que Moisés, servo do Senhor, tinha feito no deserto.    11199 14 1 4 Mas Davi tinha feito subir a arca de Deus de Quiriate-Jearim ao lugar que lhe preparara; pois lhe havia armado uma tenda em Jerusalém.    11200 14 1 5 Também o altar de bronze feito por Bezaleel, filho de Uri, filho de Hur, estava ali diante do tabernáculo do Senhor; e Salomão e a congregação o buscavam.    11201 14 1 6 E Salomão ofereceu ali sacrifícios perante o Senhor, sobre o altar de bronze que estava junto à tenda da revelação; ofereceu sobre ele mil holocaustos.    11202 14 1 7 Naquela mesma noite Deus apareceu a Salomão, e lhe disse: Pede o que queres que eu te dê.    11203 14 1 8 E Salomão disse a Deus: Tu usaste de grande benevolência para com meu pai Davi, e a mim me fizeste rei em seu lugar.    11204 14 1 9 Agora, pois, ó Senhor Deus, confirme-se a tua promessa, dada a meu pai Davi; porque tu me fizeste rei sobre um povo numeroso como o pó da terra.    11205 14 1 10 Dá-me, pois, agora sabedoria e conhecimento, para que eu possa sair e entrar perante este povo; pois quem poderá julgar este teu povo, que é tão grande?    11206 14 1 11 Então Deus disse a Salomão: Porquanto houve isto no teu coração, e não pediste riquezas, bens ou honra, nem a morte dos que te odeiam, nem tampouco pediste muitos dias de vida, mas pediste para ti sabedoria e conhecimento para poderes julgar o meu povo, sobre o qual te fiz reinar,    11207 14 1 12 sabedoria e conhecimento te são dados; também te darei riquezas, bens e honra, quais não teve nenhum rei antes de ti, nem haverá depois de ti rei que tenha coisas semelhantes.    11208 14 1 13 Assim Salomão veio a Jerusalém, do alto que estava em Gibeão, de diante da tenda da revelação; e reinou sobre Israel.    11209 14 1 14 Salomão ajuntou carros e cavaleiros; teve mil e quatrocentos carros e doze mil cavaleiros, que colocou nas cidades dos carros e junto de si em Jerusalém.    11210 14 1 15 E o rei tornou o ouro e a prata tão comuns em Jerusalém como as pedras, e os cedros tantos em abundância como os sicômoros que há na baixada.    11211 14 1 16 Os cavalos que Salomão tinha eram trazidos do Egito e de Coa; e os mercadores do rei os recebiam de Coa por preço determinado.    11212 14 1 17 E faziam subir e sair do Egito cada carro por seiscentos siclos de prata, e cada cavalo por cento e cinqüenta; e assim por meio deles eram exportados para todos os reis dos heteus, e para os reis da Síria.    11213 14 2 1 Ora, resolveu Salomão edificar uma casa ao nome do Senhor, como também uma casa real para si.    11214 14 2 2 Designou, pois, Salomão setenta mil homens para servirem de carregadores, e oitenta mil para cortarem pedras na montanha, e três mil e seiscentos inspetores sobre eles.    11215 14 2 3 E Salomão mandou dizer a Hurão, rei de Tiro: Como fizeste com Davi, meu pai, mandando-lhe cedros para edificar uma casa em que morasse, assim também fazem comigo.    11216 14 2 4 Eis que vou edificar uma casa ao nome do Senhor meu Deus e lha consagrar para queimar perante ele incenso aromático, para apresentar continuamente, o pão da preposição, e para oferecer os holocaustos da manhã e da tarde, nos sábados, nas luas novas e nas festas fixas do Senhor nosso Deus; o que é obrigação perpétua de Israel.    11217 14 2 5 A casa que vou edificar há de ser grande, porque o nosso Deus é maior do que todos os deuses.    11218 14 2 6 Mas quem é capaz de lhe edificar uma casa, visto que o céu e até o céu dos céus o não podem conter? E quem sou eu, para lhe edificar uma casa, a não ser para queimar incenso perante ele?    11219 14 2 7 Agora, pois, envia-me um homem hábil para trabalhar em ouro, em prata, em bronze, em ferro, em púrpura, em carmesim, e em azul, e que saiba lavrar ao buril, para estar com os peritos que estão comigo em Judá e em Jerusalém, os quais Davi, meu pai, escolheu.    11220 14 2 8 Manda-me também madeiras de cedro, de cipreste, e de algumins do Líbano; porque bem sei eu que os teus servos sabem cortar madeira no Líbano; e eis que os meus servos estarão com os teus servos,    11221 14 2 9 a fim de me prepararem madeiras em abundância, porque a casa que vou edificar há de ser grande e maravilhosa.    11222 14 2 10 E aos teus servos, os trabalhadores que cortarem a madeira, darei vinte mil coros de trigo malhado, vinte mil coros de cevada, vinte mil e batos de vinho e vinte mil batos de azeite.    11223 14 2 11 Hurão, rei de Tiro, mandou por escrito resposta a Salomão, dizendo: Porquanto o Senhor ama o seu povo, te constituiu rei sobre ele.    11224 14 2 12 Disse mais Hurão: Bendito seja o Senhor Deus de Israel, que fez o céu e a terra, que deu ao rei Davi um filho sábio, de grande prudência e entendimento para edificar uma casa ao Senhor, e uma casa real para si.    11225 14 2 13 Agora, pois, envio um homem perito, de entendimento, a saber, Hurão- Abi,    11226 14 2 14 filho duma mulher das filhas de Dã, e cujo pai foi um homem de Tiro; este sabe trabalhar em ouro, em prata, em bronze, em ferro, em pedras e em madeira, em púrpura, em azul, em linho fino, e em carmesim, e é hábil para toda obra de buril, e para toda espécie de engenhosas invenções; para que lhe seja designado um lugar juntamente com os teus peritos, e com os peritos de teu pai Davi, meu senhor.    11227 14 2 15 Agora mande meu senhor para os seus servos o trigo, a cevada, o azeite, e o vinho, de que falou;    11228 14 2 16 e nós cortaremos tanta madeira do Líbano quanta precisares, e a levaremos em jangadas pelo mar até Jope, e tu mandarás transportá-la para Jerusalém.    11229 14 2 17 Salomão contou todos os estrangeiros que havia na terra de Israel, segundo o recenseamento que seu pai Davi fizera; e acharam-se cento e cinqüenta e três mil e seiscentos.    11230 14 2 18 E deles separou setenta mil para servirem de carregadores, e oitenta mil para cortarem madeira na montanha, como também três mil e seiscentos inspetores para fazerem trabalhar o povo.    11231 14 3 1 Então Salomão começou a edificar a casa do Senhor em Jerusalém, no monte Moriá, onde o Senhor aparecera a Davi, seu pai, no lugar que Davi tinha preparado na eira de Ornã, o jebuseu.    11232 14 3 2 Começou a edificar no segundo dia do segundo mês, no quarto ano do seu reinado.    11233 14 3 3 Estes foram os fundamentos que Salomão pôs para edificar a casa de Deus. O comprimento em côvados, segundo a primitiva medida, era de sessenta côvados, e a largura de vinte côvados:    11234 14 3 4 O pórtico que estava na frente tinha vinte côvados de comprimento, correspondendo à largura da casa, e a altura era de cento e vinte; e por dentro o revestiu de ouro puro.    11235 14 3 5 A câmara maior forrou com madeira de cipreste e a cobriu de ouro fino, no qual gravou palmas e cadeias.    11236 14 3 6 Para ornamento guarneceu a câmara de pedras preciosas; e o ouro era ouro de Parvaim.    11237 14 3 7 Também revestiu de ouro as traves e os umbrais, bem como as paredes e portas da câmara, e lavrou querubins nas paredes.    11238 14 3 8 Fez também a câmara santíssima, cujo comprimento era de vinte côvados, correspondendo à largura da casa, e a sua largura era de vinte côvados; e a revestiu de ouro fino, do peso de seiscentos talentos.    11239 14 3 9 O peso dos pregos era de cinqüenta siclos de ouro. Também revestiu de ouro os cenáculos.    11240 14 3 10 Também fez na câmara santíssima dois querubins de madeira, e os cobriu de ouro.    11241 14 3 11 As asas dos querubins tinham vinte côvados de comprimento: uma asa de um deles, tendo cinco côvados, tocava na parede da casa, e a outra asa, tendo também cinco côvados, tocava na asa do outro querubim;    11242 14 3 12 também a asa deste querubim, tendo cinco côvados, tocava na parede da casa, e a outra asa, tendo igualmente cinco côvados, estava unida à asa do primeiro querubim.    11243 14 3 13 Assim as asas destes querubins se estendiam por vinte côvados; eles estavam postos em pé, com os rostos virados para â camara.    11244 14 3 14 Também fez o véu de azul, púrpura, carmesim e linho fino; e fez bordar nele querubins.    11245 14 3 15 Diante da casa fez duas colunas de trinta e cinco côvados de altura; e o capitel que estava sobre cada uma era de cinco côvados.    11246 14 3 16 Também fez cadeias no oráculo, e as pôs sobre o alto das colunas; fez também cem romãs, as quais pôs nas cadeias.    11247 14 3 17 E levantou as colunas diante do templo, uma à direita, e outra à esquerda; e chamou o nome da que estava à direita Jaquim, e o nome da que estava à esquerda Boaz.    11248 14 4 1 Além disso fez um altar de bronze de vinte côvados de comprimento, vinte de largura e dez de altura.    11249 14 4 2 Fez também o mar de fundição; era redondo e media dez côvados duma borda à outra, cinco de altura e trinta de circunferencia.    11250 14 4 3 Por baixo da borda figuras de bois que cingiam o mar ao redor, dez em cada côvado, contornando-o todo; os bois estavam em duas fileiras e foram fundidos juntamente com o mar.    11251 14 4 4 O mar estava assentado sobre doze bois, três dos quais olhavam para o norte, três para o ocidente, três para o sul, e três para o oriente; e o mar estava posto sobre os bois, cujas ancas estavam todas para a banda de dentro.    11252 14 4 5 Tinha quatro dedos de grossura; e a sua borda foi feita como a borda dum copo, como a flor dum lírio; e cabiam nele mais de três mil batos.    11253 14 4 6 Fez também dez pias; e pôs cinco à direita e cinco à esquerda, para lavarem nelas; isto é, lavaram nelas o que pertencia ao holocausto. Porém o mar era para os sacerdotes se lavarem nele.    11254 14 4 7 E fez dez castiçais de ouro, segundo o que fora ordenado a respeito deles, e pô-los no templo, cinco à direita e cinco à esquerda.    11255 14 4 8 Também fez dez mesas, e pô-las no templo, cinco à direita e cinco à esquerda; e fez ainda cem bacias de ouro.    11256 14 4 9 Fez mais o átrio dos sacerdotes, e o átrio grande, e as suas portas, as quais revestiu de bronze.    11257 14 4 10 E pôs o mar ao lado direito da casa, a sudeste.    11258 14 4 11 Hurão fez ainda as caldeiras, as pás e as bacias. Assim completou Hurão a obra que fazia para o rei Salomão na casa de Deus:    11259 14 4 12 as duas colunas, os globos, e os dois capitéis no alto das colunas; as duas redes para cobrir os dois globos dos capitéis que estavam no alto das colunas;    11260 14 4 13 e as quatrocentas romãs para as duas redes, duas fileiras de romãs para cada rede, para cobrirem os dois globos dos capitéis que estavam em cima das colunas.    11261 14 4 14 Também fez as bases, e as pias sobre as bases;    11262 14 4 15 o mar, e os doze bois debaixo dele.    11263 14 4 16 Semelhantemente as caldeiras, as pás, os garfos e todos os vasos, os fez Hurão-Abi de bronze luzente para o rei Salomão, para a casa do Senhor.    11264 14 4 17 Na campina do Jordão os fundiu o rei, na terra argilosa entre Sucote e Zeredá.    11265 14 4 18 Salomão fez todos estes vasos em grande abundância, de sorte que o peso do bronze não se podia averiguar.    11266 14 4 19 Assim fez Salomão todos os vasos que eram para a casa de Deus, o altar de ouro, as mesas para os pães da proposição,    11267 14 4 20 os castiçais com as suas lâmpadas, de ouro puro, para arderem perante o oráculo, segundo a ordenança;    11268 14 4 21 as flores, as lâmpadas e as tenazes, de ouro puríssimo,    11269 14 4 22 como também as espevitadeiras, as bacias, as colheres e os braseiros, de ouro puro. Quanto à entrada da casa, tanto as portas internas, do lugar santíssimo, como as portas da casa, isto é, do santuário, eram de ouro.    11270 14 5 1 Assim se completou toda a obra que Salomão fez para a casa do Senhor. Então trouxe Salomão as coisas que seu pai Davi tinha consagrado, a saber, a prata, e ouro e todos os vasos, e os pôs nos tesouros da casa de Deus.    11271 14 5 2 Então Salomão congregou em Jerusalém os anciãos de Israel, e todos as cabeças das tribos, os chefes das casas paternas dos filhos de Israel, para fazerem subir da cidade de Davi, que é Sião, a arca do pacto do Senhor.    11272 14 5 3 E todos os homens de Israel se congregaram ao rei na festa, no sétimo mês.    11273 14 5 4 E, tendo chegado todos os anciãos de Israel; os levitas levantaram a arca;    11274 14 5 5 e fizeram subir a arca, a tenda da revelação e todos os utensílios sagrados que estavam na tenda; os sacerdotes levitas os levaram.    11275 14 5 6 Então o rei Salomão e toda a congregação de Israel, que se havia reunido a ele diante da arca, sacrificavam carneiros e bois, que não se podiam contar nem numerar por causa da sua multidão.    11276 14 5 7 Assim trouxeram os sacerdotes a arca do pacto do Senhor para o seu lugar, no oráculo da casa, no lugar santíssimo, debaixo das asas dos querubins.    11277 14 5 8 Porque os querubins estendiam as asas sobre o lugar da arca, cobrindo a arca e os seus varais:    11278 14 5 9 Os varais eram tão compridos que as suas pontas se viam perante o oráculo, mas não se viam de fora; e ali tem estado a arca até o dia de hoje.    11279 14 5 10 Na arca não havia coisa alguma senão as duas tábuas que Moisés ali tinha posto em Horebe, quando o Senhor fez um pacto com os filhos de Israel, ao saíram eles do Egito.    11280 14 5 11 Quando os sacerdotes saíram do lugar santo (pois todos os sacerdotes que se achavam presentes se tinham santificado, sem observarem a ordem das suas turmas;    11281 14 5 12 também os levitas que eram cantores, todos eles, a saber, Asafe, Remã, Jedútum e seus filhos, e seus irmãos, vestidos de linho fino, com címbalos, com alaúdes e com harpas, estavam em pé ao lado oriental do altar, e juntamente com eles cento e vinte sacerdotes, que tocavam as trombetas) ,    11282 14 5 13 quando os trombeteiros e os cantores estavam acordes em fazerem ouvir uma só voz, louvando ao Senhor e dando-lhe graças, e quando levantavam a voz com trombetas, e címbalos, e outros instrumentos de música, e louvavam ao Senhor, dizendo: Porque ele é bom, porque a sua benignidade dura para sempre; então se encheu duma nuvem a casa, a saber, a casa do Senhor,    11283 14 5 14 de modo que os sacerdotes não podiam ter-se em pé, para ministrar, por causa da nuvem; porque a glória do Senhor encheu a casa de Deus.    11284 14 6 1 Então disse Salomão: O Senhor disse que habitaria nas trevas.    11285 14 6 2 E eu te construí uma casa para morada, um lugar para a tua eterna habitação.    11286 14 6 3 Então o rei virou o rosto e abençoou toda a congregação de Israel; e toda a congregação estava em pé.    11287 14 6 4 E ele disse: Bendito seja o Senhor Deus de Israel, que pelas suas mãos cumpriu o que falou pela sua boca a Davi, meu pai, dizendo:    11288 14 6 5 Desde o dia em que tirei o meu povo da terra do Egito não escolhi cidade alguma de todas as tribos de Israel, para edificar nela uma casa em que estivese o meu nome, nem escolhi homem algum para ser chefe do meu povo Israel;    11289 14 6 6 mas escolhi Jerusalém para que ali estivesse o meu nome; e escolhi Davi para que estivesse sobre o meu povo Israel.    11290 14 6 7 Davi, meu pai, teve no seu coração o propósito de edificar uma casa ao nome do Senhor, Deus de Israel.    11291 14 6 8 Mas o Senhor disse a Davi, meu pai: Porquanto tiveste no teu coração o propósito de edificar uma casa ao meu nome, fizeste bem em ter isto no teu coração.    11292 14 6 9 Contudo tu não edificarás a casa, mas teu filho, que há de proceder de teus lombos, esse edificará a casa ao meu nome.    11293 14 6 10 Assim cumpriu o Senhor a palavra que falou; pois eu me levantei em lugar de Davi, meu pai, e me assentei sobre o trono de Israel, como prometeu o Senhor, e edifiquei a casa ao nome do Senhor, Deus de Israel.    11294 14 6 11 E pus nela a arca, em que está o pacto que o Senhor fez com os filhos de Israel.    11295 14 6 12 Depois Salomão se colocou diante do altar do Senhor, na presença de toda a congregação de Israel, e estendeu as mãos    11296 14 6 13 (pois Salomão tinha feito uma plataforma de bronze, de cinco côvados de comprimento, cinco de largura e três de altura, a qual tinha posto no meio do átrio; a ela assomou e, pondo-se de joelhos perante toda a congregação de Israel, estendeu as mãos para o céu),    11297 14 6 14 e disse: ç Senhor, Deus de Israel, não há, nem no céu nem na terra, Deus semelhante a ti, que guardas o pacto e a beneficência para com os teus servos que andam perante ti de todo o seu coração;    11298 14 6 15 que cumpriste ao teu servo Davi, meu pai, o que lhe falaste; sim, pela tua boca o disseste, e pela tua mão o cumpriste, como se vê neste dia.    11299 14 6 16 Agora, pois, Senhor, Deus de Israel, cumpre ao teu servo Davi, meu pai, o que lhe promete-te, dizendo: Nunca te faltará varão diante de mim, que se assente sobre o trono de Israel; tão somente que teus filhos guardem o seu caminho para andarem na minha lei, como tu andaste diante de mim.    11300 14 6 17 Agora pois, Senhor, Deus de Israel, confirme-se a tua palavra, que falaste ao teu servo Davi.    11301 14 6 18 Mas, na verdade, habitará Deus com os homens na terra? Eis que o céu e o céu dos céus não te podem conter; quanto menos esta casa que tenho edificado!    11302 14 6 19 Contudo, atende à oração e à súplica do teu servo, ó Senhor meu Deus, para ouvires o clamor e a oração que o teu servo faz diante de ti;    11303 14 6 20 que dia e noite estejam os teus olhos abertos para esta casa, sim, para o lugar de que disseste que ali porias o teu nome; para ouvires a oração que o teu servo fizer neste lugar.    11304 14 6 21 Ouve as súplicas do teu servo, e do teu povo Israel, que fizerem neste lugar; sim, ouve do lugar da tua habitação, do céu; e, ouvindo, perdoa.    11305 14 6 22 Se alguém pecar contra o seu próximo, e lhe for exigido que jure, e ele vier jurar perante o teu altar, nesta casa,    11306 14 6 23 ouve então do céu, age, e julga os teus servos: paga ao culpado, fazendo recair sobre a sua cabeça o seu proceder, e justifica ao reto, retribuindo-lhe segundo a sua retidão.    11307 14 6 24 Se o teu povo Israel for derrotado diante do inimigo, por ter pecado contra ti; e eles se converterem, e confessarem o teu nome, e orarem e fizerem súplicas diante de ti nesta casa,    11308 14 6 25 ouve então do céu, e perdoa os pecados do teu povo Israel, e torna a levá-los para a terra que lhes deste a eles e a seus pais.    11309 14 6 26 Se o céu se fechar e não houver chuva, por terem pecado contra ti; se orarem, voltados para este lugar, e confessarem o teu nome, e se converterem dos seus pecados, quando tu os afligires,    11310 14 6 27 ouve então do céu, e perdoa o pecado dos teus servos, e do teu povo Israel, ensinando-lhes o b décima quarta a Jesebeabe, envia chuva sobre a tua terra, que deste ao teu povo em herança.    11311 14 6 28 Se houver na terra fome ou peste, se houver crestamento ou ferrugem, gafanhotos ou lagarta; se os seus inimigos os cercarem nas suas cidades; seja qual for a praga ou doença que houver;    11312 14 6 29 toda oração e toda súplica que qualquer homem ou todo o teu povo Israel fizer, conhecendo cada um a sua praga e a sua dor, e estendendo as suas mãos para esta casa,    11313 14 6 30 ouve então do céu, lugar da tua habitação, e perdoa, e dá a cada um conforme todos os seus caminhos, segundo vires o seu coração (pois tu, só tu conheces o coração dos filhos dos homens)    11314 14 6 31 para que te temam e andem nos teus caminhos todos os dias que viverem na terra que deste a nossos pais.    11315 14 6 32 Assim também ao estrangeiro, que não é do teu povo Israel, quando vier de um país remoto por amor do teu grande nome, da tua mão poderosa e do teu braço estendido, vindo ele e orando nesta casa,    11316 14 6 33 ouve então do céu, lugar da tua habitação, e faze conforme tudo o que o estrangeiro te suplicar, a fim de que todos os povos da terra conheçam o teu nome, e te temam como o teu povo Israel, e saibam que pelo teu nome é chamada esta casa que edifiquei.    11317 14 6 34 Se o teu povo sair à guerra contra os seus inimigos, seja qual for o caminho por que os enviares, e orarem a ti, voltados para esta cidade que escolheste e para a casa que edifiquei ao teu nome,    11318 14 6 35 ouve então do céu a sua oração e a sua súplica, e defende a sua causa.    11319 14 6 36 Se pecarem contra ti (pois não há homem que não peque), e tu te indignares contra eles, e os entregares ao inimigo, de modo que os levem em cativeiro para alguma terra, longínqua ou próxima;    11320 14 6 37 se na terra para onde forem levados em cativeiro caírem em si, e se converterem, e na terra do seu cativeiro te suplicarem, dizendo: Pecamos, cometemos iniqüidade, procedemos perversamente;    11321 14 6 38 se eles se arrependerem de todo o seu coração e de toda a sua alma, na terra do seu cativeiro, a que os tenham levado cativos, e orarem voltados para a sua terra, que deste a seus pais, e para a cidade que escolheste, e para a casa que edifiquei ao teu nome,    11322 14 6 39 ouve então do céu, lugar da tua habitação, a sua oração e as suas súplicas, defende a sua causa e perdoa ao teu povo que houver pecado contra ti.    11323 14 6 40 Agora, ó meu Deus, estejam os teus olhos abertos, e os teus ouvidos atentos à oração que se fizer neste lugar.    11324 14 6 41 Levanta-te pois agora, Senhor Deus, e vem para o lugar do teu repouso, tu e a arca da tua fortaleza; sejam os teus sacerdotes, ó Senhor Deus, vestidos de salvação, e os teus santos se regozijem no bem.    11325 14 6 42 Senhor Deus, não faças virar o rosto do teu ungido; lembra-te das tuas misericórdias para com teu servo Davi!    11326 14 7 1 Tendo Salomão acabado de orar, desceu fogo do céu e consumiu o holocausto e os sacrifícios; e a glória do Senhor encheu a casa.    11327 14 7 2 E os sacerdotes não podiam entrar na casa do Senhor, porque a glória do Senhor tinha enchido a sua casa.    11328 14 7 3 E todos os filhos de Israel, vendo descer o fogo, e a glória do Senhor sobre a casa, prostraram-se com o rosto em terra sobre o pavimento, adoraram ao Senhor e lhe deram graças, dizendo: Porque ele é bom; porque a sua benignidade dura para sempre.    11329 14 7 4 Então o rei e todo o povo ofereceram sacrifícios perante o Senhor.    11330 14 7 5 E o rei Salomão ofereceu em sacrifício vinte e dois mil bois e cento e vinte mil ovelhas. Assim o rei e todo o povo consagraram a casa de Deus.    11331 14 7 6 Os sacerdotes estavam em pé nos seus postos, como também os levitas com os instrumentos musicais do Senhor, que o rei Davi tinha feito para dar graças ao Senhor (porque a sua benignidade dura para sempre), quando Davi o louvava pelo ministério deles; e os sacerdotes tocavam trombetas diante deles; e todo o Israel estava em pé.    11332 14 7 7 Salomão consagrou também o meio do átrio que estava diante da casa do Senhor; porquanto ali ele ofereceu os holocaustos e a gordura das ofertas pacíficas; pois no altar de bronze que Salomão tinha feito não cabiam o holocausto, e a oferta de cereais e a gordura.    11333 14 7 8 Assim naquele tempo celebrou salomão a festa por sete dias, e todo o Israel com ele, uma grande congregação, vinda desde a entrada de Hamate e desde o rio do Egito.    11334 14 7 9 E no oitavo dia celebraram uma assembléia solene, pois haviam celebrado por sete dias a dedicação do altar, e por sete dias a festa.    11335 14 7 10 E, no vigésimo terceiro dia do sétimo, mês, ele despediu o povo para as suas tendas, alegre e de bom ânimo pelo bem que o Senhor tinha feito a Davi e a Salomão, e a seu povo Israel.    11336 14 7 11 Assim Salomão acabou a casa do Senhor e a casa do rei; tudo quanto Salomão intentara fazer na casa do Senhor e na sua própria casa, ele o realizou com êxito.    11337 14 7 12 E o Senhor apareceu de noite a Salomão e lhe disse: Eu ouvi a tua oração e escolhi para mim este lugar para casa de sacrifício.    11338 14 7 13 Se eu cerrar o céu de modo que não haja chuva, ou se ordenar aos gafanhotos que consumam a terra, ou se enviar a peste entre o meu povo;    11339 14 7 14 e se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se desviar dos seus maus caminhos, então eu ouvirei do céu, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.    11340 14 7 15 Agora estarão abertos os meus olhos e atentos os meus ouvidos à oração que se fizer neste lugar.    11341 14 7 16 Pois agora escolhi e consagrei esta casa, para que nela esteja o meu nome para sempre; e nela estarão fixos os meus olhos e o meu coração perpetuamente.    11342 14 7 17 E, quanto a ti, se andares diante de mim como andou Davi, teu pai, fazendo conforme tudo o que te ordenei, guardando os meus estatutos e as minhas ordenanças,    11343 14 7 18 então confirmarei o trono do teu reino, conforme o pacto que fiz com Davi, teu pai, dizendo: Não te faltará varão que governe em Israel.    11344 14 7 19 Mas se vos desviardes, e deixardes os meus estatutos e os meus mandamentos, que vos tenho proposto, e fordes, e servirdes a outros deuses, e os adorardes,    11345 14 7 20 então vos arrancarei da minha terra que vos dei; e esta casa que consagrei ao meu nome, lançá-la-ei da minha presença, e farei com que ela seja por provérbio e motejo entre todos os povos.    11346 14 7 21 E desta casa, que é tão exaltada, se espantará qualquer que por ela passar, e dirá: Por que fez o Senhor assim a esta terra e a esta casa.    11347 14 7 22 E lhe responderão: Porquanto deixaram ao Senhor Deus de seus pais, que os tirou da terra do Egito, e se apegaram a outros deuses, e os adoraram e os serviram; por isso trouxe sobre eles todo este mal    11348 14 8 1 Ao fim de vinte anos, nos quais Salomão tinha edificado a casa do Senhor e a sua propria casa    11349 14 8 2 Salomão edificou as casas que Salomão tinha dado, e fez habitar nelas os filhos de Israel.    11350 14 8 3 Depois foi Salomão a Hamate-Zobá, e apoderou-se dela.    11351 14 8 4 E edificou Tadmor no deserto, e todas as cidades-armazéns, que edificou em Hamate.    11352 14 8 5 Edificou também Bete-Horom, tanto a alta como a baixa, cidades fortes, com muros, portas e ferrolhos;    11353 14 8 6 como também Baalate, e todas as cidades-armazéns que Salomão tinha, e todas as cidades para os seus carros e as cidades para os seus cavaleiros, e tudo quanto Salomão desejava edificar em Jerusalém, no Líbano e em toda a terra do seu domínio.    11354 14 8 7 Quanto a todo o povo que tinha ficado dos heteus, dos amorreus, dos perizeus, dos heveus e dos jebuseus, os quais não eram de Israel;    11355 14 8 8 a seus filhos, que ficaram depois deles na terra, os quais os filhos de Israel não destruíram, Salomão lhes impôs tributo de trabalho forçado, até o dia de hoje.    11356 14 8 9 Mas dos filhos de Israel Salomão não fez escravo algum para a sua obra; porém eram homens de guerra, chefes dos seus capitães, e chefes dos seus carros e dos seus cavaleiros.    11357 14 8 10 Estes eram os chefes dos oficiais que o rei Salomão tinha, duzentos e cinqüenta; que presidiam sobre o seu povo.    11358 14 8 11 E Salomão levou a filha do Faraó da cidade de Davi para a casa que lhe edificara; pois disse: Minha mulher não morará na casa de Davi, rei de Israel, porquanto os lugares nos quais entrou a arca do Senhor são santos.    11359 14 8 12 Então Salomão ofereceu holocaustos ao Senhor, sobre o altar do Senhor, que edificara diante do pórtico;    11360 14 8 13 e isto segundo o dever de cada dia, fazendo ofertas segundo o mandamento de Moisés, nos sábados e nas luas novas, e nas três festas anuais, a saber: na festa dos pães ázimos, na festa das semanas, e na festa dos tabernáculos.    11361 14 8 14 Também, conforme a ordem de Davi, seu pai, designou as turmas dos sacerdotes para os seus cargos, como também os levitas para os seus cargos, para louvarem a Deus e ministrarem diante dos sacerdotes, como exigia o dever de cada dia, e ainda os porteiros, pelas suas turmas, a cada porta; pois assim tinha mandado Davi, o homem de Deus.    11362 14 8 15 E os sacerdotes e os levitas não se desviaram do que lhes mandou o rei, em negócio nenhum, especialmente no tocante aos tesouros.    11363 14 8 16 Assim se executou toda a obra de Salomão, desde o dia em que se lançaram os fundamentos da casa do Senhor, até se acabar. Deste modo se completou a casa do Senhor.    11364 14 8 17 Então Salomão foi a Eziom-Geber, e a Elote, à praia do mar, na terra de Edom.    11365 14 8 18 E Hurão, por meio de seus servos, enviou-lhe navios, e servos práticos do mar; e eles foram com os servos de Salomão a Ofir, e de lá tomaram quatrocentos e cinqüenta talentos de ouro, e os trouxeram ao rei Salomão.    11366 14 9 1 Tendo a rainha de Sabá ouvido da fama de Salomão, veio a Jerusalém para prová-lo por enigmas; trazia consigo uma grande comitiva, e camelos carregados de especiarias, e ouro em abundância, e pedras preciosas; e vindo ter com Salomão, falou com ele de tudo o que tinha no seu coração.    11367 14 9 2 E Salomão lhe respondeu a todas as perguntas; não houve nada que Salomão não lhe soubesse explicar.    11368 14 9 3 Vendo, pois, a rainha de Sabá a sabedoria de Salomão, e a casa que ele edificara,    11369 14 9 4 e as iguarias da sua mesa, e o assentar dos seus oficiais, e as funções e os trajes dos seus servos, e os seus copeiros e os trajes deles, e os holocaustos que ele oferecia na casa do Senhor, ficou estupefata.    11370 14 9 5 Então disse ao rei: Era verdade o que ouvi na minha terra acerca dos teus feitos e da tua sabedoria.    11371 14 9 6 Todavia eu não o acreditava, até que vim e os meus olhos o viram; e eis que não me contaram metade da grandeza da tua sabedoria; sobrepujaste a fama que ouvi.    11372 14 9 7 Bem-aventurados os teus homens! Bem-aventurados estes teus servos, que estão sempre diante de ti, e ouvem a tua sabedoria!    11373 14 9 8 Bendito seja o Senhor teu Deus, que se agradou de ti, colocando-te sobre o seu trono, para ser rei pelo Senhor teu Deus! Porque teu Deus amou a Israel, para o estabelecer perpetuamente, por isso te constituiu rei sobre eles, para executares juízo e justiça.    11374 14 9 9 Então ela deu ao rei cento e vinte talentos de ouro, e especiarias em grande abundância, e pedras preciosas; e nunca houve tais especiarias quais a rainha de Sabá deu ao rei Salomão.    11375 14 9 10 Também os servos de Hurão, e os servos de Salomão, que de Ofir trouxeram ouro, trouxeram madeira de algumins, e pedras preciosas.    11376 14 9 11 E o rei fez, da madeira de algumins, degraus para a casa do Senhor e para a casa do rei, como também harpas e alaúdes para os cantores, quais nunca dantes se viram na terra de Judá.    11377 14 9 12 E o rei Salomão deu à rainha de Sabá tudo quanto ela desejou, tudo quanto lhe pediu, excedendo mesmo o que ela trouxera ao rei. Assim voltou e foi para a sua terra, ela e os seus servos.    11378 14 9 13 Ora, o peso do ouro que se trazia cada ano a Salomão era de seiscentos e sessenta e seis talentos,    11379 14 9 14 afora o que os mercadores e negociantes traziam; também todos os reis da Arábia, e os governadores do país traziam a Salomão ouro e prata.    11380 14 9 15 E o rei Salomão fez duzentos paveses de ouro batido, empregando em cada pavês seiscentos siclos de ouro batido;    11381 14 9 16 como também trezentos escudos de ouro batido, empregando em cada escudo trezentos siclos de ouro. E o rei os depositou na casa do bosque do Líbano.    11382 14 9 17 Fez mais o rei um grande trono de marfim, e o revestiu de ouro puro.    11383 14 9 18 O trono tinha seis degraus e um estrado de ouro, que eram ligados ao trono, e de ambos os lados tinha braços junto ao lugar do assento, e dois leões de pé junto aos braços.    11384 14 9 19 E havia doze leões em pé de um e outro lado sobre os seis degraus; outro tal não se fizera em reino algum.    11385 14 9 20 Também todos os vasos de beber do rei Salomão eram de ouro, e todos os utensílios da casa do bosque do Líbano, de ouro puro; a prata reputava-se sem valor nos dias de Salomão.    11386 14 9 21 Pois o rei tinha navios que iam a Társis com os servos de Hurão; de três em três anos os navios voltavam de Társis, trazendo ouro, prata, marfim, bugios e pavões.    11387 14 9 22 Assim excedeu o rei Salomão todos os reis da terra, em riqueza e em sabedoria.    11388 14 9 23 E todos os reis da terra buscavam a presença de Salomão para ouvirem a sabedoria que Deus lhe tinha posto no coração.    11389 14 9 24 Cada um trazia o seu presente, vasos de prata, vasos de ouro, vestidos, armaduras, especiarias, cavalos e mulos, uma quota de ano em ano.    11390 14 9 25 Teve também Salomão quatro mil manjedouras para os cavalos de seus carros, doze mil cavaleiros; e os colocou nas cidades dos carros, e junto ao rei em Jerusalém.    11391 14 9 26 Ele dominava sobre todos os reis, desde o Rio Eufrates até a terra dos filisteus, e até o termo do Egito.    11392 14 9 27 Também o rei tornou a prata tão comum em Jerusalém como as pedras, e os cedros tantos em abundância como os sicômoros que há na baixada.    11393 14 9 28 E cavalos eram trazidos a Salomão do Egito e de todas as terras.    11394 14 9 29 Ora, o restante dos atos de Salomão, desde os primeiros até os últimos, porventura não estão escritos na história de Natã, o profeta, e na profecia de Aías, o silonita, e nas visões de Ido, o vidente, acerca de Jeroboão, filho de Nebate?    11395 14 9 30 Salomão reinou em Jerusalém quarenta anos sobre todo o Israel.    11396 14 9 31 E dormiu com seus pais, e foi sepultado na cidade de Davi, seu pai. E Roboão, seu filho, reinou em seu lugar.    11397 14 10 1 Roboão foi a Siquém, pois todo o Israel se congregara ali para fazê-lo rei.    11398 14 10 2 E Jeroboão, filho de Nebate, que estava então no Egito para onde fugira da presença do rei Salomão, ouvindo isto, voltou do Egito.    11399 14 10 3 E mandaram chamá-lo; Jeroboão e todo o Israel vieram e falaram a Roboão, dizendo:    11400 14 10 4 Teu pai fez duro o nosso jugo; agora, pois, alivia a dura servidão e o pesado jugo que teu pai nos impôs, e nós te serviremos.    11401 14 10 5 Ele lhes respondeu: Daqui a três dias tornai a mim. Então o povo se foi.    11402 14 10 6 E teve o rei Roboão conselho com os anciãos, que tinham assistido diante de Salomão, seu pai, quando este ainda vivia, e perguntou-lhes: Como aconselhais vós que eu responda a este povo?    11403 14 10 7 Eles lhe disseram: Se te fizeres benigno para com este povo, e lhes agradares, e lhes falares boas palavras, então eles serão teus servos para sempre.    11404 14 10 8 Mas ele deixou o conselho que os anciãos lhe deram, e teve conselho com os jovens que haviam crescido com ele, e que assistiam diante dele.    11405 14 10 9 Perguntou-lhes: Que aconselhais vós que respondamos a este povo que me falou, dizendo: Alivia o jugo que teu pai nos impôs?    11406 14 10 10 E os jovens que haviam crescido com ele responderam-lhe Assim dirás a este povo, que te falou, dizendo: Teu pai fez pesado nosso jugo, mas tu o alivia de sobre nós; assim lhe falarás: o meu dedo mínimo é mais grosso do que os lombos de meu pai.    11407 14 10 11 Assim que, se meu pai vos carregou dum jugo pesado, eu ainda aumentarei o vosso jugo; meu pai vos castigou com açoites; eu, porém, vos castigarei com escorpiões.    11408 14 10 12 Veio, pois, Jeroboão com todo o povo a Roboão, ao terceiro dia, como o rei havia ordenado, dizendo: Voltai a mim ao terceiro dia.    11409 14 10 13 E o rei Roboão lhes respondeu asperamente e, deixando o conselho dos anciãos,    11410 14 10 14 falou-lhes conforme o conselho dos jovens, dizendo: Meu pai fez pesado o vosso jugo, mas eu lhe acrescentarei mais; meu pai vos castigou com açoites, mas eu vos castigarei com escorpiões.    11411 14 10 15 O rei, pois, não deu ouvidos ao povo; porque esta mudança vinha de Deus, para que o Senhor confirmasse a sua palavra, a qual falara por intermédio de Aías, o silonita, a Jeroboão, filho de Nebate.    11412 14 10 16 Vendo, pois, todo o Israel que o rei não lhe dava ouvidos, respondeu-lhe dizendo: Que parte temos nós em Davi? Não temos herança no filho de Jessé: Cada um as suas tendas, ó Israel! Agora olha por tua casa, ó Davi! Então todo o Israel se foi para as suas tendas:    11413 14 10 17 (Mas quanto aos filhos de Israel que habitavam nas cidades de Judá, sobre eles reinou Roboão.)    11414 14 10 18 Então o rei Roboão enviou-lhes Hadorão, que estava sobre a leva de tributários servis; mas os filhos de Israel o apedrejaram, de modo que morreu. E o rei Roboão se apressou a subir para o seu carro, e fugiu para Jerusalém.    11415 14 10 19 Assim se rebelou Israel contra a casa de Davi, até o dia de hoje.    11416 14 11 1 Tendo Roboão chegado a Jerusalém, convocou da casa de Judá e Benjamim cento e oitenta mil escolhidos, destros na guerra, para pelejarem contra Israel a fim de restituírem o reino a Roboão.    11417 14 11 2 Veio, porém, a palavra do Senhor a Semaías, homem de Deus, dizendo:    11418 14 11 3 Fala a Roboão, filho de Salomão, rei de Judá, e a todo o Israel em Judá e Benjamim, dizendo:    11419 14 11 4 Assim diz o Senhor: Não subireis, nem pelejareis contra os vossos irmãos; volte cada um à sua casa, porque de mim proveio isto. Ouviram, pois, a palavra do Senhor, e desistiram de ir contra Jeroboão.    11420 14 11 5 E Roboão habitou em Jerusalém, e edificou em Judá cidades para fortalezas.    11421 14 11 6 Edificou, pois, Belém, Etã, Tecoa,    11422 14 11 7 Bete-Zur, Socó, Adulão,    11423 14 11 8 Gate, Maressa, Zife,    11424 14 11 9 Adoraim, Laquis, Azeca,    11425 14 11 10 Zorá, Aijalom e Hebrom, que estão em Judá e em Benjamim, cidades fortes.    11426 14 11 11 Fortificou estas cidades e pôs nelas capitães, e armazéns de víveres, de azeite e de vinho.    11427 14 11 12 E pôs em cada cidade paveses e lanças, e fortificou-as grandemente, de sorte que reteve Judá e Benjamim.    11428 14 11 13 Também os sacerdotes e os levitas que havia em todo o Israel recorreram a ele de todos os seus termos.    11429 14 11 14 Pois os levitas deixaram os seus arrabaldes e a sua possessão, e vieram para Judá e para Jerusalém, porque Jeroboão e seus filhos os lançaram fora, para que não exercessem o ofício sacerdotal ao Senhor;    11430 14 11 15 e Jeroboão constituiu para si sacerdotes, para os altos, e para os demônios, e para os bezerros que fizera.    11431 14 11 16 Além desses, de todas as tribos de Israel, os que determinaram no seu coração buscar ao Senhor Deus de Israel, também vieram a Jerusalém, para oferecerem sacrifícios ao Senhor Deus de seus pais.    11432 14 11 17 Assim fortaleceram o reino de Judá e corroboraram a Roboão, filho de Salomão, por três anos; porque durante três anos andaram no caminho de Davi e Salomão.    11433 14 11 18 Roboão tomou para si, por mulher, a Maalate, filha de Jerimote, filho de Davi; e a Abiail, filha de Eliabe, filho de Jessé,    11434 14 11 19 a qual lhe deu os filhos Jeús, Semarias e Zaao.    11435 14 11 20 Depois dela tomou a Maacá, filha de Absalão; esta lhe deu Abias, Atai, Ziza e Selomite.    11436 14 11 21 Amava Roboão a Maacá, filha de Absalão, mais do que a todas as suas outras mulheres e concubinas; pois tinha tomado dezoito mulheres e sessenta concubinas, e gerou vinte e oito filhos e sessenta filhas.    11437 14 11 22 E Roboão designou Abias, filho de Maacá, chefe e príncipe entre os seus irmãos, porque queria fazê-lo rei.    11438 14 11 23 Também usou de prudência, distribuindo todos os seus filhos por entre todas as terras de Judá e Benjamim, por todas as cidades fortes; e deu-lhes víveres em abundância, e procurou para eles muitas mulheres.    11439 14 12 1 E sucedeu que, quando ficou estabelecido o reino de Roboão, e havendo o rei se tornado forte, ele deixou a lei do Senhor, e com ele todo o Israel.    11440 14 12 2 Pelo que, no quinto ano da rei Roboão, Sisaque, rei do Egito, subiu contra Jerusalém (porque eles tinham transgredido contra o Senhor)    11441 14 12 3 com mil e duzentes carros e sessenta mil cavaleiros; era inumerável a gente que vinha com ele do Egito: líbios, suquitas e etíopes;    11442 14 12 4 E tomou as cidades fortificadas de Judá, e chegou até Jerusalém.    11443 14 12 5 Então Semaías, o profeta, fei ter com Roboão e com os príncipes de Judá que se tinham ajuntado em Jerusalém por causa de Sisaque, e disse-lhes: Assim diz o Senhor: Vós me deixastes a mim, pelo que eu também vos deixei na mão de Sisaque.    11444 14 12 6 Então se humilharam os príncipes de Israel e o rei, e disseram: O Senhor é justo.    11445 14 12 7 Quando, pois, o Senhor viu que se humilhavam, veio a palavra do Senhor a Semaías, dizendo: Humilharam-se, não os destruirei; mas dar-lhes-ei algum socorro, e o meu furor não será derramado sobre Jerusalém por mão de Sisaque.    11446 14 12 8 Todavia eles lhe serão servos, para que conheçam a diferença entre a minha servidão e a servidão dos reinos da terra.    11447 14 12 9 Subiu, pois, Sisaque, rei do Egito, contra Jerusalém, e levou os tesouros da casa do Senhor, e os tesouros da casa do rei; levou tudo. Levou até os escudos de ouro que Salomão fizera.    11448 14 12 10 E o rei Roboão fez em lugar deles escudos de bronze, e os entregou na mão dos capitães da guarda, que guardavam a porta da casa do rei.    11449 14 12 11 E todas as vezes que o rei entrava na casa do Senhor, vinham os da guarda e os levavam; depois tornavam a pô-los na câmara da guarda.    11450 14 12 12 E humilhando-se ele, a ira do Senhor se desviou dele, de modo que não o destruiu de todo; porque ainda havia coisas boas em Judá.    11451 14 12 13 Fortaleceu-se, pois, o rei Roboão em Jerusalém, e reinou. Roboão tinha quarenta e um anos quando começou a reinar, e reinou dezessete anos em Jerusalém, a cidade que o Senhor escolhera dentre todas as tribos de Israel, para pôr ali o seu nome. E era o nome de sua mãe Naama, a amonita.    11452 14 12 14 Ele fez o que era mau, porquanto não dispôs o seu coração para buscar ao Senhor.    11453 14 12 15 Ora, os atos de Roboão, desde os primeiros até os últimos, porventura não estão escritos nas histórias de Semaías, o profeta, e de Ido, o vidente, na relação das genealogias? Houve guerra entre Roboão e Jeroboão por todos os seus dias.    11454 14 12 16 E Roboão dormiu com seus pais, e foi sepultado na cidade de Davi. E Abias, seu filho, reinou em seu lugar.    11455 14 13 1 No ano décimo oitavo do rei Jeroboão começou Abias a reinar sobre Judá.    11456 14 13 2 Três anos reinou em Jerusalém; o nome de sua mãe era Micaías, filha de Uriel de Gibeá. E houve guerra entre Abias e Jeroboão.    11457 14 13 3 Abias dispôs-se para a peleja com um exército de varões valentes, quatrocentos mil homens escolhidos; e Jeroboão dispôs contra ele a batalha com oitocentos mil homens escolhidos, todos homens valentes.    11458 14 13 4 Então Abias pôs-se em pé em cima do monte Zemaraim, que está na região montanhosa de Efraim, e disse: Ouvi-me, Jeroboão e todo o Israel:    11459 14 13 5 Porventura não vos convém saber que o Senhor Deus de Israel deu para sempre a Davi a soberania sobre Israel, a ele e a seus filhos, por um pacto de sal?    11460 14 13 6 Contudo levantou-se Jeroboão, filho de Nebate, servo de Salomão, filho de Davi, e se rebelou contra seu senhor;    11461 14 13 7 e ajuntaram-se a ele homens vadios filhos de Belial, e fortaleceram-se contra Roboão, filho de Salomão, sendo Roboão ainda moço e indeciso de coração, e nao podendo resistir-lhes.    11462 14 13 8 E agora julgais poder resistir ao reino do Senhor, que está na mão dos filhos de Davi, visto que sois uma grande multidão, e tendes convosco os bezerros de ouro que Jeroboão vos fez para deuses.    11463 14 13 9 Não lançastes fora os sacerdotes do Senhor, filhos de Arão, e os levitas, e não fizestes para vós sacerdotes, como o fazem os povos das outras terras? Qualquer que vem a consagrar-se, trazendo um novilho e sete carneiros, logo se faz sacerdote daqueles que não são deuses.    11464 14 13 10 Mas, quanto a nós, o Senhor é nosso Deus, e nunca o deixamos. Temos sacerdotes que ministram ao Senhor, os quais são filhos de Arão, e os levitas para o seu serviço.    11465 14 13 11 Queimam perante o Senhor cada manhã e cada tarde holocausto e incenso aromático; também dispõem os pães da proposição sobre a mesa de ouro puro, e o castiçal de ouro e as suas lâmpadas para se acenderem cada tarde; porque nós temos guardado os preceitos do Senhor nosso Deus; mas vós o deixastes.    11466 14 13 12 Eis que Deus está conosco, à nossa frente, como também os seus sacerdotes com as trombetas, para tocarem alarme contra vós. O filhos de Israel, não pelejeis contra o Senhor Deus de vossos pais; porque não sereis bem sucedidos.    11467 14 13 13 Jeroboão, porém, armou uma emboscada, para dar sobre Judá pela retaguarda; de maneira que as suas tropas estavam em frente de Judá e a emboscada por detrás.    11468 14 13 14 Então os de Judá olharam para trás, e eis que tinham de pelejar por diante e pela retaguarda; então clamaram ao Senhor, e os sacerdotes tocaram as trombetas.    11469 14 13 15 E os homens de Judá deram o brado de guerra; e sucedeu que, bradando eles, Deus feriu Jeroboão e todo o Israel diante de Abias e de Judá.    11470 14 13 16 E os filhos de Israel fugiram de diante de Judá, e Deus lhos entregou nas suas maos.    11471 14 13 17 De maneira que Abias e o seu povo fizeram grande matança entre eles; pois que caíram mortos de Israel quinhentos mil homens escolhidos.    11472 14 13 18 Assim foram humilhados os filhos de Israel naquele tempo, e os filhos de Judá prevaleceram, porque confiaram no Senhor Deus de seus pais.    11473 14 13 19 E Abias foi perseguindo Jeroboão, e tomou-lhe cidades: Betel e seus arrabaldes, Jesana e seus arrabaldes, e Efrom e seus arrabaldes.    11474 14 13 20 Jeroboão não recobrou mais a sua força nos dias de Abias; e o Senhor o feriu, e ele morreu.    11475 14 13 21 Abias, porém, se fortaleceu, e tomou para si catorze mulheres, e teve vinte e dois filhos e dezesseis filhas.    11476 14 13 22 O restante dos atos de Abias, os seus caminhos e as suas palavras, estão escritos no comentário do profeta Ido.    11477 14 14 1 Abias dormiu com seus pais, e o sepultaram na cidade de Davi. E Asa, seu filho, reinou em seu lugar; nos seus dias a terra esteve em paz por dez anos.    11478 14 14 2 E Asa fez o que era bom e reto aos olhos do Senhor seu Deus;    11479 14 14 3 removeu os altares estranhos, e os altos, quebrou as colunas, cortou os aserins,    11480 14 14 4 e mandou a Judá que buscasse ao Senhor, Deus de seus pais, e que observasse a lei e o mandamento.    11481 14 14 5 Também removeu de todas as cidades de Judá os altos e os altares de incenso; e sob ele o reino esteve em paz.    11482 14 14 6 Edificou cidades fortificadas em Judá; porque a terra estava em paz, e não havia guerra contra ele naqueles anos, porquanto o Senhor lhe dera repouso.    11483 14 14 7 Disse, pois, a Judá: Edifiquemos estas cidades, e cerquemo-las de muros e torres, portas e ferrolhos; a terra ainda é nossa porque buscamos ao Senhor nosso Deus; nós o buscamos, e ele nos deu repouso de todos os lados. Edificaram, pois, e prosperaram.    11484 14 14 8 Ora, tinha Asa um exército de trezentos mil homens de Judá, que traziam pavês e lança; e duzentos e oitenta mil de Benjamim, que traziam escudo e atiravam com arco; todos estes eram homens valentes.    11485 14 14 9 E Zerá, o etíope, saiu contra eles, com um exército de um milhão de homens, e trezentos carros, e chegou até Maressa.    11486 14 14 10 Então Asa saiu contra ele, e ordenaram a batalha no vale de Zefatá, junto a Maressa.    11487 14 14 11 E Asa clamou ao Senhor seu Deus, dizendo: ç Senhor, nada para ti é ajudar, quer o poderoso quer o de nenhuma força. Acuda-nos, pois, o Senhor nosso Deus, porque em ti confiamos, e no teu nome viemos contra esta multidão. ç Senhor, tu és nosso Deus, não prevaleça contra ti o homem.    11488 14 14 12 E o Senhor desbaratou os etíopes diante de Asa e diante de Judá; e os etíopes fugiram.    11489 14 14 13 Asa e o povo que estava com ele os perseguiram até Gerar; e caíram tantos dos etíopes que já não havia neles resistência alguma; porque foram quebrantados diante do Senhor, e diante do seu exército. Os homens de Judá levaram dali mui grande despojo.    11490 14 14 14 Feriram todas as cidades nos arredores de Gerar, porque veio sobre elas o terror da parte do Senhor; e saquearam todas as cidades, pois havia nelas muito despojo.    11491 14 14 15 Também feriram as malhadas do gado, e levaram ovelhas em abundância, e camelos, e voltaram para Jerusalém.    11492 14 15 1 Então veio o Espírito de Deus sobre Azarias, filho de Odede,    11493 14 15 2 que saiu ao encontro de Asa e lhe disse: Ouvi-me, Asa, e todo o Judá e Benjamim: O Senhor está convosco, enquanto vós estais com ele; se o buscardes, o achareis; mas se o deixardes, ele vos deixará.    11494 14 15 3 Ora, por muito tempo Israel esteve sem o verdadeiro Deus, sem sacerdote que o ensinasse e sem lei.    11495 14 15 4 Quando, porém, na sua angústia voltaram para o Senhor, Deus de Israel, e o buscaram, o acharam.    11496 14 15 5 E naqueles tempos não havia paz nem para o que saia, nem para o que entrava, mas grandes perturbações estavam sobre todos os habitantes daquelas terras.    11497 14 15 6 Pois nação contra nação e cidade contra cidade se despedaçavam, porque Deus as conturbara com toda sorte de aflições.    11498 14 15 7 Vós, porém, esforçai-vos, e não desfaleçam as vossas mãos; porque a vossa obra terá uma recompensa.    11499 14 15 8 Asa, tendo ouvido estas palavras, e a profecia do profeta filho de Odede, cobrou ânimo e lançou fora as abominações de toda a terra de Judá e de Benjamim, como também das cidades que tomara na região montanhosa de Efraim, e renovou o altar do Senhor, que estava diante do pórtico do Senhor.    11500 14 15 9 E congregou todo o Judá e Benjamim, e os de Efraim, Manassés e Simeão que com eles peregrinavam; pois que muitos e Israel tinham vindo a ele quando viram que o Senhor seu Deus era com ele.    11501 14 15 10 Ajuntaram-se em Jerusalém no terceiro mês, no décimo quinto ano do reinado de Asa.    11502 14 15 11 E no mesmo dia ofereceram em sacrifício ao Senhor, do despojo que trouxeram, setecentos bois e sete mil ovelhas.    11503 14 15 12 E entraram no pacto de buscarem ao Senhor, Deus de seus pais, de todo o seu coração e de toda a sua alma;    11504 14 15 13 e de que todo aquele que não buscasse ao Senhor, Deus de Israel, fosse morto, tanto pequeno como grande, tanto homem como mulher.    11505 14 15 14 E prestaram juramento ao Senhor em alta voz, com júbilo, ao som de trombetas e buzinas.    11506 14 15 15 E todo o Judá se alegrou deste juramento; porque de todo o seu coração juraram, e de toda a sua vontade buscaram ao Senhor, e o acharam; e o Senhor lhes deu descanso ao redor.    11507 14 15 16 O rei Asa depôs Maacá, sua mãe, para que não fosse mais rainha, porquanto ela fizera um abominável ídolo para servir de Asera, ao qual Asa derrubou e, despedaçando-o, o queimou junto ao ribeiro de Cedrom.    11508 14 15 17 Os altos, porém, não se tiraram de Israel; contudo o coração de Asa foi perfeito todos os seus dias.    11509 14 15 18 E trouxe para a casa de Deus as coisas que seu pai tinha consagrado, e as que ele mesmo tinha consagrado: prata, ouro e utensílios.    11510 14 15 19 E não mais houve guerra até o ano trigésimo quinto do reinado de Asa.    11511 14 16 1 No trigésimo sexto ano do reinado de Asa, Baasa, rei de Israel, subiu contra Judá e edificou a Ramá, para não deixar ninguém sair nem entrar para Asa, rei de Judá.    11512 14 16 2 Então Asa tirou a prata e o ouro dos tesouros da casa do Senhor, e da casa do rei, e enviou mensageiros a Bene-Hadade, rei da Síria, que habitava em Damasco, dizendo:    11513 14 16 3 Haja aliança entre mim e ti, como havia entre meu pai e o teu. Eis que te envio prata e ouro; vai, pois, e rompe a sua aliança com Baasa, rei de Israel, para que se retire de mim.    11514 14 16 4 E Bene-Hadade deu ouvidos ao rei Asa, e enviou os comandantes dos seus exércitos contra as cidades de Israel, os quais feriram Ijom, Dã, Abel-Maim e todas as cidades-armazéns de Naftali.    11515 14 16 5 E tendo Baasa notícia disto, cessou de edificar a Ramá, e não continuou a sua obra.    11516 14 16 6 Então o rei Asa tomou todo o Judá, e eles levaram as pedras de Ramá, e a sua madeira, com que Baasa edificara; e com elas edificou Geba e Mizpá.    11517 14 16 7 Naquele mesmo tempo veio Hanâni, o vidente, ter com Asa, rei de Judá, e lhe disse: Porque confiaste no rei da Síria, e não confiaste no Senhor teu Deus, por isso o exército do rei da Síria escapou da tua mão.    11518 14 16 8 Porventura não foram os etíopes e os líbios um grande exército, com muitíssimos carros e cavaleiros? Confiando tu, porém, no Senhor, ele os entregou nas mãos.    11519 14 16 9 Porque, quanto ao Senhor, seus olhos passam por toda a terra, para mostrar-se forte a favor daqueles cujo coração é perfeito para com ele; nisto procedeste loucamente, pois desde agora haverá guerras contra ti.    11520 14 16 10 Então Asa, indignado contra o vidente, lançou-o na casa do tronco, porque estava enfurecido contra ele por causa disto; também nesse mesmo tempo Asa oprimiu alguns do povo.    11521 14 16 11 Eis que os atos de Asa, desde os primeiros até os últimos, estão escritos no livro dos reis de Judá e de Israel.    11522 14 16 12 No ano trinta e nove do seu reinado Asa caiu doente dos pés; e era mui grave a sua enfermidade; e nem mesmo na enfermidade buscou ao Senhor, mas aos médicos.    11523 14 16 13 E Asa dormiu com seus pais, morrendo no ano quarenta e um do seu reinado.    11524 14 16 14 E o sepultaram no sepulcro que tinha cavado para si na cidade de Davi, havendo-o deitado na cama, que se enchera de perfumes e de diversas especiarias preparadas segundo a arte dos perfumistas; e destas coisas fizeram-lhe uma grande queima.    11525 14 17 1 Jeosafá, seu filho, reinou em seu lugar, e fortaleceu-se contra Israel.    11526 14 17 2 Pôs forças armadas em todas as cidades fortes de Judá e dispôs guarnições na terra de Judá, como também nas cidades de Efraim que Asa, seu pai, tinha tomado.    11527 14 17 3 E o Senhor era com Jeosafá, porque andou conforme os primeiros caminhos de Davi, seu pai, e não buscou aos baalins;    11528 14 17 4 antes buscou ao Deus de seu pai, e andou nos seus mandamentos, e não segundo as obras de Israel.    11529 14 17 5 Por isso o Senhor confirmou o reino na sua mão; e todo o Judá trouxe presentes a Jeosafá; e ele teve riquezas e glória em abundância.    11530 14 17 6 E encorajou-se o seu coração nos caminhos do Senhor; e ele tirou de Judá os altos e os aserins.    11531 14 17 7 No terceiro ano do seu reinado enviou ele os seus príncipes, Bene-Hail, Obadias, Zacarias, Netanel e Micaías, para ensinarem nas cidades de Judá;    11532 14 17 8 e com eles os levitas Semaías, Netanias, Zebadias, Asael, Semiramote, Jônatas, Adonias, Tobias e Tobadonias e, com estes levitas, os sacerdotes Elisama e Jeorão.    11533 14 17 9 E ensinaram em Judá, levando consigo o livro da lei do Senhor; foram por todas as cidades de Judá, ensinando entre o povo.    11534 14 17 10 Então caiu o temor do Senhor sobre todos os reinos das terras que estavam ao redor de Judá, de modo que não fizeram guerra contra Jeosafá.    11535 14 17 11 Alguns dentre os filisteus traziam presentes a Jeosafá, e prata como tributo; e os árabes lhe trouxeram rebanhos: sete mil e setecentos carneiros, e sete mil e setecentos bodes.    11536 14 17 12 Assim Jeosafá ia-se tornando cada vez mais poderoso; e edificou fortalezas e cidades-armazéns em Judá;    11537 14 17 13 e teve grande quantidade de munições nas cidades de Judá, e soldados, homens valorosos, em Jerusalém.    11538 14 17 14 Este é o número deles segundo as suas casas paternas: de Judá os comandantes de mil: o comandante Adná, com trezentos mil homens valorosos;    11539 14 17 15 após ele o comandante Jeoanã com duzentos e oitenta mil;    11540 14 17 16 após ele Amasias, filho de Zicri, que voluntariamente se entregou ao Senhor, e com ele duzentos mil valorosos;    11541 14 17 17 e de Benjamim: Eliadá, homem destemido, com duzentos mil armados de arco e de escudo;    11542 14 17 18 e após ele Jeozabade, com cento e oitenta mil armados para a guerra.    11543 14 17 19 Estes estavam no serviço do rei, afora os que o rei tinha posto nas cidades fortes por todo o Judá.    11544 14 18 1 Tinha, pois, Jeosafá riquezas e glória em abundância, e aparentou-se com Acabe.    11545 14 18 2 Ao cabo de alguns anos foi ter com Acabe em Samária. E Acabe matou ovelhas e bois em abundância, para ele e para o povo que o acompanhava; e o persuadiu a subir com ele a Ramote-Gileade.    11546 14 18 3 Perguntou Acabe, rei de Israel, a Jeosafá, rei de Judá: Irás tu comigo a Ramote-Gileade? E respondeu-lhe Jeosafá: Como tu és sou eu, e o meu povo como o teu povo; seremos contigo na guerra.    11547 14 18 4 Disse mais Jeosafá ao rei de Israel: Consulta hoje a palavra do Senhor.    11548 14 18 5 Então o rei de Israel ajuntou os profetas, quatrocentos homens, e lhes perguntou: Iremos à peleja contra Ramote-Gileade, ou deixarei de ir? Responderam eles: Sobe, porque Deus a entregará nas mãos do rei.    11549 14 18 6 Disse, porém, Jeosafá: Não há aqui ainda algum profeta do Senhor a quem possamos consultar?    11550 14 18 7 Ao que o rei de Israel respondeu a Jeosafá: Ainda há um homem por quem podemos consultar ao Senhor; eu, porém, o odeio, porque nunca profetiza o bem a meu respeito, mas sempre o mal; é Micaías, filho de Inlá. Mas Jeosafá disse: Não fale o rei assim.    11551 14 18 8 Então o rei de Israel chamou um eunuco, e disse: Traze aqui depressa Micaías, filho de Inlá.    11552 14 18 9 Ora, o rei de Israel e Jeosafá, rei de Judá, vestidos de seus trajes reais, estavam assentados cada um no seu trono, na praça à entrada da porta de Samária; e todos os profetas profetizavam diante deles.    11553 14 18 10 E Zedequias, filho de Quenaaná, fez para si uns chifres de ferro, e disse: Assim diz o Senhor: Com estes ferirás os sírios, até que sejam consumidos.    11554 14 18 11 E todos os profetas profetizavam o mesmo, dizendo: Sobe a Ramote-Gileade, e serás bem sucedido, pois o Senhor a entregará nas mãos do rei.    11555 14 18 12 O mensageiro que fora chamar Micaías lhe falou, dizendo: Eis que as palavras dos profetas, a uma voz, são favoráveis ao rei: seja, pois, também a tua palavra como a de um deles, e fala o que é bom.    11556 14 18 13 Micaías, porém, disse: Vive o Senhor, que o que meu Deus me disser, isso falarei.    11557 14 18 14 Quando ele chegou à presença do rei, este lhe disse: Micaías, iremos a Ramote-Gileade à peleja, ou deixarei de ir? Respondeu ele: Subi, e sereis bem sucedidos; e eles serão entregues nas vossas mãos.    11558 14 18 15 Mas o rei lhe disse: Quantas vezes hei de conjurar-te que não me fales senão a verdade em nome do Senhor?    11559 14 18 16 Respondeu ele: Vi todo o Israel disperso pelos montes, como ovelhas que não têm pastor; e disse o Senhor: Estes não têm senhor; torne em paz cada um para sua casa.    11560 14 18 17 Então o rei de Israel disse a Jeosafá: Não te disse eu que ele não profetizaria a respeito de mim o bem, porém o mal?    11561 14 18 18 Prosseguiu Micaías: Ouvi, pois, a palavra do Senhor! Vi o Senhor assentado no seu trono, e todo o exército celestial em pé à sua direita e à sua esquerda.    11562 14 18 19 E o Senhor perguntou: Quem induzirá Acabe, rei de Israel, a subir, para que caia em Ramote-Gileade? E um respondia de um modo, e outro de outro.    11563 14 18 20 Então saiu um espírito, apresentou-se diante do Senhor, e disse: Eu o induzirei. Perguntou-lhe o Senhor: De que modo?    11564 14 18 21 E ele disse: Eu sairei, e serei um espírito mentiroso na boca de todos os seus profetas. Ao que disse o Senhor. Tu o induzirás, e prevalecerás; sai, e faze assim.    11565 14 18 22 Agora, pois, eis que o Senhor pôs um espírito mentiroso na boca destes teus profetas; o Senhor é quem falou o mal a respeito de ti.    11566 14 18 23 Então Zedequias, filho de Quenaaná, chegando-se, feriu a Micaías na face e disse: Por que caminho passou de mim o Espírito do Senhor para falar a ti?    11567 14 18 24 Respondeu Micaías: Eis que tu o verás naquele dia, quando entrares numa câmara interior para te esconderes.    11568 14 18 25 Então disse o rei de Israel: Tomai Micaías, e tornai a levá-lo a Amom, o govenador da cidade, e a Joás, filho do rei,    11569 14 18 26 dizendo-lhes: Assim diz o rei: Metei este homem no cárcere, e sustentai-o a pão e água até que eu volte em paz.    11570 14 18 27 Mas disse Micaías: se tu voltares em paz, o Senhor não tem falado por mim. Disse mais: Ouvi, povos todos!    11571 14 18 28 Subiram, pois, o rei de Israel e Jeosafá, rei de Judá, a Ramote-Gileade.    11572 14 18 29 E disse o rei de Israel a Jeosafá: Eu me disfarçarei, e entrarei na peleja; tu, porém, veste os teus trajes reais. Disfarçou- se, pois, o rei de Israel, e eles entraram na peleja.    11573 14 18 30 Ora, o rei da Síria dera ordens aos capitães dos seus carros, dizendo: Não pelejareis nem contra pequeno nem contra grande, senão só contra o rei de Israel.    11574 14 18 31 Pelo que os capitães dos carros, quando viram a Jeosafá, disseram: Este é o rei de Israel. Viraram-se, pois, para pelejar contra ele; mas Jeosafá clamou, e o Senhor o socorreu, e os desviou dele.    11575 14 18 32 Pois vendo os capitães dos carros que não era o rei de Israel, deixaram de segui-lo.    11576 14 18 33 Então um homem entesou e seu arco e, atirando a esmo, feriu o rei de Israel por entre a couraça e a armadura abdominal. Pelo que ele disse ao carreteiro: Dá volta, e tira-me do exército, porque estou gravemente ferido.    11577 14 18 34 E a peleja tornou-se renhida naquele dia; contudo o rei de Israel foi sustentado no carro contra os sírios até a tarde; porém ao pôr do sol morreu.    11578 14 19 1 Jeosafá, rei de Judá, voltou em paz à sua casa em Jerusalém.    11579 14 19 2 Mas Jeú, filho de Hanâni, a vidente, saiu ao encontro do rei Jeosafá e lhe disse: Devias tu ajudar o ímpio, e amar aqueles que odeiam ao Senhor? Por isso virá sobre ti grande ira da parte do Senhor.    11580 14 19 3 Contudo, alguma virtude se acha em ti, porque tiraste para fora da terra as aserotes, e dispuseste o teu coração para buscar a Deus.    11581 14 19 4 Habitou, pois, Jeosafá em Jerusalém; e tornou a passar pelo povo desde Berseba até a região montanhosa de Efraim, fazendo com que voltasse ao Senhor Deus de seus pais.    11582 14 19 5 Estabeleceu juízes na terra, em todas as cidades fortes de Judá, de cidade em cidade;    11583 14 19 6 e disse aos juízes: Vede o que fazeis; porque não julgais da parte do homem, mas da parte do Senhor, e ele está convosco no julgamento.    11584 14 19 7 Agora, pois, seja o temor do Senhor convosco; tomai cuidado no que fazeis; porque não há no Senhor nosso Deus iniqüidade, nem acepção de pessoas, nem aceitação de presentes.    11585 14 19 8 Também em Jerusalém estabeleceu Jeosafá alguns dos levitas e dos sacerdotes e dos chefes das casas paternas de Israel sobre e juízo da parte do Senhor, e sobre as causas civis. E voltaram para Jerusalém.    11586 14 19 9 E deu-lhes ordem, dizendo: Assim procedei no temor do Senhor, com fidelidade e com coração perfeito.    11587 14 19 10 Todas as vezes que se vos submeter qualquer controvérsia da parte de vossos irmãos que habitam nas suas cidades, entre sangue e sangue, entre lei e mandamento, entre estatutos e juízos, admoestai- os a que se não façam culpados para com o Senhor, e deste modo venha grande ira sobre vós e sobre vossos irmãos. Procedei assim, e não vos fareis culpados.    11588 14 19 11 E eis que Amarias, o sumo sacerdete, presidirá sobre vós em todos os negócios do Senhor; e Zebadias, filho de Ismael, príncipe da casa de Judá, em todos os negócios do rei; também os levitas serão oficiais perante vós. Procedei corajosamente e seja o Senhor com os retos.    11589 14 20 1 Depois disto sucedeu que os moabitas, e os amonitas, e com eles alguns dos meunitas vieram contra Jeosafá para lhe fazerem guerra.    11590 14 20 2 Vieram alguns homens dar notícia a Jeosafá, dizendo: Vem contra ti uma grande multidão de Edom, dalém do mar; e eis que já estão em Hazazom-Tamar, que é En-Gedi.    11591 14 20 3 Então Jeosafá teve medo, e pôs-se a buscar ao Senhor, e apregoou jejum em todo o Judá.    11592 14 20 4 E Judá se ajuntou para pedir socorro ao Senhor; de todas as cidades de Judá vieram para buscarem ao Senhor.    11593 14 20 5 Jeosafá pôs-se em pé na congregação de Judá e de Jerusalém, na casa do Senhor, diante do átrio novo,    11594 14 20 6 e disse: ç Senhor, Deus de nossos pais, não és tu Deus no céu? e não és tu que governas sobre todos os reinos das nações? e na tua mão há poder e força, de modo que não há quem te possa resistir.    11595 14 20 7 ç nosso Deus, não lançaste fora os moradores desta terra de diante do teu povo Israel, e não a deste para sempre à descendência de Abraão, teu amigo?    11596 14 20 8 E habitaram nela, e nela edificaram um santuário ao teu nome, dizendo:    11597 14 20 9 Se algum mal nos sobrevier, espada, juízo, peste, ou fome, nós nos apresentaremos diante desta casa e diante de ti, pois teu nome está nesta casa, e clamaremos a ti em nossa aflição, e tu nos ouvirás e livrarás.    11598 14 20 10 Agora, pois, eis que os homens de Amom, de Moabe, e do monte Seir, pelos quais não permitiste que passassem os filhos de Israel, quando vinham da terra do Egito, mas deles se desviaram e não os destruíram -    11599 14 20 11 eis como nos recompensam, vindo para lançar-nos fora da tua herança, que nos fizeste herdar.    11600 14 20 12 ç nosso Deus, não os julgarás? Porque nós não temos força para resistirmos a esta grande multidão que vem contra nós, nem sabemos o que havemos de fazer; porém os nossos olhos estão postos em ti.    11601 14 20 13 E todo o Judá estava em pé diante do Senhor, como também os seus pequeninos, as suas mulheres, e os seus filhos.    11602 14 20 14 Então veio o Espírito do Senhor no meio da congregação, sobre Jaaziel, filho de Zacarias, filho de Benaías, filho de Jeiel, filho de Matanias o levita, dos filhos de Asafe,    11603 14 20 15 e disse: Dai ouvidos todo o Judá, e vós, moradores de Jerusalém, e tu, ó rei Jeosafá. Assim vos diz o Senhor: Não temais, nem vos assusteis por causa desta grande multidão, porque a peleja não é vossa, mas de Deus.    11604 14 20 16 Amanhã descereis contra eles; eis que sobem pela ladeira de Ziz, e os achareis na extremidade do vale, defronte do deserto de Jeruel.    11605 14 20 17 Nesta batalha não tereis que pelejar; postai-vos, ficai parados e vede o livramento que o Senhor vos concederá, ó Judá e Jerusalém. Não temais, nem vos assusteis; amanhã saí-lhes ao encontro, porque o Senhor está convosco.    11606 14 20 18 Então Jeosafá se prostrou com o rosto em terra; e todo o Judá e os moradores de Jerusalém se lançaram perante o Senhor, para o adorarem.    11607 14 20 19 E levantaram-se os levitas dos filhos dos coatitas e dos filhos dos coraítas, para louvarem ao Senhor Deus de Israel, em alta voz.    11608 14 20 20 Pela manhã cedo se levantaram saíram ao deserto de Tecoa; ao saírem, Jeosafá pôs-se em pé e disse: Ouvi-me, ó Judá, e vós, moradores de Jerusalém. Crede no Senhor vosso Deus, e estareis seguros; crede nos seus profetas, e sereis bem sucedidos.    11609 14 20 21 Tendo ele tomado conselho com o povo, designou os que haviam de cantar ao Senhor e louvá-lo vestidos de trajes santos, ao saírem diante do exército, e dizer: Dai graças ao Senhor, porque a sua benignidade dura para sempre.    11610 14 20 22 Ora, quando começaram a cantar e a dar louvores, o Senhor pôs emboscadas contra os homens de Amom, de Moabe e do monte Seir, que tinham vindo contra Judá; e foram desbaratados.    11611 14 20 23 Pois os homens de Amom e de Moabe se levantaram contra os moradores do monte Seir, para os destruir e exterminar; e, acabando eles com os moradores do monte Seir, ajudaram a destruir-se uns aos outros.    11612 14 20 24 Nisso chegou Judá à atalaia do deserto; e olharam para a multidão, e eis que eram cadáveres que jaziam por terra, não havendo ninguém escapado.    11613 14 20 25 Quando Jeosafá e o seu povo vieram para saquear os seus despojos, acharam entre eles gado em grande número, objetos de valor e roupas, assim como jóias preciosas, e tomaram para si tanto que não podiam levar mais; por três dias saquearam o despojo, porque era muito.    11614 14 20 26 Ao quarto dia eles se ajuntaram no vale de Beraca; pois ali louvaram ao Senhor. Por isso aquele lugar é chamado o vale de Beraca, até o dia de hoje.    11615 14 20 27 Então, voltando dali todos os homens de Judá e de Jerusalém com Jeosafá à frente deles, retornaram a Jerusalém com alegria; porque o Senhor os fizera regozijar-se, sobre os seus inimigos.    11616 14 20 28 Vieram, pois, a Jerusalém com alaúdes, com harpas e com trombetas, para a casa do Senhor.    11617 14 20 29 Então veio o temor de Deus sobre todos os reinos daqueles países, quando eles ouviram que o Senhor havia pelejado contra os inimigos de Israel.    11618 14 20 30 Assim o reino de Jeosafá ficou em paz; pois que o seu Deus lhe deu repouso ao redor.    11619 14 20 31 E Jeosafá reinou sobre Judá; era da idade de trinta e cinco anos quando começou a reinar, e reinou vinte e cinco anos em Jerusalém. E o nome de sua mãe era Azuba, filha de Sili.    11620 14 20 32 Ele andou no caminho de Asa, seu pai, e não se desviou dele, fazendo o que era reto aos olhos do Senhor.    11621 14 20 33 Contudo os altos não foram tirados; nem tinha o povo ainda disposto o seu coração para o Deus de seus pais.    11622 14 20 34 Ora, o restante dos atos de Jeosafá, desde os primeiros até os últimos, eis que está escrito nas crônicas de Jeú, filho de Hanâni, que estão inseridas no livro dos reis de Israel.    11623 14 20 35 Depois disto Jeosafá, rei de Judá, se aliou com Acazias, rei de Israel, que procedeu impiamente;    11624 14 20 36 aliou-se com ele para construírem navios que fossem a Társis; e construíram os navios em Eziom-Geber.    11625 14 20 37 Então Eliézer, filho de Dodavaú, de Maressa, profetizou contra Jeosafá, dizendo: Porquanto te aliaste com Acazias, o Senhor destruiu as tuas obras. E os navios se despedaçaram e não puderam ir a Társis.    11626 14 21 1 Depois Jeosafá dormiu com seus pais, e com eles foi sepultado na cidade de Davi. E Jeorão, seu filho, reinou em seu lugar.    11627 14 21 2 E tinha irmãos, filhos de Jeosafá: Azarias, Jeiel, Zacarias, Asarias, Micael e Sefatias; todos estes foram filhos de Jeosafá, rei de Judá.    11628 14 21 3 Seu pai lhes dera grandes dádivas, em prata, em ouro e em objetos preciosos, juntamente com cidades fortes em Judá; mas o reino deu a Jeorão, porque ele era o primogênito.    11629 14 21 4 Ora, tendo Jeorão subido ao reino de seu pai, e havendo-se fortificado, matou todos os seus irmãos à espada, como também alguns dos príncipes de Israel.    11630 14 21 5 Jeorão tinha trinta e dois anos quando começou a reinar, e reinou oito anos em Jerusalém.    11631 14 21 6 E andou no caminho dos reis de Israel, como faz Acabe, porque tinha a filha de Acabe por mulher; e fazia o que parecia mal aos olhos do senhor.    11632 14 21 7 Contudo o Senhor não quis destruir a casa de Davi, em atenção ao pacto que tinha feito com ele, e porque tinha dito que lhe daria por todos os dias uma lâmpada, a ele e a seus filhos.    11633 14 21 8 Nos dias de Jeorão os edomeus se revoltaram contra o domínio de Judá, e constituíram para si um rei.    11634 14 21 9 Pelo que Jeorão passou adiante com os seus chefes e com todos os seus carros; e, levantando-se de noite, desbaratou os edomeus, que tinham cercado a ele e aos capitães dos carros.    11635 14 21 10 Todavia os edomeus ficaram revoltados contra o domínio de Judá até o dia de hoje. Nesse mesmo tempo Libna também se revoltou contra o seu domínio, porque ele deixara ao Senhor, Deus de seus pais.    11636 14 21 11 Ele fez também altos nos montes de Judá, induziu os habitantes de Jerusalém à idolatria e impeliu Judá a prevaricar.    11637 14 21 12 Então lhe veio uma carta da parte de Elias, o profeta, que dizia: Assim diz o Senhor, Deus de Davi teu pai: Porquanto não andaste nos caminhos de Jeosafá, teu pai, e nos caminhos de Asa, rei de Judá;    11638 14 21 13 mas andaste no caminho dos reis de Israel e induziste Judá e os habitantes de Jerusalém a idolatria semelhante à idolatria da casa de Acabe, e também mataste teus irmãos, da casa de teu pai, os quais eram melhores do que tu;    11639 14 21 14 eis que o Senhor ferirá com uma grande praga o teu povo, os teus filhos, as tuas mulheres e toda a tua fazenda;    11640 14 21 15 e tu terás uma grave enfermidade; a saber, um mal nas tuas entranhas, ate que elas saiam, de dia em dia, por causa do mal.    11641 14 21 16 E o Senhor despertou contra Jeorão o espírito dos filisteus e dos árabes que estão da banda dos etíopes.    11642 14 21 17 Estes subiram a Judá e, dando sobre ela, levaram toda a fazenda que se achou na casa do rei, como também seus filhos e suas mulheres; de modo que não lhe ficou filho algum, senão Jeoacaz, o mais moço de seus filhos.    11643 14 21 18 E depois de tudo isso o Senhor o feriu nas suas entranhas com uma enfermidade incurável.    11644 14 21 19 No decorrer do tempo, ao fim de dois anos, saíram-lhe as entranhas por causa da doença, e morreu desta horrível enfermidade. E o seu povo não lhe queimou aromas como queimara a seus pais.    11645 14 21 20 Tinha trinta e dois anos quando começou a reinar, e reinou oito anos em Jerusalém. Morreu sem deixar de si saudades; e o sepultaram na cidade de Davi, porém não nos sepulcros dos reis.    11646 14 22 1 Então os habitantes de Jerusalém fizeram reinar em seu lugar Acazias, seu filho mais moço, porque a tropa que viera com os árabes ao arraial tinha matado todos os mais velhos. Assim reinou Acazias, filho de Jeorão, rei de Judá.    11647 14 22 2 Tinha quarenta e dois anos quando começou a reinar, e reinou um ano em Jerusalém. E o nome de sua mãe era Atalia, filha de Onri.    11648 14 22 3 Ele também andou nos caminhos da casa de Acabe, porque sua mãe era sua conselheira para proceder impiamente.    11649 14 22 4 E fez o que era mau aos olhos do Senhor, como fez a casa de Acabe; porque eles eram seus conselheiros depois da morte de seu pai, para sua perdição.    11650 14 22 5 Andando nos conselhos deles foi com Jorão, filho de Acabe, rei de Israel, a guerrear contra Hazael, rei da Síria, junto a Ramote-Gileade; e os sírios feriram Jorão,    11651 14 22 6 o qual voltou para curar-se em Jizreel das feridas que lhe fizeram em Ramá, quando ele pelejava contra Hazael, rei da Síria. E Acazias, filho de Jeorão, rei de judá, desceu para visitar Jorão, filho de Acabe, em Jizreel, por estar ele doente.    11652 14 22 7 Foi por vontade de Deus que Acazias, para sua ruína visitou Jorão; pois, quando chegou, saiu com Jorão contra Jeú, filho de Ninsi, a quem o Senhor tinha ungido para exterminar a casa de Acabe.    11653 14 22 8 E quando Jeú executava juízo contra a casa de Acabe, achou os príncipes de Judá e os filhos dos irmãos de Acazias, que o serviam, e os matou.    11654 14 22 9 Depois buscou a Acazias, o qual foi preso quando se escondia em Samária, trouxeram-no a Jeú e o mataram. Então o sepultaram, pois disseram: É filho de Jeosafá, que buscou ao Senhor de toda o seu coração. E já não tinha a casa de Acazias ninguém que fosse capaz de reinar.    11655 14 22 10 Vendo Atalia, mãe de Acazias, que seu filho era morto, levantou-se e destruiu toda a estirpe real da casa de Judá.    11656 14 22 11 Mas Jeosabeate, filha do rei, tomou Joás, filho de Acazias, e o furtou dentre os filhos do rei, que estavam para ser mortos, e o pôs com a sua ama na câmara dos leitos. Assim Jeosabeate, filha do rei Jeorão, mulher do sacerdote Jeoiada e irmã de Acazias, o escondeu de Atalia, de modo que ela não o matou.    11657 14 22 12 E esteve com eles seis anos, escondido na casa de Deus; e Atalia reinou sobre a terra.    11658 14 23 1 Ora, no sétimo ano Jeoiada, cobrando ânimo, tomou consigo em aliança os capitães de cem, Azarias, filho de Jeroão, Ismael, filho de Jeoanã, Azarias, filho de Obede, Maaséias, filho de Adaías, e Elisafaté, filho de Zicri.    11659 14 23 2 Estes percorreram a Judá, ajuntando os levitas de todas as cidades de Judá e os chefes das casas paternas de Israel; e vieram para Jerusalém.    11660 14 23 3 E toda aquela congregação fez aliança com o rei na casa de Deus. E Jeoiada lhes disse: Eis que reinará o filho do rei, como o Senhor falou a respeito dos filhos de Davi.    11661 14 23 4 Isto é o que haveis de fazer: uma terça parte de vós, isto é, dos sacerdotes e dos levitas que entram no sábado, servirá de porteiros às entradas;    11662 14 23 5 outra terça parte estará junto à casa do rei; e a outra terça parte à porta do Fundamento; e todo o povo estará nos átrios da casa do Senhor.    11663 14 23 6 Não entre, porém, ninguém na casa da Senhor, senão os sacerdotes e os levitas que ministram; estes entrarão, porque são santos; mas todo o povo guardará a ordenança do Senhor.    11664 14 23 7 E os levitas cercarão o rei de todos os lados, cada um com as suas armas na mão; e qualquer que entrar na casa seja morto; mas acompanhai vós o rei, quando entrar e quando sair.    11665 14 23 8 Fizeram, pois, os levitas e todo o Judá conforme tudo o que ordenara e sacerdote Jeoiada; e tomou cada um os seus homens, tanto os que haviam de entrar no sábado como os que haviam de sair, pois o sacerdote Jeoiada não despediu as turmas.    11666 14 23 9 Também o sacerdote Jeoiada deu aos capitães de cem as lanças, os paveses e os escudos que tinham pertencido ao rei Davi, os quais estavam na casa de Deus.    11667 14 23 10 E dispôs todo o povo, cada um com as suas armas na mão, desde o lado direito até o lado esquerdo da casa, por entre o altar e a casa, ao redor do rei.    11668 14 23 11 Então tiraram para fora o filho do rei e, pondo-lhe a coroa e o testemunho, o fizeram rei; e Jeoiada e seus filhos o ungiram, e disseram: Viva o rei!    11669 14 23 12 Ouvindo, pois, Atalia a voz de povo que corria e louvava ao rei, veio ao povo na casa do Senhor;    11670 14 23 13 e quando olhou, eis que o rei estava junto à sua coluna, à entrada, e os capitães e os trombeteiros perto do rei; e todo o povo da terra se alegrava, e tocava trombetas; e também os cantores tocavam instrumentos musicais, e dirigiam os cânticos de louvor. Então Atalia, rasgando os seus vestidos, clamou: Traição! Traição!    11671 14 23 14 Nisso o sacerdote Jeoiada trouxe para fora os centuriões que estavam sobre o exército e disse-lhes: Trazei-a por entre as fileiras, e o que a seguir seja morto à espada. Pois o sacerdote dissera: Não a mateis na casa do Senhor.    11672 14 23 15 Então deitaram as mãos nela; e ela foi até a entrada da porta dos cavalos, que dá para a casa do rei, e ali a mataram.    11673 14 23 16 E Jeoiada firmou um pacto entre si e o povo todo e o rei, pelo qual seriam o povo do Senhor.    11674 14 23 17 Depois todo o povo entrou na casa de Baal, e a derrubaram; quebraram os seus altares e as suas imagens, e a Matã, sacerdote de Baal, mataram diante dos altares.    11675 14 23 18 E Jeoiada dispôs guardas na casa do Senhor, sob a direção dos sacerdotes levíticos a quem Davi designara na casa do Senhor para oferecerem com alegria e com cânticos os holocaustos do Senhor, como está escrito na lei de Moisés, e segundo a ordem de Davi.    11676 14 23 19 Colocou porteiros às portas da casa do Senhor, para que não entrasse nela ninguém imundo no tocante a coisa alguma.    11677 14 23 20 E tomou os centuriões, os nobres, os governadores do povo e todo o povo da terra; e conduziram da casa do Senhor o rei e, passando pela porta superior para a casa do rei, fizeram-no sentar no trono real.    11678 14 23 21 Assim todo o povo da terra se alegrou, e a cidade ficou em paz, depois que mataram Atalia à espada.    11679 14 24 1 Tinha Joás sete anos quando começou a reinar, e reinou quarenta anos em Jerusalém. O nome de sua mãe era Zíbia, de Berseba.    11680 14 24 2 E Joás fez o que era reto aos olhos do Senhor por todos os dias do sacerdote Jeoiada.    11681 14 24 3 E tomou Jeoiada para ele duas mulheres, das quais teve filhos e filhas.    11682 14 24 4 Depois disso Joás resolveu renovar a casa do Senhor.    11683 14 24 5 Reuniu, pois, os sacerdotes e os levitas e lhes disse: Saí pelas cidades de Judá, e levantai dinheiro de todo a Israel, anualmente, para reparar a casa do vosso Deus; e vede que apresseis este negócio: contudo os levitas não o apressaram.    11684 14 24 6 Pelo que o rei chamou Jeoiada, o chefe, e lhe perguntou: Por que não tens obrigado os levitas a trazerem de Judá e de Jerusalém o imposto ordenado por Moisés, servo do Senhor, à congregação de Israel, para a tenda do testemunho?    11685 14 24 7 Pois os filhos de Atalia, aquela mulher ímpia, tinham arruinado a casa de Deus; e até empregaram todas as coisas sagradas da casa do Senhor no serviço dos baalins.    11686 14 24 8 O rei, pois, deu ordem; e fizeram uma arca, e a puseram do lado de fora, à porta da casa do Senhor.    11687 14 24 9 E publicou-se em Judá e em Jerusalém que trouxessem ao Senhor o imposto que Moisés, o servo de Deus, havia ordenado a Israel no deserto.    11688 14 24 10 Então todos os príncipes e todo o povo se alegraram, e trouxeram o imposto e o lançaram na arca, até que ficou cheia.    11689 14 24 11 E quando era trazida a arca pelas mãos dos levitas ao recinto do rei, na ocasião em que viam que havia muito dinheiro, vinham o escrivão do rei e o deputado do sumo sacerdote, esvaziavam a arca e, tomando-a, tornavam a levá-la ao seu lugar. Assim faziam dia após dia, e ajuntaram dinheiro em abundância.    11690 14 24 12 E o rei e Jeoiada davam-no aos encarregados da obra da casa do Senhor; e assalariaram pedreiros e carpinteiros para renovarem a casa do Senhor, como tambem os que trabalhavam em ferro e em bronze para repararem a casa do Senhor.    11691 14 24 13 Assim os encarregados da obra faziam com que o serviço da reparação progredisse nas suas mãos; e restituíram a casa de Deus a seu estado anterior, e a consolidaram.    11692 14 24 14 Depois de acabarem a obra trouxeram ao rei e a Jeoiada o resto do dinheiro, e dele se fizeram utensílios para a casa do Senhor, para serem usados no ministério e nos holocaustos, e colheres, e vasos de ouro e de prata. E se ofereciam holocaustos continuamente na casa do Senhor, por todos os dias de Jeoiada.    11693 14 24 15 Jeoiada, porém, envelheceu e, cheio de dias, morreu; tinha cento e trinta anos quando morreu.    11694 14 24 16 E o sepultaram na cidade de Davi com os reis, porque tinha feito o bem em Israel, e para com Deus e sua casa.    11695 14 24 17 E depois da morte de Jeoiada vieram os príncipes de Judá e prostraram-se diante do rei; então o rei lhes deu ouvidos.    11696 14 24 18 E eles, abandonando a casa do Senhor, Deus de seus pais, serviram aos aserins e aos ídolos; de sorte que veio grande ira sobre Judá e Jerusalém por causa desta sua culpa.    11697 14 24 19 Contudo Deus enviou profetas entre eles para os fazer tornar ao Senhor, os quais protestaram contra eles; mas eles não lhes deram ouvidos.    11698 14 24 20 E o Espírito de Deus apoderou-se de Zacarias, filho do sacerdote Jeoiada, o qual se pôs em pé acima do povo, e lhes disse: Assim diz Deus: Por que transgredis os mandamentos do Senhor, de modo que não possais prosperar? Porquanto abandonastes o Senhor, também ele vos abandonou.    11699 14 24 21 Mas conspiraram contra ele e por ordem do rei, o apedrejaram no átrio da casa do Senhor.    11700 14 24 22 Assim o rei Joás não se lembrou da bondade que lhe fizera Jeoiada pai de Zacarias, antes matou-lhe o filho, o qual morrendo disse: Veja-o o Senhor, e o retribua.    11701 14 24 23 Decorrido um ano, o exército da Síria subiu contra Joás; e vieram a Judá e a Jerusalém, e destruíram dentre o povo todos os seus príncipes, e enviaram todo o seu despojo ao rei de Damasco.    11702 14 24 24 O exército dos sírios viera com poucos homens, contudo o Senhor entregou nas suas mãos um exército mui grande, porquanto abandonaram o Senhor, Deus de seus pais. Assim executaram juízo contra Joás.    11703 14 24 25 Quando os sírios se retiraram dele, deixaram-no gravemente ferido; então seus servos conspiraram contra ele por causa do sangue dos filhos do sacerdote Jeoiada, e o mataram na sua cama, e assim morreu; e o sepultaram na cidade de Davi, porém não nos sepulcros dos reis.    11704 14 24 26 Estes foram os que conspiraram contra ele Zabade, filho de Simeate a amonita, e Jeozabade, filho de Sinrite a moabita.    11705 14 24 27 Ora, quanto a seus filhos, e ao grande número de oráculos pronunciados contra ele, e à restauração da casa de Deus, eis que estão escritos no comentário do livro dos reis. E Amazias, seu filho, reinou em seu lugar.    11706 14 25 1 Amazias tinha vinte e cinco anos quando começou a reinar, e reinou vinte e nove anos em Jerusalém. E o nome de sua mãe era Jeoadã, de Jerusalém.    11707 14 25 2 Ele fez o que era reto aos olhos do Senhor, mas não o fez com coração perfeito.    11708 14 25 3 Quando o reino já lhe tinha sido confirmado, ele matou os seus servos que tinham assassinado o rei seu pai.    11709 14 25 4 Contudo não matou os filhos deles mas fez segundo está escrito na lei: no livro de Moisés, como o Senhor ordenou, dizendo: Não morrerão os pais pelos filhos nem os filhos pelos pais; mas cada um morrerá pelo seu pecado.    11710 14 25 5 Depois Amazias congregou Judá e o colocou, segundo as suas casas paternas sob comandantes de milhares e de centenas, por todo o Judá e Benjamim; e os contou de vinte anos para cima, e achou deles trezentos mil escolhidos que podiam ir à guerra e sabiam manejar lança e escudo.    11711 14 25 6 Também de Israel tomou a soldo cem mil varões valentes, por cem talentos de prata.    11712 14 25 7 Veio ter com ele, porém, um homem de Deus, dizendo: ç rei, não deixes ir contigo o exército de Israel, porque o Senhor não é com Israel, a saber, com todos os filhos de Efraim.    11713 14 25 8 Mas se julgas que assim serás forte para a peleja, Deus te fará cair diante do inimigo; pois Deus tem poder para ajudar e para fazer cair.    11714 14 25 9 Então perguntou Amazias ao homem de Deus: Mas que se fará dos cem talentos de prata que dei às tropas de Israel? Respondeu o homem de Deus: Mais tem o Senhor que te dar do que isso.    11715 14 25 10 Então Amazias separou as tropas que lhe tinham vindo de Efraim, para que voltassem para a sua terra; pelo que muito se acendeu a ira deles contra Judá, e voltaram para a sua terra ardendo em ira.    11716 14 25 11 Amazias, cobrando ânimo, conduziu o seu povo, e foi ao Vale do Sal, onde matou dez mil dos filhos de Seir.    11717 14 25 12 Os filhos de Judá prenderam vivos outros dez mil, e trazendo-os ao cume da rocha, lançaram-nos dali abaixo, de modo que todos foram despedaçados.    11718 14 25 13 Mas os homens das tropas que Amazias despedira, não deixando que fossem com ele à batalha, deram sobre as cidades de Judá, desde Samária até Bete-Horom, e dos seus habitantes mataram três mil, e saquearam grande despojo.    11719 14 25 14 Quando Amazias veio da matança dos edomeus, trouxe consigo os deuses dos filhos de Seir e os elevou para serem os seus deuses, prostrando-se diante deles e queimando-lhes incenso.    11720 14 25 15 Pelo que o Senhor se irou contra Amazias e lhe enviou um profeta, que lhe disse: Por que buscaste os deuses deste povo, os quais não livraram o seu próprio povo da tua mão?    11721 14 25 16 Enquanto ele ainda falava com o rei, este lhe respondeu: Fizemos-te conselheiro do rei? Cala-te! Por que haverias de ser morto? Então o profeta calou, havendo dito: Sei que Deus resolveu destruir-te, porquanto fizeste isto, e não deste ouvidos a meu conselho.    11722 14 25 17 Tendo Amazias, rei de Judá, tomado conselho, mandou dizer a Jeoás, filho de Jeoacaz, filho de Jeú, rei de Israel: Vem, vejamo-nos face a face.    11723 14 25 18 Mas Jeoás, rei de Israel, mandou responder a Amazias, rei de Judá: O cardo que estava no Líbano mandou dizer ao cedro que estava no Líbano: Dá tua filha por mulher a meu filho. Mas uma fera que estava no Líbano passou e pisou o cardo.    11724 14 25 19 Tu dizes a ti mesmo: Eis que feri Edom. Assim o teu coração se eleva para te gloriares. Agora, pois, fica em tua casa; por que te meterias no mal, para caíres tu e Judá contigo?    11725 14 25 20 Amazias, porém, não lhe deu ouvidos; pois isto vinha de Deus, para entregá-los na mão dos seus inimigos, porque buscaram os deuses de Edom.    11726 14 25 21 Subiu, pois, Jeoás, rei de Israel; e ele e Amazias, rei de Judá, se viram face a face em Bete-Semes, que pertence a Judá.    11727 14 25 22 E Judá foi desbaratado diante de Israel, e fugiu cada um para a sua tenda.    11728 14 25 23 E Jeoás, rei de Israel, prendeu Amazias, rei de Judá, filho de Joás, o filho de Jeoacaz, em Bete-Semes, e o levou a Jerusalém; e derrubou o muro de Jerusalém, desde a porta de Efraim até a porta da esquina, quatrocentos côvados.    11729 14 25 24 Também tomou todo o ouro, e toda a prata, e todos os utensílios que se acharam na casa de Deus com Obede-Edom, e os tesouros da casa do rei, e os reféns, e voltou pura Samária.    11730 14 25 25 E Amazias, filho de Joás, rei de Judá, viveu quinze anos depois da morte de Jeoás, filho de Jeoacaz, rei de Israel.    11731 14 25 26 Quanto ao restante dos atos de Amazias, desde os primeiros até os últimos, não estão porventura escritos no livro dos reis de Judá e de Israel?    11732 14 25 27 Desde o tempo em que Amazias se desviou do Senhor, conspiraram contra ele em Jerusalém, e ele fugiu para Laquis; mas perseguiram-no até Laquis, e ali o mataram.    11733 14 25 28 E o trouxeram sobre cavalos e o sepultaram junto a seus pais na cidade de Davi.    11734 14 26 1 Então todo o povo de Judá tomou a Uzias, que tinha dezesseis anos, e o fizeram rei em lugar de seu pai Amazias.    11735 14 26 2 Ele edificou Elote, e a restituiu a Judá, depois que o rei dormiu com seus pais.    11736 14 26 3 Tinha Uzias dezesseis anos quando começou a reinar, e reinou cinqüenta e dois anos em Jerusalém. E o nome de sua mãe era Jecolia, de Jerusalém.    11737 14 26 4 Ele fez o que era reto aos olhos do Senhor, conforme tudo o que fizera Amazias seu pai.    11738 14 26 5 E buscou a Deus enquanto viveu Zacarias, que o instruiu no temor de Deus; e enquanto buscou ao Senhor, Deus o fez prosperar.    11739 14 26 6 Saiu e guerreou contra os filisteus, e derrubou o muro de Gate, o muro de Jabné e o muro de Asdode; e edificou cidades no país de Asdode e entre os filisteus;    11740 14 26 7 porque Deus, o ajudou contra os filisteus e contra os árabes que habitavam em Gur-Baal, e contra os meunitas.    11741 14 26 8 Os amonitas pagaram tributo a Uzias; e a sua fama se espalhou até a entrada do Egito, pois se tornou muito poderoso.    11742 14 26 9 Também Uzias edificou torres em Jerusalém, à porta da esquina, à porta do vale e ao ângulo do muro, e as fortificou.    11743 14 26 10 Edificou torres no deserto, e cavou muitos poços, porque tinha muito gado tanto nos vales como nas campinas; e tinha lavradores e vinhateiros nos montes e nos campos férteis, pois era amigo da agricultura.    11744 14 26 11 Tinha também Uzias um exército de homens destros nas armas, que saíam à guerra em tropas, segundo o número da sua resenha feita pelo escrivão Jeiel e o oficial Maaséias, sob as ordens de Hananias, um dos príncipes do rei.    11745 14 26 12 O número total dos chefes das casas paternas, homens valorosos, era de dois mil e seiscentos.    11746 14 26 13 E sob as suas ordens havia um exército disciplinado de trezentos e sete mil e quinhentos homens, que guerreavam valorosamente, para ajudarem o rei contra os inimigos.    11747 14 26 14 Uzias proveu o exército inteiro de escudos, lanças, capacetes, couraças e arcos, e até fundas para atirar pedras.    11748 14 26 15 E em Jerusalém fabricou máquinas, inventadas por peritos, para que fossem colocadas nas torres e nos cantos das muralhas, a fim de se atirarem com elas flechas e grandes pedras. E voou a sua fama até muito longe; porque foi maravilhosamente ajudado, até que se tornou poderoso.    11749 14 26 16 Mas, quando ele se havia tornado poderoso, o seu coração se exaltou de modo que se corrompeu, e cometeu transgressões contra o Senhor, seu Deus; pois entrou no templo do Senhor para queimar incenso no altar do incenso.    11750 14 26 17 Mas o sacerdote Azarias entrou após ele, com oitenta sacerdotes do Senhor, homens valorosos,    11751 14 26 18 e se opuseram ao rei Uzias, dizendo-lhe: A ti, Uzias, não compete queimar incenso perante o Senhor, mas aos sacerdotes, filhos de Arão, que foram consagrados para queimarem incenso. Sai do santuário, pois cometeste uma transgressão; e não será isto para honra tua da parte do Senhor Deus.    11752 14 26 19 Então Uzias se indignou; e tinha na mão um incensário para queimar incenso. Indignando-se ele, pois, contra os sacerdotes, nasceu-lhe a lepra na testa, perante os sacerdotes, na casa de Senhor, junto ao altar do incenso.    11753 14 26 20 Então o sumo sacerdote Azarias olhou para ele, como também todos os sacerdotes, e eis que já estava leproso na sua testa. E apressuradamente o lançaram fora, e ele mesmo se apressou a sair, porque o Senhor o ferira.    11754 14 26 21 Assim ficou leproso o rei Uzias até o dia da sua morte; e, por ser leproso, morou numa casa separada, pois foi excluído da casa do Senhor. E Jotão, seu filho, tinha o cargo da casa do rei, julgando o povo da terra.    11755 14 26 22 Quanto ao restante dos atos de Uzias, desde os primeiros até os últimos, o profeta Isaías, filho de Amoz, o escreveu.    11756 14 26 23 Assim dormiu Uzias com seus pais, e com eles o sepultaram, isto é, no campo de sepultura que era dos reis; pois disseram: ele é leproso. E Jotão, seu filho, reinou em seu lugar.    11757 14 27 1 Tinha Jotão vinte e cinco anos quando começou a reinar, e reinou dezesseis anos em Jerusalém. E o nome de sua mãe era Jerusa, filha de Zadoque,    11758 14 27 2 Ele fez o que era reto aos olhos do Senhor, conforme tudo o que fizera Uzias, seu pai; todavia não invadiu o templo do Senhor. Mas o povo ainda se corrompia.    11759 14 27 3 Ele construiu a porta superior da casa do Senhor, e edificou extensivamente sobre o muro de Ofel.    11760 14 27 4 Também edificou cidades na região montanhosa de Judá, e castelos e torres nos bosques.    11761 14 27 5 Guerreou contra o rei dos amonitas e prevaleceu sobre eles; de modo que os amonitas naquele ano lhe deram cem talentos de prata, dez mil coros de trigo e dez mil de cevada. Isso lhe trouxeram os amonitas também no segundo e no terceiro ano.    11762 14 27 6 Assim Jotão se tornou poderoso, porque dirigiu os seus caminhos na presença do Senhor seu Deus.    11763 14 27 7 Ora, o restante dos atos de Jotão, e todas as suas guerras e os seus caminhos, eis que estão escritos no livro dos reis de Israel e de Judá.    11764 14 27 8 Tinha vinte e cinco anos quando começou a reinar, e reinou dezesseis anos em Jerusalém.    11765 14 27 9 E Jotão dormiu com seus pais, e o sepultaram na cidade de Davi. E Acaz, seu filho, reinou em seu lugar.    11766 14 28 1 Tinha Acaz vinte anos quando começou a reinar, e reinou dezesseis anos em Jerusalém. E não fez o que era reto aos olhos do Senhor, como Davi, seu pai;    11767 14 28 2 mas andou nos caminhos dos reis de Israel, e até fez imagens de fundição para os baalins.    11768 14 28 3 Também queimava incenso no vale do filho de Hinom, e queimou seus filhos no fogo, conforme as abominações das nações que o senhor expulsara de diante dos filhos de Israel.    11769 14 28 4 E sacrificava e queimava incenso nos altos e nos outeiros, como também debaixo de toda árvore frondosa.    11770 14 28 5 Pelo que o Senhor seu Deus o entregou na mão do rei dos sírios, os quais o derrotaram e tomaram-lhe em cativeiro grande multidão de presos, que levaram para Damasco. Foi também entregue na mão do rei de Israel, o qual lhe infligiu grande derrota,    11771 14 28 6 pois Peca, filho de Remalias, matou em Judá, num só dia cento e vinte mil todos homens valentes; porquanto haviam abandonado o Senhor, Deus de seus pais.    11772 14 28 7 E Zicri, varão poderoso de Efraim matou Maaséias, filho do rei, e Azricão, e mordomo, e Elcana, o segundo depois do rei.    11773 14 28 8 E os filhos de Israel levaram cativos de seus irmãos duzentos mil, mulheres filhos e filhas; também saquearam deles grande despojo, que levaram para Samária.    11774 14 28 9 Mas estava ali um profeta do Senhor, cujo nome era Odede, o qual saiu ao encontro do exército que vinha para Samária, e lhe disse: Eis que, irando-se o Senhor Deus de vossos pais contra Judá, os entregou na vossa mão, e vós os matastes com uma raiva que chegou até o céu.    11775 14 28 10 E agora vós quereis sujeitar a vós os filhos de Judá e de Jerusalém, como escravos e escravas; porventura não sois vós mesmos culpados para com o Senhor vosso Deus?    11776 14 28 11 Agora, pois, ouvi-me, e tornai a enviar os cativos que trouxestes dentre vossos irmãos, pois o ardor da ira do Senhor está sobre vós.    11777 14 28 12 Então alguns dos chefes dos efraimitas, a saber, Azarias, filho de Joanã, Berequias, filho de Mesilemote, Jeizquias, filho de Salum, e Amasa, filho de Hadlai, se levantaram contra os que voltavam da guerra,    11778 14 28 13 e lhes disseram: Não fareis entrar aqui estes cativos; porque, além da nossa culpa contra o Senhor, o que vós quereis fazer acrescentaria mais a nossos pecados e a nossas culpas; pois já temos grande culpa, e o ardor da ira do Senhor está sobre Israel.    11779 14 28 14 Então os homens armados deixaram os cativos e o despojo diante dos príncipes e de toda a congregação.    11780 14 28 15 E os homens já mencionados por nome se levantaram e tomaram os cativos, e vestiram do despojo a todos os que dentre eles estavam nus; vestiram-nos, e os calçaram, e lhes deram de comer e de beber, e os ungiram; e, levando sobre jumentos todos os que estavam fracos, conduziram-nos a Jericó, a cidade das palmeiras, a seus irmãos. Depois voltaram para Samária.    11781 14 28 16 Naquele tempo o rei Acaz mandou pedir socorro ao rei da Assíria.    11782 14 28 17 Pois de novo os edomeus, tendo invadido Judá, a derrotaram e levaram prisioneiros.    11783 14 28 18 Também os filisteus tinham invadido as cidades da baixada e do sul de Judá, e tinham tomado Bete-Semes, Aijalom, Gederote, Socó e suas aldeias, Timna e suas aldeias, e Ginzo e suas aldeias, estabelecendo-se ali.    11784 14 28 19 Pois o Senhor humilhou Judá por causa do rei Acaz, porque este se houve desenfreadamente em Judá, havendo desprezado ao Senhor.    11785 14 28 20 E veio a ele Tilgate-Pilneser, rei da Assíria, e o pôs em aperto, em vez de fortalecê-lo.    11786 14 28 21 Pois Acaz saqueou a casa do Senhor, e a casa do rei, e dos príncipes, e deu os despojos por tributo ao rei da Assíria; porém isso não o ajudou.    11787 14 28 22 No tempo da sua angústia houve-se com ainda maior desprezo pelo Senhor, este mesmo rei Acaz.    11788 14 28 23 Pois sacrificou aos deuses de Damasco, que o tinham derrotado, e disse: Visto que os deuses dos reis da Síria os ajudam, portanto eu lhes sacrificarei, para que me ajudem a mim. Eles, porém, foram a ruína dele e de todo o Israel.    11789 14 28 24 Ajuntou Acaz os utensílios da casa de Deus, fê-los em pedaços, e fechou as portas da casa do Senhor; e fez para si altares em todos os cantos de Jerusalém.    11790 14 28 25 Também em cada cidade de Judá fez altos para queimar incenso a outros deuses, assim provocando à ira o Senhor, Deus de seus pais.    11791 14 28 26 Ora, o restante dos seus atos e de todos os seus caminhos, desde os primeiros até os últimos, eis que está escrito no livro dos reis de Judá e de Israel.    11792 14 28 27 E Acaz dormiu com seus pais, e o sepultaram na cidade, em Jerusalém; pois não o puseram nos sepulcros dos reis de Israel. E Ezequias, seu filho, reinou em seu lugar.    11793 14 29 1 Ezequias começou a reinar quando tinha vinte e cinco anos; e reinou vinte e nove anos em Jerusalém. E o nome de sua mãe era Abia, filha de Zacarias.    11794 14 29 2 Ele fez o que era reto aos olhos do Senhor, conforme tudo quanto fizera Davi, seu pai.    11795 14 29 3 Pois ele, no primeiro ano do seu reinado, no primeiro mês, abriu as portas da casa do Senhor, e as reparou.    11796 14 29 4 Fez vir os sacerdotes e os levitas e, ajuntando-os na praça oriental,    11797 14 29 5 disse-lhes: Ouvi-me, ó levitas; santificai-vos agora, e santificai a casa do Senhor, Deus de vossos pais, e tirai do santo lugar a imundícia.    11798 14 29 6 Porque nossos pais se houveram traiçoeiramente, e fizeram o que era mau aos olhos do Senhor nosso Deus; deixaram-no e, desviando os seus rostos da habitação do Senhor, voltaram-lhe as costas.    11799 14 29 7 Também fecharam as portas do alpendre, apagaram as lâmpadas, e não queimaram incenso nem ofereceram holocaustos no santo lugar ao Deus de Israel.    11800 14 29 8 Pelo que veio a ira do Senhor sobre Judá e Jerusalém, e ele os entregou para serem motivo de espanto, de admiração e de escárnio, como vós o estais vendo com os vossos olhos.    11801 14 29 9 Porque eis que nossos pais caíram à espada, e nossos filhos, nossas filhas e nossas mulheres estão por isso em cativeiro.    11802 14 29 10 Agora tenho no coração o propósito de fazer um pacto com o Senhor, Deus de Israel, para que se desvie de nós o ardor da sua ira.    11803 14 29 11 Filhos meus, não sejais negligentes, pois o Senhor vos escolheu para estardes diante dele a fim de o servir, e para serdes seus ministros e queimardes incenso.    11804 14 29 12 Então se levantaram os levitas: Maate, filho de Amasai, e Joel, filho de Azarias, dos filhos dos coatitas; e dos filhos de Merári: Quis, filho de Abdi, e Azurias, filho de Jealelel; e dos gersonitas: Joá, filho de Zima, e Edem filho de Joá;    11805 14 29 13 e dos filhos de Elizafã: Sínri e Jeuel; dos filhos de Asafe; Zacarias e Matanias;    11806 14 29 14 e dos filhos de Hemã: Jeuel e Simei; e dos filhos de Jedutun: Semaías e Uziel.    11807 14 29 15 Ajuntaram seus irmãos, santificaram-se e entraram conforme a ordem do rei, segundo as palavras do Senhor, para purificarem a casa do Senhor.    11808 14 29 16 Também os sacerdotes entraram na parte interior da casa do Senhor para a limparem, e tirarem para fora, ao átrio da casa do Senhor, toda a imundícia que acharem no templo do Senhor; e os levitas a tomaram e a levaram para fora, ao ribeiro de Cedrom.    11809 14 29 17 Começaram a santificá-la no primeiro dia do primeiro mês, e ao oitavo dia do mês chegaram ao alpendre do Senhor, e santificaram a casa do Senhor em oito dias; no décimo sexto dia do primeiro mês acabaram.    11810 14 29 18 Então foram ter com o rei Ezequias no palácio, e disseram: Acabamos de limpar toda a casa do Senhor, como também o altar do holocausto com todos os seus utensílios, e a mesa dos pães da proposição com todos os seus utensílios.    11811 14 29 19 Todos os utensílios que o rei Acaz, no seu reinado, lançou fora, na sua infidelidade, já os preparamos e santificamos; e eis que estão diante do altar do Senhor.    11812 14 29 20 Então o rei Ezequias se levantou de madrugada, e ajuntou os príncipes da cidade e subiu à casa do Senhor.    11813 14 29 21 E trouxeram sete novilhos, sete carneiros, sete cordeiros e sete bodes, como oferta pelo pecado a favor do reino, e do santuário e de Judá; e o rei deu ordem aos sacerdotes, filhos de Arão, que os oferecessem sobre o altar do Senhor.    11814 14 29 22 Os sacerdotes pois imolaram os novilhos, e tomando o sangue o espargiram sobre o altar; também imolaram os carneiros, e espargiram o sangue sobre o altar; semelhantemente imolaram os cordeiros, e espargiram o sangue sobre o altar.    11815 14 29 23 Então trouxeram os bodes, como oferta pelo pecado, perante o rei e a congregação, que lhes impuseram as mãos;    11816 14 29 24 e os sacerdotes os imolaram, e com o seu sangue fizeram uma oferta pelo pecado, sobre o altar, para fazer expiação por todo o Israel. Porque o rei tinha ordenado que se fizesse aquele holocausto e aquela oferta pelo pecado por todo o Israel.    11817 14 29 25 Também dispôs os levitas na casa do Senhor com címbalos, alaúdes e harpas conforme a ordem de Davi, e de Gade, o vidente do rei, e do profeta Natã; porque esta ordem viera do Senhor, por meio de seus profetas.    11818 14 29 26 E os levitas estavam em pé com os instrumentos de Davi, e os sacerdotes com as trombetas.    11819 14 29 27 E Ezequias ordenou que se oferecesse o holocausto sobre o altar; e quando começou o holocausto, começou também o canto do Senhor, ao som das trombetas e dos instrumentos de Davi, rei de Israel.    11820 14 29 28 Então toda a congregação adorava, e os cantores cantavam, e os trombeteiros tocavam; tudo isso continuou até se acabar o holocausto.    11821 14 29 29 Tendo eles acabado de fazer a oferta, o rei e todos os que estavam com ele se prostraram e adoraram.    11822 14 29 30 E o rei Ezequias e os príncipes ordenaram aos levitas que louvassem ao Senhor com as palavras de Davi, e de Asafe, o vidente. E eles cantaram louvores com alegria, e se inclinaram e adoraram.    11823 14 29 31 Então Ezequias disse: Agora que vos consagrastes ao Senhor chegai-vos e trazei sacrifícios e ofertas em ação de graças a casa do Senhor. E a congregação trouxe sacrifícios e ofertas em ação de graças, e todos os que estavam dispostos de coração trouxeram holocaustos.    11824 14 29 32 E o número dos holocaustos que a congregação trouxe foi de setenta novilhos, cem carneiros e duzentos cordeiros, tudo isso em holocausto ao Senhor.    11825 14 29 33 Houve também, de coisas consagradas, seiscentos bois e três mil ovelhas.    11826 14 29 34 Eram, porém, mui poucos os sacerdotes, de modo que não podiam esfolar todos os holocaustos; pelo que seus irmãos, os levitas, os ajudaram, até se acabar a obra, e até que os outros sacerdotes se santificassem, pois os levitas foram mais retos de coração, para se santificarem, do que os sacerdotes.    11827 14 29 35 E houve também holocaustos em abundância, juntamente com a gordura das ofertas pacíficas, e com as ofertas de libação para cada holocausto. Assim se restabeleceu o ministério da casa do Senhor.    11828 14 29 36 E Ezequias regozijou-se, e com ele todo o povo, por causa daquilo que Deus tinha preparado a favor do povo; pois isto se fizera de improviso.    11829 14 30 1 Depois disso Ezequias enviou mensageiros por todo o Israel e Judá, e escreveu cartas a Efraim e a Manassés, para que viessem à casa do Senhor em Jerusalém, a fim de celebrarem a páscoa ao Senhor Deus de Israel.    11830 14 30 2 Pois o rei tivera conselho com os príncipes e com toda a congregação em Jerusalém, para celebrarem a páscoa no segundo mês.    11831 14 30 3 Pois não a puderam celebrar no tempo próprio porque não se tinham santificado sacerdotes em número suficiente, e porque o povo não se tinha ajuntado em Jerusalém.    11832 14 30 4 Isto pareceu bem aos olhos do rei e de toda a congregação.    11833 14 30 5 E decretaram que se fizesse proclamação por todo o Israel, desde Berseba até Dã para que viessem celebrar a páscoa ao Senhor, Deus de Israel, em Jerusalém; porque muitos não a tinham celebrado como está escrito.    11834 14 30 6 Foram pois, os correios com as cartas, do rei e dos, seus príncipes, por todo o Israel e Judá, segundo a ordem do rei, dizendo: Filhos de Israel, voltai para o Senhor, Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, para que ele se volte para o restante de vós que escapastes da mão dos reis da Assíria.    11835 14 30 7 Não sejais como vossos pais e vossos irmãos, que foram infiéis para com o Senhor, Deus de seus pais, de modo que os entregou à desolação como vedes.    11836 14 30 8 Não endureçais agora a vossa cerviz, como fizeram vossos pais; mas submetei-vos ao Senhor, e entrai no seu santuário que ele santificou para sempre, e servi ao Senhor vosso Deus, para que o ardor da sua ira se desvie de vós.    11837 14 30 9 Pois, se voltardes para o Senhor, vossos irmãos e vossos filhos acharão misericórdia diante dos que os levaram cativos, e tornarão para esta terra; porque o Senhor vosso Deus é clemente e compassivo, e não desviará de vós o seu rosto, se voltardes para ele.    11838 14 30 10 Os correios, pois, foram passando de cidade em cidade, pela terra de Efraím e Manassés, até Zebulom; porém riam-se e zombavam deles.    11839 14 30 11 Todavia alguns de Aser, e de Manassés, e de Zebulom, se humilharam e vieram a Jerusalém.    11840 14 30 12 E a mão de Deus esteve com Judá, dando-lhes um só coração para cumprirem a ordem do rei e dos príncipes conforme a palavra do Senhor.    11841 14 30 13 E ajuntou-se em Jerusalém muito povo para celebrar a festa dos pães ázimos no segundo mês, uma congregação mui grande.    11842 14 30 14 E, levantando-se, tiraram os altares que havia em Jerusalém; também tiraram todos os altares de incenso, e os lançaram no ribeiro de Cedrom.    11843 14 30 15 Então imolaram a páscoa no décimo quarto dia do segundo mês; e os sacerdotes e levitas, envergonhados, santificaram-se e trouxeram holocaustos à casa do Senhor.    11844 14 30 16 Tomaram os seus lugares, segundo a sua ordem, conforme a lei de Moisés, homem de Deus; e os sacerdotes espargiram o sangue, que recebiam da mão dos levitas.    11845 14 30 17 Pois havia muitos na congregação que não se tinham santificado; pelo que os levitas tiveram que imolar os cordeiros da páscoa por todo aquele que não estava limpo, para o santificarem ao Senhor.    11846 14 30 18 Porque uma multidão do povo, muitos de Efraím e Manassés, Issacar e Zebulom, não se tinham purificado, contudo comeram a páscoa, ainda que não segundo o que está escrito; pois Ezequias tinha orado por eles, dizendo: O Senhor, que é bom, perdoe todo aquele    11847 14 30 19 que dispõe o seu coração para buscar a Deus, o Senhor, o Deus de seus pais, ainda que não esteja purificado segundo a purificação do santuário.    11848 14 30 20 E o Senhor ouviu Ezequias, e sarou o povo.    11849 14 30 21 E os filhos de Israel que se acharam em Jerusalém celebraram a festa dos pães ázimos por sete dias com grande alegria; e os levitas e os sacerdotes louvaram ao Senhor de dia em dia com instrumentos fortemente retinintes, cantando ao Senhor.    11850 14 30 22 E Ezequias falou benignamente a todos os levitas que tinham bom entendimento no serviço do Senhor. Assim comeram as ofertas da festa por sete dias, sacrificando ofertas pacíficas, e dando graças ao Senhor, Deus de seus pais.    11851 14 30 23 E, tendo toda a congregação resolvido celebrar outros sete dias, celebraram por mais sete dias com alegria.    11852 14 30 24 Pois Ezequias, rei de Judá, apresentou à congregação para os sacrifícios mil novilhos e sete mil ovelhas; e os príncipes apresentaram à congregação mil novilhos e dez mil ovelhas; e os sacerdotes se santificaram em grande número.    11853 14 30 25 E regozijaram-se toda a congregação de Judá, juntamente com os sacerdotes e levitas, e toda a congregação dos que vieram de Israel, como também os estrangeiros que vieram da terra de Israel e os que habitavam em Judá.    11854 14 30 26 Assim houve grande alegria em Jerusalém, pois desde os dias de Salomão, filho de Davi, rei de Israel, não tinha havido coisa semelhante em Jerusalém.    11855 14 30 27 Então os levitas sacerdotes se levantaram e abençoaram o povo; e a sua voz foi ouvida, porque a sua oração chegou até a santa habitação de Deus, até o céu.    11856 14 31 1 Acabado tudo isso, todos os israelitas que ali estavam saíram às cidades de Judá e despedaçaram as colunas, cortaram os aserins, e derrubaram os altos e altares por toda a Judá e Benjamim, como também em Efraim e Manassés, até os destruírem de todo. Depois voltaram todos os filhos de Israel para as suas cidades, cada um para sua possessão.    11857 14 31 2 E Ezequias estabeleceu as turmas dos sacerdotes e levitas, turma por turma, cada um segundo o seu serviço, tanto os sacerdotes como os levitas, para os holocaustos e as ofertas pacíficas, para ministrarem, renderem ações de graças e cantarem louvores nas portas do arraial do Senhor.    11858 14 31 3 A contribuição da fazenda do rei foi designada para os holocaustos: os holocaustos da manhã e da tarde, e os holocaustos dos sábados, das luas novas e das festas fixas, como está escrito na lei do Senhor.    11859 14 31 4 Além disso ordenou ao povo que morava em Jerusalém que desse a porção pertencente aos sacerdotes e aos levitas, para que eles se dedicassem à lei do Senhor.    11860 14 31 5 Logo que esta ordem se divulgou, os filhos de Israel trouxeram em abundância as primícias de trigo, mosto, azeite, mel e todo produto do campo; também trouxeram em abundância o dízimo de tudo.    11861 14 31 6 Os filhos de Israel e de Judá que habitavam nas cidades de Judá também trouxeram o dízimo de bois e de ovelhas, e o dízimo das coisas dedicadas que foram consagradas ao Senhor seu Deus, e depositaram-nos em montões.    11862 14 31 7 No terceiro mês começaram a formar os montões, e no sétimo mês acabaram.    11863 14 31 8 Vindo, pois, Ezequias e os príncipes, e vendo aqueles montões, bendisseram ao Senhor e ao seu povo Israel.    11864 14 31 9 Então perguntou Ezequias aos sacerdotes e aos levitas acerca daqueles montões.    11865 14 31 10 Respondeu-lhe Azarias, o sumo sacerdote, que era da casa de Zadoque, dizendo: Desde que o povo começou a trazer as ofertas para a casa do Senhor, tem havido o que comer e de que se fartar, e ainda nos tem sobejado bastante, porque o Senhor abençoou ao seu povo; e os sobejos constituem esta abastança.    11866 14 31 11 Então ordenou Ezequias que se preparassem câmaras na casa do Senhor; e as prepararam.    11867 14 31 12 Ali recolheram fielmente as ofertas, os dízimos e as coisas dedicadas; e tinha o cargo disto o levita Conanias, e depois dele Simei, seu irmão.    11868 14 31 13 E Jeiel, Azazias, Naate, Asael, Jerimote, Jozabade, Eliel, Ismaquias, Maate e Benaías eram superintendentes sob a direção de Conanias e de Simei, seu irmão, por decreto do rei Ezequias e de Azarias, o chefe da casa de Deus.    11869 14 31 14 E o levita Coré, filho de Imná, e guarda da porta oriental, estava encarregado das ofertas voluntárias que se faziam a Deus, para distribuir as ofertas do Senhor e as coisas santíssimas.    11870 14 31 15 E debaixo das suas ordens estavam Edem, Miniamim, Jesuá, Semaías, Amarias e Secanias, nas cidades dos sacerdotes, para fazerem com fidelidade a distribuição a seus irmãos, segundo as suas turmas, tanto aos pequenos como aos grandes,    11871 14 31 16 exceto os que estavam contados pelas genealogias, varões da idade de três anos para cima, todos os que entravam na casa do Senhor, para o seu serviço diário nos seus cargos segundo as suas turmas.    11872 14 31 17 Quanto ao registro dos sacerdotes, era feito segundo as suas casas paternas; e o dos levitas da idade de vinte anos para cima era feito segundo os seus cargos nas suas turmas.    11873 14 31 18 Os sacerdotes eram arrolados com todos os seus pequeninos, suas mulheres, seus filhos e suas filhas, por toda a congregação; porque estes se dedicavam fielmente às coisas consagradas.    11874 14 31 19 Também para os filhos de Arão os sacerdotes que estavam nos campos dos arrabaldes das suas cidades, em cada cidade, havia homens designados por nome para distribuírem porções a todo homem entre os sacerdotes e a todos os arrolados entre os levitas.    11875 14 31 20 Assim fez Ezequias em todo o Judá; e fez o que era bom, e reto, e fiel perante o Senhor seu Deus.    11876 14 31 21 E toda a obra que empreendeu no serviço da casa de Deus, e de acordo com a lei e os mandamentos, para buscar a seu Deus, ele a fez de todo o seu coração e foi bem sucedido.    11877 14 32 1 Depois destas coisas e destes atos de fidelidade, veio Senaqueribe, rei da Assíria e, entrando em Judá, acampou-se contra as cidades fortes, a fim de apoderar-se delas.    11878 14 32 2 Quando Ezequias viu que Senaqueribe tinha vindo com o propósito de guerrear contra Jerusalém,    11879 14 32 3 teve conselho com os seus príncipes e os seus poderosos, para que se tapassem as fontes das águas que havia fora da cidade; e eles o ajudaram.    11880 14 32 4 Assim muito povo se ajuntou e tapou todas as fontes, como também o ribeiro que corria pelo meio da terra, dizendo: Por que viriam os reis da Assíria, e achariam tantas águas?    11881 14 32 5 Ezequias, cobrando ânimo, edificou todo o muro que estava demolido, levantando torres sobre ele, fez outro muro por fora, fortificou a Milo na cidade de Davi, e fez armas e escudos em abundância.    11882 14 32 6 Então pôs oficiais de guerra sobre o povo e, congregando-os na praça junto à porta da cidade, falou-lhes ao coração, dizendo:    11883 14 32 7 Sede corajosos, e tende bom ânimo; não temais, nem vos espanteis, por causa do rei da Assíria, nem por causa de toda a multidão que está com ele, pois há conosco um maior do que o que está com ele.    11884 14 32 8 Com ele está um braço de carne, mas conosco o Senhor nosso Deus, para nos ajudar e para guerrear por nós. E o povo descansou nas palavras de Ezequias, rei de Judá.    11885 14 32 9 Depois disso Senaqueribe, rei da Assíria, enquanto estava diante de Laquis, com todas as suas forças, enviou os seus servos a Jerusalém a Ezequias, rei de Judá, e a todo o Judá que estava em Jerusalém, dizendo:    11886 14 32 10 Assim diz Senaqueribe, rei da Assíria: Em que confiais vós, para vos deixardes sitiar em Jerusalém?    11887 14 32 11 Porventura não vos engana Ezequias, para vos fazer morrer à fome e à sede, quando diz: O Senhor nosso Deus nos livrará das mãos do rei da Assíria?    11888 14 32 12 Esse mesmo Ezequias não lhe tirou os altos e os altares, e não ordenou a Judá e a Jerusalém, dizendo: Diante de um só altar adorareis, e sobre ele queimareis incenso?    11889 14 32 13 Não sabeis vós o que eu e meus pais temos feito a todos os povos de outras terras? Puderam de qualquer maneira os deuses das nações daquelas terras livrar a sua terra da minha mão?    11890 14 32 14 Qual é, de todos os deuses daquelas nações que meus pais destruíram, o que pôde livrar o seu povo da minha mão, para que o vosso Deus vos possa livrar da minha mão?    11891 14 32 15 Agora, pois, não vos engane Ezequias, nem vos incite assim, nem lhe deis crédito. Porque nenhum deus de nação alguma, nem de reino algum, pôde livrar o seu povo da minha mão, nem da mão de meus pais; quanto menos o vosso Deus vos poderá livrar da minha mão?    11892 14 32 16 E os servos de Senaqueribe falaram ainda mais contra o Senhor Deus, e contra o seu servo Ezequias.    11893 14 32 17 Ele também escreveu cartas para blasfemar do Senhor Deus de Israel, dizendo contra ele: Assim como os deuses das nações das terras não livraram o seu povo da minha mão, assim também o Deus de Ezequias não livrará o seu povo da minha mão.    11894 14 32 18 E clamaram em alta voz, na língua dos judeus, ao povo de Jerusalém que estava em cima do muro, para os atemorizarem e os perturbarem, a fim de tomarem a cidade.    11895 14 32 19 E falaram do Deus de Jerusalém como dos deuses dos povos da terra, que são obras das mãos dos homens.    11896 14 32 20 Mas o rei Ezequias e o profeta Isaías, filho de Amoz, oraram por causa disso, e clamaram ao céu.    11897 14 32 21 Então o Senhor enviou um anjo que destruiu no arraial do rei da Assíria todos os guerreiros valentes, e os principes, e os chefes. Ele, pois, envergonhado voltou para a sua terra; e, quando entrou na casa de seu deus, alguns dos seus próprios filhos o mataram ali à espada.    11898 14 32 22 Assim o Senhor salvou Ezequias, e os moradores de Jerusalém, da mão de Senaqueribe, rei da Assíria, e da mão de todos; e lhes deu descanso de todos os lados.    11899 14 32 23 E muitos trouxeram presentes a Jerusalém ao Senhor, e coisas preciosas a Ezequias, rei de Judá, de modo que desde então ele foi exaltado perante os olhos de todas as nações.    11900 14 32 24 Naqueles dias Ezequias, adoecendo, estava à morte: e orou ao Senhor o qual lhe respondeu, e lhe deu um sinal.    11901 14 32 25 Mas Ezequias não correspondeu ao benefício que lhe fora feito, pois o seu coração se exaltou; pelo que veio grande ira sobre ele, e sobre Judá e Jerusalém.    11902 14 32 26 Todavia Ezequias humilhou-se pela soberba do seu coração, ele e os habitantes de Jerusalém; de modo que a grande ira do Senhor não veio sobre eles nos dias de Ezequias.    11903 14 32 27 E teve Ezequias riquezas e honra em grande abundância; proveu-se de tesourarias para prata, ouro, pedras preciosas, especiarias, escudos, e toda espécie de objetos desejáveis;    11904 14 32 28 também de celeiros para o aumento de trigo, de vinho, e de azeite; e de estrebarias para toda a casta de animais, e de currais para os rebanhos.    11905 14 32 29 Além disso edificou para si cidades, e teve rebanhos e manadas em abundância; pois Deus lhe tinha dado muitíssima fazenda.    11906 14 32 30 Também foi Ezequias quem tapou o manancial superior das águas de Giom, fazendo-as correr em linha reta pelo lado ocidental da cidade de Davi. Ezequias, pois, prosperou em todas as suas obras.    11907 14 32 31 Contudo, no negócio dos embaixadores dos príncipes de Babilônia, que lhe foram enviados a perguntarem acerca do prodígio que fora feito na sua terra, Deus o desamparou para experimentá-lo, e para saber tudo o que havia no seu coração.    11908 14 32 32 Ora, o restante dos atos de Ezequias, e as suas boas obras, eis que estão escritos na visão do profeta Isaías, filho de Amoz, no livro dos reis de Judá e de Israel.    11909 14 32 33 E Ezequias dormiu com seus pais, e o sepultaram no mais alto dos sepulcros dos filhos de Davi; e todo o Judá e os habitantes de Jerusalém lhe renderam honras na sua morte. E Manassés, seu filho, reinou em seu lugar.    11910 14 33 1 Tinha Manassés doze anos quando começou a reinar, e reinou cinqüenta e cinco anos em Jerusalém.    11911 14 33 2 E fez o que era mau aos olhos do Senhor, conforme as abominações dos povos que o Senhor lançara fora de diante dos filhos de Israel.    11912 14 33 3 Pois tornou a edificar os altos que Ezequias, seu pai, tinha derribado; e levantou altares aos baalins, e fez aserotes, e adorou a todo o exército do céu, e o serviu.    11913 14 33 4 Também edificou altares na casa do Senhor, da qual o Senhor tinha dito: Em Jerusalém estará o meu nome eternamente.    11914 14 33 5 Edificou altares a todo o exército do céu, nos dois átrios da casa do Senhor.    11915 14 33 6 Além disso queimou seus filhos como sacrifício no vale do filho de Hinom; e usou de augúrios e de encantamentos, e dava-se a artes mágicas, e instituiu adivinhos e feiticeiros; sim, fez muito mal aos olhos do Senhor, para o provocar à ira.    11916 14 33 7 Também a imagem esculpida do ídolo que tinha feito, ele a colocou na casa de Deus, da qual Deus tinha dito a Davi e a Salomão, seu filho: Nesta casa, e em Jerusalém, que escolhi de todas as tribos de Israel, porei eu o meu nome para sempre;    11917 14 33 8 e nunca mais removerei o pé de Israel da terra que destinei a vossos pais; contanto que tenham cuidado de fazer tudo o que eu lhes ordenei, toda a lei, os estatutos e as ordenanças dados por intermédio de Moisés.    11918 14 33 9 Manassés tanto fez errar a Judá e aos moradores de Jerusalém, que eles fizeram o mal ainda mais do que as nações que o Senhor tinha destruído de diante dos filhos de Israel.    11919 14 33 10 Falou o Senhor a Manassés e ao seu povo, porém não deram ouvidos.    11920 14 33 11 Pelo que o Senhor trouxe sobre eles os comandantes do exército do rei da Assíria, os quais prenderam Manassés com ganchos e, amarrando-o com cadeias de bronze, o levaram para Babilônia.    11921 14 33 12 E estando ele angustiado, suplicou ao Senhor seu Deus, e humilhou-se muito perante o Deus de seus pais;    11922 14 33 13 sim, orou a ele; e Deus se aplacou para com ele, e ouviu-lhe a súplica, e tornou a trazê-lo a Jerusalém, ao seu reino. Então conheceu Manassés que o Senhor era Deus.    11923 14 33 14 Ora, depois disso edificou um muro do lado de fora da cidade de Davi, ao ocidente de Giom, no vale, até a entrada da porta dos peixes; e fê-lo passar ao redor de Ofel, e o levantou muito alto; também pôs oficiais do exército em todas as cidades fortificadas de Judá.    11924 14 33 15 Tirou da casa do Senhor os deuses estranhos e o ídolo, como também todos os altares que tinha edificado no monte da casa do Senhor, e em Jerusalém, e os lançou fora da cidade.    11925 14 33 16 Também reparou o altar do Senhor, e ofereceu sobre ele sacrifícios de ofertas pacíficas e de ações de graças; e ordenou a Judá que servisse ao Senhor Deus de Israel.    11926 14 33 17 Contudo o povo ainda sacrificava nos altos, mas somente ao Senhor seu Deus.    11927 14 33 18 O restante dos atos de Manassés, e a sua oração ao seu Deus, e as palavras dos videntes que lhe falaram em nome do Senhor, Deus de Israelram os seus altares e as suas imagens, e a Matã, sacerdote de    11928 14 33 19 Também a sua oração, e como Deus se aplacou para com ele, e todo o seu pecado, e a sua transgressão, e os lugares onde edificou altos e pôs os aserins e as imagens esculpidas antes de se ter humilhado, eis que estão escritos nas crônicas dos videntes.    11929 14 33 20 E dormiu Manassés com seus pais, e o sepultaram em sua casa; e Amom, seu filho, reinou em seu lugar.    11930 14 33 21 Tinha Amom vinte e dois anos quando começou a reinar, e reinou dois anos em Jerusalém.    11931 14 33 22 Fez o que era mau aos olhos do Senhor, como havia feito Manassés, seu pai Amom sacrificou a todas as imagens esculpidas que Manassés, seu pai, tinha feito, e as serviu.    11932 14 33 23 Mas não se humilhou perante o Senhor, como Manassés, seu pai, se humilhara; pelo contrário multiplicou Amom os seus delitos.    11933 14 33 24 E conspiraram contra ele os seus servos, e o mataram em sua casa.    11934 14 33 25 Mas o povo da terra matou todos os que conspiraram contra o rei Amom, e fez reinar em lugar dele seu filho Josias.    11935 14 34 1 Tinha Josias oito anos quando começou a reinar, e reinou trinta e um anos em Jerusalém.    11936 14 34 2 Fez o que era reto aos olhos do Senhor, e andou nos caminhos de Davi, seu pai, sem se desviar deles nem para a direita nem para a esquerda.    11937 14 34 3 Pois no oitavo ano do seu reinado, sendo ainda moço, começou a buscar o Deus de Davi, seu pai; e no duodécimo ano começou a purificar Judá e Jerusalém, dos altos, dos aserins e das imagens esculpidas e de fundição.    11938 14 34 4 Foram derribados na presença dele os altares dos baalins; e ele derribou os altares de incenso que estavam acima deles; os aserins e as imagens esculpidas e de fundição ele os quebrou e reduziu a pó, que espargiu sobre as sepulturas dos que lhes tinham sacrificado.    11939 14 34 5 E os ossos dos sacerdotes queimou sobre os seus altares; e purificou Judá e Jerusalém.    11940 14 34 6 E nas cidades de Manassés, de Efraim, de Simeão e ainda até Naftali, em seus lugares assolados ao redor,    11941 14 34 7 derribou os altares, reduziu a pó os aserins e as imagens esculpidas, e cortou todos os altares de incenso por toda a terra de Israel. Então, voltou para Jerusalém.    11942 14 34 8 No décimo oitavo ano do seu reinado, havendo já purificado a terra e a casa, ele enviou Safã, filho de Azalias, Maaséias, o governador da cidade, e Joá, filho de Joacaz, o cronista, para repararem a casa do Senhor seu Deus.    11943 14 34 9 E foram ter com Hilquias, o sumo sacerdote, e entregaram o dinheiro que se tinha trazido à casa de Deus, e que os levitas, guardas da entrada, tinham recebido da mão de Manassés, de Efraim e de todo o resto de Israel, como também, de todo o Judá e Benjamim, e dos habitantes de Jerusalém.    11944 14 34 10 E eles o entregaram nas mãos dos oficiais que eram superintendentes da casa do Senhor; estes o deram aos que faziam a obra e que trabalhavam na casa do Senhor, para consertarem e repararem a casa.    11945 14 34 11 Deram-no aos carpinteiros e aos edificadores, a fim de comprarem pedras lavradas, e madeiras para as junturas e para servirem de vigas para as casas que os reis de Judá tinham destruído.    11946 14 34 12 E os homens trabalhavam fielmente na obra; e os superintendentes sobre eles eram Jaate e Obadias, levitas, dos filhos de Merári, como também Zacarias e Mesulão, dos filhos dos coatitas, para adiantarem a obra; e todos os levitas que eram entendidos em instrumentos de música.    11947 14 34 13 Estavam sobre os carregadores e dirigiam todos os que trabalhavam em qualquer sorte de serviço; também dentre os levitas eram os escrivães, os oficiais e os porteiros.    11948 14 34 14 Ora, quando estavam tirando o dinheiro que se tinha trazido à casa do Senhor, Hilquias, o sacerdote, achou o livro da lei do Senhor dada por intermédio de Moisés.    11949 14 34 15 Disse Hilquias a Safã, o escrivão: Achei o livro da lei na casa do Senhor. E entregou o livro a Safã.    11950 14 34 16 Safã levou o livro ao rei, e deu conta também ao rei, dizendo: Teus servos estão fazendo tudo quanto se lhes encomendou.    11951 14 34 17 Tomaram o dinheiro que se achou na casa do Senhor, e o entregaram nas mãos dos superintendentes e nas mãos dos que fazem a obra.    11952 14 34 18 Safã, o escrivão, falou ainda ao rei, dizendo: O sacerdote Hilquias entregou-me um livro. E Safã leu nele perante o rei.    11953 14 34 19 Quando o rei ouviu as palavras da lei, rasgou as suas vestes.    11954 14 34 20 E o rei ordenou a Hilquias, a Aicão, filho de Safã, a Abdom, filho de Mica, a Safã, o escrivão, e a Asaías, servo do rei, dizendo:    11955 14 34 21 Ide, consultai ao Senhor por mim e pelos que restam em Israel e em Judá, sobre as palavras deste livro que se achou; pois grande é o furor do Senhor que se tem derramado sobre nos por não terem os nossos pais guardado a palavra do Senhor, para fazerem conforme tudo quanto está escrito neste livro.    11956 14 34 22 Então Hilquias e os enviados do rei foram ter com a profetisa Hulda, mulher de Salum, filho de Tocate, filho de Hasra, o guarda das vestiduras (ela habitava então em Jerusalém na segunda parte); e lhe falaram a esse respeito.    11957 14 34 23 E ela lhes respondeu: Assim diz o Senhor, Deus de Israel: Dizei ao homem que vos enviou a mim:    11958 14 34 24 Assim diz o Senhor: Eis que trarei o mal sobre este lugar, e sobre os seus habitantes, a saber, todas as maldições que estão escritas no livro que se leu perante o rei de Judá.    11959 14 34 25 Porque me deixaram, e queimaram incenso a outros deuses, para me provocarem à ira com todas as obras das suas mãos; portanto o meu furor se derramará sobre este lugar, e não se apagará.    11960 14 34 26 Todavia ao rei de Judá, que vos enviou para consultar ao Senhor, assim lhe direis: Assim diz o Senhor, Deus de Israel: Quanto às palavras que ouviste,    11961 14 34 27 porquanto o teu coração se enterneceu, e te humilhaste perante Deus, ouvindo as suas palavras contra este lugar e contra os seus habitantes, e te humilhaste perante mim, e rasgaste as tuas vestes, e choraste perante mim, também eu te ouvi, diz o Senhor.    11962 14 34 28 Eis que te ajuntarei a teus pais, e tu serás recolhido ao teu sepulcro em paz, e os teus olhos não verão todo o mal que hei de trazer sobre este lugar e sobre os seus habitantes. E voltaram com esta resposta ao rei.    11963 14 34 29 Então o rei mandou reunir todos os anciãos de Judá e de Jerusalém;    11964 14 34 30 e o rei subiu à casa do Senhor, com todos os homens de Judá, e os habitantes de Jerusalém, e os sacerdotes, e os levitas, e todo o povo, desde o menor até o maior; e ele leu aos ouvidos deles todas as palavras do livro do pacto, que fora encontrado na casa do Senhor.    11965 14 34 31 E o rei pôs-se em pé em seu lugar, e fez um pacto perante o Senhor, de andar após o Senhor, e de guardar os seus mandamentos, e os seus testemunhos, e os seus estatutos, de todo o coração e de toda a alma, a fim de cumprir as palavras do pacto, que estavam escritas naquele livro.    11966 14 34 32 Também fez com que todos quantos se achavam em Jerusalém e em Benjamim o firmassem; e os habitantes de Jerusalém fizeram conforme o pacto de Deus, do Deus de seus pais.    11967 14 34 33 E Josias tirou todas as abominações de todas as terras que eram dos filhos de Israel; e ainda fez que todos quantos se achavam em Israel servissem ao Senhor seu Deus. E, enquanto ele viveu, não deixaram de seguir ao Senhor, Deus de seus pais.    11968 14 35 1 Então Josias celebrou a páscoa ao Senhor em Jerusalém; imolou-se o cordeiro da páscoa no décimo quarto dia do primeiro mês.    11969 14 35 2 E estabeleceu os sacerdotes nos seus cargos, e os animou a servirem na casa do Senhor.    11970 14 35 3 E disse aos levitas que ensinavam a todo o Israel e que estavam consagrados ao Senhor: Ponde a arca sagrada na casa que Salomão, filho de Davi, rei de Israel, edificou; não tereis mais esta carga sobre os vossos ombros. Agora servi ao Senhor vosso Deus e ao seu povo Israel;    11971 14 35 4 preparai-vos segundo as vossas casas paternas, e segundo as vossas turmas, conforme o preceito de Davi, rei de Israel, e o de Salomão, seu filho.    11972 14 35 5 E estai no lugar santo segundo as divisões das casas paternas de vossos irmãos, os filhos do povo, e haja para cada divisão uma parte de uma família levítica.    11973 14 35 6 Também imolai a páscoa, e santificai-vos, e preparai-a para vossos irmãos, fazendo conforme a palavra do Senhor dada por intermédio de Moisés.    11974 14 35 7 Ora, Josias deu aos filhos do povo, a todos que ali estavam, cordeiros e cabritos do rebanho em número de trinta mil, todos para os sacrifícios da páscoa, e três mil novilhos; isto era da fazenda do rei.    11975 14 35 8 Também os seus príncipes fizeram ofertas voluntárias ao povo, aos sacerdotes e aos levitas; Hilquias, Zacarias e Jeiel, chefes da casa de Deus, deram aos sacerdotes, para os sacrifícios da páscoa, dois mil e seiscentos cordeiros e cabritos e trezentos novilhos.    11976 14 35 9 Também Conanias, e Semaías e Netanel, seus irmãos, como também Hasabias, Jeiel e Jozabade, chefes dos levitas, apresentaram aos levitas, para os sacrifícios da páscoa, cinco mil cordeiros e cabritos e quinhentos novilhos.    11977 14 35 10 Assim se preparou o serviço, e puseram-se os sacerdotes nos seus postos, e os levitas pelas suas turmas, conforme a ordem do rei.    11978 14 35 11 Então imolaram a páscoa; e os sacerdotes espargiam o sangue que recebiam das mãos dos levitas, e estes esfolavam as reses.    11979 14 35 12 E puseram à parte os holocaustos para os distribuírem aos filhos do povo, segundo as divisões das casas paternas, a fim de que os oferecessem ao Senhor, como está escrito no livro de Moisés; e assim fizeram com os novilhos.    11980 14 35 13 Assaram a páscoa ao fogo, segundo a ordenança; e as ofertas sagradas cozeram em panelas em caldeirões e em tachos, e prontamente as repartiram entre todo o povo.    11981 14 35 14 Depois prepararam o que era preciso para si e para os sacerdotes; porque os sacerdotes, filhos de Arão, se ocuparam até a noite em oferecer os holocaustos e a gordura; pelo que os levitas prepararam para si e para os sacerdotes, filhos de Arão.    11982 14 35 15 Os cantores, filhos de Asafe, estavam no seu posto, segundo o mandado de Davi, de Asafe, de Hemã e de Jedútum vidente do rei; como também os porteiros estavam a cada porta; não precisaram se desviar do seu serviço, porquanto seus irmãos, os levitas preparavam o necessário para eles.    11983 14 35 16 Assim se estabeleceu todo o serviço do Senhor naquele dia, para celebrar a páscoa, e para oferecer holocaustos sobre o altar do Senhor, segundo a ordem do rei Josias.    11984 14 35 17 E os filhos de Israel que ali estavam celebraram a páscoa naquela ocasião e, durante sete dias, a festa dos pães ázimos.    11985 14 35 18 Nunca se celebrara em Israel uma páscoa semelhante a essa, desde os dias do profeta Samuel; e nenhum dos reis de Israel celebrara tal páscoa como a que Josias celebrou com os sacerdotes e levitas, e todo o Judá e Israel que ali estavam, e os habitantes de Jerusalém.    11986 14 35 19 Foi no décimo oitavo ano do reinado de Josias que se celebrou esta páscoa.    11987 14 35 20 Depois de tudo isso, havendo Josias já preparado o templo, subiu Neco, rei do Egito, para guerrear contra Carquêmis, junto ao Eufrates; e Josias lhe saiu ao encontro.    11988 14 35 21 Neco, porém, mandou-lhe mensageiros, dizendo: Que tenho eu que fazer contigo, rei de Judá? Não é contra ti que venho hoje, mas contra a casa à qual faço guerra; e Deus mandou que me apressasse. Deixa de te opores a Deus, que está comigo, para que ele não te destrua.    11989 14 35 22 Todavia Josias não quis virar dele o seu rosto, mas disfarçou-se para pelejar contra ele e, não querendo ouvir as palavras de Neco, que saíram da boca de Deus, veio pelejar no vale de Megido.    11990 14 35 23 E os flecheiros atiraram ao rei Josias. Então o rei disse a seus servos: Tirai-me daqui, porque estou gravemente ferido.    11991 14 35 24 Seus servos o removeram do carro e pondo-o no seu segundo carro, o trouxeram a Jerusalém. Ele morreu, e foi sepultado nos sepulcros de seus pais. E todo o Judá e Jerusalém prantearam a Josias.    11992 14 35 25 Também Jeremias fez uma lamentação sobre Josias; e todos os cantores e cantoras têm falado de Josias nas suas lamentações até o dia de hoje; e as estabeleceram por costume em Israel; e eis que estão escritas nas Lamentações.    11993 14 35 26 Ora, o restante dos atos de Josias, e as suas boas obras em conformidade com o que está escrito na lei do Senhor,    11994 14 35 27 e os seus atos, desde os primeiros até os últimos, eis que estão escritos no livro dos reis de Israel e de Judá.    11995 14 36 1 O povo da terra tomou Jeoacaz, filho de Josias, e o constituiu rei em lugar de seu pai, em Jerusalém.    11996 14 36 2 Tinha Jeoacaz vinte e três anos quando começou a reinar, e reinou três meses em Jerusalém.    11997 14 36 3 Porquanto o rei do Egito o depôs em Jerusalém, e condenou a terra a pagar um tributo de cem talentos de prata e um talento de ouro.    11998 14 36 4 Então o rei do Egito constituiu Eliaquim, irmão de Jeoacaz, rei sobre Judá e Jerusalém, e mudou-lhe o nome em Jeoiaquim; mas a seu irmão, Jeoacaz, Neco o tomou e o levou para o Egito.    11999 14 36 5 Tinha Jeoiaquim vinte e cinco anos quando começou a reinar, e reinou onze anos em Jerusalém; e fez o que era mau aos olhos do Senhor seu Deus.    12000 14 36 6 Contra ele subiu Nabucodonozor, rei de Babilônia, e o amarrou com cadeias a fim de o levar para Babilônia.    12001 14 36 7 Também alguns dos vasos da casa do Senhor levou Nabucodonozor para Babilônia, e pô-los no seu templo em Babilônia.    12002 14 36 8 Ora, o restante dos atos de Jeoiaquim, e as abominações que praticou, e o que se achou contra ele, eis que estão escritos no livro dos reis de Israel e de Judá. E Joaquim, seu filho, reinou em seu lugar.    12003 14 36 9 Tinha Joaquim oito anos quando começou a reinar, e reinou três meses e dez dias em Jerusalém; e fez o que era mau aos olhos do Senhor.    12004 14 36 10 Na primavera seguinte o rei Nabucodonozor mandou que o levassem para Babilônia, juntamente com os vasos preciosos da casa do Senhor; e constituiu a Zedequias, irmão de Joaquim, rei sobre Judá e Jerusalém.    12005 14 36 11 Tinha Zedequias vinte e um anos quando começou a reinar, e reinou onze anos em Jerusalém.    12006 14 36 12 E fez o que era mau aos olhos do Senhor seu Deus: e não se humilhou perante o profeta Jeremias, que lhe falava da parte do Senhor.    12007 14 36 13 Também rebelou-se contra o rei Nabucodonozor, que o tinha ajuramentado por Deus. Mas endureceu a sua cerviz e se obstinou no seu coração, para não voltar ao Senhor, Deus de Israel.    12008 14 36 14 Além disso todos os chefes dos sacerdotes e o povo aumentavam cada vez mais a sua infidelidade, seguindo todas as abominações dos gentios; e profanaram a casa do Senhor, que ele tinha santificado para si em Jerusalém.    12009 14 36 15 E o Senhor, Deus de seus pais, falou-lhes persistentemente por intermédio de seus mensageiros, porque se compadeceu do seu povo e da sua habitação.    12010 14 36 16 Eles, porém, zombavam dos mensageiros de Deus, desprezando as suas palavras e mofando dos seus profetas, até que o furor do Senhor subiu tanto contra o seu povo, que mais nenhum remédio houve.    12011 14 36 17 Por isso fez vir sobre eles o rei dos caldeus, o qual matou os seus mancebos à espada, na casa do seu santuário, e não teve piedade nem dos mancebos, nem das donzelas, nem dos velhos nem dos decrépitos; entregou-lhos todos nas mãos.    12012 14 36 18 E todos os vasos da casa de Deus, grandes e pequenos, os tesouros da casa do Senhor, e os tesouros do rei e dos seus príncipes, tudo levou para Babilônia.    12013 14 36 19 Também queimaram a casa de Deus, derribaram os muros de Jerusalém, queimaram a fogo todos os seus palácios, e destruíram todos os seus vasos preciosos.    12014 14 36 20 E aos que escaparam da espada, a esses levou para Babilônia; e se tornaram servos dele e de seus filhos, até o tempo do reino da Pérsia,    12015 14 36 21 para se cumprir a palavra do Senhor proferida pela boca de Jeremias, até haver a terra gozado dos seus sábados; pois por todos os dias da desolação repousou, até que os setenta anos se cumpriram.    12016 14 36 22 Ora, no primeiro ano de Ciro, rei da pérsia, para que se cumprisse a palavra do Senhor proferida pela boca de Jeremias, despertou o Senhor o espírito de Ciro, rei da Pérsia, de modo que ele fez proclamar por todo o seu reino, de viva voz e também por escrito, este decreto:    12017 14 36 23 Assim diz Ciro, rei da Pérsia: O Senhor Deus do céu me deu todos os reinos da terra, e me encarregou de lhe edificar uma casa em Jerusalém, que é em Judá. Quem há entre vós de todo o seu povo suba, e o Senhor seu Deus seja com ele.    12018 15 1 1 No primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia, para que se cumprisse a palavra do Senhor proferida pela boca de Jeremias, despertou o Senhor o espírito de Ciro, rei da Pérsia, de modo que ele fez proclamar por todo o seu reino, de viva voz e também por escrito, este decreto:    12019 15 1 2 Assim diz Ciro, rei da Pérsia: O Senhor Deus do céu me deu todos os reinos da terra, e me encarregou de lhe edificar uma casa em Jerusalém, que é em Judá.    12020 15 1 3 Quem há entre vós de todo o seu povo (seja seu Deus com ele) suba para Jerusalém, que é em Judá, e edifique a casa do Senhor, Deus de Israel; ele é o Deus que habita em Jerusalém.    12021 15 1 4 E todo remanescente, seja qual for o lugar em que é peregrino, seja ajudado pelos homens desse lugar com prata, com ouro, com bens e com animais, afora a oferta voluntária para a casa de Deus, que está em Jerusalém.    12022 15 1 5 Então se levantaram os chefes das casas paternas de Judá e Benjamim e os sacerdotes, e os levitas, todos aqueles cujo espírito Deus despertara, para subirem a edificar a casa do Senhor, que está em Jerusalém.    12023 15 1 6 E todos os seus vizinhos os ajudaram com utensílios de prata, com ouro, com bens, com animais e com coisas preciosas, afora tudo o que se ofereceu voluntariamente.    12024 15 1 7 Também o rei Ciro tirou os utensílios que pertenciam à casa do Senhor e que Nabucodonozor tinha trazido de Jerusalém e posto na casa de seus deuses.    12025 15 1 8 Ciro, rei da Pérsia, tirou-os pela mão de Mitredate, o tesoureiro, que os entregou contados a Sesbazar, príncipe de Judá.    12026 15 1 9 Este é o número deles: Trinta bacias de ouro, mil bacias de prata, vinte e nove incensários,    12027 15 1 10 trinta taças de ouro, quatrocentas e dez taças de prata e mil outros utensílios.    12028 15 1 11 Todos os utensílios de ouro e de prata foram cinco mil e quatrocentos; todos estes levou Sesbazar, quando os do cativeiro foram conduzidos de Babilônia para Jerusalém.    12029 15 2 1 Estes são os filhos da província que subiram do cativeiro, dentre os exilados, a quem Nabucodonozor, rei de Babilônia, tinha levado para Babilônia, e que voltaram para Jerusalém e para Judá, cada um para a sua cidade;    12030 15 2 2 os quais vieram com Zorobabel Jesuá Neemias, Seraías, Reelaías, Mardoqueu, Bilsã, Mizpar, Bigvai, Reum e Baaná. O número dos homens do povo de Israel.    12031 15 2 3 Os filhos de Parós, dois mil cento e setenta e dois.    12032 15 2 4 Os filhos de Sefatias, trezentos e setenta e dois.    12033 15 2 5 Os filhos de Ará, setecentos e setenta e cinco.    12034 15 2 6 Os filhos de Paate-Moabe, dos filhos de Jesuá e de Joabe, dois mil oitocentos e doze.    12035 15 2 7 Os filhos de Elão, mil duzentos e cinqüenta e quatro.    12036 15 2 8 Os filhos de Zatu, novecentos e quarenta e cinco.    12037 15 2 9 Os filhos de Zacai, setecentos e sessenta.    12038 15 2 10 Os filhos de Bani, seiscentos e quarenta e dois.    12039 15 2 11 Os filhos de Bebai, seiscentos e vinte e três.    12040 15 2 12 Os filhos de Azgade, mil duzentos e vinte e dois.    12041 15 2 13 Os filhos de Adonicão, seiscentos e sessenta e seis.    12042 15 2 14 Os filhos de Bigvai, dois mil e cinqüenta e seis.    12043 15 2 15 Os filhos de Adim, quatrocentos e cinqüenta e quatro.    12044 15 2 16 Os filhos de Ater, de Ezequias, noventa e oito.    12045 15 2 17 Os filhos de Bezai, trezentos e vinte e três.    12046 15 2 18 Os filhos de Jora, cento e doze.    12047 15 2 19 Os filhos de Hasum, duzentos e vinte e três.    12048 15 2 20 Os filhos de Gibar, noventa e cinco.    12049 15 2 21 Os filhos de Belém, cento e vinte e três.    12050 15 2 22 Os homens de Netofá, cinqüenta e seis.    12051 15 2 23 Os homens de Anatote, cento e vinte e oito.    12052 15 2 24 Os filhos de Azmavete, quarenta e dois.    12053 15 2 25 Os filhos de Quiriate-Arim, de Cefira e de Beerote, setecentos e quarenta e três    12054 15 2 26 Os filhos de Ramá e de Gaba, seiscentos e vinte e um.    12055 15 2 27 Os homens de Micmás, cento e vinte e dois.    12056 15 2 28 Os homens de Betel e de Ai, duzentos e vinte e três.    12057 15 2 29 Os filhos de Nebo, cinqüenta e dois.    12058 15 2 30 Os filhos de Magbis, cento e cinqüenta e seis.    12059 15 2 31 Os filhos do outro Elão, mil duzentos e cinquenta e quatro.    12060 15 2 32 Os filhos de Harim, trezentos e vinte.    12061 15 2 33 Os filhos de Lode, de Hadide e de Ono, setecentos e vinte e cinco.    12062 15 2 34 Os filhos de Jericó, trezentos e quarenta e cinco.    12063 15 2 35 Os filhos de Senaá, três mil seiscentos e trinta.    12064 15 2 36 Os sacerdotes: os filhos de Jedaías, da casa de Jesuá, novecentos e setenta e três.    12065 15 2 37 Os filhos de Imer, mil e cinqüenta e dois.    12066 15 2 38 Os filhos de Pasur, mil duzentos e quarenta e sete.    12067 15 2 39 Os filhos de Harim, mil e dezessete.    12068 15 2 40 Os levitas os filhos de Jesuá, e de Cadmiel, dos filhos de , Hodavias, setenta e quatro.    12069 15 2 41 Os cantores: os filhos de Asafe, cento e vinte e oito.    12070 15 2 42 Os filhos dos porteiros: os filhos de Salum, os filhos de Ater, os filhos de Talmom, os filhos de Acube, os filhos de Hatita, os filhos de Sobai, ao todo, cento e trinta e nove.    12071 15 2 43 Os netinins: os filhos de Ziá, os filhos de Hasufa, os filhos de Tabaote,    12072 15 2 44 os filhos de Querós, os filhos de Siá, os filhos de Padom,    12073 15 2 45 os filhos de Lebana, os filhos de Hagaba, os filhos de Acube,    12074 15 2 46 os filhos de Hagabe, os filhos de Sanlai, os filhos de Hanã,    12075 15 2 47 os filhos de Gidel, os filhos de Gaar, os filhos de Reaías,    12076 15 2 48 os filhos de Rezin, os filhos de Necoda, os filhos de Gazão,    12077 15 2 49 os filhos de Uzá, os filhos de Paséia, os filhos de Besai,    12078 15 2 50 os filhos de Asná, os filhos de Meunim, os filhos dos nefusins,    12079 15 2 51 os filhos de Baquebuque, os filhos de Hacufa, os filhos de Hurur,    12080 15 2 52 os filhos de Bazlute, os filhos de Meída, os filhos de Harsa,    12081 15 2 53 os filhos de Barcos, os filhos de Sísera, os filhos de Tamá,    12082 15 2 54 os filhos de Nezias, os filhos de Hatifa.    12083 15 2 55 Os filhos dos servos de Salomão: os filhos de Sotai, os filhos de Soferete, os filhos de Peruda,    12084 15 2 56 os filhos de Jaalá, os filhos de Darcom, os filhos de Gidel,    12085 15 2 57 os filhos de Sefatias, os filhos de Hatil, os filhos de Poquerete-Hazebaim os filhos de Ami.    12086 15 2 58 Todos os netinins e os filhos dos servos de Salomão foram trezentos e noventa e dois.    12087 15 2 59 Estes foram os que subiram de Tel-Mela, de Tel-Harsa, de Querube, de Adã e de Imer; porém não puderam provar que as suas casas paternas e sua linhagem eram de Israel:    12088 15 2 60 os filhos de Delaías, os filhos de Tobias, os filhos de Necoda, seiscentos e cinqüenta e dois.    12089 15 2 61 E dos filhos dos sacerdotes: os filhos de Habaías, os filhos de Hacoz, os filhos de Barzilai, que tomou mulher das filhas de Barzilai, o gileadita, e que foi chamado do seu nome.    12090 15 2 62 Estes procuraram o seu registro entre os que estavam arrolados nas genealogias, mas não foi encontrado; pelo que, por imundos, foram excluídos do sacerdócio;    12091 15 2 63 e o governador lhes intimou que não comessem das coisas santíssimas, até que se levantasse um sacerdote com Urim e Tumim.    12092 15 2 64 Toda esta congregação junta somava quarenta e dois mil trezentos e sessenta,    12093 15 2 65 afora os seus servos, e as suas servas, que foram sete mil trezentos e trinta e sete; também havia duzentos cantores e cantoras.    12094 15 2 66 Os seus cavalos eram setecentos e trinta e seis; os seus mulos, duzentos e quarenta e cinco;    12095 15 2 67 os seus camelos, quatrocentos e trinta e cinco; os jumentos, seis mil setecentos e vinte.    12096 15 2 68 Alguns dos chefes das casas paternas, vindo à casa do Senhor em Jerusalém, deram ofertas voluntárias para a casa de Deus, para a edificarem no seu lugar;    12097 15 2 69 conforme as suas posses, deram para a tesouraria da obra, em ouro sessenta e um mil dáricos, e em prata cinco mil minas, e cem vestes sacerdotais.    12098 15 2 70 Ora, os sacerdotes e os levitas, e alguns do povo, tanto os cantores como os porteiros e os netinins, habitaram nas suas cidades, e todo o Israel nas suas cidades.    12099 15 3 1 Quando chegou o sétimo mês, estando já os filhos de Israel nas suas cidades, ajuntou-se o povo, como um só homem, em Jerusalém.    12100 15 3 2 Então se levantou Jesuá, filho de Jozadaque, com seus irmãos, os sacerdotes, e Zorobabel, filho de Sealtiel, e seus irmãos; e edificaram o altar do Deus de Israel, para oferecerem sobre ele holocaustos, como está escrito na lei de Moisés, homem de Deus.    12101 15 3 3 Colocaram o altar sobre a sua base (pois o terror estava sobre eles por causa dos povos das terras e ofereceram sobre ele holocaustos ao Senhor, holocaustos pela manhã e à tarde.    12102 15 3 4 E celebraram a festa dos tabernáculos como está escrito, e ofereceram holocaustos diários segundo o número ordenado para cada dia,    12103 15 3 5 e em seguida o holocausto contínuo, e os das luas novas e de todas as festas fixas do Senhor, como também os de qualquer que fazia oferta voluntária ao Senhor.    12104 15 3 6 Desde o primeiro dia do sétimo mês começaram a oferecer holocaustos ao Senhor; porém ainda não haviam sido lançados os alicerces do templo do Senhor.    12105 15 3 7 Deram dinheiro aos pedreiros e aos carpinteiros; como também comida e bebida, e azeite aos sidônios, e aos tírios, para trazerem do Líbano madeira de cedro ao mar, para Jope, segundo a concessão que lhes tinha feito Ciro, rei da Pérsia.    12106 15 3 8 Ora, no segundo ano da sua vinda à casa de Deus em Jerusalém, no segundo mês, Zorobabel, filho de Sealtiel, e Jesuá, filho de Jozadaque, e os outros seus irmãos, os sacerdotes e os levitas, e todos os que vieram do cativeiro para Jerusalém, deram início à obra e constituíram os levitas da idade de vinte anos para cima, para superintenderem a obra da casa do Senhor.    12107 15 3 9 Então se levantaram Jesuá com seus filhos e seus irmãos, Cadmiel e seus filhos, os filhos de Judá, como um só homem, para superintenderem os que faziam a obra na casa de Deus; como também os filhos de Henadade, com seus filhos e seus irmãos, os levitas.    12108 15 3 10 Quando os edificadores lançaram os alicerces do templo do Senhor, os sacerdotes trajando suas vestes, apresentaram-se com trombetas, e os levitas, filhos de Asafe, com címbalos, para louvarem ao Senhor, segundo a ordem de Davi, rei de Israel.    12109 15 3 11 E cantavam a revezes, louvando ao Senhor e dando-lhe graças com estas palavras: Porque ele é bom; porque a sua benignidade dura para sempre sobre Israel. E todo o povo levantou grande brado, quando louvaram ao Senhor, por se terem lançado os alicerces da casa do Senhor.    12110 15 3 12 Muitos, porém, dos sacerdotes e dos levitas, e dos chefes das casas paternas, os idosos que tinham visto a primeira casa, choraram em altas vozes quando, a sua vista, foi lançado o fundamento desta casa; também muitos gritaram de júbilo;    12111 15 3 13 de maneira que não podia o povo distinguir as vozes do júbilo das vozes do choro do povo; porque o povo bradava em tão altas vozes que o som se ouvia de mui longe.    12112 15 4 1 Ora, ouvindo os adversários de Judá e de Benjamim que os que tornaram do cativeiro edificavam o templo ao Senhor, Deus de Israel,    12113 15 4 2 chegaram-se a Zorobabel e aos chefes das casas paternas, e disseram-lhes: Deixai-nos edificar convosco; pois, como vós, buscamos o vosso Deus; como também nós lhe temos sacrificado desde os dias de Esar-Hadom, rei da Assíria, que nos fez subir para aqui.    12114 15 4 3 Responderam-lhes, porém, Zorobabel e Jesuá e os outros chefes das casas paternas de Israel: Não convém que vós e nós edifiquemos casa a nosso Deus: mas nós sozinhos a edificaremos ao Senhor, Deus de Israel, como nos ordenou o rei Ciro, rei da Pérsia.    12115 15 4 4 Então o povo da terra debilitava as mãos do povo de Judá, e os inquietava, impedindo-os de edificar;    12116 15 4 5 e assalariaram contra eles conselheiros para frustrarem o seu plano, por todos os dias de Ciro, rei da Pérsia, até o reinado de Dario, rei da Pérsia.    12117 15 4 6 No reinado de Assuero, no princípio do seu reino, escreveram uma acusação contra os habitantes de Judá e de Jerusalém.    12118 15 4 7 Também nos dias de Artaxerxes escreveram Bislão, Mitredate, Tabeel, e os companheiros destes, a Artaxerxes, rei da Pérsia; e a carta foi escrita em caracteres aramaicos, e traduzida na língua aramaica.    12119 15 4 8 Reum, o comandante, e Sinsai, o escrivão, escreveram uma carta contra Jerusalém, ao rei Artaxerxes, do teor seguinte,    12120 15 4 9 isto é, escreveram Reum, o comandante, Sinsai, o escrivão, e os seus companheiros, os juízes, os governadores, os oficiais, os persas, os homens de Ereque, os babilônios, os susanquitas, isto é, os elamitas,    12121 15 4 10 e as demais nações que o grande e afamado Osnapar transportou, e que fez habitar na cidade de Samária e no restante da província dalém do Rio.    12122 15 4 11 Eis, pois, a cópia da carta que mandaram ao rei Artaxerxes: Teus servos, os homens de além do Rio, assim escrevem:    12123 15 4 12 Saiba o rei que os judeus que subiram de ti a nós foram a Jerusalém e estão reedificando aquela rebelde e malvada cidade, e vão restaurando os seus muros e reparando os seus fundamentos.    12124 15 4 13 Agora saiba o rei que, se aquela cidade for reedificada e os muros forem restaurados, eles não pagarão nem tributo, nem imposto, nem pedágio; e assim se danificará a fazenda dos reis.    12125 15 4 14 Agora, visto que comemos do sal do palácio, e não nos convém ver a desonra do rei, por isso mandamos dar aviso ao rei,    12126 15 4 15 para que se busque no livro das crônicas de teus pais; e acharás no livro das crônicas e saberás que aquela é uma cidade rebelde, e danosa a reis e províncias, e que nela houve rebelião em tempos antigos; por isso é que ela foi destruída.    12127 15 4 16 Nós, pois, estamos avisando ao rei que, se aquela cidade for reedificada e os seus muros forem restaurados, não terás porção alguma a oeste do Rio.    12128 15 4 17 Então o rei enviou esta resposta a Reum, o comandante, e a Sinsai, o escrivão, e aos demais seus companheiros, que habitavam em Samária e no restante do país a oeste do Rio: `Paz.    12129 15 4 18 A carta que nos enviastes foi claramente lida na minha presença.    12130 15 4 19 E, ordenando-o eu, buscaram e acharam que desde tempos antigos aquela cidade se tem levantado contra os reis, e que nela se tem feito rebelião e sedição.    12131 15 4 20 E tem havido reis poderosos sobre Jerusalém, os quais dominavam igualmente toda a província dalém do Rio; e a eles se pagavam tributos, impostos e pedágio.    12132 15 4 21 Agora, pois, dai ordem para que aqueles homens parem, a fim de que não seja edificada aquela cidade até que eu dê ordem.    12133 15 4 22 E guardai-vos de serdes remissos nisto; não suceda que o dano cresça em prejuízo dos reis.    12134 15 4 23 Então, logo que a cópia da carta do rei Artaxerxes foi lida perante Reum e Sinsai, o escrivão, e seus companheiros, foram eles apressadamente a Jerusalém, aos judeus, e os impediram à força e com violência.    12135 15 4 24 Então cessou a obra da casa de Deus, que estava em Jerusalém, ficando interrompida até o segundo ano do reinado de Dario, rei da Pérsia.    12136 15 5 1 Ora, os profetas Ageu e Zacarias, filho de Ido, profetizaram aos judeus que estavam em Judá e em Jerusalém; em nome do Deus de Israel lhes profetizaram.    12137 15 5 2 Então se levantaram Zorobabel, filho de Sealtiel, e Jesuá, filho de Jozadaque, e começaram a edificar a casa de Deus, que está em Jerusalém; e com eles estavam os profetas de Deus, que os ajudavam.    12138 15 5 3 Naquele tempo vieram ter com eles Tatenai, o governador da província a oeste do Rio, e Setar-Bozenai, e os seus companheiros, e assim lhes perguntaram: Quem vos deu ordem para edificar esta casa, e completar este muro?    12139 15 5 4 Ainda lhes perguntaram: Quais são os nomes dos homens que constroem este edifício?    12140 15 5 5 Os olhos do seu Deus, porém, estavam sobre os anciãos dos judeus, de modo que eles não os impediram, até que o negócio se comunicasse a Dario, e então chegasse resposta por carta sobre isso.    12141 15 5 6 A cópia da carta que Tatenai, o governador da província a oeste do Rio, e Setar-Bozenai, e os seus companheiros, os governadores, que estavam deste lado do Rio, enviaram ao rei Dario;    12142 15 5 7 enviaram-lhe um relatório, no qual estava escrito: Ao rei Dario toda a paz.    12143 15 5 8 Saiba o rei que nós fomos à província de Judá, à casa do grande Deus, a qual se edifica com grandes pedras, e já a madeira está sendo posta nas paredes, e esta obra vai-se fazendo com diligência, e se adianta em suas mãos.    12144 15 5 9 Então perguntamos àqueles anciãos, falando-lhes assim: Quem vos deu ordem para edificar esta casa, e completar este muro?    12145 15 5 10 Além disso lhes perguntamos pelos seus nomes, para tos declararmos, isto é, para te escrevermos os nomes dos homens que entre eles são os chefes.    12146 15 5 11 E esta é a resposta que nos deram: Nós somos servos do Deus do céu e da terra, e reedificamos a casa que há muitos anos foi edificada, a qual um grande rei de Israel edificou e acabou.    12147 15 5 12 Mas depois que nossos pais provocaram à ira o Deus do céu, ele os entregou na mão de Nabucodonozor, o caldeu, rei de Babilônia, o qual destruiu esta casa, e transportou o povo para Babilônia.    12148 15 5 13 Porém, no primeiro ano de Ciro, rei de Babilônia, o rei Ciro baixou decreto para que esta casa de Deus fosse reedificada.    12149 15 5 14 E até os utensílios de ouro e de prata da casa de Deus, que Nabucodonozor tinha tomado do templo que estava em Jerusalém e levado para o templo de Babilônia, o rei Siro os tirou do templo de Babilônia, e eles foram entregues a um homem cujo nome era Sesbazar, a quem ele tinha constituído governador;    12150 15 5 15 e disse-lhe: Toma estes utensílios, vai, e leva-os para o templo que está em Jerusalém, e reedifique-se a casa de Deus no seu lugar.    12151 15 5 16 Então veio o dito Sesbazar, e lançou os fundamentos da casa de Deus, que está em Jerusalém; de então para cá ela vem sendo edificada, não estando ainda concluída.    12152 15 5 17 Agora, pois, se parece bem ao rei, busque-se nos arquivos reais, ali em Babilônia, para ver se é verdade haver um decreto do rei Ciro para se reedificar esta casa de Deus em Jerusalém, e sobre isto nos faça o rei saber a sua vontade.    12153 15 6 1 Então o rei Dario o decretou, e foi feita uma busca nos arquivos onde se guardavam os tesouros em Babilônia.    12154 15 6 2 E em Ecbatana, a capital, que está na província da Média, se achou um rolo, e nele estava escrito um memorial, que dizia assim:    12155 15 6 3 No primeiro ano do rei Ciro, o rei Ciro baixou um decreto com respeito à casa de Deus em Jerusalém: Seja edificada a casa, o lugar em que se oferecem sacrifícios, e sejam os seus fundamentos bem firmes; a sua altura será de sessenta côvados, e a sua largura de sessenta côvados,    12156 15 6 4 com três carreiras de grandes pedras, e uma carreira de madeira nova; e a despesa se fará do tesouro do rei.    12157 15 6 5 Além disso sejam restituídos os utensílios de ouro e de prata da casa de Deus, que Nabucodonozor tirou do templo em Jerusalém e levou para Babilônia, e que se tornem a levar para o templo em Jerusalém, cada um para o seu lugar, e tu os porás na casa de Deus.`    12158 15 6 6 Agora, pois, Tatenai, governador de além do Rio, Setar- Bozenai, e os vossos companheiros, os governadores, que estais além do Rio, retirai-vos desse lugar;    12159 15 6 7 deixai de impedir a obra desta casa de Deus; edifiquem o governador dos judeus e os seus anciãos esta casa de Deus no seu lugar.    12160 15 6 8 Além disso, por mim se decreta o que haveis de fazer para com esses anciãos dos judeus, para a edificação desta casa de Deus, a saber, que da fazenda do rei, dos tributos da província dalém do Rio, se pague prontamente a estes homens toda a despesa.    12161 15 6 9 Igualmente o que for necessário, como novilhos, carneiros e cordeiros, para holocaustos ao Deus do céu; também trigo, sal, vinho e azeite, segundo a palavra dos sacerdotes que estão em Jerusalém, dê-se-lhes isso de dia em dia sem falta;    12162 15 6 10 para que ofereçam sacrifícios de cheiro suave ao Deus do céu, e orem pela vida do rei e de seus filhos.    12163 15 6 11 Também por mim se decreta que a todo homem que alterar este decreto, se arranque uma viga da sua casa e que ele seja pregado nela; e da sua casa se faça por isso um monturo.    12164 15 6 12 O Deus, pois, que fez habitar ali o seu nome derribe todos os reis e povos que estenderem a mão para alterar o decreto e para destruir esta casa de Deus, que está em Jerusalém. Eu, Dario, baixei o decreto. Que com diligência se execute.    12165 15 6 13 Então Tatenai, o governador a oeste do Rio, Setar-Bozenai, e os seus companheiros executaram com toda a diligência o que mandara o rei Dario.    12166 15 6 14 Assim os anciãos dos judeus iam edificando e prosperando pela profecia de Ageu o profeta e de Zacarias, filho de Ido. Edificaram e acabaram a casa de acordo com o mandado do Deus de Israel, e de acordo com o decreto de Ciro, e de Dario, e de Artaxerxes, rei da Pérsia.    12167 15 6 15 E acabou-se esta casa no terceiro dia do mês de Adar, no sexto ano do reinado do rei Dario.    12168 15 6 16 E os filhos de Israel, os sacerdotes e os levitas, e o resto dos filhos do cativeiro fizeram a dedicação desta casa de Deus com alegria.    12169 15 6 17 Ofereceram para a dedicação desta casa de Deus cem novilhos, duzentos carneiros e quatrocentos cordeiros; e como oferta pelo pecado por todo o Israel, doze bodes, segundo o número das tribos de Israel.    12170 15 6 18 E puseram os sacerdotes nas suas divisões e os levitas nas suas turmas, para o serviço de Deus em Jerusalém, conforme o que está escrito no livro de Moisés.    12171 15 6 19 E os que vieram do cativeiro celebraram a páscoa no dia catorze do primeiro mês.    12172 15 6 20 Pois os sacerdotes e levitas se tinham purificado como se fossem um só homem; todos estavam limpos. E imolaram o cordeiro da páscoa para todos os filhos do cativeiro, e para seus irmãos, os sacerdotes, e para si mesmos.    12173 15 6 21 Assim comeram a páscoa os filhos de Israel que tinham voltado do cativeiro, com todos os que, unindo-se a eles, se apartaram da imundícia das nações da terra para buscarem o Senhor, Deus de Israel;    12174 15 6 22 e celebraram a festa dos pães ázimos por sete dias com alegria; porque o Senhor os tinha alegrado, tendo mudado o coração do rei da Assíria a favor deles, para lhes fortalecer as mãos na obra da casa de Deus, o Deus de Israel.    12175 15 7 1 Ora, depois destas coisas, no reinado de Artaxerxes, rei da Pérsia, Esdras, filho de Seraías, filho de Azarias, filho de Hilquias,    12176 15 7 2 filho de Salum, filho de Zadoque, filho de Aitube,    12177 15 7 3 filho de Amarias, filho de Azarias, filho de Meraiote,    12178 15 7 4 filho de Zeraías, filho de Uzi, filho de Buqui,    12179 15 7 5 filho de Abisua, filho de Finéias, filho de Eleazar, filho de Arão, o sumo sacerdote -    12180 15 7 6 este Esdras subiu de Babilônia. E ele era escriba hábil na lei de Moisés, que o Senhor Deus de Israel tinha dado; e segundo a mão de Senhor seu Deus, que estava sobre ele, o rei lhe deu tudo quanto lhe pedira.    12181 15 7 7 Também subiram a Jerusalém alguns dos filhos de Israel, dos sacerdotes, dos levitas, dos cantores, dos porteiros e dos netinins, no sétimo ano do rei Artaxerxes.    12182 15 7 8 No quinto mês Esdras chegou a Jerusalém, no sétimo ano deste rei.    12183 15 7 9 Pois no primeiro dia do primeiro mês ele partiu de Babilônia e no primeiro dia do quinto mês chegou a Jerusalém, graças à mão benéfica do seu Deus sobre ele.    12184 15 7 10 Porque Esdras tinha preparado o seu coração para buscar e cumprir a lei do Senhor, e para ensinar em Israel os seus estatutos e as suas ordenanças.    12185 15 7 11 Esta é, pois, a cópia da carta que o rei Artaxerxes deu a Esdras, o sacerdote, o escriba instruído nas palavras dos mandamentos do Senhor e dos seus estatutos para Israel:    12186 15 7 12 Artaxerxes, rei dos reis, ao sacerdote Esdras, escriba da lei do Deus do céu: Saudações.    12187 15 7 13 Por mim se decreta que no meu reino todo aquele do povo de Israel, e dos seus sacerdotes e levitas, que quiser ir a Jerusalém, vá contigo.    12188 15 7 14 Porquanto és enviado da parte do rei e dos seus sete conselheiros para indagares a respeito de Judá e de Jerusalém, conforme a lei do teu Deus, a qual está na tua mão;    12189 15 7 15 e para levares a prata e o ouro que o rei e os seus conselheiros voluntariamente deram ao Deus de Israel cuja habitação está em Jerusalém,    12190 15 7 16 com toda a prata e o ouro que achares em toda a província de Babilônia, e com as ofertas voluntárias do povo e dos sacerdotes, que voluntariamente as oferecerem para a casa do seu Deus, que está em Jerusalem;    12191 15 7 17 portanto com toda a diligência comprarás com este dinheiro novilhos, carneiros, e cordeiros, com as suas ofertas de cereais e as suas ofertas de libações, e os oferecerás sobre o altar da casa do vosso Deus, que está em Jerusalém.    12192 15 7 18 Também o que a ti e a teus irmãos parecer bem fazerdes do resto da prata e do ouro, o fareis conforme a vontade do vosso Deus.    12193 15 7 19 Os vasos que te foram dados para o serviço da casa do teu Deus, entrega-os todos perante ele, o Deus de Jerusalém.    12194 15 7 20 E tudo o mais que for necessário para a casa do teu Deus, e que te convenha dar, o darás da casa dos tesouros do rei.    12195 15 7 21 E eu, o rei Artaxerxes, decreto a todos os tesoureiros que estão na província dalém do Rio, que tudo quanto vos exigir o sacerdote Esdras, escriba da lei do Deus do céu, prontamente se lhe conceda,    12196 15 7 22 até cem talentos de prata cem coros de trigo, cem batos de vinho, cem batos de azeite, e sal à vontade.    12197 15 7 23 Tudo quanto for ordenado pelo Deus do céu, isso precisamente se faça para a casa do Deus do céu; pois, por que haveria ira sobre o reino do rei e de seus filhos?    12198 15 7 24 Também vos notificamos acerca de todos os sacerdotes e levitas, cantores, porteiros, netinins, e outros servos desta casa de Deus, que não será lícito exigir-lhes nem tributo, nem imposto, nem pedágio.    12199 15 7 25 E tu, Esdras, conforme a sabedoria do teu Deus, que possuis, constitui magistrados e juízes, que julguem todo o povo que está na província dalém do Rio, isto é, todos os que conhecem as leis do teu Deus; e ensina-as ao que não as conhece.    12200 15 7 26 E todo aquele que não observar a lei do teu Deus e a lei do rei, com zelo se lhe execute a justiça: quer seja morte, quer desterro, quer confiscação de bens, quer prisão.    12201 15 7 27 Bendito seja o Senhor Deus de nossos pais, que pôs no coração do rei este desejo de ornar a casa do Senhor, que está em Jerusalém;    12202 15 7 28 e que estendeu sobre mim a sua benevolência perante o rei e os seus conselheiros e perante todos os príncipes poderosos do rei. Assim encorajado pela mão do Senhor, meu Deus, que estava sobre mim, ajuntei dentre Israel alguns dos homens principais para subirem comigo.    12203 15 8 1 Estes, pois, são os chefes de suas casas paternas, e esta é a genealogia dos que subiram comigo de Babilônia no reinado do rei Artaxerxes:    12204 15 8 2 Dos filhos de Finéias, Gérson; dos filhos de Itamar, Daniel; dos filhos de Davi, Hatus;    12205 15 8 3 dos filhos de Secanias, dos filhos de Parós, Zacarias; e com ele, segundo as genealogias dos varões, se contaram cento e cinqüenta;    12206 15 8 4 dos filhos de Paate-Moabe, Elioenai, filho de Zeraías, e com ele duzentos homens;    12207 15 8 5 dos filhos de Zatu, Secanias, o filho de Jaaziel, e com ele trezentos homens;    12208 15 8 6 dos filhos de Adim, Ebede, filho de Jônatas, e com ele cinqüenta homens;    12209 15 8 7 dos filhos de Elão, Jesaías, filho de Atalias, e com ele setenta homens;    12210 15 8 8 dos filhos de Sefatias, Zebadias, filho de Micael, e com ele oitenta homens; e    12211 15 8 9 dos filhos de Joabe, Obadias, filho de Jeiel, e com ele duzentos e dezoito homens;    12212 15 8 10 dos filhos de Bani, Selomite, o filho de Josifias, e com ele cento e sessenta homens;    12213 15 8 11 dos filhos de Bebai, Zacarias, o filho de Bebai, e com ele vinte e oito homens;    12214 15 8 12 dos filhos de Azgade, Joanã, o filho de Hacatã, e com ele cento e dez homens;    12215 15 8 13 dos filhos de Adonicão, que eram os últimos, eis os seus nomes: Elifelete, Jeuel e Semaías, e com eles sessenta homens;    12216 15 8 14 e dos filhos de Bigvai, Utai e Zabude, e com eles setenta homens.    12217 15 8 15 Ajuntei-os à margem do rio que corre para Ava; e ficamos ali acampados três dias. Então passei em revista o povo e os sacerdotes, e não achei ali nenhum dos filhos de Levi.    12218 15 8 16 Mandei, pois, chamar Eliézer, Ariel, Semaías, Elnatã, Jaribe, Elnatã, Natã, Zacarias e Mesulão, os chefes, como também, Joiaribe e Elnatã, que eram mestres.    12219 15 8 17 E os enviei a Ido, chefe em Casífia, e lhes pus na boca palavras para dizerem a Ido e aos seus irmãos, os netinins, em Casífia, que nos trouxessem ministros para a casa do nosso Deus.    12220 15 8 18 E, pela boa mão de nosso Deus sobre nós, trouxeram-nos um homem entendido, dos filhos de Mali, filho de Levi, filho de Israel; e Serebias, com os seus filhos e irmãos, dezoito;    12221 15 8 19 e Hasabias, e com ele Jesaías, dos filhos de Merári, com seus irmãos e os filhos deles, vinte;    12222 15 8 20 e dos netinins, que Davi e os príncipes tinham dado para o serviço dos levitas, duzentos e vinte, todos eles mencionados por nome.    12223 15 8 21 Então proclamei um jejum ali junto ao rio Ava, para nos humilharmos diante do nosso Deus, a fim de lhe pedirmos caminho seguro para nós, para nossos pequeninos, e para toda a nossa fazenda.    12224 15 8 22 Pois tive vergonha de pedir ao rei uma escolta de soldados, e cavaleiros para nos defenderem do inimigo pelo caminho, porquanto havíamos dito ao rei: A mão do nosso Deus é sobre todos os que o buscam, para o bem deles; mas o seu poder e a sua ira estão contra todos os que o deixam.    12225 15 8 23 Nós, pois, jejuamos, e pedimos isto ao nosso Deus; e ele atendeu às nossas orações.    12226 15 8 24 Então separei doze dos principais dentre os sacerdotes: Serebias e Hasabias, e com eles dez dos seus irmãos;    12227 15 8 25 e pesei-lhes a prata, o ouro e os vasos, a oferta para a casa do nosso Deus, que o rei, os seus conselheiros, os seus príncipes e todo o Israel que estava ali haviam oferecido;    12228 15 8 26 entreguei-lhes nas mãos seiscentos e cinqüenta talentos de prata, e em vasos de prata cem talentos; e cem talentos de ouro;    12229 15 8 27 e vinte taças de ouro no valor de mil dáricos, e dois vasos de bronze claro e brilhante, tão precioso como o ouro.    12230 15 8 28 E disse-lhes: Vós sois santos ao Senhor, e santos são estes vasos; como também esta prata e este ouro são ofertas voluntárias, oferecidas ao Senhor, Deus de vossos pais.    12231 15 8 29 Vigiai, pois, e guardai-os até que os peseis na presença dos principais dos sacerdotes e dos levitas, e dos príncipes das casas paternas de Israel, em Jerusalém, nas câmaras da casa do Senhor.    12232 15 8 30 Então os sacerdotes e os levitas receberam o peso da prata, e do ouro, e dos vasos, a fim de os trazerem para Jerusalém, para a casa do nosso Deus.    12233 15 8 31 Então partimos do rio Ava, no dia doze do primeiro mês, a fim de irmos para Jerusalém; e a mão do nosso Deus estava sobre nós, e ele nos livrou da mão dos inimigos, e dos que nos armavam ciladas pelo caminho.    12234 15 8 32 Chegamos, pois, a Jerusalém, e repousamos ali três dias.    12235 15 8 33 No quarto dia se pesou a prata, e o ouro, e os vasos, na casa do nosso Deus, para as mãos de Meremote filho do sacerdote Urias; e com ele estava Eleazar, filho de Finéias, e com eles os levitas Jozabade, filho de Jesuá, e Noadias, filho de Binuí.    12236 15 8 34 Tudo foi entregue por número e peso; e o peso de tudo foi registrado na ocasião.    12237 15 8 35 Os exilados que tinham voltado do cativeiro ofereceram holocaustos ao Deus de Israel: doze novilhos por todo o Israel, noventa e seis carneiros, setenta e sete cordeiros, e doze bodes em oferta pelo pecado; tudo em holocausto ao Senhor.    12238 15 8 36 Então entregaram os editos do rei aos sátrapas do rei, e aos governadores a oeste do Rio; e estes ajudaram o povo e a casa de Deus.    12239 15 9 1 Ora, logo que essas coisas foram terminadas, vieram ter comigo os príncipes, dizendo: O povo de Israel, e os sacerdotes, e os levitas, não se têm separado dos povos destas terras, das abominações dos cananeus, dos heteus, dos perizeus, dos jebuseus, dos amonitas, dos moabitas, dos epípcios e dos amorreus;    12240 15 9 2 pois tomaram das suas filhas para si e para seus filhos; de maneira que a raça santa se tem misturado com os povos de outras terras; e até os oficiais e magistrados foram os primeiros nesta transgressão.    12241 15 9 3 Ouvindo eu isto, rasguei a minha túnica e o meu manto, e arranquei os cabelos da minha cabeça e da minha barba, e me sentei atônito.    12242 15 9 4 Então se ajuntaram a mim todos os que tremiam das palavras do Deus de Israel por causa da transgressão dos do cativeiro; porém eu permaneci sentado atônito até a oblação da tarde.    12243 15 9 5 A hora da oblação da tarde levantei-me da minha humilhação, e com a túnica e o manto rasgados, pus-me de joelhos, estendi as mãos ao Senhor meu Deus,    12244 15 9 6 e disse: Ó meu Deus! Estou confuso e envergonhado, para levantar o meu rosto a ti, meu Deus; porque as nossas iniqüidades se multiplicaram sobre a nossa cabeça, e a nossa culpa tem crescido até o céu.    12245 15 9 7 Desde os dias de nossos pais até o dia de hoje temos estado em grande culpa, e por causa das nossas iniqüidades fomos entregues, nós, os nossos reis e os nossos sacerdotes, na mão dos reis das terras, à espada, ao cativeiro, à rapina e à confusão do rosto, como hoje se vê.    12246 15 9 8 Agora, por um pequeno momento se manifestou a graça da parte do Senhor, nosso Deus, para nos deixar um restante que escape, e para nos dar estabilidade no seu santo lugar, a fim de que o nosso Deus nos alumie os olhos, e nos dê um pouco de refrigério em nossa escravidão;    12247 15 9 9 pois somos escravos; contudo o nosso Deus não nos abandonou em nossa escravidão, mas estendeu sobre nós a sua benevolência perante os reis da Pérsia, para nos dar a vida, a fim de levantarmos a casa do nosso Deus e repararmos as suas assolações, e para nos dar um abrigo em Judá e em Jerusalém.    12248 15 9 10 Agora, ó nosso Deus, que diremos depois disto? Pois temos deixado os teus mandamentos,    12249 15 9 11 os quais ordenaste por intermédio de teus servos, os profetas, dizendo: A terra em que estais entrando para a possuir, é uma terra imunda pelas imundícias dos povos das terras, pelas abominações com que, na sua corrupção, a encheram duma extremidade à outra.    12250 15 9 12 Por isso não deis vossas filhas a seus filhos, e não tomeis suas filhas para vossos filhos, nem procureis jamais a sua paz ou a sua prosperidade; para que sejais fortes e comais o bem da terra, e a deixeis por herança a vossos filhos para sempre.    12251 15 9 13 E depois de tudo o que nos tem sucedido por causa das nossas más obras, e da nossa grande culpa, ainda assim tu, ó nosso Deus, nos tens castigado menos do que merecem as nossas iniqüidades, e ainda nos deixaste este remanescente;    12252 15 9 14 tornaremos, pois, agora a violar os teus mandamentos, e a aparentar-nos com os povos que cometem estas abominações? Não estarias tu indignado contra nós até de todo nos consumires, de modo que não ficasse restante, nem quem escapasse?    12253 15 9 15 Ó Senhor Deus de Israel, justo és, pois ficamos qual um restante que escapou, como hoje se vê. Eis que estamos diante de ti em nossa culpa; e, por causa disto, ninguém há que possa subsistir na tua presença.    12254 15 10 1 Ora, enquanto Esdras orava e fazia confissão, chorando e prostrando-se diante da casa de Deus, ajuntou-se a ele, de Israel, uma grande congregação de homens, mulheres, e crianças; pois o povo chorava amargamente.    12255 15 10 2 Então Seeanias, filho de Jeiel, um dos filhos de Elão, dirigiu-se a Esdras, dizendo: Nós temos sido infiéis para com o nosso Deus, e casamos com mulheres estrangeiras dentre os povos da terra; contudo, no tocante a isto, ainda há esperança para Israel.    12256 15 10 3 Agora, pois, façamos um pacto com o nosso Deus, de que despediremos todas as mulheres e os que delas são nascidos, conforme o conselho do meu Senhor, e dos que tremem ao mandamento do nosso Deus; e faça-se conforme a lei.    12257 15 10 4 Levanta-te; pois a ti pertence este negócio, e nós somos contigo; tem bom ânimo, e faze-o.    12258 15 10 5 Então Esdras se levantou, e ajuramentou os principais dos sacerdotes, os levitas, e todo o Israel, de que fariam conforme esta palavra; e eles juraram.    12259 15 10 6 Em seguida Esdras se levantou de diante da casa de Deus, e entrou na câmara de Joanã, filho de Eliasibe; e, chegando lá, não comeu pão, nem bebeu água, porque pranteava por causa da infidelidade dos do cativeiro.    12260 15 10 7 E fizeram passar pregão por Judá e Jerusalém, a todos os que vieram do cativeiro, para que se ajuntassem em Jerusalem;    12261 15 10 8 e que todo aquele que dentro de três dias não viesse, segundo o conselho dos oficiais e dos anciãos, toda a sua fazenda se pusesse em interdito, e fosse ele excluído da congregação dos que voltaram do cativeiro.    12262 15 10 9 Pelo que todos os homens de Judá e de Benjamim dentro de três dias se ajuntaram em Jerusalém. Era o nono mês, aos vinte dias do mês; e todo o povo se assentou na praça diante da casa de Deus, tremendo por causa deste negócio e por causa das grandes chuvas.    12263 15 10 10 Então se levantou Esdras, o sacerdote, e disse-lhes: Vós tendes transgredido, e casastes com mulheres estrangeiras, aumentando a culpa de Israel.    12264 15 10 11 Agora, pois, fazei confissão ao Senhor, Deus de vossos pais, e fazei o que é do seu agrado; separai-vos dos povos das terras, e das mulheres estrangeiras.    12265 15 10 12 E toda a congregação respondeu em alta voz: Conforme as tuas palavras havemos de fazer.    12266 15 10 13 Porém o povo é muito; também é tempo de grandes chuvas, e não se pode estar aqui fora. Isso não é obra de um dia nem de dois, pois somos muitos os que transgredimos neste negócio.    12267 15 10 14 Ponham-se os nossos oficiais por toda a congregação, e todos os que em nossas cidades casaram com mulheres estrangeiras venham em tempos apontados, e com eles os anciãos e juízes de cada cidade, até que se desvie de nós o ardor da ira do nosso Deus no tocante a este negócio.    12268 15 10 15 (Somente Jônatas, filho de Asael, e Jazéias, filho de Ticvá, se opuseram a isso; e Mesulão, e Sabetai, o levita, os apoiaram.)    12269 15 10 16 Assim o fizeram os que tornaram do cativeiro: foram indicados o sacerdote Esdras e certos homens, cabeças de casas paternas, segundo as suas casas paternas, cada um designado por nome; e assentaram-se no primeiro dia do décimo mês, para averiguar este negócio.    12270 15 10 17 E no primeiro dia do primeiro mês acabaram de tratar de todos os homens que tinham casado com mulheres estrangeiras.    12271 15 10 18 Entre os filhos dos sacerdotes acharam-se estes que tinham casado com mulheres estrangeiras: dos filhos de Jesuá, filho de Jozadaque, e seus irmãos, Maaséias, Eliézer, Jaribe e Gedalias.    12272 15 10 19 E deram a sua mão, comprometendo-se a despedirem suas mulheres; e, achando-se culpados, ofereceram um carneiro do rebanho pela sua culpa.    12273 15 10 20 Dos filhos de Imer: Hanâni e Zebadias.    12274 15 10 21 Dos filhos de Harim: Maaséias, Elias, Semaías, Jeiel e Uzias.    12275 15 10 22 E dos filhos de Pasur: Elioenai, Maaséias, Ismael, Netanel, Jozabade e Elasa.    12276 15 10 23 Dos levitas: Jozabade, Simei, Quelaías (este é Quelita) , Petaías, Judá e Eliézer.    12277 15 10 24 Dos cantores: Eliasibe. Dos porteiros: Salum, Telem e îri.    12278 15 10 25 E de Israel, dos filhos de Parós: Ramias, Izias, Malquias, Miamim, Eleazar, Hasabias e Benaías.    12279 15 10 26 Dos filhos de Elão: Matanias, Zacarias, Jeiel, Abdi, Jerimote e Elias.    12280 15 10 27 Dos filhos de Zatu: Elioenai, Eliasibe, Matanias, Jerimote, Zabade e Aziza.    12281 15 10 28 Dos filhos de Bebai: Jeoanã, Hananias, Zabai e Atlai.    12282 15 10 29 Dos filhos de Bani: Mesulão, Maluque, Adaías, Jasube, Seal e Jerimote.    12283 15 10 30 Dos filhos de Paate-Moabe: Adná, Quelal, Benaías, Maaséias, Matanias, Bezaleel, Binuí e Manassés.    12284 15 10 31 Dos filhos de Harim: Eliézer, Issijá, Malquias, Semaías, Simeão,    12285 15 10 32 Benjamim, Maluque e Semarias.    12286 15 10 33 Dos filhos de Hasum: Matenai, Matatá, Zabade, Elifelete, Jeremai, Manassés e Simei.    12287 15 10 34 Dos filhos de Bani: Maadai, Anrão e Uel,    12288 15 10 35 Benaías, Bedéias, Queluí,    12289 15 10 36 Vanias, Meremote, Eliasibe,    12290 15 10 37 Matanias, Matenai e Jaasu.    12291 15 10 38 Dos filhos de Binuí: Simei,    12292 15 10 39 Selemias, Natã, Adaías,    12293 15 10 40 Macnadbai, Sasai, Sarai,    12294 15 10 41 Azarel, Selemias, Semarias,    12295 15 10 42 Salum, Amarias e José.    12296 15 10 43 Dos filhos de Nebo: Jeiel, Matitias, Zabade, Zebina, Jadai, Joel e Benaías.    12297 15 10 44 Todos estes tinham tomado mulheres estrangeiras; e se despediram das mulheres e dos filhos.    12298 16 1 1 Palavras de Neemias, filho de Hacalias. Ora, sucedeu no mês de quisleu, no ano vigésimo, estando eu em Susã, a capital,    12299 16 1 2 que veio Hanâni, um de meus irmãos, com alguns de Judá; e perguntei-lhes pelos judeus que tinham escapado e que restaram do cativeiro, e acerca de Jerusalém.    12300 16 1 3 Eles me responderam: Os restantes que ficaram do cativeiro, lá na província estão em grande aflição e opróbrio; também está derribado o muro de Jerusalém, e as suas portas queimadas a fogo.    12301 16 1 4 Tendo eu ouvido estas palavras, sentei-me e chorei, e lamentei por alguns dias; e continuei a jejuar e orar perante o Deus do céu,     12302 16 1 5 e disse: Ó Senhor, Deus do céu, Deus grande e temível, que guardas o pacto e usas de misericórdia para com aqueles que te amam e guardam os teus mandamentos:    12303 16 1 6 Estejam atentos os teus ouvidos e abertos os teus olhos, para ouvires a oração do teu servo, que eu hoje faço perante ti, dia e noite, pelos filhos de Israel, teus servos, confessando eu os pecados dos filhos de Israel, que temos cometido contra ti; sim, eu e a casa de meu pai pecamos;     12304 16 1 7 na verdade temos procedido perversamente contra ti, e não temos guardado os mandamentos, nem os estatutos, nem os juízos, que ordenaste a teu servo Moisés.     12305 16 1 8 Lembra-te, pois, da palavra que ordenaste a teu servo Moisés, dizendo: Se vós transgredirdes, eu vos espalharei por entre os povos;     12306 16 1 9 mas se vos converterdes a mim, e guardardes os meus mandamentos e os cumprirdes, ainda que os vossos rejeitados estejam na extremidade do céu, de lá os ajuntarei e os trarei para o lugar que tenho escolhido para ali fazer habitar o meu nome.     12307 16 1 10 Eles são os teus servos e o teu povo, que resgataste com o teu grande poder e com a tua mão poderosa.     12308 16 1 11 Ó Senhor, que estejam atentos os teus ouvidos à oração do teu servo, e à oração dos teus servos que se deleitam em temer o teu nome; e faze prosperar hoje o teu servo, e dá-lhe graça perante este homem. (Era eu então copeiro do rei.)     12309 16 2 1 Sucedeu, pois, no mês de nisã, no ano vigésimos do rei Artaxerxes, quando o vinho estava posto diante dele, que eu apanhei o vinho e o dei ao rei. Ora, eu nunca estivera triste na sua presença.     12310 16 2 2 E o rei me disse: Por que está triste o teu rosto, visto que não estás doente? Não é isto senão tristeza de coração. Então temi sobremaneira.     12311 16 2 3 e disse ao rei: Viva o rei para sempre! Como não há de estar triste o meu rosto, estando na cidade, o lugar dos sepulcros de meus pais, assolada, e tendo sido consumidas as suas portas pelo fogo?     12312 16 2 4 Então o rei me perguntou: Que me pedes agora? Orei, pois, ao Deus do céu,     12313 16 2 5 e disse ao rei: Se for do agrado do rei, e se teu servo tiver achado graça diante de ti, peço-te que me envies a Judá, à cidade dos sepulcros de meus pais, para que eu a reedifique.     12314 16 2 6 Então o rei, estando a rainha assentada junto a ele, me disse: Quanto durará a tua viagem, e quando voltarás? E aprouve ao rei enviar-me, apontando-lhe eu certo prazo.     12315 16 2 7 Eu disse ainda ao rei: Se for do agrado do rei, dêem-se-me cartas para os governadores dalém do Rio, para que me permitam passar até que eu chegue a Judá;     12316 16 2 8 como também uma carta para Asafe, guarda da floresta do rei, a fim de que me dê madeira para as vigas das portas do castelo que pertence à casa, e para o muro da cidade, e para a casa que eu houver de ocupar. E o rei mas deu, graças à mão benéfica do meu Deus sobre mim.     12317 16 2 9 Então fui ter com os governadores dalém do Rio, e lhes entreguei as cartas do rei. Ora, o rei tinha enviado comigo oficiais do exército e cavaleiros.     12318 16 2 10 O que ouvindo Sambalate, o horonita, e Tobias, o servo amonita, ficaram extremamente agastados de que alguém viesse a procurar o bem dos filhos de Israel.     12319 16 2 11 Cheguei, pois, a Jerusalém, e estive ali três dias.     12320 16 2 12 Então de noite me levantei, eu e uns poucos homens comigo; e não declarei a ninguém o que o meu deus pusera no coração para fazer por Jerusalém. Não havia comigo animal algum, senão aquele que eu montava.     12321 16 2 13 Assim saí de noite pela porta do vale, até a fonte do dragão, e até a porta do monturo, e contemplei os muros de Jerusalém, que estavam demolidos, e as suas portas, que tinham sido consumidas pelo fogo.     12322 16 2 14 E passei adiante até a porta da fonte, e à piscina do rei; porém não havia lugar por onde pudesse passar o animal que eu montava.     12323 16 2 15 Ainda de noite subi pelo ribeiro, e contemplei o muro; e virando, entrei pela porta do vale, e assim voltei.     12324 16 2 16 E não souberam os magistrados aonde eu fora nem o que eu fazia; pois até então eu não havia declarado coisa alguma, nem aos judeus, nem aos sacerdotes, nem aos nobres, nem aos magistrados, nem aos demais que faziam a obra.     12325 16 2 17 Então eu lhes disse: Bem vedes vós o triste estado em que estamos, como Jerusalém está assolada, e as suas portas queimadas a fogo; vinde, pois, e edifiquemos o muro de Jerusalém, para que não estejamos mais em opróbrio.     12326 16 2 18 Então lhes declarei como a mão do meu Deus me fora favorável, e bem assim as palavras que o rei me tinha dito. Eles disseram: Levantemo-nos, e edifiquemos. E fortaleceram as mãos para a boa obra.     12327 16 2 19 O que ouvindo Sambalate, o horonita, e Tobias, o servo amonita, e Gesem, o arábio, zombaram de nós, desprezaram-nos e disseram: O que é isso que fazeis? Quereis rebelar-vos contra o rei?     12328 16 2 20 Então lhes respondi: O Deus do céu é que nos fará prosperar; e nós, seus servos, nos levantaremos e edificaremos: mas vós não tendes parte, nem direito, nem memorial em Jerusalém.     12329 16 3 1 Então se levantou Eliasibe, o sumo sacerdote, juntamente com os seus irmãos, os sacerdotes, e edificaram a porta das ovelhas, a qual consagraram, e lhe assentaram os batentes. Consagraram-na até a torre dos cem, até a torre de Henanel.     12330 16 3 2 E junto a ele edificaram os homens de Jericó; também ao lado destes edificou Zacur, o filho de Inri.     12331 16 3 3 Os filhos de Hassenaá edificaram a porta dos peixes, colocaram-lhe as vigas, e lhe assentaram os batentes, com seus ferrolhos e trancas.     12332 16 3 4 Ao seu lado fez os reparos Meremote, filho de Urias, filho de Hacoz; ao seu lado Mesulão, filho de Berequias, filho de Mesezabel; ao seu lado Zadoque, filho de Baaná;    12333 16 3 5 ao lado destes repararam os tecoítas; porém os seus nobres não meteram o pescoço os serviço do Senhor.     12334 16 3 6 Joiada, filho de Paséia, e Mesulão, filho de Besodéias, repararam a porta velha, colocaram-lhe as vigas, e lhe assentaram os batentes com seus ferrolhos e trancas.     12335 16 3 7 Junto deles fizeram os reparos Melatias, o gibeonita, e Jadom, o meronotita, homens de Gibeão e de Mizpá, que pertenciam ao domínio do governador dalém do Rio;     12336 16 3 8 ao seu lado Uziel, filho de Haraías, um dos ourives; ao lado dele Hananias, um dos perfumistas; e fortificaram Jerusalém até o muro largo.     12337 16 3 9 Ao seu lado fez os reparos Refaías, filho de Hur, governador da metade do distrito de Jerusalém;     12338 16 3 10 ao seu lado Jedaías, filho de Harumafe, defronte de sua casa; ao seu lado Hatus, filho de Hasabnéias.     12339 16 3 11 Malquias, filho de Harim, e Hassube, filho de Paate-Moabe, repararam outra parte, como também a torre dos fornos;     12340 16 3 12 e ao seu lado Salum, filho de Haloés, governador da outra metade do distrito de Jerusalém, ele e as suas filhas.     12341 16 3 13 A porta do vale, repararam-na Hanum e os moradores de Zanoa; estes a edificaram, e lhe assentaram os batentes, com seus ferrolhos e trancas, como também mil côvados de muro até a porto do monturo.     12342 16 3 14 A porta do monturo, reparou-a Malquias, filho de Recabe, governador do distrito Bete-Haquerem; este a edificou, e lhe assentou os batentes com seus ferrolhos e trancas.     12343 16 3 15 A porta da fonte, reparou-a Salum, filho de Col-Hoze, governador do distrito de Mizpá; edificou-a e a cobriu, e lhe assentou os batentes, com seus ferrolhos e trancas; edificou também o muro da piscina de Selá, do jardim do rei, até os degraus que descem da cidade de Davi.     12344 16 3 16 Depois dele Neemias, filho de Azbuque, governador da metade do distrito de Bete-Zur, fez os reparos até defronte dos sepulcros de Davi, até a piscina artificial, e até a casa dos homens poderosos.     12345 16 3 17 Depois dele fizeram os reparos os levitas: Reum, filho de Bani, e ao seu lado, Hasabias, governador da metade do distrito de Queila, por seu distrito;     12346 16 3 18 depois dele seus irmãos, Bavai, filho de Henadade, governador da outra metade do distrito de Queila.     12347 16 3 19 Ao seu lado Ézer, filho de Jesuá, governador de Mizpá, reparou outra parte, defronte da subida para a casa das armas, no ângulo.     12348 16 3 20 Depois dele reparou Baruque, filho de Zabai, outra parte, desde o ângulo até a porta da casa de Eliasibe, o sumo sacerdote.     12349 16 3 21 Depois dele reparou Meremote, filho de Urias, filho de Hacoz, outra parte, deste a porta da casa de Eliasibe até a extremidade da mesma.     12350 16 3 22 Depois dele fizeram os reparos os sacerdotes que habitavam na campina;     12351 16 3 23 depois Benjamim e Hassube, defronte da sua casa; depois deles Azarias, filho de Maaséias, filho de Ananias, junto à sua casa.     12352 16 3 24 Depois dele reparou Binuí, filho de Henadade, outra porte, desde a casa de Azarias até o ângulo e até a esquina.     12353 16 3 25 Palal, filho de Uzai, reparou defronte do ângulo, e a torre que se projeta da casa real superior, que está junto ao átrio da guarda; depois dele Pedaías, filho de Parós.     12354 16 3 26 (Ora, os netinins habitavam em Ofel, até defronte da porta das águas, para o oriente, e até a torre que se projeta.)     12355 16 3 27 Depois repararam os tecoítas outra parte, defronte da grande torre que se projeta, e até o muro de Ofel.     12356 16 3 28 Para cima da porta dos cavalos fizeram os reparos os sacerdotes, cada um defronte da sua casa;     12357 16 3 29 depois dele Zadoque, filho de Imer, defronte de sua casa; e depois dele Semaías, filho de Secanias, guarda da porta oriental.     12358 16 3 30 Depois dele repararam outra parte Hananias, filho de Selemias, e Hanum, o sexto filho de Zalafe. Depois dele reparou Mesulão, filho de Berequias, uma parte defronte da sua câmara.     12359 16 3 31 Depois dele reparou Malquias, um dos ourives, uma parte até a casa dos netinins e dos mercadores, defronte da porta da guarda, e até a câmara superior da esquina.     12360 16 3 32 E entre a câmara da esquina e a porta das ovelhas repararam os ourives e os mercadores.     12361 16 4 1 Ora, quando Sambalate ouviu que edificávamos o muro, ardeu em ira,indignou-se muito e escarneceu dos judeus;    12362 16 4 2 e falou na presença de seus irmãos e do exército de Samária, dizendo: Que fazem estes fracos judeus? Fortificar-se-ão? Oferecerão sacrifícios? Acabarão a obra num só dia? Vivificarão dos montões de pó as pedras que foram queimadas?    12363 16 4 3 Ora, estava ao lado dele Tobias, o amonita, que disse: Ainda que edifiquem,vindo uma raposa derrubará o seu muro de pedra.    12364 16 4 4 Ouve, ó nosso Deus, pois somos tão desprezados; faze recair o opróbrio deles sobre as suas cabaças, e faze com que eles sejam um despojo numa terra de cativeiro.    12365 16 4 5 Não cubras a sua iniquidade, e não se risque de diante de ti o seu pecado, pois que te provocaram à ira na presença dos edificadores.    12366 16 4 6 Assim edificamos o muro; e todo o muro se completou até a metade da sua altura; porque o coração do povo se inclinava a trabalhar.    12367 16 4 7 Mas, ouvindo Sambalate e Tobias, e os arábios, o amonitas e os asdoditas, que ia avante a reparação dos muros de Jerusalém e que já as brechas se começavam a fechar, iraram-se sobremodo;    12368 16 4 8 e coligaram-se todos, para virem guerrear contra Jerusalém e fazer confusão    12369 16 4 9 Nós, porém, oramos ao nosso Deus, e pusemos guarda contra eles de dia e de noite.    12370 16 4 10 Então disse Judá: Desfalecem as forças dos carregadores, e há muito escombro; não poderemos edificar o muro.     12371 16 4 11 E os nossos inimigos disseram: Nada saberão nem verão, até que entremos no meio deles, e os matemos, e façamos cessar a obra.    12372 16 4 12 Mas sucedeu que, vindo os judeus que habitavam entre eles, dez vezes nos disseram: De todos os lugares de onde moram subirão contra nós.    12373 16 4 13 Pelo que nos lugares baixos por detrás do muro e nos lugares abertos, dispus o povo segundo suas famílias com as suas espadas, com as suas lanças, e com os seus arcos.     12374 16 4 14 Olhei, levantei-me, e disse aos nobres, aos magistrados e ao resto do povo: Não os temais! Lembrai-vos do Senhor, grande e temível, e pelejai por vossos irmãos, vossos filhos, vossas filhas, vossas mulheres e vossas casas.    12375 16 4 15 Quando os nossos inimigos souberam que nós tínhamos sido avisados, e que Deus tinha dissipado o conselho deles, todos voltamos ao muro, cada um para a sua obra.    12376 16 4 16 Desde aquele dia metade dos meus moços trabalhavam na obra, e a outra metade empunhava as lanças, os escudos, os arcos, e as couraças; e os chefes estavam por detrás de toda a casa de Judá.    12377 16 4 17 Os que estavam edificando o muro, e os carregadores que levavam as cargas, cada um com uma das mãos fazia a obra e com a outra segurava a sua arma;    12378 16 4 18 e cada um dos edificadores trazia a sua espada à cinta, e assim edificavam. E o que tocava a trombeta estava no meu lado.    12379 16 4 19 Disse eu aos nobres, aos magistrados e ao resto do povo: Grande e extensa é a obra, e nós estamos separados no muro, longe uns dos outros;    12380 16 4 20 em qualquer lugar em que ouvirdes o som da trombeta, ali vos ajuntareis conosco. O nosso Deus pelejará por nós.    12381 16 4 21 Assim trabalhávamos na obra; e metade deles empunhava as lanças desde a subida da alva até o sair das estrelas.    12382 16 4 22 Também nesse tempo eu disse ao povo: Cada um com o seu moço pernoite em Jerusalém, para que de noite nos sirvam de guardas, e de dia trabalhem.    12383 16 4 23 Desta maneira nem eu, nem meus irmãos, nem meus moços, nem os homens da guarda que me acompanhavam largávamos as nossas vestes; cada um ia com a arma à sua direita.     12384 16 5 1 Então se levantou um grande clamor do povo e de duas mulheres contra os judeus, seus irmãos.    12385 16 5 2 Pois havia alguns que diziam: Nós, nossos filhos e nossas filhas somos muitos; que se nos dê trigo, para que comamos e vivamos.    12386 16 5 3 Também havia os que diziam: Estamos empenhando nossos campos, as nossas vinhas e as nossas casas, para conseguirmos trigo durante esta fome.    12387 16 5 4 Havia ainda outros que diziam: Temos tomado dinheiro emprestado até para o tributo do rei sobre os nossos campos e as nossas vinhas.    12388 16 5 5 Ora, a nossa carne é como a carne de nossos irmãos, e nossos filhos como os filhos deles; e eis que estamos sujeitando nossos filhos e nossas filhas para serem servos, e algumas de nossas filhas já estão reduzidas à escravidão. Não está em nosso poder evitá-lo, pois outros têm os nossos campos e as nossas vinhas.    12389 16 5 6 Ouvindo eu, pois, o seu clamor, e estas palavras, muito me indignei.    12390 16 5 7 Então consultei comigo mesmo; depois contendi com do nobres e com os magistrados, e disse-lhes: Estais tomando juros, cada um de seu irmão. E ajuntei contra eles uma grande assembléia.    12391 16 5 8 E disse-lhes: Nós, segundo as nossas posses, temos resgatado os judeus, nossos irmãos, que foram vendidos às nações; e vós venderíeis os vossos irmãos, ou seriam vendidos a nós? Então se calaram, e não acharam o que responder.    12392 16 5 9 Disse mais: Não é bom o que fazeis; porventura não devíeis andar no temor do nosso Deus, por causa do opróbrio dos povos, os nosso inimigos? 10Também eu, meus irmãos e meus moços lhes temos emprestado dinheiro e trigo. Deixemos, peço-vos este ganho.    12393 16 5 10 [] 12394 16 5 11 Restituí-lhes hoje os seus campos, as suas vinhas, os seus olivais e as suas casas, como também a centésima parte do dinheiro, do trigo, do mosto e do azeite, que deles tendes exigido.    12395 16 5 12 Então disseram: Nós lho restituiremos, e nada lhes pediremos; faremos assim como dizes. Então, chamando os sacerdotes, fi-los jurar que fariam conforme prometeram.    12396 16 5 13 Também sacudi as minhas vestes, e disse: Assim sacuda Deus da sua casa e do seu trabalho todo homem que não cumprir esta promessa; assim mesmo seja ele sacudido e despojado. E toda a congregação disse: Amém! E louvaram ao Senhor; e o povo fez conforme a sua promessa.    12397 16 5 14 Além disso, desde o dia em que fui nomeado seu governador na terra de Judá, desde o ano vinte até o anos trinta e dois do rei Artaxerxes, isto é, por doze anos, nem eu nem meus irmãos comemos o pão devido ao governador.    12398 16 5 15 Mas os primeiros governadores, que foram antes de mim, oprimiram o povo, e tomaram-lhe pão e vinho e, além disso, quarenta siclos de prata; e até os seus moços dominavam sobre o povo. Porém eu assim não fiz, por causa do temor de Deus.    12399 16 5 16 Também eu prossegui na obra deste muro, e terra nenhuma compramos; e todos os meus moços se ajuntaram ali para a obra.    12400 16 5 17 Sentavam-se à minha mesa cento e cinqüenta homens dentre os judeus e os magistrados, além dos que vinham ter conosco dentre as nações que estavam ao redor de nós.    12401 16 5 18 Ora, o que se preparava para cada dia era um boi e seis ovelhas escolhidas; também se preparavam aves e, de dez em dez dias, provisão de toda qualidade de vinho. Todavia, nem por isso exigi o pão devido ao governador, porquanto a servidão deste povo era pesada.    12402 16 5 19 Lembra-te de mim para teu bem, ó meu Deus, e de tudo quanto tenho feito em prol deste povo    12403 16 6 1 Quando Sambalate, Tobias e Gesem, o arábio, e o resto dos nossos inimigos souberam que eu já tinha edificado o muro e que nele já não havia brecha alguma, ainda que até este tempo não tinha posto as portas nos portais,    12404 16 6 2 Sambalate e Gesem mandaram dizer-me: Vem, encontremo-nos numa das aldeias da planície de Ono. Eles, porém, intentavam fazer-me mal.    12405 16 6 3 E enviei-lhes mensageiros a dizer: Estou fazendo uma grande obra, de modo que não poderei descer. Por que cessaria esta obra, enquanto eu a deixasse e fosse ter convosco?    12406 16 6 4 Do mesmo modo mandaram dizer-se quatro vezes; e do mesmo modo lhes respondi.    12407 16 6 5 Então Sambalate, ainda pela quinta vez, me enviou o seu moço com uma carta aberta na mão,    12408 16 6 6 na qual estava escrito: Entre as nações se ouviu, e Gesem o diz, que tu e os judeus intentais revoltar-vos, e por isso tu estás edificando o muro, e segundo se diz, queres fazer-te rei deles;    12409 16 6 7 e que constituíste profetas para proclamarem a respeito de ti em Jerusalém: Há rei em Judá. Ora, estas coisas chegarão aos ouvidos do rei; vem pois, agora e consultemos juntamente.    12410 16 6 8 Então mandei dizer-lhe: De tudo o que dizes, coisa nenhuma sucedeu, mas tu mesmo o inventas.    12411 16 6 9 Pois todos eles nos procuravam atemorizar, dizendo: As suas mãos hão de largar a obra, e não se efetuará. Mas agora, ó Deus, fortalece as minhas mãos.    12412 16 6 10 Fui à casa de Semaías, filho de Delaías, filho de Meetabel, que estava em recolhimento; e disse ele: Ajuntemo-nos na casa de Deus, dentro do templo, e fechemos as suas portas, pois virão matar-te; sim, de noite virão matar-te.    12413 16 6 11 Eu, porém, respondi: Um homem como eu fugiria? e quem há que, sendo tal como eu, possa entrar no templo e viver? De maneira nenhuma entrarei.    12414 16 6 12 E percebi que não era Deus que o enviara; mas ele pronunciou essa profecia contra mim, porquanto Tobias e Sambalate o haviam subornado.    12415 16 6 13 Eles o subornaram para me atemorizar, a fim de que eu assim fizesse, e pecasse, para que tivessem de que me infamar, e assim vituperassem.     12416 16 6 14 Lembra-te, meu Deus, de Tobias e de Sambalate, conforme estas suas obras, e também da profetisa Noadias, e dos demais profetas que procuravam atemorizar-me.     12417 16 6 15 Acabou-se, pois, o muro aos vinte e cinco do mês de elul, em cinqüenta e dois dias.     12418 16 6 16 Quando todos os nosso inimigos souberam disso, todos os povos que havia em redor de nós temeram, e abateram-se muito em seu próprio conceito; pois perceberam que fizemos esta obra com o auxílio do nosso Deus.    12419 16 6 17 Além disso, naqueles dias o nobres de Judá enviaram muitas cartas a Tobias, e as cartas de Tobias vinham para eles.     12420 16 6 18 Pois muitos em Judá estavam ligados a ele por juramento, por ser ele genro de Secanias, filho de Ará, e por haver seu filho Joanã casado com a filha de Mesulão, filho de Berequias.     12421 16 6 19 Também as boas ações dele contavam perante mim, e as minhas palavras transmitiam a ele. Tobias, pois, escrevia cartas para me atemorizar.     12422 16 7 1 Ora, depois que o muro foi edificado, tendo eu assentado as portas, e havendo sido designados os porteiros, os cantores e os levitas,    12423 16 7 2 pus Hanâni, meu irmão, e Hananias, governador do castelo, sobre Jerusalém; pois ele era homem fiel e temente a Deus, mais do que muitos;     12424 16 7 3 e eu lhes disse: Não se abram as portas de Jerusalém até que o sol aqueça; e enquanto os guardas estiverem nos postos se fechem e se tranquem as portas; e designei dentre os moradores de Jerusalém guardas, cada um por seu turno, e cada um diante da sua casa.     12425 16 7 4 Ora, a cidade era larga e grande, mas o povo dentro dela era pouco, e ainda as casa não estavam edificadas.    12426 16 7 5 Então o meu Deus me pôs no coração que ajuntasse os nobres, os magistrados e o povo, para registrar as genealogias. E achei o livro da genealogia dos que tinham subido primeiro e achei escrito nele o seguinte:     12427 16 7 6 Este são os filhos da província que subiram do cativeiro dentre os exilados, que Nabucodonozor, rei da Babilônia, transportara e que voltaram para Jerusalém e para Judá, cada um para a sua cidade,    12428 16 7 7 os quais vieram com Zorobabel, Jesuá, Neemias, Azarias, Raamias, Naamâni, Mardoqueu, Bilsã, Misperete, Bigvai, Neum e Baaná. Este é o número dos homens do povo de Israel:    12429 16 7 8 foram os filhos de Parós, dois mil cento e setenta e dois;    12430 16 7 9 os filhos de Sefatias, trezentos e setenta e dois;    12431 16 7 10 os filhos de Ará, seiscentos e cinqüenta e dois;    12432 16 7 11 os filhos de Paate-Moabe, dos filhos de Jesuá e de Joabe, dois mil oitocentos e dezoito;     12433 16 7 12 os filhos de Elão, mil duzentos e cinqüenta e quatro;     12434 16 7 13 os filhos de Zatu, oitocentos e quarenta e cinco;     12435 16 7 14 os filhos de Zacai, setecentos e sessenta;    12436 16 7 15 os filhos de Binuí, seiscentos e quarenta e oito;    12437 16 7 16 os filhos de Bebai, seiscentos e vinte e oito;    12438 16 7 17 os filhos de Azgade, dois mil trezentos e vinte e dois;    12439 16 7 18 os filhos de Adonicão, seiscentos e sessenta e sete;    12440 16 7 19 os filhos de Bigvai, dois mil e sessenta e sete;     12441 16 7 20 os filhos de Adim, seiscentos e cinqüenta e cinco;     12442 16 7 21 os filhos de Ater, de Ezequias, noventa e oito;     12443 16 7 22 os filhos de Hasum, trezentos e vinte e oito;     12444 16 7 23 os filhos de Bezai, trezentos e vinte e quatro;     12445 16 7 24 os filhos de Harife, cento e doze;     12446 16 7 25 os filhos de Gibeão, noventa e cinco;     12447 16 7 26 os filhos de Belém e de Netofá, cento e oitenta e oito;     12448 16 7 27 os homens de Anatote, cento e vinte e oito;     12449 16 7 28 os homens de Bete-Azmavete, quarenta e dois;     12450 16 7 29 os homens de Quiriate-Jeriam, de Cefira, e de Beerote, setecentos e quarenta e três;     12451 16 7 30 os homens de Ramá e Gaba, seiscentos e vinte e um;     12452 16 7 31 os homens de Micmás, cento e vinte e dois;     12453 16 7 32 os homens de Betel e Ai, cento e vinte e três;     12454 16 7 33 os homens do outro Nebo, cinqüenta e dois;     12455 16 7 34 os filhos do outro Elão, mil duzentos e cinqüenta e quatro;     12456 16 7 35 os filhos de Harim, trezentos e vinte;     12457 16 7 36 os filhos de Jericó, trezentos e quarenta e cinco;     12458 16 7 37 os filhos de Lode, de hadide e de Ono, setecentos e vinte e um;     12459 16 7 38 os filhos de Senaá, três mil novecentos e trinta.    12460 16 7 39 Os sacerdotes: os filhos de Jedaías, da casa de Jesuá, novecentos e setenta e três;     12461 16 7 40 os filhos de Imer, mil e cinqüenta e dois;     12462 16 7 41 os filhos de Pasur, mil duzentos e quarenta e sete;     12463 16 7 42 os filhos de Harim, mil e dezessete;     12464 16 7 43 Os levitas: os filhos de Jesuá, de Cadmiel, dos filhos de Hodevá, setenta e quatro.    12465 16 7 44 Os cantores: os filhos de Asafe, cento e quarenta e oito.    12466 16 7 45 Os porteiros: os filhos de Salum, os filhos de Ater, os filhos de Talmom, os filhos de Acube, os filhos de Hatita, os filhos de Sobai, cento e trinta e oito.    12467 16 7 46 Os netinis: os filhos de Ziá, os filhos de Hasufa, os filhos de Tabaote,    12468 16 7 47 os filhos de Querós, os filhos de Siá, os filhos de Padom,     12469 16 7 48 os filhos de Lebana, os filhos de Hagaba, os filhos de Salmai,     12470 16 7 49 os filhos de Hanã, os filhos de Gidel, os filhos de Gaar,    12471 16 7 50 os filhos de Recaías, os filhos de Rezim, os filhos de Necoda,    12472 16 7 51 os filhos de Gazão, os filhos de Uzá, os filhos de Paséia,    12473 16 7 52 os filhos de Besai, os filhos de Meunim, os filhos de Nefusesim,     12474 16 7 53 os filhos de Baquebuque, os filhos de Hacufa, os filhos de Hacur,     12475 16 7 54 os filhos de Bazlite, os filhos de Meída, os filhos de Harsa,    12476 16 7 55 os filhos de Barcos, os filhos de Sísera, os filhos de Tamá,    12477 16 7 56 os filhos de Nezias, os filhos de Hatifa,    12478 16 7 57 os filhos dos servos de Salomão: os filhos de Sotai, os filhos de Soforete, os filhos de Perida,    12479 16 7 58 os filhos de Jaala, os filhos de Darcom, os filhos de Gidel,    12480 16 7 59 os filhos de Sefatias, os filhos de Hatil, os filhos de Paquerete-Hazebaim e os filhos de Amom.    12481 16 7 60 Todos os netinins e os filhos dos servos de Salomão, eram trezentos e noventa e dois.    12482 16 7 61 Estes foram os que subiram de Tel-Mela, Tel-Harsa, Querube, Adom, e Imer; porém não puderam provar que as suas casas paternas e as sua linhagem eram de Israel:     12483 16 7 62 os filhos de Dalaías, os filhos de Tobias, os filhos de Necoda, seiscentos e quarenta e dois.    12484 16 7 63 E dos sacerdotes: os filhos de Hobaías, os filhos Hacoz, os filhos de Barzilai, que tomara por mulher uma das filhas Barzilai, o gileadita, e que foi chamado do seu nome.     12485 16 7 64 Estes buscaram o seu registro entre os arrolados nos registros genealógicos, mas não foi encontrado; pelo que, tidos por imundos, foram excluídos do sacerdócio.    12486 16 7 65 E o governador lhes disse que não comesse das coisas sagradas, até que se levantasse um sacerdote com Urim e Tumim.    12487 16 7 66 Toda esta congregação junta somava quarenta e dois mil trezentos e sessenta;    12488 16 7 67 afora os seus servos e as suas servas, que foram sete mil trezentos e trinta e sete; e tinham duzentos e quarenta e cinco cantores e cantoras.    12489 16 7 68 Os seus cavalos foram setecentos e trinta e seis; os seus mulos, duzentos e quarenta e cinco;     12490 16 7 69 os seus camelos, quatrocentos e trinta e cinco; e os seus jumentos, seis mil setecentos e vinte.     12491 16 7 70 Ora, alguns dos cabeças das casas paternas contribuíram para a obra. O governador deu para a tesouraria mil dários de ouro, cinqüenta bacias, e quinhentas e trinta vestes sacerdotais.    12492 16 7 71 E alguns dos cabeças das casas paternas deram para a tesouraria da obra vinte mil dáricos de ouro, e duas mil e duzentas minas de prata.    12493 16 7 72 O que o resto do povo deu foram vinte mil dáricos de ouro, duas mil minas de prata, e sessenta e sete vestes sacerdotais.    12494 16 7 73 Os sacerdotes, os levitas, os porteiros, os cantores, alguns dentre o povo, os netinins e todo o Israel habitaram nas suas cidades. Quando chegou o sétimo mês, já se achavam os filhos de Israel nas suas cidades.    12495 16 8 1 Então todo o povo se ajuntou como um só homem, na praça diante da porta das águas; e disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o livro da lei de Moisés, que o Senhor tinha ordenado a Israel.    12496 16 8 2 E Esdras, o sacerdote, trouxe a lei perante a congregação, tanto de homens como de mulheres, e de todos os que podiam ouvir com entendimento, no primeiro dia do sétimo mês.    12497 16 8 3 E leu nela diante da praça que está fronteira à porta das águas, desde a alva até o meio-dia, na presença dos homens e das mulheres, e dos que podiam entender; e os ouvidos de todo o povo estavam atentos ao livro da lei.    12498 16 8 4 Esdras, o escriba, ficava em pé sobre um estrado de madeira, que fizeram para esse fim e estavam em pé junto a ele, à sua direita, Matitias, Sema, Ananías, Urias, Hilquias e Maaséias; e à sua esquerda, Pedaías, Misael, Malquias, Hasum, Hasbadana, Zacarias e Mesulão.    12499 16 8 5 E Esdras abriu o livro à vista de todo o povo (pois estava acima de todo o povo); e, abrindo-o ele, todo o povo se pôs em pé.    12500 16 8 6 Então Esdras bendisse ao Senhor, o grande Deus; e todo povo, levantando as mãos, respondeu: Amém! amém! E, inclinando-se, adoraram ao Senhor, com os rostos em terra.    12501 16 8 7 Também Jesuá, Bani, Serebias, Jamim, Acube; Sabetai, Hodias, Maaséias, Quelita, Azarias, Jozabade, Hanã, Pelaías e os levitas explicavam ao povo a lei; e o povo estava em pé no seu lugar.    12502 16 8 8 Assim leram no livro, na lei de Deus, distintamente; e deram o sentido, de modo que se entendesse a leitura.    12503 16 8 9 E Neemias, que era o governador, e Esdras, sacerdote e escriba, e os levitas que ensinavam o povo, disseram a todo o povo: Este dia é consagrado ao Senhor vosso Deus; não pranteeis nem choreis. Pois todo o povo chorava, ouvindo as palavras da lei.    12504 16 8 10 Disse-lhes mais: Ide, comei as gorduras, e bebei as doçuras, e enviai porções aos que não têm nada preparado para si; porque este dia é consagrado ao nosso Senhor. Portanto não vos entristeçais, pois a alegria do Senhor é a vossa força.    12505 16 8 11 Os levitas, pois, fizeram calar todo o povo, dizendo: Calai-vos, porque este dia é santo; por isso não vos entristeçais.    12506 16 8 12 Então todo o povo se foi para comer e beber, e para enviar porções, e para fazer grande regozijo, porque tinha entendido as palavras que lhe foram referidas.    12507 16 8 13 Ora, no dia seguinte ajuntaram-se os cabeças das casas paternas de todo o povo, os sacerdotes e os levitas, na presença de Esdras, o escriba, para examinarem as palavras da lei;    12508 16 8 14 e acharam escrito na lei que o Senhor, por intermédio de Moisés, ordenara que os filhos de Israel habitassem em cabanas durante a festa do sétimo mês;    12509 16 8 15 e que publicassem e fizessem passar pregão por todas as suas cidades, e em ramos de oliveiras, de zambujeiros e de murtas, folhas de palmeiras, e ramos de outras árvores frondosas, para fazerdes cabanas, como está escrito.    12510 16 8 16 Saiu, pois, o povo e trouxe os ramos; e todos fizeram para si cabanas, cada um no eirado da sua casa, nos seus pátios, nos átrios da casa de Deus, na praça da porta das águas, e na praça da porta de Efraim.    12511 16 8 17 E toda a comunidade dos que tinham voltado do cativeiro fez cabanas, e habitaram nelas; pois não tinham feito assim os filhos de Israel desde os dias de Josué, filho de Num, até aquele dia. E houve mui grande regozijo.    12512 16 8 18 E Esdras leu no livro da lei de Deus todos os dias, desde o primeiro até o último; e celebraram a festa por sete dias, e no oitavo dia houve uma assembléia solene, segundo a ordenança.    12513 16 9 1 Ora, no dia vinte e quatro desse mês, se ajuntaram os filhos de Israel em jejum, vestidos de sacos e com terra sobre as cabeças.    12514 16 9 2 E os da linhagem de Israel se apartaram de todos os estrangeiros, puseram-se em pé e confessaram os seus pecados e as iniquidades de seus pais.    12515 16 9 3 E, levantando-se no seu lugar, leram no livro da lei do Senhor seu Deus, uma quarta parte do dia; e outra quarta parte fizeram confissão, e adoraram ao Senhor seu Deus.    12516 16 9 4 Então Jesuá, Bani, Cadmiel, Sebanias, Buni, Serebias, Bani e Quenâni se puseram em pé sobre os degraus dos levitas, e clamaram em alta voz ao Senhor seu Deus.    12517 16 9 5 E os levitas Jesuá, Cadmiel, Bani, Hasabnéias, Serebias, Hodias, Sebanias e Petaías disseram: Levantai-vos, bendizei ao Senhor vosso Deus de eternidade em eternidade. Bendito seja o teu glorioso nome, que está exaltado sobre toda benção e louvor.    12518 16 9 6 Tu, só tu, és Senhor; tu fizeste o céu e o céu dos céus, juntamente com todo o seu exército, a terra e tudo quanto nela existe, os mares e tudo quanto neles já, e tu os conservas a todos, e o exército do céu te adora.    12519 16 9 7 Tu és o Senhor, o Deus que elegeste a Abrão, e o tiraste de Ur dos caldeus, e lhe puseste por nome Abraão;    12520 16 9 8 e achaste o seu coração fiel perante ti, e fizeste com ele o pacto de que darias à sua descendência a terra dos cananeus, dos heteus, dos amorreus, dos perizeus, dos jebuseus e dos girgaseus; e tu cumpriste as tuas palavras, pois és justo.    12521 16 9 9 Também viste a aflição de nossos pais no Egito, e ouviste o seu clamor junto ao Mar Vermelho;    12522 16 9 10 e o operaste sinais e prodígios contra Faraó; e contra todos os seus servos, e contra todo o povo da sua terra; pois sabias com que soberba eles os haviam tratado; e assim adquiriste renome, como hoje se vê.    12523 16 9 11 Fendente o mar diante deles, de modo que passaram pelo meio do mar, em seco; e lançaste os seus perseguidores nas profundezas, como uma pedra nas águas impetuosas.    12524 16 9 12 Além disso tu os guiaste de dia por uma coluna de nuvem e de noite por uma coluna de fogo, para os alumiares no caminho por onde haviam de ir.    12525 16 9 13 Desceste sobre o monte Sinai, do céu falaste com eles, e lhes deste juízos retos e leis verdadeiras, bons estatutos e mandamentos;    12526 16 9 14 o teu santo sábado lhes fizeste conhecer; e lhes ordenaste mandamentos e estatutos e uma lei, por intermédio de teu servo Moisés.    12527 16 9 15 Do céu lhes deste pão quando tiveram fome, e da rocha fizeste brotar água quando tiveram sede; e lhes ordenaste que entrassem para possuir a terra que com juramento lhes havias prometido dar.    12528 16 9 16 Eles, porém, os nossos pais, se houveram soberbamente e endureceram a cerviz, e não deram ouvidos aos teus mandamentos,    12529 16 9 17 recusando ouvir-te e não se lembrando das tuas maravilhas, que fizeste no meio deles; antes endureceram a cerviz e, na sua rebeldia, levantaram um chefe, a fim de voltarem para sua servidão. Tu, porém, és um Deus pronto para perdoar, clemente e misericordioso, tardio em irar-te e grande em beneficência, e não os abandonaste.    12530 16 9 18 Ainda mesmo quando eles fizeram para si um bezerro de fundição, e disseram: Este é o teu Deus, que te tirou do Egito, e cometeram grandes blasfêmias,    12531 16 9 19 todavia tu, pela multidão das tuas misericórdias, não os abandonaste no deserto. A coluna de nuvem não se apartou deles de dia, para os guiar pelo caminho, nem a coluna de fogo de noite, para lhes alumiar o caminho por onde haviam de ir.    12532 16 9 20 Também lhes deste o teu bom espírito para os ensinar, e o teu maná não retiraste da tua boca, e água lhes deste quando tiveram sede.    12533 16 9 21 Sim, por quarenta anos os sustentaste no deserto; não lhes faltou coisa alguma; a sua roupa não envelheceu, e o seus pés não se incharam.    12534 16 9 22 Além disso lhes deste reinos e povos, que lhes repartiste em porções; assim eles possuíram a terra de Siom, a saber; a terra do rei de Hesbom, e a terra de Ogue, rei de Basã.    12535 16 9 23 Outrossim mulplicaste os seus filhos como as estrelas do céu, e os introduziste na terra de que tinhas dito a seus pais que nela entrariam para a possuírem.    12536 16 9 24 Os filhos, pois, entraram e possuíram a terra; e abateste perante eles, os moradores da terra, os cananeus, e lhos entregaste nas mãos, como também os seus reis, e os povos da terra, para fazerem deles conforme a sua vontade.    12537 16 9 25 Tomaram cidades fortificadas e uma terra fértil, e possuíram casas cheias de toda sorte de coisas boas, cisternas cavadas, vinhas e olivais, e árvores frutíferas em abundância; comeram, pois, fartaram-se e engordaram, e viveram em delícias, pela tua grande bondade.    12538 16 9 26 Não obstante foram desobedientes, e se rebelaram contra ti; lançaram a tua lei para trás das costas, e mataram os teus profetas que protestavam contra eles para que voltassem a ti; assim cometeram grandes provocações.    12539 16 9 27 Pelo que os entregaste nas mãos dos seus adversários, que os afligiram; mas no templo da sua angústia, quando eles clamaram a ti, tu os ouviste do céu; e segundo a multidão das tuas misericórdias lhes deste libertadores que os libertaram das mãos de seus adversários.    12540 16 9 28 Mas, tendo alcançado repouso, tornavam a fazer o mal diante de ti,; portanto tu os deixavas nas mãos dos seus inimigos, de modo que estes dominassem sobre eles; todavia quando eles voltavam e clamavam a ti, tu os ouvias do céu, e segundo a tua misericórdia os livraste muitas vezes;     12541 16 9 29 e testemunhaste contra eles, para os fazerdes voltar para a tua lei; contudo eles se houveram soberbamente, e não deram ouvidos aos teus mandamentos, mas pecaram contra os teus juízos, pelos quais viverá o homem que os cumprir; viraram o ombro, endureceram a cerviz e não quiseram ouvir.    12542 16 9 30 Não obstante, por muitos anos os aturaste, e testemunhaste contra eles pelo teu Espírito, por intermédio dos teus profetas; todavia eles não quiseram dar ouvidos; pelo que os entregaste nas mãos dos povos de outras terras.    12543 16 9 31 Contudo pela tua grande misericórdia não os destruíste de todo, nem os abandonaste, porque és um Deus clemente e misericordioso.    12544 16 9 32 Agora, pois, ó nosso Deus, Deus grande, poderoso e temível, que guardas o pacto e a beneficência, não tenhas em pouca conta toda a aflição que nos alcançou a nós, a nossos reis, a nossos príncipes, a nossos sacerdotes, a nossos profetas, a nossos pais e a todo o teu povo, desde os dias dos reis da Assíria até o dia de hoje.    12545 16 9 33 Tu, porém, és justo em tudo quanto tem vindo sobre nós; pois tu fielmente procedeste, mas nós perversamente.    12546 16 9 34 Os nossos reis, os nossos príncipes, os nossos sacerdotes, e os nossos pais não têm guardado a tua lei, nem têm dado ouvidos aos teus mandamentos e aos teus testemunhos, com que testificaste contra eles.    12547 16 9 35 Porque eles, no seu reino, na muita abundância de bens que lhes deste, na terra espaçosa e fértil que puseste diante deles, não te serviram, nem se converteram de suas más obras.    12548 16 9 36 Eis que hoje somo escravos; e quanto à terra que deste a nossos pais, para comerem o seu fruto e o seu bem, eis que somos escravos nela.    12549 16 9 37 E ela multiplica os seus produtos para os reis que puseste sobre nós por causa dos nossos pecados; também eles dominam sobre os nossos corpos e sobre o nosso gado como bem lhes apraz, e estamos em grande angústia.    12550 16 9 38 Contudo, por causa de tudo isso firmamos um pacto e o escrevemos; e selam-no os nossos príncipes, os nossos levitas e os nossos sacerdotes.    12551 16 10 1 Os que selaram foram: Neemias, o governador, filho de Hacalias, Zedequias,    12552 16 10 2 Seraías, Azarias, Jeremias,    12553 16 10 3 Pasur, Amarias, Malquias,     12554 16 10 4 Hatus, Sebanias, Maluque,    12555 16 10 5 Harim, Meremote, Obadias,    12556 16 10 6 Daniel, Ginetom, Baruque,    12557 16 10 7 Mesulão, Abias, Miamim,    12558 16 10 8 Maazias, Bilgai e Semaías;estes foram os sacerdotes.    12559 16 10 9 E os levitas: Jesuá, filho de Azanias, Binuí, dos filhos de Henadade, Cadmiel,    12560 16 10 10 e seus irmãos, Sebanias, Hodias, Quelita, Pelaías, Hanã,    12561 16 10 11 Mica, Reobe, Hasabias,     12562 16 10 12 Zacur, Serebias, Sebanias,     12563 16 10 13 Hodias, Bani e Benínu.    12564 16 10 14 Os chefes do povo: Parós, Paate-Moabe, Elão, Zatu, Bani,    12565 16 10 15 Buni, Azgade, Bebai,    12566 16 10 16 Adonias, Bigvai, Adim,    12567 16 10 17 Ater, Ezequias, Azur,    12568 16 10 18 Hodias, Asum, Bezai,    12569 16 10 19 Harife, Anotote, Nobai,     12570 16 10 20 Magpias, Mesulão, Hezir,    12571 16 10 21 Mesezabel, Zadoque, Jadua,     12572 16 10 22 Pelatias, Hanã, Anaías,     12573 16 10 23 Oséias, Hananias, Ananías,     12574 16 10 24 Haloés, Pilá, Sobeque,     12575 16 10 25 Reum, Hasabna, Maaséias,     12576 16 10 26 Aías, Hanã, Anã,     12577 16 10 27 Maluque, Harim e Baaná.    12578 16 10 28 E o resto do povo, os sacerdotes, os porteiros, os cantores, os netinins, e todos os que se tinham separado dos povos de outras terras para seguir a lei de Deus, suas mulheres, seus filhos e suas filhas, todos os que tinham conhecimento e entendimento,    12579 16 10 29 aderiram a seus irmãos, os seus nobres, e convieram num juramento sob pena de maldição de que andariam na lei de Deus, a qual foi dada por intermédio de Moisés, servo de Deus, e de que guardariam e cumpririam todos os mandamentos do Senhor, nosso Senhor, e os seus juízos e os seus estatutos;    12580 16 10 30 de que não daríamos as nossas filhas aos povos da terra, nem tomaríamos as filhas deles para os nossos filhos;    12581 16 10 31 de que, se os povos da terra trouxessem no dia de sábado qualquer mercadoria ou quaisquer cereais para venderem, nada lhes compraríamos no sábado, nem em dia santificado; e de que abriríamos mão do produto do sétimo ano e da cobrança nele de todas as dívidas.    12582 16 10 32 Também sobre nós impusemos ordenanças, obrigando-nos a dar a cada ano a terça parte dum siclo para o serviço da casa do nosso Deus;    12583 16 10 33 para os pães da proposição, para a contínua oferta de cereais, para o contínuo holocausto dos sábados e das luas novas, para as festas fixas, para as coisas sagradas, para as ofertas pelo pecado a fim de fazer expiação por Israel, e para toda a obra da casa do nosso Deus.    12584 16 10 34 E nós, os sacerdotes, os levitas e o povo lançamos sortes acerca da oferta da lenha que havíamos de trazer à casa do nosso Deus, segundo as nossas casas paternas, a tempos determinados, de ano em ano, para se queimar sobre o altar do Senhor nosso Deus, como está escrito na lei.    12585 16 10 35 Também nos obrigamos a trazer de ano em ano à casa do Senhor as primícias de todos os frutos de todas as árvores;    12586 16 10 36 e a trazer os primogênitos dos nossos filhos, e os do nosso gado, como está escrito na lei, e os primogênitos das nossas manadas e dos nossos rebanhos à casa do nosso Deus, aos sacerdotes que ministram na casa do nosso Deus;    12587 16 10 37 e as primícias da nossa mas, e as nossas ofertas alçadas, e o fruto de toda sorte de árvores, para as câmaras da casa de nosso Deus; e os dízimos da nossa terra aos levitas; pois eles, os levitas, recebem os dízimos em todas as cidades por onde temos lavoura.    12588 16 10 38 E o sacerdote, filho de Arão, deve estar com os levitas quando estes receberem os dízimos; e os levitas devem trazer o dízimo dos dízimos à casa do nosso Deus, para as câmaras, dentro da tesouraria.    12589 16 10 39 Pois os filhos de Israel e os filhos de Levi devem trazer ofertas alçadas dos cereais, do mosto e do azeite para aquelas câmaras, em que estão os utensílios do santuário, como também os sacerdotes que ministram, e os porteiros, e os cantores; e assim não negligenciarmos a casa do nosso Deus.    12590 16 11 1 Ora, os príncipes do povo habitaram em Jerusalém; e o restante do povo lançou sortes, para atirar um de cada dez que habitasse na santa cidade de Jerusalém, ficando nove nas outras cidades.    12591 16 11 2 E o povo bendisse todos os homens que voluntariamente se ofereceram para habitar em Jerusalém.    12592 16 11 3 Estes, pois, são os chefes da província que habitaram em Jerusalém; porém nas cidades de Judá habitou cada um na sua possessão, nas suas cidades, a saber, Israel, os sacerdotes, os levitas, os netinins e os filhos dos servos de Salomão.    12593 16 11 4 E habitaram em Jerusalém alguns dos filhos de Judá e dos filhos de Benjamim. Dos filhos de Judá: Ataías, filho de Uzias, filho de Zacarias, filho de Amarias, filho de Sefatias, filho de Maalelel, dos filhos de Pérez;    12594 16 11 5 e Maaséias, filho de Baruque, filho de Col-Hoze, filho de Hazaías, filho de Adaías, filho de Joiaribe, filho de Zacarias, filho de Silôni.    12595 16 11 6 Todos os filhos de Pérez que habitaram em Jerusalém foram quatrocentos e sessenta e oito homens valentes.    12596 16 11 7 São estes os filhos de Benjamim: Salu, filho de Mesulão, filho de Joede, filho de Pedaías, filho de Colaías, filho de Maaséias, filho de Itiel, filho de Jesaías.    12597 16 11 8 E depois dele Gabai, Salai, ...novecentos e vinte e oito.    12598 16 11 9 Joel, filho de Zicri, superintendente sobre eles; e Judá, filho de Senua, o segundo sobre a cidade.    12599 16 11 10 Dos sacerdotes: Jedaías, filho de Joiaribe, Jaquim,    12600 16 11 11 Seraías, filho de Hilquias, filho de Mesulão, filho de Zadoque, filho de Meraiote, filho de Altube, príncipe sobre a casa de Deus;    12601 16 11 12 e seus irmãos que faziam a obra da casa, oitocentos e vinte e dois; e Adaías, filho de Jeroão, filho de Pelalias, filho de Anzi, filho de Zacarias, filha de Pasur, filho de Malquias,    12602 16 11 13 e seus irmãos, cabeças de casas paternas, duzentos e quarenta e dois; e Amassai, filho de Azarel, filho de Aazai, filho de Mesilemote, filho de Imer,    12603 16 11 14 e os irmãos deles, homens valentes, cento e vinte e oito; e o superintendente sobre eles era Zabdiel, filho de Hagedolim.    12604 16 11 15 Dos levitas: Semaías, filho de Hassube, filho de Azricão, filho de Hasabias, filho de Buni;    12605 16 11 16 Sabetai e Jozabade, dos cabeças dos levitas, presidiam o serviço externo da casa de Deus;    12606 16 11 17 Matanias, filho de Mica, filho de Zabdi, filho de Asafe, o dirigente que iniciava as ações de graças na oração, e Baquebuquias, o segundo entre seus irmãos; depois Abda, filho de Samua, filho de Galal, filho de Jedútun.    12607 16 11 18 Todos os levitas na santa cidade foram duzentos e oitenta e quatro.    12608 16 11 19 Também os porteiros, Acube, Talmom, e seus irmãos, os guardas das portas, foram cento e sessenta e dois.    12609 16 11 20 O resto de Israel e dos sacerdotes e levitas, habitou em todas as cidades de Judá, cada um na sua herança.    12610 16 11 21 Os netinins, porém, habitaram em Ofel; e Ziá e Gispa presidiram sobre eles.    12611 16 11 22 O superintendente dos levitas em Jerusalém era Uzi, filho de Bani, filho de Hasabias, filho de Matanias, filho de Mica, dos filhos de Asafe, os cantores; ele estava encarregado do serviço da casa de Deus.    12612 16 11 23 Pois havia uma ordem da parte do rei acerca deles, e uma norma para os cantores, estabelecendo o dever de cada dia.    12613 16 11 24 E Petaías, filho de Mesezabel, dos filhos de Zerá, filho de Judá, estava às ordens do rei, em todos os negócios concernentes ao povo.    12614 16 11 25 E quanto às aldeias com os seus campos, alguns dos filhos de Judá habitaram em Quiriate-Arba e seus arrabaldes, em Dibom e seus arrabaldes, e em Jecabzeel e suas aldeias;    12615 16 11 26 em Jesuá, em Molada, em Bete-Pelete,    12616 16 11 27 Em Hazar-Sual, em Berseba e seus arrabaldes,    12617 16 11 28 em Ziclague, em Mecona e seus arrabaldes,    12618 16 11 29 em En-Rimom, em Zorá, em Jarmute,    12619 16 11 30 em Zanoa, em Adulão e suas aldeias, em Laquis e seus campos, e em Azeca e seus arrabaldes. Acamparam-se, pois, desde Berseba até o vale do Hinom.    12620 16 11 31 Os filhos de Benjamim também habitaram desde Geba em diante, em Micmás e Aíja, em Betel e seus arrabaldes,    12621 16 11 32 em Anatote, em Nobe, em Ananias,    12622 16 11 33 em Hazor, em Ramá, em Gitaim,    12623 16 11 34 em Hadide, em Zeboim, em Nebalate,    12624 16 11 35 em Lode, e em Ono, vale dos artífices.    12625 16 11 36 E dos levitas que habitavam em Judá, algumas turmas foram unidas a Benjamim.    12626 16 12 1 Ora, estes são os sacerdotes e os levitas que subiram com Zorobabel, filho de Sealtiel, e com Jesuá: Seraías, Jeremias, Esdras,    12627 16 12 2 Amarias, Maluque, Hatus,    12628 16 12 3 Ido, Ginetói, Abias,    12629 16 12 4 Secanias, Reum, Meremote,    12630 16 12 5 Miamim, Maadias, Bilga,    12631 16 12 6 Semaías, Joiaribe, Jedaías,    12632 16 12 7 Salu, Amoque, Hilquias e Jedaías; estes foram os chefes dos sacerdotes e de seus irmãos, nos dias de Jesuá.    12633 16 12 8 E os levitas: Jesuá, Binuí, Cadmiel, Serebias, Judá, Matanias; este e seus irmãos dirigiam os louvores.    12634 16 12 9 E Baquebuquias e Uni, seus irmãos, estavam defronte deles segundo os seus cargos.    12635 16 12 10 Jesuá foi pai de Joiaquim, Joiaquim de Eliasibe, Eliasibe de Joiada,    12636 16 12 11 Joiada de Jonatã, e Jonatã de Jadua.    12637 16 12 12 E nos dias de Joiaquim foram sacerdotes, chefes das casas paternas: por Seraías, Meraías; por Jeremias, Hananias;    12638 16 12 13 por Esdras, Mesulão; por Amarias, Jeoanã;    12639 16 12 14 por Malúqui, Jonatã; por Sebanias, José;    12640 16 12 15 por Harim, Adná; por Meraiote, Helcai;    12641 16 12 16 por Ido, Zacarias; por Gineton, Mesulão;    12642 16 12 17 por Abias, Zicri; por Miniamim, por Moadias, Piltai;    12643 16 12 18 por Bilga, Samua; por Semaías, Jeonatã;    12644 16 12 19 por Joiaribe, Matenai; por Jedaías, Uzi;    12645 16 12 20 por Salai, Calai; por Amoque, Eber;    12646 16 12 21 por Hilquias, Hasabias; por Jedaías, Netanel.    12647 16 12 22 Nos dias de Eliasibe, Joiada, Joanã e Jadua foram inscritos, dos levitas, os chefes das casas paternas; e assim também os dos sacerdotes, no reinado de Dário, o persa.    12648 16 12 23 Os filhos de Levi, chefes de casas paternas, foram inscritos no livro das crônicas, até os dias de Joanã, filho de Eliasibe.    12649 16 12 24 Foram, pois, os chefes dos levitas: Hasabias, Serebias, Jesuá, filho de Cadmiel, e seus irmãos que ficavam defronte deles, turma contra turma, para louvarem e darem graças, segundo a ordem de Davi, homem de Deus.    12650 16 12 25 Matanias, Baquebuquias, Obadias, Mesulão, Talmom, e Acube eram porteiros, e faziam a guarda junto aos celeiros das portas.    12651 16 12 26 Estes viveram nos dias de Joiaquim, filho de Jesuá, filho de Jozadaque, como também nos dias de Neemias, o governador, e do sacerdote Esdras, o escriba.    12652 16 12 27 Ora, na dedicação dos muros de Jerusalém buscaram os levitas de todos os lugares, para os trazerem a Jerusalém, a fim de celebrarem a dedicação com alegria e com ações de graças, e com canto, címbalos, alaúdes e harpas.    12653 16 12 28 Ajuntaram-se os filhos dos cantores, tanto da campina dos arredores de Jerusalém, como das aldeias do netofatitas;    12654 16 12 29 como também de Bete-Gilgal, e dos campos de Geba e Azmavete; pois os cantores tinham edificado para si aldeias ao redor de Jerusalém.    12655 16 12 30 E os sacerdotes e os levitas se purificaram, e purificaram o povo, as portas e o muro.    12656 16 12 31 Então fiz subir os príncipes de Judá sobre o muro, e constituí duas grandes companhias para darem graças e andarem em procissão, uma das quais foi para a direita sobre o muro, em direção à porta do monturo;    12657 16 12 32 e após ela seguiam Hosaías, e a metade dos príncipes de Judá,    12658 16 12 33 e Azarias, Esdras, Mesulão,    12659 16 12 34 Judá, Benjamim, Semaías, e Jeremias;    12660 16 12 35 e dos filhos dos sacerdotes, levando trombetas, Zacarias, filho de Jonatã, filho de Semaías, filho de Matanias, filho de Micaías, filho de Zacur, filho de Asafe.    12661 16 12 36 e seus irmãos, Semaías, Azarel, Milalai, Gilalai, Maai, Netanel, Judá e Hanâni, com os instrumento musicais de Davi, homem de Deus; e Esdras, o escriba, ia adiante deles.    12662 16 12 37 À entrada da porta da fonte subiram diretamente as escadas da cidade de Davi onde começa a subida do muro, acima da casa de Davi, até a porta das águas a leste.    12663 16 12 38 A outra companhia dos que davam graças foi para a esquerda, seguindo-os eu com a metade do povo, sobre o muro, passando pela torre dos fornos até a muralha larga,    12664 16 12 39 e seguindo por cima da porta de Efraim, e da porta velha, e da porta dos peixes, e pela torre de Hananel, e a torre dos Cem até a porta das ovelhas; e pararam à porta da guarda.    12665 16 12 40 Assim as duas companhias dos que davam graças pararam na casa de Deus, como também eu e a metade dos magistrados que estavam comigo,     12666 16 12 41 e os sacerdotes Eliaquim, Maaséias, Miniamim, Micaías, Elioenai, Zacarias e Hananias, com trombetas,     12667 16 12 42 com também Maaséias, Semaías, Eleazar, Uzi, Jeoanã, Malquias, Elão, e Ézer; e os cantores cantavam, tendo Jezraías por dirigente.    12668 16 12 43 Naquele dia ofereceram grandes sacrifícios, e se alegraram, pois Deus lhes dera motivo de grande alegria; também as mulheres e as crianças se alegraram, de modo que o júbilo de Jerusalém se fez ouvir longe.    12669 16 12 44 No mesmo dia foram nomeados homens sobre as câmaras do tesouro para as ofertas alçadas, as primícias e os dízimos, para nelas recolherem, dos campos, das cidades, os quinhões designados pela lei para os sacerdotes e para os levitas; pois Judá se alegrava por estarem os sacerdotes e os levitas no seu posto,    12670 16 12 45 observando os preceitos do seu Deus, e os da purificação, como também o fizeram os cantores e porteiros, conforme a ordem de Davi e de seu filho Salomão.    12671 16 12 46 Pois desde a antigüidade, já nos dias de Davi e de Asafe, havia um chefe dos cantores, e havia cânticos de louvor e de ação de graça a Deus.    12672 16 12 47 Pelo que todo o Israel, nos dias de Zorobabel e nos dias de Neemias, dava aos cantores e aos porteiros as suas porções destinadas aos levitas, e os levitas separavam as porções destinadas aos filhos de Arão.    12673 16 13 1 Naquele dia leu-se o livro de Moisés, na presença do povo, e achou-se escrito nele que os amonitas e os moabitas não entrassem jamais na assembléias de Deus;    12674 16 13 2 porquanto não tinham saído ao encontro dos filhos de Israel com pão e água, mas contra eles assalariaram Balaão para os amaldiçoar; contudo o nosso Deus converteu a maldição em benção.    12675 16 13 3 Ouvindo eles esta lei, apartaram de Israel toda a multidão mista.    12676 16 13 4 Ora, antes disto Eliasibe, sacerdote, encarregado das câmaras da casa de nosso Deus, se aparentara com Tobias,    12677 16 13 5 e lhe fizera uma câmara grande, onde dantes se recolhiam as ofertas de cereais, o incenso, os utensílios, os dízimos dos cereais, do mosto e do azeite, que eram dados por ordenança aos levitas, aos cantores e aos porteiros, como também as ofertas alçadas para os sacerdotes.    12678 16 13 6 Mas durante todo este tempo não estava eu em Jerusalém, porque no ano trinta e dois de Artaxerxes, rei da Babilônia, fui ter com o rei; mas a cabo de alguns dias pedi licença ao rei,    12679 16 13 7 e vim a Jerusalém; e soube do mal que Eliasibe fizera em servir a Tobias, preparando-lhe uma câmara nos átrios da casa de Deus.    12680 16 13 8 Isso muito me desagradou; pelo que lancei todos os móveis da casa de Tobias fora da câmara.    12681 16 13 9 Então, por minha ordem purificaram as câmaras; e tornei a trazer para ali os utensílios da casa de Deus, juntamente com as ofertas de cereais e o incenso.    12682 16 13 10 Também soube que os quinhões dos levitas não se lhes davam, de maneira que os levitas e os cantores, que faziam o serviço, tinham fugido cada um para o seu campo.    12683 16 13 11 Então contendi com os magistrados e disse: Por que se abandonou a casa de Deus? Eu, pois, ajuntei os levitas e os cantores e os restaurei no seu posto.    12684 16 13 12 Então todo o Judá trouxe para os celeiros os dízimos dos cereais, do mosto e do azeite.    12685 16 13 13 E por tesoureiros pus sobre os celeiros Selemias, o sacerdote, e Zadoque, o escrivão, e Pedaías, dentre os levitas, e como ajudante deles Hanã, filho de Zacur, filho de Matanias, porque foram achados fiéis; e se lhes encarregou de fazerem a distribuição entre seus irmãos.    12686 16 13 14 Por isto, Deus meu, lembra-te de mim, e não risques as beneficências que eu tenho feito para a casa do meu Deus e para o serviço dela.    12687 16 13 15 Naqueles dias vi em Judá homens que pisavam lugares no sábado, e traziam molhos, que carregavam sobre jumentos; vi também vinho, uvas e figos, e toda sorte de cargas, que eles traziam a Jerusalém no dia de sábado; e protestei contra eles quanto ao dia em que estavam vendendo mantimentos.    12688 16 13 16 E em Jerusalém habitavam homens de Tiro, os quais traziam peixes e toda sorte de mercadorias, que vendiam no sábado aos filhos de Judá, e em Jerusalém.    12689 16 13 17 Então contendi com os nobres de Judá, e lhes disse: Que mal é este que fazeis, profanando o dia de sábado?    12690 16 13 18 Porventura não fizeram vossos pais assim, e não trouxe nosso Deus todo este mal sobre nós e sobre esta cidade? Contudo vós ainda aumentais a ira sobre Israel, profanando o sábado.    12691 16 13 19 E sucedeu que, ao começar a fazer-se escuro nas portas de Jerusalém, antes do sábado, eu ordenei que elas fossem fechadas, e mandei que não as abrissem até passar o sábado e pus às portas alguns de meus moços, para que nenhuma carga entrasse no dia de sábado.    12692 16 13 20 Então os negociantes e os vendedores de toda sorte de mercadorias passaram a noite fora de Jerusalém, uma ou duas vezes.    12693 16 13 21 Protestei, pois, contra eles, dizendo-lhes: Por que passais a noite defronte do muro? Se outra vez o fizerdes, hei de lançar mão em vós. Daquele tempo em diante não vieram no sábado.    12694 16 13 22 Também ordenei aos levitas que se purificassem, e viessem guardar as portas, para santificar o sábado. Nisso também, Deus meu, lembra-te de mim, e perdoa-me segundo a abundância da tua misericórdia.    12695 16 13 23 Vi também naqueles dias judeus que tinham casado com mulheres asdoditas, amonitas, e moabitas;    12696 16 13 24 e seus filhos falavam no meio asdodita, e não podiam falar judaico, senão segundo a língua de seu povo.    12697 16 13 25 Contendi com eles, e os amaldiçoei; espanquei alguns deles e, arrancando-lhes os cabelos, os fiz jurar por Deus, e lhes disse: Não darei vossas filhas a seus filhos, e não tomareis suas filhas para vossos filhos, nem para vós mesmos.    12698 16 13 26 Não pecou nisso Salomão, rei de Israel? Entre muitas nações não havia rei semelhante a ele, e ele era amado de seu Deus, e Deus o constituiu rei sobre todo o Israel. Contudo mesmo a ele as mulheres estrangeiras o fizeram pecar.    12699 16 13 27 E dar-vos-íamos nós ouvidos, para fazermos todo este grande mal, esta infidelidade contra o nosso Deus, casando com mulheres estrangeiras?    12700 16 13 28 Também um dos filhos de Joiada, filho do sumo sacerdote Eliasibe, era genro de Sambalate, o horonita, pelo que o afugentei de mim.    12701 16 13 29 Lembra-te deles, Deus meu, pois contaminaram o sacerdocio, como tambem o pacto do sacerdocio e dos levitas.    12702 16 13 30 Assim os purifiquei de tudo que era estrangeiro, e determinei os cargos para os sacerdotes e para os levitas, cada um na sua função;    12703 16 13 31 como também o que diz respeito à oferta da lenha em tempos determinados, e bem assim às primícias. Lembra-te de mim, Deus meu, para o meu bem.    12704 17 1 1 Sucedeu nos dias de Assuero, o Assuero que reinou desde a Índia até a Etiópia, sobre cento e vinte e seis províncias,    12705 17 1 2 que, estando o rei Assuero assentado no seu trono do seu reino em Susã, a capital,    12706 17 1 3 no terceiro ano de seu reinado, deu um banquete a todos os seus príncipes e seus servos, estando assim perante ele o poder da Pérsia e da Média, os nobres e os oficiais das províncias.     12707 17 1 4 Nessa ocasião ostentou as riquezas do seu glorioso reino, e o esplendor da sua excelente grandeza, por muitos dias, a saber cento e oitenta dias.     12708 17 1 5 E, acabado aqueles dias, deu o rei um banquete a todo povo que se achava em Susã, a capital, tanto a grandes como a pequenos, por sete dias, no pátio do jardim do palácio real.    12709 17 1 6 As cortinas eram de pano branco verde e azul celeste, atadas com cordões de linho fino e de púrpura a argola de prata e a colunas de mármore; os leitos eram de ouro e prata sobre um pavimento mosaico de pórfiro, de mármore, de madrepérola e de pedras preciosas.    12710 17 1 7 Dava-se de beber em copos de ouro, os quais eram diferentes uns dos outros; e havia vinho real em abundância, segundo a generosidade do rei.    12711 17 1 8 E bebiam como estava prescrito, sem constrangimento; pois o rei tinha ordenado a todos os oficiais do palácio que fizessem conforme a vontade de cada um.    12712 17 1 9 Também a rainha Vasti deu um banquete às mulheres no palácio do rei Assuero.    12713 17 1 10 Ao sétimo dia, o rei, estando já o seu coração alegre do vinho, mandou a Meumã, Bizta, Harbona, Bigta, Abagta, Zétar e Carcás, os sete eunucos que serviam na presença do rei Assuero,    12714 17 1 11 que introduzissem à presença do rei a rainha Vasti, com a coroa real, para mostrar aos povos e aos príncipes a sua formosura, pois era formosíssima.    12715 17 1 12 A rainha Vasti, porém, recusou atender à ordem do rei dada por intermédio dos eunucos; pelo que o rei muito se enfureceu, e se inflamou de ira.    12716 17 1 13 Então perguntou o rei aos sábios que conheciam os tempos (pois assim se tratavam os negócios do rei, na presença de todos os que sabiam a lei e o direito;    12717 17 1 14 e os mais chegados a ele eram: Carsena, Setar, Admata, Társis, Meres, Marsena, Memucã, os sete príncipes da Pérsia e da Média, que viam o rosto do rei e ocupavam os primeiros assentos no reino)    12718 17 1 15 o que se devia fazer, segundo a lei, à rainha Vasti, por não haver cumprido a ordem do rei Assuero dada por intermédio dos eunucos.    12719 17 1 16 Respondeu Memucã na presença do rei e dos príncipes: Não somente contra o rei pecou a rainha Vasti, mas também contra todos os príncipes, e contra todos os povos que há em todas as províncias do rei Assuero.    12720 17 1 17 Pois o que a rainha fez chegará ao conhecimento de todas as mulheres, induzindo-as a desprezarem seus maridos quando se disser: O rei Assuero mandou que introduzissem à sua presença a rainha Vasti, e ela não veio.    12721 17 1 18 E neste mesmo dia as princesas da Pérsia e da Média, sabendo do que fez a rainha, dirão o mesmo a todos os príncipes do rei; e assim haverá muito desprezo e indignação.    12722 17 1 19 Se bem parecer ao rei, saia da sua parte um edito real, e escreva-se entre as leis dos persas e dos medos para que não seja alterado, que Vasti não entre mais na presença do rei Assuero, e dê o rei os seus direitos de rainha a outra que seja melhor do que ela.    12723 17 1 20 E quando o decreto que o rei baixar for publicado em todo o seu reino, grande como é, todas as mulheres darão honra a seus maridos, tanto aos nobres como aos humildes.    12724 17 1 21 Pareceu bem este conselho ao rei e aos príncipes; e o rei fez conforme a palavra de Memucã,    12725 17 1 22 enviando cartas a todas as províncias do rei, a cada província segundo o seu modo de escrever e a cada povo segundo a sua língua, mandando que cada homem fosse senhor em sua casa, e que falasse segundo a língua de seu povo.     12726 17 2 1 Passadas estas coisas e aplacada a ira do rei Assuero, lembrou-se ele de Vasti, do que ela fizera e do que se decretara a seu respeito.    12727 17 2 2 Então disseram os servos do rei que lhe ministravam: Busquem-se para o rei moças virgens e formosas.    12728 17 2 3 Ponha o rei em todas as províncias do seu reino oficiais que ajuntem todas as moças virgens e formosas em Susã, a capital, na casa das mulheres, sob a custódia de Hegai, eunuco do rei, guarda das mulheres; e dêem-se-lhes os seus cosméticos.    12729 17 2 4 E a donzela que agradar ao rei seja rainha em lugar de Vasti. E isso pareceu bem ao rei; e ele assim fez.    12730 17 2 5 Havia então em Susã, a capital, certo judeu, benjamita, cujo nome era Mardoqueu, filho de Jair, filho de Simei, filho de Quis,    12731 17 2 6 que tinha sido levado de Jerusalém com os cativos que foram deportados com Jeconias, rei de Judá, o qual nabucodonosor, rei de Babilônia, transportara.    12732 17 2 7 Criara ele Hadassa, isto é, Ester, filha de seu tio, pois não tinha ela nem pai nem mãe; e era donzela esbelta e formosa; e, morrendo seu pai e sua mãe, Mardoqueu a tomara por filha.    12733 17 2 8 Tendo se divulgado a ordem do rei e o seu edito, e ajuntando-se muitas donzelas em Susã, a capital, sob a custódia de Hegai, levaram também Ester ao palácio do rei, à custódia de Hegai, guarda das mulheres.    12734 17 2 9 E a donzela gradou-lhe, e alcançou o favor dele; pelo que ele se apressou em dar-lhe os cosméticos e os devidos alimentos, como também sete donzelas escolhidas do palácio do rei; e a fez passar com as suas donzelas ao melhor lugar na casa das mulheres.    12735 17 2 10 Ester, porém, não tinha declarado o seu povo nem a sua parentela, pois Mardoqueu lhe tinha ordenado que não o declarasse.    12736 17 2 11 E cada dia Mardoqueu passeava diante do pátio da casa das mulheres, para lhe informar como Ester passava e do que lhe sucedia.    12737 17 2 12 Ora, quando chegava a vez de cada donzela vir ao Rei Assuero, depois que fora feito a cada uma segundo prescrito para as mulheres, por doze meses (pois assim se cumpriam os dias de seus preparativos, a saber, seis meses com óleo de mirra, e seis meses com especiarias e ungüentos em uso entre as mulheres);    12738 17 2 13 desta maneira vinha a donzela ao rei: dava-lhe tudo quanto ela quisesse para levar consigo da casa das mulheres para o palácio do rei;    12739 17 2 14 à tarde ela entrava, e pela manhã voltava para a segunda casa das mulheres, à custódia de Saasgaz, eunuco do rei, guarda das concubinas; ela não tornava mais ao rei, salvo se o rei desejasse, e fosse ela chamada por nome.    12740 17 2 15 Ora, quando chegou a vez de Ester, filha de Abiail, tio de mardoqueu, que a tomara por sua filha, para ir ao rei, coisa nenhuma pediu senão o que indicou Hegai, eunuco do rei, guarda das mulheres. Mas Ester alcançava graça aos olhos de todos quantos a viam.    12741 17 2 16 Ester foi levada ao rei Assuero, ao palácio real, no décimo mês, que é o mês de tebete, no sétimo ano de seu reinado.    12742 17 2 17 E o rei amou a Ester mais do que a todas mulheres, e ela alcançou graça e favor diante dele mais do que todas as virgens; de sorte que lhe pôs sobre a cabeça a coroa real, e afez rainha em lugar de Vasti.    12743 17 2 18 Então o rei deu um grande banquete a todos os seus príncipes e aos seus servos; era um banquete em honra de Ester; e concedeu alívio às províncias, e fez presentes com régia liberalidade.    12744 17 2 19 Quando pela segunda vez se ajuntavam as virgens, Mardoqueu estava sentado à porta do rei.    12745 17 2 20 Ester, porém, como Mardoqueu lhe ordenara, não tinha declarado a sua parentela nem o seu povo: porque obedecia as ordens de Mardoqueu como quando estava sendo criada em casa dele.    12746 17 2 21 Naqueles dias, estando Mardoqueu sentado à porta do rei, dois eunucos do rei, os guardas da porta, Bigtã e Teres, se indignaram e procuravam tirar a vida ao rei Assuero.    12747 17 2 22 E veio isto ao conhecimento de Mardoqueu, que revelou à rainha Ester; e Ester o disse ao rei em nome de Mardoqueu.    12748 17 2 23 Quando se investigou o negócio e se achou ser verdade, ambos foram enforcados; e isso foi escrito no livro das crônicas perante o rei.     12749 17 3 1 Depois destas coisas o rei Assuero engrandeceu a Hamã, filho de Hamedata, o agagita, e o exaltou, pondo-lhe o assento acima dos de todos os príncipes que estavam com ele.     12750 17 3 2 E todos os servos do rei que estavam à porta do rei se inclinavam e se prostravam perante Hamã, porque assim ordenara o rei a seu respeito: porém Mardoqueu não se inclinava nem se prostrava.    12751 17 3 3 Então os servos do rei que estavam à porta do rei disseram a Mardoqueu: Por que transgrides a ordem do rei?    12752 17 3 4 E sucedeu que, dizendo-lhe eles isso dia após dia, e não lhes dando ele ouvidos, o fizeram saber a Hamã, para verem se o procedimento de Mardoqueu seria tolerado; pois ele lhes tinha declarado que era judeu.    12753 17 3 5 Vendo, pois, Hamã que Mardoqueu não se inclinava nem se prostrava diante dele, encheu-se de furor.    12754 17 3 6 Mas, achou pouco tirar a vida somente a Mardoqueu; porque lhe haviam declarado o povo de Mardoqueu. Por esse motivo Hamã procurou destruir todos os judeus, o povo de Mardoqueu, que havia em todo o reino de Assuero.    12755 17 3 7 No primeiro mês, que é o mês de nisã, no ano duodécimo do rei Assuero, se lançou Pur, isto é, a sorte, perante Hamã, para cada dia e para mês, até o duodécimo, que é o mês de adar.     12756 17 3 8 E Hamã disse ao rei Assuero: Existe espalhado e disperso entre os povos em todas as províncias do teu reino um povo, cujas leis são diferentes das leis de todos os povos, e que não cumprem as leis do rei; pelo que não convém ao rei tolerá-lo.     12757 17 3 9 Se bem parecer ao rei, decrete-se que seja destruído; e eu pagarei dez mil talentos de prata aos encarregados dos negócios do rei, para os recolherem ao tesouro do rei.     12758 17 3 10 Então o rei tirou do seu dedo o anel, e o deu a Hamã, filho de Hamedata, o agagita, o inimigo dos judeus;    12759 17 3 11 e disse o rei a Hamã: Essa prata te é dada, como também esse povo, para fazeres dele o que bem parecer aos teus olhos.     12760 17 3 12 Então foram chamados os secretários do rei no primeiro mês, no dia treze do mesmo e, conforme tudo, quando Hamã ordenou, se escreveu aos sátrapas do rei, e aos governadores que havia sobre todas as províncias, e aos príncipes de todos os povos; a cada província segundo o seu modo de escrever, e a cada povo segundo a sua língua; em nome do rei Assuero se escreveu, e com o anel do rei se selou.     12761 17 3 13 Entiaram-se as cartas pelos correios a todas províncias do rei, para que destruíssem, matassem, e fizessem perecer todos os judeus, moços e velhos, crianças e mulheres, em um mesmo dia, a treze do duodécimo mês, que é o mês de adar, e para que lhes saqueassem os bens.     12762 17 3 14 Uma cópia do documento havia de ser publicada como decreto em cada província, para que todos os povos estivessem preparados para aquele dia.     12763 17 3 15 Os correios saíram às pressas segundo a ordem do rei, e o decreto foi proclamado em Susã, a capital. Então, o rei e Hamã se assentaram a beber, mas a cidade de Susã estava perplexa.    12764 17 4 1 Quando Mardoqueu soube tudo quanto se havia passado, rasgou as suas vestes, vestiu-se de saco e de cinza, e saiu pelo meio da cidade, clamando com grande e amargo clamor;    12765 17 4 2 e chegou até diante da porta do rei, pois ninguém vestido de saco podia entrar elas portas do rei.    12766 17 4 3 Em todas as províncias aonde chegava a ordem do rei, e o seu decreto, havia entre os judeus grande pranto, com jejum, e choro, e lamentação; e muitos se deitavam em saco e em cinza.     12767 17 4 4 Quando vieram as moças de Ester e os eunucos lho fizeram saber, a rainha muito se entristeceu; e enviou roupa para Mardoqueu, a fim de que, despindo-lhe o saco, lha vestissem; ele, porém, não a aceitou.     12768 17 4 5 Então Ester mandou chamar Hataque, um dos eunucos do rei, que este havia designado para a servir, e o mandou ir ter com Mardoqueu para saber que era aquilo, e por que era.     12769 17 4 6 Hataque, pois, saiu a ter com Mardoqueu à praça da cidade, diante da porta do rei;    12770 17 4 7 e Mardoqueu lhe fez saber tudo quanto lhe tinha sucedido, como também a soma exata do dinheiro que Hamã prometera pagar ao tesouro do rei pela destruição dos judeus.     12771 17 4 8 Também lhe deu a cópia do decreto escrito que se publicara em susã para os destruir, para que a mostrasse a Ester, e lha explicasse, ordenando-lhe que fosse ter com o rei, e lhe pedisse misericórdia e lhe fizesse súplica ao seu povo.     12772 17 4 9 Veio, pois, Hataque, e referiu a Ester as palavras de Mardoqueu.     12773 17 4 10 Então falou Ester a Hataque, mandando-o dizer a Mardoqueu:    12774 17 4 11 Todos os servos do rei, e o povo das províncias do rei, bem sabem que, para todo homem ou mulher que entrar à presença do rei no pátio interior sem ser chamado, não há senão uma sentença, a de morte, a menos que o rei estenda para ele o cetro de ouro, para que viva; mas eu já há trinta dias não sou chamada para entrar a ter com o rei.     12775 17 4 12 E referiram a Mardoqueu as palavras de Ester.     12776 17 4 13 Então Mardoqueu mandou que respondessem a Ester: Não imagines que, por estares no palácio do rei, terás mais sorte para escapar do que todos os outros judeus.     12777 17 4 14 Pois, se de todo te calares agora, de outra parte se levantarão socorro e livramento para os judeus, mas tu e a casa de teu pai perecereis; e quem sabe se não foi para tal tempo como este que chegaste ao reino?    12778 17 4 15 De novo Ester mandou-os responder a Mardoqueu:    12779 17 4 16 Vai, ajunta todos os judeus que se acham em Susã, e jejuai por mim, e não comais nem bebais por três dias, nem de noite nem de dia; e eu e as minhas moças também assim jejuaremos. Depois irei ter com o rei, ainda que isso não é segundo a lei; e se eu perecer, pereci.     12780 17 4 17 Então Mardoqueu foi e fez conforme tudo quanto Ester lhe ordenara.    12781 17 5 1 Ao terceiro dia Ester se vestiu de trajes reais, e se pôs no pátio interior do palácio do rei, defronte da sala do rei; e o rei estava assentado sobre o seu trono, na sala real, defronte da entrada.     12782 17 5 2 E sucedeu que, vendo o rei à rainha Ester, que estava em pé no pátio, ela alcançou favor dele; e o rei estendeu para Ester o cetro de ouro que tinha na sua mão. Ester, pois, chegou-se e tocou na ponta do cetro.     12783 17 5 3 Então o rei lhe disse: O que é, rainha Ester? qual é a tua petição? Até metade do reino se te dará.     12784 17 5 4 Ester respondeu: Se parecer bem ao rei, venha hoje com Hamã ao banquete que tenho preparado para o rei.     12785 17 5 5 Então disse o rei: Fazei Hamã apressar-se para que se cumpra a vontade de Ester. Vieram, pois, o rei e Hamã ao banquete que Ester tinha preparado.     12786 17 5 6 De novo disse o rei a Ester, no banquete do vinho: Qual é a tua petição? e ser-te-á concedida; e qual é o teu rogo? e se te dará, ainda que seja metade do reino.     12787 17 5 7 Ester respondeu, dizendo; Eis a minha petição e o meu rogo:    12788 17 5 8 Se tenho alcançado favor do rei, e se parecer bem ao rei concerder-me a minha petição e cumprir o meu rogo, venha o rei com Hamã ao banquete que lhes hei de preparar, e amanhã farei conforme a palavra do rei.     12789 17 5 9 Então naquele dia Hamã saiu alegre e de bom ânimo; porém, vendo Mardoqueu à porta do rei, e que ele não se levantava nem tremia diante dele, Hamã se encheu de furor contra Mardoqueu.     12790 17 5 10 Contudo Hamã se refreou, e foi para casa; enviou e mandou vir os seus amigos, e Zéres, sua mulher.     12791 17 5 11 E contou-lhes Hamã a glória de suas riquezas, a multidão de seus filhos, e tudo em que o rei o tinha engrandecido, e como o havia exaltado sobre os príncipes e servos do rei.     12792 17 5 12 E acrescentou: Tampouco a rainha Ester a ninguém fez vir com o rei ao banquete que preparou, senão a mim; e também para amanhã estou convidado por ela juntamente com o rei.     12793 17 5 13 Todavia tudo isso não me satisfaz, enquanto eu vir o judeu Mardoqueu sentado à porta do rei.     12794 17 5 14 Então lhe disseram Zéres, sua mulher, e todos os seus amigos: Faça-se uma forca de cinquenta côvados de altura, e pela manhã dize ao rei que nela seja enforcado Mardoqueu; e então entra alegre com o rei para o banquete. E este conselho agradou a Hamã, que mandou fazer a forca.    12795 17 6 1 Naquela mesma noite fugiu do rei o sono; então ele mandou trazer o livro de registro das crônicas, as quais se leram diante do rei.     12796 17 6 2 E achou-se escrito que Mardoqueu tinha denunciado Bigtã e Teres, dois dos eunucos do rei, guardas da porta, que tinham procurado tirar a vida ao rei Assuero.     12797 17 6 3 E o rei perguntou: Que honra, ou dignidade, foi conferida a Mardoqueu por Isso? Responderam os moços do rei que o serviam: Coisa nenhuma se lhe fez.     12798 17 6 4 Então disse o rei: Quem está no pátio? Ora, Hamã acabara de entrar no pátio exterior do palácio real para falar com o rei, a fim de que se enforcasse Mardoqueu na forca que lhe tinha preparado.     12799 17 6 5 E os servos do rei lhe responderam: Eis que Hamã está esperando no pátio. E disse o rei que entrasse.     12800 17 6 6 Hamã, pois, entrou. Perguntou-lhe o rei: Que se fará ao homem a quem o rei se agrada honrar? Então Hamã disse consigo mesmo: A quem se agradaria o rei honrar mais do que a mim?    12801 17 6 7 Pelo que disse Hamã ao rei: Para o homem a quem o rei se agrada honrar,    12802 17 6 8 sejam trazidos trajes reais que o rei tenha usado, e o cavalo em que o rei costuma andar, e ponha-se-lhe na cabeça uma coroa real;    12803 17 6 9 sejam entregues os trajes e o cavalo à mão dum dos príncipes mais nobres do rei, e vistam deles aquele homem a quem o rei se agrada honrar, e façam-no andar montado pela praça da cidade, e proclamem diante dele: Assim se faz ao homem a quem o rei se agrada honrar!    12804 17 6 10 Então disse o rei a Hamã: Apressa-te, toma os trajes e o cavalo como disseste, e faze assim para com o judeu Mardoqueu, que está sentado à porta do rei; e não deixes falhar coisa alguma de tudo quanto disseste.     12805 17 6 11 Hamã, pois, tomou os trajes e o cavalo e vestiu a Mardoqueu, e o fez andar montado pela praça da cidade, e proclamou diante dele: Assim se faz ao homem a quem o rei se agrada honrar!    12806 17 6 12 Depois disto Mardoqueu voltou para a porta do rei; porém Hamã se recolheu a toda pressa para sua casa, lamentando-se e de cabeça coberta.     12807 17 6 13 E contou Hamã a Zerés, sua mulher, e a todos os seus amigos tudo quanto lhe tinha sucedido. Então os seus sábios e Zerés, sua mulher, lhe disseram: Se Mardoqueu, diante de quem já começaste a cair, é da linhagem dos judeus, não prevalecerás contra ele, antes certamente cairás diante dele.     12808 17 6 14 Enquanto estes ainda falavam com ele, chegaram os eunucos do rei, e se apressaram a levar Hamã ao banquete que Ester preparara.    12809 17 7 1 Entraram, pois, o rei e Hamã para se banquetearem com a rainha Ester.     12810 17 7 2 Ainda outra vez disse o rei a Ester, no segundo dia, durante o banquete do vinho: Qual é a tua petição, rainha Ester? e ser-te-á concedida; e qual é o teu rogo? Até metade do reino se te dará.     12811 17 7 3 Então respondeu a rainha Ester, e disse: Ó rei! se eu tenho alcançado o teu favor, e se parecer bem ao rei, seja-me concedida a minha vida, eis a minha petição, e o meu povo, eis o meu rogo;    12812 17 7 4 porque fomos vendidos, eu e o meu povo, para sermos destruídos, mortos e exterminados; se ainda por servos e por servas nos tivessem vendido, eu teria me calado, ainda que o adversário não poderia ter compensado a perda do rei.     12813 17 7 5 Então falou o rei Assuero, e disse à rainha Ester: Quem é e onde está esse, cujo coração o instigou a fazer assim?    12814 17 7 6 Respondeu Ester: Um adversário e inimigo, este perverso Hamã! Então Hamã ficou aterrorizado perante o rei e a rainha.     12815 17 7 7 E o rei, no seu furor, se levantou do banquete do vinho e entrou no jardim do palácio; Hamã, porém, ficou para rogar à rainha Ester pela sua vida, porque viu que já o mal lhe estava determinado pelo rei.     12816 17 7 8 Ora, o rei voltou do jardim do palácio à sala do banquete do vinho; e Hamã havia caído prostrado sobre o leito em que estava Ester. Então disse o rei: Porventura quereria ele também violar a rainha perante mim na minha própria casa? Ao sair essa palavra da boca do rei, cobriram a Hamã o rosto.     12817 17 7 9 Então disse Harbona, um dos eunucos que serviam diante do rei: Eis que a forca de cinqüenta côvados de altura que Hamã fizera para Mardoqueu, que falara em defesa do rei, está junto à casa de Hamã. Então disse o rei: Enforcai-o nela.     12818 17 7 10 Enforcaram-no, pois, na forca que ele tinha preparado para Mardoqueu. Então o furor do rei se aplacou.    12819 17 8 1 Naquele mesmo dia deu o rei Assuero à rainha Ester a casa de Hamã, o inimigo dos judeus. E Mardoqueu apresentou-se perante o rei, pois Ester tinha declarado o que ele era.     12820 17 8 2 O rei tirou o seu anel que ele havia tomado a Hamã, e o deu a Mardoqueu. E Ester encarregou Mardoqueu da casa de Hamã.     12821 17 8 3 Tornou Ester a falar perante o rei e, lançando-se-lhe aos pés, com lágrimas suplicou que revogasse a maldade de Hamã, o agagita, e o intento que este projetara contra os judeus.     12822 17 8 4 Então o rei estendeu para Ester o cetro de ouro. Ester, pois, levantou-se e, pondo-se em pé diante do rei,    12823 17 8 5 disse: Se parecer bem ao rei, e se eu tenho alcançado o seu favor, e se este negócio é reto diante do rei, e se eu lhe agrado, escreva-se que se revoguem as cartas concebidas por Hamã, filho de Hamedata, o agagita, as quais ele escreveu para destruir os judeus que há em todas as províncias do rei.     12824 17 8 6 Pois como poderei ver a calamidade que sobrevirá ao meu povo? ou como poderei ver a destruição da minha parentela?    12825 17 8 7 Então disse o rei Assuero à rainha Ester e ao judeu Mardoqueu: Eis que dei a Ester a casa de Hamã, e a ele enforcaram, porquanto estenderá as mãos contra os judeus.     12826 17 8 8 Escrevei vós também a respeito dos judeus, em nome do rei, como vos parecer bem, e selai-o com o anel do rei; pois um documento escrito em nome do rei e selado com o anel do rei não se pode revogar.     12827 17 8 9 Então foram chamados os secretários do rei naquele mesmo tempo, no terceiro mês, que é o mês de sivã, no vigésimo terceiro dia; e se escreveu conforme tudo quanto Mardoqueu ordenou a respeito dos judeus, aos sátrapas, aos governadores e aos príncipes das províncias, que se estendem da Índia até a Etiópia, cento e vinte e sete províncias, a cada província segundo o seu modo de escrever, e a cada povo conforme a sua língua; como também aos judeus segundo o seu modo de escrever e conforme a tua língua.     12828 17 8 10 Mardoqueu escreveu as cartas em nome do rei Assuero e, selando-as com anel do rei, enviou-as pela mão dos correios montados, que cavalgavam sobre ginetes que se usavam no serviço real e que eram da coudelaria do rei.     12829 17 8 11 Nestas cartas o rei concedia aos judeus que havia em cada cidade que se reunissem e se dispusessem para defenderem as suas vidas, e para destruírem, matarem e esterminarem todas as forças do povo e da província que os quisessem assaltar, juntamente com os seus pequeninos e as suas mulheres, e que saqueassem os seus bens,    12830 17 8 12 num mesmo dia, em todas as províncias do rei Assuero, do dia treze do duodécimo mês, que é o mês de adar.     12831 17 8 13 E uma cópia da carta, que seria divulgada como decreto em todas as províncias, foi publicada entre todos os povos, para que os judeus estivessem preparados para aquele dia, a fim de se vingarem de seus inimigos.     12832 17 8 14 Partiram, pois, os correios montados em ginetes que se usavam no serviço real, apressados e impelidos pela ordem do rei; e foi proclamado o decreto em Susã, a capital.     12833 17 8 15 Então Mardoqueu saiu da presença do rei, vestido de um traje real azul celeste e branco, trazendo uma grande coroa de ouro, e um manto de linho fino e de púrpura, e a cidade de Susã exultou e se alegrou.     12834 17 8 16 E para os judeus houve luz e alegria, gozo e honra.     12835 17 8 17 Também em toda a província, e em toda cidade, aonde chegava a ordem do rei ao seu decreto, havia entre os judeus alegria e gozo, banquetes e festas; e muitos, dentre os povos da terra, se fizeram judeus, pois o medo dos judeus tinha caído sobre eles.    12836 17 9 1 Ora, no duodécimo mês que é o mês de adar, no dia treze do mês, em que a ordem do rei e o seu decreto estavam para se executar, no dia em que os inimigos dos judeus esperavam assenhorar-se deles, sucedeu o contrário, de modo que os judeus foram os que se assenhorearam do que os odiavam.     12837 17 9 2 Ajuntaram-se, pois os judeus nas suas cidades, em todas as províncias do rei Assuero, para pôr as mãos naqueles que procuravam o seu mal; e ninguém podia resistir-lhes, porque o medo deles caíra sobre todos aqueles povos.     12838 17 9 3 E todos os príncipes das províncias, os sátrapas, os governadores e os que executavam os negócios do rei auxiliavam aos judeus, porque tinha caído sobre eles o medo de Mardoqueu.    12839 17 9 4 Pois Mardoqueu era grande na casa do rei, e a sua fama se espalhava por todas as províncias, porque o homem ia se tornando cada vez mais poderoso.    12840 17 9 5 Feriram, pois, os judeus a todos os seus inimigos a golpes de espada, matando-os e destruindo-os; e aos que os odiavam trataram como quiseram.     12841 17 9 6 E em Susã, a capital, os judeus mataram e destruíram quinhentos homens;    12842 17 9 7 como também mataram Parsandata, Dalfom, Aspata,    12843 17 9 8 Porata, Adalia, Aridata,    12844 17 9 9 Parmasta, Arisai, Aridai e Vaizata,    12845 17 9 10 os dez filhos de Hamã, filho de Hamedata, o inimigo dos judeus; porém ao despojo não estederam a mão.     12846 17 9 11 Nesse mesmo dia veio ao conhecimento do rei o número dos mortos em Susã, a capital.     12847 17 9 12 E disse o rei à rainha Ester: Em Susã, a capital, os judeus mataram e destruíram quinhentos homens e os dez filhos de Hamã; que não teriam feito nas demais províncias do rei? Agora, qual é a tua petição? e te será concedida; e qual é ainda o teu rogo? e atender-se-á.     12848 17 9 13 Respondeu Ester: Se parecer bem ao rei, conceda aos judeus se acham em Susã que façam ainda amanhã conforme o decreto de hoje; e que os dez filhos de Hamã sejam pendurados na forca.     12849 17 9 14 Então o rei mandou que assim se fizesse; e foi publicado em edito em Susã, e os dez filhos de Hamã foram dependurados.     12850 17 9 15 Os judeus que se achavam em Susã reuniram-se também no dia catorze do mês de adar, e mataram em Susã trezentos homens; porém ao despojo não estenderam a mão.     12851 17 9 16 Da mesma sorte os demais judeus que se achavam nas províncias do rei se reuniram e se dispuseram em defesa das suas vidas, e tiveram repouso dos seus inimigos, matando dos que os odiavam setenta e cinco mil; porém ao despojo não estenderam a mão.     12852 17 9 17 Sucedeu isso no dia treze do mês de adar e no dia catorze descansaram, e o fizeram dia de banquetes e de alegria.     12853 17 9 18 Mas os judeus que se achavam em Susã se ajuntaram no dia treze como também no dia catorze; e descansaram no dia quinze, fazendo-o dia de banquetes e de alegria.     12854 17 9 19 Portanto os judeus das aldeias, que habitam nas cidades não muradas, fazem do dia catorze do mês de adar dia de alegria e de banquetes, e de festas, e dia de mandarem porções escolhidas uns aos outros.     12855 17 9 20 mardoqueu escreveu estas coisas, e enviou cartas a todos os judeus que se achavam em todas as províncias do rei Assuero, aos de perto e aos de longe,    12856 17 9 21 ordenando-lhes que guardassem o dia catorze do mês de adar e o dia quinze do mesmo, todos os anos,    12857 17 9 22 como os dias em que os judeus tiveram repouso dos seus inimigos, e o mês em que se lhes mudou a tristeza em alegria, e o pranto em dia de festa, a fim de que os fizessem dias de banquetes e de alegria, e de mandarem porções escolhidas uns aos outros, e dádivas aos pobres.     12858 17 9 23 E os judeus se comprometeram a fazer como já tinham começado, e como Mardoqueu lhes tinha escrito;    12859 17 9 24 porque Hamã, filho de Hamedata, o agagita, o inimigo de todos os judeus, tinha intentado destruir os judeus, e tinha lançado Pur, isto é, a sorte, para os assolar e destruir;    12860 17 9 25 mas quando isto veio perante o rei, ordenou ele por cartas que o mau intento que Hamã formara contra os judeus recaísse sobre a sua cabeça, e que ele e seus filhos fossem pendurados na forca.     12861 17 9 26 Por isso aqueles dias se chamaram Purim, segundo o nome Pur. portanto, por causa de todas as palavras daquela carta, e do que tinham testemunhado nesse sentido, e do que lhes havia sucedido,    12862 17 9 27 os judeus concordaram e se comprometeram por si, sua descendência, e por todos os que haviam de unir-se com eles, a não deixarem de guardar estes dois dias, conforme o que se escreveras a respeito deles, e segundo o seu tempo determinado, todos os anos;    12863 17 9 28 e a fazerem com que esses dias fossem lembrados e guardados por toda geração, família, província e cidade; e que esses dias de Purim não fossem revogados entre os judeus, e que a memória deles nunca perecesse dentre a sua descendência.     12864 17 9 29 Então a rainha Ester, filha de Abiail, e o judeu Mardoqueu escreveram cartas com toda a autoridade para confirmar esta segunda carta a respeito de Purim,    12865 17 9 30 e enviaram-nas a todos os judeus, às cento e vinte e sete províncias do reino de Assuero, com palavras de paz e de verdade,    12866 17 9 31 para confirmar esses dias de Purim nos seus tempos determinados, como o judeu Mardoqueu e a rainha Ester lhes tinham ordenado, e como eles se haviam obrigado por si e pela sua descendência no tocante a seus jejuns e suas lamentações.     12867 17 9 32 A ordem de Ester confirmou o que dizia respeito ao Purim; e foi isso registrado nos anais.    12868 17 10 1 O rei Assuero impôs tributo à terra e às ilhas do mar.     12869 17 10 2 Quanto a todos os atos do seu poder e do seu valor, e a narrativa completa da grandeza de Mardoqueu, com que o rei o exaltou, porventura não estão eles escritos no livro dos anais dos reis da Média e da Pérsia?    12870 17 10 3 Pois o judeu Mardoqueu foi o segundo depois do rei Assuero, e grande entre os judeus, e estimado pela multidão de seus irmãos, porque procurava o bem-estar do seu povo, e falava pela paz de toda sua nação.     12871 18 1 1 Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó. Era homem íntegro e reto, que temia a Deus e se desviava do mal.    12872 18 1 2 Nasceram-lhe sete filhos e três filhas.    12873 18 1 3 Possuía ele sete mil ovelhas, três mil camelos, quinhentas juntas de bois e quinhentas jumentas, tendo também muitíssima gente ao seu serviço; de modo que este homem era o maior de todos os do Oriente.    12874 18 1 4 Iam seus filhos à casa uns dos outros e faziam banquetes cada um por sua vez; e mandavam convidar as suas três irmãs para comerem e beberem com eles.    12875 18 1 5 E sucedia que, tendo decorrido o turno de dias de seus banquetes, enviava Jó e os santificava; e, levantando-se de madrugada, oferecia holocaustos segundo o número de todos eles; pois dizia Jó: Talvez meus filhos tenham pecado, e blasfemado de Deus no seu coração. Assim o fazia Jó continuamente.    12876 18 1 6 Ora, chegado o dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o Senhor, veio também Satanás entre eles.    12877 18 1 7 O Senhor perguntou a Satanás: Donde vens? E Satanás respondeu ao Senhor, dizendo: De rodear a terra, e de passear por ela.    12878 18 1 8 Disse o Senhor a Satanás: Notaste porventura o meu servo Jó, que ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, que teme a Deus e se desvia do mal?    12879 18 1 9 Então respondeu Satanás ao Senhor, e disse: Porventura Jó teme a Deus debalde?    12880 18 1 10 Não o tens protegido de todo lado a ele, a sua casa e a tudo quanto tem? Tens abençoado a obra de suas mãos, e os seus bens se multiplicam na terra.    12881 18 1 11 Mas estende agora a tua mão, e toca-lhe em tudo quanto tem, e ele blasfemará de ti na tua face!    12882 18 1 12 Ao que disse o Senhor a Satanás: Eis que tudo o que ele tem está no teu poder; somente contra ele não estendas a tua mão. E Satanás saiu da presença do Senhor.    12883 18 1 13 Certo dia, quando seus filhos e suas filhas comiam e bebiam vinho em casa do irmão mais velho,    12884 18 1 14 veio um mensageiro a Jó e lhe disse: Os bois lavravam, e as jumentas pasciam junto a eles;    12885 18 1 15 e deram sobre eles os sabeus, e os tomaram; mataram os moços ao fio da espada, e só eu escapei para trazer-te a nova.    12886 18 1 16 Enquanto este ainda falava, veio outro e disse: Fogo de Deus caiu do céu e queimou as ovelhas e os moços, e os consumiu; e so eu escapei para trazer-te a nova.    12887 18 1 17 Enquanto este ainda falava, veio outro e disse: Os caldeus, dividindo-se em três bandos, deram sobre os camelos e os tomaram; e mataram os moços ao fio da espada; e só eu escapei para trazer-te a nova.    12888 18 1 18 Enquanto este ainda falava, veio outro e disse: Teus filhos e tuas filhas estavam comendo e bebendo vinho em casa do irmão mais velho;    12889 18 1 19 e eis que sobrevindo um grande vento de além do deserto, deu nos quatro cantos da casa, e ela caiu sobre os mancebos, de sorte que morreram; e só eu escapei para trazer-te a nova.    12890 18 1 20 Então Jó se levantou, rasgou o seu manto, rapou a sua cabeça e, lançando-se em terra, adorou;    12891 18 1 21 e disse: Nu saí do ventre de minha mãe, e nu tornarei para lá. O Senhor deu, e o Senhor tirou; bendito seja o nome do Senhor.    12892 18 1 22 Em tudo isso Jó não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma.    12893 18 2 1 Chegou outra vez o dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o Senhor; e veio também Satanás entre eles apresentar-se perante o Senhor.    12894 18 2 2 Então o Senhor perguntou a Satanás: Donde vens? Respondeu Satanás ao Senhor, dizendo: De rodear a terra, e de passear por ela.    12895 18 2 3 Disse o Senhor a Satanás: Notaste porventura o meu servo Jó, que ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, que teme a Deus e se desvia do mal? Ele ainda retém a sua integridade, embora me incitasses contra ele, para o consumir sem causa.    12896 18 2 4 Então Satanás respondeu ao Senhor: Pele por pele! Tudo quanto o homem tem dará pela sua vida.    12897 18 2 5 Estende agora a mão, e toca-lhe nos ossos e na carne, e ele blasfemará de ti na tua face!    12898 18 2 6 Disse, pois, o Senhor a Satanás: Eis que ele está no teu poder; somente poupa-lhe a vida.    12899 18 2 7 Saiu, pois, Satanás da presença do Senhor, e feriu Jó de úlceras malignas, desde a planta do pé até o alto da cabeça.    12900 18 2 8 E Jó, tomando um caco para com ele se raspar, sentou-se no meio da cinza.    12901 18 2 9 Então sua mulher lhe disse: Ainda reténs a tua integridade? Blasfema de Deus, e morre.    12902 18 2 10 Mas ele lhe disse: Como fala qualquer doida, assim falas tu; receberemos de Deus o bem, e não receberemos o mal? Em tudo isso não pecou Jó com os seus lábios.    12903 18 2 11 Ouvindo, pois, três amigos de Jó todo esse mal que lhe havia sucedido, vieram, cada um do seu lugar: Elifaz o temanita, Bildade o suíta e Zofar o naamatita; pois tinham combinado para virem condoer- se dele e consolá-lo.    12904 18 2 12 E, levantando de longe os olhos e não o reconhecendo, choraram em alta voz; e, rasgando cada um o seu manto, lançaram pó para o ar sobre as suas cabeças.    12905 18 2 13 E ficaram sentados com ele na terra sete dias e sete noites; e nenhum deles lhe dizia palavra alguma, pois viam que a dor era muito grande.    12906 18 3 1 Depois disso abriu Jó a sua boca, e amaldiçoou o seu dia.    12907 18 3 2 E Jó falou, dizendo:    12908 18 3 3 Pereça o dia em que nasci, e a noite que se disse: Foi concebido um homem!    12909 18 3 4 Converta-se aquele dia em trevas; e Deus, lá de cima, não tenha cuidado dele, nem resplandeça sobre ele a luz.    12910 18 3 5 Reclamem-no para si as trevas e a sombra da morte; habitem sobre ele nuvens; espante-o tudo o que escurece o dia.    12911 18 3 6 Quanto àquela noite, dela se apodere a escuridão; e não se regozije ela entre os dias do ano; e não entre no número dos meses.    12912 18 3 7 Ah! que estéril seja aquela noite, e nela não entre voz de regozijo.    12913 18 3 8 Amaldiçoem-na aqueles que amaldiçoam os dias, que são peritos em suscitar o leviatã.    12914 18 3 9 As estrelas da alva se lhe escureçam; espere ela em vão a luz, e não veja as pálpebras da manhã;    12915 18 3 10 porquanto não fechou as portas do ventre de minha mãe, nem escondeu dos meus olhos a aflição.    12916 18 3 11 Por que não morri ao nascer? por que não expirei ao vir à luz?    12917 18 3 12 Por que me receberam os joelhos? e por que os seios, para que eu mamasse?    12918 18 3 13 Pois agora eu estaria deitado e quieto; teria dormido e estaria em repouso,    12919 18 3 14 com os reis e conselheiros da terra, que reedificavam ruínas para si,    12920 18 3 15 ou com os príncipes que tinham ouro, que enchiam as suas casas de prata;    12921 18 3 16 ou, como aborto oculto, eu não teria existido, como as crianças que nunca viram a luz.    12922 18 3 17 Ali os ímpios cessam de perturbar; e ali repousam os cansados.    12923 18 3 18 Ali os presos descansam juntos, e não ouvem a voz do exator.    12924 18 3 19 O pequeno e o grande ali estão e o servo está livre de seu senhor.    12925 18 3 20 Por que se concede luz ao aflito, e vida aos amargurados de alma;    12926 18 3 21 que anelam pela morte sem que ela venha, e cavam em procura dela mais do que de tesouros escondidos;    12927 18 3 22 que muito se regozijam e exultam, quando acham a sepultura?    12928 18 3 23 Sim, por que se concede luz ao homem cujo caminho está escondido, e a quem Deus cercou de todos os lados?    12929 18 3 24 Pois em lugar de meu pão vem o meu suspiro, e os meus gemidos se derramam como água.    12930 18 3 25 Porque aquilo que temo me sobrevém, e o que receio me acontece.    12931 18 3 26 Não tenho repouso, nem sossego, nem descanso; mas vem a perturbação.    12932 18 4 1 Então respondeu Elifaz, o temanita, e disse:    12933 18 4 2 Se alguém intentar falar-te, enfadarte-ás? Mas quem poderá conter as palavras?    12934 18 4 3 Eis que tens ensinado a muitos, e tens fortalecido as mãos fracas.    12935 18 4 4 As tuas palavras têm sustentado aos que cambaleavam, e os joelhos desfalecentes tens fortalecido.    12936 18 4 5 Mas agora que se trata de ti, te enfadas; e, tocando-te a ti, te desanimas.    12937 18 4 6 Porventura não está a tua confiança no teu temor de Deus, e a tua esperança na integridade dos teus caminhos?    12938 18 4 7 Lembra-te agora disto: qual o inocente que jamais pereceu? E onde foram os retos destruídos?    12939 18 4 8 Conforme tenho visto, os que lavram iniquidade e semeiam o mal segam o mesmo.    12940 18 4 9 Pelo sopro de Deus perecem, e pela rajada da sua ira são consumidos.    12941 18 4 10 Cessa o rugido do leão, e a voz do leão feroz; os dentes dos leõezinhos se quebram.    12942 18 4 11 Perece o leão velho por falta de presa, e os filhotes da leoa andam dispersos.    12943 18 4 12 Ora, uma palavra se me disse em segredo, e os meus ouvidos perceberam um sussurro dela.    12944 18 4 13 Entre pensamentos nascidos de visões noturnas, quando cai sobre os homens o sono profundo,    12945 18 4 14 sobrevieram-me o espanto e o tremor, que fizeram estremecer todos os meus ossos.    12946 18 4 15 Então um espírito passou por diante de mim; arrepiaram-se os cabelos do meu corpo.    12947 18 4 16 Parou ele, mas não pude discernir a sua aparencia; um vulto estava diante dos meus olhos; houve silêncio, então ouvi uma voz que dizia:    12948 18 4 17 Pode o homem mortal ser justo diante de Deus? Pode o varão ser puro diante do seu Criador?    12949 18 4 18 Eis que Deus não confia nos seus servos, e até a seus anjos atribui loucura;    12950 18 4 19 quanto mais aos que habitam em casas de lodo, cujo fundamento está no pó, e que são esmagados pela traça!    12951 18 4 20 Entre a manhã e a tarde são destruidos; perecem para sempre sem que disso se faça caso.    12952 18 4 21 Se dentro deles é arrancada a corda da sua tenda, porventura não morrem, e isso sem atingir a sabedoria?    12953 18 5 1 Chama agora; há alguém que te responda; E a qual dentre os entes santos te dirigirás?    12954 18 5 2 Pois a dor destrói o louco, e a inveja mata o tolo.    12955 18 5 3 Bem vi eu o louco lançar raízes; mas logo amaldiçoei a sua habitação:    12956 18 5 4 Seus filhos estão longe da segurança, e são pisados nas portas, e não há quem os livre.    12957 18 5 5 A sua messe é devorada pelo faminto, que até dentre os espinhos a tira; e o laço abre as fauces para a fazenda deles.    12958 18 5 6 Porque a aflição não procede do pó, nem a tribulação brota da terra;    12959 18 5 7 mas o homem nasce para a tribulação, como as faíscas voam para cima.    12960 18 5 8 Mas quanto a mim eu buscaria a Deus, e a Deus entregaria a minha causa;    12961 18 5 9 o qual faz coisas grandes e inescrutáveis, maravilhas sem número.    12962 18 5 10 Ele derrama a chuva sobre a terra, e envia águas sobre os campos.    12963 18 5 11 Ele põe num lugar alto os abatidos; e os que choram são exaltados à segurança.    12964 18 5 12 Ele frustra as maquinações dos astutos, de modo que as suas mãos não possam levar coisa alguma a efeito.    12965 18 5 13 Ele apanha os sábios na sua própria astúcia, e o conselho dos perversos se precipita.    12966 18 5 14 Eles de dia encontram as trevas, e ao meio-dia andam às apalpadelas, como de noite.    12967 18 5 15 Mas Deus livra o necessitado da espada da boca deles, e da mão do poderoso.    12968 18 5 16 Assim há esperança para o pobre; e a iniqüidade tapa a boca.    12969 18 5 17 Eis que bem-aventurado é o homem a quem Deus corrige; não desprezes, pois, a correção do Todo-Poderoso.    12970 18 5 18 Pois ele faz a ferida, e ele mesmo a liga; ele fere, e as suas mãos curam.    12971 18 5 19 Em seis angústias te livrará, e em sete o mal não te tocará.    12972 18 5 20 Na fome te livrará da morte, e na guerra do poder da espada.    12973 18 5 21 Do açoite da língua estarás abrigado, e não temerás a assolação, quando chegar.    12974 18 5 22 Da assolação e da fome te rirás, e dos animais da terra não terás medo.    12975 18 5 23 Pois até com as pedras do campo terás a tua aliança, e as feras do campo estarão em paz contigo.    12976 18 5 24 Saberás que a tua tenda está em paz; visitarás o teu rebanho, e nada te faltará.    12977 18 5 25 Também saberás que se multiplicará a tua descendência e a tua posteridade como a erva da terra.    12978 18 5 26 Em boa velhice irás à sepultura, como se recolhe o feixe de trigo a seu tempo.    12979 18 5 27 Eis que isso já o havemos inquirido, e assim o é; ouve-o, e conhece-o para teu bem.    12980 18 6 1 Então Jó, respondendo, disse:    12981 18 6 2 Oxalá de fato se pesasse a minhá magoa, e juntamente na balança se pusesse a minha calamidade!    12982 18 6 3 Pois, na verdade, seria mais pesada do que a areia dos mares; por isso é que as minhas palavras têm sido temerárias.    12983 18 6 4 Porque as flechas do Todo-Poderoso se cravaram em mim, e o meu espírito suga o veneno delas; os terrores de Deus se arregimentam contra mim.    12984 18 6 5 Zurrará o asno montês quando tiver erva? Ou mugirá o boi junto ao seu pasto?:    12985 18 6 6 Pode se comer sem sal o que é insípido? Ou há gosto na clara do ovo?    12986 18 6 7 Nessas coisas a minha alma recusa tocar, pois são para mim qual comida repugnante.    12987 18 6 8 Quem dera que se cumprisse o meu rogo, e que Deus me desse o que anelo!    12988 18 6 9 que fosse do agrado de Deus esmagar-me; que soltasse a sua mão, e me exterminasse!    12989 18 6 10 Isto ainda seria a minha consolação, e exultaria na dor que não me poupa; porque não tenho negado as palavras do Santo.    12990 18 6 11 Qual é a minha força, para que eu espere? Ou qual é o meu fim, para que me porte com paciência?    12991 18 6 12 É a minha força a força da pedra? Ou é de bronze a minha carne?    12992 18 6 13 Na verdade não há em mim socorro nenhum. Não me desamparou todo o auxílio eficaz?    12993 18 6 14 Ao que desfalece devia o amigo mostrar compaixão; mesmo ao que abandona o temor do Todo-Poderoso.    12994 18 6 15 Meus irmãos houveram-se aleivosamente, como um ribeiro, como a torrente dos ribeiros que passam,    12995 18 6 16 os quais se turvam com o gelo, e neles se esconde a neve;    12996 18 6 17 no tempo do calor vão minguando; e quando o calor vem, desaparecem do seu lugar.    12997 18 6 18 As caravanas se desviam do seu curso; sobem ao deserto, e perecem.    12998 18 6 19 As caravanas de Tema olham; os viandantes de Sabá por eles esperam.    12999 18 6 20 Ficam envergonhados por terem confiado; e, chegando ali, se confundem.    13000 18 6 21 Agora, pois, tais vos tornastes para mim; vedes a minha calamidade e temeis.    13001 18 6 22 Acaso disse eu: Dai-me um presente? Ou: Fazei-me uma oferta de vossos bens?    13002 18 6 23 Ou: Livrai-me das mãos do adversário? Ou: Resgatai-me das mãos dos opressores ?    13003 18 6 24 Ensinai-me, e eu me calarei; e fazei-me entender em que errei.    13004 18 6 25 Quão poderosas são as palavras da boa razão! Mas que é o que a vossa argüição reprova?    13005 18 6 26 Acaso pretendeis reprovar palavras, embora sejam as razões do desesperado como vento?    13006 18 6 27 Até quereis lançar sortes sobre o órfão, e fazer mercadoria do vosso amigo.    13007 18 6 28 Agora, pois, por favor, olhai para, mim; porque de certo à vossa face não mentirei.    13008 18 6 29 Mudai de parecer, peço-vos, não haja injustiça; sim, mudai de parecer, que a minha causa é justa.    13009 18 6 30 Há iniqüidade na minha língua? Ou não poderia o meu paladar discernir coisas perversas?    13010 18 7 1 Porventura não tem o homem duro serviço sobre a terra? E não são os seus dias como os do jornaleiro?    13011 18 7 2 Como o escravo que suspira pela sombra, e como o jornaleiro que espera pela sua paga,    13012 18 7 3 assim se me deram meses de escassez, e noites de aflição se me ordenaram.    13013 18 7 4 Havendo-me deitado, digo: Quando me levantarei? Mas comprida é a noite, e farto-me de me revolver na cama até a alva.    13014 18 7 5 A minha carne se tem vestido de vermes e de torrões de pó; a minha pele endurece, e torna a rebentar-se.    13015 18 7 6 Os meus dias são mais velozes do que a lançadeira do tecelão, e chegam ao fim sem esperança.    13016 18 7 7 Lembra-te de que a minha vida é um sopro; os meus olhos não tornarão a ver o bem.    13017 18 7 8 Os olhos dos que agora me vêem não me verão mais; os teus olhos estarão sobre mim, mas não serei mais.    13018 18 7 9 Tal como a nuvem se desfaz e some, aquele que desce à sepultura nunca tornará a subir.    13019 18 7 10 Nunca mais tornará à sua casa, nem o seu lugar o conhecerá mais.    13020 18 7 11 Por isso não reprimirei a minha boca; falarei na angústia do meu espírito, queixar-me-ei na amargura da minha alma.    13021 18 7 12 Sou eu o mar, ou um monstro marinho, para que me ponhas uma guarda?    13022 18 7 13 Quando digo: Confortar-me-á a minha cama, meu leito aliviará a minha queixa,    13023 18 7 14 então me espantas com sonhos, e com visões me atemorizas;    13024 18 7 15 de modo que eu escolheria antes a estrangulação, e a morte do que estes meus ossos.    13025 18 7 16 A minha vida abomino; não quero viver para sempre; retira-te de mim, pois os meus dias são vaidade.    13026 18 7 17 Que é o homem, para que tanto o engrandeças, e ponhas sobre ele o teu pensamento,    13027 18 7 18 e cada manhã o visites, e cada momento o proves?    13028 18 7 19 Até quando não apartarás de mim a tua vista, nem me largarás, até que eu possa engolir a minha saliva?    13029 18 7 20 Se peco, que te faço a ti, ó vigia dos homens? Por que me fizeste alvo dos teus dardos? Por que a mim mesmo me tornei pesado?    13030 18 7 21 Por que me não perdoas a minha transgressão, e não tiras a minha iniqüidade? Pois agora me deitarei no pó; tu me buscarás, porém eu não serei mais.    13031 18 8 1 Então respondeu Bildade, o suíta, dizendo:    13032 18 8 2 Até quando falarás tais coisas, e até quando serão as palavras da tua boca qual vento impetuoso?    13033 18 8 3 Perverteria Deus o direito? Ou perverteria o Todo-Poderoso a justiça?    13034 18 8 4 Se teus filhos pecaram contra ele, ele os entregou ao poder da sua transgressão.    13035 18 8 5 Mas, se tu com empenho buscares a Deus, e ,ao Todo-Poderoso fizeres a tua súplica,    13036 18 8 6 se fores puro e reto, certamente mesmo agora ele despertará por ti, e tornará segura a habitação da tua justiça.    13037 18 8 7 Embora tenha sido pequeno o teu princípio, contudo o teu último estado aumentará grandemente.    13038 18 8 8 Indaga, pois, eu te peço, da geração passada, e considera o que seus pais descobriram.    13039 18 8 9 Porque nós somos de ontem, e nada sabemos, porquanto nossos dias sobre a terra, são uma sombra.    13040 18 8 10 Não te ensinarão eles, e não te falarão, e do seu entendimento não proferirão palavras?    13041 18 8 11 Pode o papiro desenvolver-se fora de um pântano. Ou pode o junco crescer sem água?    13042 18 8 12 Quando está em flor e ainda não cortado, seca-se antes de qualquer outra erva.    13043 18 8 13 Assim são as veredas de todos quantos se esquecem de Deus; a esperança do ímpio perecerá,    13044 18 8 14 a sua segurança se desfará, e a sua confiança será como a teia de aranha.    13045 18 8 15 Encostar-se-á à sua casa, porém ela não subsistirá; apegar-se-lhe-á, porém ela não permanecerá.    13046 18 8 16 Ele está verde diante do sol, e os seus renovos estendem-se sobre o seu jardim;    13047 18 8 17 as suas raízes se entrelaçam junto ao monte de pedras; até penetra o pedregal.    13048 18 8 18 Mas quando for arrancado do seu lugar, então este o negará, dizendo: Nunca te vi.    13049 18 8 19 Eis que tal é a alegria do seu caminho; e da terra outros brotarão.    13050 18 8 20 Eis que Deus não rejeitará ao reto, nem tomará pela mão os malfeitores;    13051 18 8 21 ainda de riso te encherá a boca, e os teus lábios de louvor.    13052 18 8 22 Teus aborrecedores se vestirão de confusão; e a tenda dos ímpios não subsistirá.    13053 18 9 1 Então Jó respondeu, dizendo:    13054 18 9 2 Na verdade sei que assim é; mas como pode o homem ser justo para com Deus?    13055 18 9 3 Se alguém quisesse contender com ele, não lhe poderia responder uma vez em mil.    13056 18 9 4 Ele é sábio de coração e poderoso em forças; quem se endureceu contra ele, e ficou seguro?    13057 18 9 5 Ele é o que remove os montes, sem que o saibam, e os transtorna no seu furor;    13058 18 9 6 o que sacode a terra do seu lugar, de modo que as suas colunas estremecem;    13059 18 9 7 o que dá ordens ao sol, e ele não nasce; o que sela as estrelas;    13060 18 9 8 o que sozinho estende os céus, e anda sobre as ondas do mar;    13061 18 9 9 o que fez a ursa, o Oriom, e as Plêiades, e as recâmaras do sul;    13062 18 9 10 o que faz coisas grandes e insondáveis, e maravilhas que não se podem contar.    13063 18 9 11 Eis que ele passa junto a mim, e, nao o vejo; sim, vai passando adiante, mas não o percebo.    13064 18 9 12 Eis que arrebata a presa; quem o pode impedir? Quem lhe dirá: Que é o que fazes?    13065 18 9 13 Deus não retirará a sua ira; debaixo dele se curvaram os aliados de Raabe;    13066 18 9 14 quanto menos lhe poderei eu responder ou escolher as minhas palavras para discutir com ele?    13067 18 9 15 Embora, eu seja justo, não lhe posso responder; tenho de pedir misericórdia ao meu juiz.    13068 18 9 16 Ainda que eu chamasse, e ele me respondesse, não poderia crer que ele estivesse escutando a minha voz.    13069 18 9 17 Pois ele me quebranta com uma tempestade, e multiplica as minhas chagas sem causa.    13070 18 9 18 Não me permite respirar, antes me farta de amarguras.    13071 18 9 19 Se fosse uma prova de força, eis-me aqui, diria ele; e se fosse questão de juízo, quem o citaria para comparecer?    13072 18 9 20 Ainda que eu fosse justo, a minha própria boca me condenaria; ainda que eu fosse perfeito, então ela me declararia perverso:    13073 18 9 21 Eu sou inocente; não estimo a mim mesmo; desprezo a minha vida.    13074 18 9 22 Tudo é o mesmo, portanto digo: Ele destrói o reto e o ímpio.    13075 18 9 23 Quando o açoite mata de repente, ele zomba da calamidade dos inocentes.    13076 18 9 24 A terra está entregue nas mãos do ímpio. Ele cobre o rosto dos juízes; se não é ele, quem é, logo?    13077 18 9 25 Ora, os meus dias são mais velozes do que um correio; fogem, e não vêem o bem.    13078 18 9 26 Eles passam como balsas de junco, como águia que se lança sobre a presa.    13079 18 9 27 Se eu disser: Eu me esquecerei da minha queixa, mudarei o meu aspecto, e tomarei alento;    13080 18 9 28 então tenho pavor de todas as minhas dores; porque bem sei que não me terás por inocente.    13081 18 9 29 Eu serei condenado; por que, pois, trabalharei em vão?    13082 18 9 30 Se eu me lavar com água de neve, e limpar as minhas mãos com sabão,    13083 18 9 31 mesmo assim me submergirás no fosso, e as minhas próprias vestes me abominarão.    13084 18 9 32 Porque ele não é homem, como eu, para eu lhe responder, para nos encontrarmos em juízo.    13085 18 9 33 Não há entre nós árbitro para pôr a mão sobre nós ambos.    13086 18 9 34 Tire ele a sua vara de cima de mim, e não me amedronte o seu terror;    13087 18 9 35 então falarei, e não o temerei; pois eu não sou assim em mim mesmo.    13088 18 10 1 Tendo tédio à minha vida; darei livre curso à minha queixa, falarei na amargura da minha alma:    13089 18 10 2 Direi a Deus: Não me condenes; faze-me saber por que contendes comigo.    13090 18 10 3 Tens prazer em oprimir, em desprezar a obra das tuas mãos e favorecer o desígnio dos ímpios?    13091 18 10 4 Tens tu olhos de carne? Ou vês tu como vê o homem?    13092 18 10 5 São os teus dias como os dias do homem? Ou são os teus anos como os anos de um homem,    13093 18 10 6 para te informares da minha iniqüidade, e averiguares o meu pecado,    13094 18 10 7 ainda que tu sabes que eu não sou ímpio, e que não há ninguém que possa livrar-me da tua mão?    13095 18 10 8 As tuas mãos me fizeram e me deram forma; e te voltas agora para me consumir?    13096 18 10 9 Lembra-te, pois, de que do barro me formaste; e queres fazer-me tornar ao pó?    13097 18 10 10 Não me vazaste como leite, e não me coalhaste como queijo?    13098 18 10 11 De pele e carne me vestiste, e de ossos e nervos me teceste.    13099 18 10 12 Vida e misericórdia me tens concedido, e a tua providência me tem conservado o espírito.    13100 18 10 13 Contudo ocultaste estas coisas no teu coração; bem sei que isso foi o teu desígnio.    13101 18 10 14 Se eu pecar, tu me observas, e da minha iniqüidade não me absolverás.    13102 18 10 15 Se for ímpio, ai de mim! Se for justo, não poderei levantar a minha cabeça, estando farto de ignomínia, e de contemplar a minha miséria.    13103 18 10 16 Se a minha cabeça se exaltar, tu me caças como a um leão feroz; e de novo fazes maravilhas contra mim.    13104 18 10 17 Tu renovas contra mim as tuas testemunhas, e multiplicas contra mim a tua ira; reveses e combate estão comigo.    13105 18 10 18 Por que, pois, me tiraste da madre? Ah! se então tivera expirado, e olhos nenhuns me vissem!    13106 18 10 19 Então fora como se nunca houvera sido; e da madre teria sido levado para a sepultura.    13107 18 10 20 Não são poucos os meus dias? Cessa, pois, e deixa-me, para que por um pouco eu tome alento;    13108 18 10 21 antes que me vá para o lugar de que não voltarei, para a terra da escuridão e das densas trevas,    13109 18 10 22 terra escuríssima, como a própria escuridão, terra da sombra trevosa e do caos, e onde a própria luz é como a escuridão.    13110 18 11 1 Então respondeu Zofar, o naamatita, dizendo:    13111 18 11 2 Não se dará resposta à multidão de palavras? ou será justificado o homem falador?    13112 18 11 3 Acaso as tuas jactâncias farão calar os homens? e zombarás tu sem que ninguém te envergonhe?    13113 18 11 4 Pois dizes: A minha doutrina é pura, e limpo sou aos teus olhos.    13114 18 11 5 Mas, na verdade, oxalá que Deus falasse e abrisse os seus lábios contra ti,    13115 18 11 6 e te fizesse saber os segredos da sabedoria, pois é multiforme o seu entendimento; sabe, pois, que Deus exige de ti menos do que merece a tua iniqüidade.    13116 18 11 7 Poderás descobrir as coisas profundas de Deus, ou descobrir perfeitamente o Todo-Poderoso?    13117 18 11 8 Como as alturas do céu é a sua sabedoria; que poderás tu fazer? Mais profunda é ela do que o Seol; que poderás tu saber?    13118 18 11 9 Mais comprida é a sua medida do que a terra, e mais larga do que o mar.    13119 18 11 10 Se ele passar e prender alguém, e chamar a juízo, quem o poderá impedir?    13120 18 11 11 Pois ele conhece os homens vãos; e quando vê a iniqüidade, não atentará para ela?    13121 18 11 12 Mas o homem vão adquirirá entendimento, quando a cria do asno montês nascer homem.    13122 18 11 13 Se tu preparares o teu coração, e estenderes as mãos para ele;    13123 18 11 14 se há iniqüidade na tua mão, lança-a para longe de ti, e não deixes a perversidade habitar nas tuas tendas;    13124 18 11 15 então levantarás o teu rosto sem mácula, e estarás firme, e não temerás.    13125 18 11 16 Pois tu te esquecerás da tua miséria; apenas te lembrarás dela como das águas que já passaram.    13126 18 11 17 E a tua vida será mais clara do que o meio-dia; a escuridão dela será como a alva.    13127 18 11 18 E terás confiança, porque haverá esperança; olharás ao redor de ti e repousarás seguro.    13128 18 11 19 Deitar-te-ás, e ninguém te amedrontará; muitos procurarão obter o teu favor.    13129 18 11 20 Mas os olhos dos ímpios desfalecerão, e para eles não haverá refúgio; a sua esperança será o expirar.    13130 18 12 1 Então Jó respondeu, dizendo:    13131 18 12 2 Sem dúvida vós sois o povo, e convosco morrerá a sabedoria.    13132 18 12 3 Mas eu tenho entendimento como, vos; eu não vos sou inferior. Quem não sabe tais coisas como essas?    13133 18 12 4 Sou motivo de riso para os meus amigos; eu, que invocava a Deus, e ele me respondia: o justo e reto servindo de irrisão!    13134 18 12 5 No pensamento de quem está seguro há desprezo para a desgraça; ela está preparada para aquele cujos pés resvalam.    13135 18 12 6 As tendas dos assoladores têm descanso, e os que provocam a Deus estão seguros; os que trazem o seu deus na mão!    13136 18 12 7 Mas, pergunta agora às alimárias, e elas te ensinarão; e às aves do céu, e elas te farão saber;    13137 18 12 8 ou fala com a terra, e ela te ensinará; até os peixes o mar to declararão.    13138 18 12 9 Qual dentre todas estas coisas não sabe que a mão do Senhor fez isto?    13139 18 12 10 Na sua mão está a vida de todo ser vivente, e o espírito de todo o gênero humano.    13140 18 12 11 Porventura o ouvido não prova as palavras, como o paladar prova o alimento?    13141 18 12 12 Com os anciãos está a sabedoria, e na longura de dias o entendimento.    13142 18 12 13 Com Deus está a sabedoria e a força; ele tem conselho e entendimento.    13143 18 12 14 Eis que ele derriba, e não se pode reedificar; ele encerra na prisão, e não se pode abrir.    13144 18 12 15 Ele retém as águas, e elas secam; solta-as, e elas inundam a terra.    13145 18 12 16 Com ele está a força e a sabedoria; são dele o enganado e o enganador.    13146 18 12 17 Aos conselheiros leva despojados, e aos juízes faz desvairar.    13147 18 12 18 Solta o cinto dos reis, e lhes ata uma corda aos lombos.    13148 18 12 19 Aos sacerdotes leva despojados, e aos poderosos transtorna.    13149 18 12 20 Aos que são dignos da confiança emudece, e tira aos anciãos o discernimento.    13150 18 12 21 Derrama desprezo sobre os príncipes, e afrouxa o cinto dos fortes.    13151 18 12 22 Das trevas descobre coisas profundas, e traz para a luz a sombra da morte.    13152 18 12 23 Multiplica as nações e as faz perecer; alarga as fronteiras das nações, e as leva cativas.    13153 18 12 24 Tira o entendimento aos chefes do povo da terra, e os faz vaguear pelos desertos, sem caminho.    13154 18 12 25 Eles andam nas trevas às apalpadelas, sem luz, e ele os faz cambalear como um ébrio.    13155 18 13 1 Eis que os meus olhos viram tudo isto, e os meus ouvidos o ouviram e entenderam.    13156 18 13 2 O que vós sabeis também eu o sei; não vos sou inferior.    13157 18 13 3 Mas eu falarei ao Todo-Poderoso, e quero defender-me perante Deus.    13158 18 13 4 Vós, porém, sois forjadores de mentiras, e vós todos, médicos que não valem nada.    13159 18 13 5 Oxalá vos calásseis de todo, pois assim passaríeis por sábios.    13160 18 13 6 Ouvi agora a minha defesa, e escutai os argumentos dos meus lábios.    13161 18 13 7 Falareis falsamente por Deus, e por ele proferireis mentiras?    13162 18 13 8 Fareis aceitação da sua pessoa? Contendereis a favor de Deus?    13163 18 13 9 Ser-vos-ia bom, se ele vos esquadrinhasse? Ou zombareis dele, como quem zomba de um homem?    13164 18 13 10 Certamente vos repreenderá, se em oculto vos deixardes levar de respeitos humanos.    13165 18 13 11 Não vos amedrontará a sua majestade? E não cairá sobre vós o seu terror?    13166 18 13 12 As vossas máximas são provérbios de cinza; as vossas defesas são torres de barro.    13167 18 13 13 Calai-vos perante mim, para que eu fale, e venha sobre mim o que vier.    13168 18 13 14 Tomarei a minha carne entre os meus dentes, e porei a minha vida na minha mão.    13169 18 13 15 Eis que ele me matará; não tenho esperança; contudo defenderei os meus caminhos diante dele.    13170 18 13 16 Também isso será a minha salvação, pois o ímpio não virá perante ele.    13171 18 13 17 Ouvi atentamente as minhas palavras, e chegue aos vossos ouvidos a minha declaração.    13172 18 13 18 Eis que já pus em ordem a minha causa, e sei que serei achado justo:    13173 18 13 19 Quem é o que contenderá comigo? Pois então me calaria e renderia o espírito.    13174 18 13 20 Concede-me somente duas coisas; então não me esconderei do teu rosto:    13175 18 13 21 desvia a tua mão rara longe de mim, e não me amedronte o teu terror.    13176 18 13 22 Então chama tu, e eu responderei; ou eu falarei, e me responde tu.    13177 18 13 23 Quantas iniqüidades e pecados tenho eu? Faze-me saber a minha transgressão e o meu pecado.    13178 18 13 24 Por que escondes o teu rosto, e me tens por teu inimigo?    13179 18 13 25 Acossarás uma folha arrebatada pelo vento? E perseguirás o restolho seco?    13180 18 13 26 Pois escreves contra mim coisas amargas, e me fazes herdar os erros da minha mocidade;    13181 18 13 27 também pões no tronco os meus pés, e observas todos os meus caminhos, e marcas um termo ao redor dos meus pés,    13182 18 13 28 apesar de eu ser como uma coisa podre que se consome, e como um vestido, ao qual rói a traça.    13183 18 14 1 O homem, nascido da mulher, é de poucos dias e cheio de inquietação.    13184 18 14 2 Nasce como a flor, e murcha; foge também como a sombra, e não permanece.    13185 18 14 3 Sobre esse tal abres os teus olhos, e a mim me fazes entrar em juízo contigo?    13186 18 14 4 Quem do imundo tirará o puro? Ninguém.    13187 18 14 5 Visto que os seus dias estão determinados, contigo está o número dos seus meses; tu lhe puseste limites, e ele não poderá passar além deles.    13188 18 14 6 Desvia dele o teu rosto, para que ele descanse e, como o jornaleiro, tenha contentamento no seu dia.    13189 18 14 7 Porque há esperança para a árvore, que, se for cortada, ainda torne a brotar, e que não cessem os seus renovos.    13190 18 14 8 Ainda que envelheça a sua raiz na terra, e morra o seu tronco no pó,    13191 18 14 9 contudo ao cheiro das águas brotará, e lançará ramos como uma planta nova.    13192 18 14 10 O homem, porém, morre e se desfaz; sim, rende o homem o espírito, e então onde está?    13193 18 14 11 Como as águas se retiram de um lago, e um rio se esgota e seca,    13194 18 14 12 assim o homem se deita, e não se levanta; até que não haja mais céus não acordará nem será despertado de seu sono.    13195 18 14 13 Oxalá me escondesses no Seol, e me ocultasses até que a tua ira tenha passado; que me determinasses um tempo, e te lembrasses de mim!    13196 18 14 14 Morrendo o homem, acaso tornará a viver? Todos os dias da minha lida esperaria eu, até que viesse a minha mudança.    13197 18 14 15 Chamar-me-ias, e eu te responderia; almejarias a obra de tuas mãos.    13198 18 14 16 Então contarias os meus passos; não estarias a vigiar sobre o meu pecado;    13199 18 14 17 a minha transgressão estaria selada num saco, e ocultarias a minha iniqüidade.    13200 18 14 18 Mas, na verdade, a montanha cai e se desfaz, e a rocha se remove do seu lugar.    13201 18 14 19 As águas gastam as pedras; as enchentes arrebatam o solo; assim tu fazes perecer a esperança do homem.    13202 18 14 20 Prevaleces para sempre contra ele, e ele passa; mudas o seu rosto e o despedes.    13203 18 14 21 Os seus filhos recebem honras, sem que ele o saiba; são humilhados sem que ele o perceba.    13204 18 14 22 Sente as dores do seu próprio corpo somente, e só por si mesmo lamenta.    13205 18 15 1 Então respondeu Elifaz, o temanita:    13206 18 15 2 Porventura responderá o sábio com ciência de vento? E encherá do vento oriental o seu ventre,    13207 18 15 3 argüindo com palavras que de nada servem, ou com razões com que ele nada aproveita?    13208 18 15 4 Na verdade tu destróis a reverência, e impedes a meditação diante de Deus.    13209 18 15 5 Pois a tua iniqüidade ensina a tua boca, e escolhes a língua dos astutos.    13210 18 15 6 A tua própria boca te condena, e não eu; e os teus lábios testificam contra ti.    13211 18 15 7 És tu o primeiro homem que nasceu? Ou foste dado à luz antes dos outeiros?    13212 18 15 8 Ou ouviste o secreto conselho de Deus? E a ti só reservas a sabedoria?    13213 18 15 9 Que sabes tu, que nós não saibamos; que entendes, que não haja em nós?    13214 18 15 10 Conosco estão os encanecidos e idosos, mais idosos do que teu pai.    13215 18 15 11 Porventura fazes pouco caso das consolações de Deus, ou da palavra que te trata benignamente?    13216 18 15 12 Por que te arrebata o teu coração, e por que flamejam os teus olhos,    13217 18 15 13 de modo que voltas contra Deus o teú espírito, e deixas sair tais palavras da tua boca?    13218 18 15 14 Que é o homem, para que seja puro? E o que nasce da mulher, para que fique justo?    13219 18 15 15 Eis que Deus não confia nos seus santos, e nem o céu é puro aos seus olhos;    13220 18 15 16 quanto menos o homem abominável e corrupto, que bebe a iniqüidade como a água?    13221 18 15 17 Escuta-me e to mostrarei; contar-te-ei o que tenho visto    13222 18 15 18 (o que os sábios têm anunciado e seus pais não o ocultaram;    13223 18 15 19 aos quais somente era dada a terra, não havendo estranho algum passado por entre eles);    13224 18 15 20 Todos os dias passa o ímpio em angústia, sim, todos os anos que estão reservados para o opressor.    13225 18 15 21 O sonido de terrores está nos seus ouvidos; na prosperidade lhe sobrevém o assolador.    13226 18 15 22 Ele não crê que tornará das trevas, mas que o espera a espada.    13227 18 15 23 Anda vagueando em busca de pão, dizendo: Onde está? Bem sabe que o dia das trevas lhe está perto, à mão.    13228 18 15 24 Amedrontam-no a angústia e a tribulação; prevalecem contra ele, como um rei preparado para a peleja.    13229 18 15 25 Porque estendeu a sua mão contra Deus, e contra o Todo-Poderoso se porta com soberba;    13230 18 15 26 arremete contra ele com dura cerviz, e com as saliências do seu escudo;    13231 18 15 27 porquanto cobriu o seu rosto com a sua gordura, e criou carne gorda nas ilhargas;    13232 18 15 28 e habitou em cidades assoladas, em casas em que ninguem deveria morar, que estavam a ponto de tornar-se em montões de ruínas;    13233 18 15 29 não se enriquecerá, nem subsistirá a sua fazenda, nem se estenderão pela terra as suas possessões.    13234 18 15 30 Não escapará das trevas; a chama do fogo secará os seus ramos, e ao sopro da boca de Deus desaparecerá.    13235 18 15 31 Não confie na vaidade, enganando-se a si mesmo; pois a vaidade será a sua recompensa.    13236 18 15 32 Antes do seu dia se cumprirá, e o seu ramo não reverdecerá.    13237 18 15 33 Sacudirá as suas uvas verdes, como a vide, e deixará cair a sua flor como a oliveira.    13238 18 15 34 Pois a assembléia dos ímpios é estéril, e o fogo consumirá as tendas do suborno.    13239 18 15 35 Concebem a malícia, e dão à luz a iniqüidade, e o seu coração prepara enganos.    13240 18 16 1 Então Jó respondeu, dizendo:    13241 18 16 2 Tenho ouvido muitas coisas como essas; todos vós sois consoladores molestos.    13242 18 16 3 Não terão fim essas palavras de vento? Ou que é o que te provoca, para assim responderes?    13243 18 16 4 Eu também poderia falar como vós falais, se vós estivésseis em meu lugar; eu poderia amontoar palavras contra vós, e contra vós menear a minha cabeça;    13244 18 16 5 poderia fortalecer-vos com a minha boca, e a consolação dos meus lábios poderia mitigar a vossa dor.    13245 18 16 6 Ainda que eu fale, a minha dor naõ se mitiga; e embora me cale, qual é o meu alívio?    13246 18 16 7 Mas agora, ó Deus, me deixaste exausto; assolaste toda a minha companhia.    13247 18 16 8 Tu me emagreceste, e isso constitui uma testemunha contra mim; contra mim se levanta a minha magreza, e o meu rosto testifica contra mim.    13248 18 16 9 Na sua ira ele me despedaçou, e me perseguiu; rangeu os dentes contra mim; o meu adversário aguça os seus olhos contra mim.    13249 18 16 10 Os homens abrem contra mim a boca; com desprezo me ferem nas faces, e contra mim se ajuntam à uma.    13250 18 16 11 Deus me entrega ao ímpio, nas mãos dos iníquos me faz cair.    13251 18 16 12 Descansado estava eu, e ele me quebrantou; e pegou-me pelo pescoço, e me despedaçou; colocou-me por seu alvo;    13252 18 16 13 cercam-me os seus flecheiros. Atravessa-me os rins, e não me poupa; derrama o meu fel pela terra.    13253 18 16 14 Quebranta-me com golpe sobre golpe; arremete contra mim como um guerreiro.    13254 18 16 15 Sobre a minha pele cosi saco, e deitei a minha glória no pó.    13255 18 16 16 O meu rosto todo está inflamado de chorar, e há sombras escuras sobre as minhas pálpebras,    13256 18 16 17 embora não haja violência nas minhas maos, e seja pura a minha oração.    13257 18 16 18 ó terra, não cubras o meu sangue, e não haja lugar em que seja abafado o meu clamor!    13258 18 16 19 Eis que agora mesmo a minha testemunha está no céu, e o meu fiador nas alturas.    13259 18 16 20 Os meus amigos zombam de mim; mas os meus olhos se desfazem em lágrimas diante de Deus,    13260 18 16 21 para que ele defenda o direito que o homem tem diante de Deus e o que o filho do homem tem perante, o seu proximo.    13261 18 16 22 Pois quando houver decorrido poucos anos, eu seguirei o caminho por onde não tornarei.    13262 18 17 1 O meu espírito está quebrantado, os meus dias se extinguem, a sepultura me está preparada!    13263 18 17 2 Deveras estou cercado de zombadores, e os meus olhos contemplam a sua provocação!    13264 18 17 3 Dá-me, peço-te, um penhor, e sê o meu fiador para contigo; quem mais há que me dê a mão?    13265 18 17 4 Porque aos seus corações encobriste o entendimento, pelo que não os exaltarás.    13266 18 17 5 Quem entrega os seus amigos como presa, os olhos de seus filhos desfalecerão.    13267 18 17 6 Mas a mim me pôs por motejo dos povos; tornei-me como aquele em cujo rosto se cospe.    13268 18 17 7 De mágoa se escureceram os meus olhos, e todos os meus membros são como a sombra.    13269 18 17 8 Os retos pasmam disso, e o inocente se levanta contra o ímpio.    13270 18 17 9 Contudo o justo prossegue no seu caminho e o que tem mãos puras vai crescendo em força.    13271 18 17 10 Mas tornai vós todos, e vinde, e sábio nenhum acharei entre vós.    13272 18 17 11 Os meus dias passaram, malograram-se os meus propósitos, as aspirações do meu coração.    13273 18 17 12 Trocam a noite em dia; dizem que a luz está perto das trevas. el,    13274 18 17 13 Se eu olhar o Seol como a minha casa, se nas trevas estender a minha cama,    13275 18 17 14 se eu clamar à cova: Tu és meu pai; e aos vermes: Vós sois minha mãe e minha irmã;    13276 18 17 15 onde está então a minha esperança? Sim, a minha esperança, quem a poderá ver?    13277 18 17 16 Acaso descerá comigo até os ferrolhos do Seol? Descansaremos juntos no pó?    13278 18 18 1 Então respondeu Bildade, o suíta:    13279 18 18 2 Até quando estareis à procura de palavras? considerai bem, e então falaremos.    13280 18 18 3 Por que somos tratados como gado, e como estultos aos vossos olhos?    13281 18 18 4 Oh tu, que te despedaças na tua ira, acaso por amor de ti será abandonada a terra, ou será a rocha removida do seu lugar?    13282 18 18 5 Na verdade, a luz do ímpio se apagará, e não resplandecerá a chama do seu fogo.    13283 18 18 6 A luz se escurecerá na sua tenda, e a lâmpada que está sobre ele se apagará.    13284 18 18 7 Os seus passos firmes se estreitarão, e o seu próprio conselho o derribará.    13285 18 18 8 Pois por seus próprios pés é ele lançado na rede, e pisa nos laços armados.    13286 18 18 9 A armadilha o apanha pelo calcanhar, e o laço o prende;    13287 18 18 10 a corda do mesmo está-lhe escondida na terra, e uma armadilha na vereda.    13288 18 18 11 Terrores o amedrontam de todos os lados, e de perto lhe perseguem os pés.    13289 18 18 12 O seu vigor é diminuído pela fome, e a destruição está pronta ao seu lado.    13290 18 18 13 São devorados os membros do seu corpo; sim, o primogênito da morte devora os seus membros.    13291 18 18 14 Arrancado da sua tenda, em que confiava, é levado ao rei dos terrores.    13292 18 18 15 Na sua tenda habita o que não lhe pertence; espalha-se enxofre sobre a sua habitação.    13293 18 18 16 Por baixo se secam as suas raízes, e por cima são cortados os seus ramos.    13294 18 18 17 A sua memória perece da terra, e pelas praças não tem nome.    13295 18 18 18 É lançado da luz para as trevas, e afugentado do mundo.    13296 18 18 19 Não tem filho nem neto entre o seu povo, e descendente nenhum lhe ficará nas moradas.    13297 18 18 20 Do seu dia pasmam os do ocidente, assim como os do oriente ficam sobressaltados de horror.    13298 18 18 21 Tais são, na verdade, as moradas do, impio, e tal é o lugar daquele que não conhece a Deus.    13299 18 19 1 Então Jó respondeu:    13300 18 19 2 Até quando afligireis a minha alma, e me atormentareis com palavras?    13301 18 19 3 Já dez vezes me haveis humilhado; não vos envergonhais de me maltratardes?    13302 18 19 4 Embora haja eu, na verdade, errado, comigo fica o meu erro.    13303 18 19 5 Se deveras vos quereis engrandecer contra mim, e me incriminar pelo meu opróbrio,    13304 18 19 6 sabei então que Deus é o que transtornou a minha causa, e com a sua rede me cercou.    13305 18 19 7 Eis que clamo: Violência! mas não sou ouvido; grito: Socorro! mas não há justiça.    13306 18 19 8 com muros fechou ele o meu caminho, de modo que não posso passar; e pôs trevas nas minhas veredas.    13307 18 19 9 Da minha honra me despojou, e tirou-me da cabeça a coroa.    13308 18 19 10 Quebrou-me de todos os lados, e eu me vou; arrancou a minha esperança, como a, uma árvore.    13309 18 19 11 Acende contra mim a sua ira, e me considera como um de seus adversários.    13310 18 19 12 Juntas as suas tropas avançam, levantam contra mim o seu caminho, e se acampam ao redor da minha tenda.    13311 18 19 13 Ele pôs longe de mim os meus irmãos, e os que me conhecem tornaram-se estranhos para mim.    13312 18 19 14 Os meus parentes se afastam, e os meus conhecidos se esquecem de, mim.    13313 18 19 15 Os meus domésticos e as minhas servas me têm por estranho; vim a ser um estrangeiro aos seus olhos.    13314 18 19 16 Chamo ao meu criado, e ele não me responde; tenho que suplicar-lhe com a minha boca.    13315 18 19 17 O meu hÁlito é intolerável à minha mulher; sou repugnante aos filhos de minhã mae.    13316 18 19 18 Até os pequeninos me desprezam; quando me levanto, falam contra mim.    13317 18 19 19 Todos os meus amigos íntimos me abominam, e até os que eu amava se tornaram contra mim.    13318 18 19 20 Os meus ossos se apegam à minha pele e à minha carne, e só escapei com a pele dos meus dentes.    13319 18 19 21 Compadecei-vos de mim, amigos meus; compadecei-vos de mim; pois a mão de Deus me tocou.    13320 18 19 22 Por que me perseguis assim como Deus, e da minha carne não vos fartais?    13321 18 19 23 Oxalá que as minhas palavras fossem escritas! Oxalá que fossem gravadas num livro!    13322 18 19 24 Que, com pena de ferro, e com chumbo, fossem para sempre esculpidas na rocha!    13323 18 19 25 Pois eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra.    13324 18 19 26 E depois de consumida esta minha pele, então fora da minha carne verei a Deus;    13325 18 19 27 vê-lo-ei ao meu lado, e os meus olhos o contemplarão, e não mais como adversário. O meu coração desfalece dentro de mim!    13326 18 19 28 Se disserdes: Como o havemos de perseguir! e que a causa deste mal se acha em mim,    13327 18 19 29 temei vós a espada; porque o furor traz os castigos da espada, para saberdes que há um juízo.    13328 18 20 1 Então respondeu Zofar, o naamatita:    13329 18 20 2 Ora, os meus pensamentos me fazem responder, e por isso eu me apresso.    13330 18 20 3 Estou ouvindo a tua repreensão, que me envergonha, mas o espírito do meu entendimento responde por mim.    13331 18 20 4 Não sabes tu que desde a antigüidade, desde que o homem foi posto sobre a terra,    13332 18 20 5 o triunfo dos iníquos é breve, e a alegria dos ímpios é apenas dum momento?    13333 18 20 6 Ainda que a sua exaltação suba até o ceu, e a sua cabeça chegue até as nuvens,    13334 18 20 7 contudo, como o seu próprio esterco, perecerá para sempre; e os que o viam perguntarão: Onde está?    13335 18 20 8 Dissipar-se-á como um sonho, e não será achado; será afugentado qual uma visão da noite.    13336 18 20 9 Os olhos que o viam não o verão mais, nem o seu lugar o contemplará mais.    13337 18 20 10 Os seus filhos procurarão o favor dos pobres, e as suas mãos restituirão os seus lucros ilícitos.    13338 18 20 11 Os seus ossos estão cheios do vigor da sua juventude, mas este se deitará com ele no pó.    13339 18 20 12 Ainda que o mal lhe seja doce na boca, ainda que ele o esconda debaixo da sua língua,    13340 18 20 13 ainda que não o queira largar, antes o retenha na sua boca,    13341 18 20 14 contudo a sua comida se transforma nas suas entranhas; dentro dele se torna em fel de áspides.    13342 18 20 15 Engoliu riquezas, mas vomitá-las-á; do ventre dele Deus as lançará.    13343 18 20 16 Veneno de áspides sorverá, língua de víbora o matará.    13344 18 20 17 Não verá as correntes, os rios e os ribeiros de mel e de manteiga.    13345 18 20 18 O que adquiriu pelo trabalho, isso restituirá, e não o engolirá; não se regozijará conforme a fazenda que ajuntou.    13346 18 20 19 Pois que oprimiu e desamparou os pobres, e roubou a casa que não edificou.    13347 18 20 20 Porquanto não houve limite à sua cobiça, nada salvará daquilo em que se deleita.    13348 18 20 21 Nada escapou à sua voracidade; pelo que a sua prosperidade não perdurará.    13349 18 20 22 Na plenitude da sua abastança, estará angustiado; toda a força da miséria virá sobre ele.    13350 18 20 23 Mesmo estando ele a encher o seu estômago, Deus mandará sobre ele o ardor da sua ira, que fará chover sobre ele quando for comer.    13351 18 20 24 Ainda que fuja das armas de ferro, o arco de bronze o atravessará.    13352 18 20 25 Ele arranca do seu corpo a flecha, que sai resplandecente do seu fel; terrores vêm sobre ele.    13353 18 20 26 Todas as trevas são reservadas paro os seus tesouros; um fogo não assoprado o consumirá, e devorará o que ficar na sua tenda.    13354 18 20 27 Os céus revelarão a sua iniqüidade, e contra ele a terra se levantará.    13355 18 20 28 As rendas de sua casa ir-se-ão; no dia da ira de Deus todas se derramarão.    13356 18 20 29 Esta, da parte de Deus, é a porção do ímpio; esta é a herança que Deus lhe reserva.    13357 18 21 1 Então Jó respondeu:    13358 18 21 2 Ouvi atentamente as minhas palavras; seja isto a vossa consolação.    13359 18 21 3 Sofrei-me, e eu falarei; e, havendo eu falado, zombai.    13360 18 21 4 É porventura do homem que eu me queixo? Mas, ainda que assim fosse, não teria motivo de me impacientar?    13361 18 21 5 Olhai para mim, e pasmai, e ponde a mão sobre a boca.    13362 18 21 6 Quando me lembro disto, me perturbo, e a minha carne estremece de horror.    13363 18 21 7 Por que razão vivem os ímpios, envelhecem, e ainda se robustecem em poder?    13364 18 21 8 Os seus filhos se estabelecem à vista deles, e os seus descendentes perante os seus olhos.    13365 18 21 9 As suas casas estão em paz, sem temor, e a vara de Deus não está sobre eles.    13366 18 21 10 O seu touro gera, e não falha; pare a sua vaca, e não aborta.    13367 18 21 11 Eles fazem sair os seus pequeninos, como a um rebanho, e suas crianças andam saltando.    13368 18 21 12 Levantam a voz, ao som do tamboril e da harpa, e regozijam-se ao som da flauta.    13369 18 21 13 Na prosperidade passam os seus dias, e num momento descem ao Seol.    13370 18 21 14 Eles dizem a Deus: retira-te de nós, pois não desejamos ter conhecimento dos teus caminhos.    13371 18 21 15 Que é o Todo-Poderoso, para que nós o sirvamos? E que nos aproveitará, se lhe fizermos orações?    13372 18 21 16 Vede, porém, que eles não têm na mão a prosperidade; esteja longe de mim o conselho dos ímpios!    13373 18 21 17 Quantas vezes sucede que se apague a lâmpada dos ímpios? que lhes sobrevenha a sua destruição? que Deus na sua ira lhes reparta dores?    13374 18 21 18 que eles sejam como a palha diante do vento, e como a pragana, que o redemoinho arrebata?    13375 18 21 19 Deus, dizeis vós, reserva a iniqüidade do pai para seus filhos, mas é a ele mesmo que Deus deveria punir, para que o conheça.    13376 18 21 20 Vejam os seus próprios olhos a sua ruina, e beba ele do furor do Todo-Poderoso.    13377 18 21 21 Pois, que lhe importa a sua casa depois de morto, quando lhe for cortado o número dos seus meses?    13378 18 21 22 Acaso se ensinará ciência a Deus, a ele que julga os excelsos?    13379 18 21 23 Um morre em plena prosperidade, inteiramente sossegado e tranqüilo;    13380 18 21 24 com os seus baldes cheios de leite, e a medula dos seus ossos umedecida.    13381 18 21 25 Outro, ao contrário, morre em amargura de alma, não havendo provado do bem.    13382 18 21 26 Juntamente jazem no pó, e os vermes os cobrem.    13383 18 21 27 Eis que conheço os vossos pensamentos, e os maus intentos com que me fazeis injustiça.    13384 18 21 28 Pois dizeis: Onde está a casa do príncipe, e onde a tenda em que morava o ímpio?    13385 18 21 29 Porventura não perguntastes aos viandantes? e não aceitais o seu testemunho,    13386 18 21 30 de que o mau é preservado no dia da destruição, e poupado no dia do furor?    13387 18 21 31 Quem acusará diante dele o seu caminho? e quem lhe dará o pago do que fez?    13388 18 21 32 Ele é levado para a sepultura, e vigiam-lhe o túmulo.    13389 18 21 33 Os torrões do vale lhe são doces, e o seguirão todos os homens, como ele o fez aos inumeráveis que o precederam.    13390 18 21 34 Como, pois, me ofereceis consolações vãs, quando nas vossas respostas só resta falsidade?    13391 18 22 1 Então respondeu Elifaz, o temanita:    13392 18 22 2 Pode o homem ser de algum proveito a Deus? Antes a si mesmo é que o prudenté será proveitoso.    13393 18 22 3 Tem o Todo-Poderoso prazer em que tu sejas justo, ou lucro em que tu faças perfeitos os teus caminhos?    13394 18 22 4 É por causa da tua reverência que te repreende, ou que entra contigo em juízo?    13395 18 22 5 Não é grande a tua malícia, e sem termo as tuas iniqüidades?    13396 18 22 6 Pois sem causa tomaste penhôres a teus irmaos e aos nus despojaste dos vestidos.    13397 18 22 7 Não deste ao cansado água a beber, e ao faminto retiveste o pão.    13398 18 22 8 Mas ao poderoso pertencia a terra, e o homem acatado habitava nela.    13399 18 22 9 Despediste vazias as viúvas, e os braços dos órfãos foram quebrados.    13400 18 22 10 Por isso é que estás cercado de laços, e te perturba um pavor repentino,    13401 18 22 11 ou trevas de modo que nada podes ver, e a inundação de águas te cobre.    13402 18 22 12 Não está Deus na altura do céu? Olha para as mais altas estrelas, quão elevadas estão!    13403 18 22 13 E dizes: Que sabe Deus? Pode ele julgar através da escuridão?    13404 18 22 14 Grossas nuvens o encobrem, de modo que não pode ver; e ele passeia em volta da abóbada do céu.    13405 18 22 15 Queres seguir a vereda antiga, que pisaram os homens iníquos?    13406 18 22 16 Os quais foram arrebatados antes do seu tempo; e o seu fundamento se derramou qual um rio.    13407 18 22 17 Diziam a Deus: retira-te de nós; e ainda: Que é que o Todo-Poderoso nos pode fazer?    13408 18 22 18 Contudo ele encheu de bens as suas casas. Mas longe de mim estejam os conselhos dos ímpios!    13409 18 22 19 Os justos o vêem, e se alegram: e os inocentes escarnecem deles,    13410 18 22 20 dizendo: Na verdade são exterminados os nossos adversários, e o fogo consumiu o que deixaram.    13411 18 22 21 Apega-te, pois, a Deus, e tem paz, e assim te sobrevirá o bem.    13412 18 22 22 Aceita, peço-te, a lei da sua boca, e põe as suas palavras no teu coração.    13413 18 22 23 Se te voltares para o Todo-Poderoso, serás edificado; se lançares a iniqüidade longe da tua tenda,    13414 18 22 24 e deitares o teu tesouro no pó, e o ouro de Ofir entre as pedras dos ribeiros,    13415 18 22 25 então o Todo-Poderoso será o teu tesouro, e a tua prata preciosa.    13416 18 22 26 Pois então te deleitarás no Todo-Poderoso, e levantarás o teu rosto para Deus.    13417 18 22 27 Tu orarás a ele, e ele te ouvirá; e pagarás os teus votos.    13418 18 22 28 Também determinarás algum negócio, e ser-te-á firme, e a luz brilhará em teus caminhos.    13419 18 22 29 Quando te abaterem, dirás: haja exaltação! E Deus salvará ao humilde.    13420 18 22 30 E livrará até o que não é inocente, que será libertado pela pureza de tuas mãos.    13421 18 23 1 Então Jó respondeu:    13422 18 23 2 Ainda hoje a minha queixa está em amargura; o peso da mão dele é maior do que o meu gemido.    13423 18 23 3 Ah, se eu soubesse onde encontrá-lo, e pudesse chegar ao seu tribunal!    13424 18 23 4 Exporia ante ele a minha causa, e encheria a minha boca de argumentos.    13425 18 23 5 Saberia as palavras com que ele me respondesse, e entenderia o que me dissesse.    13426 18 23 6 Acaso contenderia ele comigo segundo a grandeza do seu poder? Não; antes ele me daria ouvidos.    13427 18 23 7 Ali o reto pleitearia com ele, e eu seria absolvido para sempre por meu Juiz.    13428 18 23 8 Eis que vou adiante, mas não está ali; volto para trás, e não o percebo;    13429 18 23 9 procuro-o à esquerda, onde ele opera, mas não o vejo; viro-me para a direita, e não o diviso.    13430 18 23 10 Mas ele sabe o caminho por que eu ando; provando-me ele, sairei como o ouro.    13431 18 23 11 Os meus pés se mantiveram nas suas pisadas; guardei o seu caminho, e não me desviei dele.    13432 18 23 12 Nunca me apartei do preceito dos seus lábios, e escondi no meu peito as palavras da sua boca.    13433 18 23 13 Mas ele está resolvido; quem então pode desviá-lo? E o que ele quiser, isso fará.    13434 18 23 14 Pois cumprirá o que está ordenado a meu respeito, e muitas coisas como estas ainda tem consigo.    13435 18 23 15 Por isso me perturbo diante dele; e quando considero, tenho medo dele.    13436 18 23 16 Deus macerou o meu coração; o Todo-Poderoso me perturbou.    13437 18 23 17 Pois não estou desfalecido por causa das trevas, nem porque a escuridão cobre o meu rosto.    13438 18 24 1 Por que o Todo-Poderoso não designa tempos? e por que os que o conhecem não vêem os seus dias?    13439 18 24 2 Há os que removem os limites; roubam os rebanhos, e os apascentam.    13440 18 24 3 Levam o jumento do órfão, tomam em penhor o boi da viúva.    13441 18 24 4 Desviam do caminho os necessitados; e os oprimidos da terra juntos se escondem.    13442 18 24 5 Eis que, como jumentos monteses no deserto, saem eles ao seu trabalho, procurando no ermo a presa que lhes sirva de sustento para seus filhos.    13443 18 24 6 No campo segam o seu pasto, e vindimam a vinha do ímpio.    13444 18 24 7 Passam a noite nus, sem roupa, não tendo coberta contra o frio.    13445 18 24 8 Pelas chuvas das montanhas são molhados e, por falta de abrigo, abraçam-se com as rochas.    13446 18 24 9 Há os que arrancam do peito o órfão, e tomam o penhor do pobre;    13447 18 24 10 fazem que estes andem nus, sem roupa, e, embora famintos, carreguem os molhos.    13448 18 24 11 Espremem o azeite dentro dos muros daqueles homens; pisam os seus lagares, e ainda têm sede.    13449 18 24 12 Dentro das cidades gemem os moribundos, e a alma dos feridos clama; e contudo Deus não considera o seu clamor.    13450 18 24 13 Há os que se revoltam contra a luz; não conhecem os caminhos dela, e não permanecem nas suas veredas.    13451 18 24 14 O homicida se levanta de madrugada, mata o pobre e o necessitado, e de noite torna-se ladrão.    13452 18 24 15 Também os olhos do adúltero aguardam o crepúsculo, dizendo: Ninguém me verá; e disfarça o rosto.    13453 18 24 16 Nas trevas minam as casas; de dia se conservam encerrados; não conhecem a luz.    13454 18 24 17 Pois para eles a profunda escuridão é a sua manhã; porque são amigos das trevas espessas.    13455 18 24 18 São levados ligeiramente sobre a face das águas; maldita é a sua porção sobre a terra; não tornam pelo caminho das vinhas.    13456 18 24 19 A sequidão e o calor desfazem as, águas da neve; assim faz o Seol aos que pecaram.    13457 18 24 20 A madre se esquecerá dele; os vermes o comerão gostosamente; não será mais lembrado; e a iniqüidade se quebrará como árvore.    13458 18 24 21 Ele despoja a estéril que não dá à luz, e não faz bem à viúva.    13459 18 24 22 Todavia Deus prolonga a vida dos valentes com a sua força; levantam-se quando haviam desesperado da vida.    13460 18 24 23 Se ele lhes dá descanso, estribam-se, nisso; e os seus olhos estão sobre os caminhos deles.    13461 18 24 24 Eles se exaltam, mas logo desaparecem; são abatidos, colhidos como os demais, e cortados como as espigas do trigo.    13462 18 24 25 Se não é assim, quem me desmentirá e desfará as minhas palavras?    13463 18 25 1 Então respondeu Bildade, o suíta:    13464 18 25 2 Com Deus estão domínio e temor; ele faz reinar a paz nas suas alturas.    13465 18 25 3 Acaso têm número os seus exércitos? E sobre quem não se levanta a sua luz?    13466 18 25 4 Como, pois, pode o homem ser justo diante de Deus, e como pode ser puro aquele que nasce da mulher?    13467 18 25 5 Eis que até a lua não tem brilho, e as estrelas não são puras aos olhos dele;    13468 18 25 6 quanto menos o homem, que é um verme, e o filho do homem, que é um vermezinho!    13469 18 26 1 Então Jó respondeu:    13470 18 26 2 Como tens ajudado ao que não tem força e sustentado o braço que não tem vigor!    13471 18 26 3 como tens aconselhado ao que não tem sabedoria, e plenamente tens revelado o verdadeiro conhecimento!    13472 18 26 4 Para quem proferiste palavras? E de quem é o espírito que saiu de ti?    13473 18 26 5 Os mortos tremem debaixo das águas, com os que ali habitam.    13474 18 26 6 O Seol está nu perante Deus, e não há coberta para o Abadom.    13475 18 26 7 Ele estende o norte sobre o vazio; suspende a terra sobre o nada.    13476 18 26 8 Prende as águas em suas densas nuvens, e a nuvem não se rasga debaixo delas.    13477 18 26 9 Encobre a face do seu trono, e sobre ele estende a sua nuvem.    13478 18 26 10 Marcou um limite circular sobre a superfície das águas, onde a luz e as trevas se confinam.    13479 18 26 11 As colunas do céu tremem, e se espantam da sua ameaça.    13480 18 26 12 Com o seu poder fez sossegar o mar, e com o seu entendimento abateu a Raabe.    13481 18 26 13 Pelo seu sopro ornou o céu; a sua mão traspassou a serpente veloz.    13482 18 26 14 Eis que essas coisas são apenas as orlas dos seus caminhos; e quão pequeno é o sussurro que dele, ouvimos! Mas o trovão do seu poder, quem o poderá entender?    13483 18 27 1 E prosseguindo Jó em seu discurso, disse:    13484 18 27 2 Vive Deus, que me tirou o direito, e o Todo-Poderoso, que me amargurou a alma;    13485 18 27 3 enquanto em mim houver alento, e o sopro de Deus no meu nariz,    13486 18 27 4 não falarão os meus lábios iniqüidade, nem a minha língua pronunciará engano.    13487 18 27 5 Longe de mim que eu vos dê razão; até que eu morra, nunca apartarei de mim a minha integridade.    13488 18 27 6 ë minha justiça me apegarei e não a largarei; o meu coração não reprova dia algum da minha vida.    13489 18 27 7 Seja como o ímpio o meu inimigo, e como o perverso aquele que se levantar contra mim.    13490 18 27 8 Pois qual é a esperança do ímpio, quando Deus o cortar, quando Deus lhe arrebatar a alma?    13491 18 27 9 Acaso Deus lhe ouvirá o clamor, sobrevindo-lhe a tribulação?    13492 18 27 10 Deleitar-se-á no Todo-Poderoso, ou invocará a Deus em todo o tempo?    13493 18 27 11 Ensinar-vos-ei acerca do poder de Deus, e não vos encobrirei o que está com o Todo-Poderoso.    13494 18 27 12 Eis que todos vós já vistes isso; por que, pois, vos entregais completamente à vaidade?    13495 18 27 13 Esta é da parte de Deus a porção do ímpio, e a herança que os opressores recebem do Todo-Poderoso:    13496 18 27 14 Se os seus filhos se multiplicarem, será para a espada; e a sua prole não se fartará de pão.    13497 18 27 15 Os que ficarem dele, pela peste serão sepultados, e as suas viúvas não chorarão.    13498 18 27 16 Embora amontoe prata como pó, e acumule vestes como barro,    13499 18 27 17 ele as pode acumular, mas o justo as vestirá, e o inocente repartirá a prata.    13500 18 27 18 A casa que ele edifica é como a teia da aranha, e como a cabana que o guarda faz.    13501 18 27 19 Rico se deita, mas não o fará mais; abre os seus olhos, e já se foi a sua riqueza.    13502 18 27 20 Pavores o alcançam como um dilúvio; de noite o arrebata a tempestade.    13503 18 27 21 O vento oriental leva-o, e ele se vai; sim, varre-o com ímpeto do seu lugar:    13504 18 27 22 Pois atira contra ele, e não o poupa, e ele foge precipitadamente do seu poder.    13505 18 27 23 Bate palmas contra ele, e assobia contra ele do seu lugar.    13506 18 28 1 Na verdade, há minas donde se extrai a prata, e também lugar onde se refina o ouro:    13507 18 28 2 O ferro tira-se da terra, e da pedra se funde o cobre.    13508 18 28 3 Os homens põem termo às trevas, e até os últimos confins exploram as pedras na escuridão e nas trevas mais densas.    13509 18 28 4 Abrem um poço de mina longe do lugar onde habitam; são esquecidos pelos viajantes, ficando pendentes longe dos homens, e oscilam de um lado para o outro.    13510 18 28 5 Quanto à terra, dela procede o pão, mas por baixo é revolvida como por fogo.    13511 18 28 6 As suas pedras são o lugar de safiras, e têm pó de ouro.    13512 18 28 7 A ave de rapina não conhece essa vereda, e não a viram os olhos do falcão.    13513 18 28 8 Nunca a pisaram feras altivas, nem o feroz leão passou por ela.    13514 18 28 9 O homem estende a mão contra a pederneira, e revolve os montes desde as suas raízes.    13515 18 28 10 Corta canais nas pedras, e os seus olhos descobrem todas as coisas preciosas.    13516 18 28 11 Ele tapa os veios d`água para que não gotejem; e tira para a luz o que estava escondido.    13517 18 28 12 Mas onde se achará a sabedoria? E onde está o lugar do entendimento?    13518 18 28 13 O homem não lhe conhece o caminho; nem se acha ela na terra dos viventes.    13519 18 28 14 O abismo diz: Não está em mim; e o mar diz: Ela não está comigo.    13520 18 28 15 Não pode ser comprada com ouro fino, nem a peso de prata se trocará.    13521 18 28 16 Nem se pode avaliar em ouro fino de Ofir, nem em pedras preciosas de berilo, ou safira.    13522 18 28 17 Com ela não se pode comparar o ouro ou o vidro; nem se trocara por jóias de ouro fino.    13523 18 28 18 Não se fará menção de coral nem de cristal; porque a aquisição da sabedoria é melhor que a das pérolas.    13524 18 28 19 Não se lhe igualará o topázio da Etiópia, nem se pode comprar por ouro puro.    13525 18 28 20 Donde, pois, vem a sabedoria? Onde está o lugar do entendimento?    13526 18 28 21 Está encoberta aos olhos de todo vivente, e oculta às aves do céu.    13527 18 28 22 O Abadom e a morte dizem: Ouvimos com os nossos ouvidos um rumor dela.    13528 18 28 23 Deus entende o seu caminho, e ele sabe o seu lugar.    13529 18 28 24 Porque ele perscruta até as extremidades da terra, sim, ele vê tudo o que há debaixo do céu.    13530 18 28 25 Quando regulou o peso do vento, e fixou a medida das águas;    13531 18 28 26 quando prescreveu leis para a chuva e caminho para o relâmpago dos trovões;    13532 18 28 27 então viu a sabedoria e a manifestou; estabeleceu-a, e também a esquadrinhou.    13533 18 28 28 E disse ao homem: Eis que o temor do Senhor é a sabedoria, e o apartar-se do mal é o entendimento.    13534 18 29 1 E prosseguindo Jó no seu discurso, disse:    13535 18 29 2 Ah! quem me dera ser como eu fui nos meses do passado, como nos dias em que Deus me guardava;    13536 18 29 3 quando a sua lâmpada luzia sobre o minha cabeça, e eu com a sua luz caminhava através das trevas;    13537 18 29 4 como era nos dias do meu vigor, quando o íntimo favor de Deus estava sobre a minha tenda;    13538 18 29 5 quando o Todo-Poderoso ainda estava comigo, e os meus filhos em redor de mim;    13539 18 29 6 quando os meus passos eram banhados em leite, e a rocha me deitava ribeiros de azeite!    13540 18 29 7 Quando eu saía para a porta da cidade, e na praça preparava a minha cadeira,    13541 18 29 8 os moços me viam e se escondiam, e os idosos se levantavam e se punham em pé;    13542 18 29 9 os príncipes continham as suas palavras, e punham a mão sobre a sua boca;    13543 18 29 10 a voz dos nobres emudecia, e a língua se lhes pegava ao paladar.    13544 18 29 11 Pois, ouvindo-me algum ouvido, me tinha por bem-aventurado; e vendo-me algum olho, dava testemunho de mim;    13545 18 29 12 porque eu livrava o miserável que clamava, e o órfão que não tinha quem o socorresse.    13546 18 29 13 A bênção do que estava a perecer vinha sobre mim, e eu fazia rejubilar-se o coração da viúva.    13547 18 29 14 vestia-me da retidão, e ela se vestia de mim; como manto e diadema era a minha justiça.    13548 18 29 15 Fazia-me olhos para o cego, e pés para o coxo;    13549 18 29 16 dos necessitados era pai, e a causa do que me era desconhecido examinava com diligência.    13550 18 29 17 E quebrava os caninos do perverso, e arrancava-lhe a presa dentre os dentes.    13551 18 29 18 Então dizia eu: No meu ninho expirarei, e multiplicarei os meus dias como a areia;    13552 18 29 19 as minhas raízes se estendem até as águas, e o orvalho fica a noite toda sobre os meus ramos;    13553 18 29 20 a minha honra se renova em mim, e o meu arco se revigora na minhã mão.    13554 18 29 21 A mim me ouviam e esperavam, e em silêncio atendiam ao meu conselho.    13555 18 29 22 Depois de eu falar, nada replicavam, e minha palavra destilava sobre eles;    13556 18 29 23 esperavam-me como à chuva; e abriam a sua boca como à chuva tardia.    13557 18 29 24 Eu lhes sorria quando não tinham confiança; e não desprezavam a luz do meu rosto;    13558 18 29 25 eu lhes escolhia o caminho, assentava-me como chefe, e habitava como rei entre as suas tropas, como aquele que consola os aflitos.    13559 18 30 1 Mas agora zombam de mim os de menos idade do que eu, cujos pais teria eu desdenhado de pôr com os cães do meu rebanho.    13560 18 30 2 Pois de que me serviria a força das suas mãos, homens nos quais já pereceu o vigor?    13561 18 30 3 De míngua e fome emagrecem; andam roendo pelo deserto, lugar de ruínas e desolação.    13562 18 30 4 Apanham malvas junto aos arbustos, e o seu mantimento são as raízes dos zimbros.    13563 18 30 5 São expulsos do meio dos homens, que gritam atrás deles, como atrás de um ladrão.    13564 18 30 6 Têm que habitar nos desfiladeiros sombrios, nas cavernas da terra e dos penhascos.    13565 18 30 7 Bramam entre os arbustos, ajuntam-se debaixo das urtigas.    13566 18 30 8 São filhos de insensatos, filhos de gente sem nome; da terra foram enxotados.    13567 18 30 9 Mas agora vim a ser a sua canção, e lhes sirvo de provérbio.    13568 18 30 10 Eles me abominam, afastam-se de mim, e no meu rosto não se privam de cuspir.    13569 18 30 11 Porquanto Deus desatou a minha corda e me humilhou, eles sacudiram de si o freio perante o meu rosto.    13570 18 30 12 ë direita levanta-se gente vil; empurram os meus pés, e contra mim erigem os seus caminhos de destruição.    13571 18 30 13 Estragam a minha vereda, promovem a minha calamidade; não há quem os detenha.    13572 18 30 14 Vêm como por uma grande brecha, por entre as ruínas se precipitam.    13573 18 30 15 Sobrevieram-me pavores; é perseguida a minha honra como pelo vento; e como nuvem passou a minha felicidade.    13574 18 30 16 E agora dentro de mim se derrama a minha alma; os dias da aflição se apoderaram de mim.    13575 18 30 17 De noite me são traspassados os ossos, e o mal que me corrói não descansa.    13576 18 30 18 Pela violência do mal está desfigurada a minha veste; como a gola da minha túnica, me aperta.    13577 18 30 19 Ele me lançou na lama, e fiquei semelhante ao pó e à cinza.    13578 18 30 20 Clamo a ti, e não me respondes; ponho-me em pé, e não atentas para mim.    13579 18 30 21 Tornas-te cruel para comigo; com a força da tua mão me persegues.    13580 18 30 22 Levantas-me sobre o vento, fazes-me cavalgar sobre ele, e dissolves-me na tempestade.    13581 18 30 23 Pois eu sei que me levarás à morte, e à casa do ajuntamento destinada a todos os viventes.    13582 18 30 24 Contudo não estende a mão quem está a cair? ou não clama por socorro na sua calamidade?    13583 18 30 25 Não chorava eu sobre aquele que estava aflito? ou não se angustiava a minha alma pelo necessitado?    13584 18 30 26 Todavia aguardando eu o bem, eis que me veio o mal, e esperando eu a luz, veio a escuridão.    13585 18 30 27 As minhas entranhas fervem e não descansam; os dias da aflição me surpreenderam.    13586 18 30 28 Denegrido ando, mas não do sol; levanto-me na congregação, e clamo por socorro.    13587 18 30 29 Tornei-me irmão dos chacais, e companheiro dos avestruzes.    13588 18 30 30 A minha pele enegrece e se me cai, e os meus ossos estão queimados do calor.    13589 18 30 31 Pelo que se tornou em pranto a minha harpa, e a minha flauta em voz dos que choram.    13590 18 31 1 Fiz pacto com os meus olhos; como, pois, os fixaria numa virgem?    13591 18 31 2 Pois que porção teria eu de Deus lá de cima, e que herança do Todo-Poderoso lá do alto?    13592 18 31 3 Não é a destruição para o perverso, e o desastre para os obradores da iniqüidade?    13593 18 31 4 Não vê ele os meus caminhos, e não conta todos os meus passos?    13594 18 31 5 Se eu tenho andado com falsidade, e se o meu pé se tem apressado após o engano    13595 18 31 6 (pese-me Deus em balanças fiéis, e conheça a minha integridade);    13596 18 31 7 se os meus passos se têm desviado do caminho, e se o meu coraçao tem seguido os meus olhos, e se qualquer mancha se tem pegado às minhas mãos;    13597 18 31 8 então semeie eu e outro coma, e seja arrancado o produto do meu campo.    13598 18 31 9 Se o meu coração se deixou seduzir por causa duma mulher, ou se eu tenho armado traição à porta do meu próximo,    13599 18 31 10 então moa minha mulher para outro, e outros se encurvem sobre ela.    13600 18 31 11 Pois isso seria um crime infame; sim, isso seria uma iniqüidade para ser punida pelos juízes;    13601 18 31 12 porque seria fogo que consome até Abadom, e desarraigaria toda a minha renda.    13602 18 31 13 Se desprezei o direito do meu servo ou da minha serva, quando eles pleitearam comigo,    13603 18 31 14 então que faria eu quando Deus se levantasse? E quando ele me viesse inquirir, que lhe responderia?    13604 18 31 15 Aquele que me formou no ventre não o fez também a meu servo? E não foi um que nos plasmou na madre?    13605 18 31 16 Se tenho negado aos pobres o que desejavam, ou feito desfalecer os olhos da viúva,    13606 18 31 17 ou se tenho comido sozinho o meu bocado, e não tem comido dele o órfão também    13607 18 31 18 (pois desde a minha mocidade o órfão cresceu comigo como com seu pai, e a viúva, tenho-a guiado desde o ventre de minha mãe);    13608 18 31 19 se tenho visto alguém perecer por falta de roupa, ou o necessitado não ter com que se cobrir;    13609 18 31 20 se os seus lombos não me abençoaram, se ele não se aquentava com os velos dos meus cordeiros;    13610 18 31 21 se levantei a minha mão contra o órfao, porque na porta via a minha ajuda;    13611 18 31 22 então caia do ombro a minha espádua, e separe-se o meu braço da sua juntura.    13612 18 31 23 Pois a calamidade vinda de Deus seria para mim um horror, e eu não poderia suportar a sua majestade.    13613 18 31 24 Se do ouro fiz a minha esperança, ou disse ao ouro fino: Tu és a minha confiança;    13614 18 31 25 se me regozijei por ser grande a minha riqueza, e por ter a minha mão alcança o muito;    13615 18 31 26 se olhei para o sol, quando resplandecia, ou para a lua, quando ela caminhava em esplendor,    13616 18 31 27 e o meu coração se deixou enganar em oculto, e a minha boca beijou a minha mão;    13617 18 31 28 isso também seria uma iniqüidade para ser punida pelos juízes; pois assim teria negado a Deus que está lá em cima.    13618 18 31 29 Se me regozijei com a ruína do que me tem ódio, e se exultei quando o mal lhe sobreveio    13619 18 31 30 (mas eu não deixei pecar a minha boca, pedindo com imprecação a sua morte);    13620 18 31 31 se as pessoas da minha tenda não disseram: Quem há que não se tenha saciado com carne provida por ele?    13621 18 31 32 O estrangeiro não passava a noite na rua; mas eu abria as minhas portas ao viandante;    13622 18 31 33 se, como Adão, encobri as minhas transgressões, ocultando a minha iniqüidade no meu seio,    13623 18 31 34 porque tinha medo da grande multidão, e o desprezo das famílias me aterrorizava, de modo que me calei, e não saí da porta...    13624 18 31 35 Ah! quem me dera um que me ouvisse! Eis a minha defesa, que me responda o Todo-Poderoso! Oxalá tivesse eu a acusação escrita pelo meu adversário!    13625 18 31 36 Por certo eu a levaria sobre o ombro, sobre mim a ataria como coroa.    13626 18 31 37 Eu lhe daria conta dos meus passos; como príncipe me chegaria a ele    13627 18 31 38 Se a minha terra clamar contra mim, e se os seus sulcos juntamente chorarem;    13628 18 31 39 se comi os seus frutos sem dinheiro, ou se fiz que morressem os seus donos;    13629 18 31 40 por trigo me produza cardos, e por cevada joio. Acabaram-se as palavras de Jó.    13630 18 32 1 E aqueles três homens cessaram de responder a Jó; porque era justo aos seus próprios olhos.    13631 18 32 2 Então se acendeu a ira de Eliú, filho de Baraquel, o buzita, da família de Rão; acendeu-se a sua ira contra Jó, porque este se justificava a si mesmo, e não a Deus.    13632 18 32 3 Também contra os seus três amigos se acendeu a sua ira, porque não tinham achado o que responder, e contudo tinham condenado a Jó.    13633 18 32 4 Ora, Eliú havia esperado para falar a Jó, porque eles eram mais idosos do que ele.    13634 18 32 5 Quando, pois, Eliú viu que não havia resposta na boca daqueles três homens, acendeu-se-lhe a ira.    13635 18 32 6 Então respondeu Eliú, filho de Baraquel, o buzita, dizendo: Eu sou de pouca idade, e vós sois, idosos; arreceei-me e temi de vos declarar a minha opinião.    13636 18 32 7 Dizia eu: Falem os dias, e a multidão dos anos ensine a sabedoria.    13637 18 32 8 Há, porém, um espírito no homem, e o sopro do Todo-Poderoso o faz entendido.    13638 18 32 9 Não são os velhos que são os sábios, nem os anciãos que entendem o que é reto.    13639 18 32 10 Pelo que digo: Ouvi-me, e também eu declararei a minha opinião.    13640 18 32 11 Eis que aguardei as vossas palavras, escutei as vossas considerações, enquanto buscáveis o que dizer.    13641 18 32 12 Eu, pois, vos prestava toda a minha atenção, e eis que não houve entre vós quem convencesse a Jó, nem quem respondesse às suas palavras;    13642 18 32 13 pelo que não digais: Achamos a sabedoria; Deus é que pode derrubá-lo, e não o homem.    13643 18 32 14 Ora ele não dirigiu contra mim palavra alguma, nem lhe responderei com as vossas palavras.    13644 18 32 15 Estão pasmados, não respondem mais; faltam-lhes as palavras.    13645 18 32 16 Hei de eu esperar, porque eles não falam, porque já pararam, e não respondem mais?    13646 18 32 17 Eu também darei a minha resposta; eu também declararei a minha opinião.    13647 18 32 18 Pois estou cheio de palavras; o espírito dentro de mim me constrange.    13648 18 32 19 Eis que o meu peito é como o mosto, sem respiradouro, como odres novos que estão para arrebentar.    13649 18 32 20 Falarei, para que ache alívio; abrirei os meus lábios e responderei:    13650 18 32 21 Que não faça eu acepção de pessoas, nem use de lisonjas para com o homem.    13651 18 32 22 Porque não sei usar de lisonjas; do contrário, em breve me levaria o meu Criador.    13652 18 33 1 Ouve, pois, as minhas palavras, ó Jó, e dá ouvidos a todas as minhas declaraçoes.    13653 18 33 2 Eis que já abri a minha boca; já falou a minha língua debaixo do meu paladar.    13654 18 33 3 As minhas palavras declaram a integridade do meu coração, e os meus lábios falam com sinceridade o que sabem.    13655 18 33 4 O Espírito de Deus me fez, e o sopro do Todo-Poderoso me dá vida.    13656 18 33 5 Se podes, responde-me; põe as tuas palavras em ordem diante de mim; apresenta-te.    13657 18 33 6 Eis que diante de Deus sou o que tu és; eu também fui formado do barro.    13658 18 33 7 Eis que não te perturbará nenhum medo de mim, nem será pesada sobre ti a minha mão.    13659 18 33 8 Na verdade tu falaste aos meus ouvidos, e eu ouvi a voz das tuas palavras. Dizias:    13660 18 33 9 Limpo estou, sem transgressão; puro sou, e não há em mim iniqüidade.    13661 18 33 10 Eis que Deus procura motivos de inimizade contra mim, e me considera como o seu inimigo.    13662 18 33 11 Põe no tronco os meus pés, e observa todas as minhas veredas.    13663 18 33 12 Eis que nisso não tens razão; eu te responderei; porque Deus e maior do que o homem.    13664 18 33 13 Por que razão contendes com ele por não dar conta dos seus atos?    13665 18 33 14 Pois Deus fala de um modo, e ainda de outro se o homem não lhe atende.    13666 18 33 15 Em sonho ou em visão de noite, quando cai sono profundo sobre os homens, quando adormecem na cama;    13667 18 33 16 então abre os ouvidos dos homens, e os atemoriza com avisos,    13668 18 33 17 para apartar o homem do seu desígnio, e esconder do homem a soberba;    13669 18 33 18 para reter a sua alma da cova, e a sua vida de passar pela espada.    13670 18 33 19 Também é castigado na sua cama com dores, e com incessante contenda nos seus ossos;    13671 18 33 20 de modo que a sua vida abomina o pão, e a sua alma a comida apetecível.    13672 18 33 21 Consome-se a sua carne, de maneira que desaparece, e os seus ossos, que não se viam, agora aparecem.    13673 18 33 22 A sua alma se vai chegando à cova, e a sua vida aos que trazem a morte.    13674 18 33 23 Se com ele, pois, houver um anjo, um intérprete, um entre mil, para declarar ao homem o que lhe é justo,    13675 18 33 24 então terá compaixão dele, e lhe dirá: Livra-o, para que não desça à cova; já achei resgate.    13676 18 33 25 Sua carne se reverdecerá mais do que na sua infância; e ele tornará aos dias da sua juventude.    13677 18 33 26 Deveras orará a Deus, que lhe será propício, e o fará ver a sua face com júbilo, e restituirá ao homem a sua justiça.    13678 18 33 27 Cantará diante dos homens, e dirá: Pequei, e perverti o direito, o que de nada me aproveitou.    13679 18 33 28 Mas Deus livrou a minha alma de ir para a cova, e a minha vida verá a luz.    13680 18 33 29 Eis que tudo isto Deus faz duas e três vezes para com o homem,    13681 18 33 30 para reconduzir a sua alma da cova, a fim de que seja iluminado com a luz dos viventes.    13682 18 33 31 Escuta, pois, ó Jó, ouve-me; cala-te, e eu falarei.    13683 18 33 32 Se tens alguma coisa que dizer, responde-me; fala, porque desejo justificar-te.    13684 18 33 33 Se não, escuta-me tu; cala-te, e ensinar-te-ei a sabedoria.    13685 18 34 1 Prosseguiu Eliú, dizendo:    13686 18 34 2 Ouvi, vós, sábios, as minhas palavras; e vós, entendidos, inclinai os ouvidos para mim.    13687 18 34 3 Pois o ouvido prova as palavras, como o paladar experimenta a comida.    13688 18 34 4 O que é direito escolhamos para nós; e conheçamos entre nós o que é bom.    13689 18 34 5 Pois Jó disse: Sou justo, e Deus tirou-me o direito.    13690 18 34 6 Apesar do meu direito, sou considerado mentiroso; a minha ferida é incurável, embora eu esteja sem transgressão.    13691 18 34 7 Que homem há como Jó, que bebe o escárnio como água,    13692 18 34 8 que anda na companhia dos malfeitores, e caminha com homens ímpios?    13693 18 34 9 Porque disse: De nada aproveita ao homem o comprazer-se em Deus.    13694 18 34 10 Pelo que ouvi-me, vós homens de entendimento: longe de Deus o praticar a maldade, e do Todo-Poderoso o cometer a iniqüidade!    13695 18 34 11 Pois, segundo a obra do homem, ele lhe retribui, e faz a cada um segundo o seu caminho.    13696 18 34 12 Na verdade, Deus não procederá impiamente, nem o Todo-Poderoso perverterá o juízo.    13697 18 34 13 Quem lhe entregou o governo da terra? E quem lhe deu autoridade sobre o mundo todo?    13698 18 34 14 Se ele retirasse para si o seu espírito, e recolhesse para si o seu fôlego,    13699 18 34 15 toda a carne juntamente expiraria, e o homem voltaria para o pó.    13700 18 34 16 Se, pois, há em ti entendimento, ouve isto, inclina os ouvidos às palavras que profiro.    13701 18 34 17 Acaso quem odeia o direito governará? Quererás tu condenar aquele que é justo e poderoso?    13702 18 34 18 aquele que diz a um rei: ó vil? e aos príncipes: ó ímpios?    13703 18 34 19 que não faz acepção das pessoas de príncipes, nem estima o rico mais do que o pobre; porque todos são obra de suas mãos?    13704 18 34 20 Eles num momento morrem; e à meia-noite os povos são perturbados, e passam, e os poderosos são levados não por mão humana.    13705 18 34 21 Porque os seus olhos estão sobre os caminhos de cada um, e ele vê todos os seus passos.    13706 18 34 22 Não há escuridão nem densas trevas, onde se escondam os obradores da iniqüidade.    13707 18 34 23 Porque Deus não precisa observar por muito tempo o homem para que este compareça perante ele em juízo.    13708 18 34 24 Ele quebranta os fortes, sem inquiriçao, e põe outros em lugar deles.    13709 18 34 25 Pois conhecendo ele as suas obras, de noite os transtorna, e ficam esmagados.    13710 18 34 26 Ele os fere como ímpios, à vista dos circunstantes;    13711 18 34 27 porquanto se desviaram dele, e não quiseram compreender nenhum de seus caminhos,    13712 18 34 28 de sorte que o clamor do pobre subisse até ele, e que ouvisse o clamor dos aflitos.    13713 18 34 29 Se ele dá tranqüilidade, quem então o condenará? Se ele encobrir o rosto, quem então o poderá contemplar, quer seja uma nação, quer seja um homem só?    13714 18 34 30 para que o ímpio não reine, e não haja quem iluda o povo.    13715 18 34 31 Pois, quem jamais disse a Deus: Sofri, ainda que não pequei;    13716 18 34 32 o que não vejo, ensina-me tu; se fiz alguma maldade, nunca mais a hei de fazer?    13717 18 34 33 Será a sua recompensa como queres, para que a recuses? Pois tu tens que fazer a escolha, e não eu; portanto fala o que sabes.    13718 18 34 34 Os homens de entendimento dir-me-ão, e o varão sábio, que me ouvir:    13719 18 34 35 Jó fala sem conhecimento, e às suas palavras falta sabedoria.    13720 18 34 36 Oxalá que Jó fosse provado até o fim; porque responde como os iníquos.    13721 18 34 37 Porque ao seu pecado acrescenta a rebelião; entre nós bate as palmas, e multiplica contra Deus as suas palavras.    13722 18 35 1 Disse mais Eliú:    13723 18 35 2 Tens por direito dizeres: Maior é a minha justiça do que a de Deus?    13724 18 35 3 Porque dizes: Que me aproveita? Que proveito tenho mais do que se eu tivera pecado?    13725 18 35 4 Eu te darei respostas, a ti e aos teus amigos contigo.    13726 18 35 5 Atenta para os céus, e vê; e contempla o firmamento que é mais alto do que tu.    13727 18 35 6 Se pecares, que efetuarás contra ele? Se as tuas transgressões se multiplicarem, que lhe farás com isso?    13728 18 35 7 Se fores justo, que lhe darás, ou que receberá ele da tua mão?    13729 18 35 8 A tua impiedade poderia fazer mal a outro tal como tu; e a tua justiça poderia aproveitar a um filho do homem.    13730 18 35 9 Por causa da multidão das opressões os homens clamam; clamam por socorro por causa do braço dos poderosos.    13731 18 35 10 Mas ninguém diz: Onde está Deus meu Criador, que inspira canções durante a noite;    13732 18 35 11 que nos ensina mais do que aos animais da terra, e nos faz mais sábios do que as aves do céu?    13733 18 35 12 Ali clamam, porém ele não responde, por causa da arrogância os maus.    13734 18 35 13 Certo é que Deus não ouve o grito da vaidade, nem para ela atentará o Todo-Poderoso.    13735 18 35 14 Quanto menos quando tu dizes que não o vês. A causa está perante ele; por isso espera nele.    13736 18 35 15 Mas agora, porque a sua ira ainda não se exerce, nem grandemente considera ele a arrogância,    13737 18 35 16 por isso abre Jó em vão a sua boca, e sem conhecimento multiplica palavras.    13738 18 36 1 Prosseguiu ainda Eliú e disse:    13739 18 36 2 Espera-me um pouco, e mostrar-te-ei que ainda há razões a favor de Deus.    13740 18 36 3 De longe trarei o meu conhecimento, e ao meu criador atribuirei a justiça.    13741 18 36 4 Pois, na verdade, as minhas palavras não serão falsas; contigo está um que tem perfeito conhecimento.    13742 18 36 5 Eis que Deus é mui poderoso, contudo a ninguém despre grande é no poder de entendimento.    13743 18 36 6 Ele não preserva a vida do ímpio, mas faz justiça aos aflitos.    13744 18 36 7 Do justo não aparta os seus olhos; antes com os reis no trono os faz sentar para sempre, e assim são exaltados.    13745 18 36 8 E se estão presos em grilhões, e amarrados com cordas de aflição,    13746 18 36 9 então lhes faz saber a obra deles, e as suas transgressões, porquanto se têm portado com soberba.    13747 18 36 10 E abre-lhes o ouvido para a instrução, e ordena que se convertam da iniqüidade.    13748 18 36 11 Se o ouvirem, e o servirem, acabarão seus dias em prosperidade, e os seus anos em delícias.    13749 18 36 12 Mas se não o ouvirem, à espada serão passados, e expirarão sem conhecimento.    13750 18 36 13 Assim os ímpios de coração amontoam, a sua ira; e quando Deus os põe em grilhões, não clamam por socorro.    13751 18 36 14 Eles morrem na mocidade, e a sua vida perece entre as prostitutas.    13752 18 36 15 Ao aflito livra por meio da sua aflição, e por meio da opressão lhe abre os ouvidos.    13753 18 36 16 Assim também quer induzir-te da angústia para um lugar espaçoso, em que não há aperto; e as iguarias da tua mesa serão cheias de gordura.    13754 18 36 17 Mas tu estás cheio do juízo do ímpio; o juízo e a justiça tomam conta de ti.    13755 18 36 18 Cuida, pois, para que a ira não te induza a escarnecer, nem te desvie a grandeza do resgate.    13756 18 36 19 Prevalecerá o teu clamor, ou todas as forças da tua fortaleza, para que não estejas em aperto?    13757 18 36 20 Não suspires pela noite, em que os povos sejam tomados do seu lugar.    13758 18 36 21 Guarda-te, e não declines para a iniqüidade; porquanto isso escolheste antes que a aflição.    13759 18 36 22 Eis que Deus é excelso em seu poder; quem é ensinador como ele?    13760 18 36 23 Quem lhe prescreveu o seu caminho? Ou quem poderá dizer: Tu praticaste a injustiça?    13761 18 36 24 Lembra-te de engrandecer a sua obra, de que têm cantado os homens.    13762 18 36 25 Todos os homens a vêem; de longe a contempla o homem.    13763 18 36 26 Eis que Deus é grande, e nós não o conhecemos, e o número dos seus anos não se pode esquadrinhar.    13764 18 36 27 Pois atrai a si as gotas de água, e do seu vapor as destila em chuva,    13765 18 36 28 que as nuvens derramam e gotejam abundantemente sobre o homem.    13766 18 36 29 Poderá alguém entender as dilatações das nuvens, e os trovões do seu pavilhão?    13767 18 36 30 Eis que ao redor de si estende a sua luz, e cobre o fundo do mar.    13768 18 36 31 Pois por estas coisas julga os povos e lhes dá mantimento em abundância.    13769 18 36 32 Cobre as mãos com o relâmpago, e dá-lhe ordem para que fira o alvo.    13770 18 36 33 O fragor da tempestade dá notícia dele; até o gado pressente a sua aproximação.    13771 18 37 1 Sobre isso também treme o meu coração, e salta do seu lugar.    13772 18 37 2 Dai atentamente ouvidos ao estrondo da voz de Deus e ao sonido que sai da sua boca.    13773 18 37 3 Ele o envia por debaixo de todo o céu, e o seu relâmpago até os confins da terra.    13774 18 37 4 Depois do relâmpago ruge uma grande voz; ele troveja com a sua voz majestosa; e não retarda os raios, quando é ouvida a sua voz.    13775 18 37 5 Com a sua voz troveja Deus maravilhosamente; faz grandes coisas, que nós não compreendemos.    13776 18 37 6 Pois à neve diz: Cai sobre a terra; como também às chuvas e aos aguaceiros: Sede copiosos.    13777 18 37 7 Ele sela as mãos de todo homem, para que todos saibam que ele os fez.    13778 18 37 8 E as feras entram nos esconderijos e ficam nos seus covis.    13779 18 37 9 Da recâmara do sul sai o tufão, e do norte o frio.    13780 18 37 10 Ao sopro de Deus forma-se o gelo, e as largas águas são congeladas.    13781 18 37 11 Também de umidade carrega as grossas nuvens; as nuvens espalham relâmpagos.    13782 18 37 12 Fazem evoluções sob a sua direção, para efetuar tudo quanto lhes ordena sobre a superfície do mundo habitável:    13783 18 37 13 seja para disciplina, ou para a sua terra, ou para beneficência, que as faça vir.    13784 18 37 14 A isto, Jó, inclina os teus ouvidos; pára e considera as obras maravilhosas de Deus.    13785 18 37 15 Sabes tu como Deus lhes dá as suas ordens, e faz resplandecer o relâmpago da sua nuvem?    13786 18 37 16 Compreendes o equilíbrio das nuvens, e as maravilhas daquele que é perfeito nos conhecimentos;    13787 18 37 17 tu cujas vestes são quentes, quando há calma sobre a terra por causa do vento sul?    13788 18 37 18 Acaso podes, como ele, estender o firmamento, que é sólido como um espelho fundido?    13789 18 37 19 Ensina-nos o que lhe diremos; pois nós nada poderemos pôr em boa ordem, por causa das trevas.    13790 18 37 20 Contar-lhe-ia alguém que eu quero falar. Ou desejaria um homem ser devorado?    13791 18 37 21 E agora o homem não pode olhar para o sol, que resplandece no céu quando o vento, tendo passado, o deixa limpo.    13792 18 37 22 Do norte vem o áureo esplendor; em Deus há tremenda majestade.    13793 18 37 23 Quanto ao Todo-Poderoso, não o podemos compreender; grande é em poder e justiça e pleno de retidão; a ninguém, pois, oprimirá.    13794 18 37 24 Por isso o temem os homens; ele não respeita os que se julgam sábios.    13795 18 38 1 Depois disso o Senhor respondeu a Jó dum redemoinho, dizendo:    13796 18 38 2 Quem é este que escurece o conselho com palavras sem conhecimento?    13797 18 38 3 Agora cinge os teus lombos, como homem; porque te perguntarei, e tu me responderás.    13798 18 38 4 Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra? Faze-mo saber, se tens entendimento.    13799 18 38 5 Quem lhe fixou as medidas, se é que o sabes? ou quem a mediu com o cordel?    13800 18 38 6 Sobre que foram firmadas as suas bases, ou quem lhe assentou a pedra de esquina,    13801 18 38 7 quando juntas cantavam as estrelas da manhã, e todos os filhos de Deus bradavam de júbilo?    13802 18 38 8 Ou quem encerrou com portas o mar, quando este rompeu e saiu da madre;    13803 18 38 9 quando eu lhe pus nuvens por vestidura, e escuridão por faixas,    13804 18 38 10 e lhe tracei limites, pondo-lhe portas e ferrolhos,    13805 18 38 11 e lhe disse: Até aqui virás, porém não mais adiante; e aqui se quebrarão as tuas ondas orgulhosas?    13806 18 38 12 Desde que começaram os teus dias, deste tu ordem à madrugada, ou mostraste à alva o seu lugar,    13807 18 38 13 para que agarrasse nas extremidades da terra, e os ímpios fossem sacudidos dela?    13808 18 38 14 A terra se transforma como o barro sob o selo; e todas as coisas se assinalam como as cores dum vestido.    13809 18 38 15 E dos ímpios é retirada a sua luz, e o braço altivo se quebranta.    13810 18 38 16 Acaso tu entraste até os mananciais do mar, ou passeaste pelos recessos do abismo?    13811 18 38 17 Ou foram-te descobertas as portas da morte, ou viste as portas da sombra da morte?    13812 18 38 18 Compreendeste a largura da terra? Faze-mo saber, se sabes tudo isso.    13813 18 38 19 Onde está o caminho para a morada da luz? E, quanto às trevas, onde está o seu lugar,    13814 18 38 20 para que às tragas aos seus limites, e para que saibas as veredas para a sua casa?    13815 18 38 21 De certo tu o sabes, porque já então eras nascido, e porque é grande o número dos teus dias!    13816 18 38 22 Acaso entraste nos tesouros da neve, e viste os tesouros da saraiva,    13817 18 38 23 que eu tenho reservado para o tempo da angústia, para o dia da peleja e da guerra?    13818 18 38 24 Onde está o caminho para o lugar em que se reparte a luz, e se espalha o vento oriental sobre a terra?    13819 18 38 25 Quem abriu canais para o aguaceiro, e um caminho para o relâmpago do trovão;    13820 18 38 26 para fazer cair chuva numa terra, onde não há ninguém, e no deserto, em que não há gente;    13821 18 38 27 para fartar a terra deserta e assolada, e para fazer crescer a tenra relva?    13822 18 38 28 A chuva porventura tem pai? Ou quem gerou as gotas do orvalho?    13823 18 38 29 Do ventre de quem saiu o gelo? E quem gerou a geada do céu?    13824 18 38 30 Como pedra as águas se endurecem, e a superfície do abismo se congela.    13825 18 38 31 Podes atar as cadeias das Plêiades, ou soltar os atilhos do Oriom?    13826 18 38 32 Ou fazer sair as constelações a seu tempo, e guiar a ursa com seus filhos?    13827 18 38 33 Sabes tu as ordenanças dos céus, ou podes estabelecer o seu domínio sobre a terra?    13828 18 38 34 Ou podes levantar a tua voz até as nuvens, para que a abundância das águas te cubra?    13829 18 38 35 Ou ordenarás aos raios de modo que saiam? Eles te dirão: Eis-nos aqui?    13830 18 38 36 Quem pôs sabedoria nas densas nuvens, ou quem deu entendimento ao meteoro?    13831 18 38 37 Quem numerará as nuvens pela sabedoria? Ou os odres do céu, quem os esvaziará,    13832 18 38 38 quando se funde o pó em massa, e se pegam os torrões uns aos outros?    13833 18 38 39 Podes caçar presa para a leoa, ou satisfazer a fome dos filhos dos leões,    13834 18 38 40 quando se agacham nos covis, e estão à espreita nas covas?    13835 18 38 41 Quem prepara ao corvo o seu alimento, quando os seus pintainhos clamam a Deus e andam vagueando, por não terem o que comer?    13836 18 39 1 Sabes tu o tempo do parto das cabras montesas, ou podes observar quando é que parem as corças?    13837 18 39 2 Podes contar os meses que cumprem, ou sabes o tempo do seu parto?    13838 18 39 3 Encurvam-se, dão à luz as suas crias, lançam de si a sua prole.    13839 18 39 4 Seus filhos enrijam, crescem no campo livre; saem, e não tornam para elas:    13840 18 39 5 Quem despediu livre o jumento montês, e quem soltou as prisões ao asno veloz,    13841 18 39 6 ao qual dei o ermo por casa, e a terra salgada por morada?    13842 18 39 7 Ele despreza o tumulto da cidade; não obedece os gritos do condutor.    13843 18 39 8 O circuito das montanhas é o seu pasto, e anda buscando tudo o que está verde.    13844 18 39 9 Quererá o boi selvagem servir-te? ou ficará junto à tua manjedoura?    13845 18 39 10 Podes amarrar o boi selvagem ao arado com uma corda, ou esterroará ele após ti os vales?    13846 18 39 11 Ou confiarás nele, por ser grande a sua força, ou deixarás a seu cargo o teu trabalho?    13847 18 39 12 Fiarás dele que te torne o que semeaste e o recolha à tua eira?    13848 18 39 13 Movem-se alegremente as asas da avestruz; mas é benigno o adorno da sua plumagem?    13849 18 39 14 Pois ela deixa os seus ovos na terra, e os aquenta no pó,    13850 18 39 15 e se esquece de que algum pé os pode pisar, ou de que a fera os pode calcar.    13851 18 39 16 Endurece-se para com seus filhos, como se não fossem seus; embora se perca o seu trabalho, ela está sem temor;    13852 18 39 17 porque Deus a privou de sabedoria, e não lhe repartiu entendimento.    13853 18 39 18 Quando ela se levanta para correr, zomba do cavalo, e do cavaleiro.    13854 18 39 19 Acaso deste força ao cavalo, ou revestiste de força o seu pescoço?    13855 18 39 20 Fizeste-o pular como o gafanhoto? Terrível é o fogoso respirar das suas ventas.    13856 18 39 21 Escarva no vale, e folga na sua força, e sai ao encontro dos armados.    13857 18 39 22 Ri-se do temor, e não se espanta; e não torna atrás por causa da espada.    13858 18 39 23 Sobre ele rangem a aljava, a lança cintilante e o dardo.    13859 18 39 24 Tremendo e enfurecido devora a terra, e não se contém ao som da trombeta.    13860 18 39 25 Toda vez que soa a trombeta, diz: Eia! E de longe cheira a guerra, e o trovão dos capitães e os gritos.    13861 18 39 26 É pelo teu entendimento que se eleva o gavião, e estende as suas asas para o sul?    13862 18 39 27 Ou se remonta a águia ao teu mandado, e põe no alto o seu ninho?    13863 18 39 28 Mora nas penhas e ali tem a sua pousada, no cume das penhas, no lugar seguro.    13864 18 39 29 Dali descobre a presa; seus olhos a avistam de longe.    13865 18 39 30 Seus filhos chupam o sangue; e onde há mortos, ela aí está.    13866 18 40 1 Disse mais o Senhor a Jó:    13867 18 40 2 Contenderá contra o Todo-Poderoso o censurador? Quem assim argúi a Deus, responda a estas coisas.    13868 18 40 3 Então Jó respondeu ao Senhor, e disse:    13869 18 40 4 Eis que sou vil; que te responderia eu? Antes ponho a minha mão sobre a boca.    13870 18 40 5 Uma vez tenho falado, e não replicarei; ou ainda duas vezes, porém não prosseguirei.    13871 18 40 6 Então, do meio do redemoinho, o Senhor respondeu a Jó:    13872 18 40 7 Cinge agora os teus lombos como homem; eu te perguntarei a ti, e tu me responderás.    13873 18 40 8 Farás tu vão também o meu juízo, ou me condenarás para te justificares a ti?    13874 18 40 9 Ou tens braço como Deus; ou podes trovejar com uma voz como a dele?    13875 18 40 10 Orna-te, pois, de excelência e dignidade, e veste-te de glória e de esplendor.    13876 18 40 11 Derrama as inundações da tua ira, e atenta para todo soberbo, e abate-o.    13877 18 40 12 Olha para todo soberbo, e humilha-o, e calca aos pés os ímpios onde estão.    13878 18 40 13 Esconde-os juntamente no pó; ata-lhes os rostos no lugar escondido.    13879 18 40 14 Então também eu de ti confessarei que a tua mão direita te poderá salvar.    13880 18 40 15 Contempla agora o hipopótamo, que eu criei como a ti, que come a erva como o boi.    13881 18 40 16 Eis que a sua força está nos seus lombos, e o seu poder nos músculos do seu ventre.    13882 18 40 17 Ele enrija a sua cauda como o cedro; os nervos das suas coxas são entretecidos.    13883 18 40 18 Os seus ossos são como tubos de bronze, as suas costelas como barras de ferro.    13884 18 40 19 Ele é obra prima dos caminhos de Deus; aquele que o fez o proveu da sua espada.    13885 18 40 20 Em verdade os montes lhe produzem pasto, onde todos os animais do campo folgam.    13886 18 40 21 Deita-se debaixo dos lotos, no esconderijo dos canaviais e no pântano.    13887 18 40 22 Os lotos cobrem-no com sua sombra; os salgueiros do ribeiro o cercam.    13888 18 40 23 Eis que se um rio trasborda, ele não treme; sente-se seguro ainda que o Jordão se levante até a sua boca.    13889 18 40 24 Poderá alguém apanhá-lo quando ele estiver de vigia, ou com laços lhe furar o nariz?    13890 18 41 1 Poderás tirar com anzol o leviatã, ou apertar-lhe a língua com uma corda?    13891 18 41 2 Poderás meter-lhe uma corda de junco no nariz, ou com um gancho furar a sua queixada?    13892 18 41 3 Porventura te fará muitas súplicas, ou brandamente te falará?    13893 18 41 4 Fará ele aliança contigo, ou o tomarás tu por servo para sempre?    13894 18 41 5 Brincarás com ele, como se fora um pássaro, ou o prenderás para tuas meninas?    13895 18 41 6 Farão os sócios de pesca tráfico dele, ou o dividirão entre os negociantes?    13896 18 41 7 Poderás encher-lhe a pele de arpões, ou a cabeça de fisgas?    13897 18 41 8 Põe a tua mão sobre ele; lembra-te da peleja; nunca mais o farás!    13898 18 41 9 Eis que é vã a esperança de apanhá-lo; pois não será um homem derrubado só ao vê-lo?    13899 18 41 10 Ninguém há tão ousado, que se atreva a despertá-lo; quem, pois, é aquele que pode erguer-se diante de mim?    13900 18 41 11 Quem primeiro me deu a mim, para que eu haja de retribuir-lhe? Pois tudo quanto existe debaixo de todo céu é meu.    13901 18 41 12 Não me calarei a respeito dos seus membros, nem da sua grande força, nem da graça da sua estrutura.    13902 18 41 13 Quem lhe pode tirar o vestido exterior? Quem lhe penetrará a couraça dupla?    13903 18 41 14 Quem jamais abriu as portas do seu rosto? Pois em roda dos seus dentes está o terror.    13904 18 41 15 As suas fortes escamas são o seu orgulho, cada uma fechada como por um selo apertado.    13905 18 41 16 Uma à outra se chega tão perto, que nem o ar passa por entre elas.    13906 18 41 17 Umas às outras se ligam; tanto aderem entre si, que não se podem separar.    13907 18 41 18 Os seus espirros fazem resplandecer a luz, e os seus olhos são como as pestanas da alva.    13908 18 41 19 Da sua boca saem tochas; faíscas de fogo saltam dela.    13909 18 41 20 Dos seus narizes procede fumaça, como de uma panela que ferve, e de juncos que ardem.    13910 18 41 21 O seu hálito faz incender os carvões, e da sua boca sai uma chama.    13911 18 41 22 No seu pescoço reside a força; e diante dele anda saltando o terror.    13912 18 41 23 Os tecidos da sua carne estão pegados entre si; ela é firme sobre ele, não se pode mover.    13913 18 41 24 O seu coração é firme como uma pedra; sim, firme como a pedra inferior dumá mó.    13914 18 41 25 Quando ele se levanta, os valentes são atemorizados, e por causa da consternação ficam fora de si.    13915 18 41 26 Se alguém o atacar com a espada, essa não poderá penetrar; nem tampouco a lança, nem o dardo, nem o arpão.    13916 18 41 27 Ele considera o ferro como palha, e o bronze como pau podre.    13917 18 41 28 A seta não o poderá fazer fugir; para ele as pedras das fundas se tornam em restolho.    13918 18 41 29 Os bastões são reputados como juncos, e ele se ri do brandir da lança.    13919 18 41 30 Debaixo do seu ventre há pontas agudas; ele se estende como um trilho sobre o lodo.    13920 18 41 31 As profundezas faz ferver, como uma panela; torna o mar como uma vasilha de ungüento.    13921 18 41 32 Após si deixa uma vereda luminosa; parece o abismo tornado em brancura de cãs.    13922 18 41 33 Na terra não há coisa que se lhe possa comparar; pois foi feito para estar sem pavor.    13923 18 41 34 Ele vê tudo o que é alto; é rei sobre todos os filhos da soberba.    13924 18 42 1 Então respondeu Jó ao Senhor:    13925 18 42 2 Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido.    13926 18 42 3 Quem é este que sem conhecimento obscurece o conselho? por isso falei do que não entendia; coisas que para mim eram demasiado maravilhosas, e que eu não conhecia.    13927 18 42 4 Ouve, pois, e eu falarei; eu te perguntarei, e tu me responderas.    13928 18 42 5 Com os ouvidos eu ouvira falar de ti; mas agora te vêem os meus olhos.    13929 18 42 6 Pelo que me abomino, e me arrependo no pó e na cinza.    13930 18 42 7 Sucedeu pois que, acabando o Senhor de dizer a Jó aquelas palavras, o Senhor disse a Elifaz, o temanita: A minha ira se acendeu contra ti e contra os teus dois amigos, porque não tendes falado de mim o que era reto, como o meu servo Jó.    13931 18 42 8 Tomai, pois, sete novilhos e sete carneiros, e ide ao meu servo Jó, e oferecei um holocausto por vós; e o meu servo Jó orará por vós; porque deveras a ele aceitarei, para que eu não vos trate conforme a vossa estultícia; porque vós não tendes falado de mim o que era reto, como o meu servo Jó.    13932 18 42 9 Então foram Elifaz o temanita, e Bildade o suíta, e Zofar o naamatita, e fizeram como o Senhor lhes ordenara; e o Senhor aceitou a Jó.    13933 18 42 10 O Senhor, pois, virou o cativeiro de Jó, quando este orava pelos seus amigos; e o Senhor deu a Jó o dobro do que antes possuía.    13934 18 42 11 Então vieram ter com ele todos os seus irmãos, e todas as suas irmãs, e todos quantos dantes o conheceram, e comeram com ele pão em sua casa; condoeram-se dele, e o consolaram de todo o mal que o Senhor lhe havia enviado; e cada um deles lhe deu uma peça de dinheiro e um pendente de ouro.    13935 18 42 12 E assim abençoou o Senhor o último estado de Jó, mais do que o primeiro; pois Jó chegou a ter catorze mil ovelhas, seis mil camelos, mil juntas de bois e mil jumentas.    13936 18 42 13 Também teve sete filhos e três filhas.    13937 18 42 14 E chamou o nome da primeira Jemima, e o nome da segunda Quezia, e o nome da terceira Quéren-Hapuque.    13938 18 42 15 E em toda a terra não se acharam mulheres tão formosas como as filhas de Jó; e seu pai lhes deu herança entre seus irmãos.    13939 18 42 16 Depois disto viveu Jó cento e quarenta anos, e viu seus filhos, e os filhos de seus filhos: até a quarta geração.    13940 18 42 17 Então morreu Jó, velho e cheio de dias.    13941 19 1 1 Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores;    13942 19 1 2 antes tem seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e noite.    13943 19 1 3 Pois será como a árvore plantada junto às correntes de águas, a qual dá o seu fruto na estação própria, e cuja folha não cai; e tudo quanto fizer prosperará.    13944 19 1 4 Não são assim os ímpios, mas são semelhantes à moinha que o vento espalha.    13945 19 1 5 Pelo que os ímpios não subsistirão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos;    13946 19 1 6 porque o Senhor conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios conduz à ruína.    13947 19 2 1 Por que se amotinam as nações, e os povos tramam em vão?    13948 19 2 2 Os reis da terra se levantam, e os príncipes juntos conspiram contra o Senhor e contra o seu ungido, dizendo:    13949 19 2 3 Rompamos as suas ataduras, e sacudamos de nós as suas cordas.    13950 19 2 4 Aquele que está sentado nos céus se rirá; o Senhor zombará deles.    13951 19 2 5 Então lhes falará na sua ira, e no seu furor os confundirá, dizendo:    13952 19 2 6 Eu tenho estabelecido o meu Rei sobre Sião, meu santo monte.    13953 19 2 7 Falarei do decreto do Senhor; ele me disse: Tu és meu Filho, hoje te gerei.    13954 19 2 8 Pede-me, e eu te darei as nações por herança, e as extremidades da terra por possessão.    13955 19 2 9 Tu os quebrarás com uma vara de ferro; tu os despedaçarás como a um vaso de oleiro.    13956 19 2 10 Agora, pois, ó reis, sede prudentes; deixai-vos instruir, juízes da terra.    13957 19 2 11 Servi ao Senhor com temor, e regozijai-vos com tremor.    13958 19 2 12 Beijai o Filho, para que não se ire, e pereçais no caminho; porque em breve se inflamará a sua ira. Bem-aventurados todos aqueles que nele confiam.    13959 19 3 1 Senhor, como se têm multiplicado os meus adversários! Muitos se levantam contra mim.    13960 19 3 2 Muitos são os que dizem de mim: Não há socorro para ele em Deus.    13961 19 3 3 Mas tu, Senhor, és um escudo ao redor de mim, a minha glória, e aquele que exulta a minha cabeça.    13962 19 3 4 Com a minha voz clamo ao Senhor, e ele do seu santo monte me responde.    13963 19 3 5 Eu me deito e durmo; acordo, pois o Senhor me sustenta.    13964 19 3 6 Não tenho medo dos dez milhares de pessoas que se puseram contra mim ao meu redor.    13965 19 3 7 Levanta-te, Senhor! salva-me, Deus meu! pois tu feres no queixo todos os meus inimigos; quebras os dentes aos ímpios.    13966 19 3 8 A salvação vem do Senhor; sobre o teu povo seja a tua bênção.    13967 19 4 1 Responde-me quando eu clamar, ó Deus da minha justiça! Na angústia me deste largueza; tem misericórdia de mim e ouve a minha oração.    13968 19 4 2 Filhos dos homens, até quando convertereis a minha glória em infâmia? Até quando amareis a vaidade e buscareis a mentira?    13969 19 4 3 Sabei que o Senhor separou para si aquele que é piedoso; o Senhor me ouve quando eu clamo a ele.    13970 19 4 4 Irai-vos e não pequeis; consultai com o vosso coração em vosso leito, e calai-vos.    13971 19 4 5 Oferecei sacrifícios de justiça, e confiai no Senhor.    13972 19 4 6 Muitos dizem: Quem nos mostrará o bem? Levanta, Senhor, sobre nós a luz do teu rosto.    13973 19 4 7 Puseste no meu coração mais alegria do que a deles no tempo em que se lhes multiplicam o trigo e o vinho.    13974 19 4 8 Em paz me deitarei e dormirei, porque só tu, Senhor, me fazes habitar em segurança.    13975 19 5 1 Dá ouvidos às minhas palavras, ó Senhor; atende aos meus gemidos.    13976 19 5 2 Atende à voz do meu clamor, Rei meu e Deus meu, pois é a ti que oro.    13977 19 5 3 Pela manhã ouves a minha voz, ó Senhor; pela manhã te apresento a minha oração, e vigio.    13978 19 5 4 Porque tu não és um Deus que tenha prazer na iniqüidade, nem contigo habitará o mal.    13979 19 5 5 Os arrogantes não subsistirão diante dos teus olhos; detestas a todos os que praticam a maldade.    13980 19 5 6 Destróis aqueles que proferem a mentira; ao sanguinário e ao fraudulento o Senhor abomina.    13981 19 5 7 Mas eu, pela grandeza da tua benignidade, entrarei em tua casa; e em teu temor me inclinarei para o teu santo templo.    13982 19 5 8 Guia-me, Senhor, na tua justiça, por causa dos meus inimigos; aplana diante de mim o teu caminho.    13983 19 5 9 Porque não há fidelidade na boca deles; as suas entranhas são verdadeiras maldades, a sua garganta é um sepulcro aberto; lisonjeiam com a sua língua.    13984 19 5 10 Declara-os culpados, ó Deus; que caiam por seus próprios conselhos; lança-os fora por causa da multidão de suas transgressões, pois se revoltaram contra ti.    13985 19 5 11 Mas alegrem-se todos os que confiam em ti; exultem eternamente, porquanto tu os defendes; sim, gloriem-se em ti os que amam o teu nome.    13986 19 5 12 Pois tu, Senhor, abençoas o justo; tu o circundas do teu favor como de um escudo.    13987 19 6 1 Senhor, não me repreendas na tua ira, nem me castigues no teu furor.    13988 19 6 2 Tem compaixão de mim, Senhor, porque sou fraco; sara-me, Senhor, porque os meus ossos estão perturbados.    13989 19 6 3 Também a minha alma está muito perturbada; mas tu, Senhor, até quando?...    13990 19 6 4 Volta-te, Senhor, livra a minha alma; salva-me por tua misericórdia.    13991 19 6 5 Pois na morte não há lembrança de ti; no Seol quem te louvará?    13992 19 6 6 Estou cansado do meu gemido; toda noite faço nadar em lágrimas a minha cama, inundo com elas o meu leito.    13993 19 6 7 Os meus olhos estão consumidos pela mágoa, e enfraquecem por causa de todos os meus inimigos.    13994 19 6 8 Apartai-vos de mim todos os que praticais a iniquidade; porque o Senhor já ouviu a voz do meu pranto.    13995 19 6 9 O Senhor já ouviu a minha súplica, o Senhor aceita a minha oração.    13996 19 6 10 Serão envergonhados e grandemente perturbados todos os meus inimigos; tornarão atrás e subitamente serão envergonhados.    13997 19 7 1 Senhor, Deus meu, confio, salva-me de todo o que me persegue, e livra-me;    13998 19 7 2 para que ele não me arrebate, qual leão, despedaçando-me, sem que haja quem acuda.    13999 19 7 3 Senhor, Deus meu, se eu fiz isto, se há perversidade nas minhas mãos,    14000 19 7 4 se paguei com o mal àquele que tinha paz comigo, ou se despojei o meu inimigo sem causa.    14001 19 7 5 persiga-me o inimigo e alcance-me; calque aos pés a minha vida no chão, e deite no pó a minha glória.    14002 19 7 6 Ergue-te, Senhor, na tua ira; levanta-te contra o furor dos meus inimigos; desperta-te, meu Deus, pois tens ordenado o juízo.    14003 19 7 7 Reúna-se ao redor de ti a assembléia dos povos, e por cima dela remonta-te ao alto.    14004 19 7 8 O Senhor julga os povos; julga-me, Senhor, de acordo com a minha justiça e conforme a integridade que há em mim.    14005 19 7 9 Cesse a maldade dos ímpios, mas estabeleça-se o justo; pois tu, ó justo Deus, provas o coração e os rins.    14006 19 7 10 O meu escudo está em Deus, que salva os retos de coração.    14007 19 7 11 Deus é um juiz justo, um Deus que sente indignação todos os dias.    14008 19 7 12 Se o homem não se arrepender, Deus afiará a sua espada; armado e teso está o seu arco;    14009 19 7 13 já preparou armas mortíferas, fazendo suas setas inflamadas.    14010 19 7 14 Eis que o mau está com dores de perversidade; concedeu a malvadez, e dará à luz a falsidade.    14011 19 7 15 Abre uma cova, aprofundando-a, e cai na cova que fez.    14012 19 7 16 A sua malvadez recairá sobre a sua cabeça, e a sua violência descerá sobre o seu crânio.    14013 19 7 17 Eu louvarei ao Senhor segundo a sua justiça, e cantarei louvores ao nome do Senhor, o Altíssimo.    14014 19 8 1 Ó Senhor, Senhor nosso, quão admirável é o teu nome em toda a terra, tu que puseste a tua glória dos céus!    14015 19 8 2 Da boca das crianças e dos que mamam tu suscitaste força, por causa dos teus adversários para fazeres calar o inimigo e vingador.    14016 19 8 3 Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que estabeleceste,    14017 19 8 4 que é o homem, para que te lembres dele? e o filho do homem, para que o visites?    14018 19 8 5 Contudo, pouco abaixo de Deus o fizeste; de glória e de honra o coroaste.    14019 19 8 6 Deste-lhe domínio sobre as obras das tuas mãos; tudo puseste debaixo de seus pés:    14020 19 8 7 todas as ovelhas e bois, assim como os animais do campo,    14021 19 8 8 as aves do céu, e os peixes do mar, tudo o que passa pelas veredas dos mares.    14022 19 8 9 Ó Senhor, Senhor nosso, quão admirável é o teu nome em toda a terra!    14023 19 9 1 Eu te louvarei, Senhor, de todo o meu coração; contarei todas as tuas maravilhas.    14024 19 9 2 Em ti me alegrarei e exultarei; cantarei louvores ao teu nome, ó Altíssimo;    14025 19 9 3 porquanto os meus inimigos retrocedem, caem e perecem diante de ti.    14026 19 9 4 Sustentaste o meu direito e a minha causa; tu te assentaste no tribunal, julgando justamente.    14027 19 9 5 Repreendeste as nações, destruíste os ímpios; apagaste o seu nome para sempre e eternamente.    14028 19 9 6 Os inimigos consumidos estão; perpétuas são as suas ruínas.    14029 19 9 7 Mas o Senhor está entronizado para sempre; preparou o seu trono para exercer o juízo.    14030 19 9 8 Ele mesmo julga o mundo com justiça; julga os povos com eqüidade.    14031 19 9 9 O Senhor é também um alto refúgio para o oprimido, um alto refúgio em tempos de angústia.    14032 19 9 10 Em ti confiam os que conhecem o teu nome; porque tu, Senhor, não abandonas aqueles que te buscam.    14033 19 9 11 Cantai louvores ao Senhor, que habita em Sião; anunciai entre os povos os seus feitos.    14034 19 9 12 Pois ele, o vingador do sangue, se lembra deles; não se esquece do clamor dos aflitos.    14035 19 9 13 Tem misericórdia de mim, Senhor; olha a aflição que sofro daqueles que me odeiam, tu que me levantas das portas da morte.    14036 19 9 14 para que eu conte todos os teus louvores nas portas da filha de Sião e me alegre na tua salvação.    14037 19 9 15 Afundaram-se as nações na cova que abriram; na rede que ocultaram ficou preso o seu pé.    14038 19 9 16 O Senhor deu-se a conhecer, executou o juízo; enlaçado ficou o ímpio nos seus próprios feitos.    14039 19 9 17 Os ímpios irão para o Seol, sim, todas as nações que se esquecem de Deus.    14040 19 9 18 Pois o necessitado não será esquecido para sempre, nem a esperança dos pobres será frustrada perpetuamente.    14041 19 9 19 Levanta-te, Senhor! Não prevaleça o homem; sejam julgadas as nações na tua presença!    14042 19 9 20 Senhor, incute-lhes temor! Que as nações saibam que não passam de meros homens!    14043 19 10 1 Por que te conservas ao longe, Senhor? Por que te escondes em tempos de angústia?    14044 19 10 2 Os ímpios, na sua arrogância, perseguem furiosamente o pobre; sejam eles apanhados nas ciladas que maquinaram.    14045 19 10 3 Pois o ímpio gloria-se do desejo do seu coração, e o que é dado à rapina despreza e maldiz o Senhor.    14046 19 10 4 Por causa do seu orgulho, o ímpio não o busca; todos os seus pensamentos são: Não há Deus.    14047 19 10 5 Os seus caminhos são sempre prósperos; os teus juízos estão acima dele, fora da sua vista; quanto a todos os seus adversários, ele os trata com desprezo.    14048 19 10 6 Diz em seu coração: Não serei abalado; nunca me verei na adversidade.    14049 19 10 7 A sua boca está cheia de imprecações, de enganos e de opressão; debaixo da sua língua há malícia e iniqüidade.    14050 19 10 8 Põe-se de emboscada nas aldeias; nos lugares ocultos mata o inocente; os seus olhos estão de espreita ao desamparado.    14051 19 10 9 Qual leão no seu covil, está ele de emboscada num lugar oculto; está de emboscada para apanhar o pobre; apanha-o, colhendo-o na sua rede.    14052 19 10 10 Abaixa-se, curva-se; assim os desamparados lhe caem nas fortes garras.    14053 19 10 11 Diz ele em seu coração: Deus se esqueceu; cobriu o seu rosto; nunca verá isto.    14054 19 10 12 Levanta-te, Senhor; ó Deus, levanta a tua mão; não te esqueças dos necessitados.    14055 19 10 13 Por que blasfema de Deus o ímpio, dizendo no seu coração: Tu não inquirirás?    14056 19 10 14 Tu o viste, porque atentas para o trabalho e enfado, para o tomares na tua mão; a ti o desamparado se entrega; tu és o amparo do órfão.    14057 19 10 15 Quebra tu o braço do ímpio e malvado; esquadrinha a sua maldade, até que a descubras de todo.    14058 19 10 16 O Senhor é Rei sempre e eternamente; da sua terra perecerão as nações.    14059 19 10 17 Tu, Senhor, ouvirás os desejos dos mansos; confortarás o seu coração; inclinarás o teu ouvido,    14060 19 10 18 para fazeres justiça ao órfão e ao oprimido, a fim de que o homem, que é da terra, não mais inspire terror.    14061 19 11 1 No Senhor confio. Como, pois, me dizeis: Foge para o monte, como um pássaro?    14062 19 11 2 Pois eis que os ímpios armam o arco, põem a sua flecha na corda, para atirarem, às ocultas, aos retos de coração.    14063 19 11 3 Quando os fundamentos são destruídos, que pode fazer o justo?    14064 19 11 4 O Senhor está no seu santo templo, o trono do Senhor está nos céus; os seus olhos contemplam, as suas pálpebras provam os filhos dos homens.    14065 19 11 5 O Senhor prova o justo e o ímpio; a sua alma odeia ao que ama a violência.    14066 19 11 6 Sobre os ímpios fará chover brasas de fogo e enxofre; um vento abrasador será a porção do seu copo.    14067 19 11 7 Porque o Senhor é justo; ele ama a justiça; os retos, pois, verão o seu rosto.    14068 19 12 1 Salva-nos, Senhor, pois não existe mais o piedoso; os fiéis desapareceram dentre os filhos dos homens.    14069 19 12 2 Cada um fala com falsidade ao seu próximo; falam com lábios lisonjeiros e coração dobre.    14070 19 12 3 Corte o Senhor todos os lábios lisonjeiros e a língua que fala soberbamente,    14071 19 12 4 os que dizem: Com a nossa língua prevaleceremos; os nossos lábios a nós nos pertecem; quem sobre nós é senhor?    14072 19 12 5 Por causa da opressão dos pobres, e do gemido dos necessitados, levantar-me-ei agora, diz o Senhor; porei em segurança quem por ela suspira.    14073 19 12 6 As palavras do Senhor são palavras puras, como prata refinada numa fornalha de barro, purificada sete vezes.    14074 19 12 7 Guarda-nos, ó Senhor; desta geração defende-nos para sempre.    14075 19 12 8 Os ímpios andam por toda parte, quando a vileza se exalta entre os filhos dos homens.    14076 19 13 1 Até quando, ó Senhor, te esquecerás de mim? para sempre? Até quando esconderás de mim o teu rosto?    14077 19 13 2 Até quando encherei de cuidados a minha alma, tendo tristeza no meu coração cada dia? Até quando o meu inimigo se exaltará sobre mim?    14078 19 13 3 Considera e responde-me, ó Senhor, Deus meu; alumia os meus olhos para que eu não durma o sono da morte;    14079 19 13 4 para que o meu inimigo não diga: Prevaleci contra ele; e os meus adversários não se alegrem, em sendo eu abalado.    14080 19 13 5 Mas eu confio na tua benignidade; o meu coração se regozija na tua salvação.    14081 19 13 6 Cantarei ao Senhor, porquanto me tem feito muito bem.    14082 19 14 1 Diz o néscio no seu coração: Não há Deus. Os homens têm-se corrompido, fazem-se abomináveis em suas obras; não há quem faça o bem.    14083 19 14 2 O Senhor olhou do céu para os filhos dos homens, para ver se havia algum que tivesse entendimento, que buscasse a Deus.    14084 19 14 3 Desviaram-se todos e juntamente se fizeram imundos; não há quem faça o bem, não há sequer um.    14085 19 14 4 Acaso não tem conhecimento nem sequer um dos que praticam a iniqüidade, que comem o meu povo como se comessem pão, e que não invocam o Senhor?    14086 19 14 5 Achar-se-ão ali em grande pavor, porque Deus está na geração dos justos.    14087 19 14 6 Vós quereis frustar o conselho dos pobres, mas o Senhor é o seu refúgio.    14088 19 14 7 Oxalá que de Sião viesse a salvação de Israel! Quando o Senhor fizer voltar os cativos do seu povo, então se regozijará Jacó e se alegrará Israel.    14089 19 15 1 Quem, Senhor, habitará na tua tenda? quem morará no teu santo monte?    14090 19 15 2 Aquele que anda irrepreensivelmente e pratica a justiça, e do coração fala a verdade;    14091 19 15 3 que não difama com a sua língua, nem faz o mal ao seu próximo, nem contra ele aceita nenhuma afronta;    14092 19 15 4 aquele a cujos olhos o réprobo é desprezado, mas que honra os que temem ao Senhor; aquele que, embora jure com dano seu, não muda;    14093 19 15 5 que não empresta o seu dinheiro a juros, nem recebe peitas contra o inocente. Aquele que assim procede nunca será abalado.    14094 19 16 1 Guarda-me, ó Deus, porque em ti me refugio.    14095 19 16 2 Digo ao Senhor: Tu és o meu Senhor; além de ti não tenho outro bem.    14096 19 16 3 Quanto aos santos que estão na terra, eles são os ilustres nos quais está todo o meu prazer.    14097 19 16 4 Aqueles que escolhem a outros deuses terão as suas dores multiplicadas; eu não oferecerei as suas libações de sangue, nem tomarei os seus nomes nos meus lábios.    14098 19 16 5 Tu, Senhor, és a porção da minha herança e do meu cálice; tu és o sustentáculo do meu quinhão.    14099 19 16 6 As sortes me caíram em lugares deliciosos; sim, coube-me uma formosa herança.    14100 19 16 7 Bendigo ao Senhor que me aconselha; até os meus rins me ensinam de noite.    14101 19 16 8 Tenho posto o Senhor continuamente diante de mim; porquanto ele está à minha mão direita, não serei abalado.    14102 19 16 9 Porquanto está alegre o meu coração e se regozija a minha alma; também a minha carne habitará em segurança.    14103 19 16 10 Pois não deixarás a minha alma no Seol, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção.    14104 19 16 11 Tu me farás conhecer a vereda da vida; na tua presença há plenitude de alegria; à tua mão direita há delícias perpetuamente.    14105 19 17 1 Ouve, Senhor, a justa causa; atende ao meu clamor; dá ouvidos à minha oração, que não procede de lábios enganosos.    14106 19 17 2 Venha de ti a minha sentença; atendam os teus olhos à eqüidade.    14107 19 17 3 Provas-me o coração, visitas-me de noite; examinas-me e não achas iniqüidade; a minha boca não transgride.    14108 19 17 4 Quanto às obras dos homens, pela palavra dos teus lábios eu me tenho guardado dos caminhos do homem violento.    14109 19 17 5 Os meus passos apegaram-se às tuas veredas, não resvalaram os meus pés.    14110 19 17 6 A ti, ó Deus, eu clamo, pois tu me ouvirás; inclina para mim os teus ouvidos, e ouve as minhas palavras.    14111 19 17 7 Faze maravilhosas as tuas beneficências, ó Salvador dos que à tua destra se refugiam daqueles que se levantam contra eles.    14112 19 17 8 Guarda-me como à menina do olho; esconde-me, à sombra das tuas asas,    14113 19 17 9 dos ímpios que me despojam, dos meus inimigos mortais que me cercam.    14114 19 17 10 Eles fecham o seu coração; com a boca falam soberbamente.    14115 19 17 11 Andam agora rodeando os meus passos; fixam em mim os seus olhos para me derrubarem por terra.    14116 19 17 12 Parecem-se com o leão que deseja arrebatar a sua presa, e com o leãozinho que espreita em esconderijos.    14117 19 17 13 Levanta-te, Senhor, detém-nos, derruba-os; livra-me dos ímpios, pela tua espada,    14118 19 17 14 dos homens, pela tua mão, Senhor, dos homens do mundo, cujo quinhão está nesta vida. Enche-lhes o ventre da tua ira entesourada. Fartem-se dela os seus filhos, e dêem ainda os sobejos por herança aos seus pequeninos.    14119 19 17 15 Quanto a mim, em retidão contemplarei a tua face; eu me satisfarei com a tua semelhança quando acordar.    14120 19 18 1 Eu te amo, ó Senhor, força minha.    14121 19 18 2 O Senhor é a minha rocha, a minha fortaleza e o meu libertador; o meu Deus, o meu rochedo, em quem me refúgio; o meu escudo, a força da minha salvação, e o meu alto refúgio.    14122 19 18 3 Invoco o Senhor, que é digno de louvor, e sou salvo dos meus inimigos.    14123 19 18 4 Cordas de morte me cercaram, e torrentes de perdição me amedrontaram.    14124 19 18 5 Cordas de Seol me cingiram, laços de morte me surpreenderam.    14125 19 18 6 Na minha angústia invoquei o Senhor, sim, clamei ao meu Deus; do seu templo ouviu ele a minha voz; o clamor que eu lhe fiz chegou aos seus ouvidos.    14126 19 18 7 Então a terra se abalou e tremeu, e os fundamentos dos montes também se moveram e se abalaram, porquanto ele se indignou.    14127 19 18 8 Das suas narinas subiu fumaça, e da sua boca saiu fogo devorador; dele saíram brasas ardentes.    14128 19 18 9 Ele abaixou os céus e desceu; trevas espessas havia debaixo de seus pés.    14129 19 18 10 Montou num querubim, e voou; sim, voou sobre as asas do vento.    14130 19 18 11 Fez das trevas o seu retiro secreto; o pavilhão que o cercava era a escuridão das águas e as espessas nuvens do céu.    14131 19 18 12 Do resplendor da sua presença saíram, pelas suas espessas nuvens, saraiva e brasas de fogo.    14132 19 18 13 O Senhor trovejou a sua voz; e havia saraiva e brasas de fogo.    14133 19 18 14 Despediu as suas setas, e os espalhou; multiplicou raios, e os perturbou.    14134 19 18 15 Então foram vistos os leitos das águas, e foram descobertos os fundamentos do mundo, à tua repreensão, Senhor, ao sopro do vento das tuas narinas.    14135 19 18 16 Do alto estendeu o braço e me tomou; tirou-me das muitas águas.    14136 19 18 17 Livrou-me do meu inimigo forte e daqueles que me odiavam; pois eram mais poderosos do que eu.    14137 19 18 18 Surpreenderam-me eles no dia da minha calamidade, mas o Senhor foi o meu amparo.    14138 19 18 19 Trouxe-me para um lugar espaçoso; livrou-me, porque tinha prazer em mim.    14139 19 18 20 Recompensou-me o Senhor conforme a minha justiça, retribuiu-me conforme a pureza das minhas mãos.    14140 19 18 21 Pois tenho guardado os caminhos do Senhor, e não me apartei impiamente do meu Deus.    14141 19 18 22 Porque todas as suas ordenanças estão diante de mim, e nunca afastei de mim os seus estatutos.    14142 19 18 23 Também fui irrepreensível diante dele, e me guardei da iniqüidade.    14143 19 18 24 Pelo que o Senhor me recompensou conforme a minha justiça, conforme a pureza de minhas mãos perante os seus olhos.    14144 19 18 25 Para com o benigno te mostras benigno, e para com o homem perfeito te mostras perfeito.    14145 19 18 26 Para com o puro te mostras puro, e para com o perverso te mostras contrário.    14146 19 18 27 Porque tu livras o povo aflito, mas os olhos altivos tu os abates.    14147 19 18 28 Sim, tu acendes a minha candeia; o Senhor meu Deus alumia as minhas trevas.    14148 19 18 29 Com o teu auxílio dou numa tropa; com o meu Deus salto uma muralha.    14149 19 18 30 Quanto a Deus, o seu caminho é perfeito; a promessa do Senhor é provada; ele é um escudo para todos os que nele confiam.    14150 19 18 31 Pois, quem é Deus senão o Senhor? e quem é rochedo senão o nosso Deus?    14151 19 18 32 Ele é o Deus que me cinge de força e torna perfeito o meu caminho;    14152 19 18 33 faz os meus pés como os das corças, e me coloca em segurança nos meus lugares altos.    14153 19 18 34 Adestra as minhas mãos para a peleja, de sorte que os meus braços vergam um arco de bronze.    14154 19 18 35 Também me deste o escudo da tua salvação; a tua mão direita me sustém, e a tua clemência me engrandece.    14155 19 18 36 Alargas o caminho diante de mim, e os meus pés não resvalam.    14156 19 18 37 Persigo os meus inimigos, e os alcanço; não volto senão depois de os ter consumido.    14157 19 18 38 Atravesso-os, de modo que nunca mais se podem levantar; caem debaixo dos meus pés.    14158 19 18 39 Pois me cinges de força para a peleja; prostras debaixo de mim aqueles que contra mim se levantam.    14159 19 18 40 Fazes também que os meus inimigos me dêem as costas; aos que me odeiam eu os destruo.    14160 19 18 41 Clamam, porém não há libertador; clamam ao Senhor, mas ele não lhes responde.    14161 19 18 42 Então os esmiúço como o pó diante do vento; lanço-os fora como a lama das ruas.    14162 19 18 43 Livras-me das contendas do povo, e me fazes cabeça das nações; um povo que eu não conhecia se me sujeita.    14163 19 18 44 Ao ouvirem de mim, logo me obedecem; com lisonja os estrangeiros se me submetem.    14164 19 18 45 Os estrangeiros desfalecem e, tremendo, saem dos seus esconderijos.    14165 19 18 46 Vive o Senhor; bendita seja a minha rocha, e exaltado seja o Deus da minha salvação,    14166 19 18 47 o Deus que me dá vingança, e sujeita os povos debaixo de mim,    14167 19 18 48 que me livra de meus inimigos; sim, tu me exaltas sobre os que se levantam contra mim; tu me livras do homem violento.    14168 19 18 49 Pelo que, ó Senhor, te louvarei entre as nações, e entoarei louvores ao teu nome.    14169 19 18 50 Ele dá grande livramento ao seu rei, e usa de benignidade para com o seu ungido, para com Davi e sua posteridade, para sempre.    14170 19 19 1 Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos.    14171 19 19 2 Um dia faz declaração a outro dia, e uma noite revela conhecimento a outra noite.    14172 19 19 3 Não há fala, nem palavras; não se lhes ouve a voz.    14173 19 19 4 Por toda a terra estende-se a sua linha, e as suas palavras até os consfins do mundo. Neles pôs uma tenda para o sol,    14174 19 19 5 que é qual noivo que sai do seu tálamo, e se alegra, como um herói, a correr a sua carreira.    14175 19 19 6 A sua saída é desde uma extremidade dos céus, e o seu curso até a outra extremidade deles; e nada se esconde ao seu calor.    14176 19 19 7 A lei do Senhor é perfeita, e refrigera a alma; o testemunho do Senhor é fiel, e dá sabedoria aos simples.    14177 19 19 8 Os preceitos do Senhor são retos, e alegram o coração; o mandamento do Senhor é puro, e alumia os olhos.    14178 19 19 9 O temor do Senhor é limpo, e permanece para sempre; os juízos do Senhor são verdadeiros e inteiramente justos.    14179 19 19 10 Mais desejáveis são do que o ouro, sim, do que muito ouro fino; e mais doces do que o mel e o que goteja dos favos.    14180 19 19 11 Também por eles o teu servo é advertido; e em os guardar há grande recompensa.    14181 19 19 12 Quem pode discernir os próprios erros? Purifica-me tu dos que me são ocultos.    14182 19 19 13 Também de pecados de presunção guarda o teu servo, para que não se assenhoreiem de mim; então serei perfeito, e ficarei limpo de grande transgressão.    14183 19 19 14 Sejam agradáveis as palavras da minha boca e a meditação do meu coração perante a tua face, Senhor, Rocha minha e Redentor meu!    14184 19 20 1 O Senhor te ouça no dia da angústia; o nome do Deus de Jacó te proteja.    14185 19 20 2 Envie-te socorro do seu santuário, e te sustenha de Sião.    14186 19 20 3 Lembre-se de todas as tuas ofertas, e aceite os teus holocaustos.    14187 19 20 4 Conceda-te conforme o desejo do teu coração, e cumpra todo o teu desígnio.    14188 19 20 5 Nós nos alegraremos pela tua salvação, e em nome do nosso Deus arvoraremos pendões; satisfaça o Senhor todas as tuas petições.    14189 19 20 6 Agora sei que o Senhor salva o seu ungido; ele lhe responderá lá do seu santo céu, com a força salvadora da sua destra.    14190 19 20 7 Uns confiam em carros e outros em cavalos, mas nós faremos menção do nome do Senhor nosso Deus.    14191 19 20 8 Uns encurvam-se e caem, mas nós nos erguemos e ficamos de pé.    14192 19 20 9 Salva-nos, Senhor; ouça-nos o Rei quando clamarmos.    14193 19 21 1 Na tua força, ó Senhor, o rei se alegra; e na tua salvação quão grandemente se regozija!    14194 19 21 2 Concedeste-lhe o desejo do seu coração, e não lhe negaste a petição dos seus lábios.    14195 19 21 3 Pois o proveste de bênçãos excelentes; puseste-lhe na cabeça uma coroa de ouro fino.    14196 19 21 4 Vida te pediu, e lha deste, longura de dias para sempre e eternamente.    14197 19 21 5 Grande é a sua glória pelo teu socorro; de honra e de majestade o revestes.    14198 19 21 6 Sim, tu o fazes para sempre abençoado; tu o enches de gozo na tua presença.    14199 19 21 7 Pois o rei confia no Senhor; e pela bondade do Altíssimo permanecerá inabalável.    14200 19 21 8 A tua mão alcançará todos os teus inimigos, a tua destra alcançará todos os que te odeiam.    14201 19 21 9 Tu os farás qual fornalha ardente quando vieres; o Senhor os consumirá na sua indignação, e o fogo os devorará.    14202 19 21 10 A sua prole destruirás da terra, e a sua descendência dentre os filhos dos homens.    14203 19 21 11 Pois intentaram o mal contra ti; maquinaram um ardil, mas não prevalecerão.    14204 19 21 12 Porque tu os porás em fuga; contra os seus rostos assestarás o teu arco.    14205 19 21 13 Exalta-te, Senhor, na tua força; então cantaremos e louvaremos o teu poder.    14206 19 22 1 Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? por que estás afastado de me auxiliar, e das palavras do meu bramido?    14207 19 22 2 Deus meu, eu clamo de dia, porém tu não me ouves; também de noite, mas não acho sossego.    14208 19 22 3 Contudo tu és santo, entronizado sobre os louvores de Israel.    14209 19 22 4 Em ti confiaram nossos pais; confiaram, e tu os livraste.    14210 19 22 5 A ti clamaram, e foram salvos; em ti confiaram, e não foram confundidos.    14211 19 22 6 Mas eu sou verme, e não homem; opróbrio dos homens e desprezado do povo.    14212 19 22 7 Todos os que me vêem zombam de mim, arreganham os beiços e meneiam a cabeça, dizendo:    14213 19 22 8 Confiou no Senhor; que ele o livre; que ele o salve, pois que nele tem prazer.    14214 19 22 9 Mas tu és o que me tiraste da madre; o que me preservaste, estando eu ainda aos seios de minha mãe.    14215 19 22 10 Nos teus braços fui lançado desde a madre; tu és o meu Deus desde o ventre de minha mãe.    14216 19 22 11 Não te alongues de mim, pois a angústia está perto, e não há quem acuda.    14217 19 22 12 Muitos touros me cercam; fortes touros de Basã me rodeiam.    14218 19 22 13 Abrem contra mim sua boca, como um leão que despedaça e que ruge.    14219 19 22 14 Como água me derramei, e todos os meus ossos se desconjuntaram; o meu coração é como cera, derreteu-se no meio das minhas entranhas.    14220 19 22 15 A minha força secou-se como um caco e a língua se me pega ao paladar; tu me puseste no pó da morte.    14221 19 22 16 Pois cães me rodeiam; um ajuntamento de malfeitores me cerca; transpassaram-me as mãos e os pés.    14222 19 22 17 Posso contar todos os meus ossos. Eles me olham e ficam a mirar-me.    14223 19 22 18 Repartem entre si as minhas vestes, e sobre a minha túnica lançam sortes.    14224 19 22 19 Mas tu, Senhor, não te alongues de mim; força minha, apressa-te em socorrer-me.    14225 19 22 20 Livra-me da espada, e a minha vida do poder do cão.    14226 19 22 21 Salva-me da boca do leão, sim, livra-me dos chifres do boi selvagem.    14227 19 22 22 Então anunciarei o teu nome aos meus irmãos; louvar-te-ei no meio da congregação.    14228 19 22 23 Vós, que temeis ao Senhor, louvai-o; todos vós, filhos de Jacó, glorificai-o; temei-o todos vós, descendência de Israel.    14229 19 22 24 Porque não desprezou nem abominou a aflição do aflito, nem dele escondeu o seu rosto; antes, quando ele clamou, o ouviu.    14230 19 22 25 De ti vem o meu louvor na grande congregação; pagarei os meus votos perante os que o temem.    14231 19 22 26 Os mansos comerão e se fartarão; louvarão ao Senhor os que o buscam. Que o vosso coração viva eternamente!    14232 19 22 27 Todos os limites da terra se lembrarão e se converterão ao Senhor, e diante dele adorarão todas as famílias das nações.    14233 19 22 28 Porque o domínio é do Senhor, e ele reina sobre as nações.    14234 19 22 29 Todos os grandes da terra comerão e adorarão, e todos os que descem ao pó se prostrarão perante ele, os que não podem reter a sua vida.    14235 19 22 30 A posteridade o servirá; falar-se-á do Senhor à geração vindoura.    14236 19 22 31 Chegarão e anunciarão a justiça dele; a um povo que há de nascer contarão o que ele fez.    14237 19 23 1 O Senhor é o meu pastor; nada me faltará.    14238 19 23 2 Deitar-me faz em pastos verdejantes; guia-me mansamente a águas tranqüilas.    14239 19 23 3 Refrigera a minha alma; guia-me nas veredas da justiça por amor do seu nome.    14240 19 23 4 Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.    14241 19 23 5 Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos; unges com óleo a minha cabeça, o meu cálice transborda.    14242 19 23 6 Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida, e habitarei na casa do Senhor por longos dias.    14243 19 24 1 Do Senhor é a terra e a sua plenitude; o mundo e aqueles que nele habitam.    14244 19 24 2 Porque ele a fundou sobre os mares, e a firmou sobre os rios.    14245 19 24 3 Quem subirá ao monte do Senhor, ou quem estará no seu lugar santo?    14246 19 24 4 Aquele que é limpo de mãos e puro de coração; que não entrega a sua alma à vaidade, nem jura enganosamente.    14247 19 24 5 Este receberá do Senhor uma bênção, e a justiça do Deus da sua salvação.    14248 19 24 6 Tal é a geração daqueles que o buscam, daqueles que buscam a tua face, ó Deus de Jacó.    14249 19 24 7 Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó entradas eternas, e entrará o Rei da Glória.    14250 19 24 8 Quem é o Rei da Glória? O Senhor forte e poderoso, o Senhor poderoso na batalha.    14251 19 24 9 Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó entradas eternas, e entrará o Rei da Glória.    14252 19 24 10 Quem é esse Rei da Glória? O Senhor dos exércitos; ele é o Rei da Glória.    14253 19 25 1 A ti, Senhor, elevo a minha alma.    14254 19 25 2 Deus meu, em ti confio; não seja eu envergonhado; não triunfem sobre mim os meus inimigos.    14255 19 25 3 Não seja envergonhado nenhum dos que em ti esperam; envergonhados sejam os que sem causa procedem traiçoeiramente.    14256 19 25 4 Faze-me saber os teus caminhos, Senhor; ensina-me as tuas veredas.    14257 19 25 5 Guia-me na tua verdade, e ensina-me; pois tu és o Deus da minha salvação; por ti espero o dia todo.    14258 19 25 6 Lembra-te, Senhor, da tua compaixão e da tua benignidade, porque elas são eternas.    14259 19 25 7 Não te lembres dos pecado da minha mocidade, nem das minhas transgressões; mas, segundo a tua misericórdia, lembra-te de mim, pela tua bondade, ó Senhor.    14260 19 25 8 Bom e reto é o Senhor; pelo que ensina o caminho aos pecadores.    14261 19 25 9 Guia os mansos no que é reto, e lhes ensina o seu caminho.    14262 19 25 10 Todas as veredas do Senhor são misericórdia e verdade para aqueles que guardam o seu pacto e os seus testemunhos.    14263 19 25 11 Por amor do teu nome, Senhor, perdoa a minha iniqüidade, pois é grande.    14264 19 25 12 Qual é o homem que teme ao Senhor? Este lhe ensinará o caminho que deve escolher.    14265 19 25 13 Ele permanecerá em prosperidade, e a sua descendência herdará a terra.    14266 19 25 14 O conselho do Senhor é para aqueles que o temem, e ele lhes faz saber o seu pacto.    14267 19 25 15 Os meus olhos estão postos continuamente no Senhor, pois ele tirará do laço os meus pés.    14268 19 25 16 Olha para mim, e tem misericórdia de mim, porque estou desamparado e aflito.    14269 19 25 17 Alivia as tribulações do meu coração; tira-me das minhas angústias.    14270 19 25 18 Olha para a minha aflição e para a minha dor, e perdoa todos os meus pecados.    14271 19 25 19 Olha para os meus inimigos, porque são muitos e me odeiam com ódio cruel.    14272 19 25 20 Guarda a minha alma, e livra-me; não seja eu envergonhado, porque em ti me refúgio.    14273 19 25 21 A integridade e a retidão me protejam, porque em ti espero.    14274 19 25 22 Redime, ó Deus, a Israel de todas as suas angústias.    14275 19 26 1 Julga-me, ó Senhor, pois tenho andado na minha integridade; no Senhor tenho confiado sem vacilar.    14276 19 26 2 Examina-me, Senhor, e prova-me; esquadrinha o meu coração e a minha mente.    14277 19 26 3 Pois a tua benignidade está diante dos meus olhos, e tenho andado na tua verdade.    14278 19 26 4 Não me tenho assentado com homens falsos, nem associo com dissimuladores.    14279 19 26 5 Odeio o ajuntamento de malfeitores; não me sentarei com os ímpios.    14280 19 26 6 Lavo as minhas mãos na inocência; e assim, ó Senhor, me acerco do teu altar,    14281 19 26 7 para fazer ouvir a voz de louvor, e contar todas as tuas maravilhas.    14282 19 26 8 Ó Senhor, eu amo o recinto da tua casa e o lugar onde permanece a tua glória.    14283 19 26 9 Não colhas a minha alma com a dos pecadores, nem a minha vida a dos homens sanguinolentos,    14284 19 26 10 em cujas mãos há malefício, e cuja destra está cheia de subornos.    14285 19 26 11 Quanto a mim, porém, ando na minha integridade; resgata-me e tem compaixão de mim.    14286 19 26 12 O meu pé está firme em terreno plano; nas congregações bendirei ao Senhor.    14287 19 27 1 O Senhor é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei? O Senhor é a força da minha vida; de quem me recearei?    14288 19 27 2 Quando os malvados investiram contra mim, para comerem as minhas carnes, eles, meus adversários e meus inimigos, tropeçaram e caíram.    14289 19 27 3 Ainda que um exército se acampe contra mim, o meu coração não temerá; ainda que a guerra se levante contra mim, conservarei a minha confiança.    14290 19 27 4 Uma coisa pedi ao Senhor, e a buscarei: que possa morar na casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a formosura do Senhor, e inquirir no seu templo.    14291 19 27 5 Pois no dia da adversidade me esconderá no seu pavilhão; no recôndito do seu tabernáculo me esconderá; sobre uma rocha me elevará.    14292 19 27 6 E agora será exaltada a minha cabeça acima dos meus inimigos que estão ao redor de mim; e no seu tabernáculo oferecerei sacrifícios de júbilo; cantarei, sim, cantarei louvores ao Senhor.    14293 19 27 7 Ouve, ó Senhor, a minha voz quando clamo; compadece-te de mim e responde-me.    14294 19 27 8 Quando disseste: Buscai o meu rosto; o meu coração te disse a ti: O teu rosto, Senhor, buscarei.    14295 19 27 9 Não escondas de mim o teu rosto, não rejeites com ira o teu servo, tu que tens sido a minha ajuda. Não me enjeites nem me desampares, ó Deus da minha salvação.    14296 19 27 10 Se meu pai e minha mãe me abandonarem, então o Senhor me acolherá.    14297 19 27 11 Ensina-me, ó Senhor, o teu caminho, e guia-me por uma vereda plana, por causa dos que me espreitam.    14298 19 27 12 Não me entregues à vontade dos meus adversários; pois contra mim se levantaram falsas testemunhas e os que repiram violência.    14299 19 27 13 Creio que hei de ver a bondade do Senhor na terra dos viventes.    14300 19 27 14 Espera tu pelo Senhor; anima-te, e fortalece o teu coração; espera, pois, pelo Senhor.    14301 19 28 1 A ti clamo, ó Senhor; rocha minha, não emudeças para comigo; não suceda que, calando-te a meu respeito, eu me torne semelhante aos que descem à cova.    14302 19 28 2 Ouve a voz das minhas súplicas, quando a ti clamo, quando levanto as minhas mãos para o teu santo templo.    14303 19 28 3 Não me arrastes juntamente com os ímpios e com os que praticam a iniqüidade, que falam de paz ao seu próximo, mas têm o mal no seu coração.    14304 19 28 4 Retribui-lhes segundo as suas obras e segundo a malícia dos seus feitos; dá-lhes conforme o que fizeram as suas mãos; retribui-lhes o que eles merecem.    14305 19 28 5 Porquanto eles não atentam para as obras do Senhor, nem para o que as suas mãos têm feito, ele os derrubará e não os reedificará    14306 19 28 6 Bendito seja o Senhor, porque ouviu a voz das minhas súplicas.    14307 19 28 7 O Senhor é a minha força e o meu escudo; nele confiou o meu coração, e fui socorrido; pelo que o meu coração salta de prazer, e com o meu cântico o louvarei.    14308 19 28 8 O Senhor é a força do seu povo; ele é a fortaleza salvadora para o seu ungido.    14309 19 28 9 Salva o teu povo, e abençoa a tua herança; apascenta-os e exalta-os para sempre.    14310 19 29 1 Tributai ao Senhor, ó filhos dos poderosos, tributai ao Senhor glória e força.    14311 19 29 2 Tributai ao Senhor a glória devida ao seu nome; adorai o Senhor vestidos de trajes santos.    14312 19 29 3 A voz do Senhor ouve-se sobre as águas; o Deus da glória troveja; o Senhor está sobre as muitas águas.    14313 19 29 4 A voz do Senhor é poderosa; a voz do Senhor é cheia de majestade.    14314 19 29 5 A voz do Senhor quebra os cedros; sim, o Senhor quebra os cedros do Líbano.    14315 19 29 6 Ele faz o Líbano saltar como um bezerro; e Siriom, como um filhote de boi selvagem.    14316 19 29 7 A voz do Senhor lança labaredas de fogo.    14317 19 29 8 A voz do Senhor faz tremer o deserto; o Senhor faz tremer o deserto de Cades.    14318 19 29 9 A voz do Senhor faz as corças dar à luz, e desnuda as florestas; e no seu templo todos dizem: Glória!    14319 19 29 10 O Senhor está entronizado sobre o dilúvio; o Senhor se assenta como rei, perpetuamente.    14320 19 29 11 O Senhor dará força ao seu povo; o Senhor abençoará o seu povo com paz.    14321 19 30 1 Exaltar-te-ei, ó Senhor, porque tu me levantaste, e não permitiste que meus inimigos se alegrassem sobre mim.    14322 19 30 2 Ó Senhor, Deus meu, a ti clamei, e tu me curaste.    14323 19 30 3 Senhor, fizeste subir a minha alma do Seol, conservaste-me a vida, dentre os que descem à cova.    14324 19 30 4 Cantai louvores ao Senhor, vós que sois seus santos, e louvai o seu santo nome.    14325 19 30 5 Porque a sua ira dura só um momento; no seu favor está a vida. O choro pode durar uma noite; pela manhã, porém, vem o cântico de júbilo.    14326 19 30 6 Quanto a mim, dizia eu na minha prosperidade: Jamais serei abalado.    14327 19 30 7 Tu, Senhor, pelo teu favor fizeste que a minha montanha permanecesse forte; ocultaste o teu rosto, e fiquei conturbado.    14328 19 30 8 A ti, Senhor, clamei, e ao Senhor supliquei:    14329 19 30 9 Que proveito haverá no meu sangue, se eu descer à cova? Porventura te louvará o pó? Anunciará ele a tua verdade?    14330 19 30 10 Ouve, Senhor, e tem compaixão de mim! Ó Senhor, sê o meu ajudador!    14331 19 30 11 Tornaste o meu pranto em regozijo, tiraste o meu cilício, e me cingiste de alegria;    14332 19 30 12 para que a minha alma te cante louvores, e não se cale. Senhor, Deus meu, eu te louvarei para sempre.    14333 19 31 1 Em ti, Senhor, me refugio; nunca seja eu envergonhado; livra-me pela tua justiça!    14334 19 31 2 Inclina para mim os teus ouvidos, livra-me depressa! Sê para mim uma rocha de refúgio, uma casa de defesa que me salve!    14335 19 31 3 Porque tu és a minha rocha e a minha fortaleza; pelo que, por amor do teu nome, guia-me e encaminha-me.    14336 19 31 4 Tira-me do laço que me armaram, pois tu és o meu refúgio.    14337 19 31 5 Nas tuas mãos entrego o meu espírito; tu me remiste, ó Senhor, Deus da verdade.    14338 19 31 6 Odeias aqueles que atentam para ídolos vãos; eu, porém, confio no Senhor.    14339 19 31 7 Eu me alegrarei e regozijarei na tua benignidade, pois tens visto a minha aflição. Tens conhecido as minhas angústias,    14340 19 31 8 e não me entregaste nas mãos do inimigo; puseste os meus pés num lugar espaçoso.    14341 19 31 9 Tem compaixão de mim, ó Senhor, porque estou angustiado; consumidos estão de tristeza os meus olhos, a minha alma e o meu corpo.    14342 19 31 10 Pois a minha vida está gasta de tristeza, e os meus anos de suspiros; a minha força desfalece por causa da minha iniqüidade, e os meus ossos se consomem.    14343 19 31 11 Por causa de todos os meus adversários tornei-me em opróbrio, sim, sobremodo o sou para os meus vizinhos, e horror para os meus conhecidos; os que me vêem na rua fogem de mim.    14344 19 31 12 Sou esquecido como um morto de quem não há memória; sou como um vaso quebrado.    14345 19 31 13 Pois tenho ouvido a difamação de muitos, terror por todos os lados; enquanto juntamente conspiravam contra mim, maquinaram tirar-me a vida.    14346 19 31 14 Mas eu confio em ti, ó Senhor; e digo: Tu és o meu Deus.    14347 19 31 15 Os meus dias estão nas tuas mãos; livra-me das mãos dos meus inimigos e dos que me perseguem.    14348 19 31 16 Faze resplandecer o teu rosto sobre o teu servo; salva-me por tua bondade.    14349 19 31 17 Não seja eu envergonhado, ó Senhor, porque te invoco; envergonhados sejam os ímpios, emudeçam no Seol.    14350 19 31 18 Emudeçam os lábios mentirosos, que falam insolentemente contra o justo, com arrogância e com desprezo.    14351 19 31 19 Oh! quão grande é a tua bondade, que guardaste para os que te temem, a qual na presença dos filhos dos homens preparaste para aqueles que em ti se refugiam!    14352 19 31 20 No abrigo da tua presença tu os escondes das intrigas dos homens; em um pavilhão os ocultas da contenda das línguas.    14353 19 31 21 Bendito seja o Senhor, pois fez maravilhosa a sua bondade para comigo numa cidade sitiada.    14354 19 31 22 Eu dizia no meu espanto: Estou cortado de diante dos teus olhos; não obstante, tu ouviste as minhas súplicas quando eu a ti clamei.    14355 19 31 23 Amai ao Senhor, vós todos os que sois seus santos; o Senhor guarda os fiéis, e retribui abundantemente ao que usa de soberba.    14356 19 31 24 Esforçai-vos, e fortaleça-se o vosso coração, vós todos os que esperais no Senhor.    14357 19 32 1 Bem-aventurado aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto.    14358 19 32 2 Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não atribui a iniqüidade, e em cujo espírito não há dolo.    14359 19 32 3 Enquanto guardei silêncio, consumiram-se os meus ossos pelo meu bramido durante o dia todo.    14360 19 32 4 Porque de dia e de noite a tua mão pesava sobre mim; o meu humor se tornou em sequidão de estio.    14361 19 32 5 Confessei-te o meu pecado, e a minha iniqüidade não encobri. Disse eu: Confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e tu perdoaste a culpa do meu pecado.    14362 19 32 6 Pelo que todo aquele é piedoso ore a ti, a tempo de te poder achar; no trasbordar de muitas águas, estas e ele não chegarão.    14363 19 32 7 Tu és o meu esconderijo; preservas-me da angústia; de alegres cânticos de livramento me cercas.    14364 19 32 8 Instruir-te-ei, e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; aconselhar-te-ei, tendo-te sob a minha vista.    14365 19 32 9 Não sejais como o cavalo, nem como a mula, que não têm entendimento, cuja boca precisa de cabresto e freio; de outra forma não se sujeitarão.    14366 19 32 10 O ímpio tem muitas dores, mas aquele que confia no Senhor, a misericórdia o cerca.    14367 19 32 11 Alegrai-vos no Senhor, e regozijai-vos, vós justos; e cantai de júbilo, todos vós que sois ret